Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Posts tagged ‘curiosidades’

    dendobrium nobile - olho-de-boneca

    Da família Orchidaceae, o dendróbio, na verdade, é uma Orquídea e recebe outros nomes que são mais conhecidos popularmente, como: dendróbio-compacto e olho-de-boneca.
    Como são inúmeras espécies diferentes, existem alguns registros para informar que a origem dessas plantas surgiu na Austrália, na Ásia e no Oriente.

    A mais popular de todas as orquídeas é o Dendrobium nobile (nome científico) é também a mais rústica e simples de cultivar.
    As cores das flores são bem variadas, pois estas plantas sofreram hibridização – o que modifica as características originais. A cor mais comum que encontramos é a pétala branca com as extremidades rosadas e o labelo central leva um roxo mais escuro.

    Todos os Dendróbios são epífitos, o que significa que estas plantas se desenvolvem sobre os troncos das árvores. Assim como as orquídeas, elas não são parasitas, usam as árvores como suporte e proteção. Mas também podem ser cultivadas em vasos (preferencialmente os de barro, madeira ou cerâmica) forrados com pedras miúdas para uma melhor drenagem.
    O solo deve ser composto por uma mistura de cascas de árvore, carvão vegetal, fibras de coco e atenção, pois o caule não deve ser enterrado e sim ficar sobre o solo.

    Mesmo com a facilidade de cultivo, os dendróbios não dispensam alguns cuidados básicos, como: devem ficar à meia sombra ou receber luz solar direta, mas, para este último caso, o local deve ser mais fresco e ventilado. Apreciam adubação suave e regas frequentes em épocas quentes e em número mais reduzidas em épocas frias.

    Esta planta pode alcançar até quarenta centímetros de altura e pode chegar a até trinta centímetros de diâmetro. Sua época de maior floração ocorre entre setembro e novembro ou na primavera e no inverno.
    Podem ser encontradas em floriculturas, floriculturas online e lojas de jardinagem em forma de sementes, mudas ou vasinhos prontos.

    27

    Azálea (Rhododendron indicum hybrida)
    Azálea (Rhododendron indicum hybrida)
    Planta das mais conhecidas e muito utilizada nos jardins, onde exerce forte efeito floral e decorativo. A referência é sobre as variedades híbridas de crescimento menor e mais apropriadas para plantio em vasos. Popularmente elas são conhecidas por “azáleas anãs” ou “dobradas”. Essas espécies têm a vantagem de apresentarem flores durante a maior parte do ano.
    Suas flores ocorrem em diversas tonalidades de vermelho, coral, lilás, róseas, azuladas, brancas, brancas com salpicos vermelhos, rosa com estrias corais, etc., e podem ser singelas ou dobradas. As híbridas toleram bem os locais à meia-sombra desde que recebam sol durante 4 horas diárias. Os vasos devem receber uma drenagem perfeita, pois são plantas que requerem umidade regular e constante, não tolerando porém, as águas estagnadas, que podem levar a podridão às suas raízes.

    A florada máxima ocorre no final do inverno e início da primavera, prolongando-se durante essa estação até meados de outubro. A multiplicação é feita por estaquia de ponteiros semi-lenhosos durante o mês de maio. As azáleas não devem ser podadas, pois tal procedimento ocasiona o corte dos botões florais que são formados já a partir do final do verão.

    Clivia-miniata

    Clívia (Clívia miniata)
    Planta rizomatosa da família das liliáceas de excelente efeito ornamental. Suas folhas lanceoladas de cor verde-escuro e lustrosas dispondo-se em forma de leque. As flores são grandes e assentam-se sobre haste firme e quase reta, na cor laranja e no formato de uma bola. Deve ser plantada em vasos largos e altos pois sua expansão é grande. Não tolera ressecamento da terra principalmente durante o verão e o outono.
    A floração ocorre a partir da primavera até início do outono.
    A multiplicação é feita pela divisão de touceiras após o término da floração. Pode-se obter também mudas pelas sementes, porém com muito mais trabalho e demora. Durante a floração os vasos podem ser colocados nos ambientes internos sem nenhum inconveniente.

