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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

Brassavola perrini 2
A Brassavola é um gênero com cerca de 63 espécies existentes, com flores que variam entre branco, creme e o esverdeado. De fácil cultivo, quando o trato corresponder às suas necessidades. Alguns estudiosos consideram a Brassavola perrinii como sinônimo de Brassavola tuberculata, embora sejam bem próximas e suas flores sejam idênticas, do ponto de vista botânico, elas são diferentes.

Brassavola tuberculata parece ser mais tolerante à luminosidade intensa, ela pode vegetar nas rochas, recebendo diretamente os raios solares. Ela lança em geral, 2 flores por haste, já a Brassavola perrinii vegeta próxima ao mar mas bastante protegida pelas copas das árvores, e lança em geral 3 flores ou mais, por haste.

Mais um detalhe que diferencia uma da outra: não plante a Brassavola perrinii dentro de um vaso utilizando o pó de xaxim ou fibra de coco, se tiver um vaso de xaxim velho que não o utilize mais, ou se tiver em estoque fixe-a na lateral do vaso, ou em cascas de peroba com esfagno terá um melhor resultado.

Assim como a C. walkeriana e C. nobilior, a B. perrinii não tolera que as raízes fiquem encharcadas.

Outro detalhe: as brassavolas não possuem reserva de água para o período de inverno, necessitam de local com considerável umidade do ar. Seu habitat são as matas ciliares a meia altura entre 2 e 4 metros”.

Em resumo, a Brassavola precisa ser bastante regada no período de crescimento e uma moderada rega durante o inverno. Prefere substratos secos, como tronco de árvores do tipo cambará, ipê, sabiá, peroba ou mesmo em samambaiaçu. Floresce na Primavera, nos meses de setembro e outubro.

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A única forma de evitar a disseminação de vírus nas orquídeas, é adotar procedimentos para:
1) Identificar plantas doentes;
2) Evitar introduzir plantas doentes no orquidário;
3) Eliminar plantas infectadas;
4) Prevenir novas contaminações.

De forma prática, seguem algumas “regras básicas”:
1 – Não adquirir plantas “de risco” (coleções antigas, orquidários comerciais sem normas rígidas de controle etc.)

2 – Aceitar presentes de “cortes especiais” com reservas. Manter tais plantas isoladas por 1 ano, ou até que tenha feito teste em laboratório.

3 – Eliminar prontamente quaisquer plantas comprovadamente doentes com vírus;

4 – Isolar plantas suspeitas

5 – Desinfetar bancadas, removendo detritos (raízes mortas etc.), antes de renovar com plantas novas;

6 – Não reutilizar cacos ou vasos (vasos podem ser reutilizados, se mergulhados numa solução de cloro a 20% por 2 horas, depois secas ao sol)

7 – Manter limpo o local de plantio, não misturando xaxim velho com novo etc.;

8 – Não replantar grande número de plantas num só dia, principalmente se forem plantas adultas e antigas;

9 – Controlar pragas

10 – Manter distância entre os vasos (1/2 diâmetro do vaso);

11 – Embalar adequadamente plantas de exposição, para minimizar atrito e feridas;

12 – Não manusear em demasia as plantas. Cuidado ao retirar partes secas ou mortas, para não ferir as plantas;

13 – Não pendurar plantas umas sobre as outras;

14 – Não reutilizar água ou solução de fertilizante;

15 – Esterilizar ferramentas adequadamente;

16 – Não fumar no orquidário.

17 – Nunca andar pelo orquidário, com canivete na mão, cortando flores e folhas, tirando mudas, etc., utilizando a mesma ferramenta.

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Oncidium crispum
A popularidade é tanta que algumas espécies são apelidadas, carinhosamente de pingo de ouro e orelha de burro. Conheça as principais características dos Oncidiuns, seus híbridos e as espécies mais cultivadas na Guatemala.

A palavra Oncidium vem do grego onkos = tumor, em razão da calosidade que aparece no labelo de suas flores. Esse gênero foi nomeado pelo botânico sueco Olor Swartz, no ano de 1800.
A planta é encontrada da Flórida à Argentina e floresce normalmente entre os meses de maio e agosto. No Brasil uma nova espécie do gênero é encontrada a cada dia. Na época de inflorescência, fica mais difícil ainda classificá-la, já que apresenta diferentes formas e cores.

