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Posts para categoria ‘Bonsai e Samambaias’

BONSAI_
Um Bonsai não é uma árvore anã. É uma árvore semelhante às que existem em tama­nho real, mas de proporções mais reduzidas, obtida através de técnicas espe­cíficas de cultivo e manutenção. A tradução da palavra ‘Bonsai’ é ‘árvore em pote’.

O Bonsai é uma árvore pelo que não é uma planta frágil. Pode viver até mais anos do que a mesma espécie no seu habitat natural desde que bem tratado. É um ser vivo que exige cuidados para se manter saudável.

Localização
Bonsai de interior: Deve ser colocado o mais próximo possível de uma janela com muita luz, sem cortinas, em que apanhe 2 a 3 horas de sol direto, de preferência no início ou ao fim do dia.
Rodar a árvore 180º semanalmente.
Evitar ar condicionado ou proximidade de fontes de calor.

Bonsai de exterior: Deve receber luz solar direta 2 a 3 horas por dia, de prefe­rência no início ou ao fim do dia.
Deve estar protegido de ventos fortes.

Rega
Regar abundantemente a terra até sair água pelos furos de drenagem a fim de umedecer uniformemente o solo, sempre por cima e não por imersão, com um rega­dor de ralos muito finos, específico para Bonsai.

Deixar secar a camada superficial do solo entre cada rega. O excesso de água asfi­xia as raízes, impedindo que estas consi­gam respirar e pode causar o seu apodreci­mento.
Confirmar a necessidade de água tocando a terra com os dedos. É superior no Verão.
A água ideal é a água da chuva ou água destilada ou água desmineralizada. A água da rede pública deve ser usada após repouso de 24 horas para sedimenta­ção de sais e evaporação do cloro.

Adubação
A adubação é muito importante porque a pequena camada de terra de um Bonsai é insuficiente para o alimentar. O adubo deve ser específico para Bonsai, líquidos ou sólidos, e têm como objetivo alimen­tar a planta. O excesso de adubo pode matar o Bonsai.
As vitaminas também devem ser específi­cas para Bonsai. Têm como objetivo fortifi­car a planta, sobretudo nos processos de recuperação de doenças, transplante e em todas as situações em que sejam sujeitos a stress. Nestas alturas a quanti­dade de vitaminas deve ser aumentada para o dobro. O excesso de vitaminas é tóxico para a planta.
Os adubos e vitaminas líquidos devem ser aplicados quinzenalmente com a água da rega.

Bonsai de interior: Adubar de Fevereiro a Novembro. Aplicar vitaminas durante todo o ano.
Bonsai de exterior: Adubar e vitaminar de Fevereiro a Outubro.

Poda
Poda de manutenção: Visa manter a forma do Bonsai. Incide sobre os rebentos novos e deve realizar-se ao longo de toda a época de crescimento da planta que decorre habitualmente na Primavera / Verão.

Poda de transformação: Tem como objetivo alterar a forma da planta. Con­siste em cortar ramos já formados e deve realizar-se na Primavera ou no Outono.
Em ambos os casos devem utilizar-se ferra­mentas específicas de Bonsai. Devem cor­tar bem e ser desinfetadas entre cortes em plantas diferentes.
Para cortes superiores a meio centímetro de diâmetro, nos ramos ou nas raízes, deve aplicar-se cicatrizante na superfície do corte.
As plantas podem ser moldadas usando arames próprios para Bonsai que orientam o crescimento dos ramos.

Transplante
Transplantar de 2 em 2 anos usando terra apropriada para Bonsai.
Bonsai de interior: Abril e Maio
Bonsai de exterior: Fevereiro e Março

Método:
1. Remover a planta do vaso
2. Desfazer a terra até à raiz
3. Lavar as raízes com água corrente
4. Cortar as raízes grossas e deixar as finas
5. Colocar no vaso com terra nova
6. Redobrar atenção com rega
7. Interromper a adubação por 30 dias
8. Aplicação semanal de vitaminas

Doenças
Interromper a adubação e aumentar a dose de vitaminas até total recuperação.

Pragas:
Aplicar produtos fitossanitários (fungicida / inseti­cida / acaricida) próprios para Bonsai. 1 aplicação semanal durante 4 a 8 semanas, Borri­far toda a copa com abundância, no iní­cio ou no final do dia, com a terra bem regada.

Seca:
Rega abundante. Em caso de emergência o bonsai pode ser regado por imersão até que a terra deixe de soltar bolhas de ar. Não arrancar as folhas.

Nota:
Existem Bonsai de folha caduca que natural­mente perdem as folhas no Outono / Inverno sem que isso signifique que estão doentes.

vasos para bonsai

Cultivar bonsai vai muito além da simples poda e educação dos ramos, é uma arte bastante completa, com várias variantes, uma delas é a cerâmica. Os vasos de cerâmica utilizados para o plantio do bonsai são, em muitos casos, uma obra de arte à parte, a escolha do vaso é fundamental para a boa apresentação e composição do seu bonsai, é preciso ter paciência, analisar a estrutura do vaso, a estrutura da planta, para só então escolher o vaso ideal, que vai sobressaltar, ainda mais, os detalhes do seu bonsai.

