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Posts para categoria ‘Plantas aquáticas’

elodea

É uma planta aquática perene muito utilizada em aquariofilia. São plantas espontâneas na América do Norte, mas têm sido introduzidas em outros locais do mundo onde tem invadido os cursos de água, com alguns custos ambientais. Preferem habitats aquáticos com fundos lamacentos, calcários e ricos em nutrientes, mas adaptam-se facilmente a uma grande diversidade de ambientes.

Mesmo sem raíz, as partes desenraizadas mantêm-se vivas por longo tempo, podendo-se reproduzir assexuadamente. A aparência dos vários exemplares desta espécie pode variar bastante, em termos de tamanho e densidade da folhagem, dependendo das condições ambientais, como, por exemplo, a quantidade de luz. Com caules longos, finos e ramificados e com folhas enroladas em seu torno. É semelhante às espécies Elodea densa (ou elódea brasileira) e à hydrilla, distinguindo-se destas pelas suas folhas, que aparecem agrupadas três a três, enquanto que nas outras espécies, as folhas aparecem em grupos mais numerosos.

A planta fica praticamente submersa na totalidade, à exceção das suas flores, raras, que ficam a flutuar na superfície, ligadas aos caules por pedúnculos frágeis.

As flores são brancas e têm três pétalas e, geralmente, três sépalas. As flores masculinas e as flores femininas nascem de plantas diferentes, mas as primeiras aparecem em muito menor número. As flores masculinas têm nove estames, com três, centrais, a partilharem o filete.

Forma um fruto com forma de cápsula. A carência de flores masculinas leva, contudo, a que a propagação de sementes seja muito rara. O seu comprimento é 2 a 5 vezes maior que a largura. A extremidade das folhas é constituída por uma ponta estreita e relativamente dura. As raízes nascem em pequenos tufos fibrosos ao longo do caule.

peixinho

planta aquática

Conheça as espécies mais recomendadas para o espelho d’água

As plantas aquáticas são divididas em flutuantes, submersas e com raízes fixas na terra

Espelhos d´água ou aquários sempre ganham um charme extra quando recebem um projeto paisagístico, assim como a parte seca da casa. Aguapés, vitórias-régias e flores-de-lótus são apenas algumas das espécies que podem ser combinadas a elementos rústicos – como bambus, seixos, pedriscos, potes cerâmicos, tijolos e móveis com inspiração oriental ou feitos com madeira de demolição e metal – para tornar o ambiente ainda mais bonito

Mas antes de decidir qual utilizar é preciso conhecer melhor as principais variedades e suas particularidades de cultivo e manutenção.

As plantas aquáticas podem ser divididas entre flutuantes, submersas e com raízes fixas na terra. No primeiro grupo estão o aguapé, com suas floradas exuberantes, e o alface d´água, que tem textura aveludada, belas flores arroxeadas no verão e folhas redondas e brilhantes durante todo o ano.

Com raízes submersas e rápido desenvolvimento na superfície da água, são muito usadas para ornamentos. Mas se a água não estiver muito limpa, elas podem se reproduzir mais rápido do que o esperado e será preciso contê-las.

Com raízes bem fixas
Ideais para se ter em aquários, as plantas do segundo grupo se mantêm abaixo da superfície da água com raízes fixas no solo. Caso da valisnéria, da cabomba e da elódea. Segundo Sonia Floriani, professora do curso de paisagismo do Senac-PR, são essas espécies que mais contribuem para a limpeza e oxigenação da água, além de servirem de abrigo para a fauna.

Já as emergentes que possuem raízes fixas na terra, como a vitória-régia, a flor-de-lótus e a ninféia vermelha, pedem grandes áreas para se desenvolver.

Posicionadas em recipientes de plástico, barro ou cimento, com terra e cerca de 5 cm de areia grossa no fundo dos tanques, as folhas e flores desse tipo de planta buscam a superfície da água à medida que se desenvolvem. “A terra argilosa deixa a água turva e barrenta, o que prejudica a estética do projeto, e a areia evita que isso ocorra”, explica o paisagista Marcos Malamut, da Proflora.

Beleza brejeira
Há ainda a possibilidade de se trabalhar com plantas palustres, naturalmente encontradas em brejos e beiras de rios devido a sua grande demanda de água. Neste grupo estão o papiro, a cavalinha e a sombrinha-chinesa.

flor de lotus

planta aquática

Além de elas desempenharem um papel de “faxineira”, elas também embelezam o aquário assim como proporcionando um ambiente mais adequados para os peixes, oferecendo refugio para eles.

As plantas aquáticas assim como qualquer outro ser vivo necessitam de um mínimo cuidado para viver. Para um bom desenvolvimento de qualquer planta aquática, elas necessitam de uma iluminação adequada para fazer a fotossíntese, Co2, elementos traços, nutrientes, substrato para a sua fixação e enraizamento. Isso muitas vezes pode ser uma tarefa difícil de fazer, pois cada planta necessita de certa quantidade de cada um desses elementos para se manter saudável, caso coloquemos elementos de mais e plantas de menos correremos um grande risco de termos em nossos aquários um ser um tanto quanto indesejável, as algas.

