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Posts para categoria ‘Árvores e Palmeiras’

Licuala Grandis

1 – Caule
O caule de uma palmeira é do tipo estipe, com anéis que são as cicatrizes deixadas pela bainha das folhas. São alongadas, cilíndricas ou colunares, geralmente sem ramificações, ostentando no ápice um tufo de folhas.

Existem vários tipos de caule, suas características muitas vezes, permitem o reconhecimento:
- Caule único (Palmeiras monocárpicas não ramificadas: caule simples ou solitário compreende a maioria das espécies de palmeiras;

- Caule entouceirado (Palmeiras policárpicas não ramificadas): caules múltiplos que formam touceira (arca-bambu, palmeira-de-macarthur, palmeira-laca, entre outras);

- Caule ramificado (Palmeiras ramificadas): é muito raro, o único gênero conhecido é Hyphaene, que se ramifica a semelhança de uma árvore e ocasionalmente algumas palmeiras também ramificam como areca e fênix.

Quanto à superfície do caule, podem ser lisos ou desprovidos de qualquer revestimento, com espinhos (Acromia aculeata), pêlos (Coccotrhnax crinita), revestidos de tecido fibroso (Taphis excelsia e Trachycarpus fortune).

2 – Raízes
O sistema radicular das palmeiras é fasciculado, do tipo “cabeleira”, ou seja, não possui raíz principal. Algumas espécies de mata úmida possuem raízes aéreas, que complementam o sistema radicular. Por não serem profundas, não prejudicam as estruturas de piso e parede como algumsa espécies de árvores. São ideais para ornamentar ambientes próximos às piscinas.

3 – Folhas
Podem ser pinadas ou palmadas (leque), são divididas em quatro partes:
- Bainha: parte que liga a folha ao estipe (pode envolvê-lo parcial ou totalmente):
- Pecíolo: liga a bainha ao limbo, parte livre da folha, pode ser curta ou alongada;
- Ráquis: eixo principal do limbo, onde os folíolos se inserem;
- Limbo: á a parte folhosa verde que pode ser inteira ou dividida em formas variadas.

4 – Palmito
É a região principal de crescimento da planta, sendo uma estrutura compacta protegida pela base das folhas (bainha) que, nesse local, se apresentam muito eretas e alongadas. O palmito pode ser visível ou não, no topo da palmeira. Esta é a característica que permite diferenciar a palmeira-real (Roystonea regia), da imperial (Roystenoa oleracea), a primeira tem seu palmito à msotra, a última o tem escondido pelas folhas e inflorescências. Também destacamos a palmeira-laca (Cyrtostachys renda) que se caracteriza pelo palmito extremamente vistoso de cor vermelho sangue no ápice.

5 – Ambiente
Grande parte das palmeiras é originária de regiões tropicais, algumas preferem à meia sombra, mas a maioria precisa ambientes ensolarados.

6 – Inflorescência
As flores das palmeiras não possuem valor estético. São agrupadas em uma inflorescência que recebe o nome de espádice, envolvidas por uma ou mais brácteas chamadas espatas, e podem se localizar abaixo, entre ou acima das folhas.

7 – Fruto
Conhecido como coco ou coquinho, é geralmente um fruto drupáceo carnoso, às vezes seco e fibroso. Apresenta valor ornamental e comercial, fornecem muitos produtos úteis ao homem como frutos (cocos, tâmaras), palmito, sagu, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, entre outros.

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Amérstia
A amérstia (Amherstia nobilis) , também é conhecida como ou rainha das flores, é considerada por muitos como a mais bela e nobre das árvores floríferas. Sua copa é majestosa, densamente folhada e apresenta um belo florescimento com várias flores em cachos pendentes. O rosa claro e o vermelho são as cores predominantes nas flores.

A Amherstia nobilis é uma cesalpinácea da família das leguminosas nativa de Burma (atual Myanmar), pequeno país localizado na Ásia, mais precisamente na porção norte-ocidental da península da Indochina, tendo grande parte do seu território coberto por florestas tropicais, e da Índia onde chega a atingir de 10 a 20 m de altura..

A Amherstia é espécie única no gênero e no Brasil foi introduzida pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Adaptou-se bem, porém deve ser cultivada em regiões tropicais e com inverno ameno, em solo rico em matéria orgânica, bem drenado com bom teor de umidade tanto no solo como no ar, sendo ideal o seu cultivo no litoral. Isto não significa que não possa ser cultivada em locais mais frios e secos; nestes locais durante os meses de estiagem devem ser feitas irrigações periódicas, pois suas folhas novas com a falta de umidade tendem a secar as bordas. Também precisa ser plantada a pleno sol, assim apresentará um florescimento abundante.

