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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

Tolumnia

Não importa a espécie, o tamanho, a cor ou o perfume, nós simplesmente não vivemos sem nossas queridas orquídeas. Elas alegram nossas casas, embelezam nossas mesas, presenteiam nossos amigos e arrancam suspiros e sorrisos.

Enfim, orquídeas nos encantam e isso não é bem um segredo por aqui, não é mesmo?

Mas o que fazer quando a floração dessas lindas plantas termina?
Há algum tempo, foi falado aqui sobre como conservar suas orquídeas para sempre e um dos temas que mais despertou curiosidade foi o que fazer com a haste floral. Devemos cortá-la ou não?

A reposta para a questão sobre o que fazer com hastes das orquídeas após a floração baseia-se em três pontos fundamentais:

1. Qual é a orquídea?
Para se decidir sobre o destino de uma haste, é importante saber com que espécie de orquídea se está lidando. A maior parte das orquídeas floresce apenas uma vez ao ano e suas hastes não voltam a dar flores após o término da floração original.

Algumas orquídeas, no entanto, particularmente as híbridas, podem florescer por mais de uma vez na mesma haste.

Dentre elas, as mais conhecidas são as do gênero Phalaenopsis, cujas flores lembram as asas de uma mariposa e sobre as quais já foi falado em outros posts. Outra orquídea que apresenta esta característica é a Tolumnia, típica das ilhas do Caribe.

Tratando-se de espécies como as acima, é possível obter uma segunda floração na mesma haste. Algumas orquídeas, quando bem cuidadas, passam meses a fio florescendo assim. No entanto, este bônus não acompanha todas as espécies existentes.

phalaenopsis pintada

2. A vontade da orquídea
Após a última flor cair da haste, a própria orquídea irá “decidir” o que deve ser feito a seguir.

Ela pode considerar sua missão cumprida, hipótese em que a haste simplesmente seca. No ano seguinte, na mesma época, outra haste irá nascer e florescer, a seu devido tempo.

A orquídea também pode decidir manter a haste floral ativa. Neste caso, novas ramificações nascem a partir das gemas dormentes (aquelas pequenas saliências ao longo da haste).

Elas produzirão uma nova floração que, no entanto, costuma ser mais comedida, com um menor número de flores que a original, porque a floração requer muito da planta, podendo, inclusive, debilitá-la e até mesmo fazê-la morrer. Normalmente, na natureza, existe um período de descanso entre uma floração e outra.

Existe, ainda, uma terceira possibilidade. A orquídea pode produzir um keiki (significa bebê, em havaiano) a partir da haste floral antiga. Neste caso, o pequeno broto desenvolverá raízes e poderá ser destacado da planta mãe, produzindo sua própria floração no futuro.

Rhynchostylis11

3. A vontade do dono da orquídea
Muitas vezes, percebemos que a orquídea não está bem, seja pela aparência das folhas, seja pela aparência das raízes. Neste caso, é interessante cortar a haste por completo, de modo a impedir uma nova floração logo em seguida – o que somente debilitará ainda mais a planta.

Cortar a haste por completo é uma forma de dar um período de descanso à orquídea e proporcionar uma nova e revigorada floração no ano seguinte.

Para tanto, corta-se a haste rente à base e, na época apropriada, uma nova haste floral surgirá carregada de flores organizadas em fileiras paralelas e simétricas – isso raramente ocorre nas florações secundárias.

No entanto, caso a intenção seja manter a casa florida por mais tempo, é possível realizar procedimentos que estimulem o reflorescer de uma haste antiga: preservar a haste e esperar uma eventual floração é um deles.

Um outro – que visa acelerar o processo – é cortar a haste na altura da terceira gema (a saliência, contada de baixo para cima).

Sarcochilus

É importante lembrar, contudo, que o corte na altura do terceiro nó não garante uma nova floração. Pode ser que a orquídea emita um ou mais keikis, que, em vez disso, ela emita hastes florais secundárias ou, ainda, pode ser que nada aconteça.

