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Posts para categoria ‘Cultivos e Cuidados’

Epidendron

O excesso de adubos químicos é bastante perigoso, pois pode gerar excesso de sais no substrato, causando as chamadas “queimaduras” nas plantas.

Por esse motivo, adubos orgânicos podem ser mais seguros aos iniciantes. Caso encontre à venda misturas de adubos minerais especialmente formulados para orquídeas, pode utilizá-las sem medo, desde que na quantidade estipulada na embalagem.

Para evitar o acúmulo de sais no substrato, recomenda-se “lavar” o substrato, passando-se uma grande quantidade de água pelo mesmo cerca de uma vez por mês, retirando o excesso de sais.
Se for utilizar adubos químicos, utilize adubos solúveis em água. Evite ao máximo aplicar adubos minerais granulados diretamente no substrato, pois há grande risco de gerar queimaduras nas raízes. Os adubos solúveis são aplicados na junto à rega, dissolvidos na água. Aplique de preferência no fim da tarde.

Adubos químicos podem ser aplicados a cada 15 dias, nas quantidades estabelecidas nas embalagens. Nunca aplique mais do que o recomendado, pois isso poderá levar a planta à morte.

Adubos orgânicos fornecem nutrientes de forma parcelada e lenta, não podendo ser dissolvidos na água. A planta só absorverá os nutrientes quando a matéria orgânica se decompuser e liberar os nutrientes na forma mineral para as raízes da planta. Sendo assim, ele fornecerá os nutrientes por mais tempo que os adubos minerais.

Apesar de mais seguros, devemos evitar também o excesso de adubos orgânicos, pois sua decomposição gera ácidos, que podem quando em excesso prejudicam a raiz da planta. Entretanto, o uso exclusivo de adubos orgânicos praticamente elimina a possibilidade de salinização do substrato.

Importante:
Seguir as recomendações do rótulo é fundamental. Não deixe de adubar, não tenha receio, toda orquídea precisa de nutrientes que são fornecidos em adubos, mas siga sempre a recomendação de cada fabricante.
Faça a medida de adubo indicada, mas dobre a quantidade de água indicada para a diluição. Desta forma pode-se aplicar uma vez na semana, ao invés de a cada 15 dias. Ou seja, se o indicado é adubação quinzenal feita com uma colher de sobremesa de adubo para 1 litro de água, você deverá usar 1 colher de sobremesa para 2 litros de água, e aplicar 1 vez por semana.

Orquídea gosta de regularidade. Não adianta adubar hoje, daqui a quinze dias, depois que passarem 30 dias você lembrar de adubar novamente.
Se for optar por semanal, aplique toda a semana. Se for optar por quinzenal, conte no calendário e siga o intervalo.

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A Clívia é uma planta bulbosa originária das florestas da África do Sul e adaptada a condições de pouca luminosidade. Esta espécie é de cultivo bastante fácil e a sua vida pode ser bastante longa. Atinge uma altura máxima à volta dos 45 cm e apresenta flores cor de laranja, vermelhas ou amarelas, levemente perfumadas. Existem cultivares de folha matizada.

Rega – Necessitam de pouca rega e o excesso de água pode mesmo causar o apodrecimento das raízes. Se cultivar esta espécie em vaso deve-se certificar que os buracos de drenagem estão sempre desobstruídos.

Substrato de cultivo – Deve ser rico em húmus e matéria orgânica e com muito boa drenagem.

Adubação – De Março a Setembro de 15 em 15 dias deverá fornecer adubo líquido na água de rega.

Mudança de vaso – Ao contrário da maioria das plantas a Clivia não sofre se as raízes estiverem comprimidas no vaso. Assim só será necessário mudar para um vaso maior a cada 3 ou 4 anos.

Poda – Quando a flor secar deve-se cortar para evitar que se formem as sementes e sejam consumidas as reservas do bulbo. Caso isto aconteça a floração do próximo ano será mais pobre.

Pragas – A praga mais frequente na Clivia é a cochonilha farinhenta (Pseudococcus citri) que normalmente ataca a base das folhas.

Floração – Para que as Clivias floresçam ano após ano precisam de passar por um período de descanso durante o Inverno. Durante esse período a Clivia não deverá ser regada. Nos finais do Inverno quando começar a surgir a vara floral dar-se-á por concluído o período de descanso, voltando-se então a regar de forma gradual as plantas.

