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Posts para categoria ‘Trepadeiras e Ornamentais’

mucuna

A Mucuna de flores vermelhas é conhecida mundialmente como Jade-vermelha ou Flama-da-floresta.

Pertencente à imensa família das leguminosas o gênero Mucuna reúne aproximadamente uma centena de espécies entre arbustos e trepadeiras com ramos geralmente de consistência mole e de crescimento rápido. Ocorrem principalmente em regiões tropicais e subtropicais nos dois hemisférios.

Esta trepadeira é originária de Papua, Nova Guiné, é de crescimento bastante vigoroso, com produzem flores grandes, vistosas, de coloração vermelho-escarlate, brilhantes e reunidas em enormes cachos pendentes de beleza sem igual.

Seu efeito decorativo é realçado quando plantada em caramanchões de estrutura bem forte ou pérgolas que suportem o vigor da planta e para que as flores sejam ostentadas de forma pendente, formadas na primavera.

jade-vermelha

Mesmo sem flores é bastante ornamental, pois a folhagem é densa, vistosa além de produzir sombra agradável é atrativa para borboletas.

É uma trepadeira volúvel da família Fabaceae, perene, de crescimento rápido e vigoroso, podendo chegar a 20 m de comprimento, muito ramificada, com caule espesso e torcido, ficando lenhoso à medida que envelhece.

As raízes deverão ficar na sombra. Folhagem densa com folhas trifoliadas, alternas, com folíolos elítico a ovalados, de coloração verde brilhante e nervuras bem definidas.

Embora seja confundida com a trepadeira-jade (Strongylodon macrobotrys) não pertencem ao mesmo gênero, mas apenas têm em comum a mesma família.

Logo após a florada, produzem vagens, que são cobertas por pelos, que em contato com a pele provocam irritação, o conhecido pó de mico.

Podas de contenção e limpeza são recomendáveis no Inverno. É uma trepadeira de regiões tropicais e subtropicais, plantada a sol pleno ou meia sombra.

Prefere clima quente e úmido, não tolera frio intenso e geadas. O solo deve ser fértil, rico em matéria orgânica, úmido, bem drenado e regado a intervalos regulares.

Para garantir maiores floradas, fazer adubações anuais com esterco de gado bem curtido e farinha de osso ou adubo químico NPK 4-14-8.

Sua multiplicação é feita por semente, estaquia de brotos, mergulhia e alporque.

Importante
Logo após a muda ter sido plantada é aconselhável fazer um sombreamento parcial da planta. Uma boa maneira de se fazer este sombreamento é fincar algumas folhas de palmeiras verticalmente ao lado da muda, após as raízes se estabelecerem ao solo o sombreamento deve ser retirado, pois a planta necessita de sol.

margarida

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A viuvinha, também conhecida popularmente como Capela-de-viúva e Touca-de-viúva, é uma trepadeira nativa da América do Sul – Brasil.

Trata-se de um arbusto escandente pertencente à família Verbenaceae, semi-lenhosa, de 3 a 5 m de altura, com ramos reclinados. Folhas ásperas, coriáceas (aspecto de couro), decíduas (perdem as folhas) durante a floração e de margens serreadas.

A espécie é perene, de sol pleno, tolerante ao frio, apresenta necessidade de tutoramento firme, para sua formação, pois tem galhos rígidos e florescimento terminal altamente ornamental do tipo espigada com numerosas flores, que atraem polinizadores.

As flores, que se formam em inflorescências em grandes cachos na cor azul arroxeadas, são pequenas e delicadas com formato de estrelas. A floração se dá no final do inverno e início da primavera.

A trepadeira também apresenta uma variedade de flores brancas, no mesmo formato e com as mesmas características.

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Pode ser plantada tanto na terra quanto em vaso desde que tenha contato direto com o sol. Seu substrato preferido é constituído por terra e composto orgânico (ou húmus de minhoca) adicionados em partes iguais – cuide apenas para que o solo seja mantido sempre úmido, nunca encharcado, o que atrai doenças causadas por fungos e bactérias.

A viuvinha é sensível a podas, mas tolerante a geadas e a mudanças bruscas de temperatura, tornando-se uma espécie bastante comum nos jardins ao Sul do país. A floração ocorre entre setembro e outubro, sendo muito visitada por abelhas e borboletas, seus polinizadores naturais.

Em projetos de paisagismo a viuvinha é excelente para ser cultivada em Jardim no estilo contemporâneo; Jardim no estilo tropical; Jardim no estilo clássico e pórticos.

Há inúmeras formas de introduzir a viuvinha na decoração, para a composição com harmonia no ambiente, tais como: Cobertura de estruturas, como pérgolas ou caramanchão; forração de cercas; planta palustre próximo a lagos, piscinas, espelho d’água e junto à taludes e grandes pedras.

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Dicas para cultivo saudável da Viuvinha
* Regue a planta a cada 10 dias, pois a viuvinha apresenta grande resistência a falta d’água;
* Cultive-a sob sol pleno ou meia sombra e em solo fértil e bem drenado, enriquecida com composto orgânico e areia;
* Realize mudas através de sementes, estacas ou alporquia;
* Faça a poda de contenção da planta se houver necessidade, após a floração;
* Adube a planta com fertilizante mineral, NPK 04-10-08;
* Mantenha o solo sempre úmido, misturando grama seca ou palha de arroz á terra;
* Conheça os pontos cardeais de seu jardim, desta forma irá cultivar suas plantas no local mais indicado para cada uma delas.

