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Posts para categoria ‘Vegetação e Solos’

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O sol é um poderoso absorvedor de umidade. Logo, quando ele não incide num local, a tendência natural é um excesso de umidade. Daí é necessário, nos jardins à sombra, recorrermos a alguns truques para permitir uma maior drenagem da água.

Uma providência muito acertada é cavar, no meio ou na parte mais baixa do jardim, uma profunda vala em declive. Uma vala de, digamos, 90 cm a 1 m de profundidade. Forra-se o fundo da vala com uma camada de pedrisco (pedra britada ou similar), instala-se sobre ele uma linha de tubos de cerâmica, ou plástico próprio para drenagem (perfurado), cobre-se à tubulação com pedrisco e, finalmente, completa-se o nível com a camada de terra do jardim.

O princípio de funcionamento é similar àquele de se colocar pedregulhos ou cacos de cerâmica no fundo de um vaso. No caso, o tubo seria o furo do vaso, que precisa, obviamente, ser instalado de tal modo a permitir o escoamento do excesso de água para fora da área que se pretende drenar.

A textura do solo ajuda muito
Existem terras, e terras ideais para um jardim à sombra. Para estes, a melhor é aquela bem permeável, onde o excesso de água escorre rapidamente para o subsolo. Ideal mesmo, seria aquela velha receita de solo para vasos: terra, areia de construção e esterco bem curtido, em partes iguais. Mas, na impossibilidade de ser preciso nas dosagens, misture à terra do canteiro bastante areia e, esterco animal bem curtido ou composto orgânico. Esta adição contribuirá muito para melhorar a textura da terra tornando-a mais permeável.

Luminosidade é importante
Sombra não é sinônimo de escuro. Quando se fala em jardim à sombra, está se falando em um local onde o sol não incide diretamente, ou onde só bate umas poucas horas por dia. Não em um local escuro. Assim, deve-se procurar ao máximo preservar a luminosidade natural.

Às vezes, basta desbastar um pouco uma árvore de copa muito densa, ou uma trepadeira, para se conseguir o dobro de luminosidade. Outras, pintar as paredes próximas em tons claros. Enfim, o importante é você observar o seu jardim em particular, e procurar imaginar os recursos possíveis para dar a ele um pouco mais de luminosidade natural.

Ajuda do Oriente
Os orientais descobriram há séculos, que o jardim não é um reino exclusivo das plantas. Eles como ninguém, tiram proveito de elementos não vegetais, sobretudo pedras e água para criar belíssimos efeitos paisagísticos. Com isso, conseguem transformar o que era uma simples área verde num verdadeiro jardim, sinônimo de tranquilidade e beleza.

Faça como eles. Pedras, água corrente, esculturas e vasos combinados com umas poucas plantas podem ser a melhor solução para áreas realmente difíceis.

Agora que você já tem as bases para o planejamento, deixe as idéias fluírem e crie, você mesmo, seu jardim encantado. Mas cuidado com a manutenção.

Como manter este belo jardim
Na verdade, os cuidados com um jardim à sombra devem ser redobrados. Num país tropical como o nosso, não podemos esquecer que, se o clima quente e úmido torna o verde mais verde, contribui também para a proliferação de uma infinidade de fungos e bactérias. Portanto, é melhor tomar algumas precauções para evitar que o desenvolvimento das plantas seja prejudicado. Algumas delas:

Mantenha a área sempre bem arejada

Evite o encharcamento por excesso de regas.
Revolva aterra freqüentemente (o ideal é uma vez por semana), para facilitar a aeração do solo.
Fique de olho nas pragas e doenças.

Sintomas de problemas futuros
Não é nenhum bicho de sete cabeças a identificação dos micro-organismos, fungos e bactérias prejudiciais às plantas. Basicamente, o primeiro sintoma é a alteração da cor das folhas.

O oídio, por exemplo, caracteriza-se por deixar manchas brancas semelhantes ao mofo. Já a ferrugem, apresenta manchas amarelas e em relevo, enquanto o que a altenáría produz grandes manchas amarelas e pretas. Mas existe uma outra doença, a podridão, cujo sintoma é o surgimento de mofo no colo, e muitas vezes nos ramos da planta. Esta, se não for combatida a tempo, provoca o apodrecimento dos tecidos e a conseqüente morte do vegetal.

Para combater estes micro-organismos, o melhor é:
Eliminar a parte afetada da planta, pulverizar a planta com fungicidas à base de cobre, tipo calda bordalesa. Ou se puder, opte pelos naturais, como o óleo de Nim.
Fazer pulverizações preventivas nas plantas vizinhas, com dosagem um pouco mais fraca.

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Um dos ecossistemas mais ricos do Brasil, o Pantanal, estende-se pelos territórios do Mato-Grosso (região sul), Mato-Grosso do Sul (noroeste), Paraguai (norte) e Bolívia (leste). Ao todo são aproximadamente 228 mil quilômetros quadrados. Em função de sua importância e diversidade ecológica, o Pantanal é considerado pela UNESCO como um Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera.

