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Posts para categoria ‘Pragas e Doenças’

tatuzinho

Nome comum: Tatuzinho
Nome científico: Ligia oceânica

O tatuzinho de jardim é um dos animais mais comuns quando o assunto é pragas. Ele não é uma praga em si, mas acaba comendo as folhas das plantas e deixando alguns buraquinhos nestas.
É um pequeno animalzinho, preto ou marrom, que geralmente pode se enrolar em forma de bola, por isso também é conhecido como tatu-bola.
É encontrado em todo o mundo. Nas regiões de clima temperado, a reprodução ocorre em abril e junho.Vivem sob pedras e matéria orgânica, tais como galhos e folhas. Alimentam-se de matéria orgânica em decomposição.
Estes animais causam danos às raízes e às folhas das plantas, entretanto são muito eficientes como decompositores. São comumente encontrados em jardins cujo solo apresenta grande umidade.
Aprenda a reconhecer e a eliminar esses bichinhos no seu jardim.

Veja como eliminar esse ser indesejável do seu jardim:

. Antes de fazer qualquer tipo de tratamento, limpe a planta. Use um pano molhado ou raspe a área atacada com o cabo de uma colher, com muito cuidado para não afetar as plantas;

. O álcool é um antídoto poderoso.
Para eliminar os tatuzinhos sem prejudicar as plantas, borrife no jardim uma solução com 5% de álcool.
Repita a aplicação, no mínimo, três vezes, com intervalos de quatro dias;

. Outra forma de erradicar os tatuzinhos instantaneamente é diluir uma colher de detergente em um litro de água e borrifar tudo com o produto: folhas, ramos, tronco e até a terra;

. Uma receita caseira que também dá bons resultados consiste em colocar quatro cigarros em um litro de água e deixar por cinco dias.
Com o produto obtido, pulverize a planta três vezes, com intervalos de cinco dias. Assim, você conseguirá eliminar os tatuzinhos por completo.

Depois de eliminar os bichinhos, com água e sabão retire as carapaças que ficaram grudadas nas plantas.
O sabão tem que ser neutro. Molhe um pano na mistura e passe sobre a superfície. Você vai ver como eles se soltam com facilidade.
Se o ataque for muito forte, depois de limpar a planta faça um tratamento com inseticida para matar o resto da população e dos ovos.
Este tratamento deverá ser repetido três vezes, com um intervalo de oito dias.

borboleta_voando_6

Os afídeos, também chamados piolhos das plantas, são pequenos insetos de cor verde, cinzenta, preta ou castanha que sugam a seiva da planta, causando amarelecimento, folhas retorcidas e crescimento lento. Também segregam uma substância pegajosa na qual se pode desenvolver um bolor negro que também prejudica a planta.

Tratamento
Pulverizar a planta com uma mistura de 1 litro de água, 2 a 3 colheres de lascas de sabão neutro (ex: sabão azul e branco) e duas de álcool de farmácia.
Se o ataque for forte juntar à mistura anterior o líquido resultante da maceração na água de 2 a 3 pontas de cigarro durante umas horas.
Este composto é muito tóxico e deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Quem preferir pode recorrer a um inseticida em aerossol ou, em casos graves, a um inseticida sistêmico.

Dificilmente visível a olho nu este sugador de seiva pode ser detectado pelas finas teias sedosas que tece na face inferior e em volta das bainhas das folhas. Desenvolve-se em ambientes quentes e secos como o do interior das habitações. As plantas infestadas apresentam interrupção do crescimento, manchas nas folhas e a queda das mesmas.

Tratamento
Pulverizar com uma mistura composta por uma colher de sopa de enxofre de drogaria dissolvida num litro de água.
Em alternativa pode ser aplicado um inseticida em aerossol nas duas faces das folhas.

inseto

Este é um guia para ajudar a identificar a causa de problemas com as plantas e tentar resolvê-los para que restabelecer a saúde e beleza.

Pontas das folhas marrons:
- umidade atmosférica muito baixa;
- excesso de fertilizante;
- substrato não está retendo água suficiente;
- excesso de flúor ou cloro na água da rega.

Folhas amareladas:
- falta de fertilizante;
- excesso de regas;
- correntes de ar quente;
- correntes de ar frio;
- folhas velhas.

Folhas caindo:
- umidade atmosférica muito baixa;
- excesso de água;
- falta de água;
- planta está se adaptando ao novo ambiente.

Folhas nascem pequenas:
- baixa luminosidade;
- alta luminosidade;
- falta de fertilizante.

