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Posts para categoria ‘Cultivos e Cuidados’

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As hortênsias são originárias da Ásia, mais especificamente China e Japão e espalhou-se pelo mundo como planta ornamental em meados do século XIX. Existem mais de 600 variedades diferentes.

Entre os meses de Setembro e Fevereiro elas florescem e encantam os jardins e praças das regiões serranas do Brasil. Admiradas por sua generosa floração, as hortênsias também são popularmente conhecidas como rosa-do-japão e hidrângea.

É um arbusto de ciclo de vida perene (longo) que pode chegar a 1,5 m de altura. As folhas deste arbusto são grandes, ovaladas, de cor verde-clara, firmes e com bordas dentadas. No Outono as folhas caem.

No Brasil a floração ocorre na primavera/verão. As inflorescências agrupam-se formando buquês bem arredondados, contendo grande número de flores que podem ter uma coloração que varia entre violeta, azul, lilás, rosa, vermelho e branco. A hortênsia se dá muito bem em climas mais amenos, tendo melhor floração em lugares frios.

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Na verdade a hortênsia é mais uma planta cujas flores não são o que parecem. Aquela espécie de “bolinha” que há no centro é que é a flor. As falsas pétalas coloridas na verdade são folhas modificadas. Por esta razão, conforme o buquê começa a formar-se as flores ainda são verdes, amadurecendo lentamente até adquirir a cor final.

A planta tem diversas utilizações na composição de um jardim. Pode ser plantada tanto em vasos como diretamente no solo, isolada ou em grupos – é comum ver o uso de hortênsias em grupos numerosos, formando uma cerca-viva. Fica bem em bordaduras e maciços. Também podem ser cultivadas como planta de interior desde que haja uma boa ventilação e não faça calor excessivo no local onde a planta ficará.

Por ser planta rústica exige poucos cuidados, mas preferencialmente deve ser cultivada em solo rico em matéria orgânica. A hortênsia prefere solos ácidos, onde cresce mais colorida (tanto folhas como flores) e tem maior desenvolvimento. Mas em solos alcalinos, apesar de um colorido menos atraente também vive muito bem.

A planta deve ser regada com muita frequência. Em climas mais secos convém regar diariamente, principalmente enquanto está florindo. Deve ser cultivada à meia sombra com luz solar indireta, em boa quantidade. Em regiões onde o clima e seco e quente não é recomendável a exposição direta ao sol, principalmente no verão. Já no sul do Brasil não tem qualquer problema cultivá-la sob sol pleno, já que o Verão é chuvoso. Evite plantar hortênsias junto a árvores ou outras plantas com as quais ela possa competir pela umidade.

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Plantio e reprodução
Em qualquer época do ano pode-se fazer o transplante de uma muda, menos nos meses mais quentes, pois dificilmente vingarão. Caso adquira ou tenha produzido uma muda de hortênsia e queira transplantá-la tome alguns cuidados. O solo no qual será plantada deve ser bem rico em matéria orgânica. Plantando diretamente no solo, faça um buraco que tenha duas vezes o diâmetro da raiz da planta. A planta deve ficar no mesmo nível do chão. Afofe um pouco a terra que a envolve, mas sem descobrir as raízes. Com a terra afofada as raízes espalham-se melhor. Aperte levemente o solo ao redor da planta para eliminar bolsões de ar. Regue bem. Procure colocar uma cobertura vegetal junto à base para que ela não perca umidade facilmente.

Deve ser adubada na Primavera, com adubos que contenham potássio mas pouco nitrogênio e fósforo. Existem adubos específicos para hortênsias que devem ser utilizados em intervalos de 15 a 20 dias. No Inverno deve ser adubada com orgânicos para estimular seu crescimento. Excesso de adubo pode prejudicar a planta, levando-a produzir muitas folhas e poucas flores.

Quando acabar a floração é hora de podar as hortênsias, para que no ano seguinte a floração seja mais intensa. Não corte os galhos que não tenham dado flores, pois são os que darão flores no ano seguinte.

