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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

Maxillaria tenuifolia

Quando se tira uma orquídea de seu habitat natural, o seu metabolismo pode mudar na tentativa de se readaptar ao novo ambiente. Algumas espécies que, após amadurecer seus pseudobulbos, ficam meses sem chuva. Se nós trouxermos uma dessas plantas para nossa casa e deixarmos de regá-la por este tempo, ela vai desidratar e morrer.

Quando ela estava seu habitat, embora não chovesse por tanto tempo, ela obtinha a umidade necessária para sua sobrevivência no líquen acumulado nas cascas porosas das árvores ou por outros agentes diversos invisíveis para o leigo.

Quem chega não percebe estas sutilezas e, quando pensa que está reproduzindo as mesmas condições, pode estar redondamente enganado. Isto sem contar que a própria planta, por instinto de sobrevivência, como já foi dito acima, em ambiente novo, muda seu metabolismo.

Mas, se regarmos sempre com uma água levemente adubada, a planta manterá seu vigor ou até melhorará seu aspecto vegetativo.

Plantas levadas para local adverso a seu habitat, recebendo a profilaxia adequada para sua adaptação, podem ser cultivadas com sucesso.

Catasetum tenebrosum

Temperatura
A maioria se adapta bem a temperaturas entre 15 e 25 graus centígrados. Entretanto, há orquídeas que suportam temperaturas mais baixas. Outras já não toleram o frio. Assim, devemos cultivar orquídeas que se aclimatem no lugar em que vão ser cultivadas. Caso contrário, o cultivo será muito mais trabalhoso, muitas vezes resultando em perda da planta.

Felizmente, no Brasil, a variação de temperatura é adequada para milhares de espécies, algumas se adaptam melhor no planalto, outras nas montanhas, outras nos vales ou no litoral, mas justamente a variação de clima e topografia propicia a riqueza de espécies que temos.

Água e umidade
A umidade relativa do ar nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas se desidratarão rapidamente. Em dias muito quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente. Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidade relativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento.

Luminosidade
A luz é essencial. O ideal é manter as plantas sob uma tela de proteção, dependendo da intensidade da insolação local. Assim elas receberão claridade em luz indireta suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de que estão precisando de mais luz. E se estiverem com uma cor amarelada, estão com excesso de luz. Existem orquídeas que exigem mais sombra, há outras que exigem sol direto, ainda há outras exigem sol direto como pela simples razão de ser esse o modo como vivem nativamente.

Cischweinfia popowiana
Quando dividir, plantar e replantar
A divisão e replantio devem ser feitos quando a planta estiver emitindo raízes novas, o que se percebe pelas pontinhas verdes nas extremidades das raízes, não importando a época, inverno ou verão. Quando for dividir a planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, o que se consegue molhando-as, pois ficam mais maleáveis. Sempre que for usar um instrumento (lâmina) para dividir a planta, dê uma chamuscadinha (flambada) com a chama de um isqueiro, por exemplo, assim você terá certeza de que o instrumento não estará contaminado por vírus.

As orquídeas como a Vanda, Renanthera, Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se esperar que emitam pelo menos duas raízes, para, então, separar da planta mãe.

As orquídeas do tipo vandáceas vão crescendo indefinidamente, atingindo metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante. Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos.

Vanda

Cultivo de Orquídeas em apartamento
Todas as orquídeas podem ser cultivadas em apartamento, basta que se tenha espaço e iluminação suficientes. Elas florescem bem. Mas, se você tem pouco espaço e quer ter flores o ano inteiro, cultive plantas que floresçam em datas diferentes.

Onde colocar a planta
A iluminação é essencial. A planta deve ficar numa varanda ou perto de uma janela, recebendo o sol da manhã e/ou tarde. Uma planta não deve fazer sombra para a outra. Se a janela for de vidros lisos, transparentes, deve receber uma cortina tipo tela que quebre o excesso de luz ou uma tela de nylon 50%, a fim de que o sol não incida diretamente sobre a planta e queime as folhas.

