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Posts para categoria ‘Cultivos e Cuidados’

buganvilia

A primavera (Bougainvillea spectabilis), planta originária do Brasil, também é conhecida como buganvília, ceboleiro, três-marias ou flor-de-papel – é uma espécie rústica, que exige poucos cuidados.

As belas e coloridas “flores” da primavera não são exatamente as flores da planta: são as folhas modificadas que envolvem as verdadeiras flores amareladas. Encontradas nas cores brancas, rosa, vermelho intenso ou laranja.

Seu cultivo é simples, em primeiro lugar devemos preparar o solo para o plantio com uma parte de terra comum de jardim, uma parte de terra vegetal e duas partes de areia, para facilitar a oxigenação.
Coloque uma fina camada de pedras britadas no fundo do vaso para auxiliar a drenagem, evitando tampar os buracos. Antes de plantar descarte o solo retido nas raízes. Inspecione as raízes e remova as partes mortas ou machucadas. Corte aproximadamente 2/3 do comprimento das raízes com uma tesoura limpa.

Essa pode parecer uma medida drástica, mas o controle do crescimento das raízes é essencial à criação e manutenção de sua planta. Em alguns casos, isso não é necessário.  Acomode a planta no vaso, espalhando as raízes no fundo. Complete o vaso e bata nas laterais para acomodar o solo, mas não aperte muito para não compactá-lo demais. O solo deve ficar no nível da borda do vaso, e o início do tronco deve ficar exatamente nivelado com o solo. Os três pontos principais são: Água, luz, e nutrição. Esses três pontos caminham juntos, e garantem uma planta saudável e com bom desenvolvimento.

O vaso deve ser colocado em local ensolarado. Para florescer, a planta precisa de pelo menos quatro horas diárias de sol.  Sua produção de alimento é obtida através da fotossíntese, se as folhas estiverem amarelando, é sinal de excesso de luz. Folhas escuras podem indicar falta de luz. Mova a planta até que ela se estabilize.

A rega deverá ser feita de acordo com o clima da época. Em dias normais, uma rega é suficiente, devendo-se fazer no início da manhã ou no fim da tarde. Em dias quentes e secos, pode precisar de até 2 regas no mesmo dia. Evite regas em excesso, só regue a planta quando o solo estiver quase seco. Teste o solo colocando o dedo, tentando mantê-lo sempre úmido, mas nunca encharcado, ou empapado. Regas excessivas matam as raízes por falta de ar e causam apodrecimento.

Adubações periódicas devem ser feitas, usando adubos orgânicos ricos em Fósforo, o vaso normalmente não supre completamente a necessidade da planta, os nutrientes são essenciais para o crescimento.

Troca de vaso – Como e quando?
Em uma planta saudável, o crescimento das raízes é vigoroso, mas o tamanho do vaso limita seu crescimento. Devemos transplantar quando suas raízes já estiverem ocupando completamente o vaso atual, principalmente quando a planta está nos seus primeiros anos de crescimento. Regra geral, podemos dizer que a planta é inicialmente transplantada de 2 em 2 anos, mas esse tempo pode variar. A cada troca de vaso, devemos cortar e eliminar cerca de dois terços de suas raízes, assim como no plantio inicial. Quem limita o tamanho da planta é o tamanho do vaso, que limita o crescimento das suas raízes.

O inseto que mais comumente ataca a planta é o pulgão (semelhantes às pulgas), que pode ser facilmente eliminado com uma mistura de detergente e água, pulverizada com um borrifador sobre a área atingida. No caso do aparecimento de lagartas, remova-as manualmente.

