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Rosas trepadeiras

Uma das flores mais populares no mundo todo são cultivadas desde a antiguidade. A primeira rosa brotou nos jardins do continente asiático há 5000 anos.

Ela faz parte da família Rosaceae e apresenta mais de 100 espécies e inúmeras variedades: cultivares, híbridos, trepadeiras ou arbustos.

Por meio de cruzamentos feitos ao longo dos séculos, esses tipos de flores passaram por modificações e adquiriram as características mais conhecidas hoje: cores variadas, forte aroma e muitas pétalas.

São uma das flores mais escolhidas para dar de presentes como buquês ou em cestas. Elas são facilmente encontradas em floriculturas.

O plantio de rosas exige vários cuidados, mas o resultado é sempre recompensador. Ao plantar, escolha um local bem arejado e ensolarado, pois a roseira necessita de sol constante – seis a sete horas por dia. Indica-se uma localidade bem arejada a fim de evitar o aparecimento de fungos nas flores e folhas, inclusive em lugares mais chuvosos.

No quesito solo, recomenda-se uma terra argilosa com bom escoamento. A terra deve ser rica em húmus, e o pH ideal é entre 6,5 e 7 – neutro. Em casas comerciais especializas, encontram-se facilmente kits que medem o pH do solo.

Caso seja preciso corrigir o pH da terra, uma boa sugestão é adicionar 150 g de calcário dolomítico por meio metro quadrado de canteiro – isso aumenta em 1 ponto o índice de pH. Mas se for preciso diminuir o índice de pH, a sugestão é adicionar 150g de sulfato de ferro por metro quadrado.

Hora de aprontar o canteiro:
Sete dias antes de plantar as mudas, cave o solo até aproximadamente 40 cm de profundidade. Para cada mde canteiro, acrescente uma mistura de 15 kg de esterco curtido de gado e 200 g de farinhas de ossos. O espaçamento entre as mudas dependerá da variedade da roseira. Geralmente, ocorre da seguinte forma: rasteiras precisam de espaçamento de 30 cm entre as mudas, miniaturas de espaçamento de 20 a 30 cm, sempre-floridas e híbridas de chá espaçamento de 50 cm, cercas-vivas espaçamento de 50 a 80 cm, roseiras trepadeiras espaçamento de 1 a 2 m e roseiras arbustivas espaçamento de 1 m entre as mudas.

Se for realizado com mudas envasadas, aquelas comercializadas em sacos plásticos, o plantio pode ser feito em qualquer período do ano. Mas se for feita com mudas “raiz nua”, a melhor época é na segunda metade do Outono à primeira da Primavera.

Do plantio das mudas até a primeira floração, faça a rega moderadamente, porém todos os dias. Depois, o indicado é irrigar a roseira: no Inverno, uma vez por semana, e em época seca duas vezes por semana.

Por fim, procure fazer cerca de 2 a 3 adubações anuais e faça a primeira poda 12 meses após o plantio, repetindo todos os anos.

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Camélias

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A Camélia é um arbusto formado por uma folhagem brilhante que se mantém verde inclusive no Inverno, daí ser chamada a flor da fidelidade.

As suas flores são exuberantes e ao contrário da maior parte das flores, elas impõem a sua beleza numa época do ano em que as condições climáticas se apresentam menos favoráveis, oferecendo nas estações frias do Outono e Inverno uma flor de incrível beleza que pode ser de cor branca, rosa, vermelha e matizadas de branco e vermelho.

São originárias da Ásia, as flores depois de apanhadas podem durar vários dias dentro de uma jarra com água, as folhas sendo muito resistentes e brilhantes, são muito decorativas e excelentes para colocar juntamente com outras flores, funcionando como acompanhamento em arranjos florais.

