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Catlleya Mossiae

Elas são uma das mais populares orquídeas. Quando falamos em cattleya estamos fazendo referência a um gênero desse tipo de planta. A sua principal característica é ser vistosa com flores muito grandes possuindo híbridos. E dentro do gênero Cattleya podemos encontrar diversas espécies, que veremos quais são a seguir.

Esse gênero de orquídea é facilmente encontrado no Brasil em lojas que vendem flores. Para quem gosta de orquídeas, usá-las em meio as mistas é uma “receita” que dá muito certo.

A quantidade de espécies de cattleya é bem grande, imagine que até 2008 eram 50, e esse número aumento porque aquelas que faziam parte de outro gênero foram catalogadas como orquídeas. Estamos falando das laelia e da sophronitis que agora fazem parte das espécies de cattleya também.

Laelia purpurata sanguinea

Sophronitis

A descoberta das espécies do gênero Cattleya
Da sua descoberta aos dias atuais, o gênero de orquídea Cattleya vem sendo muito cultivado e adorado, principalmente por quem ama orquídeas. Aliás, é bem comum que a palavra orquídea esteja associada como imagem a grande parte das pessoas por isso tipo de gênero, uma vez que é um dos mais comuns e comercializados.

Para uso ornamental, as espécies de cattleya vêm sendo muito usadas, principalmente, para se obter o maior número de híbridos. Aliás, vala ressaltar que de todos os gêneros de orquídeas, a cattleya não é páreo para nenhum outro em relação a quantos híbridos vistosos pode dar.

Das características que merecem destaque das espécies de Cattleya é que elas podem ser muito variáveis. Pois é, elas conseguem se “modificar” tanto que dá até para confundir com uma orquídea que pertence a uma outra espécie. Uma verdadeira joia para os amantes das orquídeas, para a orquidofilia e o seu crescimento e enriquecimento.

Para descrever uma orquídea da espécie de cattleya sem errar é preciso estar atento a cada detalhe, se são pintas, manchas, a nuance da cor. Só com uma grande observação e sendo estudioso de orquídea é que em alguns casos é possível acertar a que gênero pertence àquela espécie.

cattleya labiata

A busca por novidades no mundo das Orquídeas
As orquídeas ainda são “testadas” pelos amantes dessas flores tão especiais. Eles costumam cruzar espécies para chegar ao que eles chamam de “perfeição”. Normalmente, as preferidas para a “experiência” são as redondas com as flores bem grandes.

Para se ter-se uma ideia da importância das espécies de cattleya, é possível encontrar diversos livros dedicados 100% a elas.

A importância dessa espécie vai além, já foi inclusive uma “mercadoria” de alto valor. Eram vendidas por preços altíssimos há bem pouco tempo atrás.

Porém, com o passar do tempo, o trabalho dos orquidófilos, seja aqueles profissionais ou até mesmo os curiosos, o experimento de cruzar naturalmente as plantas fez com que os chamados clones perdessem o alto valor de mercado.

Com o passar do tempo, as espécies estão cada vez mais bonitas, mais vistosas e fica até difícil de compará-las com as suas origens, com a sua “família”. Isso tudo graças a esse trabalho de aperfeiçoamento feito pelos orquidófilos.

Para ter-se uma ideia, algumas delas atingiram um grau de perfeição que não se parecem mais com as originais. As “verdadeiras” são pequenas, simples e normalmente, são um pouco tortas.

São poucas as pessoas que atualmente fazem o cultivo das orquídeas da espécie de cattleya sem fazer nenhuma alteração no seu “perfil” original.

Conheça as principais espécies de Cattleya:

Cattleya Aurantiaca

* Aurantiaca: suas flores chegam a 5 cm e por isso é considerada de porte médio. Precisa ter boa iluminação natural e adora calor, as suas flores aparecem no final do inverno.

Cattleya Chocoensis
* Chocoensis: não suporta temperaturas abaixo de 10ºC e também precisa de uma boa iluminação natural. Demora em média um ano para florir.

cattleya Elongata
* Elongata: as suas hastes são longas durante o período da florescência e gosta de sol durante uma parte do dia e na outra prefere ficar na sombra. As suas primeiras flores aparecem somente depois de 2 a 3 anos do cultivo.

