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Posts para categoria ‘Cultivos e Cuidados’

pitangueira

A Pitangueira bastante resistente, todavia, precisa ser cuidada com bastante atenção para evitar problemas decorrentes à quantidade de irrigação, pois já estamos quase entrando na primavera, que mais possui sensação climática de verão, sobretudo pelo tempo abafado e a longa estiagem.

Quase todas as adversidades resultam no fator Rega, os problemas mais comuns observados são:

Manchas nas folhas
-
Podem ser causadas por muita rega, ou seja, a rega que extrapola ao tipo de solo utilizado atraindo a atenção de fungos patógenos que atacam não só as folhas, mas também as raízes, afetando a floração e a frutificação (pode até frutificar, porém os mesmos se tornarão frutos mirrados);
- Outro fator é a qualidade do solo, discuto isso me referindo à fertilidade do solo em razão da existência de micro e macro nutrientes, porque quanto mais “faminta” se encontrar, pela falta de nutrientes, é claro, mais propensa estará à doenças.

Obs.: Uma receita eficaz no combate de fungos é a que já se faz presente no nosso fórum, a base de pimenta e alho. Evite utilizar produtos químicos sem antes aplicá-lo, na grande maioria das vezes essa receita ajudará.

Cuidado para que os brotos não se queimem nem murchem durante a exposição ao sol – se murcharem as folhas de uma pitanga sadia haverá uma grande possibilidade de o problema ser ataque de fungos nas raízes, verifique isso, e se for preciso mude de solo novamente. Replante-a em terreno 100% inorgânico, ou seja, só de pedriscos ou outro solo similar.
Se queimar certamente o solo é ineficaz ao clima onde a planta está exposta, climas quentes ou frios.

Climas mais quentes
- Precisa de solo que retenha umidade suficiente para que a planta resista a ação do vento e do sol o dia inteiro sem ser afetada. “Solo drenado… com ótima umidade” não se preocupem, pois ela ama água.

Climas mais frios
- Menos úmido para conseguir controle das regas.
Quando observamos um arbusto de pitanga bem formado na natureza, mais precisamente no litoral, onde o terreno é bem arenoso e não oferece estabilidade, podemos verificar que a raiz é pivotante, ou seja, vai muito fundo, por causa da finalidade de fixação e enquanto se desenvolve vai criando raízes secundárias em torno de sua estrutura, essas secundárias criam terciárias e etc. até a criação das raízes capilares (de alimentação).
A areia, embora não ofereça resistência a estabilidade das raízes da planta, motivo pelo qual se aprofunda tanto, oferece umidade na proporção do aprofundamento das raízes. Embora sofra pela ação das intempéries, principalmente vento, se mantém sadia, pois no fundo há umidade, há água.
A estiagem nesse terreno de restinga é menor que no sertão de Minas, por exemplo, e mesmo assim em terrenos mais úmidos a pitanga se mostra valente.

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Orquídea Vanda branca

Não há segredos em cuidar de uma orquídea. Mas, a maneira mais simples de matá-la é molhá-la demais, para que isso não aconteça o certo é sentir a cada dois dias se existe umidade no substrato delas, caso o sinta seco aí será a hora de rega-la novemente.

Como retirar uma muda e plantar a orquídea no vaso
Para acomodá-la no novo vaso, repare de qual lado surgem os novos brotos. A parte posterior deve ser encostada em um dos lados do vaso para firmar o desenvolvimento do exemplar.

* Lavar bem o vaso para retirar poeira.

* No caso de vasos de cerâmica queimada, encharcá-lo de água antes de colocar o substrato.

* Não usar vasos grandes para mudas pequenas, a proporção de substrato excessiva poderá reter mais umidade e propiciar surgimento de fungos.

* Escolha uma muda bem saudável e retire-a com a tesoura conforme ilustração maior de topo da página

* Verifique a existência de raízes secas ou doentes, e também insetos presos à planta.

* No fundo do vaso colocar uma camada de brita, cacos de vasos ou isopor para garantir a drenagem das regas e da chuva.

* Se o vaso é de cerâmica, é costume o fabricante fazer grandes furos nas laterais. Cubra com cacos de vaso, irá impedir a entrada de lesmas e outros insetos que poderão atacar as raízes.

