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Posts para categoria ‘Árvores e Palmeiras’

illicium_anisatum

A árvore do anis-estrelado faz lembrar o loureiro pelo seu belo porte e a magnólia por suas flores decorativas. Toda a planta exala um agradável aroma semelhante ao anis, ainda que mais intenso. Introduzida na Europa no século XVII, a China é o seu maior produtor.

Os chineses o utilizam para temperar carnes e frutos do mar. Não é plantado comercialmente no Brasil, e é a base para o fármaco Tamiflu, atualmente utilizado para combater a gripe suína. Originário do Sul da China, é cultivado em zonas quentes e úmidas do continente americano. É uma árvore da família das Magnoliáceas, que atinge de 2 a 5 metros de altura. A sua casca é branca e as folhas perenes e lanceoladas.

Seus frutos têm a forma de estrela de 8 a 12 pontas e é de cor castanha. A essência do anis-estrelado, por conter anetol, tem efeitos tóxicos sobre o sistema nervoso, causando delírios e convulsões, quando tomado em doses elevadas.

O anis-estrelado (Illicium verum ), não deve ser confundido com o anis (pimpinella anisum L.) apesar de conter o mesmo princípio ativo (anetol) tendo propriedades semelhantes àquela planta. É digestivo como o anis, porem é mais concentrado.

É carminativo e muito útil nos casos de digestões difíceis, fermentação intestinal e flatulência. Alivia os espasmos das vísceras ocas (estômago, vesícula biliar, intestino, útero).

O anis-estrelado é também conhecido como anis-da-China, anis-do-Japão, anis-da-Sibéria, funcho-da-China.

Em portugual: badiana, anis-estrelado; Espanha: anis estreliado, anis de estrella, anis de China; França: badiane, anis de la Chine; Inglaterra: star anise, Chinese anis.


manaca-da-serra-anao (Tibouchina mutabilis ‘nana’)

O Manacá-da-Serra mede de 7 a 15 metros de altura. É muito parecido com a Quaresmeira, mas é um pouco mais alto e o seu caule é mais liso. A maior dificuldade em diferenciar as duas flores está nas folhas que são muito parecidas. As folhas do Manacá-da-Serra possuem forma lanceolada, aveludada nas superfícies. São verde-escuras com nervuras longitudinais bem visíveis. Suas flores têm três cores distintas. Nascem flores brancas, depois de um dia ficam rosa e no dia seguinte ganham a coloração lilás e assim permanecem até envelhecer e cair. Os botões mantêm a planta florida dede abril até o começo de novembro. Seus frutos amadurecem de fevereiro a março.

Essa planta se espalha por toda a Mata Atlântica (está entre as pioneiras de maior abundância em formações secundárias da Mata Atlântica) e faz parte da vegetação desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul.

É uma árvore pequena, que encontra ambiente favorável em florestas pluviais e em matas secundárias, principalmente nas serras. O clima adequado para o seu plantio é o quente e úmido.

O interesse pelo cultivo do manacá ocorre por dois motivos: a comercialização de sua madeira em construções internas, e a comercialização para fins ornamentais. É uma planta muito aconselhável para atividades paisagísticas e compõe lindas paisagens naturais na região sul do País.

Sua florada é realmente incrível e não passa despercebida ao turista que desce as serras de Santa Catarina no fim do verão, nem ao morador locar que com ela já se habituou.

Por volta do ano 2001 foi lançada uma espécie nova, o Manacá-da-Serra anão, que varia de um a quatro metros de altura, variedade apropriada para ser plantada em vasos.

As flores do Manacá-da-Serra representam a alegria de viver, e buquês dessa espécie de planta deve contar com as suas diferentes cores, em eventos joviais.

O Manacá da Serra é encontrado em duas variedades:
Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis)  – Árvore de porte baixo a médio, atingindo de 6 a 12 m de altura e cerca de 25 cm de diâmetro de tronco. As folhas são lanceoladas, pilosas, verde-escuras e com nervuras longitudinais paralelas. As flores ocorrem no verão e a frutificação no outono,

Manacá-da-serra-anã (Tibouchina mutabilis ‘nana’) – Arbusto que alcança de 2 a 3 m de altura e é mais precoce, do que o outro, iniciando a floração com menos de meio metro. Com seu porte arbustivo, ela é apropriada para o uso isolado, em calçadas, já que suas raízes não são agressivas. Sua floração ocorre no inverno, ao contrário da forma arbórea típica. Também pode ser conduzida em vasos.

