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Shiitake (Lentinula edodes)

Por muito tempo incluídos no reino vegetal, apesar de carecerem de clorofila e possuírem características muito diferentes das que apresentam as plantas, os fungos são hoje classificados em reino independente.

Parasitos das plantas cultivadas, permitem a produção de antibióticos e favorecem muitos processos de fermentação. Alguns são apreciados também como alimento.

Fungo é o organismo vivo simples heterotrófico, isto é, incapaz de sintetizar matéria orgânica a partir de substâncias inorgânicas, cujo corpo é formado somente de um talo unicelular ou pluricelular. Semelhante às plantas em alguns aspectos, delas difere muito em outros.

Já foram descritas cerca de 50.000 espécies, mas calcula-se que tal número possa chegar a 250.000. Os fungos encontram-se em habitats muito diversos: em meio aquático, no solo, no ar, sobre partículas em suspensão ou ainda à custa das plantas e também dos animais, que muitos deles parasitam. Aparecem onde quer que exista certo grau de umidade.

shimeji-preto
Características
Como as plantas, os fungos são organismos imóveis que vivem fixados a um substrato. Possuem um tecido indiferenciado, parecido com o talo de certos vegetais inferiores, e formam estruturas reprodutivas semelhantes aos esporos de outros seres vivos.

No entanto, não têm clorofila, substância graças à qual os vegetais realizam a fotossíntese, e se alimentam de matéria inorgânica por meio da captação de energia luminosa.

Os fungos, portanto, como seres heterotróficos, isto é, que vivem às expensas da matéria elaborada por outros organismos, devem necessariamente crescer sobre restos orgânicos em decomposição ou como parasitos de outros seres vivos.

A carência de clorofila, que confere às plantas sua característica cor verde, faz com que os fungos apresentem outras tonalidades, amiúde esbranquiçadas ou pardas, e também é a razão por que não precisam de luz para desenvolver-se.

Além disso, não possuem em suas células a típica parede de celulose dos vegetais e suas membranas frequentemente contêm quitina, substância de que se compõe a cutícula de alguns animais invertebrados, como os insetos. Essas características levaram os biólogos a considerarem os fungos como um reino à parte. A ciência que estuda esses seres denomina-se micologia.

As células dos fungos pluricelulares se dispõem em filamentos chamados hifas, as quais se agrupam e constituem o tecido fundamental ou micélio. A reprodução pode ser assexuada, em geral por meio de estruturas microscópicas denominadas esporos, ou sexuada.

Esta última se processa em certos fungos por fusão de células procedentes de duas hifas distintas. Alguns grupos formam duas classes de esporos: uns dotados de flagelo, prolongamento filiforme que lhes permite deslocar-se na água, conhecidos como zoósporos; e outros sem flagelo, os aplanósporos, carentes de mobilidade.

Cogumelo-do-mel (Armillaria ostoyae)

Os diversos grupos de fungos desenvolvem também diferentes tipos de órgãos produtores de esporos. Em alguns mofos, esses órgãos denominam-se esporângios e se apresentam como corpos arredondados situados na extremidade de um filamento.

Os cogumelos mais comuns produzem um órgão frutífero composto de um pé e um chapéu, que constituem a parte visível do fungo. Na parte inferior do chapéu há uma série de lamelas em que se originam os basídios, estruturas que emitem os esporos. Os levedos e certos mofos formam os ascos, pequenos órgãos que costumam desenvolver oito esporos.

Ordenação sistemática
Entre as diversas classes de fungos encontram-se os mixomicetes, que produzem corpos frutíferos dos quais surgem esporos muito resistentes, que podem permanecer em estado de latência durante muitos anos, até que as condições ambientais se tornem favoráveis a seu desenvolvimento.

A classe dos ficomicetes, fungos inferiores e antigos, agrupa os arquimicetes, muito primitivos; os oomicetes, que parasitam vegetais; e os zigomicetes, que incluem alguns dos mofos mais comuns, como os pertencentes aos gêneros Mucor e Rhizopus — os chamados mofos pretos — frequentes no pão, nas frutas e em outros alimentos em mau estado de conservação.

