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Posts para categoria ‘Trepadeiras e Ornamentais’

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A alamanda é uma planta trepadeira de originária da América do Sul sendo mais popular aqui no Brasil. Ela faz parte da família Apocynaceae, e popularmente,  cultivada em diferentes regiões também receberá diferentes denominações. Algumas dessas denominações populares podem ser: Carolina e Dedal-de-dama.

Vamos então conhecer um pouco mais sobre essa planta e como deve ser cultivada de forma certa para tê-la sempre bela nos jardins.

Por ser uma planta típica do nosso continente e principalmente do nosso território nacional, a alamanda deve ser preferencialmente cultivada sob o sol pleno e em climas equatoriais, subtropicais e tropicais para que a planta desenvolva corretamente e chegue à sua fase adulta perfeitamente sadia. Sendo cultivada sob as condições ideais de solo, umidade e iluminação, ela pode chegar de  3 a 6 m de altura e por ser perene, vai florescer o ano inteiro.

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A alamanda possui flores em um amarelo bem vivo e roxas, são sempre muito vistosas. Suas folhas são verdes e brilhantes que também são utilizadas no paisagismo.

É uma planta com ramagem um pouco vigorosa por isso deve-se evitar usá-la em locais frágeis como treliças e cercas mais delicadas. Dê preferência por usá-la em caramanchões, pérgolas e outras estruturas do tipo.

Se quiser plantá-la em um vaso, use treliças aonde elas irão se enrolar ao crescer e ficarão tão bonitas quanto em um jardim. Você também pode misturar a várias cores de alamanda.

A multiplicação da alamanda é feita por sementes e/ou estaquias. No início do seu cultivo, ela deve ser tutorada para crescer certinha. Ela tem características tóxicas e devido a isso, deve ser evitado o contato com crianças pequenas e animais que possam acabar ingerindo suas ramagens.

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Como Cultivar
A alamanda consegue se desenvolver muito bem em todo o território brasileiro, mas ela vai sempre preferir os locais onde o clima é mais quente. Para cultivar essa planta, você precisará então de um lugar bem ensolarado e consequentemente, bem drenado.

A cova deve ser de um tamanho e profundidade de uma mão fechada, após cavar, deve-se colocar húmus de minhoca, uma parte de adubo orgânico composto de adubo animal e folhas decompostas e por último, adubo granulado do tipo NPK de fórmula composta de 10-10-10. Preparando a cova dessa maneira, o crescimento inicial da alamanda será bem vigoroso e dará estabilidade à planta.

No início é preciso fazer um trabalho de condução para que a alamanda cresça bem. Deixando a sua planta amarrada, de preferência com cordões de algodão fará com que ela não se espalhe e cresça exatamente cercando o ambiente que desejar. Isso pode ser feito também com tutores, treliças ou através de entrelaçamento feito com fios de aços que devem estar presos à paredes ou aos muros.

Depois de germinada, a alamanda vai crescer bem sem exigir muitos cuidados especiais. O essencial é que seja realizada realize a adubação anual, que deve ser feita no inverno para seja absorvida da melhor forma.

A adubação deve ser composta de material orgânico e adubo granulado porque eles induzem a floração no decorrer do ano.

O adubo granulado deve ser do tipo NPK de fórmula composta de 4-14-8. As regas devem ser regulares e devem variar de acordo com a região. Se a alamanda estiver sendo cultivada em locais mais frios, s regas só deverão ser feitas quando não houver chuvas, principalmente durante o inverno, que a umidade está maior. Em regiões mais quentes, é importante regar todos os dias e só suspender também em casos de chuvas.

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Pesticida natural
Devido os seus princípios tóxicos e venenosos, a alamanda tornou-se uma das plantas muito utilizadas na fabricação de pesticidas. O pesticida feito a partir da alamanda é muito eficiente para combater pragas que aparecem em plantas como pulgões e cochonilhas. Esse pesticida poderá ser comprado em lojas de produtos para plantas ou então pode ser feito em casa.

Como fazer o pesticida natural
1 – Faça um chá a partir das folhas picadas da alamanda com água. Á água deve ser fervida em fogo alto e quando levantar fervura, acrescentar um punhado de folhas de alamanda bem picadas e deixar ferver por aproximadamente 10 minutos.

2 – Depois de deixar esfriar o chá, coloque todo o líquido em um aspersor com borrifador e levemente borrife todas as plantas atacadas individualmente. É muito importante que seja borrifado apenas as plantas doentes e trate cada uma individualmente e com cuidado para que o pesticida natural acabe com a praga.

Obs.:
* Não use como aspersor, nenhum recipiente que posteriormente tenha sido usado para guardado alimentos ou bebidas e sempre utilizar luvas ao manejar as folhas da alamanda e o seu pesticida depois  de pronto.

* Corte as folha que vai usar para fazer o pesticida e deixar por pelo menos um dia sem sol antes de preparar o chá.

* O pesticida deve ser aplicado sempre logo após a sua preparação e também, evite aplicar na sua planta doente, em períodos de chuvas porque o líquido deve permanecer nas folhas da sua planta doente, o tempo suficiente para matar a praga existente.

* Em alguns casos será necessária mais de uma aplicação do pesticida feito a partir da alamanda para que a planta doente fique totalmente curada. A aplicação deve ser feita com intervalos de alguns dias, o suficiente para que se note se o pesticida sanou esse problema.

Caso ainda existe pelo menos um vestígio pequeno da praga, deve-se refazer o chá de pesticida e aplicar novamente na planta.  Esse processo deve ser repetido até a planta estar totalmente livre de pragas.

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Espécie de trepadeira amplamente usada nos jardins e quintais pelo mundo. É uma planta muito ornamental, muito conhecida pelos habitantes do seu local de origem, o Japão e a China, onde ainda é bastante plantada para a ornamentação de jardins, pátios e quintais de pequeno, médio ou grande porte.

Ela pertence à família Caprifoliaceae e é considerada de médio a grande porte, já que quando bem cultivada, pode atingir entre 6 a 0 m de altura.

Como muita da sua categoria possui um ciclo de vida perene e aceita uma forma de cultivo a meia sombra, além do bom e velho sol pleno.

