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Posts para categoria ‘Cultivos e Cuidados’

echeveria-polidonis

A beleza da Echeveria Polidonis está nos detalhes do contorno avermelhado na borda das folhas. Esta é sua principal característica.

Se para um observador desatento ela possa ser muito parecida com as outras variedades, um olhar mais preciso mostra que sua beleza está nos detalhes.

Uma das principais vantagens da Polidonis é sua alta durabilidade e resistência, um pouco maior que as outras variedades, desde que mantida com pouca água. É uma echeveria que não cresce muito, na maioria das vezes se mantém com cerca de 10 a 15 cm de diâmetro e raramente cresce para cima, mantendo sempre seu aspecto compacto.

Para cuidar da planta, basta molhar de uma a duas vezes por mês, dependendo do calor. Aguenta muito bem o sol direto de um jardim externo, mas também pode ser mantida em apartamento.

Uma dica: dentro de casa ou ambientes de “meia sombra”, como ao lado de janelas, é melhor mantê-la bem seca, molhando com pouca água uma vez por mês.

Como é uma planta que não cresce muito, você pode usar vasos maiores com algumas plantas, que ficam muito bonitos. Se quiser, pode combinar também com outras variedades de echeverias.

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Violetas

Violetas africanas (Saintpaulia ionantha

As violetas são uma das mais belas e delicadas dentre as espécies ornamentais para cultivo em vasos no interior dos ambientes.

É uma planta que não exige muitos cuidados, mas suas raízes são sensíveis por isso não se deve deixar à terra de seu vaso muito encharcada. Jamais deve-se molhar suas folhas e sua copa, pois ela pode apodrecer com a umidade. A violeta se adapta melhor em ambientes internos, gosta de luz, mas não deve ficar diretamente exposta ao sol. Embora a violeta seja muito cultivada em vasinhos plásticos, o mais indicado é que ela seja plantada em vasos de barro com alguns furos em sua base para drenagem do excesso de água.

Trata-se de planta delicada com folhas dispostas em roseta com formato levemente arredondado e cobertas por penugem aveludadas geralmente verdes. As flores são belas e abundantes, inodoras, apresentando-se, conforme a variedade, nas cores rosa, brancas, azuis ou mescladas. As Saintpaulia ionantha são bastante fáceis de serem cultivadas a nível doméstico até mesmo pelos leigos pois, para isso bastará seguir as seguintes recomendações:

1. Localizar os vasos em ponto onde haja boa luminosidade natural indireta, de preferência junto a uma janela voltada para o nascente.

2. Regar sempre que necessário, na quantidade suficiente para manter o solo do vaso com umidade regular porém sem encharcamento. As regas devem ser aplicadas com um regador de bico fino diretamente sobre a superfície do substrato (solo do vaso), nunca sobre as folhas, para evitar manchas que não desaparecem e são causadas pela água em temperatura inadequada. Evite-se também molhar através do prato, pois na realidade esse deve permanecer sempre livre do acúmulo de água para que não ocorra a invalidez da drenagem.

3. Verificar sempre as plantas para identificar a ocorrência de cochonilha (que são insetos sugadores na forma de uma massa branca como pequenas bolinhas brancas ou marrons que aparecem no verso das folhas e ou nos brotos) e ou de pulgões. Para combater e eliminar esses tipos de insetos, utilize um cotonete de algodão embebido em calda de fumo que pode ser feito com um pequeno pedaço de fumo de corda picado que se deixa de molho em água durante 24 horas, passado esse período côa-se num pano e mistura-se com álcool em partes iguais. Esse procedimento deverá ser repetido até a eliminação dos insetos, o que geralmente ocorre após a 3ª ou 4ª aplicação.

4. Adubar com fertilizante líquido de fórmula 4-14-8 ou 12-36-14, num intervalo de 15 em 15 dias, adicionando o fertilizante sempre em quantidade mínima – 1 copinho de café por vaso.

5. Quando as flores estiverem murchando deverão ser cortadas, assim como também se eliminarão as folhas secas ou machucadas.

6. A multiplicação pode ser feita através das folhas mais velhas com pecíolo (cabinho) que são colocadas para enraizar em areia e à sombra. Após o enraizamento, quando surgir a brotação das mudinhas na base do pecíolo procede-se o seu transplante para um vaso de barro com substrato composto por 1 parte de terra arenosa e 1 parte de húmus de minhoca.

