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Posts para categoria ‘Árvores e Palmeiras’

ingá-macaco
Outros nomes:
Ingá-ferradura, ingá-carneiro.

É árvore típica da Floresta Atlântica de planície e de encosta da Serra do Mar, ocorre no sul e sudeste do Brasil, desde o sul do Estado de Minas Gerais até o Estado do Rio Grande do Sul.

Sementes
Frutifica na primavera, nos meses de setembro e outubro. Coletados da árvore ou do solo, devem ser abertos manualmente, com faca; as sementes devem ser lavadas e postas em peneiras para secar. Cada quilo produz de 3 a 5 mil sementes. Armazenadas ao natural, perdem o poder germinativo em 15 dias; logo após lavadas e secas, em recipiente bem vedado (plástico, lata ou vidro), resistem até 8 ou 10 meses.

Mudas
Colocar as sementes para germinação imediatamente após a retirada das vagens em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso. Irrigar duas vezes ao dia. Semeadas diretamente ou em embalagens, germinam bem e rapidamente entre 10 e 30 dias, sem nenhum tratamento. A partir do 4º mês em viveiro, estarão prontas para o plantio.

Plantio
Pode ser plantado a céu aberto, puro ou associado a outras espécies e em faixas abertas, nas capoeiras. Seu crescimento é de moderado a rápido (1 m por ano), necessitando podas para formar tronco alto.

Madeira
Madeira leve, é pouco utilizada pela sua baixa resistência natural. Fornece, contudo boa lenha e é adequado para arborização de pastagens, associado a cultivos perenes, áreas degradadas e paisagismo. A mucilagem que envolve as sementes é comestível, de ótimo sabor.

A árvore é grande fixadora de nitrogênio do ar através dos nódulos radiculares, é ótima para reflorestamento.

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veichia

Originária das Ilhas Novas Hébridas (na Escócia) esta palmeira tropical é tolerante ao clima subtropical e temperado ameno. Plantada ao pleno sol, ela atinge de 15 a 20 m de altura.

Sua frutificação se dá nos meses da primavera e inverno e seus frutos oblongos (forma alongada) são de cor vermelha sendo muito vistosos quando maduros. Tolera também às condições salinas de regiões litorâneas.

Dentre as Veitchias, a Montgomeryana é uma das variedades com crescimento mais rápido. Seu palmito pode ser comestível, porém seu uso é mais ornamental.

É uma espécie de palmeira que está sendo bem explorada atualmente pelos paisagistas devida a sua elegância, já é possível ver o uso desta palmeira em vários condomínios e estabelecimentos comerciais. Tem caule liso, acinzentado e retilíneo, palmito grande de cor verde acinzentado e folhas retas ou levemente curvadas e uniformes, características que a diferenciam de outras palmeiras. Seu crescimento é rápido e se adapta bem a maioria das situações de jardim em regiões tropicais e subtropicais quentes.

É muito utilizada em parques e jardins em plantio isolado e em grupos. É possível plantá-la em vasos somente quando novas com até 2 metros de altura, a partir daí é conveniente a mudança para o solo.

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Acácia

acacia

As acácias, plantas perenes e de folhagem sempre verde, desenvolvem-se até atingir o porte de uma árvore grande, quando plantadas no chão. Mas caso você queira cultivá-las em vasos (grandes), tornam-se belos elementos para a decoração de interiores.

Por exemplo, a Acacia dealbata presta-se ao cultivo dentro de casa, pois aceita processos de manipulação que a mantêm pequena, dando a impressão de possuir densa folhagem. Com podas constantes e em períodos corretos, as folhas nascem com tamanho vigor que chegam a esconder os galhos esbranquiçados. Nas extremidades dos ramos, surgem vistosos cachos de pompons amarelos, sutilmente perfumados.
Suas folhas apresentam colorido cinza-prateado e atingem até 23 cm de comprimento. As flores desabrocham de junho a setembro.
A planta deve ser colocada ao ar livre durante os meses de dezembro a março, a fim de ganhar força, sob a luz direta do sol. Verifique se o local não está exposto a alguma corrente de ar frio.

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A Acacia armata possui os ramos mais novos cobertos por uma folhagem verde escuro e flores agrupadas em inflorescências capituliformes que lembram pequenos pompons, que desabrocham no fim da primavera e no verão. As flores nascem rente ao caule e têm grande efeito na decoração de interiores.

