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Ciclame

ciclame

O ciclame inclui-se entre as poucas plantas que embelezam interiores na época do inverno, produzindo sua delicada floração do outono até a primavera. À primeira vista, parece que sua folhagem povoa-se de borboletas coloridas, tal o formato das pétalas características das várias espécies.

Cada exemplar desenvolve-se a partir de um cormo em forma de disco ovalado, grosso e fibroso. Na parte de baixo, assume contornos arredondados, onde nascem as raízes; na superfície superior, o cormo apresenta uma depressão na qual se desenvolvem as hastes das folhas e flores. Em estado natural, esses cormos contêm muito amido, fato que atrai animais que se deliciam com a planta. Nas regiões em que isso acontece, às vezes o ciclame recebe o nome popular de pão-de-porco. Outra curiosidade sobre o gênero reside na disseminação de exemplares silvestres cujas sementes são transportadas por formigas, a grandes distâncias.

A espécie cyclamen persicum, Ciclame da Pérsia, tornou-se a mais conhecida, assim como as variedades que dela derivaram. As flores, que lembram borboletas, com suas pétalas invertidas, desenvolvem-se a partir da base, sucedendo-se, em constante floração, de maio a setembro.
As hastes florais atingem cerca de 25 cm de altura e carregam uma única flor, que pode se apresentar de diversas cores, entre branco, vermelho, rosa, salmão, púrpura e combinações diferentes. Em algumas variedades, os bordos das pétalas apresentam-se ondulados.
Suas folhas, cordiformes, possuem um caprichoso desenho verde-prateado sobre fundo verde-escuro na maioria das espécies, o que confere à planta um aspecto ainda mais vistoso.

Quando recebe um tratamento adequado, o ciclame dura de três a quatro anos, fornecendo floradas mais profusas a cada inverno, até que complete seu ciclo vital.

O cyclamen persicum do norte da África, Oriente Médio e Creta, possui folhas cordiformes e arredondadas, de fundo verde-escuro e desenhos cinzentos ou verde-prateados. A floração surge na ponta de longas hastes e colore-se de branco, rosa, vermelho ou púrpura.

As variedades agrupam-se sob a denominação c. persicum giganteum: a ‘Candlestick’ apresenta flores rosadas com manchas rosa-avermelhadas; a ‘Bonfire’, compacta, tem floração escarlate e brilhante, com folhas desenhadas; a ‘Rococo’, de florada rosa ou vermelho-rosada, possui pétalas espessas com bordos crespos e centro vermelho-escuro; e a ‘Vogt’s Double’, com flores dobradas, colore-se de tons rosados.

- C. graecum, da Grécia continental e insular, apresenta desde flores em tons rosa-pálido até nuances mais escuras, aparecendo em março. Possui folhas sedosas, cordiformes, caprichosamente desenhadas em branco-prateado, com bordos mais grossos e rijos.

- C. Iibanoticum, do Líbano, tem folhas verde-escuras, muitas vezes com marcas amarelas e de vários coloridos no verso. Apresenta flores relativamente grandes, rosa-arroxeado e com pintas purpúreas.

- C. balearicum, da ilha de Majorca e outras da região, floresce de setembro a outubro. As flores, de delicado tom branco-rosado, apresentam a garganta cor-de-rosa e um leve perfume.

Os cuidados de verão reduzem-se ao mínimo, uma vez que o principal período de atividade da planta concentra-se entre maio e setembro. Do final da primavera até meados do outono, o ciclame atravessará a época de dormência. Logo que as hastes secarem, arranque-as do cormo. Se você deixar tocas, eles tenderão ao apodrecimento. Por isso, no momento de tirar as hastes, procure fazê-lo bem rente ao cormo. Para ter certeza de não danificar a planta, espere que os pecíolos e pedúnculos sequem por completo para arrancá-los.

Durante a época mais quente, apenas umedeça o solo à volta do cormo. Só aumente a quantidade no momento em que a planta rebrotar. Equilibre as regas de verão para não encharcar o composto e nem ressecá-lo.

O segredo para se obter um belo exemplar consiste na dosagem correta das regas. Coloque o vaso sobre um prato com água e deixe-o absorver o que necessita, durante vinte minutos. Passado esse período, jogue a água restante fora. A água que evapora dos seixos nos momentos mais quentes do dia atinge folhas e flores, refrescando-as. Se você regar o ciclame por cima, correrá o risco de molhar excessivamente a depressão do cormo, o que causará o apodrecimento pela base.

Os botões devem aparecer no fim de março ou em abril, numa sucessão de flores que durará até outubro. Nessa época de crescimento, deixe a planta em ambiente com cerca de 10 a 15°C e boa iluminação, evitando o sol direto, a fim de que as flores não feneçam muito depressa. Adube com fertilizante líquido a cada duas ou três semanas, para auxiliar o desenvolvimento do exemplar.

Esse gênero aprecia um pouco de ar fresco e de umidade enquanto estiver florescendo. Remova qualquer folha ou flor que morrer, dando uma rápida girada em sua haste, de forma que ela se quebre junto à superfície do cormo.

No final da primavera, quando o exemplar inteiro começa a se extinguir, diminua aos poucos a quantidade de água fornecida à planta. Assim, evita-se um crescimento temporão, ajudando-se o inicio do período de dormência. Daí em diante, molhe o composto apenas para que não resseque.

Depois da florada, quando já não houver mais folhas, e se o exemplar estiver muito apertado no vaso, proceda ao replantio. Talvez você precise trocar os recipientes todos os anos, mas só o faça quando as raízes realmente estiverem amontoadas. O ciclame prefere um pouco de aperto para florescer. Utilize terra adubada – com substratos preparados ricos em matéria orgânica – sobre uma boa camada de pedregulho, para melhor drenagem e sempre em locais protegidos.

Propagação
Quando se tem bastante prática em jardinagem, torna-se possível conseguir ciclames por sementes. Semeie de janeiro a março. Mantenha a sementeira entre 18º e 24°C, em local muito sombreado e quente. Umedeça o solo de leve; as germinações devem aparecer no prazo de cinco a seis semanas. Transplante as mudas para vasos individuais de 5 cm, umedeça o composto e deixe-os entre 15 e 18°C. Vá trocando o tamanho dos vasos assim que as raízes crescerem demais. Por volta de novembro, os exemplares devem estar em recipientes com 10 a 15 cm de boca. Adube a cada seis semanas. Depois de abril, trate a planta como adulta.

Ao dividir um cormo, remova a terra de suas raízes.
Deixe brotos de folhas nas duas metades. Pulverize o corte com enxofre.
Plante cada metade em vasos separados e mantenha-as em local fresco.

Problemas e soluções
O excesso de água pode levar à descoloração das folhas e, no final, ao apodrecimento das raízes, do cormo e dos caules. Deixe a planta em local mais seco e arejado; corte as partes afetadas e molhe o ciclame com o método do prato com água, nunca diretamente no solo.

Folhas murchas e amareladas revelam que o ar está seco e a temperatura muito alta, ou que a planta permaneceu por longo tempo ao sol. Mude-a para um lugar de meia-sombra que, porém, possua claridade. Deixe o solo úmido e à temperatura de 15 a 18°C.