A camélia reproduz-se por sementes, estacas retiradas das pontas dos ramos de plantas adultas e sadias. Em viveiros, é possível adquirir mudas de camélia já crescidas, o que facilita bastante o cultivo. Sua floração se dá no Outono e Inverno

Solo: O solo deve ser fértil e bem drenado. Para o plantio em vasos, recomenda-se a seguinte mistura: 2 partes de terra comum, 1 parte de terra vegetal e 1 parte de composto orgânico.

Temperatura e luz: O clima ideal para o cultivo é o ameno, pois a planta não adapta-se bem a temperaturas elevadas. Por outro lado, a camélia é bem resistente ao frio, inclusive às geadas. Pode ser cultivada à meia-sombra, desde que receba luz solar direta algumas horas por dia.

Rega: As regas devem ser frequentes nos primeiros meses após o plantio da muda e, depois, podem ser espaçadas, evitando o encharcamento do solo.

Podas: Para manter um visual equilibrado, principalmente na camélia cultivada em um jardim, recomenda-se uma poda de formação, após o término da floração. Retirar pequenos ramos da ponta ou do meio e colocar para enraizar em substrato tipo areia ou casca de arroz carbonizada, mantidas úmidas e à sombra. Os ramos da ponta produzem flores em 3 a 4 anos enquanto os do meio levam mais tempo.

Pragas e doenças: As camélias em geral; são bem rústicas e resistentes, mas em condições adversas podem ser atacadas por pulgões, cochonilhas e até por formigas que costumam atacar as folhas novas. Quanto às doenças, quando há excesso de água das regas, podem surgir doenças causadas por fungos, que aparecem na forma de manchas.

Dicas: Para afastar pulgões, ferver algumas folhas de arruda, coar e diluir em um pouco de água. Borrifar nas folhas e brotos atacados. O chá feito com folhas de losna combate pulgões e também cochonilhas. semelhantes à ferrugem nas folhas.

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Begônias

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A Begônia pertence à família Begoniaceae e é basicamente uma planta ornamental de folhagem característica e flores sedutoras. Segundo pesquisas, existem aproximadamente 1000 espécies de begônias.

Oriundas principalmente da América tropical, quase todas as begônias são terrestres. Certas espécies possuem tubérculos subterrâneos que as conservam vivas por muitos anos – são as begônias tuberosas, famosas por sua durabilidade. Já outras, sem tubérculos, também podem durar por um longo período de tempo, chegando a ultrapassar até mesmo décadas.

Uma grande parte das begônias contém caules aéreos herbáceos e é cultivada como ervas. No entanto algumas espécies, como a Begônia-asa-de-anjo (Begonia coccínea) e Begônia-metálica (Begonia aconitifolia) geram caules consistentes e eretos, atingindo até 1.5 m de altura.

O maior atrativo das begônias, com certeza, são as suas folhas. De forma reniforme – isto é, lateralmente expandidas com a concavidade voltada para baixo, semelhante a um rim ou feijão – e muitíssimo coloridas, são muito empregadas em canteiros em que há sombra. Entre todas as espécies de begônias, a que mais se sobressai nessa questão é a Begonia rex, que apresenta folhas enormes, com cores que alternam do bronze ao rosado ou vermelho.

Para as flores de vaso, as técnicas de cultivo alternam de gênero para gênero. Costumeiramente, as flores plantadas são colocadas em solos orgânicos, com bom escoamento, não expostas a luz solar e a corrente de direta e regadas com frequência.

Quanto aos cuidados depois das begônias plantadas, são eles:
- Tire galhos e folhas secas uma vez por semana;
- Na primavera pode a planta, a fim de incentivar o surgimento de novos ramos, cortando sempre na diagonal e acima de uma folha;- A cada 60 dias, adube;
- Cubra em torno da planta com 2 cm de substrato rico em matéria orgânica;
- Se as folhas receberem uma coloração marrom, será necessário aumentar a umidade da terra;
- Se fungos e ácaros atacarem as begônias, busque orientação em casas de comércios especializadas em produtos para controlar pragas, ou um agrônomo;
- Dê um espaço de tempo entre as irrigações para que o solo seque um pouco, inclusive no inverno;
- Quando regá-las, não jogue água nas folhas, apenas na terra;
- Além de tudo isso, é fundamental que os vasos apresentem aberturas para o escoamento da água que não foi absorvida pelas begônias.

