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Posts para categoria ‘Técnicas de Propagação’

Semear

A propagação dos vegetais pode ser feita pela reprodução sexuada, ou seja, por sementes, ou pela multiplicação ou reprodução assexuada.

Essa é a técnica mais conhecida, muitas vezes banalizada por sua simplicidade na maioria dos casos.

A semeadura pode ser feita em pequenas caixas de madeira, em saquinhos plásticos, canteiros ou em bandejas de isopor, com uma camada de terra composta de areia, argila e adubo. As sementes grandes podem ser plantadas individualmente, enquanto que as pequenas devem ser misturadas com areia, para facilitar a semeadura. Devemos, depois, peneirar uma fina camada de terra, para cobri-las.
Podem ser semeadas ao ar livre, à meia-sombra ou sob proteção de telhados e estufas,
De um modo geral, as plantas ornamentais são semeadas em sulcos rasos, cobrindo as sementes com terra fofa ou pó de serragem.
Os diferentes métodos de semeadura das plantas ornamentais são muito semelhantes aos das hortaliças.

Devemos analisar qual é o método mais adequado para a planta em questão e qual é a estrutura disponível para realizarmos a semeadura.

Como semear?

A maneira de semear é uma etapa muito importante e deve ser feita com cautela. A semeadura fica melhor se feita com o solo pouco úmido, não muito seco, muito menos molhado. É melhor colocarmos sempre um pouco de sementes em cada espaço. Para sementes grandes, cave uma linha de acordo com a profundidade recomendada. Coloque as sementes com o espaço desejado, e cubra o local devolvendo o solo cuidadosamente.

Para sementes pequenas, um truque é separar um pouco de solo, o suficiente para cobrir as sementes. Quebre os torrões que houverem, deixando o solo retirado como um pó leve. Coloque as sementes cuidadosamente sobre o solo, na quantidade e espaço desejados. Coloque uma fina camada do solo refinado sobre as sementes.

Normalmente, nem todas as sementes germinam. Para não ficarem espaços vazios, é recomendado que sejam colocadas mais de uma semente em cada espaço, para que retiremos a que estiver pior. Essa seleção das melhores plantas, chama-se “desbaste”.

Caso seja necessária a semeadura em bandejas, siga os passos desse item. Caso a semeadura possa ser feita diretamente no solo, pule ao item seguinte do nosso artigo.

Para obter as bandejas de isopor, procurem em casas de produtos agrícolas, mas há um custo, o número de células (divisões) é normalmente só acima de cem, além de às vezes, não ser tão fácil encontrá-las à venda para uso doméstico, só para produções comerciais.

Para terminar a semeadura, a rega é essencial. Mas lembrem-se, nos primeiros dias devemos regar bem, mas com uma lâmina bem fina de água, nunca jogando jatos de água.

A bandeja deve ser colocada em um local com um pouco de luz, não em pleno sol, de preferência um local fresco, podendo ser à meia sombra. Se estiver utilizando as bandejas de isopor, não a coloque apoiada em uma superfície lisa, isso impediria o escoamento de água.

A bandeja deve ser regada regularmente, pois a terra nessas bandejas seca muito rápido. Mas não devemos encharcar demais a terra, procurando molhá-la com uma lâmina fina de água, nunca jogando jatos de água, isso deslocaria o solo e derrubaria as pequenas e frágeis plantas emergidas.

Deixe a bandeja em descanso até que as plantas atinjam uma certa altura, normalmente de uns 5 a 10 cm(essa altura é especificada na embalagem da semente). Isso normalmente leva de 10 a 20 dias, quando as plantas estão suficientemente fortes para serem plantadas na horta.

O tamanho que as plantas devem estar para serem transplantadas é especificado nas embalagens das sementes, não ultrapasse muito esse tempo, pois isso fará com que a planta fique atrofiada.

Ao final desse passo, teremos pronta a nossa muda pronta para ser plantada no canteiro definitivo.

