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Elaeagnus pungens

O oleagno é uma espécie vegetal que pertence à família Elaeagnaceae, que se caracteriza por ser uma planta angiospérmica, aquela planta que possui flores em sua composição. Trata-se de uma árvore de pequeno porte ou arbusto nativo das regiões que apresentam clima temperado.

Entre os outros nomes populares pelos quais a espécie é conhecida estão as seguintes denominações: Eleagno, Oleastro e Oliveira-ornamental.

A família Elaeagnaceae agrupa em torno de 50 espécies diferentes de plantas, que de uma forma geral, são espinhosas e possuem folhas simples e cobertas por pequenas escamas ou pelos.

A maioria das plantas que pertencem a esta família são xerófitas, isto é, plantas que não precisam de muita água para sobreviver, no entanto existem algumas espécies que são halófitas, que são plantas terrestres, que estão aptas a viverem no mar ou próximo deste e são tolerantes a salinidade.

O oleagno é uma planta nativa do continente Asiático, mais precisamente da China e do Japão que foram os primeiros lugares onde foram identificadas a sua presença.

Devido a sua grande beleza esta planta é bastante utilizada com fins ornamentais.

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Características do oleagno
O oleagno se caracteriza por ser um arbusto lenhoso, ereto, perenifólio (as folhas velhas não caem antes das folhas novas se desenvolverem, isto é, a planta sempre se conserva com folhas) e com muitos ramos. Além disso, o pequeno arbusto é uma planta que possui ciclo de vida perene, isto é, possui um ciclo de vida longo, superior a dois anos.

Uma planta do tipo arbusto é uma planta que se ramifica junto ao solo e possuem um porte pequeno quando comparado às árvores, os arbustos precisam de um espaço grande para se desenvolver bem.

O oleagno atinge uma altura média de 1,20 m a 2,40 m, porém já foram encontradas plantas com até 4,0 m de altura.

Os ramos do vegetal são muito lenhosos, mas quando jovens possuem grande flexibilidade, o que facilita a condução dos ramos e a utilização do oleagno como cerca viva.

As folhas do vegetal são de formato ovalado e são cerosas, possuem uma coloração verde oliva em sua parte superior e na parte inferior elas apresentam uma coloração prateada. As margens da folha são irregulares e suas escamas são amarronzadas.

O oleagno normalmente floresce no verão, e as flores desta planta possuem o formato de um sino pequeno. Elas possuem uma cor rosada tendendo a branco-creme. As flores são axilares (se formam nas axilas das folhas), são bastante perfumadas e muito discretas, pois elas ficam escondidas e camufladas em meio a ramagem.

Esta é uma planta que de uma maneira geral tem o seu florescimento no outono. Ela produz frutos, de tamanho pequeno, e que possuem uma coloração marrom-avermelhada, e possuem uma superfície prateada.

Os frutos do arbusto são comestíveis, no entanto o seu sabor não é dos mais apreciados, por não ser muito saboroso. No entanto, os frutos do oleagno, são atrativos para os pássaros e aves, servindo como alimento para estes. Outra característica do vegetal é que ela possui espinhos esparsos.

Existem várias espécies de oleagno, no entanto as que são mais conhecidas e cultivadas são as variedades que possuem as folhas com as margens ou o centro de coloração amarelada ou creme.

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Cultivo do oleagno
Esta é uma espécie de planta que gosta e aprecia o clima ameno, sendo uma planta tipicamente apropriada para o cultivo em regiões de clima temperado, mas se adapta facilmente aos climas: continental, oceânico, tropical, mediterrâneo e subtropical.

Seu cultivo deve ser sob pleno sol ou a meia sombra. É um das poucas plantas arbustivas que pode ser cultivada dessa maneira sem maiores preocupações e cuidados, pois ela tolera plenamente essa condição de cultivo.

O solo apropriado para o cultivo da oleagno deve ser fértil e enriquecido com a utilização de material orgânico, no entanto, não tolera ser cultivada em solos alcalinos e é importante que o solo apresente uma boa permeabilidade e seja profundo.

Além disso, devem ser realizadas regas periódicas para que o solo fique apropriado para o cultivo. O oleagno é uma planta que apresenta certo grau de resistência, inclusive ela suporta curtos períodos de estiagem.

Pode ser cultivado de forma isolada ou em grupos de plantas. Essa espécie pode ser cultivada em sua forma natural, ou podem ser realizados trabalhos, como exemplo a topiaria (arte de podar plantas em formas ornamentais).

O Oleagno é uma planta arbustiva utilizada para a formação de cercas vivas com bastante resistência, rusticidade e acima de tudo com grande beleza. Contudo, o Oleagno é uma planta que possui um crescimento considerado de moderado a lento.

Pode ser cultivado em vasos e jardineiras e também pode ser cultivado em regiões litorâneas, sendo colocadas em sacadas, varandas e coberturas, pois a planta tem a capacidade de suportar ventos mais fortes.

Dependendo da forma de cultivo, esta planta pode sofrer podas de formação. Esse tipo de poda é importante para a confecção das cercas vivas, e também para controlar o crescimento invasivo da planta.

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Multiplicação do oleagno
O oleagno pode se propagar de duas maneiras: através da dispersão de suas sementes e por estaquia. Por sementes a propagação se dispersa com extrema facilidade, por isso em algumas localidades ela é considerada como uma planta invasiva (plantas que proliferam com facilidade e acabam invadindo áreas indesejadas).

Na multiplicação por estaquia, são formadas estacas com os ramos do oleagno, e esses ramos necessitam ter a presença de folhas e raízes para que quando as estacas forem transportadas e colocadas em outros locais, elas tenham condições e capacidade de criar uma nova planta.

Os ramos que serão utilizados para reprodução da planta por estaquia podem ser feitos através do aproveitamento dos cortes feitos na poda de formação.

Na propagação do oleagno por estaquia, muitas vezes são usados enraizadores para acelerar o processo de estaquia.

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A telópea está entre as espécies da família das Proteaceae. Classificada como arbustos tropicais e flores perenes, essa planta tem origem na Oceania com maior incidência na Austrália. A planta também é conhecida como Waratah. Mesmo sendo originária dessas localidades citadas, a telópea pode ser cultivada em qualquer outra região desde que apresente as condições ideais de solo, fertilização, iluminação e umidade.

