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Posts com tag ‘herbáceas’

Esporas-bravas – (Linaria triornithophora(L.) Willd.)

Família: Scrophulariaceae
Planta herbácea que pode durar mais de 2 anos, geralmente tem um só caule ereto ou ascendente, simples ou ramoso e que pode atingir entre os 50 cm a 1,30 m de comprimento. É uma planta nua (sem revestimento por pêlos) e tem uma cor cinzento-azulada.

As folhas encontram-se dispostas em verticilos afastados de 3 ou 4 folhas, têm uma forma lanceolada ou ovado-lanceolada, são agudas, isto é, as suas margens confluem no ápice, segundo um ângulo agudo e são sésseis e inteiras.

A inflorescência é um cacho frouxo, constituído por 3 a 25 flores inseridas todas no mesmo nó e sustentadas por pedicelos quase totalmente verticais, muito maiores do que as brácteas. A corola é personada, ou seja, o palato (amarelo) fecha a entrada do tubo do cálice (fauce), tem uma coloração violácea-clara ou rosado-lilacínea e possui, igualmente, um esporão comprido.

Na corola é, igualmente possível identificar uma simetria bilateral e as diferenças de constituição dos dois lábios: o lábio superior é bilobado e erecto, enquanto que o lábio inferior apresenta três lóbulos (trilobado).

O cálice é constituído por segmentos todos iguais, fendidos até à base e que têm a forma ovada-lanceolada e o androceu por 4 estames que não ultrapassam o tamanho do tubo da corola. O fruto é uma cápsula que encerra sementes de cor castanho-escuro.

A planta desenvolve-se geralmente em zonas úmidas e sombrias, especialmente em vales apertados de montanhas.

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Nome Científico: Chamaecostus Cuspidatus
Nome Popular: Cóstus de Fogo
Ordem: Zingiberaceae
Família: Costaceae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene

O Cuspidatus Chamaecostus, popularmente conhecido como Cóstus de Fogo, é uma planta herbácea pertencente à família Costaceae e nativa do Brasil.
Apresenta folhas elíptico ovaladas, alongadas, verde brilhantes e pontiagudas. As folhas carnudas desta planta tem um futuro brilhante como planta medicinal. A planta cresce muito rapidamente e é propagada por estacas.

A parte inferior de suas folhas são verde e roxas. As folhas são dispostas em espiral em torno das hastes. A altura máxima da planta é de cerca de setenta centímetros de altura. As flores são de cor laranja e são lindíssimas.

Durante o ano todo, nas pontas de seus ramos surgem flores amarelo alaranjadas que atraem beija-flores. Ela necessita de sol pleno, mas também cresce em áreas de meia-sombra.

Dizem que ela pode ajudar a produzir insulina no corpo humano e é conhecida como insulina vegetal. Esta planta nativa da Mata Atlântica (Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia), está se tornando popular na Índia por causa de suas substâncias químicas medicinais.

Está é mais uma das espécies nativas brasileiras que são muito procuradas no exterior e que deveriam ser mais valorizadas e exploradas pelos paisagistas, que lamentavelmente deixam passar batido as nossas belezas naturais.

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cesto-de-ouro

Nome Científico: Aurinia Saxatilis
Nome Popular: Cesto-de-ouro, Colchão-dourado, Tufo-dourado, Álisso-amarelo
Origem: Europa e Ásia
Ciclo de Vida: Perene

O cesto-de-ouro é uma planta herbácea perene da família das Brassicásseas (ou crucíferas). Apreciada pelas suas flores, agrupadas na extremidade dos caules e de um amarelo vivo e brilhante, os seus nomes populares (cesto-de-ouro) refletem esta associação ao ouro que já está presente no nome científico do gênero botânico.

Possui delicadas e abundantes flores douradas que são atrativas para abelhas e borboletas.. As folhas são verde-acinzentadas, dispostas em roseta, sendo que as basais são espatuladas e as das hastes são pequenas e mais afiladas.

As inflorescências surgem na Primavera. Elas são eretas e ramificadas e compostas por numerosas flores amarelo-douradas na espécie típica.