* Coloque o substrato escolhido em pedaços e cubra com pedaços de coco que foram deixados de molho em água, conforme ensinamos.

* Colocar a planta delicadamente, fixando-a com pedaços de arame curvos.

* Colocar um tutor preso firmemente no substrato, de arame ou bambu cortado. Amarre delicadamente a orquídea nele. Também servirá posteriormente para amarrar a haste floral.

*Se optar por colocar em placas de coco ou madeira, será necessário amarrar a planta até que suas raízes se fixem no material.
Use cordão de algodão e não aperte demasiadamente, é só para que ela não caia da placa.

Adubamento: evidentemente ela precisa de nutrientes para crescer, o próprio xaxim ou fibra de coco é um fornecedor natural de diversos nutrientes que ajudam no crescimento.

Prefira os vasos de barro aos de plástico. Apesar de serem mais caros, os primeiros têm mais porosidade e drenam melhor a água. Se optar pelos plásticos, fique de olho nas regas para não encharcar demais a planta.

* Se a base da orquídea estiver a menos de um dedo da boca do vaso, é preciso trocá-la de moradia. Procure deixá-la dois dedos de altura abaixo da boca do vaso.

* Quando descartar uma folha, passe canela em pó no local do corte. O ingrediente é um cicatrizante natural.

*Manchas na folhagem podem ser amenizadas com fumo de corda. Ferva o fumo em água por uma hora até que vire uma solução concentrada, que deve ser diluída em água. Borrife sobre as folhas repetidas vezes, até que dê resultado.

* Pragas e doenças: são poucas doenças que podem atacar as orquídeas e quando são atacadas, não há muito a ser feito. A melhor forma é evitar o aparecimento de doenças e pragas nas plantinhas.

Pulgões e cochonilhas são insetos que podem trazer problemas, os pulgões podem ser facilmente eliminados borrifando uma mistura de água com detergente, já as cochonilhas devem ser removidas manualmente, em uma torneira raspando as folhas com uma escova macia.

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Vandas

Vanda

A luminosidade é um fator muito importante para o cultivo de uma Vanda, elas precisam de luz para florescer e crescer com vigor. Uma Vanda que não está florescendo, muito provavelmente está recebendo menos luz do que o necessário. Essas orquídeas florescem com sombreamentos em uma escala de 70% de sombra a sol pleno. A maioria adapta-se muito bem com telas que deixam passar 40% da luminosidade do sol.

A família das Vandas engloba várias orquídeas, entre elas: as do gênero Renanthera, Rhynchostylis, Ascocentrum, entre outras.Podem ser cultivadas diretamente no sol, em jardins, praças ou coberturas. As demais vandas, quando usadas em paisagismo, podem ficar protegidas pelos galhos de árvores maiores, seja quando penduradas ou fixadas nos troncos dessas árvores, ou também em locais onde a luz solar não incida nos períodos mais quentes do dia.

- Sintomas de baixa luminosidade: folhas com colorido verde muito escuro, ausência ou baixo índice de floração por mais de um ano em Vandas adultas, enfraquecimento da planta com perda de folhas e maior suscetibilidade a doenças.

- Sintomas de excesso de luz: Folhas amareladas ou com queimaduras, perda de folhas e algumas vezes desidratação.

É muito importante que as Vandas estejam em um ambiente arejado. Essa medida ajuda na saúde das plantas pois facilita que sequem mais rápido evitando o aparecimento de doenças.

O vento também proporciona às plantas uma limpeza dos possíveis microorganismos nela instalados.

As Vandas se bem fixadas em árvores no jardim, suportam ventos fortes. Para as plantas suspensas, proteja das rajadas de vento. Como dito anteriormente, o vento deve ser evitado em temperaturas mais baixas.

Você já sabe que o principal fator para uma excelente floração das Vandas é a quantidade de luz que ela recebe. As Vandas podem florescer até quatro vezes ao ano e a cada florada portar mais flores em suas hastes. Uma Vanda bem florida é fascinante.

