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  • Archive for the ‘Técnicas de Jardinagem’ category

    Orquidário

    Segue abaixo alguns procedimentos utilizados e que talvez possam ser úteis aos demais colecionadores de orquídeas. Foi tomado por base a Cattleyas, mais o conceito também se aplica aos demais gêneros, talvez com algumas pequenas variações.

    Quando replantar uma orquídea?
    Em geral, uma orquídea deve ser replantada quando uma das seguintes situações ocorrer:
    a) a planta já está começando a crescer para fora do vaso, b) o substrato já está ficando deteriorado,
    c) a planta não se adaptou a um tipo de substrato ou você sente que ela está perdendo o vigor continuamente.

    Replantar uma orquídea sempre será um procedimento que pode causar um desgaste a planta e por isso deve ser evitado. Se a planta está com indo bem em geral ela não precisará de novo replante por uns 3 anos, contados a partir do último replante, pois este é tempo em o substrato costuma levar para começar a se deteriorar (sob condições normais). Outros substratos podem levar mais ou menos tempo.

    O tipo de adubação que você utiliza também pode contribuir para encurtar a vida útil do substrato, uma vez que estimula a ação dos microorganismos. É sabido que o uso de, por exemplo, torta de mamona acelera este processo mais que uma adubação química e foliar.
    Ao notar que o substrato está ficando deteriorado deve-se fazer o replante, pois do contrário as raízes da planta apodrecerão o que irá comprometer bastante a saúde da orquídea. Contudo se o substrato não esta ainda tão ruim é melhor esperar pela época adequada.

    Ao perceber que uma planta esta parecendo desidratada apesar de ser regada adequadamente, isto pode ser um sintoma que o substrato já apodreceu a muito tempo e as raízes também. Esta não é uma característica de falta de água, mas de apodrecimento das raízes e portanto a planta não está mais tendo condições de absorver mais a umidade gerada pelas as suas regas.

    Época adequada para se replantar uma orquídea
    Todas as orquídeas devem ser replantadas durante o período em que seu sistema radicular está sendo renovado e se expandindo, preferencialmente quando novas raízes estão justamente começando a surgir do pseudobulbo mais novo. Assim estas raízes crescerão rapidamente dentro do novo substrato. Deve-se replantar uma orquídea somente quando ela está em condições de se restabelecer rapidamente.
    Portanto não devemos mexer com uma orquídea quando a sua estação de crescimento está terminada, pois ela não terá como formar novas raízes por vários meses. Uma planta que é perturbada nesta situação será forçada a gastar suas reservas de energias por um longo período até poder emitir novas raízes e isto será muito ruim para a saúde da planta. É possível acabar perdendo a planta.

    Como a diversidade de espécies é enorme, durante o ano inteiro haverá alguma planta que está renovando o seu sistema de raízes. Assim eu não diria que há uma estação do ano melhor ou pior para se fazer o replante. Deve-se observar a plantar e ver quando as novas raízes estão surgindo e então este é o momento do replante. Em geral, isto ocorre menos no Inverno, mas pode ser que você tenha uma planta que goste de renovar suas raízes nesta época. Não é conveniente transplantar orquídeas cujas raízes estão com menos de 1 cm de comprimento, pois a probabilidade delas se quebrarem, é alta.
    Se o substrato ainda estiver bom, pode deixar para a estação seguinte. Quando novas raízes estão surgindo do bulbo mais novo, uma onda de atividade se espalha pelas raízes mais velhas e destas começam a brotar muitas ramificações. Por esta razão é preciso tomar também bastante cuidado com estas raízes mais velhas e evitar ao máximo de quebrá-las durante o processo de replante. Assim procedendo creio que foi dada uma boa oportunidade para a planta desenvolver um saudável sistema radicular.

    O melhor substrato
    Esta é uma pergunta cuja a resposta depende do tipo de planta que está cultivada.
    Existem plantas que crescem em galhos de árvores (epífitas), outras que são terrestres e outras que preferem crescer sobre pedras. Portanto dependendo do tipo de orquídea  haverá sempre um substrato mais indicado. É preciso conhecer um pouco sobre as características do habitat natural das plantas. As plantas epífitas, em geral, estão adaptadas para viverem grudadas as árvores, como o suprimento de água nestas condições não é contínuo, elas dependem muito da sua capacidade de absorver água rapidamente, quer seja da chuva como da umidade do ar.

    Assim, as suas raízes possuem uma cobertura esponjosa que se encharca rapidamente. Do mesmo modo que as raízes se encharcam rapidamente, elas também secam, uma vez que os galhos da árvores, em que elas estão penduradas, também secam rapidamente tão logo a chuva passe. Com isso, as plantas epífitas precisam secar rapidamente e terem um bom arejamento para evitar que suas raízes apodreçam.
    Portanto é importante que o substrato seja extremamente poroso, drenando a água rapidamente e propiciando condições de arejamento adequado.
    As cattleyas e seus híbridos, que são plantas de características predominantemente epífitas, crescem bem em diversos substratos que possuem as características citadas acima.

    Os substratos mais comuns no Brasil são: casca de árvores e fibra de coco. Devemos utilizar o casca de coco desfibrado cujas as fibras sejam resistentes e livres de muito pó.
    Existem contudo, algumas cattleyas que dificilmente crescem bem em vasos e necessitam serem plantadas em pedaços de casca de árvores rugosas (peroba por exemplo) e posteriormente ficarem penduradas. São plantas que precisam de uma aeração extremamente boa, a qual não pode ser propiciada pelos vasos.
    Como exemplos destas plantas temos:
    Cattleya walqueriana, C. nobilior e C. aclandiae. Plantar algumas destas plantas em vaso é sempre um risco.

    Tipo de vaso a utilizar
    Os vasos podem ser confeccionados a partir de diversos materiais, como por exemplo, barro, plástico, cimento, cascas de árvores, casca de coco, etc. Normalmente os mais utilizados e facilmente encontrados são os de barro e os de plástico. As vantagens do vaso de plástico são as seguintes: preço, peso, aspecto e facilidade de limpar. Já os de barro possuem uma melhor aeração e consequentemente retêm água por menos tempo. Os vasos de barro são os preferidos pelo orquidófilos, uma vez que a grande maioria cultiva suas plantas sob um ripado, telado, sob a sombra de árvores e portanto, não têm como controlar a água das chuvas durante a estação chuvosa. Como os vasos de barro secam muito mais rápido que os de plástico, esta qualidade torna-se muito importante para evitar que o excesso de umidade e pobre aeração prejudique as raízes das orquídeas, notadamente as epífitas, que são mais sensíveis à umidade.

