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Posts para categoria ‘Plantas Carnívoras e Daninhas’

Plantas_Insectioras

Extraordinária Reação Química
Como todos os organismos vivos, as plantas asseguram o seu metabolismo graças ao alimento. Os vegetais apresentam a particularidade de serem capazes de sintetizar as substâncias nutritivas (açucares) a partir dos sais minerais dissolvidos no solo, que são absorvidos através das raízes.

Um Processo complexo que denominamos de fotossíntese é produzido combinando a clorofila, a energia solar e o gás carbónico do ar, para os elementos minerais da seiva bruta se transformem em substâncias orgânicas.

O mundo ao contrário
Num meio ácido muito pobre em sais minerais, algumas plantas conseguiram inverter a lógica da natureza. Em vez de serem comidas por animais, como é habitual no mundo vegetal, passaram a predadoras

Plantas Insetívoras
Estas plantas capturam e digerem os insetos que são ricos em minerais essenciais e em azoto. As “Plantas Carnívoras” deveriam ser antes denominadas “Plantas insectívoras”

linha de florzinhas

darlingtonia

Família: Sarraceniaceae
Origem: Estados Unidos, California
Tipo Armadilha: Passivo
Dimensão: de 15 a 90 cm
Temperatura: 15 – 28ºC (Verão) 5-15ºC(inverno)
Substrato: 80% de esfagno e 20% de turfa
Luz: Meia luz, nunca direta no verão
Umidade: 60 – 80%
Dificuldade: Delicada no interior, em estufa fria, esta planta de aspecto semelhante a uma cobra, cresce em altitude na Califórnia do norte, até 2800m e em zonas úmidas da costa de Oregon (EUA). De aspecto vivace com rizomas espessos que lhe permitem ter uma tufa importante.

As urnas assemelham-se a uma cobra devido à sua “língua” bifurcada e a sua posição ereta.

Como apanha as presas
As gandulas nectaríferas atraíam os insetos para perto da planta, estando situadas na “língua” bifurcada, os insetos “entram” na planta pela abertura ai situada.
No interior os insetos confundem a saída com a parte superior da planta, que é constituída por zonas translúcidas. Os insetos, enganados de essa forma, bate constantemente nessa zona superior, como as moscas fazem nos vidros. Cansados, acabam por cair na água que encontram no fundo.

O interior está também recoberto de pelos virados para baixo, dificultando ainda mais a saída ao insetos, levando os a escorregar e cair no fundo.

O líquido é constituído por água pura, as bactérias é que se encarregam de decompor e dissolver os insetos nas substâncias nutritivas, que a planta absorve. A planta tem a capacidade de alterar o nível de água do interior.

A Darlingtonia californica tem a reputação de ser muito difícil de manter, isso é de fato verdade, se for mantida no interior de casa. Se a cultivarmos em estufa-fria ou num terrarium (com temperatura controlado) a dificuldade para a manter saudável é a mesma do que qualquer outra carnívora.

Com umas flores de aspecto deslumbrante, ver a flor crescer e abrir, é de fato incrível.

jardineira

heliamphora

Família: Sarraceniaceae
Origem: América do sul
Tipo Armadilha: Passiva
Dimensão: de 5 a 50 cm
Temperatura: 20-28ºC (Verão) 10-20ºC(inverno)
Substrato:  40% de turfa e 60% de esfagno vivo
Luz: Direta na primavera
Umidade: 60 – 90%
Dificuldade: Fácil se em terrários ou estufa

Planta que cresce nas montanhas da América do sul, nas grandes formações rochosas quase inacessíveis (mésas). De aspecto vivace, esta planta forma uma folha enrolada em tubo. Serve de refugio a rãs (tepuihya edelcae)  que “utilizam” a planta para como engoda na sua caça aos insetos.

A presa mais corrente é a formiga. Curiosamente encontramos larvas de mosquito na água das urnas que nadam no líquido sem sofrerem nenhuma consequência pela atividade bacteriana.

Como apanha as presas
O sistema da captura é passivo e bem visível, o inseto simplesmente cai e afoga-se no líquido. A cor viva do topo da planta atrai os insectos. Insetos esses que também são atraídos pelo néctar segregado pelas glândulas da planta. Na zona intermédia da planta encontramos uma parte completamente lisa por onde os insetos, sem suporte, caiem no fundo.