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Flor-de-maio - (Schlumbergera truncata)
Nem sempre a pretensa rusticidade de uma planta significa que ela esteja imune aos problemas que o clima, o manejo, o excesso e a falta podem causar. A bela flor-de-maio (Schlumbergera truncata) é um exemplo. Cactácea altamente resistente à falta de água em seu substrato e cujo ciclo floral justifica em parte seu nome, ela floresce entre os meses de abril e junho, os principais meses do outono meridional, ela também detém mistérios aos amantes da jardinagem

A flor-de-maio, após a floração a planta entra em estado de dormência. Durante esse importante período, a planta necessita de de poucos, porém presentes cuidados no tocante à luminosidade, ao substrato e às regas. O ideal é deixá-la sob sol pleno durante esse período para manter o solo seco e sem reforço de adubo. Contudo, isso não significa que as regas devam ser abolidas por completo; a cada dez dias, no máximo, deve-se colocar água no substrato.

Esse período de dormência é indicado para a troca de vaso, caso a flor-de-maio esteja em um, e proliferação de mudas. A ramificação das junções não é um problema, e sim a forma que a planta tem para se propagar. Durante o outono essas mudas podem ser retiradas e replantadas em um substrato rico em matéria orgânica misturada com areia grossa, ideal para a nutrição e drenagem da flor-de-maio.

É necessário cuidado com o excesso de luminosidade solar durante o final da primavera e verão, que pode danificar e até mesmo matar a planta. A adubação, não permitida após o final da floração, deve ser reforçada na primavera.

As doenças da Flor-de-maio
Mofo na Flor-de-maio
A flor de maio (Schlumbergera bridgesii) é uma das várias espécies de cactos. Ela produz flores coloridas chamativas durante os meses de abril, maio e junho. É uma planta de vida longa e, por isso, frequentemente torna-se uma herança familiar. A flor de maio precisa de luz intensa, noites longas e temperaturas noturnas frias para desenvolver-se e florescer. O mofo em suas folhas ou caules é um sinal de que precisa de atenção urgente, ele pode ser causado por excesso de rega, ataques fúngicos ou mofos d’água.

Praga de botrístis
Essa infecção fúngica afeta as flores de maio cultivadas em umidade e temperaturas altas, ele aparece nas partes delicadas da planta, como flores, brotos e folhas frescas, embora também possa atacar os caules saudáveis. Os sintomas começam com áreas úmidas que se transformam em tecidos moles. Depois disso, uma camada de linhas cinzentas fúngicas aparece.

Apodrecimento do caule e raíz
O apodrecimento do caule das flores de maio é causado pelo fungo Fusarium oxysporum. Inicia-se como uma área marrom sobre a terra e espalha-se pelo caule saudável até separar a planta de suas raízes. As raízes das flores de maio são vulneráveis ao ataque de oomicetos ou mofos d’água, como a Phytophthora parasitica e os pythiums que destroem as raízes e fazem a planta murchar e morrer.

Tratamento
Trate a praga de botrítis com um spray contendo um agente antifúngico como o iprodione. O apodrecimento de raízes precisa de tratamento com spray contendo produtos químicos antifúngicos como metalaxil ou etridiazol.

Evitar o mofo
A maioria dos casos de mofo e ataques de fungos são devido ao excesso de rega e alta umidade. Mantenha as flores de maio em um local bem ventilado, como perto de uma janela aberta. Regue-as apenas quando o topo do solo estiver seco e certifique-se de que todos os recipientes possuam um furo de frenagem grande. Nunca coloque as flores de maio em um prato de água e evite umedecer a folhagem em dias frios e úmidos.

Reduza a rega durante os meses mais frios do ano. Plante a flor de maio com adubo de boa drenagem formulado para plantas suculentas ou faça uma mistura utilizando uma parte de terra, duas partes de turfa e uma parte de areia ou perlite.

Como recuperar a planta
Remova as partes saudáveis de caule das flores de maio infectadas e plante-as em adubo esterilizado. Até mesmo as partes separadas do caule enraizarão se suas pontas inferiores forem plantadas. Mantenha as mudas em um peitoril de janela, com claridade, com o adubo pouco úmido até um novo broto aparecer.

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Flor da Camélia sinensis

Espécie arbórea da família Theaceae que pode chegar até 15 m de altura, nativa das florestas do nordeste da Índia e sul da China.

Possui folhas escuras, lustrosas, com nervuras bem marcadas nas superfícies, de margem inteiramente denteada, e as folhas mais novas são cobertas de pequenos tricomas brancos.

