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Posts para categoria ‘Plantas Carnívoras e Daninhas’

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Planta daninha refere-se a qualquer espécie vegetal que, de alguma forma, interfere nas atividades humanas; é um ponto de vista agronômico, o que não significa dizer que certos vegetais são bons ou ruins, de forma que a mesma planta pode ser daninha ou útil ao homem. Exemplo: algumas Ipomeas são muito ornamentais e são comumente utilizadas em jardins, ao passo que numa lavoura de soja as mesmas Ipomeas podem causar altas quedas no rendimento por competição por nutrientes.

O termo invasora tem sido usado de maneira incorreta, numa tentativa de “driblar” o uso do termo “daninha”. Uma planta invasora é aquela que aparece pela primeira vez em alguma área. Infestante é um termo utilizado quando uma espécie já está estabelecida em uma área.

Existem metodologias de prevenção e controle de plantas daninhas, que são:

Método Preventivo:
Consiste no uso de práticas que visem evitar a introdução, estabelecimento e disseminação de plantas indesejadas em áreas que ainda não foram infestadas por elas. O uso de sementes certificadas, a limpeza das ferramentas utilizadas são exemplos desse método.

Método Físico ou Mecânico
É a capina. Consiste na utilização de ferramentas como enxadas ou firminos e similares no arranquio das plantas daninhas.

Método Biológico
É o uso de agentes biológicos para controlar plantas indesejadas. Alguns animais que têm preferência por alimentar-se de certa espécie de planta é um exemplo desse método. Fungos também são utilizados.

Método químico
Trata-se da utilização de produtos químicos no controle das plantas daninhas, os herbicidas. É um dos métodos mais utilizados em grandes plantações, por sua eficácia e seletividade, porém a utilização desses produtos deve ocorrer somente sob a orientação de um agrônomo qualificado.

abelinha

cephalotus

Família: Cephalotacea
Origem: Sudoeste da Austrália
Tipo Armadilha: Passiva
Dimensão: de 3 a 8cm
Temperatura: 20-30ºC (Verão) 3-15(inverno)
Substrato: mistura de /2 Turfa e 1/4 Esfagno, 1/a Areia
Luz: Meia luz, sobretudo a meio do dia
Umidade: 70 – 85%
Dificuldade: Planta de difícil cultivo.

Planta originária de Albânia na Austrália, vive em pântanos fortemente embebidos em água.
De aspecto viçoso com rizomas, no início da primavera forma folhas espalmadas e ovais e depois as urnas que servem para capturar os insetos.
As flores semelhantes a um cacho branco formam-se no centro da roseta.

Como apanha as presas
O sistema de captura dos insetos funciona sob a atração exercida pelo néctar que as glândulas da planta segregam.
O fundo da urna contém líquido e dispõe de glândulas digestivas.

Os insetos, sobretudo as formigas, escorregam e caiem na urna. Mesmo conseguindo chegar ao topo da abertura, a mesma está equipada com “dentes” virados para baixo que impedem a presa de fugir. Os insetos, cansados, acabam por cair e afogar-se no líquido.

Curiosamente as urnas das cephalotus servem de casa para alguns insetos e a algas insensíveis ao líquido digestivo da planta.

Coloque esfagno vivo no vaso onde dispõe da cephalotus. Este musgo será importante para guarda a umidade vital à planta, mas sem colocar demasiada água nas frágeis raízes.

Plantas de caule macio ou maleável, normalmente rasteiro, sem a presença de lignina (podendo, geralmente, ser cortado apenas com a unha) – ou seja, sem caule lenhoso, também chamadas de plantas herbáceas.

Plantas cujo caule não sofre crescimento secundário ao longo de seu desenvolvimento.