O plantio das mudas deve ser feito em covas espaçosas (60 cm de diâmetro por 60 cm de profundidade) adubadas com 20 litros de esterco de curral bem curtido e 500 g de superfosfato simples ou farinha de ossos.

flor da AmerstiaUma curiosidade é que as flores são parecidas com as flores das orquídeas.

Durante o desenvolvimento inicial a coroa ao redor do caule deve ser protegida com cobertura morta, livre de gramíneas ou outras forrações. Após 3 meses de plantio já deve ser iniciada a adubação química trimestral com NPK 10-10-10 primeiramente com 50g aumentando as aplicações conforme o desenvolvimento da planta. Plantas obtidas por alporquia e bem nutridas florescem já no primeiro ano de plantio.

As mudas de Amherstia são obtidas de alporquia e também através de sementes que devem ser coletadas debaixo da árvore logo que caiam , evitando que fiquem muito tempo expostas para que não ocorra um ressecamento das sementes dificultando a germinação.

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Palmeiras

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Este grupo de plantas com mais de 3.500 espécies, da família Arecaceae (Palmae), ´r muito utilizado no paisagismo, pois além da sua exuberância natural e de ser representante da flora tropical, é de fácil cultivo e a maioria se adapta bem a ambientes internos na fase juvenil. Além disso, são plantas de grande valor econômico, seja pela exploração comercial como, por exemplo, a extração de palmito (Euterpe edulis) e coco (Cocus nucifera) ou pelo próprio valor ornamental atribuído às mudas, em função do seu porte e espécie.

Apresentam a desvantagem de crescimento lento, além da ocorrência de desprendimento das folhas quando envelhecem. Em função disso, as palmeiras de porte médio a grande não devem ser cultivadas próximas à fiações ou construções.

As palmeiras podem ser mantidas em vasos, dependendo da espécie. As plantas, mesmo adultas, podem ser transplantadas para o solo com sucesso, desde que tenham alguns cuidados sejam observados.

As palmeiras têm grande importância nos projetos paisagísticos, principalmente em função de sua forma e rusticidade. Não devem ser cultivadas associadas a árvores, pois perdem o seu efeito visual. Podem ser cultivadas isoladamente ou em grupos, sempre em posições dominantes no jardim. Quando plantadas formando aléias laterais em grandes jardins, oferecem um visual bastante atrativo. Em pequenos jardins, esse tipo de formação não deve ser utilizado, por neutralizar o “ponto de fuga”, proporcionando um visual pesado e desagradável. Em um gramado extenso, a utilização de uma única planta também não destaca, promovendo apenas um corte na paisagem, sem proporcionar harmonia ou caracterizar um ponto de desataque. O plantio de conjuntos constituídos de espécies diferentes raramente produz bom efeito, sendo mais recomendável a utilização de grupos de uma única espécie.

As palmeiras não têm função de sombreamento nem proteção contra ventos. Por não promoverem sombreamento denso, não causam problemas no desenvolvimento dos gramados, permitindo o cultivo de grama até o próximo aos seus estipes.

Apesar de não se recomendar o plantio de palmeiras de porte médio e alto junto a casas, em frente a prédios com fachada lisa, desde que haja espaço disponível, a utilização de palmeiras é interessante para oferecer proporção. Nos jardins residenciais, as palmeiras oferecem suntuosidade ao ambiente.

Existe grande número de palmeiras nativas e diversas outras exóticas, bastante adaptadas ao clima brasileiro. A escolha deve depender das características do projeto em harmonia com as características de cada espécie.

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Árvores

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As árvores são um dos vegetais que mais nos interessam, pois se desenvolvem muito bem em nosso clima. Existem outras espécies oriundas de outros países e que estão sendo aclimatadas ao nosso meio ambiente, para sua comercialização.

Acácia Mimosa
Árvore altamente ornamental, exótica, com folhas perenes, cor acinzentada e com florescimento no mês de agosto. Flores amarelas. Recomendada para o plantio em jardins, praças, ruas e margens de estradas, e deve ser plantada em solos profundos, e não tolera com excesso de umidade.

Açoita cavalo
Árvore grande de até 16 m de altura e seu florescimento se dá nos meses de janeiro e fevereiro. Espécie florestal, nativa, com folhas caducas. É altamente recomendada para plantio nas margens dos rios, pois abriga frequentemente entre sua folhagem, orquídeas, bromélias, parasitas e pequenos animais dos mais variados. Produz flores roxas e brancas muito procuradas pelas abelhas.