Os pelos virados para baixo da planta, travam os intentos de fuga por parte dos insectos. Afogados na água, as bactérias asseguram a decomposição do cadáver.

Cultive a planta num terrário fechado, sem nunca deixar os vasos em permanência na água, excetuando os quentes dias de verão. Uma boa vaporização é importante.

carnivora

cephalotus-folicularis

Além destas 4 famílias, Dionaea, Nepenthes, Drosera e Sarracênias, há plantas carnívoras menos conhecidas em outras famílias:

Cephalotaceae é uma família cuja única espécie é Cephalotus folicularis. Esta espécie possui uma elaborada mas pequena armadilha do tipo ânfora (uns poucos centímetros no máximo), e está restrita ao sudeste da Austrália.

Algumas espécies de Bromeliaceae, como Brocchinia reducta e Catopsis berteroniana são reconhecidamente, ou suspeitas de serem carnívoras. Bromélias são Monocotiledôneas, e como são naturalmente plantas coletoras de chuva pela forma de sua folhagem, e muitas espécies são epífitas e coletam detritos (Bromélia tanque), não é de se espantar que algumas tenham desenvolvido um hábito em direção à carnivoria ao adicionar cera e pêlos voltados para baixo à sua estrutura.

Como a maioria das carnívoras, Cephalotus e bromélias carnívoras são encontradas em regiões de solos pobres (ou com deficiência de nutrientes, como ocorre com bromélias epífitas), alta luminosidade, muita umidade e incêndios naturais regulares ou outros distúrbios. O Drosophyllum lusitanicum é uma planta carnívora endêmica de Portugal e Espanha. Byblidaceae é uma família pertencente à ordem Lamiales, apresentando um único gênero, Byblis, com sete espécies de plantas carnívoras, de armadilhas passivas.

O termo Najas é a designação comum às ervas do gênero Najas, da família das najadáceas, que reúne cerca de 32 espécies. Possuem raízes, folhas estreitas, um pouco invaginadas, frequentemente com duas pequenas escamas, flores geralmente solitárias, axilares, e frutos indeiscentes. De distribuição cosmopolita, ocorrem em águas frescas, e algumas são daninhas, especialmente aos arrozais, mas também são importantes como alimento para peixes, como fertilizantes verdes etc.

jardineiro-2

podridão de rizoquitonia

Nome da doença
Podridão-de-rizoctonia

Agente causador
Rizoctonia solani

A  doença
O fungo Rhizoctonia solani uma doença que causa a morte das raízes finas e o escurecimento da raiz principal e, em infecções mais graves, causa a podridão da coroa e a morte das plantas. A infecção pode atingir as gemas terminais e os frutos, causando a decomposição e a coloração marrom-clara nos tecidos.
Controle: Os fungicidas indicados para o controle da podridão por Rhizoctonia são pouco eficazes e para reduzir as perdas recomenda-se otimizar o manejo da cultura. O isolado T15 do Trichoderma viride da Embrapa Uva e Vinho controla este patógeno.

Práticas de manejo
Evitar uso de substratos e vasos de sanidade desconhecida. Desinfetar ferramentas de corte. Remoção e queima de bulbos e raízes contaminadas. Isolamento de plantas doentes.

florzinha-branca

ferrugem

Nome da doença
Ferrugem

Agente causador
Sphenospora kevorkianii Sphenospora mera

A doença
Outras espécies causam a ferrugem como: Hemileia oncidii, Uredo behnickiana, Uredo epidendri, uredo oncidii

Sintomas
As ferrugens são doenças fáceis de serem diagnosticadas pela presença de pequenas pustulas de coloração alaranjada na face inferior das folhas, constituídas por massas de esporos pulverulentas do fungo. Doença frequente em espécies de Oncidium sob condições de alta umidade.