    ESPÉCIES QUE FLORESCEM NA PRIMAVERA / VERÃO

    Maria-sem-vergonha (Impatiens spp)
    Por aparecer espontaneamente em vários terrenos, esta flor é muitas vezes confundida com mato. Na verdade, todas as espécies ornamentais –salvo algumas variedades híbridas – são originárias de vegetação nativa. A posição ideal para a Maria-sem-vergonha é a meia sombra, embora tolere bem sol pleno. Mas é importante, nesse caso, manter a terra sempre úmida, regando constantemente. O solo precisa ser fértil e rico em húmus e matéria orgânica, e você pode cultivá-la em canteiros, vasos e jardineiras. Para conseguir plantas novas opte pela semeadura, estaquia ou faça mudas pequeninas. Apesar de florescer durante todo o ano, tem maior carga durante a primavera e o verão.

    PLANTAS QUE NÃO TEM ÉPOCA PARA FLORESCER OU QUE NÃO TEM FLORES

    antúrios
    Antúrio (Anthurium andreanum)

    As folas são de um verde lustroso, e de cada caule saem várias flores em forma de espiga carnuda. Essas flores são protegidas por folhas modificadas em formato de escudo, tão brilhantes que parecem recobertas com verniz. Esses escudos aparecem em vários tons de vermelho, branco ou cor-de-rosa, e o tamanho varia de 5 cm à 25 cm. Os antúrios ficam floridos quase todos os meses do ano, exceto no inverno, e as flores duram em média oito semanas.
    A multiplicação é feita através das sementes que se formam na espiga floral, e que demoram por volta de noventa dias para germinar. Ou ainda por estacas do caule com 15 cm de comprimento Pode-se também plantar os filhotes que surgem na base do caule.

    Hedera_helix1
    Hera (hedera helix)
    Ótima trepadeira para cultivo em vasos onde agarra-se firmemente aos tutores colocados, ou balança livremente seus ramos nos vasos suspensos. Suporta muito bem os ambientes sombreados dos interiores. Suas folhas constituem-lhe o principal ornamento, sendo às vezes em formato de estrelas ou arredondadas. Suas cores apresentam-se nos diversos matrizes de verde, por vezes salpicadas ou manchadas de amarelo ou branco.
    No mesmo vaso tanto podem desenvolver seus ramos para cima como para baixo, bastando orientá-los na direção desejada. As flores quando aparecem, são insignificantes. Comprimento médio 50 cm à 2,50 m. Multiplica-se pela estaquia dos ramos.

    Jibóia (Scindapsus aureus)
    Jibóia (Scindapsus aureus)
    É uma planta que gosta de clima quente e carregado de umidade. Quando plantada em vasos colocados no interior do lar suas folhas mantém-se de tamanho reduzido, com bonito formato de coração, de coloração verde-claro com manchas amarelo-ouro. Por ser trepadeira necessita que seja colocado tutor no vaso para poder expandir-se. Altura média de 60 à 200 cm. Multiplicação por estacas de pedaços do caule.

    Maranta lauconeura
    Maranta (Marantha)
    A mais adequada folhagem para ser cultivada em vasos no lar. Suas belas folhas agrupam-se em touceiras baixas de colorido predominantemente verde em vários tons, sendo algumas salpicadas de preto, outras listradas de vermelho e branco, apresentando a maioria das espécies intenso brilho nas folhas. Algumas espécies são reptantes, com as folhas como que coladas à terra. Suas flores são destituídas de maior importância ornamental. Preferem os locais mais sombreados e, quando são atingidas diretamente pelos raios do sol sofrem feias queimaduras, e enrrolam-se formando cilindros para evitar a perda de umidade. São exigentes em umidade constante através de regas periódicas. Altura média 30 à 60 cm. Multiplicação pela divisão de touceiras.

    38518

    Dentro da diversidade botânica das florestas tropicais e subtropicais, são comuns espécies de plantas que nascem sobre árvores, e que por muitos erroneamente são generalizados como simples “parasitas”. Dentre estas espécies, as mais conhecidas são as orquídeas e as bromélias.

