Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Archive for the ‘Técnicas de Propagação’ category

Enxerto

Enxerto é um processo de propagação de caráter vegetativo que é praticado há muito tempo, especialmente em fruticultura e floricultura. Consiste em retirar um ramo ou uma borbulha de um vegetal e inseri-los em outro. Geralmente, os enxertos são feitos entre variedades diversas da mesma espécie.

O vegetal sobre o qual se enxerta recebe o nome de cavalo ou porta enxerto. O vegetal que vai sobre o cavalo é o enxerto propriamente dito ou cavaleiro. Quando se tem, por exemplo, uma laranja forte, mas que não produz uma variedade mais doce e produtiva, porém fraca e suscetível de doenças. Também há roseiras bonitas que se enxertam em outras menos belas, porém mais fortes. Uvas, igualmente, são, em geral, cultivadas apenas em enxertos.

As vantagens da utilização de enxertos são numerosas, mas, uma das maiores é garantir que a planta que se multiplica seja exatamente a que se quer. Quando se planta de semente, não há esta garantia, pois uma planta considerada boa pode produzir sementes que dão plantas de boa ou de má qualidade. No enxerto também se abrevia a época de inicio da produção. Há outra vantagem, ainda: o enxerto possibilita propagar plantas que enraízam dificilmente. Faz-se enxerto sobre outra já enraizada e o problema está resolvido.

Existem diversos tipos de enxertos, os mais comuns são de borbulha ou escudo, os de garfo e os de copulação. A enxertia é realizada geralmente durante um período de descanso da planta. Quando é época de despertar, a gema que vai entrar em crescimento, já está transposta para o porta enxerto.

Em todos os casos, depois e amarrado o enxerto, com barbante ou com ráfia, reveste-se o conjunto da parte enxertada com cera. Esta substância é impermeável e evita a entrada de água de chuva ou de rega, que acarretaria o apodrecimento dos tecidos.

vento

Esse é um método de propagação utilizado para induzir o enraizamento no caule principal ou em um ramo. Parte do caule ou ramo é exposto devido à retirada da casca por meio de um corte liberando o conjunto de células responsável pela formação de novos tecidos.

O processo é realizado com o auxílio de um “falso solo” feito de esfagno (musgo umedecido), envolto em plástico para ser protegido da entrada de água e ar em excesso, e depois amarrado na região talhada.
Se a sua intenção é obter outros exemplares, é aconselhável fazer a alporquia com ramos laterais. Quando o objetivo é controlar a altura da planta, o correto é executar o procedimento na extremidade do caule principal.

Depois de semanas, dependendo da espécie, começam a surgir raízes no local e consequentemente uma nova muda. Não é necessário a separação do alporque e da planta-mãe, uma vez que o falso solo é elevado até a região a ser propagado.
É importante utilizar hormônio estimulante para a formação das raízes.
Com o aparecimento das raízes, o alporque pode ser separado e replantado em canteiro ou vaso.

Essa multiplicação é recomendada para espécies que produzem caules e ramos rijos e lenhosos ou que sejam difíceis de enraizar por estaquia.

Materiais necessarios:
Barbante;
Tesoura de poda;
Canivete;
Plástico escuro;
Esfagno.

1

1 – Escolha um ramo da planta-mãe e faça uma incisão ao redor de todo o caule, formando um anel.

2

2 – Depois, realize outro corte circundando o caule, mas a uma distância de 1,5 cm do primeiro.

3

3 – Retire a casca do espaço entre os dois cortes. O tecido da planta fica exposto, estimulando o enraizamento.

4

4 – A seguir, envolva o esfagno umedecido, ao redor da área onde foram feitas as incisões.

5

5 – Cubra com o plástico escuro para evitar a passagem excessiva  da luz onde crescerão as novas raízes.

6

6 -Amarre as estremidades do plático com o berbante, fazendo um laço para facilitar a abertura para a rega.

7

7 – Depois de três dias , aprofunde o corte. Em algumas semanas, as raízes começarão a surgir entre o esfagno.

8

8 – Tire o plástico e extraia o caule com um corte horizontal abaixo do substrato. Replante a nova muda em um vaso.