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propagação in vitro

A micropropagação consiste na produção rápida de milhares de clones de uma planta, a partir de uma única célula vegetal somática ou de um pequeno pedaço de tecido vegetal.

As técnicas a que a micropropagação recorre baseiam-se em métodos modernos de cultura de tecidos vegetais in vitro. Deste modo, a micropropagação é utilizada para multiplicar plantas jovens, produzidas pelos métodos convencionais de produção de plantas, e mesmo plantas genéticamente modificadas.

É um método de propagação vegetativa amplamente utilizado nos dias atuais na produção de mudas.

É utilizada sobretudo em plantas ornamentais, como nas orquídeas, e em árvores,  como nos pinheiros.

Essa técnica de laboratório se baseia no princípio da chamada “totipotência” celular, que é a capacidade de uma única célula vegetal se multiplicar e gerar uma nova planta, o que não é possível nos humanos, exceto com células-tronco.

Vantagens da técnica
Por meio dessa técnica, é possível a produção de mudas em larga escala, gerando plantas completamente livres de qualquer doença. Além disso, o processo gera mudas que, em geral, florescem mais rapidamente que as mudas geradas por sementes.

Desvantagens
Alto custo de implantação do sistema, além da necessidade de mão-de-obra especializada.

Como é realizada?
É uma técnica inviável para uso doméstico, sendo destinada apenas à produção comercial de mudas, ou à pesquisa. Por esse motivo, não detalharemos a técnica nesse tópico.

Basicamente, uma pequena parte do tecido de uma planta é retirada, sendo colocada em meios de cultura específico, em ambiente com iluminação artificial. As mudas produzidas são transferidas a outros recipientes, até a sua venda e plantio definitivo.

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mergulhia

A mergulhia é uma técnica de reprodução assexuada de plantas (propagação vegetativa), semelhante à estaquia, sendo a alporquia um tipo particular de mergulhia.

O método consiste no enraizamento da planta a ser multiplicada, na própria planta. Isso é feito através do enterramento (mergulho) de um ramo ainda ligado à planta, sendo por isso chamado de mergulhia.

Comercialmente, algumas espécies são multiplicadas dessa forma: jabuticabeira, macieira, abieiro, camu-camueiro, entre outras.

Vantagem da técnica
Algumas plantas que não podem ser reproduzidas por estaquia, podem ser reproduzidas facilmente por mergulhia.

Desvantagem
É um método mais difícil que a estaquia, sendo recomendado somente quando a estaquia não é possível.

Como realizar a mergulhia?
Há vários tipos de mergulhia, mas de maneira geral, podemos simplificar em alguns passos:
- Escolha - Escolher um ramo que seja flexível e alcance o chão, sem quebrar. Devemos verificar qual parte do ramo que poderá ser enterrada. A parte enterrada não deve ser o ponteiro, mas sim na parte mediana do ramo. Nessa parte que será enterrada, devemos fazer um anelamento (retirada da casca) de 2 a 3 cm e/ou a retirada das folhas do local.

- Enterrio - Abaixar o ramo até o solo, e enterrar uma pequena parte do ramo (a que está anelada e/ou desfolhada), prendendo esse ramo ao solo com uma estaca de bambu, pedra, estaca de madeira, ou mesmo com um arame grosso. Recomenda-se regar constantemente, mantendo o solo úmido, sem encharcar, até que ocorra o enraizamento.

- Corte e plantioApós o enraizamento do ramo, basta cortar o ramo de uma só vez, ou gradativamente, formando assim uma nova muda. É recomendado que a planta seja plantada em um vaso ou saco de mudas antes do plantio no local definitivo.

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Daylily - Hemerocallis - clump division
A divisão de touceiras, ou também chamada de divisão de rizomas, é uma das técnicas mais utilizadas na jardinagem para propagação vegetativa de plantas ornamentais, sendo também utilizada em algumas plantas alimentícias.