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Uma planta muito florífera, onde as flores começam a se desenvolver rapidamente conforme o cultivo adequado. Muitas das flores possuem coloração amarela, alaranjada ou até mesmo avermelhada, variando muito de cultivares. A principal e mais importante característica da flor é que essas cores se combinam formando muitas pintinhas ao longo das pétalas, bem como o felino que dá nome a mesma: o leopardo.

Podem ser cultivadas em ambiente fechado, bem como em varandas ou pátios, desde que sejam regadas regularmente e respeitando a sua forma de cultivo ideal.

Em vasos, canteiros e bordaduras, a espécie também pode se desenvolver normalmente, sem maiores problemas, de forma isolada ou não.

A flor leopardo é uma das plantas menos exigentes que se tem aqui pelo mundo. Sol pleno e meia-sombra às vezes são suficientes para que a planta cresça de forma saudável, desenvolvendo suas flores e folhas da melhor maneira possível.

Utilise matéria orgânica para adubar e deixe o solo bastante fértil durante o desenvolvimento da espécie. A fertilidade da terra é um dos fatores mais importantes para o cultivo adequado da flor. Com isso, a adubação do solo deve ser feita pelo menos duas vezes por ano para garantir uma boa floração.

Lembre-se que a planta deve ser bem regada, não chegando ao ponto de encharcar o solo. No que diz respeito as regas, elas devem ser semanais, a não ser que haja muita chuva no local de plantio da flor-leopardo. Durante as épocas mais frias do ano, as regas devem ser diminuídas. É nesta época que a planta se encontra mais vulnerável ao encharcamento por causa da forte incidência de chuvas em algumas regiões.

Durante toda a época do ano, procure regar pelo menos uma ou duas vezes por semana. Um outro ponto muito importante no cultivo da flor-leopardo é sempre eliminar as ervas daninhas do solo. Elas prejudicam e muito o desenvolvimento das flores, bem como de diversas outras espécies do seu jardim, impedindo que a mesma faça a sua multiplicação natural.

Além de suas flores atraentes que chama borboletas e abelhas como agentes polinizadores, a espécie pode se propagar de outras maneiras mais complexas. A divisão das touceiras é uma das formas de multiplicação da espécie.

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Um jardim de flor que floresce desde a Primavera até a primeira geada é o sonho de cada jardineiro. Plantas com flores vêm em uma variedade ilimitada de texturas, tamanhos, cores e variedades. Jardinagem bem-sucedida acontece seguindo algumas regras simples. Fazer o seu jardim de flores produzir uma abundância de flores coloridas e perfumadas não é diferente. Continue a ler para aprender o jeito certo em como plantar flores.

Prepare o solo para o plantio. Um solo frouxo e saudável é essencial para um jardim de flores florescentes. Um solo que é perfeito para o plantio vai ser fácil de trabalhar. Você terá que cavar um buraco com as mãos. Se o solo ainda não está pronto para plantar, você pode melhorá-lo facilmente. Com uma pá, cubra o solo com 7 a 12 centímetros de matéria orgânica como adubo ou musgo de turfa. Cultive a matéria orgânica no solo a uma profundidade de 30 a 60 centímetros e, em seguida, levante a área lisa.

Escolha as flores certas para seu jardim. Devido às infinitas variedades disponíveis hoje você pode encontrar flores adequadas para praticamente qualquer jardim. Plantas perenes, não são apenas bonitas e vêm em uma grande variedade de cores e texturas, mas vão voltar ano após ano. A desvantagem é que a maioria das flores perenes floresce por um curto período de tempo, muitas por não mais de uma semana. Anuárias, por outro lado, produzem um frenesi de longa temporada de flores que duram de três a quatro meses, ou até a primeira geada matá-las novamente. Anuárias precisam ser replantadas todos os anos. Leia livros de jardinagem e catálogos e fale com um jardineiro especialista local para decidir quais flores são as mais adequadas em sua cidade.

Plante suas flores. Usando uma pá grande, cave um buraco de 5 a 7 centímetros maior do que a esfera da raiz da planta. Com seus dedos, solte suavemente o solo ao redor das raízes das flores. Coloque a flor no buraco recentemente escavado para que a parte superior da esfera da raiz da flor fique nivelada com a parte superior do furo. Usando suas mãos, preencha o buraco com terra, pressionando-o para baixo para evitar que bolsas de ar formem-se ao redor das raízes.

