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dendrobium

A maior parte das orquídeas pode ser plantada em vasos de barro ou plástico de tamanho compatível com o da planta. É aconselhável o replante anual, ou pelo menos a cada dois anos, em virtude da decomposição ou deterioração do material.

Importante
1 – Coloque uma camada de pedra no fundo do vaso (1/3 do volume do recipiente) para permitir a rápida drenagem do excesso de água.

2 – Complete com o substrato escolhido, que pode ser o xaxim desfibrado, fibra de coco, casca de árvore em pequenos pedaços, entre outros. No caso do xaxim, se houver pó, coloque o xaxim num balde com água para dispersar o pó. Jamais use o pó de xaxim vendido no comércio, pois as raízes necessitam de arejamento.

3 – Certas orquídeas progridem na horizontal (crescimento simpodial), Laelia e Cattleya , por exemplo, e vão emitindo brotos um na frente do outro. Para esse tipo de planta, deixe a traseira encostada na beira do vaso e espaço na frente para dar lugar a novos brotos. Comprima bem o substrato para firmar a planta (não enterre o rizoma, somente as raízes) a fim de que, com o vento ou um jato de água, ela não balance, pois a ponta verde da raiz irá roçar o substrato, secar e morrer. Se necessário, coloque uma estaca para melhor sustentação.

4 – Há orquídeas que dificilmente se adaptam dentro de vasos. Nesse caso, o ideal é plantar em tronco de árvore ou casca de peroba ou palito de xaxim, protegendo as raízes com um plástico até a sua adaptação. Algum exemplos dessas espécies são: C.walkeriana, C. schilleriana, C. aclandiae, a maioria dos Oncidium, Leptotes, Capanemi.

5 – Orquídeas monopodiais (que crescem na vertical), como Vanda, AscocendaRhynchostylis, devem ser plantadas no centro do vaso ou serem colocadas em cesto sem nenhum substrato. Nesse caso, existe um cuidado especial todos os dias. Deve-se molhar não só as raízes, mas também as folhas com água adubada bem diluídas. Por exemplo, se a bula de um adubo liquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em um litro de água, ao invés de um litro, dilua em 20 ou mais e borrife a cada duas ou três horas, principalmente em dias quentes e secos. Você pode perder a paciência, mas não a planta. Como exigem alta umidade relativa, pode-se, por exemplo, usar um recipiente bem largo, como uma tina furada, encher de pedra britada e colocar a planta com o vaso sobre as mesmas, de modo que as pedras molhadas pela regra, assegurem a umidade necessária.

Em caso de plantio sobre casca de árvore, deve-se dar preferência às que possuem superfície rugosa. Evite fixar as orquídeas sobre árvores com casca fina, como as da família Myrtaceae (Ex. goiabeira, eucalipto), pois estas trocam a sua periderme constantemente e, por conseguinte, desprenderão as orquídeas.

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Coelogyne-cristata

Para cultivar algumas variedades de orquídeas dentro de casa, basta apenas a boa vontade do cultivador.
- Escolha uma ou mais janelas que recebam bastante sol durante o dia. É nesse local que devem ser cultivadas. Estas plantas precisam de calor, fertilização, ventilação, água, luz, umidade de adubação racional.

- A temperatura de 15º C a 25º C no interior é ideal tanto para nós como para as plantas. Só uma vez por outra, ou por curtos períodos, é que suportam temperaturas mais baixas.

- Precisam de adubação, o que pode ser feito regularmente, como de estivessem em estufa ou em ripado. As plantas adubadas deverão receber mais água e mais luz do que as outras.

- Para crescer e florescer elas precisam de bastante luz. Assim sendo, construa em frente de uma janela ensolarada, de preferência a da casa de banho, por causa da umidade atmosférica, uma pequena mesa ou prateleira protegida pelo lado de fora por uma tela plástica que reduza aproximadamente 50% da luz. Neste local, poderá instalar os vasos que receberão o sol filtrado das 10 às 15h.

- As orquídeas gostam de atmosfera fresca, nem muito úmida nem muito seca.
Daí, uma atenção especial para as regas: O tipo de raízes das orquídeas precisa de período secos entre regas. Quando no seu habitat natural, as raízes prendem-se às cascas das árvores, expostas ao ar. Assim, após uma chuva torrencial, os ventos sopram e as raízes secam. Nos vasos, com condições artificiais de cultura, as raízes podem ficar encharcadas e apodrecerem.

- A umidade será controlada com vasilhames ou recipientes em forma de bandejas de fibrocimento ou barro. Devem conter até metade ou dois terços pedaços de pedra britada ou pedras. Coloca-se um pouco de água e instalam-se os vasos. Estes não devem estar em contato direto com a água. Os recipientes serão colocados próximo das janelas ensolaradas, protegidos por telas plásticas – para evitar o sol direto sobre as folhas das plantas.

