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Você gostaria de ter em casa o perfume das plantas? Então vamos à dicas de algumas  espécies que podem perfumar a varanda, o jardim ou um cantinho da sua sala. Algumas combinações de aromas podem dar um efeito todo especial.

Jasmins – Esta família de plantas apresenta várias possibilidades de aromas. Para quem tem um imóvel com uma varanda pequena, aconselha-se um vaso com o jasmim-do-cabo. Essa planta de médio porte desabrocha suas flores brancas na primavera, exalando um perfume irresistível. Mas, se a varanda é espaçosa, o morador pode usar também trepadeiras, como o jasmim-dos-poetas, com floração entre o outono e inverno. Outra opção para quem mora em cobertura ou casa é uma linda árvore desta mesma família chamada jasmim-manga, que possui flores nas cores branca, rosa ou vinho.

Madressilva (Lonicera japonica) - De perfume inigualável, a madressilva é uma trepadeira de florezinhas delicadas de coloração branca e amarela. Sua folhagem é verde escura e bastante densa. Cobre muito bem pérgolas, cercas, treliças, caramanchões e muros. Deve ser cultivada em lugares que recebam muito sol, em solo fértil, com boa adubação orgânica. E deve ser regada periodicamente, pois pode ela desidrata com facilidade, principalmente quando plantada em vasos. É tolerante ao frio e tem crescimento moderado.

Jasmim-da-noite (Cestrum nocturnum) - Planta arbustiva com flores tubulares, de coloração creme-esverdeada, muito conhecida pelo aroma que exala à noite. Por ter aroma muito forte, não deve ser plantada próximo a janelas ou portas da casa. Para atenuar-lhe o forte perfume, deve ser plantada à meia-sombra, desta forma sua floração será menos intensa. Também é importante saber que esta planta é tóxica, devendo se ter muito cuidado com animais e crianças. Ela precisa ser plantada no chão, e não em vasos.

Manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora) Esta planta é um arbusto ideal para locais de clima ameno. Precisa receber sol. Suas flores mudam de cor – inicialmente azuladas, tornam-se brancas com o passar do tempo. Seu cheiro também é muito forte, é bom evitar a proximidade com quartos.

Viburno (Viburnum suspensum) - Arbusto lenhoso, muito ramificado de caule escuro. Suas flores são miúdas, brancas, e de aroma suave. São indicadas para canteiros e podem ser usadas em vasos.

Murta (Murraya paniculata) - Espécie arbustiva com muitos ramos bastante usada como cerca viva devido às suas folhas, que são bem resistentes. É muito usada em arranjos de decoração.

Rosas – As roseiras devem ser cultivadas em locais que recebam sol e sejam arejados. O aroma é exalado durante todo o dia. Pode ser combinada com lavanda.

Tenham também ervas aromáticas, elas possuem um efeito aromático agradável. Se não tiverem espaço, isto não será problema, cultivem-nas em vasos, além de cheirosas, elas podem ser usadas na cozinha: alecrim, manjericão, coentro, hortelã e lavanda são algumas delas.

ONDA

Jardim vertical externo

Os jardins verticais têm conquistado espaço no paisagismo brasileiro. Eles foram criados para amenizar a falta de áreas verdes nos centros urbanos e também para modificar a paisagem de locais com espaços pequenos.

O jardim vertical é um sistema que pode revestir qualquer tipo de parede ou muro interna ou externamente.

Dicas para auxiliar no planejamento e escolha das espécies que vão compor seu jardim vertical:
- Em primeiro lugar, é necessário saber que um jardim vertical típico não comporta plantas com grandes raízes ou com raízes agressivas. Pois estas além de não terem espaço para crescer, ainda podem acabar danificando a estrutura de suporte.

- Outro motivo para se evitar grandes raízes, incluindo árvores e arbustos é o peso demasiado da planta e do substrato correspondente sobre a estrutura. Mas, nada impede que se crie um jardim com árvores e arbustos, a questão é que esta escolha deve ser feita antes mesmo da construção do prédio, para que se calcule adequadamente a carga a mais que essas plantas vão adicionar.

- Um fator muito importante que deve ser levado em consideração é a incidência de ventos e luz solar direta. Em jardins verticais localizados em fachadas de prédios, por exemplo, o sol e os ventos intensos podem ser impeditivos para muitas espécies. Assim, deve-se evitar plantas com grande necessidade de água, como também plantas com folhagem macia e delicada. No entanto, jardins verticais protegidos e em locais semi-sombreados permitem espécies que não se adaptariam às condições anteriores.

- As plantas devem ser de preferência, perenes. Caso contrário, o jardim terá que ter manutenção constante, o que é contrário aos princípios de sustentabilidade que andam junto com os jardins verticais. No entanto, há uma situação em especial que pede jardins verticais com plantas anuais, aqueles destinados à cultura de plantas hortícolas, sendo estas, sem sua grande maioria plantas anuais. Nestes jardins há que se cuidar que às plantas estejam ao alcance das mãos.