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copo-de-leite

Esta é uma planta de origem africana, mais especificamente do sudoeste africano. Também é conhecida pelos nomes de Lírio do nilo, Cala branca e Jarra.

Pode chegar a ter 1,5 m de altura, e toda a planta é tóxica, devido ao oxalato de cálcio (o mesmo que forma os cálculos renais. Pode provocar irritabilidade na pele e mucosas, caso entre em contato com elas.

Na verdade aquela parte branca da planta que normalmente achamos que é a flor não passa de uma folha modificada. As verdadeiras flores do copo-de-leite estão reunidas, formando uma estrutura que lembra uma espiga (a espádice). Esta coloração diferenciada da folha modificada serve para atrair os insetos polinizadores. As flores surgem após 60 a 90 dias após o plantio. Podem durar de 30 a 40 dias. No Brasil a floração é de Agosto a Janeiro (Primavera e Verão). Dependendo das condições do clima e solo onde se encontra a planta, pode florir o ano todo.

Como é uma planta rústica não necessita de grandes cuidados para ser cultivada. É recomendado o cultivo desta flor em grupos, pois valoriza o efeito paisagístico, sendo ideal para margens de lagos, por exemplo. Em seu habitat natural é encontrada mesmo junto a rios e lagos. Se sua cultura não for controlada, e adaptar-se bem ao meio, pode tornar-se uma praga.

Para a reprodução da planta deve-se separar os bulbos que ficam abaixo da terra, ou esperar que a planta produza sementes. Para que os Copos de Leite produzam sementes deve-se deixar que a planta produza seu fruto, mas até que a planta dê um fruto, acaba por consumir muita energia, diminuindo a quantidade de flores que a planta pode vir a dar. O espaçamento dos bulbos da planta deve ser de 20 cm entre elas, se plantadas em canteiros. Se cultivada em vaso, deve-se manter também um espaçamento de cerca de 20 cm, sendo que recomenda-se uma mistura de 1 parte de terra de jardim, 1 de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico, para um equilíbrio do solo onde ficará a planta.

O cultivo do Copo de Leite precisa de solo rico, úmido e adubado, com boa luminosidade. Esta planta também pode ser cultivada à meia sombra, desde que receba luz solar ao menos 4 horas diárias. Quanto à rega, precisa ser regada ao menos um dia sim e um dia não, pois gosta de solo úmido. Mas atenção para que o solo não fique excessivamente úmido. O excesso de umidade pode ser prejudicial à planta, contribuindo para o aparecimento de bactérias e fungos. A bactéria Erwinea, que gosta do mesmo ambiente do Copo de Leite, pode provocar o murchamento do bulbo. Outro inimigo do copo-de-leite são os caracóis, que podem afetar o desenvolvimento da planta. Além disso, há um detalhe sobre a temperatura ideal para esta planta. Como são de clima quente adaptaram-se bem em locais de clima quente, mas durante a noite, gostam de temperaturas baixas.

Além do tradicional e mais conhecido copo-de-leite branco, existem outras variedades. A seleção e cruzamento com outras espécies deram origem à plantas coloridas, como o amarelo, laranja, rosa, vermelho, entre outras. Estas cores não são naturais, não se encontra copos-de-leite selvagens destas cores. São uma bela obra de arte humana.

Abaixo algumas das cores que o Copo de Leite adquiriu graças à ação humana. Reparem que além das novas cores, as folhas também podem ser diferentes, devido às espécies com as quais o Copo de Leite original (Zantedeschia aethiopica) foi cruzado.

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janela e castelo

Brasiliorchis picta

Originária do Brasil e Argentina, essa orquídea pertence à família das Orchidaceae). Trata-se de espécie muito variável, com morfologias diversas, que foram descritas com muitos nomes diferentes ao longo dos anos. Na realidade trata-se de um grupo de espécies de difícil separação modernamente consideradas mais como um complexo de espécies. Até recentemente eram classificadas no gênero Maxillaria.

A Brasiliorchis picta, é nativa da região sudeste do Brasil, podendo ser encontrada na forma epífita ou rupícola em elevações de 200 a 600 m.

