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Posts para categoria ‘Pragas e Doenças’

cochonilhas
Não é de se estranhar que as plantas ornamentais sejam sensíveis. Isso reside no fato de, na maioria dos casos, se tratarem de plantas oriundas de regiões com climas completamente diferentes; além do mais, são obrigadas a viver em espaços adequados e confortáveis para os seres humanos e não para elas. Para além, disso o espaço para as suas raízes é bastante limitado.

Apesar de gerações de cultivadores se terem esforçado no sentido desacostumar as plantas da  sua sensibilidade de adaptação e da sua predisposição para doenças, elas permanecem seres sensíveis que, devido ao desleixo, aos cuidados errados, a influências ambientais prejudiciais reagem frequentemente de forma sensível, acabando por definhar, adoecer e, por fim, morrer.

A maioria dos problemas das plantas ornamentais está relacionada com locais ou tratamento errados,bem como com micoses e ataques de pragas animais. De fato, os vegetais saudáveis e resistentes raramente ficam doentes; as pacientes são quase sempre plantas ornamentais fracas ou já doentes no momento da aquisição. As doenças e as pragas das plantas ornamentais refletem, portanto, reações a condições adversas.

# um local errado com luz excessiva ou escassa para a planta;

# temperaturas demasiado elevadas ou demasiado baixas;

# rega demasiado escassa ou demasiado frequente, eventualmente com água demasiado fria;

# falta de umidade do ar para vegetais especiais, principalmente no inverno, em divisões com aquecimento central;

# correntes de ar ou pouco ar fresco;

# um substrato errado ou inacessível;

# mudança de vaso descuidada;

# redução da temperatura de forma descuidada no período de repouso.

Antes de recorrer aos químicos para combater micoses ou insetos nocivos, devem tentar-se todas as outras possibilidades: mudar as plantas de local e colocá-las numa área com luminosidade e temperatura mais adequadas, alterar os hábitos de rega, mudar eventualmente o substrato, combater as pragas de forma mecânica; em alguns casos, também se colocam em questão métodos biológicos para as plantas ornamentais. Veja mais »

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Para situações de emergência, saiba quais as principais doenças que podem afetar as plantas do seu jardim e a melhor forma de as curar.

As causas

Fungos
Estima-se que 70% das principais doenças das plantas são causadas por fungos – organismos microscópicos que produzem enormes quantidades de esporos e são rapidamente propagados graças ao vento, água, insetos e animais. Uma planta infectada pode libertar até 100 milhões de esporos na medida em que rapidamente degrade as células das plantas, produzindo, em simultâneo, toxinas que interferem no funcionamento pleno do seu organismo. Os fungos são ainda difíceis de eliminar porque podem manter-se dormentes no solo, em restos de plantas que se encontram em decomposição ou numa planta saudável, à espera das condições climatéricas perfeitas para voltarem a contaminar.

Vírus
Ainda menores que as bactérias, os vírus apenas conseguem reproduzir-se a partir das células da própria planta. Infiltram-se nas plantas a partir das folhas ou do pé, normalmente por zonas já feridas por insetos, mas precisam de um meio de transporte, que pode ser um inseto, o pólen ou algumas sementes infectadas. Uma vez infiltrado, o(s) vírus movimenta-se através dos vasos vasculares, provocando doenças que contaminam o organismo da planta.

Bactérias
As doenças provocadas em plantas por bactérias são as menos freqüentes, por uma simples razão – para crescerem e se multiplicarem as bactérias necessitam de água e de calor. Assim sendo, estão mais dependentes de climas quentes e úmidos para contaminarem as plantas. Transportadas pela água, insetos ou animais, as bactérias infiltram-se através de uma flor ou um corte numa folha ou no pé, podendo causar desde danos puramente superficiais, à murchidão ou mesmo a sua morte.

Deficiências Nutritivas
Por vezes, a doença de uma planta não se deve às bactérias, aos fungos e aos vírus, mas sim a uma alimentação pobre. Se apresentar folhas pálidas ou vasos vasculares amarelados, pode ser um sinal que está a sofrer de deficiências nutritivas. Neste caso, o remédio é um bom fertilizante, adequado à planta em questão.