A Madressilva é um arbusto tipo liana, mas se desenvolve com características de trepadeira. É semi-lenhoso, com uma folhagem bem volumosa e grande. Além disso, é muito ramificado, o que impossibilita a verdadeira identificação da sua dimensão.

Seus ramos são muito verdes e até mesmo flexíveis, com folhas de mesma cor, verticiladas, ovais e macias quando se toca nas mesmas.

É uma trepadeira que possui flores imensas, que chamam a atenção não só pela beleza, mas também pelo seu design. São brancas e tubulares, grandes e bastante atraentes para insetos e outros animais polinizadores.

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Com o tempo, essas flores vão se tornando mais amareladas, não deixando a sua beleza legítima para traz.

Muitos jardineiros preferem as flores brancas, mas para isso, é preciso replantá-las na época de seu florescimento para que as flores maduras não apareçam, ficando as belas e jovens pétalas brancas.

Com o amadurecimento das mesmas, há o surgimento de um odor característico das flores, muito agradável. A espécie floresce desde a primavera até o verão, onde as flores começam a adquirir a sua coloração amarelada.

Cultivo
Existem algumas técnicas de cultivo que podem fazer com que essa trepadeira se desenvolva de maneira correta, atingindo o tamanho ideal para o seu local de plantio. É preciso plantá-la em locais que incida muito sol, até porque a espécie não é muito exigente no que diz respeito a fertilidade do solo de plantio.

Em matas nativas, são encontradas de forma espontâneas e quase que invasivas, já que o seu crescimento de torna acelerado em determinadas condições. Em matas recompostas, isto também corre o risco de ocorrer. Para os jardins, esta espécie precisa de alguns suportes para se desenvolver como cercas, muros e as famosas pérgulas.

Para iniciar o cultivo da trepadeira, é preciso seguir alguns passos listados logo abaixo:
1. Abra uma cova para iniciar o plantio e dentro dela coloque um pouco de adubo animal de curral bem curtido. Meça uma massa de adubo de aproximadamente 500 gramas. Adubo de aves também pode ser colocado na cova de plantio. Neste caso, use apenas metade dos 500 gramas colocados para o adubo de origem animal;

2. Em seguida, coloque terra vegetal e adicione o tutor, mesmo que a sua área de plantio esteja junto a um muro ou qualquer tipo de suporte. Esta técnica conduz o arbusto e controla o seu crescimento para as áreas onde a trepadeira costuma se locomover durante a etapa em que o seu desenvolvimento se torna muito acelerado;

3. Por pelo menos uma semana inteira, regue com frequência a sua pequena muda dentro da cova de plantio com todos os ingredientes listados acima. Depois que a muda der os primeiros sinais de crescimento, ou seja, logo após sets dias, deixe as regas mais espaçadas, dando margem para uma drenagem normal de jardim.

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Uso no Paisagismo
A Madressilva é muito usada com fins decorativos, especialmente de grandes e bonitos jardins, sejam eles públicos ou caseiros.

Na China, ela é uma das plantas mais usadas em pátios de construções públicas e também nos jardins de praças. Seu perfume encanta a todos e a espécie costuma combinar bem com os clássicos jasminzinhos. Mesmo assim, é preciso cultiva-las longe de dormitório e evitar locais mais fechados, pois pessoas alérgicas podem ter reações com o cheiro que vem da Madressilva.

Para quem não sabe, esta espécie é muito usada na produção comercial. Para produzi-la de tal forma, algumas técnicas clássicas e outras inéditas são usadas.

Vejamos logo abaixo:
1 – Para planta-la comercialmente, primeiro cortam-se os ramos antes mesmo da espécie começar a florescer na primavera. Dessa forma, eliminam-se o podão de folhas duplas que não interessantes para esta forma de cultivo;

2 - Processos de enraizamento geralmente são usados, mas não são necessários ou obrigatórios. Utiliza-se sacos plásticos grandes com um substrato feito com uma mistura orgânica (palha de arroz carbonizada ou areia orgânica completa). Geralmente, é colocado um adubo animal de curral bem curtido;

3 - Planta-se a estaca em meio ao substrato enterrando apenas duas gemas. Em seguida, é preciso regar bem e depois ir repetindo de forma diária, pelo menos nas primeiras semanas de desenvolvimento da muda;

4 - Deixe um cultivo protegido com pelo menos 50% de sombra. Com o aparecimento das primeiras flores, colocar a espécie ao sol e regar quase que diariamente;

5 - No momento do plantio, colocar  o tutor na cova. Sarrafos e bambus são muito indicados neste caso. Dessa forma, será possível conduzir o crescimento da planta sem amarrá-la, o que muitas vezes pode agredir o seus ramos e até as suas folhas.

ONDA

Glicínia (wisteria sp.)
As plantas trepadeiras são ideais para o paisagismo porque você pode, de fato, planejar e limitar seu tamanho. Suas alturas e larguras eventuais são determinadas pelas estruturas nas quais elas se desenvolvem. As próprias estruturas preenchem o espaço antes que as trepadeiras ou vinhas atinjam seu crescimento total.

A principal característica da planta trepadeira é agarrar-se, enrolar-se e apoiar-se facilmente em qualquer tipo de estrutura.

O plantio pode ser feito da seguinte forma:
* Abertura de covas de 30 x 30 x 30 cm, a largura pode ser maior em relação à profundidade;
* Coloque a muda próxima à estrutura que dará suporte e preencha o resto da cova com a terra já preparada, lembre-se que o saco da muda deve ficar todo envolto pela mistura de terra;
* Fixe bem a planta no suporte, esta operação pode ser realizada através de amarrações, ou dependendo da planta, seus ramos podem ser enrolados no suporte;
* Irrigar com abundancia até que a muda pegue por completo, depois siga as instruções de cada planta.

Transplante de trepadeiras
Este é um tipo de prática que os paisagistas não fazem recomendações para estes tipos de espécies, pois estas plantas não costumam se recuperar de traumas sofridos na raiz. Vale lembrar que este tipo de planta utiliza suporte para poder “crescer para cima”, então para acontecer o transporte pode haver a quebra da planta.

Manutenção de trepadeiras
Irrigação
As trepadeiras não exigem que sejam irrigadas, depois que estão fixadas, as exceções são para as trepadeiras de vaso e as que foram plantadas em locais onde a agua da chuva não bata.

