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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

laelia

Eleger a mais bela das orquídeas dentre mais de 35 mil espécies – sem considerar outras 150 mil formas híbridas, resultado de cruzamentos naturais ou criadas pelo homem – não é uma tarefa fácil.
Mesmo assim, uma delas se destacou por sua variedade de cores e por seu perfume inconfundível. É a Laelia purpurata.

A floração da Laelia purpurata acontece em novembro, dezembro e janeiro e dura de 25 a 30 dias, segundo Julia Meyer Pflug, proprietária do paulistano Orquidário Morumby. “Em cada haste florescem 5 ou 6 flores, que só voltam no próximo verão”, diz ela. O exemplar possui labelo proporcional e pétalas com um colorido único, seja na cor púrpura, que lhe rendeu o nome, ou em outras tonalidades e detalhes - como a Laelia purpurata striata, caracterizada pelas estrias na textura externa das pétalas, ou a Laélia purpurata alba, que apresenta pétalas, sépalas e labelo totalmente brancos.

Se você é novato no assunto, não se assuste. Apesar da visível delicadeza da orquídea, ela é forte – mas como qualquer outra planta, necessita de cuidados básicos. O local para o seu cultivo deve ser bem iluminado, mas protegido do sol, e ter boa ventilação e umidade. Quanto à rega, a planta deve ser molhada quando o substrato estiver quase seco. Deixe escorrer para a raiz não apodrecer.

dendrobium_thysiflorum

O gênero Dendrobium é um dos maiores da família Orquidácea, só perdendo para o gênero Bulbophyllum.
O número de espécies que ele contém não é muito preciso. Muitos botânicos dizem que é de, pelo menos, 1000, enquanto outros acham que é de mais de 1400.
O gênero é tão grande que se pensa em dividi-lo em gêneros menores, mas os taxonomistas não deram sua aprovação. Em vez disso, ele é dividido em seções.

Originalmente do Sudeste da Ásia, o Dendrobium tem uma vasta distribuição: das ilhas do Pacífico ao Himalaia, incluindo Burma, Malásia, Sul da China, Tailândia, Japão, Filipinas, Austrália e Nova Zelândia. Em especial está a Papua Nova Guiné, onde há uma grande quantidade de Dendrobiums diferentes.

A grande maioria dos Dendrobiums é de plantas epífitas. Umas poucas foram encontradas em rochas e outras, em ainda menor número, são terrestres, por isso Olaf Swartz, que estabeleceu o gênero em 1799, deu-lhe o nome “Dendrobium”, do grego “dendros” = árvore e “bios” = vida ou, em outras palavras, “planta vivendo nas árvores”.
Adaptado a um vasto número de diferentes “habitats”, os Dendrobiums variam consideravelmente em sua estrutura. As folhas variam em tamanho, de minúsculas a muito grandes, cilíndricas, suculentas, persistentes ou decíduas, longas, estreitas ou largas, com formas curiosas e numa grande variedade de tons de verde. Umas poucas têm pelos. Os pseudobulbos podem ser ovoides, fusiformes, lisos ou com nós salientes, na forma de canas longas, macias ou duras, pendentes ou eretas. Há plantas com pseudobulbos mínimos, com cerca de 1 cm (Den. delicatum, Den. awesii) e outros que chegam a 5 m.
O Dendrobium é planta simpodial, geralmente com um rizoma do qual novos pseudobulbos ou novas raízes se desenvolvem cada ano.
As flores são muito variáveis em forma, textura, duração e em grande parte são grandes e coloridas. Quase todas as cores podem ser encontradas nesse gênero, exceto, talvez, o azul, sendo que algumas cores contrastantes numa única flor, o que a torna espetacular. É o caso de um Dendrobium que tive, Den. obtusisepalum, da Nova Guiné, de cor amarela e alaranjada, belíssimo, mas que já morreu.
Há flores que duram menos que um dia e outras que duram muitos meses, como é o caso do Dendrobium cuthbertsonii, que chegam a durar 9 meses. A maioria tem flores que duram de 2 a 3 semanas. Em poucas plantas as flores são solitárias, mas na maioria elas são em cachos.
Os Dendrobiums são as orquídeas mais floríferas na natureza e também em cultivos com boas condições, o que os fazem mais atrativos e dos mais populares mundialmente. Cada ano mais pessoas se tornam conhecedoras da beleza dos Dendrobiums. É natural, então, que muitos hibridadores tenham se concentrado grandemente nesse gênero. Em muitos casos os híbridos são um melhoramento das espécies e os híbridos modernos são mais fáceis de cultivar do que as espécies colhidas nos seus habitats.
Há Dendrobiums em todos os tipos de climas : frio, temperado, quente úmido e quente seco e embora sejam extremamente diferentes, na maioria dos Dendrobiums, as necessidades são as mesmas. Veja mais »

orquidea_dendrobium

Nome Técnico: Dendrobium nobile Lindl.
Nomes Populares:orquídea olho-de-boneca
Família: Família Orchidaceae
Origem: Originária da China

Descrição: Planta herbácea de hábito epífita, forma grandes touceiras em geral de 0,45 m de altura.
Possui pseudobulbos sulcados, com nós e entrenós bem marcados na cor verde.
As folhas são curtas, flexíveis e finas e estão inseridas nestes nós, ao longo dos pseudobulbos de onde também surgem as flores.
Estas são de cores variadas, inclusive bicolores, de tamanho 6cm x 6,5 cm, sobre haste floral de 2 cm.
A flor tem duração de aproximadamente 30 dias, conforme a região e a temperatura, na época da primavera.
O nome Dendrobium do grego significa planta que vive nas árvores.
É um dos gêneros que mais tem espécies, cerde 1000 a 1400.