A escolha de uma planta sadia é fundamental para obter resultados satisfatórios, além disso, o esfagno é o substrato ideal, já que consegue reter bastante água e manter a umidade necessária para o desenvolvimento da muda, vale ressaltar que ele não pode ficar seco.
O corte do galho é primordial para reduzir a passagem da seiva. A espécie vegetal entenderá que não vai mais receber alimento da planta-mãe e produzirá seus próprios nutrientes.

janel5

Semeadura

A maior parte das plantas pode ser multiplicada por meio de semeadura, basta produzir sementes férteis. Esse procedimento proporciona variedade genética, ao contrário do que acontece com a reprodução assexuada, nem sempre os descendentes adquirem as mesmas características da planta-mãe.
A semeadura apresenta como fator positivo a maior resistência das proles à fungos ou mesmo à pragas. Porém, nem sempre é comercialmente viável,  já que o tempo de floração e frutificação é bem mais longo.

Esse método é realizado através de sementes que sofreram fecundação cruzada (entre dois exemplares diferentes) ou auto-fecundação (da mesma planta). Neste último, há queda na germinação por falta de variabilidade genética.
A época de semeadura é de fundamental importância, sendo bastante variável devido, principalmente, às características climáticas de cada região. O período ideal deve satisfazer as exigências das espécies nas diferentes fases de desenvolvimento, reduzir o risco do aparecimento de doenças, sobretudo após o florescimento, a assegurar uma boa colheita (no caso de produção sem larga escala).

Para garantir uma boa produção, é preciso ficar atento ao período de germinação das espécies escolhidas. Além disso, é aconselhável adquirir as sementes em local confiável e que conte com profissional especializado para esclarecer as dúvidas. É possível cultivar até três espécies diferentes na mesma caixa.

Materiais a serem utilizados:
Caixa plástica ou madeira com furos para drenagem (sementeira);
Manta de impermeabilização:
Pá;
Areia;
Pedra brita.

1

1 – Coloque a pedra brita preenchendo o fundo da caixa plástica (ou madeira) para drenar a água, evitar o excesso de umidade e impedir o aparecimento de fungos.

2

2 – Dispomha a manta de impermeabilização sobre a camada de brita, barrando o escoamento do substrato pelos furos de drenagem da caixa.

3

3 – Usando a pá, acrescente uma boa camada de areia, deixando um espaço livre até a borda da caixa, de 4 cm de altura.

4

4 – Adicione as sementes, colocando-as próximas umas das outras, já que possuem reserva e não competirão pelos nutrientes.

5

5 = Cubra as sementes com outra camada de areia, deixando uma margem de 0,5 cm da borda para a água não transbordar durante a rega.

6

6 – Por último, irrigue. Na primeira rega é preciso umedecer totalmente a sementeira e depois, manter a umidade, mas sem encharcá~la.

Ao final, depois de fornecer água, algumas sementes podem ficar descobertas, sendo necessário acrescentar mais areia. Além disso, a sementeira deve permanecer em lugar sombreado e nunca ser exposta a pleno sol. Após a muda se desenvolver, transfira para um vaso ou canteiro.

38429

caliandra
A enxertia é o método usado para união dos tecidos de dois exemplares, geralmente de espécies diferentes, porém, do mesmo gênero ou família.
A parte aérea de um, chamado cavaleiro ou enxerto, é transplantado para outro – conhecido como cavalo ou porta-enxerto -, que deve estar enraizado.. Dessa forma, o primeiro produzirá frutos ou flores usando o sistema radicular do segundo.
Isto é muito usado em frutíferas. Por exemplo, se um exemplar oferece bons frutos mas está acometido de alguma doença na raíz, pode ser enxertado em outro compatível com bom enraizamento. Assim manterá sua produção. Alias, esta é uma das vantagens dese tipo de reprodução.

As espécies utilizadas como cavalo e cavaleiro para realizar o passo-a-passo foram caliandras (Calliandra sp) nas cores vermelha (cavalo) e branca (cavaleiro.

Materiais:
Tesoura de poda
Canivete de enxertia
Fita plástica
Muda da planta

1

1 – Usando a tesoura de poda, limpe o cavaleiro, retirando as folhas para evitar a perda excessiva de água.

2

2 – Corte o caule do cavalo a uma altura de 15 a 20 cm e o cavaleiro a uma altura de pelo menos 25 cm.

3
3 – Com o canivete esterelizado, faça uma incisão em bisel (corte na diagonal) no cavalo.