- De forma geral, é uma boa saída escolher plantas epífitas ou rupícolas para jardins verticais. Estas plantas, geralmente se adaptam muito bem às condições de pouco substrato, ventos e outras adversidades. Outras opções bem interessantes são forrações rústicas, que muitas vezes são úteis em acrescentar um colorido diferente ao jardim. Lembre-se que uma boa parte do custo de um jardim vertical pode vir da aquisição das plantas, que por serem perenes, tendem a ser um pouco mais caras. Não será nada bom ter que substituir uma parte delas após um tempo de implantação, principalmente se o jardim estiver situado em local de difícil acesso.

É grande a variedade de plantas que você pode usar para elaborar seu jardim vertical, são mais de 500 espécies. É possível ter apenas uma espécie ou fazer diferentes composições com ripsális, orquídeas, pingo de ouro, chifre-de-veado, etc. Para jardim em espaços externos, você deve preferir plantas resistentes ao tempo e à luminosidade. É recomendável misturar plantas que tenham a necessidade do mesmo volume de água. Assim, quando você for regar, não corre o risco de uma das plantas ficar molhada ou seca demais.

No momento da escolha das plantas, deve-se considerar as características ambientais e a decoração do local, para que possam crescer e harmonizar com a casa. Portanto, nem todas as espécies são adequadas para jardins verticais. As plantas mais indicadas para jardins verticais são as epífitas, filodendro, peperômias, hera roxa, cacto de primavera, planta alumínio e azulzinha.

As plantas mais indicadas para quadros vivos são orquídeas, pingo de ouro, bromélias, avencas, begônias, dinheiro em penca, chifre-de-veado, entre outras centenas de espécies.

Se você quer criar volume e dar vista à um jardim vertical, prefira os aspargos pendentes e as ripsális, que quase não precisam de terra, além da renda portuguesa, que conforme à medida que vão crescendo dão vista e preenchem os espaços entre os vasos.

Consulte sempre seu jardineiro sobre a melhor forma de adubar as suas plantas e preste atenção na quantidade de luz que sua parede recebe. Isso é muito importante.

Fique ciente que as plantas e flores levarão algum tempo para chegarem ao resultado pretendido, mas com esforço e paciência, o resultado valerá a pena.

Outra dica importante é ficar atento quanto às plantas escolhidas para o seu jardim vertical, deve-se levar em consideração as condições que o ambiente oferece, para a sua melhor adaptação. Além disso, é importante escolher um local onde as plantas possam receber alguma luz natural e definir que tipo de planta é a mais adequada ao ambiente.

Observação: Leve sempre em consideração, na escolha das plantas, à disponibilidade de água e a frequência de irrigação possível. Assim não corre o risco de plantar samambaias, onde possivelmente só podem viver cactos.

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Muitos encontram uma flor que querem plantar, fazem um buraco, enfiam a flor no buraco e supõem que ela crescerá. Isso é subestimar o solo. Embora isso possa funcionar se tivermos um solo excelente, a maioria de nós precisa mudar a terra para criar um ambiente para que  as flores e plantas ornamentais se desenvolvam plenamente num jardim, por isto há a necessidade de se prepare adequadamente o solo ou substrato, que é a base das plantas.

O solo é a camada superficial natural da terra de um jardim, geralmente em torno da profundidade onde as raízes das plantas se desenvolvem.

O substrato, diferente do solo, é uma mistura ou meio preparado onde se desenvolvem as raízes das plantas cultivadas fora do solo, mas em ambiente limitado, como em vasos e floreiras.

A função do solo ou do substrato é dar suporte para as plantas, podendo ainda regular a disponibilidade dos nutrientes e da água para as raízes.

Então, como você pode melhorar o solo? O primeiro e mais importante passo é fazer um teste do solo para descobrir o que ele está precisando – e o que não está.

Após esse passo, se realiza a calagem, ou seja, a colocação de calcário na dosagem correta para corrigir o pH do solo. A maioria dos solos brasileiros é acida. Com isso, restarão disponíveis a maior parte dos nutrientes essenciais aos vegetais.

Além da correção do solo é necessária a colocação de adubos contendo todos os nutrientes essenciais para as plantas, como o Nitrogênio, Fósforo. Potássio, Cálcio, Magnésio e Enxofre (que são exigidos em maior quantidade), como também outros nutrientes, como Ferro, Manganês, Zinco, Cobre, Boro e Molibdênio em dosagens menores.

É imprescindível também a adição de matéria orgânica para melhorar as características biológicas e físicas do solo. O importante é a colocação desses insumos após o afofamento do solo e de forma homogênea, sempre antes do plantio. De preferência, de um mês a um mês e meio após a colocação da mistura, e do tipo de calcário que foi utilizado, para que ele reaja no solo.

Por fim começa-se a cavar as covas para o plantio, 20 cm para a maioria das plantas anuais e até 40 cm  para as plantas perenes.

Com todos esses cuidados, vamos garantir um bom desenvolvimento e crescimento das flores e plantas ornamentais no jardim.

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Quanto maior for a quantidade de substrato que a planta tiver à disposição, maior será seu desenvolvimento

Quando se cultiva uma planta em casa ou no apartamento, o desejo é o mesmo: que ela se desenvolva sempre saudável e bonita. Mas às vezes, o que se presencia são sinais de que a espécie não está nada bem.