A reprodução das hortênsias faz-se por estaquia, sendo o Outono a melhor época do ano tanto para a multiplicação como para o transplante. As mudas podem ser feitas a partir dos galhos cortados durante a poda, dando preferência aos mais jovens e saudáveis. Para facilitar o enraizamento pode-se utilizar um hormônio enraizador. Leva cerca de 60 dias para que se desenvolvam as raízes.

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O segredo das sua cores
Ao contrário do que muita gente imagina, não existem hortênsias de várias cores, mas sim, plantas que adquirem cores variadas de acordo com o pH (potencial de acidez, neutralidade e alcalinidade de uma substância ou solução) do solo onde estão plantadas. Uma mesma planta pode dar flores azuis, rosas ou brancas, se a terra que a cerca tiver o pH alterado. Qualquer pessoa pode escolher a cor das flores das hortênsias que tem no jardim de casa. Basta tornar o solo mais ácido ou mais alcalino. Existem fertilizantes à venda que ajudam a ativar a tonalidade das flores, tornando-as azuis ou rosas. Mas caso você queira fazer seus próprios experimentos sem recorrer às facilidades do mundo moderno, mãos à obra.

Flores azuis – Para que sua hortênsia produza flores azuis o solo deve ser ácido. Em um solo rico em alumínio elas nascerão lindamente azuis, chegando ao violeta. Caso o solo não seja ácido faça uma mistura de 20 g de sulfato de alumínio, sulfato de ferro ou pedra ume, diluído em 5 litros de água e regue a planta com esta mistura duas vezes por semana, começando cerca de 40 a 50 dias antes do início da floração. Quanto mais alumínio contiver o solo onde está plantada a hortênsia mais escura será sua cor podendo nascer buquês de flores violetas. Há porém outra “receita” específica para que a hortênsia produza flores violetas. Neste caso coloque palhas de aço usadas dentro de água. Deixe até que a água esteja da cor da ferrugem. Depois regue a hortênsia com esta água uma vez por semana.

Flores rosas – Para que sua hortênsia produza flores rosa o solo deve ser alcalino. No caso de que sua hortênsia de flores azuis produza flores rosa, antes de mais nada, pode-a eliminando a maioria das folhas (isto é necessário para eliminar o máximo possível do alumínio que a planta contenha). Replante-a em um local com a terra preparada com uma mistura de 200 a 400 g de calcário dolomítico por m2. O calcário dolomítico é um corretivo para o solo que pode ser encontrado em viveiros ou lojas de plantas e produtos para jardinagem. Assim têm-se flores rosa de tonalidades variadas, podendo inclusive dar origem a flores brancas. Quanto mais alcalino o solo ficar mais clara será a cor das flores, culminando em hortênsias de buquês brancos.
Adicionando Carbonato de Sódio (não confunda com bicarbonato de sódio) à terra pode-se conseguir flores multicoloridas.

Controlando as pragas
Galhas: folhas e pétalas atacadas tornam-se espessas e deformadas apresentando, às vezes, manchas esbranquiçadas. As extremidades dos ramos também podem manifestar o problema, tornando-se “esgalhadas”.
Controle: elimine as partes afetadas e utilize um fungicida do tipo Calda Bordalesa (sulfato de zinco, cal e água).

Oídio: a planta apresenta manchas esbranquiçadas na frente e verso das folhas e até no cálice da flor. Com o tempo, as folhas apresentam coloração cinza escuro e começam a cair prematuramente.
Controle: reduza a quantidade de água nas regas, isole as plantas atacadas ou suspeitas e faça pulverizações com fungicida em casos mais severos.

Seca de ponteiros: apresenta-se na forma de uma podridão marrom escura, que se inicia na ponta do ramo e se espalha para baixo, atingindo a haste principal. Pode provocar até a morte da planta.
Controle: faça a poda dos ponteiros atacados e proteja o corte com uma pasta à base de oxicloreto de cobre.

Clorose: toda a folhagem pode tornar-se amarela.
Controle: normalmente, o problema surge por deficiência nutricional. Deve-se observar a adubação correta, verificando se há carência dos nutrientes.

