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Posts para categoria ‘Cactos e Suculentas’

cacto-parafuso((Cereus Peruvianos var. Tortuosus) )

No feng shui, cactos são considerados grandes guardiões da casa e purificadores do ambiente – acredita-se até que formem uma barreira contra as ondas emitidas por aparelhos eletrônicos. Crenças fantasiosas à parte, esse nativo de regiões áridas e isoladas é um exemplo de perseverança, adaptabilidade e integração.

Os cactos crescem em muitas partes do mundo. A América do Sul e a África do Sul são especialmente representativas dos diferentes tipos de cactos existentes no nosso planeta.

Os Cactos pertencem à família Cactaceae e possuem aproximadamente 84 gêneros e umas 1.400 espécies..Em geral esse tipo de planta é usada para fins ornamentais, mas também pode ser utilizada na agronomia.

Podemos definir essas plantas como pouco usuais uma vez que estão adaptadas a ambientes extremamente áridos e quentes. Uma das principais e mais curiosas características dos Cactos é a capacidade de conservar água.

Essas plantas são um ótimo exemplo de adaptação ao ambiente extremo, o caule do Cacto se expandiu em estruturas suculentas verdes e perenes para conseguir conter a clorofila que é necessária para a vida.

Os espinhos são as folhas que no processo de evolução se reduziram, a principal função deles é realizar a respiração da planta. Também são essenciais para a produção de energia e transpiração do Cacto. Os espinhos ajudam a evitar a grande perda de água, um dos motivos que torna essa planta capaz de armazenar o líquido da vida.

Quando o Cacto está inserido na natureza os espinhos também têm a função de proteção da planta contra possíveis predadores.

Os cactos sempre foram plantas populares, em parte devido à enorme variedade de cactos que se pode encontrar, mas também pelos poucos cuidados que exigem para crescer e viver. Isto significa que os cactos são as plantas ideais para todo o tipo de jardineiro.

O fato da maioria dos cactos necessitar de poucos cuidados para gozar de boa saúde, torna-os extremamente fáceis de manter, tanto em interior como em exterior. Devido à enorme variedade de cactos, é difícil generalizar sobre as condições ideais para cada espécie. Cada uma tem as suas preferências. No entanto, existem muitos tipos de ambientes que se adaptam inteiramente, ou em parte, à maioria das espécies.

Vasos
O tamanho dos vasos é muito importante para os cactos. Se o vaso for demasiado pequeno pode provocar a asfixia das raízes. Os cactos crescerão pouco, ou nada, e eventualmente morrerão. Se o vaso for demasiado grande, terá demasiada terra e absorverá demasiada água, o que levará eventualmente ao apodrecimento das raízes.

Em geral, pode-se dizer que os cactos bulbosos (por exemplo, os da familia Lophophora) crescem mais confortavelmente em vasos que são apenas ligeiramente maiores que as suas raízes. Os cactos tuberosos (por exemplo, os da família Trichocereus) necessitam normalmente de vasos um pouco maiores.

Os vasos são normalmente de barro/cerâmica ou plástico. Em geral, as pessoas que fazem jardinagem como hobby, costumam escolher vasos de barro. Estes vasos permitem aos cactos respirar melhor e a terra seca mais rapidamente. Os vasos de barro são mais caros que os de plástico.

Assegura-te de que o vaso tem um ou mais buracos no fundo. Os cactos preferem absorver a água por baixo.

Terra
Uma boa mistura de terra pode fazer toda a diferença para o teu cacto. No entanto, a escolha do tipo de mistura depende em muito do tipo de clima.

A terra normal para vasos não é geralmente a adequada para a maioria dos cactos. Esta tipo de solo tem a capacidade de reter a água durante muito tempo. Isto é algo terrível para os cactos. Os centros de jardinagem costumam ter terra especial para cactos, que resulta bem para a grande maioria dos cactos. Mas, a maioria dos amantes da jardinagem prefere usar misturas preparadas por eles próprios, depois de vários anos de experiência.

Misturas a serem usadas para o substrato dos cactos:
- turfa
- fibra de coco
- terra para vasos
- cascalho miúdo
- perlite
- pedra pome
- pedra calcaria

A maior parte das misturas são compostas por 20 a 25% de matéria orgânica e o restante é material inorgânico. É muito importante que a mistura seja leve e solta. Caso contrário, irá absorver demasiada água, e provocar o apodrecimento das raízes. Os cactos também precisam de um certo número de nutrientes e de oligoelementos. Eventualmente, o solo ficará esgotado destes nutrientes.É por isso recomendada a adição de um pouco de estrume na mistura, uma vez por ano.

Luminosidade
A quantidade certa de luz é talvez a parte mais difícil na manutenção dos cactos. Especialmente se vives num país frio e escuro, deves assegurar-te que os teus cactos recebem bastante luz, pelo menos de vez em quando. Os cactos estão naturalmente acostumados a receber muita luz. A maior parte dos cactos consegue sobreviver com menos luz, mas o seu crescimento será mais lento e nunca irão florescer.

Durante o verão, os cactos normalmente recebem mais luz do que no inverno. A maioria dos cactos necessita, na realidade, de apenas algumas horas de luz solar.