Sendo bem cultivada, a telópea pode chegar até 3 metros de altura e possui ciclo de vida perene, o que significa que quando bem plantada, ela vai gerar frutos e flores por todo o ano sem que você corra o risco de ter uma planta “parada” em seu jardim.

Esta é uma planta bem arbustiva e lenhosa, portanto pode ser bem decorativa, caso essa seja a sua finalidade ao cultivá-la. Essa planta possui uma característica diferenciada de muitas plantas. Ela tem em sua estrutura o que chamamos de Lignotúber, que é uma estrutura diferenciada que serve de reserva e também para brotação. Essa estrutura fica localizada no colo da planta, na parte subterrânea e permite com que a plante brote novamente caso haja um incêndio florestal, o que é bem comum em florestas densas naturais da telópea.

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É uma planta de folhas elípticas, com espátulas sempre verde escura, com as margens denteadas e de estrutura bem rígida. As flores da telópea são na verdade inflorescências que acontecem durante o ano, surgindo com mais frequência na primavera.

Elas são grandes e apresentam-se na forma global onde sua circunferência  pode chegar até 15 cm de largura. As flores são muitas e sempre na cor vermelha, apesar de já existirem algumas telópeas com flores amarelas, champagne, rosas e brancas. Essa alternativa dá-se ao cultivo diferenciado e que são mais adaptadas a regiões onde o clima é frio e o florescimento também acontece mais precocemente.

A telópea não é uma planta típica de jardim, mas pode ser cultivada caso já tenha uma certa experiência com jardinagem. Elas podem ser cultivadas de forma isolada ou em pequenos grupos em locais abertos ou em locais onde copas ralas de árvores sirvam como um bloqueio dos raios de sol.

Vamos entender melhor como deve ser o cultivo da telópea planta.
Quem gosta de plantas sabe muito bem que as funcionalidades de cada árvore, cada flor assim como cada pedacinho de uma planta, pode ser extremamente explorado e torna-se útil para inúmeras ações. Quando falamos de flores, imediatamente assemelhamos a lindos buquês e arranjos, porém nem todas são próprias para isso, pois a sua resistência fora da terra não é tanta.

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Mas esse não é o caso da telópea, ela tem uma linda inflorescência, rica em flores de um vermelho conquistador e que ganha a atenção de qualquer pessoa que passa por elas. Hoje a telópea é a planta que simboliza as florestas da cidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. Ela não somente é a planta de maior incidência nessa região, como também é o símbolo oficial da flora dessa localidade.

Principais características e cultivo da telópea
O cultivo da telópea deve ser feito sob o sol pleno ou então sob uma sombra mediana. O solo preferencialmente deve ser bem arenoso, rico com matéria orgânica, as irrigações devem ser regulares e deve ser bem profundo devido o tamanho da raiz da planta.

Quando começar o cultivo, deve-se ter uma atenção toda especial com a telópea, pois essa planta é sempre muito suscetível a pragas e doenças, principalmente nas suas folhas e flores. Para controlar mais esse problema, podas constantes devem ser mantidas ou então grandes podas em espaços de tempo maiores.

Levando em consideração o local de origem dessa planta, ela se desenvolve mais facilmente em regiões onde o clima é subtropical, portanto evite planta a telópea em locais onde a temperatura seja muito baixa ou tenha ventos muito fortes porque a planta não irá se desenvolver. A fertilização deve ser feita com produtos de liberação lenta apenas.

A multiplicação da telópea é feita por sementes ou por estaquias. Essa última forma de cultivo faz com que a nova planta mantenha as características da planta mãe.

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A Aspidistra é uma planta perene com origem na Ásia e pertence à família Ruscaceae. e É uma planta que aprecia climas mais específicos como o continental, o equatorial, o mediterrâneo, o subtropical, o temperado e o tropical. Esses climas são originários da região onde essa planta foi descoberta, mas apesar dessa preferência climática, a Aspidistra cultivada à meia sombra, consegue se desenvolver muito bem.

É uma planta de pequeno porte, podendo medir no máximo 90 cm e no mínimo 40 cm, portanto pode ser cultivada em vaso e como uma planta ornamental.

Há uma variedade à partir das folhas dessa planta. O tipo Maculata, por exemplo, apresenta folhas com pequenos pontos na cor bege. A Variegata, já apresenta uma variação branca em forma de “riscos” na folha. No geral, as aspidistras apresentam as suas folhas na cor verde escura e com alguns detalhes que vai variar de acordo com cada espécie.

Como cultivar a Aspidistra
Esse tipo de planta gosta muito de solos mais férteis, portanto, atente-se sempre a esse fator para que ela cresça de forma saudável. Evite deixar o solo duro, sem adubo ou pobre de nutrientes. A planta absorve bastante os componentes nutritivos que são adicionados à terra, portanto deve-se ter atenção ao solo onde ela está plantada para que sempre que ficar duro e seco, possa ser adicionado mais adubo.

Aspidistra elatior maculata
Por não gostar de solos secos, as regas constantes serão necessárias. Regas deverão ser feitas todas as vezes que for sentido a planta e o solo sem umidade, mas deve ser evitado deixar o solo encharcado, pois isso além de poder matar a aspidistra pode facilitar o nascimento de fungos, parasitas e outras doenças comuns em plantas.

Deve ser evitado deixar a planta exposta diretamente ao sol. Devido às condições climáticas de origem dessa espécie, ela não se adapta muito bem em locais quentes e sem ventilação. Mantenha sempre à meia sombra ou sob luz mais difusa.

Se for o desejo de cultivá-la em locais externos, a planta deverá ser movida, sempre que puder, pois quando o clima estiver muito elevado vai causar folhas e flores secas além de deixá-las desbotadas.

A melhor época para o cultivo da aspidistra é durante a primavera. É nessa época que as flores e folhas dessa planta germinam com mais facilidade e rapidez. Já as flores, aparecem mais durante o verão e deixarão a aspidistra bem mais bonita.

Como transportar a aspidistra do jardim para dentro de casa

Aspidistra elatior Variegata
Muitas pessoas ganham a planta já cultivada e não sabem como preparar para começar a cuidar da aspidistra dentro de casa.