Sua multiplicação se dá normalmente por estacas (difícil enraizamento), que se desenvolvem mais rápido do que as sementes, que levam de 30-60 dias para germinar. As sementes da viuvinha, deverão ficar na superfície da terra e apenas aperte-as para que fiquem fixas. Pode-se encontrar com facilidade, mudinhas sob a copa da trepadeira.

Seguindo a estas dicas de cultivo a sua viuvinha ficará livre de pragas e doenças, e se manterá com a aparência exuberante, acrescentando vida, na decoração do ambiente.

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A roseira-trepadeira é uma família de roseiras híbridas, desenvolvidas especialmente, para cumprir com essa função, contendo flores mais bonitas e ainda galhos com maior flexibilidade.

Essa planta é como se fosse um arbusto escandente, já que não possui sustentação que permita fixar num suporte, para que a mesma tenha a aparência de trepadeira, é necessário que seja amarrada.

Pertence à família Rosaceae e tem o Japão e parte da região asiática como país de origem.

É uma planta perene e seu porte é ligeiramente grande, chegando a medir até 6 m de altura.

Quase sempre as flores dessa roseira apresentam um suave perfume, alcançando um tamanho piramidal, com diversas cores, dentre elas: amarela, branca, rosa e vermelha, despontando quase todo o ano, especialmente durante a primavera.

A planta apresenta um fino caule, flexível e longo e, para se desenvolver precisa de bastante luminosidade solar.

Todas as roseiras preferem bastante umidade, entretanto, sem deixar que o solo fique encharcado. É importante que se regue entre duas e três vezes por semana, especialmente entre os meses mais quentes do ano e somente uma vez nos meses mãos frios. A preferência do clima para essa roseira é frio e ameno e podas devem ser feitas de formas anuais, leves e proporcionando a renovação.

A roseira-trepadeira gosta bastante de se desenvolver num solo areno-argiloso, que possua grande parte de matéria orgânica e ainda uma drenagem adequada, podendo suportar tranquilamente os ventos. Apesar disso é uma roseira bastante delicada, que pede um pouco mais de cuidado que outros tipos de plantas.

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O melhor tipo de fertilização feita para essas roseiras é o uso de NPK, com a fórmula 06-12-06, colocando o produto em volta do caule, mas não diretamente nele.

O plantio da roseira-trepadeira é perfeito para serem colocadas em muros, paredes, cercas, pórticos, e pilares, entretanto, é necessário que se faça a amarração adequada.

A forma de se plantar a roseira é através de estaquia de galhos, especialmente durante o verão e a primavera.

Qualquer pessoa que esteja habituada a lidar com roseiras sabe que a roseira trepadeira é bem mais resistente que as outras, tendo um perfeito desenvolvimento, se estiver num ambiente adequado. Elas resistem melhor ao ataque das pragas e precisam de quase nenhum monitoramento durante a fase de crescimento.

Além de regar normalmente, fazer uma pequena poda e acrescentar os fertilizantes corretos, os únicos trabalhos que se tem com essa planta, o que mais se fazer é sentar e apreciar a beleza e o perfume das flores durante a época de verão e primavera. Esse tipo de roseira é bastante escolhido por aquelas pessoas que não têm grande experiência no cultivo, pois não requer uma criteriosa manutenção e cuidados, mas ainda assim é dotada de grande beleza.

Materiais utilizados no cultivo
* 01 Vaso com tamanho aproximado de 40 cm de diâmetro;
* 01 Pacote de Cascalho para ser depositado no fundo do vaso;
* 01 Pacote de terra da o envasamento;
* 01 Muda de Roseira trepadeira;
* 01 Pacote de cobertura vegetal, mas não solta, em pedaços;
* 01 Pacote de Fertilizante com numeração 10-54-10;
* 01 Tesoura própria para se fazer a poda da roseira.

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Procedimentos
* A primeira coisa a se fazer é por no vaso uma camada que possua aproximadamente 05 cm de cascalho, para que o mesmo cubra o fundo do recipiente. Até a metade do vaso, cubra com a terra de envasamento;

* Retire a roseira trepadeira do saco que a envolve e faça a separação cuidados da raiz principal e das raízes exteriores, para fazer com as mesmas cresçam com maior facilidade no solo;

* Force um buraco no meio do vaso e no lugar disponha a roseira, de forma que fique na mesma profundidade que estava no saco de muda.
Cubra toda a volta com o restante da terra de envasamento e reforce ao redor da base da roseira usando a força das mãos;

* Depois que tiver plantado a muda, ponha água na nova roseira. Logo depois, coloque uma leve camada de cobertura vegetal de aproximadamente 2,5 cm sobre a terra de envasamento, mas tomando cuidado para que ela não chegue muito perto do caule da roseira. Deixe o vaso num lugar que bata sol direto durante mais ou menos seis horas e regularmente;

* Durante a época do crescimento é importante que se mantenha roseira podada, fazendo a remoção das flores mais velhas. Esse procedimento irá contribuir para um novo florescimento da roseira em toda sua fase de renovação;

* É importante que a rega seja feita todos os dias, para que a terra seja mantida úmida e envasada o suficiente;