Folhas com áreas mortas:
- provocadas por pingos de água fria;
- provocadas por queimaduras do sol.

Folhas com hastes longas:
- baixa luminosidade;
- excesso de nitrogênio fertilizante.

A planta não cresce:
- local muito frio;
- baixa luminosidade;
- vaso pequeno;
- podas erradas;
- falta de fertilizante.

Os botões caem:
- correntes de ar quente;
- correntes de ar frio;
- umidade atmosférica insuficiente;
- ambiente muito aquecido;
- substrato ruim, não está retendo fertilizante nem água;
- planta constantemente mudada de local;

Não produz flores:
- baixa luminosidade;
- podas erradas;
- regas em excesso;
- falta de fertilizante.

Murcha frequentemente:
- vaso pequeno;
- ambiente muito quente;
- umidade atmosférica insuficiente.

inseto

-plantas-doentes

Se apesar dos seus esforços e cuidados uma das suas plantas sucumbir a pragas ou doenças, o melhor a fazer é afastá-la das outras, para que não sejam contaminadas.

Não a deixe numa pilha de lenha para queimar mais tarde nem a utilize para fazer composto.

O mais certo é ela acabar por contaminar outras. Desfaça-se dela, por mais que lhe custe.

lesma

Uma das pragas que aparecem com frequência por esta altura do ano são as lesmas. Adoram ambientes úmidos, e com as primeiras chuvas, estão nas melhores condições para proliferar nos nossos jardins. Devoram folhas, especialmente de hortas, e os sinais, para quem não os conhece, são os muito característicos buracos nas mesmas.

Existem formas de as combater com químicos, e isso fica ao critério de cada jardineiro, embora mais e mais pessoas procuram por soluções biológicas/orgânicas. Sendo assim, a única forma de o fazer é a coleta manual das lesmas – o que soa tortuoso e pouco eficiente – mas na verdade, e com um pouco de ajuda e alguns truques, torna-se mais fácil e a longo prazo melhor para o ambiente.

As lesmas são atraídas por várias substâncias, nomeadamente a cerveja, o leite e o melaço. Há vários modos de os utilizar: pode colocar um pequeno recipiente com cerveja ao anoitecer em vários pontos e preferencialmente nas extremidades do jardim. Lembre-se que as lesmas preferem os lugares mais úmidos! Na manhã seguinte recolha os recipientes, deitando fora o seu conteúdo num local que não interfira com mais nenhuma área verde. Outra forma seria embeber estopa com uma solução de água e leite ou cerveja, ou ainda cerveja e melaço, deixá-la entendida no chão, por exemplo por cima de um relvado. Na manhã seguinte, deve virar a estopa e verá que as lesmas se reuniram por baixo da mesma – recolha-as da mesma forma.

Algumas informações importantes sobre as lesmas e o seu ciclo de vida

- Lesmas adultas – têm 2 a 10 cm de comprimento, dependendo da espécie.
- Podem ser castanhas, cinzentas claras ou pretas
- Vivem até dois anos.
- Chegam a depositar ovos seis vezes por ano, até 30 ovos de cada vez.
- Nas condições certas, os ovos eclodem em poucas semanas,
mas podem hibernar até que a umidade seja suficiente.
- Alimentam-se à noite, e para se protegerem do sol e de possíveis predadores, escondem-se durante o dia.
- Normalmente escondem-se debaixo de folhas, tábuas, buracos no chão, etc.

Doenças

* Antracnose: provoca o aparecimento de várias manchas brancas com anéis vermelho-escuros com o tempo. As manchas tornam-se amarronzadas. Das manchas, formam-se buracos e as folhas caem. O controle químico é feito com pulverizações à base de enxofre. Durante o período de crescimento, pulveriza-se semanalmente com Maneb ou zineb.

* Cancro: os fungos penetram pelos cortes da poda, nó de articulação do enxerto ou ferimentos causados por ferramentas. Aparecem manchas marrons grandes que circulam os caules, atingindo as folhas. O controle é feito com pulverizações à base de enxofre.

* Tombamento: aparecem quando se tem excesso de umidade e temperatura baixa. Causam o apodrecimento da haste junto ao solo. O controle deve ser preventivo com a desinfecção do solo.

* Ferrugem: formam manchas pulverulentas nas partes inferiores das folhas que depois murcham e caem, e nos caules. As manchas podem ser alaranjadas, amarelas ou marrom-avermelhadas. O controle é feito com pulverizações de enxofre, Zineb ou Maneb.