Se isso aconteceu com você e agora está na dúvida como transporta uma aspidistra do jardim para um vaso, basta seguir os passos abaixo e ter a certeza que terá uma planta bem instalada e sem risco de murchar ou morrer.
* Comece lavando bem os rizomas, as raízes e as folhas da planta. Coloque-a em água corrente, pode ser embaixo de uma torneira, mas certifique-se de que a água da sua torneira não tenha muito cloro. A ação de lavar a planta por inteiro é indicada para tirar qualquer vestígio de fungos ou qualquer doença comum em ambientes externos e que possam contaminar o ar da sua casa;

* Depois de lavar bem a planta, retire todas as partes velhas e secas que a contém. o indicado é usar uma tesoura de jardinagem ou até mesmo uma tesoura comum, contanto que esteja limpa. Evite puxar essas partes, pois você não abrirá espaço para novas folhagens;

* Agora que as folhas foram lavadas é hora de preparar o vaso. Em casas de jardinagem o substrato poderá ser encontrado com facilidade;

* No fundo do vaso, coloque algumas poucas pedras, daquelas brancas e decorativas para fixar a terra. Acrescente uma camada de terra úmida o suficiente para cobrir as pedras do fundo do vaso;

* Agora é hora de replantar a aspidistra. Como ela não irá sustentar-se sozinha, o ideal é que sejam colocadas estacas. Isso pode ser feito com um pequeno pedaço de bambu. Coloque um anel ou amarre levemente para deixar a planta bem firme. Certifique-se também que está no meio do vaso;

* Complete com terra até cobrir toda a raiz e deixar a planta bem firme. A partir daí, pode seguir a forma de cultivo habitual.

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A tulipeira é uma árvore típica da África, pertencente à família das Bignoniaceae. Pode chegar até 24 m de altura se for cultivada de maneira correta, sendo que existem exemplares que chegarem até os 30 m.

Dependendo da região aonde ela vai ser cultivada, pode apresentar outros nomes populares como árvore-de-tulipas, espatódea, árvore-de-bisnagas, bisnagueira e tulipeira-africana.

É uma árvore ornamental, um ciclo de vida perene e lindas flores. Diferente da maioria das árvores grandes, essa crescerá muito rápido e por isso alcança a sua altura máxima tão rápido. O tronco é bem grosso, podendo ter até 50 cm de diâmetro, todo em uma madeira bem clara e mole. As folhas da tulipeira são grandes e com muitos folíolos.

As flores apresentam-se nas cores vermelho-alaranjado e amarelo e algumas ainda surgem inflorescências, mas depende muito da variedade da planta. A primeira floração da tulipeira vai demorar ainda 3 a 4 anos para acontecer, mas em compensação ela será bem numerosa o que garante que a duração seja maior também. Já os frutos são bem parecidos com vagens e possuem muitas sementes.

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É uma planta extremamente rústica e como ela cresce muito rápido, é indicado que seja cultivada apenas em locais mais aberto e com solo próprio para sustento de uma árvore de porte médio e que cresça rapidamente.

Podem ser cultivadas, jardins públicos, etc. Deve ser evitado o plantio em calçadas ou em terrenos superficiais, principalmente se tiver fiação ou encanamento por perto, pois as raízes dessa árvore com certeza vai destruir tudo.

Cultivo da Tulipeira
Cuidados devem ser tomados apenas com os locais abertos, pois essa planta atrai muita abelha e dependendo do ambiente onde ela é cultivada, pode gerar pequenos acidentes com esses insetos. Locais de muita transição de crianças e animais também deve ser evitado, porque ela possui alcaloides tóxicos.

A tulipeira deve ser cultivada em solo fértil, bem drenado e muito rico em matéria orgânica. A árvore pode ficar sob o sol pleno tranquilamente que ela se desenvolve bem. Como ela é uma árvore típica de clima tropical, ela não se dará bem se a região for muito fria. Os climas mais indicados para o cultivo da árvore são Equatoriais, Subtropicais e Tropicais.

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Multiplicação
Multiplica-se por sementes e estacas que germinam com facilidade. Usar terra comum de canteiro em caixotes ou direto em sacos de cultivo. Devido à sua grande capacidade reprodutiva, a tulipeira pode tornar-se invasiva em determinadas situações.

Materiais descartáveis, como caixas de leite longa vida também são excelentes para sementeiras de árvores, corte dois cantos no fundo da caixa para a saída das águas de regas

Para fazer mudas de espatódea pode ser usada a técnica de estacas de ramos, feita com enraizadores, após o inverno ou na estação das chuvas.

Retirar estacas de ponteiro, limpar as folhas de base e plantar em recipientes com substrato feito de casca de arroz carbonizada, areia ou vermiculita, mantendo a umidade e em cultivo protegido.

Após algum tempo notará que as gemas estão começando a se desenvolver, sinal que já houve a emissão de raízes.

Transplantar então para recipientes com substrato semelhante ao que recomendo para plantio, regando bem e mantendo ainda sob cultivo protegido.

Passo a passo bem rápido para possam fazer isso sem receio.
Passo 1: Cave um buraco na medida de uma mão fechada para colocar o seu torrão ou então as sementes.

Passo 2: Antes de recolocar a terra, faça uma mistura com adubo de animal de curral. 1 quilo desse adubo com composto orgânico é mais que necessário para planta uma árvore de tulipeira.

Passo 3: Ainda nessa mesma mistura, você deve acrescentar 200 gramas de adubo granulado do tipo NPK com a formulação de 10 para 10 para 10 e acrescentar ainda 100 gramas de farinhas de ossos.

Passo 4: Misture tudo muito bem e coloque parte no fundo da cova (antes de botar o torrão) e parte por cima do torrão, sempre fixando bem a terra para ela não ficar tão fofa e dificultar a germinação da sua árvore.

Passo 5: Regue bem.

Pronto, agora é só acompanhar o crescimento da sua tulipeira. Se você for plantar a sua árvore em uma época onde o clima está mais quente, antes de você colocar o torrão na cova, jogue um balde de água no fundo do buraco para que o substrato agregue bem ao torrão quando ele for colocado na terra. Caso não chova nos primeiros dias de plantação, regue a sua  muda de tulipeira.

Spathodea campanulata
Toxicologia
Como foi dito mais acima, a tulipeira apresenta alcaloides tóxicos, o que pode se tornar um grande problema para quem cultiva essa árvore. Por ser uma planta naturalmente bonita, ela vai chamar muito a atenção em qualquer lugar que possa ser cultivada e levando isso em consideração, a popularidade da planta acaba aumento.

