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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

Um simples detalhe pode determinar seu sucesso no cultivo de orquídeas, a disposição dos vasos.

Pragas e doenças precisam de ambientes propícios para se instalarem e se multiplicarem , quando colocamos vasos aglomerados e em excesso num mesmo lugar estamos privando a planta de seu total desenvolvimento, uma distância ideal seria a de um vaso sim e a distância de outro vaso vazia, só aí coloca-se outro vaso, um vaso sim, um vaso não.

Pragas como cochonilhas e pulgões (insetos sugadores de seiva das plantas, combatidos com Nim I Go) adoram falta de ventilação e falta de umidade, quando os vasos estão aglomerados, naturalmente a circulação de ar fica restrita, daí é um simples passo para ter uma coleção repleta desses insetos.

Outro detalhe importante é o de ter suas plantas suspensas, penduradas por hastes de arame galvenizado, lesmas, caracóis, tatuzinhos (Combatidos com Metarex) e até formigas terão muito mais dificuldades em alcançar suas plantas, é muito mais seguro um cultivo suspenso, o ar circula livremente por todos os lados das plantas além de se poder ter uma maior visão individualizada de cada uma delas.

Pense nisso…

orquídea

Se quiser mantê-la dentro de casa enquanto estiver em flor, coloque-a em local bem iluminado, fora do sol direto, e regue só quando o substrato começar a secar. Após a floração, não a deixe esquecida num canto do jardim. Enquanto espera pelo próximo período de florescimento, tome estes cuidados com sua manutenção, aplicáveis á maioria das orquídeas:

Você deve

:: Procurar saber seu nome no caso de ela não ter etiqueta de identificação. Conhecendo o gênero e a espécie a que ela pertence, fica fácil saber os cuidados específicos que ela requer.

:: Conservá-la à meia sombra, se possível em local com sol pela manhã: sob telados de sombrite a 50% copa de árvores, ripados, varandas, etc.

:: Mantê-la em local arejado e fresco, fora de corrente de vento. A maioria aceita temperaturas em torno dos 25o C.

:: Regar nas horas mais frescas do dia e só quando o substrato secar.

:: Adubar plantas adultas com fertilizante tipo NPK 20-20-20, plantas em formação com NPK 30-10-10e, para incentivar a floração, NPK 10-20-30, respeitando as dosagens recomendadas na embalagem.

:: Eliminar pulgões, cochonilhas e outras pragas manualmente ou borrifar as folhas com produtos específicos, aplicar fungicida não tóxico contra doenças por fungos e bactérias, como manchas nas folhas e apodrecimento de brotos.

Você não deve

:: regar de mais nem manter pratos com água sob o vaso. – Água em excesso causa mais danos que sua falta. – aplicar doses de fertilizante superiores as recomendadas pelo fabricante – transplantar durante o período de florescimento

:: Para saber mais sobre o cultivo de orquídeas, informe-se junto a orquidários e associações orquidófilas de sua cidade ou ainda, adquira revistas e livros especializados. Gostando da experiência, adquira outras orquídeas com florescimento em diferentes épocas do ano e tenha sempre uma flor, alegrando sua casa.

:: Se você pretende começar uma coleção de orquídeas, mas não tem muita experiência, escolha inicialmente as de cultivo mais fácil, como Paphiopedium, Oncidium ou híbridos de Cattleya, Dendrobium e Laellia. Os híbridos, além de serem bastante resistentes, podem florescer em alguns casos até duas vezes por ano.

:: Cuidado ao pronunciar o nome científico da sua orquídea. Devido a sua origem latina ou grega, a correspondência de sons é a seguinte: ph-f; ae-e; ch-k; oe-e; x-cs. Assim, Phaleanopsis soa “Falenópsis”; Oncidium marchalianum soa Oncidium “markalianum”; Coelogyne cristata soa “celogine” cristata; Maxillaria serotina soa “Macsilária” serotina.

orquídeas

Para falarmos sobre a adubação de orquídeas, devemos compreender o ambiente em que elsa vivem, pois, através da observação do seu habitat  (quando possível) é que são adotados os seus tratos culturais, tais como: as regas (freqüência e quantidade), a escolha do substrato, o local ideal para cultivá-la, a luminosidade mais adequada, a umidade atmosférica mais adequada, a correta adubação através de adubos químicos (pó granulado ou líquido) e orgânicos em termos de dosagem (quantidade) e freqüência (intervalo em que se deve fornecer os nutrientes.

