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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

orquídea

Para aqueles que tiverem adquirido uma orquídea precisam cultivá-la e tratá-la de acordo com suas exigências.
Não se deve, de maneira alguma fixar as orquídeas em pedaços de madeira seca, morta e mesmo podres, ou amarrá-las simplesmente em placas de xaxim.

Para aqueles que tiverem adquirido uma orquídea precisam cultivá-la e tratá-la de acordo com suas exigências.
Não se deve, de maneira alguma fixar as orquídeas em pedaços de madeira seca, morta e mesmo podres, ou amarrá-las simplesmente em placas de xaxim.

As orquídeas em geral têm uma existência epífita, vivendo em árvores e arbustos, rochedos, mangues, no solo e até mesmo sob o solo; nunca, porém, vivem às custas de outras plantas, sugando-lhes as seivas; PORTANTO ELAS NÃO SÃO PARASITAS, e tão pouco vive em simbiose com as plantas pôr elas habitadas. Mas as orquídeas constituem freqüentemente, uma verdadeira associação vegetal em miniatura, cujos elementos vivem em harmonia e mútua dependência. Veja mais »

orch

Ninguém pode negar que as condições do ambiente e os erros culturais influem mais ou menos profundamente na vida e no bem-estar de uma planta, de acordo com a intensidade da influência destes erros e fatores.

É, porém preciso saber que o grau de reação da planta a esses fatores exteriores depende também muito da sua constituição ou predisposição interna, que varia de indivíduo para indivíduo. Não será preciso salientar que essa constituição interna aumenta ou diminui em maior ou menor grau os perigos provenientes para as plantas dos seus inúmeros animais e vegetais, criando uma predisposição para seus ataques.

Eis os fatores nocivos mais comuns:

Alimentação imprópria: Devido à inadequada composição ou ao mau estado do substrato, ou pelo transplante atrasado, ou ainda pôr uma má adubação, que influem desvantajosamente na constituição exterior e interior das plantas, diminuindo sua resistência.

Excessiva umidade: Que põe as raízes em perigo visto que a água, expelindo o ar dos poros do substrato, faz com que o composto fique saturado, impedindo o bom arejamento. As raízes apodrecem e ficam expostas ao ataque de lesmas, caramujos e tripes, que as comem.

Água calcária: É nociva à maioria das orquídeas, principalmente pela alteração do pH, que causa.

Falta de umidade atmosférica: Especialmente no período de vegetação mais ativa, tem como conseqüência à interrupção do crescimento ou o atrofiamento dos brotos bem como sua deformação; além disso, favorece o surgimento de tripes e da aranha vermelha.

Excessiva umidade atmosférica: Favorece o aparecimento de zonas corticais, nas folhas podendo tornar-se tão extensas que comprometem o desempenho das funções fisiológicas da folha, que simultaneamente com a baixa temperatura favorece o ataque de doenças.

Excessiva iluminação: Dificulta a função clorofílica, destroem a clorofila e causa o amarelecimento e enrugamento das folhas e pseudobulbos; os brotos novos endurecem e param o crescimento, e freqüentemente aparecem queimaduras mais ou menos graves, que servem de porta de entrada para viroses e doenças fúngicas.

Falta de luz: As plantas enfraquecem, a formação dos tecidos lenhosos prossegue com muito custo, a floração diminui e a planta toda se torna predisposta a inúmeras doenças fúngicas.

Arejamento insuficiente: Favorece a expansão dos fungos, pois o grau de umidade sobe em excesso, o que ocasiona os males citados acima.

Correntes de ar: Abaixam a temperatura e destroem mecanicamente o tecido foliar e predispõem as plantas ao ataque de fungos e viroses. As plantas contraem verdadeiros resfriados que alteram sua saúde tão profundamente que morrem paulatinamente ou precisam de anos para se restabelecer.

Oscilações bruscas de temperatura: Causam a paralisação do crescimento ou atrofiamento dos órgãos novos em via de formação; elas modificam ainda a constituição interna da planta, tornando-as sensíveis a irrupção de doenças fúngicas; combinadas com as correntes de ar, as oscilações bruscas de temperatura causam a morte de inúmeras plantas, sem que se conheçam, geralmente, as causas.