- Ao comprar a planta, consulte um orquidófilo mais experiente para se orientar sobre as variedades de plantas que se adaptam melhor em interiores.

Espécies de interior
Aqui estão algumas espécies de orquídeas que se dão bem no interior das casas:
- A Dendrobium é uma espécie de orquídea muito disseminada e de baixo preço, devido a sua fácil reprodução. Os novos brotos emanam com abundância com alguma água em época de floração. É um gênero diverso, apresenta cerca de 1190 espécies, a maioria extremamente vistosa. Formam híbridos que podem ser encontrados em uma ampla gama de combinações cromáticas, incluindo branco, amarelo, rosa e vermelho As suas espécies apresentam grandes divergências em relação as seus cuidados. Algumas após o período de crescimento ficam por até um ano em período de descanso.

- As orquídeas do gênero Lycaste são plantas que produzem flores cerosas triangulares grandes, duradouras e vistosas. Estas orquídeas distinguem-se pelos seus bolbos arredondados e folhas largas e fasciculadas.

- A Cœlogyne é um gênero de plantas com aproximadamente 195 espécies que pertence à família das orquídeas. São facilmente reconhecidas por sua robustez e abundantes flores, intrigantes e delicadas, frequentemente de cor creme, mas também brancas, verdes ou alaranjadas, muitas das quais perfumadas durante o dia e que geralmente duram semanas. Dentro deste gênero há a espécie Coelogync cristatci,  que  se adapta muito bem se for cultivada no interior. Esta espécie dá uma flor branca com linhas longitudinais debruadas em dourado.

As orquídeas Paphiopedilum são originárias da Ásia tropical. São apreciadas devido à forma da sua flor e pela duração da sua floração. Este gênero compreende cerca de oitenta espécies, distribuídas desde a Índia à China e às Ilhas Salomão. O número de espécies consideradas aceitas é incerto, podendo chegar a cem, pois varia conforme o taxonomista consultado. Diversas espécies apresentam variedades endêmicas resultantes de seu isolamento populacional pelas diversas ilhas do sudeste Asiático. Algumas dessas variedades são muito próximas da morfologia típica da espécie, outras são apenas variação de coloração, há ainda variações de tamanho ou forma, tornando algumas espécies difíceis de delimitar.

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petunias

Existem atualmente cinco classes de petúnias: grandiflora simples, grandiflora dupla, multiflora simples, multiflora dupla e as floribunda. Que é um cruzamento entre as multifloras simples e as grandifloras simples, combinando as grandes flores da segunda com o hábito de crescimento robusto das primeiras. A propagação é em geral por sementes, porém alguns híbridos são propagados comercialmente por estaca. A petúnia tem de 9300 a 10.000 sementes por grama.

Produção da muda:
Germinação
Fase 1:
A radícula desponta em 3 ou 4 dias e a germinação completa-se em 7 a 10 dias em uma temperatura entre os 22º e 24ºC.
Até ao final desta fase, as raízes das plantas devem estar com 0,6 cm de comprimento. O valor de pH recomendado para o substrato é entre 5,8 e 6,2.
Deve-se semear e manter-se o substrato em capacidade de recipiente. As sementes podem ser cobertas com uma leve camada de vermiculite para manter os níveis de umidade.
Pode cobrir-se a bandeja de germinação com um filme plástico, porém deve ter-se o cuidado com o excesso de temperatura se houver exposição direta ao sol.
A luz, entre 100 1000 lux, é a necessária para uma boa germinação, podendo ser complementada com iluminação artificial.

Fase 2: Quando as raízes tiverem de 1,25 cm a 2 cm de comprimento.
As primeiras folhas começam a surgir.
Deve reduzir-se os níveis de umidade, estimulando a raiz a penetrar no substrato.
Este deve ser úmido ao toque, mas não saturado. A temperatura ideal é mais baixa que na fase 1, entre 18º – 20ºC e a luminosidade aumentada, para 14 horas diárias,
promovendo a floração precoce.

Fase 3: Até o final da terceira fase, as raízes devem ter cerca de 2,5 cm de comprimento, com boa ramificação, e 2 a 3 folhas.
A rega é crítica nessa fase. Produzir uma petúnia de alta qualidade depende de uma distribuição adequada da água.

