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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

amarelamento

É normal que muitas pessoas fiquem preocupadas quando as folhas de suas orquídeas começam a amarelar e cair, ninguém gosta de perdê-las. Mas entenda que existem diversos fatores para isso acontecer.

Por isso, é necessário avaliar todos eles. Só você, que convive com sua orquídea, ou alguém que possa avaliá-la ao vivo, poderá descobrir o que realmente está causando o amarelamento.

Principais motivos para as folhas amarelarem
São várias as possíveis cores das folhas de uma orquídea. Variam do “verde profundo” até um verde bem clarinho mais amarelado mesmo.
Então, se sua orquídea está amarelando, mantenha a calma e tente identificar o problema primeiro.

Folhas verdes-amareladas
Geralmente indicam excesso de luminosidade. Neste caso, basta mover para um lugar com um pouco menos de claridade, ou que não receba sol, para que em algumas semanas a cor das folhas voltem a mudar.

É importante ressaltar que, algumas espécies têm as folhagens mais amareladas e isso e normal, mas em geral, as folhas das orquídeas devem ter um verde vivo.

Orquídea sob stress
Veja alguns tipos de estresses que a orquídea pode passar:
- É comum o amarelamento e queda das folhas antigas quando a orquídea sofre com o replante. Então o substrato foi trocado recentemente, não se desespere.

- Quando compramos uma orquídea, precisamos saber que, provavelmente, ela estava em um ambiente diferente da nossa casa. Por isso, o amarelamento também é comum.

- Caso você não saiba, a maioria dos substratos tem uma durabilidade de 1 a 3 anos. O mais comum é a orientação de trocar o substrato a cada dois anos. Substrato velho, geralmente se torna ácido, e isso dificulta a absorção dos nutrientes fornecidos pelos adubos. Consequentemente causando o amarelamento das folhas.

- Também é importante observar o sistema radicular (raízes), pois se estiver debilitado, também causa o amarelamento das folhas. Geralmente nesse caso, além do amarelamento, percebe-se uma desidratação, seja pelas folhas ou pelos pseudobulbos, e nota-se raízes escurecidas e ocas.

Oncidium

O amarelamento é muito comum em Oncidium quando é reenvazada.

Doenças fúngicas
Quando se trata de doença causada por algum fungo, além das folhas amarelarem, outro sintoma que aparece junto, são as manchas escuras ou pintinhas. Neste caso precisa tratar a planta.

Cochonilhas, pulgões e nematelmintos
Cochonilhas são insetos que sugam a seiva da orquídea. A forma mais comum dela é a branca. A folha parece que está coberta com uma fina camada de algodão.

Algumas vezes a folha fica com pintas amarelas (na maioria com o centro branco), mas em caso intenso, pode amarelar a folha inteira e deixá-la enrugada.

Para resolver isso, basta lavar a folha com uma esponjinha ou escovinha + água com sabão de coco.

Assim como as cochonilhas, os pulgões também são sugadores, mas o sintoma da folha antes de amarelar, é ficar com a aparência desidratada e alaranjada, sintoma que mostra que além dos pulgões também existe a presença dos nematelmintos.

Pulgões e cochonilhas devem ser tratados com inseticidas de plantas vendidos em mercados e casas agrícolas. Já os nematelmintos com produtos específicos. Pergunte por defensivos em casas agrícolas.

Deficiência nutricional
A ausência ou baixa quantidade de alguns nutrientes podem causar o amarelamento. Isso acontece principalmente na deficiência de Nitrogênio e de Cálcio.

Como é responsável pelo crescimento das plantas, a deficiência de Nitrogênio é notada através de orquídeas em tamanhos menores, sem crescimento ou com crescimento muito lento, presença de poucas folhas e folhas amareladas.

Isso pode ser corrigido com um adubo rico em Nitrogênio, ex.: NPK 30-10-10.  A deficiência de cálcio também é outro motivo.

Nesse caso, o amarelamento das folhas começa, geralmente, das pontas das folhas para o centro da orquídea (base ou pseudobulbos).

Para resolver, é necessário fazer uma adubação rica em cálcio.

O adubo de cálcio, por não ser compatível com alguns elementos dos adubos NPK, geralmente é vendido separado.

É muito comum achar a combinação cálcio + magnésio.
Recomenda-se aplicar adubo à base de cálcio a cada 20 ou 30 dias. Verifique na embalagem!

Envelhecimento das folhas
É comum, quando as folhas estão ficando “velhas”, irem amarelando. Isso causa mais espanto e medo nas Phalaenopsis.

Nesse caso, o amarelamento começa de baixo para cima, ou seja, nas folhas mais próximas das raízes.