Fertilização, nutrientes, elementos traços: Os macronutrientes são basicamente nitrogênio(N)  fosfato(P) e potássio(K), sendo que esses as plantas praticamente conseguem retirar do nosso próprio aquário, pois restos de ração e fezes formam o nitrato,fosfato e a amônia,o que a planta reaproveita. Os micronutrientes são os menos usados pelas plantas elas os utilizam em quantidades mínimas, mas mesmo assim são de muitíssima importância para as plantas. Os mais importantes são magnésio, ferro, cálcio, boro e outros. Esses elementos basicamente são repostos quando fazemos uma TPA, pois eles vem junto com a água da torneira. Recomenda-se que mesmo assim utilizem uma fertilização liquida adequada,pois só assim teremos certeza que nossas plantas estão conseguindo ingerir tudo o que necessita.

Substrato: O substrato inerte, digamos que é o chão do aquário. A sua espessura e granulometria irá variar conforme o planta que escolhemos, pois umas necessitam de um substrato mais fino e outras preferem pedra ou galhos. Os tipos de substratos inertes variam muito, mas o mais utilizado e recomendado é a areia de filtro de piscina. O substrato fértil é de muita importância, pois ele oferece vários nutrientes que as plantas necessitam.

CO2 - Ele e de muitíssima importância para a realização da fotossíntese, sem ele a planta morre. Ele pode ser feito de forma caseira (garrafada) ou comprado (cilindro), mas de fato a planta não pode ficar sem ele.

Iluminação - Ela e essencial para que a planta realize a fotossíntese, ele é a fonte de energia para a realização da alimentação da planta. A maioria dos aquaristas utilizam lâmpadas comuns, do tipo luz do dia, pois as que existem no mercado específicas para aquário são muito caras.

Finalizando. Um aquário bem cuidado e bem plantado é um aquário sem algas. As plantas competem com os nutrientes, deixando pouco para serem reaproveitados pelas algas.

peixinho

plantas aquáticas

A paixão por plantas aquáticas muitas vezes faz extrapolar o comportamento “normal” de um aquarista em busca de espécies novas, seja por falta de opções nas lojas, ou mesmo por puro espírito de aventura. A oportunidade de coletar plantas em seu habitat natural, mesmo as já conhecidas, é uma experiência gratificante, haja visto o grande número de espécies nativas de nosso país, mas deve-se atentar para alguns detalhes, tanto para o sucesso da empreitada, como para a segurança do próprio aquarista.

Os possíveis locais devem ser bem escolhidos: rios de cidades grandes, extremamente poluídos, dão poucas chances de se encontrar alguma coisa a mais do que aguapés, por exemplo. Em visitas a sítios no interior, excursões ecológicas, e em demais eventos do gênero, as possibilidades crescem bastante. Margens de riachos, lagoas, brejos ou pequenas represas podem trazer boas surpresas. Mas é preciso tomar alguns cuidados no que se refere à qualidade da água e, também, em relação à fauna local: águas malcheirosas e insalubres podem trazer problemas de saúde para quem as frequenta; e mais: locais próximos a cursos d’água são pontos prediletos de animais perigosos, como cobras e sapos venenosos, por exemplo (quanto mais colorido for um sapo ou uma salamandra, mais longe você deve ficar deles!).

Exemplo de local com grandes possibilidades de “bons achados”
Alertado dos perigos naturais, basta agora usar o bom senso, presumivelmente presente nas mentes de boa parte dos aquaristas. O primeiro item a ser observado é a questão da compatibilidade entre a espécie achada e o espaço a ela destinado em seu aquário: a menos que você possua um tanque externo ou um grande aquário aberto, não compensa arrancar do habitat natural uma planta enorme para ser colocada num pequeno aquário de poucos centímetros, apenas por curiosidade. Isso, além de um contra-senso, é anti-ecológico. Consciente disso, passemos, então, a um pequeno roteiro que irá ajudá-lo bastante a cultivar a(s) nova(s) espécie(s) em aquário:

A água
Conhecer bem as características da água do local é extremamente importante. Turbidez, cor, temperatura, pH e, se possível, dureza, concentração dos compostos nitrogenados (amônia, nitrito e nitrato) e fosfatados irão determinar o tipo de água que você irá usar no aquário. Por isso, vá prevenido: leve um termômetro confiável e um kit de teste dos mais completos, e anote tudo. Observar, também, os tipos de rochas e de cascalho presentes no local ajuda muito na avaliação das condições: rochas calcárias, por exemplo, podem indicar água neutra ou alcalina, e ligeiramente dura. E se você é do tipo detalhista, que não se contenta com poucas informações, poderá ainda coletar amostra da água e enviá-la para análise: algumas companhias fornecedoras de água potável mantém um serviço permanente de análise de amostras de água de poços artesianos, para comprovar a sua condição de consumo ou não. A análise, nesses casos, é bastante completa, principalmente no que tange aos compostos nitrogenados e fosfatados. Utilizando o famoso “jeitinho brasileiro”, talvez você consiga excelentes dados!