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Cinerárias

Cinerárias

Como acontece com outro tipo de plantas, a cinerária também exige diversos cuidados essenciais para se manter como uma planta bonita e florida. Por isso, algumas informações básicas e orientações acerca dos cuidados essenciais, se fazem necessário.

A cinerária é da família das Asteraceae e tem origem nas ilhas Canárias, na África. É uma planta herbácea perene, que pode crescer até 60 cm de altura, apresenta ramagem e folhagem branco-tormentosa e muito ornamental. As suas folhas possuem um aspecto aveludado muito bonito e as flores formam-se frequentemente mesmo em climas mais frios. As suas flores podem apresentar diversas tonalidades, sendo as de cor branca, rosa, vermelho-púrpura, azul e roxo as mais comuns.

A cinerária é uma planta que aprecia luz intensa. No entanto, esta não deve ser de  luz solar direta, pelo que deve ser colocada a meia-sombra, evitando assim uma exposição excessiva ao sol que poderia queimar as suas folhas e flores. No interior da casa opte por colocar as plantas em janelas ou varandas, mas novamente frisamos que sempre em locais com exposição à luz indireta. Também não é aconselhável que fique em locais muito escuros, uma vez que necessidade de luminosidade para florescer e crescer.

É uma planta que não se dá bem com temperaturas muito frias. Menos de 10ºC pode levar à sua decomposição. Contudo, é também necessário ter cuidado com o calor excessivo. Acima dos 25ºC começam a cair as suas belas flores. O ideal é que coloque a cinerária num local com temperatura amena e estável.

A rega da cinerária deve ser feita frequentemente, uma vez que é uma planta que aprecia o solo um pouco úmido, mas não excessivamente. Nas plantas de interior colocar o vaso sobre um prato com água para a planta a absorver, evitando assim molhar as folhas. Cuidado com os encharcamentos, pois estes podem levar ao apodrecimento das raízes e, consequentemente, à morte prematura da planta.

Durante o período de floração deve ser adicionado à água da rega um fertilizante líquido a cada duas semanas.

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laelia purpurata
Orquídea de rara beleza, a laélia é uma planta epífita, isto é, que se desenvolve sobre outras plantas, usando seus ramos como suporte.
A planta tem de 20 a 40 cm de altura, folhas grandes, rígidas com pseudobulbo bem desenvolvido.

É uma orquídea do tipo simpodial, com rizomas. Suas flores são grandes, de 6,5 x 6,5 cm até 13 x 13 cm, pétalas delicadas em branco e variações de rosa e o labelo com mácula cor de púrpura.

A haste floral tem de 10 a 25 cm de altura e pode apresentar grupos de 5 ou mais flores, muito perfumadas que duram cerca de 20 dias.
A época de florescimento é do final da primavera até o verão.
É um gênero de orquídea onde encontramos um grande número de variedades, cultivares e híbridos com outros gêneros.

É uma orquídea simples de cuidar. Necessita de muita luz, temperatura de 10 a 35 ºC. Seu cultivo é feito em ripados com cobertura de sombrite com sombreamento de 40%. As regas devem ser regulares o ano todo, diminuindo no inverno.

O substrato de cultivo é o igual a todas as orquídeas, casca de coco, cascalho, musgo, etc., propiciando boa drenagem.
A adubação é feita por adubos foliares ou granulados, dissolvidos na água e aplicados antes da floração e após o pendão estar seco, quando a planta entra em estágio vegetativo e de crescimento.
Na adubação pré-floração usar a formulação NPK 4-14-8 e depois dela a 10-10-10.