A classe dos ascomicetes, caracterizados por possuírem ascos dos quais saem os esporos, incluem, entre outros, os levedos do gênero Saccharomyces, importantes porque realizam diferentes processos de fermentação, entre os quais o da farinha, que assim se transforma em pão, e o da cerveja.

Bolor na fabricação de queijo Brie e Camembert (Penicillium camemberti)

A esse grupo pertencem também os fungos do gênero Penicillium, dos quais se obtém a penicilina, antibiótico descoberto pelo médico inglês Alexander Fleming em 1928, e as trufas, do gênero Tuber, muito apreciadas como alimento, por seu delicado sabor.

Agaricus_campestris

Lactarius deliciosus

Os cogumelos são fungos pertencentes à classe dos basidiomiceto, alguns dos quais comestíveis, como o Agaricus campestris, conhecido em culinária como champignon; e o Lactarius deliciosus.

Amanita muscaris

Outros são venenosos, como os mata-moscas (Amanita muscaria), e até mortais, como o Amanita phalloides, conhecido em português pelo nome comum de cicuta verde, é uma espécie de cogumelo altamente venenoso que pode causar a morte se eventualmente consumida.

Amanita_phalloides

A espécie é originária da Europa, mas pode também ser encontrada nas Américas, na Austrália e na Ásia. A Amanita phalloides habita florestas, normalmente junto de carvalhos, nogueiras e/ou coníferas.

cogumelos

Obrigada pela sua visita. Se você tem sugestões ou dicas sobre o assunto, coloque aí nos comentários, eles podem acabar virando temas para novos posts.

OBS: Este site não trabalha com vendas de plantas,sementes e afins, apenas são postados artigos com informações sobre como cultivar as plantas. Você pode adquirir sua planta desejada em qualquer bom Garden Center de sua região.


Paphiopedilum maudiae "Darkness"

As orquídeas Paphiopedilum são originárias do continente asiático, desde os Himalaias até às Filipinas e Laos, passando pela China. Apesar de se cultivarem normalmente em casa ou no interior de uma estufa, no nosso país muitas espécies podem ser cultivadas no exterior em locais abrigados do sol e da chuva.

Os Paphiopedilum gostam de sombra, de ambientes mais frescos e úmidos, convém nunca deixar o substrato secar completamente, as raízes são diferentes das outras orquídeas, são finas, castanhas e com pilosidades.

Essas espécies de orquídea podem crescer no solo, agarrados a rochas ou, mais raramente, como plantas epífitas, nos troncos das árvores.

Nas nossas casas são cultivados em pequenos vasos com um substrato mais fino de modo a manter alguma umidade (uma mistura para orquídeas terrestres constituída por casca de pinheiro fina, musgo de esfagno ou perlite e fibra de coco).

Nestas orquídeas podemos colocar um prato na base do vaso para manter a umidade. As regas deverão ser feitas se possível com água da chuva ou água destilada e só devemos aplicar um fertilizante uma vez por mês. De dentro das folhas nascem as hastes florais. Algumas espécies dão só uma flor, outras são multiflorais.

A flor tem uma forma característica. Tem uma sépala dorsal geralmente grande e as outras duas sépalas estão fundidas formando um sinsépalo, as duas pétalas são muitas vezes pendentes e o labelo tem a forma de um copo parecendo também a parte frontal de um sapato, que originou a denominação comum de ‘sapatinho’.

As folhas são alongadas, com uma “dobra” longitudinal no centro. Podem ser completamente verdes ou podem ter manchas em tonalidades diferentes de verde. Costumamos dizer que as Paphiopedilum de folhas verdes são mais resistentes ao frio. As de folhas “pintadas” gostam de temperaturas mais amenas.

Os reenvasamentos devem ser feitos na primavera, depois da floração e só quando os vasos estão cheios de plantas. Se pretender dividir o vaso, faça-o de maneira a que fiquem sempre duas ou três plantas juntas em cada vaso e de modo a danificar o menos possível as raízes.