O cesto-de-ouro é uma planta de cor vibrante, capaz de alegrar qualquer jardim que esteja meio apagado. Seu porte é rasteiro, atingindo de 15 a 30 cm de altura. Ela é especialmente indicada para a formação de maciços e bordaduras, mas também pode ser plantada em vasos, evidenciando seu aspecto um tanto pendente. Fica perfeita em jardins rochosos, plantada nos vãos de uma escada ou coroando muretas baixas de contenção.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo bem drenado, arenoso, fértil, enriquecido com matéria orgânica. Resistem muito bem em locais com pouca umidade. É capaz de agüentar períodos de estiagem não muito prolongados.

Não tolera o calor excessivo ou encharcamentos. Após a floração, a planta pode ser podada para que floresça novamente. Multiplica-se por sementes ou por divisão da ramagem enraizada. Não é raro o surgimento de mudas pequenas em torno da planta mãe, semeadas naturalmente.

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São plantas com caule não lenhoso ou semi-lenhoso de porte variado, podendo adquirir a altura e os efeitos de um arbusto. Podem ser plantadas em locais de sombra ou não. Podem ser perenes e anuais. Possuem a função de ornamentar, substituir os arbustos em locais sombreados, e dependendo da cor ou textura de suas folhagens ou floração serve como contraste ou ponto atrativo.

Morrem completamente no fim da temporada de crescimento ou quando floresceram e frutificaram, e então crescem de novo da semente.

Geralmente nunca ultrapassando os 2m de altura. As que a seguir são descritas são todas vivazes.

Hortenses – Hydrangea macrophylla
Agapantos – Agapanthus praecox Willd
Acantos – Acanthus mollis L.
Canas - Cannas (Hybrids)
Jarros – Arum italicum Miller.
RosaRosa sp.
Foguetes – Kniphofia uvaria (L.)Hook..
Malmequer – Crysanthemum pinnatifidum l. f.
Boninas – Calendulla officinalis L.
Obs.: Planta utilizada em medicina desde a Idade Média pelas suas propiedades anti-sépticas e cicatrizantes.
Sardinheira – Pelargonium zonale L.
Obs.: Planta de ornamentação rica em espécies e variedades, quer em canteiros quer envasadas.

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Nome Científico: Clarkia amoena
Nome Popular: Flor-de-cetim, Godetia, Clárquia
Família: Onagraceae
Origem: Estados Unidos
Ciclo de Vida: Anual

A flor-de-setim é uma planta anual, possui belíssimas flores no estilo de orquídeas, de textura herbácea, nativa de colinas costeiras e montanhas do oeste da América do Norte. Ela possui caule ereto ou rasteiro, que pode alcançar de 40 a 100 cm de altura, dependendo da variedade. Suas folhas são simples, alternas, lanceoladas a lineares, com margens levemente serrilhadas. Floresce no verão, despontando flores terminais solitárias ou em pequenos grupos. A flor é grande, vistosa, hermafrodita, com quatro pétalas de textura acetinada e cores brilhantes. As cores podem ser sólidas, em degradeés e mesclas de rosa, branco, vermelho ou roxo, de acordo com a cultivar. As flores fecham-se à noite e reabrem pela manhã. O fruto é uma cápsula seca e deiscente contendo numerosas sementes. Há ainda variedades de flores dobradas e de porte anão.

De aspecto delicado, feminino e ao mesmo tempo exuberante, a flor-de-cetim é uma opção charmosa para a formação de densos maciços e bordaduras no jardim. Apesar de ser popular nos Estados Unidos é ainda bastante rara no Brasil. Também pode ser cultivada em vasos e jardineiras, adornando varandas e pátios.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Adapta-se ao litoral e prefere regiões de clima mais ameno, como o subtropical ou mediterrâneo. É capaz de tolerar salinidade, curtos períodos de estiagem e solos um tanto alcalinos. Para florescer em grande profusão, além de receber boa adubação a flor-de-setim devem ser plantadas todas juntas, com pouco espaçamento entre as plantas para que isso favoreça afloração. Multiplica-se facilmente por sementes postas a germinar no outono, inverno e início da primavera.