4

4 – Realize o mesmo corte no cavaleiro que evitará o acúmulo de águae a ocorrência de doenças.

5

5 – Em seguida, encaixe os caules de forma que as partes cortadas fiquem unidas (frente a frente).

6

6 – Envolva com fita plástica. Até iniciar a brotação do cavaleiro, os ramos que nascerem do cavalo devem ser retirados.

Após a enxertia é aconselhável regar normalmente e adubar de acordo com as necessidades da planta. Depois de um tempo, o cavalo vai cessar a sua brotação, germinando somente a variedade desejada. Mas o período de brotação varia conforme a espécie utilizada no enxerto.

bird10

azaleia01
De um modo geral a melhor época para se fazer a estaquia é entre o final do Inverno e o início da Primavera

A ilustração abaixo foi feita com um exemplar de azaléia.

Materiais necessários:
Ramo de planta;
Caixa plástica ou madeira com furos para drenagem;
Manta impermeabilizante;
Tesoura de poda;
Pedra brita;
Composto orgânico;
Terra argilosa.

1

1 – Acrescente uma camada de dois dedos de pedra brita na caixa, que funcionará como dreno.

2

2 – Coloque a manta impermeabilizante sobre a brita para evitar que o substrato escorra pelos furos da caixa.

3

3 – Prepare o substrato adicionando 1/3 de areia, 1/3 de terra argilosa e 1/3 de composto orgânico.

4

4 – A seguir, usando as mãos, revolva os três produtos até se formarem uma mistura bastante homogênea.

5

5 – Com a tesoura de poda desinfetada, corte um ramo da planta-mãe, fazendo uma estaca de 20 a 25 cm.

6

6 – Retire as folhas inferiores e corte as restantes pela metade para reduzir a transpiração, evitando a perda de água.

7

7 – A seguir, com um pedaço de caule que não será utilizado na estaquia, faça um furo no substrato.

8

Enterre a estaca em uma profundidade referente a 1/3 do seu comprimento e assegure  que fique firme.

Ao finalizar o procedimento, a caixa com as mudas deve permanecer em local protegido para evitar a exposição direta do sol. Também é importante regá-las para manter a umidade até que formem as raízes.

fonte

multiplicação
Multiplicação Sexuada ou Generativa
Os Esporos são pequenas partículas de cor ferrugem encontradas em grupos na face inferior das folhas (avencas e samambaias). Quando estão maduros, os esporos são liberados da folha e carregados pelo vento. Ao tomar contato com o chão úmido os esporos germinam dando origem a uma plantinha verde com forma de coração, o protalo, que originará a samambaia adulta.

Um dos métodos de obtenção de mudas através dos esporos é destacarmos uma folha que percebemos estar fértil (possuírem esporos marrons) e a agitarmos sobre uma “bandeja” de terra úmida ou sobre uma placa de xaxim em local sombreado e úmido e aproximadamente um mês depois veremos surgirem os primeiros protalos. Quando estes atingirem um tamanho considerável (5 cm de altura) já podem ser transferidos para o vaso definitivo.

Sementes - É importante que as sementes sejam novas. Você poderá fazer a semeadura em sementeiras improvisadas como caixas de madeiras, cobrir com folhas de palmáceas (50% de luz).

Lembre-se que as sementes envolvidas por polpa, esta deve ser retirada através de lavagem  e enxugamento na sombra; isto evita o ataque de formigas e fermentação da semente.

Para fazer semeadura abra sulcos rasos no solo (proporcional ao tamanho das sementes), coloque-as e cubra com leve camada do solo destorroado.  Mantenha a umidade. Quando surgirem as folhas verdadeiras que nunca são o primeiro par, e a sementeira já estiver passando o dia todo descoberta faça a repicagem.

Multiplicação Assexuada ou Vegetativa
Neste método são obtidas mudas exatamente idênticas á planta matriz.

Divisão de touceira: ex.: Palmeira rafis (Raphis exccelsa); Bambuzinho japonês (Bambusa gracilis)

Separação de filhotes, rebentos ou brotos: Algumas espécies de plantas ornamentais são dotadas da característica de perfilhação através de seu sistema radicular originando filhotes ou rebentos.Outras espécies fazem surgir  seus  rebentos espontaneamente na base do caule.