Vale lembrar que excesso de luz também pode causar problemas. Se os cactos receberem demasiada luz, o lado exposto ao sol perderá a cor, resultando em queimaduras. Isto pode causar marcas permanentes.

Temperatura
É bem sabido que os cactos gostam de calor. É por isso que crescem nas regiões mais quentes do planeta. Mas mesmo os países mais quentes têm noites frias. Por essa razão, muitos cactos aguentam temperaturas mais baixas. Alguns até são capazes de suportar a geada, durante um curto período, desde que recebam calor e luz durante o dia.

Dentro de casa, os cactos podem geralmente ser mantidos a temperatura ambiente. Nas regiões onde os cactos conseguem também sobreviver no exterior, é melhor mantê-los dentro de casa durante o inverno, de qualquer forma.

Água
A causa mais comum para a morte dos cactos é o excesso de água. O nosso conselho é, portanto, não os regues demias. A maioria das pessoas acha difícil perceber quando é que os seus cactos necessitam de água. A melhor coisa a fazer é deixar a terra secar completamente antes de regar outra vez. Um medidor de humidade pode ser bastante útil nestas situações. Em caso de dúvidas, o melhor é não regar já.

No verão, os cactos necessitam de mais água do que no inverno.
Verão: rega os teus cactos uma vez por semana.
Inverno: rega os teus cactos 2 ou 3 vezes durante o período inteiro de inverno.

No entanto, estas recomendações podem variar dependendo dos cactos e do ambiente em que se encontram!

É melhor regar por baixo, onde se encontram as raízes. Por isso, os vasos devem ter sempre um ou mais buracos no fundo e um prato por baixo. Quando deitas água no prato, a terra absorve a água do fundo até ao topo, atingindo facilmente as raízes. Deita fora a água que não for absorvida após 2 minutos. Os cactos maiores poderão demorar mais 1 minuto ou 2, a absorver a água de que necessitam.

Transplante
Os cactos, e especialmente as suas raízes, não gostam de ser transplantados. No entanto, alguns crescem bastante rápido, e se os mantivermos num vaso demasiado pequeno, as suas raízes irão ressentir-se. Os cactos param de crescer e acabam por morrer. Por isso necessitam de ser transplantados, de vez em quando, para vasos maiores, para manter o crescimento.

São necessários alguns cuidados no transplante de cactos. Não são só os cactos que podem ficar danificados. Os picos são difíceis de passar despercebidos. Portanto, o melhor é usar luvas espessas ou um pano dobrado para proteger as tuas mãos, quando manuseias os cactos. A melhor época para transplantar cactos é logo a seguir ao período de inverno.

Doenças
A maioria dos cactos é vulnerável as mesmas doenças e pragas que as outras plantas de casa e jardim. Por isso é importante controlar regularmente os teus cactos. Também aqui, é melhor prevenir do que remediar. Assegura-te que crias o ambiente adequado, onde os cactos possam crescer bem, e os insetos e bactérias não tenham quaisquer hipóteses.

Os fungicidas e pesticidas podem rapidamente erradicar insetos e pragas. No entanto, tem cuidado com as super doses. Muitas vezes os cactos também morrem por causa desses produtos. Siga sempre cuidadosamente as instruções da embalagem.

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Planta conhecida popularmente como Planta-Coração devido a forma que adquire que lembra um coração. Também pode receber como nome popular Flor-de-cera ou Cacto-coração. Essa planta pertence a família a Apocynaceae e está na categoria de cactos e suculentas, trepadeiras e folhagens.

A origem da Planta-Coração é a Ásia, China, Camboja, Java, Indonésia, Tailândia, Laos e Vietnã. Pode atingir alturas entre 2.4 a 3.0 metros e a luminosidade de que precisa é a luz difusa ou meia sombra. O ciclo de vida dessa planta é o perene, uma planta incrível que pode ser ótima para ornamentação.

Trata-se de uma planta trepadeira, suculenta e epífita que possui folhas cuja forma lembra um coração. Devido a sua forma essa planta passou a ser cultivada em todo o mundo. Os seus ramos têm raízes aéreas que tem como responsabilidade absorver nutrientes de matéria orgânica no seu ambiente.

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As folhas da Hoya kerrii têm como principais características serem brilhantes, codiformes e serem de um tom verde claro. Destaque ainda para a forma variegada que possui margens de folhas de um tom branco-creme. Assim como outras flores-de-cera a Planta-Coração possui uma inflorescência do tipo umbela que é pendente e tem grande durabilidade.

O florescimento dessa planta acontece durante o verão e conta com diversas flores cerosas que são hirsutas, pequenas e com um perfume bastante suave. As flores dessa planta são o resultado da sobreposição de duas estrelas. A flor maior na base é a corola e a menor que fica no ápice é a corona. A corona é vermelha e a corola é branca.

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O Crescimento Da Planta-Coração
No começo do cultivo a planta-coração apresenta um crescimento bastante lento e que acontece em fases. Porém, depois que ela cresce um pouco começa a apresentar dezenas de folhas e assim o seu crescimento se torna mais rápido gradativamente.

Vale destacar que pode demorar anos até que a planta floresça pela primeira vez. Um tipo de planta bastante indicado para varandas e interiores que tenham uma boa iluminação.

