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  • Archive for the ‘Dicas e Curiosidades’ category

    C. Rex
    As orquídeas devem sempre ser replantadas a cada 2 anos, então a utilização de vasos grandes é inútil, ocasionando o apodrecimento das raízes pelo acúmulo de água.
    Portanto, escolha um vaso grande o suficiente para a planta que irá plantar, mas o menor possível.
    Uma dica importante é colocar uma etiqueta identificando o nome da planta, data de plantio, local de origem, etc, para que se possa fazer um acompanhamento detalhado desta planta.

    Deve-se colocar pedras (brita) no fundo do vaso, de modo a evitar o acúmulo de água.
    Se estiver plantando num vaso tipo bandeija, proteja os furos de entrada com uma tela ou pedaço de pano fino, para evitar a entrada de parasitas.
    Deve-se completar o substrato com xaxim ou similares.
    Alguns tipos de orquídeas crescam na horizontal, portanto deixe espaço livre entre vasos para que a planta possa crescer livremente.
    É necessário que a planta fique bem firme no vaso. Para tanto, comprima bem  o xaxim, ou, se necessário, prenda-a com uma estaca.
    Para ter certeza de que a planta está bem presa, levante o vaso segurando pela planta. Se o vaso não cair significa que está bem presa.
    Este procedimento evita que a planta caia do vaso numa ventania, chuva forte ou até mesmo por um jato de água na hora de regar.
    Nem todas as orquídeas se adaptam em vasos. As alternativas são troncos de árvores ou plástico de xaxim.

    Materiais necessários

    - Tesoura de poda
    - Etiquetas de Identificação
    - Estacas de Sustentação (Para orquídeas de hastes longas)
    - Amarrilho (para fixar as plantas nas hastes)
    - Pulverizador de água (pode ser aqueles modelos utilizados em salões de beleza para molhar os cabelos)

    Em dias muito quentes é importante molhar as plantas não só regando, mas também pulverizando água no ambiente. Este procedimento deve ser realizado principalmente em ambientes onde há muito cimento e pouca vegetação, pois a baixa humidade do ar pode prejudicar a planta. O melhor horário para este procedimento é durante a manhã ou à tarde. Molhar as folhas das plantas com sol a pino pode queimá-las.
    Quanto à iluminação, como já dito em outra matéria, deve ser de 50%.

    Se as folhas da planta estiverem muito verdes, significa falta de sol. Folhas amareladas indicam excesso. Quando a planta estiver criando raízes novas (com pontas verdes, como brotos), estas devem ser divididas e replantadas.
    Para dividir a orquídea cuide para que cada parte tenha pelo menos três bulbos.
    Replante as partes em vasos de tamanho adequado e pronto! – novas orquídeas.

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    rodriguezzia batenanu

    O método mais simples de reprodução é a divisão do rizoma. Toma-se uma planta adulta com pelo menos 6 pseudobulbos formados, de preferência logo após o término da floração, e, com uma faca afiada e esterilizada, corta-se o rizoma, de maneira a separar a planta em duas mudas com 3 pseudobulbos cada. Em casos de plantas maiores, deve-se sempre manter as mudas com o mínimo de 3 ou 4 pseudobulbos para permitir seu rebrotamento. O plantio deve ser feito no substrato adequado à espécie. A muda deve ficar fixa de alguma forma para que as novas raízes possam brotar e se fixar no substrato. Só quando as raízes estiverem restabelecidas as plantas voltarão a crescer.

    As sementes são diminutas, e um único fruto pode gerar milhares de novas plantas, cada uma com uma característica diferente da outra. Mas as sementes são muito pequenas, e não conseguem germinar por recursos próprios. Elas precisam das condições de acidez e da disponibilidade de nutrientes que o fungo micorriza de uma planta adulta fornece. Assim, o modo mais simples (e menos eficiente) de reprodução por sementes é simplesmente espalhá-las sobre e ao redor das raízes de orquídeas adultas, assegurando-se de que tenham umidade constante.

    O método mais eficiente consiste no preparo de um substrato de musgo Sphagnum. Este deve ser esterilizado e deixado em repouso em um recipiente fechado para manter sua umidade. Deve-se também adicionar pedaços saudáveis de raízes de uma orquídea adulta, de preferência da espécie que deseja-se reproduzir, para que o fungo possa se reproduzir no próprio Sphagnum. Após alguns dias de descanso, semeia-se as sementes, e conserva-se o sistema em um recipiente transparente. As sementes germinam em algumas semanas, e crescem muito devagar, de modo que uma planta só floresce pela primeira vez com entre 5 e 10 anos de idade.

    A reprodução por meristema, ou clonagem, é mais eficiente, e consiste na retirada da ponta das raízes. Colocada em meio de cultura, e sob a influência de hormônios vegetais, o meristema transforma-se numa massa de tecido indiferenciado, capaz de dar origem a novas plântulas. As plântulas são destacadas e cultivadas em tubos de ensaio independentes, e em pouco mais de 1 ano, estão prontas para o cultivo em local definitivo. As mudas produzidas são, logicamente clones perfeitos da planta original, sendo este método o mais aplicado para a reprodução em massa de uma determinada variedade.