Existe, ainda, um mito de que canela em pó no corte da haste estimularia uma nova floração. Na verdade, este procedimento apenas impede infecções oportunistas na área do corte, já que a canela possui propriedades antissépticas. A nova floração, contudo, não é garantida.

Esperamos que, a partir das observações acima, vocês consigam decidir com segurança como proceder após a floração de suas orquídeas. E que venham muitas e muitas outras florações pela frente.

wisterias

orquidea-encyclia-seidelii

As orquídeas encyclia se caracterizam por serem espécies vegetais que estão espalhadas por todo o planeta. É popularmente conhecida pelo nome de Orquídea Mariposa. É  nativa da América Tropical, sendo encontrada no México (região sul), em toda a América Central e na América do Sul (Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela).

É encontrada em vários tipos de vegetação, para que a espécie vegetal consiga sobreviver é necessário que seja aberta, com boa ventilação e temperatura quente, com boa condição de iluminação.

O gênero Encyclia
O nome faz referencia aos lóbulos laterais do labelo que ficam envoltos na coluna dessa espécie de orquídea. O gênero abriga 242 diferentes espécies de orquídeas.

As orquídeas desse gênero se caracterizam por serem epífitas, isto é, são plantas que vivem em cima de outras plantas, isto é, elas fazem a outra planta de suporte (geralmente arvores) de forma que consigam melhores condições de iluminação e de alimentação para melhor sobrevivência.

Existem espécies de orquídeas encyclia terrestres e rupícolas, que são plantas que vivem sobre paredes, rochas e outros locais de gênero pedregoso. No Brasil, são encontradas cerca de 40 diferentes espécies.

Encyclia Bracteata,

Encyclia Cordigera

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Encyclia Randii.

As espécies de encyclia mais encontradas em nosso país são: a Encyclia Bracteata, a Encyclia Cordigera, a Encyclia Dichoma e a Encyclia Randii.

As características da orquídea Encyclia
A característica de maior destaque das orquídeas Encyclia é que as suas flores possuem um tamanho bem reduzido. Contudo, as formas e as cores são variadas conforme a espécie.

As orquídeas encyclia se caracterizam por serem espécies vegetais fortes e robustas, que apresentam bulbos falsos (pseudobulbos) de forma de esfera ou de cone. A altura dessa planta varia muito, podendo ser encontradas espécies de poucos centímetros e com quase 1 m.

Elas podem apresentar 1 a 4 folhas, que se caracterizam por serem longas, lanceoladas e coriáceas. A inflorescência das orquídeas desse gênero se caracteriza por serem apical, arqueada e dura.

De uma maneira geral apresentam muitas flores e essas exalam um perfume muito agradável. Geralmente, as flores destas espécies de orquídeas possuem um diâmetro menor que 4,00 cm.

As pétalas e sépalas possuem tons de cores que variam: amarelo, verde, verde-musgo, rósea, púrpura, marrom e branca. As flores das encyclia duram em torno de 20 a 30 dias e também se destacam pelo odor exalado, pois a maioria das espécies deste gênero são perfumadas.

Geralmente, a encyclia floresce no período do verão e da primavera. Pelo fato das suas flores serem pequenas, elas são muito pouco utilizadas na hibridação de espécies de orquídeas.

Encyclia Randii x Encyclia Cordigera

Para o bom cultivo dessas espécies vegetais, é importante que sejam colocadas em locais que apresentem boas condições de luminosidade, o solo ligeiramente úmido, sejam feitas irrigações de forma regular (preferencialmente de dois em dois dias) e com ótima ventilação.

Para manter as condições ideais de umidade, pode ser realizadas pulverizações de água sobre a folhagem, pois assim ajudará a espécie a encontrar o clima ideal para o cultivo.

O solo pra cultivo da orquídea encyclia deve ser fértil, e para manter as boas condições de fertilidade podem ser aplicados adubos, fertilizantes e substratos, pois ajudam a planta a se desenvolver com maior beleza e vigor.