A dica para que a sua planta cresça com saúde é cultivá-la sob meia-sombra ou então com luz difusa. O solo deve ser drenável e de preferência enriquecido com matéria orgânica, a irrigação deve ser feita regularmente. Cuide para não encharcar o substrato para que as raízes não acabem apodrecendo.

Uma planta que aprecia bastante o calor tropical, a dica é reduzir as regas durante o inverno. A fertilização orgânica é uma boa opção para a primavera e o verão, porém, deve ser leve. Cuidado também com a incidência direta do sol nas folhas, pois pode causar queimaduras nas folhas.

Se for cultivar a Hoya kerrii em vasos prefira os modelos em que a planta fique bem apertada, pois ela gosta. A multiplicação dessa planta pode ser feita facilmente através de estaquia de ramos ou mesmo de folhas. O cultivo deve ser feito de forma que as folhas ou ramos sejam colocados para enraizar no substrato humoso e drenável que deve ser mantido sempre úmido.

A espécie Hoya kerrii faz parte do gênero Hoya que é nativo do sudeste da Ásia. O nome da espécie é uma homenagem a Arthur Francis George Kerr que foi um médico britânico que colecionava plantas e que chegou a escrever livros sobre botânica.

Essa planta pode ser chamada também de “Coração Sorte” devido a sua forma e na Europa é bastante vendida no Dia de São Valentim. A trepadeira que pode chegar a medir até 4 metros de altura possui hastes de diâmetro de 7 mm. As folhas da Hoya kerrii que tem forma de coração tem largura de 6 cm e podem ter 5 mm de espessura.

As plantas adultas dessa espécie podem apresentar inflorescências de 5 cm de diâmetro e cerca de 25 flores. Essas flores têm a capacidade de produzir bolas pequeninas de néctar que tem um tom vermelho meio castanho. O cheiro dessas flores é fraco geralmente.

A planta-coração é um tipo de cacto e assim uma suculenta, devido a isso é uma planta que gosta e se desenvolve bem nos climas mais quentes do mundo. Como possui grande capacidade de armazenar água não precisa de uma rega constante, quando é regada em excesso pode acabar com as raízes apodrecidas devido ao encharcamento.

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Cereus peruvianus var. tortuosus

Originário da América do Sul, possivelmente Peru, o “cacto parafuso” se desenvolve, naturalmente, na forma espiral. A espiral pode ser no sentido horário ou anti-horário, numa mesma planta. As razões para esta diversificação não são conhecidas.

O número de costelas por haste varia de 4 a 9, formando um efeito de alta plasticidade. As plantas podem ter uma ou muitas hastes.

É indicado para cultivo em ambiente interno ou externo. Quando cultivado em vasos, o porte da planta irá depender do espaço do vaso para o desenvolvimento das raízes e crescimento da planta.

A irrigação da planta em vasos deve ser feita uma vez por mês. Utilizar meio litro de água por vez. A água pode ser colocada diretamente sobre a planta, auxiliando na remoção de pó e mantendo a planta mais vistosa. Se mantida na rua e recebendo chuva, não há necessidade de molhar. A natureza irá cuidar dela. Não tolera água acumulada. Evitar prato sob o vaso.

As flores são em número variável e surgem no final da primavera-verão: maravilhosas, grandes, branco com lilás e se abrem à noite. A razão das flores abrirem à noite é para permitir que sejam fecundadas por insetos e pássaros noturnos.

O fruto tem a forma e tamanho de uma maçã e quando maduro tem a cor avermelhada. Devido ao formato e à cor avermelhado também é chamado de “maçã dos Andes”. Os frutos apresentam um grande número de pequenas sementes em seu interior.

Quando cultivados em ambientes internos ou externos, destacam-se por suas formas exóticas criando um diferencial marcante para residências e jardins.

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A maneira de regar os cactos e suculentas pode ser diferente, dependendo do local onde se encontram, sombra ou sol intenso.

O momento de regar é sempre quando o solo estiver muito seco, tentando evitar os jatos de água muito fortes, pois podem danificar as folhas, procure usar um jato mais suave, isso toma mais tempo, mas como elas não exigem mais que uma rega por semana durante o verão, e uma vez ao mês durante o inverno esse momento chega a ser um prazer.

Certifique-se que o solo está bem seco antes da rega para que assim evite o apodrecimento das raízes. Outra forma de saber a hora de regar é quando eles estão murchinhos e sem vida.
As Euphorbias necessitam um número bem menor de rega, pois essas apodrecem com muita facilidade.

Um bom truque é colocar suas suculentas em algum lugar que ao final da tarde elas estejam a sombra, principalmente no alto calor do verão, e não esqueça no alto calor do verão é hora de aumentar a quantidade de rega e não regá-las quando ainda tiver sol, regue a tardinha, caso contrário você poderá estar fazendo um cozido de suas suculentas.

Nunca deixe água nos pratinhos, pois dependendo do tempo que ali estiverem essa água poderá ajudar a apodrecer a sua plantinha, é por isso  que o vaso ou canteiro devem ser bem drenado e arejado.

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Sedum rubrotinctum

As cobiçadas suculentas são ótimas plantas para cultivar em regiões de clima quente e árido, elas são plantas que requerem poucas regas, poucos cuidados e costumam estar sempre com uma aparência linda durante o ano todo.