* Faça a fertilização da roseira sempre depois do surgimento das primeiras flores. Faça a mistura da água com o fertilizante, de acordo com as instruções trazidas na embalagem, tudo adequado com o diâmetro do vaso.
Ponha a mistura ao redor da base da roseira, tomando cuidado para não colocar na folhagem. Faça essa fertilização ao menos uma vez durante o mês quando estiver em crescimento;

* Durante o período do inverno, ponha o vaso com a roseira num ambiente fechado, como uma garagem para que o mesmo seja protegido do frio. Essas roseiras que são cultivadas em vasos não se adaptam bem ao inverno, pois os vasos não protegem adequadamente as raízes das mais severas temperaturas;

* Caso queira proporcionar uma maior proteção à planta, deixe-a enrolada num serapilheira quando ficar em ambiente fechado;

* Sempre faça a poda da roseira entre o fim do inverno e o início da primavera, período em que a mesma se encontra em estado dormente. Remova aproximadamente um terço da planta, retirando os tocos até chegar ao broto. Remova pouco acima do broto e trace um corte voltado para o lado de fora, fazendo um ângulo com 45º.

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A cebola-trepadeira é uma das mais exóticas que você já viu, trata-se de uma cebola literalmente, que pode ser cultivada em forma de flor, em vasos suspensos, arandelas e vasos em forma de bacia.

À primeira vista esta bela espécie não deixa de ser estranha, mas bem colocada em local estratégico torna-se a principal atração do seu jardim.

Trata-se de uma suculenta pertencente à família das Hyacinthceae conhecida popularmente como cebola-trepadeira, cebola-do-mar ou cebola-escalada, que possui ramos finos e longos, que podem atingir até 2 m de comprimento intensamente cobertos por folhas lineares que caem no inverno, mas que chama a atenção principalmente por seu bulbo, que pode atingir até 25 cm de diâmetro, que cresce semi enterrada em camadas brancas e carnudas e que ganha coloração verde claro quando exposta sob o solo.

É uma espécie bulbosa típica de clima subtropical, mas que se adaptou bem ao nosso clima tropical, mas que possui bem poucas sementes, o que interfere no seu crescimento populacional.

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Seu cultivo deve ser sob sol pleno ou a meia sombra dependendo da região onde você mora, se for em região de calor excessivo, o melhor é expô-la apenas durante o sol da manhã, não tolera bem o frio e deve ser mantida acima de 10° C.

O solo deve ser arenoso, composto com uma parte de terra vegetal, duas partes de areia e uma parte de composto orgânico, regado quando estiver muito seco, mas não tolera encharcamento. A espécie se reproduz por sementes e às vezes pela casca.

A sua origem é da África do Sul, Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e Tanzânia e tem se adaptado bem ao Brasil, tornando assim uma ótima opção de cultivo de planta exótica.

Esta cebola trata-se de planta ornamental e não pode ser consumida por ser considerada tóxica para animais e pessoas, provocando graves alterações cardíacas se ingerida. Para mantê-la sempre saudável a melhor opção de adubagem é a aplicação de torta de mamona ou aplicação de adubo NPK rico em N, desta forma esta bela espécie pode viver até 100 anos.

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A planta cebola pode ser facilmente conduzida na forma de topiaria. Suas flores não tem muito valor ornamental e bem pouco se sabe sobre sua polinização.

Na África do Sul está ameaçada de extinção devido ao uso desenfreado na medicina caseira no tratamento de várias doenças de pele, nos olhos, problemas de bexiga, na esterilidade e também para provocar o aborto. Lá acredita-se que possuir a planta consigo garante coragem e invencibilidade na vida e que ela abre as portas para um grande amor.

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Combretum fruticosum1

Trepadeira da família Combretaceae, também conhecida como Escova-de-macaco-alaranjada, Escovinha, Flor-de-fogo, Limpa-garrafa-laranja, Bugio, Escovinha-raspadeira e Escovinha-flor-de-fogo.

É nativa da América do Norte – México, América Central, América do Sul – Venezuela, Brasil, Equador, Peru, entre outros países.

Trata-se de uma trepadeira exuberante e tropical, que surpreende a todos com sua floração decorativa. É uma planta lenhosa, ramificada e de porte médio, alcançando 6 m de largura e 3 m de altura. As folhas perenes, de cor bronzeada quando jovens e verde quando maduras.

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Suas flores são do tipo espiga, com aspecto de escova, devido à disposição densa de suas numerosas flores, com longos estames. Elas desabrocham inicialmente com a cor amarelo-esverdeada e à medida que amadurecem, adquirem uma tonalidade laranja intensa. Os frutos são secos, do tipo sâmara, avermelhados e decorativos também.

Esta bela liana é bastante versátil no paisagismo, podendo cobrir vários tipos de suportes, como caramanchões, pérgolas, cercas, pórticos e grades.

Além disso, é excelente para o coroamento de muros e formação de cercas vivas. Com podas e tutoramento, também pode ser conduzida como um arbusto ou arvoreta, ainda que esteja plantada em vaso.

Mesmo quando não está em flor, encanta pela folhagem que é bastante ornamental. Suas flores ainda são muito atrativas para beija-flores e outros passarinhos nectarívoros.

A floração acontece no verão e deve deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente.