O ideal é que seja realizada uma adubação rica em nitrogênio, pois ajuda a adiantar a floração da orquídea encyclia. No entanto, pode ser escolhida uma adubação rica em fósforo, que necessita ser realizada de forma quinzenal.

Com relação a aplicação de substratos, vai variar conforme a espécie de orquídea encyclia, no entanto pode ser feito o uso de uma combinação de carvão, casca de pinos e pedras pequeninas.

Uma grande curiosidade sobre esse gênero, é que a espécie que deu origem ao gênero (Encyclia Viriflora), que foi coletada em 1828 no Rio de Janeiro, trata-se de uma orquídea muito rara, pois depois disso nunca mais foi achada para coleta, existindo apenas um desenho.

Encyclia oncidioides

Reprodução
A orquídea encyclia se propaga através da polinização, e esta ocorre mediante ao auxilio de pássaros e abelhas. Os lóbulos laterais dessas espécies procuram se ajustar e adequar de forma que no momento em que um pássaro ou inseto pousam, ela passa para o lado inferior da coluna existente, fazendo com que o lóbulo não possa voltar a sua posição anterior ao pouso, essa situação é uma particularidade existente somente nas orquídeas encyclia.

Essa espécie vegetal pode se multiplicar através da divisão dos pseudobulbos, onde estes após divididos devem ser transportados para um novo local de cultivo e serem plantadas com o intuito de gerar uma nova espécie da orquídea encyclia.

O cuidado com as pragas
Como todas as espécies vegetais, é necessário tomar cuidado com as pragas e doenças que podem atacar a orquídea encyclia. Como os demais gêneros de orquídeas, as encyclias viram alvos fáceis de pragas e doenças quando são cultivadas de maneira inadequada.

Exemplos de inadequações ao cultivo das orquídeas são: falta de ventilação, excesso de água, falta de água, solo sem capacidade de drenagem.

As principais pragas que se manifestam no cultivo dessa espécie vegetal são os pulgões e cochonilhas.

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Acianthera_pectinata

Umidade é a quantidade de vapor de água presente no ar e este fator é de extrema importância para as orquídeas.

Orquídeas tropicais precisam de um ambiente úmido e quente porque a maioria delas não tem um sistema radicular superior.

A maioria das orquídeas requer de 60% a 80% de umidade no ar. Estes níveis de umidade são necessários para que as plantas funcionem no melhor nível possível e recompensem o cultivador com flores que permaneçam perfeitas por mais tempo.

Nos meses de verão, a umidade natural é geralmente suficiente para atender as necessidades de suas plantas, exceto em dias brilhantes, ensolarado e secos.

O ar condicionado no verão e o calor artificial no inverno, especialmente do aquecimento de ar forçado e aquecimento elétrico de estufas, irão secar o ar e deixar o nível de umidade muito abaixo das necessidades de suas orquídeas.

Se os níveis de umidade estão consistentemente baixos considere a compra de um umidificador que possa ajudar bastante na manutenção da saúde de suas plantas.

Outra forma de aumentar a umidade é distribuindo as suas plantas em uma bandeja com pedras ou cascalho com um pouco de água, tomando o cuidado para que as orquídeas não fiquem diretamente em contato com a água.

Uma dúzia ou mais de plantas podem ser agrupadas de forma a criar um micro clima com altos níveis de umidade.

Beallara Marfitch

Regas das Orquídeas
A rega juntamente com a correta iluminação são sem dúvidas os fatores mais importantes na cultura de orquídeas, conhecer a dose certa de água que sua planta precisa é essencial.

É necessário regar a planta apenas quando o meio em se encontra estiver é seco. A orquídea absorve água do ar portanto este elemento desempenha um papel fundamental.

Ao molhar as orquídeas, deve haver a combinação certa de ar e água. Se não houver ar suficiente para as raízes, o excesso de umidade fará com que o meio de cultura apodreça, propiciando doenças causadas pelos fungos e infecções.