Aspectos Geográficos
O Pantanal é formado por uma planície e está situado na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai. Recebe uma grande influência do Rio Paraguai e seus afluentes, que alagam a região formando extensas áreas alagadiças (pântanos) e favorecendo a existência de uma rica biodiversidade. A época de chuvas e cheias dos rios ocorre durante os meses de novembro a abril.

O clima do Pantanal é úmido (alto índice pluviométrico), quente no verão e seco e frio na época do inverno.

Flora do Pantanal

O Pantanal possui uma extensa variedade de árvores, plantas, ervas e outros tipos de vegetação. Nesta região, podemos encontrar espécies da Amazônia, do Cerrado e do Charco Boliviano.

Nas planícies (região que alaga na época das cheias) encontramos uma vegetação de gramíneas. Nas regiões intermediárias, desenvolvem-se pequenos arbustos e vegetação rasteira. Já nas regiões mais altas, podemos encontrar árvores de grande porte.

As principais árvores do Pantanal são: aroeira, ipê, figueira, palmeira e angico.

Vegetação
O pantanal possui uma vegetação rica e variada, que inclui a fauna típica de outros biomas brasileiros, como o cerrado, a caatinga e a região amazônica. A camada de lodo nutritivo que fica no solo após as inundações permite o desenvolvimento de uma rica flora. Em áreas em que as inundações dominam, mas que ficam secas durante o inverno, ocorrem vegetações como a palmeira carandá e o paratudal.

Durante a seca, os campos são cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado. Essa vegetação também está presente nos pontos mais elevados, onde não ocorre inundação. Nos pontos ainda mais altos, como os picos dos morros, há vegetação semelhante à da caatinga, com barrigudas, gravatás e mandacarus. Ainda há a ocorrência de vitória-régia, planta típica da Amazônia. Entre as poucas espécies endêmicas está o carandá, semelhante à carnaúba.

A vegetação aquática é fundamental para a vida pantaneira: imensas áreas são cobertas por batume, plantas flutuantes como o aguapé e a salvínia. Essas plantas são carregadas pelas águas dos rios e juntas formam verdadeiras ilhas verdes, que na região recebem o nome de camalotes. Há ainda no Pantanal áreas com mata densa e sombria. Em torno das margens mais elevadas dos rios ocorre a palmeira acuri, que forma uma floresta de galerias com outras árvores, como o pau-de-novato, a embaúba, o genipapo e as figueiras.

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Experiente ou não, há uma etapa essencial a não falhar em jardinagem: o trabalho do solo. Vai ser necessário qualquer que seja a plantação encarada, e deste depende em grande parte o sucesso da plantação. Não é preciso equipar-se de material importante, uma enxada ou uma pá serão suficiente se decidir plantar alguns arbustos. Em contrapartida, no caso de muitas plantações (sebe…), ferramentas mais pesadas e mais práticas serão mais adaptadas. Pense em alugar em vez de comprar, isso é muitas vezes bem mais econômico.

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Quando for plantar uma árvore grande, lembre de que suas raízes vão precisar de um lugar adequado. Por isso, facilite a tarefa escolhendo o local e trabalhando o solo logo no início.

Objetivos
Seja qual for a árvore ou o arbusto que plantar, o seu desenvolvimento é estreitamente ligado ao das suas raízes. É graças às suas raízes que alimenta-se, e portanto o seu crescimento e o seu rigor vão depender diretamente do seu desenvolvimento raciniano.

O melhor desenvolvimento raciniano obtém-se num meio fresco e arejado. Assim uma raiz colocada ao ar livre num clima saturado em água vai desenvolver-se perfeitamente. Ao contrário, uma raiz mergulhada na água enfraquecerá por falta de ar. É portanto, importante favorecer este equilíbrio ar/água, essencial ao desenvolvimento raciniano, pelo trabalho do solo.

Todos os conselhos sobre o trabalho do solo e a plantação vão ser guiados por este princípio.

Na prática
Pouco importa as ferramentas utilizadas, pá, trado, arado, é necessário virar o seu solo para arejá-lo.

A quantidade de terra a remexer não deve ser descuidada. Para jovens plantas em torrão ou com as raízes nuas, vamos tentar trabalhar o solo sobre uma amplitude de 40 cm e 40 com de profundidade. Para plantas mais idosos e portanto, torrões mais importantes, a quantidade de terra trabalhada será evidentemente superior, e será proporcional à poda do torrão.

Cuidado, se o seu terreno deixar aparecer zonas mal drenadas: re-perfile, ponha um dreno ou plante nestas zonas espécies que é possível plantar.

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É necessário aplicar adubo?
O terrico (terriço é um adubo natural criado a partir da ação de bactérias, fungos e vermes sobre o lixo orgânico da sua casa (restos de comida, plantas secas, etc.) é naturalmente ácido, e convirá a todos os tipos de plantas, à exceção das plantas trufeiras).

Um terrico de qualidade compõe-se de turfas, de elementos que drenam como a casca de resinoso e de elementos nutritivos como o estrume. O fato de misturar terrico ao seu solo vai arejar e favorecer o enraizamento e o crescimento das suas árvores ou arbustos.

Sobretudo se o seu solo for argiloso, arenoso, ou muito compacto.