Cattleya forbesii

* Forbesii: é uma das mais da espécie para o cultivo. As suas flores aparecem enquanto ela ainda é jovem, logo após o cultivo. Ela prefere umidade ambiental e de meia sombra.

Cattleya Intermedia Coeruela

* Intermedia Coeruela: é uma outra orquídea que é considerada de fácil cultivo. O tamanho máximo dessa orquídea é de 10 cm. O momento de florescência é no inverno.

Intermedia Tipo AD

* Intermedia Tipo AD: outra orquídea que só floresce durante o inverno. A sementeira pode influenciar na tonalidade da cor e também na forma. Por isso é muito comum encontrar essa espécie de cattleya bem diferente uma da outra.

Labiata-tipo-AD

* Labiata Tipo AD: essa orquídea só floresce depois de um ano, mas quando elas chegam são lindas, perfumadas e grandes. Elas preferem umidade ambiental e gostam muito da luminosidade natural.

Lueddemanniana tipo AD

* Lueddemanniana tipo AD: essa espécie gosta de boa umidade ambiental e deve ser plantada na meia sombra. A formação de touceiras é bem rápida se for cultivada corretamente. Pode ser cultivada sem problemas em clima quente.

Cattleya-Máxima-NBS

* Máxima NBS: a florescência acontece somente 1 ano depois do cultivo. O tamanho dessa orquídea é médio, o máximo. A medida máxima é de 12 cm chegando a forma cachos com o máximo 6 flores.

Percivaliana AD

* Percivaliana AD: podemos ver mais flores bonitas e vistosas durante o outono. Somente com o clima quente é que a planta pode dar o seu melhor. A sementeira faz a diferença se a planta terá uma forma ou outra.

Cattleya_schofieldiana

* Schofieldiana: essa é uma das orquídeas da espécie que mais demoram a florir, pode chegar até 3 anos depois do cultivo. E podem chegar a medir 12 cm cada uma das flores. Como é muito comum a mistura desse tipo de orquídea, algumas podem apresentar pintas e outras podem ser lisas. Adora o calor e precisa de umidade ambiental.

Se você gosta de orquídeas agora é só escolher a sua preferida do gênero da cattleya e prestar atenção em alguns detalhes, principalmente, no que diz respeito ao clima e a necessidade de luminosidade.

Se a orquídea precisa ser cultivada em um lugar quente não adianta tentar plantá-la em um lugar frio.  Fique atento as particularidades de cada uma delas.

chuva no mar

jardim sustentável

Jardins sustentáveis compreendem no grupo díspar de hortícolas, em maior ou menor grau, com metas e objetivo associado ao desenvolvimento sustentável e sustentabilidade em programas desenvolvidos para abordar o fato de que os seres humanos estão usando recursos naturais biofísicos mais rápido do que podem ser repostos pela natureza.

Desenvolvimento histórico
Após a implantação da agricultura sustentável no início de 1980 foi tempo do surgimento de horticultura sustentável. Muitos dos princípios ecológicos e ideias defendidas pelos jardins sustentáveis e paisagens são estabelecidos como reação ao uso intensivo de recursos da agricultura industrial.

As práticas foram estabelecidas como movimentos de autossuficiência e agricultura de pequena escala com base em uma abordagem de sistemas holística e princípios ecológicos. O jardim botânico cria diretrizes nacionais voluntárias para construção sustentável da terra, design e práticas de manutenção.

Principais conceitos
Projeto, construção, operação e práticas de manutenção que atendam às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir as próprias necessidades. Ambiciona proteger, restaurar e melhorar a capacidade de paisagens para fornecer serviços ambientais e gerar benefícios que aos seres humanos e outros organismos.

Gestão global de ciclos biofísicos e serviços dos ecossistemas para o benefício dos seres humanos, outros organismos e as futuras gerações se tornaram responsabilidade humana global.

O método de aplicação da sustentabilidade para jardins, paisagens e lugares ainda está em desenvolvimento e varia um pouco de conforme contexto em consideração. No entanto, há série de básicos e comuns subjacentes princípios biológicos, operacionais e práticas na literatura local sustentável.

jardim

Princípios biológicos
Gestão sustentável das paisagens feitas por homem simula os processos naturais que sustentam a biosfera e seus ecossistemas. Primeiro e mais importante é o aproveitamento da energia do sol e a reciclagem de materiais, minimizando assim resíduos e uso de energia. Necessário esquecer as formas prejudiciais na qualidade da terra.

