- A -
Abaxial â face inferior ou dorsal das folhas.
Acume â ponta aguda e comprida.
Acuminado â agudo, aguçado, pontiagudo; terminado em, ou provido de acume.
Adaxial â face superior ou ventral das folhas.
Adnato â ligado a alguma coisa de que parece fazer parte, que nasce junto de; fusĂŁo de diferentes partes, como labelo e coluna.
Aecial â estado esporĂfico dos fungos destinado Ă multiplicação zigĂłtica.
Alba â variedade branca de uma flor.
AnamĂłrfico â estado assexuado, conidial ou clonal dos fungos.
Androceu â conjunto dos ĂłrgĂŁos masculinos da flor, conjunto dos estames.
Antera — porção dilatada, sacular, que se acha no ĂĄpice do filete do estame e que encerra os grĂŁos de pĂłlen.
Antracnose â infecção fĂșngica caracterizada por manchas de coloração castanha-marrom, arredondadas ou irregulares, sobre as folhas ou pseudobulbos.
Aquinada â diz-se das Cattleya e Laelia que apresentam as pĂ©talas manchadas, lembrando a Cattleya intermedia var. Aquini.
- B -
Bifoliada â que apresenta duas folhas num sĂł pseudobulbo.
BotĂŁo â a flor antes de desabrochar; pode ser usado tambĂ©m para a pequena saliĂȘncia que nos vegetais dĂĄ origem a novos ramos, folhas ou flores.
BrĂĄctea â folha geralmente modificada, em cuja axila nasce uma flor ou uma inflorescĂȘncia.
Bulbo traseiro – um velho pseudobulbo, frequentemente sem folhas, simpodial, que ainda estĂĄ vivo e pode ser usado para propagação de uma nova planta.
- C -
CĂĄlice â invĂłlucro exterior da flor periantada, composto por sĂ©palas livres ou concrescidas/fundidas, total ou parcialmente.
CĂĄpsula â o fruto que contĂ©m as sementes das orquĂdeas, frequentemente com milhares e atĂ© mesmo milhĂ”es de sementes.
Caule â parte de uma planta que suporta as folhas e as flores, com forma, organização e dimensĂ”es extremamente variĂĄveis.
ClamidĂłsporo â cĂ©lula especial rica em nutrientes e de paredes espessas produzida por algumas espĂ©cies de fungos, destinada a resistir a condiçÔes ambientais adversas.
Cleistogamia â polinização que ocorre antes da flor desabrochar.
CleistogĂąmica â flor que se autopoliniza, sem estar aberta inteiramente.
Clone â Todas as diversas manifestaçÔes vegetativas (divisĂ”es, propagação meristemĂĄtica, etc.) de uma Ășnica planta de orquĂdea, cultivada originalmente de uma sĂł semente.
CoalescĂȘncia â junção de vĂĄrias manchas ou lesĂ”es, normalmente fĂșngicas, formando uma ĂĄrea maior e contĂnua.
Colo â parte da planta situada entre a haste principal e as raĂzes, no nĂvel do solo.
Coluna â nas orquĂdeas, estrutura constituĂda pelo concrescimento de filetes e estigmas, ĂłrgĂŁo sexual, localizado na parte superior do labelo, podendo ou nĂŁo ser envolvida por este.
Conidial â estado assexuado, vide anamĂłrfico.
CoriĂĄceo â de consistĂȘncia semelhante Ă do couro.
Coroa â A parte central da roseta de folhas de uma orquĂdea monopodial, como Phalaenopsis, da qual novos brotos se elevam.
Corola â invĂłlucro floral, por dentro do cĂĄlice, geralmente a parte mais vistosa das flores, de cores variadas, formada por um ou mais segmentos livres ou concrescidos, as pĂ©talas.
Cromossomo â CorpĂșsculo em que se divide o nĂșcleo celular no curso da mitose; cada espĂ©cie vegetal ou animal possui um nĂșmero constante de cromossomos, que transmitem os caracteres hereditĂĄrios de cada ser e constituem unidades definidas na formação do novo ser.
Cruzamento â a progĂȘnie que resulta da transferĂȘncia de pĂłlen de uma planta para a flor de outra; o ato em si.