Modo de Cultivo :
Na época de crescimento esta planta necessita de regas freqüentes e abundantes, principalmente no verão.
Deixa-se secar entre regas para que as raízes não fiquem encharcadas e não percam a capacidade de respiração.
O local de cultivo deve ser bem arejado com muita luz, portanto o sobreamento do ripado deve ter pelo menos 30%.
Em lugares de verões fortes, evitar o sol da tarde que poderá queimar as folhas.
Para adubar a planta, durante o período de crescimento, usar adubo granulado tipo NPK fórmula 10-10-10, dissolvido, regando o substrato.
Um dia antes não esquecer de regar bem, evitando a concentração de sais que podem prejudicar a planta.

Como o Dendrobium floresce no fim da primavera até a entrada de verão, na início da primavera adubar com fertilizante com mais fósforo, tipo NPK 4-14-8.
Existem muitas recomendações de adubos de formulação mais pesada, mas acreditamos que na natureza isto não ocorra, e quem é mais leigo no assunto deve evitar experimentações com suas plantas.
Menos significam doses mais homeopáticas como a planta tem nas matas.

Excesso de adubo em orquídeas acaba no chão, sendo percolado no perfil do solo contaminando lençóis freáticos, com toda a implicação danosa ao meio ambiente que sabemos.

Pode ser multiplicado pela divisão de touceira e por pequenas brotações que aparecem nas laterais dos pseudobulbos.
Aguardar até que estas brotações tenham raízes para retirar e então preparar o vaso.
Para fazer a propagação desta planta, separe a muda da planta-mãe, faça a preparação do vaso colocando isopor e argila expandida no fundo e por cima fibra de coco ou musgo seco e acomode a planta. Prenda um tutor e fixe com atilho. Coloque arame para pendurar no ripado e regue bem.

Paisagismo:
É um dos gêneros mais apreciados e pode ser cultivado em vasos pequenos ou ser fixado a troncos de árvores, cyccas e palmeiras.

Vanda

A Vanda é uma orquídea de origem asiática que necessita de calor e umidade.
Pode florescer até quatro vezes por ano em condições idéias, mas, se a temperatura baixar a 15 graus, ou menos, durante algumas semanas, pode entrar em estado de repouso ou estagnação por vários meses.

Se a temperatura atingir 30 graus ou mais, mantenha o chão bem molhado, para ou mais, mantenha o chão bem molhado, para aumentar a umidade relativa do ar nas suas imediações

Requer muito adubo de forma foliar e radicular, porque suas raízes são aéreas. O adubo deve ter maior teor de fósforo, tipo 15-30-20, pois seu caule precisa crescer para uma nova floração. Suas flores podem durar cerca de 30 dias.

Você pode amarrá-la num coqueiro, voltada para o lado norte, ou numa haste comprida, mas, se for plantar em vaso, que ele sirva só de base, nunca enterre suas raízes.

Se uma Vanda adulta, bem enraizada, com folhas de igual dimensão do topo à base, não injuriada pelo frio, não florescer, é porque faltou iluminação e/ou rega constante com água levemente em dias quentes e secos.

A Vanda deve ser colocada num local onde local onde receba luz filtrada nas horas de sol mais forte e iluminação direta do sol da manhã e do fim de tarde. Não deve haver nenhuma outra planta que lhe faça sombra em qualquer hora do dia.

Uma Vanda sem boas condições pode até florescer, mas suas haste será curta, com flores menores e forma medíocre.

Você está passeando tranquilamente por uma área de vegetação nativa, um passeio agradável e despretensioso.  De repente você se depara com um tronco de árvore podre, caído ao chão – e pasme – lotado de orquídeas.  Então em um gesto de carinho você recolhe aquela planta infeliz que se desprendeu de seu habitat pela própria ação da natureza e a leva para casa, para protegê-la e fornecer a ela tudo que não poderia ser encontrado naquele local: adubo, iluminação correta e um bom substrato além, é claro, de muito amor e dedicação.

Mas isso não está correto e a planta logo lhe mostrará sinais disso, ou definhando até a morte, ou ficando paralisada por muitos anos até começar a se adaptar ao novo micro clima onde foi inserida.

As plantas nativas tem todo um esquema de sobrevivência que envolve fatores chamados de abióticos (clima, solo, luz, etc.) e bióticos (relações ecológicas tais como parasitismo, predação e competição). Esses fatores mantêm o habitat da orquídea de forma equilibrada para que ela possa viver em harmonia em seu ambiente natural, tendo como exemplo o controle de seus parasitas naturais sendo feito pelos predadores que também habitam o local.