    Se o termo parasita se define em poucas palavras como “aquele que vive à custa do esforço de outrem” então como saber a diferença? Analisando este fundamento, o simples fato de uma planta estar vivendo sobre outra não significa que isso seja parasitismo.

    baunilha

    No caso das orquídeas e das bromelias, assim como no caso de uma infinidade de outras plantas como os liquens e as samambaias.
    À esta inter-relação podemos chamar de Simbiose, ou seja, uma associação vitalícia onde uma planta colabora com a sobrevivência da outra, sem nenhum prejuízo entre elas. A estas plantas que vivem sobre outras no processo de simbiose chamamos de Epífitas e há aquelas que, além de instalarem-se sobre as outras nutrem-se da seiva alheia, e as chamamos de Parasitas.

    As plantas epífitas, desenvolvem-se sem nenhum contato com o solo; germinam sobre as frestas das cascas das árvores, onde mais tarde fixam suas raízes aéreas através de gavinhas, nutrindo-se da umidade do ar, da água das chuvas e da poeira rica em partículas orgânicas que decanta-se sobre elas. Já as plantas parasitas, assim como as epífitas, também desenvolvem-se sobre árvores; contudo possuem raízes denominadas de haustórios que, além de auxiliarem na sua fixação, encravam-se no caule de seu hospedeiro, afim de alcançarem o sistema vascular e sugarem sua seiva.

    erva-de-passarinho-americana  - phoradendron_juniperinum
    As espécies parasitas mais conhecidas são o cipó-chumbo, o visco e a erva de passarinho.

    O que caracteriza uma planta como parasita é o fato desta não conseguir realizar fotossíntese em quantidade suficiente à sua nutrição, daí supre esta necessidade sugando a seiva de outro vegetal. Na natureza, embora a maior parte das plantas seja considerada autônoma, pois fabrica seu próprio alimento através da fotossíntese, muitas são de fato dependentes de outros organismos vivos, vegetais ou animais, para que possam sobreviver.

    Essa associações se distribuem numa escala que vai desde o estabelecimento de vínculos fortuitos e aparentemente acidentais, até a formação de laços tão estreitos que a morte de uma das plantas significa a condenação da outra. A natureza é mesmo fantástica.

    12

    Oncidium-Elegance
    O gênero Oncidium é exclusivo do continente americano, onde pode ser encontrado em toda parte, da Argentina ao México, do litoral brasileiro à Cordilheira dos Andes, em ambientes quentes e frios, secos e úmidos, sobre árvores, sobre pedras, diretamente no solo, em campos abertos e no interior das matas. Enfim, em praticamente todos os ambientes onde podem ocorrer Orquídeas no nosso continente, existe Oncidium.

    A floração da maior parte dos Oncidium é em geral na forma de belas e longas hastes, quase sempre muito bifurcadas, com dezenas de flores que na média variam de um a sete centímetros, e geralmente com o colorido predominante de amarelo e/ou marrom, embora exista Oncidium branco, rosa, avermelhado, e outras cores.

    É, entretanto devido aos longos cachos de flores amarelos encontrados no Oncidium flexuosum e no Oncidium varicosum, características estas que normalmente se transmitem para seus híbridos, que os Oncidium são em geral chamados de “Chuva de Ouro”. Suas inflorescências costumam ter boa durabilidade, permanecendo floridos em geral por cerca de um mês.Existe uma série de gêneros próximos dos Oncidium que cruzam normalmente com estes, produzindo belos híbridos. É o caso dos gêneros Odonglossum, Miltônia, Miltonopsis, Cadetia, Brassia, Cochioda, entre muitos outros.
    Por sua beleza, durabilidade, e em alguns casos por seu perfume bastante agradável, é que as plantas do gênero Oncidium e outros gêneros relacionados têm conquistado cada vez mais admirados e vêm sendo utilizadas cada vez mais inclusive como flores de corte, compondo arranjos justamente com outras Orquídeas ou mesmo com outras flores.

    Cultivo
    É impossível estabelecer regras de cultivo que sirvam para todo Oncidium, mas de um modo geral podemos dizer que eles preferem viver em locais com muita luminosidade, e que grande parte deles aceita bem algumas horas de sol por dia.
    Podemos também dizer que preferem ficar com suas raízes mais secas a receber água em excesso, embora quase todos eles aceitem um bom índice de umidade do ar, principalmente à noite.