Características
Alguns Oncidiuns são desprovidos de pseudobulbos e possuem forma de leques, como o pusillum. Outros em folhas em forma de terete (redondas e compridas), como no caso do cebolleta e jonesianum. As terrestres mais conhecidas são o montanum e o hydrophyllum. Temos ainda as espécies rupestres, como o warmingii, mas a grande maioria são mesmo os epífitas.
Os oncidiuns são plantas tão comuns e populares que as pessoas costumam lhe dar apelidos, já que a nomenclatura correta, dada por cultivadores e orquidólogos que estudam a gênero, nem sempre é fácil de guardar na memória. Quem nunca ouviu falar em “pingo de ouro”? Pois é, a planta também é conhecida no mundo orquidófilo por Oncidium flexuosum. Outro exemplo é o Oncidium phymatochilum, que é mais conhecida como “orelha de burro”, entre outras centenas de nomes que as pessoas dão quando não sabem a classificação exata da planta.
O problema é que, nos últimos tempos, os orquidólogos e taxonomistas estão trocando todos os nomes dos gêneros. Dessa forma, deixamos de ter apenas os Oncidiuns e devemos nos acostumar com os nomes como Tolumnia, Cyrtochilum, Psymorchis, Caucaeca, Lophiaris e outros palavrões que veremos por aí de agora em diante.

Substratos
O cultivo pode ser feito de diversas maneiras, mas, em geral os Oncidiuns gostam de ter raízes livres. Isso pode ser observado em plantas cultivadas em casca de peroba (Aspidosperma polyneuron), cascas de madeiras nobres (Ipê, Angico, Peroba, Aroeira, etc.), normalmente achados em campos de pastagem, jogados em qualquer canto, os palitos de coxim e as espécies vivas como a Dracema (Dracena marginata) e coqueiros vivos, desenvolvendo-se de uma forma surpreendentemente melhor do que as encontradas em vasos com xaxim ou coco, que encobrem as raízes.
Algumas espécie preferem areia lavada ou mesmo pedra e pedriscos, como a terrestre Oncidium montanum e o Oncidium equitante, que se adapta melhor com um punhado de pedras dentro de seus vasos. Se optar por utilizar vasos, terá que ter mais atenção com as plantas, pois elas podem sofrer com ataques de fungos, principalmente nas folhas e nos bulbos, apresentando manchas escuras e furos. Fazer uma boa drenagem com pedra brita, ou outro similar, também é aconselhável, além de verificar a regularidade da rega.
Quanto a esse fator. Vale ressaltar que dependerá da localização do orquidário. Se o local for muito úmido, não há necessidade de tantas regas, mais se for muito seco, recomenda-se regar as plantas com mais freqüência.

Adubação
Na cidade mineira de Uberaba, Minas Gerais, os cultivadores desenvolveram uma fórmula de adubação que consideram muito eficiente. Utilizam-se mais adubos foliares de forma homeopáticas, ou seja, dilui-se uma quantidade pequena em muitos litros de água (aproximadamente uma colher de chá para 10 litros). Assim é possível regar as plantas apenas uma vez por semana e observar uma melhora significativa no crescimento delas, como um maior desenvolvimento dos bulbos, mais floração e menos ataques de doenças. O único problema é que os Oncidiuns precisam ser adubados toda semana, e, para quem tem muitas plantas, administrar o tempo pode ser uma tarefa difícil.
Nos últimos tempos, o mercado está sendo abastecido com adubos de excelente qualidade, portanto, é possível encontrar produtos que atendam as necessidades das plantas. Geralmente os mais requisitados são os de manutenção, como o Peter’s, facilmente encontrado em muitas floriculturas e orquidários. Existem produtos interessantes, como a mistura de peixe com melado de cana, que é muito utilizado pelos orquidófilos, por trazer excelentes resultados.

Rega
A rega, para os Oncidiuns, deve ser feita de acordo com o substrato e o clima de sua região. Primeiramente, recomenda observar a planta, ou seja, caso o substrato esteja seco, indica falta de água, ocasionando desidratação das plantas. As orquídeas encontradas em vasos devem ser regadas com menos freqüência, de acordo com a necessidade. Talvez o mais indicado seja regá-las de duas a três vezes por semana. Já as plantas que estão em palitos e placas de xaxim pedem regas ao menos três vezes por semana; e as que estão em casca de madeiras variadas ou em plantas vivas devem receber água todos os dias, pois secam quase que instantaneamente.

Sol
Os Oncidiuns são plantas que, normalmente, não gostam de sol forte, mas sempre há uma exceção. As espécies, em geral, devem ficar em locais mais sombreados do orquidário. Recomenda-se um sombrite 70% ou até mesmo 80%, lembrando que o material não bloqueia tanto. Como diz a numeração, então é possível utilizá-lo sem preocupação.
As plantas, podem ficar em um ambiente mais úmido, basta regar o chão e as paredes, caso existam, uma ou duas vezes por dia. A dica serve apenas para aumentar a umidade do orquidário, pois os Oncidiuns vêm de lugares úmidos como brejos, beira de lagos e rios, com exceção das espécies rupestres e terrestres, que gostam de sol e devem ficar expostos ao calor. As plantas não acostumadas ao sol direto requerem maior cuidado, pois precisam ser expostas aos poucos, de preferência pela manhã, aumentando gradativamente.

Atenção
Evite jogar água nos pseudobulbos e nas folhas, pois os Oncidiuns, em sua grande maioria possuem folhas finas. Dependendo da época do ano, as plantas podem sofrer com o acúmulo de água e apresentar manchas e furos nas folhas.