Falta de limpeza e água sujas: Estes dois fatores são os principais responsáveis pelo aparecimento das mais diversas bactérias de podridão e dos tatuzinhos, miriápodes, baratas, lesmas, caramujos, etc.

Fumaças: No geral elas exercem uma função corrosiva nos órgãos vegetais.

orquídea 1

Um fato curioso e intrigante é que, quando visitamos exposições de orquídeas, deparamos com lindos espécimes com exuberantes flores, e minha planta em casa, sem a mesma beleza. Não podemos negar que a origem de um bom meristema de planta premiada, com certeza é fator componente desse resultado, mas não determinante, já que uma boa planta maltratada não produzirá a mesma bela floração daquela melhor cuidada.

O segredo para obter-se boas florações em nossas orquídeas está não só no zelo enquanto regas, luminosidade, ventilação, clima, controle de pragas e doenças, mas principalmente na adubação correta delas. Alguns segredos sobre como conseguem magníficas florações em suas plantas alguns orquidários ou orquidófilos profissionais nunca passam aos pobres mortais como eu e você que está comigo agora lendo esta matéria. Os primeiros, porque naturalmente têm interesse em vender mais e mais plantas aos amantes de orquídeas, e os segundos porque acham-se os detentores exclusivos dos segredos para não terem muita concorrência em exposições, ou apenas pra deleitarem no egoísmo de “a minha planta é a melhor…já a tua….é a tua!

Penso que agora isso cai por terra! Qualquer um pode ter plantas com florações lindíssimas e podendo concorrer de igual pra igual em beleza, forma e tudo mais.

Eis as dicas:
Alguns orquidófilos ortodoxos discordam do que exponho agora, mas escrevo na confiança e verdade de fazer uso do que se segue em meu orquidário e tenho tido excelentes florações em minhas orquídeas. Veja mais »

Dendrobium

dendobrium

A Dendrobium é uma orquídea muito disseminada e de baixo preço, devido a sua fácil reprodução através de corte de seus keikis, que são novos brotos que emanam com abundância de água em época de floração. É visto com frequência em interiores, jardins e quintais devido a beleza e fácil.

É um gênero diverso, apresenta cerca de 1190 espécies, a maioria extremamente vistosa. Forma híbridos que podem ser encontrados em uma ampla gama de combinações cromáticas, incluindo branco, amarelo, rosa e vermelho.suas espécies apresentam grandes divergências em relação as seus cuidados. Algumas após o período de crescimento ficam por até um ano em período de descanso.

Produzem altos pseudobulbos articulados e com folhas por toda sua extensão. As flores agrupam-se em talos curtos ao longo dos pseudobulbos por toda a primavera até o verão, dependendo da região geográfica onde se encontrar.

As flores têm largas pétalas e sépalas, com o labelo geralmente apresentando outro tom, geralmente mais escuro, originando o nome popular de “olhos de boneca”.
Por não apresentarem grandes dificuldades no cultivo e terem boa resistência ao clima tropical, são frequentemente recomendadas para iniciantes.

Dendrobium gostam de ambientes úmidos, porém para ter uma floração mais fácil e saudável, deve passar por um período de seca. Elas podem ser cultivadas sobre as árvores, inicialmente amarradas com barbantes ou sisal. Seu efeito fica maravilhoso em palmeiras. Podem ser cultivadas em vasos também, preferencialmente de barro, madeira ou cerâmica, bem forrados com pedriscos para uma perfeita drenagem. O substrato pode ser composto de uma mistura de cascas de árvores, carvão vegetal, cascas e fibras de coco, entre outros materiais próprios para epífitas. Não enterre o rizoma (caule paralelo ao solo) ao plantar seu Dendróbio, ele deve ficar sobre o substrato. Devem ser cultivados à meia-sombra ou pleno sol (apenas para locais frescos e ventilados), com regas frequentes no verão e reduzidas no inverno. A Adubação deve ser suave e diluída, preferencialmente orgânica, como torta de mamona e farinha de ossos. Atualmente encontramos adubos próprios para orquídeas, de liberação lenta. Multiplica-se por divisão da planta, preservando pelo menos 3 pseudobulbos para cada muda, com rizoma e raízes. Evite subdividir demais as plantas, sob pena de elas enfraquecerem muito.

