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Planta bulbosa, entouceirada e florífera, originária da África do Sul e amplamente utilizada em jardins por suas qualidades ornamentais e baixa manutenção.

Suas folhas tem forma longa e afilada, cor verde-escura, carnosas e com um forte aroma de alho.

As inflorescências surgem o ano todo, mas principalmente nos meses quentes. Elas despontam em pedúnculos altos, bem acima da folhagem, com um pequeno buquê de flores estreladas, tubulares, docemente perfumadas e de cor lilás, rosa ou branca.

Seu crescimento é moderado, o que faz com que seja um tanto dispendioso montar um amplo maciço já com efeito cheio, bem entouceirado. No entanto, com o tempo isso se torna uma qualidade visto que a planta não é agressiva, resultando em baixíssima manutenção. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras. Suas flores são muito duráveis após o corte, e podem ser utilizadas em arranjos florais.

O alho-social é comestível e pode ser usado como tempero da mesma forma que o alho comum. O nome alho-social vem justamente deste uso, pois diz-se que ao ingerir este ao invés do alho comum não se fica com mau hálito.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno, em solo fértil, leve, drenável, pois a planta não resiste a encharcamentos prolongados, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.

Apesar de vegetar em locais semi-sombreados, a planta florescerá menos nestes locais e crescerá com menos vigor. Tolera o frio, mas deve ser protegida de geadas fortes. Resistente à curtos períodos de estiagem.

Deve ser fertilizado mensalmente durante a primavera e o verão para uma intensa floração. Replante a cada 3 ou 4 anos, enriquecendo o substrato.

Sua multiplicação é facilmente feita por sementes ou por divisão das touceiras durante o inverno.

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Narcissus pseudonarcissus

O Narciso é um gênero botânico pertencente à família Amaryllidaceae. São originários do Mediterrâneo e partes da Ásia central e China continental, mas são cultivares ornamentais difundidos em muitas outras partes do mundo, como nos Estados Unidos, no Canadá, e América do Sul, precisamente na Argentina..

São plantas bulbosas e um dos mais utilizados em regiões temperadas, pela beleza de suas flores. São umas das primeiras plantas a começar a brotar no início da primavera, e por isso frequentemente associadas à chegada desta estação. As cores de suas flores geralmente variam entre o amarelo e o branco.

O Narciso é frequentemente encontrada em solo úmido perto de uma lagoa. É auto-suficiente. A flor tem normalmente seis pétalas brancas com um funil central amarelo contendo os estames e o estigma. O caule inclina-se antes da flor, pendendo de forma a que a flor esteja virada para baixo em vez de para cima.

A grande maioria das espécies de narciso precisa de um longo período de frio para sair da dormência, e por isso não são cultivadas em países como o Brasil, a não ser o Narciso Paperwhite, que é uma espécie que foge a esta regra, e irá florescer em qualquer local.

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O plantio e cultivo dos Narcisos
O plantio e o cultivo do Narciso não exigem cuidados especiais, por isso que essa planta se encontra entre as flores ornamentais que mais são cultivadas em todo o planeta. O Narciso é uma planta que consegue passar um ar natural e campestre ao ambiente.

É uma espécie vegetal que aprecia ser cultivada em locais que possuem temperaturas que oscilam dos 16  aos 20 ºC.

Pode ser plantado tanto em canteiros como em vasos e até mesmo jardineiras, de forma que suas características ornamentais sejam exploradas e o ambiente fique mais bonito.

O plantio dos bulbos do Narciso, devem preferencialmente acontecer no período do outono, mas essa espécie vegetal pode ser plantada em qualquer época do ano, bastando seguir os cuidados necessários para o bom desenvolvimento da planta.

O solo para plantio deve ser fértil e com boa capacidade de drenagem. Essa espécie vegetal aprecia que o solo se encontre sempre úmido, no entanto, devem ser tomados cuidados com possíveis encharcamentos que podem levar a planta ao sufocamento de suas raízes e ao apodrecimento dos bulbos.

Os canteiros e vasos para o cultivo e plantio devem ser preparados com a aplicação de adubo bem curtido. Pode ser utilizado substrato, de preferência que seja rico em húmus.

Os bulbos devem ser plantados em covas que tenha em torno de 10 (dez) a 15 (quinze) cm de profundidade.

O Narciso também pode ser cultivada em vasos, e para isso é interessante que sejam usados vasos de boca larga e com pelo menos 25 (vinte e cinco) centímetros de profundidade. Os vasos devem ter areia úmida e pedriscos para evitar os encharcamentos quando for feita a irrigação.