Práticas de manejo
Sendo doença amplamente distribuída, deve-se na aquisição de plantas inspecionar minuciosamente a sanidade, bem como mantê-las preliminarmente em área de isolamento (quarentena). Adicionalmente, recomenda-se: remoção e queima de folhas doentes. evitar molhamento foliar e pulverização protetora com fungicida à base de cobre.

flores-em-série4

Sphagnum_vivo

O Substrato
Na maior parte dos casos, a turfa loira é o ingrediente principal das misturas para plantas carnívoras. Cuidado no entanto com as turfas enriquecidas com adubos, que podem causar danos ou mesmo por vezes a morte das plantas. O mal é que a turfa tem tendência a compactar-se e a asfixiar as raízes das plantas; é por isso que a devemos aligeirar com os elementos seguintes:  Perlita; Vermiculita, Pouzzolane e Areia de quartzo

Uma mistura com 75% de turfa e 25% de matéria citada acima convêm à grande maioria das espécies. Durante este artigo verá que diversas receitas de substrato foram idealizadas para diferentes espécies.

Sphagnum_secaEsfagno do Chile
O esfagno (sphagnum) pode também ser utilizada, vivo ou seco. A utilização do esfagno retirado a natureza é estritamente proibido, a venda é geralmente feita por pacotes compensados de esfagno seco (morto). O esfagno do Chile é o mais (e melhor) utilizado, cada kg representa 50 Litros depois de absorver água.

Este Esfagno está morto, mas algumas esporas podem encontra-se e nas condições ideais simplesmente fazer brotar de novo o musgo.
Permitindo assim utilizar esfagno vivo sem o ter retirado da natureza.

turfa
Turfa Loira
A turfa é constituída de matéria orgânica, principalmente de esfagno, mal decomposta. Pobre em substâncias nutritivas e de PH ácido (3,5-4,5), ela tem o defeito de ser muito difícil de molhar quando está demasiado seca. Uma turfa de boa qualidade retorna ao seu volume inicial depois de ter sido comprimida nas palmas das mãos. Constitui a base do substrato das plantas carnívoras.

perlite
Perlita
Esta sílica pura expande-se tipo pipocas e forma um granulado poroso quando aquecida a 1700ºC. Inerte e neutra, bem mais estável que a vermiculita, é a matéria ideal para aligeirar o meio. No inicia tem tendência a flutuar, fenômeno que desaparece quando já se encontra embebida em água.

vermiculite A Vermiculita
Esta sílica de alumínio, magnésio e fero dilata-se em folha sobe o efeito do calor. Menos inerte que a perlita e ligeiramente alcalina (PH 8), a Vermiculita é  excelente para aligeirar o substrato de plantas que necessitam uma mudança de pote frequente.

Pouzzolane
A Pouzzolane
Esta rocha vulcânica é composta de basalto. É vendida sob a forma de berlindes porosos, que constituem um excelente meio de drenagem e aeração do solo. No entanto, a pouzzolana liberta minerais, que podem ser causa de problemas em algumas plantas.

Areia

A areia de quartzo é a única que pode ser aplicada. Não utilize nunca areia calcária, que provoca a morte da maioria das plantas carnívoras. Prefira areia grossa, a fina tem tendência a compactar.

Rega
Um dos elementos mais importantes continua a ser a água. É imperativo utilizar água doce, isenta de calcário e de cloro. A água da chuva é indicada, muito embora seja favorável ao desenvolvimento de algas na superfície dos vasos se a utilizarmos frequentemente.
Para melhorar a rega podemos utilizar água “criada” por osmose inversa, bem mais limpa. Existe no mercado pequenos aparelhos que permitem “criar” essa água por um processo físico.

A água desmineralizada para baterias ou feros de passar convêm também muito bem.

A maioria das espécies necessita de um ambiente muito úmido durante o período de crescimento. Numa cultura com vasos, deixe os últimos embebidos em alguns cm de água. É preferível a rega na parte de baixo dos vasos do que molhando a planta. O substrato tem tendência a compactar se o regar.

Durante o período de Inverno, deve ter o solo somente úmido. nunca ter água nos vasos. Pode nesse período regar o solo tendo cuidado de nunca molhar as plantas, os rebentos molhados são facilmente e rapidamente atacados por cogumelos. No entanto esta técnica não é aconselhada para todas as espécies, outros artigos neste site falam nas alternativas específicas a cada planta.