Rodriguezia satipoana

Quando se deve molhar
Frequentemente ouvimos alguém perguntar, quando se deve molhar uma orquídea e a resposta é: se uma orquídea está plantada em xaxim com pó, a rega pode ser semanal, mas, se estiver plantada em piaçaba ou casca de madeira, a rega deve ser diária. Quando se compra um vaso de orquídea, é útil verificar qual o substrato (material) em que está plantada, pois, dependendo dele, a secagem pode ser rápida ou lenta.

Os substratos mais comuns são:
1. Coco desfibrado com pó: secagem lenta;2. Coco desfibrado sem pó: secagem moderada;
3. Musgo ou cubos de coxim: secagem lenta;
4. Carvão ou piaçaba: secagem rápida;
5. Casca de pínus: secagem moderada, quando sem pó, e lenta se tiver pó;
6. Mistura de grãos de isopor, casca de pínus e carvão: secagem rápida.

A melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água e deixar por alguns minutos. Se você regar um vaso ressecado com um regador, pode ocorrer de a água encontrar um canal por onde escorrer e o resto do substrato continuar totalmente seco. Um meio de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir o peso, segurando com as mãos ou através de um exame visual. Não use a mesma água em que foi mergulhado um vaso, para outro, pois, se no primeiro houver fungos nocivos à planta, o outro vaso irá se contaminar.

Na impossibilidade de rega adequada, muitas pessoas deixam o vaso sobre um prato com água para conservar a umidade.

Você ama as plantas? Então não cuidar bem delas?
Pegue o hábito de todos os dias visitar sua planta, examine-as bem de perto, retire folhas e bulbos velhos, ervas daninhas, flores murchas. Limpe as partes secas, é importante, pois, muitas vezes, são portadoras de esporos de fungos nocivos que se espalham com a mais leve brisa ou por respingos d’água. Depois de um tempo, você vai notar se elas estarão saudáveis ou não.

Ao procurar solução para os problemas de suas plantas, você estará entrando em um outro mundo, onde conviverá com belas flores, fará novas amizades, se aliviará do stress da vida diária e terá um encanto a mais em seu apartamento.

passa0721

Flor da Vanilla fragrans (2)

A Vanilla fragrans é uma orquídea trepadeira, originária do México e Bolívia, de caule flexível, de ciclo de vida perene, que na natureza sobrevive e se desenvolve, hospedando agarrada em troncos de árvores, nos arredores de regiões alagadas e em margens de córregos e rios.

Locais esses, onde há grande evaporação de água, cuja umidade relativa do ar, estará mantida sempre em altos níveis.

Onde há espaço para se desenvolver seus talos chegam a mais de dez metros de comprimento.

As flores de cor, amarelo-esverdeado, surgem em forma de pencas.

Os frutos em formas de bagas, (cápsulas), na cor verde amarelado, são longos e finos. À medida que essas bagas vão amadurecendo, a cor vai adquirindo tons de marrom. Cada baga contém uma infinidade de sementes.

baunilha1

Na natureza a planta propaga-se por sementes. Mas, a propagação, em escala doméstica, é feita por estaquia de pedaços dos talos, (ramos).

Para isto basta cortar pedaços de ramos com aproximadamente 20 cm de comprimento, enterrar de 8 a 10 cm no solo do vasinho e tutorar a parte aérea.

Coloque os vasinhos em locais sombreados, protegidos da incidência direta da luz solar.

Mantenha o substrato do vasinho sempre com umidade constante. A muda plantada em local definitivo necessitará de um tutor, para que se agarre e se desenvolva.

O substrato de cultivo deve ser poroso e bem drenado, com muita matéria orgânica, proveniente de composto orgânico de folhas onde foi adicionado adubo animal de curral bem curtido, acrescentando areia para que a mistura fique de textura grosseira, facilitando a drenagem.

