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O fascínio pelas orquídeas torna a procura pelas diversas espécies uma das mais agradáveis missões na jardinagem. A popularidade de algumas delas deve-se principalmente a dois fatores: durabilidade da floração e diversidade de matizes coloridas. Graças a esses elementos, a orquídea Lycaste encontrou entre os amantes das orquídeas um espaço cada vez mais nobre nos jardins.

Oriunda das florestas das Américas Central e do Sul, provavelmente derivada de orquídeas endêmicas da Colômbia, a Lycaste foi, por muito tempo, considerada uma flor de difícil cultivo, equívoco originado da confusão que se fazia com as orquídeas Maxillaria, gênero da qual foi separada por John Lindley, renomado botânico inglês. Hoje se conhece melhor as idiossincrasias de tão cultuada flor e pode-se dizer que a Lycaste possui um cultivo de média dificuldade.

A espécie possui cerca de 30 espécies, a maioria delas epífita (desenvolve-se nos troncos de árvores), mas com ocorrências terrestres. Pode chegar a 15 cm de tamanho e desenvolve-se de forma entouceirada com raízes curtas ladeadas por pseudobulbos. As folhas são grandes, lanceoladas com nervuras aparentes e nascem de três em três em cada bulbo e são na maioria das espécies caducas (elas caem após a floração e durante o período de dormência da flor).

A flor da orquídea Lycaste nasce sozinha em cada bulbo, mas raramente crescem duas inflorescências em algumas espécies. As três sépalas abrem-se plenamente dando um formato triangular ao cálice. As pétalas e o labelo semicerram-se, menores que as sépalas, fixando-se diretamente ao suporte, sem pecíolo.

A paleta de cores pode variar entre a monocromática – a mais conhecida espécie, Lycaste cruenta, é amarela – e as matizes coloridas entre o branco e o roxo.

Como suas irmãs epífitas vindas das florestas tropicais, a orquídea Lycaste aprecia alta umidade relativa do ar e um sombreamento que permita ao mesmo tempo proteção contra o sol inclemente do meio do dia e a luminosidade matinal ou vespertina. Uma área com sombra a 50 por cento é o ideal, mas se o verão for inclemente recomenda-se um acréscimo de sombra nos horários mais quentes.

Pode-se fixar a orquídea nas árvores ou plantá-las em vasos com substrato leve como carvão vegetal, casca de pinheiro, musgo, fibra de coco ou perlita. Atenção aos ventos e à circulação do ar, pois a orquídea Lycaste pede boa movimentação aérea durante o florescimento. A adubação e seus reforços devem ser feitos com regularidade semanal ou quinzenal, com fertilizantes orgânicos auxiliados por nitrogênio e potássio. As regas devem ser abundantes sem encharcamento, diretamente no rizoma.

É possível encontrar vários tipos de orquídea Lycaste. Conheça as dicas de cultivo das 4 principais, do gênero:

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1 – Lycaste cruenta
Essa espécie de orquídea tem suas origens nas Américas do Sul e Central, estudos revelam que ela possa ser derivada de orquídeas da Colômbia, as endêmicas. Durante muito tempo essa espécie entrou para lista das plantas de um alto grau de dificuldade de cultivo, o que não era verdade. O que aconteceu é que ela era confundida com a orquídea Maxillaria, essa sim, um tipo difícil de plantar. A separação foi possível graças a um botânico inglês, John Lindley. Uma vez desfeito o engano, se sabe que não está entre as mais fáceis de cultivo, a Lycaste cruente, porém, não é tão difícil, sendo assim, pode ser considerada de nível médio de dificuldade de cultivo.

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2 – Lycaste Macrophylla
A verdade é que são catalogadas exatamente 30 espécies de orquídea Lycaste, sendo que quase todas elas são epífitas, isto é, se desenvolvem em tronco de árvores, o que não impede que sejam cultivadas diretamente no solo.
O tamanho da Lycaste Macrophylla não superar os 15 cm e o seu modo de desenvolvimento é entouceirada com raízes curtas. Essas raízes além de curtas são ladeadas por pseudobulbos. Outra característica dessa planta que merece destaque são as suas folhas, grandes e vistosas, as nervuras são aparentes e em cada bulbo, nascem de 3 em 3. As folhas são chamadas de caducas porque caem logo depois que as flores aparecem.

