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Archive for the ‘Trepadeiras e Ornamentais’ category

Trepadeiraa-de-arco

Família: Bignoniaceae Categoria: Trepadeiras
Origem: Austrália, Oceania

Trepadeira perene, semi-lenhosa cuja altura pode chegar até 3 m e deve ser cultivada a sol pleno.

Seus ramos longos e folhas compostas de coloração verde-escura e textura coriácea.

As flores surgem em cachos, são grandes, tubulares, perfumadas e podem ser brancas ou róseas, com a garganta rósea em uma tonalidade mais escura. Ocorre ainda uma forma ‘Alba’, de flores totalmente brancas.

Os frutos e contém numerosas sementes aladas. É comumente utilizada para cobrir arcos, pérgolas, portões, cercas e treliças, conferindo um ar romântico à paisagem.

Não é muito apropriada ao litoral, pois é prejudicada pelo vento, que danifica suas flores. A floração pode se estender por todo o ano, mas é mais abundante nos meses quentes.

Devem ser cultivadas a pleno sol, em solo fértil, e rico em matéria orgânica e com regas regulares. Seu crescimento é moderado. Tolera a meia-sombra e aprecia o frio subtropical.
Multiplicação por sementes e estacas.

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Algumas flores são mais procuradas do que as outras, até porque, existem diversas espécies que florescem durante todo o ano, já outras é preciso esperar alguns meses para contemplar sua beleza.

O gerânio é uma das plantas mais utilizadas no paisagismo em geral, suas flores de beleza diferenciada com formato de pequenos buquês e sua folhagem recortada, fazem com que ela seja amplamente usada nas decorações de ambientes e até mesmo de casamentos e outros eventos.

Da família da geraniaceae, os gerânios são originários da África do Sul é considerado um tipo de planta perene. Eles fazem parte de um grupo hortícola de arbustos cuja textura é semi-herbacea, além disso, possuem inúmeras variedades entre elas o Pelargonium inquinans.

Em geral os gerânios possuem um aroma forte e bem característico proveniente de suas folhas, já que suas flores são mais simples. Os gerânios de cheiro são o do tipo Pelargonium graveolens.

A maioria das flores das espécies de gerânios surge no final da primavera e no inicio do verão, com isso podemos dizer que sua florescência é anual.

Existem gerânios de varias cores, eles alcançam até 90 cm de altura quando cultivados em solo fértil e com os devidos cuidados.

Recomenda-se cultivar os gerânios em locais arejados, a meia sombra. Toda planta necessita de luz solar, mas a exposição direta por horas seguidas pode causar danos a sua planta, tenha cuidado principalmente no verão.

Quem deseja cultivar um gerânio dentro de caso a melhor espécie para interiores é o Pelargonium Grandiflorum. Já quem possui um jardim ou canteiro com espaço devem ter cuidado com as condições climáticas favoráveis e desfavoráveis par ao gerânio. Essa espécie não suporta baixas temperaturas.

Se optar pelo cultivo da espécie em vasos, é preciso uma boa base orgânica, terra rica, pequenas quantidades de substrato e boa drenagem.

As regas devem ser regulares, principalmente no verão quando o solo seca mais rápido.

Se possível retire sempre as flores já mortas, folhas doentes ou secas. Esses pequenos detalhes irão contribuir muito para a saúde da sua planta.

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Photinia

As plantas ornamentais exigem muitos cuidados para se manterem saudáveis e atraentes na paisagem. Fertilização regular, poda, rega, cobertura morta e controle de pragas são todos parte de um bom programa de gestão da paisagem.

Algumas plantas, como flores anuais, rosas, Photinia de pontas vermelhas são mais exigentes do que outros. Flores anuais e rosas devem ser mantidos com nutrientes e água em todos os momentos, podadas e preparadas rotineiramente, e monitorizadas regularmente para as pragas se elas estão floridas abundantemente. As Photinias de pontas vermelhas são muito suscetíveis a doenças foliares e exigem mais cuidados.

Por outro lado, as plantas como as gramíneas ornamentais, azevinhos e zimbros, quando devidamente plantadas em um bom local, requerem poucos cuidados, uma vez estabelecida são consideradas plantas de baixa manutenção.

Cuidar de plantas ornamentais é mais difícil quando eles não estão bem adequadas para o local selecionado ou quando são indevidamente plantadas. Azaléias, por exemplo, preferem um solo úmido, bem drenado e sombra do sol no meio da tarde. Quando plantada em solos mal drenados ou em pleno sol sem o benefício da irrigação, ficam suscetíveis ao ataque de insetos e doenças, e requerem mais cuidados.