Vanilla fragrans

Processe uma mistura homogênea de: terra comum, terra vegetal e esterco animal bem curtido, na seguinte proporção de 1:1:2

A Vanilla fragrans é uma planta adaptada para clima: tropical, subtropical e temperado. Com temperatura oscilando em torno dos 20 a 30º C. Ela aprecia a umidade relativa do ar em níveis elevados.

Por se tratar de uma planta, que na natureza, geralmente sobrevive sob as copas das árvores onde hospeda, terá que ser cultivada à meia sombra.

As regas deverão ser efetuadas a fim de manter o solo sempre umedecido, sem provocar encharcamento.

Em regra geral, em determinados locais onde plantas específicas são originárias, a natureza se encarregou de fabricar os agentes naturais de polinização, para perpetuação das espécies. Porém, em lugares onde essas mesmas plantas foi recentemente introduzidas, esses agentes naturais ainda não chegaram, e talvez demorem um pouco mais.

Enquanto não houver a mamangava ou outros insetos polinizadores a polinização das flores da baunilha terá ser feita manualmente.

A Vannila fragrans é o único membro da família das orquídeas, que do seu fruto é extraído essências perfumadas. Dela se extrai a Baunilha

Segundo especialistas as bagas deverão passar por um processo de defumação onde a essência perfumada se cristaliza em formas de pequenos grânulos.

ouvindo-a-chuva

Orquidário
Entre as espécies de flores mais conhecidas do mundo você vai encontrar orquídea. Essas plantas são delicadas, bonitas e bem fáceis de serem cultivadas. Pelo seu valor ornamental e comercial, muitas pessoas resolvem montar o seu próprio orquidário, o que é bem eficiente para qualquer cultivo.

Para cultivar e manter orquídeas bonitas e saudáveis é preciso dedicar-lhes alguns cuidados especiais. O local que escolhe para colocá-las é um dos principais fatores que pode fazer toda a diferença no desenvolvimento das mesmas.

Caso você não tenha um amplo espaço externo, as orquídeas podem ser cultivadas dentro dos ambientes e inclusive em apartamento, basta dispô-las em várias prateleiras ou até mesmo dependurá-las nas paredes ou teto próximo das janelas para que fiquem bem iluminadas, entretanto, se houver sol direto é melhor colocar uma espécie de tela fora da janela para os raios de sol sejam filtrados.

Agora, se tiver um espaço grande, construir um orquidário é sem dúvida uma das melhores opções. O empreendimento pode até custar um pouco mais, porém é simples ter um eficiente orquidário a baixo custo. Importante é ficar atento a determinados pontos.

Apesar de, à primeira vista, poder parecer uma tarefa complexa, a verdade é que com algumas indicações todo o processo se pode tornar bastante simples.

Quando for colocar suas orquídeas opte por um lugar que tenha o sol da manhã, para que a iluminação seja a mais adequada para a planta. O tamanho certo do orquidário vai ser de acordo com a quantidade de orquídeas que você possui. Por exemplo, num ambiente de 20 metros quadrados é possível que se monte um orquidário com capacidade para aproximadamente 200 plantas.

Para compor a estrutura do orquidário, uma solução muito boa solução é utilizar ripados de bambu ou madeira, cobertos por sombrites ou telhas, que conseguem fazer a filtragem dos nocivos raios solares. É fundamental que o local seja bem protegido e ventilado livre de animais e insetos. Em lugares com bastante vento, use um sombrite ou uma lona transparente inclusive na parte lateral.

Outra coisa que não pode ser esquecida é que as orquídeas não são iguais, por isso precisam de adequações diferentes. As plantas maiores e que precisam de mais aeração  próximo das raízes devem ficar dependuradas.

Além disso, uma bancada é um excelente local para deixar as mudas plantadas recentemente ou aquelas que estão em fase de crescimento. Já embaixo o melhor é colocar as orquídeas que preferem a sombra.

As dicas são informativas e úteis para pessoas que desejam montar seus orquidários dos menores até aqueles mais extensos.

