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Cornus-florida

O cornos, também conhecido por corniso-florido , é uma árvore ornamental pertencente à família das Cornaceae. É originária da América do Norte, mais precisamente no estado do Maine, nos Estados Unidos, até Veracruz, no México.

É uma árvore decídua e de pequeno porte. Conta com uma beleza singular por sua florada abundante e devido à sua variação sazonal nas cores de sua folhagem, que apresenta copa arredondada.

A folhagem é caduca, oposta, simples, ovada, com margens minimamente serrilhadas e tom inicial verde, ficando em lindos tons bronzeados no outono, antes de caírem.

Crescem até 10 m de altura, algumas vezes mais largas do que altas quando maduras. Com tronco curto,  mede até 30 cm, e ramos horizontais em camadas, sua casca é grossa e se racha em blocos quando mais velhas.

O clima quente e úmido do verão é necessário para que o novo crescimento endureça no outono. A vida útil máxima do cornos é de cerca de 80 anos. Contudo, ele foi colocado na lista de espécies ameaçadas de extinção em Ontário.

As inflorescências surgem na primavera e são arredondadas do tipo umbela, compostas em média por 20 pequeninas flores quando densas, discretas e hermafroditas, com quatro pétalas amarelas de 4 mm de comprimento, delicadas e minimalistas.

A cabeça da flor é cercada por quatro grandes brácteas, com cores variando conforme a variedade da planta, podendo ser brancas, rosas ou vermelhas, cada uma com 3 cm de comprimento e 2,5 cm de largura.

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São arredondadas e muitas vezes com um entalhe distinto no ápice. Quando está em estado selvagem, geralmente é encontrada na borda da floresta e frequentemente em cumes secos.

É uma árvore monóica, o que significa que possui flores masculinas e femininas, e todas as árvores produzirão frutos. Sua fruta é formada por um cacho de duas a dez drupas separadas, medindo entre 10 a 15 mm de comprimento e cerca de 8 mm de largura.

No início do verão ficam com um tom vermelho brilhante, podendo também ficar amarelo com um tom rosado ao meio, amadurecendo assim no final da mesma estação.

É considerado uma fonte importante de alimentação para diversas espécies de aves, que acabam distribuindo as sementes após comê-las. Esta planta é hospedeira de diferentes larvas e mariposas. Apesar da fruta não ser venenosa para seres humanos, ela é extremamente azeda e de sabor muito desagradável.

O cornos no paisagismo
Ainda pode-se encontrar bastante variedades naturais de cornos, diversificando características como cor e formato das inflorescência, cor das folhas no outono, resistente a pragas, doenças, entre outras coisas.

Com porte pequeno, esta espécie é ideal para calçadas e também jardins, onde pode fornecer atrativos para todas as estações. Estes atrativos incluem sombra e aves silvestres no verão, folhas coloridas no outono, queda das folhas no inverno e flores em abundância na primavera.

Usa-se também em plantio misto e irregular, nas encostas de bosques apresentando um belo plano de fundo para o paisagismo. Sua madeira é de excelente qualidade, dura e bastante resistente. Sendo usada para confecções nobres como tacos de golf, porta jóias, cabos de ferramentas, tábuas de carnes e muitas outras coisas.

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O cultivo do cornos
O cornos é uma planta que faz melhor sua horticultura em solos úmidos e ácidos, enriquecidos com matéria orgânica, férteis e bem drenados. Prefere a meia-sombra, mas aprecia o sol da manhã.

Não se desenvolve bem quando exposta ao calor intenso e tem baixa tolerância à salinidade. O pH de preferência deve estar entre 6,0 e 7,0.

Quando a plantação for nova deve ser posta sob cobertura morta com profundidade de 5 a 10 cn, evitando o caule. Podar e remover completamente a madeira e as folhas mortas anualmente.

Regue-a semanalmente durante a seca, de preferência pelas manhãs, mas evite molhar as folhas. Quando necessário aplicar fungicidas de acordo com instruções do fabricante.

Há regiões em que a antracnose do cornos é um problema. Proprietários ou cuidadores de terras públicas devem conhecer mais profundamente os sintomas e inspecionar as árvores com frequência, para saber selecionar um estoque de plantio saudável e livre de pragas e doenças. Deve-se também evitar ao máximo transplantar árvores de florestas.

Cornus florida

Propagação do cornos
É uma planta facilmente propagada por sementes, que são semeadas no outono em fileiras preparadas de serragem ou areia, e emergem na primavera.

Se uma semente boa e limpa for superada primeiramente por um tratamento de estratificação ao frio de 4ºC, de 90 a 120 dias, a taxa de germinação é de 100%.

O cornos não pode se auto fertilizar, pois demonstra uma auto incompatibilidade gametofítica. Você deve perguntar se isso tem alguma importância? Tem sim. Pois, para os programas de reprodução significa que não é necessário emascular as anteras de C.