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Apesar de tropical, a escova-de-macaco é capaz de tolerar o frio subtropical e geadas, desde que estas não sejam muito intensas.

Adubações anuais intensas. Adubações anuais devem ser feitas na primavera e verão, isso estimula florações abundantes.

Pode também ser cultivada dentro de casa em um vaso, e também é uma ótima opção para jardins de inverno.

Multiplica-se por sementes e por estaquia.

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É um arbusto pequeno da família das Solanaceas, nativo de regiões tropicais da América.

Este arbusto possui folhas ovais, acuminadas, flores alvas e bagas vermelhas, muito cultivado no Brasil, Portugal e África e, em toda a região sul da Ásia.

Espécie de pimenta ideal para cultivo em vasos. As plantas são compactas, com altura entre 12 e 15 cm e produzem muitos frutos.

Os frutos, de coloração verde, amarela e vermelha, têm formato cônico alongado e tamanho comercial entre 4 e 5 cm de comprimento e de 0,5 a 1 cm de diâmetro.

Como o nome diz, é uma pimenta ornamental, mas os frutos são comestíveis e seu sabor é adocicado. Uma excelente cultivar para aqueles que apreciam ter temperos frescos em casa.

As pimentas ornamentais coloridas duram mais que as flores e adicionam cores e texturas a canteiros e bordas.

As folhas podem ser verdes ou roxas. As frutas brilhantes podem ter de 2,5 cm ou menos a mais de 15 cm de comprimento e podem ser pontudas, redondas ou maciças.

Elas possuem cores brilhantes e camadas enceradas e variam de creme até amarelo, laranja, vermelho, roxo e marrom escuro.

As mudas de pimentas podem ser compradas em viveiros de produção de mudas de hortaliças ou em supermercados e floriculturas. É importante saber a procedência da muda, pois as pimentas de vasinhos podem apresentar altos índices de agrotóxicos,

Adquirida a muda, é necessário transplantá-la para um vaso maior com aproximadamente 30 cm de diâmetro, mantendo o torrão de terra em torno das raízes, a fim de protegê-las. Após o transplante, molhe a terra.

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Outra opção é fazer a muda diretamente em vasos de 28 a 30 cm de diâmetro. Para isso, é preciso preenchê-los com terra vegetal e em seguida, semear duas a três sementes em cada vaso, a uma profundidade de um centímetro.

Nesse caso, quando as mudas apresentarem de duas a quatro folhas definitivas, corte com uma tesoura as mudas menos vigorosas, com o cuidado de deixar uma muda por vaso. Opte por vasos que tenham furos no fundo para uma melhor drenagem da água da rega

Em relação ao tipo de solo, o mais adequado é de textura média, que não seja muito argiloso nem muito arenoso. Para o plantio em vasos, providencie aqueles com furos no fundo da peça para a água da rega não acumule e acabe apodrecendo as raízes.

Por sua vez, a adubação orgânica, especialmente com esterco animal curtido, é benéfica e deve ser incorporada e misturada ao solo algumas semanas antes do plantio.

Cuidados com a pimenteira
Rega:
sempre que a superfície da terra estiver seca, é hora de regar, sendo que os melhores horários são no início da manhã e no final da tarde, em quantidade suficiente para que se inicie um gotejamento na parte inferior do vaso.

Poda: o ideal é aparar os ramos da pimenteira após a frutificação e colheita para estimulá-la a brotar e produzir novamente. Caso queira reduzir o desenvolvimento exagerado das plantas, elimine as brotações laterais da planta, abaixo da primeira bifurcação.

Amparo à pimenteira: Em plantas com grande carga de frutos é importante amarrar a pimenteira a uma estaca de bambu fina fincada no solo, a fim de conduzir o crescimento vertical da planta.

Com esses simples cuidados, você terá em casa pimentas sadias e prontas para serem consumidas enquanto a planta estiver em período de produção (frutificação). Logo após esse tempo, a planta produzirá novas flores e em consequência mais frutos, mas também vai envelhecer e reduzir sua produção.

Quando isso acontecer, ela então poderá ser substituída por uma nova planta. O ciclo de vida de uma pimenteira, se bem cuidada, pode durar até um ano.

Cultive as pimentas durante as estações mais quentes sob sol direto, depois que o perigo de geada tiver passado.

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A alamanda é uma planta trepadeira de originária da América do Sul sendo mais popular aqui no Brasil. Ela faz parte da família Apocynaceae, e popularmente,  cultivada em diferentes regiões também receberá diferentes denominações. Algumas dessas denominações populares podem ser: Carolina e Dedal-de-dama.

Vamos então conhecer um pouco mais sobre essa planta e como deve ser cultivada de forma certa para tê-la sempre bela nos jardins.

Por ser uma planta típica do nosso continente e principalmente do nosso território nacional, a alamanda deve ser preferencialmente cultivada sob o sol pleno e em climas equatoriais, subtropicais e tropicais para que a planta desenvolva corretamente e chegue à sua fase adulta perfeitamente sadia. Sendo cultivada sob as condições ideais de solo, umidade e iluminação, ela pode chegar de  3 a 6 m de altura e por ser perene, vai florescer o ano inteiro.

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A alamanda possui flores em um amarelo bem vivo e roxas, são sempre muito vistosas. Suas folhas são verdes e brilhantes que também são utilizadas no paisagismo.