Cultivar â em orquĂdeas, uma planta especĂfica cultivada de uma Ășnica semente; deve ser designada com aspas simples em seu nome. Ex.: Cattleya labiata var. ametistina âCanoinhaâ.
Cultura de tecidos â ver Meristemagem.
- D -
DecĂdua â diz-se da planta cujas folhas caem em certa Ă©poca do ano ou apĂłs amadurecimento, com novas brotaçÔes apĂłs um perĂodo de repouso.
Diandras â diz-se da planta que apresenta dois estames no androceu da flor.
DiplĂłide â planta com duas sĂ©ries cromossomas, tambĂ©m conhecida como 2N.
DivisĂŁo â forma de obter novas plantas pelo corte do rizoma de uma orquĂdea simpodial (ex. Cattleya) em partes contendo pseudobulbos e rizomas, com gemas vivas, ou corte de uma parte superior do tronco de uma orquĂdea monopodial (ex. Vanda).
DormĂȘncia â um perĂodo de entorpecimento e repouso durante o qual nĂŁo ocorre crescimento vegetativo, comumente apĂłs um perĂodo de crescimento ou a perda de folhas; normalmente requer temperaturas mais baixas e menos ĂĄgua.
- E -
Ectoparasita â parasito que se situa na parte externa do hospedeiro.
Ensiforme â em forma de espada.
EpĂfita â diz-se de uma planta que vive sobre outra, mas sem parasitĂĄ-la, ou seja, sem retirar dela nutrientes, que lhe sĂŁo providos pela chuva, pelo ar e detritos disponĂveis. Pode viver sobre outros tipos de suporte.
Equitante â diz-se das folhas conduplicadas quando as mais velhas envolvem as mais novas da mesma gema ou do mesmo broto (a palavra vem do latim equitare, cavalgar, montar sobre), como no conhecido Oncidium equitans, agora renomeado como Tolumnia, ou na Maxillaria equitans (ex Marsupiaria matogrossensis).
Espata â brĂĄctea que fica na base de uma inflorescĂȘncia, em geral membranosa, que protege a flor em botĂŁo.
EspĂ©cie â um conjunto de plantas ou outros seres vivos muito semelhantes que parecem ter um ancestral tĂŁo proximamente relacionado que suas caracterĂsticas definitivamente os separam de qualquer outro grupo; vĂĄrias espĂ©cies formam um gĂȘnero.
EspĂ©cime â indivĂduo representativo de uma classe, de um gĂȘnero, de uma espĂ©cie, etc; pode indicar tambĂ©m a espĂ©cie que tipifica um gĂȘnero.
EspemogĂŽnio â ĂłrgĂŁo produtor dos gametas sexuais masculinos.
Esporos â formação geralmente unicelular e uninuclear, capaz de germinar em condiçÔes determinadas, reproduzindo, vegetativa ou assexuadamente, o indivĂduo que o formou; propĂĄgulo dos fungos.
Estame â ĂłrgĂŁo masculino da flor, onde se encontram a antera e os sacos polĂnicos, que encerram os grĂŁos de pĂłlen.
EstĂŽmato â estrutura microscĂłpica existente na epiderme das folhas e caules, constituĂda basicamente de duas cĂ©lulas que se afastam e se aproximam, permitindo uma abertura pela qual se efetuam trocas gasosas entre a planta e o meio e absorção de ĂĄgua ou sua exsudação.
- F -
Fauce â abertura do tubo da corola, do labelo em orquĂdeas.
Ferrugem – infecção causada por determinados fungos, caracterizados por altas taxas de reprodução; no herbĂĄrio do Instituto BiolĂłgico de S.Paulo existem mais de 11.000 espĂ©cies de ferrugens coletadas no Brasil.
Filiformes â em forma de fios.
Fimbriado â em forma de franja, principalmente com relação a segmentos finamente recortados.
Flabelado â em forma de leque; flabeliforme.
FlĂąmea, flameada â diz-se da flor que apresenta as pĂ©talas coloridas, da cor de chama, imitando o labelo; Ă© um tipo de pelĂłria.