Adubação: Adubar a sua Dendrobium a cada 15 dias. Utilize um adubo não muito forte e com concentração de NPK semelhantes (por exemplo: 7:7:7, 10:10:10, 18:18:18). Adicione uma colher de chá de adubo por litro de água. O adubo foliar também pode ser utilizado, seguindo as recomendações do fabricante.

O cultivo de Dendrobium apresenta a seguinte peculiaridade: nos meses de maio e junho, ou quando nos nódulos dos pseudobulbos aparecerem pequenos intumescimentos, deve-se diminuir radicalmente as regas. Caso contrário, ali nascerão novas mudas da planta. Se deixarmos de molhar, ali surgirão flores. Para a orquídea não se desidratar, devemos, nesse período, dar-lhes apenas pequenas pulverizações com água.

Irrigação: Regue a cada 7-15 dias, ou quando observar que o substrato está leve e seco. Não esqueça de usar água livre de cloro, que pode ser obtida aproveitando a água da chuva ou utilizando água mineral. Uma outra opção é ferver a água da torneira. Regue a planta em abundância. Depois de regar, retire o excesso de água do pratinho debaixo da planta. A Dendrobium gosta de ambiente com alta umidade relativa do ar. Portanto, colocá-las em ambientes mais úmidos, como debaixo de árvores, principalmente em locais onde a terra fica exposta é uma boa alternativa. Realizar pulverizações com água sobre a planta e o ambiente ao redor, excetos as flores, também traz bons resultados. O mais importante é observar o estado da orquídea. Quando o ambiente está muito quente e com baixa umidade, ou quando as regas estão sendo insuficientes, as folhas tornam-se mais maleáveis. Por isso, é interessante observar as características da folha e monitorá-las, realizando alguns movimentos. Se as folhas estiverem um pouco mais “moles” que o normal, deve-se oferecer mais umidade à planta.

Substrato e Replantio: Apesar do gênero Dendrobium ser representado por orquídeas epífitas, elas não precisam de um substrato muito grosso dentro do vaso, como acontece com outros gêneros (Phalaenopsis, p. ex.). Uma mistura de carvão vegetal e fibra de coco em uma proporção de 70% de fibra e 30% de carvão é adequada. É importante não esquecer de preparar o vaso, preenchendo 1/4 do volume com cacos de telha ou brita para facilitar a drenagem. Quando o substrato fica totalmente decomposto e fino, as raízes não terão como se desenvolver no interior do vaso. Neste caso, é necessário replantá-la dentro de um vaso do mesmo tamanho. Ao fazer isso, elimine as raízes mortas e os pseudobulbos velhos, deixando no mínimo quatro.

Iluminação: Ao receber sua planta, retire-a da embalagem plástica e coloque-a e, um bem iluminado e bem ventilado. A Dendobrium é tolerante à luminosidade alta (em torno de 60%) para a maioria das espécies, de preferência onde a planta possa receber sol da manhã e também podendo tomar raios de sol no final da tarde, mas deve estar na sombra entre as 11h e 3h da tarde. Pode ser cultivado em árvores, placa de fibra de coco ou vaso. Quando a orquídeas estiver sem flores, é preferível deixá-la na área ou jardim, em um local bem protegido do sol do meio dia (colocá-la debaixo de uma árvore é uma boa opção).

orquídea orquídea orquídea

bulbophyllum medusae

A orquídea Bulbophyllum medusae (leia-se “bulbofílum meduse”) ou Cirrhopetalum medusae sempre foi o sonho de consumo de orquidófilo colecionador!
É uma orquídea de belas florações, a flor é delicada, labelo com mácula amarela, cujas sépalas transformam-se em longos fios de cor quase branca, parecido mesmo com cabelos humanos.