Fiquem atentos, pois quando se trata de folhas “maduras”, se percebe o surgimento de folha nova no topo da Phalaenopsis. O normal é amarelas 1 ou 2 flores da base.

Não há o que fazer, isso é um processo normal e faz parte do ciclo da orquídea.

Espécies perenes
Algumas espécies, após a floração, perdem algumas ou todas as folhas. Isso é bastante comum em algumas espécies de Dendrobium.

Nesse caso, as flores amarelam por completo e caem naturalmente.  Por isso verifique se a sua orquídea é alguma espécie perene antes de se desesperar.

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ORQUÍDEA BULBOPHYLLUM.8

É o mais vasto e um dos mais complexos gêneros dentre as orquídeas, com cerca de 2 000 espécies bastante diversas, distribuídas pelos trópicos de todos os continentes com predominância no sudeste africano e asiático. Somente na Nova Guiné há mais de quinhentas espécies descritas.

Poucas são as características comuns a todas as espécies deste gênero. Apresentam crescimento simpodial e frequentemente apresentam rizoma bastante longo crescendo de forma desordenada com pseudobulbos bem espaçados, de modo que até que a planta forme uma touceira, seu aspecto é bastante desarrumado, muitas espécies apresentam crescimento cespitoso.

Têm uma folha por pseudobulbo, raramente duas. Estas são coriáceas e possuem pecíolo evidente. As folhas variam de poucos centímetros até quase um metro de comprimento.

A inflorescência é produzida a partir de nós do rizoma ou da base do pseudobulbo, e pode conter desde uma flor solitária, até dezenas de flores dispostas de maneiras variadas.

Algumas nascem formando uma coroa ou estrela, outras formam uma umbela ou corimbo, ou podem nascer enfileiradas e paralelas. As flores também variam de poucos milímetros até cerca de 30 cm de comprimento.

ORQUÍDEA BULBOPHYLLUM.

Normalmente o labelo dessas plantas é bem colorido e imita insetos da região em que vivem. Na maioria das espécies a base do labelo é apenas levemente preso ao resto da flor de modo que podem mover-se com a mais leve brisa atraindo insetos polinizadores.

Algumas são perfumadas e outras produzem cheiro bastante repulsivo, que pode assemelhar-se ao de carniça. As sépalas podem ser mais ou menos crescidas e consideravelmente mais largas que as pétalas e labelo.

Cultivo
São cultivadas das maneiras mais variadas conforme seu local de origem. De modo geral os Bulbophyllum asiáticos e africanos são plantas fáceis de manter, que gostam de bastante claridade, calor e muita umidade, mas não toleram o sol pleno, em poucos anos formando grandes touceiras.

Já algumas das espécies brasileiras podem ser consideradas de cultivo dificílimo. Muitas são rupícolas e gostam de bastante sol, e mesmo sol pleno com pouca umidade do ar. Outras provêm de florestas e apreciam mais umidade e menos sol.

ouvindo-a-chuva

botrytis3

Se suas orquídea estão com manchas marrons ou pintinhas nas flores, este é o resultado de um ataque causado pelo fungo Botrytis cenerea.

Geralmente ele ataca em épocas de frio e alta umidade e, em locais que tenha baixa circulação de ar.

A doença é mais comum nos gêneros Phalaenopsis e Cattleya, mas também ataca outros gêneros.

E seu aparecimento é mais frequente nas flores mais velhas. Este fungo se restringe apenas as flores. A permanência dele no exemplar, não irá atacar folhas, pseudobulbos, raízes e rizoma. Prejudica apenas a beleza das flores e seu valor comercial.

A disseminação do fungo acontece através do vento, chuva, rega. O fungo pode se espalhar rapidamente entre o tecido das flores, levando menos de 24 horas para se perceber esta evolução.

Conforme a infestação evolui, é percebido aumento na quantidade de manchas e às vezes no tamanho delas.

Como prevenir
- A melhor forma de prevenção é manter o local do cultivo limpo. Não deixe acumular flores secas, folhas e outras matérias orgânicas no chão, pois isso atrai o fungo e facilita a contaminação.

É recomendado que ao primeiro sinal do fungo faça uma higienização do chão com cloro e água.

- Observe a circulação do ar no local de cultivo. Uma suave brisa em alguns momentos do dia (em dias quentes ou frios) é fundamental. Caso isso não ocorra naturalmente, você pode colocar um pequeno ventilador para auxiliar o movimento do ar.

- Na hora da rega evite molhar as flores. A água que permanece nas flores pode favorecer o surgimento e crescimento do fungo.

Evite a rega noturna. Procure molhar sua orquídea no início da manhã, pois é o momento do dia de maior calor e ela se secará antes da queda de temperatura que ocorre naturalmente com o cair da noite.