A inflorescência que surge entre o Inverno e Primavera brasileiros, cresce em profusão de hastes da base dos pseudobulbos de Setembro a Janeiro, com uma única flor de cerca de 3,5 cm de diâmetro para cada haste, fragrância  suavemente adocicada, cujas pétalas e sépalas variam do branco ao amarelo pálido, e estas pontilhadas de vermelho ou ocre; labelo de cor parecida, com a parte central em amarelo mais forte e antera em tom avermelhado, com rajas de mesma cor na parte central interna inferior.

Seus pseudobulbos em formato fusiforme, podem ser curtos ou alongados e seu rizoma é forte, curto e bastante ramificado, formando touceiras bastante densas.

Pode ser cultivada em substrato de casca de coco, pedaços de xaxim em vasos comuns bem ventilados e drenados, mas o ideal é em cachepôs ou armações de madeira como vasos largos e rasos, assim ela tem a possibilidade de formar uma touceira grande, sob sombreamento em torno de 50%. Na ocasião da floração, a planta poderá adornar interiores com toda sua graça e beleza.

Podem também ser amarrada sob a copa das árvores, onde sua adaptação será excelente, só cuide para que a árvore escolhida não tenha casca descamante ou seja decídua. É uma orquídea bastante interessante para uso em jardins verticais, pelo aspecto entouceirado e hábito epifítico.

Seu cultivo deve ser sob meia-sombra ou sol pleno, em substrato próprio para epífitas, bastante drenável, mas com boa capacidade de reter umidade. A condição de meia-sombra é a mais indicada, principalmente em climas quentes. Em regiões subtropicais ou temperadas, o sol pleno é possível também.

Usar um substrato composto de fibra e casca de côco, que pode ser misturado com gravetos e cacos cerâmicos ou pedras. Sua multiplicação é feita por divisão de touceira, permanecendo cada nova muda com pelo menos três pseudobulbos e uma guia.

ouvindo-a-chuva

primavera

A buganvília é uma dessas plantas que seduz-nos apenas por ver suas impressionates flores de várias cores, que vão do roxo ao rosa. branco e amarelo.

Ter um lindo e colorido jardim custa muito pouco e não requer grandes espaços. As buganvílias florescem quase todo o ano e é muito fácil a manutenção.

Você precisa ter um espaço de 0,50 cm de diâmetro, em local ensolarado, Terra vegetal e mudas de buganvílias nas cores escolhidas.

Pode-se plantar até 3 mudas juntas. Acrescente terra vegetal para recobrir o solo e regue bem. Depois que as mudas estiverem bem adaptadas no local, regar uma vez por semana, conforme a região que forem plantadas.

Realize podas após a primeira floração, retirando todos os cachos de flores secas. Elimine brotos muito viçosos, fortalecendo assim os galhos que irão produzir mais flores.

Por ter um tronco maleável como um cipó, pode-se guiar as plantas para onde se desejar, A melhor temporada para se fazer mudas ou replantar mudas prontas é nos meses de maio, junho e julho, por causa da temperatura ser mais baixa.

Entre os cuidados tenha em mente que esta planta é um arbusto que cresce facilmente em qualquer lugar. Na verdade, suporta bem o calor, enquanto que o frio excessivo pode matar.

No momento de cuidar do dia-a-dia, devemos colocar a buganvília de frente para o sol e em um lugar onde há pouca umidade. No entanto, não devemos regar mais de duas ou três vezes por semana.

Deve ser plantada em solo bem drenado para evitar problemas com acúmulo de água. Escolha mudas de boa qualidade, ou faça suas próprias mudas. Use adubos orgânicos.

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flor gengibre

Erva perene, que faz pensar em comida oriental exótico. A flor desta planta é uma das 1.300 parentes de gengibre comestível pertencente à família Zingiberaceae. É uma das muitas flores exóticas que são coloridos e muito bem formada. Estas flores não são uma planta comum em casas, que colhem as plantas apenas para os seus rizomas comestíveis. Eles fazem uma aparição somente após dois anos do plantio dos rizomas.

Estas plantas são uma das variedades ornamentais perenes de gengibre. Eles podem suportar invernos suaves e congelamento mínimo. Você pode realizar jardinagem do recipiente para a planta. Um pouco de cuidado e você pode apreciar a flor por muitos anos.

