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Posts para categoria ‘Técnicas de Jardinagem’

Clúsia (Clusia fluminensis)

Alguns arbustos necessitam poda, outros não. Tomar como princípio que todos devem ser podados é um caminho errado.

Há pessoas que apreciam um jardim todo topiado, formas redondas, chatas e até quadradas, nenhum ramo fora do controle.
A manutenção de um espaço assim é constante e dispendiosa em maquinário e mão-de-obra.

Também optar por não podar nada com o pensamento de deixar tudo livre e por conta da natureza poderá transformar seu jardim numa selva intransponível.

Será um berçário de insetos, fungos e doenças, pois as plantas não terão a luminosidade e o arejamento necessário para crescerem e florescerem. O ar de abandono também será evidente.

Tipos de podas
Recolher ramos, folhas e flores secas é tarefa comum o ano todo. Podar ramos doentes, com broca, ramos indesejados crescidos a partir do porta-enxerto ou da raiz, fora do formato do arbusto e ramos no interior da copa são tarefas que não tem época para realizar.

Buxinho (Buxus sempervirens)

Poda de formação
Para definir o formato de um arbusto, devemos aparar seus ramos retirando aqueles que cresceram demasiado e pode ser feito em qualquer época do ano, mas, para arbustos com flores, convém esperar o fim da floração.

Entra na qualificação de formação os arbustos topiados, quando se procura dar um formato diferente do normal da planta.

O mais usado é o redondo, para plantas como o Ficos (Ficus) e para cerca-viva o achatado formando ângulos. Assim se apresentam muitos jardins europeus da França e Itália.

caliandra vermelha

Poda de florescimento
Usada para arbustos que perdem as folhas no outono, retornando na primavera com flores e folhas novamente.

É feito essencialmente no final do inverno, assim que as gemas iniciarem o processo de brotação.
Podar os galhos débeis e os mais altos,dando uma forma adequada.

Podar os ramos incentiva o desenvolvimento de mais gemas, tornando o arbusto mais copado. Exemplo: Marmelinho-de-jardim (Chaenomelas) e Mussaenda (Mussaenda).

É feita quando o arbusto desenvolve ramos que impedem o trânsito de pessoas e veículos, atingem a altura das janelas, impedem a abertura de portões, acesso a escadas, etc. Pode ser feito em qualquer época do ano.

4. Poda de adequação
É feita quando o arbusto desenvolve ramos que impedem o trânsito de pessoas e veículos, atingem a altura das janelas, impedem a abertura de portões, acesso a escadas, etc. Pode ser feito em qualquer época do ano.

Croton (Codiaeum variegatum)

5. Poda de reversão
Não é muito conhecido o termo, mas para quem cultiva arbustos de folhas variegadas fará sentido.

Alguns arbustos de folhas com várias cores, chamadas de variegadas, como Cróton (Codieum) e Pitosporo (Pittosporum tobira) tem de repente a emissão de ramos com folhas somente verdes.

Isto dá uma aparência estranha ao conjunto e deverá ser retirado, pois são mais vigorosos que os demais e tendem a ser dominantes acabando por modificar as folhas variegadas que também se tornarão verdes.

Não confundir com arbustos de folhas variegadas que estão sujeitos a lugares sem muita luminosidade e que mudam a cor das folhas para verde para aproveitarem ao máximo sua superfície para a produção de fotossíntese.

Ao levar estas plantas novamente para um lugar de luz adequada à espécie, ela retornará a apresentar as folhas variegadas.

Cuidados
Quando podar arbustos que emitem folhas de coloração diferente quando novas, como a Fotínia (Fothinia), evitar este procedimento na época de emissão de novas folhas, o que estragaria justamente o efeito atrativo da planta.

lagoinha

Absorção da água - Quando as gotas de água das chuvas ficam retidas na camada superficial do solo. A água passa a infiltrar-se por efeito da gravidade, principalmente se o solo e o subsolo são porosos.

Acumulação - Processo de deposição de produtos oriundos de erosão ou abrasão de sais e de sedimentos, em massas de água naturais ou artificiais.

Acícula – Folha em forma de agulha, presente nas Coníferas.

Aclimatar - adaptar uma planta a um solo ou clima diferente do seu ideal.