FlorĂfera â diz-se de planta que floresce frequentemente.
Fonte de inĂłculo – tecidos ou ĂłrgĂŁos de plantas sobre os quais os fungos produzem propĂĄgulos de disseminação e dispersĂŁo.
Forma lepto- ferrugem que produz teliosporos hialinos os quais germinam sem qualquer perĂodo de repouso.
FotossĂntese â sĂntese de materiais orgĂąnicos a partir de ĂĄgua e gĂĄs carbĂŽnico, quando a fonte de energia Ă© a luz, cuja utilização Ă© mediada pela clorofila.
Frasco â vasilha, normalmente de vidro transparente, usado para germinação de sementes ou micropropagação de meristemas de orquĂdeas (e outras plantas) em laboratĂłrio.
Fusiforme â com a forma de fusos, como alguns pseudobulbos.
- G -
Garganta â a parte mais interna de um labelo tubular de orquĂdea.
GĂȘnero â um conjunto de orquĂdeas ou outros seres classificados juntos porque apresentam caracterĂsticas similares e um presumĂvel ancestral comum; hĂĄ cerca de 900 gĂȘneros naturais de orquĂdeas e cerca de 600 outros intergenĂ©ricos, poucos nativos, a maioria feitos pelo homem.
Gineceu â a parte feminina da flor; conjunto de pistilo, que por sua vez Ă© formado de ovĂĄrio, estilete e estigma.
Grex â termo usado para referir toda a progĂȘnie de um especĂfico cruzamento.
- H -
HĂĄbitat – lugar onde um determinado oâ lurganismo vive ou habita.
Haste – parte da planta que sustenta alguma outra.
HerbĂĄrio â coleção de espĂ©cimes de plantas que passaram por um processo de prensagem e secagem, ordenadas de acordo com um determinado sistema de classificação e disponĂveis para referĂȘncias e outros fins cientĂficos.
Hialino â destituĂdo de cor, transparente.
HĂbrido â A progĂȘnie (descendĂȘncia) resultante da uniĂŁo de duas diferentes espĂ©cies (o que seria um hĂbrido primĂĄrio), ou de uma espĂ©cie e um hĂbrido, ou de dois hĂbridos (um hĂbrido complexo).
HĂbrido natural â aquele que ocorre na natureza, sem interferĂȘncia do homem.
Hifas â qualquer filamento de um micĂ©lio.
HigrĂłfito â vegetais adaptados Ă vida em ambientes de elevado grau de umidade.
- I -
In situ â locução latina que significa âno lugarâ.
InflorescĂȘncia â qualquer sistema de ramificação (racimo, panĂcula ou escapo) terminado em flores.
IntergenĂ©rico â Cruzamento entre dois ou mais gĂȘneros, resultando um hĂbrido intergenĂ©rico.
- K -
Keiki â SĂŁo plĂąntulas que emergem nas hastes florais ou mesmo na base de determinados gĂȘneros, como Phalaenopsis e Dendrobium, inicialmente com folhas e raĂzes, que, com determinado tamanho, podem ser retiradas e replantadas, constituindo uma nova planta. A palavra tem origem no HavaĂ e se pronuncia âquĂȘiquiâ.
- L -
Labelo â a terceira pĂ©tala de uma flor de orquĂdea, maior e mais vistosa, modificada pela evolução num labelo (com a forma de lĂĄbio) quase sempre um atrativo lugar de aterrissagem para polinizadores.
LitĂłfila â orquĂdea ou outra planta que cresce ou se desenvolve sobre rochas; rupreste, rupĂcola.
Lobo, lĂłbulo â recorte pouco profundo e arredondado.
Lobos laterais â os dois lobos de cada lado do lobo central de um labelo trilobado.
- M -
Mandaiana â diz-se da variedade de Laelia purpurata que nĂŁo apresenta estrias na fauce, normalmente de cores suaves no labelo.
Mericlone â uma cĂłpia exata de uma orquĂdea, salvo alteraçÔes genĂ©ticas, feita em laboratĂłrio pela tĂ©cnica de propagação de tecidos meristemĂĄticos; como um cultivar, deve ter seu nome escrito entre aspas simples.
