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Posts para categoria ‘Trepadeiras e Ornamentais’

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A planta Cebola-ornamental é uma das mais exóticas que você já viu, trata-se de uma cebola literalmente, que pode ser cultivada em forma de flor, em vasos suspensos, arandelas e vasos em forma de bacia.

A primeira vista esta bela espécie não deixa de ser estranha, mas bem colocada em local estratégico torna-se a principal atração do seu jardim.

Trata-se de uma suculenta pertencente a família das Hyacinthceae conhecida popularmente como cebola-trepadeira, cebola-do-mar ou cebola-escalada, que possui ramos finos e longos, que podem atingir até 2 m de comprimento intensamente cobertos por folhas lineares que caem no inverno, mas que chama a atenção principalmente por seu bulbo, que pode atingir até 25 cm de diâmetro, que cresce semi enterrada em camadas brancas e carnudas e que ganha coloração verde claro quando exposta sob o solo.

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É uma espécie bulbosa típica de clima subtropical, mas que se adaptou bem ao nosso clima tropical, mas que possui bem poucas sementes, o que interfere no seu crescimento populacional.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou a meia sombra dependendo da região onde você mora, se for em região de calor excessivo, o melhor é expô-la apenas durante o sol da manhã, não tolera bem o frio e deve ser mantida acima de 10° C.

O solo deve ser arenoso, composto com uma parte de terra vegetal, duas partes de areia e uma parte de composto orgânico, regado quando estiver muito seco, mas não tolera encharcamento. A espécie se reproduz por sementes e às vezes pela casca.

A sua origem é da África do Sul, Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e Tanzânia e tem se adaptado bem ao Brasil, tornando assim uma ótima opção de cultivo de planta exótica.

Esta cebola trata-se de planta ornamental e não pode ser consumida por ser considerada tóxica para animais e pessoas, provocando graves alterações cardíacas se ingerida.

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Para mantê-la sempre saudável a melhor opção de adubagem é a aplicação de torta de mamona ou aplicação de adubo NPK rico em N, desta forma esta bela espécie pode viver até 100 anos.

A planta cebola pode ser facilmente conduzida na forma de topiaria. Suas flores não tem muito valor ornamental e bem pouco se sabe sobre sua polinização.

Na África do Sul esta ameaçada de extinção devido ao uso desenfreado na medicina caseira no tratamento de várias doenças de pele, nos olhos, problemas de bexiga, na esterilidade e também para provocar o aborto.

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Dioclea violacea, Cipó-de-imbiri
Planta da família Papilionaceae, também conhecida pelos nomes populares de: Coroanha, Coronha, Olho-de-boi, e Pó-de-mico.

O Cipó-de-imbiri é uma espécie de trepadeira da América do Sul, vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais.
Trata-se de uma trepadeira de grande porte, com o caule flexível, recoberto por densa pubescência castanha.

Suas folhas são pecioladas, composta por três folíolos grandes, os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado, ovado-oblongos, abruptamente agudos no ápice e arredondados na base, quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior.

As suas inflorescências violáceas com a base do estandarte amarela, são disposta em rácimos eretos.

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O fruto é uma vagem séssil, coriácea, com 12 a 14 cm de comprimento e 5 a 6 cm de largura, revestida por uma densa pilosidade ferrugínea, contendo 3 a 4 sementes achatadas, castanho-avermelhadas, vernicosas, duras, com o hilo preto, com cerca de 2 a 3cm de diâmetro e até 1cm de espessura.
As partes utilizadas do Cipó-de-imbiri são as sementes, que devem ser sempre submetidas ao calor.

Para o plantio o espaçamento deve ser de 3 x 3 m. Propaga-se por sementes que devem ser pré-germinadas em uma bandeja com água.

Seu plantio deverá ser feito na primavera. As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo, em covas.

Deve ser usado um tutoramento para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta, utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta.

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A Alamanda-roxa é uma planta trepadeira bastante versátil, se diferindo das demais espécies de sua própria família. Por isso, algumas pessoas gostam de conhecer os seus nomes populares, a fim de poder diferenciar uma variante da outra.

A Alamanda-roxa possui muitos nomes conhecidos pela população: Alamanda-cheirosa, Alamanda-rosa, Orelia ou Rosa-do-campo. É uma espécie que está inserida dentro da família Apocynaceae, além de ser uma das trepadeiras mais procuradas no Brasil.estar também

Com diversas espécies sendo cultivada especialmente no Brasil, a Alamanda-roxa é a mais usada para atrair os olhares nos quintais e jardins, no qual as flores podem atrair borboletas e outros animais magníficos. Vamos conferir agora como ela pode ser cultivada e as suas principais características.

Clima para cultivo
A Alamanda-roxa pode ser facilmente cultivada em meio ao clima mediterrâneo, presente em alguns continentes especiais. Mesmo assim, como uma boa e velha trepadeira que se presa, ela também adora os climas subtropical e tropical e por isso, se tornou uma das favoritas nos jardins amplos do Brasil.