A irrigação deve ser evitada ao máximo, podendo ser feita uma vez por semana ou quando o substrato se encontrar seco, pois o Narciso é uma planta que não suporta a ausência de água, por isso o substrato não pode ficar seco. A medida que o substrato vá ficando seco, a irrigação deve ser feita.

O Narciso é uma espécie vegetal que pode ser cultivada junto a outras espécies, de preferência bulbosas, que irá causar um visual diferente e bonito.

O local de plantio deve ser mantido sem ervas daninhas e outras plantas invasoras que possam vir a competir pelos nutrientes com a planta, pois essa condição acaba atrapalhando o desenvolvimento da planta e de suas flores.

Caso os seus Narcisos nas condições adequadas, eles ficarão muito bonitos e irão chamar a atenção das pessoas devido a sua beleza e exuberância.

Propagação do Narciso
O Narciso é uma espécie vegetal que se multiplica através separação dos pequenos bulbos que se formam junto ao bulbo principal da planta.

Depois que os pequenos bulbos são tirados da planta principal, eles são plantados em locais apropriados para o cultivo e assim gerar novas plantas.

O Narciso também possui a capacidade de se multiplicar através da dispersão natural de suas sementes, que caem no solo e encontram condições favoráveis para o desenvolvimento da planta.

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jacinto-uva

Planta bulbosa, originária da região do mediterrâneo. Suas folhas são longas, lineares ou achatadas, carnosas e suculentas.

Suas inflorescências são cônicas, formadas por numerosas flores de coloração azul arroxeada, com perfume parecido com almíscar.

A planta tem o nome popular de jacinto-uva porque suas belas inflorescências guardam incrível semelhança com cachos de uvas. A floração ocorre na primavera.

De porte baixo, cerca de 15 a 25 cm de altura, é bastante rústico e fácil de cultivar. No paisagismo, pode ser usado para a formação de maciços e bordaduras, e são muito apreciados sob a sombra de árvores e arbustos.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente no período vegetativo.

Assim como muitas outras plantas bulbosas, a planta necessita de um período de frio para que possa florescer na primavera. No verão, após suas folhas amarelarem completamente, os bulbos podem ser removidos do solo, limpos e guardados em local seco, fresco e arejado.

Gosta do clima mediterrâneo, temperado, subtropical e tropical de altitude. Para florações intensas, indica-se o replantio e adubações bienais.

Sua multiplicação é bem fácil, basta separar os bulbos que se formam ao redor da planta mãe e por sementes.

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Originária da África, Etiópia a Flor-pavão é uma planta herbácea, bulbosa, parente da Palma-de-santa-rita. É também conhecida como Palma-de-santa-rita.

Suas flores são delicadas e pendentes, de cor branca com uma mancha marrom arroxeada no centro, que ocasionalmente pode se apresentar alaranjada. Exalam um delicioso perfume, principalmente à tarde.

Os bulbos são do tipo cormo, e as folhas são longas, lineares de cor verde e textura opaca. É possível fazê-las florescer em diversas épocas do ano, apenas mantendo seus bulbos refrigerados até a época desejada. Se deixá-los crescer naturalmente tendem a florescer na primavera, verão e no outono.

Podem ser plantados em jardins, sendo aproveitados na formação de maciços e bordaduras. Podem ser plantados todos juntos ou em sucessão para uma floração mais longa. Também são excelentes em vasos e jardineiras. São plantas rústicas e de fácil cultivo.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.

Não gosta de solos argilosos ou encharcados, pois seus bulbos apodrecem rapidamente nestas condições. Plante os cormos entre 7 a 10 cm de profundidade, com espaçamento de 20 cm entre eles.

Sua multiplicação é feita por separação dos pequenos cormos que se formam junto ao cormo mãe.

Quando as plantas começarem a ficar amarelas, recolha os bulbos, corte fora as folhas, lave-os e deixe-os secar à sombra, em local seco e arejado. Guarde-os em local seco e fresco, podendo ser refrigerados.

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Planta bulbosa de flores brancas e perfumadas. Suas folhas são longas, estreitas e de cor verde, formando moitas semelhantes a capim. O florescimento ocorre no final do Verão e Outono, com numerosas flores que são cerosas, pequenas, de cor branca ou levemente rosada e liberam um delicioso e intenso perfume à noite.

Elas se abrem gradativamente da base da inflorescência ao topo. Também podem ser simples ou dobradas, de acordo com a variedade.