Meristema â tecido que se caracteriza pela ativa divisĂŁo de suas cĂ©lulas e que produz as novas cĂ©lulas necessĂĄrias ao crescimento da planta; ex. gemas, pontas de raiz e outros. Pode ser usado como sinĂŽnimo de mericlone.
Meristemagem â tĂ©cnica de laboratĂłrio que consiste em fazer novas plantas mediante propagação de tecidos meristemĂĄticos; micropropagação meristemĂĄtica, merismĂĄtica.
MicĂ©lio â talos dos fungos, composto de filamentos, ditos hifas, destituĂdos de clorofila.
Micorriza â associação Ăntima de raĂzes de uma planta com as hifas de determinados fungos, necessĂĄria Ă germinação simbiĂłtica de sementes de orquĂdeas.
MicrocĂclica â ferrugem de ciclo curto que produz somente espermagĂŽnios e teliosporos.
MicroesclerĂłcio â grupo de cĂ©lulas ou de hifas enoveladas, formando um corpĂșsculo compacto, produzido por certas espĂ©cies de fungos, destinado a resistir a condiçÔes ambientais adversas.
Mitose â divisĂŁo celular em que o nĂșcleo forma cromossomos e estes se bipartem, produzindo dois nĂșcleos filhos com o mesmo patrimĂŽnio original.
Monofoliada â que apresenta apenas uma folha por pseudobulbo.
Monandra â diz-se da planta que apresenta um sĂł estame no androceu da flor.
Monopodial â tipo de ramificação lateral em que o eixo principal mantĂ©m-se retilĂneo e uniforme, gerando ramos menores que ele; ex. Vanda, Phalaenopsis, etc.
Multiflora â que apresenta muitas flores; multifloral.
- N -
NĂ©ctar â LĂquido açucarado que as orquĂdeas e outras plantas segregam em vĂĄrias partes, denominadas nectĂĄrios.
NectĂĄrio â estrutura glandular que produz nĂ©ctar, podendo ser de diversos tipos, localizados na flor (nectĂĄrios florais) ou fora delas (nectĂĄrio extraflorais).
NematĂłide â verme cilĂndrico que apresenta espĂ©cies capazes de parasitar plantas.
NĂł â um ponto de junção ou encaixe, numa inflorescĂȘncia, caule ou pseudobulbo, de onde podem emergir uma haste floral, folhas ou mesmo raĂzes; o espaço entre dois nĂłs consecutivos Ă© chamado de entrenĂł.
Nomenclatura â vocabulĂĄrio de nomes.
Nomenclatura binomial â expressĂŁo de dois nomes, em latim ou grego latinizado, mĂ©todo cientĂfico de nominar seres existentes, com o primeiro termo (com inicial maiĂșscula) um substantivo significando o gĂȘnero e o segundo um adjetivo (com inicial minĂșscula) significando a espĂ©cie. Deve ser grafado em itĂĄlico. Ex.: Homo sapiens, Canis domesticus, Cattleya labiata, Tyrannosaurus rex.
- O -
OvĂĄrio â a parte do pistilo que contĂ©m Ăłvulos.
Ăvulo â unidades contidas no ovĂĄrio, a cĂ©lula ovo que se transforma na semente.
- P -
Panduriforme â que tem formato de viola ou violino. Ex. Coelogyne pandurata.
PanĂcula â inflorescĂȘncia do tipo cacho composto, em que os ramos vĂŁo crescendo da base para o ĂĄpice, assumindo uma forma aproximadamente piramidal.
PatĂłgeno â organismo que tem a habilidade de produzir doenças.
Pedicelo â haste que suporta uma flor (e mais tarde um fruto) numa inflorescĂȘncia; o mesmo que pedĂșnculo.
PelĂłria â anomalia vegetal, comum nas orquĂdeas, em que uma flor zigomorfa (com um sĂł plano de simetria, simetria bilateral) mostra tendĂȘncia a se tornar actinomorfa (com vĂĄrias simetrias radiadas, ou seja, que permite sejam traçados vĂĄrios planos de simetria); ex. tĂpico: Cattleya intermedia var aquini.
PelĂłrico â que apresenta pelĂłria; peloriado.