    Muitos orquidários comerciais que possuem estufas cobertas, e portanto podem controlar a água das chuvas, preferem utilizar os vasos de plásticos, principalmente pelo custo, facilidade de manuseio e aspecto dos vasos mesmo depois de anos de cultivo.
    O formato dos vasos varia muito. Existem formatos que são mais apropriados para uma espécie do que para outra, contudo, como regra, todos devem possuir uma boa capacidade de drenagem, propiciando um rápido escoamento da água e terem furos largos o suficiente para evitar entupimentos.
    Para Cattleyas, o ideal são os vasos com um furo central e mais três furos, formando uma espécie de triângulo, justamente na quina formada pelo fundo do vaso e as paredes laterais.
    Os furos possuem um diâmetro de cerca de 1,5 a 2 cm. Este tipo de vaso evita que fique água estagnada no fundo mesmo quando em posição um pouco inclinada.

    Os vasos de barro usados devem ser evitados por dois motivos. O primeiro é que podem vir a transmitir doenças ou vírus para uma outra planta que venha a ser planta em vaso que já tenha sido ocupado previamente por uma planta diferente. Isto pode ser evitado através de uma correta esterilização do vaso. Mas a razão principal, para utilizarmos um vaso novo, é que um vaso novo “respira” muito melhor que um usado, que já está com seus poros entupidos. Esta capacidade propicia uma melhor aeração e o substrato seca mais rápido. Com um pouco de observação você verificará que as orquídeas plantadas em vasos novos desenvolvem um sistema radicular muito melhor do que aquelas plantadas em vasos usados. Uma boa planta merece um vaso novo.

    Replantando uma orquídea

    Supondo que a orquídea esteja precisando ser replantada por alguns dos motivos já expostos anteriormente e que a época é adequada. A primeira coisa a fazer é escolher um vaso de tamanho adequado e que possua boa drenagem. Escolha um vaso que seja capaz de permitir que a orquídea cresça por cerca de 2 a 3 anos, ocasião em que já estará precisando de um novo replante devido a deterioração do substrato. Evite vasos grandes em relação ao tamanho da planta, pois como já foi mencionado é muito importante que o vaso seque rápido evitando que as raízes fiquem úmidas por um longo período, o que poderá causar o seu apodrecimento.

    Em seguida retire a planta do vaso original. Normalmente quando não há muitas raízes coladas nas laterais do vaso este é processo bastante fácil. Com a ajuda de um lápis ou vareta de bambu force a drenagem do vaso para cima, a partir dos furos do fundo. Uma das vantagens de se utilizar vasos com vários furos no fundo é que este processo torna-se bem mais fácil. Se a planta estiver muito agarrada as laterais do vaso, pode ser necessário que você tenha que cortar algumas raízes. Para isto, utilize de faca previamente esterilizada e corte algumas das raízes que estão segurando a planta passando a faca rente as bordas do vaso.

    Uma vez que a planta está fora do vaso, retire o que puder do substrato antigo evitando quebrar as raízes que estão vivas. Você não precisa retirar todo o substrato antigo se isso for causar um dano grande as raízes. Somente a maioria do substrato precisa ser removida. Tome muito cuidado nesta operação, principalmente para não danificar as novas raízes que estão surgindo do pseudobulbo mais novo. Elas são muito sensíveis e se danificam facilmente, o que impedirá o desenvolvimento posteriormente. Estas raízes serão muito importantes para a perfeita adaptação da planta no novo substrato, portanto todo cuidado com elas é pouco.

    As raízes mais velhas e que ainda estão vivas devem, se possível, ser deixadas intactas. Caso elas estejam muito grandes e irão dificultar o posicionamento da planta no novo vaso elas podem ser podadas, deixando-as com uns 5 cm. As raízes mais velhas possuem a capacidade de se ramificarem, coisa que não acontece com as raízes novas enquanto elas estão com poucos centímetros. Por isso a preocupação em evitar danificar as raízes novas que estão surgindo do pseudobulbo mais novo.
    Quanto as raízes velhas e que estão mortas é conveniente cortar todas, pois elas irão acelerar o processo de decomposição do novo substrato. Caso haja uma grande quantidade de raízes mortas e muito poucas raízes vivas, você pode deixar algumas com o objetivo de conseguir uma maior estabilização da planta no novo vaso.
    Aproveite a ocasião para dividir a planta, se quiser, e fazer uma limpeza nela, removendo restos de floração anterior e retirando as partes secas coladas ao pseudobulbo (não junto ao rizoma), as quais são esconderijos perfeitos para as cochonilhas e outras pragas. Mesmo que você não queira dividir a planta esta é uma boa ocasião para remover os pseudobulbos mais velhos e que já deixaram de contribuir para o desenvolvimento por não possuírem raízes vivas e folhas. Para uma planta com uma única frente deixe 4 ou 5 pseudobulbos, mais que isto irá forçá-lo a utilizar um vaso excessivamente grande, o que não é bom, e menos que isto irá enfraquecer muito a planta. Pseudobulbos que estão mortos devem ser removidos.

    Depois que a planta já foi limpa e o substrato velho removido é hora de plantá-la no novo vaso. Para isto deve-se inicialmente colocar algum material de drenagem no fundo do vaso novo, com intuito de facilitar o escoamento das águas e evitar que os furos fiquem entupidos com o tempo. Como material de drenagem pode ser utilizado cacos de telhas limpos, pedras, isopor e carvão. A utilização do carvão é interessante devido a seu baixo peso e as raízes gostam muito de se fixarem nele. Dizem também que ele aumenta a vida útil do substrato.
    Para plantar a parte da frente de uma divisão ou uma planta intacta, segure-a de forma que o pseudobulbo mais velho fique encostado na parede do vaso e a parte frontal da planta dirigida para o centro, deixando um espaço suficiente para o desenvolvimento de novos pseudobulbos para os próximos 2 ou 3 anos. O rizoma deve ser posicionado a uma altura uma pouco abaixo (1 cm ou menos) do nível da borda do vaso. Com a outra mão, coloque algum substrato ao redor das raízes tomando cuidado para não quebrá-las. Vá então adicionando mais substrato sempre pelas laterais, de forma a ir acomodando as raízes e firmando a planta. Coloque uma quantidade de substrato que seja suficiente para dar um bom equilíbrio e firmeza para a planta.

    A planta deve ficar firme no vaso e não balançando com facilidade. Se a planta possuía poucas raízes e não ficou firme no novo vaso e está balançando com facilidade, então há a necessidade de dar um suporte a ela de forma a não deixá-la balançar com o vento, pois se ela balançar, as novas raízes ficarão em atrito com o substrato e serão danificadas impedindo o seu pleno desenvolvimento. Para isto utilize-se de algumas estacas de bambu fincadas no substrato e amarre alguns pseudobulbos a elas.