Floresce antes de fazer a polinização cruzada controlada. Polinização que deve ser repetida alternadamente, pois as flores devem ser polinizadas de forma cruzada dentro de um ou dois dias após a abertura para que seja eficaz.

Quando plantadas em locais de climas frios, as estacas envasadas devem ficar mantidas em armações frias, aquecidas ou em túnel de cultivo até o próximo inverno para manter a temperaturas entre 0 e 7ºC. Contudo, o sucesso do enraizamento é de 50% a 80%, pois não é uma técnica comum de ser usada por produtores comerciais.

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Normalmente as cultivares selecionadas são propagadas por brotamento T no final do verão ou ainda por enxerto de chicote na estufa no inverno (no porta enxerto de mudas).

Tem-se usado a micropropagação em programas de melhoramento, visando incorporar mais resistência à antracnose e oídio em cultivares hortícolas e importantes na economia.

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OBS: Este site não trabalha com vendas de plantas,sementes e afins, apenas são postados artigos com informações sobre como cultivar as plantas. Você pode adquirir sua planta desejada em qualquer bom Garden Center de sua região.


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A espironema é uma planta herbácea e suculenta pertencente à família das Commelinaceae. Nativa da América Central, também é popularmente conhecida como tripogandra ou dragãozinho.

Seu caule é curto e emite ramificações que podem originar novas plantas. Apresenta folhas dispostas em roseta, de aspecto triangular, textura suculenta e cerosa, de cor verde-clara e margens destacadas, bem claras.

As folhas mais velhas adquirem tons avermelhados. Floresce o ano todo, despontando longas hastes florais com cerca de 60 cm de altura carregadas de pequenas flores roxas, atrativas para beija-flores.

A espironema é ideal para a formação de maciços, forrações e bordaduras, sendo uma planta de duplo propósito. Suas formas geométricas a tornam uma folhagem de eleição.

O florescimento delicado e vistoso é também um excelente atrativo, além de ser de extrema rusticidade e baixa manutenção, não exigindo podas ou aplicação de defensivos. Perfeita para os jardins contemporâneos, também pode ser plantada em vasos e jardineiras.

Ótima planta para lugares quentes, pois ela não tolera frio intenso ou geadas. Bastante resistente, ela não exige muitos cuidados. Mas atenção ao manuseá-la: sua seiva pode causar alergias.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra. Por ser uma planta rústica, gosta de solo fértil, drenável e rico em matéria orgânica. Aprecia solo ligeiramente úmido, mas sem encharcamento.

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Para fertilizar, aplique NPK na proporção 04-14-08, cerca de 1 a 2 colheres de sopa (conforme tamanho da planta), sempre ao redor do caule, nunca junto a ele, incorporando levemente e regando em seguida.

A fertilização deve ser feita de preferência pela manhã ou no final da tarde, quando o sol não está tão forte. Suspenda a adubação quando a planta estiver nos meses de dormência — nesse período, ela não tem atividade nenhuma.

Sua multiplicação é feita por divisão das touceiras e separação das pequenas mudas que se formam na haste floral após a floração.

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Vanila

Desde 1754 foram descobertas cerca de 110 espécies pertencentes ao gênero Vanilla, a imensa maioria em regiões tropicais úmidas do planeta, como a América Central e do Sul, África, sudeste da Ásia e em diversos arquipélagos dos oceanos Pacífico e Índico.

A importância da orquídea Vanilla vai muito além de seu valor estético, nada desprezível. Durante a era das especiarias, esta orquídea tinha seu preço atrelado ao do ouro, tamanho o valor não de suas flores, mas de suas vagens.

Largamente utilizadas pelos povos pré-colombianos da chamada Mesoamérica, onde hoje localiza-se o México, Honduras, Costa Rica, Belize, El Salvador e Guatemala, as vagens da orquídea eram usadas para aromatizar a bebida oriunda do cacau chamada de “tchocolatl”.

O conquistador espanhol Hernán Cortés levou à Europa tanto o futuro chocolate quanto o aromatizante que foi rebatizado de Vainilla, que deu origem ao nome científico. E se você ainda não adivinhou, este aromatizante é a tão famosa baunilha.

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A obtenção da baunilha por métodos naturais mostrou-se onerosa graças à pouca duração de suas flores; graças ao ciclo de vida curto do órgão reprodutor, a única forma de manter um nível de produção aceitável é através da polinização manual, que foi descoberta por um escravo da ilha de Reunião, região administrativa da França a leste da ilha de Madagascar, de nome Edmond Albius.

Existe um aroma sintético de baunilha que é utilizado pela indústria alimentícia, mas a produção do aroma natural é fomentada principalmente pela alta gastronomia e os maiores produtores mundiais são a Indonésia e a Ilha de Madagascar.