Conter o excesso de escorrimento da água representa princípios considerados indispensáveis. Nos grandes centros metropolitanos os jardins sustentáveis são necessários para reter o H2O que cai das chuvas, cujo excesso provoca fortes enchentes e grandes estrados em diversas regiões ao redor do mundo.

Plantas nativas
O uso de plantas nativas em jardim ou paisagem tanto pode preservar como proteger os ecossistemas naturais, reduzindo a quantidade de cuidado e energia necessária para manter jardim saudável ou paisagem.

As plantas nativas são adaptadas ao clima local e geologia, e muitas vezes exigem menos manutenção do que espécies exóticas. Espécies nativas também apoiam as populações de aves nativas, insetos e outros animais que evoluíram e promoveram saudável comunidade de organismos.

Plantas em jardim ou paisagem mantêm população de origem a partir do qual as plantas podem colonizar novas áreas. Evitar o uso de espécies invasoras ajuda a prevenir estabelecimentos de novas populações. Da mesma forma, a utilização de espécies nativas pode proporcionar fonte valiosa para ajudar as plantas a colonizar novas áreas.

Algumas plantas não nativas podem formar armadilha ecológica em que as espécies nativas são atraídas para ambiente que parece atraente.

jardimsustentável

Princípios operacionais
Aprimoramento dos serviços dos ecossistemas é incentivado em todo o ciclo de vida de qualquer site, fornecendo design claro, construção, (operações) e critérios de gestão. Para ser sustentável ao longo prazo o jardim deve fornecer sistemas regenerativos.

Orientações operacionais devem ligar e completar as orientações existentes para o ambiente construído. Impactos são avaliados e medidos em qualquer escala espaço-temporal ou contexto.

Princípios da jardinagem sustentável
*
Não fazer mal;
* Princípio da precaução;
* Design com natureza e cultura;
* Use hierarquia de tomada de decisão de preservação, conservação e regeneração;
* Fornecer sistemas regenerativos como equidade regional;
* Apoiar processo vivo;
* Use abordagem do pensamento no sistema;
* Atitudes colaborativa e ética;
* Mantenha a integridade na liderança e pesquisa;
* Administração ambiental;
* Regulação do clima local;

Jardim-com-panelas.

* Limpeza do ar e da água;
* Abastecimento de água e regulação;
* Controle de erosão e sedimentos;
* Perigo de mitigação;
* Polinização;
* Funções de habitat;
* Decomposição e tratamento de resíduos;
* Regulação do clima global;
* Benefícios a saúde humana e bem-estar;
* Alimentos e produtos renováveis;
* Benefícios culturais.
* Energia incorporada e água;
* Compostos de palha;
* Ecologia e biodiversidade;
* Fertilizante;
* Resíduos verdes;
* Ecologia e biodiversidade;
* Ausência de produtos químicos;
* Antigos materiais duros na paisagem.

jardim1

Sustentabilidade: Local de medição
Característica importante distingue a abordagem de sustentabilidade em jardins, paisagens e entradas nos ambientes de empresas semelhantes. Quantificação da sustentabilidade estabelece padrões de desempenho.

Porque a sustentabilidade representa conceito amplo e abrangente aos impactos ambientais dos locais que podem ser classificados de diversas maneiras.

O processo pode incluir minimização de impactos ambientais negativos e maximização aos impactos positivos. Como aplicado ao ambiente existe prioridade sobre os fatores sociais e econômicos que podem ser adicionados como parte inevitável e integrante do processo de gestão.

Um jardineiro da casa é provável que use métricas mais simples do que um paisagista profissional ou ecologista.

Qualquer tipo de auditoria ou avaliação comparativa dependerá da seleção e ponderação dos indicadores escolhidos: Profundidade e detalhe de análise necessária, finalidade para a qual os números são necessários e as condições ambientais do local particular.

passaro

ipêrosa

Ipê é a designação comum de diversas árvores do gênero Tabebuia da família Bignoniaceae. Por sua beleza, exuberância das flores, e ampla distribuição geográfica pelo Brasil.

Até o dia 7 de dezembro de 1978, o ipê era considerado a árvore nacional brasileira, mas pela lei nº 6507 deste dia, o pau-brasil que é a árvore nacional. Pela mesma lei a flor do ipê é a flor do símbolo nacional.