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coroa-de-cristo

Arbusto espinhoso originário de Madagascar, muito difundido no Brasil, onde é utilizado como planta ornamental e como proteção em cercas vivas.

Conhecida popularmente no Brasil como “Coroa-de-cristo”, “Colchão de Noiva”, “Dois Irmãos”, “Bem-Casados”, Coroa-de-Espinhos”, “Martírios”, “Duas Amigas”, “Coroa-de-Nossa-Senhora” entre outras denominações.

É considerado um arbusto suculento por reter água o suficiente para tolerar pequenos períodos de estiagem; muito ramificado, pode atingir até 1 m de altura se não for devidamente podado. Suas inflorescências de cores vivas, vermelhas; amarelas; brancas ou em tons rosa, dependendo da variedade, dão à coroa-de-cristo um elevado valor ornamental. As brácteas destacam as pequenas flores no centro e florescem durante todo o ano.

A coroa-de-cristo possui espinhos afiados com cerca de 3 cm de comprimento. Além destas extremidades pontiagudas, o arbusto requer cuidados também no que diz respeito à toxicidade.

A planta é rica em um látex leitoso que é exsudado quando a planta sofre algum tipo de trauma, tal como um corte. Nesse látex são encontradas várias substâncias cáusticas e tóxicas. Os principais componentes tóxicos do látex são os ésteres de forbol que causam queimação, irritação e inflamação quando em contato com a pele. O contato do látex com olhos pode levar à cegueira se não tratado adequadamente, recomenda-se plantá-la em áreas rurais como divisor de espaços ou em áreas onde não haja trânsito frequente de crianças e animais domésticos.

Por ser uma planta suculenta, prefere ambientes com baixa umidade relativa do ar e solo sem encharcamento, por isso as regas devem ser feitas preferencialmente com o solo seco. Permite podas de contenção e limpeza

É uma planta de fácil manutenção, tem grande resistência. E pode ser cultiva não apenas como cerca-viva, mas também como renques, ou em jardins com pedras. Multiplica-se por semente ou estaquia. Deve ser cultivada em dolo arenoso, acrescido de matéria orgânica, sob sol pleno ou meia sombra.

Rústica a planta não exige muito cuidado, e só deve ser regada quando o solo estiver seco. Adube com o fertilizante químico NPK 04-14-08. Com estes pequenos cuidados você terá uma planta saudável e florida o ano inteiro.

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Dendrobium densiflorum

Orquídea originária do sudoeste asiático,  bem chamativa por causa da abundante quantidade de flores e pelo seu rápido crescimento e entouceiramento.

Seu cultivo não é tão simples e precisamos ter atenção a algumas dicas para que ela tenha um bom desenvolvimento.
Essas dicas também são válidas para outras espécies de Dendrobium, como: Den. acinaciforme, aduncum, amoenum, aphyllum ou pierardii, chysotoxum, densoflorum, draconis, aggregatum ou lindley, nobile, pendulum ou crassinode.

Clima e Temperatura
O clima ideal para seu cultivo é ameno/temperado. Este Dendrobium é originário de regiões com estação de chuva e de estiagem. Saber disso é importante para que possamos tentar fazer o nosso cultivo o mais próximo possível do seu habitat.
Nas épocas de chuva o clima é mais quente, com a temperatura média em torno de 25° C. Já nas épocas de estiagem, o clima é mais fresco, com temperatura média de 19°C no início do período. Já de em meados ao fim do período de estiagem, as temperaturas são um pouco mais elevadas.
Sua floração acontece no fim do inverno e para florir, ela precisa de uma queda de temperatura nesta estação.

Ventilação
Esta espécie, assim como grande parte do gênero Dendrobium, precisa de muita ventilação.
Algumas vezes é recomendado, inclusive o uso de ventiladores para auxiliar no processo de secagem das raízes.

Água
A rega deve ser dividida em duas fases e uma fase preparatória, de acordo com os períodos da planta (crescimento, repouso e início da fase do crescimento).