Álamo
Árvore exótica, florestal, com folhas caducas e de crescimento muito rápido. Requer solos com boa fertilidade e é recomendada para locais baixos, inclusive úmidos.

Cangerana
Árvore nativa florestal, prefere terras secas e argilosas. A madeira é vermelha escura, com tonalidades marrom sendo resistente a insetos e mau clima. A espécie tem florescimento em duas épocas, uma em fevereiro e outra de setembro a outubro.

Camboatá
Árvore florestal nativa, de folhas perenes e de crescimento lento. Altamente ornamental e seu porte é de médio a grande. Suas flores desabrocham na primavera e são muito apreciadas por abelhas, e seus frutos por algumas espécies de pássaros.

Canafístula
Árvore florestal nativa, com folhas caducas e de crescimento muito rápido. É de grande porte e altamente ornamental pelas folhas verdes escuras, lustrosas e pelas exuberantes floes amarelas que desabrocham a partir de janeiro. Recomenda-se o seu plantio em maciços densos, em jardins, praças, parques e margens de rodovias.

Canela amarela
Árvore florestal nativa, de grande porte, floresce na primavera. De crescimento rápido e é recomendada para reflorestamento em qualquer localização, inclusive para arborização de olhos d´água e vertentes. Os frutos são bastante apreciados por pequenos animais silvestres.

Caroba
Árvore nativa, florestal, espécie de porte médio a grande, de crescimento rápido e com folhas caducas. Desenvolve-se bem em solos profundos e férteis não tolerando umidade excessiva. A floração ocorre nos meses de outubro e novembro, sendo muito ornamental com suas exuberantes flores azuladas.
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flamboyant
Entende-se por arborização urbana toda cobertura vegetal de porte arbóreo existente nas cidades. Essa vegetação ocupa, fundamentalmente, três espaços distintos: as áreas livres de uso público e potencialmente coletivas, citadas anteriormente; as áreas livres particulares; e acompanhando o sistema viário.

O presente texto estará tratando especificamente da arborização urbana que acompanha as ruas e avenidas. São as árvores encontradas ao longo das calçadas, nos canteiros centrais de avenidas e nas rotatórias.

As árvores trazem benefícios e problemas também
Da mesma forma que a arborização encontrada nas áreas livres públicas e privadas, as árvores que acompanham o sistema viário exercem função ecológica, no sentido de melhoria do ambiente urbano, e estética, no sentido de embelezamento das vias públicas, conseqüentemente da cidade.

Algumas contribuições significativas na melhoria da qualidade do ambiente urbano são citadas a seguir:- Purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos;
- Melhoria do microclima da cidade, pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra, evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas;
- Redução na velocidade do vento;
- Influência no balanço hídrico, favorecendo infiltração da água no solo e provocando evapo– transpiração mais lenta;
- Abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies, conseqüentemente influenciando positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças; e
- Amortecimento de ruídos.

Outra função importante da arborização que acompanha o sistema viário é seu préstimo como corredor ecológico, interligando as áreas livres vegetadas da cidade, como praças e parques. Além disso, em muitas ocasiões, a árvore na frente da residência confere a esta uma identidade particular e propicia o contato direto dos moradores com um elemento natural significativo, considerando todos os seus benefícios.

No entanto, muitos são os problemas causados do confronto de árvores inadequadas com equipamentos urbanos, como fiações elétricas, encanamentos, calhas, calçamentos, muros, postes de iluminação, etc. Estes problemas são muito comuns de serem visualizados e provocam, na grande maioria das vezes, um manejo inadequado e prejudicial às árvores. É comum vermos árvores podadas drasticamente e com muitos problemas fitossanitários, como presença de cupins, brocas, outros tipos de patógenos, injúrias físicas como anelamentos, caules ocos e podres, galhos lascados, etc.

Frente a esta situação comum nas cidades brasileiras, soma-se o fato da escassez de árvores ao longo das ruas e avenidas. Neste sentido, é fundamental considerarmos a necessidade de um manejo constante e adequado voltado especificamente para a arborização de ruas. Este manejo envolve etapas concomitantes de plantio, condução das mudas, podas e extrações necessárias.
Para que seja implementado um sistema municipal que dê conta de toda essa demanda de serviços, é necessário considerar a necessidade de uma legislação municipal específica, medidas administrativas voltadas a estruturar o setor competente para executar os trabalhos, considerando, fundamentalmente, mão-de-obra qualificada e equipamentos apropriados, bem como o envolvimento com empresas que ajudem a sustentar financeiramente os projetos e ações idealizados, e com a população em geral.