Mergulhia: Existem espécies de plantas ornamentais apresentando enraizamento muito difícil  quando a multiplicação é tentada através da separação de suas partes, como ocorre com  as estacas. Nestes casos pode ser utilizada  a técnica da mergulhia, consistindo no envergamento de um ramo de caule da planta, até que este atinja o solo e nele seja mergulhado.

Estacas: Este tipo de reprodução é obtido pela divisão dos ramos de tecidos lenhosos em pedaços de 15 a 20 cm de comprimento e diâmetro de 0.5 a 1.0 cm. Cada estaca deverá estar munida de 03 a 05 gemas. O corte deverá ser feito em bisel (inclinado), para evitar o acúmulo de água na que ficará de fora da terra e propiciando uma maior área de enraizamento na que ficará de fora da terra  e propiciando uma maior área de enraizamento na que ficará enterrada na terra ou areia. A ferramenta usada para o corte das estacas deve ser bem afiada, com o intuito de evitar que masque os tecidos, dificultando a emissão das raízes. Se a estaca tiver folhas, estas deverão ser retiradas, evitando-se que haja por seu intermédio a perda de água pela transpiração, desidratando os tecidos da estaca.

Quando se tratar de estacas oriundas de plantas reconhecidamente difícil de enraizarem, é boa norma utilizar algum hormônio de enraizamento para facilitar o processo, assegurando um maior índice de pegamento das estacas. Tais hormônios  são feitos à base de ácido indolbutírico misturado a algum pó, como talco inerte.

Outro ponto comum a todos os tipos de estacas é o da profundidade da sua  cravação no substrato, a qual nunca deverá ultrapassar 1/3 do comprimento da estaca, pois assim o corte ficará a uma profundidade de onde existe o indispensável arejamento para promover a cicatrização dos tecidos e assegurar o aparecimento das raízes.

janel2

propagacao

A propagação consiste na multiplicação das plantas a partir de partes vegetais denominadas propágulos, o que resultará em uma nova planta idêntica àquela que lhe originou (clone). Essa propagação pode ocorrer naturalmente ou por métodos controlados pelo homem. Entre os métodos destacam-se a estaquia, mergulhia, alporquia, enxertia, divisão de touceiras, etc.

Multiplicação por sementes O uso de sementes é o principal método para propagação das plantas anuais e bienais. As sementes são colocadas em substrato próprio, enterradas em uma profundidade correspondente a duas vezes o seu tamanho e então irrigadas utilizando jato leve através de crivo fino. A germinação ocorre melhor em temperaturas entre 20-24 0C.

Multiplicação por estacas (estaquia) A multiplicação por estacas, é aquela na qual se utiliza uma porção do ramo com uma ou mais folhas ou, diretamente, por meio de uma folha. Esse é um dos sistemas de propagação mais utilizados, pois as plantas obtidas por esse método são idênticas à planta-mãe. Conforme a parte da planta utilizada, pode-se diferenciar as estacas em lenhosas, semilenhosas, foliares e herbáceas.

Multiplicação por alporquia Alporquia é um processo de multiplicação de plantas que consiste em induzir um ramo a emitir raízes, quando ainda ligado à planta. Para isso, são feitos alporques, onde são colocados substratos acondicionados para indução de formação de raízes nessa área. No local da alporquia, deve ser retirada a casca, de maneira que fique um anel em torno do ramo. Para o enraizamento, usa-se o esfagno bem úmido, que é aplicado em torno do anel.

Multiplicação por mergulhia A mergulhia é uma variação da alporquia. Encurva-se o ramo até o substrato onde deverá enraizar.

Multiplicação por enxertia Trata-se de um método de multiplicação que utiliza dois exemplares diferentes para formação da muda; o primeiro, que chama-se cavalo ou porta-enxerto, forma a parte radicular; o segundo, que é cavaleiro ou enxerto propriamente dito, originará a parte aérea.

Divisão de touceiras A multiplicação pela divisão de touceiras é feita fragmentando-se um único indivíduo para obter outros exemplares com as mesmas características, retirando-se as mudas.

Multiplicação por bulbos As plantas providas de bulbos multiplicam-se por meio desse material e de bulbilhos que são formados lateralmente ao bulbo-mãe. Esses bulbilhos são retirados e plantados novamente, transformando-se em bulbos normais, destinados ao plantio definitivo.