Levar a tulipeira para ser cultivada em um ambiente aberto e com muita circulação de pessoas, pode ser arriscado acontecer pequenos acidentes de intoxicação feita através das folhas e flores da planta.

Caso qualquer parte da planta seja ingerida, havendo ou não sintomas de intoxicação, o mais indicado é que o doente seja levado imediatamente a um pronto socorro mais próximo para que seja feito o atendimento preventivo.

O ideal é que também seja levado uma amostra da planta ingerida para que os médicos possam analisar e saber qual medicação é a mais indicada para esse caso e também testar a quantidade da planta que foi ingerida.

Pragas
A umidade excessiva é um grande problema enfrentado pela tulipeira. Isso vai fazer com que apareça nas folhas e no caule, um fungo que deixará a planta com aparência de velha e murcha.

A identificação e bem simples, bastando observar a coloração da planta. Caso apareçam manchas na coloração amarronzada, as regas deverão ser suspensas, pois com certeza essa rega está sendo feita com uma frequência maior do que deveria.

O ideal é retirar as partes apodrecidas para não originar outros fungos no restante da planta sadia e sempre verificar se a adubação da tulipeira está devidamente em ordens.

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Urumbeta é espécie de planta da família das Cactaceae que tem sua origem na América do Norte, com maior incidência no México.

Trata-se de um cacto que pode ser cultivado facilmente em qualquer região e, dependendo da região, ela vai receber diversos outros nomes como cacto-sem-espinhos, palma-doce, palma-miúda, palma-forrageira, palmatória-doce, entre outros.

Essa planta pode chegar até 5 m e altura se cultivada corretamente. Adapta-se muito bem à climas secos, o que a torna caracterizada como uma planta xerófita.

Seu ramo é articulado e achatado, o caule já é cilíndrico. As folhas são bem poucas e com espinhos pequenos ao seu redor.

A formação dos ramos dessa planta é chamada popularmente de “Palma” e é exatamente a palma que se torna responsável pela fotossíntese da planta. As flores da urumbeta são um pouco alaranjadas, rosas ou vermelhas e possuem um estame na cor rosa bem longo, o que dar uma aparência bem exótica a essas flores.

Elas aparecem durante todo o ano, já que a urumbeta possui ciclo de vida perene, mas entre setembro e março o florescimento é maior.

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Cultivo da urumbeta
O cultivo da urumbeta é muito simples porque como ela é uma planta rústica, não vai exigir tantos cuidados. Ela pode ser cultivada sozinha ou em grupos e também quando tutorada pode ser usada como cerca viva, pois devido os seus espinhos torna-se bastante defensiva. Pode ser plantada diretamente ao solo ou em vasos.

O cultivo deve ser feito sob o sol pleno ou a meia sombra. O solo deve estar devidamente fertilizado e ser bem drenável e preferencialmente ser arenoso.

Se quem for cultivar essa planta em uma região onde o clima é mais seco, será tranquilo, inclusive essa resiste bem à períodos de estiagem, assim como à solos de baixa fertilidade. Claro que se for cultivado em um solo mais rico e mais irrigável, ela vai florescer mais e melhor e os intervalos entre uma brotação e outra será menor também. A urumbeta multiplica-se por sementes e também por estaquia dos artículos.

Pragas
A cochonilha é uma praga bem comum na urumbeta. Apesar de muitas vezes a implantação desse inseto na planta ser intencional, já que ele é responsável pela produção do carmim, se não existir um controle desse bichinho, ele pode acabar matando a sua planta.

Essa praga é um parasita muito pequeno e são sempre brancos, que se alimentam da seiva das plantas até que retirem todo esse alimento e a planta seque. Para identificar a cochonilha na planta, bolinhas brancas serão encontradas grudadas nos caules, parecendo algodão, principalmente próximo às folhas.

Como elas transformam a seiva da planta em um gel parecido com mel, pode atrair outros insetos e formigas, o que aumenta mais ainda o ataque da planta doente. A falta da seiva na planta faz com que ela fique também propícia à outros fungos.

A interrupção desse bichinho na sua planta, só é feito através de predadores, no caso a joaninha  e alguns tipos de vespas.

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Mas além da cochonilha, outros problemas de doenças de plantas vão afetar a urumbeta. A umidade excessiva, por exemplo, vai fazer com que a urumbeta crie um fungo responsável pelo apodrecimento de diversas partes da planta.

Esse fungo pode ser identificado rapidamente, quando começarem a aparecer manchas marrons na extensão da sua planta e a mesma começar a murchar apenas em algumas partes.

Para solucionar esse problema as regas poderão ser suspensas, pois com certeza está fazendo com uma frequência maior do que a devida. Lembrando sempre que como a urumbeta é um cacto e cactos são típicos de regiões mais secas, naturalmente essa planta não vai exigir tanta umidade em seu corpo ou no solo onde está plantada.

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A Echinocactus grusonii, chamado popularmente de Cadeira-de-sogra tem origem na América do Norte e sua maior incidência é do México. Categorizada como uma planta suculenta e também um cacto, a cadeira-de-sogra é uma planta de ciclo de vida perene e se você apresentar as condições ideais de cultivo, mínimas para a espécie, será bem fácil de ter no jardim.

Apesar de ser de origem norte americana, a cadeira-de-sogra pode ser cultivada em qualquer região e devido a isso, vai também receber outros nomes populares como cacto-bola, poltrona-de-sogra, entre outros.

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Assim como qualquer planta, a cadeira-de-sogra vai com certeza se adaptar em alguns tipos especiais de clima, como as regiões que apresentam os climas Equatorial, Semiárido, Subtropical e Tropical. Dessa forma ela pode chegar até 1 m de altura, seu tamanho máximo.

A cadeira-de-sogra tornou-se um dos cactos mais populares em jardins apesar de estar, segundo pesquisadores e estudiosos da área, ameaçado na natureza.  A aparência da planta é bem nodosa e tem o seu crescimento aparentemente como um grande globo.

Quando está na sua fase adulta, ela chega a ter 35 costelas, que são divisórias, camadas, da planta. Na fase mais jovem, consequentemente essa quantidade será menor. Os espinhos são longos e apresentam-se na forma reta ou curvada, dependendo muito do tipo da planta.