A frequência da rega dependerá da temperatura e da umidade do ambiente. Como saber quando a planta precisa de água.

Uma maneira simples de saber quando suas orquídeas precisam de água é verificar o seu peso quando estiver molhada e depois o peso quando estiver seca. Coloque o dedo cerca de 2,5 cm no meio para verificar a umidade.

Regue novamente quando o peso baixar consideravelmente ou quando o meio ficar seco a uma profundidade de 2,5 cm.

Use sempre água morna no início do dia para dar chance dela secar antes de anoitecer, o que irá reduzir a chance de apodrecimento; regue cuidadosamente mas não apenas alguns pingos. Também lembre-se que borrifos não vão substituir a rega.

As orquídeas montadas devem ser regadas frequentemente, se possível, diariamente. Elas podem passar por alguns dias sem água, mas isto estressa a planta.

A necessidade de água das orquídeas montadas depende da quantidade de luz, ar, calor e umidade e do tipo de planta. Por isso não existe uma regra clara, você precisa dedicar atenção e observar sua orquídea para entendê-la durante as estações do ano.

Se a planta for mantida dentro da casa, ela deve ser levada regularmente para a pia para ser regada, se houver um suporte então a montagem inteira pode ser trazida para a pia para serem regadas. Deixe a água correr por pelo menos por alguns minutos para que as montagens se ensopem completamente.

Veja algumas dicas úteis sobre quando a rega deve ser aumentada ou diminuída.

Micro-orquídea Ornithophora radicans

Quando regar mais as orquídeas
* Quando a orquídea estiver em um vaso que é menor do que 10 cm.

* Quando a orquídea estiver em um vaso de barro.

* Quando a orquídea for montada ou estiver em uma cesta.

* Quando a umidade do ar estiver abaixo de 40%.

* Quando a temperatura estiver acima de 27º C e a orquídea estiver exposta à luz solar direta.

* Quando houver aumento de evaporação em torno da orquídea por causa do movimento do ar.

* Quando a orquídea tiver folhas finas ou que ainda estejam crescendo.

Micro Orquídea Lophiaris Pumila

Quando regar menos as orquídeas
*
Depois de três dias nublados consecutivos já que a orquídea não está recebendo luz solar direta e precisa de menos água.

* Quando a temperatura durante o dia no ambiente externo é de 15º C ou menos.

* Quando a orquídea estiver em um vaso de 10 cm ou maior.

* Quando a orquídea estiver num recipiente plástico.

* Quando não houver muito movimento do ar em torno da orquídea.

* Quando a umidade do ar for 70% ou superior.

* Quando a orquídea possuir folhas grossas ou que estejam crescendo.

brassavola_flagellaris_x_cattleya_amethystoglossa1

Qualidade da água
Na natureza, as plantas são encharcadas pela água da chuva que é o resultado da evaporação, portanto uma água extremamente pura. A qualidade da água portanto é muito importante para uma boa cultura de orquídeas.

Apesar disso a água da torneira é aceitável para regar orquídeas. Água de um poço também pode ser usada desde que o teor de sal mineral seja abaixo de 120 ppm.

O uso da água dura (água dura é aquela com muitos sais dissolvidos nela, geralmente proveniente de aquíferos com pedra calcária e com teor mineral acima de 120 PPM) resultará em depósitos duros sobre as folhas das plantas, o que por sua vez causa o entupimento dos poros e redução da transpiração.

É preciso ter cuidado ao usar água mole (poucos sais dissolvidos), pois pode conter sal e cloreto de Potássio. Embora o cloreto de Potássio não prejudique as plantas o sódio na água será, ao longo prazo, fatal para as orquídeas.

A melhor água para as orquídeas é a água processada por meio de um sistema de osmose inversa, o que remove a maioria dos minerais da água.

