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Bemisia tabaci
A mosca-branca (Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii), também conhecida por Piolho-das-plantas, Piolhos-farinhentos, é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns.

Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas. Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.

As moscas-brancas adultas parecem pequenas mariposas com asas brancas de cera. O estágio de ninfa se assemelha a pequenas escamas esbranquiçadas. Elas danificam as plantas sugando os sumos e secretando um resíduo pegajoso em que cresce mofo.

É um inseto é muito pequeno, medindo de 1 a 2 mm e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

O estágio de escamas é difícil de eliminar, mas os adultos são mais facilmente controláveis.

Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim como os pulgões, a mosca-branca também secreta uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

As partes afetadas são os botões, brotos, folhas, enfim, toda a planta e os sintomas da presença dessa praga são as folhas enrugadas com coloração amareladas, amadurecimento irregular de frutos, presença de fumagina e redução de floração.

Armadilhas podem impedir os adultos de colocarem ovos, e sprays caseiros podem ser usados ​​para controlar a mosca-branca em estufas e em vasos de plantas dentro de casa.

Bemisia argentifolii)

Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro). A mosca-branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brócolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

O controle de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas. Em áreas menores sugere-se o controle preventivo. Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Para plantas ornamentais fora de casa, os sprays caseiros proporcionam um melhor controle, pois as mudanças climáticas podem estragar as armadilhas.

Materiais que a serem utilizados
*
Álcool;
* Borrifador;
* Sabão de glicerina;
* Alho.

Inseticida para plantas de interior
* Primeiramente, remova as moscas brancas adultas com um aspirador pequeno de mão ou com um comum. Vasos de plantas menores podem ser colocados sob o chuveiro para remover insetos adultos. Certifique-se de cobrir a terra do vaso para que não saia do vaso.

Faça uma solução de álcool isopropílico 70% para usar como spray. Misture duas xícaras de álcool em 250 ml de água. Não use mais álcool, pois pode queimar plantas com folhas peludas ou suculentas;

* Teste a solução sobre uma porção de cada planta, pois algumas são sensíveis ao álcool. Encha um borrifador e aplique a solução em todas as partes não sensíveis. Aplique nas hastes e em baixo das folhas;

* Use uma solução de sabão para plantas sensíveis. Rale 16 colheres de sopa de sabão de glicerina e misture em seis litros de água até que dissolver completamente. Para testar a sensibilidade, passe a solução na parte inferior de uma folha;

* Aplique a solução de sabão em todas as partes das plantas não sensíveis e deixe secar de um dia para o outro. Lave as plantas no dia seguinte com água corrente, ou leve os vasos grandes para fora e use a mangueira com um jato fraco.

Inseticida para plantas de exterior
* Amasse dentes de alho suficientes para encher uma xícara. Adicione quatro colheres de chá de óleo mineral, misture bem e deixe de molho por um dia;

* Adicione quatro xícaras de água e uma colher de sopa de sabão inseticida. Misture muito bem e deixe descansar por duas horas, coando a solução em seguida;

* Use uma colher de sopa de solução para cada duas xícaras de água no pulverizador. Molhe todas as partes das plantas, incluindo a parte de baixo das folhas. Não utilize um pulverizador que foi utilizado com herbicidas ou outros inseticidas.

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Elimine as pragas nos hibiscos para que as plantas voltem a florescer

Identificar pragas em hibiscos é a primeira etapa em direção à eliminação delas. Uma vez que você sabe o que os insetos são e como se livrar deles, suas flores terão novamente a oportunidade de prosperar.

Esses insetos normalmente causam mais problemas com o passar do tempo se não forem eliminados rapidamente, já que muitas pestes de hibisco danificam as folhas e flores, além de espalharem bactérias e doenças pela a planta.

Pulgão
Talvez o tipo mais comum de inseto em hibiscos seja o pulgão; estes são pequenos insetos pretos, verdes ou brancos que invadem o broto e a flor da planta. Eles podem ser vistos no topo dos caules, próximos ou nas flores.

Eles deixam uma substância grudenta chama de “melada” nas folhas e se reproduzem com uma frequência alarmante, portanto quando a praga é vista pela primeira vez, os hibiscos devem ser tratados o mais rápido possível.

Os predadores naturais incluem crisopas e joaninhas, mas eles não livram suas flores completamente desses pequenos predadores; você pode ter que usar uma substância química sistêmica contendo imidacloprida.

Formigas
Além de gostar do néctar das flores do hibisco, as formigas adoram a melada doce criada pelos pulgões e outros insetos sugadores de seiva. Elas carregam pragas e seus ovos nas folhas do hibisco, cultivando e protegendo-os de outros insetos.

Talvez a melhor maneira de se livrar das formigas é primeiro eliminar os insetos que elas estão cultivando; isso pode levar semanas de observação cuidadosa e uso de substâncias químicas, mas controlará mais do que um problema de pestes.

Outra maneira de se livrar das formigas é usando uma isca que será carregada para o ninho, pois isso eliminará a rainha e sua colônia.

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Mosquitos dos fungos
Se cultiva hibiscos dentro de casa, pode ser comum ver pragas voadoras, como moscas dos fungos. Esses insetos se parecem e voam como pequenos mosquitos; a larva desse mosquito se alimenta de fungos, que é comum em plantas em vasos, e então continuam a se alimentar das raízes das plantas. Os mosquitos danificam o sistema da raiz e também espalham os fungos, que são perigosos para os hibiscos. Para se livrar dos mosquitos de fungos, trate as larvas e os adultos; você pode precisar de dois inseticidas separados para isso.

Moscas da costa
Diferentemente dos mosquitos de fungos, as moscas da costa não danificam as plantas de hibiscos, mas são um incômodo, pois esses insetos voadores se parecem e voam como pequenas moscas caseiras.

Eles se alimentam de algas, que crescem comumente em cima do solo de plantas em vasos. Para se livrar das moscas da costa, trate-as com um inseticida para mosquitos dos fungos adultos e remova crescimentos de algas óbivos do solo de sua planta de hibisco.

Tripes
Os brotos saudáveis de hibiscos não perdem a cor e caem da planta, mas se eles estiverem sofrendo do mal tratamento de tripes, as flores morrerão antes de florescer. O tripe é uma praga pequena que vive e coloca ovos em muitos tipos de flores diferentes, incluindo hibiscos. Eles se parecem com uma pequena linha preta e são difíceis de serem vistos.