Condução da Trepadeira
A condução das trepadeiras deve ser feita ainda quando estas estiverem em seu estagio inicial, para não ter problemas com as raízes e a fixação do suporte.

Tenha atenção para a quantidade de mudas que podem fazer o serviço que você deseja, como cobrir um caramanchão ou pergolado.

Para que isto seja feito, os ramos da planta trepadeira escolhida devem ser direcionados para a direção onde devem crescer, de tal forma que cubram todas as áreas da estrutura. A maioria das plantas pode ser guiada através de um fio de nylon ou algum outro tipo de material que faça este mesmo “serviço”.

Poda
Esta é uma prática de suma importância, tanto por motivos estéticos, como a forma, o volume e a altura, tanto quanto para a melhoria da planta, claro que esta poda também ajuda a manter as pragas e doenças longe das plantas.

Ela também é indicada para que a planta cresça de forma equilibrada e homogênea, controlando a quantidade de flores, frutos e folhas da trepadeira.

Existem três tipos de podas para as trepadeiras, tais como:
Poda de formação
Importante em espécies com ramos mais vigorosos. No caso da primavera, a poda deve ser feita quando a planta ainda é jovem para que esta cresça de forma mais equilibrada. Evite fazer este tipo de poda quando a planta já for adulta, pois ela pode ter suas flores e frutos com crescimento afetado.

Poda de limpeza
Como o próprio nome diz, é uma poda feita para ser realizada a limpeza da planta. Existem 2 (dois) tipos de poda de limpeza, a primeira é para eliminar os galhos e folhas secas ou que tenham pragas/doenças. E a segunda forma é para retirar os ladrões e os que não têm brotos.

Poda de floração
Este tipo de poda, como o nome diz, serve para controlar as flores, seja pela quantidade, ou porque não é o período certo para nascerem.

Adubação
Para manter sua trepadeira sempre bonita, com flores e folhas bastante brilhosas, é necessário fazer uma boa adubação, afinal as trepadeiras tem um tempo diferente das outras plantas.

Pragas e doenças
As pragas que atacam as trepadeiras são basicamente as mesmas que atacam os outros tipos de arvores e forrações. São exemplos de pragas: formigas, pulgões, tripés, cochonilhas, ácaros, lagartas, lesmas, grilos,besouros, e vários outros. As trepadeiras mais propensas a pegar alguma doença são as frutíferas, mas em geral elas suportam bem doenças.

Dicas extras
O volume e a forma da trepadeira são controlados por podas; se a espécie tiver flores, a melhor época é após a florada.

* Não use vasos ou jardineiras se sua intenção é cobrir totalmente o muro. Para isso as trepadeiras precisam de espaço.

Unha-de-gato (Ficus pumila)
* A Unha-de-gato penetra em frestas de muros e paredes, podendo alargar a estrutura. Apare as pontas a cada dois meses e mantenha a forração em, no máximo, 10 cm de espessura.

Costela-de-adão (Monstera deliciosa)

jiboia (Epipremnum pinnatum)
* A Costela-de-adão e a Jiboia não são recomendadas para o tipo de plantação fixo na parede. Elas crescem muito, e suas raízes, se encontrarem apoio vertical, podem rachar a parece e arrancar o reboco, abalando a estrutura da casa.
* Se você for plantar trepadeiras no muro, é importante que o muro seja áspero, pois as trepadeiras agarram-se melhor em texturas rugosas.

Como pode se ver, as trepadeiras são auto fixadoras, não necessitando de amarrilhos ou qualquer outro tipo de ajuda para o seu crescimento. As trepadeiras precisam apenas, no máximo, de uma parede rústica e de muita poda.

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Glicínia ( Wisteria sp)
As Trepadeiras, que também podem ser chamadas de Lianas e Cipós, pertencem ao grupo de plantas que mesmo tendo as suas raízes fixas no solo precisam de um suporte para crescer. O suporte é necessário para que essas plantas possam crescer eretas e em direção ao sol.

As trepadeiras podem ser herbáceas ou lenhosas, as lianas, por exemplo, são apenas as trepadeiras lenhosas. Essas plantas podem ser bem interessantes para compor o seu jardim então continue lendo para saber mais sobre elas e conhecer as suas principais características.

Descrição das Trepadeiras
Os métodos utilizados pelas trepadeiras para escalar as superfícies são bem variados. Essas plantas podem ser volúveis (aquelas cujo caule se molda a uma superfície e prende-se a mesma) ou então podem apresentar gavinhas que são um tipo de prendedor que permite a planta se fixar na superfície.

As trepadeiras são bem comuns e algumas frutas e legumes bem como populares como uvas, chuchu e maracujás, por exemplo, são provenientes desse tipo de planta. Algumas dessas plantas são usadas como ornamentais como, por exemplo, a clemátis, a jasmim, a jiboia entre outras. Algumas rosas e filodendros também sãotrepadeiras, podem ser usadas para a cobertura de grades e de caramanchões.

Algumas espécies podem crescer como trepadeiras quando apinhadas, quando não existe uma superfície de apoio arbustos e árvores podem cumprir esse papel. Um exemplo disso é o gênero Banisteriopsis do qual faz parte o cipó caapi (utilizado para fazer o chá de ayahuasca).

Banisteriopsis caapi
Esse tipo de planta pode ser encontrado nas florestas dos trópicos e até mesmo nas zonas polares dos hemisférios sul e norte. A maior biodiversidade de trepadeiras pode ser encontrada em florestas tropicais.

Trepadeira com gavinhas
Essas plantas também são conhecidas como sarmentosas, uma das principais características é possuir estruturas que podem ser folhas ou ramos modificados. Essas estruturas tem a capacidade de se enrolar no suporte e assim permitir a fixação no mesmo. Essa fixação permite que a planta cresça em direção ao sol. Um exemplo é o Amor-agarradinho.

Amor-agarradinho (Antigonon leptopus)
Trepadeiras volúveis
Os caules e ramos desse tipo de trepadeiras são capazes de se enrolar nas estruturas enquanto a mesma cresce. O nome volúvel vem do fato de que esse tipo de trepadeira se adapta a forma do suporte.

Em geral a fixação acontece em suportes mais estreitos como fios de nylon, arame e até em colunas. Exemplos desse tipo de planta são Tumbérgia-azul e Sapatinho-de-judia.