* Míldio pulverulento: o ataque é feito nas partes novas da planta, formando manchas marrons cobertas por um pó branco ou cinza. As folhas enrolam e secam. O controle deve ser químico, à base de enxofre.

formiga
Após trabalhar com métodos que previnem a infestação a um nível mais elevado, ou seja, o aumento do número de formigueiros, muitas vezes há a necessidade de se partir para o Controle das Colônias. Com os seguintes métodos.

a) Métodos físicos: é uma ação direta sobre o formigueiro. Abrir o formigueiro (buraco), retirar o fungo e as crias (ovos), matar a rainha, ir matando as operárias, tentando prejudicar o máximo possível. O local, por conter nutrientes como Fósforo, Potássio, Cálcio e Magnésio pode servir depois para plantar uma muda.

* Fogo: controla bem formigueiros pequenos, mas sempre tomando cuidado para não provocar incêndios.

* Água quente: funciona para formigueiros pequenos.

* Água corrente: é muito usada para controlar formigueiros grandes.Há necessidade de fazer um canal desviando água para o formigueiro quando possuímos água corrente próxima ou usar uma mangueira, deixando entrar água até encharcar. O formigueiro morrerá afogado ou doente.

* Fumaça de escapamento (gás carbônico): dirigir o escapamento de motores a óleo para as bocas principais (olheiros de entrada), através de mangueiras por alguns minutos. Isto pode provocar morte por asfixia ou intoxicação. Deve-se procurar tapar os olheiros por onde começa a sair s fumaça e parar de colocá-la quando ela retornar pelo buraco por onde a colocamos. A fumaça é tóxica ao homem.

* Caça à rainha: se consegue controle de 100% quando se mata formigueiros com 4 meses após a revoada.

b) Métodos químicos caseiros: usar água com sal, vinagre, creolina, óleo queimado, querosene e gasolina. Podem controlar formigueiros médios. Porém não usar em áreas de plantio, pois podem poluir o solo. Estes produtos devem ser usados com cuidado, pois também causam poluição e intoxicam as pessoas se não forem bem utilizados.

As seguintes receitas são mais eficientes:

* Pegar 2 kg de cal virgem, desmanchar em 10 litros de água quente e aplicar diretamente sobre os olheiros principais das formigas.

* Misturar 500 g de Bórax (ácido bórico) a 500 g de açúcar, misturar bem e jogar sobre os carreiros e olheiros.

c) Métodos Biológicos: quando através do uso de microorganismos se controla a produção dos fungos com os quais as formigas se alimentam. A seguir um exemplo:

Formicida Natural
Ingredientes: 50 litros de água – 10 kg de esterco fresco – 1 kg de melado ou açúcar mascavo.
Modo de preparar: misturar bem todos os produtos, depois deixar fermentar durante uma semana.
Modo de usar: coar com um pano e aplicar dentro do formigueiro na proporção 1:10, ou seja, 1 litro de produto para cada 10 litros de água, até inundar o formigueiro.

Obs: a respeito do controle biológico ver também a utilização de Boveril e Metarril. Existem também já disponíveis fatores homeopáticos para controle de formigas.

d) restos de formigueiros: quando abrimos um formigueiro podemos retirar o fungo e crias que podem ser moídos com milho, depois utilizados como isca prejudicial para outros formigueiros.

e) plantas tóxicas: algumas plantas têm substâncias tóxicas para as formigas ou seu fungo

* Mandioca brava: a água de mandioca e a raspa podem ser aplicados diretamente nos formigueiros, controlando-os em poucos dias.Tampar e socar as colônias após a aplicação.

* Gergelim preto: é muito procuradas pelas cortadeiras, principalmente suas sementes que as formigas carregam. Funciona porque é tóxico para o fungo, mas não de modo imediato, assim como a maioria dos controles alternativos. O mais usado é o gergelim preto que é plantado em moitas ao redor das áreas ou dentro de áreas atacadas ou que devem ser protegidas. Este método deve ser usado como complemento dos outros. Semeadura deve ser feita no verão.

* Angico: usar 1 kg de folhas e colocar de molho em 10 litros de água por 8 dias. Aplicar 1 litro desta solução para cada m² de área do formigueiro.