Repicagem
A repicagem ou transplante para a embalagem de venda deve ser feito cedo, quando as plantas têm duas a três folhas verdadeiras, em torno de duas semanas após a germinação.
Condicione as plantas antes da repicagem através de ciclos de substrato seco/molhado. Se for feita a sementeira em plug (células individuais), ao final tempo o sistema de raízes deve ter alcançado o fundo do plug e as plântulas devem ter de três a quatro folhas. A temperatura do substrato ideal está entre 16 e 18ºC.
Temperaturas abaixo de 14ºC atrasam o início da floração.

Desenvolvimento
As petúnias crescem melhor ao sol, com um substrato leve e bem drenado. O valor de pH do substrato deve ficar entre 5,8 e 6,2.
As folhas superiores amareladas, podem indicar deficiência em ferro quando o pH for maior que 6,6.
Após a repicagem, as petúnias requerem temperaturas superiores a 13ºC à noite nas seis primeiras semanas para iniciar o desenvolvimento dos botões.
Depois de aparecerem os botões, as temperaturas noturna podem ser reduzidas para 10ºC para estimular uma base ramificada e compacta. A intensidade luminosa alta reduz o tempo necessário para a floração com temperaturas baixas, e produz plantas mais compactas e ramificadas.
As petúnias precisam de dias longos para florescer rapidamente. Para antecipar a formação dos botões, nos dias curtos, estender a duração do dia para 13 horas.
Nos dias longos, com baixas condições de luz; pode ser necessária iluminação suplementar de 4500 a 7000 lux.

Programação da Produção
A programação para petúnias irá variar, dependendo da estação e do clima, nos quais as plantas se desenvolvem. Uma muda pode ser produzida em 8 a 10 semanas, havendo variações de acordo com as variedades dentro da mesma época do ano. As petúnias são plantas que não necessitam de dias longos; irão florescer tanto com dias curtos como com dias longos, porém florescerão mais cedo com dias longos. Por ser uma planta moderadamente resistente ao frio, as petúnias podem ser a primeira espécie a ser plantada no final do Inverno, antes das alegria-do-lar e begônias.

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muda

Mesmo seja considerado mais fácil que o plantio feito por sementes, começar uma horta, canteiro ou jardim a partir de mudas prontas também requer alguns cuidados para que você tenha bons resultados. Deve-se escolher um bom lugar para o plantio, tratar apropriadamente a terra, escolher uma boa muda, plantá-la com os cuidados apropriados e cuidá-la bem, principalmente durante o período de adaptação em que a planta estará fraca.

Onde Plantar
Procure se informar onde a planta nasceu e escolha um local de clima semelhante para plantá-la, por mais que a planta não morra com pequenas variações, ela leva um tempo para se adaptar ao novo clima e ficará bem frágil durante esse período, não confunda uma planta em período de adaptação com uma planta doente, porém também observe-a bem para garantir que não está sofrendo demasiadamente.

Se já for plantá-la no lugar definitivo, tenha o cuidado de escolher um local que vá de acordo com o clima de onde esse tipo de planta é originário, espécimes de climas subtropicais precisam de cuidado extra ao serem plantadas no Brasil, embora mesmo as plantas tropicais podem ser queimadas pelo sol de verão se não forem devidamente protegidas.

Se for fazer o plantio em um vaso, deve-se escolher um vaso com espaço suficiente para o desenvolvimento da planta, assim como também obedecendo a várias outras características para evitar doenças e facilitar o cultivo.

Preparo do solo
Caso você for plantar em um vaso, antes de começar a encher de terra faça o preparativo do protetor da saída de água para evitar que a terra seja lavada durante as regas, isso é geralmente feito com algumas camadas de cacos de telha cobrindo o buraco para que a água saia, mas não a terra. Utilize terra solta e devidamente preparada.

Já no caso de plantio direto no solo, certifique-se que a terra está fofa para que as raízes possam crescer, se não estiver cave um buraco duas vezes mais profundo que o torrão da planta e três vezes mais largo e revolva a terra um pouco antes de devolvê-la ao lugar.

Após o afofamento da terra é necessário garantir que ela tenha os nutrientes adequados para a planta, geralmente as sementes são plantadas em solo de pouco nitrogênio e adubo orgânico para evitar que elas apodreçam, logo sua planta provavelmente precisará desses elementos.

Misture a terra em volta de onde a planta será posta com ¼ de adubo orgânico devidamente curtido, um pouco de adubo químico que possua nitrogênio (uma pequena quantia de fertilizante 10-10-10 na maioria dos casos é suficiente, consulte o artigo sobre fertilizante para saber o que significa esses números se quiser) e talvez algum acertador de pH se estiver plantando algo que necessite de solo mais básico ou ácido.

Escolhendo a Planta
Inicie a escolha do exemplar que adquirirá pela observação das raízes da planta, isso será de grande valia para sabermos quão bem cuidada a muda vem sendo.