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tulipa

Vocês sabiam que aqui no Brasil também podemos cultivar Tulipas? Sim. Isso Mesmo! É possível cultivar esta maravilha divina por aqui. A técnica não é muito simples, porém bem recompensadora.

A Tulipa pode ser encontrada de várias cores e também em tons matizados. Ficam lindas em maciços de jardim com canteiros. É uma flor que surge do centro de uma folhagem com uma haste ereta e com uma flor solitária. Para casas com animais de estimação a plantação de Tulipas em canteiros deve ser observada, pois esta planta pode causar problemas gastrointestinais a colapsos no coração e convulsões.

Época de Floração
A floração da Tulipa acontece no final da Primavera, pois seu bulbo necessita do frio dos meses anteriores para florir.

Época de Plantio
Para que a Tulipa possa florir é essencial que seu bulbo se desenvolva durante os meses mais frios do ano. É ideal plantar o bulbo no Outono para que na Primavera possa florir.

As Tulipas preferem climas frios. Você pode diminuir este impacto colocando gelo no vaso no início da manhã e início da noite.

Apreciam sol intenso, porém ao meio dia devem ser protegidas por alguma sombra ou por sombra devido ao calor intenso. Desenvolvem-se melhor quanto orientadas para o sul.

Plantio dos bulbos de Tulipa nas regiões mais quentes do Brasil
Como no Brasil as estações do ano na maioria das vezes não são bem definidas, podemos utilizar de alguns artifícios para fazer o plantio da Tulipa e conseguir ao menos uma floração.

Primeiro passo: Adquira a Tulipa ainda em botão (Para podermos retirar os bulbos para o próximo plantio) e a mantenha em local fresco, sem ventos fortes e longe do calor excessivo, porém um local bem iluminado.

Segundo passo: No início do Outono, corte as folhas e a flor, retire o bolbo da terra e limpe bem com uma esponja macia e os deixe fora da terra por 3 meses, em um local fresco e arejado e seco.

Terceiro passo: Após este período de descanso plante novamente o bulbo em um vaso de plástico sem enterrá-lo completamente.

A terra deve estar úmida. Guarde o vaso por 6 meses na geladeira. Isso mesmo, na geladeira! Assim, vamos conseguir simular o ambiente mais propício para a floração. O vaso deve estar fechado em um saco plástico.

Quarto passo: Depois de 6 meses você poderá retirar o vaso da geladeira e o coloque em um local fresco, sem ventos fortes e longe do calor durante 2 meses.

Quinto passo: Guarde na geladeira novamente dentro de um saco plástico fechado, por mais 6 meses. Após este período você pode retirar da geladeira e terá flores dentro de 1 ou 2 meses.

Plantio dos Bulbos de Tulipa nas regiões mais ao sul do Brasil
Nas regiões mais ao sul do Brasil as estações são bem mais definidas e podemos cultivar Tulipas com mais facilidade. No início do Outono prepare um solo fofo e bem drenado. Enterre o bolbo a uma profundidade de 15 cm. Não esqueça de deixar os brotos para cima e fora da terra. Regue sem encharcar a planta.

Mistura para solo para vaso ou canteiro
A Tulipa necessita de uma mistura de solo rica em matéria orgânica:
1 parte de terra comum de jardim; 1 parte de terra vegetal; 2 partes de composto orgânico

Montando um vaso para receber a Tulipa
1 – Adicione argila expandida ou brita no fundo do vaso;

2 – Em cima da argila expandida acrescente a manta de bidim ou manta de poliéster para filtrar a água e evitar que a terra se infiltre por entre as bolinhas da argila (ou pedras), entupindo o dreno;

3 – Adicione o solo rico em matéria orgânica como informado acima e a 15 cm de profundidade plante os bulbos da Tulipa com os brotos voltados para cima, sem enterrá-los completamente.