* Outras plantas como: capim fedegoso, pessegueiro bravo, mamona, timbó, batata-doce, podem ser utilizadas com inseticida amassando-se as mesmas e fazendo um suco que, misturado à água é aplicado. Mas ainda está sendo testado para ver qual é a melhor idade da planta a ser usada, quais as formigas controlam, enfim, precisam ser usados em pequenas áreas para ver se funcionam.

f) animais: tamanduás, tatus, galinhas da angola e comuns, passarinhos, consomem muitas formigas.

formiguinha

Para situações de emergência, saiba quais as principais doenças que podem afetar as plantas do seu jardim e a melhor forma de as curar.

Infiltram-se no seu jardim sob os mais variados disfarces, confundindo muitas vezes o próprio jardineiro que nem sempre consegue distinguir os sintomas das principais doenças que afetam as plantas: as bactérias, os fungos e os vírus. Este trio ataca plantas com e sem flores, mas diferem num aspecto – um fungo sobrevive perfeitamente no solo, enquanto uma bactéria ou vírus necessita de uma planta hospedeira para subsistir.

As causas

Fungos – Estima-se que 70% das principais doenças das plantas são causadas por fungos – organismos minúsculos (apenas visíveis debaixo de um microscópio!) que produzem enormes quantidades de esporos (células que se separam e se dividem, sem fecundação, para formarem novas células), que são rapidamente propagados graças ao vento, à água, aos insetos ou aos animais. Existem mais de 10 mil tipos de fungos que, se não conseguem penetrar a cutícula e a epiderme (as barreiras mais fortes de uma planta), atacam as zonas mais sensíveis – os rebentos ou as áreas já danificadas por insetos. Uma planta infectada pode libertar até 100 milhões de esporos, uma quantidade difícil de combater, na medida em que rapidamente degrade as células das plantas, produzindo, em simultâneo, toxinas que interferem no funcionamento pleno do seu organismo. Os fungos são ainda difíceis de eliminar porque podem manter-se dormentes no solo, em restos de plantas que se encontram em decomposição ou numa planta saudável, à espera das condições climatéricas perfeitas para voltarem a contaminar.

Vírus – Ainda mais pequenos do que as bactérias, os vírus apenas conseguem reproduzir-se a partir das células da própria planta. Infiltram-se nas plantas a partir das folhas ou do pé, normalmente por zonas já feridas por insetos, mas precisam de um meio de transporte, que pode ser um inseto, o pólen ou algumas sementes infectadas. Uma vez infiltrado, o(s) vírus, sendo que as plantas podem ser atacadas por mais do que um vírus em simultâneo, movimenta-se através dos vasos vasculares, provocando doenças que contaminam o organismo da planta.

Bactérias – As doenças provocadas em plantas por bactérias são as menos frequentes, por uma simples razão – para crescerem e se multiplicarem as bactérias necessitam de água e de calor. Assim sendo, estão mais dependentes de climas quentes e úmidos para contaminarem as plantas. Transportadas pela água, insetos ou animais, as bactérias infiltram-se através de uma flor ou um corte numa folha ou no pé, podendo causar desde danos puramente superficiais, à murchidão ou mesmo a sua morte.

Deficiências Nutritivas
Por vezes, a doença de uma planta não se deve às bactérias, aos fungos e aos vírus, mas sim a uma alimentação pobre. Se apresentar folhas pálidas ou vasos vasculares amarelados, pode ser um sinal que está a sofrer de deficiências nutritivas. Neste caso, o remédio chama-se “um bom fertilizante”, adequado à planta em questão.

Os sintomas

* Uma planta doente apresenta várias alterações ao nível do seu metabolismo, da cor, dos diferentes órgãos e anatomia, para além de poder passar a produzir substâncias anormais.

* Alguns sinais de alerta são: míldio (um pó branco); bolores cinzentos ou pretos; bolhas cor de ferrugem; uma massa ou crescimento pretos; pintas pretas; leveduras e o aparecimento de cogumelos, entre outros.

As curas

Com as plantas a requererem “atenção médica”, é claro que o instinto diz-lhe para ir a correr buscar o seu fiel amigo o “pesticida”. No entanto, e porque se trata de um produto com químicos extremamente potentes, que infelizmente ao fazer bem a uma coisa estão a poluir o ambiente, o melhor é estudar todas as outras opções possíveis. Aqui vai uma ajuda:

* Existem “sintomas” que, parecendo muito graves e estranhas, podem ser puramente passageiros, desaparecendo dentro de poucos dias ou quando o tempo melhorar. Esteja atento!

* Por vezes, basta remover as flores, os rebentos, as folhas e/ou os pés infectados para eliminar o problema. Não aproveite esses restos para compostagem, desfaça-se deles imediatamente!