Não utilize vasos muito grandes, só o bastante para a planta crescer durante mais 2 anos. Demasiado espaço no vaso atrasa as florações podendo a planta estar anos sem florir.

Aconselha-se a quem se quer iniciar no cultivo de Paphiopedilum a começar pelos híbridos. Existem já muitos no mercado, de cores e formas variadas. Geralmente são mais resistentes e de cultivo mais fácil do que as espécies.

Phragmipedium longifolium

Há muitas espécies de orquídeas que levam o nome popular de “sapatinho”. Algumas são do gênero Paphiopedilum (o da foto é um Paphiopedilum maudiae “Darkness”), outras do gênero Phragmipedium, e uma minoria de outros gêneros mais raros de serem encontrados no Brasil.

Todas são terrestres, podem ser plantadas na terra preta comum com húmus de minhoca ou composto orgânico. Precisam ficar em local muito iluminado, mas sem receber a incidência direta de raios solares, que queimam as folhas.

Os sapatinhos costumam dar flores uma vez por ano, normalmente nos meses mais frios e úmidos, quando devemos diminuir um pouco as regas e a adubação. Passado o inverno, eles voltam a produzir novas raízes e brotos, sinalizando que devemos retomar os cuidados gerais.

Não podem ficar com as raízes encharcadas, mas apreciam ambiente constantemente úmido, por isso, procure plantá-los embaixo de uma árvore que ofereça boa sombra.

Paphiopedilum

Cuidados
- Mesmo sendo do tipo terrestre, as orquídeas paphiopedilum não devem ser plantadas em um solo comum.

- Pois você pode atrapalhar o crescimento e a respiração de suas raízes, fazendo seu cultivo ficar trabalhoso.

- Na natureza, as orquídeas terrestres têm muitos nutrientes vindos das árvores e também de animais mortos.

- E é claro, uma boa quantidade de água, na maioria das vezes.

E por isso, um cuidado que você deve ter ao escolher o substrato para sua orquídea é: Verificar se ele consegue reter bem a água.

Como a sapatinho não possui pseudobulbo e nem caule, ela não consegue armazenar água. Mas tenha cuidado, o substrato não pode ficar encharcado, ele deve ficar úmido.

Os substratos recomendados para seu cultivo são muito diversos, então escolha qual é o de sua preferência, desde que mantenha umidade.

Algumas das melhores opções de substratos para a orquídea sapatinho são:
* Musgo de esfagno
* Perlite
* Fibra de coco
* Casca de pinheiro fino

Você também pode optar por fazer uma mistura com todos esses substratos. Além disso, verifique se o substrato não vai se compactar com o passar do tempo, pois caso aconteça isso, pode matar a sua orquídea sufocada nas raízes. Porque quando o substrato comprimir, ele vai impedir o crescimento e a respiração das raízes.

Sapatinho

Como regar

Normalmente você vai aprender que com todas as orquídeas, o você tem que tomar cuidado com o excesso de água. Por que o excesso pode apodrecer as raízes e matar a orquídea.

Mas no caso das paphiopedilum, um dos maiores cuidados que você deve ter é com a falta de água. Pois como dito acima, essa planta não possui meios para guardar água. Então cuidado para não matá-la de sede.

A rega deve ser aumentada durante os tempos de calor, pois a evaporação da água é maior. Basta nunca deixar os substratos secarem.

E também não deixe que as raízes fiquem encharcadas. Quando for regar, tente fazer isso pela manhã, utilizando água morna. Procure utilizar água da chuva ou água destilada.

Já quanto a umidade, garanta que ela tenha uma umidade grande no local onde está. Isso porque na natureza, elas vivem abaixo das árvores, onde tem uma umidade constante em suas raízes.

Como adubar a orquídea Sapatinho (Paphiopedilum)
As orquídeas sapatinho em sua maioria são plantas que não necessitam de uma grande quantidade de adubação. Isso acontece, por que elas são plantas de crescimento mais lento, o que as faz gastarem menos nutrientes. Por isso, durante o período vegetativo adube uma vez a cada mês.