As orquídeas são as que possuem como habitat as árvores e como tais são chamadas de epífitas (orquídeas, bromélias, cactos tropicais), um termo designado a todas as plantas que se desenvolvem nos troncos das árvores, em busca do sol para realizar a fotossíntese e sintetizar o seu próprio alimento. Por serem autosuf’icientes quanto à síntese do alimento, elas não podem ser chamadas de plantas parasitas (definição para seres vivos que utilizam um hospedeiro de onde retiram o alimento que ele sintetiza). As orquídeas epífitas atuais, para sobreviverem nas árvores, onde há escassez de água e nutrientes (ambiente equivalente a um deserto) desenvolveram mecanismos físicos e fisiológicos para se adaptarem a essas condições adversas ao longo do processo evolutivo de milhões de anos. A falta de água por períodos longos, selecionou plantas com a capacidade de absorver água em grande quantidade e em pouco tempo.

Houve uma seleção de plantas que mantinham os estômatos fechados durante o dia, o que resultou numa diminuição drástica da transpiração durante esse período (absorvem e acumulam o gás carbônico – CO2 – durante a noite na forma de um composto orgânico de quatro carbonos quando os estômatos estão abertos, para que durante o dia, na presença do sol, haja a síntese de carboidratos, mesmo com os estômatos fechados); desenvolveram a capacidade de acumular água e nutrientes em estruturas chamadas de pseudobulbos; a utilização eficiente dos nutrientes, em pequenas quantidades que estão disponíveis quando há período de chuvas e/ou orvalhos à noite (solubilização para tornar os nutrientes assimiláveis).

orquideas_cuidado

Antes de iniciar o cultivo de orquídeas, preliminarmente, deve se identificar a espécie correta da orquídea que se está cultivando. Como é sabido, existem milhares de espécies de orquídeas no mundo, inclusive no Brasil, que concentra 10% de todas as espécies. Outro fator importante é a identificação do habitat natural da orquídea, requisito essencial para o melhor desenvolvimento da mesma.
Após o colhimento dessas importantes informações iniciais, deve-se preocupar com os outros importantes fatores: regas, adubação e exposição à luz do sol. Além disso, cada espécie se desenvolve melhor em determinados recipientes, que podem ser vasos, placas de madeira, de xaxim ou fibra de coco, na própria terra ou em terrenos pedregosos. Existem também diversas espécies epífitas (não confundir com parasitas), que introduzidas sobre árvores de grande porte, conferem um excelente aspecto ao seu jardim.

Tendo um bom cuidado, as orquídeas podem florir em sua maioria durante todo o ano. Apesar da terra constantemente úmida ser o melhor solo para o desenvolvimento das flores, deve-se ter consciência que o excesso de água é perigoso e não traz nenhum benefício para a planta. Ou seja, para aqueles que criam orquídeas em vasos, a retenção de água nos “pratinhos” é muito perigoso para o desenvolvimento da planta. Deve-se dar preferência a vasos com muitos furos (inclusive na lateral) para as raízes respirarem e a preferência deve ser aplicada à vasos de barro e de plástico (transparente). Outra dica é inclinar o vaso onde a orquídea se encontra, pois auxilia na drenagem. Pendurar o vaso (inclinado) também é útil para proteger as orquídeas de doenças, insetos e pragas. A rega deve ser realizada uma vez por semana, ou, se o clima estiver muito seco e quente, até duas.

A adubagem deve ser feita em um período de 12 em 12 dias, principalmente quando as orquídeas se encontram na fase de desenvolvimento. Quando a coloração da planta estiver com um aspecto de um verde bem clarinho (semelhante ao repolho) e as raízes estiverem com pontas mais grossas e destacadas (o que evidência seu desenvolvimento para a escavação da terra). Ao comprar uma orquídea, é necessário consultar com o florista sobre a espécie em questão, pois muitas delas necessitam de suplementação durante todo seu ciclo de vida.