Hoje, o conceito de baixa manutenção de paisagens é mais popular do que nunca. A ideia de colocar menos esforço na paisagem, sem sacrificar a qualidade e beleza é muito atraente para os proprietários e clientes que adoram o paisagismo. Através da aplicação de menores quantidades de água, fertilizantes e pesticidas para a paisagem, você não só ajuda o meio ambiente, mas também economizar tempo e dinheiro. Novos conceitos de baixa manutenção de paisagismo, como Xeriscaping (água-eficiente paisagismo) e manejo integrado de pragas (controle de pragas por meio do uso de inseticidas seletivos), estão provando que é possível ter uma bela paisagem enquanto economizamos tempo, esforço e dinheiro.

Comece por identificar as áreas da paisagem que necessitam de quantidades diferentes de atendimento. A área plantada recentemente, por exemplo, geralmente precisa de mais atenção do que uma área bem estabelecida. A área de alta visibilidade da paisagem é geralmente onde encontramos um crescimento ótimo é desejável em todos os momentos, enquanto que numa zona isolada, exige menos manutenção. Uma vez que este “zoneamento” é feito e os diferentes níveis de cuidados com as plantas são estabelecidos, a manutenção da paisagem torna-se muito mais eficiente e eficaz.

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Família: Angiospermae – Família Lamiaceae
Originária da África. Antes considerada da Família Verbenaceae, com os estudos de filogenia os pesquisadores colocaram o gênero nesta outra família.

Planta trepadeira semi-lenhosa perenifólia ou de folhas caducas em regiões de Invernos rigorosos, tipo cipó, de caules verde-escuros e flexíveis que se enrolam em suportes e outras plantas próximas.

Pode atingir mais de 3,0 m de comprimento no ramo principal. As flores são reunidas em grandes cachos nas pontas dos ramos. Floresce praticamente o ano todo, mas principalmente na Primavera até o final do Verão.

Necessita de sol, mas seu cultivo em locais onde somente há sol pela manhã não impedirá seu florescimento.

Deve ser cultivada em solo fértil com material orgânico, levemente ácido, deverá receber na cova de plantio adubação de composto orgânico animal e vegetal, farinha de ossos misturados e adubo granulado NPK 10-10-10, colocando areia no fundo para garantir uma drenagem. Não esquecer de regar o fundo da cova antes nem depois de plantada.

As adubações de reposição poderão ser feitas anualmente no Inverno, com a retirada da camada superficial do solo do canteiro ou vaso e a adição de composto de folhas e adubo granulado, regando o substrato a seguir.

A mesma recomendação de umedecer o solo do vaso um dia antes é válida, pois facilita a tarefa de retirada do solo e a chegada dos nutrientes dissolvidos na água de rega que percolarão no solo até às raízes.

Esta trepadeira é do tipo invasora e necessitará ser controlada por podas, feitas no Inverno, retirando-se os ramos secos e os que ultrapassaram o limite desejado, bem como os que se enrolam em outras plantas. A Primavera é a melhor época de fazer a propagação de mudas, retirando-se ramos terminais ainda sem flores e colocando em areia com ou sem enraizadores.

Também pode ser utilizada a técnica da alporquia, na mesma época do ano, quando a planta estará em desenvolvimento. As regas devem ser regulares, mas é uma planta que tolera bem a seca e terrenos salinos, podendo ser cultivada no litoral.

flores se abrindo

Buganvílea

A Buganvília é uma trepadeira, cujas flores no Verão atraem a atenção de quem passa onde quer que se encontre. A mais comum é a de cor roxa, mas podem facilmente encontrar-se outras cores em qualquer viveiro.

Dos troncos, protegidos por fortes espinhos, ramificam todos os anos novos rebentos que crescem vigorosamente e para os lados de forma desordenada. Estas plantas podem também ser “domesticadas” em forma de arbusto, desde que se proceda ao corte das pontas nos rebentos novos à medida que eles crescem, podendo atingir facilmente cerca de 6 a 9 m de altura.

As folhas possuem uma cor verde escura. As flores verdadeira são os pequenos tubos amarelos e brancos que se encontram envolvidos em três brácteas fundidas ou folhas modificadas, parecidas com papel, e que são as verdadeiras responsáveis pelo seu aspecto colorido.