Para crescer as flores, você precisa de solo bem drenado. Esta planta com flores deve ser colocada em uma área que recebe total à luz solar parcial. Depois de colocar o rizoma no solo, deve cobri-lo  com uma camada de composto 2 a 3 polegadas. Em seguida, a água, conforme necessário para manter a umidade do solo. Adubar a planta com um fertilizante nitrogenado rico cada mês. Um fertilizante que é especialmente preparado para rizomas e raízes também pode ser usado. As plantas que são cultivadas em vasos necessitam ser alimentadas com os fertilizantes solúveis em água.

A poda é importante e você precisa cortar as hastes florais que murcharam. Retire as folhas mortas e caules. Isso vai ajudar a promover um novo crescimento. Você também deve manter um olho para pulgões e outras pragas. Você pode lavar sua planta com água para se livrar desses erros. No caso de uma infestação grave, utilizar inseticidas. É importante que você tenha em mente que esta planta não pode tolerar temperaturas muito baixas. Portanto, o minuto as temperaturas começam a cair, levar a planta para o interior.

São conhecidos por sua beleza e fragrância. Eles não são apenas as plantas ornamentais, mas também conhecidas por sua culinária, bem como fins medicinais. Levam cerca de 2 anos para florescer.

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Eu particularmente eu sou apaixonada pela Vanda, acho a flor um espetáculo. Além das cores vibrantes, o brilho das pétalas chamam muito a minha atenção.

É uma orquídea de origem asiática e costuma ser encontradas em regiões pantanosas, semelhante a mangues, onde, mesmo quando não chove, a umidade do ar é muito alta. Pelas características dessa região é fácil imaginar qual o ambiente ideal para ela: calor, muita luz, ventilação (circulação do ar), água e muita umidade.

Em condições ideais, ela pode florescer até quatro vezes por ano e suas flores podem durar cerca de 30 dias e são nas cores amarelo, laranja, vermelho, rosa e arroxeadas.

Ainda quanto a flor, há muitas variações de tamanho e algumas delas podem ser cobertas com manchas ou listras.

Quando a orquídea não estiver florindo, deve-se ficar atenta, pois alguma coisa deve estar errado. Pode ser por pouca água, pouca luminosidade ou falta de adubação.

Se uma Vanda adulta, bem enraizada, com folhas de igual dimensão do topo à base, que está em clima adequado (temperaturas maiores que 18ºC), não florescer, é porque faltou iluminação ou/e rega constante ou/e adubação.

Uma Vanda sem boas condições pode até florescer, mas sua haste será curta, com menos flores  e de menor tamanho.

As Vandas apreciam bastante água direto nas raízes, mas não gostam de ficar molhada muito tempo, pois isso pode causar o apodrecimento das raízes o que levará a sua morte.

Poderá ser molhada uma ou duas vezes no dia, sempre no início da manhã e/ou no final da tarde. É aconselhado nos dias de calor intenso, além de intensificar a rega para duas vezes no dia, molhar o chão onde sua planta fica, pois aumentará a umidade do ar.

Uma boa dica para saber se elas estão sendo bem regadas:
- Raízes curtas em Vanda saudável e com bom desenvolvimento indica que ela está recebendo a umidade adequada.

- Raízes longas e em excesso significam que o ambiente está um pouco seco ou as regas estão insuficientes.

- Perdas das folhas de baixo (próximas as raízes), é sinal de falta de água, o que pode levar à sua morte.

A Vanda gosta de clima quente e não suporta temperaturas muito baixas. Em temperatura inferior a 15ºC, pode entrar em estado de repouso ou estagnação por vários meses, ou seja, não vai crescer e nem dar flores.

Se a temperatura atingir 30ºC ou mais, mantenha o chão bem molhado, para aumentar a umidade relativa do ar ao redor dela. Ela suportará a temperatura alta sem problemas, contato que haja umidade no ambiente.

A planta requer mais adubo do que as demais orquídeas, porque suas raízes são aéreas e seu caule precisa crescer para uma nova floração.

O adubo deve ser do tipo foliar, e devido ao grande número de florações no ano, deve conter maior teor de fósforo, tipo 15-30-20.

É aconselhada adubação semanal ou no mínimo quinzenal, usando adubo foliar diluído e aplicando diretamente nas folhas e raízes.