Quanto à exposição ao sol, deve-se ter cuidado com a exposição direta, lembrando que a maioria das orquídeas se desenvolve melhor em sombras ou locais em que o sol não incide diretamente. A maioria das espécies apenas aprecia os primeiros raios de sol matinais, que são mais fracos que o restante. Observado essas condições, escolha o melhor local para posicionar suas orquídeas.

Por fim, na poda da orquídea deve-se apenas retirar folhas secas, mortas ou doentes, hastes já secas e retirada de novos brotos. Isso deve ser feito de forma manual, podendo a haste com uma tesoura de jardinagem pequena, esterilizada com fogo a cada novo corte, o que evita o contágio em outras partes da planta.

abacaxi ornamental

Bromélia muito rústica, de folhagem e frutos ornamentais. As folhas são verdes, alongadas e com espinhos nas bordas e os frutos são avermelhados. No entanto há algumas variedades, com folhagem de cores e tonalidades diferentes, a mais conhecida é a variegada de branco-creme, a \”Striatus\”.

Dada a sua agressividade, o abacaxi-ornamental é muito utilizado para delimitar áreas ou canteiros que não devem ser invadidos por pessoas ou animais. Pode ser plantado isolada, em composições, em grupos ou como bordadura.

Devem ser cultivados à meia-sombra, em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Não é tolerante ao frio e às geadas. Multiplica-se por divisão da touceira e pelas mudas formadas na coroa do fruto. Utilize sempre luvas grossas para manipular esta planta.

Fonte (s): http://frutaejardim.blogspot.com

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Luz – A exposição direta à luz solar causa queimaduras nas folhas da maioria das orquídeas. A condição de iluminação mais recomendada é a de 50 a 70% de sombra, que é obtida ao cultivar as orquídeas sob árvores, telados ou ripados. Varandas ou áreas de serviço de apartamentos também são bons locais, mas é preciso cuidado, nesses casos, para que as orquídeas recebam o sol da manhã. Alguns especialistas afirmam que em apartamentos, os melhores lugares para as orquídeas são atrás da janela do banheiro ou um terraço envidraçado, onde há luz filtrada. Para saber se as condições de iluminação estão adequadas, é só observar a planta: folhas amareladas indicam excesso de luz; já as folhas estreitas, longas e de cor verde bem escura indicam iluminação deficiente.

Temperatura – A maioria das orquídeas toleram variações de temperatura entre 10 a 40ºC, mas a temperatura ideal fica em torno de 25 graus.
Vasos e substratos – Recomenda-se evitar o uso de vasos muito grandes. Pode-se usar tanto os vasos de barro como os de plástico, mas as fibras de xaxim (não confundir com pó de xaxim) são ainda o substrato que dão melhores resultados. Atualmente também há a opção da fibra de coco, igualmente eficiente e mais ecológica.
Adubação – A fórmula NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) deve ser aplicada a cada duas semanas, na proporção de 1 colher (café) por litro de água, durante a primavera e o verão. A adubação pode ser suspensa nos meses do outono e inverno. Uma boa opção de adubação orgânica é a torta de mamona (1 colher de sobremesa por vaso), que pode ser fornecida uma vez ao ano, depois que o sistema radicular estiver bem desenvolvido.
Ventilação e umidade – Por serem plantas epífitas – possuem raízes aéreas -, as orquídeas suportam bem uma brisa suave e contínua, mas deve-se evitar ventos fortes e canalizados. Se as plantas estivem num orquidário, recomenda-se protegê-lo do vento sul, usando um plástico transparente. Ainda por sua característica epífita, as orquídeas preferem mais a falta do que o excesso de água junto às raízes. As regas devem ser feitas apenas quando o substrato estiver seco. Ao regar, uma boa medida é deixar a água escorrer pelo fundo do vaso. Outro detalhe: as orquídeas são plantas adaptadas à condições de umidade do ar relativamente elevadas. Em regiões mais secas, recomenda-se borrifá-las com água periodicamente. Mais uma vez, o que deve prevalecer é sempre o bom senso: para ter sucesso no cultivo de orquídeas, os excessos devem ser evitados. Apesar de gostar de umidade, ventilação e claridade, as orquídeas não suportam ficar expostas diretamente ao vento, sol e chuva. Em jardim elas vão crescer sadias sob as árvores ou até fixadas nos troncos.