Se tiver a possibilidade de ter estrume, ou se tiver muitos desperdícios de tosquia, isso é também eficaz. Enterre ligeiramente e deixe descansar vários meses antes da plantação.

Em contrapartida, nunca acrescente areia no seu solo, porque a areia vai asfixiar demasiado o meio.

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1. Minerais – são pequenas partículas de diversos tamanhos formadas da decomposição das rochas ou pedras. Essas partículas em conjunto, constituem as frações de areia, silte e argila. Todas essas partículas se juntam e formam os torrões, e entre eles encontram-se a água, o ar e os nutrientes que irão alimentar as plantas.

2. Matéria orgânica – é formada por plantas ou parte delas caídas ao solo e de animais que morrem e ficam na terra, e também da urina e fezes de todos os animais. A matéria orgânica tem muita influência no crescimento das plantas porque é fonte de nutrientes principalmente nitrogênio, fósforo e enxofre e, em menor quantidade, potássio e cálcio. Outra função da matéria orgânica é reter umidade no solo, e manter o solo, produtivo.

3. Ar – é responsável pelo bom desenvolvimento das plantas. Um bom solo deve ter uma livre movimentação de ar.

4. Água – a falta de água diminui a produtividade porque ela ajuda a planta a retirar os nutrientes do solo, para crescer e produzir.

Lembre-se: Fazendo grandes queimadas, você não está conservando os minerais, a matéria orgânica, a água e o ar do solo.

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Umbuzeiro (Spondias Tuberosa)

O termo Caa-tinga, muito antes de ser adotada para designar um bioma, era a expressão empregada pelos índios brasileiros para designar a mata branca que cobria os sertões nordestinos. As Caatingas são, portanto, um tipo de vegetação, ou melhor, um conjunto de tipos de vegetação, com algumas características em comum, definidas principalmente pelo forte caráter de estacionalidade das chuvas na região semi-árida, concentradas em curto período do ano.

A vegetação da Caatinga reflete os fatores climáticos marcantes da região semi-árida que, por sua vez, determinam os tipos de solo, o relevo e rede hidrográfica da região. Esse conjunto de fatores resultou em tipos de vegetação xerofíticas muito especiais, característica das paisagens nordestinas. Na região das Caatingas impera o clima quente semi-árido, com temperaturas médias anuais elevadas e chuvas de trezentos a oitocentos milímetros, em poucas áreas chegando a mil milímetros anuais.

A condição ambiental do semi-árido selecionou para essa região uma vegetação singular, com elementos que expressam anatomia, morfologia e mecanismos fisiológicos convenientes às condições locais, normalmente com árvores e arbustos espontâneos, densos, baixos, retorcidos, de aspecto seco, de folhas pequenas e caducas e raízes muito desenvolvidas, grossas e penetrantes.
É fácil encontrarmos a imagem da Caatinga associada aos cactos e arbustos espinhentos, sem folhas, sobre um solo pedregoso e árido. Essa é realmente uma das feições desse bioma, que também pode se apresentar como uma mata fechada, com árvores altas, ou como densos maciços de arbustos que perdem as folhas na estação seca. Mas, de uma forma geral, as plantas que apresentam esse caráter xerofílico apresentam diferentes mecanismos adaptativos para conviver com a escassez de água: para reduzir as perdas de água pela transpiração, muitas espécies contam com folhas coriáceas ou com pêlos; a maioria perde as folhas na estação seca, outras apresentam folhas modificadas e caules com capacidade de realizar fotossíntese – como os cactos.

Algumas espécies também têm estruturas de reserva, onde armazenam água. São inúmeros os recursos para promover o melhor uso da água pelas plantas nesses ambientes, como o sincronismo das épocas de floração e frutificação e a dormência de sementes para germinação na época propícia, indican do que a evolução conjunta do ambiente físico e sua flora levaram ao desenvolvimento de sistemas altamente eficientes no uso do recurso mais precioso: a água.
O número de combinações dos tipos vegetacionais implica na existência de diferentes comunidades vegetais de Caatinga, uma vez que esses tipos resultam da integração clima-solo. No entanto, foi ainda essa necessidade de compreender os diversificados ambientes das Caatingas que levaram estudiosos a proporem um planejamento ecorregional, no qual foi proposta a consideração de oito “ecoregiões”, entre as quais se incluem até áreas “ecotonais” do Maranhão e do Piauí, situadas fora da região semi-árida nordestina.

Imburana da cambão (Commiphora Leptophloeos)

O conceito que normalmente se tem sobre a Caatinga vem da classificação feita pelo botânico Martius, que denominou as Caatingas de Silva Horrida, fruto da percepção dessas condições ambientais tão diferentes das européias com as quais estava acostumado. E não há dúvidas que, em certas áreas e durante a estação seca, a paisagem da Caatinga parece inóspita e agressiva. Ao menor sinal de chuva, no entanto, a paisagem muda: o verde volta a prevalecer e as flores se abrem para receber seus polinizadores. A vida se reinventa na Caatinga. Mesmo sofrendo os efeitos seculares da ação humana e das longas estiagens, a Caatinga possui uma rica diversidade ainda a ser estudada.