    É importante observar que o substrato não deve encobrir as gemas existentes na base dos pseudobulbos e o nível deve ir até encostar ao rizoma, não ficando nem abaixo e nem acima. A planta deve ficar assentada na horizontal evitando inclinações para cima ou para baixo.
    Plantas recém envasadas devem ficar em um local em que recebam um pouco menos de luz que o habitual e a folhagem umedecida mais freqüentemente, mas evite regar o vaso. O substrato deve somente ser levemente umedecido até que as novas raízes estejam com 4 ou 5 cm. Este procedimento leva somente umas poucas semanas e você será bem recompensado evitando regar o vaso, mas mantendo o meio levemente umedecido, bem como as folhas. Se o substrato ficasse muito úmido nestes primeiros dias isto poderia levar ao apodrecimento das raízes mais velhas. Quando, após estas poucas semanas de tratamento especial, for notado que a planta já está restabelecida volte ela ao seu lugar original e aos procedimentos normais.

    Vale a pena lembrar a importância de somente utilizar ferramentas devidamente esterilizadas neste processo, visando evitar a transmissão de vírus de uma planta para outra, bem como outras doenças.

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    vaso5

    A chamada mistura básica, usada para a maioria das plantas, tem a seguinte proporção de tipos de solo e outros ingredientes: 1/3 de areia de rio (a areia de mar não deve ser empregada devido à grande quantidade de sal), 1/3 de terra comum e 1/3 de material orgânico (húmus e esterco), do qual as plantas vão retirar nutrientes fundamentais. Para dar leveza à receita, pode-se substituir a areia por algum substrato pronto que contenha vermiculita (rochas trituradas), palha de arroz ou outro item que deixe a composição mais aerada e mantenha a água e os nutrientes disponíveis por mais tempo. Espécies tropicais como as samambaias, que apreciam a umidade, podem ser plantadas em outra proporção de ingredientes: 1/2 de húmus, 1/4 de terra e 1/4 de areia. Qualquer que seja o tipo da planta, as dicas abaixo ajudam a aproveitar melhor os nutrientes do solo:

    As regas vão “achatando” a terra. Sempre que notar que ela está endurecida, revolva com a pá para afofar, com cuidado para não danificar caules e raízes.

    Se não conseguir deixar a terra soltinha, verifique se as raízes da espécie cresceram demais. Em caso positivo, é hora de transplantá-la, também com cuidado, para um vaso maior.

    Mãos a obra
    1. Escolha um recipiente com um furo no fundo. Se quiser impermeabilizar o vaso, evitando que a parte externa mofe. Caso prefira que as raízes respirem melhor, deixe sem a impermeabilização. Forre o fundo com um recorte de manta de drenagem e cubra com argila expandida.

    2. Coloque um pouco de mistura básica de terra.

    3. Centralize a planta com o torrão.

    4. Complete com terra.

    5. A forração de casca de árvore dá o acabamento.

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    Jardinagem

    jardinagem
    A jardinagem é uma atividade que tem como objetivo embelezar determinados locais, públicos ou privados. O adepto da jardinagem, profissional ou não, designa-se como jardineiro. São muitos os locais onde se podem praticar tal arte: desde grandes espaços a simples vasos com plantas.
    Embora se pratique jardinagem essencialmente com fins ornamentais, poderão existir também objetivos educativos (jardins botânicos ou zoológicos) e de organização do território e urbanismo, principalmente nas grandes cidades, onde os jardins (parques) são de grande importância para a qualidade de vida dos seus habitantes.

    Deixe seu jardim bonito com alguns cuidados simples:
    1. Remexa a terra para deixá-la fofa. Enquanto estiver fazendo isto, misture adubo orgânico. Depois, retire todas as impurezas: ervas daninhas, raízes mortas, torrões de terra seca.

    2. Para melhorar a qualidade do solo, você pode fazer uma mistura básica. Misture uma porção de areia, com uma porção de terra e uma porção de terra vegetal. Para cada 5 litros de mistura básica, acrescente: 1 colher de sobremesa de farinha de ossos, uma colher de sobremesa de farinha de peixe e uma colher de sobremesa de nitrato de potássio. Adicione a mistura à sua terra e mexa bastante.

    3. Para corrigir ainda mais o solo, acrescente areia em solos argilosos e compactos ou terra em solos arenosos.

    4. Escolha as plantas de acordo com o tipo do seu jardim: se ele recebe muito sol ou se fica mais na sombra, se é grande ou pequeno, etc. Peça ajuda ao seu fornecedor de mudas.

    5. Para plantar as mudas, faça um buraco de bom tamanho, retire o plástico da muda e coloque o torrão dentro do buraco. Coloque aquela mistura básica em torno do torrão.

    6. Para plantas com caules finos e altos, coloque um bambu ou um cabo de vassoura para apoiar a planta. Amarre delicadamente a planta ao bambu (estaqueamento).

    7. Para regar suas plantas, dê preferência para as primeiras horas do dia. Evite molhá-las quando o sol estiver forte.

    8. Para vasos com plantas com caule regue por cima com um regador fino até que a água saia pelo furo da drenagem do vaso. Para vasos com plantas que cubram toda a superfície do vaso, encha de água o prato que fica sob o vaso. Para jardins e canteiros use mangueiras com irrigadores de pressão.

    9. Sempre retire as folhas secas, murchas e doentes, com uma tesoura de poda. Deixe as flores murchas pois elas viram frutos. Combata as pragas, quando aparecerem, pulverizando inseticidas vendidos nas casas do ramo.

    10. Quando as raízes atingem um tamanho muito grande para o vaso que estão ocupando, você tem que mudá-la para um vaso maior. Solte a planta do vaso antigo com a ajuda de uma pá. Segure firme o caule e bata com a vaso na beirada de uma mesa para que o torrão se solte. Replante como ensinado no passo 5.

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    transplantar
    Quando você cultiva plantas em vaso, é importante saber que elas necessitam ser transplantadas de tempos em tempos. Plantas no jardim têm espaço e liberdade para crescer e encontram na terra os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Porém, as plantas em vasos se deparam com limitações que podem prejudicar o seu crescimento e, mesmo que o solo seja adubado regularmente, com o passar do tempo, ele empobrece  em nutrientes. Por isso, é fundamental fazer o transplante.

    Florescimento escasso ou inexistente, raízes saindo por baixo do vaso ou aparecendo na superfície da terra e surgimento de folhas muito pequenas ou defeituosas são apenas alguns dos sinais da hora de trocar sua planta de lugar.