Multiplicação por rizomas Rizomas são caules subterrâneos dotados de reservas, com nós, gemas e escamas. São mais ou menos cilíndricos e crescem lateralmente formando touceira. As plantas rizomatosas podem ser perenes ou passar por um período de repouso. São multiplicadas arrancando-se a touceira e separando-a por partes. As de repouso são arrancadas e divididas nessa fase.

Multiplicação por esporos É feita em espécies como samambaias, renda-portuguesa e avenca, que apresentam em seus folíolos estruturas cor de ferrugem chamadas soros, os quais contêm esporos. Em condições adequadas, essas estruturas germinam, permitindo a reprodução dessas plantas.

Multiplicação por brotações laterais (filhotes, rebentos) Certas espécies emitem brotações laterais, o que permite propagá-las apenas pela separação dessas brotações. Exemplos de plantas multiplicadas por brotações laterais: Margarida (Crysanthemum leucanthemum); Antúrio (Anthurium andraeanum); Bromélia (Neoregelia carolinae); Agave (Agave americana).


n007

tubérculos de Yuca
Tubérculos

São as raízes com uma haste vez, arredondado, hipertrofiado, que acumula substâncias de reserva (amido). Saliências ou botões comumente chamado de “olhos” (ou botões). Exemplos: batatas e dálias.

Técnica
a) Cada tubérculo deve ser provido de vários olhos ou brotos;
b) Podem ser cortados em vários pedaços, de forma que cada parte tenha pelo menos 1 broto;
c) Pulverizar as partes cortadas com fungicida e esperar as partes feridas secarem;
d) Só depois plantar cada pedaço em um vaso ou cova do jardim.

Enxertia
Técnica de união de duas partes de diferentes espécies visando o melhoramento do produto.

Condições para obter êxito:
a) As plantas envolvidas devem pertencer à mesma família botânica;

b) As duas plantas devem apresentar analogias no porte, no vigor vegetativo, nas exigências relativas às condições de clima, anatomia, fisiologia e de consistência.

Vantagens e Importância da Enxertia
a) Podemos propagar a variedade exatamente igual à planta-mãe, com todas as suas qualidades;

b) Fixação de híbridos e de novas variedades provenientes de mutações diversas ou melhoramento genético (híbridos);

c) Reduzir o porte de plantas frutíferas;

d) Pode-se unir, numa só, plantas de sexos separados

e) Consegue-se cultivar plantas em solos impróprios.

Partes de uma planta enxertada
a) Cavalo: ou patrão ou poda-enxerto – planta jovem, proveniente de semente ou estaca, bastante rústica e resistente às pragas e doenças.

b) Cavaleiro: ou garfo ou enxerto propriamente dito – parte da planta que se pretende multiplicar.

janel4

mergilhia
A mergulhia é uma técnica de propagação vegetativa de plantas que consiste em promover a formação de raízes adventícias num caule, colocando-o em contacto com o solo ou com um substrato, enquanto ele ainda se encontra ligado à planta-mãe. Foi uma técnica muito utilizada em plantas em que sucesso da estacaria era baixo. Com o aperfeiçoamento da tecnologia de propagação por estacaria – com os sistemas de aquecimento e de controlo da umidade atmosférica e do substrato – a mergulhia foi caindo em desuso devido à reduzida taxa de multiplicação que proporciona.

A mergulhia aérea ou alporquia é uma técnica que ainda encontra alguma aplicação na horticultura ornamental, quer na propagação de plantas por amadores que ainda nos países tropicais e subtropicais, que possuem excelentes condições para a produção de diversas plantas envasadas. Nalgumas plantas, caules especializados podem formar raízes adventícias naturalmente, enquanto ligados à planta-mãe, propagando a planta por uma mergulhia natural.

É o caso dos estolhos, caules especializados que se desenvolve a partir da axila de uma folha, cresce horizontalmente sobre o solo e forma novas plantas nalguns dos nós. Exemplos de plantas ornamentais que produzem estolhos: Saxifraga e Chlorophytum comosum.

A divisão de tufos e a utilização de rebentos da base já enraizados são também formas de propagação de plantas semelhantes à mergulhia.Objetivos.
Utilizar a mergulhia aérea ou alporquia para propagar Ficus elástica.
Propagar Saxifraga e Chlorophytum comosum por estolhos.

Materiais
Navalha afiada, Plástico opaco, Substrato à base de turfa.