As cores sempre amarelas e em casos mais raros, eles aparecem na cor branca. As flores da cadeira de sogra são amarelas também e brotam sempre no verão, ao redor da coroa que forma a planta.

Um detalhe muito importante é que elas só aparecem quando a planta atinge 20 anos de vida e depois da primeira floração, as flores voltam a aparecer sempre na mesma época. Como é um cacto, você não encontrará folhas nessa espécie e a fotossíntese então, vai ser feita pelo tronco.

Para aquelas pessoas que gostam de colecionar espécies diferentes e exóticas de plantas, essa é uma espécie perfeita, não somente pela sua forma como também pela sua durabilidade e adaptabilidade em qualquer ambiente.

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Como cultivar a cadeira-de-sogra
Muita gente pode ter a cadeira de sogra em jardins do estilo mexicano, jardins de pedra ou qualquer um nessa linha, pois a planta se encaixa perfeitamente nesses casos. Aquelas pessoas que gostam de colecionar diferentes tipos de plantas, preferem manter a cadeira-de-sogra em vasos bem largos e bem rasos, o que é uma ótima opção também, principalmente quando decoradas com pedrinhas.

O cultivo deve ser feito em solo bem permeável e as regas regulares e periódicas. A planta gosta de sol, assim como todo cacto, portanto o canteiro deve ficar a sol pleno e caso opte por cultivar em um espaço interno ou que não tenha acesso com muito sol, pode deixar a meia sombra, mas que receba luz solar por pelo menos 4 horas por dia.

Típica de regiões onde o clima é mais quente, a cadeira-de-sogra não vai resistir a cultivos feitos em regiões com o clima frio ou geadas. A multiplicação da planta é feita por sementes que devem ser implantadas em solo devidamente tratado.

Como foi dito mais acima, a cadeira-de-sogra é um típico cacto e, portanto vai ser uma planta mais resistente tanto ao calor e exposição ao sol como também ao espaçamento das regas. Mas mesmo sendo tipicamente uma planta com mais força para alguns fatores, ainda assim é preciso tomar algumas precauções, pois pequenos problemas podem danificar a sua planta para sempre, quando não a matam.

A cadeira-de-sogra, assim como diversos cactos podem ser comprados em lojas de jardinagem e supermercados. Quando essas plantas são adquiridas, elas na maioria das vezes têm menos de três anos, então os cuidados devem ser diretos, como o tratamento da terra de cultivo e as regas.

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Nessa primeira fase, os cactos não apresentam tanta resistência ao sol, então o ideal é deixá-los em um lugar com sombra até que ele se desenvolva mais. As regas vão mudar de acordo com o período do ano.

Por exemplo, no verão com certeza deve ser regado mais do que no inverno. Quando então for mês mais quente do ano, o ideal é que seja regado com intervalos de 5 ou no máximo 6 dias, isso também se a planta tiver mais de três anos, menos que isso a cada 4 dias é o suficiente.

Já nos meses mais frios, esse espaçamento pode aumentar para 12 dias quando o cacto tiver mais de três anos e 8 dias quando forem os mais jovens. Um fator importante que deve ficar atento quando for regar a sua planta, é que o ideal é deixá-la úmida, jamais encharcada.

Evite que poças se formem ao redor do seu cultivo. Quando for regar, despeje a água de forma devagar, de preferência dando espaçamentos para que a terra absorva toda a água antes de despejar mais.

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Jasminum mesnyi

Pertencente à família Oleaceae, o jasmim-amarelo, é uma das flores de origem do Velho Mundo. Sendo categorizado como arbustos, cercas vivas e flores trepadeiras, o jasmim-amarelo também recebe outros nomes populares que vão variar de acordo com o local onde é cultivado, como por exemplo, o jasmim-primulino.

Dependendo das condições de cultivo, essa planta pode chegar até 3 m de altura. As flores do jasmim-amarelo são bem tubulares com pétalas bem características da espécie e sempre exalando um aroma muito agradável. Apesar de receber o nome de jasmim-amarelo, a maioria das flores dessa espécie é branca, mas existem algumas variações brancas e rosas.

Seu ciclo de vida é perene, isso significa que o ciclo de brotação da planta é mais longo e podem chegar até 2 anos, então tendo um canteiro dessa flor no jardim, significa que durante todo o ano novas flores e folhas nascendo durante todo ano.

O aroma do jasmim-amarelo ganha um destaque muito grande em qualquer plantação. Os ramos da planta são bem ramificados e pendentes, apresentando-se sempre na cor verde e em formato quadrangular. As folhas sempre crescem em forma variegadas com três folíolos de estrutura bem macia e sempre na cor verde escuro e com um brilho bem destacado.

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Cultivo
A forma de como será o cultivo do jasmim-amarelo influencia diretamente no aroma e na beleza da flor, então é muito importante que sempre seja oferecido boa terra, regas de acordo com a necessidade da planta e claro, uma fertilização suficiente para que ela cresça bem e saudável.

O clima preferencial para cultivar o jasmim-amarelo é aquele típico da sua região de origem, podendo ser continental, oceânico, mediterrâneo, subtropical e tropical. Caso não more em uma região onde esses climas não são predominantes, não implica que não possa ter seu canteiro de jasmim-amarelo, mas que terá que tomar alguns cuidados para que ele não morra.

A planta deve ser mantida sempre à meia sombra ou ao sol pleno para que tenha um bom desenvolvimento. Essa flor cresce muito rápido e é também muito versátil, por esse motivo que tantas pessoas a utilizam como cerca viva.

O jasmim-amarelo quando conduzido pode se tornar uma linda trepadeira e fica maravilhoso para ornamentar pilares e muros. O solo ideal para manter a planta deve ser fértil, bem drenável o que significa que ele deve absorver bem a água das regas porque o jasmim-amarelo não suporta solos muito encharcados.

Esse solo deve ser enriquecido com matéria orgânica e manter as regas em períodos regulares. Com esses poucos cuidados no canteiro já irá se desenvolver muito bem. Evite cultivar a flor em locais onde existe grande incidência de geadas fortes porque a planta pode morrer, caso ocorra que ela murche ou morra, mantenha os cuidados e espere até a próxima primavera que ela provavelmente florescerá novamente.