* Em último recurso, recorra ao pesticida adequado, optando por uma solução pouco tóxica. Siga as instruções à risca e lembre-se que não vai resolver a situação ao borrifar o conteúdo de um recipiente inteiro sobre uma pobre doente planta – pode sim, acabar por intensificar o seu problema com a morte da planta, de plantas vizinhas e até do solo!

* A prevenção é fundamental para um jardim que respira saúde. Quer saber o que fazer? Comece com um solo saudável, isto porque terra com saúde produz plantas com saúde e plantas saudáveis conseguem resistir mais facilmente às doenças. Um solo de qualidade deve ser limoso e enriquecido com fertilizante e técnicas de compostagem.

* Mantenha o seu jardim livre de ervas daninhas e de detritos de plantas, que são elementos propícios para o desenvolvimento de todo o tipo de doenças.

* As doenças são muitas vezes transmitidas de planta em planta devido aos utensílios de jardim mal lavados. Assegure que todas as suas ferramentas estejam devidamente desinfetadas (especialmente quando utilizadas para cortar ou eliminar folhas e outras partes doentes), bastando para isso uma mistura de água e lixívia.

* Durante o processo de rega, tenha cuidado para não salpicar a folhagem das plantas. Ao respingar do solo para as folhas, está a colocá-las em risco de contrair uma doença. Se possível, deve regar de manhã cedo, assim as plantas têm tempo de secar antes do pico do sol que poderá queimar gravemente plantas muito molhadas. Por outro lado, quanto mais tempo as folhas estiverem molhadas, mais probabilidades têm de ser atacadas por bactérias, fungos e vírus.

* É igualmente importante permitir uma boa circulação de ar entre todas as plantas. Para além de secarem mais rapidamente, as brisas podem facilmente levar as doenças para longe antes de estas terem tempo de se “agarrarem” a uma planta.

* Se verificar que, ano após ano, os mesmos sintomas e doenças continuam a devastar o seu jardim, seria melhor começar a pensar em introduzir novas variedades de plantas e flores.

* Quando comprar novas plantas, inspecione-as muito bem antes de as levar para casa ou opte pelas variedades que se auto-proclamam e que são, de facto, plantas resistentes às doenças.

* Por último, quando em dúvida consulte um especialista ou adquira um guia sobre as diferentes doenças bacterianas, virais e fungais, bem como os seus respectivos tratamentos, para o auxiliar em situações menos saudáveis!

* No fundo, mais vale prevenir do que remediar… para um jardim resplandecente!

cortadeira

Formigas cortadeiras são insetos encontrados exclusivamente nas regiões tropicais e subtropicais das Américas. Estas formigas desenvolveram um avançado sistema agrícola baseado num mutualismo: elas se alimentam de um fungo específico que cresce nas câmaras subterrâneas de seus ninhos. As formigas cultivam seu fungo, fornecendo vegetais frescos e controlando organismos indesejados, como outros tipos de fungos. Quando as formigas trazem acidentalmente folhas tóxicas colônia, este secreta uma substância química que serve de aviso para quê as formigas não coletem mais este vegetal ou similares (iscas).

As formigas cortadeiras têm causado sérios danos às culturas. Forçando-nos à busca de controle alternativas, aos produtos químicos utilizados.

Dificuldades no controle e importância dos danos.

* Quase todas as plantas cultivadas podem ser atacadas, além de árvores, invasoras e pastagens.O que significa que as mesmas não dependem exclusivamente de algumas plantas.
* Grande número de formigueiros podem surgir numa área e se expandir para outro quando o controle não é feito de forma mais abrangente.
* Grande número de formigas por formigueiro.
* O combate pode ter custo elevado se não for acompanhado de práticas preventivas (manejo correto do solo) e regionalizado.
* Pela dificuldade de envolver comunidades como um todo. Resistência de algumas pessoas cujas propriedades se tornam foco de reinfestação.

Danos econômicos significativos:

* 1 formigueiro adulto pode recolher até 1.000kg de folha e talos por ano;
* 1 formigueiro de 1m² pode matar 37 árvores, o que representa 8m³ de madeira/alqueire/ano;
* 10 formigueiros considerados velhos consomem até 21 kg de capim/dia que equivale a um boi e provoca uma redução de 50% da capacidade de pasto;
* Nas culturas já ocorre redução de produção a partir de 10% de perda da área foliar.

formiguinha