Fase de crescimento
Esta fase é marcada pelo surgimento de novos brotos e novas raízes.
Na fase de crescimento, é importante que ele receba generosa quantidade de água no início da manhã, mas que no fim da tarde as raízes já estejam secas ou quase secas. Para isso, você precisa procurar um lugar de boa ventilação ou até mesmo usar um ventilador.
A quantidade de rega é maior nesse período, porque a planta absorve mais água do que no período vegetativo, com isso o substrato secará mais rápido.

Atenção! Antes de receber mais água, as raízes precisam estar sem umidade, se estiver com dúvida sobre molhar ou não, é o que eu sempre digo: Deixe mais um dia sem aguar!

Fase de repouso
Quando os pseudobulbos estão desenvolvidos, entra a fase do repouso, geralmente entre o fim do verão e o outono.
A quantidade de água absorvida será menor do que na fase de crescimento.
Nos primeiros 3 meses do período vegetativo, o ideal é que o vaso fique bem seco até 7 dias após a rega, e que fique seco por alguns dias até que receba água em grande quantidade (para encharcar a planta) novamente.
Passado os 3 meses iniciais do período vegetativo, a água deverá ser cortada, pois ele não suporta raízes molhadas nos dias mais frios do inverno. O máximo é utilizar um pulverizador em dias espaçados.
Apesar de não receber rega, a umidade do ar deve ser elevada. (entre no site do clima tempo e veja a umidade relativa do ar na sua região, isso ajudará).
Para ajudar a manter a umidade no ambiente de cultivo, você pode manter vasos de bromélias no mesmo local onde seu Dendrobium thyrsiflorum está, e também umedecer o chão.

Inicio da fase de crescimento
Como ela ficou muito tempo na estiagem, é preciso ter cautela na hora de re-introduzir a rega. Inicialmente, você irá apenas pulverizar de forma que o substrato fique levemente úmido, sem encharcá-lo. Quando as raízes estiverem desenvolvidas, você pode passar a dar água abundante (nos cuidados da fase de crescimento – descrita acima).

Umidade
Na região de onde é originário, esta orquídearecebe bastante umidade. Nos períodos de chuva de 70 a 80%, ou seja, alta umidade do ar. Mesmo nos períodos de estiagem (sem chuva e clima mais frio), a umidade ainda é bem elevada, em torno de 50 a 60%. Por isso, quando retirarmos a rega, é importante manter uma ótima umidade do ar! Na fase de crescimento devemos aumentar bem a umidade do ar.

Adubação
A adubação deve ser frequente nos meses de crescimento.

Luminosidade (luz natural)
Na fase de crescimento, precisam de bastante luz, mas, eu não indico o sol direto no exemplar. O ideal é que estejam em local com muita luminosidade natural, mas sem exposição aos raios solares.

Local de cultivo e substrato
Pode ser cultivado em árvores, placas, vasos de barro e até cachepôs. O ideal é que quando cultivado em vaso, o substrato seja grosso para facilitar a aeração, ou seja, ele deve permitir a secagem o mais rápido possível, evitando que as raízes fiquem úmidas por muito tempo.
As raízes precisam se secar rapidamente e completamente entre as regas!

Fase
Nem toda espécia de Dendrobium apresenta período de repouso definido, mas esse é o caso do Dendrobium thyrsiflorum e outros (Den. acinaciforme, aduncum, amoenum, aphyllum ou pierardii, chysotoxum, densoflorum, draconis, aggregatum ou lindley, nobile, pendulum ou crassinode…).

O período de repouso é essencial para essas espécies, pois é nele que acontece a formação dos botões florais.

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Pertencentes à família Alstroemeriaceae, são originárias dos países Peru, Chile e Brasil e vivem por três ou mais anos. São também conhecidas popularmente como: astroméria, alstroeméria, carajuru, lírio-de-luna, lírio-dos-incas, lírio-peruviano, madressilve-brasileira. São plantas floríferas, herbáceas e rizomatosas, são disseminadas como flor de corte e contêm raízes fibrosas e carnosas, sendo que, em alguns casos, podem ser tuberosas, como as das dálias.

Apresentam caules eretos e ramificados na base que, em geral, se desenvolvem de 20 a 25 cm de altura. As folhas nascem no topo dos ramos, são oblongas (têm forma arredondada e são mais compridas do que largas) e revelam um comportamento atípico em botânica: devendo estar voltadas para baixo, elas se voltam para cima – fenômeno chamado ressupinação.