Diferente das demais orquídeas, elas podem e devem ser adubadas quando estão floridas, somente deve haver cuidado para não atingir as flores.

Lembrando que, nunca se deve adubar em pleno sol, opte sempre pelo início da manhã ou fim da tarde.

A Vanda dispensa substrato, ela gosta de suas raízes limpas e soltas. Você pode deixá-la pendurada, ou amarrá-la num tutor vivo (árvores em geral) ou em pedaços de madeira. Neste caso, fixe-a voltada para o lado norte. Se for plantar em vaso ou cachepô de madeira, ele deve servir apenas de base e não deve ter substrato. Atenção! Nunca enterre suas raízes!

A Vanda deve ser colocada num local onde local onde receba luz direta do sol do início da manhã e do fim de tarde. É importante que a iluminação seja filtrada nas horas de sol mais forte.

Uma Vanda bem cultivada, pode ter até 3 hastes florais com 10 a 20 flores em cada uma. O cultivo adequado e dedicado pode aumentar até a durabilidade das flores, de 30 dias até 3 meses.

Depois de abertas, as flores continuam a crescer. Você pode observar que a primeira flor que abriu chega a ter uma diferença de 2 a 3 cm em relação a que abriu mais recentemente. O número e tamanho das flores também varia de acordo com a idade da planta. As primeiras floradas são de 5 a 9 flores, já a partir da quinta, ela pode atingir até 20 flores com tamanhos bem maiores que as da primeira florada.

As vandas tem crescimento monopodial, ou seja, crescem sempre para cima. As vandas produzem mudas ocasionalmente. Muitas vezes a produção de novas mudas em uma vanda adulta é determinada por dois fatores: – Excelente cultivo – a planta muito bem cultivada pode interpretar fisiologicamente que poderá emitir novas mudas sem sofrer necessidades climáticas ou nutricionais. -Sofrimento vegetal – uma vanda adulta que esteja sofrendo por carência nutricional ou injúrias climáticas poderá emitir várias mudas na tentativa de preservar a espécie, já que a planta mãe corre o risco de morrer. Neste momento as mudas alimentam-se por um bom tempo dos nutrientes da planta adulta, servindo esta como substrato nutricional, uma vez que nos primeiros meses as mudas jovens ainda não emitiram suas raízes.

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A dicondra é uma erva prostrada, rizomatosa e de textura herbácea, semelhante aos trevos. Sua ramagem é arroxeada e bastante ramificada.

As folhas são reniformes (em forma de rim), arredondadas, como orelhas de rato, o que lhe valeu o nome popular. As cores variam entre o verde-escuro, prateado e até mesmo o verde-limão, geralmente com página inferior prateada.

Apresenta pequenas flores solitárias, sem relevância ornamental. Algumas variedades de dicondra apresentam flores ornamentais.

A dicondra é uma excelente forração, substituindo o gramado com maestria, principalmente em locais semi-sombreados. No entanto não é tão resistente ao pisoteio, ficando com um aspecto um pouco amassado, demorando um pouco para se regenerar.

Apresenta uma textura delicada e densa, formado um tapete alto e macio, cobrindo bem o solo. Utilize-a em áreas de baixo tráfego, entre pisantes e entre vãos de pedras e escadarias. Também pode ser plantada em vasos, como folhagem pendente.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, destorroado, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente.

Quando bem estabelecida, é mais resistente à seca que os gramados, principalmente à meia-sombra.

Não tolera o frio, geadas ou estiagem prolongada. De baixa manutenção, exige duas fertilizações por ano e cortes mensais.

Multiplica-se por sementes ou por divisão da ramagem enraizada. Em alguns casos pode tornar-se invasiva.

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Espécie nativa do Paraná, numa região com 1100 m de altitude, o que justifica o nome popular de rainha-do-abismo, embora entre os botânicos sua denominação seja “Edlweiss brasileira”.

Esta planta tem uma grande batata que emerge do solo e é recoberta por penugem branca e prateada. Os caules atingem até 25 cm de altura, sustentando quatro folhas ovais também cobertas por essa penugem branca e prateada.

As flores, de tonalidade alaranjada, nascem no Verão e continuam desabrochando durante os meses do Outono.

No Inverno, a folhagem cai e a planta entra em hibernação, período em que as regas devem ser suspensas, só voltando a acontecer no final da Primavera, quando as folhas brotam novamente.