Regue suas flores novas. Utilize mangueira de água ou regador para dar as flores uma imersão completa. Jardins de flores precisam receber 2 a 5 centímetros de água por semana. Este montante deverá ser aumentado durante os meses quentes de Verão. O melhor momento para regar seu jardim de flores é de manhã cedo.

Fertilize seu jardim de flores. Usando uma pá ou as mãos, aplique de 5 a 7 polegadas de fertilizante orgânico em torno das plantas. Aplicar um fertilizante orgânico como cascas ou palha de pinho que manterá o solo úmido. Isso significa menos tempo de irrigação para você. Fertilizante orgânico também impede que ervas daninhas invadam seu jardim.

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ROSEIRA
As rosas têm uma merecida reputação de serem plantas exigentes e difíceis de cuidar. Algumas rosas exigem mais manutenção do que outras, mas no geral, cultivar rosas é algo que mesmo um iniciante pode fazer.

Não há nenhuma mágica necessária quando se trata de crescer rosas, lindas rosas. Rosas adoram água e uma alimentação de fertilizante regular, sendo assim, mantenha esses dois fatores em mente e sua recompensa será plantas saudáveis com lindas flores.

Com mais de duas mil variedades de rosas para escolher, cada uma com sua própria fragrância distinta, a seleção pode ser um desafio difícil. O hábito de crescimento de plantas e o jeito que irá parecer em seu jardim depois de plantada deve ser levado em conta. Lembre-se que os tipos de solo variam por regiões e que aquela cor vermelha escura que pode conseguir no norte pode tornar-se cor de rosa no sul.

Saber as diferenças entre as variedades também é importante, já que possuem condições de crescimento distintas, sendo assim, saiba o que está plantando. Selecione uma área onde pretende plantar suas rosas e saiba de antemão o jeito que irá ficar após florescer para que possa complementar o jardim.

As rosas podem crescer de 25 a 90 centímetros de altura nas variedades miniatura, até 60 centímetros de altura para rosas anãs e de 60 a 90 centímetros de altura para híbridos e floribundas enquanto as alpinistas e caminhantes podem crescer de 200 a 900 centímetros de comprimento. Novamente, certifique-se de saber o que você quer plantar e onde.

Existem 5 coisas básicas para se lembrar quando cultivar rosas:

1. Rosas devem ter plena exposição ao sol (6 a 8 horas por dia);
2. Plante-as em solo rico e frouxo com muitos nutrientes (esterco misturado no solo com adubo);
3. Quanto aos nutrientes, prefira sangue seco e farinha de ossos;
4. Molhe as rosas bem, rosas adoram água, sendo assim, plante-as em solo bem drenado e molhe-as na base para evitar com que as folhas fiquem úmidas (molhar com gotas ou spray de água é melhor);
5. Cubra-as com bastante folhas e após o plantio, essas folhas irão armazenar água dentro e manter as ervas daninhas distantes.

- Não plante todas as suas rosas de uma vez só, prefira plantá-las em intervalos separados de uma ou duas semanas, isso prolonga a floração de forma continuada, tendo em vista que não florescem todas de uma vez.

- Tenha certeza de proteger as rosas contra insetos. Insetos são os que carregam a maior parte das doenças.

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violeta africana

As violetas, ou violetas africanas (Saintpaulia Ionantha), são fáceis de adquirir, sendo encontradas em floriculturas, supermercados e feiras. Essa planta, apesar do que muitos pensam, não exige muitos cuidados.

As flores podem ser azul escuro, cor-de-rosa, lilás, brancas, cor-de-vinho, multicor, entre outras variações. Ficam bem na decoração da casa e do jardim, sendo necessárias apenas regas espaçadas e adubação trimestral para a sua manutenção.

O que acontece é que após compradas, as plantas, geralmente, não são transferidas de vaso, o que pode ocasionar na sua morte devido ao tipo de mistura utilizada. Assim que se adquire tal vegetal, deve-se realizar o plantio em um novo vaso, reduzindo, assim, a probabilidade de sua morte em poucos dias.

Para isso, esse passo a passo apresenta valiosas dicas sobre como plantar violetas. É necessário apenas seguir rigorosamente as etapas e cuidar das plantas da maneira correta.