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Consolda

É uma belíssima planta herbácea vivaz pertencente à família das borragináceas, que pode crescer até 1 metro de altura e um diâmetro equivalente, de forma muito rápida.

Comum na Europa, exceto na região mediterrânica, surge no nosso país em alguns jardins e hortas, onde é cultivada de forma a tirar partido das suas inúmeras características: em conjunto com outras plantas hortícolas, melhora a produção e a qualidade, por melhorar a disponibilidade de fósforo e potássio, além de poder proporcionar sombra, o que se revela ótimo, por exemplo, nos morangueiros.

Rica em cálcio, potássio, fósforo, ferro e magnésio, possui uma relação C/N semelhante ao composto curtido (9,8/1)!!!; O chorume fermentado obtido a partir das folhas fermentadas acelera a compostagem.

Prefere solos leves, úmidos e bem drenados, embora se adapte a qualquer tipo de solo desde que não encharcado, situação que pode levar ao apodrecimento e morte da planta.

Desenvolve-se bem ao sol embora prefira situações de meia-sombra.

Gosta de ser bem irrigada no Verão e desenvolve-se muito rapidamente, produzindo uma enorme massa foliar.
Resistente ao frio, floresce entre Maio e Junho e as suas sementes ficam maduras entre Julho e Agosto. As flores são cor-de-rosa, em grande número, hermafroditas e polinizadas por abelhas.

Pode tornar-se invasiva, pois possui um sistema radicular muito profundo e difícil de erradicar, mesmo pequenas porções de raiz no solo podem dar origem a novas plantas. Convém por isso escolher um local definitivo para a plantar, não se adaptando à permanência em vaso ou floreira por muito tempo, a não ser em contentores grandes e bem drenados.

A propagação pode fazer-se por sementeira no Outono ou Primavera ou por divisão durante toda a Primavera/Verão.

O enraizamento de caules herbáceos também é possível nesta altura.
Pode ser atacada por doenças como a ferrugem e o míldio, que podemos combater removendo as folhas atacadas e podando sistematicamente a planta, de forma severa, já que reage rapidamente, produzindo novas folhas em abundância.

Os caracóis também representam um problema, mas em alguns casos esta situação pode transformar-se em vantagem, já que a planta representa uma excelente “armadilha” para os apanhar em grande número.

Existem muitas espécies e variedades de consolda, uma das mais comuns é a Bocking 14, pela sua elevada disponibilidade em alantoína e potássio, embora seja menos interessante enquanto planta comestível.

Nos últimos anos é cada vez mais procurada para agricultura ou jardinagem biológica, onde deve ter um lugar de destaque, pois pode facilmente substituir a aplicação de fertilizantes de síntese, algo muito difícil de conseguir com qualquer outra planta.

Algumas receitas possíveis de realizar com esta planta:
Bioestimulante
: para favorecer a germinação de sementeiras, maturação de algumas hortícolas e a ativação do composto.
1 kg de folhas frescas para 10 litros de água. Deixar a macerar/fermentar durante alguns dias. Filtrar muito bem. Aplicar diluindo 10% (10 cl/1litro água) preparado em água em utilizações como adubo verde e regar; diluindo 5% (5 cl/1litro água) preparado em água em pulverização foliar.

Insecticida
: contra a mosca branca e pulgões.
Fazer uma infusão durante 20 minutos com cerca de 8 folhas grandes, partidas aos bocados, num litro de água. Deixar repousar meio dia e pulverizar sem diluir.

Cicatrizante de feridas ou cortes de poda
: permite a sua desinfecção.
Colocar várias folhas a fermentar num recipiente opaco, sem água. Com a ajuda de uma ferramenta, prensa-se todos os dias até se obter um sumo escuro e concentrado. Aplicado sobre as feridas ou cortes de poda permite desinfectá-las de forma surpreendente.

Controlo de caracóis e lesmas
: permite a sua captura em massa.
As folhas são irresistíveis para caracóis e lesmas. Espalhadas pelos cultivos são verdadeiras armadilhas que permitem a sua captura em grande número.