A melhor maneira de determinar se seu hibisco possui tripes é removendo uma flor aberta do caule e balançando-a, de ponta cabeça, sobre um pedaço de papel branco; os insetos são fáceis de serem vistos contra o papel. Para extinguir a infestação, remova todos os brotos mortos e fechados.

Os tripes amadurecem no solo embaixo das plantas que infestam, então jogue todos os botões e resíduos de flores. Alguns inseticidas sistêmicos podem ser usados se você alternar tipos, pois os tripes rapidamente desenvolvem uma resistência a matadores químicos. Para uma maneira mais natural de removê-los, use um produto contendo óleo de Nim.

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Se suas orquídea estão com manchas marrons ou pintinhas nas flores, este é o resultado de um ataque causado pelo fungo Botrytis cenerea.

Geralmente ele ataca em épocas de frio e alta umidade e, em locais que tenha baixa circulação de ar.

A doença é mais comum nos gêneros Phalaenopsis e Cattleya, mas também ataca outros gêneros.

E seu aparecimento é mais frequente nas flores mais velhas. Este fungo se restringe apenas as flores. A permanência dele no exemplar, não irá atacar folhas, pseudobulbos, raízes e rizoma. Prejudica apenas a beleza das flores e seu valor comercial.

A disseminação do fungo acontece através do vento, chuva, rega. O fungo pode se espalhar rapidamente entre o tecido das flores, levando menos de 24 horas para se perceber esta evolução.

Conforme a infestação evolui, é percebido aumento na quantidade de manchas e às vezes no tamanho delas.

Como prevenir
- A melhor forma de prevenção é manter o local do cultivo limpo. Não deixe acumular flores secas, folhas e outras matérias orgânicas no chão, pois isso atrai o fungo e facilita a contaminação.

É recomendado que ao primeiro sinal do fungo faça uma higienização do chão com cloro e água.

- Observe a circulação do ar no local de cultivo. Uma suave brisa em alguns momentos do dia (em dias quentes ou frios) é fundamental. Caso isso não ocorra naturalmente, você pode colocar um pequeno ventilador para auxiliar o movimento do ar.

- Na hora da rega evite molhar as flores. A água que permanece nas flores pode favorecer o surgimento e crescimento do fungo.

Evite a rega noturna. Procure molhar sua orquídea no início da manhã, pois é o momento do dia de maior calor e ela se secará antes da queda de temperatura que ocorre naturalmente com o cair da noite.

- Como este fungo ataca também outras flores, faça uma inspeção no seu jardim.

Outras plantas que podem ser atacadas por esse fungo: violetas africanas, Amarílis, alguns tipos de lírios, azaléias, begônias, cactos, camélias, crisântemos, dálias, samambaias, gardênias, flor de maracujá…

Além das medidas preventivas citadas acima, é recomendando, em caso de poucas flores afetadas, o corte da flor e queima (coloque a flor em uma fogueira ou na chama do fogão. Isso matará o fungo!).

Se todas as flores já estiverem afetadas, e você tem a possibilidade de retirar o vaso do contato com as demais plantas floridas, não precisa tirar as flores, pois o fungo não evolui, ou seja, não atacará outras partes da planta. Apenas a afaste das demais e curta a floração.

Você pode utilizar fungicidas específicos para este fungo, mas eu e outros cultivadores não recomendamos. O fungicida é recomendado mais em caso de grandes produtores, para evitar a perda financeira.

O que recomendo é para pequenos cultivadores caseiros, é seguir a prevenção e percebendo o fungo, a retirada manual da flor atacada e isolamento da planta.

É importante fazer, durante todo o ano, a prevenção para evitar o aparecimento deste ou outro fungo nas suas orquídeas.

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pulgoes-em-folha-de-orquidea

Se sua orquídea está com aparência de fraca, com crescimento lento ou sem crescimento algum, ou com folhas enrugadas e distorcidas, saiba que esses são sintomas característicos dos pulgões.

Existem pulgões brancos, amarelados, pretos e esverdeados. Esses pequeninos insetos sugadores são muito fáceis de serem localizados.

Eles andam pelos pseudobulbos, folhas (partes superior e inferior), na base e até nas flores. A reprodução deles é muito rápida e, quando a colônia fica muito cheia, alguns deles migram para outras plantas.

Os pulgões sugam a seiva e os nutrientes da orquídea e podem, em pouco tempo fazer um estrago e até levá-la à morte.

O problema não fica restrito ao fato de sugarem a seiva, mas também, como excretam um líquido melado e doce, atrai formigas e um fungo chamado fumagina.

Procure inspecionar bem suas plantas antes de comprá-las e sempre, sempre, sempre deixe as plantas novas afastadas das antigas. Isso, porque esta é a forma mais comum de trazer pulgões para casa.

É importante também, manter as suas orquídeas afastadas pelo menos um palmo uma da outra, pois se as folhas das orquídeas estiverem próximas, facilita a passagem dos pulgões de uma para a outra.

Quando a planta está muito infestada, parece que alguns pulgões desenvolvem asas para migrarem para outras orquídeas, então tente detê-los nos primeiros sinais, ok?

Como tratar
Primeiro passo é isolar a planta infestada, depois utilize um inseticida (vendido em casas agrícolas) próprio para pulgões.

O tratamento precisa ser repetido mais duas vezes, com intervalo de 7 a 10 dias entre elas. Desta forma, se ficou algum inseto ou ovos, serão exterminados.
Se o caso for de uma ou duas plantas atacadas, você pode fazer uma receitinha natural.

Receitas Naturais:
- Óleo de Neem
Aplique conforme o rótulo. Não é tóxico.

- Calda de fumo de rolo
100g de fumo de rolo picado e fervido em 1,5 litro de água. Depois de ferver, acrescente 1 colher rasa de sabão de coco, pode ser em pó ou detergente de coco. Espere esfriar e borrife nas plantas infectadas. Algumas horas depois ou no dia seguinte, convém lavar com água corrente o substrato do vaso.