O período vegetativo é aquele compreendido entre a germinação e a floração, quando a planta cresce e se fortalece através da fotossíntese e acumula recursos que serão fundamentais na seguinte fase. Um mês antes da floração começar, adube 1 vez por semana a sua orquídea.

Já os adubos adequados são foliares do tipo:
* NPK 10 10 10
* NPK 20 20 20
* NPK 30 10 10 (apenas se estiver sendo cultivada em cascas, pois ao se desfazer, essas cascas gastam muito nitrogênio)

Ao aplicar, lembre-se de borrifar nas folhas e também no substrato. Mas tenha cuidado com o horário, de preferência adube no começo da manhã (até 9hrs). Pois, o sol em conjunto com o adubo pode queimar suas folhas e também suas raízes.

Paphiopedilum Leeanum

Flores e Floração
Se você cuidou de sua orquídea, vai chegar a hora de receber o seu prêmio, e essa hora é a floração. As orquídeas sapatinho podem variar muito o seu tipo de floração.

Sendo que algumas possuem hastes uni-florais e outras hastes multi-florais e a duração de cada uma pode variar.

As duas principais características de sua floração:
- Elas florescem uma vez por ano, nos meses frios e mais úmidos.
- Suas flores vão durar de 6 a 8 semanas.

Agora, se você plantou a sua orquídea sapatinho com uma semente e ela está demorando para florescer, não se assuste. As paphiopedilum demoram em média de 3 a 4 anos para dar a sua primeira floração.

E caso sua floração ocorra naturalmente, é necessário que se realize uma poda. Isso garantirá uma nova floração no ano seguinte. Essa poda ocorre quando as flores já tiverem sido finalizadas (mortas ou caídas).

Você deve cortar a ponta até o nível das folhas com uma tesoura esterilizada. A tesoura garante que não sejam propagadas doenças a sua orquídea. Após isso, basta continuar cuidando de sua planta que no ano seguinte ela estará com uma nova floração.

flores  brancas

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Vanda6

Algum tempo atrás pensava-se que as plantas epífitas, como grande parte das orquídeas que possuem as raízes expostas ao ar, não precisassem de fertilizantes já que na natureza elas estão anexadas a uma árvore com pouco ou nenhum húmus ou qualquer outra fonte orgânica de nutrição.

Embora já se saiba que este não seja o caso, a nutrição da orquídea ainda é uma questão importante para muitos cultivadores: afinal, como as orquídeas suprem as suas necessidades nutricionais?

As orquídeas devem utilizar uma estratégia diferente para conseguir os nutrientes de que precisam. Mas qual? Preste atenção nas orquídeas que crescem no habitat natural, você vai perceber que na maio parte das vezes elas se desenvolvem nas proximidades de forquilhas e bifurcações de galhos.

O motivo é que exatamente nestes locais sempre acaba se acumulando detritos de origem vegetal como sementes, casca, pequenos frutos, folhas, etc. Também ali se acumulam detritos de origem animal como excrementos, cartilagens, cascas de ovos, insetos mortos entre outros.

Estes detritos depois de algum tempo se decompõe e se transformam em nutrientes que serão aproveitados também pelas orquídeas.

Já quando cultivamos as orquídeas em nossa casa elas não possuem este recurso natural e precisamos utilizar de adubos para suprir estas necessidades da planta.

Brassavola subulifolia

Conceitos essenciais
Orquídeas devem ser adubadas somente nos meses quentes ou quando estão em pleno desenvolvimento vegetativo porém evite fazer a adubação nas horas mais quentes do dia.

A temperatura ideal fica na casa dos 20º Celsius. Uma boa prática é regar as orquídeas na véspera da adubação foliar.

Não esqueça também que as orquídeas possuem um crescimento lento e não possuem a capacidade de absorver uma dose grande de adubo de uma só vez, por esta razão é importante que você utilize quantidades pequenas de adubo.