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Utricularia

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Família
: Lentibulariaceae
Origem: os 5 continentes
Tipo de armadilha: ativo
Dimensão: de 10 cm a 1 m
Temperatura: 20 – 30ºC (Verão)  2 – 10ºC (inverno)
Luminosidade: meia sombra
Umidade : 100%
Dificuldade de cultivo: Fácil

Existem algumas espécies terrestres, mas na sua grande maioria esta planta carnívora é aquática ou semi-aquática.
O nome utricularia vem do latim utriculus, pequena garrafa. As utricularias aquáticas são semelhantes a uma massa de filamentosa que pode atingir vários metros. Com folhas filiformes onde dispõe as armadilhas. No Inverno a planta para o seu crescimento e passa à forma de hibernagem, um espécies de tubérculo que lhe permite resistir ao frio.

Como captura as presas
Esta é a planta mais “rápida” de todas. Dispõe de várias armadilhas em forma de bolhas. Estas “bolhas” ovais de 2 a 4 mm, translúcidas estão fechadas por um mecanismo engenhoso.

Com dois pelos sensíveis ao toque, a planta aspira qualquer inserto (larva de mosquito por exemplo) se este tocar nos pelos.
O interior da bolha esta em vácuo, quando o inseto toca no pelo e a planta faz abrir a bolha, o inseto é brutalmente aspirado, com uma incrível rapidez. A bolha é fechada novamente e a planta digere a presa. Depois de 1 a 2 dias (algumas plantas conseguem digerir em algumas horas), a planta cria novamente vácuo e a armadilha está de novo pronta.

As plantas em cultura apresentam um floração espetacular, uma das carnívoras mais bonitas, comparável à pinguicula. Muitas vezes cultivada pela sua beleza, sobretudo as semi-aquáticas ou terrestres.

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Plantas_Insectioras

Extraordinária Reação Química
Como todos os organismos vivos, as plantas asseguram o seu metabolismo graças ao alimento. Os vegetais apresentam a particularidade de serem capazes de sintetizar as substâncias nutritivas (açucares) a partir dos sais minerais dissolvidos no solo, que são absorvidos através das raízes.

Um Processo complexo que denominamos de fotossíntese é produzido combinando a clorofila, a energia solar e o gás carbónico do ar, para os elementos minerais da seiva bruta se transformem em substâncias orgânicas.

O mundo ao contrário
Num meio ácido muito pobre em sais minerais, algumas plantas conseguiram inverter a lógica da natureza. Em vez de serem comidas por animais, como é habitual no mundo vegetal, passaram a predadoras

Plantas Insetívoras
Estas plantas capturam e digerem os insetos que são ricos em minerais essenciais e em azoto. As “Plantas Carnívoras” deveriam ser antes denominadas “Plantas insectívoras”

linha de florzinhas

darlingtonia

Família: Sarraceniaceae
Origem: Estados Unidos, California
Tipo Armadilha: Passivo
Dimensão: de 15 a 90 cm
Temperatura: 15 – 28ºC (Verão) 5-15ºC(inverno)
Substrato: 80% de esfagno e 20% de turfa
Luz: Meia luz, nunca direta no verão
Umidade: 60 – 80%
Dificuldade: Delicada no interior, em estufa fria, esta planta de aspecto semelhante a uma cobra, cresce em altitude na Califórnia do norte, até 2800m e em zonas úmidas da costa de Oregon (EUA). De aspecto vivace com rizomas espessos que lhe permitem ter uma tufa importante.

As urnas assemelham-se a uma cobra devido à sua “língua” bifurcada e a sua posição ereta.

Como apanha as presas
As gandulas nectaríferas atraíam os insetos para perto da planta, estando situadas na “língua” bifurcada, os insetos “entram” na planta pela abertura ai situada.
No interior os insetos confundem a saída com a parte superior da planta, que é constituída por zonas translúcidas. Os insetos, enganados de essa forma, bate constantemente nessa zona superior, como as moscas fazem nos vidros. Cansados, acabam por cair na água que encontram no fundo.

O interior está também recoberto de pelos virados para baixo, dificultando ainda mais a saída ao insetos, levando os a escorregar e cair no fundo.