A luz, intensa luminosidade
Essencial ao crescimento porque permite a fotossíntese, a luz é um fator chave para conseguir uma boa cultura. As carnívoras, plantas pioneiras, estão em intima relação com os habitats de vegetação baixa. Com isso, elas precisam de uma forte intensidade luminosa para mostrar as suas magníficas cores e uma aparência saudável. Se excluirmos as nepenthes e as pinguicularias, que prosperam em meios com intensidade luminosa mediana, todas as outras suportam o sol direto. Cuidado no entanto ao colocar as plantas atrás de uma janela entre Maio e Setembro, o vidro pode fazer de lupa e queimar as plantas. Utilize um filtro para minimizar a intensidade.
Colocar perto de uma janela virada a norte não é aconselhado.
Se tiver as plantas numa estufa, uma exposição a oeste é mais favorável durante os meses de verão, devido à subida de temperatura (efeito de estufa)

A utilização de luz artificial deve reger-se por certas regras. Escolher o tipo de iluminação adequado, existem duas possibilidades: tubo fluorescente e a lâmpada a vapor de sódio.

Barata, e econômica em termos de energia, o tubo fluorescente á largamente utilizado pelos principiantes (e outros). Tem a grande vantagem de ser relativamente fria, não aquecendo assim em demasia as plantas. No entanto, a qualidade da luz diminua com o aumento da distancia entre o tubo e as plantas. Para um Terrarium do tamanho de um aquário até 200 L, dois tubos fluorescentes 12 horas por dia é uma boa solução.

As lampejado de vapor de sódio aquecem e consomem muita energia, são geralmente utilizadas por especialistas e/ou para grandes superfícies.

Comprar lâmpadas de uma marca reconhecida permite assegurar uma maior durabilidade das mesmas. As lâmpadas devem ter um valor em K. Para simular ao máximo a luz solar utilize lâmpadas com um valor superior a 6000K sendo 6500K um valor ideal.

A temperatura
É um parâmetro delicado, não é fácil adaptar as nossas exigências de conforto as das plantas. A maior parte das carnívoras necessita de um período de descanso invernal, entre 5-7ºC ou 12-15ºC dependendo das espécies. Esta paragem é vital para o bom desenvolvimento das plantas, sem ela, as carnívoras esgotam-se e a sua vida fica assim reduzida.

Coloque as plantas num local pouco aquecido mas luminoso durante o Inverno, o ideal seria uma estufa.

Em função do su habitat natural, podemos classificar as plantas em três grupos:

Espécies Rústicas
São aquelas que suportam as condições climatéricas das nossas regiões européias. Ideais para espaços de jardim especialmente acomodados para elas ou estufas não aquecidas. Estas espécies necessitam um grande período de descanso durante o Inverno.

Neste grupo encontramos as dioneas, Darlingtonia, a maior parte das droseras do hemisfério norte bem como as sarracenias (algumas até suportam temperaturas baixíssimas). Algumas espécies aquáticas também podem passar o Inverno no exterior, se a água não congelar na sua totalidade, são as utricularias e a aldrovanda da América do norte.

Espécies das zonas Temperadas
Não suportam o gelo, mas necessitam no entanto um período fresco. É possível guardá-las numa estufa ou varanda ou até mesmo no interior se a temperatura não ultrapassar 15ºC durante o Inverno. A partir da primavera quando retomam o crescimento, necessitam de muita luminosidade para se desenvolveram saudáveis. A maioria das Carnívoras ocupam este grupo, Aldrovanda,Byblus giganteam Cephalotus, Deonea, a maior parte das droseras, Drosophyllum, Heliamphora, pinguiculia, Sarracenia, Utricularia e as Nepenthes de altitude.

Espécies Tropicais

Estas suportam mal as temperaturas inferiores a 15ºC. E prosperam com atmosfera saturada de umidade. São as plantas para estufa ou terrariums. Este grupo inclui as Adrovanda (tropicais) Byblis liniflora, droseras da Austrália do norte, as genliesea, nepenthes de planície.

Aeração
É muito importante dispor de aeração sobretudo em estufa ou terrarium, para evitar o desenvolvimento de doenças criptogâmicas devo a uma atmosfera não renovada.