    Veja como:
    Materiais utilizados: Planta a ser transplantada; substrato para o cultivo de flores (saco grande); argila expandida; brita ou caco de telha; manta bidim; manta de drenagem ou areia; vaso; luva de borracha e regador.
    1 – Regue a planta a ser transplantada na noite anterior ao transplante, para facilitar a retirada da flor do vaso. Se os vasos novos forem de cerâmica de barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que cessem as bolhas de ar. Isso além de limpá-los, evita a absorção da umidade na mistura de terrá a ser usada.
    2 – Prepare a drenagem no vaso, colocando de 1 a 2 cm de argila expandida, cacos de telha de cerâmica ou pedras de construção (brita) no fundo do vaso e, por cima, a manta de bidim/manta de drenagem ou de 1 a 2 cm de areia.
    3 – Coloque uma parte da mistura de substrato no fundo do vaso a ser utilizado e reserve.
    4 – Afofe a terra da planta a ser transplantada superficialmente com uma faca ou pá. Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão de terra e o vaso. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente.
    5 – Deposite a planta no vaso novo e termine de colocar a mistura de solo, que deve ser rica em nutrientes orgânicos, firmando bem a planta.
    6 – Cuide para que a terra cubra bem as raízes sem encostar nas folhas inferiores.

    Para evitar bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre uma mesa e pressione a superfície com os dedos.

    Pronto! Sua planta está devidamente replantada.

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    árvoresTécnica de Dendrocirurgia

    Dendrocirurgia é uma técnica que objetiva a recuperação de árvores, através da eliminação de tecidos necrosados, especialmente na região do tronco, com a posterior desinfecção através da utilização de fungicidas à base de cobre.

    As cavidades resultantes, se amplas e profundas, são preenchidas com material de alvenaria com vistas a sustar a progressão da necrose e obter a cicatrização da lesão. Modernamente estão sendo experimentados materiais líquidos que têm a propriedade de se expandir no interior do tronco e preencher a cavidade, assumindo textura semelhante a de um isopor, que pode ser impermeabilizada e pintada com uma cor próxima da do fuste.

    Este tratamento deve ser aplicado em casos muito especiais como: árvore considerada monumento histórico; árvore adulta de crescimento lento; espécies raras nativas ou exóticas.

    Caso contrário, o replantio torna-se mais prático e econômico, já que estes tratamentos irão depender de muitos fatores que poderão desfavorecer o sucesso de sua aplicação, tornando incerta a aceitação da árvore aos tratamentos.

    A prática deste tratamento requer pessoas habilitadas especialmente em práticas fitossanitárias para o emprego adequado de certos produtos químicos no combate de fungos apodrecedores, cupins, formigas e outros organismos aproveitadores de pequenas lesões presentes nas árvores.

    Além disto, deve conhecer a capacidade de regeneração aas espécies, idade da árvore, vitalidade ou vigor da espécie e grau de resistência da espécie aos ataques de fungos e insetos. O diagnóstico em uma árvore pode ser feita da seguinte forma:
    a) Observar se há galhos mortos, ou ponteiros secos, pode ser um sinal do ataque de brocas, cupins ou parasitas, como a erva-de-passarinho;

    b) Examinar cuidadosamente o tronco principal, tentando detectar orifícios. Muitas vezes diminutos estes orifícios podem apresentar um pequeno rastro de serragem ou terra, denunciando brocas e cupins;

    c) Verificar a possível existência de lesões superficiais de origem mecânica não cicatrizadas – podas mal feitas, mutilações, etc;

    d) Examinar a possível existência de cavidades, tentando encontrar porções ocas sob a casca, ou por trás de grandes ferimentos. Esta região costuma apresentar madeira já bastante apodrecida, com sinais de colonização por insetos;

    e) Verificar cuidadosamente, sobretudo o colo da árvore. As cavidades localizadas nessa região, tendem a ser fatais se não cuidadas a tempo;

    f) Tentar detectar a presença de parasitas, como erva-de-passarinho, por exemplo. Mas lembre-se que samambaias, orquídeas e bromélias, entre outras plantas superiores, não são parasitas e sim epífitas, buscam apenas apoio;

    g) Observar se há desfolhamento ou amarelecimento de porções da copa.

    Sugestões de tratamentos
    Para ferimentos superficiais:
    Recortar a casca numa forma ovalada e eliminar os tecidos já comprometidos. A seguir esterilizar com calda bordalesa e aplicar um cicatrizante ao longo de toda a extensão da ferida. Existe um produto chamado “Mastique Dr. Moura Brasil”. Esses curativos devem ser refeitos periodicamente, até que se verifique a cicatrização com formação de calos.

    Para ferimentos em grandes cavidades:
    Fazer inicialmente uma raspagem, com remoção de todo o tecido apodrecido, até que seja encontrado tecido sadio. Em seguida desinfectar com pasta bordalesa, que é semelhante à calda, porém, mais concentrada. Depois, a cavidade deve ser preenchida com argamassa, feita com cimento colante. Deve-se observar que o limite da obturação não deve exceder o limite interno da casca, para permitir o fechamento. E finalmente aplicar “Mastique Dr. Moura Brasil”, nas bordas da casca ferida, para auxiliar a cicatrização.

    Para casos graves:
    Quando uma árvore perde uma parte do tronco, seja exteriormente ou, na forma de uma grande cavidade, o que compromete sua sustentação. Nestes casos, é necessária a introdução de um núcleo mais rígido e apoio de sustentação. Isso pode ser feito com a criação de escoras de concreto armado, mediante a instalação prévia de formas.
    Outro modo de se tratar o problema é a introdução de ferragens entrelaçadas no interior das cavidades. Às vezes, forma-se sapatas ou fundações no solo, preenchidas com cimento, se o colo da planta estiver completamente oco.

    Receitas caseiras
    • Mastique: 200g de abelha, 60g de breu, 25g de sebo de vaca. Derreta no fogo, mexendo com espátula. Conservar o vasilhame fechado ou em pequenos tabletes.

    • Calda bordalesa: 100g de cal virgem e 100g de sulfato de cobre diluídos em 10 litros de água.

    • Pasta bordalesa: 200g de cal virgem e 100g de sulfato de cobre. Dissolver a cal em 600mL de água e o sulfato em outros 600ml. A seguir, misturar as duas soluções.

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    jardim

    Preparar um jardim não é simplesmente plantar uma planta, a tarefa exige certos cuidados para que elas cresçam saudáveis e bonitas. Segue a seguir algumas informações básicas de como prepará-lo.

    SOLO – É a parte superficial da crosta terrestre e tem sua origem na decomposição de rochas e minerais. Em relação às plantas, tem como função primordial fornecer nutrientes e servir de suporte às raízes.

    TEXTURA – Diz respeito à distribuição das partículas que formam um solo (areia, silte e argila). De acordo com os percentuais de cada uma delas, tem-se:
    - Solo de textura arenosa: menos de 15% de argila,
    - Solo de textura média: de 15 a 35% de argila,
    - Solo de textura argilosa: mais de 35% de argila.