Por causa de seu ciclo de vida perene, a espécie procura se desenvolver melhor em locais quentes, onde o sol incide bastante, sem estar com muita sombra por perto. Por isso, o clima subtropical e o tropical são os favoritos da planta.

Como muitas plantas incluídas dentro da sua família e categoria, a espécie pode atingir uma altura média de 3 m de altura, podendo ultrapassar esta medida. Basta cultivá-la de forma correta para que ela possa crescer de forma saudável.

A Alamanda-roxa é uma planta muito bem inserida no grupo das rústicas. Além disso, ela apresenta uma ramagem muito volumosa com uma coloração bastante curiosa. Os grandes ramos são um pouco arroxeados, dando um toque bastante ornamental para a espécie. As folhas costumam ter formato oval, verdes e extremamente brilhantes como muitas de suas variantes.

As flores são de porte médio com pétalas macias e tom bastante fosco. Ela pode possuir diversas cores de acordo com as variações da espécie, mas no geral, a planta possui flores com cores mais envelhecidas, puxando para os tons de marrons, quase sendo cobre.

A floração geralmente se estende por todo o ano quando a trepadeira é bem cultivada, obedecendo todas as regras de plantio. Mesmo assim, é nos meses mais quentes que a espécie consegue ficar repleta de flores bem coloridas e brilhantes.

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No paisagismo este tipo de trepadeira encontrou o seu lugar, já que permite diversas formas de ornamentação nos jardins. Elas podem formas grandes bordaduras e enfeitar canteiros, bem como formar maciços e renques bem definidos. Além disso, a planta pode ser amplamente usada de forma isolada ou em grupos, sempre podendo ser mesclada com flores e outras espécies diferentes.

Quando bem colocadas em cima de seus suportes, ela pode formar grandes arranjos como uma boa e velha trepadeira que é. Por isso, esta é a forma com que a Alamanda-roxa é mais utilizada nos jardins. Desta maneira, a planta pode encobrir arcos, treliças e escancarares, desde que estes não sejam suportes muito frágeis, não aguentando o peso da sua vasta folhagem.

Cuidados
Assim como diversas variantes e muitas das suas plantas-irmãs, a Alamanda-roxa também possui as terríveis saponinas em sua composição, especialmente presentes em toda a sua folhagem. A ingestão das saponinas pode causar uma porção de sintomas como enjoos e dores intestinais. Por isso, é preciso manter a trepadeira longe do alcance de crianças pequenas e animais domésticos.

Com relação às pragas, é preciso estar sempre de olho em ácaros e pulgões que atingem com muita facilidade as folhas novas da espécie, mesmo que elas contenham uma grande quantidade de saponinas.

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Formas de Cultivo
Para cultivar a planta de forma correta, algumas passos devem ser seguidos. Essas trepadeiras costumam ter o ciclo de vida perene, preferindo o calor ao frio, não tolerando as geadas.

Além disso, o solo para plantio deve ser preparado previamente com muito adubo e matéria orgânica. A terra para as mudas devem ser bem drenada, para evitar o encharcamento das raízes, até porque as regas para a espécie se desenvolve bem devem ser constantes, excetuando-se os períodos em que há muita chuva.

O crescimento da planta é bem moderado, facilitando o monitoramento correto do seu crescimento. Evite plantá-las sobre cercas e outros suportes muito fracos, já que a planta pode se tornar bem grande e cheia de volume.

Para ajudar no desenvolvimento das mudas, já que podem crescer mais saudáveis em solo bem fértil, a adubação inicial deve ser feita pelo menos de 2 em 2 meses. Além disso, a temperatura ideal de cultivo está entre 15 a 30ºC, tolerando até 7ºC de variação climática.

Multiplicação
A trepadeira costuma ter diversas formas de multiplicação. No caso na Alamanda-roxa, só existem duas formas de propagação da espécie: Através das estacas ou por sementes. Como o seu crescimento é moderado e está longe de ser rápido, ela não é uma planta considerada invasiva.

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A Madressilva é uma espécie de trepadeira ornamental muito usada nos jardins e quintais pelo mundo. Ela é da família Capifoliaceae e originária de países asiáticos como Japão e a China, onde ainda é bastante plantada para a ornamentação de jardins, pátios e quintais de pequeno, médio ou grande porte.

É considerada de médio a grande porte, já que quando bem cultivada, pode atingir entre 6 a 9 m de altura. Como muitas da sua categoria, possui um ciclo de vida perene e aceita uma forma de cultivo a meia sombra, além do sol pleno.

É um arbusto tipo liana, mas se desenvolve com características de trepadeira. É semilenhoso, com uma folhagem bem volumosa e grande. Além disso, é muito ramificado, o que impossibilita a verdadeira identificação da sua dimensão. Seus ramos são verdes, flexíveis, com folhas de mesma cor, ovais e macias quando se toca nas mesmas.

A trepadeira possui flores imensas e que chamam a atenção não só pela beleza, mas também pelo seu design. São brancas e tubulares, de tamanho grande, bastante atraentes para insetos e outros animais polinizadores.