- Retirada manual
Podem ser retirados com cotonete embebido em água com detergente ou em óleo mineral.
Podem também ser removidos com fita crepe. Basta aplicar a fita sobre eles, que ficarão grudados. Um mínimo apertão e eles já eram!

Outra opção é mergulhar a orquídea inteira na água que em alguns minutos todos estarão na superfície. Existem várias formas naturais e a imaginação é o limite!

Curiosidade 1
A joaninha é um predador natural dos pulgões. Então, se encontrar joaninhas no seu jardim, fique feliz.

Curiosidade 2
O pulgão excreta um líquido açucarado que atrai as formigas, mas o problema não é só a presença delas, e sim o fato de que elas auxiliam na proteção do pulgão. Como?  Algumas espécies de formigas guardam os ovos dos pulgões em seus formigueiros durante o inverno. Por isso, às vezes, é tão difícil acabar com eles. Na verdade é que os ovinhos não foram destruídos.

Dica:
- Observe se, além dos pulgões, apareceram formigas também. Nesse caso, procure por inseticidas que matem tanto pulgões como formigas.

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Caracol
O caracol é uma praga que alimenta-se das raízes grossas que saem da base e que fixam a planta ao substrato. Desta forma desestabilizam a planta e a enfraquecem, impedindo sua venda até que a infestação seja controlada e as raízes voltem ao normal.

E bastam poucos caracóis para causar grandes danos. Uma grande número destes moluscos podem matar a planta.

São pragas crepusculares e noturnas sendo que durante o dia vivem embaixo de cascas ou dos potes das orquídeas. Seus ovos são depositados no substrato. Encontram o ambiente ideal para seu desenvolvimento em substratos de cascas. Seus danos não se restringem a lesões nas raízes, mas também a entrada de fungos nocivos através destas lesões.

A forma mais comum de infestação é pela compra de plantas com substratos infestados (principalmente aqueles que contém cascas e fibras de coco ou xaxim). Também adubos orgânicos (como o bokashi) podem conter ovos.

Muitas vezes deixam uma trilha prateada por onde se locomovem. Quando as encontramos no orquidário ou nos vasos é sinal de alerta, pois poderemos ter problemas com as orquídeas. Estas criaturas são hermafroditas, assim cada indivíduo é apto a colocar ovos. Em ambiente de laboratório podem durar até 2 anos.

Mas ninguém sabe ao certo quanto tempo duram externamente, na natureza. Os mais jovens são idênticos aos adultos, apenas menores e com tons mais claros. Um caracol pode botar até 300 ovos, em lotes de 10 a 50 cada. Eclodem em aproximadamente 2 semanas. Os ovos são brancos e muito pequenos (cerca de 1 milímetro).

Sintomas e sinais da presença de lesmas e caracóis
Flores com furos, rastro brilhoso nas folhas, mordiscadas nas raízes e folhas… são sinais comuns da presença desses animais.

Formas de controle
- Defensivos químicos

Produtos a base de metaldeídeo, fosfato de ferro e methiocarbono são os indicados no mercado. São produtos tóxicos e mesmo aqueles mais fortes demoram muito tempo para erradicar caracóis. Principalmente o metaldeídeo é muito tóxico para mamíferos (pessoas, animais de estimação e a vida selvagem)

- Formas naturais
É importante dificultar a vida dos caracóis. Eliminando as condições apreciadas por eles terão dificuldade em sobreviver. Caracóis (e lesmas também) gostam de umidade e locais de abrigo.

Devemos remover acúmulo de detritos orgânicos, manter o jardim limpo, sem ervas daninhas. Os caracóis abandonam até as fontes de alimento se a situação de vida estiver inóspita.

A catação manual, se o orquidário não for muito grande, pode ser uma alternativa. Eles adoram alimentos como batata doce ou chuchu. Pode-se cortar pequenos pedaços de chuchu e colocar nos vasos, no fim da tarde. À noite e no amanhecer verifica-se as iscas.

Os caracóis são recolhidos e colocados em uma solução salina. É um trabalho de paciência, mas eficiente. Uma isca considerada eficiente tanto para caracóis como lesmas são recipientes postos em locais estratégicos com cerveja.

- Inimigos naturais
Não existem predadores típicos, mas sabe-se que aves domésticas, alguns pássaros, rãs e até besouros os inclui no cardápio.
Foi descoberto, segundo pesquisa do US Pacific Agricultural Center (Havaí), que soluções de cafeína são efetivas em exterminar ou repelir lesmas e caramujos quando aplicados às folhagens ou substrato das plantas.

Também ficou provado que a cafeína a 2% não provoca danos à folhagem de Dracena, Antúrio, palmeiras e orquídeas. Na prática, é eficiente utilizar uma solução de água com café forte a 15% e pulverizando no vaso.

Subulina_octona
Subulina octona
Moluscos da família Subulinidae possuem conchas alongadas, fusiformes, marcadas por listras ou não. O Subulina octona tem origem asiática, apesar de algumas informações indicarem sua procedência da África e América do Sul tropical. Mas, devido a atividade humana, está amplamente espalhado pelo mundo. Possui uma concha pontuda (cerca de 8 mm) , com 9-10 espirais. A cor é clara, um tanto transparente, mais escura na extremidade. A ponta da concha é obtusa e a base arredondada.

São restritas as informações sobre os danos causados por esta espécie. Mas sabe-se que em grande quantidade são prejudiciais a espécies agrícolas, incluindo orquídeas. Usualmente encontrada dentro ou abaixo de vasos de flores, entre restos vegetais em decomposição ou entre vegetação rasteira. Prefere locais úmidos, atacando hortas.

Apesar de seu pequeno tamanho são moluscos muito ativos e trepadores. Esta espécie é mais importante do ponto de vista médico e veterinário, uma vez que é um hospedeiro intermediário nos ciclos de vários parasitas de animais domésticos (como gatos, cães e aves), atingindo inclusive o homem.

Pesquisas feitas pelo Departamento de Zoologia, Instituto de Ciências Biológicas, na Universidade Federal de Juiz de Fora, obtiveram várias informações:
- a Subulina octona possui comportamento gregário.
- o molusco come o substrato onde se encontra, sendo os de origem orgânica aqueles que propiciam maior desenvolvimento.
- existe uma relação entre o comprimento da concha, o peso corporal e o nº de ovos produzidos.