Este último poderá acontecer, preferencialmente, através de programas de educação ambiental voltados para o tema, procurando envolver de fato os moradores no processo de arborização ou rearborização da cidade.

A escolha da espécie a ser plantada na frente da residência é o aspecto mais importante a ser considerado. Para isso é extremamente importante que seja considerado o espaço disponível que se tem defronte à residência, considerando a presença ou ausência de fiação aérea e de outros equipamentos urbanos, citados anteriormente, largura da calçada e recúo predial. Dependendo desse espaço, a escolha ficará vinculada ao conhecimento do porte da espécie a ser utilizada.

Para facilitar, as árvores usadas na arborização de ruas e avenidas foram classificadas em pequeno, médio e grande porte. A seguir seguem as definições de cada um dos portes, com indicação de nomes de algumas espécies mais comuns.
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Se você for um dos privilegiados moradores de casas com um quintal de bom tamanho, pense na possibilidade de plantar uma ou mais árvores.

Primeiro, observe o terreno. Verifique edificações, fiações e delimitações. Feito isso, escolha uma árvore que possa ser incorporada à paisagem e ao espaço. O tamanho da copa e o crescimento radicular devem ser levados em consideração.

sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides),

Escolha árvores que possam se adequar ao espaço do quintal. Uma sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides), por exemplo, é linda e fornece sombra ampla e flores de plasticidade ímpar, mas seu tamanho final (cerca de 18 m) e suas raízes extremamente ramificadas são perfeitas para praças e espaços urbanos semelhantes, não para pequenos quintais.

Se seu quintal não permite este tipo de amplitude botânica, que tal algumas árvores frutíferas? O preparo do solo é o básico (que ele seja permeável e bem nitrogenado) e a rega precisa ser criteriosa; não deixar a árvore sem água, mas não encharcá-la demais.

O espaçamento ideal para uma árvore frutífera em pequenos quintais é de 12 m². Escolha espécies que possam desenvolver a copa e as raízes livremente, mas sem destruir ou prejudicar visualmente edificações.

aceroleira

Alguns exemplos: o pessegueiro (Prunus persica), a aceroleira (Malpighia emarginata), a caramboleira (Averrhoa carambola) e a pitangueira (Eugenia uniflora).

caramboleira

Sombra acolhedora, frutos saborosos (não há prazer maior do que comer frutos colhidos in natura) e pássaros coloridos. Plantar árvores também traz benefícios ao planeta: cada árvore elimina 150 quilos de gás carbônico da atmosfera.

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Pinanga-coronata

No paisagismo, as palmeiras apresentam características morfológicas vantajosas em relação às espécies arbóreas, tais como:
- Menos uso de mão-de-obra para manutenção, ou seja,eliminação de podas de condução e a queda drástica do tempo empregado com limpeza de folhas mortas. As folhas das palmeiras são grandes e demoram a cair. Quando caem, são fáceis de serem apanhadas, pois caem inteiras, porém podem causar acidentes.

- Nas áreas verdes urbanas, com a diminuição de espaços tanto aéreos como de solos, as palmeiras são uma boa opção por não serem volumosas como as árvores d pelas suas raízes, mais superficiais e não agressivas.

- Existem várias espécies de meia-sombra de porte médio a pequeno, difere temente das árvores, pois quase todas preferem pleno sol.

- Não há problemas com as raízes: como o sistema radicular é fasciculado, não há necessidade de grandes áreas para seu plantio, pois cresce mais em altura, tem suas folhagens num plano mais alto. Algumas entouceiradas emitem folhas desde a base e podem ser utilizadas como cerca-viva, fundos e em pequenos espaços (raphis, pinanga, macarthur, etc.).

- Aceita bem o transplante: apesar de muitas espécies de árvores também serem fácil transplante, as palmeiras são campeãs de boa adaptação após o transplante. Por apresentarem sistema radicular fasciculado e superficial, sua capacidade de adaptação e rebrota é alta, com exceção do palmito, que não tolera transplante.

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trithrinax brasiliensis
Qualidade das mudas
Quando comprarem mudas de palmeiras, suas raízes devem vir em torrões, envolvidas por estopa ou em potes grandes. Nos dois casos, verifiquem se o torrão está intacto e se a estirpe e o palmito estão bem preservados.