É uma planta com ramagem um pouco vigorosa por isso deve-se evitar usá-la em locais frágeis como treliças e cercas mais delicadas. Dê preferência por usá-la em caramanchões, pérgolas e outras estruturas do tipo.

Se quiser plantá-la em um vaso, use treliças aonde elas irão se enrolar ao crescer e ficarão tão bonitas quanto em um jardim. Você também pode misturar a várias cores de alamanda.

A multiplicação da alamanda é feita por sementes e/ou estaquias. No início do seu cultivo, ela deve ser tutorada para crescer certinha. Ela tem características tóxicas e devido a isso, deve ser evitado o contato com crianças pequenas e animais que possam acabar ingerindo suas ramagens.

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Como Cultivar
A alamanda consegue se desenvolver muito bem em todo o território brasileiro, mas ela vai sempre preferir os locais onde o clima é mais quente. Para cultivar essa planta, você precisará então de um lugar bem ensolarado e consequentemente, bem drenado.

A cova deve ser de um tamanho e profundidade de uma mão fechada, após cavar, deve-se colocar húmus de minhoca, uma parte de adubo orgânico composto de adubo animal e folhas decompostas e por último, adubo granulado do tipo NPK de fórmula composta de 10-10-10. Preparando a cova dessa maneira, o crescimento inicial da alamanda será bem vigoroso e dará estabilidade à planta.

No início é preciso fazer um trabalho de condução para que a alamanda cresça bem. Deixando a sua planta amarrada, de preferência com cordões de algodão fará com que ela não se espalhe e cresça exatamente cercando o ambiente que desejar. Isso pode ser feito também com tutores, treliças ou através de entrelaçamento feito com fios de aços que devem estar presos à paredes ou aos muros.

Depois de germinada, a alamanda vai crescer bem sem exigir muitos cuidados especiais. O essencial é que seja realizada realize a adubação anual, que deve ser feita no inverno para seja absorvida da melhor forma.

A adubação deve ser composta de material orgânico e adubo granulado porque eles induzem a floração no decorrer do ano.

O adubo granulado deve ser do tipo NPK de fórmula composta de 4-14-8. As regas devem ser regulares e devem variar de acordo com a região. Se a alamanda estiver sendo cultivada em locais mais frios, s regas só deverão ser feitas quando não houver chuvas, principalmente durante o inverno, que a umidade está maior. Em regiões mais quentes, é importante regar todos os dias e só suspender também em casos de chuvas.

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Pesticida natural
Devido os seus princípios tóxicos e venenosos, a alamanda tornou-se uma das plantas muito utilizadas na fabricação de pesticidas. O pesticida feito a partir da alamanda é muito eficiente para combater pragas que aparecem em plantas como pulgões e cochonilhas. Esse pesticida poderá ser comprado em lojas de produtos para plantas ou então pode ser feito em casa.

Como fazer o pesticida natural
1 – Faça um chá a partir das folhas picadas da alamanda com água. Á água deve ser fervida em fogo alto e quando levantar fervura, acrescentar um punhado de folhas de alamanda bem picadas e deixar ferver por aproximadamente 10 minutos.

2 – Depois de deixar esfriar o chá, coloque todo o líquido em um aspersor com borrifador e levemente borrife todas as plantas atacadas individualmente. É muito importante que seja borrifado apenas as plantas doentes e trate cada uma individualmente e com cuidado para que o pesticida natural acabe com a praga.

Obs.:
* Não use como aspersor, nenhum recipiente que posteriormente tenha sido usado para guardado alimentos ou bebidas e sempre utilizar luvas ao manejar as folhas da alamanda e o seu pesticida depois  de pronto.

* Corte as folha que vai usar para fazer o pesticida e deixar por pelo menos um dia sem sol antes de preparar o chá.

* O pesticida deve ser aplicado sempre logo após a sua preparação e também, evite aplicar na sua planta doente, em períodos de chuvas porque o líquido deve permanecer nas folhas da sua planta doente, o tempo suficiente para matar a praga existente.

* Em alguns casos será necessária mais de uma aplicação do pesticida feito a partir da alamanda para que a planta doente fique totalmente curada. A aplicação deve ser feita com intervalos de alguns dias, o suficiente para que se note se o pesticida sanou esse problema.

Caso ainda existe pelo menos um vestígio pequeno da praga, deve-se refazer o chá de pesticida e aplicar novamente na planta.  Esse processo deve ser repetido até a planta estar totalmente livre de pragas.

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Espécie de trepadeira amplamente usada nos jardins e quintais pelo mundo. É uma planta muito ornamental, muito conhecida pelos habitantes do seu local de origem, o Japão e a China, onde ainda é bastante plantada para a ornamentação de jardins, pátios e quintais de pequeno, médio ou grande porte.

Ela pertence à família Caprifoliaceae e é considerada de médio a grande porte, já que quando bem cultivada, pode atingir entre 6 a 0 m de altura.

Como muita da sua categoria possui um ciclo de vida perene e aceita uma forma de cultivo a meia sombra, além do bom e velho sol pleno.

A Madressilva é um arbusto tipo liana, mas se desenvolve com características de trepadeira. É semi-lenhoso, com uma folhagem bem volumosa e grande. Além disso, é muito ramificado, o que impossibilita a verdadeira identificação da sua dimensão.