Ventilação
Coloque aberturas no terrarium ou mesmo uma pequena ventoinha de 12V. Um modelo de ventoinha que suportasse bem a umidade seria o ideal.
Em estufas ou marquises, abra as portas assim que a temperatura exterior o permita. Dentro de casa, entreabra a janela quando existir bom tempo e, sobretudo durante a noite, para fazer baixar a temperatura, as plantas iram desenvolver-se melhor.

De notar que ventilação não é sinônimo de grandes movimentos de ar, as plantas não vão apreciar ventos frescos durante tudo o dia.

Tratar com cuidado
Para evitar problemas, temos que estar atentos e limpar as plantas. Geralmente todo e qualquer fragmento de planta seco devem ser retiradas. As partes secas têm tendência a apodrecer rapidamente, especialmente numa cultura em vasos, sem grandes movimentos de ar. Assim que alguma parte da planta começa a apodrecer, devemos retirá-lo imediatamente. Os restos de insetos também devem ser retirados, visto poderem também ser atacados por fungos, propagando-se para as plantas levando à morte.

As urnas da sarracenia secam durante o Outono, e são frequentes ataques de parasitas, para evitar esses ataques é preferível cortar as urnas deixando as partes estreitas e verdes.

As algas e musgos (não confundir com o esfagno) abafam as plantas, retirar as plantas do seu vaso para um novo, evita esse problema. Este fenômeno atinge todas as espécies de tamanho modesto como também as sementes.
Bem que as plantas Carnívoras desenvolvem se em ambientes úmidos, poucas suportam ser vaporizadas com água (a não ser a nepenthes) e muito menos regadas. A rega deve ser feita por baixo quer nos vasos quer no terrarium.

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ibicella-1

Família: Pedaliaceae
Origem: Brasil, Austrália, EUA
Tipo Armadilha: Passivo
Dimensão: de 13 a 50cm
Temperatura: 15-30ºC (Verão) planta de verão
Substrato: 70% de terra para jardim e 30% areia
Luminosidade: Direta
Umidade: 50-70%
Dificuldade: Fácil, plantar ou semear na primavera como uma planta normal.

Esta planta vive em zonas semi desérticas, encontrando se perfeitamente adaptada a esses solos. Aproveita a pouca umidade do ar para sobreviver durante o verão. Sendo uma planta anual, as sementes voltam a fazer “renascer” a planta na primavera seguinte.

De um aspecto semelhante a um arbusto com folhas redondas de 10cm de diâmetro. As flores de 2 a 3cm, de um amarelo vivo com pontos avermelhados são muito decorativas.
Uma flor muito bonita sem dúvida. A planta produz um fruto com 5cm que dispõe de um “corno” retorcido com 10 cm, dai o nome de “unhas do diabo”.

Esta planta é uma infame caçadora de mosquitos.

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Como captura as presas
Esta planta é passiva na forma como captura os insetos. Atua como um vulgar papel “caça moscas” semelhante à byblis ou drosophylle. Os insetos ficando colados à planta ao simples contato. A planta está recoberta de pelos transparentes, finos e muito perto uns dos outros. Alguns segregam um muco, outros têm a função digestiva.

Não rege a planta em demasia, deixe o solo semi-seco ou mesmo seco. A planta retira do ar a umidade, pode por isso vaporizar se tal for necessário, ou pelo menos deixar secar entre as regas.

borboleta_voando_63

drocera

As plantas carnívoras são frutos da evolução de certas espécies que buscaram uma forma de sobreviver nos solos pobres em nutrientes orgânicos. Essas plantas passaram a retirar do ambiente o complemento alimentar que a terra não lhes fornecia. As primeiras plantas carnívoras que surgiram na Terra desenvolveram métodos para aprisionar e digerir animais e, assim, utilizar suas proteínas – ricas em nitrogênio – como fonte de nutrientes.