Reporta-se mais de mil e trezentas espécies de plantas na Caatinga, das quais seiscentas são lenhosas. Em levantamento feito a partir de literatura técnico-científica e de consultas a herbários, registram trezentas e dezoito espécies de plantas endêmicas do bioma, pertencentes a quarenta e duas famílias. Certas árvores como Juazeiro (Zizyphus Joazeiro), Baraúna (Schinopsis Brasiliensis), Aroeira-do-Sertão (Myracrodruon Urundeuva), Umbuzeiro (Spondias Tuberosa), Imburana de Cambão (Commiphora Leptophloeos), Angico (Anadenanthera Colubrina var. Cebil), Catingueira (Caesalpinia Pyramidalis), Pereiro (Aspidosperma Pyrifolium) e Faveleira (Cnidoscolus Quercifolius), marcam as paisagens das Caatingas, juntamente com os cactos – Mandacuru (Cereus Jamacaru), Quipá (Opuntia Inamoena), Facheiro (Pilocereus Piauhiensis), Xique-Xique (Pilocereus Gounellei) e Coroa-de-Frade (Melocactus Bahiensis) e de bromeliáceas como Macambira (Bromelia Laciniosa) e Caroá (Neoglaziovia Variegata).

Na Caatinga predominam as famílias botânicas Leguminosae ou Fabaceae e Euphorbiaceae. Alguns exemplos de espécies da família Leguminosae ou Fabaceae são as Catingueiras (Caesalpinia Pyramidalis, Caesalpinia Microphylla, Caesalpinia Bracteosa), as Juremas (várias espécies do gênero Mimosa), o Mororó (Bauhinia Cheilantha), o Pau-Ferro (Caesalpinia Ferrea), a Canafístula-de-Besouro (Senna Spectabilis), a Imburana-de-Cheiro (Amburana Cearensis) e o Mulungu (Erythrina Velutina), além de muitas outras.

Entre as muitas espécies de Euphorbiaceae, aparecem a Faveleira, o Marmeleiro (Croton Sonderianus), Caatingas-Brancas, Velames (também espécies de Croton) e Maniçobas (espécies do gênero Manihot). Já nos terrenos aluviais das margens dos rios temporários, se encontra outra fisionomia de Caatinga onde dominam, além de Juazeiro, Craibeira (Tabebuia Aurea), Trapiá (Crataeva Tapia), Pajeuzeiro (Triplaris Pachau), Marizeiro (Geoffroea Spinosa) e Quixabeira (Sideroxylon Obtusifolium).

Na Caatinga, a vida das pessoas e a produção agropecuária são altamente dependentes dos recursos vegetais. Os sertanejos constituem os povos da Caatinga e dela extraem inúmeros produtos e serviços que possibilitam a vida no semi-árido. Estacas de cerca, cerca de faxina e de ramos, delimitando propriedades, currais, chiqueiros e corredores para animais, possibilitam a pecuária extensiva, alimentada por forrageiras herbáceas, arbustivas e arbóreas. O couro da indumentária e dos apetrechos de trabalho dos vaqueiros é curtido com a golda do Angico e com a cinza da Baraúna.

Uma enorme quantidade de espécies medicinais e alguns recursos alimentares importantes, principalmente considerando-se as frutas silvestres com grande potencial nutricional e de mercado, somam-se aos produtos mais procurados da Caatinga. A vegetação da Caatinga é ainda uma das principais fontes energéticas na região semi-árida, oferecendo alternativa para o uso doméstico e para a formação de renda na propriedade. A lenta regeneração e baixas taxas de crescimento, no entanto, quando aliadas a um esforço de exploração superior ao limite de sustentabilidade, podem ocasionar o desaparecimento de espécies do ecossistema, sendo assim imprescindíveis a adoção de técnicas de manejo florestal e de sistemas agroflorestais para que isso não ocorra, juntamente à preservação da biodiversidade em áreas especialmente protegidas.

É importante se perceber que as Caatingas não são ecossistemas mais pobres, ou de terceira categoria, porque se estabelecem em condições de semi-aridez. A Caatinga não é uma ma ta que não deu certo, degradada devido a desequilíbrios ambientais ou intervenções humanas. A Caatinga é o ecossistema cuidadosamente adaptado às condições de baixas e irregulares precipitações e elevada evaporo transpiração. É diferente dos outros ecossistemas florestais mais úmidos, pois teria de sê-lo, necessariamente.

Essa diferença não é um defeito, mas uma qualidade: é a expressão da diversidade e da riqueza de possibilidades da Natureza.

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A terra é, ao mesmo tempo suporte e alimento para as plantas.

Antes de começar a preparar ou idealizar o seu jardim, é indispensável conhecer as características do solo, a sua composição física e química. Não tem tido bons resultados com determinadas plantas? Amarelecem? Definham? Descubra o que a terra do seu jardim tem a ver com isso.

Tipos de terra
A terra ideal é composta por cerca de 60% de areia, 23% de argila, 12% de calcário e 5% húmus (substância escura composta por folhas secas, plantas e matérias orgânicas).

Solos Argilosos
Retém muita água e fixam bem os adubos. Serão necessários aportes regulares de matéria orgânica. Pode acrescentar a esta terra areia (nunca da praia) para obter uma terra com melhor drenagem.