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    Cereus hildmannianus
    Não exagere na água
    Não encharque os cactos, isso é muito importante!
    Durante o período de crescimentos, os cactos precisam de mais água do que no período de dormência. Como regra geral para plantas, só deve ser regadas quando o solo estiver seco da rega anterior. Tenha sempre certeza que os furos de drenagem não estão obstruídos. Durante o período de dormência (inverno) as plantas devem ser regadas. Excesso de água causa danos as raízes. Em caso de dúvidas é mais seguro esperar alguns dias, tenha em mente que cacto em ambiente natural passa por longos períodos de secas e eles não são “projetados” para se desenvolverem em solos constantemente molhados.

    Coloque o cacto em um local luminoso
    A maioria dos cacto se desenvolvem melhor quando recebem pelo menos algumas horas de sol pleno por dia durante a época de crescimento. Isso não quer dizer que eles não cresçam em uma janela virada para o norte, mas se desenvolverão mais devagar e menores. Em todo caso, pode-se deixá-lo perto de uma janela. Não espere que um cactos no meio da sala irá crescer de forma adequada. Cacto que não receberem luz o suficiente, irão “estiriolar”, irão se esticarem em busca de luz e apresentarão cores verde claro ou em casos extremos amarelo/branco. A região estiriolada é muito mais fina que o normal e será sempre visível mesmo após o cacto voltar a crescer em condições ideais. Não coloque mudas jovens expostas diretamente ao sol! Se elas se tornarem rosa/roxa estão recebendo muita luz.

    Use um fertilizante especial para cacto
    Fertilizantes líquidos podem ser usados espirrando (via borrifador) somente na faze de crescimento ativo. Use um fertilizante com baixos níveis de nitrogênio como 5-10-10 (NPK) ou similar a cada 2-3 meses. Os fertilizantes para cactus disponíveis também servem desde que tenham baixos níveis de nitrogênio.

    Use um solo especial para cactos
    Os substratos para solos disponíveis normalmente, não servem para a maioria dos cactos, esses substratos ficam demasiadamente molhados, o que promove danos as raízes a a haste.
    Na maioria dos paises é possível comprar substrato próprio para cactos em lojas de jardinagem.

    Use o vaso certo
    Quando for trocar de vaso, troque por outro um pouco maior que o atual. Se o cacto vier sem um vaso, olhe o tamanho da “bola de raízes” (rootball) e use um vaso que seja cerca de 1 cm maior dos lados e o fundo. Um vaso muito grande pode levar ao enxarcamento do solo e irá danificar a raiz. Certifique-se sempre de haver furos no vaso para que ocorra a drenagem. Se tiver de escolher entre vasos de plástico ou argila, considere que nos vasos de argila, você terá de regar duas vezes mais do que nos de plásticos. Para iniciantes, os potes de argilas são os mais indicados pois drenam o solo mais rápido evitando o exarcamento do mesmo. Sob condições de muito calor os vasos de argila podem se tornar inviável por secar muito rápido o solo.

    Regue seus cactos por baixo
    Para se prevenir o surgimento de pontos na haste e nas raízes, as regas devem ser feitas preferencialmente por baixo do cacto. Coloque o vaso com o cacto em cima de uma tigela ou pote e adicione água na tigela. O solo irá absorver a água por baixo e manterá a haste seca. Descarte a água que sobrar após alguns minutos (se sobrar). Em caso das plantas estarem a pleno sol e a rega for feita por cima, poderão ocorrem queimaduras, visto que as gotas atuam como mini-lentes concentrando os raios solares.

    Preste atenção quanto as pestes
    A maioria dos insetos são branco / cinzas de cerca de 3mm de largura. Plantas infectadas geralmente ficam cobertas com “wooly spots” e uma substância de aspecto viscoso que é deixada pelos insetos. Pequenas infestações podem ser controladas sem o uso de pesticidas, simplesmente removendo a parte infectada com um estilete ou bisturi. Não recomendamos o uso de álcool no tratamento dessas plantas.
    Grandes infestações podem ser tratadas com inseticida, sempre observando as normas de segurança e regulamentos locais sobre o uso de inseticidas.

    Não atrapalhe o aparecimento de brotos e a floração
    Se você quiser que os seus cactos apresentem flores, você não poderá movê-lo ou virá-lo durante a formação dos brotos. Choques fortes durante a formação podem fazer que os cactos perca todos os brotos.

    Não regue demais o seu cactos
    Só para ter certeza que você não esqueceu: Não regue demais o seu cacto!

    Não se preocupe, cactos são uma das plantas mais fáceis e resistentes de serem cuidadas. Em caso de dúvida se deve ou não regar, apenas não regue. Seria exagero dizer que cactos se desenvolvem mesmo quando negligenciado, mas existe uma certa verdade nisso.

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    Dendrobium_nobile

    Muitos ganham de presente ou compra um vaso florido de Dendrobium, geralmente um híbrido de Dendrobium nobile e após a floração, deixa o vaso com a planta jogado em um canto, com um pratinho de água em baixo.

    O resultado, é claro, é a morte da orquídea. As pessoas que assim o fazem, nem têm idéia de que aquele vaso, muitas vezes de uma planta simples de supermercado, pode se tornar a estrela do seu jardim. Se o local for acima de 400 m e a amplitude térmica entre o dia e a noite for significativa, por certo em pouco tempo aquele vaso tornar-se-á uma linda touceira, a qual poderá ser usada como matriz para difundir outras plantas por toda a área do terreno.

    Ao nível do mar, poucas são as espécies de Dendrobium que se desenvolvem bem, mas se o local tiver a particularidade de ter uma diferença razoável de temperatura entre o dia e a noite, com noites frescas, eles até que ficam bonitos.