É originária da Tailândia, Borneo e Filipinas; sendo epífita, deve ser cultivada em vasos abertos e direcionando seus pseudobulbos de forma que não se cruzem, evitando quando da floração o entrelaçamento dos longos e delicados fios formados pelas longas sépalas laterais com mais de 20 cm de comprimento. Uma vez florida deve-se evitar correntes de ar que podem embaraçar esses “cabelos”. Boa luminosidade, clima tropical são fatores que influem no bom cultivar da planta. Bem cuidada floresce mais de uma vez ao ano, o que ocorre entre os meses de março e setembro.

Classificação botânica:

Gênero: Bulbophyllum Thouars. Atualmente reclassificada no gênero Cirrhopetalum;
Espécie:
Bulbophyllum medusae (Lindl.) Reichb.f. – reclassificada tornou-se Cirrhopetalum medusaedessa forma são sinônimas e ambos os nomes são válidos, mas prevalece este último.
Acredita-se que o gênero Bulbophyllum abranja em torno de 1.000 a 1.200 espécies (essa B. medusae é uma delas), vegetando em florestas tropicais, do sudeste da Ásia, particularmente da Nova Guiné

phale
Escolha um vaso que seja capaz de permitir que a orquídea cresça por cerca de 2 a 3 anos, ocasião em que já estará precisando de um novo replante devido a deterioração do substrato. Evite vasos grandes em relação ao tamanho da planta, pois como já foi mencionado é muito importante que o vaso seque rápido evitando que as raízes fiquem úmidas por um longo período, o que poderá causar o seu apodrecimento.

Em seguida retire a planta do vaso original. Normalmente quando não há muitas raízes coladas nas laterais do vaso este é processo bastante fácil. Com a ajuda de um lápis ou vareta de bambu force a drenagem do vaso para cima, a partir dos furos do fundo. Uma das vantagens de se utilizar vasos com vários furos no fundo é que este processo torna-se bem mais fácil. Se a planta estiver muito agarrada as laterais do vaso, pode ser necessário que você tenha que cortar algumas raízes. Para isto, utilize de faca previamente esterilizada e corte algumas das raízes que estão segurando a planta passando a faca rente às bordas do vaso.

Uma vez que a planta está fora do vaso, retire o que puder do substrato antigo evitando quebrar as raízes que estão vivas. Você não precisa retirar todo o substrato antigo se isso for causar um dano grande as raízes. Somente a maioria do substrato precisa ser removida. Tome muito cuidado nesta operação, principalmente para não danificar as novas raízes que estão surgindo do pseudobulbo mais novo. Elas são muito sensíveis e se danificam facilmente, o que impedirá o desenvolvimento posteriormente. Estas raízes serão muito importantes para a perfeita adaptação da planta no novo substrato, portanto todo cuidado com elas é pouco. Veja mais »

Laelia purpurata 01

O gênero Laelia Lindley abrange cerca de 60 espécies conhecidas, endêmicas desde as Índias Ocidentais, passando pelo México, América Central e Brasil. Muitas das espécies do gênero Laelia foram reclassificadas para o gênero Hadrolaelia, como a Laelia purpurata, que tornou-se Hadrolaelia purpurata. As orquídeas do gênero Hadrolaelia possuem pseudobulbos com uma a duas folhas e raramente mais que isso. Todas as espécies do gênero possuem 8 políneas. Vegetam bem em ambientes de baixa umidade, temperaturas frias e alta intensidade de luz no período de dormência que antecede a floração. Nesse período (baixa temperatura, inverno), diminuímos as regas; a umidade excessiva e adubação nas plantas nessa época pode ser desastrosa, eventualmente estressando-a e bloqueando sua floração. No Brasil, crescem e florescem melhor na região sul e parte da região sudeste favorecidas pelo clima na época do inverno, bem mais acentuado que noutras regiões brasileiras. Conforme a origem ou região de onde foram coletadas, florescem em diferentes meses do ano a contar de novembro até julho/agosto.

