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  • Archive for the ‘Técnicas de Propagação’ category

    alporquia

    1- Com uma faca ou canivete afiado, faça dois cortes logo abaixo da última folha do tronco ou ramo escolhido. Retire a casca entre os cortes, tomando o cuidado de não danificar a parte interna do caule.

    2- Logo em seguida, pincele a parte que foi descascada com um pouco de pó de hormônio enraizador (encontrado em lojas especializadas).

    3- Prepare um pouco de esfagno ou substrato de coco que retenha a umidade bem, colocando-o na água e, depois, espremendo-o bem para retirar o excesso de água.

    4- Amarre um plástico ao redor do caule, logo abaixo do corte, formando uma espécie de saco.

    5- Encha o saquinho plástico com o esfagno umedecido, apertando-o bem ao redor do corte, de forma que fique totalmente coberto.

    6- Feche o saquinho, amarrando-o com um barbante ao redor do caule. Para garantir a umidade interna, vede as extremidades amarradas com fita isolante impermeável.

    7- Coloque o vaso sobre um prato com pedrinhas e água, mantendo-o num ambiente quente e úmido. Após algumas semanas, as raízes começarão a surgir através do esfagno. Retire, o plástico e corte o caule logo abaixo da bola de esfagno, usando uma tesoura de poda e fazendo um corte horizontal.

    8- Prepare um novo vaso com uma mistura de solo adubado e plante a nova muda imediatamente. Mantenha o esfagno no local, para não danificar as novas raízes. Regue em seguida.

    Neste método, o pedaço de um ramo é envolvido por terra ou musgo em um pedaço de plástico ou pano umedecido. Após algum tempo, formam-se as raízes, e o ramo pode ser destacado para ser plantado. Para que o método seja efetivo é necessário interromper o fluxo descendente da seiva, mediante retirada prévia de um anel da casca da planta ou colocando um anel de arame metálico no local desejado para as futuras raízes (vulgarmente chamado de ” forca”). O processo pode ser acelerado com a ajuda de pó enraizador.

    tempor

    estacas

    A propagação vegetativa por estacas consiste em destacar da planta original um ramo, uma folha ou raiz e colocá-los em um meio adequado para que se forme um sistema radicular e, ou, desenvolva a parte aérea. A propagação por estacas baseia-se na faculdade de regeneração dos tecidos e emissão de raízes.

    As estacas herbáceas são obtidas de ramos apicais, sua retirada deve ser feita pela manhã, quando ainda estão túrgidas e com níveis mais elevados de ácido abscísico e de etileno, que são elementos favoráveis ao enraizamento.
    Várias partes da planta podem ser usadas como estacas, com procedimentos levemente diferentes.
    Esse tipo de material constitui-se num dos mais efetivos, tanto pelo rendimento que oferece como na prática da estaquia.

    Os principais tipos de estacas com suas características são:
    * Estacas de folhas
    É um método utilizado em plantas ornamentais principalmente em suculentas, mas são utilizadas comercialmente na produção de mudas de algumas espécies de eucalipto. As plantas geradas por este método são muito parecidas com a planta que as originou, sendo por isso um processo interessante.
    Como exemplo, a reprodução da violeta-africana.
    1 – Cortamos uma folha saudável da planta, retirando-a até a base.

    2 – Enterramos aproximadamente um terço da folha em um substrato adequado, com a base da folha para baixo. Para o substrato, pode ser utilizada areia, terra, etc. O mesmo processo pode também, em alguns casos, ser realizado na água. Assim, as folhas enraizarão e formarão novas plantas.

    * Estacas de ramos novos (ponteiros)
    É o método mais adequado para ser utilizado para grande parte das plantas ornamentais, já que as plantas geradas por esse método são em geral, mais parecidas com a planta que as originou.
    1Cortarmos uma ponta de ramo lateral, formando uma estaca de aproximadamente 7 a 12 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.

    2 – Retiramos as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas.

    3 – Colocamos os ramos em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas. Em alguns casos, colocam-se as bases da estaca em água ao invés de substrato, plantando as mudas em terra assim que enraizadas.

    * Estacas de ramos semi-lenhosos (tenras na ponta e firmes na base)
    Em plantas ornamentais, esse método é muito utilizado para propagar plantas arbustivas.
    1 – Cortamos um ramo lateral, formando uma estaca de aproximadamente 10 a 15 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.
    2 – Retiramos as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas. É recomendado que cortemos as folhas restantes pela metade, para diminuir as perdas de água por transpiração.
    3 – Colocamos os ramos em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas.

    * Estacas de ramos lenhosos (firmes, lignificados)
    É o método mais utilizado para árvores (a maioria das frutíferas), arbustos e roseiras. Para as plantas cujas folhas caem no inverno (planta decíduas), é recomendado que as estacas sejam feitas quando a planta estiver sem folhas, perto do período de rebrota das folhas.
    1 – Cortamos um ramo lateral firme, formando uma estaca de aproximadamente 15 a 30 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.