Curiosidades: O Manacá-da-Serra é muito importante na vida de uma determinada borboleta, pois se trata do único alimento de suas lagartas. A borboleta amarela manchada de preto, que tem 80 mm de envergadura deposita seus ovos no Manacá, e é encontrada sob as folhas da árvore ou nas imediações dela.

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Se você pretende transplantar uma árvore de um lugar para outro, prepare-a com antecedência para que tudo dê certo. Embora pareça ser trabalhoso, vale a pena, pois você pode formar um bosque ou pomar no lugar que quiser.

1 . Na primavera, comece a preparação. Com uma faca afiada, cave uma vala circular a uns 20 cm do tronco. Ela deve ter uns 10 cm de largura e a profundidade de uma pá. Depois, preencha com uma mistura de partes iguais de terra e composto orgânico e pode 1/3 dos ramos da árvore.
2 . No outono ou na próxima primavera, as raízes já terão se formado no espaço da vala. Cave então uma nova vala por fora da primeira, para poder liberar o bolo de terra com as novas raízes.
3 . Pegue um pano de estopa de 1,20 por 1,20 m e dobre pela metade. Incline o torrão e enfie a estopa, enrolada até o meio, na parte de baixo. Em seguida, incline o torrão em direção da estopa, pegue a ponta enrolada e vá puxando cuidadosamente até o outro lado do torrão.
4 . Abra o pano, de modo que o torrão fique no centro. Com tiras de pano, faça nós nos quatro cantos. Junte as pontas ao redor do tronco e amarre bem firme.
5. Para plantar em outro lugar, cave um buraco duas vezes mais fundo e largo que o torrão. Coloque 15 cm de composto orgânico. Em seguida, junte uma mistura de terra e composto orgânico até formar uma base suficiente para alinhar a parte superior do torrão com o nível do solo.
6. Centralize bem o torrão e preencha as laterais do buraco com a mesma mistura. Quando 3/4 do buraco já estiverem preenchidos, regue a superfície. Deixe a água drenar e acabe de preencher com a mistura de solo.

palmeiras

Nome Científico: Washingtonia filifera
Nome Popular: Palmeira-de-saia, palmeira-de-saia-da-califórnia, palmeira-da-califórnia
Família: Arecaceae
Origem: Estados Unidos e México
Ciclo de Vida: Perene
Flores: verão

Características: A palmeira-de-saia é uma plantanativa dos oásis nos desertos da Califórnia, Arizona e noroeste do México. É muito ornamental, suas folhas em forma semelhante a de um leque deve ser cultivada a pleno-sol em grupos ou como espécie isolada. Seu tronco é revestido pelas bases remanescentes das folhas caídas, formando um desenho cruzado e que mais tarde. Suas folhas formam uma coroa rala e aberta, palmadas, profundamente fendidas. As folhas mortas não caem em outras palmeiras, com isso criam uma saia volumosa.

Esta saia, pode abrigar pragas e roedores e é muito inflamável, a remoção destas folhas pode ser indicada em alguns casos. As inflorescências contêm numerosas flores branco-amareladas que dão origem a pequenos frutos de coloração vermelho-escura.

A palmeira-de-saia é indicada para plantio em grupos alinhados, ao longo de avenidas e ruas. É perfeita em jardins tropicais e mediterrâneos, principalmente no litoral. Mas, deve-se evitar o plantio da palmeira muito jovem ao longo de caminhos e calçadas, pois os espinhos dos pecíolos podem machucar os pedestres. Quando nova, pode ser plantada em vasos na decoração de interiores, mas sempre em locais com bastante luminosidade.

São cultivadas sob sol pleno, em solo fértil, bem drenado e enriquecido com matéria orgânica, já que a planta é adaptada em locais mais secos. A adubação é anual, e deve ser feita no período de crescimento, que estimula o desenvolvimento da planta. Pode ser transplantada com sucesso. Toleram a sombra parcial durante o dia, a salinidade do solo e o frio subtropical.