Algumas Dicas:
1. Prefira os vasos de barro aos de plástico, porque os primeiros têm mais porosidade e drenam melhor a água. Se optar pelos de plástico, fique de olho nas regas para não encharcar demais a planta;
2. Se a base da orquídea estiver a menos de um dedo da boca do vaso, é preciso trocá-la de moradia. Procure deixá-la dois dedos de altura abaixo da boca do vaso.
3. Para acomodá-la no novo vaso, repare de qual lado surgem os novos brotos – esta é a frente da orquídea. A parte posterior deve ser encostada em um dos lados do vaso para firmar o desenvolvimento do exemplar.
4. Para a troca de vaso, acrescente chips de fibra de coco ou musgo à planta. Este último precisa ser lavado com água para tirar o excesso de areia.
5. Antes de cortar a orquídea, esterilize a tesoura (com um maçarico portátil ou no fogão). Deixe esfriar para depois usá-la. Importante: repita a operação antes de mexer com outra orquídea para evitar a transmissão de doenças.
6. Quando descartar uma folha, passe canela em pó no local do corte. O ingrediente é um cicatrizante natural.
7. Manchas na folhagem podem ser amenizadas com fumo de corda. Ferva o fumo em água por uma hora até que vire uma solução concentrada, que deve ser diluída em água. Borrife sobre as folhas repetidas vezes, até que dê resultado.
8. Cochonilhas e pulgões podem ser eliminados das folhas com sabão de coco. Use uma escova para esfregar as folhas.
9. Repare na coloração da folhagem. Se estiver escura, mude a orquídea de local. Quanto mais contato com a luz, mais ela irá florir.
10. Instale plaquinhas plásticas de identificação em suas orquídeas. Além do nome da espécie, anote o período de sua última floração. A próxima florada pode ser estimulada com NPK 10 30 20, que tem mais concentração de fósforo.

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orquideas amarelas

Quando se tira uma orquídea de seu habitat natural, o seu metabolismo pode mudar na tentativa de se readaptar ao novo ambiente. Algumas espécies que, após amadurecer seus pseudobulbos, ficam meses sem chuva. Se nós trouxermos uma dessas plantas para nossa casa e deixarmos de regá-la por este tempo, ela vai desidratar e morrer.

Quando ela estava seu habitat, embora não chovesse por tanto tempo, ela obtinha a umidade necessária para sua sobrevivência no líquen acumulado nas cascas porosas das árvores ou por outros agentes diversos invisíveis para o leigo. Quem chega não percebe estas sutilezas e, quando pensa que está reproduzindo as mesmas condições, pode estar redondamente enganado. Isto sem contar que a própria planta, por instinto de sobrevivência, como já foi dito acima, em ambiente novo, muda seu metabolismo.

Mas, se regarmos sempre com uma água levemente adubada, a planta manterá seu vigor ou até melhorará seu aspecto vegetativo.

Plantas levadas para local adverso a seu habitat, recebendo a profilaxia adequada para sua adaptação, podem ser cultivadas com sucesso.

TEMPERATURA – A maioria se adapta bem a temperaturas entre 15 e 25 graus centígrados. Entretanto, há orquídeas que suportam temperaturas mais baixas. Outras já não toleram o frio. Assim, devemos cultivar orquídeas que se aclimatem no lugar em que vão ser cultivadas. Caso contrário, o cultivo será muito mais trabalhoso, muitas vezes resultando em perda da planta.

Felizmente, no Brasil, a variação de temperatura é adequada para milhares de espécies, algumas se adaptam melhor no planalto, outras nas montanhas, outras nos vales ou no litoral, mas justamente a variação de clima e topografia propicia a riqueza de espécies que temos.

ÁGUA E UMIDADE – A umidade relativa do ar nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas se desidratarão rapidamente. Em dias muito quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente. Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidade relativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento.

LUMINOSIDADE – A luz é essencial. O ideal é manter as plantas sob uma tela de proteção, dependendo da intensidade da insolação local. Assim elas receberão claridade em luz indireta suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de que estão precisando de mais luz. E se estiverem com uma cor amarelada, estão com excesso de luz. Existem orquídeas que exigem mais sombra, há outras que exigem sol direto, ainda há outras exigem sol direto como pela simples razão de ser esse o modo como vivem nativamente.