    2 – Caso a estaca possua folhas, retire as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas. É recomendado que cortemos as folhas restantes pela metade, para diminuir as perdas de água por transpiração. No caso das roseiras, recomenda-se a utilização de ramos que já floriram, mas sem flores no momento.

    3 – Colocamos os ramos (estacas) em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Essas estacas podem ser plantadas também diretamente no local definitivo, apesar disso, é recomendado o seu plantio anteriormente em vasos ou sacos de mudas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas.

    * Estaca-talão
    Difere da anterior por trazer consigo parte do lenho velho, que se denomina talão. É obtida destacando-se um ramo no ponto de inserção com outro de dois anos. É utilizada quando a espécie ou variedade apresenta dificuldade de enraizamento.
    O número de estacas, neste tipo, é inferior ao das simples, pois só podem ser obtidas quando os ramos apresentam bifurcação.

    * Estaca-cruzeta
    Assemelha-se ao tipo anterior, porém, em vez de ser retirada com um pedaço de lenho velho na forma de pata de cavalo, é obtida secionando-se o ramo de dois anos, de modo a permitir maior porção de lenho. Apresenta o formato de uma cruz.

    * Estaca-tanchão
    É um tipo de estaca pouco comum, que apresenta comprimento que vaia entre 60 a 80 cm ou mais e diâmetro de 4 a 20 cm. A presença de lenho velho na lingüeta favorece o enraizamento, por possuir raízes pré-formadas. O mesmo ocorre com as estacas de talão.

    * Estaca-gema
    O material de propagação é representado por uma única gema e é utilizado em casos muito especiais. Seu uso se restringe à multiplicação de material muito valioso ou quando não se dispõe de material em quantidade suficiente.

    * Estaca-enxerto
    As estacas de difícil propagação podem ter o seu enraizamento facilitado utilizando-a com garfo e a estaca de mais fácil enraizamento, como cavalo.

    * Estaca-raiz
    É um tipo de estaca pouco utilizado. A melhor estaca é retirada de plantas com dois a três anos de idade. A época mais favorável é o fim do Inverno e o início da Primavera, quando as raízes estão bem providas de reservas. Ao plantá-la, deve-se manter a polaridade correta.
    A estaca-raiz produz primeiro uma haste adventícia, sobre a qual ocorre o enraizamento. A polaridade é inerente aos ramos e raízes. A estaca forma o broto na posição distal e as raízes, na proximal.

    * Época de propagação
    As estacas herbáceas, de ponteiro, são multiplicadas durante o ano todo, de preferência durante a primavera e o verão.
    As lenhosas normalmente são empregadas após a queda das folhas, portanto, quando o ramo apresenta-se outonado. O enraizamento das estacas lenhosas está intimamente ligado às substâncias de reserva, daí a sua utilização durante o período de repouso vegetativo.

    * Preparo das estacas e da estaquia
    As estacas são preparadas cortando-se os ramos de acordo com o tipo desejado. A parte superior é secionada a um ou mais centímetros acima da última gema e a parte inferior, em bisel (corte enviesado), com uma gema do lado oposto ao corte.
    A estaquia é feita em terreno preparado, e as estacas são fincadas no solo, de modo que apenas um terço permaneça exposto ou uma única gema, segundo o tipo de estaca utilizada. Exceção é feita para a estaca-gema ou semente, a qual requer os mesmos cuidados que os empregados na propagação de sementes.

    * Desenvolvimento Anatômico das Raízes nas Estacas
    O processo de desenvolvimento das raízes adventícias nas estacas caulinares pode ser dividido em três fases: formação de grupos de células meristemáticas (as iniciais da raiz); diferenciação desses grupos de células em primórdios de raiz reconhecíveis. E desenvolvimento e emergência das novas raízes, incluindo a ruptura de outros tecidos do caule e a formação de conexões vasculares com os tecidos condutores da estaca.

    Nas estacas de raiz, devem ser produzidos caules e, em alguns casos, raízes adventícias. Em muitas plantas as gemas adventícias formam-se com facilidade sobre raízes intactas.
    Nas raízes jovens, essas gemas podem originar-se no periciclo, próximo do câmbio vascular, podendo, no início, ter aspecto de primórdio radicular.
    Nas raízes velhas, as gemas podem-se originar exogenamente num crescimento semelhante ao calo, originado de felógeno. Os primórdios de gemas também podem desenvolver-se de tecido caloso lesionado, que se prolifera dos extremos cortados ou das superfícies lesionadas das raízes.

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    estaquia para bonsai
    A propagação assexuada é utilizada para produzir uma planta genotipicamente igual à planta mãe, sendo a estaquia o método mais importante e utilizado para a reprodução de muitas espécies ornamentais e algumas frutíferas.
    As estacas podem ser produzidas de porções vegetativas de caules, caules modificados (rizomas, tubérculos, bulbos), folhas ou raízes. As estacas provenientes de caules têm a vantagem de sua fácil obtenção e mais disponibilidade de material.