Também na mesma Universidade foi desenvolvida pesquisa onde ficou evidenciado que ocorre a redução do nascimento da espécie quando aplicadas pulverizações com extratos de guaco (Mikania glomerata) e picão preto (Idens pilosa). Outras pesquisas também mostraram que o timol (5g/l) e a cafeína (5g/l) atuam como ovicidas e também geram mortandade em jovens em até 47%.

Bradybaena similaris
Bradybaena similaris
São originários da Ásia, gostando de locais úmidos e sua alimentação é herbívora. Possui 4 tentáculos na extremidade da cabeça, onde estão localizados os olhos e a boca. Também são de hábitos noturnos. Secretam um muco lubrificante que deixa um rastro por onde passam.

No caso das orquídeas, atacam as plântulas e plantas adultas, destruindo severamente brotos novos, folhas, pseudobulbos, botões florais, flores e raízes. Ou seja, este bicho tem de ficar longe do orquidário.

Controle
- Eliminação de ninhos e abrigos
- Uso de armadilhas com farelo de trigo e / cerveja
- Iscas comerciais à base de metaldeido. Mas como já mencionado é produto muito tóxico e deve ficar inacessível a animais e crianças.
- Catação manual, eliminando em água salgada ou jogando sal diretamente sobre o molusco.

Dica
Evite deixar os vasos de orquídeas próximo ao chão, pois isso favorece ao ataque de lesmas, caracóis, formigas.

Predadores naturais
Sapos, pássaros, gambás e tartarugas são predadores naturais de lesmas e caracóis.

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As pragas causam muitos estragos em plantações e favorecem doenças de origem fúngicas nas plantas, que podem ser prejudiciais ao seu desenvolvimento. Elas costumam atacar nos períodos de primavera, quando as atividades de fertilidade das plantas estão mais ativas e com maior desempenho.

Em desequilíbrio ecológico os problemas se tornam ainda maior que podem envolver ainda outros desequilíbrios que também são importantes, como temperatura, água e luminosidade.

Há diferentes espécies de pulgões que atacam regiões diferentes das plantas, sendo raízes ou folhas. Quando o solo está empobrecido de matéria orgânico e nutriente, ou excesso dessas coisas que tornam os ataques mais comuns. Isso acontece porque muda os teores de açucares das plantas através das próprias bioquímicas, o que é extremamente atraente aos fitoparasitas.

O pulgão pode ser encontrado em diversos gêneros e espécies e se identifica pelo pequeno tamanho e por ser encontrado em plantas com características de parasitismo bem relevantes. Eles se alimentam basicamente da seiva desses vegetais através dos vasos condutores de xilema e floema. São causadores de grandes prejuízos para produtores agrícolas e muito danosos às plantas, pois podem transmitir diversas doenças que são passadas de plantas para plantas além de favorecerem o crescimento de fundos.

O pulgão chega a medir no máximo cinco mm de comprimento, é uma das pragas mais perigosas para os vegetais devido ao tamanho do seu estrago. Quando a sua infestação não é controlada, pode acabar com uma plantação inteira.

Estes animais apresentam aparelho bucal sugador está no grupo dos sugadores de seivas, liberando uma secreção açucarada que alimenta fungos escuros. Esses fungos cobrem as lâminas foliares impedindo a fotossíntese da planta e consequentemente seu desenvolvimento. Esse líquido também atrai outros insetos e deixa a planta mais suscetível a danos causados por bactérias e fungos.

Como esses insetos podem atingir desde plantas silvestres até as cultivadas artificialmente, existem mais de mil tipos deles, sendo de cores variadas como marrons, pretos, brancos, verdes, cinzas e amarelos e vivem em colônia.

Pulgoes
Eles preferem as folhas e folíolos mais novos. Suas fêmeas se reproduzem por partenogênese (sem fecundação) geralmente nos meses mais quentes do ano  enquanto que no outono já ocorre o acasalamento entre machos e fêmeas. Esses insetos são sociais, porém a maior convivência é entre fêmeas. Os sinais podem ser observados através de manchas pelas folhas, ou pelo atrofiamento da planta fitoparasitada.

Como se livrar desse inseto indesejável
Como podem ser carregados através do vento para bem longe, os pulgões podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios acontecem na primavera, início do outono e verão.

Existem algumas espécies que podem parasitar até plantas tóxicas, o que não influencia na maneira de eliminação desse pequeno inseto, coisa que é muito fácil de fazer.

Uma primeira dica é de que não se devem usar inseticidas desses comprados em mercados para insetos domésticos. Esses inseticidas não são completamente eficazes e ainda matam os predadores naturais do pulgão.

Pesquisadores em horticultura e biólogos afirmam que a presença de joaninhas e outros insetos minimizam de forma mais eficaz o aparecimento de pulgões. Através de controle biológico também a praga pode ser controlada.

O controle biológico implica na utilização de um organismo para eliminar o outro. Nesse caso existe uma pequena vespinha que põe ovos dentro do corpo desses pulgões que se alimentam desse inseto como hospedeiro. Porém o controle biológico deve ser feito apenas através de especialistas que entendem do assunto, afinal de contas introduzir organismos em ecossistemas diferentes pode ser mais complicado do que parece.

Embora essa alternativa de incluir organismos predadores da espécie praga pareça ser a melhor idéia e opção para resolver o problema, esse tipo de atividade deve ser avaliado e estudado muito bem, a migração de espécies invasoras (como são chamadas) pode trazer mais problema ainda para o ambiente local ou invés de resolver o problema.

Porém ainda mais fácil mesmo seria a aplicação de inseticidas que sejam mais fracos, e próprios para serem usados em plantas ornamentais. Você pode optar ainda por receitas naturais, ou caseiras que apresentam os mesmos resultados.

predadora
Uma forma de combate bastante eficiente para combater o pulgão de forma caseira é a calda de fumo, ele é excelente na eliminação de pulgões assim como também elimina as cochonilhas, vaquinhas, ácaros e lagartas.

Receita de caldo de fumo
Essa fórmula é mais usada para áreas pequenas de controle de pulgões.
Ingredientes
* 100 ml de álcool hidratado;
* 1 litro de água fervente;
* 250 g de fumo de corda.