Originária do Brasil, tornou-se uma espécie popular e ornamental em quase todo o mundo, especialmente nos climas quentes da América do Norte e do Sul, na Europa e no sudoeste asiático. Se desenvolve sem grandes exigências ou cuidados. Em alguns casos, pelo seu porte e vigor, algumas podas regulares fariam dos espécimes existentes e quase selvagens magníficos exemplares de decoração paisagística.

Gosta de solos ricos e organicamente ricos mas bem drenados, tolerando embora condições mais adversas. Deve ser fertilizada ligeiramente apenas três vezes ao ano. Tolera o ar do mar, desde que seja protegida para não receber diretamente o sal. Um dos seus pontos críticos são as raízes, muito delicadas e facilmente atingidas quando se transplanta ou movimenta a planta. Quando cultivada em vaso, prefere ter as raízes apertadas.

É muito importante que esta planta tenha pelo menos 4 a 6 horas diárias de sol na estação quente para poder florir. No Inverno perde as folhas e mantém-se em descanso, preparando-se para a época de floração seguinte.

A rega é semanal e moderada. Se deixar de florir, deve parar-se a rega e permitir que o solo seque ligeiramente à superfície, ou mesmo um pouco mais, para forçar o aparecimento da flor. Tolera pequenos períodos de seca. Dentro de casa desenvolve-se em forma de arbusto à temperatura ambiente desde que sujeita a podas regulares. Mas precisa de muita luz.

Quanto mais fertilizante, mais folhas e menos flores. Cuidado portanto com a dose, que deve ser a mínima necessária, assim como a rega subsequente. O fertilizante mais adequado é o universal 10-10-10 (N-P-K) líquido, para efeitos mais imediatos e no máximo duas vezes ao ano.

Propaga-se com facilidade, por estaca, durante os meses de Verão. Procede-se ao corte dos ramos mais tenros obtendo-se estacas com 7,5 a 15 cm, retiram-se as folhas até meio e insere-se o corte num fertilizante com hormonas. Coloca-se a estaca fertilizada num vaso pequeno com uma mistura de solo e terra para plantas e areia, em partes iguais. Umedece-se sem exageros. A areia pode ser substituída por perlite ou vermiculite. Cobre-se o vaso com um saco de plástico transparente para manter a umidade e mantém-se num local luminoso mas não excessivamente quente, para poder criar o efeito de estufa. Logo que comecem a surgir novas folhas, transplanta-se com cuidado para o local definitivo. Atenção às raízes, espere que a terra seque um pouco para transplantar e não mexa no torrão em volta das raízes, que são o “calcanhar de Aquiles” das Buganvílias.

Enfim, a Buganvília é famosa pelas suas cores variadas que vão desde o roxo, à cor de vinho, laranja, branco, salmão e por outros tons mais raros e cuja cultura é menos fácil. É uma planta popular, exuberante e de crescimento rápido. Tem um preço acessível, pode ser multiplicada por propagação e não requer grandes cuidados.

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Planta arbustiva ornamental, muito usadas no paisagismo, que podem atingir desde 1,50 m até mais de 2 m de altura, adaptando-se a qualquer tipo de clima e solo, preferindo, no entanto, os locais mais quentes e de umidade relativa alta.

Originários da América Tropical, cultivam-se por divisão de rizomas. Formam touceiras de bela aparência com folhas grandes e verdes lembrando bananeiras, portanto, excelentes para jardins decorativos externos. Não necessita replantio.

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Dependendo da variedade, produzem abundantes florações de colorido vivo e brilhante desde o amarelo até vermelho forte e seus matizes. Destinam-se também com perfeição para corte devido a grande durabilidade em vasos e arranjos.

Devem ser plantadas em local de preferência ensolarado e protegida das geadas do Inverno. Plantam-se os rizomas entre 5 a 10 cm de profundidade em solo de boa qualidade.

Não são exigentes em adubação. Aceitam umidade, porém não em excesso.

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O Brasil é um país com grande área territorial e possui uma flora muito diversificada. Em sua grande extensão territorial podemos encontrar diversos domínios ecológicos caracterizando a diferença de clima e condições meteorológicas, o que está intimamente ligado à presença de certas espécies de plantas cultivadas em diferentes regiões.

Não somente as plantas ornamentais, mas qualquer espécie vegetal possui necessidades de adubação e manejo como as podas, necessidades hídricas, térmicas as quais lhes são favoráveis para um bom desenvolvimento desde a fase vegetativa até o florescimento e frutificação, essas necessidades diferem de acordo com espécies e variedades. Esses são alguns dos motivos pelos quais muitas vezes adquirimos uma planta ornamental em uma floricultura ou mesmo em uma de nossas viagens, linda, viçosa e florida e quando em nossas casas, após uns dias, começa a amarelar, perder as flores, definha e às vezes chega a morrer.