    No entanto, para se obter sucesso através da reprodução por estaquia, muitos aspectos devem ser considerados.
    As estacas devem ser provenientes de ramos terminais, de maturação recente, de plantas sadias e vigorosas. Não recomendando, portanto, usar plantas com deficiência em nutrientes ou atacadas por pragas e insetos ou pulverizadas recentemente com óleo.
    As estacas devem possuir, se possível, duas folhas cortadas ao meio e no mínimo duas gemas, sendo o corte superior realizado acima de uma gema e o inferior logo abaixo de outra gema.

    O ideal é retirar os ramos nas primeiras horas da manhã ou à noite, período no qual a planta não se encontra com deficiência hídrica, o que ameniza o problema de morte das estacas pela hidratação. Após a coleta, os ramos devem ser acondicionados em sacos de polietileno (plástico), pulverizando-os com água, até o momento da confecção das estacas.
    As estacas podem ser cultivadas em vários tipos de substratos como a vermiculita, areia, perlite, serragem de madeira, palha de arroz, casca de troncos de árvores, terra e ainda pode-se usar a combinação de dois ou mais substratos em diferentes proporções, não havendo diferenças entre os substratos citados.

    O ambiente ideal para cultivo é um local de alta umidade, luminosidade mediana e temperaturas não elevadas, entre 15 e 25ºC. O importante é a manutenção da umidade. Pode-se criar o ambiente com o uso de cobertura de polietileno ou ripado, que são métodos mais simples porém menos eficientes. O melhor seria a construção de uma câmara de nebulização totalmente fechada com polietileno, ou com a laterais abertas, onde equipamentos de nebulização aspergem água na forma de névoa, mantendo alta a umidade do local.

    As Estações do Ano também influenciam sobre o enraizamento de estacas devido às fases de crescimento da planta. A melhor época para coleta de ramos é na estação mais quente e chuvosa, existindo dois períodos ótimos para coleta que são um no início da Primavera e outro no Verão. Há poucas espécies que conseguem se propagar no Inverno pois a planta está em dormência.

    As folhas são consideradas como fonte de auxinas e nutrientes necessários à formação das raízes nas estacas. Através da análise química da base das estacas, onde se verificou alto conteúdo de açúcares e nitrogênio solúvel e insolúvel, conclui-se que o efeito principal das folhas no processo de formação das raízes se dá através do fornecimento de fatores nutricionais à base das estacas.

    As folhas adultas servem como órgão de assimilação e reserva de carboidratos, os quais são cruciais para o sucesso do enraizamento. A preservação das folhas garante a sobrevivência das estacas, tanto pela síntese de carboidratos através da fotossíntese, como pelo fornecimento de auxinas e outras substâncias que são importantes no processo de formação de raízes, estimulando a atividade de troca e a diferenciação celular.

    O período de 48 horas de ação dos auxinas culmina com a divisão celular, coincidindo com o período em que a presença das folhas é essencial para boa resposta de enraizamento das estacas. A dessecação das folhas pode afetar a formação das raízes nas estacas e a prevenção da morte das folhas pode aumentar significativamente o crescimento e o desenvolvimento do sistema radicular.

    A iniciação de raízes adventícias em estacas é dependente das auxinas, carboidratos e substâncias nitrogenadas, bem como outros fatores de crescimento e sinérgicos das auxinas, os quais são fornecidos pelas folhas e se acumulam na zona de regeneração de raízes.
    A relação existente entre auxinas e carboidratos no desenvolvimento de raízes parece complexo, entretanto a auxina pode influenciar diretamente na acumulação basal de carboidratos, bem como no aumento da sua concentração, condições que induzem o enraizamento.

    Os carboidratos em si não aumentam a resposta de enraizamento, mas são fonte de energia e carbono para a síntese de outras substâncias para a formação de raízes. A disponibilidade de carboidratos nas estacas é provavelmente o fator que determina o potencial de enraizamento nas estacas.

    O conteúdo de amido nas estacas durante o Inverno (dormência) é alto, apresentando baixo enraizamento devido à concentração endógena inadequada de auxinas, não permitindo a mobilização do amido. Já na Primavera e Verão onde ocorre um aumento do enraizamento, há baixo conteúdo de amido favorecendo a concentração de auxinas endógenas, que estão ligadas à mobilização do amido relacionada ao crescimento da atividade das enzimas hidrolíticas.