O ideal é que o vaso, ou bandeja, esteja em harmonia com a sua planta, lembrando sempre que, como toda arte, o bonsai deve sempre agradar o autor da obra. Abaixo, algumas “regras“, que devem ser pensadas antes de colocar o seu bonsai em um vaso.

a – Veja a proporção do vaso e da árvore. Na maioria dos casos o vaso deve ter em torno de 2/3 da altura da árvore.

b – Se a altura da árvore é menor que sua largura, a profundidade do vaso deve ter aproximadamente 2/3 da medida da base da planta. A largura do vaso nunca deve ser a mesma da planta, deve ser um pouco menor.

c – A profundidade do vaso deve ser proporcional ao tronco da árvore, exceto em árvores no formato de cascata ou de múltiplos troncos.

d – A lateral do vaso deve ser um pouco menor que a largura das ramificações primárias laterais.

e – A forma do vaso deve estar relacionada ao estilo do bonsai. As árvores de tronco ereto ficam melhores em vasos retangulares. E devem ser plantadas optando por um lado do vaso e nunca no centro, exceto em vasos redondos.

f – As árvores de troncos curvados ou de linhas curvas suaves, ficam melhores em vasos ovalados, redondos ou de quinas arredondadas. Devem ser plantadas no centro do vaso.

g – Uma árvore com aspecto mais velho e de tronco áspero deve ser plantada em um vaso de aspecto similar, para manter a sensação da idade da planta.

Todos nós nos alimentamos diariamente. Os alimentos são imprescindíveis para a vida. As plantas alimentam-se dos sais nutritivos que extraem do solo. Como os bonsai vivem em vasos pequenos, a árvore depois de algum tempo poderá ter consumido todos os nutrientes da terra. Teremos então de ir repondo esses nutrientes por meio de adubos.
É preciso adubar principalmente nas épocas de crescimento mais acelerado das plantas ( Primavera e Verão ). Entretanto a adubação deve ser feita sem exageros. É melhor adubar em pequenas quantidades e com maior freqüência do que fazê-lo esporadicamente em grandes quantidades.

Por que devemos adubar nossos Bonsai ?
É claro que se compreendermos bem o funcionamento das plantas, saberemos muito melhor como cultivá-las. A absorção da água do solo através das raízes além de hidratar a planta, possui a função de “carregar” consigo outros elementos essenciais à sua nutrição. Os principais nutrientes ou adubos existentes no solo e usados pelas plantas são divididos em dois grupos: os macronutrientes, exigidos constantemente pelas plantas e os micronutrientes , , exigidos em pouca quantidade. Ao final desta página listamos os macro e os microelementos mais importantes e suas principais funções. Veja mais »

O nascimento de uma árvore em seu habitat original ocorre na grande maioria das vezes com a natural produção em massa de sementes que se espalham pelo ambiente de maneiras, as mais curiosas. Algumas sementes com perfis aerodinâmicos perfeitos são levadas pelos ventos e chegam a percorrer quilômetros até reencontrarem o solo. No chão, muito poucas conseguem superar as dificuldades e germinar. Para isso é preciso que nenhum pássaro as aproveite como alimento; que o clima mantenha-se em condições ideais de umidade e temperatura; que o solo onde a semente pousou seja fértil e o local possua condições adequadas de iluminação.
Os primeiros meses de vida também serão difíceis. Nenhum animal pode cobiçar a pequenina muda como alimento, o sol não poderá estar muito forte e nem as chuvas muito agressivas. As condições químicas, físicas e biológicas do solo precisarão estar registradas dentro da memória genética desse vegetal para que ele possa se desenvolver saudável como a árvore que o originou. Somente as mudas mais resistentes e melhor adaptadas ao ambiente sobreviverão. Essa dificuldade toda deixa claro a fragilidade das pequenas mudas.
É muito comum na iniciação da pratica do bonsai que pessoas comecem a cultivar “árvores em vasos” utilizando-se de mudas. Livros de bonsai, normalmente trazem em seu início o tema “Como produzir uma muda de árvore”, com técnicas simples ou mais complicadas como enxertos e alporques. Alguns cursos de iniciação ao bonsai são elaborados para proporcionar o aprendizado de algumas atividades como adubação, troca de terra e até modelagem com arame em árvores muito novas (mudas). Estas práticas de ensinamentos podem ser perigosas, tanto pela inexperiência do iniciante como pela fragilidade das mudas. Infelizmente, muitas pessoas no Brasil que tentaram o cultivo do “bonsai” e desanimaram por não obterem os resultados satisfatórios desejados. Essas pessoas até se identificam com essa “brincadeira chamada bonsai”, mas a insatisfação em ver fenecer um vegetal ou um ser vivo, muitas vezes desanima e provoca desistência.