Os sintomas
Uma planta doente apresenta várias alterações do nível do seu metabolismo, da cor, dos diferentes órgãos e anatomia, para além de poder passar a produzir substâncias anormais.

Alguns sinais de alerta são: míldio (um pó branco); bolores cinzentos ou pretos; bolhas cor de ferrugem; uma massa ou crescimento pretos; pintas pretas; leveduras e o aparecimento de cogumelos, entre outros.

As curas
Para evitar o uso de pesticidas, por se tratar de um produto químico extremamente potente que infelizmente ao fazer bem a planta polui o ambiente, o melhor é estudar todas as outras opções possíveis. Aqui vai uma ajuda:

Por vezes, basta remover as flores, os rebentos, as folhas e/ou os pés infectados para eliminar o problema. Não aproveite esses restos para compostagem, desfaça-se deles imediatamente:

A prevenção é fundamental para um jardim saudável. Comece com um solo de qualidade, que deve ser limoso e enriquecido com fertilizante e técnicas de compostagem;

Mantenha o seu jardim livre de ervas daninhas e de detritos de plantas, que são elementos propícios para o desenvolvimento de todo o tipo de doenças;

As doenças são muitas vezes transmitidas de planta em planta devido aos utensílios de jardim mal lavados. Assegure que todas as suas ferramentas estejam devidamente desinfetadas (especialmente quando utilizadas para cortar ou eliminar folhas e outras partes doentes), bastando para isso uma mistura de água e lixívia;

É igualmente importante permitir uma boa circulação de ar entre todas as plantas. Além de secarem mais rápido, as brisas podem facilmente levar as doenças para longe antes de estas terem tempo de se “agarrarem” a uma planta;

Se perceber que, ano após ano, os mesmos sintomas e doenças continuam a devastar o seu jardim, seria melhor começar a pensar em introduzir novas variedades de plantas e flores;

Quando comprar novas plantas, inspecione-as muito bem antes de as levar para casa ou opte pelas variedades que se autoproclamam e que são, de fato, plantas resistentes às doenças;

Em último recurso, recorra ao pesticida adequado, optando por uma solução pouco tóxica. Siga as instruções à risca.

corujinhas

pragas (Small)
As plantas quando são bem cultivadas dificilmente estão sujeitas a pragas e doenças.
Falta de arejamento e iluminação podem ocasionar o aparecimento de pulgões e cochonilhas (parecem pó branco).

Planta encharcada pelo excesso de água ou submetida a chuvas prolongadas pode ser atacada por fungos e bactérias e acabar apodrecendo.
Tais problemas podem ser eliminados manualmente, limpando as folhas ou cortando a parte seca ou podre com uma lâmina flambeada ou pela aplicação de caldo de fumo (usando uma escova de dentes ou borrifador).

Embora haja no mercado diversos tipos de fungicidas e inseticidas, o caldo de fumo não é tóxico, é barato e fácil de preparar:
Ferva 100g de fumo de rolo picado em um litro e meio de água, acrescente uma colher de chá de sabão de coco em pó e borrife as plantas infectadas.
Para flambear, mergulhe a lâmina no álcool e depois ponha fogo, ou use um isqueiro, aquecendo os dois lados da lâmina, para ter certeza de que ela não esteja contaminada por vírus (a lâmina flambeada deve chiar ao ser mergulhada na água).

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Doenças

a) Antracnose: provoca o aparecimento de várias manchas brancas com anéis vermelho-escuros com o tempo. As manchas tornam-se amarronzadas. Das manchas, formam-se buracos e as folhas caem. O controle químico é feito com pulverizações à base de enxofre. Durante o período de crescimento, pulveriza-se semanalmente com Maneb ou zineb.

b) Cancro: os fungos penetram pelos cortes da poda, nó de articulação do enxerto ou ferimentos causados por ferramentas. Aparecem manchas marrons grandes que circulam os caules, atingindo as folhas. O controle é feito com pulverizações à base de enxofre.

c) Tombamento: aparecem quando se tem excesso de umidade e temperatura baixa. Causam o apodrecimento da haste junto ao solo. O controle deve ser preventivo com a desinfecção do solo.

d) Ferrugem: formam manchas pulverulentas nas partes inferiores das folhas que depois murcham e caem, e nos caules. As manchas podem ser alaranjadas, amarelas ou marrom-avermelhadas. O controle é feito com pulverizações de enxofre, Zineb ou Maneb.

e) Míldio pulverulento: o ataque é feito nas partes novas da planta, formando manchas marrons cobertas por um pó branco ou cinza. As folhas enrolam e secam. O controle deve ser químico, à base de enxofre.