    O que deve ser feito inicialmente é logo após a floração, dar à planta um período de descanso de cerca de um mês e depois, retirar com cuidado o seu vaso plástico. Não mexa no bloco de substrato com raízes, apenas olhe as raízes e recoloque o vaso. Vigie periodicamente as pontas das raízes, sem esquecer de colocar novamente o vaso plástico no local para não deixar o substrato se soltar.

    Assim que raízes novas com pontas verdes começarem a aparecer, você poderá retirar definitivamente o vaso plástico e chacoalhar fora o substrato ao redor das raízes, retirando com cuidado, sem puxar, o máximo de substrato possível que à elas se aderirem. Lave o que sobrou com um jato forte de água de um esguicho para eliminar a acidez. Após lavar bem as raízes do seu Dendrobium, procure cortar fora as raízes que estão podres e isso é fácil de saber usando-se os dedos.

    As raízes saudáveis são duras e roliças, enquanto que as que estão mortas ou podres são moles e murchas. Se você tiver algum hormônio enraizador, como o Rost ou o ácido indo-butílico, será ótimo mergulhar ali as raízes restantes por alguns minutos e deixar a planta secar sobre um jornal antes de amarrá-la na árvore.

    Infelizmente esses não são produtos que se encontram com facilidade. Existem outros produtos enraizadores mais fracos à venda em lojas de plantas e que também podem ser usados, mas com menor eficiência.

    Estando o seu Dendrobium já com as raízes soltas e livres do antigo substrato, você poderá escolher uma forquilha grossa de uma árvore, à média altura, procurando sempre um local sombreado e fixar ali a planta tomando o cuidado para não amassar as raízes. Deixe-as soltas ao longo da madeira da casca da árvore, penduradas, e aos poucos elas fixarão ali as suas pontas verdes. Amarre a planta para ela ficar bem firme e gentilmente amarre sem apertar as raízes contra o tronco. Só as pressione, para que as pontas verdes possam sentir a madeira e nela grudem.

    Uma vez enraizada a planta nesse local, ela irá crescer bem, mas dará poucas flores. Essa será a sua matriz. Por estar na sombra, esse Dendrobium dará mais mudas do que flores. Os longos pseudobulbos cairão em cascata com o próprio peso e da ponta deles pequenas mudas surgirão.

    Conserve bem essa planta que está na sombra, pois cada um desses pseudobulbos com mudas, chamadas de keikis, serão a origem de uma nova planta. Corte na sua base o pseudobulbo que possui keikis.

    Normalmente as pessoas destacam os keikis dos pseudobulbos e os fixam diretamente no tronco da árvore, mas percebi que a perda é grande, uma vez que esses keikis são ainda muito dependentes da seiva do pseudobulbo ao qual estão afixados. Os pseudobulbos estão cheios de nutrientes e se forem mantidos junto com os keikis, eles alimentarão esses keikis na fase de adaptação, até que eles estejam bem enraizados e passem a se alimentar através das suas próprias raízes.

    A retirada do pseudobulbo junto com os keikis também é benéfica para conservá-los vivos sem se desidratarem por um bom tempo, o que é muito útil para o caso de uma viagem, por exemplo. Muitas vezes quando estamos viajando, ganhamos mudas de Dendrobium de amigos, as quais temos que conservar em bom estado até chegarmos em casa. Não se esqueça de passar um cicatrizante no corte que separou o pseudobulbo da planta mãe, tanto na planta quanto no pseudobulbo.

    Existem pastas cicatrizantes específicas e misturas de fungicidas com bactericidas em pó feitas pelo próprio orquidófilo, as quais podem ser usadas para esse fim, mas se você não quiser mexer com defensivos, use a canela em pó que também é eficiente.

    O Anaseptil em pó que se vende em farmácias também é um ótimo bactericida, tanto quando aplicado em pó sobre o corte ou lesão, como quando aplicado diluído com água em forma de pasta através de um pincel. Não tire pseudobulbos demais da sua matriz para não estressar a planta.  Se o pseudobulbo pendeu para baixo e os keikis nasceram contra a sua queda, amarre o pseudobulbo com a base para cima e a ponta para baixo. Se o pseudobulbo nasceu apontando para cima e o keiki, é claro, também, amarre o pseudobulbo com a base para baixo e a ponta para cima. Em galhos horizontais, amarre o pseudobulbo ao longo do galho na horizontal, mas sempre procure manter os keikis na posição vertical, na orientação em que cresceram. Isso é muito importante, pois o esforço do keiki para se reorientar para cima esgota as suas forças e prejudica a sua fixação no tronco.

    Os keikis assim afixados em uma árvore, em pouco tempo nela enraizarão, pois não perderão as suas forças devido à seiva fornecida pelo pseudobulbo que foi retirado da planta mãe. Em cerca de 3 a 4 meses, eles já estarão com as raízes envolvendo a casca da árvore ao redor da base do keiki. As fotos abaixo mostram o bom enraizamento de keikis amarrados em uma dracena a apenas 3 meses.

