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morangos

Embora os morangos cresçam melhor quando cultivado em regiões úmidas e frias – é certo que existe uma variedade que vai crescer e produzir bastante, na região onde você mora.

A sua plantação de morangos será um resultado direto dos cuidados que você lhe der.
- Você deve ter em mente que os principais inimigos dos morangos são vermes e plantas daninhas. É melhor plantar seus canteiros de morango numa área que já foi cultivada. As áreas onde plantações anteriores já cresceram (como a batata) são um bom lugar para plantar um canteiro de morangos. Plantando em uma área que já foi utilizada, você tem uma grande garantia de que não está cheia de ervas daninhas e vermes.

- Se você não tiver esse espaço, é importante assegurar-se de que o terreno onde estará plantando os seus morangos está muito bem preparado. Seus morangos crescerão neste canteiro por pelo menos dois anos. Pelo fato de os morangos terem um sistema de raízes raso, toda a sua umidade e nutrientes virão dos poucos centímetros mais superiores do solo. Seu solo deve ser rico em húmus – composto, turfa e estrume. Esses materiais irão ajudar a segurar umidade do solo. O solo deve ser ligeiramente ácido e apresentar um pH entre 5,5 a 6,0. Lavre a uma profundidade de 30 cm, deixando a terra bem esfarelada e solta.

- A primavera é geralmente a melhor época para plantar morangos. Quantas plantas você vai cultivar dependerá de quantos morangos você quer colher. Um plantador de morangos principiante normalmente plantará entre 25-75 pés em seu canteiro.

- A forma mais fácil de plantar morangos é em fileiras. Usando esse método, você vai plantar os pés em fileiras, a uma distância de cerca de 45 cm uns dos outros. Cada fileira adicional que você acrescentar deve estar a cerca de 8 cm de distância da fileira anterior. Este método de plantio permite que os pés de morango se espalhem pelo canteiro. Eles irão, em seguida, produzir novas plantas. Monitore a distância entre os morangos, à medida que vão surgindo; retire do solo cuidadosamente as unidades que estiverem próximas demais das outras, e replante-as um pouco mais afastadas. Quando um canteiro estiver muito tomado pela proliferação dos morangos, faça um novo canteiro e transfira para lá as plantas que ficaram em excesso nos canteiros anteriores.A quantidade de pés em seus canteiros tenderá a se manter equilibrada, porque novos pés surgem mas os que já existiam vão envelhecendo e deixando de produzir. Se a quantidade de plantas ficar realmente demais, e você não tiver mais onde fazer novos canteiros, providencie caixas de madeira, faça mini-canteiros com pés de morangos, e dê de presente a parentes, amigos, vizinhos, escolas, etc.

Para plantar, faça um buraco de cerca de dezoito centímetros de largura. Faça-o com profundidade suficiente para as raízes de seus pés de morango. Coloque a planta no buraco com a coroa ligeiramente acima do nível do solo. Preencha o buraco com terra, firme o solo em volta da planta.
- No primeiro período de cultivo, remova a floração. Não deixe nenhuma fruta crescer nesta época. Você só vai colher as primeiras frutas na segunda temporada de floração de seus pés de morango.
- Cubra seus canteiros de morangos com palha durante os meses de Inverno. Isto protegerá os morangos do frio e dará uma boa cobertura orgânica (em decomposição) na primavera seguinte.
- De manhã cedo é a melhor hora para colher os seus morangos maduros. Os morangos devem ser colhidos assim que amadurecem. Isso pode significar que você vai colher morangos todos os dias durante o período de colheita. Os morangos devem ser colocados em um local frio o mais rapidamente possível, para mantê-los frescos. Só lave as frutas quando for consumir ou congelar, não antes disto. A água faz os morangos estragarem mais rapidamente.

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laelia alaori

A orquídea na natureza se desenvolve em equilíbrio com o meio em que vive. Os pseudobulbos crescem, as raízes se espalham pelos galhos da árvore e enfrentam condições adversas sem serem danificadas com severidade. Quando cultivamos orquídeas em casa, o espaço físico limitado pelo vaso, um descuido com ou outros fatores externos levam as orquídeas a um stress, atrapalhando o seu desenvolvimento.