Alguns cuidados neste período podem ser bem interessantes para deixar a sua planta ainda mais bonita. Quando os botões já estiverem definidos, evite borrifá-los com adubo.

Essa regra também vale para as flores, pois o sal do adubo junto com sol e calor podem provocar micro-queimaduras nas pétalas, prejudicando muito a estética da planta.

As Vandas adoram água, elas devem ser regadas abundantemente e de preferência todos os dias, a não ser em regiões ou estações frias. A rega ideal é no início da manhã para dar à planta tempo de secar até que os raios solares aumentem de intensidade. Em média, em duas horas estarão secas.

Alguns cultivadores preferem colocar substrato na cesta plástica das vandas, para que assim retenham mais umidade e não seja necessário regas diárias (só recomendo este método para cultivadores experientes).

A água da chuva é a melhor a ser usada para qualquer vegetal, inclusive para as Vandas. Em regiões frias, não molhe a planta se a temperatura estiver abaixo de 12°C. Se o frio permanecer por semanas, estabeleça um ritmo de duas regas semanais apenas, mas sempre molhando acima desta temperatura.

Para molhar suas Vandas, utilize uma mangueira com ponta tipo chuveiro, sem jato forte. Molhe intensamente toda a planta até que as raízes mudem de coloração para um verde mais intenso. Isso significa que a planta absorveu a água.

As Vandas são muito resistentes e vivem muito bem em temperaturas entre 12°C a 40°C, em dias mais quentes, é aconselhável ventilar mais, ou elevar a umidade do ar.

Já foram feitas experiências com Vandas em temperaturas de até 4°C por um período curto de tempo, alguns sintomas apresentados pelas plantas foram a perda dos botões e a parada momentânea de crescimento das raízes. Logo que a temperatura aumenta, a planta volta ao seu crescimento normal. Se o frio for muito intenso durante vários dias seguidos, é necessário protegê-la do vento.

A temperatura muito baixa faz a planta parar de crescer, retomando o seu metabolismo semanas depois.

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O primeiro ensinamento de um orquidófilo, é de que a Orquídea não é uma parasita. Na verdade a orquídea é capaz de produzir o alimento que necessita. Através da fotossíntese transforma em carboidratos e oxigênio, com a intervenção do calor, da luz, e da clorofila. Ainda se alimenta pela raízes absorvendo água e sais minerais.

É impossível estabelecer uma regra única para o cultivo de todas as orquídeas. Ela nasce em qualquer canto e lugar, mas se adapta melhor em temperaturas amenas (+15 a 25ºC).

Em função das grandes variações climáticas no Brasil, o cultivo das orquídeas em ripados se torna mais adequado, mas nem sempre o mais fácil e barato.Também podemos usar para fechamento e cobertura, tela de plástico “Sombrite” 50×50 onde a passagem da luz fica reduzida a metade, em regiões muito ensolarada devemos usar tela com menos passagem de luz solar.

A altura média deve ser de 2.40m e o comprimento e largura fica de acordo a quantidade de plantas. Ao colocar as ripas ou outro material como bambu, etc. elas devem ficar na posição norte-sul, isto para que quando o sol caminha na direção leste-oeste, ele vai gradativamente passando sobre as plantas.

As ripas normalmente de 5 cm de largura, devem ficar entre si um espaçamento de 2,5 a 3 cm. Lembre-se sempre, a orquídea necessita de luz solar, mas nunca diretamente sobre a planta por longo período.Para cultivar orquídea em apartamento, escolha uma ou mais janelas que receba bastante sol durante o dia, e proteja-a com sombrite (pequena tela escura, com malhas 50×50), para que a luz solar passe pulverizada. Quanto a rega e adubação, o mesmo princípio para todas.

Rega
Para termos uma idéia do período entre uma rega e outra, vamos fazer de conta que a planta (Orquídea) está em seu habite natural grudada com suas raízes em cascas de árvores. Assim, após uma chuva torrencial os ventos sopram e as raízes secam. Usando estes princípios, a planta no vaso não pode ficar com as raízes encharcadas, pois apodreceriam, dai um espaço seco entre uma rega e outra. Em regra gerais, a rega deve ser feita pela manhã.