Veterinária
: pasta cicatrizante para animais domésticos.
As folhas e raízes esmagadas e depois aplicadas em cataplasmas nestas situações permitem acelerar a velocidade de cicatrização de cortes e feridas de forma surpreendente.

Compostagem
: permite acelerar o processo.
Colocar várias folhas na pilha de compostagem contribui para aumentar a velocidade do processo e aumentar a qualidade do composto final, pela riqueza em nutrientes apresentada.

Comestível
: folhas e rebentos frescos podem ser consumidos tal como o espinafre.
As folhas e os rebentos jovens frescos são comestíveis e ricos em vitamina B12, embora com precaução, pois em consumo excessivo pode tornar-se tóxica.

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beijo-de-frade
Nome Científico: Impatiens balsamina
Nome Popular: Beijo-de-frade, bálsamo-de-jardim, não-me-toques, balsamina, ciúmes, maria-sem-vergonha, melindres, papagaios, maravilha, suspiros.
Família: Balsaminaceae
Origem: Ásia
Ciclo de Vida: Anual

O beijo-de-frade é uma florífera de textura herbácea muito popular. Suas folhas são lanceoladas, verdes, com bordos serrilhados. Os caules são suculentos, eretos e ramificados e podem ser verdes ou avermelhados. As flores axilares, são formadas durante todo o ano e podem ser simples, semi-dobradas ou dobradas, de coloração vermelha, creme, laranja, rósea, branca, roxa ou mesclada. Os pequenos frutos são como cápsulas e estouram ao mínimo toque quando maduros, lançando as sementes marrons.

O beijo-de-frade é uma boa escolha para a formação de canteiros, bordaduras e maciços anuais, principalmente quando se deseja flores abundantes. Também pode ser plantada em vasos, jardineiras e cestas suspensas. O beliscamento do ponteiro da planta, quebra a dominância apical e estimula a ramificação. Atrai abelhas e borboletas.

Devem ser cultivadas sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e com regas regulares. Adubações mensais estimulam uma intensa floração. Adapta-se melhor ao excesso de regas do que à seca. Planta tipicamente tropical, aprecia o calor, mas é tolerante ao frio subtropical ou mediterrâneo. Multiplica-se por estaquia e por sementes, mas plantas mais sadias e bonitas são obtidas de sementes.

Medicinal
Indicações: Queimaduras, afecções de pele, dores articulares, disfagia.
Propriedades: Catártico, diurético, emético. Partes usadas: Folhas, flores e caule.

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Nome popular: Antúrio
Família: Família Araceae
Origem: Originária da América do Sul

Planta herbácea de altura em torno de 1,0 m, não ramificada, com caule tortuoso de onde partem raízes fortes e carnosas mesmo fora do solo.

As folhas são grandes, cerca de 0,40 m, em forma de coração, cor verde-clara, brilhantes, inseridas no caule em espiral com longo pecíolo.
As flores são em forma de espádice, isto é, com uma coluna carnosa ereta ou retorcida de flores masculinas e femininas separadas por uma faixa de flores estéreis, que é protegida por uma bráctea aberta colorida.

As cores são branca, rosa claro, rosa escuro, laranja e vermelha.
Floresce durante o ano todo, principalmente no verão. Pode ser cultivada no país todo.

Modo de cultivo:
É uma planta de regiões tropicais a subtropicais, pois não tolera geadas. Seu cultivo deve ser feito à meia sombra, pois o sol causa queimadura nas folhas.
O solo deve ser rico em matéria orgânica, com textura grosseira e bem drenado. Pode ser plantado em canteiros ou em recipientes como vasos e jardineiras.

Plantio em canteiros:
Para canteiros, abrir um buraco maior que o torrão da planta. Colocar areia no fundo. Misturar num balde esterco de curral bem curtido, areia e composto orgânico, na proporção de 1:1: 3. Acrescentar adubo granulado do tipo NPK formulação 10-10-10, cerca de 100 gramas. Colocar no fundo do buraco, colocar o torrão e preencher os vãos com a mistura. Regar bem.