    O barbante a ser usado para se amarrar o pseudobulbo no galho da árvore deve ser daquele tradicional que apodrece com o tempo. Não use arame nem fio de náilon e evite usar fitilho de plástico. Esses materiais que não apodrecem com o tempo, acabam ferindo e entrando dentro da casca da árvore à medida que ela cresce e se expande, podendo criar ali um anel aberto que será uma porta de entrada para as infecções. Se você não tem o costume de controlar diariamente os keikis plantados, só use barbante perecível ou elástico.
    A escolha do local em uma árvore para se plantar uma muda de Dendrobium é quase uma ciência. Não se pode ir plantando à esmo. Procure o lado do tronco da árvore que receba o sol da manhã e que esteja protegido do sol quente da tarde. Escolha locais úmidos, mas bem arejados e sempre muito claros. Para você saber se a luz é boa, em um dia de sol estenda a sua mão acima do chão a cerca de um metro de altura e veja se pode contar os seus dedos através da sombra da mão.

    A sombra deve estar bem nítida. Essa é a luz que o Dendrobium gosta. Se a sombra da mão não for nítida, a luz está fraca. O ideal é escolher-se um local próximo a alguma superfície de água, como uma beira de lago, riacho, piscina, ou até mesmo uma área próxima de uma torneira que seja bastante utilizada.

    A umidade resultante da evaporação dessa água é muito apreciada pelas orquídeas. A presença de musgo verde (evite o muito espesso), sobre a casca do tronco da árvore é uma boa indicação de que naquele local a umidade é alta. O truque para se achar o local ideal, o “pulo do gato”, é na verdade a temperatura do tronco.

    Com o tempo você aprenderá a achar o tronco ideal e o local ideal nesse tronco, sentindo na palma da mão a sua temperatura. Coloque a mão aberta sobre a superfície de um tronco de árvore. Evite as árvores que soltam a casca periodicamente, pois essa casca ao se soltar levará com ela a planta à ela aderida.

    Árvores com cascas grossas demais também não são boas escolhas, pois a casca é muito seca e não tem contato com a seiva, a “vida” da árvore. Se vc tiver paciência, vc sentirá na palma da sua mão o frescor da seiva passando por baixo da casca. Você poderá sentir que determinadas árvores são mais frias que outras.

    Você também poderá sentir na palma da mão, que determinadas partes de um tronco são mais frescas que outras. Vá sentindo aos poucos ao longo da madeira, devagar.  As áreas mais frias da madeira são mais propícias ao bom enraizamento das orquídeas do que os locais mais quentes, sem “vida” por baixo. Isso não quer dizer que a orquídea é uma parasita que suga a seiva da árvore, não, ela é uma epífita, isto é, ela apenas se apóia na árvore. Árvores com casca mais fina e seiva próxima à superfície, exudam uma espécie de suor que é aproveitado pelas raízes e que também é o responsável por tornar a superfície do tronco mais fresca.

    Você notará que em árvores que estão lado a lado no mesmo local, pode haver diferença de temperatura nos seus respectivos troncos, muitas vezes até no mesmo tronco, variando com a altura em que se toca ou com o lado em que apalpamos. É claro que o lado que está sendo aquecido pelo sol estará mais quente.

    Você terá que escolher o local mais fresco do mesmo lado do tronco, pois é por baixo dessa área que a seiva está mais próxima. A casca ideal é aquela que é fina, mas ligeiramente áspera, como se fosse um veludo baixo por sobre a madeira.

    Embora as cascas grossas tenham ranhuras profundas que servem de suporte para as raízes, elas são quentes e sem vida, fazendo a planta “pensar” que está plantada em um pedaço de madeira morta e não em um tronco vivo. Uma casca “borrachuda” também é muito apreciada pelas orquídeas. Esse tipo de casca é aquela que a gente aperta com a mão e ela cede um pouco e depois volta a sua posição anterior, mas não pode ser muito grossa.
    Uma velha laranjeira, já com a copa rala também é uma boa opção para se plantar orquídeas, assim como as dracenas em geral. O Algodoeiro da Praia (Hibiscus tiliaceus) também é um excelente hospedeiro, pois possui muitos galhos horizontais (foto abaixo da esquerda). Plante nele os seus keikis na parte do tronco que fica bem exposto, abaixo da copa.

    Se você quiser fazer um orquidário natural eu sugiro que faça uma pequena mata artificial de Pau D’água (Dracaena fragrans). Essa planta é extremamente rústica e cresce muito rápido. Também é muito barata e um exemplar pode ser plantado próximo do outro. Ela não possui galhos horizontais, de maneira que as melhores orquídeas para se plantar no seu tronco são as pequenas e as micro, mas os Dendrobium também se dão bem ali. Para finalizar quero recomendar a Unha de Vaca ou Pata de Vaca (Bauhinia forticata) como excelente hospedeira para orquídeas.

    Ela perde a maioria das folhas no inverno, o que aumenta a insolação das plantas nela afixadas na época em que o sol não é muito forte. Essa para mim é a árvore ideal para Dendrobiums, pois ela se dá muito bem no clima apreciado por esse gênero de orquídeas. Então não se esqueça: não ponha de lado o seu Dendrobium após a exuberante floração de floricultura. Sempre haverá uma árvore esperando por ele no seu jardim.

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    jardineiro
    1 – Sempre passeie pelo seu jardim observando todos os detalhes de cada planta.

    2 – Evite utilizar veneno (agrotóxicos), lembre que sempre há uma alternativa natural para o controle de insetos e doenças.

    3 – Mantenha suas ferramentas limpas, elas são as principais transmissoras de fungos e doenças entre as plantas.

    4 – Não utilize utensílios da cozinha nos tratos de seu jardim.

    5 – A água de chuva é a melhor água para suas plantas. Sempre que possível faça a captação da água da chuva.

    6 – Cultive espécies e risco de extinção. Uma palmeira de palmito Jussara, é um belíssimo exemplar paisagístico.