Como preparar?
Em primeiro lugar deve-se picar o fumo em pedaços pequenos, coloque-os em uma vasilha, acrescente água previamente quente e deixe tampado para que a mistura descanse umas 24 hora.
Feito isso, agite tudo de uma só vez para misturar, filtre o líquido, aqui pode-se utilizar um pano fino e ir espremendo para retirar todo o líquido do fumo. Acrescente o álcool, que vai servir para conservar a solução. O caldo deve ser guardado em um frasco escuro.

Na hora da aplicação, o ideal é diluir 100 ml do caldo em 1 litro de água. Acrescente ainda 10 gotas de detergente (isso faz com que a tensão superficial da água seja quebrada). Pulverize a planta e repita sempre que for necessário.

Receita de suco de alho
Junte dois dentes de alho pra uma quantidade de 1 litro de água, pulverize as plantas pelo menos uma vez na semana com o suco.

Receita de calda de sabão
Ingredientes
* 1 litro de água;
* Uma colher (sopa) de sabão em barra ralado.

Como preparar
Ferva a água e derreta o sabão completamente. Dissolva essa mistura com mais 4 litros de água e aplique com um pulverizador nas plantas uma vez durante a semana.

O mais indicado para acabar com este tipo de praga são os inseticidas sistêmicos, mas é importante lembrar que qualquer inseticida para ser usado em relação à agricultura, deve-se levar em consideração diversos requisitos como periculosidade, contato com animais e crianças, se esse solo tem contato com reservatórios de água. Nesse caso deve-se procurar a orientação de um especialista no assunto, ele saberá informar qual inseticida é mais apropriado para determinado tipo de espécie.

Importante
As soluções para eliminar os pulgões ou outras pragas devem ser pulverizadas Para tratar os pulgões, deve ser pela manhã.

Não aplique o produto no calor da tarde. O calor do sol é intensificado pelo sabão e óleo no pesticida e pode queimar as folhas das plantas. Outras opções para o controle de pulgões incluem a pulverização com um fluxo constante de água ou permitir que insetos predadores, como joaninhas e crisopídeos, os cace. Plante ervas com flores em seu jardim, como endro e borragem, para atrair esses insetos.

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A cochonilha é uma das pragas mais prejudiciais às plantas ornamentais. Primeiro surgem pequenas bolinhas brancas que se mantêm praticamente estáticas nos caules mais próximos às folhas. Depois, as folhas começam a apresentar manchas e murchar. Logo em seguida, a planta perde vigor a ponto de, em casos extremos, morrer.

Esse é um roteiro resumido de um típico ataque de cochonilhas, uma das pragas mais prejudiciais às plantas ornamentais.
Embora minúsculos, medindo não mais do que 35 mm, esses insetos sugadores de seiva podem fazer grandes estragos, não apenas pelos nutrientes que rouba, mas também por secretar uma espécie de cera que facilita o ataque de fungos, diminui a capacidade fotossintética da planta e, de quebra, atrai formigas doceiras.

Parentes próximos das cigarras e dos pulgões, as cochonilhas apresentam formas muito variadas, o que dificulta a sua identificação. A coloração pode ser branca, marrom, avermelhada, verde ou enegrecida. Algumas espécies possuem corpo mole e se depositam sobre as plantas como se fosse algodão, enquanto outras têm uma carapaça dura. Sempre em conjunto, os insetos normalmente se instalam nas axilas das folhas (ponto onde a folha encontra o caule), sob as folhas, nos ramos e troncos das árvores e até mesmo em frutos e raízes.

A proteção do jardim contra esses intrusos começa na manutenção das plantas em condições saudáveis. O ataque dessa e de outras pragas sempre ocorre em plantas submetidas a condições ambientais e/ou nutricionais impróprias. Entre os fatores que propiciam esses ataques, ela destaca a existência de solo ou substrato inadequados, quantidade insuficiente de luz, falta de água, déficit de nutrientes ou adubação em excesso. Outro fator favorável às cochonilhas é a eliminação dos predadores naturais, como percevejos, joaninhas, moscas e alguns fungos.

Em teoria, todas as espécies vegetais utilizadas na ornamentação de jardins e de interiores, quando submetidas a condições inadequadas de cultivo, estão vulneráveis ao ataque de cochonilhas. No caso das suculentas, algumas espécies são mais suscetíveis, como nas Echeverias (Rosa-de-pedra). Outras plantas comumente atacadas por esses insetos são a Hortência chinesa, a camélia, as laranjeiras e os limoeiros.

Como intervir?
A boa notícia é que livrar o jardim das cochonilhas não é tarefa difícil. De acordo com a intensidade e as condições do ataque, o controle pode ser feito com a poda e a destruição das áreas mais comprometidas. A limpeza das partes mais infestadas com esponja ou escova secas, ou a remoção dos insetos com cotonete embebido em vinagre ou álcool etílico, também são medidas que surtem efeito.

Para os casos em que é necessária uma intervenção mais dura, uma solução é pulverizar a planta atacada com emulsões de sabão de coco ou detergente neutro e, em seguida, pulverizar óleo mineral emulsionável. O óleo mata os animais por asfixia ao formar uma película sobre eles que impede a respiração. Para maior proteção das plantas, é importante que a pulverização seja feita sempre no final da tarde quando há menor incidência de sol.

A batalha contra as cochonilhas pode ser vencida, ainda, com a aplicação de inseticidas de baixa toxicidade próprios para uso em plantas ornamentais. Outra estratégia de combate válida é a pulverização de extratos vegetais naturais, como a calda de fumo e a calda de Santa-maria (ver receitas abaixo).

Receitas caseiras contra cochonilhas
Calda de fumo
Ingredientes:
100 gramas de fumo de corda;
1/2 litro de álcool;
1/2 litros de água;
100 gramas de sabão em pedra neutro.

Preparo:
Misture 100 gramas do fumo cortado em pedacinhos em 1/2 litro de álcool. Acrescente 1/2 litro de água e deixe a mistura curtir por aproximadamente 15 dias. Após este período, corte o sabão em pedaços pequenos e dissolva-o em 10 litros de água. Misture o sabão à calda de fumo curtida. Em áreas com ataques muito intensos, pulverize a mistura diretamente sobre as plantas. Caso a infestação ainda seja pequena, dilua o preparo em até 20 litros de água limpa antes da pulverização. As aplicações devem ser feitas em períodos de sol ameno. Uma dose  tende a resolver o problema, caso os bichinhos não desapareçam, porém,  vale borrifar as plantas atacadas uma vez por semana, até que a infestação acabe.