A técnica consiste no corte dos rizomas subterrâneos, gerando novas plantas. Alguns exemplos de plantas que podem ser reproduzidas por esse meio são: estrelitzia, flor-de-leopardo, moréia, agapanto, grama-preta, várias orquídeas, bananeira, entre muitas outras plantas.

Vantagens da técnica
As plantas denominadas “entouceiradas”, geralmente não podem ser reproduzidas por estaquia, enxertia ou alporquia.

Normalmente essas plantas podem ser reproduzidas por sementes, demorando mais a atingir a fase adulta e florescer, do que as mudas geradas por divisão de touceiras.

Quase todas as plantas podem ser reproduzidas por micropropagação em laboratório, mas é algo inviável para realização doméstica, por motivos óbvios.

Além disso, a divisão de touceiras é um método fácil e mais garantido, ideal para multiplicações em pequena escala.

Limitações
Muitas vezes, cada planta gera poucas outras plantas por vez que é dividida, diferentemente da reprodução por sementes e pela micropropagação.

Para tudo dar certa, faça isso na Primavera, quando as plantas estão em desenvolvimento.

Para dividir as touceiras, escolha um vaso que esteja bem cheio, isso, além de permitir que você forme vários vasinhos novos, também é benéfico para a planta que já não estava mais no vaso antigo, e se continuasse nessa situação, logo perderia o viçi e começaria a definhar.

Este é um método é bem fácil de ser feito. O método pode ser generalizado da seguinte forma:
- Retire do vasoCertifique-se de que a planta já pode ser dividida, contando-se o número de brotação, que em geral, devem ser de no mínimo 6. Se a planta estiver no solo, devemos desenterra-la inteira ou parcialmente, com uma boa quantidade de solo, de preferência, com o auxílio de uma enxada. Se estiver em um vaso, retire a planta totalmente do vaso.

Antes de retirar a planta do vaso, você deve facilitar essa operação, aplicando uma boa rega. A água ajuda a consolidar o bolo de terra do vaso e, ao mesmo tempo, desprende as raízes grudadas nas paredes do vaso.

Mas para que esses efeitos sejam obtidos, você deve esperar algumas horas depois de ter regado. Feito isso, é só retirar a planta, virando o vaso de cabeça para baixo e batendo sua borda de encontro a uma mesa, a cada batida, vire o vaso, até que o bolo de terra saia em suas mãos.

- Divida as partes – Retire o excesso de solo, para que o rizoma e as raízes possam ser vistos melhor. Agora, avalie bem quantas novas mudas você poderá obter com a touceira. Lembre-se que de cada novo vaso deverá separar a planta que contenham 3 ou 4 folhas em um bolo de terra proporcional ao tamanho da original, para que haja melhor pegamento.

Você poderá dividir as touceiras com as próprias mãos, mas caso as raízes se embaracem, use sem receio uma tesoura, de preferência esterilizada. Assim, obtém-se novas mudas da planta.

- Plante – As mudas divididas devem ser replantadas imediatamente para que as raízes não sofram. Por isso, convém que você deixe tudo preparado, vasos, mistura de terra, regador, etc.

Procure não colocar a muda no fundo do vaso. Primeiro encha-o com a nova mistura até a altura em que o torrão possa ser adequadamente nivelado, ou seja, sua parte superior deve ficar a uns dois dedos da borda do vaso.
Terminado o replantio regue planta, sem encharcá-la.

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alporquia1

A alporquia é uma técnica de multiplicação vegetativa de plantas, utilizada principalmenteem algumas plantas com as quais a estaquia não funciona facilmente.

Consiste em enraizarmos um ramo quando ele ainda está preso na planta, retirando a muda em seguida. Na realidade, é uma variação da mergulhia, uma outra técnica de propagação vegetativa de plantas.