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As Orquídeas
As orquídeas podem ser cultivadas em qualquer ambiente. Apesar de ser uma flor típica de matas e florestas, um orquidário simples pode ser montado e ter diversas orquídeas em casa. Hoje encontramos mais de 30 mil espécies de orquídeas ao redor do mundo, excluindo-se ainda aquelas que não possuem reconhecimento biológico e os híbridos que são comumente criados por orquidófilos. A sua variação de flores, folhas e frutos, assim como as suas cores vai variar muito de espécie para espécie.

As frequentes dúvidas
Principalmente aqueles que estão começando o seu orquidário, algumas dúvidas surgem e que no decorrer desse processo de montagem do ambiente, vão fazer uma diferença muito grande.

Vejamos as dúvidas mais frequentes então.
1 – Prato embaixo do vaso:
Em nenhum caso deve ser deixado pratos sob os vasos da orquídea. Esses utensílios são muito comuns para evitar sujeira, mas no caso das orquídeas, os vasos podem acumular água e o excesso de umidade mata a planta com muita rapidez;

2 – Plantando diretamente na terra: Algumas espécies de orquídeas são terrestres, mas a maioria não sobrevive sem um substrato. Para não arriscar, utilize uma mistura com carvão, casca de coco e tronco de árvore. Esses três itens podem ser facilmente encontrados em floriculturas;

3 – Regas: Como foi citado mais acima, a umidade excessiva mata a planta rapidamente. É mais fácil perder a orquídea por excesso do que por falta de água. O ideal é que a planta seja regada 2 ou 3 vezes por semana e se não existir chuvas nesse intervalo.

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O local ideal
Como as orquídeas são fáceis de serem cultivadas, pode-se plantar as orquídeas em qualquer ambiente, tanto externo como interno. Claro que dependendo do tipo de orquídea que for escolhido, ela vai precisar de mais ou de menos sol para manter-se viva e florescer. Se o local for um apartamento, não fiquem preocupados porque elas podem também ser plantadas em vasos.

Independente do tamanho do seu orquidário, sempre é bom ficar atento para aqueles ambientes que recebam sol pela manhã.

A escolha da espécie
Claro que diante a diversidade de espécies de orquídeas que existe na natureza, você vai ficar com uma dúvida imensa na hora de escolher a que mais deseja ter no orquidário. Se quiser um ambiente sempre com flores brotadas, o ideal é que seja escolhido as espécies que floresçam em diferentes épocas do ano. Assim poderá ser evitado tenha um ambiente sem flor por alguns períodos.

Além das espécies que florescem em diferentes épocas, é bom também atentar-se para os tipos de orquídea ideal para cada região do nosso país. Claro que pode misturar as espécies, mas saber aquela que se adapta melhor ao clima de sua região faz toda a diferença.

As espécies mais comuns do nosso país são:
- Região Sul – Aspásia (Aspasia lunata)
- Região Centro Oeste – Encíclia (Encyclia)
- Região Sudeste – Cimbídium (Cymbidium)
- Região Nordeste – Cirtopódium (Cyrtopodium)
- Região Norte – Cocheleantes (Cochleanthes amazonica)
- Todo o Brasil – Catleia (Cattleya), Chuva de ouro (Oncidium) e Falenópsis (Phalaenopsis)

Agora é só misturar as espécies que acharem mais bonitad e começar o orquidário.

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Determinando o Tamanho
Se você tem espaço para construir um orquidário grande, claro que vamos indicar que você faça isso, pois ter essas flores em casa é de uma beleza única. Agora se você só tem aqueles poucos metros quadrados disponíveis, não precisa se preocupar, pois seu orquidário ficará bonito e eficiente do mesmo jeito.

Atente-se para detalhes sobre os cuidados com a planta, já que será preciso manter um ambiente sempre limpo e livre de insetos e pragas. Então é necessário manter o orquidário sozinho, ter aquele espaço imenso pode não ser eficiente e assim terminará com um super trabalho em mão e não poderá aproveitar as plantas como elas devem ser aproveitadas.