Potinara

Necessidade de umidade por tipo de Orquídea
Necessidade baixa de água

Cattleyas, Laeliocattleyas, Brassolaeliocattleyas, Oncidiums, Miltonias, e Odontoglossums são orquídeas epífitas ou enraizadas no ar com reservatório de água próprio ou pseudobulbos.

Elas devem ser regadas a cada cinco dias para permitir que sequem ligeiramente entre as regas e para que o ar possa circular entre as raízes epífitas.

Elas podem precisar de rega a cada 3 a 4 dias durante o meio do verão e entre 10 a 14 dias durante o inverno. Se tiver que “errar” então erre sempre para o lado do seco quando se tratar de rega.

Necessidade moderada de água
As Phalaenopsis também são epífitas mas são monopodiais e não tem reservatório próprio de armazenamento de água, no entanto, alojam um pouco de água em suas folhas.

Elas, portanto, requerem ser regadas mais frequentemente do que as orquídeas que possuem pseudobulbos. Elas devem ser regadas para manter o meio de cultura seco por mais de um dia ou dois.

Necessidade alta de agua
Paphiopedilums e Haemeria são semi terrestres ou terrícolas (que significa terra enraizada) e não se importam de ter “pés molhados”.

Elas são orquídeas que preferem uma abundância de umidade e o solo pode permanecer úmido por vários dias, sem quaisquer efeitos nocivos. As orquídeas terrestres são normalmente colocadas em vasos em um meio a base de turfa no qual retém mais água do que a mistura de cascas.

Pleurothallis Acianthera luteola

Erro comum na rega em vasos
A maioria das plantas são normalmente cultivadas em solo, não em casca ou outros meios como os quais as orquídeas são cultivadas. Devido aos diferentes meios de envasamento ajustes específicos devem ser tomados quando regamos as orquídeas.

Às vezes, o cultivador vai regar as orquídeas e notar algumas horas depois que o meio parece seco novamente.

A tendência do cultivador inexperiente é regar de novo e a cada vez que o meio parecer seco, resultando em rega demasiada e o afogamento das orquídeas.

O meio da orquídea absorve rapidamente a água e depois seca. Ele é solto e permite que o oxigênio flua ao redor das raízes da planta, o que é necessário para as raízes funcionarem corretamente.

Se o meio do envasamento é mantido molhado o tempo todo, as raízes vão apodrecer e em breve a planta começará a murchar já que não pode absorver a água necessária.

névoa

folhas

Você sabe o que as manchas nas folhas das orquídeas podem significar? Você sabe que elas podem ser algo prejudicial para sua planta?

Muitas vezes essas manchas podem mostrar que a orquídea está precisando de algo, em outros casos, indicam que ela está recebendo alguma coisa em excesso.

Ou também podem ser sinais de que sua planta está com pragas ou doenças. Essas manchas são como sinais que as orquídeas nos oferecem para que o cultivo delas seja mais fácil. E saber o que cada uma significa vai facilitar muito o seu trabalho.

manchas naturais da Paphiopedilum

Manchas nas folhas das Orquídeas – Naturais
Algumas orquídeas possuem folhas naturalmente manchadas, nesses casos você não precisa se preocupar, um exemplo as folhas da Paphiopedilum. Para descobrir se esse é o caso de sua planta, basta procurar por fotos de espécies iguais a ela na internet.

Se a grande maioria estiver com manchas, então isso é algo natural dela. Ou seja, a espécie é algo mais específico do que o gênero.

manchas de doenças

Manchas de doenças
As manchas de doenças como o nome já diz, são um sinal de que a sua planta está com fungos em suas folhas e isso deve ser tratado imediatamente. Em sua planta podem aparecer manchas de diversas cores em nem sempre estarão relacionadas com os fungos.

Mas como você pode diferenciar as manchas pouco problemáticas, como excesso de sol ou de adubo das manchas que indicam doenças?

Para diferenciá-las, você vai perceber duas coisas:
* O local onde a mancha está, fica melando?
*
A mancha está com uma borda vermelha ou amarela?