PĂ©tala â segmento que compĂ”e a corola, invĂłlucro floral por dentro do cĂĄlice; podem ser livres ou concrescidas e geralmente formam a parte mais vistosa da flor, com cores as mais variadas; em orquĂdeas, os trĂȘs segmentos que se posicionam entre as trĂȘs sĂ©palas, um deles modificado como labelo.
PicnĂdio â estrutura globosa e microscĂłpica onde sĂŁo produzidos os esporos de alguns fungos.
PlĂąntula â pequena planta recĂ©m-nascida; uma orquĂdea nova, que ainda nĂŁo floriu; seedling.
PĂłlen â espĂ©cie de fina poeira que esvoaça das anteras das plantas florĂferas e cuja função Ă© fecundar os Ăłvulos, representando, assim, o elemento masculino da sexualidade vegetal.
PoliplĂłide – planta com um nĂșmero de sĂ©ries de cromossomas maior que dois e que normalmente apresenta flores com ganho de tamanho e forma.
Propagação vegetativa â a criação de novas plantas mediante divisĂŁo (corte) formação de keikis, ou mĂ©todos meristemĂĄticos, mas nĂŁo por semente.
PropĂĄgulo â qualquer estrutura, conjunto de cĂ©lulas ou mesmo gemas especiais que servem Ă propagação ou multiplicação vegetativa de uma planta; organela de reprodução.
Pulverulento â coberto ou cheio de pĂł; semelhante a pĂł.
- R -
Racimo â inflorescĂȘncia indefinida na qual as flores sĂŁo pedunculadas e se inserem no eixo a distĂąncia considerĂĄvel umas das outras; o mesmo que racemo ou cacho.
Raiz â ĂłrgĂŁo de fixação do vegetal ao solo ou onde esteja ancorado, por onde retira ĂĄgua e nutrientes, com variĂĄveis morfologias interna e externa; no caso das orquĂdeas epĂfitas, as raĂzes nĂŁo absorvem nutrientes dos hospedeiros.
Raiz nua â mĂ©todo para despachar uma orquĂdea, retirada do vaso e com as raĂzes limpas de substrato.
Reniforme â com a forma de rim.
Ressupinado â ĂłrgĂŁo ou segmento vegetal que estĂĄ invertido em relação Ă posição normal; em orquĂdeas, aquelas flores cujos labelos estĂŁo posicionados para baixo em relação ao eixo da inflorescĂȘncia.
Ressupinar – ato ou efeito de tornar ressupinado; no caso da grande maioria das orquĂdeas, o labelo estĂĄ voltado para cima dentro do botĂŁo da flor.
Rizoma â caule que se desenvolve horizontalmente, sobre o solo ou substrato, de onde emergem os pseudobulbos das orquĂdeas simpodiais.
Rostelo – parte estĂ©ril do estigma das orquĂdeas que se projeta em ponta.
Rupestre – orquĂdea ou outra planta que nasce ou se desenvolve sobre rochas; litĂłfila, rupĂcola.
RupĂcola â orquĂdea ou outra planta que nasce ou se desenvolve sobre rochas; litĂłfila, rupestre; ex. Laelia rupĂcolas.
- S -
SaprĂłfito â organismo que vive da matĂ©ria orgĂąnica morta.
Seedling â PlĂąntula, uma orquĂdea nova ainda nĂŁo florida.
Self â orquĂdea obtida pela fertilização da mesma flor, aplicando-se o seu pĂłlen sobre o prĂłprio estigma.
Semi-alba â variedade de orquĂdea com pĂ©talas e sĂ©palas brancas e labelo colorido.
SĂ©pala â segmentos que compĂ”em o invĂłlucro exterior (cĂĄlice) da flor periantada, podendo ser livres (cĂĄlice dialissĂ©palo), como em Cattleya, ou fundidos total ou parcialmente em uma sĂł peça (cĂĄlice gamossĂ©palo), como em Paphiopedilum, Masdevalia e outras.
SĂ©pala dorsal â aquela que se posiciona na parte superior da orquĂdea.