Quando replantar as orquídeas
Quando o substrato tiver mais de 3 anos, ou quando estiver deteriorado.
Quando houver excesso de raízes dentro do vaso, o que pode causar dificuldades na aeração das mesmas. Quando houver pseudobulbos e raízes fora do vaso, fazendo com que a planta fique sujeita a acidentes (quedas), a insetos nocivos que atacam as raízes, brotos ou folhas (lesmas, formigas etc.).

Cuidados para o replante
-
Evitar época de frio (geralmente a planta reage melhor em épocas mais quentes).
- Replante apenas após a época de floração.
- Não reutilizar o substrato velho para plantio de orquídeas.
- Separe e desinfete tudo que vai ser utilizado: ferramentas, vasos, xaxim etc.
- Para tirar a orquídea do vaso, sem muitos traumas; deixe-a de molho em um balde com água limpa por alguns minutos e depois puxe a planta gentilmente pelos pseudobulbos. Muito cuidado para não quebrar as raízes novas.
- Retire o substrato velho e corte as bainhas e pseudobulbos secos e as raízes mortas.
- Lave a planta em água corrente e sabão de coco neutro, usando uma escova de dentes macia; esfregue delicadamente as folhas, rizomas e raízes.
- Após higienizar a planta, prepare o vaso para plantio.

Para separar a mudas
Você pode dividir um vaso de orquídeas e fazer várias mudas, desde que cada muda tenha no mínimo 4 pseudobulbos. Mudas com menos pseudobulbos podem “vingar” mas estarão mais sujeitas à morte.
Obs.: Utilize ferramentas esterilizadas e pincele as partes dos pseudobulbos cortados e a área do rizoma com fungicida ou canela em pó. Isso evita fungos e cicatriza o corte.
Escolha um vaso de tamanho proporcional ao tamanho da muda (lembre-se que vasos muito grandes acumulam água por mais tempo e podem apodrecer as raízes). Preencha o fundo do vaso com material de drenagem (pedras ou cacos de vaso).

Plantio
- Coloque o substrato no vaso e acomode a muda em um canto do vaso, deixando o broto voltado para o centro.
- Complete o espaço com substrato, sem cobrir o rizoma da orquídea.
- Aperte o substrato até sentir que a planta está firme. Se precisar, amarre um tutor (vareta de bambu ou arame) para firmar a planta.
- Coloque a etiqueta de identificação com nome da orquídea e a data do replante.
- Não regue por 5 a 7 dias. Só pulverize, se estiver muito quente, pela manhã ou ao entardecer.
- Deixe a planta em local arejado e sombreado.
- As raízes levarão de 3 a 6 meses para se fixarem no novo vaso.

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nó-de-pinho1

O nó-de-pinho, ou simplesmente nó, é proveniente do pinheiro-do-paraná ou pinheiro-do-brasil (araucária angustifolia) uma planta da família das araucariáceas de grande porte, sendo exclusiva de hemisfério Sul. Esta espécie de conífera é frequente mente encontrada no sul do Brasil, em regiões de altitude elevada e locais onde o clima favoreça o seu crescimento, sendo portanto, a principal referência da formação florestal “Floresta Ombrófila Mista”.

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Encontrado nos pinheiros já mortos há algum tempo, o nó-de-pinho aparece em grande quantidade ao longo do caule já decomposto. Este nó tem em média 30 cm de comprimento, podendo variar conforme o tamanho do pinheiro. Possuí uma forma ligeiramente cônica, muitas vezes contendo pequenos sulcos paralelos a sua extensão, proporcionando uma superfície pouco lisa. É de notável resistência, podendo permanecer intacto durante vários anos.

A prática do cultivo de orquídeas em nó-de-pinho é, antes de mais nada, um método alternativo, que tem como objetivo aumentar a diversidade de substratos que atualmente prestam-se à orquidofilia. Esta prática apresenta uma série de benefícios às orquídeas e por consequência à natureza, que deixará de fornecer “alguns”exemplares de xaxim (Dicksonia sellowiana) que há muitos anos vêm sendo usados no cultivo de várias espécies de orquídeas. Este cultivo assemelha-se muito com outros métodos já conhecidos, como em cascas de árvore, estacas de xaxim, pedaços de madeira, etc.

Entretanto, há algumas particularidades no cultivo em nó-de-pinho que mostram certas vantagens sobre as demais práticas. A maior parte das orquídeas epífitas procuram adaptar-se em substratos que tendem a posição vertical, ou seja, necessitam de algumas condições físicas que se identifiquem com as suas características de crescimento. Portanto, as orquídeas buscam uma melhor adaptação com os fatores físicos do seu substrato, dependendo das caraterísticas angulares do mesmo.