    Os Oncidium em geral e mesmo seus híbridos intergenéricos preferem ambientes bem ventilados, e quando mantidos em locais de pouca ventilação ou com as plantas muito aglomeradas ficam muito sujeitos ao ataque de fungos e bactérias.

    Os híbridos mais comuns no mercado tais como Oncidium Sharry Baby, Oncidium Aloha Iwanaga e Oncidium Twinkle, além dos intergenéricos tipo Colmanara Wildcat e outros, são em geral de fácil cultivo se dando muito bem em vasos, placas ou mesmo quando cultivados diretamente sobre árvores.

    Devemos, entretanto ter certo cuidado com os híbridos onde a presença de alguns Odontoglossum é muito marcante, como é o caso dos Odontocidium, visto que estas plantas costumam não se dar muito bem em climas mais quentes, e particularmente em locais de baixa altitude, como por exemplo, em cidades do nosso litoral.

    De um modo geral, os Oncidium respondem muito bem a uma boa adubação, aceitando tanto os adubos químicos como os orgânicos.
    Quando plantados em placas ou em árvores, podemos utilizar a adubação orgânica na forma de saches.
    São plantas fáceis de serem replantadas e podem facilmente ser dividida para a obtenção de novas mudas, mas certamente o efeito visual de uma planta adulta e com várias frentes, apresentando diversas hastes florais simultâneas, é infinitamente melhor que o de uma pequena planta com apenas uma haste floral. Pense nisto antes de querer dividir suas plantas.

    1_gif02

    Ascocenda

    Muitos apreciadores de orquídeas iniciantes perguntam qual a principal diferença entre uma Vanda e uma Ascocenda. Vanda é o nome de um gênero de orquídeas composto por aproximadamente 77 espécies. Ascocenda é um “gênero híbrido” proveniente do cruzamento de planta do gênero Vanda com outra do gênero Ascocentrum, gênero este composto por cerca de 13 espécies naturais. Não existe nenhuma Ascocenda espécie. Segundo recentes trabalhos de taxonomia, o gênero Vanda foi divido em 7 gêneros, mas para simplificar, continuaremos a nos referir aqui a todas as plantas como Vanda.

    A Vanda, tanto as nativas quanto os híbridos, sempre exerceram grande fascínio sobre a maioria dos colecionadores. Ostentando quase sempre vistosos cachos de grandes flores coloridas e muito duráveis enchem os olhos de qualquer pessoa que goste de Orquídeas. Uma planta de Vanda ou Ascocenda bem cultivada pode florir duas, três, ou mesmo mais vezes em um só ano, sendo que suas flores podem permanecer abertas por até sessenta dias a cada floração.

    A maioria dos híbridos que apresentam flores grandes, redondas e coloridas é obtido com a utilização como matriz da Vanda sanderiana, ou de algum descendente seu. Das 77 espécies de Vanda existentes, praticamente todos os híbridos existentes em nosso mercado não utilizam mais do que 8 espécies. Do gênero Ascocentrum também não são utilizadas mais do que três das treze espécies existentes.

    Até poucos anos atrás era bem difícil se conseguir no Brasil, mudas de Vanda. Com a facilidade de importação criada na última década, grande quantidades de mudas foram importadas e hoje já estão sendo colocadas à venda floridas em nosso mercado.

    Por se tratarem de crescimento monopodial, e em geral bastante lento, a obtenção de mudas por crescimento vegetativo não é tão simples quanto as plantas de crescimento simpodial, ficando na dependência de que alguma gema dormente existente no caule principal da planta desperte e gere um novo broto, que só poderá ser separado da planta mãe após cerca de seis a oito anos. A reprodução por semente ou meristema também é bastante lenta, sendo que uma planta produzida em laboratório costuma levar para florir pela primeira vez um período de tempo que chega a ser superior a dez anos.

    A necessidade de se reduzir este tempo levou os hibridistas a cruzarem Vanda com Ascocentrum, de florescimento precoce, mas que possui o inconveniente de ter flores muito pequenas. Nasceu assim um híbrido intergenérico que recebeu o nome de Ascocenda.