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Acacia drummondii
é uma espécie delicada e pouco compacta. Tem folhas verdes ou azul-acinzentadas. As flores amarelo-douradas desabrocham em plena primavera.

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Acacia baileyana
, similar da A. dealbata, tem folhas prateadas e as mesmas flores em pompom. Quando adulta, torna-se um elegante arbusto, de esplêndida floração.

Primavera e verão
Em agosto ou setembro (ou mais tarde, se a florada ainda estiver viçosa), você deve trocar a terra das acácias que estiverem em vasos. Depois que as flores murcharem, faça uma poda para que a planta encorpe. Dessa maneira, você garante o crescimento controlado da acácia e obtém um exemplar com formato mais arbustivo. Assim que o tempo esquentar, comece a regar com maior freqüência e deixe o ambiente mais ventilado. Adube quinzenalmente, de novembro a fevereiro.

Outono e inverno
Regue apenas para umedecer os vasos; as plantas de jardim não precisam de água nesse período. A espécie A. dealbata floresce no inverno com temperatura média de 10°C. O frio intenso retarda a floração.

Propagação
Semeie em uma mistura de terra argilosa, composto orgânico e areia (em partes iguais), em covas com aproximadamente 6 mm de profundidade, no mês de setembro. Mantenha a sementeiro úmida e sob sol indireto, a uma temperatura média de 21°C. A planta germina e cresce rapidamente. Ao final de um ano, o exemplar deverá atingir de 15 a 20 cm de altura.

Também se pode propagar a planta por meio de estacas semi-lenhosas, de uns 7 cm, cortadas em lareiro ou fevereiro. Enterre-as numa mistura de terra e areia e cubra com plástico transparente. Mantenha a umidade, e as mudas enraizarão em poucas semanas. Exemplares adultos de A. dealbata desenvolvem ramos-ladrões na base da planta: ramos que brotam das raízes e competem com a planta já estabelecida. Corte-os e deixe-os enraizar da mesma forma como se faz com os galhos podados.

Problemas e soluções
Poucas pragas atacam a acácia. Eventualmente, pode ser infestada por pulgões nos ramos novos. Se isso acontecer, pulverize a planta com um inseticida doméstico.

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inga

É uma árvore de grande porte que pode atingir 15 m de altura. Suas folhas são divididas em 6 a 8 folíolos presos a uma haste folhosa com pilosidade de coloração ferrugíneo-tomentosa. Flores aglomeradas de coloração branco-esverdeada. Floresce quase o ano todo.

Existem dezenas de espécies de ingás amplamente disseminadas pelo Brasil. São muito comuns nas beiras dos rios e planícies aluviais, preferindo solos úmidos e até brejosos.

De modo geral, florescem entre agosto e novembro e frutificam de dezembro a fevereiro. O desenvolvimento da planta no campo é rápido, atingindo facilmente 3 m de altura aos dois anos de plantio. As flores do ingazeiro são melíferas e bastante atrativas para as abelhas.
Os frutos são consumidos pelo homem e muito procurados pela fauna silvestre: macacos, periquitos, papagaios e peixes, especialmente os pacus e as piaparas.

Nome popular: ingá-da-praia / ingá-verdadeiro
Família botânica: Leguminosae – Mimosoideae
Origem: Brasil – Amazônia.

Cultivo: Cultivo por sementes. Prefere solos arenosos próximos aos rios. De crescimento rápido, esta espécie é a mais conhecida dentre os “ingás”.

O nome indígena Ingá significa “embebido, empapado, ensopado”, devido talvez à consistência de seu arilo, polpa aquosa que envolve as sementes são conhecidas mais de duzentas espécies do gênero Ingá, da família das Leguminosas.
Nem todas elas são nativas das florestas amazônicas, como o ingá-cipó. Mas, em geral, os ingás preferem nascer às margens dos igapós, embrenhando-se pelas matas marginais dos rios amazônicos. Quando ocorrem em outras regiões, os ingás também são característicos das matas de galeria que seguem os cursos d’água por onde passam.

Assim como todos os outros ingás brasileiros, o fruto do ingá-cipó é uma vagem. Nesse caso, vagens grandes e verdes.

A principal característica deste ingá – e que faz com que ele se destaque dos demais – é o fato de sua vagem conseguir atingir até 1 m de comprimento sem se partir. E é provavelmente por esse motivo, por ser tão comprido e ficar meio espiralado, que ele leva o nome do cipó.