Esse tipo de flor pode ser de diferentes cores e apresentar seis pétalas iguais ou duas diferentes e quatro idênticas, que indicam o pouso para os polinizadores. Elas são parecidas com as flores dos lírios, motivo pelo qual se fala que elas são os lírios em miniatura.

As astromélias podem ser desenvolvidas em bordaduras e maciços, porém, são famosas como flor de corte.

As flores costumam ter exatamente 6 pétalas, mas em raras ocasiões poderão ter menos ou mais e são atrativas para os Beija-flores.

As raízes das astromélias são comestíveis, mas é preciso ter cuidado, pois algumas espécies em específico portam toxinas que podem ser prejudiciais a quem as consome. Se plantar estas plantas perto de outras terá de ter algum cuidado para que elas não passem para um canteiro indesejado, por ser considerada planta invasora.

As astromélias precisam ser cultivadas em meia-sombra ou sob pleno sol e em solo que tenha boas condições para o plantio e seja drenável, levemente ácido, regado regularmente e rico em matéria orgânica.

Quando plantadas em vasos apreciam adubações frequentes, gerando intensas florações, toleram o frio e pequenos períodos de estiagem, no entanto não suportam geadas. Existem espécies de astromélias para diferentes tipos de clima, com desempenho anual ou perene, podendo ser mais ou menos rústicas. Certas variedades precisam de refrigeração dos rizomas em época de descanso e multiplicam-se por sementes e divisão da planta.

Para impedir a infestação de doenças nesse tipo de planta é necessário ter os seguintes cuidados:
- Irrigar corretamente: não pode ser nem muito, nem pouco. Ao perceber a presença de fungos, reduza as irrigações.
- Eliminar os ramos doentes: folhas que foram atingidas não serão mais recuperadas. Para não deixar que a doença avance ainda mais, apare as folhas acometidas.
- Adubar corretamente e deixar a planta na luz certa: são outras duas questões importantes do plantio de astromélias ou de qualquer outra planta. Com o suprimento adequado de nutrientes, a planta se defende melhor de ataques de fungos e pragas, e a luz certa evita situações de stress, o que colabora com o surgimento de doenças.

Tratam-se de plantas de porte pequeno cujas flores são capazes de decorar qualquer lar, basta escolher a cor certa.

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Rosas trepadeiras

Uma das flores mais populares no mundo todo são cultivadas desde a antiguidade. A primeira rosa brotou nos jardins do continente asiático há 5000 anos.

Ela faz parte da família Rosaceae e apresenta mais de 100 espécies e inúmeras variedades: cultivares, híbridos, trepadeiras ou arbustos.

Por meio de cruzamentos feitos ao longo dos séculos, esses tipos de flores passaram por modificações e adquiriram as características mais conhecidas hoje: cores variadas, forte aroma e muitas pétalas.

São uma das flores mais escolhidas para dar de presentes como buquês ou em cestas. Elas são facilmente encontradas em floriculturas.

O plantio de rosas exige vários cuidados, mas o resultado é sempre recompensador. Ao plantar, escolha um local bem arejado e ensolarado, pois a roseira necessita de sol constante – seis a sete horas por dia. Indica-se uma localidade bem arejada a fim de evitar o aparecimento de fungos nas flores e folhas, inclusive em lugares mais chuvosos.

No quesito solo, recomenda-se uma terra argilosa com bom escoamento. A terra deve ser rica em húmus, e o pH ideal é entre 6,5 e 7 – neutro. Em casas comerciais especializas, encontram-se facilmente kits que medem o pH do solo.

Caso seja preciso corrigir o pH da terra, uma boa sugestão é adicionar 150 g de calcário dolomítico por meio metro quadrado de canteiro – isso aumenta em 1 ponto o índice de pH. Mas se for preciso diminuir o índice de pH, a sugestão é adicionar 150g de sulfato de ferro por metro quadrado.