Solos Calcários
Ao contrário dos argilosos, estes têm tendência a neutralizar a acidez. Deverá prever um aporte de matéria orgânica ácida.

Solos Arenosos
Estes, são fáceis de trabalhar, mas têm dificuldade em reter a água. Pode adubá-los com terra preta ou com uma mistura de terra preta e argila.

Como reconhecer o tipo de solo do seu jardim ou horta
Numa primeira fase, e tendo uma indicação geral sobre o solo na sua zona, pode seguir estes passos:
- Recolha uma porção de terra e examine-a atentamente;
- Se for escura, granulosa, e apresentar restos de vegetais, será uma terra rica em húmus;
- Se for de cor clara, será certamente mais rica em argila.

Aperte a terra entre as mãos e deixe-a cair sobre uma superfície dura. Se ao cair se mantiver unida, é uma terra rica em argila, se é difícil de compactar entre as mãos e ao cair se desfaz, espalhando-se, é rica em areia. Uma bola de terra que se une bem entre as mãos e se abre, ao chegar ao chão, está próxima da terra ideal.

Estas são astúcias que poderá usar. Pode no entanto recorrer facilmente a kits de testes que existem no mercado ou até a um laboratório especializado para saber qual a composição da terra do seu jardim.

Quanto a reações químicas
Na escala de medida do pH, 7 é o neutro. Algumas plantas preferem solos ácidos, outras alcalinos. No entanto, a maior parte das plantas cresce confortavelmente em solo neutro.

Os solos arenosos e ricos em húmus serão um pouco mais ácidos e os calcários alcalinos. Isto apenas a título indicativo, porque todos os solos terão tendência a ser uma ou outra coisa, em maior ou menor grau.

Importante é que conheça as características da sua terra e faça as escolhas de plantas e produtos, de acordo com essa informação, para obter cada vez melhores resultados e retirar mais prazer da jardinagem. Pode optar por equilibrar a terra em função das plantas que quer ter na sua horta ou no seu jardim. Pode ao contrário, escolher as plantas em função do solo.

Seja qual for o tipo de solo, as minhocas são excelentes aliados para o manter equilibrado.

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Além de florestas tropicais, Pantanal, Cerrado e Caatinga, os Campos também fazem parte da paisagem brasileira. No sul do país, a vegetação é composta por campos limpos, as chamadas estepes úmidas.

De um modo geral, o campo limpo é destituído de árvores, com uma composição bastante uniforme e com arbustos espalhados e dispersos. O solo é revestido de gramíneas, subarbustos e ervas.

Entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os Campos formados por gramíneas e leguminosas nativas se estendem como um tapete verde por uma região de mais de 200 mil km2. Nas encostas, esses campos tornam-se mais densos e ricos. Nessa região, com muita mata entremeada, as chuvas distribuem-se regularmente pelo ano todo e as baixas temperaturas reduzem os níveis de evaporação. Tais condições climáticas favorecem o crescimento de árvores.

O domínio das florestas e dos campos meridionais se estende desde o Rio Grande do Sul até parte dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. O clima é ameno e o solo naturalmente fértil. A junção destes dois fatores favoreceram à colonização acelerada no último século, principalmente por imigrantes europeus e japoneses que alcançaram elevados índices de produtividade na região.

Os campos do Sul ocorrem no chamado “Pampa”, uma região plana, de vegetação aberta e de pequeno porte que se estende do Rio Grande do Sul para além das fronteiras com a Argentina e o Uruguai, no interior do estado. Esse tipo de vegetação ocorre em área contínua no Sul e também como manchas dispersas encravadas na floresta Atlântica do Rio Grande do Norte até o Paraná. São áreas planas, revestidas de gramíneas e outras plantas encontradas de forma escassa, como tufos de capim que atingem até um metro de altura. O clima é subtropical, com temperaturas amenas, e chuvas constantes com pouca alteração durante todo o ano. O solo em geral é bom, sua utilização na agricultura é grande, mas o forte da região é a pecuária, tanto a leiteira quanto a de corte. É nesta região que se encontram os melhores rebanhos de corte do Brasil, a maioria das carnes para exportação saem dos pastos sulinos. As vezes estes rebanhos fazem uso até de pastos nativos. A vegetação é característica e composta quase só por gramíneas, sendo encontradas algumas árvores e arbustos próximos a cursos d´água.

Descendo ao litoral do Rio Grande do Sul, a paisagem é marcada pelos banhados, isto é, ecossistemas alagados com densa vegetação de juncos, gravatás e aguapés que criam um habitat ideal para uma grande variedade de animais como garças, marrecos, veados, onças-pintadas, lontras e capivaras. O banhado do Taim é o mais importante devido à riqueza do solo. Tentativas extravagantes de drená-lo para uso agrícola foram definitivamente abandonadas a partir de 1979 quando a área transformou-se em estação ecológica. Mesmo assim, a ação de caçadores e o bombeamento das águas pelos fazendeiros das redondezas continuam a ameaçar o local.