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3 – Lycaste Deppei
A flor desse tipo de orquídea nasce solitária em cada um dos bulbos, pode acontecer de nascerem no máximo duas juntas, mas é muito raro que isso aconteça. Depois elas têm as suas sépalas, que são três, que se abrem e o formato que se vê é de um cálice triangular. As sépalas são maiores que o labelo e que as pétalas e as fixam sem pecíolo junto ao suporte diretamente. São bem coloridas podendo variar entre branca, roxa ou amarela.

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4 – Lycaste Lasioglossa
Elas podem ser plantadas em vasos e também serem fixadas no tronco das árvores. No caso dos vasos, elas precisam de  um substrato que contenha casca de pinheiro, carvão vegetal, fibra de coco, musgo ou perlita.

É necessário dar uma atenção especial à quantidade de vento que chega até esse tipo de orquídea Lycaste, ela precisa de uma boa movimentação de ar, principalmente quando chega o momento das suas flores surgirem. O adubo deverá ser feito a cada 15 dias ou no máximo a cada semana e devem ser usados fertilizantes orgânicos enriquecidos com potássio e nitrogênio. Deve-se cuidar para não encharcá-las durante a rega, mas ao mesmo tempo a água deve ser abundante e colocada no rizoma diretamente.

A orquídea Lycaste, falando de um modo geral, isto é, de todos os tipos, gostam de muita umidade relativa do ar e ao mesmo tempo em que o solo chegue até elas com um pouco de sombra, principalmente se for àquele forte do meio dia. Também aprecia a luminosidade da manhã e vespertina. O ideal é deixá-la em uma área que tenha sombra em mais ou menos 50% e quando chegam os dias de calor forte do verão, nos horários de maiores temperaturas é recomendado colocá-las na sombra.

Dicas para não errar no cultivo da orquídea Lycaste
As orquídeas Lycastes são plantas decíduas, um bom exemplo é a aquela aromática com flores amareles, a Lycaste skinneri. As flores desse tipo de orquídea, por exemplo, são cerosas, formam grandes triângulos e duram por muito tempo. Sem falar que uma das principais características dessas plantas são as folhas, normalmente plissadas e os pseudobulbos arredondados.
* O tipo de luminosidade que as orquídeas Lycaste precisam: para cultivá-las é necessário prestar atenção na luz que chegará até elas. As que são decíduas precisam ficar no sombreamento que pode variar de 50% a 70%. As que estão sempre verdinhas podem ficar num sombreamento que varia entre 60% a 80%.

* É necessário também observar a temperatura para o cultivo desse tipo de planta: aquelas que estão sempre verde podem ficar durante o dia em temperaturas que variam 24 a 27ºC e durante à noite 16ºC. No caso das decíduas, elas suportam e pedem mais calor, 35ºC durante o dia e 10ºC durante a noite.

* Atenção a rega: Durante todo o período de desenvolvimento da planta depois do cultivo a rega deve ser abundante, mas cuidado para não encharcá-la. Observe se o substrato está começando a secar e esse é o sinal verde para regar novamente. Outro detalhe é que as orquídeas Lycaste decíduas devem ter a terra seca quase por completo quando elas estão sem folhas, enquanto as que estão sempre verdinhas, o período de quase seca é quando se formam os pseudobulbos. As folhas não devem ser molhadas nunca.

* Umidade: Elas gostam de umidade e o nível ideal pode variar entre 40% a 70% e é importante que estejam em um lugar que exista uma boa circulação de ar para que elas não fiquem com fungos que destroem as folhas.

*Adubo: É muito necessário e deve ser intenso enquanto a planta está crescendo. A recomendação é usar a fórmula 30-10-10 no verão e no outono 10-30-20.

* Replantio: Ele deverá ser feito durante a primavera e não esqueça que é importante manter alta umidade e substrato seco esperando as novas raízes.

por do sol

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