    Existe uma relação positiva entre o acúmulo de amido próximo à gema no ramo e a capacidade de enraizamento em estacas. A iniciação radicular ocorre em áreas ricas em amido e regiões pouco diferenciadas, bem como em regiões com alto nível de auxinas endógenas.
    No enraizamento há pronunciado aumento de açúcares e diminuição na concentração de amido nas estacas, formando sacarose, frutose, glicose e sorbitol. É fato que a ação das auxinas requer a presença de ácidos nucleicos e protéinas.
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    chiloschista_trudellii

    Além da semeadura e da divisão de plantas adultas, há outro método de reprodução que garante a obtenção de exemplares idênticos ao original. Trata-se do meristema, também conhecido como clonagem ou micropopagação. É uma técnica que extrai parte de um broto para a retirada de tecido meristemático que, por apresentar divisão celular ativa, é capaz de se multiplicar, dando origem a uma nova planta.

    A vantagem do meristema é reproduzir fielmente as características da planta-mãe, afinal, trata-se de uma propagação clonal.

    Cada novo broto de um exemplar fornece de três a quatro meristemas (gemas laterais e apiacais). Os meristemas da base ou das pontas, principalmente os dois primeiros que surgem, são os melhores. Diferentes espécies e híbridos de orquídeas podem ser multiplicados por meio desse procedimento, como por exemplo, Cattleya, Cymbidium, Oncidium e Phalaenopsis.

    Em geral, cada meristema rende aproximadamente 200 novas mudas. No processo realizado em laboratório, após brotarem, elas passam por uma seleção. As maiores são aprovadas e seguem para a próxima etapa. Enquanto as menores vão para outro vidro com meio de cultura e hormônio de crescimento.

    Esse método pode ser feito domesticamente, mas é preciso muita cautela para que não haja contaminação. Por isso, escolha um local limpo e utilize ferramentas e materiais esterilizados.

    Materiais

    Os materiais a serem utilizados são:
    - Orquídea com broto;
    - bisturi;
    - solução hipoclorito;
    - pinça e recipiente de vidro.

    a) Para a obtenção do meristema, o broto que surge do pseudobulbo deve ter cerca de 5 cm de altura (1). Usando o bisturi, faça um corte rente à base (2), retirando-o.

    1-2

    b) Lave e esterilize o broto. Segure-o com a pinça e faça um corte longitudinal como o bisturi (3), para retirar as gemas (ou meristems). Depois do broto aberto, retire-as imediatamente (4), pois oxidam em poucos segundos.

    3-4

    c) Em seguida, coloque coloque-as no recipiente de vidro com meio de cultura (5). Ele é a base de sais minerais, vitaminas e açúcares. A partir da germinação, as gemas geram protocórmos (estruturas que antecedem as mudas). Para eles, a formulação do meio de cultura é carvão e hormônios de crescimento. Com essa técnica eles se formam  em cerca de um mês (6).

    5-6

    d) Á medida em que crescem, o vidro oferece uma quantidade limitada de nutrientes (7). Então, divida e passe-os para outro recipiente com meio de cultura, para que atinjam o tamanho ideal de cultivo fora do vidro (por volta do décimo mês). Este processo é chamado de repique.
    Com o tamanho adequado, retire as mudas do recipiente (8). Suas raízes devem ser bem lavadas para eliminar vestígios do meio de cultura.

    7-8

    e) Em seguida, faça o plantio coletivo (9) – as mudas passam a ser cultivadas em vasos com substrato e mantidas em estufas. O plantio deve ser feito em horários com temperaturas amenas para evitar que as plantas se desidratem. Plante-as em cachepots com furos no fundo e uma mistura de 60% de esfagno, 25% de casca de pinus e 25% de carvão. Depois devem ser mantidas em estufas com cerca de 27ºC, ventilação 24 horas e 80% de umidade. É uma fase de adaptação de cerca de dois meses.
    Passado o período necessário, retire as mudas do vaso coletivo (10).

    9-10

    f) Então, comece uma nova fase da orquídea. Elimine os vestígios dos substratos manualmente (11). Ela está pronta para ser replantada em um vaso individual (12).

    11-12

    livroborbo

    orquidea_sapatinho (paphiopedilum)

    Saiba o modo mais fácil de propagar essa bela orquídea

    A maioria das pessoas tem medo de multiplicar as orquídeas, talvez por acharem que ela é uma planta frágil, que ao menor solavanco elas vão acabar morrendo, mas não é bem assim. No geral, existem dois métodos muito utilizados na propagação dessas belíssimas plantas. Por divisão de pseudobulbos ou por divisão de rizomas.
    As orquídeas deste gênero (paphiopedilum), mais conhecidas popularmente por Sapatinho, podem ser multiplicadas de uma maneira muito simples e bem prática.

    Antes de qualquer coisa, porém, seria conveniente esperar até o final da floração, que começa no Outono e se estende até o final do Inverno. Portanto, a melhor época para se fazer essa multiplicação é no começo da Primavera.