Dentro dessa vagem encontram-se sementes negras e brilhantes. Envoltas pelo arilo – de cor branca, levemente fibroso, de consistência macia e sabor adocicado estas sementes são chupadas e depois botadas fora. Apesar do conteúdo dessa polpa ter propriedades nutritivas, esse fruto é consumido pela população da Amazônia mais como espécie de distração ou passatempo.

As vagens do ingá-cipó são facilmente encontradas à venda nos mercados das cidades amazônicas, podendo ser transportadas da floresta e das áreas de cultivo com facilidade sem se estragarem. Bastante apreciado em toda a Amazônia, o ingá-cipó é muito cultivado nos arredores das habitações e por toda parte, sendo freqüente na mata, no estado subespontâneo. É muito comum, também, utilizar-se a árvore do ingá-cipó para o sombreamento dos cafezais plantados na região.

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Jatobá

Família: Fabaceae
Características: Árvore de até 20 m de altura. Possui folhas compostas de dois folíolos brilhantes de 6 a 14 cm de comprimento. Madeira pesada de média durabilidade natural.
Ocorre nos Estados do Piauí até o Paraná

Floração e frutificação: Floresce de Outubro a Dezembro, com frutos em Julho. O fruto é um legume indeiscente, de casca bastante dura. Cada legume costuma ter duas sementes e é preenchido por um pó amarelado de forte cheiro, comestível, com grande concentração de ferro, indicado para anemias crônicas. Doces feitos com esta farinha eram muito comuns até o século XIX.

Produção de mudas: Escarificar mecanicamente as sementes antes de plantar, sendo a taxa de germinação alta.

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Pinanga coronata

Origem –  Java, Ilhas Celebes e Sulawesi, no sub bosque da floresta tropical úmida.

Características gerais
Palmeira  elegante, de 3-5 m de altura, formando touceiras densas porém não muito grandes. Seus caules eretos, verdes, anelados, com nós e entrenós semelhantes a bambu, providos de palmito pequeno mas bem destacado no topo, de 3-5 cm de diâmetro.
Folhas firmes, pouco curvadas, de 1,0-2,0 m de comprimento, com pinas alongadas, regulares, largas, de superficie sulcada e de cor verde- clara, dispostas uniformemente e num mesmo plano sobre a raque, dando aspecto de planas.
Inflorescências dispostas abaixo do palmito e entre as folhas, ramificadas, curvadas para baixo, com raquilas avermelhadas.
Frutos pequenos, elipsóides, de cor inicialmente vermelha e depois preta quando completamente maduros.

Exigências ambientais
Palmeira tropical rústica, consegue tolerar geadas amenas em regiões subtropicais. De crescimento moderado e exigente em umidade no solo, não tolera o sol direto na fase juvenil.

Espécie pouco conhecida no país, às vezes confundida com Pinanga kuhlii que tem pinas irregulares e já bem difundida entre viveiristas, principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Deve ser cultivada à meia-sombra, sob a proteção de árvores, em terra fértil mantida sempre umedecida. Cultivada em vasos principalmente durante a juventude, é ótima para decoração de interiores. É também adequada para o paisagismo de parques e jardins, plantada isoladamente ou em grupos.

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Palmeira Areca Trianda

Elas são envoltar no exotismo e mistério das longínquas paragens do hemisfério sul, por isto as palmeiraa exercem um fascínio irresistível e faz despertar o desejo de tê-las em casa.
Para que mantenha toda a sua exuberância torna-se imperioso saber como cuidar delas da forma mais adequada e, as informações a seguir se revela de uma utilidade inestimável, pois veicula com minúcia e clareza todos os aspectos a ter em conta – a compra, a rega, a adubagem, a luz, a temperatura e a umidade corretas. Evidenciando uma particular capacidade de adaptação a qualquer interior, a palmeira acrescentará à sua sala ou ao seu jardim de Inverno um requinte aristocrático e paradisíaco.

Para cultivar palmeiras dentro de casa, leve em conta os seguintes conselhos:
- Escolha espécies de palmeira que se adaptem às condições de luz, temperatura e umidade de um espaço coberto. As espécies recomendadas são: Coco (Cocos nucifera); Palmeira de jardim ou Areca-bambu (Dypsis lutescens); Camedórea (Chamaedorea elegans) e Kentia (Howea forsteriana).