O método funciona em algumas plantas nas quais a estaquia não é eficiente. Na alporquia, a “estaca” continua recebendo água e nutrientes da planta, não utilizando somente as suas reservas, motivo pelo qual é um método mais eficiente.

Limitação da técnica
É difícil de realizar quando comparada com a estaquia, exigindo mais conhecimento e técnica de quem a faz. Comercialmente, é um método caro e de baixo rendimento, mas ainda é muito utilizado em produções comerciais de mudas frutíferas.

Como realizar a alporquia?
Podemos separar o processo em algumas etapas:
- Inicialmente, devemos escolher um ramo de uma planta adulta. Esse ramo deve possuir de 1 a 3 cm de diâmetro. No ramo escolhido, fazendo um anelamento (retirada da casca) com a ajuda de uma lâmina afiada (faca, canivete, estilete, etc.), sendo este anel formado de 3 a 5 cm de largura.

- Cobrimos a parte anelada com um material úmido que retenha bem a água, que pode ser: esfagno, mistura de esterco e serragem úmida, entre outros possíveis. Prendemos o material com um plástico, que deve ter as suas pontas bem amarradas. Assim, ocorrerá o enraizamento do material com o passar do tempo, no local cortado.

- Podemos fazer desde o in ício, um outro anelamento, pouco abaixo do local em que vai enraizar, o que força a brotação das gemas (enraizamento) no local cortado.
Ao alcançarmos um enraizamento razoável, vamos cortando a base de pouco a pouco com o passar dos dias, até destacarmos completamente o ramo bem enraizado, obtendo-se assim uma nova muda.

- Devemos passar a muda a um substrato adequado, sem que j á seja plantada no seu local definitivo, já que a muda ainda é muito frágil. Essas mudas devem ser mantidas por um certo período em um local protegido do sol forte, molhado constantemente, sem encharcar, até que a muda se torne forte o bastante para ser plantada no seu local definitivo.

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enxertia

A enxertia é um método muito curioso de propagação vegetativa de plantas, sendo muito utilizada na produção de mudas de frutíferas, para a fruticultura. A técnica consiste basicamente em juntar os tecidos de uma planta aos tecidos de outra planta, que geralmente é da mesma espécie, passando a formar uma planta com as duas partes: o enxerto (copa, base) e o porta-enxerto (cavalo, topo).

Seu uso comercial é amplo na produção de frutas (fruticultura), utilizada na produção de mudas de: laranja, limão, ponkan, manga, uva, tomate, pêssego, entre muitas outras.

É comum o plantio de laranjeiras cujas raízes são de limão cravo e a copa é de laranjeira. Essa planta produzirá frutos de acordo com a parte aérea.

O propósito da enxertia é juntar as melhores características de duas plantas em uma só.

Os principais motivos do uso da enxertia são as doenças de plantas presentes na agricultura, que inevitavelmente tem atacado os pomares em todo o mundo. Certas copas produzem bons frutos em quantidade e qualidade, mas suas raízes morrem com o ataque de certas doenças. Enxertando a copa em um cavalo (base) resistente, temos uma planta produtiva e resistente!

Seu uso em plantas ornamentais é mais restrito, apesar da enxertia ser muito usada no enxerto de cactos. Os cavalos (bases) armazenam e absorvem bastante água, acelerando o crescimento e desenvolvimento dos cactos enxertados (topo).

Vantagens
A vantagem da enxertia é a possibilidade de driblarmos características ruins das raízes ou parte aérea de uma determinada planta, permitindo a sua produção eficiente. Pode ser utilizada para minimizar ou eliminar os danos causados por doenças de plantas (fitossanidade), problemas de adaptação das raízes a condições climáticas e de solo, além de muitas outras possíveis aplicações.

A principal limitação da enxertia é a sua dificuldade de operação. É necessária uma mão-de-obra muito qualificada para tal. Seu grau de dificuldade varia de espécie para espécie. O percentual de pegamento (sobrevivência) costuma ser muito baixo em muitas espécies, como na manga e o pêssego. Anos de treinamento são necessários para fazer a enxertia, o que faz a mão-de-obra custar caro.