    Uma Ascocenda de primeira geração chega a florescer em cerca de cinco anos, mas suas flores em geral não ultrapassam cerca de 3 cm de diâmetro. Quando se cruza uma Ascocenda de primeira geração com uma Vanda, o novo híbrido mantém a precocidade da floração, e as flores já ultrapassam os 5cm de diâmetro. Em três ou quatro gerações, as Ascocendas já apresentam flores tão grandes que nada ficam devendo aos híbridos de Vanda puros, e são facilmente confundidas com estes.

    Cultivo
    Procuraremos passar algumas orientações básicas que, se seguidas com cuidado, permitem que qualquer pessoa possa obter sucesso no cultivo da maioria das Vandas ou Ascocenda híbridas. Visto que as espécies são bem mais delicadas, e conforme suas origens possuem exigências especificas de cultivo. Estas orientações são ainda dirigidas ao cultivo de plantas adultas, que já estão em fase de floração ou próximas desta.

    Vandas e Ascocenda podem ser cultivadas da mesma forma. São plantas que requerem alta luminosidade e gostam de calor. Deve-se entretanto, evitar colocação das plantas em local que recebam sol direto por muito tempo seguido pois isto pode queimar as folhas.

    Precisam também de bastante umidade, principalmente no ar ao seu redor, mas não gostam de ficar com suas raízes molhadas por muito tempo, motivo pelo qual preferimos cultivar Vanda sem nenhum substrato. Na verdade, suas raízes preferem ficar totalmente soltas no ar. Por este motivo, são geralmente cultivadas em pequenos vasos de plásticos ou de barro sem nenhum tipo de substrato ou com pequena quantidade de substrato que não retenha muita unidade. Desenvolvem muito bem quando plantadas em cachepots de madeira. Podem ainda ser amarradas em árvores sem nenhum problema, desde que em regiões não sujeitas a invernos rigorosos. Quando plantadas com pouco ou mesmo sem nenhum substrato, podem ser regadas diariamente ou mesmo mais de uma vez por dia, visto que com raízes totalmente expostas não existe o risco de se “encharcar” demais a planta.

    Por serem plantas que devido ao seu tipo de crescimento não dispõem de muito espaço para reserva de nutrientes, necessitam de adubação freqüente, sendo mais recomendável a aplicação de fertilizantes de uso foliar por meio de pulverização. Em plantas adultas podemos alternar aplicações de fertilizantes de fórmula balanceada com outros de fórmulas indicadas para floração. O intervalo entre as aplicações pode ser semanal ou no máximo quinzenal. Como na maioria das orquídeas de crescimento monopodial, as Vandas não apresentam períodos de dormência e, portanto podem e devem ser adubadas durante todo o ano, mesmo quando estão floridas. Aplique o fertilizante em pequena quantidade em toda a superfície das folhas e também nas raízes. No caso da planta estar florida, evite o contato do fertilizante com as flores, botões e haste floral.

    Quando uma Vanda ou Ascocenda começa a perder as folhas na base da planta, é um forte indício de desidratação, o que pode levar a planta à morte em pouco tempo. Se a planta estiver sendo cultivada sem substrato sem substrato, aumente a freqüência das regas ou transfira a planta para um ambiente mais úmido. Se, entretanto a planta estiver sendo cultivada com substrato, verifique primeiro se as raízes no interior do vaso estão em boas condições. Muitas vezes uma Vanda desidrata, pois suas raízes apodreceram por excesso de água. Se for este caso, retire todo o substrato da planta, mantenha a mesma em um ambiente úmido e procure induzir a formação de novas raízes com a utilização de indutores de enraizamento disponíveis no comercio.

    Plantas dos gêneros Ascocentrum, Aerides, Arachnis, Neofinetia,Renanthera, Rhynchostylis, entre outros possuem crescimento e comportamento bastante semelhantes aos da Vanda, e portanto podem ser cultivados da mesma forma que estas.

    birds

    plantas

    1. Na Austrália a diversidade de espécies vegetais é muito grande o que levou a que os primeiros exploradores a designarem por “Botany Bay” (Baía Botânica) um local onde encontraram mais de 1000 espécies diferentes de plantas.