Preparo das covas
As dimensões das covas devem variar com o tipo de solo e com o tamanho da muda e recipiente utilizado. Quanto pior a qualidade do solo, maior deve ser a cova. Normalmente variam de 0,50 x 0,50 x 0,50 a 1,o x 1,0 x 1,0 m.

Preparar a terra com os seguintes componentes- Adubação mineral: 300 g 4-14-8 / cova;
- Adubação orgânica: 20 a 25 litros de matéria orgânica / cova
;- Superfosfato simples: 200 g;
- Farinha de ossos: 200 g / cova;
- Cloreto de potássio: 50 g;
- Calagem: 400 g de calcário dolomítico / cova;
- Vermiculita (se necessário): 2 litros/cova (em locais muito secos);
- Incorpore os componentes com a terra que foi retirada das covas e colocar um pouco desta mistura no fundo da cova.

Plantio da Palmeira
- Retire a planta do recipiente com cuidado, sem desfazer o torrão ou prejudicar a parte aérea;
- Posicione a muda verticalmente, preencha o restante da cova com a terra preparada, de modo que todo o torrão esteja envolvido pela mistura;
- Irrigue abundantemente até o seu pegamento, depois diminua a frequência.

Espaçamento
O espaçamento entre palmeiras é relativo, deve levar em consideração o porte, o volume das folhagens e seu efeito estético no espaço em que ela será plantada, adequando proporção junto de construções ou em áreas livres, extensas ou pequenas.
Uma alameda de palmeiras imperiais, por exemplo, pode ser plantada num espaçamento de 6 a 10 m entre as plantas. Já o Jerivá, pode ser plantado num espaçamento menor, formando conjuntos a cada 1,5 a 2,5 m. O importante é que a copa fique livre para que a planta seja valorizada como um todo.
Em áreas urbanas, as palmeiras são adequadas em avenidas com canteiros centrais, podendo, no caso de canteiro, com mais de 3 m, serem plantadas em 2 fileiras, em zigue-zague e mantendo, preferencialmente a mesma espécie.

Tutoramento
As palmeiras de grande porte devem ser tutoradas, principalmente no caso de transplante de espécies adultas. Isto é feito com o objetivo de mantê-las em posição vertical e evitar que tombe com o vento. Pode ser feito com estavas de madeira ou com arames ou cabos de aço.

Para prender a palmeira ao tutor, pode-se utilizar diferentes materiais, como estopa, feltro, tiras de borracha, tomando-se o cuidado de verificar se não está havendo atrito que possa causar dano à muda. Os materiais não se decompõe naturalmente devem ser retirados quando a muda estiver firme.

Em alguns casos as palmeiras são tutoradas por uma estrutura de cabo de aço, fortemente fixados em estacas no solo (palmeiras adultas, muito altas). O plantio deve ser feito, preferencialmente, na época chuvosa (dia nublado e úmido) ou qualquer época do ano desde que se irrigue na época seca.

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Em geral as palmeiras não ocupam muito espaço, quando comparado às árvores. Ao plantar uma espécie de caule único, devemos pensar no seu efeito, sendo proporcional ao locl onde se pretende destacá-lo.

Espaço mínimo
O espaço de solo para uma palmeira de caule único, deve ser no mínimo de 60X60X60, para que tenha desenvolvimento pleno.

Insolação
Existem espécies para pleno sol (grande maioria), meia-sombra e algumas adaptadas para as duas situações, como a palmeira-de-macarthur (Ptychosperma macarthurii).

Função
As palmeiras são muito utilizadas nos seguintes casos:
- Dividindo ambientes: usadas como fundo ou cercas-vivas. Neste caso, as espécies com caule entouceirado são as mais apropriadas como, por exemplo, areca-bambu (Chrysalydocarpus lutescens), palmeira-de-macarthur (Ptychosperma macarthurii), rabo-de-peixe (Caryota mitis), palmeira-raphis (Raphis excelsi), pinanga (Pinanga kuhnii), camedorea-bambu (Chamaedorea seifrizii), etc.

- Moldura: se utilizada como moldura, na fachada de residências, prédios, etc. devem ser utilizadas espécies de porte mais alto.

Alamedas ou áreas grandes: utilizar palmeiras de grande porte e caule único tais como: palmeira-real, palmeira-imperial, jerivá, seafórtia, flas-latânia, fênix canariensis, rabo-de-peixe, palmeira-de-saia-da-califórnia (Washingtonia filifera).