Hora de aprontar o canteiro:
Sete dias antes de plantar as mudas, cave o solo até aproximadamente 40 cm de profundidade. Para cada mde canteiro, acrescente uma mistura de 15 kg de esterco curtido de gado e 200 g de farinhas de ossos. O espaçamento entre as mudas dependerá da variedade da roseira. Geralmente, ocorre da seguinte forma: rasteiras precisam de espaçamento de 30 cm entre as mudas, miniaturas de espaçamento de 20 a 30 cm, sempre-floridas e híbridas de chá espaçamento de 50 cm, cercas-vivas espaçamento de 50 a 80 cm, roseiras trepadeiras espaçamento de 1 a 2 m e roseiras arbustivas espaçamento de 1 m entre as mudas.

Se for realizado com mudas envasadas, aquelas comercializadas em sacos plásticos, o plantio pode ser feito em qualquer período do ano. Mas se for feita com mudas “raiz nua”, a melhor época é na segunda metade do Outono à primeira da Primavera.

Do plantio das mudas até a primeira floração, faça a rega moderadamente, porém todos os dias. Depois, o indicado é irrigar a roseira: no Inverno, uma vez por semana, e em época seca duas vezes por semana.

Por fim, procure fazer cerca de 2 a 3 adubações anuais e faça a primeira poda 12 meses após o plantio, repetindo todos os anos.

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Gérbera

O gênero Gérbera inclui cerca de 30 espécies de plantas herbáceas perenes da família das Compostas, dotadas de folhas basais, e flores reunidas em capítulos solitários e multifloros com cerca de 10 cm de diâmetro, intensamente coloridos.

As espécies de Gérbera apresentam um grande capítulo, com floretas bilabiadas de cor amarelo, laranja, branco, rosa ou vermelho. O capítulo, que aparenta ser uma única flor, é na realidade composto (daí o nome ainda utilizado para a família) por centenas de flores individuais, cuja morfologia varia de acordo com a sua posição no conjunto.

Essas belíssimas flores de corte apresentam grande variedade de cores, com tons extremamente vibrantes. Por causa dessas qualidades, são muito utilizadas em arranjos ornamentais e também em buquês. Elas estão entre as cinco flores mais vendidas e podem ser facilmente encontradas em floriculturas de todo o país.

São nativas da África do Sul, perfeitamente adaptadas ao clima quente e seco. Embora o maior período de florescimento da espécie coincida com o início da primavera, essas flores podem ser produzidas durante o ano todo, desde que alguns cuidados sejam respeitados.

O cultivo da Gérbera é bem simples. Deve ser feito em solo seco, com uso de terra arenosa. Não é necessário regar as mudas todos os dias, o ideal é molhá-las somente 1 ou 2 vezes por semana. Outro cuidado necessário é adubar a terra para favorecer o crescimento da planta. As Gérberas também fazem parte dos tipos de flores que gostam de receber a incidência direta do sol por algumas horas do dia, embora durem mais quando mantidas à meia sombra. Sua reprodução pode ser realizada por meio mudas ou pela proliferação de sementes.

Quando cuidadas da forma correta, podem produzir até 20 flores e chegam a atingir até 40 cm de altura, embora seu tamanho usual fique em torno dos 10 cm. Ao serem cultivadas em casa, convém evitar o acúmulo de água nos pratos e a poda deve ser feita rente ao solo, sempre que a planta se mostrar enfraquecida. Também é recomendado retirar as folhas velhas ou mortas para auxiliar o desenvolvimento da flor.

Pertencem à mesma família dos girassóis e das margaridas. Cientificamente denominada de Gérbera L, essa planta se encaixa no gênero das herbáceas.

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Camélias

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A Camélia é um arbusto formado por uma folhagem brilhante que se mantém verde inclusive no Inverno, daí ser chamada a flor da fidelidade.

As suas flores são exuberantes e ao contrário da maior parte das flores, elas impõem a sua beleza numa época do ano em que as condições climáticas se apresentam menos favoráveis, oferecendo nas estações frias do Outono e Inverno uma flor de incrível beleza que pode ser de cor branca, rosa, vermelha e matizadas de branco e vermelho.