Dicas de cultivo
Como manutenção a planta aprecia regas abundantes durante o ano todo e principalmente nos períodos mais secos e  diminuídas na época da floração. Uma variação térmica acentuada e constante entre frio (13º C) e calor (35º C) e intensa luminosidade é fator determinante para induzir sua floração.
Podem ser plantadas em vasos plásticos bem ventilados e drenados com substrato preferencialmente mix de cascas de madeira (peroba ou pinus), casca de coco ou coco desfibrado e carvão.
Sendo necessário o replantio, optar por fazê-lo no período do inverno, mantendo-se o substrato antigo e raízes velhas, procurando não perturbar muito a planta, simplesmente acrescentando o novo substrato complementando o velho.

Hadrolaelia purpurata ou Laelia purpurata?
Propositalmente  foi colocada a chamada de texto como Hadrolaelia purpurata, nome científico valido atualmente para denominar  a espécie Laelia purpurata Lindley, uma das espécies mais apreciadas pelos orquidófilos do mundo inteiro, em especial pelos brasileiros, principalmente os catarinenses e gaúchos, apaixonados por essa orquídea e  denominada por muitos apaixonados pela espécie de “A rainha das orquídeas brasileiras”,   preferem  a nomenclatura antiga para  suas plantas. Na máxima de que “vox populi vox Dei”, sem desmerecer os pesquisadores que por razões científicas reclassificaram-na, prefiro continuar usando o hoje sinônimo mais popular dela não só no Brasil como no mundo, como Laelia purpurata Lindley. Nativa do Brasil, seu habitat natural localiza-se em regiões da Mata Atlântica, caracterizado por faixas estreitas de mata nativa que acompanham o litoral do Estado de São Paulo, estranhamente não é encontrada no Estado do Paraná, depois é marcante no Estado de Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul. Conforme a região de origem, sua floração é mais cedo ou tardia, isto é, nos Estados do sul brasileiro florescem mais cedo e tardiamente na medida em que avançamos para São Paulo.
Com os loteamentos irregulares e desmatamentos ilegais da Mata Atlântica, muito se perdeu do habitat das Laelias purpuratas ao longo de décadas (onde é encontrada em arvores altas, principalmente em figueiras),  incluindo a coleta desenfreada no passado praticada por mateiros sob encomenda de colecionadores visando  inclusive sua exportação, diminuiu-se sensivelmente sua existência na forma nativa.
Esse erro ao longo dos anos tem sido reparado pela multiplicação de diversas espécies na  reprodução em laboratórios  especializados de orquidários comerciais ou sob encomenda destes, sem contar as dezenas de cruzamentos e melhoramentos na criação de novos híbridos.

A floração e suas variações de cores
Sua floração magnífica, três a cinco flores por haste, com pétalas e sépalas brancas e labelo variando do branco ao vermelho estriado, do rosa claro ao roxo escuro, e em razão disso acaba ganhando no epíteto uma dezena de variações. Nesse sentido conta-se que no passado os purpurateiros, sempre que descobriam uma nova  planta com coloração ou pequeno detalhe diferente das demais, lhe designava uma denominação dessa variação de cores naquilo que lhe convinha, gerando um desconforto nas exposições e no julgamento da planta, não aceitando algumas vezes o resultado pela comparação da cor das flores de sua purpurata com outra. Para evitar o excesso de novas “criações”  as Federações Orquidófilas do Rio Grande do Sul e a de Santa Catarina criaram seus conceitos válidos na avaliação dessas variações de cores nos concursos.