- Valorizadas isoladamente: nobres ou não, devem apresentar características marcantes por folhas ou estirpe, como: palmeira-triangular (Dypis decary), palmeira-azul (Bismarchia nobilis), washingtonia (Washingtonia robusta), ravenea (Ravenea rivulares), entre outras.

- Plantadas em vasos para ambientes de interior: geralmente compreendem espécies de pequeno porte, formam touceiras, toleram a meia sombra, mas precisam de ambientes bem iluminados e ventilados.

Qualidade estética
Fundamentais em características como:
- Folhagem: mais eretas, curvadas, com folhas inteiras sem muito recorte (palmeira-leque) ou bem divididas em vários folíolos.

- Porte: palmeiras de grande porte, de médio e pequeno porte podem ser utilizadas em vasos, jardins internos entre outros.

- Frutos: a espécie mais utilizada é o coco-anão (Cactus nucifera), largamente encontrada em beiras de praias e projetos com estilo tropical.

Caule: textura, forma e cor da estirpe, muitas vezes são aspectos bastante valorizados esteticamente. Como por exemplo, o tronco da palmeira-traquicarpus (Trachycarpus fortunei), envolto em fibras, de aspecto peludo bastante peculiar, além da folhagem brilhante em leque, muito ornamental.

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Muitos amantes da natureza, imbuídos dos mais nobres sentimentos ecológicos, querem simplesmente plantar o maior número de árvores, flores e arbustos possíveis na área em que vive. Embora bem intencionados, alguns se esquecem de estudar com um pouco mais de profundidade as consequências futuras destes atos. Desde crescimentos radiculares inconvenientes, copas que atrapalham a fiação aérea, frutos que podem ferir transeuntes e causar danos à propriedade, folhas que não se degradam com facilidade até a toxicidade de algumas plantas, cada ato precisa ser previamente planejado para que não haja aborrecimentos com o passar do tempo.

Bauhinia blakeanaFlor da Bauhinia blakeana

Estas recomendações são importantes principalmente quando o assunto é o plantio de árvores em calçadas. Há uma legislação a ser observada e cuidados a serem tomados. E quando se trata de algumas espécies com diversas variedades, é preciso atentar para uma coisa que parece chata mas é essencial ao se escolher uma planta: sua classificação botânica binominal. Um bom exemplo é uma das vedetes do paisagismo urbano: a pata-de-vaca.

Bauhinia forficataBauhinia forficata

A Bauhinia blakeana, de origem asiática (mais especificamente da cidade de Hong Kong), de madeira maleável, que na natureza pode atingir até 12 metros. Nas cidades são podadas para que não ultrapassem os 6 m de altura, pois sua ramificação é intensa. As flores desabrocham no fim do Inverno e perduram por todo o Verão; são púrpuras, tem cinco pétalas, sendo que uma delas se modifica e se assemelha ao labelo de uma orquídea. Uma das principais vantagens do uso da pata-de-vaca Bauhinia blakeana no paisagismo urbano é o crescimento de suas raízes baseado no geotropismo positivo, ou seja, elas crescem para baixo na direção da força da gravidade.

bauhinia-variegata Bauhinia variegata

Contudo, existem outras variedades de pata-de-vaca endêmica da Mata Atlântica, com flores muito parecidas à da variedade asiática e que são pouco utilizadas como solução paisagística: a Bauhinia variegata L. e a Bauhinia forficata. Estas variedades são oriundas do que restou de Mata Atlântica no Sul e no Sudeste e são mais utilizadas na fitoterapia. Os princípios ativos de caules e talos estão sendo estudados por conta de sua aparente eficácia no combate à diabetes. Mas, por favor, não saia fazendo chá de casaca de pata-de-vaca indiscriminadamente! Todo e qualquer medicamento deve ser prescrito apenas por médicos.

Em comum, as variedades de pata-de-vaca são bastante rústicas, tropicais e muito resistentes a algumas mudanças climáticas não muito bruscas. O solo precisa do mínimo de nutrientes necessários à sobrevivência de uma planta e ser bem drenável. Para crescer e florescer com vigor deve ser plantada a pleno sol. A multiplicação é feita por sementes, principalmente a variedade B. blakeana, cujas flores são estéreis.

O nome popular origina-se do formato de suas folhas. Com tonalidade verde-escura e textura levemente coriácea, a folha divide-se em dois lóbulos, e sua separação faz com que ela pareça-se com o pisar de um ruminante. No caso, a vaca.

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