Ao plantar a rainha-do-abismo em vaso, é importante que o solo seja composto por terra arenosa, húmus de minhoca, terra vegetal e vermiculite em partes iguais. Além disso adicione, para cada vaso, meia colher de sopa de calcário dolomítico.

Verifique também a drenagem do vaso, para permitir o escoamento de qualquer excesso de água das regas. E por falar em regas, elas devem ser feitas com uma quantidade de água apenas suficiente para evitar o ressecamento da terra.

O melhor local para cultivar esse tipo de planta é um ambiente bem claro, que tanto pode ser iluminado pela luz indireta do sol como por lâmpadas especiais, que deverão permanecer acesas durante doze horas ininterruptas por dia.

Quanto à multiplicação, você poderá fazê-la através das sementes ou pela divisão da batata, no início da Primavera.

Já a adubação de reposição precisa ser feita mensalmente: aplique na terra fertilizante líquido rico em fósforo (P), mas apenas durante o período de vegetação ativa da planta.

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violetas
- Embora seja mais adequado cultivar violetas dentro de algum ambiente, elas necessitam de luz e temperatura ideal, a qual deve ser em torno de 25ºC, não podendo oscilar muito. Procure não trocar muito de lugar a planta, pois elas precisam de tempo para adaptação e isso pode não ser bom.

- Não devem ser mantidas totalmente em locais totalmente fechados, uma vez que as folhas e suas pétalas poderão acabar amarelando e a raiz morrer em decorrência dos possíveis fungos.

- Cuidado com o vaso onde você irá manter sua violeta, pois se deve mantê-las em vasos de barro ao invés de vasos feitos de plástico, uma vez que os vasos de barros acabam absorvendo o excesso de umidade e evitam que a planta apodreça. Evite vasos pequenos demais, pois podem ser prejudiciais para o desenvolvimento da raiz e, consequentemente, da flor.

- Em relação ao adubo, opte por adubos orgânicos, permitindo o fortalecimento adequado do solo onde ficará a planta. Evite exagerar na dose de adubo, pois em excesso ele poderá trazer problemas e matar a raiz. Poderá ser utilizado adubo industrializado, mas atente-se para a dosagem indicada e as informações repassadas pelo fabricante.

- Ao regar a sua violeta, atente-se para não molhar as folhas da flor, evitando que elas também apodreçam. Também não use água com cloro, mas, se fores regar com água da torneira, ferva a água e regue as plantas após esfriar totalmente. Água mineral também é aconselhada. Em dias quentes você deverá regar a violeta até duas vezes na mesma semana, caso perceba que o substrato está muito seco, nos períodos de inverno regue apenas uma única vez. Evite deixar sua violeta diretamente sobre a luz solar, pois elas acabam morrendo e, por isso, mantenha sua violeta a meia luz.

Se a planta estiver doente, retire-a do vaso e pulverize o substrato com fungicida. Para adubar, utilize um adubo 4/14/8, ou seja, 4 partes de nitrogênio, 14 de fósforo e 8 de potássio. Coloque ao redor da planta e nunca no centro, sem exagerar na quantidade.

Esse adubo é usado para qualquer planta que tenha flor. Para aqueles vasinhos onde normalmente as violetas são vendidas, você deve usar uma colher (café) de adubo, uma vez por mês.

Como as violetas se desenvolvem bem, em condições ideais de temperatura, umidade relativa, luminosidade, etc., estas infelizmente também são as condições ideais para o surgimento de algumas doenças. Entre as principais destacam-se as causadas pelos fungos:
Phytophtora: podridão do pé, cor verde escuro/marrom, preto. A infecção envolve a planta até que caia. Ao cortar o caule no sentido longitudinal encontra-se 2 listas de cor marrom.
Pythium: planta com aparência de falta d’água, as folhas de baixo são marrons e as raízes normalmente apodrecidas. Encontra-se também lesões na planta, principalmente nos primeiros 2 cm, embaixo da superfície da terra.
Erwinia crysanthemi: apodrecimento da raíz que difere das outras doenças por apresentar raízes pretas e aguadas, ou manchas nas folhas.
Bothrytis cinerea: a parte infectada apresenta cor cinza.
Siga essas dicas e as violetas vão ficar sempre bonitas e saudáveis.

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