Plantio em vasos ou jardineiras:
Para vasos ou jardineiras, proteger o interior do recipiente com um impermeabilizador asfáltico e deixar secar alguns dias para evaporação do material.
Proteger o fundo do recipiente com brita ou cascalho fino, para garantir a drenagem das regas. Colocar areia de construção sobre a proteção e parte da mistura descrita acima.
Acondicionar o torrão com a planta e preencher o restante com a mistura. Regar e deixar em cultivo protegido e longe do sol.

Propagação do antúrio:
Para fazer a propagação da planta corte um pedaço do caule, onde haja raízes e plantar.A separação de touceiras também é outro modo de obter mudas, pois inúmeros filhotes nascem junto à matriz.As sementes também podem ser outro método viável de reprodução desta planta, podendo conseguir assim combinações de cores diferentes dos espádices devido à polinização cruzada.

Manutenção:
Esta planta é uma excelente opção para jardins onde não haja muito sol, propiciando as cores alegre de suas inflorescências.
É simples de cuidar, bastando colocar duas vezes por ano, na primavera e no outono 1 colher de sopa de adubo granulado do tipo NPK de formulação 4-14-8 dissolvido em 1 litro de água. Um dia antes regar bem a terra do recipiente ou ao redor do canteiro. Colocar a água com o adubo ao redor da muda sem atingir o caule da planta. O bulbo de umidade ao redor das raízes formado no dia anterior levará os nutrientes mais facilmente para as plantas.

Paisagismo:
Em paisagismo o antúrio poderá ser usado em jardineiras na entrada de condomínios ou empresas, sem custos de manutenção, desde que as condições de luminosidade estejam adequadas. Pode ser plantado em grandes vasos, com espádices de mesma cor, para formar uma grande touceira.

Quando no jardim há maciços de árvores e arbustos já de alguma altura, embaixo deles dificilmente poderemos cultivar plantas exigentes em luminosidade.
Nestes casos, o antúrio fará a ornamentação, com a cor das flores e a forma diferente de suas folhas largas e em forma de coração.

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beijo

O beijo pintado é uma espécie muito utilizada em jardins. Bastante rústico, é uma espécie de fácil manutenção, já que não exige muitos cuidados. Originário das ilhas dos Mares do Sul, trata-se de uma herbácea perene de pequeno porte, chegando até 50 cm de altura.

As flores são isoladas e apresentam diversas tonalidades, desabrochando praticamente o ano todo. Enqanto as folhas são bastante ornamentais.
Deve ser plantado em jardins situados em localidades de clima quente e úmido e com proteção contra os ventos fortes. Pode ser cultivado em jardineiras, canteiros e também em grupos isolados, formando bordaduras.

Essa espécie combina bem com áreas verdes de estilos e formal e rústico, mas não se restringe a eles, além disso, tem um custo razoável.

Variedades
O beijo-pintado apresenta uma série de variedades produzidas em laboratório. Também há inúmeras outras espécies pertencentes ao mesmo gênero (Impatiens) com flores de aparências semelhantes. Este grupo possui cerca de 500 espécies, porém muitas são totalmente desconhecidas no Brasil.
O nome Impatiens foi inspirado na cápsula de sementes das plantas desse gênero que, quando madura, abre-se com um ligeiro golpe, lançando-a a grandes distâncias.

A variedade Impatiens-nova-guiné, por exemplo, apresenta ramagem vermelha escura e folhas simples, sendo que seu porte varia entre 30 a 50 cm. As flores são grandes e circulares, surgindo em diversas cores.

A maria-sem-vergonha é outra espécie, Trata-se de uma parente muito próximo do beijo-pintado, por isso, apresenta características similares na forma de cultivo. Também aparece frequentemente em jardins.

Como Cuidar
Pode ser cultivado dentro de casa, desde que perto de janelas, em varandas ou em jardins. Consegue se desenvolver à meia-sombra ou a pleno sol, desde que protegida do vento. Também precisa de terra fofa, úmida, rica em composto orgânico e com boa drenagem.

É uma planta que não suporta as baixas temperaturas de invernos rigorosos. No entanto, no verão, tolera as mais elevadas.