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Quando for plantar o jasmim-amarelo, atente-se para deixar o solo com um teor de argila para fixar bem o torrão e também é mais indicado que seja aberto um buraco maior do que a muda que será plantada.

Uma boa dica é misturar em um balde ou em uma lona, um pouco de adubo animal de curral do tipo bem curtido. Se dor colocado uma quantidade entre 200 e 300 gramas, consegue plantar bem.

O adubo animal pode também ser substituído por cama de galinheiro, mas nesse caso coloque apenas metade da quantidade indicada mais acima. Misture tudo com o composto orgânico e aplique na sua terra.

Ao colocar o torrão do jasmim-amarelo no buraco que foi cavado, basta preencher toda a lateral com a mistura que foi indicada mais acima e dar leves batidinhas na terra para que o canteiro fique com a terra bem compactada e regue bem para ajudar a muda florescer.

Sempre no inverno ou em estações onde as chuvas são mais intensas e constantes, é indicado que seja suspensa as regas e coloque adubo animal misturado com composto orgânico ao redor da sua muda para que o jasmim-amarelo consiga florescer bem, caso contrário, as florações serão bem reduzidas.

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A planta conhecida popularmente como Bailarina é originária da Tailândia e também é conhecida como Globa-roxa.

Trata-se de uma planta herbácea possuidora de folhagens decorativas e que pode chegar a atingir até 1,20 m de altura.

É uma planta rizomatosa que lhe permite a formação de maciços, fazendo com que o efeito seja um dos pontos que mais atraem os cultivadores.

As folhas da Bailarina são verdes com um longo pecíolo e que alternam na haste. As flores são bem pequenas e amarelas, protegidas por brácteas coloridas (rosa ou púrpura) e estão sempre reunidas numa inflorescência grande e pêndula. O florescimento da planta acontece no meio do verão e pode ser cultivada com sucesso em regiões que tenham um clima ameno ou quente.

Como cultivar
Para que a planta Bailarina cresça saudável é importante que seja cultivada num local protegido do sol durante o período da tarde. Pode ser cultivada em vasos ou canteiros com sucesso. O substrato deve ser rico em nutrientes, humoso e solto. As mudas da Bailarina costuma ser vendidas em vasos de cultivo.

O clima que prefere é o tropical, subtropical, equatorial ou oceânico. Prefere a luminosidade com luz difusa ou então a meia sombra, o seu ciclo de vida é perene.

Plantando em canteiros
Se o desejo for cultivar a Bailarina em canteiros deve atentar para fazer um buraco que seja maior do que o torrão da muda. Num balde faça a mistura do húmus de minhoca e do composto orgânico em partes iguais.

Depois disso adicione a farinha de ossos (mais ou menos 100 gramas) para cada muda. Misture tudo bem e coloque na parte mais funda do buraco, lembre-se de passar também nas laterais.

O passo seguinte é fazer a acomodação da muda no buraco, preencha com o que sobrou da mistura. Regue bem para garantir que a Bailarina cresça saudável. Uma dica é não enterrar muito o rizoma, pois ele tem um desenvolvimento melhor numa profundidade menor.

Essa planta gosta de um solo umedecido então durante os períodos de verão e de seca é importante regar com mais frequência. Quem mora em regiões mais frias como o Sul e o Sudeste do Brasil deve cultivar a Bailarina em vasos para que possa proteger a planta durante o inverno.

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Plantando em vasos
Quem preferir cultivar a Bailarina em vasos deve escolher um recipiente que seja grande e cuja boca seja larga, pois os rizomas precisam de espaço para se desenvolver melhor.

Comece preparando a parede do vaso usando tinta asfáltica, aquela que é utilizada para impermeabilizar o concreto. Como quando se utiliza o pincel com essa tinta o mesmo acaba sendo perdido recomendamos que você prepare mais de um vaso de uma vez. Assim o descarte do pincel terá valido a pena.

Para ter um bom resultado passe duas demãos e espere que seque por pelo menos uns 10 dias. Esse período é suficiente para evitar que os solventes do produto interfiram no substrato da sua muda.

Como essa planta precisa de um solo úmido é importantes fazer a proteção do furo de drenagem do vaso. Para isso você pode usar cascalho, brita ou mesmo um pedaço de manta acrílica. A manta geotêxtil também pode ser utilizada como proteção. Em cima coloque um pouco de areia úmida para garantir que a drenagem das águas da chuva ou das regas seja feita.

Também será necessário colocar uma parte da mistura que indicamos para o canteiro, acima. Depois disso você deverá acomodar o torrão, preencha o espaço com mais substrato. A dica é apertar de leve ao redor da muda para que ela fique fixa. Não se deve enterrar demais, pois quando se coloca o torrão o novo substrato deve ficar com a mesma altura da terra.

Logo após o plantio você deverá regar a sua muda. Nos dias quentes e secos é importante manter as regas frequentes.

Adubação
A adubação da planta deve ser feita com uma mistura de composto orgânico com adubo granulado NPK na formulação 10-10-10. A quantidade ideal é cerca de 100 gramas para cada muda ou então 300 g/m2 incorporando ao substrato usado para o cultivo.

A dica para os vasos é usar uma colher de sopa que já vem junto com o adubo. Coloque uma medida dessa colher e misture ao substrato do vaso. Se a touceira que você formou não permite o manuseio do substrato a dica é dissolver a medida num litro de água.

Aplique em torno da muda, mas tenha cuidado para que não umedeça os talos e nem as folhas. O mais indicado é que a adubação seja feita 2 vezes ao ano, as melhores épocas são depois da floração no outono ou então antes dela, a primavera é o momento ideal.

É necessário que você coloque os nutrientes no solo umedecido. Regue bem depois disso para que os nutrientes penetrem no solo usado para o cultivo.

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Multiplicação
Para não prejudicar a planta a dica é aguardar que a touceira esteja cheia. Retire então as mudas, sempre cuidando para não prejudicar o visual da planta. Junto com as folhas você deve levar um pedaço do rizoma.

A propagação através de mudas pode ser feita no período logo após o inverno, pois a planta já terá começado o seu crescimento, porém, ainda não terá florido. Plante as mudas em recipientes ou então em canteiros usando um substrato semelhante a aquele indicado para o cultivo.