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A forma aproximadamente cônica do nó-de-pinho auxiliará na fixação da orquídea e fornecerá um maior ângulo em sua evolução vegetativa, proporcionado uma maior ornamentação no conjunto floral e o substrato. Além da possibilidade de um melhor ângulo, o nó-de-pinho possuí grande durabilidade, podendo ser usado durante vários replantios sem perder suas características físicas.

Um método de adubação muito prático para nutrição das plantas fixadas em nó-de-pinho é o de gotejamento, no qual é feita através da confecção de “saquinhos” (pequeno envolto) com a própria tela de sombreamento que usamos em nossos orquidários, servindo como sustentação para um adubo sólido. Este último, deverá ter um padrão granulométrico proporcional ao diâmetro dos furos da tela, pois assim evitará desperdícios. O adubo geralmente é composto por: torta de mamona, casca do ovos, fragmentos de a que a planta só buscará o necessário para se nutrir. O conteúdo do envolto deve ser trocado periodicamente, conforme a situação proposta.

O controle da umidade é essencial para o desenvolvimento das plantas, em especial aquelas que estão fora de suas condições climáticas; portanto, devemos buscar uma maior similaridade no que diz respeito ao habitat da orquídea cultivada.
O nó-de-pinho oferece uma melhor regulagem da umidade e no arejamento das raízes para o cultivo destas plantas, porém é preciso maior atenção no cultivo das mesmas, e um controle na periodicidade das regas. Verificou-se também, uma notável redução no surgimento de insetos nocivos às orquídeas, devido à higiene proporcionada pelo nó-de-pinho. Em algumas exposições adota-se o uso do vaso como pré-requisito para o julgamento da planta; nestas condições, o uso de um vaso como base para o nó-de-pinho seria uma solução viável, porém se tornaria dispendioso cultivar a orquídea em ambos.

A fixação da orquídea é feita na base do substrato, onde encontramos maior circunferência, de preferência amarrada com algum material biodegradável que não prejudique muito a planta.Sobre o enraizamento das orquídeas fixadas em nó-de-pinho é válido lembrar que seria muito útil o uso de um hormônio para auxiliar no primeiro estágio de enraizamento da orquídea. Há alguns exemplares de nó-de-pinho que possuem um peso elevado (aproximadamente 3 kg), por serem maiores do que o normal deve-se ter mais atenção ao firmá-los no orquidário.Por mais dedicado e minucioso que seja o cultivo das orquídeas, muitas vezes não chegamos ao ideal, por um pequeno motivo ou outro que impossibilitam a harmonia em seu crescimento. Para que isto se resolva, ou que se aproxime disto, devemos nos dedicar um pouco mais à cultura destas plantas, buscando novas maneiras para o seu cultivo e procurando representar uma maior realidade do seu habitat de origem.

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A família das orquídeas é formada por mais de 30 mil espécies naturais, além de outras 60 mil híbridas produzidas pelo ser humano.
A beleza, a variedade de cores e a interessante relação que elas estabelecem com fungos e outras plantas hospedeiras são as principais características que fazem das orquídeas algumas das plantas mais cobiçadas pelos floricultores.
Abaixo uma maneira bem simples de cultivar orquídeas na sacada ou na varanda utilizando troncos como base.

Passos:
1 – Consiga pedaços de tronco seco, cortiça natural (que carpintarias costumam jogar fora) ou madeiras lavadas. As madeiras lavadas são as que estavam em algum rio e acabaram arrastadas para as margens;

2 – Lave o material com bastante água e escove-o para desinfetar;

3 – Coloque um gancho ou corda, se preferir algo mais rústico, na parte de trás do tronco. Prenda com parafusos de modo que fique suficientemente forte para suportar o peso do tronco e da planta quando for pendurado na parede;

4 – Coloque sobre o tronco uma camada de musgo, fibra de coco ou de folha de palmeira, bem no lugar onde a planta ficará. Sua função será reter a umidade e fornecer o alimento necessário para a orquídea se desenvolver;

5 – Acomode a planta sobre essa base e amarre com fio de náilon. A orquídea deve ficar bem presa. Mas cuidado para não machucar os brotos, caules ou rizomas (tipo de raiz);

6 – Antes de pendurar o tronco na parede, mergulhe a peça em um recipiente com água durante quatro ou cinco minutos;

7 – Em vez de regar, borrife a orquídea com água apenas duas vezes por semana, até notar que as raízes cresceram. Quando a planta “pegar”, só molhe quando sentir que a base está seca.
Se não tiver sacada, mantenha as suas orquídeas em um lugar ventilado.