Lembre-se do famoso ditado: “a diferença entre o remédio que cura e o veneno que mata está apenas na dosagem”

Outros dois critérios essenciais:
- luminosidade: a luz é absolutamente indispensável no processo de absorção de fertilizantes através das folhas.

- umidade: a umidade do substrato também desenvolve um papel fundamental pois quando a planta está desidratada a absorção foliar diminui drasticamente.

Cattleya_leopoldii_

Quais os elementos que as orquídeas precisam
As orquídeas necessitam de cerca 13 elementos químicos para ter uma vida saudável.

Três destes elementos elas dependem bem mais e por isto são chamados de macronutrientes primários, são eles: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K).

Estes nutrientes são geralmente indicados em fertilizantes como uma relação numérica como 30-10-10, 20-20-20 (este números indicam o percentual de cada um destes elementos na formulação do adubo).

Além destes macronutrientes primários, podemos dizer que cálcio, magnésio e enxofre também são necessários em quantidade razoável. Por isso, o grupo destes 6 elementos químicos é chamado de macro-nutrientes.

As plantas também necessitam de sete micronutrientes ou oligoelementos como o boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), cloreto (Cl), manganês (Mn), molibdénio (Mo), e zinco (Zn).

fagulhas

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Brassavola Cucullata

Temos que considerar a nutrição mineral de suas plantas como uma combinação de água e do fertilizante que você adiciona.

A falta de minerais e suplementos irá resultar na redução do processo de crescimento, a perda prematura de folhas e a geração inexistente de flores em algumas plantas.

Por isso, se você deseja uma planta saudável e com flores, é preciso conhecer os sinais tanto da deficiência quanto do excesso de conteúdo mineral para orquídeas.

Nitrogênio - Ele é necessário para o forte crescimento vegetativo como componente essencial de proteínas e clorofila.

A deficiência de nitrogênio vai resultar em plantas raquíticas e de maturação precoce. As folhas se tornarão amarelas e, eventualmente, cairão.

O excesso de nitrogênio vai levar a um crescimento vegetativo excessivo, mas irá retardar o florescimento.

Potássio - É um elemento necessário para o crescimento das raízes, produção de açúcar e de amido, e da integridade celular da membrana.

O excesso de Potássio resultará em sintomas de deficiência de nitrogênio, magnésio, cálcio, ferro, zinco, cobre e manganês.

Cálcio - É necessário para a formação da parede celular, atua como catalisador enzimático, e tem um papel muito importante na neutralização de metabolitos tóxicos. A deficiência de cálcio em orquídeas resulta em crescimento deficiente, deformidade e clorose das folhas mais novas, áreas escurecidas nas extremidades das folhas e brotos com bordas amarelas, atrofiadas e raízes encurtadas, e pontas mortas das raízes.

O excesso de cálcio irá resultar em sintomas de deficiência de magnésio.

Magnésio - É importante na produção de clorofila e de proteínas, metabolismo de hidratos de carbono e da ativação de enzimas.

A deficiência de magnésio é manifestada em clorose marginal e das veias e começam nas folhas mais velhas. Há também um aumento do aparecimento de antocianina nas folhas, e manchas necróticas.

Bulbophyllum Louis Sander

Fósforo - É um componente importante dos ácidos nucleicos, as coenzimas NAD e NADP, que são necessárias para a fotossíntese, respiração e muitos processos metabólicos, e a energia composta ATP.

É também essencial para o crescimento da raiz, floração e produção de semente. A deficiência de fósforo afeta as folhas mais velhas primeiro. Haverá um aumento de pigmento antocianina e coloração azul esverdeado escuro, por vezes com áreas de necrose, e nanismo.

Fósforo em excesso irá resultar em sintomas de deficiências de nitrogênio, zinco e ferro.

Enxofre - O enxofre é um fator importante na formação de proteínas, fotossíntese e do metabolismo do nitrogênio. Raízes atrofiadas, clorose geral começando com as folhas mais jovens será o resultado se não houver enxofre o suficiente.