As flores surgem solitárias ou aos pares nas axilas das folhas. São pequenas, com pétalas brancas e muito perfumadas, possuem muitos estames com um pistilo com 3 estigmas.

No Brasil há poucas plantações, mas já foram observados indivíduos crescendo na mata, sem a interferência humana, o que mostra que o clima deste país é muito favorável à plantação em larga escala.

Frequentemente o cultivo da Camellia sinensis no Brasil está associado a colônias japonesas.

Seu cultivo depende de um solo fértil, ácido e bem irrigado, sob sol pleno ou luz solar filtrada. Necessita de calor moderado, por isso tem sido plantada nos trópicos junto a montanhas e planaltos até 1.600 m de altitude. É produzido em maior ou menor escala em todas as áreas tropicais e semi tropicais do mundo.

Há uma variedade com flores rosadas destinada à ornamentação de jardins.

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Planta originária da Europa e conhecida popularmente como Flor-sininho, caracteriza-se  por um pequeno arbusto com delicadas flores numerosas e geralmente aparecem em conjuntos de pequenos cachos, geralmente nas cores branca, violeta, rosa, azul e lilás, em formato de sino.

É uma excelente opção para enfeitar bordas de jardins e varandas, a ‘Campânula Medium’ é a mais conhecida e comumente utilizada.

A Campânula pode ser cultivada em diferentes locais, tanto em canteiros, quanto em jardineiras e vasos. Porém, em lugares extremamente quentes, é aconselhável o seu plantio ao abrigo da luz solar direta, cujo excesso pode debilitá-la. É preferível a escolha de locais a meia sombra, que possuam boa iluminação.

Principais dicas de como cultivar e cuidar de Campânulas:
Solo e adubação:
É necessário que este possua um bom nível de nutrientes para que a planta cresça rapidamente e apresente um grande numero de cachos floridos. A aplicação de fertilizantes deve seguir uma certa rotina, preferencialmente mensal ou quinzenal. O adubo orgânico e os fertilizantes ricos em fósforo auxiliam no desenvolvimento da planta e na obtenção de flores viçosas e de tonalidade exuberante. Cobrir o solo com casca de árvore ajuda a manter a umidade, prevenindo contra o ressecamento em regiões muito quentes ou expostas ao sol. Em regiões muito frias, onde ocorrem geadas constantemente, a opção mais indicada é cobrir o solo com serragem, evitando assim que as folhas da planta toquem a terra e murchem, apodrecendo logo em seguida.

Irrigação:
A Campânula deve ser irrigada diariamente, principalmente nas épocas mais quentes do ano, porém, evitando o excesso de água para não encharcar o solo. A irrigação demasiada pode favorecer o aparecimento e a proliferação de fungos que causam a doença da planta. Em compensação, o solo seco demais prejudica a formação das flores.
É indicada a verificação da umidade do solo antes de irrigar novamente e, as melhores horas para regar as plantas são sempre pela manhã e ao final da tarde. A drenagem do solo em terras propícias ao alagamento pode ser facilitada com o uso de areia grossa.

Poda:
Após as flores murcharem, imediatamente devem ser podadas com tesoura específica para este tipo de trabalho, a qual deve estar limpa e esterilizada. Agindo desta forma, a floração se prolonga por varias semanas, mantendo o belo visual da planta por mais tempo.

Reprodução e ciclo de vida:
A reprodução da Campânula acontece por meio de sementes e divisões da planta com replantio. O ciclo de vida das flores ocorre entre os meses de julho a setembro.

De posse destas dicas de como cuidar desta belíssima planta, torna-se mais fácil e gratificante manter um jardim florido e vivido, que alegra o ambiente e traz uma sensação de relaxamento e bem estar, tanto para os moradores, quanto para os visitantes.

Bom cultivo !!!

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As Prímulas ou Primaveras são plantas herbáceas, perenes, por vezes cultivadas como anuais. Possui folhas enrugadas, de textura um pouco áspera, de cor verde médio a verde escuro e de cor mais clara na página inferior.