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avenca

A avenca tem sido cultivada há muito tempo e por isso tornou-se uma das plantas mais populares que se conhece. Mas exige cuidados constantes, pois, muito suscetível, sente-se agredida pela mais leve mudança no ambiente. Todas as espécies possuem folhagem delicada, com muitos folíolos que pendem de caules finos, eretos, rijos e de cor marrom-escuro.
Tem difusão mundial, com espécies e variedades da Europa, Ásia, Austrália e das Américas.
As raízes consistem em caules delgados mas robustos, que crescem sob o solo, a pouca profundidade. Na verdade, não se trata de uma raiz, mas de um rizoma. Recebendo tratamento adequado, ele estará em constante brotação, lançando novas folhagens que nascem enroladas como pequeninas bolas verdes e vão se soltando à medida que o caule se desenvolve.
O segredo para o cultivo da avenca reside em fornecer-lhe calor, muita umidade atmosférica e fora do vento direto, caso contrário a planta fenecerá.

Dentre as mais interessantes variedade encontramos a Scutum roseum, que apresenta brotos avermelhados que se tornam verde-escuros. A Wrightii, menor, é rosada ao nascer e se torna verde quando adulta.

Plante ou replante a avenca nos meses de primavera, num bom composto orgânico formado por duas partes de terra, uma parte de calcário, uma de areia, outra de carvão vegetal granulado e um pouco de fertilizante de boa qualidade.
Coloque a planta em local semi-sombreado para que os raios solares não a atinjam diretamente. Verifique se a temperatura não está muito alta, pois as avencas detestam o calor excessivo. Quando isso acontecer, proteja o vaso, borrifando bastante água a seu redor para aumentar a umidade atmosférica no ambiente. Além disso, coloque o vaso sobre um prato contendo seixos molhados.
Regue com regularidade, nos meses de calor, apenas para manter o composto bem úmido, tendo o cuidado de não encharcá-lo. Em pleno verão, molhe duas vezes por semana.
Adube a cada quinze dias, com fertilizante líquido (você pode misturá-lo à água das regas), durante toda a primavera e o verão.

Não exponha suas avencas a temperaturas inferiores a 13°C, senão sua folhagem desaparecerá e ela poderá morrer. O mesmo acontece quando a planta recebe correntes de ar frio.
Se os ramos escurecerem e começarem a murchar depois do inverno, corte-os com uma tesoura pontuda e afiada, bem rente à terra.

Problemas e Soluções
Quando não recebem os cuidados adequados, as avencas tornam-se suscetíveis e doentias.
* Uma folhagem ressecada pode resultar da falta de umidade atmosférica, em conjunto com solo seco e ambiente abafado. Providencie água, maior umidade e ar puro para conseguir uma folhagem viçosa.
Encharcar também é um erro: as avencas tomam muita água no calor, mas se a temperatura cair e a planta continuar a receber a mesma quantidade de água, a tendência será o apodrecimento dos rizomas. Pare de regar por alguns dias, até o solo ficar apenas úmido. Depois, regue só duas vezes por semana.
* Se as folhas ressecam ou ficam pendentes, parecendo murchar, a causa deve ser excesso de sol ou falta de adubo. Desloque a planta para um local sombreado e alimente-a a cada quinzena.
* A avenca, como as samambaias, é muito sensível à poluição, que escurece suas folhas. Retire a planta da cozinha ou de ambientes viciados.
* Cochonilhas lanuginosas raramente atacam as avencas, mas quando o fazem parecem-se com pequenos floquinhos de algodão. Destrua-os utilizando um cotonete embebido em uma mistura de álcool e água em partes iguais.
* Os ácaros poucas vezes atacam avencas, mas quando o fazem deixam uma teiazinha branca. Para eliminá-los, embeba um pincel com um acaricida e passe-o nas folhas durante dois ou três dias.
Nota - não confunda com pragas os esporos que se formam na superfície inferior das folhas e cuja função é gerar novos exemplares. Melhor do que qualquer especialista, a natureza se encarrega de espalhá-los com o vento e de proporcionar condições para que germinem, dando continuidade ao ciclo vital.

Dicas de cultivo
Mistura de solo ideal tanto para vasos como para canteiros:
1 parte de areia, 1 parte de terra vegetal e 1 parte de pó de fibra de coco. Essa mistura é leve, retém umidade, mas apresenta boa drenagem.

Propagação
A cada três anos, na primavera, divida os rizomas adultos e plante cada parte num composto orgânico formado por duas partes de terra, uma de calcário, uma de areia, outra de carvão vegetal granulado e um pouco de fertilizante.
Como não florescem, as várias espécies de avenca não podem ser semeadas. Todavia, os esporos produzidos no verso de algumas folhas podem germinar. Têm o aspecto de grãos de poeira e só produzem novos exemplares quando manuseados por especialistas, que propiciam as condições ideais.

Para separar as mudas, vire o vaso e dê-lhe uma batida por trás.
Segure a planta com a mão, logo acima da terra.
Com cuidado, vá puxando a avenca para fora do vaso.

Segure o aglomerado de rizomas com as duas mãos e parta-o em dois.
Cultive as partes separadamente, em vasos onde os rizomas tenham espaço suficiente.

Replante, usando o composto já indicado.
Firme-o, em volta do vaso todo, com os polegares, para evitar as bolsas de ar.
Regue as mudas novas com bastante água.

Cuidados na Compra
* Escolha exemplares que estejam plantados em compostos bem úmidos e rejeite os que possuírem algum ramo ressecado.
* Evite plantas expostas ao ar livre.

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Abutilon striatum

Com ciclo de vida perene, as espécies do genêro Abutilon, originarias de zonas tropicais e subtropicais da América do Sul, desenvolvem-se rapidamente, tornando-se vigorosos arbustos de textura semi-lenhosa, de ramagem ramificada e escandente, que podem alcançar de 2 a 3 metros de altura quando conduzidas como trepadeiras sobre um suporte adequado, como treliças e cercas, ainda mais quando colocadas em jardins ou jardineiras amplas.

Apresentam folhas cordiformes, alongadas e verdes, com margens serrilhadas. As flores de tonalidade alaranjada, são muito delicadas e bonitas, sustentadas por um pedúnculo também pendente. Os ramos são recurvados para baixo, como se estes fossem pesados.

Algumas variedades possuem folhas manchadas de amarelo. Produzem belas flores pendentes, que aparecem especialmente no verão. Se a planta for cultivada em ambientes quentes, poderá florescer o ano todo, com flores brancas, amarelas, alaranjadas, cor-de-rosa e vermelhas, resultantes de hibridizações.

Entre as variedades de maior efeito decorativo estão as que possuem flores de um amarelo intenso ou aquelas de tonalidade vermelho-alaranjada.

A. vitifolium cresce até 2,5 m; tem folhas verdes aveludadas e flores bem abertas.

Plantadas em vasos, atingem a altura média de 1,5 m, podendo crescer ainda mais quando colocadas em jardins ou jardineiras amplas. Seus ramos delgados sustentam várias folhas de recortes marcantes e coloração verde-escuro.

A. megapotamicum apresenta pétalas amarelas com um exuberante cálice inflado e vermelho. Suas folhas são alongadas.
Sua utilização paisagística é ampla, podendo ser plantada isolada ou em grupos, maciços ou renques. Adaptam-se, também, ao plantio em cestas suspensas evidenciando as flores pendentes.

Podem ser cultivada em todo o território brasileiro, sem problemas com o clima e são tolerantes a geadas fracas.

Suas flores produzem néctar e são atrativas para beija-flores, abelhas e borboletas.

Todos os anos, em setembro, replante seu abutilon de vaso, em mistura nova, antes que comece o crescimento ativo. Mantenha o vaso úmido e não deixe a terra em torno da planta secar completamente, se ela estiver no jardim. Nos períodos de calor, as espécies  cultivadas dentro de casa devem ser pulverizadas com água todos os dias.