Híbridos
Os Oncidiuns híbridos são muito procurados pelos orquidófilos pela beleza ornamental, pois as plantas utilizadas nos cruzamentos são as mais bonitas e extravagantes. Os híbridos são requisitados, também, por causa da durabilidade de suas flores, já que algumas espécies mantém a floração por mais de dois meses, uma raridade entre orquídeas.
As plantas híbridas são escritas primeiramente com o nome do gênero. Logo após, usa-se um X para determinar o cruzamento, seguido do nome da espécie. Veja o exemplo:
Oncidium x aloha – Oncidium x kaiulani – Oncidium x twinkle charm – Oncidium x wine red – Oncidium x java – Oncidium goldiana x sphacelatum.
Para se obter a planta desejada, são necessários inúmeros cruzamentos. O cruzamento da planta Oncidium x aloha “iwanaga” foi iniciado no começo do século passado, ou seja, há 100 anos. Pode-se levar, portanto, um período de três a quatro anos para produzir um híbrido valorizado pelo comercio de orquídeas. Este é, também, o tempo que a planta leva para florir.

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Para orquídeas monopodiais, um vaso comum de plástico é o suficiente por anos.
Seu crescimento não “caminha” como nas simpodiais. Para estas o vaso melhor é o que tem a boca mais larga.

Colocando-se a planta bem na borda com o ponto de crescimento virado para o meio poderá usar por longo tempo o mesmo vaso.

Mas contas ofertas de recipientes do mercado, como escolher?
- Os antigos vasos de cerâmica queimada usados para orquídeas ainda continuam sendo manufaturados e oferecidos e podem ser usados. São mais pesados e ajudam a reter mais a água de chuvas ou regas, nem sempre interessante em climas úmidos, por favorecer desenvolvimento de fungos.

Vasos plásticos tem longa duração, são leves e baratos.

Opções como garrafas PET cortadas, penduradas com arames ou fios de nylon de pesca, podem ser boas opções.

As orquídeas também aderem a placas de coco, madeira, troncos, telhas, etc., aumentando as possibilidades e a criatividade do cultivador.

Ramos grossos apanhados no chão pelas trilhas no meio do mato, para quem dispuser deste tipo de local, são dádivas da natureza. Forma ecológica e sem custo e a planta irá se desenvolver muito bem a um tipo de apoio a que está acostumado por centenas de anos.

Substrato de cultivo para suas orquídeas
O substrato natural é uma mistura de folhas decompostas e matéria orgânica. Poderemos usar isto? Dificilmente conseguiremos reproduzir.
Mas temos algumas boas opções que têm dado certo, usando criatividade com coisas que estão ao nosso alcance.

Característica de um bom substrato:
O substrato ideal para as orquídeas devem ter boa densidade, pode ser em pedaços para propiciar boa aeração e ótima drenagem.

Não tem necessidade de realizar trocas nutricionais com a planta, portanto poderá ser oriundo de materiais descartados pela indústria. A indústria madeireira e moveleira descarta madeira que poderia ser reciclada e aproveitada.

Pedaços de madeira ou cascas de árvores tem lignina, tanino e outros compostos que podem ser tóxicos para o cultivo de plantas, principalmente orquídeas.

É preciso colocar em água, trocando muitas vezes, por vários dias para lavar estes componentes. São materiais naturais e com o tempo irão se decompor por ação dos microorganismos do solo, virando composto orgânico. A utilização de argila expandida também tem sido feita com sucesso.

Para quem não conhece, são pequenas bolotas de argila cozida, muito usada para preenchimento de vasos para esconder a terra. Podem ser quebradas para melhor preenchimento do recipiente. Guardam alguma umidade e são ótimas para locais onde há problemas de baixa umidade do ar, como no centro do país. O uso de pedaços de coco reciclado tem ganho o mercado pela sua leveza e facilidade de encontrar.

Oriunda da indústria do coco seu descarte era até bem pouco tempo um problema ecológico.

É poroso e leve, mas armazena boa quantidade de água, nem sempre desejável. E é necessário deixar de molho em água, trocando todos os dias para diminuir a quantidade de compostos tóxicos, como taninos e outros elementos.

A vermiculita é um mineral micáceo vendido na forma expandida, não é solúvel em água, é leve e resistente a mofos, mas muito dispendiosa.

É muito usada em mistura com pó de coco, com ótimos resultados. O substrato mais fino em textura não é bom para as raízes das orquídeas, por sufocá-las, melhor usar materiais mais grosseiros de tamanho maior.

Para locais onde a indústria tem materiais descartáveis, como sisal, piaçava, tijolos quebrados, o uso deles pode ser barato e ajudaria também o meio ambiente, diminuindo os lixões urbanos.

Quando adquirimos aparelhos eletro-eletrônicos as embalagens de isopor acabam indo para o lixo. Se cortarmos este isopor em pedaços pequenos poderemos preencher fundos de vasos grandes para outras plantas mas também para o cultivo de orquídeas.

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