Adubação
Os três principais minerais para o crescimento das plantas são: Nitrogênio (N) responsável pelo crescimento, Fósforo (P) para um bom enraizamento, e Potássio (K) fortalece a planta contra pragas e auxilia na produção de flores. No mercado existem vários produtos, use a seguinte fórmula: 30-10-10, ou seja 30% de Nitrogênio, 10% de Fósforo, e 10% de Potássio, use uma colher de chá para 1 litro de água, e pulverize as plantas a cada 15 dias. Devemos lembrar que o período ideal para adubação e de agosto a abril, pois a partir de maio com a chegada do frio as plantas entram em repouso vegetativo, e a adubação não se faz necessário.

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Flor-arlequim (Sparaxis tricolor)

De origem africana, a Sparáxis é uma planta bulbosa, de textura herbácea e florescimento vistoso. Seu bulbo é do tipo cormo. Possui folhas longas e dispostas em forma de leque, que juntos formam uma planta entouceirada, cheia.

As suas flores surgem em inflorescências terminais, sustentadas acima da folhagem por hastes longas e eretas. Apresentam seis pétalas tipicamente vermelhas ou alaranjadas, com um centro amarelo coroado por uma área sombreada de castanho. Atualmente há híbridos de diversas outras cores.  A planta é de porte ereto e baixo, com cerca de 20 a 45 cm de altura.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo leve, bem drenável (para evitar que os bulbos apodreçam), enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares.

Gosta de clima ameno, não tolerando geadas ou frio intenso. No final do verão, é normal que a planta desapareça, restando apenas os bulbos que entram num período de dormência.

Sua multiplicação é feita por sementes, mas é mais fácil separar os pequenos bulbos  formados em torno do cormo principal da planta.

Pode ser utilizada em jardins rochosos, de baixa manutenção ou em locais com pouca disponibilidade de água, devido à sua resistência a curtos períodos de estiagem. A cada cinco anos devemos verificar os bulbos (eliminando os que se desenvolveram demasiadamente) e mexer a terra.

O nome da espécie (tricolor) surgiu devido à interessante coloração da flor.

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Junquilhos

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Muitas pessoas gostam de Junquilhos, por eles tenderem a estar entre as primeiras flores que desabrocham na primavera, e tem um aroma rico que pode melhorar um jardim. Estas flores perenes também têm uma aparência simples, porém muito bonita, e que é um tipo de planta muito versátil, para a utilização em todos os tipos de jardins.

As flores do Junquilho têm o tubo central rodeado por uma pequena roda de pétalas. Podem ser encontrados Junquilhos com flores nas cores: branca, amarela, creme, pêssego, vermelho ou laranja. São flores muito bonitas que podem tanto enfeitar seu jardim quando ser plantada em um vaso para decorar também ambientes internos.

Os junquilhos são um grupo de narcisos com folhas parecidas. Os bulbos começas a crescer e florescer no início da primavera ou no fim do inverno, dependendo do clima. Eles são propagados de várias maneiras; talvez a mais fácil e mais eficaz seja dividir torrões de bulbos de junquilhos. Dividir junquilhos a cada três a cinco anos pode ser necessário para impedir a superlotação no canteiro de flores.

- Corte a folhagem do junquilho depois de amarelar no outono com uma tesoura de poda. Deixe cerca de 7,5 cm para que ainda possa ver onde os torrões estão crescendo.

- Remova um torrão do chão, usando um forcado. Cave ao redor da borda dele e corte até embaixo, tendo cuidado para não danificar os bulbos. Os topos dos bulbos geralmente ficam 12,5 a 15 cm abaixo da terra. Em terras leves e arenosas, eles podem ficar a 20 cm de profundidade. Cave alguns centímetros a mais para chegar embaixo do torrão inteiro.

- Remova a terra e separe os bulbos que estiverem conectados um ao outro. Rebentos pequenos podem estar perto da coroa da planta; separe-os também. Continue separando-os e descarte aqueles que estiverem apodrecidos ou danificados.

- Replante-os assim que possível, 50% mais profundos do que largos, e cerca de 15 a 30 cm de distância um do outro. Os bulbos menores podem não florescer por alguns anos; plante-os em uma outra parte do seu jardim, por exemplo no fundo, para transplantá-los depois.