Quando uma pessoa pela primeira vez se depara com um autentico bonsai, se surpreende e se interroga:
Como podem viver árvores com dimensões tão reduzidas, manter-se tão belas e até mesmo majestosas ?
Como podem viver saudáveis dentro destes minúsculos vasos ?
Sim, é um choque cultural. O mundo ocidental não estava acostumado com o bonsai. Entretanto essa descoberta maravilhosa aconteceu há mais de 2000 anos no oriente e somente a partir do século passado os ocidentais dele tomaram conhecimento. Para nós brasileiros, que usamos as plantas com pouca freqüência em nossos lares, este “milagre” de uma árvore poder ser tratada e modelada tornando-se um objeto de tão rica beleza e encantamento é realmente surpreendente.
Ao adentrarmos em uma boa exposição de bonsai nos deparamos com ARTE.
A mesma arte que encontramos na pintura, escultura, musica, dança e tantas outras formas em que o ser humano põe em prática sua sensibilidade, engenhosidade e inteligência para dominar a matéria a fim de provocar emoções. Mas o bonsai, diferentemente de outros tipos de arte, precisa de muito tempo para apresentar características essenciais que provoquem uma verdadeira emoção estética. A primeira vista podemos dizer que a forma de “mini-árvore” dos bonsai naturalmente nos encanta, pois é forma reduzida do que estamos acostumados a ver e admirar. Mas não é qualquer árvore que nos chama muito a atenção. Na verdade apreciamos aquelas mais altas, mais grandiosas, mais antigas, com troncos rugosos e grossos, com formas e texturas onde é claramente possível identificar sua longevidade; são as que mais nos impressionam. Isto nos dá uma clara idéia de que as árvores mais antigas são as mais belas e emocionantes, e devem ser imitadas. Imitadas em todas as suas formas e beleza.
Tudo o que na natureza nos é possível observar e admirar.

Até parece fácil!

Mas essa naturalidade custa algum tempo para se desenvolver. Somente depois de muitos anos, com podas regulares é que uma muda terá seu tronco engrossado. E se ela for trabalhada desde cedo com podas freqüentes para se pré-determinar um estilo, será mais fácil transformá-la em um bonsai.
As mudas, que são trabalhadas por algum tempo, geralmente produzidas por viveiros especializados, são chamadas de Pré-bonsai. Estes se caracterizam por seus troncos mais grossos, sua copa com dimensões reduzidas e estilo pré-definido. O pré-bonsai muitas vezes é produzido de galhos através de técnicas especiais que permitem o surgimento de raízes no próprio galho. Esta técnica traz a vantagem de proporcionar troncos mais grossos em relativamente pouco tempo de tratamento. Mas em contra partida não possuem um dos aspectos mais valorizados nos bonsai, seu enraizamento na base do tronco. De qualquer forma independente da técnica usada, desde que bem usada, as mudas serão na grande maioria das vezes mais frágeis que um pré-bonsai. A reserva de energia de uma árvore é armazenada em sua estrutura de galhos, troncos e raízes, de tal forma que galhos mais finos, raízes pouco desenvolvidas deixam a muda mais frágil.

A definição de bonsai deve ser compreendida e não traduzida. O bonsai não é só um substantivo, mas também um verbo. Qualquer tratamento que se dê a esta “arvore envasada”, inclusive o mais simples, é definido como bonsai. Bonsai é regar, bonsai é adubar, bonsai é transplantar, bonsai é podar, bonsai é caprichar…, o melhor de tudo é que o bonsai é um lazer artístico acessível a todas as pessoas, e não somente aos grandes mestres.
É muito importante para os iniciantes esta compreensão de prazer lúdico ao “brincarmos” com o bonsai. Muitas vezes, a mentalidade ocidental nos faz querer tudo de uma maneira imediatista e competitiva. O cultivo do bonsai carrega em si muito do espírito oriental antigo, onde o tempo não tem tanta importância, onde a felicidade pode ser encontrada em pequenos detalhes do dia a dia e onde o perfeccionismo se impõe fortemente. Infelizmente nossa modernidade carrega como qualidades o resultado rápido, e é muito comum no ocidente o valor das exibições em que os mestres procuram mostrar a transformação de um pré-bonsai em bonsai em uma única exibição de 3 ou 4 horas. Estas práticas são incomuns no Japão. Devemos procurar conhecer esse “outro lado”, buscar continuamente o prazer nas pequenas ações que esta prática nos proporciona, sem ansiedade, melhorar cada vez mais um bonsai independentemente de sua idade, pois o efeito em nosso crescimento será igual.
Entretanto é necessário compreender a existência de uma visão ocidental e que esta deve ser respeitada. Mas certamente o praticante ocidental de bonsai poderá ganhar muito ao descobrir que esta pode ser uma forma de aprimoramento de qualidades essencialmente humanas, como a paciência, a humildade, a tenacidade, a perspicácia e serenidade de espírito. A concentração e a disciplina exigida pelo bonsai e o estado sereno necessário para sua prática nos remetem a um estado meditativo que permite nos ausentar de nosso ego e nos tornarmos mais placidamente irmanados com a natureza.