No entanto, já é possível cultivar uma planta em diferentes regiões, com climas diferentes, graças à pesquisa, melhoramento genético e adaptações de micro climas durante o cultivo. Quando cultivadas em situações adversas de seu habitat natural e desde que não temos uma espécie já adaptada às novas condições é necessário promover um micro clima favorável parecido com o do seu habitat natural.

Como exemplo de condições adaptadas, temos os cultivos em estufas e casas de vegetação, onde são controladas a temperatura e umidade relativa do ar, umidade do solo (vaso) através de irrigação, intensidade do vento, insetos entre outros, principais fatores essenciais para que a planta se desenvolva de maneira satisfatória, não se esquecendo, é claro, de uma boa adubação.

Algumas plantas são mais adaptáveis que outras, mas devemos sempre levar em consideração as condições climáticas de sua região de origem e se não pudermos lhe fornecer um ambiente parecido, melhor optar por outra espécie, assim teremos plantas sadias, viçosas e com belas flores.

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Planta ornamental é toda planta cultivada por sua beleza. São muito usadas na arquitetura de interiores e no paisagismo de espaços externos. Há indícios que desde os primórdios da humanidade, algumas espécies como o lírio branco (Lilium candidum) eram cultivados para esse fim.

As espécies ornamentais foram selecionadas pelos humanos a partir de caracteres visualmente atraentes, como flores e inflorescências vistosas, coloridas e perfumadas, folhagem de cores e texturas distintas, formato do caule, ou por seu aspecto geral. Ao longo do tempo, os homens perceberam que poderiam aprimorar qualidades desejáveis em uma planta a partir de cruzamentos entre indivíduos particularmente bem dotados. Assim começaram a surgir novas variedades, com novas cores, flores maiores e mais duráveis, mais resistência ao clima ou a predadores. As rosas, cultivadas há milênios no Oriente Médio, já não se apresentam mais em seu estado original, mas a imensa variedade de formas e híbridos obtidos ao longo de todos esses anos de cultivo são sintomáticos da capacidade humana de transformar a natureza para atender suas necessidades.

Plantas ornamentais utilizadas em paisagismo
Para a execução de um projeto paisagístico, é fundamental que se tenha conhecimento das plantas. É importante saber tipo, porte, folhagem, época de floração, local de melhor adaptação, entre outras características. As plantas ornamentais podem ser divididas em grupos conforme seu aspecto morfológico, hábito de crescimento ou mesmo usos mais frequentes.
Essa classificação é bastante variável, mas basicamente podem ser divididas em forrações, arbustos, árvores, palmeiras, trepadeiras e plantas entouceirantes.

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Corriola

Nome Popular: Corriola, esqueleto, campainha-vermelha, cardeal.
Família: Convolvulaceae
Origem: América Central e América do Sul

Trepadeira muito atraente, delicada e anual, que chama a atenção pelo vivo vermelho de suas flores. Com folhas bem diferentes de outras ipoméias, apresentam a forma de pena, são verde-claras e com segmentos afilados. O caule é herbáceo e ramificado. As flores são pequenas, tubulares, com abertura em forma de estrela de cinco pontas e coloração vermelho escarlate, com anteras brancas. A floração ocorre no Verão e Outono. Ocorrem ainda variedades de flores róseas e brancas, mas essas são raras em cultivo. Os frutos têm grandes sementes marrom-avermelhadas.

Ótima para estruturas leves como treliças, grades, arcos e pode ter usos provisórios já que é anual. Seu porte é pequeno, e durante seu ciclo ela pode atingir até 6 m de comprimento. É uma espécie muito rústica e fácil de cultivar, apropriada para jardineiros iniciantes.
Suas flores ainda atraem muitas borboletas e beija-flores. Devido a sua facilidade de propagação, a trepadeira corriola é considerada uma planta daninha em alguma situações.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o clima subtropical, florescendo mais abundantemente. Não tolerante a geadas.
Tolera a estiagem, desde que não seja muito prolongada. Multiplica-se facilmente por sementes plantadas no início da primavera. As sementes germinam em cerca de 4 dias.

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Jade-vermelha - Mucuna bennettii F. Muell.
Morar em apartamento é, hoje em dia, uma realidade crescente nas grandes cidades e isso tem provocado uma grande procura por empresas e profissionais especializados em criar jardins para varandas e terraços.