As flores de Prímulas ou Primaveras são compostas por cinco pétalas, sustentadas por um pedúnculo e agrupadas. Podem ser de cor amarela, branco, rosa, violeta, azul e vermelho. Geralmente surge no inverno e na primavera em florescência terminais, são bastante numerosas e simples, com perfume delicado. São encontradas em grande variedade de cores como branco, rosa, laranja, roxo e salmão. Esta planta não possui caule e mede algo em torno de 30 cm.

Ela deve ser cultivada em um bom solo fértil, adubado com matéria orgânica e que esteja sempre úmida. Sendo ela de clima subtropical, para adaptá-la ao clima quente do Brasil, é necessário ser mantida em ambientes frescos e sem exposição ao sol forte.

Resistem bem ao frio, mas não a geadas fortes. Temperaturas ambientes superiores a 16ºC reduzem o tempo de vida das flores. Se for colocada temporiamente em ambientes mais aquecidos, aumente-khes o grau de umidade pulverizando a folhagem.

Durante o período de floração, pode-se também aplicar adubo granulado ou líquido que seja rico em potássio. Esta aplicação deve ocorrer a cada duas semanas. Para o cuidado com suas flores, o recomendável é sempre remover as murchas e regularmente fertilizá-las.

Suas formas pequenas e coloridas lembram-nos um jardim. Parece ter sido feito com a mais profunda e delicada perfeição do mundo vegetal.

As prímulas de flores grandes são ideais para a decoração de casas, pois deixam o ambiente romântico e harmonioso.

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O verão é uma época do ano em que as plantas se desenvolvem bem, mas as altas temperaturas e a umidade elevada típicas dessa estação propiciam o aparecimento de fungos. Esses organismos minúsculos são as principais causas de doenças que acometem as espécies vegetais e, normalmente, provocam lesões e manchas nas folhas e, em casos mais severos, a podridão de hastes e raízes.

Há espécies mais suscetíveis à ação dos fungos do que outras. Em geral as plantas nativas, por estarem adaptadas ao nosso clima, possuem menor vulnerabilidade e, quando atacadas, resistem melhor às doenças causadas pela decomposição dos tecidos. Em compensação, plantas exóticas como roseiras, azaléias e gerânios são consideradas mais sujeitas a infestações, necessitando de maiores cuidados para o cultivo.

Mais agressivos em períodos de umidade elevada e altas temperaturas, esses parasitas aquáticos provocam uma lesão escura nas raízes que progride até a haste floral.

Ainda que as doenças das plantas não sejam transmissíveis a humanos ou animais, a presença de fungos patogênicos em um ambiente nunca é saudável. Algumas espécies, inclusive, liberam grande quantidade de esporos que podem provocar reações alérgicas nas pessoas, sobretudo via sistema respiratório.

Como evitar
Há mais de quatro mil espécies de fungos associadas às plantas ornamentais. Para evitar que elas coloquem em risco a saúde de seu jardim, a primeira recomendação é só utilizar sementes tratadas previamente limpas, lavadas e mergulhadas em solução com hipoclorito de sódio pelo tempo de um minuto.

Sementes manchadas ou apodrecidas devem ser descartadas, já que elas podem ser propagadoras de fungos. O plantio deve ocorrer sempre em solos bem preparados e livres de patógenos. Outra dica é dar preferência a espécies e variedades de vegetais resistentes.

Plantas enfraquecidas são muito mais vulneráveis a doenças provocadas por fungos. Daí a importância de adubar na medida certa, bem como fornecer a cada espécie a quantidade exata de água e luz. A presença de caracóis, lesmas, insetos e roedores deve ser rigorosamente controlada, já que esses bichinhos também podem transportar esporos dos fungos fitopatogênicos.

Porém, entre todas as recomendações, nada é mais importante do que o controle de umidade e da iluminação. Afinal, a reprodução desses microrganismos costuma ser favorecida pela presença de água – seja da chuva, da irrigação, do orvalho ou mesmo da umidade do ar – e por ambientes escuros. Nesse sentido, a rega sem exagero e a boa drenagem do solo são fundamentais.