Tendo alguns cuidados no inverno, certamente elas estarão belas em todas as estações do ano.

Se você mora em locais muito frios, com neve e geada, você terá que providenciar uma coberta para esses dias mais gelados. Temperaturas congelantes podem matar algumas suculentas que não são apropriadamente cuidadas.

Mesmo necessitando de alguns cuidados no inverno, as suculentas ainda assim não são plantas de difícil cuidado.

Com apenas 5 passos você cuida da sua suculenta para que ela fique linda e saudável:
1º passo

No final do outono pare de regar em excesso. As Suculentas nessa fase necessitam sentir um pouco a falta de agua, só para então receber a próxima rega. Eu costumo dizer que, quando você pensar que ela precisa de rega, espere pelo menos mais uns 3 dias.

2º passo
Certifique-se que o solo seja bem drenado. As Suculentas precisam estar em solo seco durante os meses de inverno porque suas raízes apodrecem com facilidade e isso poderá matá-las. Melhorar a drenagem de seu solo se dá pela adição de areia.

3º passo
Durante o inverno regue somente uma vez por mês, por 5 minutos e nunca regue quando o solo estiver congelado. Talvez você se sinta tentada a regar, mas não caia na tentação, com a umidade do ar ela certamente já terá a agua que necessita.

4º passo
Cubra com um pano, um lençol ou tolha as Suculentas que não são resistentes as temperaturas abaixo de zero. Assim que as temperaturas subirem retirem o pano.

5º passo
As Suculentas que forem resistentes as temperaturas abaixo de zero não necessitam ser cobertas, pois estas necessitam da circulação de ar para se manterem secas.

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Essa planta originária do México tem características únicas e escultóricas, graças a suas folhas retorcidas que lembram os tentáculos de um polvo.

Desenvolve em alturas de 600 a 1.700 acima do nível do mar, desde que cultivada em solos arenosos, bem drenados e com baixa umidade ambiental. As populações indígenas, há tempos, usam as fibras das folhas, depois de secas, para fazer sabão, devido as altas concentrações de saponina.

A silhueta é invulgar e muito jeitosa, por isso deve ocupar uma posição de destaque no jardim, tomando o cuidado com a associação de outras espécies, para não atrapalhar seu caráter escultural. Entretanto acompanha perfeitamente: Aptenias, echeverias de tonalidades rosadas, lamprantos, onze-horas e Seduns, além de pedras.

Seu porte [e de 1,00 a 1,50 m de altura, podendo alcançar 5,00 m e um diâmetro de 3,00 m em estado nativo.
Sua flor, amarela, mede 7 m de altura. Folhagem acinzentada, com folhas retorcidas formando uma roseta e bordas desprovidas de espinhos.
Própria para clima subtropical árido (suporta ventos fortes e temperaturas de até 10º) e deve ser cultivada a sol pleno.

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Lampranthus Productus

Essa espécie de suculenta muito decorativa, vem ganhando cada vez mais os jardins, por ter flores muito vistosas, mas algumas pessoas a cultivam de forma errada.

Por ser categorizado e levar o nome de cacto, muitos pensam que todos os cactos são iguais, o que não é bem verdade. No caso dessa planta, a diversidade de cultivo é bem considerável e vale a pena conhecer mais sobre o assunto.

O Cacto-margarida é uma planta originária do continente africano que está entre as espécies de plantas da família das Aizoaceae. Sua maior incidência acontece na África do Sul e categorizada como cacto e planta suculenta de flores perenes, essa espécie também pode ser utilizada como planta de forração, mas somente em ambientes onde fica ao sol pleno.

É favorecido por regiões onde o clima é equatorial, oceânico, subtropical e tropical, sendo possível chegar até 15 cm de altura quando cultivada de forma correta. Possui um ciclo de vida perene, o que significa que o florescimento leva cerca de 2 anos para surgir e vai fazer com que você tenha flores, folhas e frutos brotando durante todo o ano no seu jardim.

Lampranthus Productus
É uma planta muito suculenta e muito florífera, e pode ser utilizada em jardins como  forração. O cacto-margarida é muito semelhante à outra planta chamada “onze horas” e por esse motivo vamos encontrar muitos detalhes iguais entre o cultivo de uma e de outra. As flores da planta aparecem sempre na primavera e no verão, sempre na cor rosa e é muito adorada por abelhas.

É uma que gosta de sol, então se você vai cultivá-la em um espaço interno, procure manter o mínimo de raio solar que uma planta precisa que é de 4 horas diárias, caso contrário a sua planta não se desenvolverá de forma correta.

Por ser uma planta suculenta, ela consegue reter uma boa quantidade para manter-se hidratada por um espaço de tempo bem considerável. Por esse motivo, evite deixar a planta com muita água acumulada, assim como regar com mais regularidade. Isso pode ser feito em um espaçamento de tempo maior fazendo com que a terra seque entre uma rega e outra. O ideal é você regar 1 vez por semana caso não tenha chuvas nesse período.

Quando ao clima, a planta se desenvolve bem em regiões onde o clima é mais ameno. Evite plantar em locais onde o clima é muito frio, pois a sua planta não irá tolerar as baixas temperaturas.  Não é necessário podar essa espécie porque a sua formação já é suficiente para que ela cresça bem e bem formada.