No geral, os nomes das variedades e tonalidades das flores da Laelia purpurata (ou Hadrolaelia purpurata) são os seguintes:
Alba: é totalmente branca.
Ardósia: pétalas e sépalas brancas ou coloridos de cinza-chumbo, mas o labeloé sempre na cor cinza-chumbo.
Cárnea: labelo avermelhado lembrando a cor da fruta morango.
Canhanduba: cor do labelo tom abóbora.
Roxo-violeta: labelo roxo com tonalidades azuladas.
Roxo-bispo: labelo roxo escuro (adotado comparando esse tom com aquele usado  nos paramentos dos bispos católicos)
Russeliana: tom rosa-lilás do labelo;
Tipo: pétalas e sépalas brancas e o labelo  com tonalidade púrpura.
Vinicolor: labelo cor roxa lembrando a tonalidade de vinho tinto.
Nessa avaliação de cores, temos ainda uma classificação pelo formato desse colorido, que são:
Anelata: apresenta um anel bem marcado que vai de um lóbulo ao outro;
Áurea: interrupção do colorido do labelo com intensificação do tom amarelo da entrada da fauce;
Flammea: colorido intenso das pétalas;
Marginata: filete branco na borda do labelo;
Multiforme: labelo com desenhos coloridos variados no lóbulo central
Sanguinea: tom púrpura-sanguineo,
Semi-alba: branca, com o o lóbulo central do labelo purpúreo;
Striata: apresenta estrias coloridas  bem marcadas nas pétalas.

Tanta particularidade nas nuances de cores nas Laelias purpuratas é necessário ser um profundo conhecedor  da planta, e convivendo diretamente no meio daqueles que praticamente cultivam-nas com exclusividade, para realmente entender essa variada denominação de cores, e mais que isso, discernir entre uma e outra numa exposição, quem é quem!!!

Classificação:

Gênero: Laelia Lindley;
Espécie: Laelia purpurata Lindley


orchid-paphiopedilum

Esta espécie endêmica exclusivamente do Vietnam vegeta em solos ácidos sendo encontrada entre seixos de granito ou troncos de árvores repletas de musgos próximas de rios em regiões montanhosas com altitudes de 800 a 1500m (2700 to 5000 ft).
Seu habitat original naquele país é caracterizado por encostas úmidas de elevações onde o clima local  apresenta neblina  nas encostas   durante o outono e inverno com intensas chuvas no período do verão.

Planta muito bonita, com folhas  medindo em torno de 10 cm de comprimento por 3 cm de largura, oblongas, arqueadas e sobrepostas, na parte exterior colorida de verde escuro com manchas creme esverdeado formando desenho tipo mosaico, e na inferior totalmente pintalgada de pontos púrpura escuro agrupados. A planta por si só é muito bonita, exótica, diferente!

Entre inverno e primavera a inflorescência surge do ápice das folhas portando de uma a duas flores com pétalas e sépalas albas e o labelo em forma de sapatinho (conhecida em inglês como lady´s slipper) de cor violeta suave beirando o rosa, delicada e esmaecida como suave pintura de aquarela. A base do labelo, junto da coluna apresenta mancha roxa e mácula amarela. A aparência geral da flor é extremamente delicada  dando impressão de porcela rara.

No período de floração, propiciar boa luminosidade durante o dia e temperatura noturna de 13º C (55º F). Querendo coloração mais escura da flor, mantê-la em local mais sombreado. O cultivo normal de manutenção deve ser em local sombreado e mais úmido do orquidário. Somente no período de floração que deve ser submetida a luminosidade mais intensa, mas não direta, para induzir a floração.

Dicas de cultivo – Cultivá-la em substrato misto de esfagno, palha de arroz carbonizada, pedaços de casca de coco e brita de granito pequena formando um composto que permita boa umidade sem encharcar e ótima ventilação. O vaso para plantio será preferencialmente de cerâmica com furos laterais para garantir a ventilação interna do substrato; forrado na base com brita garantindo boa drenagem.
Mantê-lo sobre prato plástico com pedriscos e areia com água para proporcionar umidade ambiente contínua nas paredes de cerâmica à volta do substrato. Evite que o substrato seque completamente.

Dica: Coloque o vaso onde está plantada sua orquídeas encaixado dentro de um galão plástico cortado na horizontal, conseguindo assim uma umidade concentrada à volta do vaso dentro dele,  mas sem encharcar o substrato.