Com o tempo, essas flores vão se tornando mais amareladas, não deixando a sua beleza legítima para traz. Muitos jardineiros preferem as flores brancas, mas para isso, é preciso replantá-las na época de seu florescimento para que as flores maduras não apareçam, ficando as belas e jovens pétalas brancas.

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Com o amadurecimento das mesmas, há o surgimento de um odor característico das flores, muito agradável. A espécie floresce desde a primavera até o verão, onde as flores começam a adquirir a sua coloração amarelada.

Como cultivar
Existem algumas técnicas de cultivo que podem fazer com que essa trepadeira se desenvolva de maneira correta, atingindo o tamanho ideal para o seu local de plantio.

É preciso plantá-la em locais que incida muito sol, até porque a espécie não é muito exigente no que diz respeito à fertilidade do solo de plantio.

Em matas nativas, são encontradas de forma espontâneas e quase que invasivas, já que o seu crescimento de torna acelerado em determinadas condições. Em matas recompostas, isto também corre o risco de ocorrer.

Para os jardins, esta espécie precisa de alguns suportes para se desenvolver como cercas, muros e as famosas pérgolas.

Para iniciar o cultivo da trepadeira, é preciso seguir alguns passos listados abaixo:
1. Abra uma cova para iniciar o plantio e dentro dela coloque um pouco de adubo animal de curral bem curtido. Meça uma massa de adubo de aproximadamente 500 gramas. Adubo de aves também pode ser colocado na cova de plantio. Neste caso, use apenas metade dos 500 gramas colocados para o adubo de origem animal.

2. Em seguida, coloque terra vegetal e adicione o tutor, mesmo que a sua área de plantio esteja junto a um muro ou qualquer tipo de suporte. Esta técnica conduz o arbusto e controla o seu crescimento para as áreas onde a trepadeira costuma se locomover durante a etapa em que o seu desenvolvimento se torna muito acelerado.

3. Por pelo menos uma semana inteira, regue com frequência a sua pequena muda dentro da cova de plantio com todos os ingredientes listados acima. Depois que a muda der os primeiros sinais de crescimento, ou seja, logo após sets dias, deixe as regas mais espaçadas, dando margem para uma drenagem normal de jardim.

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O uso no Paisagismo
A trepadeira é muito usada com fins decorativos, especialmente de grandes e bonitos jardins, sejam eles públicos ou caseiros. Na China, ela é uma das plantas mais usadas em pátios de construções públicas e também nos jardins de praças. Seu perfume encanta a todos e a espécie costuma combinar bem com os clássicos jasminzinhos. Mesmo assim, é preciso cultiva-las longe de dormitório e evitar locais mais fechados, pois pessoas alérgicas podem ter reações com o cheiro que vem da Madressilva. Para quem não sabe, esta espécie é muito usada na produção comercial.

Para produzi-la de tal forma, algumas técnicas clássicas e outras inéditas são usadas. Veja logo a seguir:
1. Para plantá-la comercialmente, primeiro cortam-se os ramos antes mesmo da espécie começar a florescer na primavera. Dessa forma, eliminam-se o podão de folhas duplas que não interessantes para esta forma de cultivo.

2. Processos de enraizamento geralmente são usados, mas não são necessários ou obrigatórios. Utiliza-se sacos plásticos grandes com um substrato feito com uma mistura orgânica (palha de arroz carbonizada ou areia orgânica completa). Geralmente, é colocado um adubo animal de curral bem curtido.

3. Planta-se a estaca em meio ao substrato enterrando apenas duas gemas. Em seguida, é preciso regar bem e depois ir repetindo de forma diária, pelo menos nas primeiras semanas de desenvolvimento da muda.

4. Deixe um cultivo protegido com pelo menos 50% de sombra. Com o aparecimento das primeiras flores, colocar a espécie ao sol e regar quase que diariamente.

5. No momento do plantio, colocar  o tutor na cova. Sarrafos e bambus são muito indicados neste caso. Dessa forma, será possível conduzir o crescimento da planta sem amarra-la, o que muitas vezes pode agredir o seus ramos e até as suas folhas.

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Pandorea jasminoides rosea

Planta pertencente à família Bignoniaceae e sua origem vem do continente Oceania, sendo a sua maior incidência do mundo na Austrália. Trata-se de uma planta trepadeira, que possui características suficientes para qualque pessoa queira ter um exemplar em seu jardim.

Essa trepadeira pode ser encontradas em diversas outras partes do mundo, e dependendo da região, pode receber outros nomes populares como é o caso da nomenclatura Pandora.

Quando bem cultivada, ela pode chegar até 4 m de altura. A trepadeira possui um ciclo de vida perene, o que significa que suas folhas, flores e frutos nascem durante o ano inteiro, pois  a planta leva um tempo maior para completar o ciclo final de brotação que pode durar até 2 anos inteiros, sendo mais abundante em meses onde o clima é mais quente.

Essa planta é encontrada facilmente como cobertura de arcos, portões, cercas, treliças e pérgolas. Quando bem tutoradas, dá um ar todo especial à planta e deixam o ambiente ainda mais bonito. Em regiões litorâneas, elas não são muito indicadas por não reagirem muito bem ao vento que vai acabar danificando as suas flores.