Mas enquanto sobra água no Sul, os campos do Norte do Brasil se caracterizam por áreas secas e de florestas dominadas pelas palmeiras. Tais florestas se situam entre a Amazônia e a Caatinga e se formam a partir do desmatamento da vegetação nativa. Livre da competição de outras plantas, as palmeiras de babaçu e carnaúba, o buriti e a oiticica se desenvolvem rapidamente. Algumas chegando a atingir até 15 metros de altura. Existem também áreas de campos “naturais”, com vegetação de porte mais raquítico, que ocorrem como manchas no norte da floresta Amazônica.

Devido à riqueza do solo, as áreas cultivadas do Sul se expandiram rapidamente sem um sistema adequado de preparo, resultando em erosão e outros problemas que se agravam progressivamente. Os campos são amplamente utilizados para a produção de arroz, milho, trigo e soja, às vezes em associação com a criação de gado. A desatenção com o solo, entretanto, leva à desertificação, registrada em diferentes áreas do Rio Grande do Sul. O pastoreio descontrolado do gado bovino e ovelhas está provocando a degradação do solo. Na época de estiagem, quando as pastagens secam, o mesmo número de animais continua a disputar áreas menores. Com o pasto quase desnudo, cresce a pressão sobre o solo que se abre em veios. Quando as chuvas recomeçam, as águas correm por essas depressões dando início ao processo de erosão. O fogo utilizado para eliminar restos de pastagem seca, torna o solo ainda mais frágil.

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Ecossistema é o conjunto de todas as relações entre fauna, flora e o meio ambiente de determinada região.
No Brasil, de acordo com o Ibama, existem oito diferentes tipos de ecossistemas.

Saiba um pouco mais sobre cada um deles.
Ecossistemas Brasileiros
Amazônia – a maior floresta tropical do planeta;
Caatinga;
Mata Atlântica;
Cerrado;
Pantanal Mato-Grossense;
Ecossistemas costeiros.

Amazônia
A Amazônia é a maior floresta tropical úmida do planeta, com cerca de 5,5 milhões de km², sendo que 3,3 milhões estão em território brasileiro. O restante se divide entre Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Localizada na Região Norte do país, abrange cerca de 47% do território nacional. Já a Amazônia Legal, criada em 1966, engloba uma área total de 4,9 milhões de km², ou 60% do território nacional.

Há três tipos de floresta amazônica: matas de terra firme, mata de igapó e mata de várzea. As matas de terra firme possuem as árvores mais altas, que em algumas espécies podem alcançar 65 m. O fato das copas das árvores serem muito próximas impede a entrada da luz do sol no interior da floresta, deixando-o úmido e sem ventilação. A castanheira-do-pará, o caucho (de onde se extrai o látex) e o guaraná são suas espécies mais comuns.

Nos terrenos mais baixos localiza-se a mata de igapó, formada por espécies de ramificação baixa e densa, como a vitória-régia. A mata de várzea é um tipo de transição entre as duas primeiras, cuja composição varia de acordo com a proximidade dos rios. Nela encontram-se a seringueira, as palmeiras e o jatobá, entre outras árvores de grande porte.

O extrativismo vegetal é a principal atividade econômica também o principal foco de disputa entre nativos, governo e indústrias nacionais e internacionais. O Instituto Osvaldo Cruz e a Companhia de Desenvolvimento Tecnológico (Codetec) vêm estudando 264 espécies de interesse para a indústria, para criar um plano de exploração racional, que não provoque a extinção da espécie e ao mesmo tempo movimente a economia da região.

Levantamentos mostram que existem cerca de 2,5 mil espécies de árvores, e dentre estas, mais de 500 mil são derrubadas por ano, principalmente as madeiras nobres, como o mogno e o pau-brasil.

Caatinga
A caatinga ocupa cerca de 10% do território brasileiro, se estendendo pelos estados do Maranhão, Piauí Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e norte de Mina Gerais. A vegetação mais rala do Semi-árido, localizada no Sertão nordestino é conhecida como Caatinga. Já as áreas mais altas, que enfrentam secas menos severas e que estão localizadas mais próximas do litoral caracterizam o agreste. A área de transição entre a Caatinga e a Amazônia é conhecida como Meio-norte ou Zona dos cocais.

As características deste tipo de vegetação são muito bem definidas: árvores baixas e arbustos que, em geral perdem as folhas na estação das secas (caducifólias), além de muitas cactáceas. O aspecto geral da vegetação, na seca, é de uma mata espinhosa e agreste.

Mata Atlântica
Até a época do descobrimento do Brasil, a Mata Atlântica recobria todo o litoral brasileiro, desde o norte do Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte. Atualmente, só 4% da cobertura original persiste, mas mantém o posto de floresta mais biodiversa do mundo. Nela vivem 15% de todas as espécies animais e vegetais do planeta. Entretanto, ostenta também o triste índice de ecossistema mais agredido do mundo.

É grande a variabilidade climática na área ocupada pela Mata Atlântica, apresentando desde climas temperados úmidos no extremo sul a tropicais úmidos e semi-árido no nordeste. O relevo também é diverso. As árvores formam uma floresta densa dos vales, rareando nas encostas. Já os topos dos morros são tomados por áreas de campos rupestres, e no sul, se mesclam com a floresta de Araucárias.