Se sua resposta for sim para alguma das duas opções, você pode combater esses fungos com fungicidas.

Obs: lembre-se que quase todos os fungos são relacionados com a umidade, então para combatê-los a melhor coisa a se fazer é regar corretamente sua planta.

Manchas amarelas
As manchas amarelas nas folhas das orquídeas podem ocorrer por diversas razões. Por isso, não é porque a folha está ficando amarela que sua orquídea está doente.

Queimadura-Sol

Manchas simples
É considerado as manchas simples aquelas que podem ser tratadas com uma solução simples:
O primeiro motivo pelo qual uma folha pode ficar amarelada é que ela está ficando velha.

Basicamente se a folha de sua orquídea está ficando amarela e caindo, esse pode ser o motivo.

Pois quando as folhas das orquídeas vão ficando mais velhas elas começam a amarelar e depois de um certo período elas caem.

Nesse caso, você vai perceber que a orquídea está bem, pois:
* Está gerando novos brotos saudáveis
* Não parece estar doente.

O segundo motivo é que sua planta está recebendo muito sol.

Para descobrir se é isso que está ocorrendo, veja se sua planta está ficando em um local muito iluminado, especialmente se está recebendo luz solar direta. Caso a resposta seja positiva, então, apenas coloque-a em um local com mais sombra.

Uma dica: se a folha de sua orquídea estiver ficando com um verde mais escuro, ela precisa de mais sol.

E o terceiro motivo é a rega em excesso.

Esse não é o sinal mais comum, pois normalmente, você vai perceber esses sinais nas raízes:
* Ficam cinzentas
* Amolecidas
* Com um odor de mofo.

Mas a folha amarela também pode ser um sinal de excesso de rega. Para cuidar desse problema, basta aumentar o intervalo de suas regas.

Pectobacterium em orquídea

Manchas problemáticas
Pectobacterium em uma orquídea, nesse caso não está com uma mancha amarela. A mancha amarela ocorre principalmente nos gêneros Paphiopedilum e Dendrobium.

Essas são as manchas que se não forem tratadas corretamente, vão causar um problema grave em sua orquídea.

Se sua orquídea está com a folha um pouco amarelada e com uma mancha com aspecto encharcado, ela está com a Pectobacterium, também chamada de canela preta ou podridão mole. A primeira coisa que você deve fazer é separá-la das demais plantas.

Paphiopedilum: As folhas desenvolvem pequenas manchas redondas, muitas vezes perto do meio da folha. As manchas são inicialmente amarelas e embebidas em água, mas acabam ficando marrom-avermelhadas e afundadas.

Dendrobium: As folhas parecem amarelas e embebidas em água, tornando-se pretas e afundadas.

Manchas-brancas-nas-folhas-das-orquídeas

Manchas brancas nas folhas das Orquídeas
As manchas brancas nas orquídeas podem significar 3 coisas:
* Água da rega com um alto teor de ferro.
* Cochonilhas
* Queimadura do sol

Logo abaixo eu vou falar um pouco mais sobre essas 3 causas, como evitá-las e também como combatê-las.

Manchas simples
Exemplo de mancha causada pela queimadura do sol. Quando o problema é o alto teor de ferro em sua rega, você vai perceber que as folhas de sua orquídea estão com manchas brancas ou marrons.

E nesse caso, o recomendado é que você lave a planta para retirar esses minerais em excesso.

Ao voltar a rega normal, utilize água da chuva ou ferva a água e deixe-a esfriando por um tempo.

Outro problema é a queimadura do sol. Se ocorrer um aparecimento de manchas brancas ou marrons em sua orquídea que após algum tempo se tornam pretas, isso é queimadura.

Basicamente, quando a orquídea está tomando muito sol, as folhas dela vão se tornando amareladas, até chegar a ficar branca ou marrom. Então após isso, a folha fica preta.