Água demais, sol de menos são alguns erros comuns – e facilmente solucionáveis – em jardinagem.

Veja os 11 equívocos corriqueiros para que você cuide ainda melhor da saúde do seu jardim ou de seus vasos.

1. Vaso menor, planta acanhada
Toda espécie precisa de espaço para crescer e se desenvolver. Se a planta está em um vaso pequeno é provável que suas raízes fiquem atrofiadas e, consequentemente, o vegetal perderá suporte, estabilidade e beleza. Assim, você pode até cultivá-la em um recipiente
menor, mas assim que a plantinha brotar e crescer, transplante-a para um vaso mais amplo.

Como  transplantar uma planta para vaso menor
A planta cresceu e o vaso está pequeno. Transplantá-la para um vaso maior é uma operação simples que garante a melhor absorção dos nutrientes ajudando a sua planta a crescer com mais saúde

Como exemplo, uma planta que possa chegar a 80 cm de altura, precisa – no mínimo – de um vaso com 30 cm de profundidade por 20 cm de diâmetro. Por isso, antes do cultivo, busque informações sobre o porte da espécie.

Para os arbustos de modo geral, plantados em torrões, deixe um distanciamento mínimo de 10 cm entre o torrão e a borda do vaso.

Entretanto, entenda: quanto maiores forem a quantidade e a qualidade de substrato que a planta tiver à disposição, maior será seu desenvolvimento. “Se a intenção é que a planta cresça bastante, quanto maior o vaso, melhor”, aconselha a paisagista Erly Hooper. Uma exceção é o bonsai, que é mantido em um recipiente pequeno e tem suas raízes podadas segundo técnica específica para que não cresçam.

Planta encharcada ou seca?
Normalmente é assim: ou o erro vem pelo excesso ou pela falta de regas às plantas. A quantidade de água adequada para qualquer espécie depende de suas próprias características vegetais e da qualidade do solo. As denominadas suculentas como a dedinho-de-moça (Sedum morganianum), o carpete-dourado (Sedum acre) e a flor-de-maio (Schlumbergera truncata) precisam, por exemplo, de regas espaçadas, pois armazenam bastante água.

Uma maneira prática para certificar se o solo precisa ser regado é colocar a mão na terra e sentir a umidade. O professor do curso de jardinagem do Senac de São Paulo, Anselmo Augusto de Castro, ressalta: se aparentemente a superfície está seca, mas há umidade logo abaixo, não molhe. Outra dica é usar um regador tipo “chuveirinho” que distribui aos poucos e melhor a água sobre as plantas e o substrato.

Não se esqueça, também, que todo vaso carece de uma boa drenagem para que, ao ser aguado, não “afogue” o vegetal. Para o sistema de dreno, as pedras de argila expandida e os furos no fundo do recipiente são boas opções.

Planta de sombra ou de sol?
A própria planta pode dar sinais se está exposta demais ao sol ou se não tem luminosidade suficiente para seu crescimento. As espécies de sombra, quando colocadas sob o sol, podem apresentar folhas amareladas ou queimadas, que secam até morrer. As de sol, quando ficam sem luz, têm folhas atrofiadas.

Por isso, ao comprar sementes ou mudas, lembre-se de perguntar as particularidades e origens da planta ao fornecedor ou ao profissional de uma loja especializada.

Pintar ou não pintar o tronco com cal?
Muitos dizem que é bom pintar os troncos das árvores com cal é bom para evitar proliferação de doenças, é mito ou verdade? Mito, aplicar cal no tronco da árvore não evita a proliferação de doenças, como popularmente se apregoa. Por ser uma substância química, a cal, além de não proteger a planta, pode atrapalhar seu desenvolvimento. Com a cal, você impede a respiração e transpiração da planta, fechando os poros e a sufocando-a.

Grama acinzentada
Uma poda inadequada e a ausência de regas e adubação podem deixar a grama acinzentada e com falhas. Recomenda-se que, entre a Primavera e o Verão, uma adubação nitrogenada à base de uréia, ótima para o crescimento das folhas, além de realizar coberturas de areia como forma de proteção às baixas temperaturas durante o inverno.

Como evitar rachaduras em vasos de cerâmica
Para evitar rachaduras, impermeabilize o interior do vaso de cerâmica

Por ser poroso, há a possibilidade do vaso de cerâmica rachar com a variação de temperatura do ambiente. Em dias muito quentes, por exemplo, pode ocorrer um choque térmico entre a alta temperatura do vaso e a água fria da rega, ocasionando pequenas fissuras.

Por isso, indica-se uma impermeabilização do recipiente. Você pode usar tintas ou revestimentos impermeabilizantes – aqueles usados em caixas d’água e reservatórios: basta aplicar uma camada no interior do vaso ou da floreira.

Outra saída é queimar a peça a uma elevada temperatura – em fornos especializados – a fim de aumentar a resistência do material.

Poda drásticas
Arbustos e árvores de pequeno porte, em especial, ficam tão bonitas quando recebem podas. Mas como saber qual o limite para não matar a planta?