Material vegetal
Ficus elástica; Saxifraga; palitos; elásticos ou ráfia; toalhas de papel; vasos pequenos; grampos de arame.

Procedimento
Alporquia em Ficus elastica1.
Amarre uma porção de plástico opaco em torno de um ramo de Ficus elastica de forma a fazer uma bolsa.
2. Acima do plástico, efetue duas incisões em lados opostos do ramo, no sentido acrópeto(de baixo para cima).
3. Limpe o látex com um toalha de papel.
4. Parta um palito a meio e insira-o no corte para evitar que este feche.
5. Umedeça um bocado de turfa de forma a que a água escorra por entre os seus dedos quando comprime a turfa com a mão.
6. Coloque a turfa em torno do caule, cobrindo os cortes, envolvendo-a com o plástico.
7. Amarre a parte superior do plástico ao caule fazendo uma bolsa fechada em volta da turfa.
8. No final do semestre, remova a turfa e observe se ocorreu enraizamento. Neste caso, corte o ramo abaixo da zona onde se formaram as raízes e plante num vaso.

Propagação por estolhos
1. Encha pequenos vasos de um substrato à base de turfa.
2. Disponha os pequenos vaso em torno do vaso com o pé-mãe de Saxifraga e de Chlorophytum comosum.
3. Coloque as pequenas plantas formadas nos nós dos estolhos em contacto com o substrato e prenda-as com um grampo.4. No final do semestre, verifique o enraizamento das novas plantas e corte os estolhos que as ligam à planta-mãe.

Chuva-no-jardim_1516

estaquia
A propagação vegetativa por estacas consiste em destacar da planta original um ramo, uma folha ou raiz e colocá-los em um meio adequado para que se forme um sistema radicular e, ou, desenvolva a parte aérea. A propagação por estacas baseia-se na faculdade de regeneração dos tecidos e emissão de raízes.

Dentre os métodos de propagação vegetativa, a estaquia é, ainda, a técnica de maior viabilidade econômica para o estabelecimento e plantio clonais, pois permite, a um custo menor, a multiplicação de genótipos selecionados, em curto período de tempo. Além disso, a estaquia tem a vantagem de não apresentar o problema de incompatibilidade que ocorre na enxertia.
As estacas herbáceas são obtidas de ramos apicais, sua retirada deve ser feita pela manhã, quando ainda estão túrgidas e com níveis mais elevados de ácido abscísico e de etileno, que são elementos favoráveis ao enraizamento.

As estacas lenhosas são obtidas de ramos lenhosos ou lignificados, com idade entre 8 e 15 meses e encontram maior campo de aplicação que as herbáceas e, quase sem exceção, constituem-se no material básico de propagação de árvores frutíferas (Simão, 1998), ainda segundo este autor, os principais tipos de estacas lenhosas com suas características são:
Estaca simples
A estaca simples é obtida subdividindo-se o ramo em pedaços de 20 a 30 cm de comprimento. O diâmetro dessa estaca normalmente varia de 0,5 a 1,5 cm e cada uma deve possuir de 4 a 6 gemas.
Esse tipo de material constitui-se num dos mais efetivos, tanto pelo rendimento que oferece como na prática da estaquia.

Estaca-talão
Difere da anterior por trazer consigo parte do lenho velho, que se denomina talão. É obtida destacando-se um ramo no ponto de inserção com outro de dois anos. É utilizada quando a espécie ou variedade apresenta dificuldade de enraizamento.
O número de estacas, neste tipo, é inferior ao das simples, pois só podem ser obtidas quando os ramos apresentam bifurcação.

Estaca-cruzeta
Assemelha-se ao tipo anterior, porém, em vez de ser retirada com um pedaço de lenho velho na forma de pata de cavalo, é obtida secionando-se o ramo de dois anos, de modo a permitir maior porção de lenho. Apresenta o formato de uma cruz.

Estaca-tanchão
É um tipo de estaca pouco comum, que apresenta comprimento que vaia entre 60 a 80 cm ou mais e diâmetro de 4 a 20 cm. É utilizada na multiplicação de jabuticabeira, no Brasil e de oliveira, nos países europeus. A presença de lenho velho na lingüeta favorece o enraizamento, por possuir raízes pré-formadas. O mesmo ocorre com as estacas de talão.
Read more »