O líquido é constituído por água pura, as bactérias é que se encarregam de decompor e dissolver os insetos nas substâncias nutritivas, que a planta absorve. A planta tem a capacidade de alterar o nível de água do interior.

A Darlingtonia californica tem a reputação de ser muito difícil de manter, isso é de fato verdade, se for mantida no interior de casa. Se a cultivarmos em estufa-fria ou num terrarium (com temperatura controlado) a dificuldade para a manter saudável é a mesma do que qualquer outra carnívora.

Com umas flores de aspecto deslumbrante, ver a flor crescer e abrir, é de fato incrível.

jardineira

heliamphora

Família: Sarraceniaceae
Origem: América do sul
Tipo Armadilha: Passiva
Dimensão: de 5 a 50 cm
Temperatura: 20-28ºC (Verão) 10-20ºC(inverno)
Substrato:  40% de turfa e 60% de esfagno vivo
Luz: Direta na primavera
Umidade: 60 – 90%
Dificuldade: Fácil se em terrários ou estufa

Planta que cresce nas montanhas da América do sul, nas grandes formações rochosas quase inacessíveis (mésas). De aspecto vivace, esta planta forma uma folha enrolada em tubo. Serve de refugio a rãs (tepuihya edelcae)  que “utilizam” a planta para como engoda na sua caça aos insetos.

A presa mais corrente é a formiga. Curiosamente encontramos larvas de mosquito na água das urnas que nadam no líquido sem sofrerem nenhuma consequência pela atividade bacteriana.

Como apanha as presas
O sistema da captura é passivo e bem visível, o inseto simplesmente cai e afoga-se no líquido. A cor viva do topo da planta atrai os insectos. Insetos esses que também são atraídos pelo néctar segregado pelas glândulas da planta. Na zona intermédia da planta encontramos uma parte completamente lisa por onde os insetos, sem suporte, caiem no fundo.

Os pelos virados para baixo da planta, travam os intentos de fuga por parte dos insectos. Afogados na água, as bactérias asseguram a decomposição do cadáver.

Cultive a planta num terrário fechado, sem nunca deixar os vasos em permanência na água, excetuando os quentes dias de verão. Uma boa vaporização é importante.

carnivora

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Além destas 4 famílias, Dionaea, Nepenthes, Drosera e Sarracênias, há plantas carnívoras menos conhecidas em outras famílias:

Cephalotaceae é uma família cuja única espécie é Cephalotus folicularis. Esta espécie possui uma elaborada mas pequena armadilha do tipo ânfora (uns poucos centímetros no máximo), e está restrita ao sudeste da Austrália.

Algumas espécies de Bromeliaceae, como Brocchinia reducta e Catopsis berteroniana são reconhecidamente, ou suspeitas de serem carnívoras. Bromélias são Monocotiledôneas, e como são naturalmente plantas coletoras de chuva pela forma de sua folhagem, e muitas espécies são epífitas e coletam detritos (Bromélia tanque), não é de se espantar que algumas tenham desenvolvido um hábito em direção à carnivoria ao adicionar cera e pêlos voltados para baixo à sua estrutura.

Como a maioria das carnívoras, Cephalotus e bromélias carnívoras são encontradas em regiões de solos pobres (ou com deficiência de nutrientes, como ocorre com bromélias epífitas), alta luminosidade, muita umidade e incêndios naturais regulares ou outros distúrbios. O Drosophyllum lusitanicum é uma planta carnívora endêmica de Portugal e Espanha. Byblidaceae é uma família pertencente à ordem Lamiales, apresentando um único gênero, Byblis, com sete espécies de plantas carnívoras, de armadilhas passivas.