Desenvolvem-se melhor à temperatura de 10 a 15°C. Quanto mais intenso o calor, mais ar fresco necessitam, em especial se cultivadas em ambiente abafado. A planta absorve com rapidez uma grande quantidade de nutrientes. Por isso, deve ser adubada a cada duas semanas com um fertilizante de boa qualidade.

Durante todo o ano, e em especial no verão — época de maior crescimento — procure colocar seus abutilons em lugares onde recebam bastante luz, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. Ambientes sombreados demais prejudicam o desenvolvimento dessa planta. Quando cultivadas em vasos, devem ser colocadas ao ar livre para receber iluminação.

Efetue a poda na primavera, para que a planta fique bem formada. Corte os brotos laterais pela metade e amarre o caule a um suporte de bambu.

Devem ser cultivadas sob sol pleno ou meia-sombra. Aprecia o clima ameno, podendo ser cultivadas em regiões subtropicais, mediterrâneas ou tropicais de altitude. Adubações semestrais estimulam intensas florações. Multiplica-se por estaquia.

Abutilon thompsoii possui folhas verdes e é a única espécie sem folhas pilosas. Necessita de muita luminosidade para a folhagem ficar viçosa. Suas flores têm colorido avermelhado e nascem de setembro a março, em regiões quentes e amidas. É uma exuberante folhagem para pátios e jardins. Com podas adequadas esta espécie cresce rapidamente.

Pode ser feita uma segunda poda no outono, para estimular o crescimento arbustivo.
e obter uma folhagem mais compacta.
Caso você more em região muito fria no inverno, com temperatura abaixo de 5°C, sua planta poderá perder as folhas. Proteja-a com plástico transparente e não adube até o desenvolvimento recomeçar, por volta de setembro.

Durante os meses frios, regue apenas para manter o solo úmido: caso a terra seque completamente, a planta poderá orrer.

Propagação
A planta pode ser propagada por meio de estacas de galho feitas entre setembro e outubro. Com uma faca afiada, corte 12 a 15 cm de cada ramo superior. Plante as estacas numa mistura de terra argilosa e areia, e mantenha-as em local quente e bastante ventilado, pois assim soltarão raízes dentro de poucas semanas. Umedeça a mistura constantemente.
Quando as mudas brotarem, transplante cada uma delas para um vaso de barro ou um recipiente de plástico. Se preferir, adquira sementes em lojas especializadas ou em viveiristas (aproveite para pedir algumas dicas) e semeie no próprio jardim ou em caixotes cheios de composto orgânico com areia.
A germinação ocorre a uma temperatura média de 21°C, tanto no chão quanto em sementeiros.

Cuidados na compra
Procure adquirir plantas viçosas e com bastante ramagem. Evite os exemplares muito “espinhados”, a não ser que possa podá-los de imediato. Descarte também os que pareçam ressecados e os plantados em misturas secas.

Problemas e soluções:
Quase sempre imunes a pragas, as plantas do gênero Abutilon têm cultivo fácil. O único problema é o pulgão.
Para exterminá-lo, pulverize com inseticida ao ar livre, para evitar a inalação de gases tóxicos.

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aspargus

Nativa do sul da África, a maioria dos aspargos ornamentais cresce rapidamente, se tiver as condições necessárias ao seu desenvolvimento: calor, meia-sombra e umidade atmosférica alta. Alguns exemplares desenvolvem raízes superficiais, que lhe asseguram a sobrevivência em ambiente com excesso de ventilação ou frio demais. Todas as espécies formam touceiras de folhagens, bem verdes e tenras. O Asparagus densiflorus ‘Sprengeri’ – provavelmente a espécie mais comum – apresenta ramos delgados e delicados, cobertos de folhas parecidas com agulhas, verdes e brilhantes. Da mesma forma que a maior parte dos aspargos, essa espécie, quando adulta, produz flores minúsculas, em forma de estrelas, de cor branco-rosada. No final do verão, começam a aparecer frutinhos vermelhos.

O cultivo do aspargo ornamental em um canto à meia-sombra deixa-o mais viçoso, com sua folhagem bonita, de aparência rendada. Coloque o exemplar em um vaso suspenso, para conseguir um efeito de cascata, ou conduza os ramos das espécies trepadeiras por uma treliça ou uma tela.

Como cuidar
Em setembro, antes de recomeçar a brotação, corte os ramos mortos ou murchos, com uma faca afiada, bem junto à base da planta. Depois, se o solo estiver ressecado, mergulhe o vaso em um balde cheio de água morna, para ajudar a planta a se recuperar. Deixe o exemplar em ambiente aquecido, por alguns dias, a fim de replantá-lo (se houver necessidade) em uma mistura de partes iguais de terra argilosa, areia e composto orgânico. Coloque a planta em um lugar claro, mas sombreado. Regue abundantemente, a cada dois dias, no período de calor mais intenso e adube quinzenalmente com fertilizante líquido, durante toda a época de brotação e de florescimento. Quando houver dias mais quentes, pulverize água em volta do aspargo ornamental e auxilie o aumento da umidade atmosférica colocando o vaso por cima de uma camada de seixos com água.
O Aspargo ornamental aprecia temperaturas por volta de 13 a 15°C.

Outono e inverno

Apesar de o aspargo aguentar temperaturas baixas, é melhor não deixá-lo em ambientes que estejam a menos de 7°C. Quando a temperatura estiver abaixo dessa marca, regue menos e pare de adubar, até que volte a esquentar, na primavera. Dê uma razoável luminosidade à planta, senão as folhas podem murchar e cair.

Propagação

Semeie no final de setembro ou em outubro, utilizando uma parte de terra argilosa, uma de composto orgânico e duas de areia, para uma boa drenagem. Mantenha a sementeira úmida e arejada, a uma temperatura estável, por volta dos 21°C. As brotações devem aparecer em três ou quatro semanas. Quando tiverem de 5 a 7 em de altura, transplante-as para vasos com 7 cm de boca, cheios de composto semelhante ao das plantas adultas. Depois de uns dois meses, as mudas já devem ter encorpado, apresentando vários ramos. Transfira-as novamente para vasos proporcionais. Espere cerca de seis semanas. para começar uma adubação regular.

Como alternativa, você pode dividir uma planta adulta, em setembro. Separe as raízes superficiais e corte fora as danificadas. Plante em mistura igual à da planta-mãe e mantenha os vasos sombreados, úmidos e a uma temperatura de 15°C.

Problemas e Soluções
Folhas amarronzadas e que caem, recobrindo-se na base por teias finas, revelam o ataque de ácaros vermelhos. Combata com um bom acaricida e, nos dias quentes, mantenha a umidade em volta da planta.
Se aparecerem cochonilhas, retire-as manualmente e passe um algodão com uma mistura de partes iguais de álcool e água.

Cuidados na compra

Escolha sempre plantas jovens, que estejam encorpando.
Evite as que tenham folhas amarelas ou ramos sem folhas.

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morangos
Ter morangos em casa, sempre frescos, sem agrotóxicos e sentir a magia de você mesmo ter cultivado são uma compensação incomparável. Realmente vale a pena plantar qualquer coisa que seja em casa.

Os morangos podem ser cultivados em vasos com muito sucesso. O ideal conseguir mudas de morango, basta retirar um broto (estolho – é um tipo de caule rastejante que emite brotações laterais que em intervalos sucessivos pode criar gemas com raízes e folhas. Desta forma o estolho permite a propagação vegetativa da espécie.) dela e plantar na sombra.