Uso no paisagismo
Em geral a Bailarina não é uma planta muito comum de ser vista nos jardins, mas que pode ser muito bem aproveitada em projetos de paisagismo. Com ela é possível formar lindas touceiras além de poder ser cultivada em canteiros extensos ou mesmo em vasos para decoração.

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A íris (também conhecida como flor-de-lis) é perfeita para jardineiros iniciantes e também para os mais experientes, que tem mão boa para plantas. Por ser uma flor resistente, não é difícil de cultivar em diversos climas, sendo bem tolerante à seca e necessitando de pouca manutenção.

Quando floresce, a íris é linda e tem cores que variam de roxo até branco e amarelo. Esta planta perene é uma das mais fáceis de se cultivar, por isso, comece a plantar ainda hoje para ter uma flor duradoura.

Primeiro deve-se escolher uma das espécies de Íris. Embora quase todas as íris sejam bem resistentes e de fácil manutenção, algumas são mais adequadas para determinadas condições climáticas.

Dependendo do clima e condições do local que está pensando em plantar a íris, pode haver uma variedade mais correta. Íris sibirica ou Flor-de-lis-da-sibéria: apesar do nome, a planta é nativa da Europa Central e Oriental e da Turquia. É uma das íris mais adaptáveis, muito fácil cultivar. Se dá bem principalmente em climas temperados.

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A maioria das íris cresce bem se plantada no final do verão (no máximo até o início do outono). Assim, a planta tem chance de estabelecer suas raízes enquanto ainda há luz solar suficiente para crescer, para poder sobreviver ao inverno. Para grande parte das variedades de íris, janeiro e fevereiro são os melhores meses para o plantio.

Saiba, porém, que em regiões com verão longo e inverno ameno, é possível atrasar o plantio de íris para março ou abril, quando ainda haverá muito sol para a planta desenvolver suas raízes antes do inverno.

A maioria das íris prospera com bastante sol. Não é preciso deixar a planta direito no sol (embora se adapte bem a esta condição), mas elas geralmente conseguem tolerar o sol por mais tempo do que flores de tamanhos similares. Tente plantá-la em um canteiro que receba a sombra de uma árvore no final do dia, ou ao lado de sua casa, onde bata sol na parte da tarde.

A planta prefere solos neutros a ligeiramente ácidos, com um pH entre 6,8 a 7,0. Além disso, a íris precisa de um solo aerado e bem drenado. Isto é importante para a prevenção do apodrecimento das raízes, o que acontece se for regada em excesso.

No caso de solos compactos, ricos em argila e com uma drenagem ruim, procure colocar húmus ou matéria orgânica para melhorar a sua permeabilidade. Plante a flor num declive ou em um canteiro elevado para ajudar a drenagem – assim, a água escorre naturalmente.

Um erro comum que os marinheiros de primeira viagem cometem é plantar o rizoma muito profundamente. Diferente da maioria das plantas, a íris se dá bem quando seu rizoma – a estrutura marrom parecida com a raiz, semelhante a uma batata – fica ligeiramente exposta. A raiz da planta deve ser colocada de modo que se espalhe sob o rizoma.
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Saiba que, em climas muito quentes, cobrir os rizomas com uma fina camada de terra (não mais do que 2,5 cm) pode impedir que fiquem secos.

Mais do que as outras flores, as íris têm a tendência de crescerem agrupadas, se plantadas perto umas das outras. Quando isso acontece, as plantas podem competir pelo solo, água e nutrientes, o que dificulta o crescimento de todas elas. Evite isto plantando os rizomas com uma distância de pelo menos de 30 a 60 cm.

Mesmo com essa medida preventiva, depois de alguns anos, a íris poderá se agrupar de qualquer maneira. Caso isto ocorra, não se preocupe – você pode corrigir o problema facilmente desenterrando alguns rizomas e replantando-os mais longe, para esparsar as flores.

Dependendo do local onde mora e da época do ano, plantar ao ar livre pode não ser adequado para o cultivo de plantas novas. Ao invés de plantá-las no jardim onde possam perecer, cultive-as em um vaso. Isso permitirá que você controle cuidadosamente o tempo de exposição das plantas à temperatura exterior, até que o clima melhore e possa transferi-las para o jardim. Se as condições não forem boas, por exemplo, estiver muito frio e até geando, você pode deixá-la dentro de casa.

Para muitas variedades de íris, um vaso de 30 cm vai funcionar bem. As íris excessivamente pequenas podem se desenvolver bem em vasos de 15 cm a 20 cm. Independente do tamanho do vaso que usar, verifique se há uma boa drenagem – ao menos um buraco grande debaixo do vaso (ou vários menores) para a água escorrer.

Depois de plantar a Íris regue bastante o local. Se o clima estiver seco, regue a cada 7 ou 10 dias ou sempre que necessário de manhã ou à noite. Supondo que tenha plantado a flor no final do verão ou começo do outono, é preciso parar de regá-las assim que esfriar e começar a chover.

Um erro comum que se deve evitar é regar a planta em excesso. Se o rizoma ou a raiz ficarem em contato com a umidade e não houver drenagem correta, pode haver apodrecimento radicular. Essa condição fúngica pode ser potencialmente fatal para a flor e se espalhar com facilidade para as plantas vizinhas, portanto, a prevenção é fundamental.

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Com o tempo, sua planta vai exigir cada vez menos regas. Assim que esfriar um pouco mais no outono, você pode parar de regar até o próximo verão. Em geral, a íris vai precisar cada vez menos água nos verões subsequentes; isso é possível em locais de verões amenos.

Há uma exceção para as regiões com verões secos e muito quentes. Neste caso, algumas regas podem ser necessárias em todos os verões para evitar que a íris seque. Embora elas sejam bastante duráveis, não conseguem sobreviver em condições extremas sem alguma ajuda.

Conforme a planta for crescendo, será preciso verificar periodicamente se o rizoma não está coberto de terra, de matéria orgânica ou de outros detritos. Caso esteja, escove-o suavemente, sem movimentar a planta, nem prejudicar suas raízes. Além disso, veja se o solo continua bem aerado e drenado; se isto não estiver de acordo, adicione húmus ou matéria orgânica conforme for necessário.

Ao contrário das plantas de jardim que necessitam de muita manutenção, as folhas de íris não exigem poda ou corte para crescerem bem. Na verdade, não mexer nas folhas até mesmo depois do período de crescimento permite que a íris ganhe mais nutrientes pela fotossíntese, o que ajuda no crescimento do próximo ano.