É perfeitamente possível incluir as trepadeiras nesses projetos, acrescentando um charme muito especial ao ambiente, uma vez que existem várias espécies adequadas, muitas delas com flores perfumadas. Entretanto, é preciso observar que algumas apresentam uma exigência impossível de ser esquecida: aquelas que possuem caules compridos e frágeis precisam de um apoio ou suporte para crescer, como telas, treliças, arames, arcos, entre outros.

As mais indicadas
Antes de falar sobre as espécies mais indicadas, é interessante observar alguns aspectos característicos, pois as plantas devem ser escolhidas de forma a conciliar as condições do local (espaço e luminosidade, por exemplo) e forma como precisam se apoiar.
Algumas trepadeiras se sustentam no primeiro apoio que encontram pela frente e vão se enroscando em torno dele, num movimento espiral até atingir o topo, quando, então, caem em ramos pendentes. Espécies que produzem flores costumam resultar num visual surpreendente. Para que a planta não se torne um emaranhado de galhos, é preciso cuidados periódicos que incluem condução e podas. Um bom exemplo é a madressilva (Lonicera japonica), com delicadas flores perfumadas.

Existem espécies, como a alamanda (Allamanda cathartica), que emitem longos caules que vão se vergando com o peso das folhas e flores e se estendem procurando apoio no suporte mais próximo que encontram. São plantas que exigem bastante espaço e o uso de amarrilhos para se manterem presas aos tutores (estruturas de arames e treliças são ideais).

Certas espécies são chamadas de trepadeiras quando, na verdade, são “arbustos escandentes”. Caso específico da primavera (Bougainvillea) – seus ramos são muito flexíveis, crescem em movimento ascendente mas, depois, tombam com o peso das folhas e dos cachos floridos. A primavera só dá bons resultados em locais bem ensolarados e exige um espaço considerável.

Boas opções para áreas sombreadas
Costela-de-adão (Monstera deliciosa) -
também conhecida como banana-do-mato ou banana-do-brejo, apresenta rápido crescimento e suporta bem as variações de temperatura. Recomenda-se conduzi-la sobre uma estaca coberta de musgo para que as raízes aéreas possam fixar-se. Nunca pode as raízes, pois elas levam nutrientes à planta. Requer local sombreado, regas moderadas e poucos cuidados, entre eles, a aplicação de fertilizante líquido na primavera e no verão e a limpeza regular das folhas mais velhas.

Jibóia (Scindapsus aureum) -
sobrevive bem à sombra, mas precisa de boa luminosidade. Os longos caules, repletos de folhas, resultam num visual muito bonito. Há quem conduza seus caules em fios de nylon, emoldurando quadros ou outros detalhes da decoração. Requer regas moderadas e poucos cuidados.

Filodendro (Philodendron sp.) - planta de rápido crescimento, aprecia locais sombreados e não suporta correntes de ar. Se a varanda ou terraço estiverem sujeitos a ventos fortes, o ideal é colocar o filodendro próximo à porta de vidro, mas do lado de dentro do apartamento. Também dá ótimos resultados como planta pendente.

Jardim de cobertura
As principais condições que encontramos num jardim de cobertura são sol pleno e ventos fortes e constantes – ambos contribuem para que o solo se resseque rapidamente e as plantas percam água com facilidade. Por essa razão, neste tipo de jardim os cuidados com as regas e adubações devem ser redobrados. As espécies mais indicadas para um jardim de cobertura são:

Brinco-de-princesa (Fuchsia sp.) – indicada para o plantio à meia-sombra, mas tolera bem locais que recebam sol direto poucas horas por dia. Recomenda-se colocá-la no local mais protegido de ventos fortes. Apresenta uma floração abundante e delicada. Para um bom resultado visual, pode tanto ser educada para subir, como ser plantada como pendente.

Ipoméia (Ipomea) - Também conhecida como “campainha”, é uma planta resistente ao sol e ventos fortes, sendo ideal para coberturas. Produz flores, em formato de trombeta, apenas sob sol pleno. Por essa razão, deve-se observar bem a insolação do local para escolher a melhor posição. Dá excelentes resultados apoiando-se em treliças.

Alamanda (Allamanda cathartica) - Outra planta muito resistente para as condições de um jardim de cobertura. Produz folhas brilhantes e flores graúdas, mas também apenas sob sol pleno – na sombra ela não floresce. Precisa de espaço e de suporte para manter um formato harmonioso. Também resulta num ótimo efeito, apoiada em treliças. Flores nas cores amarela (a mais conhecida), rosa, vermelho e laranja.

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