Entre as espécies recomendadas para iniciar o cultivo de orquídeas estão Miltonias, Odontoglossum, Cattleya, Epidendrun, Oncidium, Phalaenopsis, Vand, Cymbidiums e Paphilopedilum.

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prímula

O porte diminuto, as cores vivas, a relativa facilidade no cultivo e cuidado e a floração invernal fazem com que a prímula (Primula obconica) seja uma opção para quem gosta de harmonizar o ambiente com um certo ar romântico inclusive na estação mais fria do ano. Os espaços pequenos podem ser preenchidos com vasos também pequenos, porém muito coloridos; basta saber que flor é a mais condizente com a personalidade do morador.

Não confundir esta flor ornamental com a também chamada prímula originária da América do Norte. Esta espécie é a Oenothera biennis e é utilizada na fitoterapia para aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual.

A prímula é nativa da, mais especificamente da China,  é uma herbácea perene com floração anual. Ela não possui caule e ramifica-se através de pecíolos, não atingindo mais do que 30 centímetros. As folhas arredondadas, quase formando um pequeno coração gráfico (cordiformes), são verde-escuras e com bordas dentadas. Seus tricomas (os “pelos” da folha) têm como principal função manter a umidade da planta, mas também produzem uma substância tóxica que pode causar severas reações alérgicas a pessoas sensíveis. Por isso não recomenda-se o plantio de prímulas perto de crianças e animais domésticos.

As flores da prímula são agradavelmente coloridas, possuindo variedades de salmão, rosa, vermelho, roxo, laranja e branco. Elas nascem em hastes que se sobrepõem à folhagem, em inflorescências com cerca de seis a oito flores, dando um ar de buquê pré-arranjado à composição. São perfeitas isoladas ou em conjunto com outras plantas onde o verde predomina. Vasos, floreiras e renques podem se beneficiar do alegre colorido das prímulas.

A prímula floresce geralmente no final do Inverno. Por conta desta característica, ela prefere locais à meia-sombra ou sob luz solar indireta. Perfeita para ambientes internos, desde que sem ar condicionado. Não é tolerante a estiagens, tampouco a excesso de água ou geadas. O solo deve ser mantido sempre umedecido e precisa ter boa quantidade de matéria orgânica – o bom e velho esterco é a melhor pedida – e ser adubado com frequência. Uma boa dica é usar fertilizante líquido nas regas durante as floradas para incrementar seu vigor. Retire as folhas e flores debilitadas para que a prímula cresça sempre linda e viçosa.

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Este arbusto vindo da Ásia, América do Norte e partes meridionais da Europa é amplamente utilizada tanto pela beleza ornamental quanto por seus dotes medicinais, principalmente na China e no Japão.

Arbusto de grande porte, a magnólia pode alcançar naturalmente até 25 m de altura com copas frondosas e fechadas. As folhas são ovaladas, verde-escuras e brilhantes com nervuras aparentes, provendo sombra compacta. A magnólia é uma espécie caducifólia ou semidecídua; pode perder todas as folhas durante o inverno, mas mesmo sem elas o tronco mantém o ar vistoso e elegante da planta por conta de seu tom cinzento e suas curvas sinuosas. E há também as flores.

Magnolia liliflora
Donas de um odor característico e agradável, a flor da magnólia é um espetáculo à parte. Na espécie Magnolia liliflora, as flores têm pétalas em forma de tulipa, densas e com formato entre o ovalado e o lanceloado, com cores que oscilam entre o lilás e o branco.

Magnólia Branca  ( Magnolia grandiflora )

Já a Magnolia grandiflora tem flores brancas com pétalas abundantes e bem abertas, com tom branco e creme em sua maioria, mas podem ser encontradas flores em tons púrpura. Em comum entre as duas espécies, a época de floração: entre a Primavera e o Verão, predominantemente, e durante o Inverno, quando o caule fica despido de suas folhas.

O solo ideal para o plantio da magnólia é fértil, enriquecido com matéria orgânica, permeável e tendendo à alcalinidade – solos arenoargilosos são os mais indicados. Por ser um arbusto vigoroso, o espaçamento entre eles deve ser grande, para que o crescimento da copa e das raízes seja pleno.