Primeiramente, há diferentes motivos para sua realização: o controle do tamanho ou da forma, o direcionamento do crescimento e as limpezas do tronco. As podas são aconselhadas entre o final do inverno e início da primavera. Por sua vez, cortes drásticos e transplantes não são recomendados em épocas mais frias, quando geralmente incide a dormência da planta e sua inatividade.

Antes de fazer os primeiros cortes, certifique-se que a planta esteja bem estabilizada e fixa no solo – para algumas espécies, o adequado é aguardar a primeira floração – e sempre escolha uma boa ferramenta, bem afiada, para não machucar a planta.

Para a limpeza do tronco, elimine os chamados “galhos ladrões”, os brotos que nascem no caule da árvore e “roubam” sua força, direcionando seu crescimento para os lados. Outro tipo de poda é a limpeza fito-sanitária, que constitui na retirada dos galhos fracos, velhos, mal formados ou doentes.

Regras gerais: para um crescimento vertical, retire os ramos laterais e secundários, mais baixos. Se quiser que a planta cresça lateralmente, a poda deve estar concentrada na gema apical (parte superior) dos ramos centrais.

Antes de usar o inseticida químico
Ao se constatar alguma praga ou doença na planta é comum recorrer imediatamente aos inseticidas químicos. Porém, são menores as chances de uma espécie ficar doente em um ambiente estável, com água e nutrientes suficientes. Desta forma, um modo de combate é verificar, examinar e corrigir estes fatores.

Como alternativa natural, pode-se usar calda de fumo para pequenas infestações como as de pulgões. Já para o combate à cochonilha recomenda-se a busca por orientação especializada, que determina o inseticida e a forma de aplicação adequados.

Se usar químicos, tenha cuidado com manuseio: use luvas e máscara e não trave contato direto com a planta após a aplicação, limitando também a aproximação de animais domésticos e crianças.

Devo arrancar a trepadeira que perdeu as folhas?
Algumas espécies de trepadeiras como a hera japonesa (Parthenocissus tricuspidata), usadas na cobertura de muros residenciais, perdem completamente suas folhas durante o inverno. Não se preocupe: a perda total da folhagem é uma característica das espécies “caducas”, ou seja, que apresentam queda total de suas folhas para renová-las depois. Não arranque a trepadeira neste período.

Raízes x calçadas
Plantadas em pequenos canteiros na calçada, algumas árvores podem crescer a tal ponto que suas raízes estouram e invadem o caminho pavimentado. O engano está na escolha da espécie. Por não serem árvores tão altas, a pata-de-vaca (Bauhinia forficata), o manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) e o resedá (Lagerstroemia indica), por exemplo, não causam este tipo de problema.

Ao plantar qualquer espécie no passeio verifique com a secretaria do meio ambiente da sua cidade quais são as determinações – como a necessidade da colocação de guia e gradil de proteção – para o cultivo. Além disso, consulte quais as dimensões corretas do canteiro para que a planta cresça com saúde e, em hipótese alguma, pavimente o chão junto ao caule.

A horta de temperos desandou
Mesmo com os cuidados de rega e adubação, às vezes, a horta caseira de temperos em pequenos canteiros e jardineiras, após alguns meses, apresenta queda de folhas e pára de se desenvolver.

Como fazer uma horta orgânica em vaso
Não é preciso um grande quintal para começar uma horta orgânica em casa. Um pequeno vaso já é o suficiente para dar início ao processo.
Veja a seguir no passo a passo como criar a sua horta em vasos

O primeiro passo é verificar se as ervas recebem a quantidade certa de luz do sol, porque precisam de uma boa luminosidade direta e diária. Depois observe se há muitas espécies de temperos em uma única jardineira, elas podem estar “brigando” pelos nutrientes do solo. Por isso, plante, no máximo, três tipos de ervas em um mesmo espaço.

Algumas delas como o alecrim e a hortelã precisam de solo mais arenoso para se desenvolverem. Nestes casos, o ideal é misturar uma parte de areia para cada duas de terra adubada. Aliás, é recomendável que o cultivo da hortelã seja feito em um vaso à parte. Dominante, a espécie se espalha facilmente.

Para o plantio de hortaliças, entenda que estas plantas têm um ciclo completo de crescimento, com começo, meio e fim. Assim, após seu término, o replantio é indispensável.

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A saúde e vivacidade de um jardim e as suas flores e plantas podem depender de vários fatores, para além das quantidades exatas de água e sol. Todos os jardineiros têm os seus truques e nós reunimos alguns dos melhores para ajudá-lo a manter o seu jardim impecável.

- Um bom jardineiro tem de saber o potencial do seu jardim, ou seja, tem de conhecer muito bem cada centímetro de solo e gramado, quais as áreas de mais sol, assim como aquelas que recebem mais sombra e vento. Em adição, deve testar a terra para determinar os seus níveis de pH. Só assim é que pode escolher as melhores espécies para o seu jardim em particular e plantá-las nos locais apropriados.

- A beleza das plantas e flores pode levar-nos a comprar mais do que necessitamos em termos de plantação. É importante saber quanto espaço tem disponível para poder comprar de acordo com esses metros quadrados e não correr o risco de comprar em excesso e depois, pior, plantar em excesso. Muitas plantas juntas não são sinônimo de um jardim saudável.

