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Posts para categoria ‘Tóxicas e Venenosas’

saia-roxa

Originária da Ásia, África e Índia, mas pode ser encontrada no Brasil. A saia-roxa é uma planta ornamental, cultivada em jardins devido às flores grandes, roxas e vistosas, embora ocorra em terrenos baldios e nas proximidades das habitações. Reproduz-se por estaca e semente e floresce de setembro a março.

Arbusto perene, de 1,0 a 1,5m de altura, caule ramoso, fistuloso com lenticelas. Folhas alternas, longo-pecioladas, inteiras, membranosas, subcordatas, de ápice agudo acuminado, base assimétrica, bordos sinuosos ondulados, verdeescuras, na página superior, ligeiramente mais claras na parte inferior. Flores grandes pedenculadas, solitárias, eretas, campanuladas, roxas, com corola dupla ou tripla. Frutos cápsulas ovóides, contendo muitas sementes de coloração pardo-clara.

Os ramos são dicotômicos e as flores terminais e não axilares como na saia branca. As flores são menos numerosas em comparação com a saia-branca.

A ingestão de qualquer parte desta planta pode provocar os seguintes sintomas:
- Pele seca, quente e vermelha, principalmente no rosto;
- Boca seca, dificultando a deglutição e articulação das palavras;
- Sede intensa;
- Febre;
- Aumento da freqüência cardíaca;
- Dilatação das pupilas;
- Movimentos incoordenados, agitação;
- Alternância de comportamento, podendo ficar agressivo.

linha de folhinhas

Euphorbia-cotinifolia
Na elaboração de um jardim, a escolha das espécies exige cautela e conhecimento. Algumas espécies, aparentemente parecem ser inofensivas, mas quando ingeridas ou em contato com a pele, causam sérias intoxicações e alergias. Algumas espécies contêm substâncias nocivas à saúde de animais e seres humanos, podendo até ser fatais. Existem aproximadamente 400 espécies de plantas ornamentais tóxicas.

Segundo o Centro de Toxicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, o índice de óbitos por intoxicação de plantas é baixo, e quando acontece, na maioria dos casos, tem como responsáveis principais a Mamona (Ricinus communis), e a Mandioca-Brava (Manihot utilissima). Os acidentes mais frequentes dão-se devido a ingestão de espécies como a Trombeteira ou Saia-Branca (Brugmansia suaveolens), a Coroa-de-Cristo (Euphorbia milli), Comigo-Ninguém-Pode (Dieffenbachia maculata “Picta”), e a Espirradeira (Nerium oleander), que são espécies mais comuns nas casas.

A maior parte dos casos ocorrem com crianças com idade entre dois e sete anos, embora sejam também registrados casos com adultos e animais. Veja abaixo algumas precauções e outras espécies ornamentais tóxicas:

Precauções
* Ensine as crianças a não colocar plantas na boca;
* Conheça as todas as plantas da casa, seu nome e características;
* Não coma, nem faça chás de plantas desconhecidas;
* Quando reformar ou planejar um jardim, informe-se sobre as espécies a serem utilizadas.

Espécies Ornamentais Tóxicas
* Jasmim-manga (Plumeria rubra);
* Samambaia (Pteridium aqquilinum):
* Canela-de-Veado (Sessea brasiliensis)
* Cambará (Lantana cmara);
* Cróton (Codiaeum variegatum “Blume”);
* Leiteiro Vermelho (Euphorbia cotinifolia);
* Leiteiro Branco (Euphorbia leucochephala);
* Avelós (Euphorbia tirucalli);
* Batata do Inferno (Jathropha podagrica “Hook”);
* Avenca Japonesa (Nandina domestica);
* Flamboyanzinho (Caesalpinea pulcherrima);
* Espatódea (Sathodea capanulata);
* Suína (Erythrina crista-Galli).

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foto

Por incrível que pareça, inúmeras espécies de plantas ornamentais que são utilizadas no paisagismo são tóxicas e muita gente não sabe. Entende-se por plantas tóxicas todas aquelas que, de um modo ou de outro, quando ingeridas pelo animal ou pelo homem causam danos que refletem na sua saúde ou vitalidade, cujo uso indevido pode ocasionar degeneração física ou mental quando utilizadas como remédio por desconhecimento de sua natureza química.