Já na nova “morada” a orquídea nativa tem que se adaptar a utilização de adubos químicos, a uma nova modalidade de plantio que coloca suas raízes SOB o substrato e não SOBRE como ela estava acostumada, entre outras coisas. Só com esses dois exemplos já se pode ter a idéia do tamanho da mudança a que a planta tem que se submeter ao ser retirada do seu habitat. Fora o fato de que ao se quebrar aquela cadeia de fatores (abióticos e bióticos), você certamente levará para casa além da planta, seus parasitas, deixando para trás os seus predadores naturais. Trocando em miúdos, você estará levando problema para seu orquidário!
O correto no caso de se encontrar uma orquídea nativa é deixar que a natureza continue seu curso, sem interferir nisto. Mesmo que você sinta “pena” ou até mesmo aquela cobiça pela tão almejada planta, não se deixe levar.

As plantas produzidas em laboratórios e vendidas em orquidários e até mesmo supermercados do país inteiro, por um preço bem acessível, são mais resistentes às pragas e na grande maioria das vezes possuem a forma da flor e aspecto vegetativo bem mais bonitos e harmoniosos do que uma planta nativa.
Se mesmo com todos esses argumentos você ainda não se convenceu de que não é uma boa opção coletar uma planta nativa para acrescentá-la a sua coleção, passemos para a parte jurídica…

De acordo com o artigo 49 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998), a pena para quem destruir,  danificar,  lesar ou maltratar,  por qualquer modo ou meio,  plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia, é de detenção,  de três meses a um ano,  ou multa,  ou ambas as penas cumulativamente.  Já para quem destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas (Art. 50) a pena é de detenção de três meses a um ano e multa.
Portanto, ao entrar em um local onde existam orquídeas nativas, divirta-se apenas tirando fotos e aproveitando o canto dos pássaros. Fazer mais do que isso é interferir no equilíbrio do meio ambiente.

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Existem determinadas características comuns que fazem com que uma planta seja incluída na família das orquidáceas. Por exemplo, sua flor tem os órgãos de reprodução feminino e masculino fundidos em um só corpo chamado coluna ou gynostemium.
Uma outra característica é a forma irregular de seus segmentos florais. A flor da orquídea tem 3 sépalas e três pétalas. A pétala do meio é modificada e recebe o nome de labelo. Ele é, em geral, a parte mais interessante da flor e a mais intensamente colorida. Sua forma e perfume podem variar muito. Ele pode ter a forma de uma abelha fêmea (como no caso do gênero Ophyrs), de uma vespa fêmea como no caso do gênero Drakea ou Cryptostylis, um balde como no caso do gênero Coryanthes, pode ter um perfume adocicado ou desagradável, forte ou suave. Tudo isto com o único objetivo de atrair o polinizador e garantir a reprodução da espécie.
Ao contrário do que diz a crença popular, as orquídeas não são parasitas, elas não se alimentam do hospedeiro, apenas o usam para melhor se fixarem. Em geral, elas são epífitas (raízes aéreas) vivendo em árvores ou sobre as pedras (nas regiões tropicais) e terrestres (nas zonas temperadas) muito embora em zonas tropicais como as nossas existam muitas orquídeas terrestres.
Também ao contrário do que muitos pensam, a maior parte das orquídeas não gosta de ser mantida dentro de um substrato sempre molhado apesar de gostarem, de uma maneira geral, de umidade ambiental elevada.
Plantas extremamente diversificadas, as orquídeas são encontradas no mundo todo, com exceção das regiões completamente desérticas. Por esta razão sempre é possível encontrar uma espécie que seja adequada às condições que possuímos.
Embora possam ser encontradas do nível do mar até 4.000 de altitude, elas são mais numerosas na faixa que se situa entre 500 e 2.000m acima do nível do mar.
Algumas orquídeas estão entre as menores plantas floríferas do mundo como Eurystyles ou muitas espécies pertencentes à Pleurothallidinae (América tropical). Algumas são tão grandes que atingem até 4m de altura como Selenipedium (América tropical) ou Grammatophyllum papuanum (originário de Papua-Nova Guiné) que pode pesar toneladas.
O número de gêneros está estimado em 600, o número de espécies entre 25.000 e 30.000 e número de híbridos registrados já ultrapassou a marca dos 100.000.
Bulbophyllum é o gênero mais rico em número de espécies e supõe-se que possua aproximadamente 2.000. Em seguida vem o Pleurothallis (mais de 1.500 espécies são atribuídas a este gênero, com muitas outras a serem ainda classificadas e descritas), depois há o Dendrobium com 1.400 e finalmente o Epidendrum com mais de 800 espécies. Atualmente, muitas espécies de Bulbophyllum migraram para o gênero Cirrhopetalum
A distribuição geográfica não é regular no mundo todo. Alguns poucos gêneros estão presentes em quase todos os continentes mas, de uma maneira geral, a área de distribuição é mais restrita.