    7 – Procure cultivar espécies que alimentam a avifauna. Ter pássaros em visita ao seu jardim é uma experiência sensacional.

    8 – Sempre utilize no plantio e manutenção de seu jardim compostos e substratos produzidos com materiais reciclados.

    9 – Nunca diga que uma árvore faz sujeira, restos de jardim não são lixos. Se possível faça uma composteira para produzir seu próprio aduo orgânico.

    10 – Respeite as plantas como seres vivos.

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    gérbera

    Parente da margarida, a gérbera é uma das plantas preferidas pelos brasileiros

    A contar pela grande quantidade de variedades com as mais diferentes cores, que vão dos tons pastéis, como o creme, o rosa e o salmão, até o vermelho vibrante, o laranja e o púrpura, pode-se supor que a presença da gérbera nos lares brasileiros não tem sido nada tímida, desde que essa planta herbácea de origem africana foi introduzida no país.

    A gérbera é rústica e se adapta bem a ambientes de clima seco no verão e ameno no inverno. Nos jardins, a incidência direta dos raios solares não é recomendável. Salvo isto, pode ser usada em canteiros como bordadura ou mesmo forração, já que seu porte dificilmente ultrapassa os 40 cm.

    No vaso, dura entre duas e seis semanas, dependendo da variedade e dos tratos culturais que ela receberá. Regas em excesso e muito sol abreviam seu tempo de vida. Escolher um local arejado e iluminado para colocar a flor e investir na sua nutrição com uso do adubo certo, por outro lado, prolongam o tempo da floração. A retirada de folhas e flores velhas é outra medida a ser adotada para manter a gérbera sempre com aparência saudável.

    Por se tratar de planta perene, no jardim e nas floreiras as gérberas podem durar alguns anos. A segunda floração costuma ser a mais vistosa. Já nos vasos, a limitação do espaço impede o crescimento das raízes e dificilmente ela voltará a florescer.A planta não é difícil de ser cultivada. Propagada por meio de sementes, necessita, como toda flor, de boa nutrição para se desenvolver.

    O adubo utilizado normalmente é o NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) em concentrações que privilegiam um ou outro elemento químico, dependendo da sua fase de desenvolvimento.

    O solo para o plantio de gérbera deve contar com boa drenagem, pois a planta não tolera encharcamentos. O nível de fertilidade do solo deve ser de médio a alto e o pH ligeiramente ácido. Use a adubação orgânica ou a combinação NPK na proporção 4-10-8. No caso de mudas micro propagadas, coloque-as no centro da cova aberta e sob parte do substrato – que pode ser fibra de coco. Em seguida, complete o preenchimento da cova.

    Com tradição de plantio em solo, hoje a gérbera tem seu cultivo mais indicado em vasos por evitar a ocorrência de doenças e facilitar a nutrição da planta. Para conseguir um crescimento mais acentuado das hastes florais, recomenda-se o uso de substratos compostos de vários tipos de materiais. Fibras de coco são vendidas em lojas de implementos e insumos agrícolas.

    O cultivo em solo deve ter covas abertas, com capacidade para três a cinco litros, o equivalente a 0,15 a 0,2 m de diâmetro e espaçamento em torno de 0,3 a 0,4 m.

    Sem excesso, regue o plantio de gérberas de uma a duas vezes por semana. Dê preferência para fazer as irrigações durante os períodos mais secos. Estimule o surgimento de novas brotações com a realização, na fase final da floração, de podas rentes ao solo. Também é necessária a prática de podas de limpeza com o objetivo de retirar da planta as folhas velhas ou mortas.

    De um a dois meses após o plantio, a gérbera floresce. A planta pode ser mantida em vaso por dois anos, período que coincide com o do uso do substrato. No cultivo para corte, as hastes devem atingir de 0,3 a 0,4 m.

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    Como saber se as plantas estão sadias?

    Primeiro você deve verificar se o local onde a planta está é adequado, seguindo as necessidades de cada espécie. Toda planta tem seu limite, é comum casos de excesso de água para a planta. Isto, muitas vezes faz com que apodreçam as raízes e comecem a surgir fungos e outras doenças devido à umidade.
    Antes de ter uma planta, aprenda um pouco sobre ela: qual o tipo de ambiente, se interno ou externo; temperatura ideal; quantidade de água e intensidade de luz.Sabendo estas informações, você sempre terá plantas saudáveis e floridas.
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    Posso cortar as raízes das orquídeas quando ficarem secas?
    Se a raiz estiver totalmente seca e se houver na mesma planta, raízes sadias, o corte poderá ser feito. Mas isto é apenas de ordem estética, pois a planta por si só expulsaria a raiz se esta não mais tivesse função. O ideal seria deixá-las como estão, pois algum corte mal feito poderia matar a planta.
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    O que faço quando as flores da minha orquídea murcharem?
    As flores de orquídea podem durar de 1 a 5 meses, dependendo do tipo de tratamento que a planta teve durante o seu ciclo. Porém, existem outros motivos que podem levar a isto: a haste pode estar quebrada, impedindo que o alimento chegue ás flores; excesso ou falta de adubo e água, o motivo que mais observamos é o excesso de água, que faz com que apodreçam as raízes; verifique sinais de manchas na base da haste, pode ser alguma doença ou praga -estas, geralmente sugam a seiva da planta. Nestes casos, não há muito que fazer, só esperar um novo florescimento com nova haste.
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    O que fazer quando depois de várias floradas, a haste da orquídea secou por completo?
    A natureza em toda sua sabedoria fez as plantas perfeitas e este é um processo natural. Quando a haste começa a secar, provavelmente sairá uma nova haste para o próximo ciclo de florescimento. Quando a haste não tem mais meristemas (célula diferenciada que produz novas flores ou hastes), ela se torna inútil, então a própria planta seca a haste para depois eliminá-la. Mas você pode efetuar o corte por conta, sempre deixando cerca de 20cm a partir da base (contanto que a haste esteja completamente seca).
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    Onde devo deixar orquídeas Phalaenopsis depois que todas as flores caíram?
    A planta tem seu ciclo natural, florescendo em media duas vezes por ano. Tanto faz se você deixá-la permanecer no vaso ou amarrá-la em alguma árvore. Caso amarrada, existe a possibilidade dela não resistir, dependendo de como e onde foi amarrada. Procure um lugar na arvore onde passara bastante água, ex: bifurcações de galhos, onde também ocorre acúmulo de material orgânico. Use tipos de amarras que apodreçam, nunca arames ou linhas de pesca.
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    Como proceder com a irrigação e adubação da orquídea Phalaenopsis?