Como fazer uma enxertia?
Seu grau de dificuldade é tão grande, que não estaremos abordando nesse tópico, já que foge aos nossos objetivos. Fazer em casa é normalmente inviável.

Mas podemos dizer que há vários tipos de enxertia, sendo os mais comuns a encostia, a borbulhia, e a garfagem. Cada espécie se adapta melhor a um tipo específico de enxertia.

Da próxima vez que ir a uma loja de mudas de árvores frutíferas, observe a base delas. É muito provável que você encontre sinais de que a planta é enxertada.

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estaca de jaboticabeira
A estaquia, ou “multiplicação por estacas”, é um meio de reprodução assexuada (propagação vegetativa), muito utilizada nas produções de mudas de plantas, principalmente as ornamentais e frutíferas.

O método consiste no plantio de um ramo ou folha da planta, desenvolvendo-se uma nova planta a partir do enraizamento das mesmas.

Não são todas as plantas que podem ser reproduzidas por estaquia. Cada espécie de planta possui um método diferente mais adequado para sua multiplicação. Algumas espécies muito difíceis de multiplicar por estaquia, podem ser reproduzidas facilmente por outro método: a alporquia.

As grandes vantagens de multiplicarmos as plantas por estaquia são a facilidade de fazê-la, e a possibilidade de propagarmos as melhores plantas, conservando as características da mesma.

Como fazer estaquia?
Como já foi dito, cada planta possui um método mais adequado de propagação. Há alguns tipos diferentes de estaquia, que apresentaremos a seguir. Para fazer a estaquia, é recomendável que procuremos saber qual é o melhor método para a planta que se pretende reproduzir. Caso você não encontre essa informação, tente alguns métodos até que dê certo, já que é um processo relativamente fácil.

Em alguns casos, o uso de hormônios enraizadores (em geral auxinas), ajuda a melhorar a formação de raízes nas estacas. Mas o uso domiciliar é raro, devido ao alto custo e dificuldade de manuseio.

Várias partes da planta podem ser usadas como estacas, com procedimentos levemente diferentes que detalhamos a seguir:

A) Estacas de ramos novos (ponteiros)
É o método mais adequado para ser utilizado para grande parte das plantas ornamentais, já que as plantas geradas por esse método são em geral, mais parecidas com a planta que as originou.

Passo-a-passo:
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Cortarmos uma ponta de ramo lateral, formando uma estaca de aproximadamente 7 a 12 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.
- Retiramos as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas.
- Colocamos os ramos em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas. Em alguns casos, colocam-se as bases da estaca em água ao invés de substrato, plantando as mudas em terra assim que enraizadas.

B) Estacas de ramos semi-lenhosos (tenras na ponta e firmes na base)
Em plantas ornamentais, esse método é muito utilizado para propagar plantas arbustivas.
- Cortamos um ramo lateral, formando uma estaca de aproximadamente 10 a 15 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.
- Retiramos as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas. É recomendado que cortemos as folhas restantes pela metade, para diminuir as perdas de água por transpiração.
- Colocamos os ramos em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas.

C) Estacas de ramos lenhosos (firmes, lignificados)
É o método mais utilizado para árvores (a maioria das frutíferas), arbustos e roseiras. Para as plantas cujas folhas caem no inverno (planta decíduas), é recomendado que as estacas sejam feitas quando a planta estiver sem folhas, perto do período de rebrota das folhas.
- Cortamos um ramo lateral firme, formando uma estaca de aproximadamente 15 a 30 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.
- Caso a estaca possua folhas, retire as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas. É recomendado que cortemos as folhas restantes pela metade, para diminuir as perdas de água por transpiração. No caso das roseiras, recomenda-se a utilização de ramos que já floriram, mas sem flores no momento.
- Colocamos os ramos (estacas) em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Essas estacas podem ser plantadas também diretamente no local definitivo, apesar disso, é recomendado o seu plantio anteriormente em vasos ou sacos de mudas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas.