Seus ramos são muito verdes e até mesmo flexíveis, com folhas de mesma cor, verticiladas, ovais e macias quando se toca nas mesmas.

É uma trepadeira que possui flores imensas, que chamam a atenção não só pela beleza, mas também pelo seu design. São brancas e tubulares, grandes e bastante atraentes para insetos e outros animais polinizadores.

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Com o tempo, essas flores vão se tornando mais amareladas, não deixando a sua beleza legítima para traz.

Muitos jardineiros preferem as flores brancas, mas para isso, é preciso replantá-las na época de seu florescimento para que as flores maduras não apareçam, ficando as belas e jovens pétalas brancas.

Com o amadurecimento das mesmas, há o surgimento de um odor característico das flores, muito agradável. A espécie floresce desde a primavera até o verão, onde as flores começam a adquirir a sua coloração amarelada.

Cultivo
Existem algumas técnicas de cultivo que podem fazer com que essa trepadeira se desenvolva de maneira correta, atingindo o tamanho ideal para o seu local de plantio. É preciso plantá-la em locais que incida muito sol, até porque a espécie não é muito exigente no que diz respeito a fertilidade do solo de plantio.

Em matas nativas, são encontradas de forma espontâneas e quase que invasivas, já que o seu crescimento de torna acelerado em determinadas condições. Em matas recompostas, isto também corre o risco de ocorrer. Para os jardins, esta espécie precisa de alguns suportes para se desenvolver como cercas, muros e as famosas pérgulas.

Para iniciar o cultivo da trepadeira, é preciso seguir alguns passos listados logo abaixo:
1. Abra uma cova para iniciar o plantio e dentro dela coloque um pouco de adubo animal de curral bem curtido. Meça uma massa de adubo de aproximadamente 500 gramas. Adubo de aves também pode ser colocado na cova de plantio. Neste caso, use apenas metade dos 500 gramas colocados para o adubo de origem animal;

2. Em seguida, coloque terra vegetal e adicione o tutor, mesmo que a sua área de plantio esteja junto a um muro ou qualquer tipo de suporte. Esta técnica conduz o arbusto e controla o seu crescimento para as áreas onde a trepadeira costuma se locomover durante a etapa em que o seu desenvolvimento se torna muito acelerado;

3. Por pelo menos uma semana inteira, regue com frequência a sua pequena muda dentro da cova de plantio com todos os ingredientes listados acima. Depois que a muda der os primeiros sinais de crescimento, ou seja, logo após sets dias, deixe as regas mais espaçadas, dando margem para uma drenagem normal de jardim.

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Uso no Paisagismo
A Madressilva é muito usada com fins decorativos, especialmente de grandes e bonitos jardins, sejam eles públicos ou caseiros.

Na China, ela é uma das plantas mais usadas em pátios de construções públicas e também nos jardins de praças. Seu perfume encanta a todos e a espécie costuma combinar bem com os clássicos jasminzinhos. Mesmo assim, é preciso cultiva-las longe de dormitório e evitar locais mais fechados, pois pessoas alérgicas podem ter reações com o cheiro que vem da Madressilva.

Para quem não sabe, esta espécie é muito usada na produção comercial. Para produzi-la de tal forma, algumas técnicas clássicas e outras inéditas são usadas.

Vejamos logo abaixo:
1 – Para planta-la comercialmente, primeiro cortam-se os ramos antes mesmo da espécie começar a florescer na primavera. Dessa forma, eliminam-se o podão de folhas duplas que não interessantes para esta forma de cultivo;

2 - Processos de enraizamento geralmente são usados, mas não são necessários ou obrigatórios. Utiliza-se sacos plásticos grandes com um substrato feito com uma mistura orgânica (palha de arroz carbonizada ou areia orgânica completa). Geralmente, é colocado um adubo animal de curral bem curtido;

3 - Planta-se a estaca em meio ao substrato enterrando apenas duas gemas. Em seguida, é preciso regar bem e depois ir repetindo de forma diária, pelo menos nas primeiras semanas de desenvolvimento da muda;

4 - Deixe um cultivo protegido com pelo menos 50% de sombra. Com o aparecimento das primeiras flores, colocar a espécie ao sol e regar quase que diariamente;

5 - No momento do plantio, colocar  o tutor na cova. Sarrafos e bambus são muito indicados neste caso. Dessa forma, será possível conduzir o crescimento da planta sem amarrá-la, o que muitas vezes pode agredir o seus ramos e até as suas folhas.

ONDA

Glicínia (wisteria sp.)
As plantas trepadeiras são ideais para o paisagismo porque você pode, de fato, planejar e limitar seu tamanho. Suas alturas e larguras eventuais são determinadas pelas estruturas nas quais elas se desenvolvem. As próprias estruturas preenchem o espaço antes que as trepadeiras ou vinhas atinjam seu crescimento total.

A principal característica da planta trepadeira é agarrar-se, enrolar-se e apoiar-se facilmente em qualquer tipo de estrutura.

O plantio pode ser feito da seguinte forma:
* Abertura de covas de 30 x 30 x 30 cm, a largura pode ser maior em relação à profundidade;
* Coloque a muda próxima à estrutura que dará suporte e preencha o resto da cova com a terra já preparada, lembre-se que o saco da muda deve ficar todo envolto pela mistura de terra;
* Fixe bem a planta no suporte, esta operação pode ser realizada através de amarrações, ou dependendo da planta, seus ramos podem ser enrolados no suporte;
* Irrigar com abundancia até que a muda pegue por completo, depois siga as instruções de cada planta.