Aclimatação.
(1) Ação ou efeito de aclimar, habituar a um novo clima.
(2) Adaptação de espécies no curso de várias gerações a um ambiente diferente do de suas origens.
(3) Adaptações fisiológicas ou de comportamento de um organismo a mudanças fatores no ambiente; quando a adaptação se refere apenas a uma única variável ambiental, usa-se aclimatação.

Anual - Planta que completa seu ciclo vital em um só período vegetativo, cuja duração não ultrapassa um ano

Aeração – Afofamento da terra, para permitir a entrada de oxigênio até as raízes das plantas.

Afilo - Planta desprovida de folhas ou cujas folhas são imperceptíveis, como por exemplo, o cacto.

Acúleos - formação com aspecto de espinhos da epiderme do vegetal e que se solta do vegetal com facilidade.

Água absorvida - Água retida no solo, com propriedades que não diferem, substancialmente, das da água comum.

Água alcalina - Água com PH superior a 7 (sete).

Água Doce - Água, nem salgada, nem amarga, cuja composição química a torna apropriada à consumo (fraco teor em matéria sólida dissolvida).

Água dura – Água que contém, em dissolução, quantidades relativamente grandes de substâncias minerais, principalmente, sais de cálcio e de magnésio.

Água salobra – Água que contém sais em concentrações menores do que da água do mar. A concentração da quantidade total de sais dissolvidos está compreendida entre 1.000 e 10.000 mg/I.

Alcalinidade – Capacidade das águas em neutralizar compostos de caráter ácido, propriedade esta devido ao conteúdo de carbonatos, bicarbonatos hidróxidos e, ocasionalmente, boratos, silicatos e fosfatos. Expressa em miliequivalentes de íons de hidrogênio neutralizados, em 1 litro d’água.

Alporquia – Método de multiplicação de plantas em que se induz o enraizamento num ponto do caule, logo abaixo de um caule ou folha, produzindo nova muda.

Antese – Momento em que a flor se abre.

Axila – Ângulo formado pela junção da folha com o ramo.

Acúleo
(1) Formação epidérmica com aspecto de espinho.
(2) Aguilhão formado por excrescência da casca de algumas plantas, como a roseira.

Árido -Termo utilizado para definir um clima extremamente seco, onde a concentração de umidade, no ar, não é suficiente para garantir a manutenção da vida. É considerado como o oposto de úmido quando se fala em clima.

Adubo – Substância orgânica empregada para a fertilização do solo.

Adubo Verde - vegetal incorporado ao solo com a finalidade de adicionar matéria orgânica que vai se transformar, parcialmente, em húmus, bem como em nutrientes para a planta. Os adubos verdes podem consistir de ervas, gramíneas, leguminosas, etc.

Adubação verde - Técnica agrícola para aumentar o conteúdo de matéria orgânica do solo.

Adubo orgânico e mineral.
(1) Matéria que se mistura à terra para corrigir deficiências e aumentar a fertilidade. Os adubos orgânicos contribuem para aumentar de forma imediata o húmus do solo. Os adubos minerais completam e enriquecem as matérias nutritivas, como o potássio e o cálcio.
(2) Adubo orgânico é considerado como restos de alimentos vegetais e esterco de animais que se misturam à terra para fertilizá-la.

Adubo químico - Substância química que se mistura à terra para fertilizá-la.

Aeróbico – ser ou organismo que vive, cresce ou metaboliza apenas em presença do oxigênio.

Aeração – Processo que consiste em acrescentar oxigênio ou ar, utilizado para tratamento de águas poluídas. O aumento do oxigênio promove a ação de bactérias que decompõem os poluentes orgânicos.

Aeração do solo.
(1) A presença de ar no solo é de importância fundamental para a vida das árvores. Todas as partes das árvores necessitam de oxigênio para a respiração. Quanto mais poroso e solto o solo, melhor a aeração.
(2) A aeração do solo é a troca de gases entre o solo e a atmosfera.
(3) Afofamento da terra, para permitir a entrada de oxigênio até as raízes das plantas.

Áfilo – Sem folhas. Planta desprovida de folhas ou cujas folhas são imperceptíveis, como por exemplo, o cacto.