Veja se o torrão tem tamanho proporcional ao da planta para não amassar as raízes e está inteiro, raízes podem ter se partido caso por algum acidente alguém quebrou-o. Certifique-se também que as raízes não estão para fora, espremidas ou não fixas, esses são sinais de péssimo cuidado com a planta. Quanto ao solo, verifique se o mesmo está “limpo”, isso é, se a planta nasceu em um solo devidamente preparado e foi regada na quantidade certa não haverá a presença de ervas daninhas, lixo, insetos ou excesso de bolor.

Verifique a condição das folhas, cada deficiência apresenta uma forma diferente de mal que a planta vem sofrendo, em geral o amarelamento indica falta d’água, necrose a presença de fungos por excesso de irrigação, folhas novas nascendo menores que folhas antigas a falta de luz ou nutrientes para o crescimento da planta, folhas enrugadas podem ser falta de nutrientes no solo ou má formação das raízes. Evite qualquer planta com folhas com aparência duvidosa.

O caule é importante ser observado no caso das árvores, veja se ele é suficientemente reto e possui poucas imperfeições e brotações ou terá uma árvore de má aparência quando adulta.

Como Plantar
Depois de garantir um solo fofo e devidamente equilibrado de nutrientes, um local favorável a espécie desejada e uma muda de boa qualidade chegou a hora de juntar tudo!

Cubra com a terra preparada o vaso ou o buraco feito no chão até que a profundidade seja ideal para se colocar o torrão de forma que a planta se nivele com o solo.

Remova o plástico (ou outro recipiente) que envolve o torrão da planta com muito cuidado para não quebrá-lo e ferir as raízes e coloque-o dentro do buraco, cubra em volta com o resto da terra e aperte-a um pouco com a mão até que fique firme. Tenha o cuidado de manter a planta na vertical.

Em caso de árvores talvez seja interessante fixar também uma haste de madeira no intuito de amarrá-la e evitar que cresça torta, por mais que alguns chamem esse procedimento de aramamento, não utilize arame, faça utilizando alguma borracha ou outro material que não machuque a árvore.

Dependendo de onde foi feito o plantio talvez seja necessário a aplicação de algum repelente de formigas ou a remoção de ervas daninhas para que essas não compitam com a planta pelos nutrientes da terra, observe a presença desses elementos antagonistas e tome providências imediatas ou eles poderão matar a planta em poucos dias.

Como Cuidar
Temos agora a muda já plantada, lembre-se que ela ficará frágil durante as primeiras semanas até se acostumar bem com a nova localidade, então redobre os cuidados.

Evite que agentes externos destruam a planta, se ela estiver em local público utilize de grades aramadas para que ninguém pise ou a deprede, evite que ela tome sol direto durantes os horários de maior insolação e preste atenção se ela está sendo vítima de alguma doença ou inseto parasita/herbívoro.

Mantenha o solo sempre úmido, mas nunca encharcado. Não devemos deixar que a planta seque, porém também não podemos favorecer a proliferação de fungos.

Se tudo der certo, em poucas semanas a planta estará bem instalada e começando seu crescimento no novo local, boa sorte!

fonte

Saintpaulia ionantha Wendl.

Nomes Populares: Violeta, violeta africana
Família: Gesneriaceae

Planta herbácea, originária da África, de folhas com longo pecíolo, carnoso, folhas arredondadas verde-escuras, denteadas na borda, coberta de pêlos na página de cima.
As folhas se inserem em disposição de roseta num caule curto. Suas flores são solitárias ou em racemo de diversas cores, simples ou dobradas.

Como cuidar e manejar a violeta
Luminosidade
A violeta aprecia locais sem ventos, bem iluminados. Se ficar em local com sol da manhã pelo menos umas 3 horas, ela florescerá abundantemente e por longo tempo.
Para evitar que as folhas fiquem todas do lado iluminado, uma vez por semana dê um quarto de volta no vaso para que receba luz em toda a planta.

Regas
A água no prato não é permitida, ele só serve para receber o excesso não aproveitado e não molhar sua mesa e deve ser descartada. Coloque a água no substrato com delicadeza, evitando molhar as folhas, pois aparecerão manchas marrons, como se estivesse queimada. Um recipiente destes que se usa com tinta de cabelo e que tem longo bico é o mais prático.
As regas não tem um tempo definido. Coloque seus dedos no substrato, se estiver frio estará úmido. Se estiver seco, coloque água.