4 – Para dar acabamento ao vaso e também para evitar que ervas daninhas apareçam adicione casas de árvores

Obs.: Para um vaso de 15 cm não plante mais de 5 ou 6 bulbos.

Após o plantio e assim que começar a floração espalhe um fertilizante a base de potássio e fósforo, mas com nível de nitrogênio baixo para conter a formação de folhagem verde e a proliferação de fungos. É recomendado o uso de farinha de ossos e de superfosfato.

Manutenção da Tulipa
Após a floração remova todas as flores mortas e espere as folhas caírem naturalmente. Retire os bolbos da terra. Observe se os bolbos produziram “filhos” e separe. Estes bolbos “filhos” deverão ser plantados novamente no próximo outono, até lá guarde-os na geladeira bem limpos como mostrado nas “Instruções para o plantio”. O Bulbo “pai” também pode ser armazenado, mas não é garantido que ele vá florir novamente. O bolbo “filho” poderá florir novamente, embora não devam florir na estação seguinte. Tulipas não suportam a concorrência de outras plantas no mesmo canteiro.

A Tulipa deve ser regada frequentemente observando se o solo está seco superficialmente. Deve ser regada com parcimônia, sem encharcar.

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Camarão

Família: Acanthaceae
Origem: Brasileira

Planta herbácea de altura até 35-40 cm, pouco ramificada, de caule verde e fino. As folhas são opostas, de pecíolo longo, estreitas e acuminadas de verde escuras com linhas esbranquiçadas nas nervuras.
As flores são de cor arroxeada tubulares inseridas em inflorescência do tipo espiga, de brácteas vermelhas, formando interessante combinação de cores.
Pode ser cultivada em todo o país, mas é sensível ao frio, não se recomendando seu cultivo em lugares abertos para a Regiões do Sul.

Cultivo:
Deve ser cultivado à meia sombra ou lugares sem sol direto mas com boa luminosidade.
Solo de cultivo com bom teor de matéria orgânica e bem drenado.
As regas para esta planta deverão ser regulares.
Uma observação também é necessária, se o solo do canteiro for do tipo argiloso, muito pesado, é conveniente também a adição de areia para facilitar a drenagem das águas.

Anualmente fazer reposição de nutrientes no final do inverno, misturando adubo animal curtido com composto orgânico e colocar ao redor da muda, sempre regando depois.

No paisagismo esta planta tem efeito ornamental muito interessante, num contraste bem chamativo da inflorescência e folhagem.

Para canteiros e jardineiras é um acréscimo interessante a projetos para condomínios e empresas, pois não necessita de manutenção a não ser regas e retirada de inflorescências secas. Como outras plantas desta família, atrai beija-flores, por vezes consistindo nas poucas flores à disposição deles durante o inverno.
Sua indicação para áreas sem sol possibilita ornamentar espaços sob aéreas cobertas com êxito.

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Não existe uma regra geral para o cultivo de orquídeas, mas de maneira geral, de luz e regas moderadas. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, cultivar orquídeas não é difícil, mas requer informação especial sobre a espécie cultivada.

As orquídeas são largamente cultivadas no Brasil e no mundo e seu comércio movimenta grandes somas de dinheiro todos os anos em um mercado crescente. No Brasil, grandes orquidários no Sudeste já produzem centenas de milhares de plantas por ano, que são exportadas para outros países ou vendidas até em supermercados. A Phalaenopsis principalmente, por ser uma planta conhecida por se adaptar bem em apartamentos.

O primeiro passo para cultivar uma orquídea com sucesso é a identificação correta do gênero ou espécie e o conhecimento de seu habitat de origem, para saber de suas necessidades naturais em seu meio. A partir destas informações, o cultivo de orquídeas ornamentais (como a Cattleya e a Phalaenopsis) é, ao contrário do que se pensa, uma tarefa relativamente fácil, se respeitadas as regas semanais, os critérios de exposição de luz (na maioria dos casos, luminosidade de 50%, a chamada meia-sombra e nunca o sol de meio dia) e a adubação periódica com substratos ricos e apropriados a cada fase de desenvolvimento da planta.