Calda de Santa Maria
Ingredientes:
200 gramas de Erva-de-santa-maria (Dysphania ambrosioides);
1 litro de água fria;

Preparo:
Amoleça 200 g de erva de Santa Maria em 1 litro de água fria durante 6 horas. Aperte bem as folhas para extrair o suco. Dilua o extrato obtido em 5 litros de água limpa. Pulverize o preparado sobre as partes atacadas uma vez por semana, sempre sob sol ameno, até que a praga seja eliminada.

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Entre as pragas que atacam as plantas uma se destaca, isto é, é mais “feroz”, é a mosca-branca, que apesar do nome, na idade adulta tem a coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. A medida delas fica entre 1 e 2 mm e o macho é menor do que a fêmea. s asas ficam um pouco separadas permanecendo com os lados paralelos quando elas estão de repouso e ainda é possível ver o abdômen.

Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

O tempo que uma praga como essa vive depende da temperatura que ela está exposta e o tipo de alimentação. E o seu estágio de crescimento para do ovo a adulto sob temperatura que deve ficar em torno dos 32 graus e leva entre 18 e 19 dias.

O ovo da mosca-branca também é de cor amarela e o seu formato lembra muito aquele de uma pera, a medida fica entre 0,2 e 0,3 mm. As fêmeas colocam os seus ovos na parte de dentro das folhas de forma irregular. E essa fase dura entre 6 a 15 dias, o que faz variar o tempo é a temperatura em que ela está.

Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas. Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas, Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.

Bemisia tabaci

Bemisia argentifolii

Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim como os pulgões, a mosca-branca também secreta uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro). A mosca branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brócolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

Controle químico para eliminar a mosca-branca
Esse é chamado o controle mais generalizado, mas alertam os especialistas, muitas vezes é feito de forma irracional. Veja qual a maneira de usar o controle químico de forma eficiente e segura!

Inseticidas
- Procure o inseticida apropriado para controlar a mosca-branca.
- Use somente a dosagem que é recomenda nas instruções do rótulo.
- Outra opção é usar também óleos desde que a dosagem fique entre 0,5% e 0,8% ou detergentes e sabões neutros com dosagem de 0,5%. Ambos servem principalmente para diminuir a oviposição da mosca-branca. Porque as ninfas não conseguem se alimentar onde tem óleo e acabam morrendo desidratadas.
- Os produtos devem ser aplicados em rotação temporal ou espacial.
- Quando e usa a rotação você consegue fazer com que o efeito do seu inseticida dure por mais tempo.
- Nunca aumente a dose do produto por sua conta e nem é recomendado usar um único produto. Com um tempo, a praga se torna resistente a ele.
- Mistura inseticidas não garante maior eficiência. Eles devem ser mudados, mas de forma rotativa.

Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Há, ainda, espécies de parasitóides dos gêneros Encarsia, Erectomecerus e Amitus. Realizando prevenção e/ou controle químico racional,  podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

O importante é que todo o controle, seja ele cultural, cultivo resistente, uso de inseticida, deve ser atento para não favorecer os inimigos.

janela e castelo

cochonilha

As cochonilhas são insetos que se parecem com algodão com bocas sugadoras. Elas sugam os fluidos de folhas e caules, roubando nutrientes essenciais das plantas.

Parentes próximos das cigarras e dos pulgões, as cochonilhas apresentam formas muito variadas, o que dificulta a sua identificação. A coloração pode ser branca, marrom, avermelhada, verde ou enegrecida. Algumas espécies possuem corpo mole e se depositam sobre as plantas como se fosse algodão, enquanto outras têm uma carapaça dura. Sempre em conjunto, os insetos normalmente se instalam nas axilas das folhas (ponto onde a folha encontra o caule), sob as folhas, nos ramos e troncos das árvores e até mesmo em frutos e raízes.

Elas se alimentam de todas as partes da planta, mas especialmente sobre as partes novas da planta em crescimento. As folhas murcham e ficam amareladas e, em espécies produtoras, as frutas podem cair prematuramente.

Primeiro surgem pequenas bolinhas brancas que se mantêm praticamente estáticas nos caules mais próximos às folhas. Depois, as folhas começam a apresentar manchas e murchar. Logo em seguida, a planta perde vigor a ponto de, em casos extremos, morrer.

Esse é caminho resumido de um típico ataque de cochonilhas, uma das pragas mais prejudiciais às plantas ornamentais. Embora minúsculos, medindo não mais do que 35 mm, esses insetos sugadores de seiva podem fazer grandes estragos nas plantas.

A proteção do jardim contra esses intrusos começa na manutenção das plantas em condições saudáveis. O ataque dessa e de outras pragas sempre ocorre em plantas submetidas a condições ambientais e/ou nutricionais impróprias. Entre os fatores que propiciam esses ataques, ela destaca a existência de solo ou substrato inadequados, quantidade insuficiente de luz, falta de água, déficit de nutrientes ou adubação em excesso. Outro fator favorável às cochonilhas é a eliminação dos predadores naturais, como percevejos, joaninhas, moscas e alguns fungos.

Em teoria, todas as espécies vegetais utilizadas na ornamentação de jardins e de interiores, quando submetidas a condições inadequadas de cultivo, estão vulneráveis ao ataque de cochonilhas. No caso das plantas suculentas, algumas espécies são mais suscetíveis, como nas Echeverias (rosas-de-pedra). Outras plantas comumente atacadas por esses insetos são a hortência chinesa, a camélia, as laranjeiras e os limoeiros.

Como intervir?
Livrar o jardim das cochonilhas não é tarefa difícil. De acordo com a intensidade e as condições do ataque, o controle pode ser feito com a poda e a destruição das áreas mais comprometidas. A limpeza das partes mais infestadas com esponja ou escova secas, ou a remoção dos insetos com cotonete embebido em vinagre ou álcool etílico, também são medidas que surtem efeito.