Existem Ipês de diversos tipos e cores, do branco ao ‘preto’. São eles:
Ipê Branco (Tabebuia roseo-alba); Ipê Amarelo (Tabebuia chrysotricha); Ipê Amarelo do brejo (Tabebuia Umbellatta); Ipê Amarelo da Casca Lisa (Tabebuia Vellosoi); Ipê Amarelo do Cerrado (Tabebuia Ochracea); Ipê Rosa (Tabebuia pentaphylla); Ipê roxo (Tabebuia heptaphylla); Ipê roxo (Tabebuia heptaphylla); Ipê roxo bola (Tabebuia impetiginosa); Ipê roxo da mata ( Tabebuia avellaned); Ipê púrpura (Tabebuia gemmiflora); Ipê verde (Cybistax antisyphilitica) *; Ipê mirim amarelo / Ipê-de-jardim (Tecoma stans) * e Ipê preto (Zeyheria tuberculosa) *

*Esses três últimos não fazem parte do gênero tabebuia (dos Ipês verdadeiros) e são assim considerados como Falsos Ipês.

Conheça todos os Ipês e suas cores

Tabebuia roseo-alba

Ipê branco (Tabebuia roseo-alba) – árvore com altura entre 7 a 16 m, diâmetro do tronco varia entre 40-50 cm com floradas de curta duração, mas muito ornamental, pode ser usado na arborização das calçadas.

Trata-se de um tipo de ipê muito apreciado por sua beleza e exuberância, ficando totalmente branco durante um período muito curto, pois sua floração não dura mais do que dois dias (em geral, por volta do mês de agosto). Às vezes repete a floração por volta de setembro, porém com menor intensidade.

Seus nomes, tanto científico quanto popular, vêm do tupi-guarani: ipê significa “árvore de casca grossa” e tabebuia é “pau” ou “madeira que flutua”. É uma árvore usada como ornamental, nativa do cerrado e pantanal brasileiros. É conhecida como planta do mel no Brasil e Argentina.

Dotado de copa alongada, com casca suberosa e superficialmente fissurada. Floresce principalmente durante os meses de agosto-outubro com a planta totalmente despida da folhagem. Os frutos costumam amadurecer a partir do mês de outubro.

Tabebuia chrysotricha

Ipê amarelo (Tabebuia chrysotricha) – Ipê amarelo da mata atlântica, árvore com altura de 4 a 10 m, tronco pode chegar a 30-40 cm de diâmetro. É uma espécie com floração precoce e pode ser plantado em calçadas.

Tabebuia umbellatta

Ipê amarelo do brejo (Tabebuia umbellatta) – Espécie de nossa região, adaptada para áreas úmidas e encharcadas, possui altura entre 10 a 15 m, diâmetro do tronco 40-50- cm pode ser plantado em calçadas.

Ipê amarelo da casca lisa (Tabebuia vellosoi) – Espécie com altura entre 15 a 25 m, diâmetro do tronco entre 40 a 70 cm. Árvore de crescimento muito lento, mas atinge grande porte e por isso deve ser plantado em praças, mas longe do calçamento e construções.

Tabebuia ochracea

Ipê amarelo do Cerrado (Tabebuia ochracea) – árvore com altura entre 6 e 14 m, diâmetro do tronco entre 30 a 50 cm. De floração precoce, é uma das mais belas espécies de Ipês. Em nossa região ocorre no cerrado, e pode ser plantado nas calçadas.

Tabebuia pentaphylla

Ipê rosa (Tabebuia pentaphylla) – Árvore exótica originária de El Salvador, na América Central, atingindo altura entre 15 a 20 m, diâmetro do tronco que pode chegar a 50 cm, flores rosas-clara, muito ornamentais, pode ser plantado em praças, porém distante do calçamento e de construções.

É o último dos Ipês a florescer no ano. O Ipê-rosa tem o tronco de cascas ásperas e a madeira, por ser pesada e extremamente resistente, é utilizada para obras externas, como a construção civil e naval. A árvore, com uso ideal em reflorestamentos e recomposição de áreas degradadas, produz anualmente uma grande quantidade de sementes.

A partir do mês de junho até meados de setembro, enfeita com sua florada os centros urbanos do sul da Bahia, do Mato Grosso do Sul e do Sudeste, sendo uma das espécies mais populares usadas no paisagismo brasileiro. A frutificação ocorre de agosto a novembro. O crescimento do ipê-rosa vai de lento a moderado.