Pode-se começar com apenas um morangueiro, plante no mês de março/abril/maio, quando for junho/julho/agosto já estará produzindo. Quando for Dezembro ele começa a soltar as novas mudas, se tiver espaço deixe que elas enraízem sozinhas em volta da planta mãe, ou então, comece a plantar em copos de plástico com terra, sem cortar o cordão que os unem a planta mãe, isso favorece o enraizamento e o posterior transplante.

Não se esqueça de furar o fundo dos copos plástico. Tendo feito isso, no mês de março ou abril, as novas mudas já estarão bem enraizadas e prontas para o replantio em local definitivo.

Nos meses de janeiro/fevereiro/março enquanto as novas mudas estão lá enraizando nos copos plásticos e atreladas à planta mãe, deve-se preparar o local para o replantio, adubando bem a terra com adubo animal de curral curtido ou composto orgânico.

Caso deixe que as novas mudas enraízem em volta da planta mãe, quando for replantar, retire-as com um pouco de terra para que não sinta tanto no replantio.

Quando do replantio, deixe um espaço de aproximadamente 40 cm entre os morangueiros, regue diariamente, de preferência de manhã evitando molhar as folhas, se puder faça por gotejamento.

No local onde está plantado o morangueiro, cubra a terra com raspa de serragem para manter a umidade e também para quando produzir, os morangos não fiquem em contato direto com a terra.

Os morangos produzidos desta forma para consumo próprio são completamente biológicos, sem adubos e sem pesticidas. Para plantar os morangueiros, escolha um local onde apanhe bastante sol, uma vez que o morangueiro necessita de no mínimo 6 horas de calor direto por dia. O solo não pode ser seco nem muito úmido, deve–se regar com freqüência.

Elimine as ervas daninhas, o morangueiro é inimigo de plantas invasoras, gosta de viver sozinho. Não regue suas folhas, molhe a terra onde ele está plantado.

Ao plantar, enterre apenas as raízes, deixando as folhas totalmente de fora, e as raízes devem ser enterradas retas em direção ao fundo, nunca dobre as raízes ao plantar.

Depois que já tiver vários morangueiros, ao final da safra retire do canteiro, deixando apenas uns 4 ou 5 que serão os reprodutores de novas mudas, afinal não vai precisar de tantas mudas assim, considerando que um morangueiro produzirá cerca de 20 mudas, deixando 5 teremos aproximadamente 100, então se escolhe as melhores e replanta.

Se estiver plantado em vaso, deixe que ele solte as mudas e quando perceber que estão começando a enraizar plante nos copos plásticos ou em outros vasos e deixe desenvolver.
Resumindo, se tiver um só morangueiro e cuidar dele, no próximo ano terá vários e assim por diante, podendo até fornecer para alguns amigos.

Morangueiro necessita de cuidados diários, não os abandonem, regue com frequência, procure deixá-lo em local bem iluminado, prepare bem a terra com adubo animal de curral ou composto orgânico, retire sempre as folhas amarelada, enfim, cuide bem dele que terá frutos e novas mudas.

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orquidário

A orquídea pertence a uma família de plantas subdividida em mais de 1.800 gêneros e cada gênero possui de uma a centenas de espécies.

O número total de espécies oscila em torno de 35.000, espalhadas pelos quatro cantos do mundo. O gênero Isabelia, por exemplo, possui uma única espécie. O gênero Cattleya possui cerca de 70 espécies. E o gênero Bulbophylum tem mais de mil espécies. As orquídeas mais populares são dos gêneros ( C ) Cattleya, (L) Laelia (lê-se Lélia), (Onc) Oncidium (uma das espécies é conhecida como Chuva de ouro), (Milt) Miltônia, (Den) Dendrobium, (V) Vanda, (Phal) Phalaenopsis (lê-se Falenópsis), (Paph) Paphiopedilum, conhecido como sapatinho (lê-se pafiopédilum).

Nomes das Orquídeas
Os nomes das orquídeas são dados em latim ou grego clássicos, línguas mortas, para que sejam os mesmos no mundo inteiro e nenhuma língua viva prevaleça sobre a outra. Assim, orquidófilos de qualquer parte podem trocar idéias sobre as orquídeas sem fazer confusão. E como, felizmente, continuam a ser descobertas novas espécies, existe uma equipe especializada, chamada de taxonomistas, que recebe o registro de cada ‘nova’ planta e lhe dá o nome adequado, em latim, de acordo com sua linhagem ou de acordo com algum detalhe que lhe seja característico ou, até latinizam um nome próprio dado à flor.

A pronúncia também costuma oferecer dificuldades e há livros inteiros especializados no assunto.

Por ex.:
O conjunto de vogais ae lê-se e. Ex.: Laelia (Lélia). Exceção: Aerides (Aérides).

O conjunto de vogais oe também tem som de e. Ex.: Coelogyne (Celogine).

Ph tem som de F. Ex.: Phalaenopsis (Falenopsis).

X tem som de CS. Ex.: Xanthina (Csantina).

CH tem som de K. Ex.: Chiloschista (Kiloskista), Pulchelum (pulkelum), Ornithorhynchum (Ornitorrincum).

Para facilitar sua escrita, cada nome de gênero tem uma abreviação própria (colocada entre parênteses acima) que não pode ser mudada. Se você tem dificuldade em decorar os nomes, saiba que não está sozinho. Não é fácil pra ninguém. Mas é um esforço necessário, se você quer realmente dedicar-se às orquídeas. Se quiser considerar o lado positivo, saiba que é um ótimo exercício para agilizar a memória

Classificação por Habitat
De acordo com o lugar de origem, as orquídeas são classificadas como Epífitas, Terrestres ou Ripícolas.

Epífitas são a maior parte das orquídeas. Vivem grudadas em troncos de árvores, mas não são parasitas, pois realizam a fotossíntese a partir de nutrientes absorvidos pelo ar e pela chuva, não sugando nem necessitando da seiva da árvore para sobreviver.

Terrestres são as que vivem como plantas comuns na terra. Mas é uma porcentagem muito pequena em relação às Epífitas. Alguns exemplares mais cultivados são Cymbidium (Cym), Phaius, Paphiopedilum, Arundina, Neobenthamia, Bletia. Apesar de plantas terrestres, aceitam muito bem o plantio em xaxim desfibrado.

Rupícolas são as que vivem sobre rochas. Mas entenda que elas não vivem agarradas a uma pedra lisa, mas fixadas nos liquens e folhagens decompostas acumuladas nas fendas e partes rebaixadas da pedra. Ex.: Laelia flava.

Quando se tira uma orquídea de seu habitat, seu metabolismo pode mudar na tentativa de se readaptar ao novo ambiente. Por ex., a C. nobilior de Goiás, após amadurecer seus pseudo-bulbos, ficam meses sem chuva. Se trouxermos uma dessas plantas para nosso orquidário e deixarmos de regá-la por este tempo, ela irá desidratar e morrer. Por quê? Porque em seu habitat, embora não chovesse por tanto tempo, ela obtinha a umidade necessária para sua sobrevivência no líquen acumulado nas cascas porosas das árvores ou por outros agentes diversos invisíveis para o leigo. Quem chega não percebe estas sutilezas e, quando pensa que está reproduzindo as mesmas condições, pode estar redondamente enganado. Isto sem contar que a própria planta, por instinto de sobrevivência, como já foi dito acima, em ambiente novo, muda seu metabolismo.

Mas, se regarmos sempre com uma água levemente adubada, a planta manterá seu vigor ou até melhorará seu aspecto vegetativo.