    O procedimento é o seguinte:
    - Retire a planta do vaso, molhando o substrato e passando uma faca pelas paredes laterais, a fim de desprender as raízes e facilitar a saída da planta;

    - Em seguida, faça uma poda de limpeza, procurando eliminar algumas raízes velhas. Se as raízes que sobraram estiverem muito compridas, pode-as também, deixando cada uma com uns 15 cm de comprimento. Nunca se esqueça que todos os instrumentos utilizados em podas, cortes de orquídeas, etc. devem ser previamente desinfetados, a fim de evitar a contaminação.

    - Após ter feito essa poda de limpeza, basta repartir, manualmente, a sua orquídea em dus partes. Faça isso dividindo os fascículos (tipo de inflorescência em que as flores se inserem no mesmo nó caulinar) em dois.

    - O próximo passo é preparar os vasos, colocando no fundo, uma boa camada de cacos de telha, ou brita, para facilitar a drenagem das regas. Preencha com uma parte de substrato, fibra de coco, areia grosa lavada, esfagno e um punhado de terra preta. Coloque a nova muda e depois complete o vaso com o resto do substrato.

    Pronto, agora é só colocar os vasos em local bem iluminado, protegido de ventos fortes, regando-os regularmente, a fim de manter o substrato sempre úmido. Isso é muito importante, já que, não conseguirem armazenar água no organismo, essas orquídeas requerem mais umidade do que o habitual.
    No ano seguinte, as primeiras flores dos seus Sapatinhos começarão a desabrochar.

    anjo35

    brinco-de-princeza

    Aprenda uma maneira simples de reproduzir o brinco-de-princesa (Fucsia hybrida), também conhecido por fúcsia, um arbusto pequeno e bonito de flores pendentes.

    Você vai precisar de:
    Estacas de fúcsia  – quantidade necessária
    Hormônios de enraizamento – quantidade necessária
    Vasos descartáveis -  1 para cada estaca
    Turfa – quantidade necessária
    Perlita – quantidade necessária
    Copo transparente – 1 por estaca

    Passos
    1 - Escolha galhos verdes e flexíveis da planta-mãe, que não tenham brotos de flores. Corte estacas de cerca de 8 cm de comprimento que tenham pelo menos dois nós.

    2 – Tire as folhas das estacas que estiverem abaixo do segundo nó contando a partir do ápice (extremidade superior).

    3 – Introduza a parte inferior das estacas em um recipiente com água e, depois, acrescente o pó dos hormônios de enraizamento como se fosse uma “marinada”.

    4 – Para preparar o substrato, misture turfa (60%) e perlita (40%), depois umedeça com um pulverizador e encha os copos. Você pode usar copos descartáveis como os de iogurte.

    5 – Faça um buraco fundo e estreito na terra e coloque cuidadosamente uma estaca. O segundo nó (de baixo) deve enterrado, mas muito próximo da superfície.

    6 – Coloque o copo transparente invertido cobrindo a estaca como se fosse uma cúpula. Escolha um copo comprido para que os brotos do ápice não toquem as paredes.

    7 – Depois de 15 dias, a estaca deverá ter folhas novas e estar enraizada. Este é o momento oportuno para você passar a planta para um vaso maior.

    8 – Prepare o substrato da mesma forma para o novo vaso e coloque-o em um lugar ao ar livre onde a planta fique exposta ao tempo. Não é recomendável expô-la ao sol forte nem cultivá-la dentro de casa.

    9 – Mantenha a terra sempre úmida, regando diariamente em pequenas doses. Reforce a umidade borrifando as folhas com um pulverizador. A planta precisa de um pH ácido, portanto uma vez por mês você deve misturar ácido cítrico com a água que usará para regar.

    10 – As fúcsias florescem da primavera até o outono, mas se você as proteger do frio intenso elas podem florescer também durante o inverno.

    A reprodução de fúcsias por estacas deve ser feita no início do outono ou da primavera.

    bird3

    den_capsula

    São muito comuns as dúvidas sobre como lidar com a cápsula de sementes após seu amadurecimento (o tempo de maturação varia conforme a espécie). Isso porque a semeadura é um assunto que assusta. Mas as aparências enganam, o procedimento é simples e feitos com materiais baratos e fáceis de encontrar.

    Qualquer pessoa pode reproduzir orquidáceas, basta ter um cantinho disponível em casa. É preciso acabar com o conceito generalizado de produzi-las em laboratório exige equipamentos sofisticados e de alto custo.

    Vale a pena ressaltar que a higiene é determinante para o sucesso da técnica. É importante realizá-la em uma capela, que pode ser de papelão ou vidro, e desinfetar todo o material evitando a contaminação por vírus e fungos.

    Para começar a semeadura caseira temos que partir de uma cápsula fechada (que deve estar madura para germinar). Pesquise sobre o tempo de maturação de sua orquídea e mão à obra.

    1

    Antes de iniciar o processo, esterilize a capela, com uma solução desinfetante e use luvas de látex, avental e utensílios limpos. Também pulverize a solução desinfetante nas mãos revestidas pelas luvas.