Tabebuia heptaphylla

Ipê roxo (Tabebuia heptaphylla) – Árvore com altura de 10 a 20 m, tronco com diâmetro que varia de 40 a 80 cm. Pode ser usada no paisagismo plantada em praças, mas distante de calçadas e construções.

tabebuiaImpetiginosa3

Ipê roxo bola (Tabebuia impetiginosa) – Árvore com altura de 8 a 12 m (mas chega a 30 no interior das florestas), tronco com diâmetro de 60 a 90 cm, muito ornamental, pode ser plantado em praças, mas distante do calçamento e construções.

Trata-se de uma planta decídua durante o inverno. É característica das florestas semi decídua e pluvial. Ocorre tanto no interior da floresta primária densa, como nas formações abertas e secundárias. Suas folhas são compostas, tem sabor amargo e cheiro indistinto. Nas margens apresentam um leve serreado. Já os frutos, anuais, são do tipo cilíndrico e têm numerosas sementes aladas.

Geralmente são atacados por insetos. O ipê-roxo-de-bola pode ser admirado no Piauí, do Ceará até Minas Gerais, em Goiás e em São Paulo. Esta árvore tem o início de sua florescência em maio, e assim permanece até agosto. Assim como no ipê-rosa, sua madeira é pesada e resistente, usada para confeccionar tacos, bolas de boliche e instrumentos musicais.

Tabebuia avellanedae

Ipê roxo da mata (Tabebuia avellanedae) – Árvore com altura de 20 a 35 m e diâmetro do tronco varia de 60 a 80 cm. Pode ser utilizada no paisagismo, plantada em praças, mas longe das calçadas e construções. É uma ótima árvore ornamental para arborização urbana, de crescimento moderado a rápido, que não possui raízes agressivas.

Pode tornar-se inconveniente durante ás quedas das folhas ou flores, provocando sujeira na via pública ou ao alcançar a fiação elétrica ou de telefone, devido a sua altura. Sua floração é maravilhosa e recompensadora e atrai polinizadores, como beija-flores e abelhas.

Seu tronco é elegante e oferece madeira de excelente qualidade, pesada, dura, de cerne acastanhado, própria para a fabricação de arcos de violino e instrumentos musicais, o que lhe rendeu o nome popular de pau-d’arco.

Da casca extraem-se substâncias de uso medicinal, utilizadas no combate ao diversos tipos de câncer e infecções de pele e mucosas. A floração inicia-se no fim do inverno e no início da primavera. A frutificação posterior produz vagens de 25 cm verdes e lisas, que se abrem liberando as sementes aladas.

Tabebuia gemmiflora

Ipê púrpura (Tabebuia gemmiflora) – Também conhecido como Ipê vermelho ou Ipê violeta, possui um roxo bem escuro, com marcas amarelas no interior. Sua floração ocorre em geral sem a presença de folhas ou com poucas delas. Não produz grande quantidade de flores por árvores, mas a floração em geral se repete algumas vezes no período de agosto a outubro.

É uma árvore esguia, de pequeno a médio porte, bastante comum na região do Vale do Jequitinhonha, nordeste de MG, e no sul da Bahia, porém inexistente em outras regiões do país. Foi introduzida no paisagismo por Roberto Burle Marx, mas muito raramente encontrada em viveiros.

Germinação fácil por sementes, desenvolvimento muito lento fora de seu habitat. Resiste bem à seca e queimadas. Árvore rara e muito adequada para o paisagismo e jardinagem.

Tecoma stans

Falsos Ipês
Ipê mirim / Ipê-de-jardim / Falso ipê / Ipêzinho (Tecoma stans)
– Arvoreta ideal para calçadas. Apresenta florada amarela e duradoura. É uma espécie exótica, considerada invasora, de porte arbustivo, de floração vistosa e precoce, sementes de fácil germinação.

O Ipê-de-jardim é uma arvoreta bastante ramificada, que pode alcançar 4 a 6 m de altura. Ele apresenta folhas compostas por folíolos ovais-lanceolados, sub-sésseis e de bordas serrilhadas.

As inflorescências são terminais ou axilares, com muitas flores tubulares, amarelas, muito parecidas com as do Ipê-amarelo (Tabebuia spp). A floração é maior nos meses mais quentes, mas pode perdurar durante o outono. Os frutos são cápsulas glabras deiscentes, compridas e contém muitas sementes aladas.