Tumbérgia-azul ( Thunbergia grandiflora)

Sapatinho-de-judia (Thunbergia mysorensis)
Trepadeiras de raízes adventícias
As trepadeiras que tem esse tipo de raiz são bastante indicadas para fazer o revestimento de muros. Esse tipo de planta emite diretamente do caule as suas raízes modificadas que fazem a penetração e grudam no suporte com bastante aderência. Os tipos de plantas que exemplificam essas trepadeiras são Unha-de-gato e Falsa-vinha.

Unha-de-gato (Uncaria tomentosa)

Falsa vinha (Parthenocissus tricuspidata)
Mas por que cultivar trepadeiras?
Dentre os principais motivos para se escolher as trepadeiras como plantas para cultivar estão a sua capacidade de gerar sombra, disfarçar superfícies indesejáveis, dar frutos, sofisticar os ambientes e perfumar os mesmos.

Em geral esses são os principais motivos para optar por esse tipo de planta para o jardim. Porém, é importante relembrar que para cultivar esse tipo de planta é necessário contar com uma estrutura de sustentação que pode ser um muro, uma árvore, uma treliça, caramanchões entre outros tipos.

É possível contar com diferentes tipos de trepadeiras para diferentes climas e condições de luz. O cipó-uva (Cissus rhombifolia) bem como o sapatinho-de-judia se dão melhor com locais com uma boa sombra. Se o espaço que você possui para cultivar as suas trepadeiras tem incidência direta do sol a dica pode ser apostar na Sete-léguas (Podranea ricasoliana) e Congeia (Congea tomentosa).

Cipó-uva (Cissus rhombifolia)

Sete-léguas (Podranea ricasoliana)

Congéia (Congea tomentosa)

De forma geral esse tipo de planta não é muito exigente em relação a cuidados, mas é importante respeitar as suas características e necessidades.

Dicas para plantar trepadeiras
A característica essencial de uma trepadeira é se agarrar, enrolar ou se apoiar numa estrutura. Se na sua casa não existe nenhuma estrutura como um muro, por exemplo, você pode induzir o seu crescimento em outras superfícies como outra planta, por exemplo.

Materiais utilizados para cultivar uma trepadeira
* Vaso;
* Muda de trepadeira;
* Terra adubada para plantio;
* Argila expandida;
* Pedrisco;
* Manta bidim;
* Pá;
* Alicate;
* Fio de náilon ou barbante;
* Bambu ou outra estaca que sirva como tutor (no caso de quem não possui um muro ou parede que possa servir de apoio).

Depois de fazer o plantio da sua trepadeira é importante acompanhar de perto o crescimento da mesma. Tenha a certeza de que a sua planta está realmente crescer em direção ao sol. Durante esse processo pode ser necessário realizar podas das plantas, remover os galhos e folhas secas é importante para que a planta se mantenha saudável.

Regue com a frequência necessária para que a sua planta se mantenha saudável. Observe sempre o substrato da planta, quando esse está úmido é sinal que não é necessário fazer uma rega tão rapidamente. No caso de estar seco significa que está na hora de regar novamente.

Vale destacar que o crescimento pode ser acelerado com o adubo correto para cada fase da planta. Conheça bem o tipo de planta trepadeira que você deseja cultivar, pois como já dissemos é possível encontrar algumas que gostem e outras que não gostem de sol. Conheça bem a espécie que você deseja ter no seu jardim e assim tenha melhores resultados no cultivo.

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A Lágrima-de-cristo é uma trepadeira pertencente à família Verbenaceae e tem origem na África Ocidental.

Possui ramos longos, com folhagem e florescimento decorativos e pode ser usada tanto em treliças, quanto em ambientes internos, desde que sejam bem iluminados, quando colocadas em vasos pendentes. Pode também ser mantida como um arbusto, se podada constantemente.

Gera flores na primavera e verão, e eventualmente algumas em outras épocas do ano. Suas inflorescências aparecem em grande número, e são muito chamativas, com suas flores vermelhas tubulares de estames longos, protegidas por cálice branco com as sépalas arredondadas e dirigidas para a corola, parecendo um pequeno balão.

A planta não suporta temperaturas muito baixas, sendo bastante sensível a geadas.

Pode atingir mais de 3,0 m de comprimento no ramo principal. Para cuidar dessa planta é necessário mantê-la em local bem iluminado, pois possui uma alta exigência de luminosidade, apesar de florescer melhor em locais com muita luz indireta (difusa). Prefere também ambientes com alta umidade relativa do ar (acima dos 60%).

Devem cultivadas e solo fértil em material orgânico, levemente ácido, deverá receber na cova de plantio adubação de composto orgânico animal e vegetal, farinha de ossos misturados e adubo granulado NPK 10-10-10, colocando areia no fundo para garantir uma drenagem. Procure não esquecer de regar o fundo da cova antes nem depois de plantada.

Clerodendron thomsonae

As adubações de reposição poderão ser feitas anualmente no inverno, com a retirada da camada superficial do solo do canteiro ou vaso e a adição de composto de folhas e adubo granulado, regando o substrato a seguir.

A mesma recomendação de umedecer o solo do vaso um dia antes é válida, pois facilita a tarefa de retirada do solo e a chegada dos nutrientes dissolvidos na água de rega que percolarão no solo até às raízes. Esta trepadeira é do tipo invasor e necessitará ser controlado por podas, feitas no inverno, retirando-se os ramos secos e os que ultrapassaram o limite desejado, bem como os que se enrolam em outras plantas. A primavera é a melhor época de fazer a propagação de mudas, retirando-se ramos terminais ainda sem flores e colocando em areia com ou sem enraizadores.

Também pode ser utilizada a técnica da alporquia, na mesma época do ano, quando a planta estará em desenvolvimento. As regas devem ser regulares, mas é uma planta que tolera bem a seca e terrenos salinos, podendo ser cultivada no litoral.

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As regas devem ser regulares durante os meses mais quentes, quando ela está em pleno crescimento, mas é uma planta que tolera bem a seca e terrenos salinos, podendo ser cultivada no litoral. Nos meses mais frios as regas devem ser reduzidas.