A angélica é um mimo no jardim. Ela é apropriada para compor pequenos maciços, bordaduras e plantios intercalados com outras plantas, além de fornecer uma ótima opção de flor-de-corte.

Com seu perfume envolvente e beleza, é indicada para adornar caminhos e áreas de convivência, como varandas, pátios ou simplesmente próximo a portas e janelas. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Convém arrancar os bulbos após a folhagem secar, para que repousem durante o Inverno em ambiente fresco e seco.

Os bulbos devem ser plantados no local definitivo, no início da primavera, em canteiros ou vasos bem preparados e fertilizados. Multiplica-se por separação dos bulbos.

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Muita gente acha que as plantas bulbosas são difíceis de cultivar. Engano, elas são indicadas para jardineiros que estão iniciando, por rústicas e fáceis de lidar. Dependendo da região, o jardineiro iniciante pode começar com canas, moréias, caládios, copos-de-leite, alpínias, lírios-do-brejo, gladíolos e dálias.

Mas antes, é imprescindível que se pesquise quais os bulbos mais adaptados à sua região, para não correr o risco de se frustrar com os bulbos. No norte e nordeste do país, por exemplo, comece com rizomas tropicais de gengibres, alpínias, canas e bastão do imperador e vá aos poucos experimentando os outros. Assim a chance de sucesso é maior.

E as tulipas e os jacintos, tão bonitos e elegantes, porque é que não conseguimos mais do que uma ou duas floradas? Muitos de nós já sabemos que o cultivo de tulipas não é possível no nosso clima tropical, mas porquê? Isso acontece por que estes bulbos em especial necessitam de um período de frio chamado vernalização. A vernalização provoca mudanças químicas dentro do bulbo que permitem que ele se desenvolva com plenitude. Alguns bulbos precisam de condições específicas para que a vernalização ocorra bem.

Não basta só ter frio, é preciso que seja a uma temperatura específica, constante e com umidade na medida certa e pelo tempo correto, o que é não é tão simplesmente alcançado colocando-se os bulbos na geladeira como alguns poderiam sugerir.

Um dos erros mais freqüentes no cultivo das plantas bulbosas diz respeito à profundidade com que elas são plantadas. Talvez pela ânsia de ver a planta brotar logo, ou por indicação de outra pessoa, geralmente os bulbos são plantados muito superficialmente. Quando estão novos, recém comprados e cheios de reservas não há problema, vemos flores e folhas bonitas, mas você pode crer que a próxima floração ficou comprometida, pois o bulbo não encontrou as melhores condições para o seu desenvolvimento.

Portanto, o ideal é plantá-los na profundidade indicada para a espécie em questão.
Os bulbos gostam de ficar onde o solo é mais fresquinho e úmido. Na dúvida, uma regrinha simples pode resolver:
– Plante os bulbos a uma profundidade de 3 a 5 vezes a sua própria altura. Não se esqueça de levar uma régua para o jardim. Hoje em dia há pazinhas com marcações de altura, ou mesmo transplantadores de bulbos, que são ferramentas práticas e úteis nesta tarefa de cavar, medir e plantar.

A maioria dos bulbos não tem uma preferência quanto ao tipo de solo. Ele pode ser arenoso, argiloso ou uma mistura destes dois. No entanto algumas espécies podem preferir um ou outro tipo específico de solo. A experiência e o aprofundamento no assunto vão lhe indicar o melhor caminho.

Apesar de aceitarem a maioria dos solos, os bulbos tem algumas exigências, quanto a porosidade, capacidade de drenagem, pH e aeração do solo. Ou seja, não pense que será só plantar em solo virgem. O solo deve ser bem trabalhado antes do plantio, pelo menos em uma camada de 20 centímetros de profundidade.
Os solos argilosos, que geralmente são pesados e compactos devem receber boa quantidade de matéria orgânica, na forma de terra vegetal, turfa, compostagem doméstica ou outro tipo de composto de folhas. Se for possível, melhore a capacidade de drenagem de um solo argiloso, elevando os canteiros onde serão plantados os bulbos.
Uma análise de solo completa é útil ao jardim todo, não somente para os bulbos.

Com os arenosos geralmente o problema é o inverso. Eles retêm poucos nutrientes e secam muito depressa. Nestes solos, a adição de matéria orgânica tem o efeito de aumentar a retenção de água e fertilizantes. Em todos os casos, a adição de matéria orgânica também estimula o desenvolvimento de microorganismos benéficos no solo, não obstante todos os outros benefícios citados.