Nutrientes
As plantas necessitam se alimentar e ter luz para realizarem seus processos de fotossíntese e assim obter a energia para crescerem e florescerem. Após o plantio em vaso com substrato preparado, sua planta poderá ficar uns 6 meses sem adubação. As que foram adquiridas necessitam a cada 3 meses de suplementação de nutrientes. Adquira adubo granulado com fórmula 4 – 14 – 8.
Numa garrafa PET de 2 litros limpa coloque uma colher de sopa do granulado, coloque um pouco de água e sacuda para dissolver.
Acrescente água até chegar quase ao gargalo, sacuda e empregue para molhar todas as suas plantas.

Um dia antes deste procedimento, regue com água. Haverá a formação de um bulbo úmido ao redor das raízes.
Quando você regar com a água mais adubo, este se espalhará pelo substrato úmido ficando disponível para as raízes.
Se não regar previamente, este adubo poderá ficar na superfície do substrato, podendo queimar as folhas basais e ficar indisponível para a planta.
Facilmente se nota isto quando na superfície de um vaso aparecer um sal claro.

Substrato (solo)
Deve ser rico em húmus de minhoca, composto orgânico e materiais leves que propiciem boa drenagem, como pó de casca de coco.
Coloque um pouco de areia e misture tudo, colocando uma colher de sopa de adubo granulado fórmula NPK 4-14-8 para cada 1 kg de substrato.

Saúde
Quando surgirem insetos esbranquiçados na sua violeta, sobre e embaixo das folhas, é porque ela está com cochonilhas. Retire com cotonete suavemente. Se a quantidade for muito grande, faça um chá  água somente quente) com folhas de alamanda (Allamanda cathartica), deixe esfriar e passe com cotonete ou aspersor manual, colocando a planta em lugar sem sol até secarem as folhas.

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Solanum Ovigerum

Pertencente à família das Solanáceas, a planta-ovo (Solanum ovigerum) nada mais é do que um parente muito próximo da berinjela.

É originária do Japão e a curiosidade fica nos seus frutos, após uma linda florzinha roxa nascem esses frutos que ficam incrivelmente parecidos com ovos, aqueles de galinha mesmo.

Por demorarem a amadurecer permanecem por várias semanas no pé, o que faz com que a planta fique carregada de “ovos”, chamando bastante atenção de quem observa. É uma planta que enfeita muito os jardins.

Seu cultivo é bem fácil, podendo ficar em vasos ou plantadas diretamente no solo. É bem resistente. Tem preferência por locais onde pegue sol, mas não em demasia. Aprecia solos férteis e regas diárias.

Para plantar as sementes deve-se usar terra vegetal, dessas que se compra em lojas de plantas.
Coloque a terra num vaso, cubra as sementes com um pouco de terra e molhe. Após 15 dias já estará aparecendo uma mudinha, em 30 dias ela já estará grande.

Lembrando que os ovos não são comestíveis.

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rosa vermelha

Todos sabem que a rosa é uma das flores mais populares do mundo, ela é cultivada desde a Antiguidade. Elas estão inseridas em uma cultura ainda muito fechada no paisagismo e jardinagem.

Podem  ser silvestres, híbridas-de-chá, sempre-floridas, miniaturas, rasteiras, arbustivas, trepadeiras, cercas-vivas. Para entender o universo e sua variedade imensa de cores, tamanhos e formas é tarefa difícil, mas que com um pouco de dedicação e cuidado, pode ser facilmente entendido.

Plantio
Gostam de locais ensolarados e bem arejados. Quando bem cuidada, a roseira floresce o ano todo. Para isso, precisa de pelo menos de 6 a 7 horas diárias de luz solar direta. Um local arejado evita o surgimento de fungos nas folhas e flores.

Elas se desenvolvem bem em qualquer tipo de solo, mas é preferível uma terra mais argilosa, que tenha boa drenagem. O solo rico em húmus também é benéfico para as rosas. O espaçamento entre cada muda plantada dependerá do tipo da rosa: as arbustivas precisam de um metro entre as mudas; as trepadeiras, de um a dois metros; as cercas-vivas, de 50 a 80 cm; as híbridas-de-chá e sempre-floridas, 50 cm; as miniaturas, 20 a 30 cm; e as rasteiras, 30 cm.

Se o plantio for feito com mudas prontas, vendidas em sacos plásticos, não há restrição de época. Já para o plantio com mudas “de raiz”, o período mais indicado vai da segunda metade do outono à primeira metade da primavera.

Comece a preparar a terra oito dias antes de plantar as roseiras. Cave a terra a uma profundidade de 30 a 40 cm e misture de 10 a 15 Kg de esterco curtido e 100 a 200 g de farinha de ossos por m².
Conserve as mudas na sombra até a hora do plantio, e plante-as o mais rápido possível. Retire-as da embalagem e mergulhe-as em água por dois a três minutos.