O fluxo da água
É um item importante, que muitas vezes é desprezado pela maioria. Algumas plantas não se dão bem em correnteza, preferindo os remansos, ou vice-versa. Para outras, aparentemente não faz muita diferença, mas as condições devem ser anotadas, para prevenir problemas futuros. Assim, temos, por exemplo, as Cabomba que não se dão muito bem em aquários com correnteza exagerada, por serem plantas de lagoa, ao contrário da maioria das Echinodorus, que tem preferência por uma boa movimentação na água, como nos riachos de onde elas vem.

O substrato
Algumas plantas, verdadeiramente aquáticas, por extraírem da água a maioria do que precisam em matéria de nutrientes, não são muito exigentes em relação à qualidade do substrato. Porém as plantas anfíbias e algumas palustres adaptáveis ao meio aquático dependem enormemente dos nutrientes do solo. Por isso, principalmente nesses casos, avalie bem o cascalho ou argila onde a planta está fixada quanto ao seu aspecto, granulação e possível composição. Cascalho médio, areia fina ou argila orgânica indicam condições muito diferentes entre si. Se quiser ir mais fundo, colha amostras e encaminhe-as para um bom laboratório para análise: em algumas instituições públicas de apoio agrícola ou mesmo em universidades você poderá obter um boletim completo e detalhado sobre as percentagens dos nutrientes do solo que colheu.

A iluminação
Item também de grande importância, é preciso conhecer muito bem as preferências da planta quanto à luz. A posição em relação ao sol irá determinar o tipo de iluminação que ela deverá receber no aquário. Observe se o exemplar encontrado está a céu aberto, recebendo luz solar o dia todo, ou se está parcialmente exposto, na margem de um riacho, ou, ainda, se está comodamente instalado sob a sombra de um bosque. Essa informação é extremamente importante para o sucesso ou não, a curto prazo, da planta em aquário: uma espécie que exige muita luz, plantada em aquário mal iluminado, irá definhar em poucos dias. Ao contrário, sob luz além do necessário, a planta terá seu crescimento interrompido e as folhas amareladas, também em curto espaço de tempo. Por isso, tente imitar as condições locais.

A “categoria” da planta
A identificação do tipo da planta hidrófila encontrada irá ajudá-lo, também, a decidir se vale ou não a pena levá-la para casa. Como já vimos em outra oportunidade, classificamos as plantas aquáticas “aquaristicamente” nas seguintes categorias:
* aquáticas obrigatórias;
* aquáticas com folhas flutuantes;
* flutuantes obrigatórias;
* palustres adaptáveis ao meio aquático;
* palustres obrigatórias;
* anfíbias.

Se o aquário de destino for do tipo convencional, ou seja, embutido em móvel com tampa fechada, fica prejudicada a coleta de plantas flutuantes ou palustres obrigatórias, que necessitariam de um aquário aberto de médio ou grande porte, ou um tanque externo. Uma planta aquática com folhas flutuantes que tenha crescimento exagerado poderá sombrear demais e comprometer as já existentes em seu aquário. Vale lembrar, mais uma vez, a questão das dimensões finais da planta adulta, de qualquer dos tipos citados.

A imagem original
Se você for bom fotógrafo e dispuser de um bom equipamento fotográfico, não deixe de incluí-lo na bagagem, principalmente incluindo as lentes que tenham focalização “macro”. O aspecto original da planta em seu habitat irá ajudá-lo a avaliar o desenvolvimento do exemplar colhido, depois de algum tempo no aquário. Se houver flores, melhor ainda, pois isso facilitará a identificação da espécie, se esta for desconhecida.

As companheiras de habitat
Havendo no local outras plantas aquáticas conhecidas, e sendo conhecidas também as suas exigências, fica bem mais fácil avaliar as reais necessidades da nova planta, uma vez que estas serão semelhantes. Observe, também, a presença de algas e qual o tipo: não deixe de anotar nenhum detalhe, mesmo que de início possa parecer sem importância.

Extração e transporte
Ao retirar a planta, tenha o máximo de cuidado para não danificá-la. Leve na bagagem uma pazinha do tipo usada em jardinagem para o caso de plantas com muitas raízes; neste caso evite amputar essa parte importante da planta: mesmo no caso de plantas que se reproduzem por repique do caule, formando novas raízes posteriormente, prefira levá-las com as “originais”, diminuindo o “stress” do exemplar colhido. E lembre-se: não vá promover uma “chacina” ecológica no local, destruindo tudo o que estiver em volta daquilo que lhe interessa. Seja cuidadoso, e cuide de deixar uma boa quantidade de exemplares intactos no local: a menos que só tenha um exemplar da planta encontrada, uns três indivíduos serão suficientes para você fazer as suas experiências em casa.

Para embalá-las, utilize sacos plásticos do tipo usado nas lojas para transportar peixes. Só não haverá necessidade de tanta água, que pode ser apenas em quantidade suficiente para manter as plantas hidratadas.