- Coloque um vaso de barro ou cerâmica de molho por 24 horas em um balde cheio de água. Isso fará com que ele não absorva toda a umidade da planta assim que o transplante for feito.
A cerâmica ou barro são bons para o plantio por serem feitos de material orgânico. Separe também uma boa muda de violeta, que deve ter folhas grandes, brilhosas, de tonalidade verde- escuro e flores vistosas. Evite plantas com pontos brancos, queimaduras nas folhas ou totalmente sem flores.

- Após separados estes itens, acondicione no fundo do vaso pedaços de telhas, isopor picado ou pedrinhas, que podem ser britas. Isso fará com que as raízes das plantas se mantenham saudáveis devido à irrigação facilitada pelos furinhos do vaso.

- Coloque substrato vegetal no fundo do vaso. A terra deve ser de qualidade para que a planta viva mais tempo.

- Separe a planta do recipiente onde veio plantada com cuidado eliminando resquícios de terra antiga. No caso de transplante por doença, após retirar a planta, lave suas raízes com água em abundância. Isso pode fazer com que a planta se salve de parasitas e fungos.

- Coloque areia de construção por cima do substrato e insira a planta cuidadosamente. Não deixe a terra se acumular nas folhas, isso pode prejudicar a planta.

- Preencha o espaço restante do vaso com húmus de minhoca. Fixe a planta, como delicadeza para não socar a terra para o desenvolvimento saudável do caule. Regue a planta semanalmente e aplique adubo trimestralmente. Isso poderá fazer com que sua violeta viva o tempo máximo de quatro anos.

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Avenca 01

Planta do tipo feto, a avenca é conhecida desde os antigos tempos como planta das matas e foi muito cultivada em interiores.

As avencas são samambaias, perenes, com rizomas e folhagem delicada, alcançando de 30 a 40 cm de altura.

Elas são muito utilizadas na decoração de ambientes internos ou em jardineiras, suavizando os ambientes onde são colocadas, devido à folhagem com formatos e disposição bastante interessantes. Algumas variedades são variegadas (manchadas).

As folhas são delicadas, compostas de pequenos segmentos e saem diretamente do rizoma. Este se desenvolve horizontalmente quase à superfície do solo.

A planta pode atingir entre 30 até 40 cm de altura, com muitas folhas e forma bastante irregular.

A avenca tem sido cultivada há muito tempo e por isso tornou-se uma das plantas mais populares que se conhece. Mas exige cuidados constantes, pois, muito suscetível, sente-se agredida pela mais leve mudança no ambiente. Todas as espécies possuem folhagem delicada, com muitos folíolos que pendem de caules finos, eretos, rijos e de cor marrom-escuro.

Tem difusão mundial, com espécies e variedades da Europa, Ásia, Austrália e das Américas.

As raízes consistem em caules delgados, mas robustos, que crescem sob o solo, a pouca profundidade. Na verdade, não se trata de uma raiz, mas de um rizoma. Recebendo tratamento adequado, ele estará em constante brotação, lançando novas folhagens que nascem enroladas como pequeninas bolas verdes e vão se soltando à medida que o caule se desenvolve.

Esta planta, muito admirada por sua delicadeza, exige certos cuidados para desenvolver-se satisfatoriamente em nossa casa.

Algumas variedades são usadas até na medicina popular como calmante para a tosse ou problemas no couro cabeludo. Mas é principalmente como planta ornamental que as avencas são admiradas.

O nome científico, Adiantum, deriva do grego ‘adiantos’ que significa que não se molha’, pois as gotas de chuva deslizam sobre as folhas da avenca, sem molhá-las.

Como e onde plantar
Embora seja uma planta delicada e que necessite de certos cuidados para se desenvolver bem, seguindo os passos adequados você dificilmente terá algum problema maior.

O segredo para o cultivo da avenca reside em fornecer-lhe calor, muita umidade atmosférica e fora do vento direto, caso contrário a planta fenecerá.

O segredo para ter plantas bonitas e saudáveis em casa é dar a elas condições próximas as de seu habitat de origem. Ou seja, pensar na composição da terra, na incidência de luz, na água e na nutrição. No caso do cultivo em vasos, prefira recipientes de barro ou cerâmica por imitarem o solo, possibilitando que as raízes respirem mais facilmente.

À noite, evite deixar as espécies sob a iluminação artificial. Assim como as pessoas, elas precisam passar horas no escuro. Quando chove, sempre que possível, coloque os vasos debaixo d’água – as plantas ganham viço depois de um bom banho de chuva. Essas regras simples nasceram da observação e da sensibilidade dos apaixonados por jardinagem.