Os bulbos preferem solos neutros a levemente ácidos. A adição de calcário corrige um pH ácido demais, uma característica freqüente dos solos brasileiros. Esta correção deve ser feita pelo menos um mês antes do plantio, com base na análise do solo, previamente realizada. Essas análises são econômicas e simples, e podem ser solicitadas a laboratórios de análise de solo, plantas e água que são facilmente encontrados junto a Faculdades de Agronomia, e órgãos como Embrapa e Emater.

Além do índice de pH, a análise também fornece outras informações relevantes, como a textura do solo, se é arenoso, argiloso, quanto de matéria orgânica possui e quais os nutrientes que estão faltando. E por falar em nutrientes, saiba que uma fertilização de base, com um bom fertilizante granulado, preferencialmente de liberação lenta e com micronutrientes, é imprescindível para o desenvolvimento sadio e pleno das plantas bulbosas. Se preferir fertilizantes orgânicos, utilize o velho segredo de acrescentar um punhado de farinha de ossos ao buraco de plantio, para estimular intensas florações. Não esqueça de destorroar o solo e incorporar bem o composto orgânico e o fertilizante.

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Tulipas

Atualmente existe cerca de 2000 variedades de Tulipas, a maioria híbrida, obtidas através de melhoramentos genéticos, embora a ciência esteja muito avançada na seleção de mudas mais belas e resistentes, com menos incidência ao ataque de pragas, nada pode substituir os cuidados que o homem pode proporcionar as plantas. Se você é um daqueles apaixonados por Tulipas e não sabe ao certo como mantê-las tão belas por mais tempo.

Algumas dicas práticas para você cuidar melhor do seu “tesouro”.

1º Adquira sua tulipa em bons estabelecimentos, dê preferência ao botão ainda fechado e esverdeado.

2º Mantenha o vaso em local fresco, arejado e com boa luminosidade

3º Coloque uma ou duas pedras de gelo de manhã e à tarde sobre a terra, sem deixar que encoste na base da haste. É o suficiente para regá-las.

4º Aproveite ao máximo o tempo de sua tulipa, pois ela irá durar de 7 à 10 dias.

5º Assim que as folhas morrerem, retire os bulbos da terra, corte as folhas restantes, limpe e deixe-os em local fresco e arejado durante 3 meses. Não irrigue os bulbos neste período.

6º Plante os bulbos em terra vegetal úmida e guarde o vaso na geladeira durante 6 meses

7º Controle a temperatura mantendo-a sempre entre 2ºC e 5°C.

8º Passado este período retire da geladeira e coloque em lugar fresco, arejado e com boa luminosidade, ela irá se transformar em uma linda planta novamente.

No começo parece meio estranho mesmo, mas logo você verá que tem coisas no mundo que nos trazem muito prazer e cuidar de uma planta com tanto carinho é uma delas, mesmo que seja para apreciar sua beleza por no máximo 10 dias.

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O termo bulbo é usado para descrever uma grande variedade de plantas geófitas e seus órgãos subterrâneos de armazenamento. Logo nos vem  nos vêm a mente belas plantas como tulipas, gladíolos, amarílis, íris, dálias, canas-de-jardim, caládios, etc. Alguns são bulbos verdadeiros, nos corretos termos botânicos, enquanto outros não. Apesar disso, em jardinagem e paisagismo.

Os principais tipos de bulbos são:
Tunicado
Os tunicados podem ser: Simples ou Compostos

Simples
Provido de um caule muito reduzido, denominado prato ou cormo envolvido por folhas modificadas, em forma de túnica, com disposição mais ou menos concêntricas, cheias de reservas exceção das externas que são membranáceas pela parte inferior, o prato produz raízes cilíndricas, e na superior, uma gema apical, guarnecida pelas túnicas. Ao desenvolver-se, a gema apical produz e vegetal epígeo. Como exemplo citamos a cebola (Allium cepa)..

Composto
Fundamentalmente, o bulbo composto, cujo exemplo típico é o alho (Allium sativum), possui a mesma organização da cebola, todavia cada dente ou bulbilho, equivale um bulbo completo de cebola e o conjunto forma a conhecida cabeça-de-alho.

Sólido
Caracteriza-se por apresentar o prato bem desenvolvido, com reservas nutritivas, constituindo a quase totalidade do bulbo, revestido de túnicas reduzidíssimas, em pequeno número dispostas em vária camadas à semelhança de casca. As túnicas inserem-se em nós circulares, providos de gemas. Na parte apical existem algumas gemas vegetativas que podem dar origem a um ou mais caules.