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gorgulho (Small)
Variedades
Existem mais de 500 variedades, incluindo o gorgulho das cenouras, das nozes, da flor de macieira, das ervilhas e dos feijões.

Como combater esta praga
Pode utilizar DDT para eliminar insetos. Trata-se de inseticida barato e altamente eficiente a curto prazo. Mas, deste modo, poderá também matar as vespas parasitas que atacam os gorgulhos. Se não quiser aplicar um pesticida, coloque serapilheiras* dobradas ou papel amassado perto das plantas atacadas — os gorgulhos esconder-se-ão aí durante o dia. Pode então destruí-los sacudindo as serapilheiras para dentro de água com sabão ou de uma solução de desinfetante ou queime tudo.

Estragos
Os gorgulhos são insetos pequenos que se alimentam durante a noite, com cabeças compridas parecidas com trombas, os gorgulhos podem estragar os jardins e as plantas de interior, comendo folhas, botões e rebentos, bem como o sistema radicular de qualquer planta. Os danos também estão associados a madeiras úmidas e em decomposição, sobretudo madeiras infestadas por podridão. As infestações podem alastrar a madeiras saudáveis existentes nas proximidades.

Ciclo de vida
Os ovos são depositados somente pela fêmea, em espaços e buracos vazios. São brilhantes, brancos, flexíveis, achatados. Precisam de pelo menos duas semanas para eclodirem. As larvas fazem túneis na madeira durante seis meses a um ano. Os gorgulhos adultos surgem no Verão, deixando orifícios de saída. Os adultos podem viver mais de um ano.

Aspecto
Os gorgulhos adultos podem medir 2,5 a 5 mm de comprimento. Apresentam uma cor castanha-avermelhada, chegando por vezes a ser pretos. Têm focinho alongado, corpo cilíndrico e patas curtas. As larvas são castanho-claras, em forma de C, enrugadas e sem patas.

*  Serapilheira, ou sarrapilheira consiste de restos de vegetação como: folhas, caules e cascas de frutas em diferentes estágios de decomposição, bem como de animais, que forma uma camada ou cobertura sobre o solo  de uma floresta. Esta camada é a principal fonte de nutrientes para ciclagem em ecossistemas florestais e agroflorestais tropicais.

tatuzinho

Nome comum: Tatuzinho
Nome científico: Ligia oceânica

O tatuzinho de jardim é um dos animais mais comuns quando o assunto é pragas. Ele não é uma praga em si, mas acaba comendo as folhas das plantas e deixando alguns buraquinhos nestas.
É um pequeno animalzinho, preto ou marrom, que geralmente pode se enrolar em forma de bola, por isso também é conhecido como tatu-bola.
É encontrado em todo o mundo. Nas regiões de clima temperado, a reprodução ocorre em abril e junho.Vivem sob pedras e matéria orgânica, tais como galhos e folhas. Alimentam-se de matéria orgânica em decomposição.
Estes animais causam danos às raízes e às folhas das plantas, entretanto são muito eficientes como decompositores. São comumente encontrados em jardins cujo solo apresenta grande umidade.
Aprenda a reconhecer e a eliminar esses bichinhos no seu jardim.

Veja como eliminar esse ser indesejável do seu jardim:

. Antes de fazer qualquer tipo de tratamento, limpe a planta. Use um pano molhado ou raspe a área atacada com o cabo de uma colher, com muito cuidado para não afetar as plantas;

. O álcool é um antídoto poderoso.
Para eliminar os tatuzinhos sem prejudicar as plantas, borrife no jardim uma solução com 5% de álcool.
Repita a aplicação, no mínimo, três vezes, com intervalos de quatro dias;

. Outra forma de erradicar os tatuzinhos instantaneamente é diluir uma colher de detergente em um litro de água e borrifar tudo com o produto: folhas, ramos, tronco e até a terra;

. Uma receita caseira que também dá bons resultados consiste em colocar quatro cigarros em um litro de água e deixar por cinco dias.
Com o produto obtido, pulverize a planta três vezes, com intervalos de cinco dias. Assim, você conseguirá eliminar os tatuzinhos por completo.