Um bom tamanho é aquele espaço com aproximadamente 4 por 5 m, pois assim terá um orquidário com capacidade para manter até 200 orquídeas tranquilamente. Se a coleção que quiser ter se aproxima dessa quantidade, então esse é o tamanho ideal.

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A escolha da cobertura
Claro que você não as orquídeas não vão ficar a céu aberto. Uma dica prática para se montar um orquidário caseiro é usando ripas de madeira, com fechamento nos lados sem ou com porta.

A parte coberta pode ser feita com o uso de madeira, bambu ou telhas, é o mais indicado porque elas filtram melhor os raios do sol e fornece à sua planta exatamente o que ela precisa de luz.

Em locais da região Norte do Brasil o uso de um plástico branco que possua a proteção UV, sem se esquecer do sombrite, irá minimizar a luz solar direta.

Condições diversificadas às orquídeas
Nem todas as orquídeas são iguais e já foi mencionado sobre isso, então não se deve focar apenas em uma espécie a não ser que só vá cultivar um tipo de orquídea. Para que todas as orquídeas encontrem no orquidário um ambiente ideal para elas, pense nas condições perfeitas para os seus desenvolvimentos. Então veja sempre um material de revestimento do local que não prejudique nenhuma planta, cobertura, substrato, entre outros detalhes.

Dicas
-
Em locais onde o vento é muito forte, o que não é bom para a orquídea, use lonas transparentes tanto no teto como nas laterais do orquidário. Isso faz com que o vento seja controlado, mas não impede a entrada do sol;

- Se passar por problemas de plantas doentes, evite deixar as espécies infectadas em locais mais altos para que elas não contaminem as que estão abaixo;

- Quando for comprar mudas, analise sempre a qualidade das plantas para ter a certeza de que elas não possuem nenhum fungo ou doença.

ouvindo-a-chuva

Rodriguezia lanceolata Lind

A maioria das orquídeas agrada a qualquer jardineiro, seja ele de longa data ou apenas um aprendiz de jardineiro.

Existem diversos tipos de orquídeas  desde aquelas mais conhecidas, como as violetas e de pétalas pequenas, como as que ainda mal foram estudadas por botânicos especializados.

Uma delas é Rodriguezia lanceolata, uma espécie difícil de se ver por ai. Porém, devido os tons das pétalas de suas flores e por causa do seu design exótico, ela tem sido usada para decorar vasos, jardins, varandas, pátios e outros jardins ao ar livre.

A espécie ainda está sendo estudada e recentemente, por causa de uma mudança de ambientes, passou a ser amplamente pesquisada. O nome do gênero da espécie foi dado em  homenagem ao botânico e médico espanhol do século 18, Manuel Rodriguez.

Além das informações científicas pesquisadas por especialistas, existem aquelas botânicas que ditam as características mais úteis da espécie para os jardineiros de plantão.

Rodrlanceolata

Para começar, a forma de produção da espécie é sementeira e pode atingir até 15 cm quando já é uma planta madura, ou seja, já adulta. Bem como a expectativa de floração, o tamanho da muda corresponde a uma fase mais adulta em seu desenvolvimento. O cultivo da planta é considerado difícil, até mesmo por causa da sua manutenção complicada. A forma de cultivo da espécie ajuda a dificultar ainda mais o seu plantio.

A origem da espécie não é apenas uma. Ela já foi encontrada em diversas regiões do planeta. Em algumas delas, foi descoberta em grandes quantidades. Os locais onde a Rodriguezia lanceolata foi mais encontrada são: Panamá; Guiana; Equador; Suriname; Venezuela e sudeste do Brasil

Como já deu para perceber, a espécie é nativa da América do Sul, sendo extremamente resistente ao clima tropical de todo o continente.

As flores da Rodriguezia lanceolata chamam muita atenção por causa da sua cor exuberante em rosa e até mesmo meio avermelhada. O tamanho das flores é considerado pequeno. Muitas dessas espécies chegam a ter somente 2 cm a pétala.