A natureza é tão perfeita que a maioria das plantas consideradas nocivas possuem um paladar desagradável, o que desencoraja a ingestão. Infelizmente o mesmo não se aplica às crianças ou pessoas com alguma deficiência mental, além dos animais de estimação.

As crianças mais novas são as principais vítimas, devido à curiosidade e acabam inalando, tocando ou ingerindo essas substâncias.

Algumas espécies, aparentemente parecem ser inofensivas, mas assim que ingeridas ou em contato com a pele, causam sérias intoxicações e alergias, podendo ser até fatal.

Cerca de 400 espécies de plantas ornamentais são tóxicas, e para tal confirmação de suspeita, se um determinado vegetal é nocivo ou se apresentam substâncias ativas tóxicas, recorre-se a testes laboratoriais.

Plantas que secretam substâncias tóxicas às pessoas e aos animais domésticos, como por exemplo, o bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima) – utilizadas bastante na época do Natal, a comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia maculata) e a espirradeira (Nerium oleander) exigem cuidados. Muitas plantas que são comuns em casas e imaginamos ser inofensivas são perigosas assim como o copo-de-leite (Zanthedeschia ssp), a costela-de-adão (Monstera deliciosa) que quando mastigadas podem irritar a mucosa bucal, causar inchaço nos lábios e na língua.

Uma planta que está na “moda” e vem sendo muito utilizada é o buxinho (Buxus sempervirens), que quando ingerido pode gerar intensos distúrbios gastrintestinais.

Segundo o Centro de Toxicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, o índice de óbitos por intoxicação de plantas é baixo, e quando acontece, na maioria dos casos, tem como responsáveis principais a Mamona (Ricinus communis), e a Mandioca-Brava (Manihot utilissima).

A primeira medida de segurança é evitar o seu cultivo em locais freqüentados por crianças, jardins residenciais, jardins públicos, playgrounds, etc. Outra importante medida é evitar o cultivo em vasos nas residências.

Vale destacar que uma vez constatado a intoxicação por ingestão de alguma planta, a pessoa deve ser levada imediatamente ao hospital ou pronto-socorro mais próximo.

As plantas possuem defesas, e cabe ao paisagista utilizá-las de forma adequada, para que convivam em perfeita harmonia com as pessoas, os animais e também com a arquitetura.

Portanto, na escolha das espécies de um projeto de paisagismo devemos nos atentar à esse importante item, para que nada aconteça com as crianças e animais que tanto amamos!

Veja abaixo algumas precauções e outras espécies ornamentais tóxicas:

Espécies Ornamentais Tóxicas
* Jasmim Manga (Plumeria rubra)
* Agapanto (Agapanthus africanus)
*
Pingo-de-ouro (Durantha repens, áurea)
* Samambia (Pteridium aquilinum)

* Canela-de-Veado (Sessea brasiliensis)
* Cambará )Lantana câmara)
* Cróton (Codiaeum variegatum “Blume”)
* Leiteiro Vermelho (Euphorbia cotinifolia)
* Leiteiro Branco (Euphorbia leucochephala)
* Avelós (Euphorbia tirucalli)
* Batata do Inferno (Jathropha podagrica “Hook”)
* Avenca Japonesa (Nandina domestica)
* Flamboyanzinho (Caesalpinea pulcherrima)
* Espatódea (Sathodea capanulata)
* Suína (Erythrina crista-Galli)
* Zamioculcas (Zamioculcas zamiifolia)

Precauções:
Ensine as crianças a não colocar nenhum tipo de planta na boca;
Não coma nem faça chás de plantas desconhecidas;
Tente conhecer todas as plantas da sua casa, seu nome e suas características.

Frajola

comigo-ninguém-pode
Algumas das plantas ornamentais que temos em nossos em vasos ou jardins podem esconder perigo por trás de sua beleza. Elas são chamadas ” plantas tóxicas ” pois apresentam princípios ativos capazes de causarem graves intoxicações quando ingeridas ou irritações cutâneas quando tocadas.