D) Estacas de folhas
É um método utilizado em plantas ornamentais principalmente em suculentas, mas são utilizadas comercialmente na produção de mudas de algumas espécies de eucalipto. As plantas geradas por este método são muito parecidas com a planta que as originou, sendo por isso um processo interessante.

Um exemplo: Reprodução da violeta-africana.
- Cortamos uma folha saudável da planta, retirando-a até a base.
- Enterramos aproximadamente um terço da folha em um substrato adequado, com a base da folha para baixo. Para o substrato, pode ser utilizada areia, terra, etc. O mesmo processo pode também, em alguns casos, ser realizado na água. Assim, as folhas enraizarão e formarão novas plantas.

Fadinha

Daylily - Hemerocallis - clump division

Sementeira:
Toda a planta que dá flor produz sementes. A sementeira é o único método para propagar plantas anuais. Após a floração, as plantas anuais produzem sementes em finais do verão e depois morrem. As bienais, plantas que sobrevivem dois anos, também se propagam por semente. No primeiro ano produzem folhas e no segundo flores, depois sementes. Para as vivazes, a sementeira não é o método indicado pois é mais demorado conseguir uma planta estabelecida a partir de sementes do que a partir de estacas e as plântulas são mais sensíveis às doenças que as estacas.

Estacas caulinares e lenhosas:
A técnica de propagar a partir de estacas caulinares é sempre a mesma, mas os caules herbáceos cortam-se na primavera e as dos lenhosos no Outono. As estacas caulinares são um modo eficaz de propagar plantas, em especial aquelas cujas sementes são estéreis ou cujo desenvolvimento em sementeira é lento.

Mergulhia:
Com este método propagam-se as plantas no local onde ela se encontra encorajando-a a lançar raízes sem a separar da planta-mãe. A mergulhia é uma das técnicas de propagação mais antigas, baseada na observação da forma como as plantas se auto propagam. É frequente os ramos de um arbusto, encostados ao solo pelo peso das folhas, criarem raízes. Deve usar-se esta técnica na primavera ou no Outono, quando o solo está quente.

Estacas de raiz:
As plantas que emitem raízes rastejantes e as plantas com longas raízes aprumadas propagam-se por meio de estacas de raiz ou radiculares. A melhor altura é a primavera, quando a energia da planta está concentrada na raiz, antes da parte aérea crescer, ou no Outono quando a parte aérea abranda. Consoante o tipo de raiz podem usar-se três métodos: nas plantas com raiz aprumada corta-se uma fatia, nas que tem raiz rastejante, uma secção com dois nós e nas que têm os dois tipos de raiz, corta-se uma fatia de raiz com um nó.

Divisão de raiz:
A divisão de raiz implica levantar o torrão e cortá-lo, obtendo-se plantas mais pequenas. É adequado às plantas herbáceas rústicas cujo interior pode, com o tempo, começar a morrer.  Dividir uma planta ajuda a mantê-la saudável e vigorosa. Outras vantagens da divisão são: obter mais plantas rapidamente, libertar espaço no jardim e estimular a emissão de novos lançamentos. A melhor altura para a divisão é a primavera e o verão.

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Enxerto

Enxerto é um processo de propagação de caráter vegetativo que é praticado há muito tempo, especialmente em fruticultura e floricultura. Consiste em retirar um ramo ou uma borbulha de um vegetal e inseri-los em outro. Geralmente, os enxertos são feitos entre variedades diversas da mesma espécie.

O vegetal sobre o qual se enxerta recebe o nome de cavalo ou porta enxerto. O vegetal que vai sobre o cavalo é o enxerto propriamente dito ou cavaleiro. Quando se tem, por exemplo, uma laranja forte, mas que não produz uma variedade mais doce e produtiva, porém fraca e suscetível de doenças. Também há roseiras bonitas que se enxertam em outras menos belas, porém mais fortes. Uvas, igualmente, são, em geral, cultivadas apenas em enxertos.