Recomenda-se que a magnólia seja plantada em conjunto com outros arbustos não-decíduos, como parte de um projeto paisagístico onde o verde seja predominante, pois no Inverno seus galhos solitários não surtirão o efeito ornamental desejado. Deve ser plantado sob sol pleno. Tolera os invernos amenos do Sul e do Sudeste, onde as floradas costumam ser abundantes. Devem ser feitas podas de limpeza em plantas adultas; podas de contenção e de formação podem ser feitas em galhos fracos, mas com cuidado.

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croton

O cróton ((Codiaeum variegatum)) é uma planta nativa da Índia, Sri Lanka, Malásia e Indonésia. É um arbusto muito usado em projetos paisagísticos que remetem à alegria e ao tempero tropical do jardim.

O caule do cróton é semi-lenhoso, resistente a podas e suas folhas adquirem tons vermelhos, amarelos, roxos, rosas, brancos, verdes e laranjas, dependendo da variedade escolhida. O formato das folhas também muda de uma espécie de cróton para outro, sendo as mais comuns as ovaladas e lanceoladas. Quem determina qual arbusto é o mais indicado é o gosto do freguês, mas todas as variedades de cróton são extremamente vistosas e de valor paisagístico muito elevado.

O cróton pertence a uma família botânica que emana uma seiva tóxica, por isso atenção ao manuseá-la. Esta seiva, em contato com a pele, pode provocar irritações. Muito cuidado com as mucosas; sempre manuseie a planta com luvas adequadas, principalmente quando for podá-la.

O cróton é um curinga paisagístico: pode ser plantado isoladamente, como um dos destaques do jardim; é perfeito como cerca-viva assimétrica em ambientes que prezam um ar natural; junto com outros arbustos verdes ou flores, formam um contraste harmonioso se escolhidas as plantas certas. Por ser eminentemente tropical, desenvolve-se melhor sob sol pleno ou sombra parcial. Não é tolerante a geadas, por isso se for cultivado em vasos, em um projeto paisagístico interior, cuidado com a luminosidade e não o coloque em ambientes com ar condicionado.

O solo onde o cróton será plantado deve ser levemente fértil com reforço de adubação anual e as regas devem ser periódicas, sem encharcamento, pois este arbusto é resistente. E cuidado com as flores: apesar delas não terem valor ornamental, são importantes para a polinização e perpetuação, pois as inflorescências são femininas e masculinas, mas o cróton pode multiplicar-se por estaquia.

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sálvia

O gênero da sálvia possui diversas espécies de plantas floríferas perenes nativas do continente americano, a mais comum delas no Brasil é a Salvia splendens, também conhecida como alegria dos jardins por alguns.

Uma das espécies, a Salvia divinorum, é muito conhecida como planta medicinal no México por seu chá causar efeitos psicoativos e não gerar dependência, porém seu efeito não é tão recreativo como de outras drogas, o que fez com que ela não se popularizasse. Apenas esta espécie dentre as sálvias apresenta tal efeito.

As sálvias comumente encontradas se caracterizam por serem um arbusto de pequeno porte, podendo apresentar flores de diferentes cores dependendo da espécie, entre elas branco, lilás e vermelho. Costuma-se cultivar esta planta em jardineiras ou jardins externos no intuito que suas flores atraiam beija-flores.

Como cultivar
Esta é uma planta muito sensível a falta de luz ou água, geralmente ela fica bem murcha quando por algum motivo esquecemos de regá-la por vários dias, porém seu metabolismo rápido também tem uma vantagem, ela recupera-se facilmente uma vez que as regas sejam restabelecidas.

Devido a esta característica, escolha um local para plantá-la onde receba bastante luz solar, prepare o solo de forma a deixá-lo rico em nutrientes, através da mistura de adubo orgânico, e irrigue a planta regularmente. Antes de cada floração adicione um pouco mais de fertilizante no solo, tanto orgânico quanto NPK rico em fósforo, após o murchamento das flores, realize uma poda de limpeza na planta.