Geralmente, a intoxicação por plantas acontece por desconhecimento do potencial tóxico da espécie. Abaixo algumas das espécies ornamentais tóxicas mais comuns em quintais, jardins e vasos. Mas antes, atenção para estas orientações:

1 – Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças e dos animais domésticos.

2 – Procure identificar se possui plantas venenosas em sua casa e arredores, buscando informações como nome e características.

3 – Oriente as crianças para não colocar plantas na boca e nunca utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc.).

4 – Não utilize remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação especializada.

5 – Evite comer folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.

6 – Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex, pois elas podem provocar irritação na pele e principalmente nos olhos. Evite deixar os galhos em qualquer local onde possam atrair crianças ou animais. Quando estiver mexendo com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.

7 – Cuidados especiais também devem tomados com os animais domésticos. Animais filhotes e adultos muito ativos têm uma grande curiosidade por objetos novos no meio em que vivem e notam logo quando há um vaso diferente em casa ou uma planta estranha no jardim. Não é raro o animal lamber, morder, mastigar e engolir aquilo que lhe despertou a curiosidade. Animais privados de água podem, por exemplo, procurar plantas regadas ou molhadas de chuva recentemente e ingerir suas partes. Há casos de cães e gatos que ficam sozinhos confinados por períodos longos que acabam se distraindo com as plantas e acabam por ingerí-las.

8 – Em caso de acidente, guarde a planta para identificação e procure imediatamente orientação médica.

Caladium
Família: Aráceas.
Nome científico: Caladium bicolor
Nome popular: tajá, taiá, caládio
Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contacto podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

Comigo-ninguém-pode
Família: Araceae.
Nome científico: Dieffenbachia picta Schott.
Nome popular: aninga-do-Pará.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contacto podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vómitos, diarreia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contacto com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas.

Copo-de-leite
Família: Araceae.
Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng.
Nome popular: copo-de-leite.
Parte tóxica: todas as partes da planta
Sintomatologia: a ingestão e o contacto podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contacto com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

Taioba-brava
Família: Araceae
Nome científico: Colocasia antiquorum Schott.
Nome popular: cocó, taió, tajá.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contacto podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contacto com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

Saia-branca
Família: Solanaceae.
Nome científico: Datura suaveolens L.
Nome popular: trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertermia; nos casos mais graves pode levar a morte.

Princípio ativo: alcalóides beladonados (atropina, escopolamina e hioscina).

Bico-de-papagaio
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia pulcherrima Willd.
Nome popular: rabo-de-arara, papagaio.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contacto com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

Princípio ativo: látex irritante.

Coroa-de-cristo
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia milii L.
Nome popular: coroa-de-cristo.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contacto com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

Princípio ativo: látex irritante.

Avelós
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia tirucalli L.
Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contacto com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

Princípio ativo: látex irritante.

Oleandro
Família: Apocynaceae.
Nome científico: Nerium oleander L.
Nome popular: oleandro, louro rosa.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão ou o contacto com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos

Ricino
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Ricinus communis L.
Nome popular: carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato.
Parte tóxica: sementes.
Sintomas: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito.

Princípio ativo: toxalbumina (ricina).

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Flor de Aconitum_napellus
Acônito
(Aconitum napellus L.) – é uma planta venenosa, pertencente à família Ranunculaceae muito utilizada em medicamentos homeopáticos.

Possui raízes tuberosas e caule ereto, com flores azuis na forma de um elmo. O fruto é uma vesícula.

Os sintomas do envenenamento por sua causa são salivação excessiva, falta de ar, tremores e aceleração dos batimentos cardíacos.

Apenas 10 gramas de raiz constituem uma dose letal para o ser humano.

É o uma planta vivaz que pode atingir até 1,5 metros de altura, tem folhas verde-escuras, palmeadas e recortadas, flores azuis, raramente brancas, e raiz  fusiforme.

Dá-se bem nas regiões montanhosas, é medicinal e costuma cultivar-se também em jardins, como planta ornamental.

Todas as suas variedades são venenosas quando a semente já está madura.