    Como determinar a textura do solo
    - Solo argiloso: liso e pegajoso. O solo argiloso é formado de partículas minúsculas que absorvem umidade, tornando-o pesado e pegajoso. Embora difíceis de serem trabalhados, costumam ser bastante férteis.
    - Solo arenoso: seco e solto. O solo arenoso seca rapidamente e não retém bem os nutrientes. Precisa de maior manutenção do que o argiloso, mas, inicialmente, é mais fácil de ser trabalhado.

    NUTRIENTES – São os elementos de que as plantas necessitam nos seus processos vitais. São divididos em macronutrientes e micronutrientes.
    - Macronutrientes
    São aqueles requeridos em grandes quantidades: C-carbono, H-hidrogênio, O-oxigênio; N-nitrogênio; P-fósforo; K-potássio; Ca-cálcio; Mg-magnésio e S-enxofre.

    - Micronutrientes
    São aqueles requeridos em pequenas quantidades: Cl-cloro; Fe-ferro; Cu-cobre; Zn-zinco; Mn-manganês; B-boro; Mo-molibdênio e Co-cobalto.

    - pH do solo
    Está relacionado com o índice de acidez, variando segundo a escala abaixo:
    0——————————-7———————————-14
    pH ácido              pH neutro                   pH básico

    Cada espécie vegetal tem uma faixa de pH do solo na qual seu desenvolvimento é ótimo. De maneira geral, pode-se dizer que a maioria das plantas prefere solos com pH na faixa de 4,0 a 7,5.

    CALAGEM – É uma prática de manejo da fertilidade do solo que consiste na aplicação de calcário, com o objetivo de eliminar ou minimizar os efeitos prejudiciais da acidez e fornecer cálcio e magnésio para as plantas.

    Tipos calcário
    - Calcíticos: possuem cálcio,
    - Magnesianos: possuem magnésio,
    - Dolomíticos: possuem cálcio e magnésio.

    Época de calagem
    A calagem deve ser feita de 60 a 90 dias antes do plantio. Esse período é necessário para que a acidez do solo seja corrigida, deixando o solo adequado para o desenvolvimento das plantas.
    A dosagem a ser aplicada depende do tipo de solo e da análise química do mesmo, feitas em laboratório.
    Aplicação de calcário: dependendo da área, pode-se fazer a aplicação do calcário manual ou mecânica. A distribuição manual é feita a lanço e deve-se procurar espalhar o mais uniformemente possível. A distribuição mecânica é feita por distribuidora centrífuga à tração mecânica.
    Incorporação do calcário: o calcário deve ser incorporado a uma profundidade de 15 a 20 cm. A incorporação deve ser uniforme para permitir boa eficiência do calcário. A incorporação pode ser feita por gradagem ou manualmente utilizando enxadas.

    ADUBAÇÂO – Consiste na incorporação de nutrientes ao solo com o objetivo de melhorar sua qualidade. Existem diferentes tipos de fertilizantes fornecedores de nutrientes:

    a) Fertilizantes ou adubos minerais simples: podem ser classificados em:
    Nitrogenados: contêm nitrogênio(N), que atua no crescimento das plantas. Ex.: sulfato de amônio, uréia, salitre do Chile e nitratos em geral.
    Fosfatados: contêm fósforo(P), que atua no crescimento das raízes, crescimento das plantas, floração e frutificação. Ex.: superfosfato simples e superfosfato triplo.
    Potássicos: contêm potássio(K), que atua na produção de flores, bem como na resistência da planta ao aparecimento de doenças. Ex.: cloreto de potássio, sulfato de potássio.

    b) Fertilizantes ou adubos mistos: são aqueles resultantes da mistura de dois ou mais fertilizantes simples (nitrogenado, fosfatado e potássio). São representados pela letra símbolo de cada elemento, sendo o mais comum o NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), nas formulações percentuais: 4-14-8; 20-5-20 e 10-10-10.
    Obs.: Existem no mercado alguns fertilizantes comercializados na forma líquida.

    c) Fertilizantes ou adubos orgânicos: podem ser de origem vegetal ou animal, contendo um ou mais nutrientes. Ex.: farinha de ossos, farinha de sangue, tortas vegetais (soja, algodão, mamona, girassol ou amendoim), esterco de bovino, esterco de galinha e húmus de minhoca.

    d) Composto orgânico: é formado pela decomposição de material vegetal como mato, palhas, folhas, restos de roça, restos de gramado, restos de cozinha, estercos diversos e até mesmo cinza.

    Preparo do composto orgânico
    1. Amontoar o material vegetal em pilhas de seção trapezoidal, intercalando uma camada de restos vegetais com uma fina camada de material inoculante (esterco), tendo-se o cuidado de molhar cada camada. A pilha deve apresentar cerca de 3,0 m largura na base inferior, 1,5 m de altura e comprimento variável, de acordo com a disponibilidade de material.

    2. Manter o material sempre úmido, molhando-o pelo menos uma vez por semana.

    3. A cada 15-20 dias, picar e revolver o material formando uma nova pilha.

    4. Aos noventa dias aproximadamente, o material estará curtido e transformado em matéria orgânica. O produto final deve ter a cor escura, ser rico em húmus, moldável quando apertado entre as mãos, cheiro de terra e temperatura baixa no interior do monte.
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    Jardinagem

    jardim

    O solo
    Se o solo escolhido for conhecido, ou seja, possui nutrientes necessários para as plantas, então não é preciso adubar. Se o solo for pobre em nutrientes deve ser feito uma adubação.
    A adubação é dividida em dois tipos, a adubação química (quando é utilizado adubo industrializado que é constituído de nitrogênio, fósforo e potássio, o chamado NPK) e a orgânica (quando é usado resíduos animais, como por exemplo fezes de bovinos, ou vegetais, os quais contêm nitrogênio).

    As vantagens e desvantagens das duas adubações é que a adubação orgânica tem como resultado caracteres físicos que a química não pode oferecer, como por exemplo aumento da permeabilidade do solo e capacidade de absorção de água e redução da coesão do solo ou seja não empoça água e nem empedra. O problema é que os adubos orgânicos para suprirem as necessidades dos vegetais, precisam ser administrados em grandes quantidades, ao passo que os químicos como são concentrados, é utilizado uma quantidade muito menor.

    Em um jardim residencial, pode-se usar os dois tipos de  adubação, se o solo for muito argiloso usa-se mais a adubação orgânica e se for mais arenoso, o recomendado é a adubação química. Os adubos nunca devem ser administrados diretamente na raiz, sempre coloca-se ao redor da planta para que ela absorva gradativamente.