O ideal é que você faça o cultivo dessa planta em vasos em lugares dentro de sua casa, para poder ter um melhor controle do clima, no entanto, se você mora em um local que não possui estações muito geladas e dispõe de áreas protegidas de vento e sol direto em seu jardim, pode também tentar criar essa planta no exterior.

Certifique-se que no local onde irá plantá-la não receba sol direto durante as horas mais quentes do dia, para que não tenha suas folhas queimadas. Não plante-a também em local que a temperatura caia demais ou fique demasiadamente no escuro, mesmo sendo uma planta sensível ao sol forte, possui hábitos tropicais e grande necessidade de luz e calor.

Adubação e Substrato da Avenca
A adubação desta planta não deve ser muito frequente, para reposição de nutrientes usar nossa recomendação de adubo granulado formulação 10-10-10, uma colher de sopa dissolvida em 2 litros de água.

Usar de 1 a 2 copos pequenos da mistura no substrato, a cada 3 ou 4 meses. Um dia antes umedecer bem o substrato para pronta penetração da mistura líquida de adubo e água.

Tipo de Solo
Essa planta é extremamente susceptível a morrer caso acometida por fungos provenientes de um solo encharcado, logo devemos fazer uma mistura de solo que não só garanta à planta todos os nutrientes necessários, mas também que tenha uma grande drenagem. Misture ao solo cerca de um terço de areia grossa e um terço de fertilizante orgânico baseado em pó de xaxim.

Os Cuidados
Essa planta aprecia o clima úmido, logo evite que o solo resseque completamente, mas em hipótese alguma encharque-o. Geralmente pequenas regas diárias são o ideal para atingir esse fim.

Adicione um pouco de adubo orgânico semestralmente sobre o substrato da planta, porém não encostado a seu caule. As irrigações farão o papel de fazer com que o adubo penetre na terra e chegue as raízes, isso garantirá que a planta tenha nutrientes para manter-se sempre saudável. Faça também podas de limpeza sempre que notar a proliferação de galhos secos ou mortos.

Primavera e Verão
Plante ou replante a avenca nos meses de primavera, num bom composto orgânico formado por duas partes de terra, uma parte de calcário, uma de areia, outra de carvão vegetal granulado e um pouco de fertilizante de boa qualidade.

Coloque a planta em local semi-sombreado para que os raios solares não a atinjam diretamente. Verifique se a temperatura não está muito alta, pois as avencas detestam o calor excessivo. Quando isso acontecer, proteja o vaso, borrifando bastante água a seu redor para aumentar a umidade atmosférica no ambiente. Além disso, coloque o vaso sobre um prato contendo seixos molhados.

Regue com regularidade, nos meses de calor, apenas para manter o composto bem úmido, tendo o cuidado de não encharcá-lo. Em pleno verão, molhe duas vezes por semana.

Adube a cada quinze dias, com fertilizante líquido (você pode misturá-lo à água das regas), durante toda a primavera e o verão.

Outono e Inverno
Não exponha suas avencas a temperaturas inferiores a 13°C, senão sua folhagem desaparecerá e ela poderá morrer. O mesmo acontece quando a planta recebe correntes de ar frio.

Se os ramos escurecerem e começarem a murchar depois do inverno, corte-os com uma tesoura pontuda e afiada, bem rente à terra.

Água na Dose Certa
Para saber qual é a quantidade de água de que cada espécie precisa, basta observar o desenvolvimento das plantas para descobrir suas necessidades:

- Sinta a umidade da terra pressionando o dedo no vaso até 2,5 cm de profundidade. Regue apenas se perceber que o solo está seco.
- Procure molhar as plantas pela manhã. Assim haverá tempo para a absorção e a evaporação de um eventual excesso. A umidade que persiste por toda a noite aumenta a chance de um ataque de fungos.
- Use um regador que passe entre as folhagens sem machucá-las e libere um pequeno volume de água por vez. Os de bico longo funcionam bem.
- Durante os meses de inverno, as regas devem ser mais espaçadas, pois as plantas entram em repouso.
- Vasos de barro absorvem mais água que os de plástico e pedem um intervalo menor entre as regas. Mas é justamente a porosidade do material que permite que as raízes respirem melhor.