Além disso, os elementos de madeira expostos ao tempo, no jardim, devem ser protegidos da água para evitar que apodreçam. Basicamente, devem ser mantidos longe da chuva e irrigação ou ser pintados.

Como tratar
Uma vez detectada uma doença provocada por fungo, o tratamento pode começar. O primeiro passo é a remoção de partes e até de plantas inteiras com sintomas de infestação, evitando assim a propagação da patologia pelo jardim.

A partir daí, o ideal é recorrer a um técnico especializado para obter o diagnóstico correto do problema, especialmente se for necessário recorrer a fungicidas, que precisam ser utilizados com muito critério e rigor.

Para o controle da degradação dos vegetais, o mercado e o conhecimento popular dispõem de alternativas menos agressivas e mais ecológicas que os fungicidas sintéticos. Entre elas estão o fosfito de potássio, que age como antifúngico e indutor do sistema de defesa das plantas, e o extrato pirolenhoso, produto milenar na agricultura japonesa que induz o enraizamento e é repelente de fungos e de insetos.

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Jardim

O processo de plantio e manutenção das flores e plantas ornamentais requer alguns cuidados bem específicos. Confira abaixo os processos que possibilitarão o cultivo:

1. Preparo do solo:
Proceder a análise laboratorial do solo, visando conhecer o pH, fazer a aplicação da desinfecção do terreno, como por exemplo a eliminação de formigas, cupins e outros insetos daninhos que normalmente infestam os terrenos. Da mesma forma deverá ser feita uma limpeza completa da área disponibilizada para o cultivo de flores e plantas ornamentais eliminando as raízes e ervas daninhas.

Após as etapas acima deve-se preparar os espaços para montagem dos canteiros, viveiros ou estufas que irão receber o plantio das flores ou plantas ornamentais. Este plantio pode ser efetuado utilizando-se sementes ou mudas.

Definido os espaços em que serão cultivadas as flores ou plantas ornamentais, deverá partir então para a preparação do solo. O terreno deverá ser arado e posteriormente remexido com pá e rastelos, buscando com isto eliminar restos de raízes, pedras, galhos, e outras impurezas.

Após esse processo o canteiro/terreno destinado ao plantio será nivelado. Neste momento, os produtos destinados a correção de variações do solo, como acidez e outros deverão ser aplicados.

2. O plantio das sementes e mudas
Após o preparo do solo deve-se partir para o plantio propriamente dito, que irá ocorrer via semeadura ou mudas.
Esse processo requer conhecimento de técnicas avançadas para que as sementes tenham a germinação adequada, e as mudas possam crescer.

3. Rega:
É o processo de regar o produto de plantio, segundo critérios técnicos apresentados por profissional tecnicamente qualificado para indicar a melhor forma de aguar cada espécie de flores ou plantas ornamentais.

4. Repicagem:
É o ato ou efeito de transferir as pequenas plantas que já germinaram e brotaram para outros ambientes devidamente preparados e adequados para está finalidade.
Esse processo também será o momento para fazer o combate de doenças e eliminação de pragas que atacam as plantas.

5. Pragas:
Existem diversas pragas, por isso a manutenção de combate deverá ocorrer rotineiramente, evitando assim que os viveiros, canteiros ou estufas sejam infectados. Se não forem combatidas adequadamente infestarão todo o cultivo e apresentando doenças variadas, sendo a principal delas as fúngicas.

Seguem algumas pragas que atacam o cultivo de flores e plantas ornamentais:
- Pulgões – podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Buscam alojar-se nas folhas mais tenras, brotos e caules. Esta praga suga a seiva da planta e deixa as folhas amareladas e enrugadas;

- Cochonilhas – apresentam-se nas cores marrons e amarelos, alojam-se na parte inferior das folhas e nas fendas, além de sugar a seiva das plantas liberam substâncias pegajosa que facilita o ataque e proliferação de fungos;

- Moscas-brancas – pequenos insetos de coloração branca, sua presença pode ser notada ao esbarrar nas plantas infestadas, pode ser percebido também por meio de revoadas de minúsculos insetos brancos. A mosca-branca aloja-se na parte inferior das folhas e alimentam-se da seiva da planta.