No paisagismo é apropriada isolada ou em grupos, formando renques. No entanto sua utilização é controversa, pois apesar de ser muito ornamental é considerada uma perigosa planta invasora, capaz de inutilizar pastagens e prejudicar a regeneração de áreas degradadas. Isto se deve à sua grande capacidade de produzir sementes viáveis e ao seu rápido crescimento.

O Ipê-de-jardim é uma planta muito rústica, e deve ser cultivada à pleno sol, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas nos períodos mais secos. Tolerante às geadas. Multiplica-se por sementes e por estaquia.

Cybistax antisyphilitica

Ipê verde (Cybistax antisyphilitica) – Árvore de médio porte, 6 a 18 m de altura, em geral com tronco tortuoso e de casca grossa, características de árvore do Cerrado. Ocorrendo na região de Mata Atlântica, pode ter o tronco ereto.

Não é um Ipê verdadeiro, mas como se assemelha bastante inclusive com suas sementes que são aladas e produzidas em vagens, não pertencendo ao gênero Tabebuia. Folhas digitadas com cinco folíolos. As flores são verdes, difíceis de distinguir entre as folhas.

Vagem bipartida de 25 cm, preta quando madura, casca grossa com ranhuras, que se abre liberando sementes aladas em forma de coração, com asa transparente. Germinação fácil, desenvolvimento lento. Utilizada em paisagismo urbano e possui propriedades medicinais. Sua época de floração e frutificação é em Setembro com coleta de sementes em Julho.

Zeyheria tuberculosa

Ipê preto, Ipê tabaco ou Ipê felpudo (Zeyheria tuberculosa) É encontrado com bastante frequência na região do Vale do Rio Doce, especialmente em áreas semi degradadas e regiões mais abertas. Ocorre também na região do Cerrado. Pouco utilizada em paisagismo urbano.

Árvore de médio a grande porte, 15 a 25 m de altura, com tronco muito fissurado, casca grossa. Folhas digitadas com cinco folíolos de 25 cm, pubescentes. As flores são muito pequenas, em cacho, de cor marrom escura tendendo para preto, daí o nome Ipê preto. Forma um belo espetáculo o contraste entre as folhas verde claro e as flores escuras.

Vagem bipartida, como uma espécie de bolsa, com pelagem dura do lado externo, separa-se em duas metades, que antigamente eram usadas como cuia (recipiente para se beber líquidos). Quando se abre libera sementes aladas de 5 cm. Germinação fácil, desenvolvimento lento.

Utilizada para recomposição de áreas degradadas. Uso do fruto como decoração. Potencial para paisagismo urbano. Floresce em fevereiro. Coleta de sementes em setembro a outubro.

passarinho_1

Vanda-Coerulea

A orquídea pertence a uma família de plantas subdividida em mais de 1.800 gêneros e cada gênero possui de uma a centenas de espécies. O número total de espécies oscila em torno de 35.000, espalhadas pelos quatro cantos mundo.

O gênero vanda é considerado um dos cinco mais importantes gêneros comerciais de orquídeas no mundo. Elas são em sua maioria epífitas, isto é, vegetam sobre o tronco das árvores, mas às vezes são litófitas ou terrestres.

Seu hábito de crescimento é monopodial, e as características das folhas variam muito de acordo com o habitat, podendo ser largas e achatadas, de forma ovóide, cilíndricas, ou suculentas.

Produzem poucas ou muitas flores, achatadas, que surgem de uma inflorescência lateral. As cores das flores podem ser muito diversas, desde amarelo, marrom, vermelho, azul, vinho, rosa com marcações ou pintas.

O labelo apresenta um peculiar dente em sua borda superior. As florações ocorrem mais de uma vez por ano e as flores são muito duráveis. Largamente utilizada em hibridizações, as mais importantes espécies comerciais são a V. coerulea, V. sanderiana e V. dearei, que conferem às suas filhas respectivamente flores azuis, vinho e amarelas.

vanda amarela

Como deve ser cultivada a Vanda?
O plantio de uma vanda é uma etapa muito importante do cultivo da planta, elas adaptam-se em diversos ambientes.