- Quanto da aquisição de plantas e flores para o seu jardim, saiba que as espécies baixas e largas são mais estáveis e resistentes do que as suas congêneres mais altas e esguias. Se comprar plantas em vasos ou outros recipientes, observe sempre o fundo para certificar que as raízes não estejam muito torcidas e/ou compactas, que não contenham insetos ou qualquer doença. Em adição, deve resistir à compra de flores que já floresceram, porque estas têm uma menor resistência à plantação do que aquelas que ainda não floresceram.

- Além de todo o trabalho que um jardim implica, também não é propriamente barato de se manter. Entre a compra de sementes, flores, plantas, fertilizantes, pesticidas, herbicidas, utensílios e a água necessária à rega, os custos acumulam-se. Mesmo que tenha um orçamento limitado, existem várias formas de poupar, sem prejudicar a beleza do seu jardim: esteja atento aos saldos nos viveiros ou lojas especializadas, troque enxertos/estacas com vizinhos e amigos, aprenda a poupar água para a rega, como colocar baldes para apanhar a chuva, por exemplo.

- Nem todos tem a sorte de ter um jardim completamente voltado para sul e com uma exposição solar otimizada, no entanto, pode potenciar a luz direta com este simples truque: veja que plantas ou ramos de árvore pode aparar de forma a deixar passar mais raios de sol nas áreas em que mais precisa deles.

- A água é um bem essencial que deve ser preservado e utilizado inteligentemente também no jardim. Na hora de semear, agrupe aquelas plantas que necessitam de mais água, colocando-as o mais próximo possível. Evite regar o jardim a meio do dia, especialmente quando as temperaturas estão mais elevadas, porque as plantas absorvem mais e melhor quando forem regadas de manhã cedo ou à noite.

- Sabia que o leite pode ser um potente fungicida quando aplicado, em forma de spray, nas folhas de plantas e flores? Pode aplicar o leite puro ou então diluí-lo com água, conforme preferir – saiba que funciona e que é muito mais amigo do ambiente do que qualquer produto do gênero adquirido em lojas e recheado de químicos que, embora sejam bons para uma coisa, acabam sempre por prejudicar outras.

- O mulching é uma das técnicas de jardinagem mais populares e que implica a aplicação de uma camada protetora de material orgânico sobre o solo com o intuito de preservar a humidade da terra, prevenir o crescimento de ervas daninhas e assegurar a vitalidade dos nutrientes do solo. Os compostos orgânicos mais utilizados incluem raspas de madeira, folhas, relva cortada, palha e até papel de jornal triturado.

-  Só porque o material de jardinagem que utiliza está exclusivamente reservado ao contacto contínuo com a terra, não significa que estes não devem ser lavados. Pelo contrário, a não lavagem dos utensílios de jardim pode facilitar a transmissão de doenças, pestes ou insetos entre plantas. Necessita apenas de lavá-los com água e um pouco de sabão para evitar estas situações, bem como para assegurar a sua resistência e evitar a formação de ferrugem.

- Por falta de espaço ou porque simplesmente aprecia a sua prática, a jardinagem em vasos é uma grande tendência. No entanto, não deve utilizar a terra do seu jardim para encher esses mesmos vasos porque essa irá tornar-se demasiada compacta e dura para os vasos, o que pode resultar na morte das plantas. Existe terra específica para vasos que, curiosamente, não contém muita terra, mas sim misturas de perlite ou vermiculite que, embora necessitem de água em abundância, asseguram uma boa circulação de ar e drenagem do solo.

- Para garantir botões sempre abertos e um cenário colorido, é necessário remover todas as flores secas de uma planta para que esta possa voltar a florescer. Caso contrário, esta irá concentrar-se em produzir mais sementes e não voltará a abrir tão depressa.

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Quando começar a planejar transformar a sua varanda num jardim suspenso, tome em consideração os seguintes aspectos:
1 - O aspecto Estético
A varanda deve ser um espaço que complemente a decoração interior, por isso tente prever o que será visível a partir do interior e disponha os elementos da melhor maneira. Mas não é só do interior que a sua varanda é visível. Ela também é visível do exterior, por isso leve também isso em consideração para que possa apontar a sua casa a partir da rua, com muito orgulho.

2 - O aspecto Funcional
Se o espaço o permitir, considere a hipótese de instalar mobiliário para que possa desfrutai do seu espaço exterior e não apenas cuidar dele. Pense num banco de jardim com umas almofadas confortáveis, uma mesinha com uma ou duas cadeiras para tomar um suco e conversar, ou então, se a sua varanda for grande, porque não uma mesa e cadeiras para refeições ao ar livre? Só não esqueça que tem que ser mobiliário específico para exteriores.

3 - As condições climatéricas
São um aspecto fundamental, não só condicionam a escolha das plantas, que devem ser adaptadas à quantidade de sol e vento, como também condicionam a utilização do espaço. Mas existem sempre maneiras de contornar a situação, por exemplo, uma varanda com muito sol e calor pode ter esse aspecto atenuado com a instalação de toldos ou chapéus de sol, ou ainda, pode-se utilizar as próprias plantas para criar sombra (plantas altas, plantas suspensas ou instalando treliças para trepadeiras, etc.). Soluções idênticas podem ser adaptadas para atenuar o vento.