A trepadeira-de-arco possui uma estrutura semi-lenhosa e com ramos bem longos. Suas folhas são sempre compostas e se apresentam divididas em 7 folíolos na cor verde bem escura e com uma estrutura coriácea, o que significa que as folhas se assemelham muito ao couro. Elas são fáceis de quebrar justamente por terem essa última característica citada.

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As flores da planta aparecem sempre em cachos, são bem grandes e possuem um formato tubular. Elas exalam um perfume muito gostoso, o que faz com que o ambiente onde elas são cultivadas fique bem agradável. Quanto à sua coloração, as flores podem ser rosadas, mas existe ainda uma espécie de trepadeira-de-arco chamada de Alba, onde sua coloração é completamente branca.

Os frutos da trepadeira-de-arco não ganham tanto destaque na planta, mas aparecem sempre após um período certo de brotação. Eles têm formato elíptico e numerosas sementes em seu interior que ficam de forma alada (soltas) no fruto.

O cultivo da Trepadeira-de-arco
Devido a sua região de origem, o melhor clima para se cultivar a trepadeira-de-arco é o subtropical e o tropical, mas se estes não forem os climas de sua região, não precisa se preocupar porque para ter essa planta basta apenas que forneça essas condições para a planta.

Elas devem ser cultivadas a sol pleno, o solo deve ser muito fértil e rico em matérias orgânicas, as regas devem ser mantidas sempre de forma regular para que a planta  cresça bem. Ela possui um crescimento bem moderado, o que é considerado incomum para trepadeiras que costumeiramente crescem bem rápido e tomam o ambiente todo.

A multiplicação da planta é feita através das sementes retiradas de seus frutos ou então por estacas.

Fertilização
Toda planta precisa de fertilizantes para crescer melhor e mais resistente. Cada espécie exige uma dosagem e um tipo diferente e no caso da trepadeira-de-arco, deve-se usar cerca de 20 a 30 litros de esterco do tipo bem curtido ou então o NPK na formulação 04-14-08. No caso desse último a quantidade ideal é de 10 colheres de sopa. A aplicação deve ser feita sempre na terra e esta tem que ser bem misturada para surtir o efeito necessário na sua planta.

Após 12 meses da primeira aplicação, o processo deve ser refeito para renovar os nutrientes do solo. A partir daí, de 3 em 3 meses deve-se reaplicar o fertilizante começando com 3 colheres de sopa do produto e aumentar de acordo com o crescimento da trepadeira. Evite colocar o fertilizante junto ao caule, sempre aplique ao redor dele e com uma certa distância.

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Podas
Toda trepadeira precisa ser podada com o tempo para que ela cresça bem direcionada e principalmente, para que não fiquem aqueles ramos soltos e sem desenvoltura, mais parecendo folhas presas do que uma planta em si. No caso da trepadeira-de-arco ela não vai exigir tantas podas, mas de vez em quando é bom realizar esse processo para que a planta seja mantida no tamanho desejado.

Esse é um processo muito simples e deve ser feito sempre no início de cada primavera. Precisa-se apenas de uma tesoura de poda afiada e bem esterilizada.

Quando for podar a planta, faça sempre na época de seu florescimento e corte ou aperte todas as flores que estão mortas, afinal elas não terão mais utilidade para a planta. Como toda trepadeira ela precisa de fixadores para tutorar o crescimento, na hora da poda é indicado retirar esses fixadores para cortar a planta corretamente.

Evite remover mais de um terço da planta, principalmente na primeira poda. Após terminar esse recorte, retire todo o resto da planta que ficou no chão e jogue fora ou transforme em adubo, mas nunca deixe ali na terra.

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Tumbérgia-erecta

Planta pertencente à família Acanthaceae e orginária da África, a tumbérgia-arbustiva, é também conhecida popularmente por manto-de-rei, este último por ser a planta bastante folheada, com coloração em verde marcante, que cresce bastante rápido, formando um lindo manto por cima de determinadas superfícies.

A espécie possui a sua altura mínima de aproximadamente 1 m, podendo crescer um pouco mais, atingindo desde os seus 1,2 m até 1,8. Quando cultivada em bom estado e seguindo as regras para o plantio, a espécie pode chegar até 2,4 m de altura, podendo crescer ainda mais dependendo das suas variações.

Deve ser plantada sob sol pleno ou utilizando meia sombra para propagação. Vale lembrar que o seu ciclo de vida é perene, o que contribui ainda mais para um crescimento mais acelerado.

A tumbérgia-arbustiva é uma planta considerada ereta e bastante arbustiva, possuindo muitas flores e folhas. As folhas, por exemplo, são pequenas, opostas e crescem em grande volume, possuindo uma coloração verde escura, sem muita diversidade de tons neste caso.

Todas as folhas possuem um formato oval, sendo consideradas bem ovaladas. Seu caule é bastante texturizado, grande e possui tons de cinza em toda a sua extensão. Além disso, é bastante ramificado, dando ainda mais sustentação para a espécie.