    Adubação química
    Os adubos químicos podem ser adquiridos em floriculturas, casa agropecuárias e a quantidade a ser utilizada deve ser recomendada por um agrônomo, que determinará a fórmula e a quantidade adequada. Deve-se seguir a risca as recomendações do agrônomo, pois uma diminuição na dosagem pode não obter um resultado satisfatório e o excesso pode queimar a planta causando a morte. Nas casas especializadas, vende-se o adubo já preparado, sem que se tenha o trabalho de fazer o cálculo da quantidade de nutrientes.

    Adubação orgânica
    Pode-se conseguir um adubo orgânico em casa, usando-se restos orgânicos de animais e vegetais misturando-se três partes de restos vegetais para uma parte de restos animais revolvendo tudo e deixando descansar para fermentar.

    Os restos vegetais podem ser folhas secas, palhas, papel, etc., e os orgânicos são os diversos estercos como os de galinha, bovinos, sangue, etc.

    Depois de feito o monte, deixa-se fermentar por uns quinze dias mantendo sempre úmida e não encharcada revolvendo o monte uma vez a cada quatro dias mais ou menos, colocando as partes internas do monte por cima para que a fermentação fique por igual. Se o monte ficar em lugares muito abertos onde venta muito e pode pegar chuva, coloca-se um plástico para evitar o ressecamento ou o encharcamento.

    Depois a cada quinze dias, revolver o monte uma vez até completar noventa dias, quando estará pronto para ser utilizado. O revolvimento do composto é importante pois promove a fermentação de forma aeróbica que desprende gás carbônico e repele as moscas, não havendo revolvimento, a fermentação se dá anaerobicamente o que vai provocar mau cheiro e moscas.

    Solo
    O solo apresenta potencial de hidrogênio, ou seja, pH, e varia de 0 a 14. Se o pH for 7 ele é considerado neutro, abaixo de 7 é considerado ácido e acima é básico.

    A maior parte dos solos do Brasil é ácido, variando o pH entre 5 e 5,5.  A correção é feita com adição de cálcio ou magnésio, esse processo chama-se calagem. A calagem deve ser feita 30 dias antes do plantio, sendo que o material mais usado é o calcário dolomítico. Pode-se usar também a cal virgem desde que aplicada nas dosagens corretas.

    Para um solo alcalino, que pode provocar o enrolamento das margens das folhas ou queda das mesmas, ou também fazer com que o florescimento diminua, as raízes se desenvolvam mal etc., usa-se gesso residual ou sulfato de ferro para acertar o pH.

    Alguns solos podem conter sal, impedindo a germinação das plantas, podem provocar queima das folhas ou matar a planta. Uma irrigação periódica pode ajudar na diluição desses sais.

    Preparação do solo
    Antes de se plantar é necessário revolver o solo a fim de descompactá-lo e deixá-lo solto para que as raízes desenvolvam-se adequadamente. Deve-se revolver o solo aproximadamente  a uma profundidade de 30 cm, passando posteriormente o ancinho para eliminar torrões maiores, pedras, galhos, etc.

    Depois de pronto o solo, abrem-se as covas, o tamanho recomendado para o plantio de árvores é de 60 cm de largura por 60 cm de comprimento com 70 cm de profundidade.  Para arbustos o tamanho é de 40 cm de largura por 40 cm de comprimento e 50 cm de profundidade.

    A terra retirada para fazer a cova, será usada para fazer a mistura que cobrirá a cova. Faz-se uma mistura da terra com adubo orgânico na proporção de duas partes de solo para cada parte de adubo orgânico. A essa mistura acrescenta-se o adubo químico constituído de fósforo e potássio, acrescenta-se também a mistura como outra opção, a torta de mamona que contêm os três nutrientes, porém em quantidades menores.

    Mudas
    A aquisição das mudas podem ser feitas em lojas especializadas e em viveiros, fique atento a doenças ou pragas que podem já estar nas mudas, procure não adquirir plantas com ramos quebrados, cascas rachadas, de aparência pouco viçosa ,etc.

    Em relação as raízes, verifique se as mesmas ocupam o solo do vaso de modo denso e uniforme, se estiver enroladas nas paredes, indica que a planta já está há muito tempo no mesmo. Quando as mudas estiverem enroladas em estopa, verifique se está bem amarrada no torrão que deverá estar duro ao toque, pois se estiver mole e a estopa frouxa, é provável que as raízes estejam danificadas e a árvore pode não suportar o plantio.

    Em relação ao tamanho da muda, é melhor escolher mudas de tamanho pequeno, se for muda de árvore escolha em torno de um metro de altura, pois oferecem menos problemas no transporte, o seu plantio é mais simples e a adaptação da planta ao solo é mais fácil.

    Um outro cuidado a ser tomado em relação as mudas, é o de se retirar as mudas do seu recipiente atual que pode ser lata, saco plástico,etc. e mergulhar em água por aproximadamente 5 minutos. Esse procedimento é importante porque os torrões chegam ressequidos pela demora no transporte ou pelo calor e, se as mudas forem colocadas nas covas, mesmo regando logo após o plantio, a água escorrerá pelos torrões e só um tempo depois é que vai absorver a água. Pode ocorrer a morte da muda simplesmente pela falta de água, não adiantando em nada as regas.

    Algumas mudas podem ser adquiridas com suas raízes expostas, chamadas de raízes nuas, como por exemplo, o castanheiro, pessegueiro, uva, ameixeira, nectarina, macieira, etc. Nesse estado é importante manter sempre úmida até que seja feito o plantio, podemos envolver as raízes com panos ou deixá-las em um recipiente com água.

    A melhor época para se fazer plantio é a época das chuvas, de preferência em dias sem sol, antes ou depois de uma chuva, ou ao entardecer. Não esqueça que deve-se retira a muda do seu recipiente atual, como por exemplo sacos plásticos, latas,etc.

    Para começar o plantio, deve-se colocar uma mistura de tal modo que seja suficiente para que o nível do torrão seja o mesmo do terreno, evitando o sufocamento do caule. Para o preenchimento das covas, a cada 20 cm, é preciso irrigar para que a terra assente no fundo, evitando bolsas de ar.

    Após o plantio, devemos fazer uma coroa em volta da muda que deve ser aproximadamente um pouco mais larga que a copa da muda com uma profundidade de 5 cm . Aplica-se então um adubo nitrogenado de cobertura, que pode ser o salitre do Chile ou o sulfato de amônia na proporção de  40g por cova para arbustos e 100g por cova para árvores, não colocar o adubo junto aos caules, pois podem queimá-los.

    Pragas mais comuns
    As pragas mais comuns que encontramos em um jardim são, as cochonilhas, os pulgões, os trips, os ácaros,as formigas, as lagartas, gafanhotos e grilos.