    2. Na Austrália há cerca de 600 espécies diferentes de eucaliptos (Eucalyptus spp.).

    3. Os Larícios (Larix spp.) são coníferas, tal como o pinheiro, mas têm a particularidade de mudarem de cor no Outono e perderem as folhas.

    4. As árvores funcionam como bombas de água, pois através do seu sistema de vasos (ou vascular ou de transporte de seiva) podem elevar, da raíz até às folhas, uma quantidade extraordinária de água.

    5. Uma árvore nova e com pouco mais de um metro pode elevar para as folhas até 45 litros de água por dia. Um carvalho de tamanho médio pode elevar mais de meia tonelada de água para prover as suas necessidades.

    6. A largura dos aneis das árvores varia na razão direta da quantidade de madeira formada num ano.

    7. As árvores mais velhas que existem à superfície do globo terrestre são o Pinus aristata, existindo alguns exemplares com mais de 8000 anos nas Montanhas Brancas dos Estados Unidos da América, a cerca de 2700 m de altitude.

    8. Há sequóias (Sequoia sempervirens (Lamb.) Endl e Sequoia giganteum (Lindley) Buchholz) com mais de 3 000 anos. Por terem tantos anos, possuem uma casca muito espessa e praticamente invulnerável ao fogo, às doenças e aos insetos.

    9. As sequóias são as árvores mais altas do mundo, estando referenciadas seis com mais de 100 m de altura, todas no estado da Califórnia.
    10. O Louro inamoim é uma espécie arbórea que vive na Amazônia, da qual se pode extrair até 20 litros de seiva, que é utilizada como combustível pois é muito semelhante à gasolina.

    11. A Ginkgo biloba  é uma árvore comum no Japão. Diz-se que é muito resistente, pois foi a única espécie vegetal que sobreviveu ao bombardeamento atômico de Hiroshima.

    12. Algumas espécies de bambus chegam a crescer mais de 90 cm num único dia.

    13. A maior semente do mundo é produzida por uma espécie muito alta de palmeira, que vive nas ilhas Seychelles. É o “coco do mar”, que pode chegar a pesar mais de 20 kg.

    14. Uma única planta tem a capacidade de purificar o ar de uma sala de 9 m2.

    15. Existe na Amazônia uma flor com mais de 2 metros de diâmetro.

    16. O nome urtiga vem do latim “urere” que significa arder. É o nome genérico dado a plantas que apresentam um mecanismo de defesa que consiste em produzir determinadas substâncias, por exemplo a histamina, a acetilcolina e o ácido fórmico), que ao entrarem em contacto com a pele, provocam uma dilatação dos vasos sanguíneos e um inflamação localizada. Estas substâncias são armazenas em minúsculos pêlos do caule e folhas das plantas, possuidores de uma extremidade muito frágil que se rompe ao mais ligeiro toque.

    17. O micélio é a parte principal e subterrânea de um fungo que realiza todas as funções das raízes, caules e folhas de outras plantas. É constituído por uma massa de fios muito finos designados por hifas.

    18. O micélio de um fungo frutifica sob a forma de cogumelo em condições de umidade elevada. Este cogumelo varia muito de dimensão, forma, cor e grau de toxicidade. Alguns são muito venenosos, mas outros são comestíveis.

    19. Um líquen é formado por um fungo e por uma alga unicelular. A alga produz substâncias orgânicas através da fotossíntese que alimenta o fungo. Por sua vez, o fungo, com as suas hifas, protege a alga. Esta associação é tão íntima, que vivem ambos como um organismo único. Os líquenes encontram-se em qualquer tipo de superfície livre, desde rochas a troncos de árvore. Crescem muito lentamente e podem viver centenas de anos. Muitas espécies só se desenvolvem em locais onde o ar não está poluído, pelo que são muitas vezes utilizados como indicadores da qualidade do ar.