Classificação:
Gênero: Paphiopedilum Pfitzer;
Espécie:
Paphiopedlium delenatii Guillaumin 1924.

phalaen (Small)

Que a orquídea PHALAENOPSIS tem seu nome originário de uma mariposa, ou Falena?

O gênero foi estabelecido em 1825 por Karl Ludwig von Blume em razão da aparência da flor lembrar muito uma falena com as asas abertas. Permito-me observar aqui a criatividade dos pesquisadores botânicos e taxonomistas ao classificarem uma nova espécie em analogia a alguma outra coisa já existente, mesmo lendária, neste caso comparando a flor com um lepidóptero. Sabemos que existe uma diferença básica entre borboletas (Butterfly) e mariposa ou falenas (moth), a primeira quando imóvel mantem suas asas fechadas na vertical, ao passo que uma mariposa, via de regra, abertas ou fechadas na horizontal. Borboletas têm hábitos diurnos, enquanto que  as segundas são praticamente notívagas.

Etimologia da palavra: do grego “phalaina, mariposa; “opsis”, aparência;  “PHALAENOPSIS – aquela que tem aparência de mariposa, parecida com mariposa”.  A orquídea do gênero Phalaenopsis pertence a tribo Vandeae, subtribo Sarcanthinae. Prefere meia-sombra, evitando-se incidência solar direta.

É bastante comercial, encontrável em qualquer bom supermercado ou floricultura com variadas cores em razão de cruzamentos ou hibridização, é vendida em vasos plantadas na forma horizontal, com lindos arranjos.
Deve-se evitar acúmulo de água em suas folhas nessa posição, que pode provocar o apodrecimento da planta. Ideal mantê-la em posição semi-perpendicular. Produz belas e diversas floradas de longa duração o ano todo quando bem cuidadas (multifloras).
Apesar da exuberância de suas flores, praticamente não tem perfume a maioria ds exemplares híbridos encontrados no Brasil onde tornou-se uma planta comum oriunda da Ásia tropical, compreendendo o sudeste da India, Nepal, leste de Papua – Nova Guiné, norte da China e Taiwan, e sul da Austrália, mas é nas FILIPINAS que temos uma maior riqueza de espécies.

tillandsia

As Bromélias são típicas da América Tropical, possuindo 3.000 espécies diferentes e figura nos mais variados habitats, de restingas a grandes altitudes. No Brasil, 1.500 delas estampam a flora nativa, algumas possuem fruto comestível e fornecem fibras. Todavia são cultivadas como ornamentais, pois se adaptam com facilidade e diferentes condições ambientais.

Luminosidade: As Bromélias são herbáceas solares, apreciam muita claridade com luz difusa. As espécies ideais para dentro de casa são as de folhas macias, lisas e esverdeadas, pois são mais sensíveis ao Sol. Para varandas e jardins, as plantas de folhas duras, cinzentas, ou avermelhadas, são as mais indicadas.

Regas: Em ambientes fechados, recomenda-se que a rega seja de duas a três vezes por semana, sempre borrifando folhas e raízes. Em gramados ou jardins, as plantas geralmente acumulam água de chuva. Logo não é necessário o pratinhos debaixo de vasos.

Plantio: Para plantá-las, enterre apenas o suficiente para manter as folhas da base em cima do solo. A raiz da bromélia tem função mais de sustentação que nutrição. Para facilitar a drenagem dos vasos use pedrinhas, brita ou caco.

Floração e brotos: O ciclo de floração das bromélias é único. As sementes são levadas pelo vento ou com ajuda de alguns insetos, pássaros e mamíferos. Os brotinhos podem ser replantados desde que tenham metade do tamanho da planta mãe. Para destacá-los, pressione, rente a base ou corte com uma faca.

Adubação: A principal fonte de nutrientes das bromélias são as folhas que caem em seu copo (cone ), e se decompõem na água. Utilize adubo no caso de plantas em ambientes fechados. Borrife a cada 15 dias o correspondente a uma colherzinha de café em um litro de água. Evite o procedimento no inverno.