São originárias da Ásia, as flores depois de apanhadas podem durar vários dias dentro de uma jarra com água, as folhas sendo muito resistentes e brilhantes, são muito decorativas e excelentes para colocar juntamente com outras flores, funcionando como acompanhamento em arranjos florais.

A camélia reproduz-se por sementes, estacas retiradas das pontas dos ramos de plantas adultas e sadias. Em viveiros, é possível adquirir mudas de camélia já crescidas, o que facilita bastante o cultivo. Sua floração se dá no Outono e Inverno

Solo: O solo deve ser fértil e bem drenado. Para o plantio em vasos, recomenda-se a seguinte mistura: 2 partes de terra comum, 1 parte de terra vegetal e 1 parte de composto orgânico.

Temperatura e luz: O clima ideal para o cultivo é o ameno, pois a planta não adapta-se bem a temperaturas elevadas. Por outro lado, a camélia é bem resistente ao frio, inclusive às geadas. Pode ser cultivada à meia-sombra, desde que receba luz solar direta algumas horas por dia.

Rega: As regas devem ser frequentes nos primeiros meses após o plantio da muda e, depois, podem ser espaçadas, evitando o encharcamento do solo.

Podas: Para manter um visual equilibrado, principalmente na camélia cultivada em um jardim, recomenda-se uma poda de formação, após o término da floração. Retirar pequenos ramos da ponta ou do meio e colocar para enraizar em substrato tipo areia ou casca de arroz carbonizada, mantidas úmidas e à sombra. Os ramos da ponta produzem flores em 3 a 4 anos enquanto os do meio levam mais tempo.

Pragas e doenças: As camélias em geral; são bem rústicas e resistentes, mas em condições adversas podem ser atacadas por pulgões, cochonilhas e até por formigas que costumam atacar as folhas novas. Quanto às doenças, quando há excesso de água das regas, podem surgir doenças causadas por fungos, que aparecem na forma de manchas.

Dicas: Para afastar pulgões, ferver algumas folhas de arruda, coar e diluir em um pouco de água. Borrifar nas folhas e brotos atacados. O chá feito com folhas de losna combate pulgões e também cochonilhas. semelhantes à ferrugem nas folhas.

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Begônias

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A Begônia pertence à família Begoniaceae e é basicamente uma planta ornamental de folhagem característica e flores sedutoras. Segundo pesquisas, existem aproximadamente 1000 espécies de begônias.

Oriundas principalmente da América tropical, quase todas as begônias são terrestres. Certas espécies possuem tubérculos subterrâneos que as conservam vivas por muitos anos – são as begônias tuberosas, famosas por sua durabilidade. Já outras, sem tubérculos, também podem durar por um longo período de tempo, chegando a ultrapassar até mesmo décadas.

Uma grande parte das begônias contém caules aéreos herbáceos e é cultivada como ervas. No entanto algumas espécies, como a Begônia-asa-de-anjo (Begonia coccínea) e Begônia-metálica (Begonia aconitifolia) geram caules consistentes e eretos, atingindo até 1.5 m de altura.

O maior atrativo das begônias, com certeza, são as suas folhas. De forma reniforme – isto é, lateralmente expandidas com a concavidade voltada para baixo, semelhante a um rim ou feijão – e muitíssimo coloridas, são muito empregadas em canteiros em que há sombra. Entre todas as espécies de begônias, a que mais se sobressai nessa questão é a Begonia rex, que apresenta folhas enormes, com cores que alternam do bronze ao rosado ou vermelho.

Para as flores de vaso, as técnicas de cultivo alternam de gênero para gênero. Costumeiramente, as flores plantadas são colocadas em solos orgânicos, com bom escoamento, não expostas a luz solar e a corrente de direta e regadas com frequência.