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Arruda - Ruta graveolens

Nome Científico: Ruta graveolens
Nome Popular: Arruda, Arruda-doméstica, Arruda-dos-jardins, Ruta-de-cheiro-forte, Ruda, Arruda-fedorenta
Família: Rutaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Europa
Ciclo de Vida: Perene

A arruda é uma planta subarbustiva muito popular por suas propriedades aromáticas e medicinais. Suas folhas são longas, glaucas e compostas, com folíolos oblongos a elípticos de cor verde-acinzentada a azulada. Os ramos são ramificados e herbáceos e com o passar do tempo se tornam lenhosos na base. Quando amassada a planta libera um aroma pungente, considerado desagradável por muitos. As inflorescências surgem no verão e apresentam pequenas e numerosas flores amarelas. O fruto é do tipo cápsula.

Esta planta é realmente muito versátil, visto que além de ser plantada em hortas, devido às suas propriedades fitoterápicas e condimentares, ela também é ornamental e cria excelentes contrastes com flores, forrações e folhagens devido à sua folhagem delicada, de cor azulada. Há inclusive variedades melhoradas para a função ornamental, como “Blue Beauty”, “Jackman’s Blue” ou “Variegata”, esta última também muito utilizada em arranjos florais. Sob podas de formação, a arruda adquire uma bela forma compacta e arredondada, podendo ser utilizada em bordaduras e maciços. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras.

À arruda também são atribuídos poderes mágicos e religiosos. Ela é historicamente considerada por muitos povos como uma erva de proteção. Desde à antigüidade seus ramos e essências são utilizados para purificar ambientes e proteger as pessoas de espíritos malignos, doenças, mau-olhado, feitiçarias e até mesmo da tentação. Ainda diz-se que dá clareza aos pensamentos e atrai o amor e o sucesso. Não obstante todos estes místicos poderes, a arruda ainda repele insetos, ratos, cães e gatos.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos leves, neutros a levemente alcalinos, bem drenáveis, irrigados periodicamente. Depois de bem estabelecida ela é capaz de tolerar períodos de estiagem. Não tolera encharcamentos. A arruda não é uma planta exigente, crescendo bem mesmo em solos muito pobres.

Aprecia o calor, mas pode ser cultivada em locais de clima temperado ou subtropical se protegida no inverno. Multiplica-se facilmente por estaquia e por sementes, que germinam em boas condições de luminosidade. Cuidado: planta tóxica, não deve ser ingerida e deve ser manipulada com luvas para evitar irritações na pele.

Medicinal
Indicações:
Varizes, dores, inflamações, asma, bronquite, insônia, reumatismo, flatulência, flebite, afecções do fígado, afecções da pele, afecções intestinais, parasitismo interno e externo (sarna, piolhos e vermes), compulsão sexual.

Propriedades: Abortiva, adstringente, analgésica, antiasmática, anti-helmíntica, anafrodisíaca, anti-hemorrágica, antiinflamatória, antinevrálgica, anti-reumática, calmante, carminativa, diaforética, emenagoga, estimulante, febrífuga, repelente, sudorífica e tranquilizante.

Partes usadas: Folhas e flores.

Cuidado: Planta tóxica, pode causar aborto, fotossensibilização à luz, dor aguda intestinal, entre outros sintomas. Usar sempre sob orientação médica.

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Inhame

Plante na sua horta um tubérculo rico em vitaminas do complexo B e sais minerais como cálcio, fósforo e ferro: o inhame (Dioscorea alata).
Siga os passos abaixo para aproveitar as propriedades terapêuticas, místicas e alimentícias desta hortaliça.

Vamos ao passo a passo:
- Escolha um lugar com boa iluminação na horta para cultivar o inhame;

- Prepare o substrato para semear. O inhame exige um solo fértil, profundo e solto para garantir uma boa drenagem;

- Semeie os tubérculos a 25 cm de distância entre si e a 10 cm de profundidade. As sementes de melhor qualidade pesam entre 100 e 150 gramas;

- Regue diariamente, mas sem deixar encharcar, para não apodrecer;

- Um mês depois que as plantas tiverem brotado, coloque um suporte para evitar que os caules e as folhas toquem o solo;

- Depois de dez meses da semeadura, as folhas do inhame começarão a murchar. Este é o momento indicado para colher os tubérculos;

- Desenterre os tubérculos cuidadosamente e nunca os deixe expostos ao sol;

- Os tubérculos que você quiser plantar novamente devem ser guardados em gavetas de madeira com boa ventilação;

- Armazene os tubérculos colhidos em um lugar sem umidade.

Os tubérculos devem, de preferência, ser consumidos frescos.

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