Prefira plantá em solos ricos em matéria orgânica e que tenha uma boa capacidade de drenagem. A multiplicação do cacto margarida é feita por estacas, e estas devem ser feitas após o florescimento da planta.

Preparo do solo
Se for cultivá-lo em vaso, misture 2 partes de areia grossa de construção para 1 parte de terra vegetal e 1 parte de composto orgânico. Para que as suas mudinhas cheguem a terra e fixem-se nela com firmeza, é necessário que você prepare os vasos adequadamente.

Como preparar o vaso
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Cubra o fundo do vaso com pedrinhas, cacos de telhas, argila expandida ou qualquer outro tipo de material que absorva a umidade.

- Em um balde ou qualquer recipiente, misture areia, terra vegetal e terra comum com uma proporção de 1 parte de cada. Nessa mistura use sempre areia de construção e nunca areia de praia, pois essa segunda possui composição salina e vai matar a sua planta.

- Adicione um pouco de húmus de minhoca, ou qualquer adubo orgânico que achar ideal.

- Agora acrescente essa mistura toda dentro do vaso e deixe espaço apenas para colocar a sua muda. Acrescente a planta, sempre retirando o plástico e complete a plantação cobrindo a planta com mais areia misturada como indicamos mais acima.

- Pressione levemente a terra de modo que a planta fique fixa mas bem fofa e a sua muda fique firme. Coloque algumas pedrinhas, mas só para decorar e pronto, sua muda de cacto margarida está devidamente plantar. Agora é só manter as regas e os cuidados ideais para que ela cresça saudável.

É bom lembrar que o lugar onde você vai deixar a sua planta, principalmente nessa primeira fase, influencia diretamente no seu crescimento. Deixe a sua planta em um local onde receba sol e ar, mas nada de forma exagerada. O ideal é que você deixe em um local mais tranquilo sob esses aspectos e após ela germinar por completo, você mude o vaso para um local definitivo.

A fertilização, independente se for feito o cultivo em vaso ou diretamente à terra, na preparação do substrato, você deve colocar 5 colheres de sopa de fertilizante do tipo NPK com formulação 04-14-08. Essa quantidade deve ser para cada metro quadrado.

Depois de 60 dias de fertilizado, acrescente 1 colher de sopa por cada planta cultivada espalhando sempre ao redor dela, jamais junto ao caule. Repita esse processo após 60 dias e mantenha essa regularidade para manter a sua planta saudável.

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Stapelia variegata

Nativa da África do Sul, a Flor Estrela da família das asclepidáceas é uma suculenta bem rústica e exótica. É também conhecida como Cacto Estrela-do-mar.

Suas folhas carnosas, chegam até 20 cm de comprimento, possuem protuberâncias parecidas com espinhos, mas que maleáveis e nada agressivas.

Com o tempo adquirem aspecto rastejante, e pendem como se fossem uma cascata verde.

As flores em formato de estrela, são o grande atrativo da espécie, surgem do verão ao outono e podem atingir até 7 cm de diâmetro, em tom amarelado e salpicado por pintas marrom-avermelhadas.
Os frutos em forma de vagem,surgem depois da floração e chegam até 12 cm de comprimento.
Aprecia sol pleno ou meia-sombra em solo arenoso e enriquecido com matéria orgânica.

Suas incríveis flores, de aparência exótica, liberam um leve cheiro que se assemelha a carniça ou peixe-podre. Mas apesar desta característica um tanto quanto bizarra, não deixam de ser flores maravilhosas e que chamam muita atenção, seus talos desenvolvem cores diferentes de acordo com a exposição ao sol.

Solo, local e informações de cultivo:
* Umidade: baixa-média.
* Temperatura: 10-30˚C. Resistente ao calor. Tolera pequenos períodos de frio.
* Luz: sol pleno a sombra bem iluminada.
* Solo: qualquer substrato que retenha água e tenha boa drenagem é suficiente. Se seu substrato não tiver muita aeração, deve incluir areia, perlita ou brita.
* pH do solo: 7.5 a 8.5 (alcalino)
* Irrigação: irrigue regularmente no verão, enquanto se desenvolve. Diminua drasticamente a irrigação no inverno.

Necessita de local com boa ventilação. No Paisagismo a planta é ideal para jardins-de-pedra, combinada com outras suculentas e cactos.

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Planta originária do Sul da África, pertencente à família  Mesembryanthemaceae, encontrada em regiões secas onde há mínima quantidade de chuvas. Essas plantas surpreendem pela capacidade de camuflagem na natureza, com seu formato de pedras encantam colecionadores do mundo todo. Também são conhecidas como Cacto-pedra.

Suas flores surgem no Verão e início do Outono em formas de margaridas, que se abrem mais a cada dia durante pelo menos uma semana.

Nas regas da Lithops devem-se tomar muito cuidado, pois elas apodrecem com regas abundantes e também podem morrer se não regadas por muito tempo. No hemisfério sul, deve-se prestar muita atenção ao clima, em lugares úmidos durante o Verão é aconselhável que as regas tenham um espaço de 10 em 10 dias ou mais (com 1 colher de sopa de água). No inverno devem ser regadas de 20 em 20 dias (com uma colher de sopa). Sempre observando a umidade do ar e regar somente se a terra do vaso estiver totalmente seca.