    Materiais necessários
    Cápsulas de orquídeas;
    Estilete;
    Isqueiro;
    Frasco com solução desinfetante (1/3 de água sanitária e 2/3 de água destilada);
    Pulverizador manual;
    Frasco de vidro com “salada de frutas” *;
    Lamparina de álcool.

    * Preparo da “salada de frutas”
    Essa salada de frutas será o material de cultivo onde serão dispostas as sementes. A mistura será produzida com uma mistura de produtos orgânicos, ou seja, sem agrotóxicos.

    Ingredientes
    - 5 bananas-nanicas quase verdes e picadas com casca;
    - 300 ml de água de coco-verde;
    - milho-verde de 1 espiga;
    - 1 colher (sopa) de açúcar orgânico ou biodinâmico;
    - 1 colher (sobremesa) de pó de carvão vegetal.
    Bata todos os ingredientes no luquidificador por dois minutos. Coloque porções (uma camada de dois dedos) nos frascos de vidro previamente lavados, desinfetados e escorridos. Feche-os com a tampa plástica resistente, vede-os com película PVC e esterelize-os em banho-maria por 30 min.
    Deixe esfriar e inicie a semeadura.

    Acenda a lamparina de álcool e mantenha-a acesa durante todo o processo, pois inibe a proliferação de micro-organismos.

    2

    Com o estilete, corte as duas pontas da cápsula da orquídea.

    3
    Faça um sulco em toda a sua extensão.

    4
    Porém sem aprofundar muito para não atingir e danificar as sementes.

    5
    Coloque apenas uma porção mínima de sementes no frasco de vidro com a salada de frutas

    6
    Atente para que a quantidade de mudas seja compatível ao espaço da cultura.

    7
    Mantenha o recipiente bem próximo da chama e passe sua tampa para flambar no fogo, eliminando qualquer possibilidade de contaminação. Finalize fehando o vidro com a tampa plástica.

    Cole uma etiqueta no frasco com o nome da orquídea, semeadura e data do procedimento. Mantenha-o em local bem iluminado – com luz natural ou lâmpada fluorescente -, mas proteido do calor.

    8

    Em poucos dias, as mudas começarão a brotar.

    Como a semeadura com cápula fechada, produz um grande número de mudas, pode ser necessário fazer o repique, ou seja, passar uma parte das mudas para outro recipiente. Elas só serão retiradas definitivamente do frasco de vidro depois de um ano.

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    ALPORQUIA
    A alporquia constitui um dos métodos mais antigos para se multiplicar certos gêneros, em especial os que produzem caules e ramos rijos, mais lenhosos. Os primeiros na utilização dessa técnica foram, provavelmente, os chineses, pois tudo indica que há mais de 4000 anos já reproduziam exemplares por meio de alporques, com bastante êxito.
    Pode-se fazer o alporque em ramos que tenham pelo menos 20 cm de comprimento. Em ramos mais compridos, pode-se fazer vários alporques, porém um de cada vez.
    Faça um corte oblíquo até atingir a parte dura da planta, ou retire um anel completo de 2 cm de largura da casca, em torno do caule a enraizar;

    Polvilhe hormônio enraizador (opcional)
    Enrole uma tira de plástico transparente de forma a obter um saquinho, amarrando-o na base. Encha-o com esfagno ou coco desfibrado, ou mesmo terra escura e fofa. Umedeça o mesmo. Feche a outra extremidade do saquinho.
    Depois de 1 a 2 meses (dependendo da planta), o corte terá enraizado. Corte o alporque com a muda e plante em vaso ou jardim, tornando o cuidado de retirar a embalagem plástica.

    Plantas: Ficus, crótons, falsas-arálias.

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    BULBOS
    São caules subterrâneos que apresentam pequeno crescimento vertical, em virtude do pequeno número de nós e, principalmente pelo reduzido comprimento dos entrenós. Caracterizam-se pelo acúmulo de reservas e presençaa de “”prato”", que consiste no verdadeiro caule, e apresentam a forma de um cone bastante achatado.

    Técnica
    Após o florescimento, esperar que sequem as folhas naturalmente, então, recolher o bulbo juntamente com os novos bulbinhos que surgiram. Separá-los, secar bem e pulverizar com fungicida. Guardar em local fresco e seco, bem ventilado, em saco de papel ou tecido, caixa de madeira ou papelão. Nunca sacos plásticos. Replantar em época propícia. Ex. Palma-de-Santa-Rita.

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    ESTAQUIA

    ESTACAS DE FOLHAS
    Diversas plantas apresentam folhas com a característica de regenerarem plantas completas. Isto ocorre com begônia-rex, bromélias, gloxínia, violeta-africana e outras.