Dia-de-Chuva

Rhododendron indicum

A azaléia é um arbusto da família das Ericáceas originária da China e Japão. Tornou-se muito popular e hoje pode ser encontrada formando cercas-vivas, compondo maciços em jardins, alegrando corredores e entradas mesmo plantada em um vaso.

Um dos segredos do seu sucesso é que a floração ocorre justamente nos meses de inverno e traz um pouco de colorido num período em que a maioria das plantas encontra-se em repouso. Outro segredo é que a azaléia é uma planta relativamente rústica e resistente: suporta com bravura certas condições bem adversas e, por isso, é muito usada em jardins e praças públicas, dando um toque de “vida” até mesmo nos canteiros das grandes avenidas de cidades como São Paulo, tão castigada do ponto de vista ecológico-paisagístico.

A variedade mais popular no Brasil é a Rhododendron indicum, que originalmente produz flores roxas, rosas, brancas e brancas, mas graças à intervenção humana, pode ser encontrada em inúmeras matizes chegando até ao vermelho brilhante.

Por ser um arbusto rústico, a azaléia adapta-se bem a qualquer tipo de solo, porém, para produza uma florada exuberante, o ideal é cultivá-la usando a seguinte mistura de solo:
· 2 partes de terra comum de jardim
· 1 parte de areia
· 1 parte de composto orgânico

As azaléias não florescem dentro de casa e precisam de luz solar plena para crescerem bem. Para mantê-las em áreas internas, deixe as plantas fora de casa até que as flores se abram, aí então podem ser levadas para dentro, mas é preciso que fiquem em um local bem claro, próximo à janela. O cultivo pode ser feito à meia-sombra desde que a planta receba luz solar direta pelo menos 4 horas por dia. Evite o excesso de água nas regas: o ideal é fornecer água à planta apenas quando o solo apresentar-se seco, sem encharcar.

Floradas pouco exuberantes ou brotos que não crescem significa que falta nutrientes para a azaléia. Adube uma vez por mês com a seguinte mistura:
- 1 parte de farinha de ossos
- 1 parte de torta de mamona
Se for utilizar fertilizante químico, dê preferência para aqueles ricos em fósforo (o P da fórmula NPK). Ou seja, escolha um NPK onde o P seja maior que o N e o K. Ex: um NPK de fórmula 4-12-4.

Depois da floração, a poda é uma boa medida para estimular o surgimento de novos brotos e garantir uma próxima florada bem exuberante. Aproveite para fazer uma boa limpeza na planta, retirando as flores murchas e as folhas amarelas. Assim que terminar a floração das azaléias, retire os galhos em excesso e corte as pontas dos outros galhos, até chegar ao formato e tamanho que você quiser. Para aumentar a próxima floração, elimine as pontas de todos os galhos que floresceram este ano.

Controlando problemas
Galhas – É quando as folhas e pétalas atacadas tornam-se espessas e deformadas apresentando, às vezes, manchas esbranquiçadas. As extremidades dos ramos também podem manifestar o problema, tornando-se “esgalhadas”.
Controle: Elimine as partes afetadas e utilize um fungicida do tipo Calda Bordalesa.

Oídio – A planta começa a apresentar manchas esbranquiçadas na frente e verso das folhas e até no cálice da flor. Com o tempo, as folhas apresentam coloração cinza escuro e começam a cair prematuramente.
Controle: Reduza a quantidade de água nas regas, isole as plantas atacadas ou suspeitas e faça pulverizações com fungicida em casos mais severos.

Seca de ponteiros – Apresenta-se na forma de uma podridão marrom escura, que se inicia na ponta do ramo e se espalha para baixo, atingindo a haste principal. Pode provocar até a morte da planta.
Controle: Faça a poda dos ponteiros atacados e proteja o corte com uma pasta à base de oxicloreto de cobre.

Clorose – Toda a folhagem pode tornar-se amarela.
Controle: Normalmente, o problema surge por deficiência nutricional. Deve-se observar a adubação correta, verificando se há carência dos nutrientes.