- Lesmas e caracóis – são pragas que atacam a noite, furando e devorando folhas, caules e botões florais, chegando a atingir até mesmo as raízes subterrâneas.

- Lagartas – normalmente enrolam-se nas folhas jovens e literalmente devoram os brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de teia para se protegerem.

- Ácaros – aparenta ser uma aranha de cor avermelhada, ataca flores, folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem, os ambientes frescos quentes e secos favorecem o desenvolvimento dessas pragas.

- Percevejos – provocam a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando novas brotações.

- Tatuzinhos – são pragas comuns em jardins com umidade excessiva, vivem escondidos e alimentam-se de folhas, caules e brotos tenros, transmitem outros tipos de doenças às plantas.

- Nematóides – esta praga ataca pelo solo. Normalmente as plantas atacadas apresentam raízes grossas e cheias de fendas.

- Formigas – são insetos que cortam as folhas para levá-las ao formigueiro.

6. Doenças:
Seguem algumas doenças que infectam os cultivos de flores e plantas ornamentais:

- Pinta-preta – são bastante comuns em roseiras. Os sintomas iniciais são grandes manchas circulares marcadas por anéis concêntricos de cores amarelas e pretas, seguidas de encarquilhamento dos brotos e necrose das folhas.

- Ferrugem – normalmente ataca na primavera, com protuberâncias amarelas, pequeninas, terminando por aumentar e espalhar-se por grandes áreas, causando necrose e queda das folhas. A doença é difundida para os caules e brotos.

- Míldio – percebe-se quando as folhas estão com manchas amareladas ou avermelhadas na face superior e bolor branco-acidentado na face inferior correspondente, as folhas se enrolam e posteriormente caem.

- Oídio ou Cinza – são manchas brancas semelhantes a mofo, que depois se tornam amarelo-avermelhadas e acabam por secar a folhagem.

- Podridão – é o apodrecimento dos frutos, hastes, colo e folhas. Normalmente aparece em locais quentes e mal ventilados, ou como conseqüência do excesso de água e drenagem insuficiente.

janela e borboleta

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Os Gerânios são pequenos arbustos dos gêneros Geranium e Pelargonium e pertence à família das geraniáceas. Reúne cerca de 300 espécies, muitas são nativas de regiões temperadas e tropicais de altitude, das quais várias são cultivadas como ornamentais.

É uma planta de exterior, que aceita cultivo em vasos ou canteiros, com exceção de poucas variedades que podem ser cultivadas dentro de casa, contanto que fiquem longe de fontes de calor.

Nas regiões mais quentes, as plantas podem passar o inverno no jardim, nas regiões frias, convém protegê-las tirando as plantas de onde estão e conservando-as, com a mesma terra que envolve as raízes, em recipientes de madeira, reclinadas e limpas de folhas secas, num ambiente fresco e seco.

Nos meses de crescimento vegetativo, no início da Primavera, deve-se podar os caules. Para as plantas de vaso, é aconselhável que todos os anos, antes do crescimento vegetativo, se renove também parte do substrato.

Necessitam de muita luz e suportam bem a exposição total ao sol nas regiões de clima seco e arejado.

Adaptados ao clima brasileiro, os gerânios suportam as temperaturas baixas, se não forem inferiores a 0oC. Na maior parte do país, tornou-se uma planta tão difundida que até parece nativa da região, produzindo belas flores.

Controla-se a rega de acordo com a estação do ano. Se as plantas apresentarem folhas amareladas ou queimadas devem ser regadas mais vezes. Aconselha-se diminuir gradualmente, a rega, durante o inverno. Quanto à adubação, segue-se o seguinte critério: uma vez por semana adiciona-se 1 grama de fertilizante líquido a cada litro de água, na primavera e no verão, reduzindo-se gradualmente no outono e não se aduba no inverno.