Transplante de trepadeiras
Este é um tipo de prática que os paisagistas não fazem recomendações para estes tipos de espécies, pois estas plantas não costumam se recuperar de traumas sofridos na raiz. Vale lembrar que este tipo de planta utiliza suporte para poder “crescer para cima”, então para acontecer o transporte pode haver a quebra da planta.

Manutenção de trepadeiras
Irrigação
As trepadeiras não exigem que sejam irrigadas, depois que estão fixadas, as exceções são para as trepadeiras de vaso e as que foram plantadas em locais onde a agua da chuva não bata.

Condução da Trepadeira
A condução das trepadeiras deve ser feita ainda quando estas estiverem em seu estagio inicial, para não ter problemas com as raízes e a fixação do suporte.

Tenha atenção para a quantidade de mudas que podem fazer o serviço que você deseja, como cobrir um caramanchão ou pergolado.

Para que isto seja feito, os ramos da planta trepadeira escolhida devem ser direcionados para a direção onde devem crescer, de tal forma que cubram todas as áreas da estrutura. A maioria das plantas pode ser guiada através de um fio de nylon ou algum outro tipo de material que faça este mesmo “serviço”.

Poda
Esta é uma prática de suma importância, tanto por motivos estéticos, como a forma, o volume e a altura, tanto quanto para a melhoria da planta, claro que esta poda também ajuda a manter as pragas e doenças longe das plantas.

Ela também é indicada para que a planta cresça de forma equilibrada e homogênea, controlando a quantidade de flores, frutos e folhas da trepadeira.

Existem três tipos de podas para as trepadeiras, tais como:
Poda de formação
Importante em espécies com ramos mais vigorosos. No caso da primavera, a poda deve ser feita quando a planta ainda é jovem para que esta cresça de forma mais equilibrada. Evite fazer este tipo de poda quando a planta já for adulta, pois ela pode ter suas flores e frutos com crescimento afetado.

Poda de limpeza
Como o próprio nome diz, é uma poda feita para ser realizada a limpeza da planta. Existem 2 (dois) tipos de poda de limpeza, a primeira é para eliminar os galhos e folhas secas ou que tenham pragas/doenças. E a segunda forma é para retirar os ladrões e os que não têm brotos.

Poda de floração
Este tipo de poda, como o nome diz, serve para controlar as flores, seja pela quantidade, ou porque não é o período certo para nascerem.

Adubação
Para manter sua trepadeira sempre bonita, com flores e folhas bastante brilhosas, é necessário fazer uma boa adubação, afinal as trepadeiras tem um tempo diferente das outras plantas.

Pragas e doenças
As pragas que atacam as trepadeiras são basicamente as mesmas que atacam os outros tipos de arvores e forrações. São exemplos de pragas: formigas, pulgões, tripés, cochonilhas, ácaros, lagartas, lesmas, grilos,besouros, e vários outros. As trepadeiras mais propensas a pegar alguma doença são as frutíferas, mas em geral elas suportam bem doenças.

Dicas extras
O volume e a forma da trepadeira são controlados por podas; se a espécie tiver flores, a melhor época é após a florada.

* Não use vasos ou jardineiras se sua intenção é cobrir totalmente o muro. Para isso as trepadeiras precisam de espaço.

Unha-de-gato (Ficus pumila)
* A Unha-de-gato penetra em frestas de muros e paredes, podendo alargar a estrutura. Apare as pontas a cada dois meses e mantenha a forração em, no máximo, 10 cm de espessura.

Costela-de-adão (Monstera deliciosa)

jiboia (Epipremnum pinnatum)
* A Costela-de-adão e a Jiboia não são recomendadas para o tipo de plantação fixo na parede. Elas crescem muito, e suas raízes, se encontrarem apoio vertical, podem rachar a parece e arrancar o reboco, abalando a estrutura da casa.
* Se você for plantar trepadeiras no muro, é importante que o muro seja áspero, pois as trepadeiras agarram-se melhor em texturas rugosas.

Como pode se ver, as trepadeiras são auto fixadoras, não necessitando de amarrilhos ou qualquer outro tipo de ajuda para o seu crescimento. As trepadeiras precisam apenas, no máximo, de uma parede rústica e de muita poda.

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Glicínia ( Wisteria sp)
As Trepadeiras, que também podem ser chamadas de Lianas e Cipós, pertencem ao grupo de plantas que mesmo tendo as suas raízes fixas no solo precisam de um suporte para crescer. O suporte é necessário para que essas plantas possam crescer eretas e em direção ao sol.

As trepadeiras podem ser herbáceas ou lenhosas, as lianas, por exemplo, são apenas as trepadeiras lenhosas. Essas plantas podem ser bem interessantes para compor o seu jardim então continue lendo para saber mais sobre elas e conhecer as suas principais características.

Descrição das Trepadeiras
Os métodos utilizados pelas trepadeiras para escalar as superfícies são bem variados. Essas plantas podem ser volúveis (aquelas cujo caule se molda a uma superfície e prende-se a mesma) ou então podem apresentar gavinhas que são um tipo de prendedor que permite a planta se fixar na superfície.