Agente biológico de controle.
(1) Organismo vivo, de ocorrência natural ou obtido através de manipulação genética, introduzido no ambiente para controle de uma população ou de atividades biológicas de outro organismo vivo considerado nocivo .
(2) Aquele que contenha agente microbiano vivo de ocorrência natural, bem como aquele resultante de técnicas que impliquem na introdução direta, num organismo, de material hereditário, desde que não envolvam a utilização de moléculas de ácido desoxiribonucléico (ADN) e/ou deácido ribonucléico (ARN) recombinante ou Organismo Geneticamente Modificado (OGM) .

Agricultura biológica. Conjunto de técnicas de cultura e de métodos de criação de animais, cujo objetivo é preservar a qualidade biológica dos produtos agrícolas e respeitar o equilíbrio natural. Baseia-se na busca de espécies resistentes, com fertilização basicamente orgânica, manejo do solo não-agressivo e uso de biocidas naturais.

Agricultura orgânica – Cultivo agrícola sem uso de agentes químicos sintéticos.

Agricultura sustentável -Método agrícola que incorpora técnicas de conservação do solo e de energia, manejo integrado de pragas e consumo mínimo de recursos ambientais e insumos, para evitar a degradação do ambiente e assegurar a qualidade dos alimentos produzidos.

Agrotóxico.
(1) Produto químico destinado a combater as pragas da lavoura (insetos, fungos, etc.). O uso indiscriminado prejudica os animais e o próprio homem.
(2) Nome adotado pela imprensa para os produtos caracterizados como defensivos agrícolas ou biocidas; produtos químicos utilizados para proteger as plantas combatendo e prevenindo pragas e doenças agrícolas. Em princípio, todos os defensivos são tóxicos em maior ou menor grau, dependendo da composição química, período de carência (tempo de ação) tipo de plantação, dosagens, adequação do uso e outros fatores. Os clorados estão proibidos. O grau de toxicidade é informado pela cor das embalagens: vermelho, altamente tóxico; amarelo, medianamente tóxico; azul, tóxico; verde, pode ser tóxico.

Alcalinidade – Estado de uma substância que tem propriedades alcalinas.

Alcalóides – Compostos orgânicos nitrogenados produzidos por plantas e fisiologicamente ativos nos vertebrados. Muitos possuem sabor amargo e alguns são venenosos, por exemplo, morfina, quinina, estricnina.

Alporquia -Tipo de multiplicação vegetativa que consiste no enraizamento de um ramo sem separá-lo da planta, o que se consegue envolvendo uma seção deste mesmo ramo com terra protegida por tecidos ou plásticos, até o enraizamento, quanto então o ramo será cortado.

Alqueire - Unidade de medida de superfície (área) de imóveis rurais ainda muito usada no Brasil. Varia de região para região.
Em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás o alqueire corresponde a 4,84 hectares (48.400 metros quadrados).
Nas demais regiões prevalece o alqueire paulista que equivale a 2,42 hectares (24.200 metros quadrados). Abreviação: alq.

Análise do solo – Estudo de amostras do solo em laboratório. As análises químicas identificam os componentes do solo e seu pH (nível de alcalinidade e acidez), enquanto a avaliação física estuda o tamanho e a distribuição das partículas que constituem o solo, bem como o teor de água e ar que ele contém. As análises biológicas observam os organismos animais e vegetais que habitam o solo.

Angiosperma. Planta das Angiospermas - Em algumas classificações, subdivisão (Angiospermae) das espermatófitas, que compreende plantas que produzem sementes inclusas em um ovário (como as orquídeas e as rosas) e que inclui a vasta maioria das espermatófitas. Subdivide-se nas subclasses dicotiledôneas e monocotiledôneas.

Apodrecimento – Processo de perda gradual de certas características da madeira ou de qualquer outro tipo de material que são afetados pela podridão evolutiva.

Arboreto.
(1) Conjunto de certos canteiros para produção de plantas cuja extração só se faz passados uns 4 ou 5 anos, depois de repicadas.
(2) Parte de jardim botânico, de um horto ou de uma área qualquer onde se reúnem árvores de diferentes espécies.
(3) Lugar em que as árvores de várias procedências são propagadas individualmente em grupos ou em pequenos maciços, para fins científicos ou educacionais.