O Aconitum napellus, comum em terrenos úmidos, cultiva-se muito em jardins.

Todas as partes da planta são muito venenosas em virtude de possuírem alcalóides distintos.

buque-de-rosas

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Plantas que exibem cor exuberante e flores perfumadas podem esconder riscos para a saúde.

Encontradas em jardins de casas e nos espaços públicos da cidade, muitas são perigosas se ingeridas ou se colocadas em contato com a pele, os olhos ou a boca.

Podem causar até taquicardia. As maiores vítimas são as crianças, que se encantam com as cores e o formato das plantas.

Cerca de 60% dos pacientes intoxicados são meninos e meninas de até quatro anos, segundo dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Brasília (Ciat). Azaléia, copo-de-leite, antúrio são exemplos de plantas perfumadas e bastante procuradas como presente, mas venenosas.

Elas produzem toxinas e se forem ingeridas podem agir agressivamente no sistema digestivo, causando náuseas, vômitos, diarréia, vertigem e até asfixia.

Elas podem causar vários tipos de comprometimento respiratório, alérgico e orgânico.

buque-de-rosas

comigo_ninguem_pode

Na elaboração de um jardim, a escolha das espécies exige cautela e conhecimento. Algumas espécies, aparentemente parecem ser inofensivas, mas quando ingeridas ou em contato com a pele, causam sérias intoxicações e alergias. Algumas espécies contém substâncias nocivas à saúde de animais e seres humanos, podendo até ser fatais. Existem aproximadamente 400 espécies de plantas ornamentais tóxicas.

Segundo o Centro de Toxicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, o índice de óbitos por intoxicação de plantas é baixo, e quando acontece, na maioria dos casos, tem como responsáveis principais a Mamona (Ricinus communis), e a Mandioca-Brava (Manihot utilissima). Os acidentes mais freqüentes dão-se devido a ingestão de espécies como a Trombeteira ou Saia-Branca (Brugmansia suaveolens), a Coroa-de-Cristo (Euphorbia milli), Comigo-Ninguém-Pode (Dieffenbachia maculata “Picta”), e a Espirradeira (Nerium oleander), que são espécies mais comuns nas casas.

A maior parte dos casos ocorrem com crianças com idade entre dois e sete anos, embora sejam também registrados casos com adultos e animais. Veja abaixo algumas precauções e outras espécies ornamentais tóxicas:

Precauções:

1. Ensine as crianças a não colocar plantas na boca;
2. Conheça as todas as plantas da casa, seu nome e características;
3. Não coma, nem faça chás de plantas desconhecidas;
4. Quando reformar ou fazer um jardim, informe-se sobre as espécies a serem utilizadas;

Algumas Espécies Ornamentais Tóxicas:

Jasmin Manga (Plumeria rubra)

Samambaia (Pteridium aquilinum)

Canela-de-Veado (Sessea brasiliensis)

Cambará (Lantana camara)

Cróton (Codiaeum variegatum “Blume”)

Leiteiro Vermelho (Euphorbia cotinifolia)

Leiteiro Branco (Euphorbia leucochephala)

Avelós (Euphorbia tirucalli)

Batata do Inferno (Jathropha podagrica “Hook”)

Avenca Japonesa (Nandina domestica)

Flamboyanzinho (Caesalpinea pulcherrima)

Espatódea (Sathodea capanulata)

Suína (Erythrina crista-Galli)

Botanical Garden Paisagismo

cogumelos1

Algumas das plantas ornamentais que temos em nossos em vasos ou jardins podem esconder perigo por trás de sua beleza. Elas são chamadas “plantas tóxicas” pois apresentam princípios ativos capazes de causarem graves intoxicações quando ingeridas ou irritações cutâneas quando tocadas.

Segundo dados do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), cerca de 60% dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de nove anos. E a maioria, 80% destes casos, são acidentais. O Sinitox, que fornece informações sobre os agentes tóxicos existentes, funciona em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e possui centros de atendimento e informações em vários estados do Brasil (veja telefones no final desta matéria).