* Bulbophyllum: é encontrado nas América do Norte, Central e do Sul, na África, Ásia e Oceania.
* Cattleya, Epidendrum, Laelia, Masdevallia, Maxilaria, Odontoglossum, Oncidium, Pleurothallis, só são encontrados nas Américas do Norte (a partir do México), Central e do Sul
* Coelogyne: Ásia
* Cymbidium: África, Ásia , Oceania
* Cypripedium: América do Norte, Europa, Ásia e Oceania
* Dendrobium: Ásia tropical e subtropical, Austrália e Oceania
* Habenaria: Américas do Norte, Central e do Sul, Europa, África, Ásia e Oceania
* Paphiopedilum: Ásia e Oceania
* Phalaenopsis, Vanda, Renanthera: Ásia
* Vanilla: Américas do Norte, Central e do Sul, África equatorial e sudeste da Ásia.

Só na América tropical há mais de 8.000 espécies e na Ásia tropical mais de 7.000.
O Brasil possui, aproximadamente, 2.500 espécies e 1/3 delas vegetam também no estado do Rio de Janeiro.
A Colômbia possui mais de 3.000 espécies.
A Venezuela mais de 1.500.
O México mais de 660.

Hoje em dia, a maior parte das espécies está espalhada pelo mundo todo devido à grande capacidade de adaptação destas plantas. Elas se adaptam tão bem às diversas regiões do planeta que vegetam como se fossem nativas. Atualmente, Angreacum, Cymbidium, Dendrobium, Paphiopedilum, Phaius, Phalaenopsis, Renanthera, Vandaceous, Cattleya e Oncidium podem ser cultivados em qualquer continente, dependendo somente das condições climáticas ou das condições do local de cultivo, seja ao ar livre, seja no interior das residências ou ainda nas estufas construídas para este fim.

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De acordo com as regras de nomenclatura botânica, o nome da família deve ser escrito em latim: Orchidaceae (derivado do grego Orchis).

O termo Orchis, que significa testículos, foi usado pela primeira vez por Theophrastus (c.372 – 287 a.C), filósofo grego, discípulo de Aristóteles. Theophrastus comparou as raízes tuberosas de algumas orquídeas mediterrâneas com os testículos humanos. Por este motivo, desde a Idade Média, propriedades afrodisíacas são atribuídas às orquídeas.

Com a nomenclatura das plantas, pode-se distinguir entre gênero (principal subdivisão de uma família e é formado por um número limitado de espécies intimamente relacionadas, ou de uma única espécie; é designado por um nome em latim ou latinizado no singular com letra maiúscula, se for natural, ou com letra maiúscula se for híbrida, concordando gramaticalmente com o nome do gênero; deve ser grafado em itálico), espécie (é a classificação biológica fundamental, compreendendo uma subdivisão de um gênero e consistindo de um número de plantas, todas tendo um alto grau de similaridade, uma espécie é o segundo nome com letra minúscula em um binômio.

Os nomes das espécies híbridas são escritos com letra maiúscula, não latinizados, para diferenciar das espécies naturais) e híbrido. Os nomes científicos são muito difíceis de se decorar por serem derivados do latim e do grego. Entretanto, são muito importantes porque podem ser reconhecidos em qualquer lugar do mundo e isso facilita bastante o estudo e a troca de informações.

Quando se escreve o nome da Cattleya labiata Lindley, o primeiro nome grafado, Cattleya, com a primeira letra maiúscula, refere-se ao nome do gênero. O segundo nome corresponde à espécie, ou seja, labiata, convencionalmente grafado todo em letras minúsculas. O terceiro nome, Lindley, é sempre o nome do botânico classificador da planta.

Outro procedimento importante é a etiquetagem das plantas. A identificação adequada com etiquetas ou placas com números, evita uma série de aborrecimentos ao orquidófilo que tem muitas plantas em sua coleção. Sem a etiqueta de identificação seria muito difícil saber todos os detalhes da planta após algum tempo. Visualmente, é possível saber identificar o gênero de uma planta ou até mesmo a espécie.

Entretanto, quando se é necessário identificar  a variedade e o clone, a coisa começa a se complicar. Por isso, a plaqueta de identificação e o registro das plantas em um caderno ou livro é um trabalho bastante necessário, que ajuda na organização de uma coleção.

orquídea

A classificação das orquídeas é um ponto importante e fundamental não só do ponto de vista dos estudos, mas também para seu cultivo. É através da classificação que seu modo de cultivo é determinado.

A família das orquídeas é muito rica e foi preciso dividi-la e subdividi-la para faciltar a identificação. As orquídeas representam nada menos do que 7% de todas as plantas do nosso planeta.

É importante conhecer a classificação das orquídeas dentro do Reino Vegetal, por isso as plantas foram classificadas em famílias, diferenciadas umas das outras pela estrutura de suas flores, hastes, folhas e raízes.

Foi Rudolf Schlechter o autor da sistemática mais usada na sua classificação, onde são adotadas principlamente as partes anatômicas da flor.