O termo Najas é a designação comum às ervas do gênero Najas, da família das najadáceas, que reúne cerca de 32 espécies. Possuem raízes, folhas estreitas, um pouco invaginadas, frequentemente com duas pequenas escamas, flores geralmente solitárias, axilares, e frutos indeiscentes. De distribuição cosmopolita, ocorrem em águas frescas, e algumas são daninhas, especialmente aos arrozais, mas também são importantes como alimento para peixes, como fertilizantes verdes etc.

jardineiro-2

podridão de rizoquitonia

Nome da doença
Podridão-de-rizoctonia

Agente causador
Rizoctonia solani

A  doença
O fungo Rhizoctonia solani uma doença que causa a morte das raízes finas e o escurecimento da raiz principal e, em infecções mais graves, causa a podridão da coroa e a morte das plantas. A infecção pode atingir as gemas terminais e os frutos, causando a decomposição e a coloração marrom-clara nos tecidos.
Controle: Os fungicidas indicados para o controle da podridão por Rhizoctonia são pouco eficazes e para reduzir as perdas recomenda-se otimizar o manejo da cultura. O isolado T15 do Trichoderma viride da Embrapa Uva e Vinho controla este patógeno.

Práticas de manejo
Evitar uso de substratos e vasos de sanidade desconhecida. Desinfetar ferramentas de corte. Remoção e queima de bulbos e raízes contaminadas. Isolamento de plantas doentes.

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ferrugem

Nome da doença
Ferrugem

Agente causador
Sphenospora kevorkianii Sphenospora mera

A doença
Outras espécies causam a ferrugem como: Hemileia oncidii, Uredo behnickiana, Uredo epidendri, uredo oncidii

Sintomas
As ferrugens são doenças fáceis de serem diagnosticadas pela presença de pequenas pustulas de coloração alaranjada na face inferior das folhas, constituídas por massas de esporos pulverulentas do fungo. Doença frequente em espécies de Oncidium sob condições de alta umidade.

Práticas de manejo
Sendo doença amplamente distribuída, deve-se na aquisição de plantas inspecionar minuciosamente a sanidade, bem como mantê-las preliminarmente em área de isolamento (quarentena). Adicionalmente, recomenda-se: remoção e queima de folhas doentes. evitar molhamento foliar e pulverização protetora com fungicida à base de cobre.

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Sphagnum_vivo

O Substrato
Na maior parte dos casos, a turfa loira é o ingrediente principal das misturas para plantas carnívoras. Cuidado no entanto com as turfas enriquecidas com adubos, que podem causar danos ou mesmo por vezes a morte das plantas. O mal é que a turfa tem tendência a compactar-se e a asfixiar as raízes das plantas; é por isso que a devemos aligeirar com os elementos seguintes:  Perlita; Vermiculita, Pouzzolane e Areia de quartzo

Uma mistura com 75% de turfa e 25% de matéria citada acima convêm à grande maioria das espécies. Durante este artigo verá que diversas receitas de substrato foram idealizadas para diferentes espécies.

Sphagnum_secaEsfagno do Chile
O esfagno (sphagnum) pode também ser utilizada, vivo ou seco. A utilização do esfagno retirado a natureza é estritamente proibido, a venda é geralmente feita por pacotes compensados de esfagno seco (morto). O esfagno do Chile é o mais (e melhor) utilizado, cada kg representa 50 Litros depois de absorver água.

Este Esfagno está morto, mas algumas esporas podem encontra-se e nas condições ideais simplesmente fazer brotar de novo o musgo.
Permitindo assim utilizar esfagno vivo sem o ter retirado da natureza.

turfa
Turfa Loira
A turfa é constituída de matéria orgânica, principalmente de esfagno, mal decomposta. Pobre em substâncias nutritivas e de PH ácido (3,5-4,5), ela tem o defeito de ser muito difícil de molhar quando está demasiado seca. Uma turfa de boa qualidade retorna ao seu volume inicial depois de ter sido comprimida nas palmas das mãos. Constitui a base do substrato das plantas carnívoras.

perlite
Perlita
Esta sílica pura expande-se tipo pipocas e forma um granulado poroso quando aquecida a 1700ºC. Inerte e neutra, bem mais estável que a vermiculita, é a matéria ideal para aligeirar o meio. No inicia tem tendência a flutuar, fenômeno que desaparece quando já se encontra embebida em água.

vermiculite A Vermiculita
Esta sílica de alumínio, magnésio e fero dilata-se em folha sobe o efeito do calor. Menos inerte que a perlita e ligeiramente alcalina (PH 8), a Vermiculita é  excelente para aligeirar o substrato de plantas que necessitam uma mudança de pote frequente.