Como no seu habitat natural, os Lithops se localizam entre pedras, acabam recebendo a luz do sol às vezes em parte do dia (4 a 5 horas por dia). Se a planta não recebe certa quantidade de luz do sol direta por algumas horas ao dia, começam a crescer delgadas e alongadas, inclinando-se para um lado para receber mais luz. Também perdem a coloração e os lados das plantas ficam verdes.

Os Lithops são plantas perenes que desenvolvem um novo par de folhas a cada ano. Começam a crescer durante a troca de folhas, continuam através do Inverno e Primavera. No fim da Primavera ou no começo do Verão, as plantas começarão a entrar no período de dormência. No habitat, é necessário que sua sobrevivência se recline durante o longo período de calor intenso e de pouco ou nada de chuva, utilizando a água armazenada previamente no último verão. Com a aproximação de dias mais frescos e mais curtos do outono, as Lithops crescerão novamente.

A primeira mostra de crescimento da planta, se nota quando a fenda entre as folhas começa a abrir-se e nos dias seguintes, um botão aparecerá através desta e logo depois uma flor branca ou amarela se revelará.

As flores de muitas espécies de Lithops têm um perfume doce. Se uma planta não floresce no primeiro ano, talvez não esteja ainda adulta. Lithops geralmente devem ter de 3 a 5 anos de idade antes que comecem a florescer. Enquanto que a fenda entre as folhas se separa, um novo par de folhas surge. Uma planta mais velha, aumenta de tamanho na divisão e começa produzindo dois pares de folhas novas, essa planta então terá dois ” corpos ” unidos a um sistema de raízes. Algumas plantas de coleções têm tanto dez ou mais corpos por planta, mas leva muitos anos para desenvolver uma planta deste tamanho.

Uma sugestão de lugar ideal para as Lithops é agrupar as plantas em um vaso de cerâmica ou barro em forma de prato, entremeado com pedras redondas de vários tamanhos e cores.

As plantas então podem exibir sua natureza e se tornam quase indistinguíveis das pedrinhas. Os vasos devem ter alguma profundidade para não inibir as raízes de crescerem adequadamente. Certifique-se de que os furos de drenagem sejam proporcionados para o vaso.

Utilize uma mistura de drenagem rápida do solo (uma mistura de solo para cactos e suculentas deve ter areia agregada em proporção de cerca de 2 porções de mistura de areia para 1 de solo). Plante as plantas com espaçamento, fazendo um buraco no solo para acomodar a raiz mestra e para baixar a porção do corpo. Coloque as plantas no solo de modo que cerca de 3/4 da altura da planta permaneça sobre o nível do solo para permitir que a planta respire.

Espalhe a terra ao redor da raiz mestra cuidadosamente, fixe alguns pedriscos entre as plantas e finalmente derrame uma camada fina de areia grossa ou pedriscos ao solo exposto. Algumas plantas parecerão ter desaparecido de vista entre as pedrinhas.

Obs.: Plantar Lithops em terrários não é recomendado devido a umidade extrema.

As ácaros são as pragas que atacam as vezes as Lithops. Seu tamanho pequeno os deixa passar despercebidos, mas o dano que causam pode-se perceber como pontos pequenos de tecido fino branco de cicatriz na superfície da planta. Qualquer inseticida usado para controle de ácaros que for seguro para a maioria das plantas de interior se pode utilizar.

Através de pesquisas e experiência própria descobri que se regarmos muito no inverno as Lithops crescem alongadas e não florescem no outono. A baixa luminosidade e água excessiva prejudicam o desenvolvimento normal dessas plantas e ainda perdem seu formato de pedrinhas.

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Cada vez mais as autoridades ambientais brasileiras estão adotando medidas para inibir a utilização dos derivados de xaxim (Dicksonia sellowiana), que está na lista de espécies de plantas em perigo de extinção. Como o xaxim era o substrato mais usado para orquídeas, cultivadores de todo o Brasil continuam testando alternativas. O problema é que é difícil encontrar substratos à altura dele. Mas também não é impossível, já que essas plantas são espécies epífitas ou rupestres. Assim, precisam de algo que se pareça ao máximo com o galho de uma árvore ou uma rocha, dependendo do tipo da orquídea. Esse substrato cumprirá duas funções básicas: oferecer suporte e uma superfície que acumule nutrientes.

Abaixo espécies de substratos que estão apresentando melhores resultados com cada uma das opções disponíveis no mercado.

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a) Carvão vegetal:
É o carvão comum, igual ao de churrasqueira, mas que sempre deve ser novo, pois os que já foram usados prejudicam a planta.
-Vantagens: o carvão vegetal sozinho é ótimo para locais de clima úmido. Já em locais de clima seco, deve ser acompanhado de outro substrato que retenha umidade (como o pinus, por exemplo).
- Desvantagens: necessita de adubações mais freqüentes. É muito leve, não segura a planta e, em razão de sua porosidade, tende a acumular sais minerais. Por isso, precisa de regas freqüentes com água pura. O carvão vegetal muitas vezes é fabricado a partir do corte de árvores de matas naturais, o que incentiva a devastação de florestas. Por último, o manuseio do carvão suja as mãos.
- Durabilidade: cerca de 2 anos. Depois disso ele fica saturado de sais minerais e começa a esfarelar. É indicado para Vanda, Ascocentrum , Rhynchostylis.

casca de pinus (Medium)
b) Casca de pinus: É a casca da árvore Pinus elliotti.
- Vantagens: é fácil de ser encontrado e retém adubo.
- Desvantagens: possui excesso de tanino e se decompõe muito rápido. Também quebra com facilidade e não fixa bem a planta no vaso, necessitando para isso de um tutor.
- Durabilidade: no máximo 1 ano. É indicado para Cimbidium. Vanda, Catttleya e Laelia.