A planta precisa de suporte para crescer em jardins. Apropriada para guarnecer grades, cercas e pórticos, sendo ideal para caramanchões e pérgolas, por produzir sombra no verão e permitir a passagem da luz no inverno.

Sua multiplicação pode ser feita por estacas, alporquia ou também por sementes. As estacas devem ser cortadas após o florescimento e deixadas enraizar em local protegido (estufas).

A trepadeira possui um crescimento bastante lento, mas o resultado dessa planta crescida é realmente lindo. É uma trepadeira semi-lenhosa e tem folhas com nervuras bem marcadas e forma arredondada.

As folhas que são uma marca registrada da Lágrimas-de-cristo desaparecem durante o inverno rigoroso e as suas inflorescências são ramificadas e nos brindam com lindas flores vermelhas. Essas flores são envolvidas por um cálice branco e se destacam das demais plantas do jardim.

Os grãos dessa flor são da cor do café e também são muito bonitos. O ideal é que essa planta seja cultivada com a ajuda de um suporte e por isso mesmo se mostra uma opção interessante para caramanchões.

É uma planta que produz bastante sombra durante o verão e também permite a passagem de bastante luz durante o inverno. Durante a primavera, o seu florescimento  acaba atraindo muitas abelhas melíferas, as mamangavas.

A Lágrima-de-cristo é uma trepadeira que desenvolve-se muito bem em vasos, mas necessita maior período de sol para melhor crescimento.

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Clematis x Hybrida
A Clematis é uma espécie muito utilizada na jardinagem. São trepadeiras usadas para decorar muros de jardins que acabam por preencher todo o concreto dos muros. Além das belas plantas esverdeadas que essas espécies produzem, outra vantagem são as flores do gênero. Elas não ficam para depois quando o assunto é decoração de exteriores, inclusive quintais pequenos.

Mesmo sendo um gênero das trepadeiras, o que muitos entendem por conter apenas folhas verdes, a Clematis x hybrida tem uma textura semi-lenhosa. Esta espécie também abrange o grupo das herbáceas em que a folhagem pode ser vede ou decídua. Essas plantas são originárias do Hemisfério Norte, aonde muitas herbáceas tem surgido também. Mesmo vindas do norte do globo, elas estão habituadas a climas bem temperados e podem se adaptar facilmente a esses locais.

A Clematis possui diversas espécies diferentes, originando uma caracterização bem peculiar entre as diferentes plantas trepadeiras. Ocorrem cerca de 290 espécies diferentes para este mesmo gênero, o que dificulta e muito o trabalho dos pesquisadores para que cada uma delas seja identificada e tenha as suas principais características estudadas.

Todas as variedades descobertas já foram estudadas estudado, inclusive o cruzamento que pode gerar mais hibridizações e caráteres genéticos totalmente diferentes. Nessas pesquisas, quase 500 espécies puderam ser geradas através de um melhoramento genético.

As flores da espécie Clematis são isoladas, mas servem para determinar belas paisagens em diversos jardins e quintais. Quando as flores não nascem de forma separadas, elas começam a crescer em grupos, que podem variar muito em formatos e tamanhos. Dependendo da variedade, elas podem ser bastante diversas, sendo facilmente identificadas de espécie para espécie.

A floração pode ocorrer de forma simples ou dobrada. Além disso, podem crescer de maneira simples ou plana ou podem ser campanuladas, se desenvolvendo com as pétalas estreitas e bastante largas em relação a outras espécies.

As cores das flores podem ser das mais diversas. Na maioria das vezes elas crescem em dégradée, possuindo longos estames e com um tufo bem no centro de todas as flores.

Nos meses quentes como o verão, é que a floração da planta começa a surgir. É nesta época que os jardineiros de plantão devem procurar as sementes dessa trepadeira para começar a planta-las. As flores nascem de forma rápida quando cultivadas nas épocas de muito calor.

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Cultivo
O cultivo das trepadeiras, é de longe, o mais simples entre os jardins. Estas espécies precisam de suportes para se desenvolver corretamente. Dessa maneira, usando treliças ou árvores e até mesmo outros apoios, é possível cultivar a Clematis de forma eficaz.

Outro fator essencial para o crescimento desta espécie é a adubação. A adubação da Clematis tem que ser complexa, já que pode ser feita anualmente. Dessa forma, o cultivo fica muito mais simples. As podas frequentes também ajudam no rápido desenvolvimento da trepadeira, já que contribuem para o adensamento da mesma.

Uso paisagístico
Não é a toa que os especialistas em jardins, sempre indicam a Clematis como uma opção de projeto paisagístico. As flores espetaculares e as sua folhagem super atraente, garante um aspecto bem diferente a qualquer quintal ou jardim. Além disso, podem atrair insetos que ajudam a enaltecer o ambiente, seja ele qual for. Assim, borboletas estarão sempre rodeando o seu jardim em busca do perfume atraente da sua Clematis.

Não são só as suas características externas que proporcionam tamanho utilidade em projetos paisagísticos. Depois que a trepadeira já estiver bem estabelecida, o que leva mais ou menos um ano para acontecer, ela se torna bem mais resistente a cada dia, evitando que pragas e insetos indesejáveis entrem pela sua estrutura adentro. Por este motivo, as Clematis são consideradas de baixo custo. Não é necessária uma grande manutenção para que ela fique sempre saudável e bonita no sue jardim.

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Plantio
A Clematis deve ser plantada em um local onde o sol bata quase que o dia todo, deixando-o pleno sobre as suas folhagens e flores. No que diz respeito ao solo, ele deverá ser bastante fértil e bem drenável. Não deve ser esquecido do enriquecimento da terra, com bastante matéria orgânica antes mesmo de colocar a sementinha da sua trepadeira no local ensolarado. Deve ser lembrado também que o solo deverá ser irrigado sempre que for possível. O ideal é que este processo seja feito de forma regular.

É uma planta considerada como sendo muito delicada e também exigente. Por isso, ela não tolera variações de clima muito bruscas e muito menos as grandes secas que ocorrem em determinados estados do Brasil. Neste caso, deve ser evitado também as terríveis geadas e o encharcamento do solo ao ser irrigado. Quando fortes chuvas caírem sob a planta, não faça rega por um bom tempo!