    As cochonilhas são insetos da ordem Homóptera, e se fixam na parte inferior das folhas e de galhos novos, formando colônias esbranquiçadas, chamadas de cochonilhas de escamas. Existem também as cochonilhas cabeças de prego, cuja cor vai do castanho ao amarelo ou branco, medem aproximadamente 5 mm, são recobertas por uma camada de cera que as protege da água e contra inseticidas. Pode-se combater as cochonilhas pulverizando a cada quinze dias, com um inseticida fosforado não sistêmico misturado a um óleo emulsionável, que recobre as carapaças e asfixia as cochonilhas.

    Sugam a seiva da planta fazendo com que o crescimento estacione, excretam um líquido adocicado que faz com que os caules e a folhas fiquem pegajosos.

    Os pulgões pertencem a ordem Homoptera também, são insetos com forma de pêra medindo cerca de  3mm, sugam a seiva das folhas e flores, que ficam encrespadas, brilhantes e pegajosas, pois do mesmo modo que as cochonilhas, eles excretam uma substância adocicada. Quando o ataque dos pulgões é intenso, podem provocar um bolor preto que chamamos de fuligem. Para sua eliminação podemos esmagá-los com as mãos ou lavar a planta com água e sabão, ou usar qualquer inseticida fosforado.

    Os trips ou lacerdinhas, são insetos muito pequenos, que causam mal as plantas e podem também causar irritação na pele de pessoas e ardência nos olhos. As folhas ficam pálidas, quase prateadas, e há formação de manchas pretas. O controle é feito pela queima dos ramos atacados e através de inseticidas organofosforados.

    Os ácaros são aracnídeos muito pequenos, formam teiazinhas na face inferior das folhas, o que podem causar sua queda e tornar o caule torto e escuro. Combate-se o ácaro com um acaricida e isolamento da planta para que não haja infestação das demais.

    As formigas (ordem Hymenoptera), gafanhotos e grilos(ordem Orthoptera), são as pragas mais vorazes para plantações em geral, podem acabar com um jardim em pouco tempo, em lavouras causam muito prejuízos. As formigas podem ser combatidas com iscas que são carregadas pelas formigas para dentro do formigueiro matando toda a casta, se não for muito grande. As lagartas, gafanhotos e grilos são eliminados através de inseticidas piretróides.

    Algumas doenças
    Existem três doenças mais comuns que ocorrem nas plantas que são a murcha, o tombamento, e a orelha de pau. A murcha é causada por uma praga chamada nematóide, que causa o murchamento repentino de todas as folhas da planta, as raies se deformam e apodrecem. O tombamento é causado, por exemplo, por fungos produzidos em excesso por umidade excessiva. As plantas tombam e morrem  devido ao apodrecimento dos seus caules.
    A orelha de pau é resultado de podas mal feitas, onde a orelha de pau se desenvolve em troncos mortos e depois passa para os sãos corroendo seu lenho fazendo com que a planta caia de uma hora para outra.

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    Materiais necessários:
    -  uma planta adulta e saudável;
    -  faca ou canivete bem amolado
    -  pincel
    -  pó de hormônio enraizador (encontrado em lojas de jardinagem)
    -  composto para plantas (pode ser húmus)
    -  papel filme
    -  barbante
    -  papel laminado

    Passos simples
    1- Com uma faca ou canivete afiado, faça dois cortes logo abaixo da última folha do tronco ou ramo escolhido. Retire a casca entre os cortes, tomando o cuidado de não danificar a parte interna do caule.

    2- Logo em seguida, pincele a parte que foi descascada com um pouco de pó de hormônio enraizador (encontrado em lojas especializadas).

    3- Prepare um pouco de esfagno ou substrato de coco que retenha a umidade bem, colocando-o na água e, depois, espremendo-o bem para retirar o excesso de água.

    4- Amarre um plástico ao redor do caule, logo abaixo do corte, formando uma espécie de saco.

    5- Encha o saquinho plástico com o esfagno umedecido, apertando-o bem ao redor do corte, de forma que fique totalmente coberto.

    6- Feche o saquinho, amarrando-o com um barbante ao redor do caule. Para garantir a umidade interna, vede as extremidades amarradas com fita isolante impermeável.

    7- Coloque o vaso sobre um prato com pedrinhas e água, mantendo-o num ambiente quente e úmido. Após algumas semanas, as raízes começarão a surgir através do esfagno. Retire, o plástico e corte o caule logo abaixo da bola de esfagno, usando uma tesoura de poda e fazendo um corte horizontal.

    8- Prepare um novo vaso com uma mistura de solo adubado e plante a nova muda imediatamente. Mantenha o esfagno no local, para não danificar as novas raízes. Regue em seguida.

    Neste método, o pedaço de um ramo é envolvido por terra ou musgo em um pedaço de plástico ou pano umedecido. Após algum tempo, formam-se as raízes, e o ramo pode ser destacado para ser plantado. Para que o método seja efetivo é necessário interromper o fluxo descendente da seiva, mediante retirada prévia de um anel da casca da planta (anel de Malpighi) ou colocando um anel de arame metálico no local desejado para as futuras raízes ( vulgarmente chamado de ” forca”). O processo pode ser acelerado com a ajuda de pó enraizador.

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    estaca-de-bonsai

    Muitas pessoas admiram a arte japonesa de fazer bonsai. Parece uma tarefa muito difícil e complexa, cheia de regras e que exige um empenho de tempo integral para que o faz, mas nada disso é verdade.

    A arte de fazer um bonsai procura reproduzir em um pequeno vaso como a árvore seria crescendo no solo, na natureza. O bonsai é como uma miniatura de uma árvore. Não há uma altura padrão, pode ter desde alguns poucos centímetros de altura até mais de um metro.

    A árvore de bonsai é crescida, conduzida, cuidadosamente modelada e podada para recriarmos a essência de um ambiente natural. As imperfeições da natureza também são reproduzidas em bonsais.

    Além de fazer um bonsai com uma muda de planta também se pode fazer através de estaquia.

    A estaquia (sashiki) é um método de propagação bastante utilizado no cultivo de bonsai, justamente por ser mais rápido que o plantio de sementes e podendo fornecer mudas com troncos grossos, bem próximas do material desejado.

    Como se faz uma estaca? Muito simples, basta fazer um corte diagonal no galho que você deseja transformar em um tronco, removendo a “casca” do galho, deixando o “miolo” exposto, para que dali se formem as raízes. Todas as folhas das partes do caule que forem enterradas devem ser arrancadas e pelo menos 1/3 do comprimento das estacas deve ser enterrado.

    As folhas da parte superior do caule deverão ser cortadas em 1/3 ou metade de seu tamanho, para reduzir a desidratação da planta. As estacas devem ser plantadas em um certo ângulo, assim como o corte feito para se formar as estacas. Quando a espessura (diâmetro) da estaca for superior a 8mm, dois cortes deverão ser feitos em diagonal, formando uma ponta, mesmo que esta ponta não esteja perfeitamente no centro do caule.