Localize o ponto de enxerto, ele fica na junção entre a raiz e o galho principal. Ao plantar, ele deve ficar fora da terra cerca de 1 cm. Coloque a muda e vá completando com terra aos poucos, colocando-a levemente em torno da raiz. Depois, regue bem.

Também dá para plantá-las em vasos, embora não se desenvolvam tão bem. Para isso, você deve misturar 10 litros de terra comum de jardim ou horta, 10 litros de húmus de minhoca ou composto orgânico, 100g de farinha de osso e 50g de fertilizante granulado NPK 10.10.10.

Cuidados
Logo após o plantio das mudas, até a primeira floração, regue uma vez por dia, de preferência à tarde. Depois, recomenda-se regar uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana em época de seca. Na temporada de chuvas, é possível suspender as regas. Seguir esses procedimentos é importante, pois roseiras não gostam muito de água, então, a terra deve permanecer ligeiramente seca entre uma rega e outra.

Pode-se fazer de duas a três adubações por ano. A primeira deve ser feita logo após a poda anual, que ocorre entre julho e agosto, já a segunda pode ser feita entre novembro e dezembro, e a terceira, entre janeiro e fevereiro. A melhor adubação é a orgânica, com esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona.

As quantidades, para cada metro quadrado de canteiro, são: 20 litros de esterco curtido ou 2 Kg de composto orgânico; 200g de farinha de ossos; 100g de torta de mamona.

A primeira poda da roseira deve ser feita um ano após o plantio, e repetida todo ano, entre os meses de julho e agosto. Os dias frios do inverno são ideais para se fazer a poda das roseiras, é ela que irá incentivar o surgimento de novos brotos e aumentar a floração. Para começar, faça uma limpeza, cortando todos os galhos secos ou fracos, o corte depende da espécie (para as mais rasteiras, entre 20 e 25 cm, para as rosas maiores, entre 80 cm e 1 m).

Também é importante livrar a roseira das flores murchas, durante o ano todo, pois esse procedimento impede a formação de sementes e garante maior quantidade de flores.

Há também ácaros, trips e besouros, que precisam ser combatidos com agentes. Já as doenças, como mofo-cinzento, mofo-branco, mancha-´reta e míldio, devem ser tratados como produtos específicos vendidos em casas especializadas.

As pragas e as doenças são grandes inimigas das roseiras. Os pulgões são os mais comuns, e podem destruir a plantação se não forem combatidos (a melhor maneira é com calda de fumo, veja receita abaixo). As formigas-cortadeiras também costumam aparecer para picotaras folhas da roseira, um bom formicida é suficiente para combatê-las.

Em vasos, a rega das roseiras deve ser diária, principalmente nos dias quentes. Após 50 dias, também é importante aplicar fertilizante líquido na raiz, de acordo com as indicações do fabricante, e repetir o processo periodicamente.

Colheita
Em roseiras novas, corte as primeiras com hastes bem curtas e as subsequentes com hastes um pouco mais longas. Em plantas formadas, as hastes podem ser cortadas até 2/3 do comprimento do galho.

Receita – Calda de fumo
Ingredientes: 20 cm de fumo de corda (adquirido em tabacarias ou lojas especializadas) e ½ litro de água

Modo de preparo
Deixe o fumo de molho na água durante um dia. Para aplicar sobre as plantas, utilize de três a cinco colheres de sopa desse preparado diluído em um litro de água. Pode aplicar com o auxílio de borrifador. . O uso não é recomendado após oito horas do preparo.

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Cravos Chinensis
Nome científico: Dianthus caryophyllus.
Variedade: Chinensis.Nome comum: Cravo ou Cravina.
Nomes populares: Cravo, Cravina, Cravinhas, Cravo-do-Poeta, Cravo da China.
Família: Caryophyllaceae.
Origem: Região Mediterrânica, China.

História: Os cravos eram considerados, “flores divinas” pelos antigos gregos, sendo também muito retratadas na época do renascimento, pois era símbolo de fidelidade. Muito citada na literatura, a flor desta planta tinha um significado especial, pois representava o homem nos romances, enquanto a rosa representava a mulher.

Descrição: Planta perene, de curta duração, muitas vezes cultivada como anual. Possui caule herbáceo, ramificado, de cor verde claro a verde azulado, de porte ereto e com nós salientes. As folhas são persistentes, sésseis, de inserção oposta e de forma linear, de cor verde médioa verde azulado. Não possuem pecíolo e nascem diretamente abraçando os caules. As flores são solitárias, paniculadas ou no topo do caule, com cálice tubular com 5 sépalas abertas e estendidas com um diâmetro de cerca de 3 cm, dobradas com as bordas recortadas. Apresenta uma vasta variedade de cores desde o branco, rosa, vermelho e amarelo, com diversas tonalidades e misturas. O fruto é uma cápsula. Estas plantas podem atingir alturas de 20-45 cm.