Mesmo não suportando as grandes geadas, a Clematis aprecia o frio e detesta o calor excessivo. Por isso, ela é muito cultivada em locais de clima temperado, que sempre variam a temperatura do jeitinho que a trepadeira gosta: com sol, mas sem muito calor e um certo friozinho na parte da tarde. Além de adorar o clima temperado, ela também pode se desenvolver bem em locais de clima subtropical ou tropical de altitude.

Multiplicação
Um fator importante da Clematis é a sua multiplicação. Esta espécie de trepadeira pode se multiplicar de diversas maneiras. A primeira delas é por estaquia. Este método consiste na reprodução assexuada das plantas por inúmeras estacas presas ao caule, raízes e folhas. Quando colocadas em meio úmido, elas começam a desenvolver as espécies novas.

As outras formas de propagação da espécie são a mergulhia e a alporquia. A primeira é uma forma de reprodução um pouco complexa em que se dobra o ramo da planta-mãe, enterrando-o posteriormente ao solo. Já o segundo modo é a formação de raízes através da reprodução assexuada.

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flores da Hoya kerrii
A planta Hoya kerrii é também conhecida popularmente como Flor-de-cera ou Cacto-coração devido à forma que adquire que lembra um coração. Essa planta pertence a família a Apocynaceae.

Sua origem é da Ásia, China, Indonésia, Tailândia e Vietnã. Pode atingir alturas entre 2.4 a 3.0 m e a luminosidade de que precisa é a luz difusa ou meia sombra. O ciclo de vida dessa planta é o perene, uma planta incrível que pode ser ótima para ornamentação.

Trata-se de uma planta trepadeira, suculenta e epífita que possui folhas cuja forma lembra um coração. Devido a sua forma essa planta passou a ser cultivada em todo o mundo. Os seus ramos têm raízes aéreas que tem como responsabilidade absorver nutrientes de matéria orgânica no seu ambiente.

As folhas da planta-coração têm como principais características serem brilhantes, e serem de um tom verde claro. Destaque ainda para a forma variegada que possui margens de folhas de um tom branco-creme. Assim como outras flores-de-cera a planta-coração possui uma inflorescência pendente e tem grande durabilidade.

O florescimento dessa planta acontece durante o verão e conta com diversas flores cerosas, pequenas e com um perfume bastante suave. As flores dessa planta são o resultado da sobreposição de duas estrelas. A flor maior na base é a corola e a menor que fica no ápice é a corona. A corona é vermelha e a corola é branca.

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Cultivo
Existem duas formas principais para cultivar e utilizar a planta planta-coração. A forma mais comum de cultivo dessa planta é em viveiros através da estaquia de folhas e em vasos pequenos. A forma que a planta adquire de coração é muito apreciada e por isso faz um grande sucesso sendo comercializada em vasos.

Depois de adquirir a planta em vasos é interessante partir para a segunda forma de cultivo mais comum da planta-coração que é deixá-la crescer livre seguindo a sua natureza de trepadeira. A planta pode ser replantada num vaso maior e de preferência com a ajuda de algum tipo de suporte como grades, treliças e cercas entre outras.

No começo do cultivo a planta-coração apresenta um crescimento bastante lento e que acontece em fases. Porém, depois que ela cresce um pouco começa a apresentar dezenas de folhas e assim o seu crescimento se torna mais rápido gradativamente.

Vale destacar que pode demorar anos até que a planta floresça pela primeira vez. Um tipo de planta bastante indicado para varandas e interiores que tenham uma boa iluminação.

A dica para que a sua planta cresça com saúde é cultivá-la sob meia-sombra ou então com luz difusa. O solo deve ser drenável e de preferência enriquecido com matéria orgânica, a irrigação deve ser feita regularmente. Cuide para não encharcar o substrato para que as raízes não acabem apodrecendo.

Uma planta que aprecia bastante o calor tropical, a dica é reduzir as regas durante o inverno. A fertilização orgânica é uma boa opção para a primavera e o verão, porém, deve ser leve. Cuidado também com a incidência direta do sol nas folhas, pois pode causar queimaduras nas folhas.

Se for cultivar a Hoya kerrii em vasos prefira os modelos em que a planta fique bem apertada, pois ela gosta. A multiplicação dessa planta pode ser feita facilmente através de estaquia de ramos ou mesmo de folhas. O cultivo deve ser feito de forma que as folhas ou ramos sejam colocados para enraizar no substrato humoso e drenável que deve ser mantido sempre úmido.

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Curiosidades sobre a planta-coração
A trepadeira pode chegar a medir até 4 m de altura, possui hastes de diâmetro de 7 mm e as tem forma de coração tem largura de 6 cm e podem ter 5 mm de espessura.

As plantas adultas dessa espécie podem apresentar inflorescências de 5 cm de diâmetro e cerca de 25 flores. Essas flores têm a capacidade de produzir bolas pequeninas de néctar que tem um tom vermelho meio castanho. O cheiro dessas flores é fraco geralmente.

Planta coração – uma planta suculenta
A primeira coisa a se saber a respeito de plantas suculentas é que todo cacto é uma suculenta, mas que nem toda suculenta é um cacto. As plantas chamadas de suculentas são aquelas que têm a capacidade de sobreviver à falta de luz e água. Isso acontece porque elas conseguem armazenar água tanto nas suas folhas, como nos seus troncos e raízes.

Trata-se de uma característica que ajuda essas plantas a sobreviver em temperaturas bastante elevadas e também em climas áridos como os da África e até mesmo da América, local de origem desse tipo de planta. A característica principal dessas plantas é armazenar umidade no seu tecido carnudo que está presente em seus caules, raízes e folhas. Esse tipo de planta conta com sistemas de redução de perda de água.

São conhecidas cerca de 22.000 espécies de plantas suculentas dentre as quais apenas 2 mil são de cactos. Somente no Brasil são conhecidas mais de 100 espécies de plantas classificadas como suculentas.

A planta-coração é um tipo de cacto e assim uma suculenta, devido a isso é uma planta que gosta e se desenvolve bem nos climas mais quentes do mundo. Como possui grande capacidade de armazenar água não precisa de uma rega constante, quando é regada em excesso pode acabar com as raízes apodrecidas devido ao encharcamento.