Geralmente, a intoxicação por plantas acontece pordes conhecimento do potencial tóxico da espécie.
Eis algumas das espécies ornamentais tóxicas mais comuns em quintais, jardins e vasos. Mas antes atenção para essas orientações:

1 – Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças e dos animais domésticos;
2 – Procure identificar se possui plantas venenosas em sua casa e arredores, buscando informações como nome e características;
3 – Oriente as crianças para não colocar plantas na boca e nunca utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc.);
4 – Não utilize remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação especializada;
5 – Evite comer folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta;
6 – Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex, pois elas podem provocar irritação na pele e principalmente nos olhos. Evite deixar os galhos em qualquer local onde possam atrair crianças ou animais. Quando estiver mexendo com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade;
7 – Cuidados especiais também devem tomados com os animais domésticos. Animais filhotes e adultos muito ativos têm uma grande curiosidade por objetos novos no meio em que vivem e notam logo quando há um vaso diferente em casa ou uma planta estranha no jardim. Não é raro o animal lamber, morder, mastigar e engolir aquilo que lhe despertou a curiosidade. Animais privados de água podem, por exemplo, procurar plantas regadas ou molhadas de chuva recentemente e ingerir suas partes. Há casos de cães e gatos que ficam sozinhos confinados por períodos longos que acabam se distraindo com as plantas e acabam por ingerí-las;
8 – Em caso de acidente, guarde a planta para identificação e procure imediatamente orientação médica.

Conheça as espécies que merecem cautela

pinhão-roxoPINHÃO-ROXO ( Jatropha curcas L.) – planta da família das Euphorbiaceae, também conhecida por pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo. Suas folhas e frutos são tóxicas, a ingestão do fruto causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta, dispnéia, arritmia e parada cardíaca, por causa do seu princípio ativo: a toxalbumina (curcina).

Ricinus-communisMAMONA (Ricinus communis L.) – planta da família das Euphorbiaceae, também conhecida por carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato. As sementes são tóxicas, a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito, por causa do seu princípio ativo: toxalbumina (ricina).

NERIUM OLEANDER (Small)ESPIRRADEIRA (Nerium oleander L.) – planta da família das Apocynaceae, também conhecida por oleandro, louro rosa. Todas as partes da planta são tóxicas, a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte, tudo isso por causa do seu princípio ativo:glicosídeos cardiotóxicos.

Euphorbia miliiCOROA-DE-CRISTO (Euphorbia milii L.) – planta da família das Euphorbiaceae. Todas as partes da planta são tóxicas, a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia, tudo isso por causa do seu princípio ativo: látex irritante.

euphorbia pulcherrina willd,BICO-DE-PAPAGAIO (Euphorbia pulcherrima Willd.) – planta da família das Euphorbiaceae, popularmente conhecida como rabo-de-arara, papagaio. Todas as partes da planta são tóxicas, a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia, tudo isso por causa do seu princípio ativo: látex irritante.

colocasia_illustris (Small) TAIOBA-BRAVA (Colocasia antiquorum) – planta da família das Araceae, popularmente conhecida como cocó, taió, tajá. Todas as partes da planta são tóxicas, a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea, por causa do seu princípio ativo: oxalato de cálcio.

zantedeschia aethiopica (Small)COPO-DE-LEITE ( Zantedeschia aethiopica) – planta da família das Araceae. Todas as partes da planta são tóxicas, a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea, por causa do seu Princípio ativo, o oxalato de cálcio.

comigo_ninguem_pode

COMIGO-NINGUÉM-PODE (Dieffenbachia picta) – planta da família das Araceae, também conhecida como aninga-do-Pará. Todas as partes da planta são tóxicas, a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea, por causa do seu Princípio ativo, o oxalato de cálcio, e as saponinas.