Assim a enorme família das Orchidaceae é dividida em: 2 subfamílias, 2 divisões, 5 tribos, 2 séries, 2 subséries, 85 subtribos, mais de 2.500 gêneros e cerca de 35.000 espécies.

A primeira subfamília: as Diandrae, compreendem as espécies com duas anteras férteis e é composta de duas tribos: as Cipripediloideae e as Apostasioideae. Elas congregam os gêneros com as plantas sem caule e com flores, com labelo, em forma de “sapatinhos”.

A segunda subfamília, as Monandrae, agrupa os gêneros de todas as demais orquídeas.

Suas espécies têm apenas uma antera fértil. Elas reúnem duas divisões: as Basitonae e as Acrotonae.

As Basitonae agrupam as espécies com antera persistente, coluna curta e formam uma só tribo, a Ophrydoidae, e oito subtribos de plantas terrestres, herbáceas, que perdem as folhas e caules na época do repouso hibernal, conservando somente as raízes tuberosas.

As Acrotonae, onde estão reunidas todas as demais orquídeas, tem como característica principal a antera caduca, ou seja, ao remover-se as polínias, desprendem também a cápsula oval, onde se esconde a antera.

Pela consistência das polínias, esta divisão é formada por duas tribos: as Polychondreae e as Kerosphaerease.

A tribo Polychondreae, tem polínias de consistência granulosa, facilmente divisíveis, e possuem 23 subtribos (poucas espécies ornamentais, entre elas: as Cleites, as Vanillas e as Sobrálias). A maioria das orquídeas dessas subtribos são ervas terrestres, raramente epífitas, não possuem pseudobulbos, nem folhas carnosas.

A tribo Kerosphaereae, tem as polínias com consistência cartilaginosa ou cerosa, sem granulação, e congregam, com exceção dos Paphiopediluns e das Sobrálias, a totalidade das orquídeas cultivadas, onde também aparecem numerosas espécies sem pseudobulbos.

E assim, continua a classificação sendo as tribos divididas em séries e sudivididas em subséries. Após as subtribos, aparecem os gêneros, que agrupam as espécies.

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Dicas práticas e um pouquinho de teoria, para você não ter mais dúvidas sobre este assunto.

Toda planta necessita de 14 a 17 elementos químicos para ter uma vida saudável. Três destes elementos elas dependem bem mais. São o nitrogênio, o fósforo e o potássio. Cálcio, magnésio e enxofre ela também precisa em quantidade razoáveis. Por isso, o grupo destes 6 elementos químicos é chamado de macro-nutrientes. Outros elementos são também necessários, mas em proporção bem menores. Daí serem denominados micronutrientes. Entre eles citamos o boro, o zinco, o ferro, o magnésio e o cobre.
As plantas obtêm estes elementos químicos fundamentalmente do solo, que é uma autentica e poderosa fábrica de fertilizantes. Certo. Mas você perguntaria: e as plantas epífitas, as orquídeas, por exemplo, que vivem sobre as árvores? Bem, elas têm de usar de um estratagema todo especial. Se você reparar direito, vai ver que, na natureza, na maioria das vezes elas costumam desenvolver-se nas proximidades de forquilhas e axilas de galhos. A razão disso é que, nestes locais, sempre acaba se acumulando um pouco de detritos de origem vegetal (sementes, casca, pequenos frutos, folhas, etc.) e de origem animal (penas, excrementos, cartilagens, cascas de ovos, insetos mortos, etc.). Que depois de algum tempo se decompõe e se transformam em nutrientes. Em outras palavras, embora vivam por sobre as árvores sem se alimentar delas, de um jeito ou de outro as epífitas sempre encontram os nutrientes que precisam.
Em vasos, plantadas em substrato inerte (xaxim ou casca de árvores, por exemplo) isso não acontece. Elas ficam privadas deste recurso. Vem daí a importância das fertilizações.

REGRA N.º 1 – Orquídeas devem ser adubadas sim, mas só nos meses quentes ou quando estão em pleno desenvolvimento vegetativo.
REGRA N.º 2 – Como o crescimento dessas plantas é bastante lento, é tolice dar às orquídeas doses grandes de fertilizantes de uma só vez. Elas simplesmente não usam, e você desperdiça o fertilizante e joga o seu dinheiro no lixo.
REGRA N.º 3 – A luz é indispensável no processo de absorção de fertilizantes através das folhas. A umidade do substrato também é fundamental. Quando a planta está desidratada, a absorção foliar diminui drasticamente.
REGRA N.º 4 – Evite fazer a adubação nas horas mais quentes do dia. A temperatura ideal gira em torno de 20º C. Regar as orquídeas na véspera da adubação foliar também é muito recomendável.

Genericamente falando, fertilizante é qualquer substância, natural ou manufaturada que, acrescentada ao substrato, incremente o desenvolvimento das plantas. Em outras palavras, qualquer coisa que possa ser aproveitada pela planta como alimento. Quanto à origem dos nutrientes, existem dois tipos de fertilização: a orgânica e a inorgânica.

