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Posts para categoria ‘Plantas parasitas’

erva_de_passarinho

A erva de passarinho (Struthantus flexicaulis) é uma planta parasita pertencente a família Loranthaceae, que recebe este nome devido a forma de dispersão de suas sementes.

Nos meses de inverno quando a alimentação dos pássaros fica mais reduzida, eles alimentam-se das sementes desta planta, e acabam espalhando esta praga através de suas fezes.

A erva de passarinho é um problema em muitas cidades brasileiras, incluindo Curitiba no Paraná. Quem passa nas ruas e vê esta planta pendendo vigorosa das árvores não imagina que se trata na verdade de uma parasita, que suga através de suas raizes haustórias a  seiva elaborada das árvores e acabam muitas vezes por matá-la.

A única forma de controle é a poda que pode ser feita nos meses de inverno, quando as folhas das árvores caem e fica mais fácil a identificação da parasita, sendo que muitas vezes é feita também uma raspagem para a remoção total das raízes, pois se sobrar um pequeno pedaço da planta com uma única folha, ela volta a rebrotar.

Não sabemos exatamente quanto tempo ela pode levar a árvore à morte, pois isto depende da espécie atacada, do local onde ela se encontra , do nível de poluição, etc, mas acredita-se que em 10 a 15 anos  ela poderá acabar com a planta hospedeira.

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Monotropa uniflora

Monotropa uniflora ou planta fantasma, tem este aspecto, pois não possui clorofila.

Afrothismia hydra

Afrothismia hydra que expõe para fora do solo suas flores.

Como plantas podem viver sem clorofila ou enterradas no solo? Parasitando. Pior ainda, parasitando parasitas. Muito da diversidade e riqueza vegetal se deve a fungos de solo e suas micorrizas, associações entre fungos e plantas, uma vez que eles fornecem às plantas água e nutrientes do solo e elas fornecem açúcares formados na fotossíntese.

Nem sempre a associação é tão pacífica, e muitos fungos podem apenas captar recursos das plantas sem fornecer nada em troca. O que a planta fantasma e as Afrothismia aí acima fazem é a chamada mico-heterotrofia, ou seja, as raízes destas plantas parasitam as hifas dos fungos que se associam a outras plantas (simbiontes ou parasitas).

Graças a este estilo de vida, elas não precisam mais produzir a própria energia e podem dispensar a clorofila e as folhas, e investir apenas em raízes e flores, para crescer e se reproduzir como todo bom parasita.

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cuscuta-racemosa
No mundo vegetal há plantas que se auxiliam mutuamente (simbiose), oferecendo e recebendo recursos para subsistir em circunstâncias difíceis. Cada uma dá à associada os nutrientes de que dispõe e recebe desta o que necessita.

Há diversas formas de parasitismo, onde no encontro de dois organismos somente um deles tirará o alimento do outro, sem nada lhe dar em troca.
Como exemplo de planta parasita, podemos citar o cipó-chumbo ou fios-deovos (Cuscuta racemosa), que com um manto de filamentos dourados cobre mais freqüentemente plantas úteis, principalmente as arbustivas ornamentais de jardins.

Em apenas 12 horas após ter saído de sua semente, o cipó chumbo lança seu caule em forma de gavinha à procura de um hospedeiro. Após um dia, esse caule já terá se enrodilhado firmemente em sua vítima. Ao cabo de uma semana invade o hospedeiro, momento em que rompe sua ligação com o solo para se tornar exclusivamente parasita. Como é totalmente desprovido de clorofila para fazer a fotossíntese, penetra no sistema vascular da hospedeira, sugando-lhe a seiva até levá-la à morte.

Existem também neste vasto mundo vegetal, as semiparasitas, que são as que dependem parcialmente das hospedeiras, pois geralmente possuem folhas e são clorofiladas, o que lhes permite realizar a fotossíntese, ainda que em pequeno grau. Lançando seus órgãos sugadores – os haustórios – (do verbo latino haurire, que significa beber), para dentro dos tecidos da planta que as hospeda, obtêm a água e os sais minerais de que necessitam para crescerem fortes e sadias, como é o caso da erva-de-passarinho ou do visco.

Além dessas, encontramos ainda as estranguladoras, como o mata-pau (ficus), que germina nas forquilhas de outras árvores.

Trazidas pelo vento, pássaros ou morcegos frugívoros, a pequena planta quando germina, desenvolve dois tipos de raízes. Um deles cresce envolvendo o ramo ou tronco, enquanto o outro tipo desce até o chão aereamente, ou rastejando pelo tronco. Com os resíduos de poeira e matéria orgânica, a plantinha obtém água e sais minerais de que necessita para crescer. As raízes que descem até o chão, agarram-se ao solo da floresta, enrijecem, tornam-se espessas e transformam-se em raízes adventícias.

Elas garantirão a sustentação da nova figueira (fícus) que se forma com novos ramos e folhas, fortalecendo-se a tal ponto que passa a espremer a árvore hospedeira, sufocando-a até a morte. A estranguladora, depois de matar a planta suporte, já é uma árvore independente, forte e com ramagem própria, chegando a atingir portes colossais. Além do Brasil, as estranguladoras são muito comuns nas florestas úmidas da Nova Zelândia, Austrália e outras regiões.