Atualmente, a maior amostra intacta da Mata Atlântica se localiza no litoral sul de São Paulo, na planície de Cananéia-Igape, onde fica a Estação Ecológica da Juréia.

Cerrado
O Cerrado ocupa a região do Planalto Central brasileiro, com uma área nuclear que equivale a 22% do território nacional, sendo que há grandes manchas desta fisionomia na Amazônia e algumas menores na Caatinga e na Mata Atlântica.

O clima das áreas de Cerrado é bastante característico, com duas estações bem definidas. Seu clima é particularmente marcante, apresentando duas estações bem definidas. Já a vegetação tem fisionomias variadas, apresentando desde campos limpos sem vegetação lenhosa até o cerradão, uma formação arbórea densa, encontrada no centro do país. Matas ciliares e veredas, que se localizam próximos a regiões ribeirinhas, são outros tipos que podem ser observados.

Pantanal Mato-Grossense
O Pantanal Mato-Grossense ocupa a parte oeste dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, perfazendo 1,8% do território nacional. Estende-se ainda por parte do Paraguai, Bolívia e Argentina, onde é conhecido como chaco. É a maior planície de inundação contínua do planeta, coberta por vegetação em sua maior parte aberta, que configura uma das mais ricas e completas reservas de vida selvagem do planeta.

É formado por terrenos arenosos em sua maior parte, cuja formação teve início na era Cenozóica, no período Terciário, há cerca de 5 e 2 milhões de anos atrás. Durante essa era houve intensa movimentação da crosta terrestre, o que provocou a elevação dos Andes e como conseqüência o rebaixamento da planície pantaneira. Devido a esse fato, a região ficou inundada, transformando-se em uma enorme bacia de sedimentação.

O Pantanal também conta com uma das maiores redes fluviais do país. É atravessado pelo rio Paraguai e por alguns de seus afluentes, como os rios São Lourenço, Sepotuba, Taquari, Miranda, Negro e Nabileque.

A vegetação apresenta várias espécies que são comuns a outros biomas brasileiros, como a vitória-régia, típica da Amazônia, e cactos, barrigudas e gravatás, plantas da caatinga. Entre as poucas espécies endêmicas está o carandá, semelhante à carnaúba.

Ecossistemas costeiros
Estão localizados próximos à Mata Atlântica e apresenta características semelhantes. São formados pelas restingas, manguezais, praias, rochedos e outras formas. As restingas ocupam os solos arenosos dos cordões litorâneos e dunas. A Plataforma Continental, composta por terrenos planos arenosos ou lamacentos abriga os ecossistemas bênticos.

As praias e os rochedos tomam a zona das marés, e são tomados por algas, o que também acontece com os recifes e as ilhas. Já os manguezais e os campos salinos de origem flúvio-marinha florescem sobre terrenos cuja composição seja mais salina.

Outras Formações

Os Campos do Sul (Pampas)
No clima temperado do extremo sul do país desenvolvem-se os campos do sul ou pampas, que já representaram 2,4% da cobertura vegetal do país. Os terrenos planos das planícies e planaltos gaúchos e as coxilhas, de relevo suave-ondulado, são colonizados por espécies pioneiras campestres que formam uma vegetação tipo savana aberta. Há ainda áreas de florestas estacionais e de campos de cobertura gramíneo-lenhosa.

A Mata de Araucárias (Região dos Pinheirais)
No Planalto Meridional Brasileiro, com altitudes superiores a 500m, destaca-se a área de dispersão do pinheiro-do-paraná, Araucária angustifolia, que já ocupou cerca de 2,6% do território nacional. Nestas florestas coexistem representantes da flora tropical e temperada do Brasil, sendo dominadas, no entanto, pelo pinheiro-do-paraná. As florestas variam em densidade arbórea e altura da vegetação e podem ser classificadas de acordo com aspectos de solo, como aluviais, ao longo dos rios, submontanas, que já inexistem, e montanas, que dominavam a paisagem. A vegetação aberta dos campos gramíneo-lenhosos ocorre sobre solos rasos. Devido ao seu alto valor econômico a Mata de Araucária vêm sofrendo forte pressão de desmatamento.

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rododendro
Cuidado às plantas que exigem uma terra ácida ou alcalina!

A acidez de um solo constitui, com a sua textura, um fator essencial para as plantas que têm exigências específicas na matéria. Uma terra alcalina é caracterizada geralmente pelo seu teor em calcário. Uma terra ácida quanto a ela define-se pela ausência total de calcário. Uma planta que exige um solo ácido sofrerá em terra calcária. Ao contrário, uma planta de terra calcária vai periclitar em solo ácido. É portanto, importante conhecer a acidez da sua terra.

Para isso, vários métodos podem ser utilizados. Primeiro, utilize seu sentido da observação; certas plantas que crescem de maneira espontânea traem uma terra ácida, como os juncos, as digitalis, as giestas, azedas selvagens… e a urze naturalmente, dado que “a terra de urze” é um terrico ácido. Pelo contrário, as plantas de terra calcária, como o carvalho pubescente, o cítiso, o bordô campestre, as íris, o rosmaninho, etc., sugerem que o solo dos arredores seja rico em calcário.