4 - Privacidade e sossego
É sem dúvida bastante difícil relaxar numa varanda com os vizinhos a meter conversa pela janela ou a estender roupa na varanda ao lado, ou ainda com o barulho dos carros na rua. Mas também aqui, as plantas podem contribuir para combater essas dificuldades. Da mesma forma como se sugeriu utilizar plantas para criar sombras no ponto anterior, estas podem ser utilizadas para criar privacidade. Calcule o ângulo de visão que necessita cobrir e coloque as suas plantas estrategicamente. Por outro lado, o restolhar da folhagem, provocado pela brisa cria um som relaxante que abafa de certa forma os ruídos da rua e se ainda precisar de mais, considere a hipótese de instalar uma pequena fonte – o ruído da água corrente é um relaxante garantido e abafa muito eficazmente outros ruídos menos agradáveis.

Onde plantar?
Se vamos ter plantas, naturalmente temos que as plantar em algum lugar. Para uma varanda o mais lógico, prático e econômico será naturalmente optar por vasos. Chegada esta conclusão, podemos passar à pergunta seguinte: que vasos? Existe no mercado uma vasta gama de vasos e floreiras que não facilita a escolha. No entanto podemos começar por levar em consideração os seguintes aspectos:

1.  Peso
O peso é um fator importante a ter em consideração. Seria ótimo saber exatamente qual o nível de peso que a nossa varanda está projetada para suportar. Ao avaliar o peso de um vaso, devemos considerar:
a)  o tipo de material de que é feito (peso quando vazio)

b)  o peso quando cheio de terra e plantas

c)  o peso quando cheio e molhado

Se duvidarmos da capacidade de suporte da varanda ou soubermos que de fato não está projetada para suportar grandes pesos, temos as seguintes hipóteses:
- Colocamos apenas 1 ou dois vasos grades com um cuidado arranjo de plantas;
- Colocamos uma quantidade maior de vasos, mas de pequenas dimensões ;
- Escolhemos vasos de materiais leves (p. ex. plástico) .

2.  Tamanho
Depois de avaliada a questão do peso, o tamanho de um vaso deve corresponder ao porte das plantas que lá vão ser colocadas. Naturalmente, um arbusto grande ou uma pequena árvore necessita de um vaso consideravelmente maior do que um gerânio.

Um vaso de grandes dimensões tem ainda uma vantagem ao nível da irrigação, pois devido à maior quantidade de terra que armazena esta tem menor tendência para secar rapidamente, o que é uma característica dos vasos pequenos.

3.  Material
Podemos encontrar à venda diversos tipos de vasos em materiais tão diferentes como:
- Pedra
São lindos, geralmente conferem aspecto clássico. e imponente. Têm a desvantagem de serem muito pesados e geralmente bastante caros, além de não ser fácil encontrar uma grande variedade.

- Cimento areado
Geralmente são atraentes, fáceis de encontrar em diversos estilos e bastante econômicos. São muito resistentes, mas pesados.

- Sintéticos (plástico, resina, fibra de vidro)
Podem ser mais ou menos bonitos, a variedade é grande. Alguns imitam na perfeição o barro, outros apresentam um design moderno e arrojado. O plástico é a opção mais econômica e também a mais fácil de encontrar. São leves e resistentes.

- Barro e cerâmica
São normalmente muito atraentes, mas têm a desvantagem de serem pesados e de se poderem quebrar. O barro, quando não vidrado, tem ainda a desvantagem de permitir a evaporação da água através da sua superfície.

- Madeira
São muito decorativos e dão um aspecto acolhedor a qualquer espaço. O seu maior problema é a resistência às intempéries que depende muito da qualidade da madeira e/ou do tratamento a que foi submetida. Os exemplares mais resistentes são também normalmente os mais caros.

- Zinco e Aço inoxidável
São uma excelente escolha para quem pretende um ar moderno e despretensioso, mas com requinte. Podem ser bastante dispendiosos e se não tiverem um tratamento impermeabilizante podem enferrujar ou manchar com facilidade.

Para finalizar mais uns quantos conselhos avulso:
- A variedade de materiais em que se apresenta um vaso, tem a ver também com o fato de que qualquer recipiente pode ser convertido num vaso, desde latas de tinta ou de conservas, a velhos alguidares de plástico. Com um pouco de criatividade e alguma tinta podem bem ser transformados em originais vasos.
- Todo e qualquer vaso deve ter um ou vários buracos no fundo para escoamento de água (nada mata uma planta mais depressa que o excesso de água).
- Dependendo do local escolhido para colocar o vaso, pode ser necessário complementá-lo com o respectivo pratinho para acolher a água excedente.
- Vasos que possuam um fundo para armazenamento de água podem revelar-se muito úteis para quem tem pouco tempo ou pouca paciência para andar sempre a regar plantas.

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Fique alerta e saiba como driblar situações que podem causar transtornos na sua área verde.

Trepadeiras
O simples hábito de revestir um muro e paredes, pode se tornar em pesadelo É preciso analisar o comportamento da espécie escolhida, verificando volume, características das raízes, tolerância ao clima do local e manutenção.