QUANDO DIVIDIR, PLANTAR E REPLANTAR – A divisão e replantio devem ser feitos quando a planta estiver emitindo raízes novas, o que se percebe pelas pontinhas verdes nas extremidades das raízes, não importando a época, inverno ou verão. Quando for dividir a planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, o que se consegue molhando-as, pois ficam mais maleáveis. Sempre que for usar um instrumento (lâmina) para dividir a planta, dê uma chamuscadinha (flambada) com a chama de um isqueiro, por exemplo, assim você terá certeza de que o instrumento não estará contaminado por vírus.

As orquídeas como a Vanda, Renanthera, Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se esperar que emitam pelo menos duas raízes, para, então, separar da planta mãe.

As orquídeas do tipo vandáceas vão crescendo indefinidamente, atingindo metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante. Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos.

CULTIVO DE ORQUÍDEAS EM APARTAMENTO – Todas as orquídeas podem ser cultivadas em apartamento, basta que se tenha espaço e iluminação suficientes. Elas florescem bem. Mas, se você tem pouco espaço e quer ter flores o ano inteiro, cultive plantas que floresçam em datas diferentes.

ONDE COLOCAR A PLANTA – A iluminação é essencial. A planta deve ficar numa varanda ou perto de uma janela, recebendo o sol da manhã e/ou tarde. Uma planta não deve fazer sombra para a outra. Se a janela for de vidros lisos, transparentes, deve receber uma cortina tipo tela que quebre o excesso de luz ou uma tela de nylon 50%, a fim de que o sol não incida diretamente sobre a planta e queime as folhas.

QUANDO SE DEVE MOLHAR – Frequentemente ouvimos alguém perguntar, quando se deve molhar uma orquídea e a resposta é: se uma orquídea está plantada em xaxim com pó, a rega pode ser semanal, mas, se estiver plantada em piaçaba ou casca de madeira, a rega deve ser diária. Quando se compra um vaso de orquídea, é útil verificar qual o substrato (material) em que está plantada, pois, dependendo dele, a secagem pode ser rápida ou lenta.

Os substratos mais comuns são:

1. Coco desfibrado com pó: secagem lenta;
2. Coco desfibrado sem pó: secagem moderada;
3. Musgo ou cubos de coxim: secagem lenta;
4. Carvão ou piaçaba: secagem rápida;
5. Casca de pínus: secagem moderada, quando sem pó, e lenta se tiver pó;
6. Mistura de grãos de isopor, casca de pínus e carvão: secagem rápida.

A melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água e deixar por alguns minutos. Se você regar um vaso ressecado com um regador, pode ocorrer de a água encontrar um canal por onde escorrer e o resto do substrato continuar totalmente seco. Um meio de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir o peso, segurando com as mãos ou através de um exame visual. Não use a mesma água em que foi mergulhado um vaso, para outro, pois, se no primeiro houver fungos nocivos à planta, o outro vaso irá se contaminar.
Na impossibilidade de rega adequada, muitas pessoas deixam o vaso sobre um prato com água para conservar a umidade.

VOCÊ AMA PLANTAS? ENTÃO PORQUE NÃO CUIDAR BEM DELAS? Pegue o hábito de todos os dias visitar sua planta, examine-as bem de perto, retire folhas e bulbos velhos, ervas daninhas, flores murchas. Limpe as partes secas, é importante, pois, muitas vezes, são portadoras de esporos de fungos nocivos que se espalham com a mais leve brisa ou por respingos d’água. Depois de um tempo, você vai notar se elas estarão saudáveis ou não.

Ao procurar solução para os problemas de suas plantas, você estará entrando em um outro mundo, onde conviverá com belas flores, fará novas amizades, se aliviará do stress da vida diária e terá um encanto a mais em seu apartamento.