- Como este fungo ataca também outras flores, faça uma inspeção no seu jardim.

Outras plantas que podem ser atacadas por esse fungo: violetas africanas, Amarílis, alguns tipos de lírios, azaléias, begônias, cactos, camélias, crisântemos, dálias, samambaias, gardênias, flor de maracujá…

Além das medidas preventivas citadas acima, é recomendando, em caso de poucas flores afetadas, o corte da flor e queima (coloque a flor em uma fogueira ou na chama do fogão. Isso matará o fungo!).

Se todas as flores já estiverem afetadas, e você tem a possibilidade de retirar o vaso do contato com as demais plantas floridas, não precisa tirar as flores, pois o fungo não evolui, ou seja, não atacará outras partes da planta. Apenas a afaste das demais e curta a floração.

Você pode utilizar fungicidas específicos para este fungo, mas eu e outros cultivadores não recomendamos. O fungicida é recomendado mais em caso de grandes produtores, para evitar a perda financeira.

O que recomendo é para pequenos cultivadores caseiros, é seguir a prevenção e percebendo o fungo, a retirada manual da flor atacada e isolamento da planta.

É importante fazer, durante todo o ano, a prevenção para evitar o aparecimento deste ou outro fungo nas suas orquídeas.

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Se sua orquídea está com aparência de fraca, com crescimento lento ou sem crescimento algum, ou com folhas enrugadas e distorcidas, saiba que esses são sintomas característicos dos pulgões.

Existem pulgões brancos, amarelados, pretos e esverdeados. Esses pequeninos insetos sugadores são muito fáceis de serem localizados.

Eles andam pelos pseudobulbos, folhas (partes superior e inferior), na base e até nas flores. A reprodução deles é muito rápida e, quando a colônia fica muito cheia, alguns deles migram para outras plantas.

Os pulgões sugam a seiva e os nutrientes da orquídea e podem, em pouco tempo fazer um estrago e até levá-la à morte.

O problema não fica restrito ao fato de sugarem a seiva, mas também, como excretam um líquido melado e doce, atrai formigas e um fungo chamado fumagina.

Procure inspecionar bem suas plantas antes de comprá-las e sempre, sempre, sempre deixe as plantas novas afastadas das antigas. Isso, porque esta é a forma mais comum de trazer pulgões para casa.

É importante também, manter as suas orquídeas afastadas pelo menos um palmo uma da outra, pois se as folhas das orquídeas estiverem próximas, facilita a passagem dos pulgões de uma para a outra.

Quando a planta está muito infestada, parece que alguns pulgões desenvolvem asas para migrarem para outras orquídeas, então tente detê-los nos primeiros sinais, ok?

Como tratar
Primeiro passo é isolar a planta infestada, depois utilize um inseticida (vendido em casas agrícolas) próprio para pulgões.

O tratamento precisa ser repetido mais duas vezes, com intervalo de 7 a 10 dias entre elas. Desta forma, se ficou algum inseto ou ovos, serão exterminados.
Se o caso for de uma ou duas plantas atacadas, você pode fazer uma receitinha natural.

Receitas Naturais:
- Óleo de Neem
Aplique conforme o rótulo. Não é tóxico.

- Calda de fumo de rolo
100g de fumo de rolo picado e fervido em 1,5 litro de água. Depois de ferver, acrescente 1 colher rasa de sabão de coco, pode ser em pó ou detergente de coco. Espere esfriar e borrife nas plantas infectadas. Algumas horas depois ou no dia seguinte, convém lavar com água corrente o substrato do vaso.

- Retirada manual
Podem ser retirados com cotonete embebido em água com detergente ou em óleo mineral.
Podem também ser removidos com fita crepe. Basta aplicar a fita sobre eles, que ficarão grudados. Um mínimo apertão e eles já eram!

Outra opção é mergulhar a orquídea inteira na água que em alguns minutos todos estarão na superfície. Existem várias formas naturais e a imaginação é o limite!

Curiosidade 1
A joaninha é um predador natural dos pulgões. Então, se encontrar joaninhas no seu jardim, fique feliz.

Curiosidade 2
O pulgão excreta um líquido açucarado que atrai as formigas, mas o problema não é só a presença delas, e sim o fato de que elas auxiliam na proteção do pulgão. Como?  Algumas espécies de formigas guardam os ovos dos pulgões em seus formigueiros durante o inverno. Por isso, às vezes, é tão difícil acabar com eles. Na verdade é que os ovinhos não foram destruídos.

Dica:
- Observe se, além dos pulgões, apareceram formigas também. Nesse caso, procure por inseticidas que matem tanto pulgões como formigas.

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