A unha-de-gato (Ficus pumila), por exemplo, deve ser empregada com cautela, pois suas folhas e raízes têm crescimento acelerado, além de ser pesada quando adulta, sobretudo, se for mal podada, gerando carga excessiva sobre o muro ou a parede, que poderão sofrer fissuras e até desabar.

A primavera (Bougainvillea glabra) deve ser evitada em jardineiras de edifícios, devido à habilidade de penetrar nas redes de drenagem e nos canos.

Alem, de avaliar a solidez da estrutura, também é essencial verificar a altura, já que a planta necessita ser podada constantemente. Algumas são utilizadas para revestir alambrados, mas o material precisa ser resistente para não envergar com o vento.
Outro problema comum é o surgimento de bichos, como baratas, que usam o volume de suas folhas como esconderijo. Sendo assim, é prudente fazer a manutenção com dedetização.

Ervas Daninhas
A lista de plantas popularmente conhecidas como mato é extensa: tiririca (Cyperus rotundus), caruru-rasteiro (Amaranthus deflexus), picão (Bidens piloso), falsa-serralha (Emília sonchifolia), dente-de-leão (Taraxacum fficinale, quebra-pedra (Phyllanthus tenellus), etc. Em comum, todas são rústicas, agressivas e competem com as ornamentais por água,, nutrientes e luminosidade, prejudicando seu desenvolvimento.

Existem diferentes maneiras de aparecerem. Suas sementes podem permanecer viáveis no solo por longos períodos e até anos. Também existe a contribuição de animais, sobretudo pássaros, e do homem ao introduzi-las por meio de mudas e propágulos (sementes, estolões, tubérculos, etc.). Outra forma é através de sementes levadas por vento, chuva ou ferramenta agrícola.

Embora seja difícil impedir seu aparecimento, há maneiras de evitá-lo, como realizar a limpeza do local, retirando as invasoras antes do plantio definitivo das ornamentais; adquirir substratos e mudas em empresas certificadas e com controle de ervas-daninhas; e manter as ferramentas sempre limpas.

No entanto, se já for detectada sua presença, a contenção pode ser feita com herbicidas, desde que tenha orientação de um especialista e tomando  cuidado para não matar as outras plantas.

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Verbena azul
Plantar as espécies certas para o tipo de área que você tem, é fundamental para ter um belo jardim. Zínias, cravos e margaridas são ótimas opções de flores anuais para áreas de pleno sol. Entretanto, elas não são resistentes à seca, assim você ainda precisará gastar muito tempo com o regador. Se você está procurando algo que necessite de pouca manutenção, considere plantas como musgo, sálvia e verbena, que são consideradas flores resistentes à seca.

Plantas Resistentes ao Sol
Se você ainda está preocupado com a quantidade de calor do seu jardim em pleno sol, deve começar a considerar plantar algumas árvores para fazer sombra. Arbustos e árvores de variedades anãs podem ajudar muito a regular a temperatura em torno delas.

Tente plantar citros, figo, magnólia, cereja ou pêra e árvores ornamentais, que resistem bem calor, mas ainda precisam de água. Acácia, eucalipto, figo e nogueiras são grandes, boas áreas quentes e também são resistentes à seca.

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afelandra (zebrasta lepotica)
Um jardim de sombra, jardim sem sol, também chamados de jardim de inverno, merecem muita atenção ao ser montados, pois muitas das plantas preferem o sol, mesmo que seja por uma pequena parte do dia.Então vale lembrar que plantas de sombra devem ser plantadas em local de sombra, e plantas de sol em local de sol.

Não é por ser um jardim sem sol, que o jardim de sombra deixa de ser bonito. Ele também tem suas apreciações, além de poder ser criativo e bem bonito.

Primeiramente escolha a cor das paredes, muros e de preferência para cores bem claras, para que o jardim não fique muito mais escuro, já que não vai receber a luz do sol.

Depois parta para as plantas, as quais na maioria das vezes são verdes, por serem de jardim de sombra. Porém são inúmeras as plantas para este tipo de jardim como:

Calatéia-zebra – pode ser plantada em vasos, canteiros, em maciços. A Calathea zebrina é uma planta de flores roxas, folhas listradas, grandes, largas, e de um tom de verde bem escuro.

Maranta-tigrina – pode ser plantada em maciços nas paredes claras. Suas folhas são verdes escuras e possuem um desenho no tom de verde mais claro, e são finas.

Plantas
Afelandra – dá ao jardim um grande efeito ornamental.  Possui as folhas verdes escuro e as linhas são prateadas, tem também uma inflorescência amarela.

As plantas para canteiro de jardim de sombras
Cordilines e a Deremensis – são plantas que podem atingir uma altura boa e deixar os muros e as paredes ornamentadas ao espaço.Uma boa planta para completar os canteiros destas é a Flor-canhota.

Flor-canhota – é uma planta rasteira. Possui flores com formato de leque, nas cores rosa , branca e lavanda e suas folhas são claras.

Maranta rasteira – uma planta de flores brancas pequenas. Ótima para lugar onde as folhas necessitam apenas do verde.

A planta que pode ser plantada em jardineiras ou em vasos é a Aspidistra, ela possui as folhas brilhantes e largas.