- Coloque o vaso com a palmeira em um lugar que receba bastante luz do sol, mas não de forma direta. Pode ser perto de uma janela.

- Coloque também uma lâmpada fluorescente acima da palmeira, que será importante para as folhas crescerem e manterem o brilho.

- Procure colocar a planta do lado de paredes brancas, para favorecer a luminosidade do ambiente.

- A rega não deve ser abundante. Duas ou três vezes por semana é suficiente. E o vaso deve ter uma boa drenagem.

- Para tirar o pó que se acumula sobre as folhas, utilize uma esponja macia umedecida com água.

- Observe o crescimento anual da palmeira e, se for preciso, transplante-a para um vaso maior.

- Se a palmeira estiver em um ambiente com ar-condicionado ou aquecedor, aumente a quantidade da rega e borrife água sobre as folhas para compensar a pouca umidade do ar.

- Use um substrato de composto orgânico com adubo NPK cerca de 100 gramas/vaso, misturado ao composto. Regar após o plantio.

- Em locais com ar condicionado ou que tenham ambiente muito seco costuma apresentar a ponta das folhas queimadas. Para evitar isto, usar água limpa num pequeno aspersor e borrifar uma vez por semana.
- Manter o substrato com alguma umidade, mas evite encharcamentos.

Uma vez por ano usar adubo granulado formulação 10-10-10, cerca de 1 colher de sopa para 1 litro de água, misturar e regar o substrato com a metade desta medida. Isto garantirá que permaneça com as folhas bonitas.

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Prunus_cerrulata

Sakura é o nome dado às cerejeiras em flor no Japão, pertencentes à espécie Prunus serrulata. Ao fruto dá-se o nome de sakurambo (cereja).

Se adapta bem ao clima no Brasil especialmente no sul e sudeste. A taxa de germinação pode chegar aos 80%.

Nas cidades japonesas existem muitas cerejeiras nas ruas e nos parques, responsáveis por um verdadeiro espetáculo da natureza no início da Primavera, época em que a maioria das famílias japonesas sai para o tradicional piquenique embaixo ds árvores floridas.

Prunus L. é um gênero botânico, geralmente arbóreo, mas que também pode ser arbustivo. Inclui as ameixeiras, cerejeiras, pessegueiros, damasqueiros e amendoeiras. Tradicionalmente, é incluído na família Rosaceae, na subfamília Prunoideae ou Amygdaloideae.
Por vezes, contudo, é incluído numa família à parte: Prunaceae (ou Amygdalaceae). Existem centenas de espécies de Prunus.

As suas flores são usualmente brancas ou cor-de-rosa, com cinco pétalas e cinco sépalas, dispostas nos ramos de forma isolada ou em “umbelas” de duas a seis ou mais, em rácimos. Todos os frutos caracterizam-se por uma drupa com um caroço (endocarpo) relativamente grande. As folhas, simples e, geralmente, lanceoladas, inteiras e com margem do limbo serrada.

Pode seu cultivada em todo Brasil como Bonsai ou direto no solo para se obter uma árvore.

São árvores caducas, que perdem todas as folhas no inverno e atingem uma altura de 10m (alguns espécimes, no Japão, chegam a atingir os 15m).

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Neem

Pertencente a família Meliaceae, a Azadirachta (nim) antigamente era conhecida como Melia azadirachta L. e sempre foi confundida com a Melia azedarach L. (Cereja-chinesa ou o Lilás da Pérsia). O nim é uma árvore de grande porte e chega aos 30 metros de altura, é muito resistente e vive cerca de 200 anos, pertence a mesma família do cedro, do cedro-rosa e da santa bárbara (árvore nativa do Brasil).

O óleo de neem conquistou rapidamente muitos adeptos no setor de jardinagem, já que além de combater pragas e insetos com eficiência, ainda é natural. O óleo é extraído da árvore Azadirachta indica A. Juss, popularmente conhecida por nim (“neem” nos países de língua inglesa e margosa ou nimba regionalmente).

Embora seja desconhecido de uma grande maioria, o extrato das folhas e o óleo extraído das sementes da árvore de nim já são utilizados à mais de 2.000 anos com grande sucesso pelo habitantes da Índia e dos países próximos, no controle de pragas agrícolas e pecuárias e ainda como fertilizante de solo.