    20. As micorrizas formam-se quando um fungo invade as raízes de uma planta. O fungo retira nutrientes da planta, mas esta também beneficia, porque o fungo ajuda-a a absorver os sais minerais do solo. Tal como os líquenes, as micorrizas também são um exemplo de mutualismo, uma associação de duas espécies, da qual ambas colhem benefícios. É um tipo de associação que se encontra em muitas plantas. Algumas plantas, como por exemplo, certas espécies de orquídeas, só se desenvolvem com a colaboração dos fungos.

    22. As plantas carnívoras apresentam diversas adaptações para capturarem os animais com que complementam a sua alimentação. Um exemplo de estratégias de captura de insetos é o da Sarracenia purpurea, espécie nativa da América do Norte. Ela possui folhas transformadas em jarros, muito coloridos, que funcionam como armadilhas. Para além da cor que atua como elemento atrativo para os insetos, estas folhas emitem ainda um odor, que os atrai para a margem dos jarros. Quando um inseto pousa, ele escorrega para o interior da armadilha, pois esta encontra-se umedecida por uma substância viscosa. Já dentro do jarro, os tecidos do inseto são digeridos por substâncias químicas que a estrutura vegetal secreta, transformando-se em nitritos e nitratos que são, em seguida, absorvidos pelo vegetal. O inseto é impedido de subir as paredes internas do jarro, pois estas encontram-se cobertas por pêlos viscosos, que garantem o insucesso da fuga.

    jerfi

    Vanda Pat Delight 'Blue', 10 (ID) 2007
    As Vandas, a partir da segunda metade do século XX, tornaram-se as orquídeas mais procuradas dentre todos os gêneros, isso pela sua folhagem, estrutura e simetria, que fornecem um arranjo ideal formando um conjunto ereto e compacto.
    As vandas proporcionam ainda uma diversidade incrível de cores, sendo que muitas delas só são encontradas neste gênero de orquídeas.

    Suas flores são densas e ricas, e duram cerca de três a seis semanas, com tamanho menor de 3 cm podendo chegar até 15 cm. Em boas condições podem florir até 3 vezes por ano e portar mais de 3 hastes. Essas características fizeram com que as vandáceas ficassem entre os 5 principais gêneros na horticultura mundial.

    Atualmente a Tailândia é o principal produtor mundial de Vandas e afins, com mais de 23 milhões de metros quadrados destinados para o cultivo. A metade da produção é exportada, com um grande incentivo do governo. Vários laboratórios públicos também são destinados para a melhoria genética das plantas.

    Nas matas brasileiras não encontramos Vandas nativas, mas o clima do nosso país pode ser ainda melhor para o cultivo do gênero. Temos regiões úmidas e com temperaturas não tão altas como na Tailândia, o que é muito favorável para estas plantas.

    32

    Cattleya Schofieldiana )
    No mundo das orquídeas muitas espécies ou variedades que seriam raras para muitos, às vezes são comuns para outros. Isto ocorre por causa da disponibilidade de cada espécie ou variedade em cada região. Nos tempos das grandes expedições orquidófilas muitas empresas especializadas em buscar orquídeas em várias partes do mundo mandavam seus exploradores em busca de espécies “exóticas” e as variedades dessas orquídeas. Na Europa existiam muitos colecionadores fanáticos que pagavam valores exorbitantes por uma novidade.

    Atualmente muitas orquídeas que antes eram consideradas raras em determinadas regiões puderam ser encontradas em todas as partes pelos colecionadores, isso se deu devido à produção de grande quantidade dessas plantas através de modernas técnicas de reprodução.

    Espécies que antes eram raríssimas, que foram encontradas poucas vezes em seus habitats ou mesmo apenas uma única vez estão por todo lado por preços bem mais em conta do que eram há anos atrás quanto uma espécie ou variedade rara custava verdadeiras fortunas. Graças a esse processo de multiplicação e melhoramento das orquídeas foram aparecendo novas formas e cores completamente diferentes das que existiam, talvez levaria milhares de anos para surgir essas novas variedades na natureza.

    Outro fator importante que temos que ressaltar é que esse processo de reprodução fez com que muitas espécies fossem poupadas das coletas em seus habitats naturais, já que antes o modo mais fácil de se conseguir muitas orquídeas era ir até seus habitats e coletar as plantas.