O recomendado nesse caso é que você mude sua orquídea de lugar, colocando-a em locais com mais sombra. E sobre a folha manchada, ela não vai voltar ao normal, tem que ser eliminada.

Conchonilhas

Manchas atacadas por pragas
As cochonilhas são as principais causadoras de manchas brancas nas folhas de orquídeas.

Mas o que você está vendo na verdade não são manchas e sim as cochonilhas, porque elas são tão pequenas que quando se tem uma infestação, parecem ser uma mancha na orquídea. Normalmente se sua planta estiver com essa praga, a folha estará melada.

Para matar as cochonilhas, utilize um algodão ou uma escova de dentes para esfregar álcool isopropílico nas folhas contaminadas. Garanta que você passou o álcool em todas as partes da folha, isso porque as cochonilhas costumam se esconder em pequenas fendas.

Após isso verifique rapidamente outras folhas, as raízes, e o vaso para garantir que sua orquídea não tenha mais esse problema.

mancha avermelhada

Manchas avermelhadas
Mancha causada pelo excesso de sol.
Manchas avermelhadas nas folhas das orquídeas, podem significar várias coisas, mas em grande parte das vezes, sua orquídea está sofrendo com o excesso de nutrientes.

Mas esse é apenas um possível problema, abaixo estão listados os principais problemas que causam manchas vermelhas:
Primeira causa: excesso de sol.
Caso isso ocorra, sua orquídea vai ficar com a folha vermelha e também um pouco amarela. Para resolver, colocá-la em um local com mais sombra.

Segunda causa: deficiência de fósforo
Plantas pouco desenvolvidas; folhas cor verde azulado; as vezes aparecem na planta tons vermelho-arroxeados; folhas amareladas, a princípio nas mais velhas, pouco brilhantes e eventualmente apresentando manchas pardas; gemas laterais dormentes; atraso no florescimento; número reduzido de flores.

Terceira causa: falta de magnésio
A folha não consegue produzir clorofila o suficiente, e em alguns casos, algumas partes ficam verdes enquanto outras ficam amarelas, pardo ou vermelhas, além das folhas se encurvarem.

Outra possível causa, seria um fungo em sua orquídea, por exemplo, o fungo Fusarium causa manchas vermelhas na Phalaenopsis.

mancha negra

Manchas pretas nas folhas das Orquídeas (Doença phyllosticta)
Muitas pessoas acreditam que quando se aparece uma mancha preta na folha de uma orquídea sempre é a doença podridão negra, mas isso não é verdade.

Abaixo algumas das principais causas desse tipo de manchas:
* Acidovorax: normalmente aparece como uma bolha encharcada de água e depois se torna preta ou marrom.
* Folha queimada pelo sol.
* Excesso de fertilizantes ou muito sal na água: normalmente as pontas das folhas ficam pretas.
* Phyllosticta: começa com manchas roxas ou pretas nas nervuras das folhas.
* Podridão negra: começa pelos brotos e vai se espalhando pela orquídea.

Podridão Negra
A podridão negra é uma doença causada por fungos que ocorre devido a duas coisas:
* Calor
* Muita água

Antes de atingir as folhas a podridão negra atinge os brotos da planta e se não cuidada em 1 semana, pode atingir toda a planta o que aumenta a chance de sua orquídea morrer.

podridão negra

Como combater a Podridão Negra
Você pode utilizar a maneira descrita no vídeo acima para combater essa doença, ou seguir esse passo a passo que eu aprendi no programa globo rural.
* Separe a planta das demais
* Tire o substrato da planta
* Deixe a orquídea alguns dias sem substrato, mantenha ela seca por cerca de 15 a 20 dias.
* Replante-a normalmente

Obs: Jogue fora o substrato e o vaso onde estava a planta que se contaminou.

Você também pode fazer uma boa limpeza em ambos e reutilizá-los, mas não é recomendado. Agora que você já sabe com cuidar da podridão negra, está na hora de aprender como combater as outras doenças de sua orquídea e principalmente como evitá-las.

queda dagua