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As flores
Suas flores são muito numerosas e crescem perto uma das outras, criando um grande efeito ornamental.  São especialmente axilares, grandes e tubulares, formando pequenos tubinhos ao longo da extensão da espécie. Possuem coloração azul com o centro amarelo na maioria das suas variedades.

A floração ocorre durante todo ano, mas principalmente na primavera e verão. Uma de suas variedades costuma apresentar uma grande quantidade de flores brancas com o centro amarelo. São flores muito perfumadas e perfeitas para atrair beija-flores, mamangavas e borboletas.

Ornamentação
É um arbusto bastante florífero e por isso pode ser usado em larga escala como forma de ornamentação. É uma excelente escolha para formar cercas vivas em jardins grande sou pequenos, além de ser ótima para formas bonitos renques.

As superfícies mais eficazes para formar o que a espécie mais se propõe são os grandes muros, que acabam espalhando a espécie por toda a sua extensão, deixando todo o jardim bastante atraente.

Seu cultivo deve ser sempre sol pleno, já que a sua forma mais compacta só se mostra nestas condições. Em meia sombra a planta consegue se estender bem mais, não se tornando tão fácil para manusear.

Para contribuir com esta parte compacta, é preciso saber como usar as podas de formação para deixar o jardim muito mais bonito. Sobre suportes apropriados pode ser considerada uma bela trepadeira, sendo cultivada como tal. Assim, a espécie se torna ainda mais flexível, contribuindo bastante para a ornamentação de locais fechados, abertos ou públicos, como praças e vielas.

Pode ser plantada como planta isolada, mas também não impede de ser cultivada com outras espécies junto a ela. É facilmente adaptável à uma ampla faixa de condições climáticas e por isso é usada em diversos lugares do mundo, não tolerando muito bem o frio intenso, geadas ou longos períodos de secas.

Os climas preferíveis para cultivar a espécie são os cimas subtropical e tropical, considerados os mais quentes, já que a planta precisa do calor para se desenvolver corretamente. É uma espécie bastante versátil e que se encaixa perfeitamente em qualquer tipo de ambiente.

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Formas de cultivo
Para plantar corretamente a planta e ter o resultado final esperado, é preciso seguir a risca algumas regrinhas, como tipos de climas para o plantio, solo bem tratado, formas de multiplicação e outros.

Para começar a cultivar a primeira mudinha de tumbérgia-arbustiva, é preciso ter um solo com boas condições, bem drenado e com muita matéria orgânica sob a cova de plantio. Além disso, a terra para cultivo deve ser bem fértil ao longo de todo o crescimento da planta.

Adubações anuais e regas regulares também são extremamente necessárias para que a espécie se desenvolva da melhor maneira possível, sem causar muito estresse ao jardineiro.

Tolera de forma moderada períodos curtos de seca, mas que não podem se estender durante todo o mês. Uma de suas características mais marcantes e que deve ser conhecida na hora de plantar as mudinhas da espécie é que, apesar de ter uma folhagem com ciclo de vida perene, a planta acaba se comportando como uma boa e velha decídua em locais com clima predominantemente temperado, sempre rebrotando com bastante vigor na primavera, sendo esta época a mais comum de ocorrer as suas florações tão perfumadas.

Multiplicação
A sua multiplicação como planta pode ser feita de duas formas bastante distintas. Uma delas é através de sementes, sempre que possível e elas forem numerosas o suficiente para isto. Porém, a propagação mais comum e eficaz para a espécie é através de estaquia junto a planta-mãe.

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O nome científico da Rosa trepadeira é Rosa hybrid. É uma família de roseiras híbridas, desenvolvidas especialmente, para cumprir com essa função, contendo flores mais bonitas e ainda galhos com maior flexibilidade.

Essa planta é como se fosse um arbusto escandente, já que não possui sustentação que permita fixar num suporte, para que a mesma tenha a aparência de trepadeira, é necessário que seja amarrada.

É uma planta perene e pertence à família das Rosaceae e sua origem é o Japão, e parte da região asiática.

Seu porte é ligeiramente grande, chegando a medir até 06 m de altura. Quase sempre as flores dessa roseira apresentam um suave perfume, alcançando um tamanho piramidal, com diversas cores, dentre elas: amarela, branca, rosa e vermelha, despontando quase todo o ano, especialmente durante a primavera.

Ela apresenta um fino caule, flexível e longo e para se desenvolver precisa de bastante luminosidade solar.

Todas as roseiras preferem bastante umidade, entretanto, sem deixar que o solo fique encharcado. É importante que se regue entre duas e três vezes por semana, especialmente entre os meses mais quentes do ano e somente uma vez nos meses mãos frios.

A preferência do clima pra essa roseira é frio e ameno.

As podas devem ser feitas de formas anuais, leves e proporcionando a renovação.

Essa planta gosta bastante de se desenvolver num solo areno-argiloso, que possua grande parte de matéria orgânica e ainda uma drenagem adequada, podendo suportar tranquilamente os ventos. Apesar disso é uma roseira bastante delicada, que pede um pouco mais de cuidado que outros tipos de plantas.