Quanto aos cuidados depois das begônias plantadas, são eles:
- Tire galhos e folhas secas uma vez por semana;
- Na primavera pode a planta, a fim de incentivar o surgimento de novos ramos, cortando sempre na diagonal e acima de uma folha;- A cada 60 dias, adube;
- Cubra em torno da planta com 2 cm de substrato rico em matéria orgânica;
- Se as folhas receberem uma coloração marrom, será necessário aumentar a umidade da terra;
- Se fungos e ácaros atacarem as begônias, busque orientação em casas de comércios especializadas em produtos para controlar pragas, ou um agrônomo;
- Dê um espaço de tempo entre as irrigações para que o solo seque um pouco, inclusive no inverno;
- Quando regá-las, não jogue água nas folhas, apenas na terra;
- Além de tudo isso, é fundamental que os vasos apresentem aberturas para o escoamento da água que não foi absorvida pelas begônias.

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Cinerárias

Cinerárias

Como acontece com outro tipo de plantas, a cinerária também exige diversos cuidados essenciais para se manter como uma planta bonita e florida. Por isso, algumas informações básicas e orientações acerca dos cuidados essenciais, se fazem necessário.

A cinerária é da família das Asteraceae e tem origem nas ilhas Canárias, na África. É uma planta herbácea perene, que pode crescer até 60 cm de altura, apresenta ramagem e folhagem branco-tormentosa e muito ornamental. As suas folhas possuem um aspecto aveludado muito bonito e as flores formam-se frequentemente mesmo em climas mais frios. As suas flores podem apresentar diversas tonalidades, sendo as de cor branca, rosa, vermelho-púrpura, azul e roxo as mais comuns.

A cinerária é uma planta que aprecia luz intensa. No entanto, esta não deve ser de  luz solar direta, pelo que deve ser colocada a meia-sombra, evitando assim uma exposição excessiva ao sol que poderia queimar as suas folhas e flores. No interior da casa opte por colocar as plantas em janelas ou varandas, mas novamente frisamos que sempre em locais com exposição à luz indireta. Também não é aconselhável que fique em locais muito escuros, uma vez que necessidade de luminosidade para florescer e crescer.

É uma planta que não se dá bem com temperaturas muito frias. Menos de 10ºC pode levar à sua decomposição. Contudo, é também necessário ter cuidado com o calor excessivo. Acima dos 25ºC começam a cair as suas belas flores. O ideal é que coloque a cinerária num local com temperatura amena e estável.

A rega da cinerária deve ser feita frequentemente, uma vez que é uma planta que aprecia o solo um pouco úmido, mas não excessivamente. Nas plantas de interior colocar o vaso sobre um prato com água para a planta a absorver, evitando assim molhar as folhas. Cuidado com os encharcamentos, pois estes podem levar ao apodrecimento das raízes e, consequentemente, à morte prematura da planta.

Durante o período de floração deve ser adicionado à água da rega um fertilizante líquido a cada duas semanas.

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Orquídea de rara beleza, a laélia é uma planta epífita, isto é, que se desenvolve sobre outras plantas, usando seus ramos como suporte.
A planta tem de 20 a 40 cm de altura, folhas grandes, rígidas com pseudobulbo bem desenvolvido.

É uma orquídea do tipo simpodial, com rizomas. Suas flores são grandes, de 6,5 x 6,5 cm até 13 x 13 cm, pétalas delicadas em branco e variações de rosa e o labelo com mácula cor de púrpura.

A haste floral tem de 10 a 25 cm de altura e pode apresentar grupos de 5 ou mais flores, muito perfumadas que duram cerca de 20 dias.
A época de florescimento é do final da primavera até o verão.
É um gênero de orquídea onde encontramos um grande número de variedades, cultivares e híbridos com outros gêneros.

É uma orquídea simples de cuidar. Necessita de muita luz, temperatura de 10 a 35 ºC. Seu cultivo é feito em ripados com cobertura de sombrite com sombreamento de 40%. As regas devem ser regulares o ano todo, diminuindo no inverno.

O substrato de cultivo é o igual a todas as orquídeas, casca de coco, cascalho, musgo, etc., propiciando boa drenagem.
A adubação é feita por adubos foliares ou granulados, dissolvidos na água e aplicados antes da floração e após o pendão estar seco, quando a planta entra em estágio vegetativo e de crescimento.
Na adubação pré-floração usar a formulação NPK 4-14-8 e depois dela a 10-10-10.

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