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A orquídea Vanilla cresce em grandes lianas (trepadeiras) e desenvolve uma relação quase que simbiótica com a árvore que a sustenta. As lianas podem atingir até 30 m lineares em algumas espécies, são reptantes e sustentam-se no tronco graças a raízes adventícias e ao desenvolvimento natural do caule.

As folhas dispõem-se alternadamente por todo o caule e tem forma linear e consistência coriácea.

As flores, tão delicadas quanto belas, são a personificação do imaginário popular quando se trata de orquídeas: sépalas e pétalas bem delineadas mas bem mais separadas do que suas irmãs (mais especificamente a Cattleya e a Vanda); o labelo destaca-se do conjunto e possui coloração branca ou amarelada, além de exalar um intenso porém fugaz perfume.

O polinizador natural da orquídea Vanilla (e de diversas outros gêneros) é a abelha Euglossini, ou abelha-das-orquídeas.

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Cultivas orquídeas Vanilla não é tarefa fácil. Ela é exigente quanto à luminosidade, preparo do substrato e condições climáticas, além da já dita fragilidade da flor.

Se mesmo assim alguém quiser desbravar o árido mundo da produção da baunilha, aqui vai uma informação interessante: de acordo com informações, a baunilha só perde para o açafrão (Crocus sativus) como especiaria mais cara.

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Ajuga_reptans

A ajuga é uma espécie de planta com flor pertencente à família das Lamiacea, a mesma de muitas ervas culinárias como alecrim, menta e orégano.

Com origem na Ásia e Europa, é uma planta perene e de crescimento lento. As folhas inferiores são roxas, oblongas e obtusas, com bordas suavemente dentadas.

Dessa massa colorida e rasteira surge o caule de até 20 cm, que floresce no início do verão. Tem preferência pelos climas continental, mediterrâneo, subtropical, temperado e tropical.

A ajuga é uma planta herbácea, estolonífera e reptante, muito usada em forrações e conhecida popularmente por suas propriedades medicinais, pelas quais é bastante apreciada — principalmente para estancar sangramentos.

Suas folhas são ovaladas, basais, pubescentes e com nervuras bem marcadas. A folhagem, grande atrativo desta planta, possui textura média e cores muito variadas, de acordo com a cultivar.

As mais comuns são: “purpurea” (folhas bronzeadas a violáceas), “multicolor” (com pintas coloridas) e “variegata” (verde-escura, com margens de cor creme ou branca).

As flores da ajuga, apesar de terem importância ornamental secundária, podem se muito decorativas na primavera. Geralmente são azuis ou violáceas, e surgem em inflorescências do tipo espiga.

Ajuga_reptans

São muito atrativas para borboletas, abelhas e mamangavas. Ocorrem ainda variedades com flores róseas, avermelhadas e brancas. Produz pequenas sementes marrons no verão.

A ajuga é uma forração muito rústica e bonita, ideal para as áreas sombreadas e semi-sombreadas, onde geralmente o gramado e as flores não se adaptam. Ela gosta de locais frescos, ventilados e pode ser plantada em vasos e jardineiras.

Sua textura e cor, aliados às suas necessidades, a tornam uma ótima planta para jardins de pedra, valorizando o paisagismo.

No Brasil, é utilizada como planta ornamental pela beleza de sua folhagem bem escura, que se alastra bastante horizontalmente formando um carpete. Cresce em quase todo tipo de solo, mas prefere locais úmidos com boa drenagem e na meia-sombra ou sombra total.

Apesar das flores roxas serem de pouca importância ornamental, podem ser muito decorativas na primavera. Porém, para a floração ser plena é preciso um período de vernalização (pelo menos 5 semanas de temperaturas baixas, em torno de 5°C).

Como no Brasil são pouquíssimos lugares capazes de fornecer essas condições, por aqui as flores aparecem esparsas e sem causar grande efeito. Ocorrem ainda variedades com flores róseas, avermelhadas e brancas.

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Cultivo
Deve ser cultivada em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o frio subtropical e não tolera o calor excessivo ou pisoteio. Sob sol pleno, fica com as folhas pequenas e muitas vezes queimadas, mas floresce com mais abundância.

Pode se tornar invasiva em algumas situações. O ideal é que seja plantada em canteiros com delimitadores subterrâneos. Multiplica-se por sementes, estacas e mais facilmente pela divisão das mudinhas que se formam nos estolões, em torno da planta-mãe.

Inflorescência
Flores roxo-azuladas crescem em espiral ao redor de uma espiga, e entre elas nascem folhas pequenas da mesma cor, o que dá à planta inteira um tom azulado. No fim do verão, as folhas mudam de cor, ficando verde-escuras e manchadas de violeta.

Certa variedade tem folhas verdes e cor-de-rosa. As raízes formam novas plantas toda primavera, de modo que é muito fácil criar um canteiro de ajuga. Ela é muito usada em forração substituindo o gramado. Toda a parte da planta é utilizada.

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