    Como já se sabe, as orquídeas não gostam de umidade. Pratinhos de vasos retêm água, e podem afetar no desenvolvimento de sua planta. Poderíamos dizer que elas se alimentam da água que passa pelas suas raízes. Podem ser regadas em abundancia 2 ou 3 vezes por semana, mas não pode deixar acumular água. Os adubos recomendados são NPK 10-10-10 ou NPK 18-18-18, facilmente encontrados em floriculturas. A proporção é de 1 colher de sopa para litro de água, e deve ser feita no Maximo uma vez por mês.
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    Phalaenopsis pode ser transplantada para um vaso de vidro?
    As orquídeas não gostam de umidade, como dito acima, e por isso necessitam de vasos que possuam boa drenagem. Os vasos fechados não são recomendados para se transplantar a orquídea Phalaenopsis. O que se pode fazer é colocar o vaso original dentro de um cachepô e toda vez que regar a orquídea, retirar ela do cachepô e só colocar de volta depois de ter escorrido toda a água.

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    Jade-vermelha - Mucuna bennettii
    As trepadeiras são plantas cheias de graça e beleza, realmente elas diferenciam os locais, principalmente quando a finalidade é de tornar alguma construção mais harmônica. Sobre os pergolados, a função é ainda mais importante, já que além da sombra elas devem proporcionar beleza e charme ao cantinho de bate-papo e descanso. Porém, existem certos cuidados que devem ser tomados para que a planta escolhida proporcione esses prazeres.

    As preferidas
    O mais indicado é optar por espécies consideradas maleáveis, como o jasmim (Plumeria rubra), a madressilva (Lonicera japonica) e a tumbérgia-azul (Thunbergia grandiflora), por serem fáceis de guiar. As plantas lenhosas como as primaveras (Bougainvillea sp) e as viuvinhas (Pétrea subserrata), também chamadas de arbustos escandentes, podem muito bem ser utilizadas para esse fim, mas precisam ser guiadas. Amor-agarradinho (Antigonon leptopus), congéia (Congea tomentosa), sete-léguas (Podranea ricasoliana), sapatinhode- judia (Thunbergia mysorensis) e jasmim-dos-açores (Jasminum azoricum) são outras espécies que podem ser usadas, pois se enrolam, subindo em espiral em pérgulas e caramanchões.

    Se a intenção for manter uma cobertura mais fechada, são indicadas primavera, alamandaamarela (Allamanda cathartica) e roxa (Allamanda blanchetti), tumbérgia-azul, sapatinho-dejudia, jasmim-estrela (Jasminum nitidum), cissus (Cissus spp), solandra (Solandra hartwegii), trepadeira-jade (Strongylodon macrobotrys) e clerodendrovermelho (Clerodendron splendens). Caso queira mais transparência, jasmim-de-madagascar (Stephanotis floribunda), ipoméiaroxa (Ipomea pescaprae) e trepadeira-africana (Senecio mikanioides) são excelentes espécies.

    Plantas de crescimento em volume de altura
    Primavera, solandra, jasmim-estrela, alamanda, amor-agarradinho, sete-léguas

    Plantas mais planas
    Trepadeira-africana, lanterna-chinesa (Abutilon striatum), jasmim-de-madagascar, trepadeira-jade

    Plantas de crescimento rápido
    Tumbérgia, sete-léguas, maracujá (Passiflora edulis), lanterna-chinesa, amor-agarradinho

    Dicas fundamentais
    Após certificar-se que a espécie escolhida é a mais indicada, levando em consideração o clima da região, a incidência dos raios solares e o estilo do jardim, fazer uma manutenção no conjunto do pergolado (planta e estrutura, que pode ser de madeira ou ferro) constantemente é fundamental. Assim, evita-se que elas morram e os materiais apodreçam ou enferrujem.

    Uma prática bastante comum para ajudar as espécies a ter força para subir é a retirada das folhas, da parte inferior à metade delas. Quando adultas, algumas precisam de poda de contenção, para evitar que cresçam demais, como a seteléguas.
    Já outras necessitam de poda de formação, mas todas precisam de poda de limpeza. Entretanto, no geral, a poda mais recomendada é a retirada das folhas secas e doentes, ou as que estejam obstruindo a passagem ou a vista das pessoas. Adubação e irrigação são itens que também devem estar na “cartilha”.
    É fundamental prestar atenção à altura das plantas. Caso o pergolado esteja embaixo de uma janela mais baixa, é preciso utilizar as plantas mais planas para não tirar a vista da paisagem. É interessante adequar o tamanho da trepadeira o mais próximo possível do tamanho da pérgula, evitando assim as podas drásticas e freqüentes.