O melhor tipo de fertilização feita para essas roseiras é o uso de NPK, com a fórmula 06-12-06, colocando o produto em volta do caule, mas não diretamente nele.

O plantio delas é perfeito para serem colocadas em muros, paredes, cercas, pórticos, e pilares, entretanto, é necessário que se faça a amarração adequada.

A forma de se plantar a roseira é através de estaquia de galhos, especialmente durante o verão e a primavera.

Cada muda ensacada dessa roseira sai em média por R$ 3,00, vendida nas cidades produtoras, como Holambra. Porém, nas floriculturas o valor é mais alto.

Qualquer pessoa que esteja habituada a lidar com roseiras sabe que a roseira trepadeira é bem mais resistente que as outras, tendo um perfeito desenvolvimento, se estiver num ambiente adequado. Elas resistem melhor ao ataque das pragas e precisam de quase nenhum monitoramento durante a fase de crescimento.

Além de regar normalmente, fazer uma pequena poda e acrescentar os fertilizantes corretos, os únicos trabalhos que se tem com essa planta, o que mais se fazer é sentar e apreciar a beleza e o perfume das flores durante a época de verão e primavera. Esse tipo de roseira é bastante escolhido por aquelas pessoas que não têm grande experiência no cultivo, pois não requer uma criteriosa manutenção e cuidados, mas ainda assim é dotada de grande beleza.

Materiais que Devem ser Usados no Cultivo
*
01 Vaso com tamanho aproximado de 40 cm de diâmetro;
* 01 Pacote de Cascalho para ser depositado no fundo do vaso;
* 01 Pacote de terra da o envasamento;
* 01 Muda de Roseira trepadeira;
* 01 Pacote de cobertura vegetal, mas não solta, em pedaços;
* 01 Pacote de Fertilizante com numeração 10-54-10
* 01 Tesoura própria para se fazer a poda da roseira.

Procedimentos de plantio
*
A primeira coisa a se fazer é por no vaso uma camada que possua aproximadamente 05 centímetros de cascalho, para que o mesmo cubra o fundo do recipiente. Até a metade do vaso, cubra com a terra de envasamento.
* Retire a roseira trepadeira do saco que a envolve e faça a separação cuidados da raiz principal e das raízes exteriores, para fazer com as mesmas cresçam com maior facilidade no solo.
* Force um buraco no meio do vaso e no lugar disponha a roseira, de forma que fique na mesma profundidade que estava no saco de muda. Cubra toda a volta com o restante da terra de envasamento e reforce ao redor da base da roseira usando a força das mãos.
* Depois que tiver plantado a muda, ponha água na nova roseira. Logo depois, coloque uma leve camada de cobertura vegetal de aproximadamente 2,5 cm sobre a terra de envasamento, mas tomando cuidado para que ela não chegue muito perto do caule da roseira.
* Deixe o vaso num lugar que bata sol direto durante mais ou menos seis horas e regularmente.
* Durante a época do crescimento é importante que se mantenha roseira podada, fazendo a remoção das flores mais velhas. Esse procedimento irá contribuir para um novo florescimento da roseira em toda sua fase de renovação.
* É importante que a rega seja feita todos os dias, para que a terra seja mantida úmida e envasada o suficiente.
* Faça a fertilização da roseira sempre depois do surgimento das primeiras flores. Faça a mistura da água com o fertilizante, de acordo com as instruções trazidas na embalagem, tudo adequado com o diâmetro do vaso. Ponha a mistura ao redor da base da roseira, tomando cuidado para não colocar na folhagem. Faça essa fertilização ao menos uma vez durante o mês quando estiver em crescimento.
* Durante o período do inverno, ponha o vaso com a roseira num ambiente fechado, como uma garagem para que o mesmo seja protegido do frio. Essas roseiras que são cultivadas em vasos não se adaptam bem ao inverno, pois os vasos não protegem adequadamente as raízes das mais severas temperaturas.
* Caso queira proporcionar uma maior proteção à planta, deixe-a enrolada num serapilheira quando ficar em ambiente fechado.
* Sempre faça a poda da roseira entre o fim do inverno e o início da primavera, período em que a mesma se encontra em estado dormente. Remova aproximadamente um terço da planta, retirando os tocos até chegar ao broto. Remova pouco acima do broto e trace um corte voltado para o lado de fora, fazendo um ângulo com 45º.

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O Cipó-uma é uma planta da família Vitaceae e tem origem na América do Sul. Trata-se de uma trepadeira perene, própria para a decoração de ambientes internos.

Seu caule é caule ramificado, com ramos delgados, de cor castanha, recobertos de pelos e dotados de gavinhas para fixação.

As folhas são compostas e margens denteadas. Algumas variedades possuem margens quase inteiras enquanto outras têm margens profundamente denteadas, praticamente lobadas. Quando jovens, os folíolos são claros, revestidas de tricomas e à medida que amadurecem adquirem uma cor verde-escura e brilhante.

É uma planta excelente para crescer em locais semi-sombreados e até mesmo em interiores.

Seu crescimento é moderado e sua folhagem muito exuberante, tornando-a uma opção interessante para pendurar na sala, em cestas suspensas ou mesmo em jardineiras, é uma trepadeira rústica, ela é rústica.