Até a conhecida Scheflera, uma árvore que cresce a partir do solo, dependendo das condições de vida da floresta tropical em que vive, passou a se desenvolver também como estranguladora. Ela costuma vitimar o tipo feto, que possui troncos recobertos por uma massa esponjosa e fibrosa, o que por si só favorece sobremaneira a germinação das sementes.

Além das plantas parasitas, outros elementos da natureza também prejudicam as plantas, como é o caso dos fungos parasitas que são responsáveis por diversas doenças que atacam as plantas.

As moléstias causadas pelos fungos podem ser facilmente visíveis e reconhecidas. É o caso do míldio das roseiras, que tem o aspecto de uma trama esbranquiçada que lhe recobre as folhas, como também as ferrugens, o mosaico do fumo, o apodrecimento das raízes dos cogumelos, a galha-preta que cresce num ramo de cerejeira em forma de nódulo, etc.

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phoradendron flavescens (Small)

O visco (Phoradendron flavescens ou Viscum album) é uma planta parasita que cresce em árvores, particularmente, de madeira de lei, como carvalho e maçã.
Um parasita é uma planta ou animal que precisa de outra planta ou animal para sobreviver.
Como o visco cresce em uma árvore, ele coloca suas raízes em seu casco e pega os nutrientes desta árvore. Às vezes, o visco prejudica a árvore e causa deformidades em seu galhos, mas, normalmente, não a mata. Se ela morrer, ele também morre. ar.

O visco é uma planta parasita que cresce em árvores

Ele produz seu próprio alimento por fotossíntese e é capaz de viver sozinho, embora seja mais encontrado em árvores.
É comum ele crescer em cima de outro visco. É fácil de ser encontrado no inverno porque suas folhas são verdes o ano todo. Nos Estados Unidos, ele cresce em regiões tropicais e subtropicais (de Nova Jersey até a Flórida).

Tem folhas pontudas, verdes e parecidas com couro, com frutinhas com aparência de cera, podendo ser vermelhas ou brancas.
Suas flores podem ser de muitas cores, desde vermelho forte até amarelo e verde.
A ingestão de visco pode causar sérias dores de estômago e diarréia e, em alguns casos, até a morte.
Caso haja visco (ou seja, uma guirlanda) em sua casa neste Natal, certifique-se de que esteja em um local fora do alcance de crianças e animais.

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Espalhando as sementes
As frutinhas vermelhas e brancas que crescem no visco são comidas por pássaros que deixam suas fezes em seu local favorito: no galho de uma árvore. Estas fezes contêm sementes que brotam raízes nos galhos das árvores. Os pássaros também ajudam a espalhar a semente quando limpam seus bicos nos cascos das árvores para se livrarem das sementes grudentas depois que comem. As sementes são grudentas porque há seiva dentro das frutinhas. Isso ajuda a manter as sementes na árvore, em vez de caírem no chão. Dentro de seis meses, o visco começa a crescer, embora leve cinco anos para dar flores.

borboletas azuis

cuscuta (Small)

A Cuscuta racemosa é uma planta parasita, da família Convolvulaceae, conhecida vulgarmente como cipó chumbo, fios de ovos, tinge ovos, cipó dourado, dentre outras, sendo encontrada no Brasil do Rio Grande do Sul até Minas Gerais.

Existe cuscuta no mundo inteiro, mas a brasileira é chamada de cuscuta racemosa, e aqui ganhou o apelido de fios de ovos por causa da aparência.

Toda amarela, ela não tem um pingo de clorofila – então não faz fotossíntese, ou seja, não produz oxigênio.

Da natureza, ela só retira, e em troca, destrói. A cuscuta é uma das piores parasitas que existem, e hoje em dia ataca principalmente espécies exóticas, que não são nativas e não tem defesa contra ela.

A planta lança seus fios sobre a copa das árvores e arbustos e vai se enroscando.

Nosso olho não enxerga, mas a cuscuta penetra nos tecidos da planta hospedeira e suga sua seiva até a morte.

O pior é que se reproduz muito facilmente. Os pássaros podem levar pedaços dos fios que se transferem para outra vítima, e as pequenas flores creme, de cerca de 2 mm, atraem insetos polinizadores. E logo produzem sementes levíssimas que se espalham com o vento. E mais, são capazes de se manter férteis no ambiente por até 15 anos.

A cuscuta tem uma artimanha para continuar viva mesmo quando ela parasita uma planta que está morrendo.

“Ela sente que a planta está fraca, está produzindo uma quantidade menor de nutrientes, então é a hora que a cuscuta vai florescer”.

É preciso cuidado, no entanto para não confundir a parasita cuscuta com plantas que vivem sobre as árvores – as epífitas – e que nada tiram de seu hospedeiro a não ser um lugar para se apoiar.

Muita gente confunde o comportamento da cuscuta com o da planta, conhecida como barba de velho ou barba de bode. É um tipo de bromélia que não tem nada de parasita, ela só se apóia sobre as árvores, principalmente árvores antigas do meio da mata. Essa bromélia só vive em ambientes com excelente qualidade do ar, por isso não existe mais na cidade de São Paulo, só em matas do interior ou mudas para vender em algumas lojas.

Não há veneno que mata a cuscuta, sem que mate também a vítima. Tem que ser radicalm corte a árvore ou deixe um outro ramo que ainda esteja vivo, se você quiser salvar alguma coisa. Mas o melhor método é cortar, limpar o local e colocar uma outra árvore.

O jeito é cortar o mal da cuscuta pela raiz, para que só vivam as plantas que deixam viver.

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