As avencas necessitam ainda de umidade no ar. Para criar essa condição, um recurso é pulverizar água ao redor da planta todos os dias, mesmo sem molhar a terra. Outra sugestão é tentar reproduzir uma mata, agrupando vários vasos num mesmo local.

Juntas, as plantas transpiram e liberam maior volume de vapor d’água. Longos períodos sem regas deixam as plantas ressecadas e debilitadas – algumas não se recuperam e chegam a morrer.

Quando você viajar, peça para um amigo que goste de jardinagem assumir a tarefa de regar ou, se a ausência for curta, instale no vaso um gotejador de plástico com regulagem de vazão.

Uma alternativa para manter a terra úmida é a técnica do barbante: coloque água em uma garrafa PET, feche e faça um furo na tampa. Passe um barbante pela abertura, de forma que ele chegue ao fundo do recipiente. Enterre a outra ponta do fio no vaso.

Luz Garante o Verde
Sem luminosidade, as plantas não realizam a fotossíntese, uma de suas funções essenciais, com a avenca não é diferente. O pigmento verde clorofila, sob a ação da luz, retém gás carbônico, libera oxigênio e vapor d’água, que refresca os ambientes. A fotossíntese também é o processo pelo qual as espécies produzem os açúcares que as alimentam.

Se você cultiva exemplares dentro de casa, não se esqueça destes detalhes:
-  A claridade das janelas chega lateralmente às plantas, que tendem a crescer em direção à luz. Resultado: um lado fica mais farto e viçoso que o outro. Para evitar o problema, gire o vaso com regularidade.

- Quem tem quintal ou varanda aberta pode fazer um rodízio: deixe os vasos que ficam em ambientes fechados tomando o sol da manhã por alguns dias e traga os que estiverem na área externa para o interior.

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Essa é a Amarílis, Açucena, Flor-da-imperatriz, cujo nome científico é Hippeastrum hybridum, da família Amarilidáceas e originária do Brasil, Peru e México.
Esta flor tipicamente tropical encantou os europeus a ponto de inspirar por lá a criação de vários híbridos.

O bulbo fica ali durante meses debaixo da terra. Parece que secou e não dá mais sinal de vida, de repente, conforme o inverno vai embora e a primavera recebe seus dias mais quentes, dá para perceber que surge o primeiro verde das hastes. Daí para frente, durante o restante da primavera e todo o verão podemos assistir, numa explosão de flores, a recompensa dos meses em que o bulbo ficou repousando na terra e armazenando energia.

O espetáculo do renascimento da planta pode se repetir por muitos anos, há casos de bulbos capazes de repetir este ciclo por cerca de 10 anos, dependendo dos cuidados que recebem no cultivo. E o resultado aparece sempre na forma de flores exuberantes – algumas chegam a medir 20 cm de diâmetro em cores diversas, que vão do branco ao vermelho intenso, passando pelo rosa, coral e lindos degradês e mesclas.

Também pode ter seu período de florescimento prolongado em regiões onde o inverno não é muito rigoroso.

Para ter sucesso no cultivo das amarílis, o primeiro passo é adquirir bulbos de boa procedência.
Depois, é só seguir algumas regras básicas e aguardar o espetáculo.

Dicas:
* Escolha um vaso com pelo menos 15 a 20 cm de diâmetro, pois os bulbos são grandes. Se for plantar em canteiros ou jardineiras, lembre-se de manter 25 cm de espaçamento entre os bulbos;

* Prepare um substrato com boa drenagem. Existem no mercado produtos já prontos, ideais para canteiros, vasos e floreiras;

* Coloque o substrato para cultivo dentro do vaso, posicione o bulbo deixando a ponta (também conhecida como “pescoço”) para fora e aperte bem a terra ao redor do bulbo;

* A dica para as regas é bem simples: nos meses frios, uma vez por semana e nos meses quentes, de duas a três vezes,

* Mantenha em planta num local com bastante claridade. O cultivo na sombra gera hastes florais esticadas, frágeis e quebradiças.

* Para adubação recomenda-se composto orgânico. Na falta dele, pode-se utilizar NPK 10-10-10 ao redor dos bulbos, sem deixar encostar.

* Depois de cada floração é recomendável cortar as hastes e as folhas amarelas. Neste momento, pode-se retirar o bulbo da terra e extrair os possíveis bulbilhos que se formam ao redor – eles podem ser plantados e gerar novas plantas.