Ferrugem – São manchas semelhantes à ferrugem nas folhas que acusam a presença de fungos.
Controle: Aplique Calda Bordalesa.

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Cacto (Rebutia muscula)

Embora muitos pensam o contrário, os cactos são plantas que merecem um cuidado todo especial para que eles vivam por muito mais tempo. Se você se interessa em cultivar cactos e quer saber como cuidar deles, basta ler o artigo e aprender algumas dicas para que esta planta viva mais e deixe a sua casa ainda mais enfeitada.

1. Cactos devem receber muito sol. Os cactos são plantas vindas do deserto e por isso devem ser expostos a bastante sol para que elas possam viver por muito mais tempo. Não o coloque em lugares com sombra, pois isso deixará que a planta sofra consequência e possa vir até a morrer.

2. Locais com bastante ventilação. Os cactos também precisam de bastante vento para que se desenvolva de uma maneira muito positiva. O vento é tão importante quanto o sol nesta parte de cuidados.

3. Pouca umidade. Como foi dito, o cacto é uma planta que vem do deserto e por isso, não necessita tanto de água. Por isso, evite deixar cactos em lugares com muita umidade para evitar que ele apodreça com muita água.

4. Plante-o em lugares com boa drenagem. Quando for plantar o cacto prefira coloca-lo em lugares com bom substrato de drenagem. A areia é o melhor exemplo disso. E lembre-se de não ficar adubando a planta, pois isso não é necessário.

5. Regando o cacto. Quando for regar o seu cacto, coloque apenas um pouco de água. Uma boa medida é uma tampinha de remédio, daqueles de xaropes, sabe? Então, regue-a de quatro a cinco dias com essa tampinha que já será suficiente.

Cuidar de cactos não é muito complicado, pois não necessita de tantos cuidados como outras plantas. Você só precisa ficar atento ao local que deixará o seu cacto para que ele não apodreça. E cuidando ao regá-lo também, pois com muita água ele morrerá certamente, já que não está acostumado a receber muita água, pois vive em regiões bastante árida.

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Amor-Perfeito

O amor-perfeito-dos-jardins é uma versão em miniatura do amor-perfeito tradicional. Suas flores são pequenas e delicadas, muito vistosas e têm o aspecto de “carinha”. As cores e combinações são muitas e variam de amarelo, azul, roxo, branco, rosa e marrom.

Apresenta ramagem verde-escura, macia e frágil. Esta espécie é também mais rústica que a tradicional e pode compor belos maciços, canteiros e jardineiras no inverno, enquanto outras plantas estão sem flores ou dormentes.

Originário dos continentes europeu e asiático, é uma planta rústica que pode ser encontrada em duas famílias, a das Violáceas e a das Scrophularcáceas.

Cultivada em canteiros na forma de bordas ou forrações, a planta de pequeno porte pode atingir uma altura entre 20 e 30 cm e se propaga através de sementes no outono.

Caracterizadas por caule curto e ramificado, com folhas lisas, cerosas e denteadas, preferem clima ameno e se desenvolvem bem em canteiros férteis e úmidos.

Suas flores podem ficar isoladas ou agrupadas em hastes florais. Florescem quase o ano inteiro, mas principalmente durante o inverno e a primavera. São flores geralmente violetas, amarelas e rosas, podendo apresentar bordas mais escuras, que formam um lindo contraste.

Essas plantas precisam estar em ambientes com meiasombra e muita luz durante o verão, embora não suportem sol direto entre 10 e 17 horas, e devem ser também protegidas de ventos fortes.

O solo ideal deve ser arenoso e rico em matéria orgânica. O Amor-perfeito precisa ser regado de duas a três vezes por semana nos meses quentes e uma vez por semana em temperaturas mais baixas.

O plantio das sementes pode ser feito em canteiros, vasos ou bandejas para plantas.

Utiliza-se como substrato um composto encontrado no comércio ou prepara-se uma mistura peneirada, contendo 2/3 de terra vegetal e 1/3 de areia fina. As sementes são colocadas em sulcos rasos, em fileiras contínuas, quando se faz uso de canteiros ou caixas, e utilizadas na proporção de 2-3 sementes, em cada forma ou tubete, quando semeadas em bandejas. Após semear, irrigar o substrato.