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A maioria das bromélias podem ser plantadas em vasos, mas podemos te-las em troncos ou xaxim.
As Tillandsias, de folhas acinzentadas, não se adaptam ao plantio em vasos preferindo os troncos.
As bromélias crescem em quase todos os solos, levemente ácidos, bem drenados, não compactados e que propiciem condições de bom desenvolvimento do sistema radicular.
O substrato deve ter partes iguais de areia grossa ou pedrisco, musgo seco ( sphagnum ) ou xaxim e turfas ou mesmo húmus de minhoca; o importante é que a mistura possibilite uma rápida drenagem.
Cryptanthus e Dyckias crescem bem no mesmo tipo de mistura, acrescentando-se ainda uma parte de terra ou folhas secas moídas .

Regras para o correto plantio

1º – não enterre demais as bromélias, mantenha a base das folhas acima do solo;
2º – não use um vaso muito grande, pois há perigo de umidade excessiva nas raízes.
3º – não permita que a planta fique balançando, fixe-a bem, pois isto poderá danificar o tenro desenvolvimento das novas raízes. Estaqueie a planta se necessário, até que as raízes estejam bem desenvolvidas.
4º – coloque sempre uma boa camada de cacos de telha ou pedriscos no vaso, que deve ser sempre furado nas laterais ou no fundo.

Rega – As bromélias gostam de ter suas raízes molhadas, mas sempre de forma bastante moderada, mais importante é molhar as folhas e manter sempre o tanque central com água .
Quando a temperatura ambiente estiver muito alta, borrife com agua as plantas, mas nunca sob luz solar direta e nas horas mais quentes do dia.
Plantas de folhas macias, apreciam ambiente mais úmido do que plantas de folhas rígidas.

Luminosidade – Bastante claridade em luz difusa é apreciada pela maioria das bromélias.
Em geral, plantas com folhas rígidas, estreitas e espinhentas, tal como folhas de cor cinza esverdeado, cinza, avermelhada ou prateada, gostam de uma maior luminosidade durante maior período de tempo, alguns até mesmo sol pleno.
Plantas de folhas macias, de cor verde clara, verde ou verde escuro, apreciam lugar com menor intensidade de luz, mas nunca em lugar escuro.
Nidulariuns requerem pouca luz, enquanto que as Neoregelias se encontram no outro extremo.
O intenso e atraente vermelho translúcido visto em muitas Neoregelias e Billbergias, desaparece quando a planta é transferida para local de pouca luminosidade.
Como sintomas de pouca luminosidade, as plantas apresentam cores escuras ou pobres em cor, freqüentemente macias, caídas e bem mais longas do que o normal (estioladas).
Como sintomas de excesso de luminosidade, temos folhas amareladas, com manchas esbranquiçadas, ressecadas e até com verdadeiras queimaduras.