    Nas áreas próximas a piscinas é conveniente, por uma questão de praticidade, optar por espécies que não sejam caducas e que tenham folhas maiores, como a alamanda, a bomôncia (Beaumontia grandiflora), a trepadeira- jade, a solandra, a sapatinho- de-judia e o clerodendro. As de florações pendentes são maravilhosas, mas para evitar que as flores batam nas pessoas, temos de elevar a altura do pergolado em pelo menos 50 cm.

    Com relação às espécies que florescem durante boa parte do ano, tumbérgia, lágrimade- cristo, amor-agarradinho e jasmim-dos-açores são algumas das representantes. “No Inverno e na Primavera é a vez da congéia e, a sete-léguas, na Primavera e no Verão.

    Para direcionar as plantas
    Para o crescimento e correto direcionamento de algumas espécies, é preciso usar alguns artifícios. Algumas plantas exigem uma malha de tela ou fios de aço tensionados a fim de que elas se direcionem, sem que seja necessário realizar essa tarefa constantemente e manualmente.

    Uma das principais dúvidas é em relação ao tempo que a planta levará para fechar toda a estrutura. Segundo Galhego, as de crescimento rápido, com condução adequada por meio de amarração e fios de arame, além de adubação e poda controlada, podem cobri-la em um ano. Tumbérgia- azul, lágrima-de-cristo (Clerodendron thomsonae), madressilva e brinco-de-princesa (Fuchsia hybrida) são bons exemplos. Fazer um direcionamento sob tutoramento é bastante válido, pois, sem isso, algumas podem virar arbustos e não subirem corretamente.

    Evitar sempre
    A famosa unha-de-gato (Uncaria tomentosa), facilmente vista “subindo pelas paredes” é a menos indicada, apesar de ser uma trepadeira. O motivo é simples: ela não proporciona a sombra necessária, pode afetar a estrutura, além de poder atrair alguns insetos que ficam escondidos entre suas folhas. Caso não queira plantas grandes e vigorosas, devese preterir as mais lenhosas, com seus caules grossos e difíceis de serem podados.

    Algumas trepadeiras são bastante agressivas e, por isso, podem sufocar seu hospedeiro. Outras, por sua vez, possuem látex, que pode ser tóxico. Por essa razão, o uso dessas trepadeiras deve ser evitado próximo de crianças, como as alamandas, por exemplo.

    Existem espécies que contam com um sistema radicular e desenvolvimento de suas ramificações extremamente agressivos. Sendo assim, deve-se ter cuidado em relação aos muros dos vizinhos. O melhor é selecionar a espécie correta para evitar problemas futuros, pois não há nada mais triste que ter de arrancar uma planta em seu estado pleno, cheio de frutos e flores.

    As mais belas
    Dentre as flores raras e exuberantes, esta a flor-de-jade, uma das trepadeiras mais espetaculares pela cor e tamanho de sua florada. Ela conta que são formados cachos de 40 cm no Inverno e na Primavera de cor verde. Ela é oriunda da Ásia e foi introduzida no Brasil por Burle Marx. A flor-de-jade-vermelha é dona de uma florada tão grande e exuberante, assim como a verde. A diferença é a tonalidade vermelho vibrante. Entretanto, ambas precisam de pergolados ou caramanchões grandes em largura e altura, pois seu crescimento é muito vigoroso e seus cachos são grandes.

    O sapatinho-de-judia, por sua vez, conta também com cachos floridos, que atraem beija-flores na Primavera e no Verão. Para suportá-lo, o pergolado deve ser alto porque os cachos dele são compridos. As trepadeiras frutíferas mais conhecidas para o uso em pergolados são a uva (Vitis vinifera) e o maracujá (Passiflora sp), mas nem todos sabem que o kiwi (Actinidia chinensis) e a laranja-trepadeira (Citrus sinensis hybrid) também podem ser conduzidos do mesmo jeito.
    Exemplos de trepadeiras perfumadas não faltam. Dentre elas, trombeta-branca (Beaumontia grandiflora), com suas lindas e grandes flores brancas, a madressilva e os jasmins-estrela, dos Açores e de Madagascar são as mais conhecidas.

    fonte

    pergolado

    O pergolado ganha vida quando revestido por plantas, mas é importante observar se a espécie escolhida é compatível à estrutura, verificando se suportará seu peso depois de adulta, por exemplo.
    É aconselhável que o plantio seja feito na terra, pois no vaso o crescimento da muda é inibido. Ao finalizar o procedimento, é preciso regá-la diariamente por uma semana, de preferência, pela manhã ou ao entardecer. Após 90 dias, é recomendável realizar uma adubação de cobertura do terreno.

    A seguir, aprenda, passo a passo, como conduzir uma trepadeira.

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    Antes do plantio, retire as plantas ao redor, pois a trepadeira é competitiva e pode se alastrar.

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    Usando a pá, abra uma cova de 40 x 40 cm próxima a uma das vigas do pergolado

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    Afofe o solo para arejá-lo e acrescente adubo na quantidade indicada para a espécie cultivada.