* O bulbo principal deve voltar para a terra e continuar a receber os mesmos cuidados relativos às regas e adubação. Isso vai garantir a energia suficiente para a produção de um novo espetáculo!

Como a planta se desenvolve:
1. Depois de meses repousando, o bulbo começa a brotar ao sinal dos primeiros dias quentes da primavera.
2. Após cerca de 10 a 12 dias surgem as primeiras hastes florais, seguidas das folhas.
3. O crescimento é bem rápido, após cerca de 25 a 30 dias, as flores já começam a se abrir.
4. A floração é intensa e para continuar sadia, a planta deve ser mantida em local bem iluminado.

A floração da planta ocorre de outubro a dezembro, produzindo haste floral com duas, quatro ou oito flores grandes, nas cores vermelha, rosa, coral, mesclada e branca, dependendo da variedade
Deve ser cultivada em solo arenoso e bem drenado, a sol pleno e meia-sombra e regadas  até 3 vezes por semana no verão e uma vez por semana no inverno
Sua multiplicação é feita por divisão de bulbos.

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A primavera (Bougainvillea spectabilis), planta originária do Brasil, também é conhecida como buganvília, ceboleiro, três-marias ou flor-de-papel – é uma espécie rústica, que exige poucos cuidados.

As belas e coloridas “flores” da primavera não são exatamente as flores da planta: são as folhas modificadas que envolvem as verdadeiras flores amareladas. Encontradas nas cores brancas, rosa, vermelho intenso ou laranja.

Seu cultivo é simples, em primeiro lugar devemos preparar o solo para o plantio com uma parte de terra comum de jardim, uma parte de terra vegetal e duas partes de areia, para facilitar a oxigenação.
Coloque uma fina camada de pedras britadas no fundo do vaso para auxiliar a drenagem, evitando tampar os buracos. Antes de plantar descarte o solo retido nas raízes. Inspecione as raízes e remova as partes mortas ou machucadas. Corte aproximadamente 2/3 do comprimento das raízes com uma tesoura limpa.

Essa pode parecer uma medida drástica, mas o controle do crescimento das raízes é essencial à criação e manutenção de sua planta. Em alguns casos, isso não é necessário.  Acomode a planta no vaso, espalhando as raízes no fundo. Complete o vaso e bata nas laterais para acomodar o solo, mas não aperte muito para não compactá-lo demais. O solo deve ficar no nível da borda do vaso, e o início do tronco deve ficar exatamente nivelado com o solo. Os três pontos principais são: Água, luz, e nutrição. Esses três pontos caminham juntos, e garantem uma planta saudável e com bom desenvolvimento.

O vaso deve ser colocado em local ensolarado. Para florescer, a planta precisa de pelo menos quatro horas diárias de sol.  Sua produção de alimento é obtida através da fotossíntese, se as folhas estiverem amarelando, é sinal de excesso de luz. Folhas escuras podem indicar falta de luz. Mova a planta até que ela se estabilize.

A rega deverá ser feita de acordo com o clima da época. Em dias normais, uma rega é suficiente, devendo-se fazer no início da manhã ou no fim da tarde. Em dias quentes e secos, pode precisar de até 2 regas no mesmo dia. Evite regas em excesso, só regue a planta quando o solo estiver quase seco. Teste o solo colocando o dedo, tentando mantê-lo sempre úmido, mas nunca encharcado, ou empapado. Regas excessivas matam as raízes por falta de ar e causam apodrecimento.

Adubações periódicas devem ser feitas, usando adubos orgânicos ricos em Fósforo, o vaso normalmente não supre completamente a necessidade da planta, os nutrientes são essenciais para o crescimento.

Troca de vaso – Como e quando?
Em uma planta saudável, o crescimento das raízes é vigoroso, mas o tamanho do vaso limita seu crescimento. Devemos transplantar quando suas raízes já estiverem ocupando completamente o vaso atual, principalmente quando a planta está nos seus primeiros anos de crescimento. Regra geral, podemos dizer que a planta é inicialmente transplantada de 2 em 2 anos, mas esse tempo pode variar. A cada troca de vaso, devemos cortar e eliminar cerca de dois terços de suas raízes, assim como no plantio inicial. Quem limita o tamanho da planta é o tamanho do vaso, que limita o crescimento das suas raízes.