Orquídeas podem ser cultivadas em vasos, placas de fibra de côco e ainda em madeira ou mesmo em árvores, terra ou pedra, dependendo da espécie. Podem florir, em sua maioria, uma vez ao ano, quando tratadas de maneira correta.

Mudas podem ser nutridas com uma colher de chá de farinha de osso a cada mês nas beiradas do vaso, acelerando assim seu crescimento. Os híbridos são de maneira geral extremamente resistentes, e podem prosperar mesmo em condições adversas de cultivo, crescendo mais rápido que as espécies “naturais”. Incontáveis cruzamentos de gêneros ou espécies geraram inúmeros híbridos.

Em sua maioria, orquídeas não toleram água em demasia mas geralmente gostam da presença de substrato rico e úmido. Por este motivo, os vasos jamais devem ficar sobre pratinhos que retém água, sob pena de encharcar as raízes e matar a planta.

É fundamental o arejamento das raízes, daí o uso de pedaços de fibra de coco como substrato, e não o pó deste. Dois anos é o tempo médio de vida útil do substrato, o qual deve ser substituído após esse período. O pó de fibra de coco é normalmente usado apenas quinzenalmente sobre o substrato (salpicar uma colher de sopa).
Há ainda outros substratos como o esfagno, casca de pinus, etc.

Para uma boa drenagem 1/3 do vaso deve ser preenchido com caco cerâmico. Por este motivo também é comum o uso de vasos de barro com furos nas laterais e vasos de plástico transparentes, que facilitam o contato da luz com o rizoma e acentuam o arejamento deste. A drenagem pode ser feita mantendo o vaso pendurado por arames e pendendo numa inclinação de 45 graus. De maneira geral, plantas penduradas estão mais protegidas de doenças e pragas.

Uma planta florida pode permanecer dentro de casa, com pouca luz. Durante esse período, deve-se molhar pouco o substrato, dependendo da umidade ambiente, e jamais molhando as flores. Após o fim da floração, pode-se fazer a retirada manual das flores secas e podar a haste com tesoura esterilizada em fogo.

Compre de empresas produtoras ou troque mudas com os amigos orquidófilos. Cultivar orquídeas da maneira correta é um ato ecológico e sustentável.
Lembre-se dque adquirir plantas vindas das florestas, caracteriza extrativismo.

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Crassula falcata
Sabia que todo cacto é uma suculenta, mas nem toda suculenta é cacto?

As suculentas em geral conseguem sobreviver à falta de água e luz. São plantas capazes de armazenas umidade no tecido carnudo de seus caules, folhas e raízes e que desenvolveram sistemas de redução de perda de água.

A principal diferença entre suculentas e cactos é que os cactos possuem aréolas, que são pequenos círculos salientes de onde nascem rebentos, espinhos e flores.

Os espinhos servem para proteger os cactos de serem comidos por animais, promover sombra do sol intenso e impedir a circulação de ar pela epiderme da planta evitando a perda de água.

O substrato ideal é composto de: 1 medidas de areia / 1 medidas de terra / 2 medidas de húmus de minhoca

E o vaso deverá ter um bom sistema de drenagem para evitar o apodrecimento das raízes, por isso coloque no fundo do vaso argila expandida e manta de bidim.

Para dar acabamento no vaso, é importante cobrir a terra com pedrisco para ajudar a conservar a umidade da terra, evitando que a superfície seque; eliminar as ervas daninhas e impedir o nascimento de musgos; reduzir a erosão do solo e evitar que respingue água nas plantas durante a rega.