Para os casos em que é necessária uma intervenção mais dura, uma solução é pulverizar a planta atacada com emulsões de sabão de coco ou detergente neutro e, em seguida, pulverizar óleo mineral emulsionável. O óleo mata os animais por asfixia ao formar uma película sobre eles que impede a respiração. Para maior proteção das plantas, é importante que a pulverização seja feita sempre no final da tarde quando há menor incidência de sol.

A batalha contra as cochonilhas pode ser vencida, ainda, com a aplicação de inseticidas de baixa toxicidade próprios para uso em plantas ornamentais. Outra estratégia de combate válida é a pulverização de extratos vegetais naturais, como a calda de fumo e a calda de santa-maria (ver receitas abaixo).

Receitas caseiras contra cochonilhas
Calda de fumo
Ingredientes:
100 gramas de fumo de corda;
1/2 litro de álcool;
1/2 litros de água;
100 gramas de sabão em pedra neutro.

Preparo:
Misture 100 gramas do fumo cortado em pedacinhos em 1/2 litro de álcool. Acrescente 1/2 litro de água e deixe a mistura curtir por aproximadamente 15 dias. Após este período, corte o sabão em pedaços pequenos e dissolva-o em 10 litros de água. Misture o sabão à calda de fumo curtida. Em áreas com ataques muito intensos, pulverize a mistura diretamente sobre as plantas. Caso a infestação ainda seja pequena, dilua o preparo em até 20 litros de água limpa antes da pulverização. As aplicações devem ser feitas em períodos de sol ameno. Uma dose  tende a resolver o problema, caso os bichinhos não desapareçam, porém,  vale borrifar as plantas atacadas uma vez por semana, até que a infestação acabe.

Calda de Santa Maria
Ingredientes:
200 gramas de erva–de–santa–maria (Dysphania ambrosioides);
1 litro de água fria;

Preparo:
Amoleça 200 g de erva de Santa Maria em 1 litro de água fria durante 6 horas. Aperte bem as folhas para extrair o suco. Dilua o extrato obtido em 5 litros de água limpa. Pulverize o preparado sobre as partes atacadas uma vez por semana, sempre sob sol ameno, até que a praga seja eliminada.

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Rhynchostylis gigantea
As pragas e doenças são organismos que estão no ambiente para tentar sua própria sobrevivência, cada um do seu jeito e na natureza esses indivíduos estão sempre presente, entretanto na natureza existe o equilíbrio natural das coisas que mantém as pragas controladas pelos seus predadores e suas doenças, assim como também para os microrganismos que causam as doenças.

Pragas e doenças são a mesma coisa porque em ambos os casos são causado por organismos e a única coisa que muda em geral é que o que consideramos pragas, são os que os insetos causam nas plantas, que é uma lesão que após o sumiço da praga ela estaciona e fica apenas restrita ao local onde o inseto atacou, já as doenças que são causadas pelos microrganismos digamos que é um processo continuo em que as lesões não são uma causa isolada como com um inseto e sim elas evoluem e podem infestar a planta de forma sistêmica dependendo da doença, sempre de forma continua.

Na natureza como esses organismos estão sempre em equilíbrio com seus inimigos e o ambiente ainda ajuda, não existe epidemias, existe sim a convivência que é estabelecida graças ao equilíbrio da natureza que é perfeita.

Agora no cultivo a história muda completamente. Em geral o ambiente pode estar desfavorável pro bom desenvolvimento da planta, ou ter muitas plantas de um único grupo ou espécie de forma bem adensada, as práticas que usamos podem desfavorecer o aparecimento dos inimigos naturais e assim o perfeito equilíbrio da natureza já não existe mais e assim começamos a ter problemas de pragas e doenças, algumas vezes de forma catastrófica.

O fato é que orquídeas certamente não se encontram entre as plantas mais preferidas pelos insetos. Mesmo assim, um ou outro sempre pode aparecer alguns, sempre é bom saber quais e como combatê-los, então vamos lá:

Larva-mineira
Sintoma
– labirinto de galerias cavadas no interior das folhas.
Combate
– pulverizações com inseticida à base de fumo (ver receita adiante).

Baratas, Gafanhotos e Lagartas
Sintoma

– também roem as pontas das raízes e de brotos novos.
Combate
– pulverizações com inseticidas de uso doméstico (SBP).

Baratinha-vermelha
Sintoma
– picam as folhas, principalmente das Cattleyas e dos Epidendros, dando origem a áreas esbranquiçadas que desfiguram a planta. De nome cientifico Tenthecoris bicolor, quando pequenas, as baratinhas-vermelhas, lembram formigas, que se aninham na base ou no dorso das folhas. Quando adultas são alaranjadas, com asas de cor metálica. Vivem em ligeiros bandos e fogem rápido ao menor movimento.
Combate

– pulverizações com inseticidas de uso domestico (SBP)

Vespinha ou Eurytoma
Sintomas

– inchaço extraordinário da base dos novos brotos, que serão roídos internamente pelas larvas da vespinha. Atacam sobretudo Cattleyas e Laelias.
Combate
– o melhor é cortar e queimar os brotos infestados.

Lesmas, Tatuzinhos e Caramujos
Sintomas

– pontas das raízes e dos brotos novos roídos.
Combate
– prepare algumas iscas para eles e faça, em seguida, a eliminação manual. Como isca, use folhas de alface, chuchu ou fatias de mandioca com o centro escavado (em baixo das quais eles gostam de esconder-se), ou então mata-lesmas, facilmente encontrado no mercado. Se puder desenvasar, podem ser eliminados por catação manual, não esquecendo os ovos, caso existam. Ovos de lesmas são esferas transparentes que chegam a atingir 3 mm de diâmetro.

Se o desenvasamento for difícil, um outro meio é imergir o vaso, por cerca de duas horas, num recipiente com água suficiente para atingir a borda do vaso. Como os bichos terão que subir para respirar, poderão facilmente ser eliminados.

Atenção para não encostar o fundo do vaso no fundo do recipiente, pois, muitas vezes, assim como o furo do vaso é caminho de entrada, é também o caminho de saída dos bichos. Como podem ainda existir ovos, é preciso repetir o processo algumas vezes a cada semana.

Como prevenção, os furos dos vasos de barro ou plástico, devem ser tampados com tela mosquiteiro, antes do envasamento (veja dicas sobre os vasos).