    Técnica
    Begônias – cortar uma folha inteira e sadia, seccionar as nervuras, colocar sobre uma caixa com 2/3 de areia e 1/3 de composto orgânico. Firmar com grampos ou pedrinhas e abrigar da luz direta do sol. Pulverizar com fungicida. Conservar a umidade, sem encharcar a areia (enraizamento em 5 ou 6 semanas)
    Violeta-africana – destacar uma folha inteira, cortar 1/3 do pecíolo e enterrá-lo em substrato preparado. Depois de enraizada, (6 semanas) plantar uma muda em cada vaso.

    ESTACAS DE RAÍZ
    Algumas plantas apresentam raízes com habilidade de desenvolverem gemas adventícias. Assim é o ipê, o manacá e outras, quando têm suas raízes seccionadas, regeneram novas plantas.

    Técnica
    Tomar pedaços com 30-40 cm de comprimento, 8-10 cm de diâmetro, colocá-los horizontalmente no solo, e cobri-los com uma camada de terriço.

    Processo no qual pequenas porções de hastes (caules), folhas ou raízes são postas sob condições que favorecem o enraizamento, no qual produzem raízes e hastes, formando nova planta.

    ESTACAS DE CAULE
    As estacas de caule de plantas lenhosas podem ser tomadas de diferentes regiões da planta, podendo ser classificadas quanto a consistência, em:
    Herbáceas: tomadas das porções apicais dos cautas ainda em crescimento, em geral com folhas;
    Semi-lenhosas: tomadas da região de meia-maturação;
    Lenhosas: tomadas da região madura dos ramos ou caules;

    Quanto ao preparo, podem ser classificadas em:
    Simples: tomada de uma porção de caule, crescida na mesma estação. Ex.: azaléa, jasmim, crisântemo, hibisco, etc.
    Com talão: tomada de uma porção de um ramo com pequeno pedaço (cortado ou lascado) do ramo que lhe deu origem. Ex.: buxo
    Em cruzeta: tomada de modo semelhante à estaca com talão, porém com o pedaço basal do ramo de origem, maior.
    De gema: composta por uma seção do ramo contendo apenas 1 gema, podendo ou não conter a folha que lhe é adjacente Ex.: hortênsia, camélia, calanchôes, fícus, peperômia.

    Técnica
    a) Cortar da planta-mãe, uma extremidade do caule ou ramo jovem e viçoso;
    b) Deixar secar por algumas horas, se for suculenta como as cactáceas. No caso de estacas lactíferas, deixar escorrer na sombra por 3 dias;
    c) Recobrir a extremidade cortada com hormônio enraizador e plantar em solo bem fofo (50% areia, 25% de terra vegetal, 25% de terra coletada de solo de campo;
    d) Colocar a estaca no substrato da seguinte forma: inclinada, enterrando 1/3 se for tenra e 2/3 se for lenhosa.

    Nenhuma folha deverá ser coberta ou ficar próxima do solo.

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    MERGULHIA
    A mergulhia é o método de propagação vegetativa que nos permite enraizar uma porção da planta, sem desligá-la da planta-mãe. Assim, durante o enraizamento, ocorre suprimento de reservas, de água e de hormônios pela planta-mãe, tornando o método mais efetivo.
    Neste processo, um ramo de planta-matriz é forçado a passar por dentro do solo, mergulhado, deixando de fora a porção ligada à planta e a sua parte apical.
    Pode ser utilizado em qualquer planta, desde que se tenha disponibilidade de ramos adequados. Ex.: caules de plantas flexíveis como trepadeiras e alguns arbustos como glicínia, madressilva e jasmim.

    Técnica
    Há muitas variações desta técnica, podendo o ramo ser mergulhado uma vez só (mergulhia simples), mais de uma vez (mergulhia contínua) ou somente a base (mergulhia de base ou de monte).
    Fazer um corte inclinado, de 1 a 2,5 cm, num ramo jovem e flexível que esteja próximo ao solo;
    Manter um corte aberto com uma pequena pedra pontuda ou com areia grossa;
    Preparar uma mistura com vermiculita ou areia grossa e turfa em partes iguais e firmar o ramo nesse composto;
    Utilizar pedaços de arame forte, curvados em forma de ganchos, com 25 a 30 cm de comprimento, para fixar os ramos;
    Amarrar a extremidade do ramo num pedaço de bambu espetado no solo, verticalmente, a fim de conseguir um bom formato.

    As raízes devem se formar dentro de 6 a 12 meses, quando os brotos podem ser removidos da planta-mãe e cultivados em local definitivo.
    Fazendo-se cortes ou anelagem na porção mergulhada, pode-se facilitar o enraizamento.

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    folhagens

    Pontos Fortes
    O resultado é imediato. Aplica-se à maioria das plantas de interior.

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    Como fazer
    Comece por regar bem a planta a dividir uma a duas horas antes da tarefa.

    Retire a planta do vaso, se tiver muitas raízes pode ter que fazer alguma força.