Pouzzolane
A Pouzzolane
Esta rocha vulcânica é composta de basalto. É vendida sob a forma de berlindes porosos, que constituem um excelente meio de drenagem e aeração do solo. No entanto, a pouzzolana liberta minerais, que podem ser causa de problemas em algumas plantas.

Areia

A areia de quartzo é a única que pode ser aplicada. Não utilize nunca areia calcária, que provoca a morte da maioria das plantas carnívoras. Prefira areia grossa, a fina tem tendência a compactar.

Rega
Um dos elementos mais importantes continua a ser a água. É imperativo utilizar água doce, isenta de calcário e de cloro. A água da chuva é indicada, muito embora seja favorável ao desenvolvimento de algas na superfície dos vasos se a utilizarmos frequentemente.
Para melhorar a rega podemos utilizar água “criada” por osmose inversa, bem mais limpa. Existe no mercado pequenos aparelhos que permitem “criar” essa água por um processo físico.

A água desmineralizada para baterias ou feros de passar convêm também muito bem.

A maioria das espécies necessita de um ambiente muito úmido durante o período de crescimento. Numa cultura com vasos, deixe os últimos embebidos em alguns cm de água. É preferível a rega na parte de baixo dos vasos do que molhando a planta. O substrato tem tendência a compactar se o regar.

Durante o período de Inverno, deve ter o solo somente úmido. nunca ter água nos vasos. Pode nesse período regar o solo tendo cuidado de nunca molhar as plantas, os rebentos molhados são facilmente e rapidamente atacados por cogumelos. No entanto esta técnica não é aconselhada para todas as espécies, outros artigos neste site falam nas alternativas específicas a cada planta.

A luz, intensa luminosidade
Essencial ao crescimento porque permite a fotossíntese, a luz é um fator chave para conseguir uma boa cultura. As carnívoras, plantas pioneiras, estão em intima relação com os habitats de vegetação baixa. Com isso, elas precisam de uma forte intensidade luminosa para mostrar as suas magníficas cores e uma aparência saudável. Se excluirmos as nepenthes e as pinguicularias, que prosperam em meios com intensidade luminosa mediana, todas as outras suportam o sol direto. Cuidado no entanto ao colocar as plantas atrás de uma janela entre Maio e Setembro, o vidro pode fazer de lupa e queimar as plantas. Utilize um filtro para minimizar a intensidade.
Colocar perto de uma janela virada a norte não é aconselhado.
Se tiver as plantas numa estufa, uma exposição a oeste é mais favorável durante os meses de verão, devido à subida de temperatura (efeito de estufa)

A utilização de luz artificial deve reger-se por certas regras. Escolher o tipo de iluminação adequado, existem duas possibilidades: tubo fluorescente e a lâmpada a vapor de sódio.

Barata, e econômica em termos de energia, o tubo fluorescente á largamente utilizado pelos principiantes (e outros). Tem a grande vantagem de ser relativamente fria, não aquecendo assim em demasia as plantas. No entanto, a qualidade da luz diminua com o aumento da distancia entre o tubo e as plantas. Para um Terrarium do tamanho de um aquário até 200 L, dois tubos fluorescentes 12 horas por dia é uma boa solução.

As lampejado de vapor de sódio aquecem e consomem muita energia, são geralmente utilizadas por especialistas e/ou para grandes superfícies.

Comprar lâmpadas de uma marca reconhecida permite assegurar uma maior durabilidade das mesmas. As lâmpadas devem ter um valor em K. Para simular ao máximo a luz solar utilize lâmpadas com um valor superior a 6000K sendo 6500K um valor ideal.