O inseto que mais comumente ataca a planta é o pulgão (semelhantes às pulgas), que pode ser facilmente eliminado com uma mistura de detergente e água, pulverizada com um borrifador sobre a área atingida. No caso do aparecimento de lagartas, remova-as manualmente.

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Flor-de-maio - (Schlumbergera truncata)
Nem sempre a pretensa rusticidade de uma planta significa que ela esteja imune aos problemas que o clima, o manejo, o excesso e a falta podem causar. A bela flor-de-maio (Schlumbergera truncata) é um exemplo. Cactácea altamente resistente à falta de água em seu substrato e cujo ciclo floral justifica em parte seu nome, ela floresce entre os meses de abril e junho, os principais meses do outono meridional, ela também detém mistérios aos amantes da jardinagem

A flor-de-maio, após a floração a planta entra em estado de dormência. Durante esse importante período, a planta necessita de de poucos, porém presentes cuidados no tocante à luminosidade, ao substrato e às regas. O ideal é deixá-la sob sol pleno durante esse período para manter o solo seco e sem reforço de adubo. Contudo, isso não significa que as regas devam ser abolidas por completo; a cada dez dias, no máximo, deve-se colocar água no substrato.

Esse período de dormência é indicado para a troca de vaso, caso a flor-de-maio esteja em um, e proliferação de mudas. A ramificação das junções não é um problema, e sim a forma que a planta tem para se propagar. Durante o outono essas mudas podem ser retiradas e replantadas em um substrato rico em matéria orgânica misturada com areia grossa, ideal para a nutrição e drenagem da flor-de-maio.

É necessário cuidado com o excesso de luminosidade solar durante o final da primavera e verão, que pode danificar e até mesmo matar a planta. A adubação, não permitida após o final da floração, deve ser reforçada na primavera.

As doenças da Flor-de-maio
Mofo na Flor-de-maio
A flor de maio (Schlumbergera bridgesii) é uma das várias espécies de cactos. Ela produz flores coloridas chamativas durante os meses de abril, maio e junho. É uma planta de vida longa e, por isso, frequentemente torna-se uma herança familiar. A flor de maio precisa de luz intensa, noites longas e temperaturas noturnas frias para desenvolver-se e florescer. O mofo em suas folhas ou caules é um sinal de que precisa de atenção urgente, ele pode ser causado por excesso de rega, ataques fúngicos ou mofos d’água.

Praga de botrístis
Essa infecção fúngica afeta as flores de maio cultivadas em umidade e temperaturas altas, ele aparece nas partes delicadas da planta, como flores, brotos e folhas frescas, embora também possa atacar os caules saudáveis. Os sintomas começam com áreas úmidas que se transformam em tecidos moles. Depois disso, uma camada de linhas cinzentas fúngicas aparece.

Apodrecimento do caule e raíz
O apodrecimento do caule das flores de maio é causado pelo fungo Fusarium oxysporum. Inicia-se como uma área marrom sobre a terra e espalha-se pelo caule saudável até separar a planta de suas raízes. As raízes das flores de maio são vulneráveis ao ataque de oomicetos ou mofos d’água, como a Phytophthora parasitica e os pythiums que destroem as raízes e fazem a planta murchar e morrer.

Tratamento
Trate a praga de botrítis com um spray contendo um agente antifúngico como o iprodione. O apodrecimento de raízes precisa de tratamento com spray contendo produtos químicos antifúngicos como metalaxil ou etridiazol.

Evitar o mofo
A maioria dos casos de mofo e ataques de fungos são devido ao excesso de rega e alta umidade. Mantenha as flores de maio em um local bem ventilado, como perto de uma janela aberta. Regue-as apenas quando o topo do solo estiver seco e certifique-se de que todos os recipientes possuam um furo de frenagem grande. Nunca coloque as flores de maio em um prato de água e evite umedecer a folhagem em dias frios e úmidos.

Reduza a rega durante os meses mais frios do ano. Plante a flor de maio com adubo de boa drenagem formulado para plantas suculentas ou faça uma mistura utilizando uma parte de terra, duas partes de turfa e uma parte de areia ou perlite.

Como recuperar a planta
Remova as partes saudáveis de caule das flores de maio infectadas e plante-as em adubo esterilizado. Até mesmo as partes separadas do caule enraizarão se suas pontas inferiores forem plantadas. Mantenha as mudas em um peitoril de janela, com claridade, com o adubo pouco úmido até um novo broto aparecer.

janel9