Elas passam a brotar com um ou mais cachos para cada pseudobulbo existente na espécie, com brácteas idênticas a folha principal. A base do seu labelo é considerada uma pequena mácula branca e/ou amarelada, tendo em vista que a inflorescência será sempre mais puxada para o vermelho do que para o rosa propriamente dito.

Conforme o ângulo de visualização da espécie, as flores podem parecer brilhantes e translúcidas. Por isso, a localização da espécie do jardim é um fator muito importante para a sua função paisagística.

Há quem diga que o principal componente da espécie são as flores que nascem sempre na primavera, se estendendo por outras épocas do ano. Sem a folhagem magnífica que a espécie possui, jamais seria possível usá-la como design de interiores ou exteriores.

As folhas podem ser realmente pequenas, assim como as flores, e possuem tamanho de mais ou menos 10 a 25 cm, sendo bastante flexíveis no geral. Em sua maioria, são estreitas e lanceoladas.

O gênero da espécie Rodriguezia lanceolata está presente em vastos locais da América do sul e já compreende mais de 41 espécies diversas. Uma de suas principais características, bem como de suas variantes, são seus pseudobulbos uni ou bifoliados.

As flores da planta saem das axilas da folhagem bráctea e são idênticas àquelas do ápice do pseudobulbo formado, deixando uma bainha em formato de “V” na sua base como um todo.

A maioria das plantas desta espécie sobrevivem à florestas úmidas e são verdadeiras epífitas. Elas costumam vegetar em árvores de galhos finos ou cipós nessas mesmas florestas e ambientes frequentemente sombreados, do nível do mar até 1.500 metros de altitude.

Orquídea Rodriguezia lanceolata

Cultivo da Rodriguezia lanceolata
Uma das dicas de cultivo mais recomendadas, seguindo sempre as suas características gerais, é plantá-las em pés de laranja e pés de goiaba com galhos finos e úmidos e que estejam sempre à sombra.

A espécie também pode ser facilmente cultivada dentro de casa, desde que siga alguns pré-requisitos básicos:
* Telhado de sombreamento 70%;
* Regas abundantes durante períodos secos;
* Plantio preferencial em galhos de cafeeiros ou placas de madeira cortadas de forma mais estreita e disposta em vasos de garrafa pet, sabugos de milho ou mesmo em caixas de madeira, sendo elas guarnecidas com pedaços de coco seco dessalinizado.

Para cultivar da forma mais eficaz possível, não esquecer de utilizar 20% de sphagno misturado com 40% carvão e 40% de cascas moídas. Coloque tudo isso da muda da espécie em um local com 70% de sombreamento preferencialmente.

Uma das coisas que se deve ter muita atenção no cultivo da Rodriguezia lanceolata é que ela não tolera raízes úmidas e por isso, deverá ser plantada em cachepot e outros recipientes feitos com madeira. Com isso, é preciso regar a espécie pelo menos a cada dois, evitando o encharcamento.

O substrato da espécie deverá estar bem seco para que as regas voltem a ser feitas de forma constante. As regas e a adubação devem ser frequentes. Também podem se retirar os substratos dos cachepot, mas observe se a sua espécie vai se desenvolver bem nessas condições.

É preciso ficar atento ao período de floração da espécie que pode se relacionar e muito com as formas de cultivo da planta. Mesmo que as flores da espécie cresçam maravilhosamente na primavera, é preciso diminuir as regas neste período, por exemplo.

Outras regras básicas para o cultivo eficaz da Rodriguezia lanceolata são:
* Propiciar uma boa ventilação;
* Insistir em uma boa luminosidade indireta à planta.

Ainda que digam que o seu cultivo é bastante complexo, ainda existem aqueles especialistas que defendem a idéia de que a espécie é uma das mais fáceis de plantar.

Mesmo assim, vale muito a pena investir neste cultivo para quem quer deixar o jardim com um aspecto renovado. Este é um dos objetivos da bela Rodriguezia lanceolata.

flores ao vento gif