Ardósia (Medium)
c) Pedaços de Ardósia: pedra, normalmente escura, utilizada para pisos.
- Vantagens: é rica em ferro, o que ajuda no crescimento e na floração.
- Desvantagens: não retém água.
- Durabilidade: longa e indefinida. É Indicado para Orquídeas rupícolas como a Pleurotallis  teres e a Bulbophyllum rupiculum.

caquinhos de barro (Medium)
d) Caquinhos de barro: pedaços de vasos de cerâmica e telhas sempre novos, pois os mais antigos e já usados podem estar atacados por fungos.
- Vantagens: são porosos, conservam a acidez num nível bom além de reterem umidade e adubo. São bem arejados e sustentam melhor a planta no vaso.
- Desvantagens: não têm nutrientes.
- Durabilidade: no máximo 5 anos. É indicado para Vanda, Ascocentrum, Rhynchostylis.

brita e dolomita (Medium)
e) Pedras brita e dolomita: pedras usadas em construções. A brita é de cor cinza e a dolomita é a branca, também usada em aquários.
- Vantagens: são facilmente encontradas e ajudam no enraizamento das plantas.
- Desvantagens: retêm sais dos adubos e queimam as pontas das raízes de algumas espécies. Pesam mais que os compostos orgânicos. Necessitam de muita adubação pois não tem nenhum valor nutritivo. As britas soltam muito cálcio, o que pode prejudicar alguns tipos de orquídeas.
- Durabilidade: elas não se deterioram. É indicado para Cattleyas e Laelia purpurata.

nó-de-pinho (Medium)
f) Nó-de-pinho: é o gomo que se forma na araucária (Araucária heterophyla)
- Vantagens: os nós são colhidos do caule de pinheiros em estado de decomposição e não possuem substancias tóxicas.
- Desvantagens: é difícil de encontrar na maior parte do Brasil.
- Durabilidade: longa e indefinida. É indicado para Cattleyas e Micro-orquídeas.

casca-de-peroba (Medium)
g) Casca de peroba: é a casca rugosa da árvore peroba-rosa (Aspidosperma pyrifolium).
- Vantagens: grande durabilidade, rugosa, retém pouca água. Com esta casca, podem-se cultivar orquídeas na vertical, prendendo as placas de peroba numa tela de alambrado ou parede.
- Desvantagens: por ser um substrato duro, é preciso regar as plantas mais vezes. Também não retém adubo.
- Durabilidade: mais de 5 anos. É Indicado para Orquídeas que gostam de raízes expostas, como Miltônia, Oncidium, Brassia, Brassavola, Encyclia e Cattlaeya walkeriana.

caroço de açaí (Medium)
h) Caroço de Açaí: semente da palmeira muito comum na região amazônica.
- Vantagens: é barato e abundante, na região de origem dessa palmeira (Belém e outras cidades do Pará). Conserva a acidez num nível bom para as orquídeas e retém a quantidade ideal de adubo e de umidade. Também não possui excesso de tanino ou outras substâncias tóxicas.
- Desvantagens: em regiões úmidas, deteriora-se com muita rapidez devendo ser trocado, pelo menos, a cada 2 anos. As orquídeas devem ficar em local coberto para que o substrato não encharque. Não é encontrado tão facilmente em outras regiões do país.
- Durabilidade: 3 anos É Indicado para todos os gêneros de orquídeas cultivados no Brasil.

coco desfibrado
i) Coco desfibrado: produto feito a partir de cocos que sobram da comercialização da água e são vendidos em estado rústico.
- Vantagens: contém macro e micro nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento da planta. Possui várias opções em vasos e outros formatos à venda. Há versões vendidas sem o excesso de tanino, substância que pode queimar as raízes.
- Desvantagens: não retém muito adubo e é carente de nitrogênio. Não é recomendado para regiões frias e úmidas porque retém muita água e as raízes podem apodrecer.
- Durabilidade: mais de 3 anos. É Indicado para Miltônias, Oncidium e micro-orquídeas.