Boro - Ele ajuda no transporte de açúcar e na síntese de DNA. A falta de boro resultará na morte do tecido meristemático, atrofiação das raízes, e a não formação de flores. O excesso de boro resulta na necrose intervenal das folhas.

Ferro - É um componente de citocromos e ferrodoxina e ajuda na síntese da clorofila. A deficiência de ferro resulta em clorose das folhas mais novas.

Manganês - O seu papel é na ativação enzimática na respiração e no metabolismo do nitrogênio. A deficiência de manganês resultará em manchas cloróticas e necróticas inter venais. O atrofiamento, manchas necróticas nas folhas são os resultados do excesso de manganês.

Zinco - É importante na síntese de triptofano e na ativação de enzimas.A deficiência de zinco resultará em folha menores, distorcidas, atrofiadas e clorose inter venal nas folhas mais velhas, manchas brancas necróticas, e formação de rosetas.

O excesso de zinco irá manifestar sintomas de deficiência de magnésio ou de ferro.

Cattleya Aurantiaca

Cobre – É um componente enzimático e proteína carregador de elétrons no cloroplasto. Falta deste irá resultar em crescimento atrofiado e disforme de orquídeas, enquanto um excesso manifestará em sintomas de deficiência de ferro ou de magnésio.

Molibdênio - Ele ajuda no metabolismo do nitrogênio e do potássio. Manchas inter venais cloróticas, necrose marginal, dobras na folha e a falta de flores será o resultado se houver deficiência de molibdênio.

Água - A água limpa é um bom começo para a nutrição de orquídeas: se a água for limpa e pura irá permitir ao cultivador adicionar os minerais corretos nas proporções necessárias, adicionando uma solução devidamente formulada com os nutrientes certos para a orquídea. A água da chuva é a fonte mais barata e mais facilmente disponível de água limpa.

cattleyas

Outros fatores importantes
Além de uma fonte adequada dos elementos necessários, os seguintes fatores também devem estar presentes:
* Níveis de temperatura adequados
* Umidade adequada
* Níveis de luz adequados
* Suprimentos de ar adequados

Tome nota de que, mesmo que os níveis de minerais sejam adequados, o crescimento ainda pode ser afetado se todos os fatores ambientais acima não forem suficientemente acessíveis.

Além disso, a fertilização em excesso pode levar a um fraco crescimento tornando as plantas vulneráveis a qualquer doença.

Tipos de fertilizantes
De forma muito simples podemos dizer que um fertilizante é qualquer substância, natural ou manufaturada que, acrescentada ao substrato, incremente o desenvolvimento das plantas.

É algo que a planta utiliza para se fortalecer. Naquilo que se refere à origem destes nutrientes podemos dividir em 2 grandes categorias: orgânicos e inorgânicos.

adubo orgânico

Adubos orgânicos
Referem-se aos nutrientes contidos nos produtos que são derivados somente a partir dos restos ou um subproduto de um organismo. Farelo de algodão, farinha de sangue, emulsão de peixe, esterco e lodo de esgoto são exemplos de adubos orgânicos.

Os nutrientes em adubos orgânicos dependem dos organismos do solo para processá-los. Eles se tornam mais eficazes apenas quando o solo é úmido e quente, o que é necessário para os microrganismos ficarem ativos.

Os nutrientes são libertados pela atividade microbiana durante um longo período de tempo. A desvantagem, portanto, é que fertilizantes orgânicos podem não dispensar os nutrientes necessários durante o tempo em que eles são necessitados pela planta para o seu crescimento.

Os fertilizantes orgânicos são mais úteis durante os meses de verão, mas não são tão eficazes durante os meses mais frios.

Este tipo de adubação era a utilizada pelos antigos quando ainda não havia adubos inorgânicos.

No caso das orquídeas cultivadas em vaso, no entanto, estes adubos, quando em estado sólido têm o inconveniente de entupirem parcialmente os espaços entres as fibras, prejudicando a aeração das raízes da planta.