Há duas principais formas de conduzi-la: como trepadeira, oferecendo-lhe suporte para que se fixe com suas gavinhas, ou como planta pendente, plantada em vasos ou cestas suspensas. Seja qual for o modo escolhido, vale à pena plantá-la, pois é uma espécie muito ornamental.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno, meia-sombra ou luz abundante difusa, em substrato bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.

Sendo uma planta típica de clima subtropical, viceja melhor em locais de verão não muito quentes e aprecia o frio invernal para hibernar.

As fertilizações bimestrais durante o crescimento vegetativo estimulam o desenvolvimento de uma folhagem brilhante e saudável. Sua multiplicação é feita por estacas postas a enraizar em local protegido, no período da primavera.

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Planta ornamental é toda planta cultivada por sua beleza. São muito usadas na arquitetura de interiores e no paisagismo de espaços externos.

As espécies ornamentais foram selecionadas pelos humanos a partir de caracteres visualmente atraentes, como flores e inflorescências vistosas, coloridas e perfumadas, folhagens de cores e texturas distintas, formato do caule, ou por seu aspecto geral.

Ao longo do tempo, os homens perceberam que poderiam aprimorar qualidades desejáveis em uma planta a partir de cruzamentos entre indivíduos particularmente bem dotados.

Assim começaram a surgir novas variedades, com novas cores, flores maiores e mais duráveis, mais resistência ao clima ou a predadores. As rosas, por ecemplo, cultivadas há milênios no Oriente Médio, já não se apresentam mais em seu estado original, mas a imensa variedade de formas e híbridos obtidos ao longo de todos esses anos de cultivo são sintomáticos da capacidade humana de transformar a natureza para atender suas necessidades.

A descoberta da América em 1942 trouxe ao Velho Mundo uma nova fonte de plantas ornamentais completamente diferentes das que se cultivava havia milênios.

Bromélias, orquídeas, aráceas e muitas outras foram prontamente levadas à Europa e se tornaram extremamente populares. As expedições ao Sudeste asiático a partir do século XVI revelaram aos europeus outra grande fonte de espécies desconhecidas e exóticas, que até hoje concorrem com as espécies americanas em popularidade nas estufas e jardins tropicais.

A demanda por plantas ornamentais americanas abriu brecha para a coleta indiscriminada e o tráfico de plantas, que, quando não extinguiu, reduziu drasticamente as populações naturais de tais espécies. Algumas, por outro lado, adaptaram-se perfeitamente aos novos ambientes em que foram introduzidas e tornaram-se ´çantas daninhas;.

Apesar da coleta ilegal ser ainda praticada, as plantas ornamentais são hoje cultivadas em fazendas, e movimentam um mercado bilionário no mundo inteiro, cuja demanda só faz crescer. Algumas cidades brasileiras, como Holambra ou Suzano, vêem na produção de plantas ornamentais uma de suas principais atividades econômicas.

As plantas ornamentais foram selecionadas pelos humanos a partir de características como flores, cores, aromas, folhagem, texturas, formato de caule entre outros, que formam caracteres visualmente atraentes.

Novas variedades de plantas ornamentais surgiram a partir do cruzamento entre espécies, como por exemplo, as rosas, que foram cultivadas há milênios no Oriente Médio, não se apresenta em sua forma original, fruto da capacidade humana de transformar a natureza de acordo com suas necessidades.

As plantas ornamentais podem ser divididas em várias categorias, conforme seus aspectos morfológicos, hábitos de crescimento e usos mais frequentes:

Árvores
As árvores são vegetações de características lenhosas, copas definidas e sua forma adulta atingem mais de seis metros. Como ornamento as árvores produzem sombras, diminuem a amplitude térmica, amenizam a poluição sonora e do ar, atrai pássaros e os abrigam, formando belas paisagens. Existem várias espécies como o chorão (Salix babilonica), flamboiã (Delonix regia), espatodea (Spathodea campanulata), entre outros.

Arbustos
São vegetações geralmente lenhosas e possuem bifurcação de baixa estatura ou perto do solo, e sua forma adulta é inferior a seis metros. Como ornamentos os arbustos servem para delimitar superfícies, contemplam linhas arquitetônicas, esconde ou destaca vistas pouco estéticas, entre outros. Algumas espécies como espirradeira (Nerium olander), Azaléias (Rhododendron), Hortênsias (Hydrangea macrophylla) são bastante utilizadas.

Trepadeiras
São vegetações lenhosas que necessitam de suportes para se desenvolverem. São classificadas em: Volúveis, Samentosas, Cipós e Arbustos escandentes. Como ornamentos são apreciadas para cobrir muros, separa um ambiente de outro, substitui arbustos em locais estreitos. Espécies como cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta), Alamanda (Allamanda cathartica) e Glícinia (Wisteria sinensis), são bastante utilizadas.