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Os frutos, explicam-se pela sua utilidade alimentícia. As folhas, por suas utilidades biológicas e eco-ambientais. O mundo não sobreviveria sem folhas e frutos. Mas passaria bem sem flores. A maioria delas não se pode comer, não se pode transformar, não se pode fazer nada além de olhar e admirar. São bilhões de espécies de flores, das maiores às menores, das mais cheirosas às mais inodoras, das mais belas às mais estranhas, das mais corriqueiras às mais raras. Tantas, de tantos tipos, arranjos e cores. Salvo para abelhas e beija-flores, todas sem utilidade prática. Assim como os sentimentos e outras futilidades, flores são tão dispensáveis quanto inevitáveis. Difícil não querer uma flor por perto de vez em quando, nem que seja pra ficar rodando o caule dela entre os dedos, sentindo as pétalas balançarem. Mas não são todos que querem flores sempre, por todos os lugares. Porque, tal como crianças, animais domésticos e sonhos, flores precisam de cuidado. intenso.

No entanto, há quem dedique sua vida a cuidar das flores, corajosas e empreendedoras pessoas. Cultivá-las, pesquisá-las, catalogá-las, entendê-las, admirá-las, e ofertá-las. Há quem plante jardins modestos, em espaços arrumados dentro de um quintal de concreto. Há quem faça canteiros cheios de pequenos vasos, espremidos. E há quem pode e decide plantar jardins imensos, cheios de flores. E quem é ou um dia arriscou-se a ser jardineiro, sabe que cuidar de uma flor não é tarefa fácil.

Flores são seres temperamentais, em sua maioria. Mesmo as pequenas e simples exigem esforço, e mais esforço, e esforço de novo. Esforço periódico. Até as flores selvagens costumam estar protegidas pela natureza ao redor, ocultas em troncos de árvores, debaixo de folhas, cercadas por grama e folhagens. Flores raras costumam ficar em lugares quase inacessíveis, e não se deixam domesticar facilmente. Alguns biólogos passam a vida em laboratórios tentando transformar a cor, o tamanho, a simplicidade sofisticada de alguns tipos de flores – às vezes têm sucesso, às vezes não. Os biólogos modificam, mas o jardineiro é quem cuida. E cuidar de uma flor, além de técnica e esforço, exige uma decisão, um entrosamento.

Cada flor tem uma condição climática, um tipo de solo, um cuidado especial para poder sobreviver. Embora sejam frágeis, depois de arraigadas, são difíceis de extinguir. Flores precisam de poda, de adubo, de remédio, de conhecimento específico. Não podem conviver todas juntas, todo o tempo, conforme os tipos. Luz especial, nem muito, nem pouco vento, o lugar ideal, a hora certa de regar. Cuidar de flores, seja por método ou intuição, pode ser esgotante, decepcionante. Principalmente porque, de tantas sementes e mudas plantadas, nem todas vingam, e há muitos investimentos perdidos.

Jardineiros, normalmente, são pessoas simples e de grande sensibilidade natural. Colocam a mão na terra, sentem o cheiro dela, observam em detalhes as plantas que cultivam. Ao contrário dos agricultores, o interesse de um jardineiro não é a produção, não é olhar um campo cheio a perder de vista; mas sim o crescimento de poucos e conhecidos pés. O jardineiro conhece sua flor, sabe a origem dela, a dificuldade, a necessidade, o tempo. E sabe que tudo isso é cuidado.
O cuidado delicado é um reflexo da delicadeza que ele almeja ver em suas plantas, e, como bom jardineiro, ele sabe que um descuido, um relaxo, um lapso pode ferir uma planta tão profundamente que ela nunca mais volte a florescer, ou no mínimo demore anos pra isso.

O cuidado é um esforço, o esforço de ver o que ainda não existe, de enxergar a flor no botão, de enxergar o novo botão na flor que morreu. O cuidado é um ato de amor altruísta, um investimento; portanto, não pode ser facilmente aprendido, é quase uma vocação.

Existem plantas que demoram anos e anos para florescer, e florescem apenas uma vez para ficar mais anos e anos em silêncio. E ainda assim, o jardineiro as vê, cuida delas com paciência e constância. Outras plantas são de beleza inigualável, mas cheias de espinhos e fiapos. Algumas são atrativos para fungos e insetos parasitas. E em tudo isso o jardineiro cuida.

Ao cuidar e proteger sua flor, o jardineiro cuida e protege a si mesmo, pois sabe que precisa da beleza e do perfume do seu jardim para viver. E aí, a flor não é mais um ser inútil, e sim substancial. Uma vez que ele se afeiçoa e se acostuma à beleza do jardim, nunca mais viverá feliz sem ele, ao menos não se em sua alma estiver a paixão de quem experimenta a jardinagem.

Um mundo sem flores poderia ser útil, mas insuportavelmente feio e triste.
A verdade é que, no fundo, todo mundo sonha ter um jardim. Mas muitos não sabem como, não sabem por onde começar, nem como continuar. Alguns até arriscam-se a plantar algumas flores, mas poucos conseguem chegar a colocar em sua alma o caldo do jardineiro.

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