fibra-de-coco-prensada1
j) Fibra de coco prensada: produto industrializado feito a partir do coco desfibrado. Pode ser encontrado em forma de vasos, pequenos cubos, bastões, placas ou fibras. Um dos mais conhecidos é o COXIM, que tem causado muita polêmica entre os orquidófilos. Alguns acham que é o substituto ideal para o xaxim, já para outros ele não é recomendável porque encharca. O nome é uma referência ao material utilizado (coco + xaxim)
- Vantagens: conserva a acidez num nível bom e necessita de poucas regas, pois é muito absorvente. Demoram mais para aparecer crostas verdes (uma espécie de musgo) comuns nos xaxins e que, em excesso, podem prejudicar a planta. É ideal para regiões mais secas e quentes.
- Desvantagens: não retém muito adubo e é carente de nitrogênio. Ao absorver a água, o coxim aumenta um pouco de tamanho e se expande. Ao secar, volta ao seu volume original. Por esta razão, os cubos devem ser colocados de forma desarrumada e não socados em vasos, para não estourá-los. O excesso de tanino pode queimar as raízes. Não é recomendado para regiões frias e úmidas porque retém muita água e as raízes podem apodrecer.
- Durabilidade: mais de 5 anos (em regiões de clima seco) É Indicado para Miltônia, Phalaenopsis e Vanda.

tutor-vivo (Tronco de Jaqueira)
k) Tutor vivo: árvores de casca rugosa, como o Abui, o Marmelo, a Jaqueira, a Romãzeira, a Figueira, a Gabirobeira, o Limão cravo, entre outras.
- Vantagens: é o substrato que melhor imita as condições naturais das florestas. É excelente para compor situações de paisagismo e cultivo.
- Desvantagens: torna inviável transportar as orquídeas para outros lugares, como exposições, por exemplo.
- Durabilidade: enquanto a árvore estiver viva. É Indicado para todas as orquídeas epífitas (que crescem em árvores), como a Cattleya labiata, a Cattleya aclandiae, a Laelia purpurata e a Dendobrium nobile, entre outras. Só é preciso levar em consideração o clima do lugar. Não adianta colocar uma orquídea que gosta de umidade numa árvore em pleno cerrado, por exemplo.

casca de cajazeira
l) Casca de Cajazeira: casca da árvore frutífera cajazeira (Spnodias venulosa). As indicadas são as grossas e duras que evitam os cupins e as brocas.
- Vantagens: os vãos nas cascas seguram a umidade que ajuda no enraizamento. A casca é renovável, o que a torna ecologicamente correta.
- Desvantagens: é difícil de encontrar. Decompõe-se facilmente por causa da umidade, do calor e das bactérias. Uma outra preocupação é o tanino. Elemento prejudicial que precisa ser eliminado.
- Durabilidade: mais de 5 anos. É indicado para Cattleya walkeriana e Cattleya nobilior.

sambaiba
m) Casca de Sambaiba: casca da Curatella Americana, uma arvoreta de 3 m de altura parecida com o cajueiro, mas que não dá frutos.
- Vantagens: a casca é renovável, o que a torna ecologicamente correta.
- Desvantagens: na hora da coleta, pode gerar acidentes pois dentro da casca vivem animais peçonhentos como escorpiões.
- Durabilidade: mais de 3 anos. É Indicado para Cattleya.

sphagnum
n) Esfagno – Fique de olho porque apesar de serem apontados como substitutos para o xaxim, estas opções apresentam alguns problemas. É um musgo retirado da beira dos rios, usado para cultivar mudas de orquídeas a partir de sementes. Apesar de ser encontrado em lojas especializadas, sua coleta é proibida pelo IBAMA e ainda não há cultivadores desse tipo de substrato no Brasil. Quem compra esfagno está contribuindo para uma ação extrativista não controlada, igual à que ocorre com o xaxim.

piaçava
o) Piaçava – Fique de olho porque é obtida da sobra na fabricação de vassouras, é um dos substratos que muitos orquidófilos estão olhando com desconfiança. Quem já usou, gostou enquanto ela era nova, mas com menos de um ano, surgiram problemas. Por isso, por enquanto é bom evita-la.
O problema foi o aparecimento de um fungo que destrói as raízes da planta. Apesar dessa primeira experiência negativa, ela ainda está em estudo e não foi descartada. No caso da piaçava, falta mais pesquisa. Talvez algum pré-tratamento transforme-a em um substrato eficiente.

Para substituir com eficiência o xaxim, o substrato alternativo deve ter as seguintes qualidades:
- Reter bem os nutrientes depois de cada adubação para libera-lo aos poucos.
- Ser facilmente encontrado no mercado.
- Não possuir substâncias que sejam tóxicas para a planta.
- Sustentar a planta com firmeza.
- Permitir uma boa aeração para raízes.
- Reter água na quantidade ideal, sem encharcar.
- Manter o pH equilibrado.
- Durar de 2 a 3 anos, pelo menos. Como é difícil encontrar uma opção que reúna todas estas características, a solução é unir um substrato que retenha muita umidade com outro que retenha pouca umidade. Assim, é mais fácil produzir um equilíbrio para a planta
- Antes do plantio, lave bem o substrato com água de torneira. Depois deixe-o de molho, no mínimo uma hora, com água sanitária (1/3 de copo para 8 litros de água – balde), depois passar em água limpa (enxaguar). Isso ajuda a eliminar o excesso de tanino (uma substância tóxica) e matar fungos e bactérias
- Mensalmente coloque o substrato (com a orquídea junto) em um balde com água de torneira por 15 minutos. Assim serão eliminados os excessos de sais que podem queimar as raízes. É uma simulação do que acontece nas florestas, quando cai uma chuva torrencial.
- Faça adubações periódicas com NPK 20.20.20, pois nenhum, dos substratos alternativos possui a vantagem de liberar tantos nutrientes quanto o xaxim.

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