Na parte inferior, está o sistema radicular fasciculado. Dentre os exemplos citamos a palma-santa-rita ou gladíolo (Gladiolus sp.), o açafrão (Crocus sativus) e o cólquico (Colchicum autumnale).

Escamoso
Diferencia-se aos bulbos sólidos e tunicado por possuir folhas subterrâneas estreitas e modificadas, em forma de escamas e que têm disposição embricada, isto é, umas cobrem as outras como as telhas de um telhado. Possuem, ainda, sistema radicular fasciculado e gema terminal que se desenvolve em planta epígea. Encontramos o bulbo escamoso na açucena-branca (Lilium candidum), e no martagom (Lilium martagon).

Tubérculo
O tubérculo é um caule volumoso, comumente pouco alongado, devido a um processo de tuberização semelhante aos das raízes tuberosas e se distingue dos rizomas tuberosos pela ausência de raízes e de escamas ou catáfilos. Suas gemas ou olhos se localizam em pequenas reentrâncias. Exp. mais conhecido é o da batatinha inglesa (Salanum tuberosum), cujos tubérculos estão ligados por meio de delgadas ramificações subterrâneas à base de caule aéreo .

O ponto de união dos tubérculos ás ramificações delgadas denominam-se hilo e a região polar oposta de coroa.

A multiplicação das batatinhas se faz por meio de tubérculos, cujas gemas, brotam facilmente e produz, vegetativamente, novas plantas. Além dos tubérculos da batatinha-inglesa, há outros aspectos de tubérculos caulinares. Assim, alguns autores consideram a beterraba como um tubérculo misto, isto é, caulinar e radicular. O tubérculo do rábano (Raphanus sativus) é quase todo caulinar, proveniente do hipocótilo da planta com pequena participação da base da radícula. Mais interessante é o tubérculo caulinar aéreo da couve-rábano, que é formado por numerosos entre-nós do caule.

Xilopódios
Nos campos áridos do Brasil existem muitas plantas munidas de caules subterrâneos, intumescidos, ricos de substâncias de reserva, inclusive água e de elementos mecânicos, lignificados, sendo freqüentemente duros daí o nome de xilopódios.

Eles garantem a sobrevivência da planta, quando, por causa do frio e da seca, as partes aéreas não podem sobreviver. Citamos como exemplo a Sida macrodon, uma guanxuma dos nossos campos, o colapiá (Dorstenia sp.), a manicoba (Manihot glaziovii) e Borrenia angustifclia.

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bulbos de Jacinto
É no Outono a época apropriada para plantar bulbos que irão dar cor ao jardim no fim do Inverno. Para tirar partido das fragrâncias de alguns destes bulbos de Inverno, devem ser plantados em maciço e em locais elevados como, por exemplo, em vasos colocados em locais de passagem. Mas atenção para não misturar cheiros diferentes, pois o resultado pode ser diferente do esperado.

Mas a versatilidade dos bolbos é tão grande que não é preciso ter jardim para cultivá-los. Eles se dão bem em terraços, floreiras de janela ou mesmo dentro de casa. Podem-se obter belos vasos com as tulipas, narcisos, jacintos, íris, muscari e outros pequenos bulbos.

Quanto mais original for o vaso escolhido mais espetacular será o resultado. É importante, no entanto, que o vaso seja furado para uma conveniente drenagem do excesso de água. Os vasos não precisam ser muito fundos, basta que apresentem uma altura correspondente a pelo menos duas vezes a altura do bulbo a ser plantado.

A ponta superior dos bulbos deve ficar ao nível do rebordo do vaso. Os bulbos devem ser plantados em número ímpar e muito juntos para criar um melhor efeito visual. Não devem, no entanto, tocar-se entre si ou nos bordos do vaso.

O composto a utilizar deverá possuir uma boa retenção de água, mas é preciso ter cuidado para não encharcar pois pode provocar o apodrecimento dos bolbos.

Para todas as espécies é essencial utilizar bulbos de maior calibre e saudáveis (firmes ao toque e sem manchas). Bulbos pequenos podem não florir.

Dentro de casa poderá antecipar a floração. Para isso é necessário fazer passar os bulbos por algumas fases:
Após plantar os bolbos é conveniente colocar os vasos num local onde as temperaturas sejam baixas (5-10ºC) durante pelo menos dois meses (fase de enraizamento). Este local deverá ter também alguma obscuridade e um bom arejamento. Durante este período os únicos cuidados necessários consistem na rega para manter a terra sempre úmida.