Depois de eliminar os bichinhos, com água e sabão retire as carapaças que ficaram grudadas nas plantas.
O sabão tem que ser neutro. Molhe um pano na mistura e passe sobre a superfície. Você vai ver como eles se soltam com facilidade.
Se o ataque for muito forte, depois de limpar a planta faça um tratamento com inseticida para matar o resto da população e dos ovos.
Este tratamento deverá ser repetido três vezes, com um intervalo de oito dias.

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Os afídeos, também chamados piolhos das plantas, são pequenos insetos de cor verde, cinzenta, preta ou castanha que sugam a seiva da planta, causando amarelecimento, folhas retorcidas e crescimento lento. Também segregam uma substância pegajosa na qual se pode desenvolver um bolor negro que também prejudica a planta.

Tratamento
Pulverizar a planta com uma mistura de 1 litro de água, 2 a 3 colheres de lascas de sabão neutro (ex: sabão azul e branco) e duas de álcool de farmácia.
Se o ataque for forte juntar à mistura anterior o líquido resultante da maceração na água de 2 a 3 pontas de cigarro durante umas horas.
Este composto é muito tóxico e deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Quem preferir pode recorrer a um inseticida em aerossol ou, em casos graves, a um inseticida sistêmico.

Dificilmente visível a olho nu este sugador de seiva pode ser detectado pelas finas teias sedosas que tece na face inferior e em volta das bainhas das folhas. Desenvolve-se em ambientes quentes e secos como o do interior das habitações. As plantas infestadas apresentam interrupção do crescimento, manchas nas folhas e a queda das mesmas.

Tratamento
Pulverizar com uma mistura composta por uma colher de sopa de enxofre de drogaria dissolvida num litro de água.
Em alternativa pode ser aplicado um inseticida em aerossol nas duas faces das folhas.

inseto

Este é um guia para ajudar a identificar a causa de problemas com as plantas e tentar resolvê-los para que restabelecer a saúde e beleza.

Pontas das folhas marrons:
- umidade atmosférica muito baixa;
- excesso de fertilizante;
- substrato não está retendo água suficiente;
- excesso de flúor ou cloro na água da rega.

Folhas amareladas:
- falta de fertilizante;
- excesso de regas;
- correntes de ar quente;
- correntes de ar frio;
- folhas velhas.

Folhas caindo:
- umidade atmosférica muito baixa;
- excesso de água;
- falta de água;
- planta está se adaptando ao novo ambiente.

Folhas nascem pequenas:
- baixa luminosidade;
- alta luminosidade;
- falta de fertilizante.

Folhas com áreas mortas:
- provocadas por pingos de água fria;
- provocadas por queimaduras do sol.

Folhas com hastes longas:
- baixa luminosidade;
- excesso de nitrogênio fertilizante.

A planta não cresce:
- local muito frio;
- baixa luminosidade;
- vaso pequeno;
- podas erradas;
- falta de fertilizante.

Os botões caem:
- correntes de ar quente;
- correntes de ar frio;
- umidade atmosférica insuficiente;
- ambiente muito aquecido;
- substrato ruim, não está retendo fertilizante nem água;
- planta constantemente mudada de local;

Não produz flores:
- baixa luminosidade;
- podas erradas;
- regas em excesso;
- falta de fertilizante.

Murcha frequentemente:
- vaso pequeno;
- ambiente muito quente;
- umidade atmosférica insuficiente.

inseto

-plantas-doentes

Se apesar dos seus esforços e cuidados uma das suas plantas sucumbir a pragas ou doenças, o melhor a fazer é afastá-la das outras, para que não sejam contaminadas.

Não a deixe numa pilha de lenha para queimar mais tarde nem a utilize para fazer composto.

O mais certo é ela acabar por contaminar outras. Desfaça-se dela, por mais que lhe custe.