orquidia-pau

1. Não vá com muita sede ao pote. Orquidófilos experientes recomendam que você se inicie comprando plantas que se adaptem a seu espaço e clima, que sejam resistentes e baratas, porque, no início, quase todos deixam morrer muitas plantas
2. Tenha clareza sobre o seu objetivo. Você quer ser produtor, comerciante ou colecionador? Definida a sua meta, associe-se a um grupo de orquidófilos de sua cidade. Muitos problemas podem ser evitados, se você tiver com quem trocar idéias.
3. Visite muitos orquidários para ver qual o modelo que serve a seu espaço, clima, bolso e objetivo. Mas, atenção, não tome muito tempo do orquidófilo, a não ser que vá comprar plantas. Lembre-se de que ele tem compromissos. O ideal é ligar antes.
4. Saiba que a maior parte das orquídeas floresce uma vez por ano. Se quiser ter flores o ano inteiro, compre plantas floridas em meses diferentes. E nunca, nunca compre planta sem nome. Depois, dá o maior trabalho pra descobrir.
5. Há também flores que podem durar de 2 a 3 meses, em compensação, outras murcham no dia seguinte. A média é de uma a duas semanas. Informe-se sobre a duração da flor, se isto for importante para você.
6. Não caia na tentação de comprar flores que gostam de frio, se você mora em lugar quente e vice versa, a menos que possa bancar um controle de temperatura em seu orquidário.
7. Quase todo iniciante quer se aventurar na técnica do cruzamento de orquídeas, sementeira, meristema, etc. Saiba que esta é uma aventura que exige dinheiro, conhecimento, estudo, tempo, dedicação e que existem muitos laboratórios idôneos para os quais você pode enviar sua semente para reprodução por baixo custo. Entretanto, se sua intenção é produzir para vender, leia a respeito e faça estágios com produtores. Nada como o dia-a-dia para aprender. Um cruzamento deve sempre visar ao aperfeiçoamento da espécie, por isso é necessário conhecimento.
8. Não compre bandejas de mudinhas da mesma planta, a menos que tenha muito espaço e tempo para cuidar delas. Se sua intenção é revender, pode levar muito tempo até que ela dê flor. Desde a semeadura, uma orquídea leva cerca de 5 a 6 anos para florir. Se quer colecionar, não vai ter graça nenhuma ver sempre a mesma flor, a menos que esteja com intenção de trocar.
9. Embora os nomes das orquídeas sejam complicados, não há como escapar, comece a chamá-las pelo nome. Você tem que saber de cor os nomes de suas plantas. É um ótimo exercício para a memória e evita muita confusão na hora em que for referir-se a elas. No começo é difícil, depois todos se acostumam.
10. A alegria do verdadeiro orquidófilo está em ver sua planta desenvolver-se. Antes de ver a flor, há muitos detalhes para acompanhar. Uma nova raiz ou muitas raízes parecendo uma macarronada é uma festa, um ou mais brotos despontando numa planta que estava desenganada é uma grande vitória, um botão de uma flor que ainda não vimos é um sucesso. Mas há pragas a serem vencidas, há muito o que estudar do clima de onde vem a planta, se quer adubo ou não, se quer sol direto ou meia sombra, se quer muita ou pouca água. Enfim, para se ter plantas saudáveis é preciso estar atento aos detalhes, elas falam pelo comportamento, aliás, como todos nós. Se observássemos em nossas relações familiares e com amigos os detalhes do que não se fala, talvez fôssemos mais felizes. E por falar nisso, procure incluir sua família. O trato com as plantas pode aproximar e ensinar muito.

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Nenhum outro grupo no Reino Vegetal possui tanta diversidade quanto as orquídeas. São cerca de 25 mil espécies naturais e centenas de milhares de híbridas (um número difícil de medir devido ao seu intenso crescimento).

Estudos recentes sugerem que as orquídeas possuem 120 milhões de anos na Terra, superando catástrofes e mudanças climáticas em toda esta trajetória.

A primeira referência encontrada foi do imperador chinês Sheng Nung, informando alguns conselhos sobre os poderes medicinais dos Dendrobiums. Por volta de 500 A.C. o filósofo chinês Confúcio descrevia as orquídeas em seus escritos, denominando-as “Rainhas das Plantas com Fragrãncia”. Hoje sabe-se que o termo “orquídea” no vocabulário chinês (a palavra “lan”) é pronunciado há mais de 4 mil anos!.

Entretanto, apesar dos chineses terem citado o termo a mais tempo, provavelmente a descoberta desta incrível planta deve ter impressionado homens em todo o mundo. O grego Theophrastus (370 – 295 A.C.) listou orquídeas descobertas no Mediterrâneo ainda naquela época, e Plínio (77 A.C) escreveu em seu livro “História Natural” que as orquídeas possuíam um poder sexual. Na verdade foram os ingleses que popularizaram.

Nas Américas maias e astecas também documentaram histórias de orquídeas, especialmente a Vanilla, que eles utilizavam para dar aroma a bebidas típicas.

Até o iluminismo, e a organização científica das espécies vivas do planeta, iniciada pelo conhecido Linaeus, as orquídeas tinham apenas funções da vida prática registradas, como poderes medicinais, eróticos, e também como alimento. Linaeus pela primeira vez catalogou espécies da maneira como conhecemos, oferecendo o nome Orchid (do grego “orkhis” ou testículo) para um típico genêro de orquídeas

No início do século XIX as orquídeas ganharam notoriedade na Inglaterra vitoriana, maior império da época. Era comum realizar expedições pelo mundo em busca de orquídeas raras e exóticas. Muitas espécies foram descobertas, mas nem todas catalogadas cientificamente de forma adequada.

Hoje o conhecimento sobre cultivos de orquídeas nunca foi tão aprofundado. Sabemos que é uma das maiores famílias do Reino Vegetal, como cultivar a maior parte de suas espécies, e, principalmente, como produzir lindos híbridos que nos encantam mais a cada dia.