    Hoje podemos comprar em qualquer orquidário espécies que há poucas décadas estavam escondidas em poucas coleções pelo mundo e é claro no Brasil. Mas ainda temos plantas muito raras em coleções particulares que não foram multiplicadas e que não estão ao alcance dos amantes das orquídeas.

    38517

    glitterflores035

    Como todo ser vivo, ao longo de sua evolução as plantas desenvolveram características que facilitam sua sobrevivência. A cor e o perfume das flores são um bom exemplo disso.
    O perfume age como chamariz para agentes polinizadores como mariposas, moscas e outros insetos.

    Atraídos pelo odor, que insinua a possibilidade de encontrar alimento, eles acabam pousando na flor, que é nada menos que o órgão reprodutor das plantas chamadas angiospermas.

    Ao pousar em diversas flores, esses insetos carregam o pólen de uma para outra, fecundando-as. Os perfumes, por sua vez, são produzidos por tecidos glandulares chamados osmóforos, localizados nas pétalas da flor ou em sua sépala (parte do cálice exterior).

    Essas glândulas soltam mínimas quantidades de óleos voláteis – isto é, que evaporam com facilidade -, que são os responsáveis pelo odor exalado.

    Há também flores que, em vez de perfume, produzem odores fétidos – como o de carne podre – para atrair moscas, quando são elas que cumprem o papel de polinizador.

    natureza

    Orquídea Mosca - Ophrys insectiferaOrquídea Mosca – Ophrys ensectífera

    Essa maravilha da natureza trata-se da Orquídea Mosca  – Ophrys insectifera, nativa da Europa e abundante em locais com solo alcalino.
    Um truque engenhoso, pois com esta estratégia ela consegue atrair insetos reais que vão esperando uma cópula, mas ao pousarem e notarem que inseto da planta é falso voam para outra, carregando o pólen da primeira.
    Como a segunda planta também é mimetista, proliferando assim espécie. Para aumentar suas chances de polinização, ela imita até o feromônio do inseto, os atraindo.Como as orquídeas variam muito, é natural que elas acabassem oferecendo toda sorte de formas curiosas.

    Orquídea Fantasma - Polyrrhiza lindenii na América ouOrquídea Fantasma – - Polyrrhiza lindenii na América ou Dendrophylax lindenii na EuroÁsia

    Esta é uma orquídea epífita, ancorada em uma rede de grande massa emaranhada em uma árvore. É encontrada em altitude, florestas pantanosas no sudoeste da Flórida e Cuba, estando em extinção na natureza.

    Orquídea Cara-de-Macaco ou Platanthera integrilabiaOrquídea Cara-de-Macaco ou Plantanthera integrilabia

    Outra orquídea muito estranha é a Orquídea Cara-de-Macaco ou Platanthera integrilabia.
    Existem orquídeas das mais variadas e curiosas formas, cores e tamanhos. Recentemente, foi descoberta a menor orquídea do mundo. A planta é do tamanho desta letra: O

    miniorq.Platystele jungermannioides

    As folhas da pequena flor são transparentes porque incrivelmente elas têm a espessura de uma única célula! A flor com menos de dois milímetros, foi descoberta por acidente, quando o pesquisador americano Lou Jost achou a flor no meio das raízes de uma outra flor, obtida na reserva ambiental de Cerro Candelária nos Andes.
    Para efeito de contraste, a maior orquídea do mundo é a Grammatophyllum speciosum que pode alcançar facilmente os 900 kg, sendo comum ultrapassar uma tonelada.

    grammatophyllun speciosumGrammatophyllum speciosum

    Quando madura esta planta gera dez mil flores. O pseudobulbo desta orquídea atinge cerca de três metros de diâmetro! Ela pode ser encontrada na Malásia, nas ilhas Salomão, Sumatra, Filipinas, Papua e na Nova Guiné. A maior planta desta espécie já descoberta foi em 1851 e ela atingiu duas toneladas de peso. Em altura, esta planta chega a três metros, e suas flores medem cerca de 10 cm. Graças ao seu padrão, ela é conhecida popularmente como orquídea tigre.

    diversos110