Estas informações são úteis porque onde estes vegetais crescem de maneira espontânea, não terá dificuldade normalmente em fazer crescer as formas cultivadas. Relatevize no entanto estas indicações, porque a natureza do solo pode variar sobre uma curta distância. Para mais segurança, efetua uma medida mais precisa.

Uma escala de medida
A acidez mede-se, com efeito, através do pH (para “potencial Hidrogênio”). É sempre compreendido entre 1 (acidez extrema) e 14 (alcalinidade total), um valor de 7 é considerado como neutro (nem ácido, nem alcalino). No jardim, o pH situa-se entre 5 (terra muito ácida) e 9 (terra muito calcária). O pH exato não pode ser adivinhado e deverá munir-se de um kit especial, graças ao qual poderá estimá-lo. Seu emprego é muito simples e informativo.

Assim, para valores compreendidos entre 6 e 7, a terra é ligeiramente ácida. É mais favorável aos vegetais de terra de urze, mas poderá cultivar numerosas plantas. Um pH mais fraco indica uma terra muito ácida: os legumes vão crescer mal, certos arbustos arriscam não agradar-se, como as lavandas, os cistes… Em contrapartida as camélias, os bordos do Japão, as hortênsias…

Os solos alcalinos
Além de um pH de 7, uma terra é alcalina (diz-se também “básica”, porque rica em “bases”, a outra denominação das matérias alcalinas). Conterá portanto uma parte importante de calcário, sobretudo se o pH for compreendido entre 8 e 9.

Manter rododendros e andrômedas por exemplo será difícil : deverá arranjar fossas de terra de urze. Os vegetais os mais sensíveis ao excesso de calcário, como as roseiras e as hortênsias, arriscam-se a amarelar devido ao clorose férrica, um mal frequente em terra calcária. Única solução: fornecer-lhes um tratamento anticlorose (em rega) uma vez que os sintomas aparecem. Um aplicação regular de composto maduro ao pé das plantas vai evitar este problema. Numerosas plantas prosperam em solo calcário sem a qualquer preocupação: os pinhos, as figueiras, os buxos, os cotonéasters, etc.

A natureza não é assim tão mal feita, numerosas plantas permanecem indiferentes à acidez do solo, e vêm tanto em terra ácida que calcária. Como por exemplo os agapantos, as clematites, as heras cultivadas, as macieiras, o lilás, etc. E se quiser alterar o pH da sua terra, é possível! Acrescente enxofre em pó ou sulfato de ferro para acidificá-la. Incorpore pelo contrário cal apagada ou dolomita para reforçar o seu caráter alcalino.

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solo
Solos não Coesivos (Granulares):
Como solos não coesivos compreendem-se os solos compostos de pedras, pedregulhos, cascalhos e areias, ou seja, de partículas grandes (grossas).
Estas misturas, compostas por muitas partículas, individualmente soltas, que no estado seco não se aderem uma à outra (somente se apoiam entre si), são altamente permeáveis. Isto se deve ao fato de existirem, entre as partículas, espaços vazios relativamente grandes e intercomunicados entre si.
Em um solo não coesivo, em estado seco, é fácil reconhecer, por simples observação, os tamanhos dos diferentes grãos.
A capacidade para suportar cargas dos solos não coesivos depende da resistência ao deslocamento, à movimentação, entre as partículas individuais. Ao se aumentar os pontos, ou superfície de contacto, entre os grãos, individualmente, por meio da quantidade de grãos por unidade de volume (compactação, aumenta-se a resistência ao deslocamento entre as partículas e, simultaneamente, melhora a transmissão de força entre os mesmos.

Solos Coesivos: Individualmente os grãos destes tipos de solos são muito finos, quase farináceos, se aderem firmemente um a outro e não podem ser reconhecidos a olho nu. Os espaços vazios entre as partículas são muito pequenos. Devido à sua estrutura estes solos apresentam resistência à penetração de água, absorvendo-a muito lentamente. Entretanto, uma vez que tenha conseguido penetrar no solo, a água também encontra dificuldade para ser extraída do interior do mesmo.
Ao receber água, tendem a tornar-se plásticos (surge a “lama”). Apresentam maior grau de estabilidade quando secos.
Devido às forças adesivas naturais (coesão) existentes entre as pequenas partículas que compõem estes tipos de solo, é que a compactação por vibração não é a ideal nesta situação. Estas partículas tendem a agrupar-se, dificultando uma redistribuição natural entre elas, individualmente.

Solos Mistos: Como já foi dito, na natureza a maioria dos solos está composta por uma mistura de partícula de diferentes tamanhos, ou seja, de grãos finos (coesivos) com outros de maior granulometria. Seu comportamento está diretamente relacionado à percentagem de partículas finas existentes, em relação às partículas grossas.
É importantíssimo se dizer que solos mistos compostos de partículas redondas e/ou lisas são muito mais susceptíveis à compactação que aqueles compostos por partículas com arestas vivas ou angulares. Entretanto, ao se comparar solos com igual grau de compactação, aqueles que possuem partículas angulares e/ou de arestas vivas (alto grau de rugosidade) possuem maior capacidade de carga que aqueles compostos por partículas de textura lisa, ainda que estes últimos apresentem menor granulometria.

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