A temperatura
É um parâmetro delicado, não é fácil adaptar as nossas exigências de conforto as das plantas. A maior parte das carnívoras necessita de um período de descanso invernal, entre 5-7ºC ou 12-15ºC dependendo das espécies. Esta paragem é vital para o bom desenvolvimento das plantas, sem ela, as carnívoras esgotam-se e a sua vida fica assim reduzida.

Coloque as plantas num local pouco aquecido mas luminoso durante o Inverno, o ideal seria uma estufa.

Em função do su habitat natural, podemos classificar as plantas em três grupos:

Espécies Rústicas
São aquelas que suportam as condições climatéricas das nossas regiões européias. Ideais para espaços de jardim especialmente acomodados para elas ou estufas não aquecidas. Estas espécies necessitam um grande período de descanso durante o Inverno.

Neste grupo encontramos as dioneas, Darlingtonia, a maior parte das droseras do hemisfério norte bem como as sarracenias (algumas até suportam temperaturas baixíssimas). Algumas espécies aquáticas também podem passar o Inverno no exterior, se a água não congelar na sua totalidade, são as utricularias e a aldrovanda da América do norte.

Espécies das zonas Temperadas
Não suportam o gelo, mas necessitam no entanto um período fresco. É possível guardá-las numa estufa ou varanda ou até mesmo no interior se a temperatura não ultrapassar 15ºC durante o Inverno. A partir da primavera quando retomam o crescimento, necessitam de muita luminosidade para se desenvolveram saudáveis. A maioria das Carnívoras ocupam este grupo, Aldrovanda,Byblus giganteam Cephalotus, Deonea, a maior parte das droseras, Drosophyllum, Heliamphora, pinguiculia, Sarracenia, Utricularia e as Nepenthes de altitude.

Espécies Tropicais

Estas suportam mal as temperaturas inferiores a 15ºC. E prosperam com atmosfera saturada de umidade. São as plantas para estufa ou terrariums. Este grupo inclui as Adrovanda (tropicais) Byblis liniflora, droseras da Austrália do norte, as genliesea, nepenthes de planície.

Aeração
É muito importante dispor de aeração sobretudo em estufa ou terrarium, para evitar o desenvolvimento de doenças criptogâmicas devo a uma atmosfera não renovada.

Ventilação
Coloque aberturas no terrarium ou mesmo uma pequena ventoinha de 12V. Um modelo de ventoinha que suportasse bem a umidade seria o ideal.
Em estufas ou marquises, abra as portas assim que a temperatura exterior o permita. Dentro de casa, entreabra a janela quando existir bom tempo e, sobretudo durante a noite, para fazer baixar a temperatura, as plantas iram desenvolver-se melhor.

De notar que ventilação não é sinônimo de grandes movimentos de ar, as plantas não vão apreciar ventos frescos durante tudo o dia.

Tratar com cuidado
Para evitar problemas, temos que estar atentos e limpar as plantas. Geralmente todo e qualquer fragmento de planta seco devem ser retiradas. As partes secas têm tendência a apodrecer rapidamente, especialmente numa cultura em vasos, sem grandes movimentos de ar. Assim que alguma parte da planta começa a apodrecer, devemos retirá-lo imediatamente. Os restos de insetos também devem ser retirados, visto poderem também ser atacados por fungos, propagando-se para as plantas levando à morte.

As urnas da sarracenia secam durante o Outono, e são frequentes ataques de parasitas, para evitar esses ataques é preferível cortar as urnas deixando as partes estreitas e verdes.

As algas e musgos (não confundir com o esfagno) abafam as plantas, retirar as plantas do seu vaso para um novo, evita esse problema. Este fenômeno atinge todas as espécies de tamanho modesto como também as sementes.
Bem que as plantas Carnívoras desenvolvem se em ambientes úmidos, poucas suportam ser vaporizadas com água (a não ser a nepenthes) e muito menos regadas. A rega deve ser feita por baixo quer nos vasos quer no terrarium.

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