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    A seguir, para o tutoramento, use uma estaca de madeira com altura superior a da muda.

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    Prenda a planta com anéis feitos de arame encapado com plástico, mas sem apertar muito.

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    Fixe a muda na base da estrutura do pergolado, fazendo anéis com arames encapados com plástico.

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    pleomele

    As plantas produzem seu próprio alimento.
    A Fotossíntese ocorre apenas com a presença da luz, produzindo a seiva elaborada que é rica em glicose (açúcar) que é a fonte de energia (alimento) das plantas. A seiva bruta sobe a partir das raízes para as folhas a partir da pressão gerada pela transpiração. A seiva elaborada é produzida nas folhas e desce ou sobe pela planta, através do floema, atendendo a necessidade de todas as partes da planta. Folhas novas, por exemplo, são consumidoras de seiva até se formarem e iniciarem o processo de fotossíntese e a produção de seiva elaborada.

    A função da flor em uma planta
    As flores são ramificações modificadas que contêm os órgãos reprodutores das plantas. Sua presença é a principal característica das angiospermas, plantas com flores e frutos pertencentes ao grupo das cormófitas (que inclui a maioria das árvores, arbustos e ervas). Após a reprodução, a flor se transforma em um fruto, que encerra a semente em seu interior. A semente contém um embrião ou planta em miniatura, que germina para produzir uma nova planta. São vegetais de grande importância no meio terrestre, pois servem de alimento aos animais e influem na umidade relativa do ar e no clima da região.

    Existem flores masculinas e femininas. A planta que possui flores dos dois sexos recebe o nome de monóica. Quando as flores de cada um dos sexos estão localizadas em exemplares distintos, a planta é considerada dióica.

    Porque adubar o solo?
    O solo, além de reter a água que será absorvida pelas raízes, deve conter os nutrientes fundamentais para o desenvolvimento da planta. O adubo serve para enriquecer o solo quando há deficiência de algum desses nutrientes.

    Mas por que a planta precisa de nutrientes se ela fabrica seu próprio alimento?

    Os seres vivos não precisam só de glicose (carboidrato) para a sobrevivência e desenvolvimento. Nos vegetais acontece a mesma coisa: eles também precisam de sais
    minerais, proteínas e vitaminas. Os vegetais conseguem sintetizar as proteínas e vitaminas, mas para esta síntese aconteça necessitam da glicose e dos sais minerais. A glicose é fabricada pela planta na fotossíntese, enquanto os sais minerais são absorvidos pelas suas raízes do solo.
    No quadro abaixo apresentamos os minerais que os vegetais precisam para viver e se desenvolver, importante ressaltar que para a formação de tecidos, frutos, flores, raízes… os vegetais necessitam de proteínas, as quais são elaboradas quimicamente pela união da glicose e dos sais minerais dissolvidos em água.
    Os compostos e substratos são adividados com os nutrientes que as plantas necessitam.

    Se adubarmos bastante o solo a planta se desenvolverá melhor?
    Não. Se o solo possuir mais nutrientes do que a planta precisa ou consegue absorver, esse excesso poderá ser aproveitado por bactérias e fungos, o que estimulará uma proliferação desses organismos que podem ser prejudiciais.
    Outro fator importante é que a planta passa fornecer ao solo os nutrientes nela já processados fazendo com que fique desnutrida podendo até morrer, é o que chamamos de queimar a planta.
    Os nutrientes só podem ser assimilados pela planta se forem dissolvidos na pagua. Todos os nutrientes são essenciais para vida e desenvolvimento das plantas..

    Qual função de cada nutriente?
    Cada sal mineral, por menor que seja a quantidade consumida pela planta tem a sua função indispensável para o desenvolvimento e manutenção da vida vegetal.

    A seguir um resumo das principais funções de cada elemento:
    Macronutrientes Primários:
    Nitrogênio (N) – Essencial para formação das folhas e caules. Elemento de formação das proteínas.
    Fósforo (P) – Para a formação das raízes e flores. Acúmulo e transferência de energia.
    Potássio (K) - Essencial para a síntese da clorofila que possibilita o “milagre” da fotossíntese e desenvolve os mecanismos de defesa da plantas, tornando-as mais resistentes às doenças. Responsável pela hidratação da planta.

    Macronutrientes Secundários:
    Cálcio (C) – Resistência das paredes celulares
    Magnésio (Mg) – Componente da Clorofila – sem ele a planta não pratica a fotossíntese.
    Enxofre (S) - Componente dos aminoácidos e das vitaminas – sem ele a planta não transforma glicose em proteínas.

    Micronutrientes:
    Ferro (Fe) – Componente essencial para a síntese da clorofila
    Manganês (Mn) - Componente ativador de enzimas
    Zinco (Zn) – Elemento ativador de enzimas, responsável pela formação do hormônio Axina – que fica no “olho” da planta e é responsável pelo crescimento da planta
    (alongamento das células).
    Cobre (Cu) - Componente de enzimas, responsável pelo metabolismo
    Molibdênio - Componente de enzimas, essencial pela assimilação do Nitrogênio.

    Muito importante: Apresentado dessa maneira parece-nos que as plantas bem plantadas, com adubação balanceada e bem regadas estão em plena condição de serem exemplares de exposição. Puro engano, outros fatores são fundamentais para desenvolvimento pleno da planta, que são:
    - Rega
    - Iluminação
    - Temperatura
    - Umidade do Ar
    - Vento
    - Posição geográfica

    moinho