SĂ©pala lateral – aquelas duas que se apresentam nos lados, apontando para baixo, formando um triĂąngulo com a sĂ©pala dorsal, na maioria das orquĂdeas.
Septo â parede que separa os segmentos das hifas ou de esporos dos fungos.
Sibling â orquĂdea resultante de um cruzamento selecionado de plantas da mesma sementeira.
Simpetalia â fenĂŽmeno de concrescimento de pĂ©talas em maior ou menor extensĂŁo.
Simpodial â tipo de ramificação lateral em que o eixo nĂŁo prevalece, sendo substituĂdo por outro ramo, que, posteriormente, serĂĄ substituĂdo por outro, horizontalmente, de forma mais irregular que na ramificação monopodial; no caso das orquĂdeas, o tipo de crescimento dos rizomas que, apĂłs crescimento de um pseudobulbo e sua floração, abrem uma gema na base do pseudobulbo e iniciam novo crescimento, sempre seguindo horizontalmente, em frente ou irregularmente.
Sinsepalia â fenĂŽmeno de concrescimento de sĂ©palas em maior ou menor extensĂŁo.
SistĂȘmico â assim sĂŁo chamados os inseticidas, fungicidas e outros pesticidas que, quando aplicados, sĂŁo absorvidos pelas folhas e vegetaçÔes, atuando de dentro da planta.
Substrato â o meio, o material ou mistura de materiais usado para se plantar uma orquĂdea, envolvendo suas raĂzes e onde essas podem se desenvolver adequadamente; no Brasil, sĂŁo mais comuns o xaxim em fibra (raĂzes de samambaia), esfagno (musgo), coxim (fibras de coco), cascas de pinhos e outras madeiras, piaçava ou piaçaba (fibras de folhas de determinadas palmeiras) pedaços de carvĂŁo, cascalho fino, etc. Para orquĂdeas terrestres e rupĂcolas hĂĄ outros substratos, que incluem terra, areia, compostos orgĂąnicos etc.
- T -
Teleosporo â tipo de propĂĄgulo (esporo) dos ficomicetos que possui a capacidade de se movimentar na ĂĄgua.
Terete -â que tem forma cilĂndrica, redonda; teretiforme.
Tereticaule â que tem caule cilĂndrico. Ex. Vanda teres, hoje reclassificada como Papilionanthe teres.
Teretifoliado â que tem folhas de seção circular.
Terrestre â em orquĂdeas, aquelas que vivem no solo ou no pouco substrato, normalmente detritos vegetais, sobre o solo.
TetraplĂłide â planta com quatro sĂ©ries de cromossomas, tambĂ©m conhecida como 4N e que normalmente apresenta flores com ganho de tamanho e forma.
TriplĂłide â planta com trĂȘs sĂ©ries de cromossomas, tambĂ©m conhecida como 3N e que dificilmente pode ser cruzada.
- U -
Uniflora â que apresenta uma sĂł flor.
Unifoliada â que apresenta apenas uma folha por ramo ou, em orquĂdeas, no pseudobulbo.
Urediniosporo â esporo clonal ou assexual das ferrugens.
- V -
Variedade â uma subdivisĂŁo de uma espĂ©cie que agrupa plantas com uma forma diferenciada que se transmite Ă progĂȘnie.
Vaso coletivo â Muitas plĂąntulas, ou âseedlingsâ, plantadas junto num Ășnico vaso, antes de atingir um tamanho que permita serem replantadas individualmente.
Vela â unidade de medida de intensidade luminosa.
Velame â cĂ©lulas de paredes espessadas e cheias de ar, absorventes, que envolvem as raĂzes das orquĂdeas epĂfitas e que tĂȘm um papel protetor e tambĂ©m de reservatĂłrio de ĂĄgua; velĂąmen.
Viscoso â que tem visco, que Ă© pegajoso, grudento; o mesmo que visguento e vĂscido.
- X -
Xaxim â tronco de determinadas samambaias arborescentes, cuja massa fibrosa Ă© utilizada como substrato para cultura de orquĂdeas e outras plantas.
XerĂłfito – vegetais adaptados, morfolĂłgica ou fisiologicamente, Ă vida em ambientes secos.