Regas: Os cactos devem ser regados de 10 em 10 ou de 15 em 15 dias durante o verão e primavera. Evite regar em excesso para que as raízes não apodreçam. Durante a fase de dormência, no inverno, eles necessitam de muito pouca água.

Limpeza: As plantas com espinhos podem se encher de pó, principalmente na cidade de São Paulo. Além de ficarem feias, essa camada de pó e poluição impede a planta de fazer fotossíntese, o que acaba por prejudicar seu desenvolvimento. Com um pincel macio e bastante cuidado, você pode limpar as pequenas concavidades da sua planta. Pode também usar um secador de cabelos na posição FRIO, mantendo-o a uma distância de uns15 a 20 cm da planta.

Depois da floração, quando as flores ficarem murchas, arranque-as delicadamente com os dedos para manter a beleza e a saúde de sua planta.

Folhas e ramos secos ou danificados são uma porta de entrada para doenças e infecções. Portanto é necessário remover essas partes estragadas para manter a sua planta em boas condições.

Doenças: Os cactos cultivados em condições deficientes de temperatura e umidade, ou que tenham raízes frágeis, podem ser atacados por ferrugem. O fungo penetra na pele e ataca os tecidos da planta, que amolece e acaba por ficar negro. Se isso acontecer aos seus cactos, corte os caules saudáveis para usar como estacas e destrua o resto. Se a ferrugem atacar plantas cultivadas no exterior, aplique sulfato de cobre.

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As Mini-rosas

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Nome científico: Rosa chinensis var. semperflorens
Nome popular: Rosa miniatura, Roseira miniatura
Origem:
China.

As mini rosas são muito requisitadas, devido ao seu constante florescimento. São roseiras de pequeno porte, de 20 a 40 cm de altura, cujas flores  e nuances são púrpuras, vermelhas, róseas, brancas, amarelas ou alaranjadas. Geralmente a floração ocorre em forma de cachos  quase todo o ano, principalmente na Primavera e início do Verão.

São plantas preferidas por adaptarem-se perfeitamente em vasos, jardineiras ou, formações de pequenos jardins residenciais, por ser planta de pequeno porte, além de que suas flores apresentam grande durabilidade, quando cultivadas a pleno sol em solo permeável e irrigados a intervalos.

Normalmente, a multiplicação de mini-rosa é feita pelo método de enraizamento de estacas, escolhendo sempre os saudáveis que acabaram de florir.

Corte as estacas em bisel, com aproximadamente 15 cm de comprimento. Recorte, também em forma de bisel, a extremidade superior da estaca, exatamente a parte que produziu o cacho de flores.

Faça a desfolha da parte inferior da estaca, ou seja: justamente a onde deverá ficar enterrada no solo. A emissão de brotos e ou folhas novas, se dará a partir de trinta dias do plantio, período em que a estaca já estará enraizada. Tão logo as mudas iniciarem brotação, já poderão ser transplantadas em seus locais definitivos. Geralmente em vasos maiores.

Após a primeira florada, é necessário fazer uma poda radical, para que a planta emita vários brotos formando sua copa. As podas seguintes deverão ser feitas apenas para retirada dos cachos que já soltaram suas flores.

As roseiras adultas deverão permanecer a pleno sol.

O substrato ideal para plantá-las é:
1 parte de terra comum.
1 parte de terra vegetal.
2 partes de composto orgânico.
Misturar os materiais acima, até obter uma  perfeita homogeneização. Molhar bem a terra dentro dos recipientes.

Adubação:
A cada dois meses use o NPK na formulação NPK 4-14-8.
Mantenha o solo dos vasos sempre levemente umedecido.

Lembre-se que ao mudá-las de ambiente elas certamente irão sentir a diferença, mas logo se recuperarão e voltarão a florir novamente. Uma das maneiras mais prática de ajudá-las a se recuperar do estresse é transplantá-las em vasos maiores, com substrato rico em matéria orgânica, boa drenagem de água e aeração satisfatória.

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