Ainda temos outras armadilhas, como: um saco de estopa embebido com cerveja ou fazer uma barreira com graxa nos pés das bancadas.

Nematóides - Causam estragos que, a curto ou longo prazo, levam a planta à morte.

A reação contra os nematóides varia de planta para planta. Ela pode até não morrer, se as condições lhe forem favoráveis, mas ficara raquítica e não dará flores.

Segundo os especialistas, existem cerca de 5000 espécies de Nematóides parasitos de plantas. O mais comum em orquídeas tem aspecto de lombriga, cor branca e tamanho da ordem de décimos de mm e, quando colocados sobre uma lamina de um microscópio de baixo aumento com uma gota d ́água, serpenteiam, como minhocas. Outros têm anéis e se movem se esticando e se encolhendo, como lagartas. Eles atacam qualquer parte da planta, mas em geral, iniciam seu ataque pelas raízes que começam a apodrecer.

Se as condições forem favoráveis para os Nematóides (muita umidade), todas as raízes irão apodrecer em curto espaço de tempo. Do contrario, têm a capacidade de entrar em dormência por meses ou até anos.

Esta podridão é distinguível da podridão negra (causada pelo fungo Pythium), porque o ataque do Nematóide pára quando atinge o cerne duro enquanto o Pythium avança pelo rizoma até o pseudobulbo em questão de dias. Mais ainda, o broto ou pseudobulbo atacado por Nematóide fica mole e aquoso, enquanto que o atacado pelo fungo Pythium não perde a consistência.

Se você notar mancha negra ou marrom, começando em geral pelo rizoma ou pseudobulbo, é podridão negra. Corte imediatamente a parte afetada e tente salvar o resto (coloque um cicatrizante e defensivo).

Um Nematóide fêmea, parasito de plantas, tem uma postura de cerca de 1000 ovos, de modo que a proliferação é intensa. É importante não esquecer jamais de desinfetar o instrumento cortante. O meio mais prático é flambar com uma chama que pode ser até de um isqueiro.

Se uma raiz tiver uma parte escura e outra branca, os Nematóides podem estar ativados neste ponto de transição.

Causas do aparecimento de pragas e doenças em orquidários
1 – Algumas se transmitem por contágio, que pode ocorrer quando se introduz uma planta contaminada na coleção, ou por meio de instrumentos, como tesouras e canivetes (por isso, desinfete-os bem após usá-los em cada planta).

2 – A não observância de fatores como luminosidade, umidade, temperatura e ventilação também podeprovocar a infestação em seu orquidário.

3 – O excesso de umidade propicia a ocorrência de lesmas e caramujos. Proteja a planta envolvendo sua base com um chumaço de algodão. Mas se esta já estiver contaminada, destrua-os com iscas especiais à venda no comércio.

4 – As cochonilhas e os pulgões aparecem geralmente em função da desidratação das plantas. As cochonilhas são muito resistentes à ação dos inseticidas comuns porque,uma vez fixadas à planta, se revestem com uma carapaça cerosa. Uma forma de combate-las é a limpeza cuidadosa com uma escova de dentes macia embebida em caldo de fumo-de-rolo. Os pulgões estragam os botões, as folhas e os brotos bem novos.

5- Outras pragas que atacam as folhas são os tripes (insetinhos de 0,5 mm com quatro asas), que surgem quando o ar é quente e seco; a aranha vermelha (de 0,5 mm), e a larva mineira (besouro de 2 mm de comprimento), que perfura verdadeiros túneis nas folhas de orquídeas.

6 – A vespa dos brotos é uma espécie de larva que se instala no interior dos brotos, deformando-os. Neste caso , corte o broto e destrua a larva.

7 – Há três tipos de doenças causadas por vírus, que atingem a planta internamente:
a) a bexiga que forma máculas em baixo-relevo no interior das folhas, sem alterar-lhes a cor;
b) estrias, manchas ou máculas irregulares nas lores, que enfraquecem a planta até matá-la;
c) máculas amarelas irregulares ou manchas pretas com áreas amarelas ao redor, provocadas por um vírus conhecido como “mosaico”. Essas doenças se transmitem por contagio. Em qualquer dos casos, corte a parte atingida.

8 – As doenças causadas por bactérias ou fungos manifestam-se quando há excesso de sombreamento. Algumas fazem surgir manchas, tipo queimadura, nas folhas; outras, como a podridão negra, destroem bulbos inteiros tornando-os moles e cheios de líquido pútrido; a podridão parda ataca os rizomas e a base dos bulbos, destruindo a planta gradativamente. O melhor remédio para isso é o corte das partes afetadas.

9 – Se a sua planta apresenta pontinhos brancos imóveis como se fossem “casquinhas”, está definhando e você não sabe explicar o motivo, comece a desconfiar: ela pode ter sido atacada por cochonilhas. “São insetos que sugam continuamente a seiva da planta”. Dependendo da variedade pode atacar brotos, pseudobulbos e folhas. Pertencem à ordem de insetos denominada Homóptera e são “parentes” das cigarrinhas e pulgões.

Observe também se há presença de formigas na planta. Como as cochonilhas se alimentam da seiva, as formigas procuram a secreção açucarada eliminada. “Parte dessa solução açucarada cai sobre as folhas e um fungo negro, conhecido como fumagina, cresce sobre ela e reduz a área de fotossíntese da planta”. A formação deste “pó” preto é mais um indício de que há o ataque de insetos sugadores. Em troca da substancia açucarada, as formigas protegem as cochonilhas, por isso causam um dano indireto. É preciso eliminar as cochonilhas para acabar com o problema e não adianta exterminar só as formigas. As cochonilhas causam clorose e podem transmitir doenças às orquídeas.

10 – A Hemileia causa grandes estragos nas folhas das Oncidiuns, Moltpmoas e outras orquídeas. Produz manchas oleosas e amareladas, cobertas na página inferior por um verdadeiro feltro amarelo, lembrando a “Ferrugem” de outras plantas e composta pelos concidióforos do fungo responsável. Combate: pulverizações com solbar a 5% ou lisofórmio a 1% ou outro produto que sirva à finalidade. Aparece mais freqüentemente nas plantas expostas diretamente aos raios de sol.

Todas as plantas doentes devem ser afastadas das sãs e tratadas de acordo com as regras.

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