ADUBO ORGÂNICO – É aquele cujos elementos químicos são provenientes da decomposição de matéria de origem animal ou vegetal. É o caso dos estercos, compostos, farinhas e tortas, como a torta de mamona, por exemplo.
Antigamente, a adubação orgânica era a única possibilidade. No caso das orquídeas cultivadas em vaso, no entanto, estes adubos, quando em estado sólido, têm o inconveniente de entupirem parcialmente os espaços entres as fibras de xaxim (ou similar), prejudicando a aeração das raízes da planta.
Além disso, costumam alterar o índice de pH do substrato e transmitir fungos.

DICA N.º 1- Se você quiser fazer adubações orgânicas nas suas orquídeas, o ideal é usar calda de esterco (veja adiante) ou doses mínimas de torta de mamona. Esta substância é um subproduto da fabricação do óleo de mamona, e é muito rica em nitrogênio, fósforo e potássio.

ADUBO ORGÂNICO
70% de torta de mamona
10% de farinha de osso
10% de cinza vegetal
10% de esterco de aves (bem curtido)
misture tudo e coloque a quantidade de uma colher de chá sobre o substrato, na parte traseira da planta, a cada 3 meses.

ADUBOS INORGÂNICOS – A partir do símbolo químico dos 3 elementos mais exigidos por qualquer planta, generalizou-se o nome do mais famoso adubo químico: NPK.

São obtidos a partir da extração mineral ou do refino de petróleo. É o caso dos fosfatos, cloretos, sulfatos, salitres-do-chile e do famoso NPK.
NPK, aliás, nada mais é do que a representação química dos três componentes principais destes adubos. N de nitrogênio, P de fósforo e K de potássio – os três elementos químicos que, como já vimos, as plantas mais dependem para viver.
Nitrogênio
É o elemento químico do qual as plantas necessitam em maior quantidade. Estimula a brotação e o enfolhamento, e é o responsável pelo “verde saúde” das folhas.

DICA N.º 2 – Uma dose bem aplicada de nitrogênio deixa as folhas das orquídeas mais carnudas e com um verde mais intenso. A falta desse elemento inibe os processos vegetativos, reduzindo o tamanho das folhas e dando-lhes uma cor verde-amarelada. A aplicação de nitrogênio em excesso, no entanto, acaba estimulando demais o crescimento, tornando os tecidos vegetais flácidos e sem resistência para enfrentar o ataque de pragas e doenças
Fósforo – É outro elemento básico na vida vegetal. Junto ao nitrogênio, é fator de precocidade e qualidade. Sua ação principal relaciona-se com a florada e a frutificação, com o desenvolvimento de raízes e o enrijecimento dos órgãos vegetativos.

DICA N.º 3 – As plantas bem nutridas de fósforo são altamente resistentes às doenças. A falta deste elemento químico pode ser notada pela cor avermelhada das folhas, pelo crescimento lento demais e pela pouca exuberância da floração.
Potássio – É um macronutriente com um importante papel na vida vegetal. Sua presença na seiva das plantas é indispensável, principalmente para maximizar os efeitos da adubação nitrogenada. Além de contribuir muito para o desenvolvimento e a saúde do sistema radicular.

DICA N.º 4 – Quando o teor de potássio aumenta na seiva, ocorre uma economia de água nos tecidos das plantas. É que este elemento químico tem a propriedade de regular o fechamento dos estômatos, os poros vegetais, reduzindo as perdas de água pela transpiração e, portanto, conferindo à planta maior resistência à falta d´água e baixas temperaturas.

DICA N.º 5 – Durante a fase de crescimento, adube as suas orquídeas a cada 15 dias com adubos foliares, mas deixe para regar 48 após a aplicação.

DICA N.º 6 – Evite o uso de água clorada para misturar com os fertilizantes.

DICA N.º 7 – Não esqueça que a diferença entre o remédio que cura e o veneno que mata às vezes está apenas na dosagem. Concentrações altas de fertilizantes são altamente tóxicas para as plantas.

FÓRMULAS DE ADUBOS QUÍMICOS MAIS RECOMENDADOS

PLANTAS ADULTAS – Fertizante líquido NPK 18-18-18 ou 20-20-20, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverizado sobre as folhas.

PLANTAS NOVAS – Fertilizante líquido NPK 30-10-10, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverização sobre as folhas.
NA ÉPOCA DA FLORADA – Fertilizante líquido NPK 30-10-10, ou 10-30-20, a ser diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante, e pulverizado nas folhas a partir do surgimento das espatas (botões) até o final da floração.
CALDA DE ESTERCO – Num balde de 20 litros de água, deixe em infusão cerca de 1 litro de esterco (5% do volume do balde), por 10 dias.
Use a calda resultante para diluir na água das regas das orquídeas, numa proporção de mais ou menos 10% de calda para 90% de água.

ADUBO ORGÂNICO
70% de torta de mamona
10% de farinha de osso
10% de cinza vegetal
10% de esterco de aves (bem curtido)
misture tudo e coloque a quantidade de uma colher de chá sobre o substrato, na parte traseira da planta, a cada 3 meses.