Além de combater carrapatos, fungos e nematóides, descobriu-se que o nim ainda pode ser usado no combate de mais de 20 doenças que afligem o ser humano como:
* doenças cardíacas (arritmia)

* controle do colesterol sangüíneo; pressão alta

* doenças infecciosas (herpes, pé de atleta, hepatite)

* doenças nervosas (epilepsia)

* doenças parasitárias (chagas, vermes intestinais, malária, escabiose e pediculose)

Estudos na medicina buscam utilizar em breve o neem como método contraceptivo.

Muitos compostos biologicamente ativos podem ser extraídos das diferentes partes da árvore do nim, incluindo triterpenóides, compostos fenólicos, carotenóides, esteróides e cetonas. Através de diferentes processos podem ser extraídos por volta de 24 compostos com atividades biológicas, porém apenas 4 desses compostos apresentam alta eficiência como pesticidas: azadiractina, salanina, melantriol e nimbina.
A azadiractina tem recebido mais atenção dos pesquisadores, por apresentar isoladamente efeitos mais seletivos para os insetos que o extrato de nim com todos os compostos juntos.

Além de suas várias propriedades a árvore de nim ainda apresenta muitas vantagens na hora do cultivo pois consegue crescer em solos secos, pobres e ácidos, graças ao seu sistema radicular que desenvolveu uma capacidade fisiológica única para retirar de solos arenosos e muito lixiviados elementos nutritivos para o seu desenvolvimento.

Seu crescimento é rápido e sua madeira muito valorizada por que raramente é atacada por cupins e ainda tem se mostrado muito útil devido ao seu total aproveitamento, pois com o material remanescente da extração do óleo, pode-se fazer adubo orgânico de excelente qualidade. Esta torta das sementes do nim tem permitido aumentar em cerca de 37% a produtividade do algodão, e em 19% a do arroz e ainda é considerado superior ao esterco de vaca como adubo no cultivo da cana-de-açúcar.

Misturada com a uréia, a torta da semente de nim, reduziu o custo com fertilizantes nitrogenados para várias culturas, além de conseqüente aumento na produtividade com baixo custo de produção
O maior potencial da árvore de nim é sua capacidade de fornecer substitutos orgânicos para os produtos químicos agrícolas, visando o controle de pragas, seja de maneira letal ou com ação repelente. O óleo que é composto por um coquetel de substâncias, pode ser obtido a partir das sementes.

Veja as principais vantagens de utilizar o óleo de neem na jardinagem:
* é biodegradável

* demonstra ser pouco tóxico para mamíferos

* não cria tolerância ou resistência do neem nos insetos

* não prejudica os inimigos naturais de muitos insetos e pragas

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quaresmeira

Essa é uma árvore de aproximadamente 10 m de altura, originária do Brasil,  que possui a característica de apresentar uma floração bem intensa durante o começo do ano, coincidindo assim com o período da quaresma cristã, dai seu nome. Durante o final do ano, na época do outono, a Quaresmeira também costuma florir se bem cuidada.

Ela possui uma copa geralmente densa com um verde escuro bem forte, o que faz dela uma árvore que dá bastante sombra todo ano, além de seus frutos serem bem pequenos e a queda deles não proporcionar riscos de danos a ninguém, graças a isso e a beleza de quando flori, esta árvore é muito aconselhada para quem deseja plantar em frente a sua casa.

Como Cuidar
Esta é uma árvore extremamente forte que não necessita de muitos cuidados, porém se você se der o trabalho de seguir alguns conselhos básicos ela crescerá muito mais rápido e florescerá melhor:
- Ao plantar a muda, cave um buraco de profundidade bem maior que o do torrão da planta e preencha-o com uma mistura de terra, areia grossa e fertilizante orgânico. Assim a planta terá um bom espaço de terra fofa para crescer, os nutrientes necessários e uma boa drenagem, que evita o encharcamento excessivo na época das chuvas, coisa que pode causar o aparecimento de fungos na planta.

- Plante-a em local bem ensolarado para que possa realizar fotossíntese durante quase todo o dia e assim crescer melhor.

- Irrigue-a diariamente, principalmente durante o primeiro ano que a planta ainda tem um porte pequeno. Árvores grandes quando mais velhas têm a capacidade de armazenar água e sobreviver semanas sem uma irrigação, porém quando novas crescem muito melhores se devidamente regadas.

É uma planta que tolera o frio, porém não extremo/congelante. Evite-a se você mora em cidades onde a temperatura cai abaixo de 0 graus em algumas épocas do ano pois isso pode congelar e matar essa árvore facilmente.

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