Sementeira: No local definitivo na Primavera/Verão (Maio/Julho) ou Outono nas zonas mais quentes. Em estufa de Janeiro a Abril. Usar uma boa terra para a sementeira, cobrindo as sementes com uma fina camada. Manter a terra úmida até germinarem (7-14 dias), diminuindo depois as regas. Temperatura ideal para a germinação é de 15-20 Cº.

Transplante: Primavera /Outono. Transplantar quando as plantas apresentarem tamanho suficiente. Espaçamento de 15 cm.

Crescimento: Médio.

Luz: Sol. Exigente em luminosidade. Planta de dia-neutro.

Solos: Prefere solos franco-arenosos, férteis, bem drenados, neutros a calcários. A Cravina é uma planta sensível à falta de arejamento.

Temperatura: Clima temperado a temperado-quente. Planta semi-rústica.

Rega: Regular.

Adubação: Quando necessário ou na altura da floração. Não utilizar fertilizantes á base de amônio. Ex. 5-10-5.

Poda: Cortar as flores secas para prolongar a floração. Amparar os caules altos com canas.

Floração: Verão. Nas espécies perenes, em condições adequadas pode florir durante todo o ano.

Pragas e doenças: Afídeos, ácaros, tripes, mosca branca, Fusarium, Rhizoctonia, Alternaria, Botrytis, ferrugem.

Multiplicação: Semente ou estacas.

Utilização: Canteiros, maciços e bordaduras, flor de corte, vaso.

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Luminosidade no cultivo das Bromélias
As bromélias espinhentas, rígidas e de folhas estreitas, folhas cinzentas, avermelhadas ou com centro avermelhado apreciam mais luz, algumas podem receber sol direto pela manhã ou fim da tarde.

As de folhas macias, verdes, apreciam locais à meia sombra.
A luz das 13 até às 16 horas, principalmente no verão pode quase paralisar o crescimento da planta.

É costume em floriculturas falarem de “bromélia de sol”, na verdade são poucas que apreciam muito sol, na mata onde estão fixas nos troncos elas não tem opção e por fotografias pode-se ver o estado das folhas, muito danificadas, queimadas e judiadas.
Se receberem a luz do sol coado por folhagens das árvores, sob arbustos, protegidas do sol forte demais, com certeza ficarão mais bonitas.

Sabe-se que a bromélia recebeu sol demais quando as folhas começam a amarelar, o verde fica mais claro, podendo, em casos graves, ficar ressecadas e queimadas.

Exemplos: Nidularium, meia sombra, Neoregelia, muita luz.

Adubação
Devemos cuidar para não usar fertilizantes com boro, cloro ou fósforo em excesso, é o principal item na parte de adubação de reposição das bromélias.
As plantas têm a capacidade de absorver com rapidez os nutrientes.
Na mata as que possuem o tanque central, que fica com água da chuva ou orvalho, tem na poeira, em pequenos insetos e folhas decompostas seu material de sustento.

As raízes da maioria são necessárias para sua nutrição, mas também para fixação, já que a maioria cresce sobre troncos. Menos no gênero Tillandsia, que absorve pelo ar a umidade e os nutrientes, suas raízes servem somente para fixação.
Todos já devem ter visto aquelas plantas nos fios de energia, que chamamos de cravo-do-mato.
Seu nome é Tillandsia aeranthus e proliferam com rapidez, mas não tem substrato nenhum.

Tillandsia aeranthus

Pode ser feita adubação foliar líquida, sempre abaixo da quantidade recomendada para ornamentais, evitando queimar as plantas.
As folhas centrais têm grande capacidade de absorção de nutrientes.

Granulados dissolvidos em água e colocados no substrato de Vriesia, Gusmania e Nidularium serão absorvidos também com eficiência. Somente que este granulado deverá ser diluído e o líquido coado antes de colocar no aspersor.
Poderá ser usado o de formulação NPK 10-4-16, pois a planta necessita de potássio em maior dose.
A adubação feita na primavera é mais eficiente, pois a planta está em crescimento maior que no inverno e absorverá e utilizará melhor os nutrientes.

Temperatura
Temperaturas elevadas não são problema para as bromélias, acostumadas a climas quentes no seu habitat.

Temperaturas baixas no inverno, como ocorrem nos estados do sul do país podem propiciar problemas para as plantas, principalmente em jardins, já que nas produções o cultivo é feito em estufas. A temperatura de inverno mais baixa a suportar fica em torno de 12 a 15ºC.