Acredita-se que as plantas carnívoras evoluíram a partir de plantas que capturavam parasitas para se defender deles, como no caso do Plumbago. Os insetos ficavam presos nas glândulas colantes das folhas e, com o tempo, morriam e apodreciam. Daí, as novas carnívoras especializaram suas folhas, distribuindo glândulas colantes por toda sua extensão para melhor capturar as presas. O interessante é que elas evoluíram também para atrair as presas. Dessas folhas colantes, de ação passiva, evoluíram folhas de ação ativa, mais complexas, como as armadilhas da Dionaea (dionéia), os ascídios das Nepenthes e Sarracenia e até as esquisitas armadilhas subterrâneas/aquáticas da Utricularia e Genlisea.

Em um certo ponto, as enzimas que normalmente realizam a digestão de proteínas em sementes teriam sido transferidas para outras regiões da planta, assim se especializando na digestão das pragas capturadas, tornando-se plantas competitivas nos solos pobres em nutrientes. Atualmente, são conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras, espalhadas pelo mundo. No Brasil, existem mais de 80 espécies diferentes. Somos o segundo país do mundo a possuir mais espécies de carnívoras; o primeiro é a Austrália. Aqui, elas crescem principalmente nas serras e chapadas. Podem ser encontradas em quase todos os estados, sendo mais abundantes em Goiás, Minas Gerais e Bahia.

As plantas carnívoras crescem em solos pobres em nutrientes – a maioria em solos encharcados (como brejos), de pH baixo (ácido), às vezes pedregosos. Ao contrário das flores, que atraem e às vezes até prendem insetos para garantir a polinização, as plantas carnívoras têm como comportamento típico a necessidade de atrair, capturar e digerir pequenos seres do reino animal. Muitas carnívoras atraem suas presas da mesma forma que as flores atraem seus polinizadores: com formas, cores, substâncias químicas e odores. Outras se aproveitam dos padrões de luz ultravioleta de suas armadilhas para atrair insetos voadores.

É comum encontrarmos na literatura o nome “insetívora” para estas plantas, mas muitos dos estudiosos sobre o assunto discordam e afirmam que tal termo não é correto. Insetos são o principal elemento de seu cardápio, mas a dieta das carnívoras pode ser bem variada, incluindo desde organismos aquáticos microscópicos, moluscos (lesmas e caramujos), artrópodes em geral (insetos, aranhas e centopéias) e, ocasionalmente, pequenos vertebrados como sapos, pássaros e roedores.

As plantas do gênero Nepenthes são as que possuem as maiores armadilhas, podendo chegar a meio metro de altura cada e armazenar até 5 litros de água! Estas plantas com freqüência capturam presas grandes. Na verdade, supõe-se que os vertebrados tornam-se presas acidentalmente: ao procurar por insetos presos nas armadilhas, em busca de alimento, os mais debilitados não conseguem escapar e acabam passando de predador à presa. De jaulas a folhas colantes há vários tipos de armadilhas utilizadas pelas plantas carnívoras para capturar suas presas:

* As armadilhas “jaula” – são as mais famosas por ser a própria representação da ação carnívora por meio de vegetais! As folhas são divididas em duas partes, como se fosse uma boca, com gatilhos no interior. Ao ser tocado pelo inseto, o gatilho aciona um mecanismo que fecha as metades da folha em incríveis frações de segundo. Elas só voltam a se abrir após as enzimas terem digerido o animal. A propósito, tais enzimas proteolíticas são fracas e, por isso, inofensivas à pele humana e aos animais de médio e de grande porte. Esse tipo de armadilha é encontrado na Dionaea (Dionéia) e Aldrovanda. A dionéia é a mais popular e ativa das plantas carnívoras; tem folhas de 8 a16 centímetros. O inseto capturado é digerido pelas glândulas digestivas da folha da dionéia durante 5 a 15 dias.

* Armadilhas de “sucção” – são utilizadas por todas as espécies de Utricularia, pois elas vivem submersas em água doce ou brejos. Essas espécies possuem pequenas ‘bolsas’ (utrículos), cada qual com uma minúscula entrada cercada por gatilhos que quando estimulados provocam a abertura dessa entrada. Em razão da diferença de pressão entre o interior e o exterior da ‘bolsa’ quando a entrada é repentinamente aberta, tudo ao redor é sugado para dentro, incluindo a presa que estimulou o gatilho.