As trepadeiras são bem comuns e algumas frutas e legumes bem como populares como uvas, chuchu e maracujás, por exemplo, são provenientes desse tipo de planta. Algumas dessas plantas são usadas como ornamentais como, por exemplo, a clemátis, a jasmim, a jiboia entre outras. Algumas rosas e filodendros também sãotrepadeiras, podem ser usadas para a cobertura de grades e de caramanchões.

Algumas espécies podem crescer como trepadeiras quando apinhadas, quando não existe uma superfície de apoio arbustos e árvores podem cumprir esse papel. Um exemplo disso é o gênero Banisteriopsis do qual faz parte o cipó caapi (utilizado para fazer o chá de ayahuasca).

Banisteriopsis caapi
Esse tipo de planta pode ser encontrado nas florestas dos trópicos e até mesmo nas zonas polares dos hemisférios sul e norte. A maior biodiversidade de trepadeiras pode ser encontrada em florestas tropicais.

Trepadeira com gavinhas
Essas plantas também são conhecidas como sarmentosas, uma das principais características é possuir estruturas que podem ser folhas ou ramos modificados. Essas estruturas tem a capacidade de se enrolar no suporte e assim permitir a fixação no mesmo. Essa fixação permite que a planta cresça em direção ao sol. Um exemplo é o Amor-agarradinho.

Amor-agarradinho (Antigonon leptopus)
Trepadeiras volúveis
Os caules e ramos desse tipo de trepadeiras são capazes de se enrolar nas estruturas enquanto a mesma cresce. O nome volúvel vem do fato de que esse tipo de trepadeira se adapta a forma do suporte.

Em geral a fixação acontece em suportes mais estreitos como fios de nylon, arame e até em colunas. Exemplos desse tipo de planta são Tumbérgia-azul e Sapatinho-de-judia.

Tumbérgia-azul ( Thunbergia grandiflora)

Sapatinho-de-judia (Thunbergia mysorensis)
Trepadeiras de raízes adventícias
As trepadeiras que tem esse tipo de raiz são bastante indicadas para fazer o revestimento de muros. Esse tipo de planta emite diretamente do caule as suas raízes modificadas que fazem a penetração e grudam no suporte com bastante aderência. Os tipos de plantas que exemplificam essas trepadeiras são Unha-de-gato e Falsa-vinha.

Unha-de-gato (Uncaria tomentosa)

Falsa vinha (Parthenocissus tricuspidata)
Mas por que cultivar trepadeiras?
Dentre os principais motivos para se escolher as trepadeiras como plantas para cultivar estão a sua capacidade de gerar sombra, disfarçar superfícies indesejáveis, dar frutos, sofisticar os ambientes e perfumar os mesmos.

Em geral esses são os principais motivos para optar por esse tipo de planta para o jardim. Porém, é importante relembrar que para cultivar esse tipo de planta é necessário contar com uma estrutura de sustentação que pode ser um muro, uma árvore, uma treliça, caramanchões entre outros tipos.

É possível contar com diferentes tipos de trepadeiras para diferentes climas e condições de luz. O cipó-uva (Cissus rhombifolia) bem como o sapatinho-de-judia se dão melhor com locais com uma boa sombra. Se o espaço que você possui para cultivar as suas trepadeiras tem incidência direta do sol a dica pode ser apostar na Sete-léguas (Podranea ricasoliana) e Congeia (Congea tomentosa).

Cipó-uva (Cissus rhombifolia)

Sete-léguas (Podranea ricasoliana)

Congéia (Congea tomentosa)

De forma geral esse tipo de planta não é muito exigente em relação a cuidados, mas é importante respeitar as suas características e necessidades.

Dicas para plantar trepadeiras
A característica essencial de uma trepadeira é se agarrar, enrolar ou se apoiar numa estrutura. Se na sua casa não existe nenhuma estrutura como um muro, por exemplo, você pode induzir o seu crescimento em outras superfícies como outra planta, por exemplo.

Materiais utilizados para cultivar uma trepadeira
* Vaso;
* Muda de trepadeira;
* Terra adubada para plantio;
* Argila expandida;
* Pedrisco;
* Manta bidim;
* Pá;
* Alicate;
* Fio de náilon ou barbante;
* Bambu ou outra estaca que sirva como tutor (no caso de quem não possui um muro ou parede que possa servir de apoio).

Depois de fazer o plantio da sua trepadeira é importante acompanhar de perto o crescimento da mesma. Tenha a certeza de que a sua planta está realmente crescer em direção ao sol. Durante esse processo pode ser necessário realizar podas das plantas, remover os galhos e folhas secas é importante para que a planta se mantenha saudável.

Regue com a frequência necessária para que a sua planta se mantenha saudável. Observe sempre o substrato da planta, quando esse está úmido é sinal que não é necessário fazer uma rega tão rapidamente. No caso de estar seco significa que está na hora de regar novamente.

Vale destacar que o crescimento pode ser acelerado com o adubo correto para cada fase da planta. Conheça bem o tipo de planta trepadeira que você deseja cultivar, pois como já dissemos é possível encontrar algumas que gostem e outras que não gostem de sol. Conheça bem a espécie que você deseja ter no seu jardim e assim tenha melhores resultados no cultivo.

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