Um outro exemplo é a Acacallis cianea, nativa dos pântanos do Amazonas, que vive em temperatura média de 40 graus com umidade relativa saturada. Levada para outra região, irá ressentir-se e ficará sujeita a ataque de pragas e moléstias, sucumbindo. Entretanto, se for cultivada num ambiente sadio e bem adubada, sua chance de sobrevivência e adaptação ao local aumentará consideravelmente. Plantas levadas para local adverso a seu habitat, recebendo a profilaxia adequada para sua adaptação, podem ser cultivadas com sucesso.

Temperatura
A maior parte se adapta bem a temperaturas entre 15 e 25 graus centígrados. Entretanto, há orquídeas que suportam temperaturas mais baixas, como Cymbidium, Odontoglossum, Miltonias colombianas, todas nativas de regiões elevadas. Outras já não toleram o frio. É o caso das orquídeas nativas dos pântanos da Amazônia, como C. áurea, C. eldorado, C. violácea, Diacrium, Galeandra, Acacallis. Assim, devemos cultivar orquídeas que se aclimatem no lugar em que vão ser cultivadas. Caso contrário, o cultivo será muito mais trabalhoso, muitas vezes resultando em perda da planta. Felizmente, no Brasil, a variação de temperatura é adequada para milhares de espécies, algumas se adaptam melhor no planalto, outras nas montanhas, outras nos vales ou no litoral, mas justamente a variação de clima e topografia propicia a riqueza de espécies que temos.

Água e umidade
A umidade relativa do ar (quantidade de vapor dágua existente na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas se desidratarão rapidamente. Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente. Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidade relativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento.

Luminosidade
Luz é essencial. O ideal é manter as plantas sob uma tela SOMBRITE de 50 a 70%, dependendo da intensidade da insolação local. Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de que estão precisando de mais luz. E se estiverem com uma cor amarelada, estão com excesso de luz. Existem orquídeas que exigem mais sombra: é o caso das microorquídeas, Paphiopedilum, Miltônias colombianas. Para estas plantas pode ser usada uma tela de 80% ou uma tela dupla de 50% cada. Há outras que exigem sol direto, como a Vanda teres e Renanthera coccinea que, se estiverem sob uma tela, poderão crescer vigorosamente, mas dificilmente darão flor. Há outras que também exigem sol direto como C. warscewiczii, C. persivaliana, Cyrtopodium pela simples razão de ser esse o modo como vivem nativamente

Quando decidir, plantar e replantar
A divisão e replantio devem ser feitos quando a planta estiver emitindo raízes novas, o que se percebe pelas pontinhas verdes nas extremidades das raízes, não importando a época, inverno ou verão. Quando for dividir a planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, o que se consegue molhando-as, pois ficam mais maleáveis. Sempre flambeie com uma chama (de um isqueiro, por ex.) o instrumento que vai usar para dividir a planta, para ter certeza de que a lâmina não está contaminada por vírus.

No caso de orquídeas monopodiais, como a Vanda, Renanthera, Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se esperar que emitam pelo menos duas raízes, para, então, separar da planta mãe.

As orquídeas do tipo vandáceas vão crescendo indefinidamente, atingindo metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante. Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos.
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vasos plantados

Na hora de adubar as plantas, para quem não está muito acostumado, é assustador. Afinal, sempre se ouve dizer que o excesso pode ser mais perigoso do que a falta. E é verdade. Mas chega uma hora em que os nutrientes de vaso estão esgotados e você não tem outra alternativa, ou aduba a planta ou corre o risco de perdê-las.

Esse dilema, porém, pode ser superado. Basta aplicar o adubo adequado na dosagem e época certas.
Veja como você pode fazer isso e as alternativas que têm.

Os adubos orgânicos são praticamente inofensivos. Eles liberam gradualmente os nutrientes e ainda tornam a textura da terá de seu vaso porosa, beneficiando também a oxigenação das raízes.
Em contrapartida, sua ação é lenta e não pode dosar os elementos como se faz com os adubos químicos. Se for usá-los, disponha uma na superfície do vaso.

Para as folhagens bem desenvolvidas, convém usar adubos foliares. Eles também são diluíveis em água e podem ser borrifados diretamente ns folhas dos vegetais. Mas, cuidado, os adubos foliares são especiais, se você borrifar adubo líquido comum nas folhas de suas plantas, poderá danificá-las seriamente.

Os adubos químicos não têm odor desagradável como os orgânicos São encontrados em pó, cristais, pasta e líquido. Este último é diluído em água e facilita a tarefa do jardineiro, pois pode ser aplicado junto com a água da rega. Além dissom seus elementos nutritivos agem rapidamente.

Mas lembre-se, nada de excessos. Leia cuidadosamente as embalagens dos produtos antes de aplicá-los, afinal saúde de sua planta em primeiro lugar. Os adubos podem ser facilmente encontrados em floriculturas em todo o Brasil, os preços são considerados baixos e os benefícios para a planta são muitos, além disso, existe uma variedade de fórmulas especialmente desenvolvidas para proporcionar um melhor cultivo da planta.

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Drosophyllum
A água é um dos fatores fundamentais para o cultivo das plantas carnívoras. Uma vez que elas se ressentem muito com qualquer substância química, há sempre necessidade de verificar a composição da água da torneira antes de regar esse tipo de planta. O cloro, entre outros elementos, pode até matá-la. Se você tiver um poço ou a oportunidade de coletar água das chuvas, seria a melhor solução para as regas. Caso contrário, a única saída para molhar o vaso consiste na água destilada.

O índice de alcalinidade também se revela importante. As plantas carnívoras não apreciam águas calcárias (também conhecidas como “águas pesadas”). Se sua fonte contém altos teores de calcário, será preciso neutralizá-la com a adição de vinagre. Coloque uma colher (de chá) de vinagre para 4,5 litros de água. Outra alternativa é ferver a água por uns dez minutos, deixando-a esfriar, antes de utilizá-la.

Regue livremente, pois essas plantas são naturais de regiões encharcadas. Dando-lhes um composto, elas se desenvolvem muito bem dentro de casa. Cultive-as em vasos de plástico, que são melhores que os de barro para reter a umidade. Coloque os recipientes sobre uma vasilha rasa -cerca de 5 cm de profundidade, com água até a metade.

O composto requerido pelas plantas carnívoras precisa ser um pouco diferente dos usados costumeiramente, pois isso significa mais saúde para o exemplar . O solo tem de permitir uma boa drenagem e, ao mesmo tempo, conseguir reter a umidade. Além disso, necessita de uma constituição porosa, na qual o ar possa circular à vontade.

O esfagno fresco é uma ótima opção para exemplares grandes e vigorosos. A mistura de partes iguais de esfagno, turfa e areia também podem ser empregados. Não adicione adubo ao composto, pois esses vegetais apresentam uma grande habilidade para conseguir seus nutrientes e há o risco de você alimentá-los em excesso. Eles conseguirão o que precisam das presas que fizerem.

O replantio deve ser realizado na primavera, apenas para exemplares que apresentam raízes muito amontoadas. Nessa época também se faz a propagação pela divisão das plantas. Cada muda deve ter alguns ramos novos e um pouco de raiz. Encaixe as mudas em vasos pequenos, onde a raiz caiba sem apertos.