* Armadilhas do tipo “folhas colantes” – são as mais simples e encontradas em algumas famílias sem parentesco próximo. Basicamente, são glândulas colantes espalhadas pelas folhas ou até pela planta toda. As presas são, na maioria das vezes, pequenos insetos voadores. Esse tipo de armadilha é encontrado em Byblis, Drosera, Drosophyllum, Ibicella e Triphyophyllum. Dentre estas, a Drosera apresenta movimento nas glândulas, às vezes na folha toda, enrolando-se sobre a presa para colocar mais superfície em contato com ela, de forma a ajudar a digestão e a subseqüente absorção. Com folhas de 2 a35 centímetros, com longos pêlos glandulares, semelhantes a tentáculos que segregam líquido pegajoso, brilhante e com odor de néctar, elas se curvam para prender os insetos e raramente reagem a um movimento que não seja o de uma presa em potencial. Quanto mais o inseto se debate, mais preso fica pelo líquido viscoso, que contém as enzimas digestivas. Os nutrientes do animal são absorvidos em cerca de 5 dias. Após isso, a folha se desenrola, pronta para nova captura.

*Ascídios – são folhas altamente especializadas, inchadas e ocas, que se parecem urnas ou jarras, com uma entrada no topo e um líquido digestivo no interior. Também podem estar presentes em algumas famílias sem parentesco próximo: Cephalotus, Darlingtonia, Heliamphora, Nepenthes, Sarracenia, etc. Capturam desde pequenos vertebrados até minúsculos invertebrados. As presas caem no líquido digestivo, ali se afogam e são digeridas. Seus restos se acumulam no fundo, às vezes enchendo a armadilha até o topo! A Darlingtonia, por exemplo, é popularmente chamada de planta-jarra. As folhas, inicialmente delgadas, adquirem forma tubular. As maiores chegam até 90 centímetros de comprimento, assumindo finalmente o aspecto de jarra, com ápice alargado. A jarra é provida de nervuras vermelhas e funciona como armadilha. Os insetos caem no líquido que se acumula no interior da urna em função da cera adesiva que existe na parede interna da parte superior da jarra. Esta espécie é encontrada normalmente em barrancos úmidos e nas margens dos rios. Sua principal característica é o fato de usar bactérias para fazer a digestão dos insetos que aprisiona.

carnívora-11

Byblis_gigantea

Familia: Byblidacea
Origem: Australia
Tipo Armadilha: Passiva
Dimensão:d e 30 a 90 cm
Temp:2 0-30ºC (Verão) 4-12(inverno)
Substracto: mistura de 3/4 turfa e 1/4 areia
Luminosidade: Direta
Humidade: 70 – 80%
Dificuldade: Planta de difícil cultivo

Planta originária das regiões tropicais do nordeste da Austrália no caso da linilfora e zonas semi áridas do este Australiano para a gigantea

Com um aspecto verde amarelado coberta de glândulas em forma de gotículas e com um rizoma dispondo de raízes com 60 cm, que lhe permitem sobreviver em zona muito áridas e até renascer depois de um incêndio.
Produz ramificações durante todo o ano de 0,5 a 1Cm de diâmetro. As mesmas dispondo de folhas estreitas de 15 a 30Cm de comprimento. No topo, produz uma flor de cor lilás magenta em estrela, com 3 a 5Cm de diâmetro.

A Byblis liniflora é semelhante a gigantea mas com ramificações mais espalmadas e com folhas enroladas em espiral. As flores vão de um Azul pálido até um rosa azulado. São anuais.

Byblis_linifolia

Como apanha as presas
Encontramos nas plantas dois tipos de glândulas. As primeiras segregam as gotículas brilhantes e as segundas, microscópicas, assimilam as presas. Os insetos são atraídos pelos reflexos brilhantes das gotículas e ai ficam presos ao tentar debater-se. Entram finalmente em contacto com as glândulas digestivas que segregam as enzimas.

Por vezes a planta pode estar totalmente recoberta de insetos capturados.

Ao semear, tenha atenção em colocar um vaso de grandes dimensões, elas toleram pouco serem replantadas. Na natureza, as sementes da Byblis gigantea só germinam depois de um incêndio.
Em cultivo é necessário deitar as sementes em água a ferver e deixar até que a água esfrie.

carnivora