Passado esse tempo os vasos podem ser então transferidos progressivamente para condições de plena luz e temperaturas de 18/20ºC (fase de floração). Nestas condições a floração surgirá cerca de um mês depois.

A floração será tanto mais prolongada quanto mais baixa for a temperatura ambiente pelo que é de evitar colocar os vasos perto de aparelhos de aquecimento ou zonas de corrente de ar.

Cultura em água
Os jacintos podem mesmo ser forçados a florir só em água. Existem no mercado alguns modelos de vasos, geralmente de vidro, especiais para a cultura dos jacintos, que se enchem de água e onde se colocam um único bulbo. Nestes, a água deve apenas tocar a base do bulbo.

Também os narcisos podem ser cultivados em vasos estanques e cheios de gravilha ou pequenas pedras roladas. Os bulbos são colocados sobre uma camada deste material inerte e o recipiente cheio de água até à base dos bulbos. Este tipo de cultura muito comum na China é particularmente indicada para os narcisos, mas pode aplicar-se a todas as espécies.
As fases de enraizamento e floração devem ser seguidas de modo idêntico à cultura em terra.

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bulbos de Jacinto

Como plantar
Utilize uma boa mistura para plantas em vaso, se necessário com areão. Tenha sempre em atenção que os bulbos precisam de uma boa drenagem: fundo do vaso furado, forrada de gravilha ou pequenas pedras e feltro de jardim ou rede dobrada para reter a terra e evitar que feche os orifícios de drenagem.

Onde plantar
Se já tem grandes vasos ou floreiras num terraço ou numa varanda, onde crescem arbustos, pode perfeitamente aproveitá-los para plantar alguns bulbos. Estes necessitam geralmente de pouco espaço e pouca terra para se desenvolverem e fazem boa vizinhança.

Em vasos pequenos, no entanto, já precisa ter mais alguns cuidados. A pouca quantidade de terra e a fragilidade dos contentores (muitas vezes de barro ou terracota) aconselha a que tome algumas precauções. Depois de plantados os bulbos, deverá proteger os vasos da chuva, debaixo do telheiro, no parapeito da janela, em resumo, num local onde fiquem protegidos quer o vaso quer os bulbos (que podem apodrecer devido às diferenças de temperatura, umidade, etc.) Pelas mesmas razões, deverá ter atenção e não regar em excesso.

Assim que os bulbos estiverem desenvolvidos de colocá-los no seu lugar definitivo, ao sol. Para obter uma floração duradoura e atraente, não hesite em recorrer a misturas, colocando sempre os bulbos maiores no fundo do vaso (tulipas, narcisos) e acabando pelos menores( íris, crocus).

Para um efeito mais decorativo e sobretudo, para proteger os bulbos e espaçar as regas, cubra o vaso com areia, areão ou gravilha.

Bulbos em vasos
Uma boa drenagem é fundamental. Faça furos extras no fundo dos vasos se não houver o suficiente. Não hesite em misturar cores, formas, cores e materiais dos recipientes. Pode também colocar os seus bulbos perfumados perto das janelas, deixando que o vento lhe traga o seu aroma.

Crocus, anêmonas, jacintos, campainhas- de- Inverno são uma boa opção, porque ocupam pouco espaço e não crescem muito.

Quanto às tulipas, as variedades botânicas, que florescem cedo e são robustas e, quanto aos narcisos, opte também por floração precoce e compacta.

Plantio de bulbos em canteiros
A maioria dos bulbos necessita de sol pleno. Escolha os menores para frente dos canteiros e próximos a caminhos ou gramados, assim suas folhagens não criarão problemas de invasão.

Não plante bulbos em condições climáticas não-adequadas, como por exemplo, períodos de chuva intermitente, com o solo muito frio ou molhado. Nesse caso, armazene-os até que o tempo melhore.

Para que as plantas cresçam saudáveis, os bulbos necessitam de umidade adequada o ano inteiro. A terra deve ser regada de duas a três vezes por semana. Durante verões secos, regue-os regularmente.

Os bulbos devem ser plantados com profundidade equivalente entre três e cinco vezes o seu tamanho. Se as temperaturas de inverno forem muito frias ou o verão muito seco, plante-os ligeiramente mais fundo. Se você for comprar o bulbo em lojas de jardinagem, fique atento às instruções no pacote.

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