O transplante do gerânio deve ser realizado no final do inverno. O solo ideal para plantar e trasplantar gerânios é um substrato composto de duas partes de terra para jardim e uma de turfa ou húmus de folhas, enriquecido com adubo dom fósforo, nitrogênio e potássio e quilibrado, dose aconselhada: 3 gramas por cada 10 cm3 de solo. Tanto nos vasos como na terra, as plantas precisam de um solo bem drenado para evitar o excesso de água.

Para que a floração do gerânio seja abundante, é necessário eliminar as folhas secas e danificadas e, sobretudo, as flores murchas.

Doenças e parasitas
Se houver excesso de água ou um teor de umidade elevado demais, os fungos podem infestar os gerânios com facilidade, sobretudo na primavera, quando aparece o mofo cinzento ou a ferrugem que murcham as raízes.
No caso de infestação por fungos, utilize fungicidas específicos. Entre os parasitas animais, que são os responsáveis pelo contágio de vírus de uma planta para outra, encontran-se os pulgões e os ácaros, que são combatidos com produtos específicos.

Depois da floração, pode os galhos pela metade. Isto vai estimular o aparecimento de novas flores. Se a planta estiver em vasos, replante a cada primavera ou verão.

Agora, veja o que você deve fazer:
1. Se o vaso tem poucas flores e folhagem intensa, é sinal que você está usando excesso de adubo. Como a aplicação recomendada é a cada 15 dias, pare de adubar durante algum tempo. Mais tarde, providencie um fertilizante do tipo NPK com menor porcentagem de nitrogênio na fórmula.

2. Quando os ramos forem longos e houver muita distância entre as folhas, sua planta está recebendo pouca luminosidade. Mude-a para um local com mais iluminação, de preferência fora de casa, onde ela poderá receber sol direto.

3. No caso de você verificar insetinhos brancos, voando ao redor da planta, tome imediatamente uma providência, do contrário elas acabarão comprometendo a saúde do gerânio. Pulverize as folhas com um inseticida apropriado, facilmente encontrado nas casas especializadas,

4. Se por acaso você notar que as folhas mais baixas ficaram amareladas, com manchas marrons, é sinal que o solo está excessivamente seco. Regue com regularidade e mantenha o vaso em boas condições de ventilação.

5. Quando as folhagens e os caules ficam avermelhados é porque está havendo quedas acentuadas da temperatura durante a noite. Mude o vaso para uma área mais protegida e quente.

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As echeverias são plantas fáceis de cultivar, desde que tomados alguns cuidados:

Fora de casa elas toleram a luz do sol direta, mas ficam mais bonitas se colocadas em áreas sem incidência do sol do meio dia, em um canto onde há sol até às 11h, por exemplo.

Podem ser mantidas no vaso ou replantadas para a terra. Se for replantada, é melhor mover junto com a terra do vaso que veio. Coloque um pouco de adubo comum na terra a cada quatro meses.

Durante o verão, molhe a sua echeveria uma a duas vezes por semana com bastante água, sem molhar as folhas. É importante que o solo onde ela está plantada seja muito bem drenado, já que o acúmulo de água pode apodrecer as raízes e propiciar o aparecimento de fungos.

No inverno, diminua gradativamente a quantidade de água, molhando até uma vez por mês em períodos muito frios.

Teoricamente, as echeverias aguentam de 40ºC a -5ºC, mas temperaturas extremas podem deformar as folhas e deixá-las feias.

Dentro de  casa podem ser mantidas sem problema algum. É importante colocá-las ao lado de uma janela muito bem iluminada, de preferência onde bate o sol da manhã.

No verão molhe a terra uma vez por semana, evitando molhar as folhas . No inverno, uma vez por mês é suficiente. Importante: não deixe água acumular no pratinho, isso causa fungos e apodrece as raízes.

Dica: se possível, você pode ter duas echeverias, uma dentro e uma fora de casa, trocando-as de lugar a cada quinze dias.