Quando semeadas em canteiros, utilizar cobertura alta nas horas mais quentes do dia, para proteção das mudas.

As mudas devem ser transplantadas para o local definitivo, para plásticos de ½ litro ou para caixas coletivas, quando atingirem 10 cm de altura. O transplante deve ser feito pela manhã ou à tarde e precedido de uma irrigação.

É preciso adubar uma vez por ano com farinha de osso, farinha de peixe ou torta de algodão e também usar fosforita, superfosfato, termofosfato ou NPK rico em P (fósforo).

O canteiro deve ser preparado com antecedência, revolvendo-se o solo e acrescentando uma mistura de esterco bem curtido e fertilizante, na proporção de 2,5 kg para cada 30 m.

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Dama-da-noite (Hylocereus undatus)

Dama-da-noite é o nome popular planta, cuja flor é espetacular, de grandes dimensões e perfume intenso, produzindo um fruto saboroso e rico em vitaminas.

É também chamada de Flor-da-noite, Rainha-da-noite, Pitaia, Cardo-ananás, Flor-da-lua, entre muitos outros. No Oriente é conhecida como Fruta-dragão porque tanto o fruto como o caule que antecede as flores é recoberto por escamas que lembram as das tradicionais figuras dos dragões. O nome pitahaya deriva de palavra indígena que quer dizer fruto de escamas.

Não há certezas sobre a origem desta planta, sendo provavelmente da Índia ou das zonas tropicais do continente americano, desde o México até a Colômbia.

É uma cactácea de ciclo de vida perene, com raízes fibrosas e numerosas. Possui raízes aéreas das quais faz uso para fixar-se no solo ou em alguma superfície, além de serem utilizadas para a obtenção de nutrientes.

Produz uma grande quantidade de ramos divididos em artículos. Só começa a florir após o terceiro ano e desde que cultivada em condições adequadas.

A floração dura de finais da Primavera até princípios do Outono, sendo mais intensa em pleno Verão. As flores só desabrocham quando começa a anoitecer, permanecendo abertas até começar a nascer o sol. Algumas podem chegar a ter 30 cm de diâmetro. Produz um fruto comestível de casca vermelha e polpa esbranquiçada. Sua consistência lembra a do kiwi e o sabor é semelhante ao melão.

No paisagismo pode ser utilizada tanto em vasos como trepadeira. Devido às grandes dimensões que pode alcançar é mais apropriada para o plantio no solo, junto a uma superfície na qual as raízes aéreas possam agarrar-se. É ideal para jardins de pedra e pode também ser plantada junto a uma árvore na qual possa enramar-se.

Deve ser cultivada preferencialmente em sol pleno, mas tolera meia sombra. Não suporta temperaturas abaixo dos 13ºC, sendo ideal quando está entre 18 e 32ºC. Caso passe por um longo período de frio pode mesmo morrer. O solo para seu cultivo deve ser leve com uma mistura de uma parte de terra de jardim uma de composto orgânico e duas de areia. As regas devem ser espaçadas, pois o excesso de água pode apodrecer a planta. Só deve ser regada quando o solo estiver seco na superfície. De 3 em 3 anos convém ser replantada.

A reprodução da Dama-da-noite pode ser feita por estaquia dos caules, que é o método mais prático. Quanto maior for o segmento utilizado para a criação de uma muda mais rápido será seu enraizamento. Pode-se utilizar produtos que estimulem o enraizamento para apressar o processo, pois a tendência é que demorem cerca de 2 meses até enraizarem. Neste período de espera pelo enraizamento deve-se ter muito cuidado para evitar o excesso de umidade que pode levar ao apodrecimento da base. As estacas devem ser enterradas a apenas 1 cm de profundidade. Os possíveis brotos laterais que apareçam devem ser eliminados deixando apenas os que estejam mais verticais, permitindo que a planta tenha um crescimento melhor.

Também pode ser reproduzida através de sementes, mas é um pouco complicado e deve ser deixada para profissionais, pois esta reprodução é mais adequada para a produção de mudas para o melhoramento da espécie.

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