As carnívoras não se ressentem com a temperatura. No verão suportam ambientes entre 10 e 21ºC, e no inverno sobrevivem se o termômetro marcar até 5ºC. Quando esquentar, abra as janelas, pois as plantas apreciam ar fresco. Deixe os vasos em local com boa luminosidade indireta, uma vez que o sol forte pode queimar folhas e flores. Se o calor estiver muito forte, transfira os exemplares para uma posição mais fresca.

A Darlingtonia requer que suas raízes permaneçam refrescadas no verão. Regue a planta com frequência, várias vezes por dia, se houver muito calor. Utilize água fria, derramando-a por cima do composto.

O inverno constitui o período de descanso para essas plantas, que começam a fenecer no outono. Corte as folhas e as flores mortas. Tire os vasos da vasilha com água e, durante o inverno, apenas umedeça o solo. Mantenha os exemplares no peitoril de uma janela, de preferência num ambiente fresco.

Pragas e Doenças
As plantas carnívoras quase nunca são atacadas por insetos.
Entretanto, é possível que sejam infestadas pelo pulgão verde.

Remova os insetos manualmente; não use inseticidas, pois eles podem ser prejudiciais. Se o mofo cinzento ou a podridão atacarem a planta, use benomil, que entra na composição de certos fungicidas. O benomil pode ser empregado sem perigo para a planta. Corte fora as partes afetadas e aplique o fungicida.

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coqueiros

O coqueiro é tido como uma das plantas cultivadas de maior importância no mundo, especialmente em algumas regiões, onde se constitui na principal fonte alimentar e de renda para a população.
De origem asiática, é cultivado em mais de 80 países localizados na zona intertropical.

Considerado por muitos como a “árvore da vida”, origina mais de cem produtos ou subprodutos, com destaque para óleos, água-de-coco, coco ralado, leite de coco, doces, sabões, cosméticos, álcool, fibras e madeira.
No Brasil a cultura do coqueiro encontra-se basicamente distribuída na faixa litorânea desde o Pará até o Rio de Janeiro, predominando a variedade Gigante. Entretanto, novos cultivos têm sido implantados fora da região tradicional, utilizando-se as variedades de coqueiros anões.
Nos últimos anos, o cultivo do coqueiro vem se expandindo, tanto nas regiões tradicionais quanto em novas regiões ou Estados como SP, MG e MT, principalmente com a utilização do coqueiro anão verde visando a comercialização do produto na forma de fruto verde “in natura” para consumo da água de coco.
Apesar das diferentes possibilidades para sua exploração, a cultura deve ser conduzida de acordo com as técnicas agronômicas visando um sistema sustentável, com alta produtividade e adequada qualidade de frutos.

Variedades
O coqueiro apresenta duas variedades principais, Gigante e Anã, sendo esta subdividida em Verde, Amarelo e Vermelho.
A variedade Gigante, introduzida no Brasil em 1553, caracteriza-se por apresentar plantas de porte alto, entre 20 e 40 metros, início de produção de 6 a 7 anos, frutos de tamanho grande, com aptidão para copra (albúmem sólido desidratado), destinados basicamente para as indústrias. Apresentam rendimento médio entre 60 e 80 frutos/planta/ano.

A variedade Anã, introduzida no Brasil a partir de 1925, caracteriza-se por apresentar plantas de porte baixo, entre 8 a 10 metros, início de produção de 2 a 3 anos, frutos de tamanho pequeno e arredondados, com aptidão para água, destinados basicamente ao consumo “in natura”. Apresenta rendimento médio entre 120 e 150 frutos /planta/ano. Essas características podem sofrer variações conforme o local de cultivo, material genético utilizado, manejo e tratos culturais utilizados na lavoura.

Um terceiro tipo, o híbrido, pode ser obtido pelo cruzamento entre gigante x gigante, anão x anão ou gigante x anão. O híbrido, resultante do cruzamento entre Gigante e Anã, tem sido muito estudado por reunir as características favoráveis das duas variedades. Entretanto, filhos de coqueiros híbridos não devem ser utilizados para plantio por apresentarem grande segregação, resultando em plantas heterogêneas e com baixa produtividade.
Para o sucesso de um coqueiral, é de fundamental importância conhecer a procedência e a qualidade genética das sementes ou mudas a serem utilizadas.

Clima e Solo
Espécie tipicamente tropical encontra condições climáticas favoráveis entre as Latitudes 20º N e 20º S. Planta característica de regiões quente, úmida e ensolarada, não tolera sombreamento.
Precipitações pluviométricas anuais (chuvas) acima de 1500 mm, com boa distribuição mensal, temperatura média anual de 27º C, umidade atmosférica entre 80 e 85%, são consideradas ideais. Nas regiões com baixa precipitação anual ou com distribuição irregular de chuvas, a suplementação hídrica através da irrigação é fundamental para a obtenção de alta produtividade e estabilidade de produção.
Solos adequados são aqueles de boa fertilidade, sem impedimentos químicos ou físicos, profundos e bem drenados. Os solos arenosos ou areno-argilosos favorecem o seu desenvolvimento. Solos com lençol freático entre 1 e 4 metros de profundidade são muito adequados. Entretanto, as plantas não toleram solos encharcados.
A escolha da área a ser implantado o coqueiral deve ser criteriosamente avaliada, pois áreas de baixadas, próxima a rios, podem em determinadas situações serem inundadas, formando uma lâmina de água em sua superfície. Em situações onde o encharcamento do solo ocorre, num período de horas ou mesmo de poucos dias, em uma lavoura adulta, não tem sido verificada a morte das plantas nem afetado, de maneira significativa, seu desenvolvimento. Porém, se a planta for jovem, com pouco tempo de transplantada no campo, o encharcamento poderá comprometer definitivamente essa planta, ocasionando inclusive a sua morte.

Formação de mudas
Após criteriosa seleção das plantas matrizes, os frutos (sementes) são colhidos completamente secos, entre 11 e 12 meses de idade, e estocados por algumas semanas à sombra para completar sua maturação.
As mudas poderão ser produzidas por diferentes sistemas, passando por germinadores e/ou viveiros ou em sacos de polietileno (plástico) sendo posteriormente transplantadas no local definitivo. Em qualquer sistema é recomendável levar a campo mudas jovens, contendo em média 3 a 4 folhas, variando entre 4 a 6 meses de idade. Mudas com mais de 8 ou 10 meses de idade são consideradas mudas velhas, passadas, não devendo ser utilizadas.

Na semeadura, os cocos sementes poderão ser dispostos no solo, na posição horizontal, ou seja, deitados sobre a maior área plana do fruto, ou colocado na posição vertical, ou seja, em pé, com a região embrionária, ou seja, aquela da inserção do fruto no cacho, voltada para cima. Em ambas situações as sementes devem ser cobertas com solo até dois terços de sua altura.
Quando a semeadura for na posição horizontal, costuma-se efetuar um pequeno corte na casca do fruto, entalhe, na parte mais saliente, próximo do local de fixação da semente ao cacho. O objetivo desse entalhe é promover uma maior absorção de água e facilitar a germinação. Entretanto, dependendo do estágio de desenvolvimento do embrião e da profundidade do corte realizado na casca, esse entalhe poderá ser prejudicial se o corte atingir o embrião.
Atualmente, em sua maioria, os viveiristas tem preferido produzir as mudas no sistema vertical, pois apesar de ser constatado maior demora para a emergência, a região do colo da plântula fica melhor encaixada na semente, conferindo maior resistência às plantas jovens e conseqüente menor perda no transplante, ou seja, na retirada das mudas do viveiro e o plantio definitivo no campo.
Para uma boa formação das mudas, independentemente do sistema adotado, é indispensável o uso correto da irrigação, de fertilizantes e defensivos.