Caladium bicolor2 (Small)TINHORÃO (Caladium bicolor) – planta da família das Aráceas, conhecida popularmente por tajá, taiá, caládio. Todas as partes da planta são tóxicas, a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea, por causa do seu Princípio ativo, o oxalato de cálcio.

datura suaveolensSAIA-BRANCA (Datura suaveolens L) – planta da família das Solanaceae, popularmente conhecida como trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba. Todas as partes da planta são tóxicas, a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertermia; nos casos mais graves pode levar a morte, por causa do seu princípio ativo: alcalóides beladonados (atropina, escopolamina e hioscina).

buquesinho

comigo_ninguem_pode
A comigo ninguém pode (Dieffenbachia pictada), é uma das plantas ornamentais mais perigosas em ambiente urbano, normalmente encontradas em bares, restaurantes e lojas e amplamente cultivadas nos lares. Por ser uma planta de ampla toxidade, ela é responsável por muitos acidentes com intoxicações, principalmente as crianças, que têm costume nato em pôr na boca tudo o que encontra pela frente.

As folhas dessa planta realmente chama a atenção por ser brilhantes e largas, que para quem não a conhece parece muito apetitosa.

As principais vítimas são crianças de 0 a 6 anos que, atraídas pela exuberância da folhagem da planta, levam partes desta à boca. A mastigação, ainda que de pequenas porções das folhas ou pecíolos, causa uma intensa irritação das mucosas da boca, faringe e laringe. Os sintomas iniciam-se com salivação abundante, dores na boca, na língua e nos lábios. Subseqüentemente, ocorre edema das mucosas que tiveram contato direto com a planta.

Não há relatos conclusivos sobre a origem da toxidade da comigo ninguém pode, mas alguns estudos dão conta de que ha alto nível de cristais de oxalato de cálcio e enzima proteolítica, denominada dumbcaína, na seiva da planta. Esses cristais apresentam-se na forma de ráfides (agulhas), e estão contidos dentro de células ejetoras denominadas idioblastos.

Acredita-se que os idioblastos compreendem um fator essencial para a toxicidade dessas plantas, visto que tais células, através de pressão osmótica, ejetam as ráfides com uma força surpreendente, fazendo com que os cristais perfurem e penetrem nos tecidos. O autor cita que sem a força ejetora dos idioblastos, a simples presença das ráfides de oxalato de cálcio e das enzimas proteolíticas não seria suficiente para desencadear a toxicidade. Assim sendo, admite-se atualmente que os efeitos tóxicos provocados por essas espécies são resultantes da ação combinada de diversos fatores.

Segundo o Centro de Informações Toxológicas do Amazonas, para aquele que teve contato com a planta existe um tratamento que consiste na lavagem gástrica e medidas provocadas de vômitos realizadas com muito cuidado em virtude dos efeitos irritantes da planta. O tratamento é sintomático, incluindo administração de demulcentes (clara de ovos, óleo de oliva), bochechos com soluções de hidróxido de alumínio, antiespasmódicos e analgésicos e anti-histamínicos. Nos casos mais graves convém administrar corticosteróides. Lesões oculares são tratadas com lavagem demorada com água corrente e aplicação de colírios antissépticos: corticosteróides por via sistêmica nos casos mais graves.

A comigo ninguém pode é, na verdade, uma das ornamentais mais cobertas de superstições. Embora ninguém conheça a verdadeira origem de tais crenças, diz-se que protege seu cultivador contra mau-olhado, inveja e os maus espíritos e é bom para os negócios, vislumbra prosperidade e absorve as energias de baixa vibração, abundantes em ambientes comerciais.
A crendice popular leva essa planta entre os melhores cuidados, pois se apregoa, que, em a planta definhar ou morrer, certamente seu dono entrará em apuros.

Embora seja uma espécie perigosa, a comigo ninguém pode não deve ser condenada ao extermínio. Quem tiver crianças ou animais em casa basta colocá-la em ambiente de difícil acesso, minimizando assim o perigo de intoxicação.

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abrina

A mais poderosa das toxinas vegetais é a abrina, encontrada no jequiriti ou jequirité, trepadeira brasileira conhecida também como arvoeiro e jefingo. “Mas as plantas que mais fazem vítimas, principalmente em nosso país, são a mandioca-brava – porque a população geralmente não sabe diferenciá-la das outras espécies de mandioca comestíveis e inofensivas – e a comigo-ninguém-pode, muito comum em residências”, afirma o botânico Antonio Salatino, especialista em plantas medicinais e tóxicas da USP.