São plantas de climas mais secos, que gostam de pouquíssima água. Se molhar em excesso, as raízes apodrecem, matando a planta toda. O excesso de água também pode favorecer o aparecimento de fungos e bactérias que atacam as plantas, deixando-as mais feias, ou até sufocando-a.

E o que acontece se eu molhar pouco?
Se você molhar pouco as suas echeverias, elas ficarão estagnadas e devem parar de crescer. Elas podem passar por grandes períodos de seca e dificilmente morrem por falta d’água, mas suas folhas podem ficar moles, pois é onde as plantas armazenam água.

É preciso adubar a terra da Echeveria?
Geralmente não é necessário adubar a terra, a echeveria se adapta a diferentes tipos de solo. Se quiser, você pode usar adubos comprados em supermercado, colocando um pouco de adubo a cada mês ou dois meses.

Echeveria vai bem em apartamento?
O segredo para echeverias em apartamento é muita, muita luz e pouca água.
A Shaviana é uma variedade que vai melhor dentro de casa, enquanto a Black Prince e a Peacock, necessitam de muita luz e só conseguem sobreviver em apartamento se mantidas ao lado de uma janela sempre aberta. Por onde entra muita luz.

Echeveria_shavianaEcheveria Shaviana

echeveria Black PrinceEcheveria ‘Black Prince’

Echeveria PeacockEcheveria Peacock

Posso replantar as echeverias para um quintal ou floreira?
Pode sim, ela é muito usada em projetos paisagísticos por ser muito resistente, de poucos cuidados e gostar de sol direto. Na hora de replantar, retire toda a terra do vaso junto com a echeveria. Molhe bem a planta recém-replantada, e aguarde duas semanas sem irrigar até que ela se acostume com o novo local.

Como evitar que a echeveria cresça verticalmente?
Ela cresce para cima em busca de luz, por isso quase sempre este é um sintoma de falta de luz.  Para evitar, portanto, coloque a planta em um local muito bem iluminado, onde receba sol direto pelo menos por parte do dia.

Minha echeveria cresceu pra cima! E agora?
Depois que a planta cresceu para cima, não há muito o que fazer para ela voltar a ter aquele formato compacto. Você pode tentar cortá-la e replantar no vaso, mas muitas plantas podem acabar morrendo neste processo. Algumas variedades são mais resistentes que outras a este tipo de replantio.

Pode plantar várias echeverias em um mesmo vaso?
Pode sim, sem problema algum. Inclusive muitos paisagistas utilizam grandes vasos com várias echeverias em seus projetos. Apenas fique atento quanto a mistura de variedades diferentes, pois embora fiquem muito mais bonitos, é preciso saber quais são mais sensíveis à água à seca, ou ao ataque de insetos. Um vaso só com uma variedade é mais fácil de cuidar.

Também atente que a echeveria pode não crescer muito pela falta de espaço, ainda que eventualmente possam nascer novos brotos laterais.

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A beleza da Echeveria Polidonis está nos detalhes do contorno avermelhado na borda das folhas. Esta é sua principal característica.

Se para um observador desatento ela possa ser muito parecida com as outras variedades, um olhar mais preciso mostra que sua beleza está nos detalhes.

Uma das principais vantagens da Polidonis é sua alta durabilidade e resistência, um pouco maior que as outras variedades, desde que mantida com pouca água. É uma echeveria que não cresce muito, na maioria das vezes se mantém com cerca de 10 a 15 cm de diâmetro e raramente cresce para cima, mantendo sempre seu aspecto compacto.

Para cuidar da planta, basta molhar de uma a duas vezes por mês, dependendo do calor. Aguenta muito bem o sol direto de um jardim externo, mas também pode ser mantida em apartamento.

Uma dica: dentro de casa ou ambientes de “meia sombra”, como ao lado de janelas, é melhor mantê-la bem seca, molhando com pouca água uma vez por mês.

Como é uma planta que não cresce muito, você pode usar vasos maiores com algumas plantas, que ficam muito bonitos. Se quiser, pode combinar também com outras variedades de echeverias.

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