Plantio
Informações na literatura apontam para o plantio das mudas no campo a ser realizado no início do período chuvoso, entretanto, essa indicação baseia-se em coqueiros gigantes cultivados sem irrigação na região Nordeste. Em áreas sob condições irrigadas, como ocorrem na região Norte do Estado do Espírito Santo, o período de plantio poderá ser efetuado em qualquer época do ano, desde que, não seja constatada outra limitação climática. Em regiões onde ocorrem baixas temperaturas, a época de plantio deve ser criteriosamente avaliada, pois a planta jovem é mais sensível ao frio que as plantas adultas. O coqueiro quando jovem não tolera geada.
As covas de plantio devem ter dimensões mínimas de 60 x 60 x 60 cm e poderão ser abertas manualmente ou mecanicamente. No caso de serem abertas através de broca acoplada ao trator, o produtor deverá ter especial atenção, pois dependendo da umidade e do tipo de solo, poderá ocasionar espelhamento na parede da cova dificultando a penetração do sistema radicular, além de reduzir a infiltração da água no solo levando ao encharcamento na região da cova e comprometendo o desenvolvimento da planta jovem no campo.
O preparo da cova deverá ser realizado com antecedência mínima de 30 dias antes do plantio, utilizando-se normalmente, material orgânico, calcário e adubos químicos.
Especial atenção deverá ser dispensada ao preparo da cova, pois em várias situações é necessário o uso de fertilizantes que contenham micronutrientes, por isso, é indispensável conhecer as necessidades do solo através de análises laboratoriais.
O produtor deverá estar informado sobre a necessidade de uma cova bem feita, pois parte do sucesso de sua lavoura será em função de um bom preparo da cova, que permita um rápido e vigoroso desenvolvimento da planta jovem.

Espaçamento
A implantação do coqueiral poderá ser realizada de diferentes maneiras dependendo do objetivo de sua condução e manejo. A instalação poderá ser em formato de quadrado, retângulo ou triângulo, em disposição de filas simples ou duplas.
O sistema triangular é o mais utilizado para plantios solteiros, ou seja, área formada somente com coqueiros, embora em sua fase inicial permita o consórcio com culturas temporárias para melhor aproveitamento da área. Os demais sistemas são mais recomendados para consórcios permanentes com outras plantas.
No sistema triangular as plantas são dispostas em triângulos equiláteros, distribuídas em espaços eqüidistantes, conforme a variedade a ser utilizada.

Apesar de não haver trabalhos científicos regionais para a definição do melhor espaçamento para o cultivo do coqueiro, adota-se como padrão os espaçamentos acima citados. Em caso de criteriosa avaliação, os espaçamentos poderão ser ajustados para um outro espaçamento permitindo modificações nas populações. Entretanto, em locais com acentuado nível de doenças foliares, deve-se ter cuidado na escolha do espaçamento, pois espaçamentos mais adensados podem favorecer a maior incidência dessas doenças, além de dificultar seu controle.
Durante a demarcação da área para a abertura das covas, deve-se dar especial atenção para o correto alinhamento e distanciamento entre os piquetes. O balizamento incorreto acarretará filas tortas, com um número de plantas por área diferente do recomendado. A disposição e a distância entre plantas de coqueiros da variedade Anã pode, ser observado na figura 1.

Adubação
O uso de corretivos e fertilizantes para a cultura do coqueiro pode ser dividido, na prática, em 3 fases: Plantio, Formação e Produção.
Qualquer que seja a fase da cultura o importante é determinar quanto, quando e como adubar, levando-se ainda em consideração o aspecto econômico.
As plantas de coqueiros apresentam respostas as adubações a médio e longo prazo, assim, torna-se necessário, um programa de adubação através do planejamento das operações de aplicações. Esta atividade deverá ser constantemente monitorada e acompanhada através de análises do solo e de folhas, a fim de correlacionar o nível dos nutrientes e produtividade.
Indicações na literatura recomendam adubações para o coqueiro no início do período chuvoso. Essa indicação refere-se à coqueiros gigantes instalados sem irrigação e em locais onde o período de chuva é bem definido, como ocorre em algumas regiões do Nordeste.
Em propriedades com adoção de maior grau tecnológico, verifica-se o uso da fertirrigação, onde os fertilizantes são aplicados de forma conjugada ao sistema de irrigação.
De forma geral, a adubação de plantio, para coqueiros anões conduzidos sob irrigação em solos arenosos de baixa fertilidade natural, tem sido utilizado com bons resultados, adubação na cova com 20 litros de esterco de curral curtido ou outro material orgânico equivalente; entre 600 a 800 gramas de Superfosfato Simples, ou equivalente quantidade convertida para outras fontes de Fósforo. Calcário, Potássio. Micronutrientes são recomendados conforme resultado da análise química do solo. Não é recomendado na cova o uso de fertilizantes químicos contendo Nitrogênio.
Para a recomendação de adubações nas fases de formação ou de produção, deve-se levar em consideração os níveis dos nutrientes no solo, nas folhas, idade da planta, variedade, manejo da lavoura, produtividade desejada e análise de custos. Portanto, a recomendação da adubação a ser utilizada somente será possível após uma criteriosa análise técnica.

Pragas e Doenças
No Brasil muitas são as pragas e doenças que atacam esta espécie, da fase jovem à adulta, incidindo sobre raízes, estipe, folhas, inflorescências e frutos. Observa-se que no Brasil devido a grande extensão territorial onde são encontrados cultivos de coqueiros, com maior intensidade na zona litorânea desde o Rio de Janeiro até o Pará, as condições climáticas verificadas são muito variáveis formando microregiões climáticas. Essas microregiões podem favorecer o aparecimento de pragas e doenças em níveis endêmicos que em outros locais não se constituem em praga principal.

Dentre as principais pragas destacam-se: Broca da raquis foliar (Amerrhinus ynca); Broca do pedúnculo floral (Homalinotus coriaceus); Broca do olho do coqueiro (Rhynchophorus palmarum); Lagarta das folhas (Brassolis sophorae); Traça dos cocos novos (Hyalospila ptychis); Gorgulho dos frutos e flores (Parisoschoenus obesulus); Barata do coqueiro (Coraliomela brunnea, Mecistomela marginata) e Ácaro da necrose do coqueiro (Aceria guerreronis).
As doenças encontradas em cultivos de coqueiros apresentam maior ou menor importância dependendo da região, manejo cultural e da variedade cultivada. Destacam-se: Queima das folhas (Botryosphaeria cocogena); Lixa pequena (Phyllacora torrendiella); Lixa grande (Sphaerodothis acrocomiae), Helminthosporiose (Bipolaris sp); Murcha de fitomonas (Phythomonas sp.); Podridão seca (Agente causal desconhecido) e Anel vermelho, ocasionado pelo nematóide (Bursaphelenchus cocophilus).

Praga do Besouro
Para um bom manejo fitossanitário é de fundamental importância o monitoramento das plantas, sendo necessário o reconhecimento das principais pragas e doenças que atacam essas plantas.
O controle fitossanitário pode ser realizado com práticas manuais, culturais, mecânicas e químicas. Caso seja necessário, os produtos químicos somente deverão ser utilizados mediante orientação técnica para que não haja intoxicação ao trabalhador rural, contaminação dos frutos ou do meio ambiente.
Todos os esforços devem ser realizados no sentido de se buscar uma sustentabilidade da cadeia produtiva do coco através da implantação da Produção Integrada, onde a rastreabilidade do produto deverá ser implementada no processo de comercialização.