Quanto a rega, nos períodos quentes é recomendado moderação, já no inverno deve ser feita a cada 15 dias, isto evita que as raízes murchem. É indicado também uma adubação anual com produto orgânico, rico com a farinha de osso. A poda pode ser realizada duas vezes ao ano, mas apenas a de manutenção.

Reproduz-se por sementes e pega facilmente por estacas. Para esse procedimento é preciso cortar um galho do exemplar logo abaixo de uma gema, retirando-se as pontas, mas tenras. Depois de eliminar as folhas da base, a estaca deve ser plantada à meia-sombra e longe de correntes de ar. Entre 7 a 15 dias, as novas raízes começam a aparecer.

Os pulgões estão entre as pragas que mais atacam o beijo-pintado. Eles deixam suas folhas encrespadas e provocam má formação das flores. Para combatê-los, pode-se utilizar inseticida químico. Porém, é recomendado auxílio de um profissional qualificado. Outra solução é usar defensivos naturais, como os produzidos com fumo e sabão.

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Dalias

Dahlia, nome comum dália, é um gênero botânico pertencente à família Asteraceae. É uma herbácea de porte médio, perene. É originária do México, onde é muito popular. Os índios daquela região foram os primeiros a plantar dálias, ainda no período do império Asteca. Por volta do final do século XVIII, o diretor do Jardim Botânico de Madrid encantou-se com a flor, durante uma visita ao México. Foi o suficiente para que a dália atravessasse o oceano e chegasse à Europa, onde se adaptou muito bem ao clima temperado.

As dálias podem crescer desde 30 cm até 1,5 m de altura, com flores singelas ou dobradas de 5 a 25 cm de diâmetro, dependendo do tipo. As dálias florescem dos fins de Julho até ao fim do Outono.

As dálias são plantas de jardim que se podem  desenvolver partir de semente, e a partir de tubérculos. As sementes  vendem-se habitualmente em misturas de diferentes cores. Para a obtenção de flores de uma determinada cor, é preferível optar pela plantação de tubérculos.

As dálias desenvolvem-se bem em qualquer solo, desde que este não seja demasiado ácido nem demasiado alcalino. Um bom solo moderadamente argiloso e ligeiramente ácido é o ideal. Por precisarem de muito alimento, no Outono, deve misturar no solo uma boa quantidade de estrume, composto ou outra matéria orgânica, assim como adubo composto.

Como plantar: Todas as dálias, exceto as anãs, necessitam de estacas. Abra um buraco de 15 cm para cada planta e espete nele uma robusta cana de 1,5 m até à profundidade de cerca de 30 cm.

Como preparar o solo: As dálias precisam de luz abundante e, de preferência, canteiro próprio. Solo ligeiro bem drenado é o ideal, mas as plantas dão-se cm qualquer solo razoável. Se o solo for compacto, junte-lhe um pouco de areia. Prepare o solo, estrumando-o bem no Outono para as plantar na Primavera seguinte.

Como selecionar: Compre os tubérculos maiores que conseguir, pois são esses os que mais provavelmente produzirão as flores maiores e mais abundantes. Certifique-se de que são saudáveis. Rejeite os que tiverem cortes, pontos moles, sinais de apodrecimento ou zonas secas ou manchas poeirentas.

Nota: Os novos rebentos das dálias não nascem das raízes com tubérculos. Certifique-se de que um ou mais tubérculos estão ligados ao caule antigo e que têm pelo menos um olho. Introduza canas no local onde vai plantar as dálias.

As canas devem ser mais curtas do que a altura final das plantas. Abra uma cova de 15 cm de profundidade em frente da estaca, de tal modo que o olho (ou botão) na base do velho caule possa ser colocado junto à estaca.

Prepare mistura para plantar composta por um balde de turfa para 4 colheres de sopa de adubo orgânico rico em azoto, como por exemplo, guano. Encha metade da cova e coloque o tubérculo sobre essa base, de tal modo que o seu colo fique cerca de 5 cm abaixo da superfície do solo.

Se quiser obter dálias em vasos, proceda do mesmo modo, colocando estacas e plantando o tubérculo. Regue depois de plantar e novamente passados dois dias, se o tempo estiver seco.

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