Palmeiras e cicadáceas
Este tipo de planta possui variados portes e aspectos característicos de tronco e copa. Suas folhas são pinadas, coriáceas e flabeladas, organizadas em hélice e possuem uma silueta esbelta. Como ornamento serve para caracterizar regiões, complementar linhas arquitetônicas, atrair pássaros, entre outros. Como exemplo pode-se citar o Açaí (Euterpe oleracea), Butiá (Butia eriospatha), etc.

Plantas herbáceas
As herbáceas se caracterizam por possuírem caules lenhosos ou semi-lenhosos e variados tipos de porte. São cultivadas em locais com ou sem sombra. Como ornamento, plantas deste tipo servem para criar paisagens atrativas dependendo de suas cores e floração.

Plantas de forração
Essas plantas se caracterizam por possuírem crescimento horizontal e geralmente cobrem superfícies do solo. Como ornamentos servem para proteger o solo contra erosões, formam desenhos ou emblemas em paisagismos, entre outras. Exemplos: Trapoeraba (Tradescantia sp.).

Gramados
Os gramados são formados por famílias de gramíneas e são utilizadas em ornamentos para forrar solos funcionando com um tapete, são usadas em campos de futebol, diminui o brilho do sol, entre outras. Exemplo: Grama coreana (Zoysia matrella).

Plantas aquáticas
São plantas que vivem em locais aquáticos podendo ser flutuantes, emergentes, submersas e palustres. Como ornamentos servem para enfeitarem lagos artificial, diminuem o brilho da água parada, entre outros. Exemplo: Aguapé (Eichornia crassipes).

Plantas suculentas
Este tipo de planta habita regiões áridas e possuem como características tecidos carnosos ricos em água. Como ornamento as plantas suculentas servem para caracterizar regiões. Exemplo: avelós (Euphorbia tirucalli).

ouvindo-a-chuva

Argyreia nervosa

A trepadeira-elefante pertence à família Convolvulaceae e é originária da Índia. Sua textura é semi-lenhosa, com raízes profundas e crescimento vigoroso, excelente para cobrir caramanchões.

Sua ramagem é longa, alcançando cerca de 9 m de altura. Os ramos são recobertos por uma fina lanugem, assim como a página inferior das folhas.

Esta lanugem confere um toque aveludado e uma tonalidade prateada à planta.

As folhas da trepadeira-elefante são grandes e cordiformes, de cor verde-escura a acinzentada. Podem chegar a medir 40 cm de comprimento por 40 cm de largura, são realmente grandes e com formato de coração (cordiforme).

Suas flores são campanuladas, rosa-arroxeadas e muito vistosas. A floração ocorre na primavera e verão.

Os frutos surgem no outono e são decorativos, lenhosos, marrons, e em conjunto com as sépatas, também lenhosas, são conhecidos como rosas-de-madeira. As sementes são numerosas, amarronzadas e contêm substâncias alucinóginas e antiinflamatórias.

No paisagismo a trepadeira-elefante é indicada para cobrir estruturas médias e grandes, tais como pórticos, pérgolas e caramanchões. Nestes suportes ela oferece uma sombra fresca e agradável, com suas folhas enormes, bem ao estilo tropical. Também é apropriada para cercas e muros.

Por ter seu porte naturalmente avantajado, não é indicada para vasos ou jardineiras, sob pena de se tornar raquítica e fraca. Devido à facilidade de propagação, esta espécie pode se tornar invasiva.

Flor da Argyreia nervosa
Seu cultivo deve ser sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e periodicamente irrigado.

É uma planta que gosta muito do nosso clima tropical, crescendo preferencialmente em locais onde não haja nem muito sol, nem muita sombra, portanto gosta de uma mescla entre sombra e sol.  Não tolera frio intenso ou geadas.

A primeira florada se dá entre 1,5 e 2 anos. Possui uma flor fracamente rosada por fora, e arroxeada por dentro. Flores completas, ou seja, apresentam órgãos sexuais masculinos (anteras) e femininos (estigmas), portanto elas se auto-polinizam, o que torna possível a produção de sementes.

A flor dura no máximo 48 horas, depois disso ela cai, e começa então o processo de fecundação e formação das sementes. O cálice primeiro se fecha, depois começa a “engordar” dando origem ao fruto. Esse fruto cresce durante 2 a 3 meses, enquanto as sementes, peludas de cor marrom, se formam dentro de várias cápsulas. Então começam a secar, e o que antes eram as sépalas da flor, formam as “sépalas” do fruto, dessa vez secas e duras como o próprio fruto. Cada fruto gera 4 sementes.

folhas e frutos da Argyreia nervosa
A planta produz entre 5 a 15 flores por nó exposto (os que ficam na face exterior da planta, os que ficam escondido no emaranhado de folhas e galhos não desenvolvem sementes. Daí tira-se a conclusão que é importante, para produção de sementes, esticar a planta em algum suporte que faça-a ficar com uma maior parte exposta possível), o que gera de 5 a 15 frutos por nó, portanto, 20 a 60 sementes. Realmente é uma alta produção de sementes.

Multiplica-se facilmente por sementes ou por estaquia. A dormência das sementes pode ser quebrada deixando-as de molho em água por 12 horas antes do plantio. Germina em cerca de 30 dias.

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