    Comece por soltar a terra da parte inferior das raízes

    Divida a planta com cuidado, com as mãos, até ao ponto em que as raízes se confundem.

    Se as raízes forem muito duras, carnudas ou tantas que já estão muito embaraçadas, separe-as até onde puder e depois utilize uma forquilha (ou um garfo) ou uma faca para as separar.

    Se necessário, corte as raízes maiores, mas tente deixar as pequenas.

    Coloque as plantas divididas em vasos com terra nova de boa qualidade, regue, proteja-as do sol direto até que se adaptem.

    Plantas que podem ser divididas
    Fetos, marantas e familiares, como a cataleia, antúrios e aspidistras entre muitas outras.

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    estaquias

    É praticamente impossível obter determinadas plantas a partir da semente. Um dos métodos que pode aplicar para reproduzir as suas plantas preferidas é a estaquia.

    A estaquia, ou “multiplicação por estacas”, é um método de reprodução assexuada de plantas, consiste no plantio de pequenas estacas de caule, raízes ou folhas que, plantados em meio úmido, se desenvolvem em novas plantas.

    Como fazer
    Comece por escolher recipientes suficientemente fundos, entre 10 e 15 cm, individuais ou não, mas tendo o cuidado de nunca tentar reproduzir variedades diferentes no mesmo vaso. Depois, tenha cuidado na escolha da terra. Um substrato leve, composto por húmus e areia, que deverá “apertar” ligeiramente antes de abrir os buracos para as estacas. Estes deverão ter no mínimo 5 cm de profundidade para facilitar o enraizamento, o que significa que o seu recipiente deve conter uma mistura de terra com pelo menos 7,5 cm.

    Escolha uma planta adulta e saudável. Se os nós dos caules forem visíveis, tente cortar uma secção com pelo menos 4 nós. Se não forem, corte estacas com cerca de 15 cm. Pode também optar por um cortar um ramo novo, lateral, aproveitando assim para dar forma à planta original.

    Para preparar a estaca para o enraizamento, retire todas as folhas em cerca de 1/3 do caule, deixando nua a parte inferior. Havendo nós, deverá deixar, por baixo do último, não mais de 5 mm. O corte, em qualquer situação, deverá ser limpo, não deixando feridas nem rasgos na estaca. Corte as pontas das folhas grandes, que consomem energia de que a estaca precisará para o enraizamento. Retire também todas as flores ou “botões” que possa haver.

    Coloque as mudas nos recipientes de destino e aperte a terra em volta das mesmas. Quando todas estiveram mudadas, umedeça a terra e a estaca com a ajuda de um pulverizador. Procure deixá-las num lugar abrigado, com luz. mas sem sol direto. Se cobrir os vasos com um saco de plástico, pode utilizar suportes como canas ou outros para criar uma mini-estufa. Não feche completamente a parte inferior, permitindo a circulação de ar fresco que ajudará a reduzir problemas de manchas e bolores, mantendo no entanto, a umidade.

    O tempo de enraizamento varia de espécie para espécie, mas não espere ver raízes antes de passados pelo menos 10 dias. Pode verificar como estão se comportando as suas estacas, levantando a terra por baixo da mesma com cuidado, com um garfo, por exemplo, ou no caso de recipientes individuais de plástico, apertando com cuidado e levantando todo o conteúdo.

    Se tiver terra e espaço suficientes, pode deixar as suas estacas nesta terra até à mudança definitiva de local. Se não, aguarde que as raízes mais longas atinjam 1 cm e mude-as para novo recipiente contendo o mesmo tipo de terra para a qual as mudará mais tarde.

    Dicas
    Prepare as estacas de manhã, quando as plantas estão repletas de água. O caule por si só não vai conseguir absorver muita água nos próximos tempos. Se aparecerem rebentos, mas a umidade não for suficiente, acabarão por morrer.

    Se pretende enraizar a sua estaca diretamente no local de destino, rodeie-a de pedras, por exemplo. e coloque por cima uma jarra ou um copo de vidro. Isto vai ajudá-la a conservar a umidade. Mas atenção, vidros com raios de sol diretos, podem assar a sua estaca.

    Tome nota das datas em que preparou as estacas. Se o fizer em diferentes épocas do ano, obterá resultados diferentes. Se tomar nota, saberá sempre qual a melhor época para propagar cada uma das suas plantas.

    Existe no mercado, um hormônio de enraizamento, em forma de pó, que poderá utilizar. Tenha sempre o cuidado de apenas de mergulhar no pó apenas metade da parte do caule que irá ficar enterrada e de deixar uma camada extremamente fina, sacudindo cuidadosamente os excessos.

    Esta técnica é particularmente indicada para: Ásteres, campânulas, crisântemos, clematites, dálias, alfazemas, e gerânios entre outras inúmeras variedades.

    Boa sorte !!

    estações do ano