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O lúpulo é uma planta trepadeira que cresce rapidamente e é nativa das ilhas britânicas. Humulus lupulus é mais comumente chamado de lúpulo.

Pertence à família Cannabaceae, tradicionalmente usado, junto com o malte (grão malteado), a água e o levedo, na fabricação do chope e da cerveja.

O lúpulo é um conservante natural, sendo essa uma das principais razões para ser adotado na produção de cerveja.

No calor do cozimento da mistura, o lúpulo libera suas resinas de sabor amargo, dando à cerveja sabor característico.

O lúpulo era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca enquanto era transportada. Foi assim que um estilo particular de cerveja surgiu, a Índia Pale Ale.

Na virada do século XVIII, os cervejeiros britânicos começaram a enviar cerveja forte, com muito lúpulo adicionado aos barris para preservar a bebida durante a viagem de vários meses para a Índia. No final da viagem, a cerveja acabava adquirindo grande intensidade de aroma e sabor de lúpulo. Perfeito para satisfazer a sede de pessoal britânico nos trópicos.

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Além de um constituinte da cerveja, o lúpulo é cultivado como trepadeira ornamental em jardins em áreas subtropicais e temperadas. Também é usado em pequena escala na alimentação, produzindo o chamado “aspargo de lúpulo”

O fruto — ou os cones — da planta agem como conservantes e adicionam um sabor amargo à bebida. O lúpulo também pode ser usado para fazer um chá calmante e relaxante ou pode ser cultivado e apreciado por sua bela folhagem abundante.

Cultivo
- Prepare um canteiro grande, com solo profundo, rico e bem drenado. Acrescente bastante esterco para obter melhores resultados. Esse local deve ter pleno sol e estar perto de uma fonte de água para tornar a rega mais fácil. O lúpulo precisa de algum tipo de estrutura de apoio, portanto escolha um local ao lado de uma cerca ou instale uma treliça, estacas, postes ou arcos.

- Comece em meados do inverno se for plantar por sementes. Deixe-as na água por 24 horas e, em seguida, coloque-as em um saco plástico com musgo de turfa úmido e deixe na geladeira por cerca de seis semanas.

- Plante as sementes em recipientes pequenos e mantenha-as em um local quente e protegido das geadas. As sementes devem começar a crescer em cerca de quatro semanas, mas pode demorar mais tempo. O primeiro ano de crescimento será muito lento. Transfira as plantas para o canteiro durante a primavera.

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- Mantenha o rizoma refrigerado até que o canteiro esteja preparado, caso cultive uma muda ou um rizoma. Mergulhe o rizoma em uma solução de água morna e fertilizantes em pó para as raízes e deixe de molho durante uma hora, antes do plantio. Plante os rizomas a pelo menos 90 cm de distância entre si e cubra com uma camada de terra de 5 cm.

- Mantenha as plantas bem regadas e não deixe o solo secar. Utilize uma cobertura de solo orgânica e fertilize regularmente. Tome cuidado com o oídio, os pulgões e os ácaros, e trate a planta imediatamente se um desses problemas comuns surgir. Comece a colocar as plantas sobre os suportes quando elas tiverem cerca de 30 cm de altura.

Advertências
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O lúpulo cresce lentamente no primeiro ano, mas muito rapidamente nos anos seguintes — de 2,5 a 7,5 cm por dia e até 6 m de comprimento. Apenas as plantas femininas produzem os cones que são usados ​​para fabricar cerveja.

- A planta pode irritar a pele, causando dermatite de contato em algumas pessoas. Use luvas ao lidar com essas plantas.

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Com cerca de 30 espécies, o gênero Petrea inclui desde arbustos até trepadeiras, como é o caso da graciosa trepadeira Viuvinha. O gênero faz parte da família Verbenaceae e são originárias da América do Sul – Brasil. Sua altura varia de 3 a 5 m.

Esta espécie é muito vistosa, precisa só de um tutor ou um caramanchão de apoio para que possa escalar e soltar seus ramos de folhas grandes e verde-escuras. Se bem conduzida e plantada em ambiente de sol pleno, a viuvinha rapidamente rouba os olhares no jardim.

Facilmente encontrada no cerrado brasileiro, essa trepadeira tem ramos flexíveis e verdes quando novos, que vão ficando marrons e lenhosos depois de velhos. Por isso, prefira conduzir o direcionamento da planta enquanto os galhos ainda são jovens. Pode ultrapassar facilmente os 6 metros de altura caso tenha um suporte adequado para crescer.

Suas abundantes flores, pequenas e perfumadas, são compostas de duas estruturas: uma de pétalas azuis finas e longas, outra de pétalas roxas, curtas e arredondadas, o que lhe confere uma aparência inconfundível. Há ainda uma variedade de flores brancas, mais difícil de ser encontrada. Nos dois casos, a textura das pétalas é levemente peluda, bem suave ao toque.

Pode ser plantada tanto na terra quanto em vaso desde que tenha contato direto com o sol. Seu substrato preferido é constituído por terra e composto orgânico (ou húmus de minhoca) adicionados em partes iguais – cuide apenas para que o solo seja mantido sempre úmido, nunca encharcado, o que atrai doenças causadas por fungos e bactérias.

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A viuvinha é sensível a podas, mas tolerante a geadas e a mudanças bruscas de temperatura, tornando-se uma espécie bastante comum nos jardins ao Sul do país. A floração ocorre entre setembro e outubro, sendo muito visitada por abelhas e borboletas, seus polinizadores naturais.

É uma planta de sol pleno e gosta de solo úmido, mas nunca encharcado, a rega deve ser moderada 2 vezes por semana, com maior quantidade nos meses mais quentes e menos vezes nos meses mais frios. É uma planta de clima quente e úmido.

Por ocasião do plantio para uma cova de 40 x 40 cm, misture bem na terra retirada, cerca de 30 litros de esterco de gado, sempre curtido.

Podas devem ser feitas, para retirada de ramos secos, mal formados e brotações indesejadas.

A fertilização deve ser feita de 3 a 4 vezes por ano, cerca de 1 a 5 colheres  (conforme o tamanho da planta) com NPK na formulação 04-14-08. Colocar sempre ao redor do caule, nunca junto à ele.

Fica muito bonita no revestimento de grades, muros, cercas e caramanchões. Sua multiplicação se dá normalmente por estacas, que se desenvolvem mais rápido do que as sementes.