O gênero Guzmania não aprecia muito calor, desenvolve-se melhor na faixa dos 20 a 25ºC.

O local de cultivo em jardim tem mais ar circulante, mas em estufas e viveiros devemos colocar a orientação do mesmo de modo que os ventos da região, para que haja o arejamento do espaço interno para evitar doenças fúngicas.
A Tillandsia é sensível a ambientes abafados.

Umidade
A bromélia de zona quente e úmida como a floresta Amazônica e Mata atlântica aprecia alta umidade relativa do ar e seu ambiente de viveiro e cultivo deve assim ser reproduzido.
Não quer dizer que deva ser encharcado seu substrato, mas a umidade do ar pode ser feita por nebulizadores.

Para cultivo caseiro, borrifar sobre a planta longe do sol também ajuda.
Vriesia e Nidularium apreciam ambientes mais úmidos.

Pragas
As pragas mais comuns às bromélias também são as mesmas das outras plantas ornamentais, como cochonilhas, pulgões, aranha vermelha, lesmas e lagartas.
A aplicação de sulfato de nicotina ou óleo de nim é uma solução ecológica e eficiente.

Podemos controlar as lesmas com uso de iscas atrativas em potes no canteiro ou viveiro.
Para canteiros em casa, espalhar cinza de lareira ou fogão ao redor, não prejudica as plantas e repele as lesmas.

Ambientes úmidos em viveiros são lugares para aparecimento de fungos.
A opção de usar fungicidas é de cada viveirista, mas o amador deve evitar. São venenos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente.

Quando notar aparecimento de fungos, retire do local a planta para evitar transmissão à produção, lavar com água e sabão as folhas (sabão comum) enxaguando bem e deixá-la à sombra de quarentena.
O uso de chá de alho costuma ser eficiente.

abelinha

chás
O Chá é bebida preparada com folhas, raízes, flores de chá e água quente. A cada maneira de preparo, um novo sabor é encontrado, de acordo com o processo utilizado. Muitos chás possuem propriedades medicinais e você pode cultivá-los em sua própria horta ou jardim.

Veja abaixo algumas dicas:

1 – Se você preferir cultivar ervas em um vaso, este deve ter um terço da metade da altura da planta.

2 – Ervas altas precisam ser podadas regularmente. (EX: Aneto, alfazema).

3 – A mistura para colocar plantas no vaso pode ser constituída de partes iguais de terra vegetal esterilizada e areia grossa. Colocar um pouco de estrume curtido também é recomendado.

4 – Se você quiser cultivar suas ervas dentro de casa, mantenha seus vasos próximos de uma vidraça ensolarada. Dessa forma, suas ervas crescerão no verão tão bem quando se estivesse do lado de fora de casa.

5 – A temperatura do ar entre 10°C e 25°C, umidade 50% e luz solar durante cinco horas diárias são consideradas as condições ideais. Caso contrário, as ervas podem crescer fracas e com pouco sabor.

6 – Ar fresco, sem vento, também é ideal.

7 – Caso as folhas fiquem pálidas, fracas e murchas é sinal de que não estão recebendo luz suficiente.

8 – No inverno coloque seus vasos sobre seixos, em uma bandeja de plástico ou metal cheia de água junto ao fundo dos vasos e duas vezes ao dia, borrife as plantas (No inverno é aconselhável regar as plantas com água morna).

9 – Plantas dentro de casa são mais suscetíveis às pragas. Portanto, lave-as delicadamente, caso encontre alguma praga.

10 – Caso você não possa oferecer às suas plantas a quantidade suficiente de luz solar, procure cultivar ervas que necessitam menos de luz e que toleram bem a sombra parcial. (Ex: salsa, hortelã-pimenta, a borragem).

11 – O solo ideal para o cultivo das ervas deve ser bem drenado. Terrenos inclinados cercados de tijolos, pedras ou blocos de concreto conservam o jardim mais limpo, além de ser mais fácil de cuidar.

12 – Se você quiser preparar o solo, siga as dicas:
*Cave um buraco bem findo de no mínimo 30 cm.
*Coloque varias pás de material orgânico (húmus de folhaas, estrume curtido, adubo e areia grossa), caso o solo seja duro ou tenha muita argila.
*O solo levemente alcalino ou neutro são os preferidos das ervas.
*Verifique o pH do Solo. Para isso, utilize um “kit de teste” encontrado em lojas de jardinagem. Caso o solo esteja com pH acima de 7,5, coloque uma fina camada de cal e o solo estará pronto para cultivar suas ervas.

Importante
Não se preocupe com o tamanho do jardim. Isso não é importante para o cultivo das ervas. É muito prazeroso utilizar ervas cultivadas por você em sua própria casa ou jardim.

folhinhas