Em geral, a única coisa que precisa fazer é remover as folhas marrons e mortas, já que elas não trazem nenhum benefício à planta. Saiba que, antes do inverno, você também pode querer cortar o caule da flor em sua base. Se a flor morrer durante o inverno e cair, pode causar podridão no rizoma devido a sua decomposição.

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Como a raiz da planta se estabelece no final do verão e começo do outono, pense em como a protegerá no tempo mais frio, principalmente se morar numa região com invernos rigorosos. A geada talvez proteja o solo de trincos que podem ocorrer no clima mais frio, desalojando os rizomas.

Se não houver geadas na sua região, é possível espalhar húmus solto (como galhos e ramos) pelo chão, para proteção do solo. Não coloque uma camada grossa de húmus, pois pode “aprisionar” a umidade no solo e causar o apodrecimento da raiz.

Elimine todas as íris expostas à geada – se forem deixadas lá, vão apodrecer e podem se tornar um lar para os ovos da broca.

Com o clima esquentando, você pode remover o húmus que usou no inverno. À medida que novas plantas comecem a brotar, fique de olho nas ervas daninhas próximas e retire-as o mais rápido possível.

Além disso, terá que ser cauteloso com invasores, principalmente as lesmas. Há inúmeras iscas para lesmas em lojas do ramo ou até mesmo soluções caseiras improvisadas. Uma maneira muito fácil é usar uma armadilha de cerveja: encha uma jarra de boca larga com cerveja até a metade e enterre-a até a sua borda. As lesmas, atraídas pela cerveja, vão cair e se afogar.

A íris pode se beneficiar da aplicação ocasional de fertilizantes leves no primeiro período de crescimento. Não use um fertilizante com alta concentração de nitrogênio, pois ele pode causar um crescimento excessivo da planta (e apodrecimento). Regue após a distribuição do adubo, para evitar a queimadura causada por fertilizantes.

Veja abaixo uma seleção de fertilizantes indicados para uso nas íris:
Fertilizante de uso geral 5-10-10;
Fertilizante de uso geral 5-10-5;
Farinha de ossos;
Superfosfato.

Com o amadurecimento da íris, o tempo gasto com a sua manutenção deve diminuir drasticamente. Ainda assim, mesmo que a planta tenha se estabelecido há anos, é bom fazer um check-up a cada duas ou três semanas, apenas para garantir que não haja problemas.

Se a planta estiver recebendo bastante sol durante o crescimento, chuvas ocasionais e nutrientes do solo, deve estar tudo bem. A íris é perene, portanto irá gradualmente se espalhar a partir das raízes, por muitos anos de cultivo.

A cada três ou cinco anos, divida os canteiros lotados de íris e replante-as, para evitar que briguem pela água e pelo solo.

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A Escalônia é uma espécie vegetal pertencente à família Escalloniaceae e originária da América do Sul – Argentina e Chile.

Trata-se de um pequeno arbusto perene de folhagem persistente, brilhante e aromática. Na maior parte dos casos de folha perene, encontrada com frequência em jardins municipais e é normalmente utilizado em sebes ou como pequena árvore.

Na utilização comum é muitas vezes designada por buxo, embora erradamente. De cada tronco principal desenvolvem-se ramos menos lenhosos, com pequenas folhas de um verde escuro brilhante, miúdas, dispostas ao longo dos caules, que se desenvolvem para todos os lados da planta com grande entusiasmo e por vezes numa aparente desordem. Quando deixada crescer sem controle, forma grandes maciços que se cobrem de pequenas flores quase todo o ano.

Quando aparada com frequência e sujeita a um modelo em forma de árvore, pode atingir 6 m de altura. Habitualmente faz-se uma poda sistemática logo após a época da floração.

Escallonia illinita
É muito fácil de manter e aconselhável para quem pretenda constituir rapidamente (2 anos) uma sebe densa, de cor permanentemente verde-escura e salpicada de pequenas flores vermelhas ou brancas na estação própria, em geral o Verão e o Outono. As folhas de algumas espécies quando esmagadas, libertam um ligeiro aroma próprio.

Cultivo
Fácil de cultivar e de reproduzir, a Escalônia requer solo pouco rico mas bem drenado, suportando temperaturas extremas sem dificuldade. Não sofre praticamente ataque de nenhuma praga ou inseto, tornando-se ideal para sebes e contornos de altura média.

Deve ser podada quando destinada a sebe logo após a floração, ou nos locais mais frios, no início da Primavera.

Gosta de sol pleno e pouca sombra, mas é bastante resistente em quase todos os locais onde a temperatura é temperada.

Não deve ser cultivada em terrenos úmidos, o aconselhável é que seja usado uma mistura de terra com areia para ajudar a drenar o solo onde for plantada. Não requer rega sistemática, mas aprecia um pouco de água no tempo mais quente, junto ao tronco principal.

É uma planta forte e resistente à geada e ao sol, é um excelente arbusto para qualquer jardim.

Escallonia  exoniensis

Sua propagação se faz por corte de caules tenros e novos, na Primavera, ou de ramos mais maduros retirados no Outono.

Mergulhe a ponta cortada em hormônio fertilizante, plante em recipiente pequeno com mistura de terra e areia e coloque-o em local protegido até nascerem as primeiras folhas. Pode cortar com as unhas o topo da muda para forçar um desenvolvimento mais vigoroso de brotos laterais em vez do crescimento vertical.

Deve ser transplantada depois para o local definitivo, de preferência na estação menos fria e com ventos, deixando um espaço de cerca de 60 cm entre cada muda.

Corte frequentemente os lados e os ramos que cresçam mais em altura, alinhando e corrigindo, para incentivar a formação de um arbusto encorpado e harmonioso. Atendendo ao seu rápido desenvolvimento, a arquitetura da sebe beneficiará destas podas frequentes.

É uma planta ótima em sebes, pequenas árvores floridas no meio de um jardim gramado ou ainda num canteiro. Suas flores são anuais, coloridas, oblongas ou em forma de disco, em tons de branco, rosa ou vermelho dependendo da sua variedade.

Existem variedades da planta, tais como E. rubra ‘macrantha’ E. illinita, E. montevidensis, E. exoniensis, E. microphylla, E. punctata e E. virgata.

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