ADUBOS INORGÂNICOS – A partir do símbolo químico dos 3 elementos mais exigidos por qualquer planta, generalizou-se o nome do mais famoso adubo químico: NPK.

São obtidos a partir da extração mineral ou do refino de petróleo. É o caso dos fosfatos, cloretos, sulfatos, salitres-do-chile e do famoso NPK.
NPK, aliás, nada mais é do que a representação química dos três componentes principais destes adubos. N de nitrogênio, P de fósforo e K de potássio – os três elementos químicos que, como já vimos, as plantas mais dependem para viver.
Nitrogênio
É o elemento químico do qual as plantas necessitam em maior quantidade. Estimula a brotação e o enfolhamento, e é o responsável pelo “verde saúde” das folhas.

DICA N.º 2 – Uma dose bem aplicada de nitrogênio deixa as folhas das orquídeas mais carnudas e com um verde mais intenso. A falta desse elemento inibe os processos vegetativos, reduzindo o tamanho das folhas e dando-lhes uma cor verde-amarelada. A aplicação de nitrogênio em excesso, no entanto, acaba estimulando demais o crescimento, tornando os tecidos vegetais flácidos e sem resistência para enfrentar o ataque de pragas e doenças
Fósforo
É outro elemento básico na vida vegetal. Junto ao nitrogênio, é fator de precocidade e qualidade. Sua ação principal relaciona-se com a florada e a frutificação, com o desenvolvimento de raízes e o enrijecimento dos órgãos vegetativos.

DICA N.º 3 – As plantas bem nutridas de fósforo são altamente resistentes às doenças. A falta deste elemento químico pode ser notada pela cor avermelhada das folhas, pelo crescimento lento demais e pela pouca exuberância da floração.
Potássio – É um macronutriente com um importante papel na vida vegetal. Sua presença na seiva das plantas é indispensável, principalmente para maximizar os efeitos da adubação nitrogenada. Além de contribuir muito para o desenvolvimento e a saúde do sistema radicular.

DICA N.º 4 – Quando o teor de potássio aumenta na seiva, ocorre uma economia de água nos tecidos das plantas. É que este elemento químico tem a propriedade de regular o fechamento dos estômatos, os poros vegetais, reduzindo as perdas de água pela transpiração e, portanto, conferindo à planta maior resistência à falta d´água e baixas temperaturas.

DICA N.º 5 – Durante a fase de crescimento, adube as suas orquídeas a cada 15 dias com adubos foliares, mas deixe para regar 48 após a aplicação.

DICA N.º 6 – Evite o uso de água clorada para misturar com os fertilizantes.

DICA N.º 7 – Não esqueça que a diferença entre o remédio que cura e o veneno que mata às vezes está apenas na dosagem. Concentrações altas de fertilizantes são altamente tóxicas para as plantas.

FÓRMULAS DE ADUBOS QUÍMICOS MAIS RECOMENDADOS

PLANTAS ADULTAS – Fertizante líquido NPK 18-18-18 ou 20-20-20, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverizado sobre as folhas.
PLANTAS NOVAS – Fertilizante líquido NPK 30-10-10, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverização sobre as folhas.
NA ÉPOCA DA FLORADA – Fertilizante líquido NPK 30-10-10, ou 10-30-20, a ser diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante, e pulverizado nas folhas a partir do surgimento das espatas (botões) até o final da floração.

CALDA DE ESTERCO – Num balde de 20 litros de água, deixe em infusão cerca de 1 litro de esterco (5% do volume do balde), por 10 dias.
Use a calda resultante para diluir na água das regas das orquídeas, numa proporção de mais ou menos 10% de calda para 90% de água.

orquídea 2

Nos habitats nativos temos um equilíbrio entre patógenos e predadores. Como as plantas estão livres dos nocivos agentes “defensivos químicos e ene, pe, kas” (NPK), aplicados maciçamente nos orquidários amadores e comerciais, elas podem viver e evoluir sem problemas. Em nossos orquidários, como diz CHABOUSSOU, citado por PRIMAVESI, nossas orquídeas estão “doentes de remédios”.
Quando aplicamos defensivos químicos altamente tóxicos para as plantas e meio-ambiente, os primeiros a serem atingidos são os fungos e bactérias que as plantas precisam para transformar a matéria-prima (detritos orgânicos) em nutrientes e, assim, precisamos constantemente suprir com adubos as deficiências nutricionais que vão aparecendo.
Como os nutrientes ainda estão sendo aplicados de maneira muito empírica, as plantas vão sendo cada vez mais atacadas por pragas e doenças. E, conseqüentemente, vão exigindo cada vez mais pesticidas numa ciranda que não acaba nunca.
Na natureza, os nutrientes são produzidos pela própria planta e na quantidade exata de cada elemento. Sem excessos ou deficiências.