Colheita

Para coqueiros gigantes, em média são colhidos de 10 a 12 cachos por ano, com idade variando entre 11 e 12 meses, destinados à industrialização ou ao comércio de fruto seco com utilização na culinária. Nesta ocasião são realizadas as operações de limpeza nas plantas.
Para coqueiros anões, em média são colhidos 12 a 14 cachos por ano, com idade variando entre 6 e 8 meses, destinados ao consumo “in natura” da água de coco. Neste caso a colheita deverá ser processada com cuidado para não ocasionar danos aos frutos.
Na colheita, deve-se também, proceder a limpeza dos cachos, eliminando-se as ráquilas (rabicho do coco) para que não haja atritos com os frutos no transporte, evitando-se ferimentos e o escurecimento da casca do coco, que prejudicam a aparência do fruto, dificultando a comercialização.
Em plantas adultas, gigante ou anã, deve-se evitar subir nas plantas utilizando-se esporas. Este equipamento ocasiona ferimentos no tronco do coqueiro podendo inclusive transmitir doenças letais ao coqueiro, como no caso do anel vermelho. Recomenda-se o uso de peias de couro ou de nylon para esta operação.

Frajola

violeta-africana
Como você sabe, à medida que as plantas crescem, retiram do solo os nutrientes originalmente disponíveis. Consequentemente, para manter a saúde e mesmo o crescimento de suas violetas, você deve periodicamente fertilizá-las. Os três elementos químicos mais importantes para um crescimento saudável – nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) – são disponíveis nos fertilizantes industrializados.

Você pode comprar fertilizantes que sejam específicos para violetas africanas. Mas leia os rótulos para se certificar que tenha uma fórmula NPK de aproximadamente 10-10-5. Fertilizantes com nitrogênio demais (o N, primeiro número da fórmula), por exemplo, lhe dará plantas robustas e elegantes, porém quase sem floração.

Os fertilizantes comerciais vêm em forma líquida ou em grânulos. Os líquidos e muitas das formas granulares têm que ser diluídos em água. Entretanto, alguns fertilizantes granulares – ou paletizados – podem ser aplicados diretamente sobre o solo do vaso, e serão dissolvidos pela ação da água das regas. De novo leia atentamente os rótulos. É lá que você encontra este tipo de informação.

No que se refere à dosagem, melhor mesmo é usar um pouco menos do que os rótulos recomendam, para evitar qualquer possibilidade de queimar as plantas quimicamente. Fertilize suas violetas mais ou menos uma vez por mês durante a primavera, verão e outono, mas não o faça durante o Inverno.

Mas os fertilizantes orgânicos, como esterco animal, farinha de osso, farinha de sangue ou similares, podem e devem ser utilizados em alternância com os químicos. Mesmo aqueles especialmente formulados para violetas.

Em todo o caso, todas as vezes que for fertilizar, certifique-se de que o solo esteja úmido antes de fazer a adubação. A fertilização tem como objetivo ajudar as plantas, mas pode ser nociva se feita em ocasiões não apropriadas. Por exemplo, após a planta ter tido uma grande abertura de flores, deixe-a repousar; não a fertilize para tentar forçá-la a florir novamente logo em seguida. E nunca fertilize plantas doentes ou recém colocadas em vasos.

Como multiplicar
O método mais fácil de propagar violetas é o de enraizar folhas na água. Toma apenas alguns segundos e não precisa de qualquer equipamento especial. Você pode também dividir plantas multi-copadas através da separação das rosetas de folhas, plantando cada uma delas separadamente.

Outra forma de se conseguir novas plantas é a partir dos brotos de novas folhas que crescem abaixo da copa de uma planta mono-copada. E, é claro, você pode conseguir mais plantas através de enraizamento de folhas na sua mistura favorita de solo para vasos, vermiculita, perlita ou outro meio qualquer de enraizamento.

Se você for mais ambicioso e quiser um pouco mais de unidades, plante sementes e cultive os brotos até que se tornem uma planta adulta. Mais cedo ou mais tarde, você vai querer propagar suas plantas por hibridação. E aí, junto com a violeta, brotará a satisfação de saber que estas são suas plantas exclusivas.

Como regar
A água das regas de suas violetas deve estar na temperatura ambiente. A água muito fria, por exemplo, tem um efeito particularmente agressivo. As plantas podem responder a ela com o aparecimento de manchas nas folhas ou simplesmente se recusando a desenvolver novos botões.

A maneira mais fácil de conseguir água na temperatura ambiente, sem ter de usar termômetro, é colocar a água que será utilizada em um recipiente, e deixá-la durante a noite no mesmo local onde estão as plantas.

Fazer a administração de água pelo fundo colocando a água num pratinho e deixando a terra do vaso sugá-la por capilaridade é fácil e evita a possibilidade de jogar água na copa da planta. Entretanto, aguar por cima é perfeitamente viável, desde que se tome o cuidado de só molhar a terra.

Quando a água é puxada para a terra do vaso pela ação da capilaridade, os tais pratinhos, qualquer sal dissolvido na água (e também os fertilizantes), irão gradualmente concentrar-se no solo, a ponto de poder prejudicar até as raízes. Além disso, podem causar também o apodrecimento do caule.

A única: maneira de se livrar destes sais, antes que prejudiquem as suas violetas, é periodicamente “”lavá-los”" através de regas normais por cima do vaso, fazendo com que saiam com o excesso de água pelo furo de drenagem. Esta água drenada, naturalmente, deve ser jogada fora. Não esqueça portanto, do seguinte: se você costuma aguar suas violetas pelo fundo, através de pratinhos, uma rega mensal, por cima, é altamente recomendável.

Aguar por cima requer mais cuidado e paciência, pois não é muito fácil particularmente em se tratando de plantas adultas: colocar água apenas no solo, não deixando que respingue nas folhas. De qualquer modo, a operação pode se tornar um pouco mais fácil, se você usar um regador de bico longo e fino, ao invés de utilizar um regador comum.

Frequência de regas
É difícil estabelecer uma frequência de regas para os diferentes tipos de violetas. Em todo o caso, de uma maneira geral, vasos de 12 a 15 cm devem ser regados 3 vezes por semana quando em clima brando. Vasos menores necessitarão de água mais frequentemente. O mais importante na verdade é o seguinte: nunca permita que o solo fique encharcado. Mantenha- o apenas úmido.

Quando a superfície começa a parecer seca ao, toque, é hora de colocar mais água. Águas fortemente alcalinas (duras) não são boas para a maioria das violetas. Se onde você mora a gua tiver valores altos de dureza, esta condição pode ser aliviada pela adição de uma colher de sopa de vinagre para cada 4 litros de água. Utilize isto uma vez por mês no lugar da água comum. Este tratamento ajudará a reduzir a alcalinidade do solo do vaso.

Água tratada com cloro, como a maioria da água encanada das cidades brasileiras, definitivamente não é adequada para violetas. Com o passar do tempo, podem até mesmo ser fatais. Se você não tiver outro recurso de conseguir água pura, ferva a água clorada ou utilize água de chuva ou mineral.

Vasos “automáticos” que dão água às plantas sozinhos, são inovações importantes para o cultivador que mantém suas plantas dentro de casa. Os fabricantes destes recipientes oferecem vários modelos, mas basicamente a maioria das unidades funciona com uma mecha que puxa a água pela ação da capilaridade, através do orifício de drenagem do fundo do vaso. A medida que a água vai sendo consumida, adiciona-se mais água no reservatório e pronto. Realmente é muito prático.

pordosol