Devem ser cultivadas sempre à meia-sombra em substrato próprio para epífitas, como fibra e casa de coco, cascas de árvores, carvão vegetal, entre outros, preferencialmente em orquidários telados ou estufas. Quanto mais fresco e sombreado o local, mais tempo durarão as flores.

Uma vanda florida pode permanecer até 45 dias com flor. Aprecia a umidade e regas regulares, realizadas sempre que o substrato secar superficialmente. Também podem ser penduradas embaixo de árvores que permitam boa luminosidade, próximo a janelas de apartamentos ou casas e em vários outros ambientes claros.

Multiplica-se por divisão da planta, preservando a estrutura completa das mudas, com folhas e raízes.

Orquídeas monopodias (que crescem na vertical), como vandas, devem ser plantadas no centro do vaso ou serem colocados em cesto sem nenhum substrato. Nesse caso exigem um cuidado especial todos os dias. Deve-se molhar não só as raízes mas também as folhas com água adubada bem líquida.

Vanda-Sanderana-Alba

Por exemplo, se a bula de um adubo líquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em um litro de água ao invés de um litro, dilua em 20 litros ou mais e borrife cada duas ou três horas, principalmente em dias quentes e secos.

Você pode perder a paciência, mas não a planta. Como exigem alta umidade relativa, pode-se, por exemplo, usar um recipiente bem largo, como uma tina furada, encher de pedra britada e colocar a planta com o vaso sobre as mesmas, de modo que as pedras molhadas pela rega assegurem a umidade necessária.

Como flor, as vandas podem ser levadas para decorar outros ambientes e até colocadas em vasos fechados enrolando suas raízes, para isso umedeça as raízes anteriormente. Cada vez mais estão sendo usadas em paisagismo, fixadas em árvores ou colocadas próximas ao chão com um suporte tipo tutor.

Mas lembre-se, para que sua vanda floresça novamente ela não poderá permanecer em locais muito sombreados após a queda das flores

cesta para vanda

Tipos de vasos
O vaso para as Vandas serve apenas como um suporte de fixação, algumas delas cultivamos até mesmo sem vaso, as raízes nunca devem ficar enterradas em qualquer que seja o substrato, a não ser plantas muito jovens, que podem ser cultivadas em vasos com brita, musgo, pedaços de madeira, etc.

As vandas são orquídeas monopodiais (crescem na vertical) e epífitas (entrelaçam suas raízes em outras plantas para sua fixação), desta forma, as raízes aéreas devem ficar soltas. A melhor forma é suspendê-las em cestas plásticas ou de madeira, usando um arame.

cesta para vanda

O material muito utilizado em orquidários são as cestas plásticas devido à menor incidência de fungos, pois secam rapidamente.

Adubação
Ao cultivar vandas e afins faça uma boa programação de adubação 20-20-20, alternando com um adubo de floração 10-30-20. Uma boa dica é a pulverização de glucose, que pode ser substituída pelo açúcar.

Água e umidade
A umidade relativa do ar (quantidade de vapor d’água existente na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas se desidratarão rapidamente.
Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente.

Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidade relativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento.
Nunca molhe as plantas quando as folhas estiverem quentes pela incidência da luz solar, pois o choque térmico pode causar pequenas lesões que servem de porta de entrada para doenças.

Molhe pela manhã ou no fim da tarde, quando o sol estiver no horizonte. Se precisar molhar durante o dia, espere uma nuvem cobrir o sol por cerca de 10 minutos para que as folhas esfriem. Somente, então, borrife as folhas pois umedecê-las é extremamente benéfico.

vandas_22

Doenças e pragas
Plantas bem cultivadas, isto é, com bom arejamento, boa iluminação, num local de alta umidade relativa e bem alimentadas, dificilmente estão sujeitas a pragas e doenças.

Falta de arejamento e de iluminação podem ocasionar o aparecimento de pulgões e cochonilhas (parece pó branco) que podem ser eliminados por catação manual ou uso de uma escova de dentes ou flanela molhada com caldo de fumo, se forem poucas plantas.

Ferva 100g de fumo de rolo picado em um litro e meio de água, acrescente uma colher de chá de sabão de coco em pó e borrife as plantas infectadas. É importante ferver o fumo, pois pode ser portador do vírus do tabaco.

Planta encharcada pelo excesso de água ou submetida a chuvas prolongadas pode ser atacada por fungos e/ou bactérias, causando manchas nas folhas e/ou apodrecimento de brotos novos.

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