As vantagens da utilização de enxertos são numerosas, mas, uma das maiores é garantir que a planta que se multiplica seja exatamente a que se quer. Quando se planta de semente, não há esta garantia, pois uma planta considerada boa pode produzir sementes que dão plantas de boa ou de má qualidade. No enxerto também se abrevia a época de inicio da produção. Há outra vantagem, ainda: o enxerto possibilita propagar plantas que enraízam dificilmente. Faz-se enxerto sobre outra já enraizada e o problema está resolvido.

Existem diversos tipos de enxertos, os mais comuns são de borbulha ou escudo, os de garfo e os de copulação. A enxertia é realizada geralmente durante um período de descanso da planta. Quando é época de despertar, a gema que vai entrar em crescimento, já está transposta para o porta enxerto.

Em todos os casos, depois e amarrado o enxerto, com barbante ou com ráfia, reveste-se o conjunto da parte enxertada com cera. Esta substância é impermeável e evita a entrada de água de chuva ou de rega, que acarretaria o apodrecimento dos tecidos.

vento

Esse é um método de propagação utilizado para induzir o enraizamento no caule principal ou em um ramo. Parte do caule ou ramo é exposto devido à retirada da casca por meio de um corte liberando o conjunto de células responsável pela formação de novos tecidos.

O processo é realizado com o auxílio de um “falso solo” feito de esfagno (musgo umedecido), envolto em plástico para ser protegido da entrada de água e ar em excesso, e depois amarrado na região talhada.
Se a sua intenção é obter outros exemplares, é aconselhável fazer a alporquia com ramos laterais. Quando o objetivo é controlar a altura da planta, o correto é executar o procedimento na extremidade do caule principal.

Depois de semanas, dependendo da espécie, começam a surgir raízes no local e consequentemente uma nova muda. Não é necessário a separação do alporque e da planta-mãe, uma vez que o falso solo é elevado até a região a ser propagado.
É importante utilizar hormônio estimulante para a formação das raízes.
Com o aparecimento das raízes, o alporque pode ser separado e replantado em canteiro ou vaso.

Essa multiplicação é recomendada para espécies que produzem caules e ramos rijos e lenhosos ou que sejam difíceis de enraizar por estaquia.

Materiais necessarios:
Barbante;
Tesoura de poda;
Canivete;
Plástico escuro;
Esfagno.

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1 – Escolha um ramo da planta-mãe e faça uma incisão ao redor de todo o caule, formando um anel.

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2 – Depois, realize outro corte circundando o caule, mas a uma distância de 1,5 cm do primeiro.

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3 – Retire a casca do espaço entre os dois cortes. O tecido da planta fica exposto, estimulando o enraizamento.

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4 – A seguir, envolva o esfagno umedecido, ao redor da área onde foram feitas as incisões.

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5 – Cubra com o plástico escuro para evitar a passagem excessiva  da luz onde crescerão as novas raízes.

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6 -Amarre as estremidades do plático com o berbante, fazendo um laço para facilitar a abertura para a rega.

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7 – Depois de três dias , aprofunde o corte. Em algumas semanas, as raízes começarão a surgir entre o esfagno.

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8 – Tire o plástico e extraia o caule com um corte horizontal abaixo do substrato. Replante a nova muda em um vaso.

A escolha de uma planta sadia é fundamental para obter resultados satisfatórios, além disso, o esfagno é o substrato ideal, já que consegue reter bastante água e manter a umidade necessária para o desenvolvimento da muda, vale ressaltar que ele não pode ficar seco.
O corte do galho é primordial para reduzir a passagem da seiva. A espécie vegetal entenderá que não vai mais receber alimento da planta-mãe e produzirá seus próprios nutrientes.

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