CUIDADOS ESSENCIAIS PARA MANTER A SAÚDE DAS PLANTAS NOS ORQUIDARIOS – As orquídeas, cultivadas em orquidários caseiros ou comerciais, precisam receber com regularidade suplementação de nutrientes muito bem equilibrada.
Em todos os habitats de orquídeas que temos visitado, sempre ficamos impressionado com o rigor e exuberância das plantas. Sejam elas epífitas, rupícolas ou terrestres, o que vemos são plantas sadias e muito bem nutridas. Espécies que, em nossos orquidários, procuramos dar sombreamento adequado com telas especiais, irrigação e adubação controladas, uma ventilação que julgamos ideal, observação e controle de pragas e doenças, enfim, um cultivo muito bem orientado. Mas, mesmo com tudo isso, nem sempre conseguimos nos aproximar da beleza encontrada nos locais nativos de nossas orquídeas.
Vejamos agora se não estamos cometendo alguns enganos:

A NUTRIÇÃO DAS ORQUÍDEAS NOS ORQUIDARIOS CASEIROS E COMERCIAIS – Conceitos empíricos no meio orquidófilo sobre adubação.
É muito comum encontrar nas exposições de orquídeas adubos sem certificação de órgãos oficiais controladores na qualidade dos produtos. São composições ou misturas de ingredientes feitas por produtores, que nem sempre entendem de química agrícola, da maneira mais empírica possível.
Assim, misturam torta de mamona com farinha de osso que, hoje sabemos, resultam em produtos fitotóxicos, e estes com outros componentes sem definição correta de elementos nutritivos, como esterco de galinha.
Quando perguntamos qual a quantidade de cada componente, a resposta sempre revela o desconhecimento do que é uma correta adubação: um punhado de cada componente ou metade deste em relação ao outro, e daí em diante.
Se perguntamos, então, como é que ele sabe que estes componentes são bons, mais uma vez observamos o empirismo com que fazem os adubos: é porque “fulano”, que é um produtor muito experiente, orientou fazer assim. E como vendem estes saquinhos de adubo nas exposições! E como existem orquidófilos inexperientes que dão qualquer “comida” às suas orquídeas!

CONCEITOS DE CULTIVO ORGÂNICO SOBRE ADUBAÇÃO – Na natureza, como vimos anteriormente, as orquídeas acumulam grande quantidade de detritos orgânicos em suas touceiras, e com a simbiose de fungos, bactérias, insetos e a ação da umidade, calor e luz do sol, ocorre a decomposição e transformação destes componentes orgânicos em alimentos essenciais para as plantas.
Nos orquidários caseiros, onde temos uma boa variedade de espécies, e também uma densidade ou acumulo de plantas em pequeno espaço, é praticamente impossível pensar em conseguir um cultivo exclusivamente orgânico, como ocorre na natureza.
Ainda com a aplicação periódica de defensivos químicos, não temos a necessária ajuda de microorganismos para as transformações bioquímicas de matéria orgânica. Somos, assim, obrigados a suprir a falta de nutrientes com adubos químicos aplicados com pulverização folicular ou aspersão.

ADUBAÇÃO FOLIAR – A aplicação de adubos químicos solúveis em água é hoje uma realidade que possibilitou o cultivo comercial de grandes quantidades de plantas. Com os equipamentos de irrigação automáticos, pela aspersão, gotejamento ou nebulização, podemos simultaneamente irrigar e adubar um orquidário inteiro em poucos minutos. As folhas das plantas têm possibilidade de absorver a água pelos estômatos que existem em sua superfície, em maior quantidade na parte traseira ou adorsal. A abertura destas pequenas “bocas” depende sempre do equilíbrio hídrico da planta.
Plantas desidratadas absorvem pouco ou nenhum nutrientes.

ADUBAÇÃO COM IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO – Também como a adubação foliar, o gotejamento favorece a aplicação de adubos solúveis em água e permite de adubação de nutrientes pelas raízes.

COMPOSIÇÃO BÁSICA DOS ADUBOS – Uma composição equilibrada de adubo deve conter os nutrientes indispensáveis para o bom desenvolvimento da planta em suas diversas fases vegetativas. Podemos dividir estes nutrientes em:
MACRONUTRIENTES: são aqueles que as plantas necessitam em maior quantidade e temos os principais como NITROGÊNIO, FÓSFORO e POTÁSSIO.
SECUNDÁRIOS: CÁLCIO, MAGNÉSIO, ENXOFRE, FERRO.
MICRONUTRIENTES: são essenciais, porém exigidos em menor quantidade. São eles: BORO, CLORO, COBRE, ZINCO, MANGANÊS, MOLIBDÊNIO, COBALTO, SILÍCIO.
REGULADORES DE CRESCIMENTO: são os hormônios que controlam o desenvolvimento vegetal: CITOCININAS, ALCINAS e GIRBERELINAS.

Outros fatores que favorecem na adubação orgânica

1- Regularidade na aplicação
2- Luminosidade
3- Umidade
4- Temperatura
5- Ventilação
6- Nível de acidez
7- Concentração das soluções: para as orquídeas, sempre é preferível uma concentração baixa, fazendo-se diluições em doses homeopáticas e com adubações mais freqüentes do que concentrações maiores e adubações mais espaçadas.