    Antes de serem plantadas, as estacas podem ficar “de molho” em uma solução de hormônio enraizador, ou vitamina B1, por cerca de 12 horas, isso ajuda muito no surgimento de novas raízes. A mistura de solo usada para a maioria das estacas é a mesma usada para mudas em formação (30% de areia grossa, 40% de terra vermelha e 30% de terra preta) e deverão permanecer plantadas (e intocadas) por 12 meses, quando a muda já estará pronta para receber a primeira poda de galhos e raízes.

    O cultivo de estacas não é uma técnica difícil de ser aplicada, basta que você faça as estacas em uma época de desenvolvimento acelerado da planta (evite o inverno, que é quando a maioria das plantas reduz seu crescimento), para obter um belo bonsai em um curto espaço de tempo.

    As folhas ainda serão podadas, para que na próxima brotação, elas fiquem menores (folhas pequenas é uma das características principais de um bonsai). Plantei 5 estacas, vamos ver quantas vingarão.

    Muitas pessoas admiram a arte japonesa de fazer bonsai. Parece uma tarefa muito difícil e complexa, cheia de regras e que exige um empenho de tempo integral para que o faz, mas nada disso é verdade.

    A arte de fazer um bonsai procura reproduzir em um pequeno vaso como a árvore seria crescendo no solo, na natureza. O bonsai é como uma miniatura de uma árvore. Não há uma altura padrão, pode ter desde alguns poucos centímetros de altura até mais de um metro.

    A árvore de bonsai é crescida, conduzida, cuidadosamente modelada e podada para recriarmos a essência de um ambiente natural. As imperfeições da natureza também são reproduzidas em bonsais.

    Além de fazer um bonsai com uma muda de planta também se pode fazer através de estaquia.

    A estaquia (sashiki) é um método de propagação bastante utilizado no cultivo de bonsai, justamente por ser mais rápido que o plantio de sementes e podendo fornecer mudas com troncos grossos, bem próximas do material desejado.

    Como se faz uma estaca? Muito simples, basta fazer um corte diagonal no galho que você deseja transformar em um tronco, removendo a “casca” do galho, deixando o “miolo” exposto, para que dali se formem as raízes. Todas as folhas das partes do caule que forem enterradas devem ser arrancadas e pelo menos 1/3 do comprimento das estacas deve ser enterrado.

    As folhas da parte superior do caule deverão ser cortadas em 1/3 ou metade de seu tamanho, para reduzir a desidratação da planta. As estacas devem ser plantadas em um certo ângulo, assim como o corte feito para se formar as estacas. Quando a espessura (diâmetro) da estaca for superior a 8mm, dois cortes deverão ser feitos em diagonal, formando uma ponta, mesmo que esta ponta não esteja perfeitamente no centro do caule.

    Antes de serem plantadas, as estacas podem ficar “de molho” em uma solução de hormônio enraizador, ou vitamina B1, por cerca de 12 horas, isso ajuda muito no surgimento de novas raízes. A mistura de solo usada para a maioria das estacas é a mesma usada para mudas em formação (30% de areia grossa, 40% de terra vermelha e 30% de terra preta) e deverão permanecer plantadas (e intocadas) por 12 meses, quando a muda já estará pronta para receber a primeira poda de galhos e raízes.

    O cultivo de estacas não é uma técnica difícil de ser aplicada, basta que você faça as estacas em uma época de desenvolvimento acelerado da planta (evite o inverno, que é quando a maioria das plantas reduz seu crescimento), para obter um belo bonsai em um curto espaço de tempo.

    As folhas ainda serão podadas, para que na próxima brotação, elas fiquem menores (folhas pequenas é uma das características principais de um bonsai).

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    adube-suas-plantas
    Aos olhos de quem nunca cuidou de plantas, regar parece uma tarefa óbvia, mas na prática ela exige alguns cuidados básicos. Mas esses cuidados são muito simples, e aqui vamos explicar para você.

    As plantas precisam de água para sobreviver e ficarem vigorosas. Elas usam a água para todos os seus processos, inclusive absorver nutrientes da terra e fazer a fotossíntese. Uma rega correta possibilita a planta de mostrar o seu máximo potencial em beleza e produção.

    Que horas devo regar?
    Os melhores horários são de manhã e no fim da tarde (depois das 15h). Ao contrário do que muitos acreditam, regar ao meio-dia não cozinha as folhas. O que ocorre é que boa parte da água que jogamos se evapora ao meio-dia, pois é um horário muito quente.  À noite a planta absorve pouca água, e suas folhas demoram muito a secar. Para evitar o aparecimento de fungos, é melhor evitarmos regas à noite.

    De quanto em quanto tempo regar?
    Não siga as regras à risca. Não recomendamos a utilização de regar regradas, do tipo “dois copos de água, a cada 3 dias”, pois isso não funciona bem. Temos dias mais quentes e outros mais frios, mais secos ou mais úmidos, mais ensolarados ou menos… Cada dia a perda de água é completamente diferente do outro. Assim, regas regradas demais levam ao excesso ou falta de água em alguns dias.

    Água demais prejudica sua planta também. Por isso, mexa na terra com um palito ou com seu dedo. Veja se está seca ou úmida por baixo da superfície antes de regá-las.
    Algumas plantas precisam de regas mais freqüentes e outras menos. Verifique suas plantas a cada 2 dias. Se já estiver molhado, deixe para outra hora.

    Quanta água colocar?
    Isso dependerá de outros fatores, mas como uma regra geral, evite encharcar a terra (existem exceções).  Água demais “afoga” as raízes, que também precisam de ar, além de aumentar o aparecimento de fungos e doenças. Regue devagar, parando quando a água começar a demorar um pouco a entrar na terra, ou quando a água escorrer ao fundo de um vaso.

    Molhar as folhas tem problema?
    Depende da planta. Plantas de folhas sensíveis, como as violetas, não devem ter suas folhas molhadas
    .
    Molhar as folhas não é necessário, mas às vezes inevitável. Quando puder, aplique a água na base da planta ou em pratinhos, pois manter as folhas secas reduz a possibilidade de algumas doenças.

    No caso de pratinhos, evite mantê-los cheios d’água, pois isso é indício de excesso, e sempre coloque areia grossa, para evitar a proliferação do mosquito da dengue!

    Curiosidade: ‘Regar’ ou ‘irrigar’?
    Muito se confunde o termo “irrigar”, ou “irrigação”, com o “regar”, ou “regas”. Essa diferença não é muito importante para nós, mas vale a pena entender. O termo “irrigar” faz referência às regas com quantidade de água minuciosamente controlada, calculada com base em vários fatores, o que quase nunca ocorre em jardins. O termo “irrigação” é utilizado amplamente na agricultura, o termo “rega” é utilizado para jardins e outros pequenos cultivos.

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