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Falsa-vinha (Parthenocissus quinquefolia
As trepadeiras são excelentes opções para qualquer tipo, dimensão ou localização de jardim, pois há sempre uma ou mais que se adaptam a cada situação. Eu não consigo imaginar um jardim sem trepadeiras.

Elas são uma presença obrigatória num jardim de estilo mediterrânico ou romântico, são as plantas ideais para vestir as suas paredes e muros, adaptam-se à espaços grandes e pequenos e até varandas ou terraços. Basta escolher a trepadeira certa.

Mas o que são plantas trepadeiras?
Para início de conversa nada melhor do que perceber o que é uma trepadeira, embora possa parecer óbvio, não é, pois muitas daquelas plantas que nós achamos que são trepadeiras não são mais do que arbustos conduzidos como trepadeiras.

- Trepadeiras “verdadeiras”
São aquelas plantas arbustivas que nas suas condições de origem precisam de trepar para alcançar a luz do sol, e que por isso são capazes de desenvolver técnicas para trepar e para se agarrar a outras plantas ou a estruturas de apoio, as técnicas podem ser várias:

* Raízes adventícias aéreas
São raízes emitidas ao longo dos caules, o que lhes permite ter a capacidade de se fixarem às estruturas e apoio, essas raízes permitem-lhes absorver água e alimentos de qualquer superfície (ex: Hera)

* Gavinhas
São prolongamentos dos caules (flexíveis) que se enrolam em qualquer lugar, garantindo a estabilidade da planta (ex: clematites, maracujá, ervilha de cheiro, kiwi, glicínia e madressilva)

* Pequenas ventosas nos caules da planta
São aquelas que desenvolvem um sistema de pequenas ventosas que permitem que a planta se cole à parede (ex. vinha virgem)

* Espinhos ou acúleos
São prolongamentos pontiagudos dos caules que permitem que a planta se proteja e também se fixe aos suportes (ex: roseira)

- Arbustos conduzidos sob a forma de trepadeiras
Para além das chamadas trepadeiras verdadeiras temos arbustos que podem ser conduzidos sob a forma de trepadeiras, estes são geralmente arbustos que possuem caules lenhosos muito compridos e que quando apoiados crescem melhor, exemplos destas plantas (tecoma, thunbergia, allamanda, rincospermum,)

Antigonon leptopus... Amor-agarradinho.
Cuidados básicos com as suas trepadeiras
- Plantação das trepadeiras
Quando for plantar trepadeiras, certifique-se que o solo fica bem drenado e fértil e mobilize-o até ficar descompactado e apresentar uma estrutura solta e ligeira, adicione também  matéria orgânica para melhorar a estrutura do solo e adubo, não se esqueça de adubar todos os anos no inicio da primavera e verão.

Quando escolher o local para as trepadeiras tenha em atenção que o ideal é plantá-las no sentido do vento, ou seja quando o vento sopra ficam mais “agarradas” à parede ou á estrutura e não o contrário em que “voam como capachinhos ao vento.”

Quando for plantar junto à muros não se esqueça de deixar espaço para o desenvolvimento das raízes principalmente no caso dos arbustos que conduzimos em trepadeira (esta distância deve ser de 30-40 cm), não tenha a tentação de encostar completamente à parede.

- Distância ou compasso de plantação
Plante os vários exemplares com pelo menos 1 metro de distância.

- Condução das trepadeiras
Nunca se esqueça que, quando se planta trepadeiras junto de um muro ou estrutura de apoio deve primeiro colocar os suportes de apoio

Para obtermos o melhor resultado devemos ter o cuidado de conduzir as trepadeiras desde o início, encostando-as e prendendo-as às estruturas onde queremos que se agarrem.

Todos os anos temos que acompanhar a condução das trepadeiras.

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- Poda
Toda planta não importa a espécie, por mais bem cuidada que seja, um dia começa a apresentar queda de folhas e folhas amareladas. Para manter as plantas sempre viçosas e com ramos uniformes e densos, a melhor solução é fazer uma poda nos ramos que crescem junto à borda do vaso. Saiba que é um excelente remédio para que as folhagens antes “feias” se revigorem, tornando-se novamente cheia e espessa, com um visual mais atraente.
Se você prefere uma medida menos radical, faça uma poda em duas etapas.
* 1º Comece retirando 1/3 dos ramos.
* 2º Quando as folhas novas brotarem, pode mais 1/3, e assim por diante, até que a planta esteja totalmente recuperada.

Quando a folhagem ficar rala no topo do vaso, uma solução é podar a ponta dos ramos mais compridos e enterrá-los novamente no vaso, no meio dos galhos já enraizados. Os caules antes “pelados” ficarão encobertos e o aspecto geral da folhagem vai melhorar consideravelmente.

As trepadeiras que crescem apoiadas em tutores costumam apresentar problema de queda de folhas, principalmente em torno de sua base, bem próximo ao solo. Para estes casos, deixe a planta crescer até uns 20 ou 30 cm acima do tutor e depois é só orientá-la em direção à terra do vaso, amarrando-a no tutor se preciso.

Isso não só recobrirá os ramos desnudos como acelerará novamente o crescimento da planta. Para que a poda seja realmente eficaz, revigorando a aparência geral da folhagem, é importante que você leve em consideração as novas exigências da planta, que são:

Claridade:
quando podada, a trepadeira necessita de uma quantidade de luz ligeiramente maior, para desenvolver-se com mais rapidez. Isto ocorre porque as folhas restantes (agora em menor número) terão de captar a energia suficiente para o crescimento da planta.

Adubação:
na época da poda, procure adubar com mais frequência suas trepadeiras. Depois que o crescimento tiver voltado ao ritmo normal, volte também a quantidade habitual de adubo. Pode-se usar tanto o fertilizante granulado como o foliar, observando as especificações do fabricante.

Água:
ao contrário do que ocorre com a quantidade de luz e adubo, a planta podada necessita de menos água. Mantenha-a ligeiramente úmida, mas evite as regas em excesso.

Em trepadeiras floridas devemos podá-las antes da floração para aguentarem o peso das flores e estimular a floração.

Enfim, não existem segredos para se cuidar bem desse tipo de planta, basta cuidados simples.

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