Além disso, costumam alterar o índice de pH do substrato e transmitir fungos. Se você quiser fazer adubações orgânicas nas suas orquídeas, o ideal é usar calda de esterco ou doses mínimas de torta de mamona.

Esta substância é um subproduto da fabricação do óleo de mamona, e é muito rica em nitrogênio, fósforo e potássio.

adubo

Receita de Adubo Orgânico
* 70% de torta de mamona
* 10% de farinha de osso* 10% de cinza vegetal
* 10% de esterco de aves (bem curtido)

Prepare uma mistura destes elementos e adicione uma colher de chá diretamente no substrato e de preferência na parte de trás da planta. Faça isto a cada 3 meses.

Adubos Inorgânicos – São os fertilizantes químicos ou sintéticos que libertam rapidamente nitrogênio no solo, e são diferentes dos fertilizantes orgânicos, tais como estrume, que liberta nitrogênio mais lentamente à medida que ele se decompõe.

Estes produtos são geralmente formulados tecnicamente, e são concentrados. As instruções devem ser seguidas para que nenhuma planta seja prejudicada, ou mesmo morta.

Fertilizantes inorgânicos também são conhecidos como NPK, isto ocorre pois geralmente contém os seguintes minerais:

- Nitrogênio (N) – componente essencial das proteínas e clorofila, e é necessário para o crescimento vegetativo intenso. Uma dose bem aplicada de nitrogênio deixa as folhas das orquídeas mais carnudas e com um verde mais intenso.

A falta desse elemento inibe os processos vegetativos, reduzindo o tamanho das folhas e dando-lhes uma cor verde-amarelada.

A aplicação de nitrogênio em excesso, no entanto, acaba estimulando demais o crescimento, tornando os tecidos vegetais flácidos e sem resistência para enfrentar o ataque de pragas e doenças.

- Fósforo (P) – componente envolvido na transferência de energia e atua como um regulador da atividade vital.

As plantas bem nutridas de fósforo são altamente resistentes às doenças. A falta deste elemento químico pode ser notada pela cor avermelhada das folhas, pelo crescimento lento demais e pela pouca exuberância da floração.

- Potássio (K) – componente que ajuda no forte crescimento. Quando o teor de potássio aumenta na seiva, ocorre uma economia de água nos tecidos das plantas. É que este elemento químico tem a propriedade de regular o fechamento dos estômatos, os poros vegetais, reduzindo as perdas de água pela transpiração e, portanto, conferindo à planta maior resistência à falta d´água e baixas temperaturas.

Durante a fase de crescimento é importante que você adube as suas orquídeas a cada 15 dias com adubos foliares, mas deixe para regar 48 horas após a aplicação. Evite ao máximo o uso de água clorada para misturar com os fertilizantes.

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Ótimas fórmulas de adubos químicos
A planta vive momentos distintos, em alguns períodos precisa de mais alimento do que outros. Você deve ter a percepção do momento correto de modificar um pouco a composição do adubo.

Lembre-se de consultar este guia sempre que ficar na dúvidas sobre o efeito de cada um dos elementos.
- Plantas Jovens

Fertilizante líquido NPK 30-10-10, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverização sobre as folhas.

- Plantas Adultas

Fertilizante líquido NPK 18-18-18 ou 20-20-20, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverizado sobre as folhas.

- Planta em Flor
Fertilizante líquido NPK 30-10-10, ou 10-30-20, a ser diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante, e pulverizado nas folhas a partir do surgimento das espatas (botões) até o final da floração.

Adubação Foliar e por Gotejamento
A técnica de aplicação de adubos químicos solúveis em água possibilitou o cultivo comercial de grandes quantidades de plantas.

Esta tecnologia é mais utilizada em grandes orquidários onde existem equipamentos de irrigação automáticos, pela aspersão, gotejamento ou nebulização. Assim será possível de forma simultânea irrigar e adubar um orquidário inteiro em poucos minutos.

As folhas das plantas têm possibilidade de absorver a água pelos estômatos que existem em sua superfície, em maior quantidade na parte traseira ou adorsal.

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