Árido - Clima extremamente seco, em que, efetivamente, não existe umidade no ar. É considerado o oposto de úmido, quando se fala em climas.

Arroteamento - Ato de arar pela primeira vez terras incultas ou cobertas de ervas e plantas daninhas, a fim de convertê-las em terras de cultura.

Auto-sustentabilidade – Manutenção de algo sem interferências externas, capacidade de sustentar-se às próprias custas.

Autopolinização - Processo que consiste na polinização de uma flor por meio do pólen do próprio indivíduo ou clone. Transferência de pólen de uma árvore e uma flor feminina da mesma árvore ou do mesmo clone.

Auxina – Hormônio que provoca o crescimento das plantas.

Baga - Fruto carnoso, indeiscente (só libera as sementes quando apodrece ou é comido).

Bactérias do solo - Bactérias existentes principalmente em solos moles, férteis, que vivem livres ou em simbiose com as plantas. Algumas espécies realizam importantes trocas metabólicas no solo (fixam o nitrogênio atmosférico), outras são capazes de degradar quase todo tipo de material orgânico, liberando, para o ar, água e solo todas as substâncias químicas nele existentes e que serão aproveitadas mais tarde por outros seres vivos.

Bactéria.
(1) Organismos unicelulares que podem se multiplicar em ambientes orgânicos não vivos, sem precisar de oxigênio (bactérias anaeróbias). Servem como base de várias cadeias alimentares. Podem ser patogênicas ou benéficas.
(2) Organismos vegetais microscópicos, geralmente sem clorofila, essencialmente unicelulares e universalmente distribuídos.

Biofertilizante - Produto que contenha princípio ativo apto a melhorar, direta ou indiretamente, o desenvolvimento das plantas .

Bráctea - Folha modificada em cuja axila nasce uma flor ou uma inflorescência.

Briófitas – Plantas verdes terrestres, não vasculares. Por exemplo, musgos e hepáticas. (2) Vegetal de pequenas dimensões, sem canais internos condutores de seiva, como os musgos .

Broto – Lançamento, revento, renovo. É a planta proveniente de uma touça. Caule embrionário, incluindo folhas rudimentares, frequentemente protegidas por escamas especializadas.

Bulbo - Estrutura especial que contém, em forma rudimentar, caule com gemas e primórdios de raízes.

Biomassa – quantidade de matéria orgânica presente num dado momento numa determinada área, e que pode ser expressa em peso, volume, área ou número.

Capacidade de Infiltração -Taxa máxima que um determinado solo pode absorver, de água, por unidade de superfície.

Cactáceas – Família de plantas peculiarmente destituídas de folhas e que têm o caule muito engrossado, em virtude de amplas reservas de água. Quase sempre conduzem espinhos. Flores ornamentais, dotadas de numerosas pétalas e estames, frutos por vezes comestíveis (Resolução CONAMA 012/94).

Caducifólia - Plantas ou vegetações que não se mantêm verdes durante todo o ano, perdendo as folhas na estação seca ou no inverno.

Calcário.
(1) Rocha que contém essencialmente carbonato de cálcio (CaCO3) na sua composição.
(2) Rocha formada por litificação de lama calcária, areia calcária, fragmentos bioclásticos, etc.

Caméfitos - Plantas sublenhosas e/ou ervas com gemas e brotos de crescimento situados acima do solo, atingindo até 1m de altura e protegidos durante o período desfavorável, ora por catáfilos, ora pelas folhas verticiladas, ocorrendo preferencialmente nas áreas campestres pantanosas.

Casca - Tecido que fica por fora do cilindro de lenho divisível, usualmente na velhas árvores em: casca interna (viva), líber, casca externa (morta) e ritidoma.

Cascalho - Depósitos de fragmentos arredondados de minerais ou rochas com diâmetros superiores a 2 mm. De acordo com os valores crescentes dos diâmetros, podem ser reconhecidos os grânulos (2 a 4 mm), seixos (4 a 64 mm), calhaus (64 a 256 mm) e matacões (maiores que 256 mm).

Catáfilo - Folha modificada, escamiforme, incolor e carnosa cuja função é proteger as gemas.

Catkin - Espiga escamada de flores reduzidas, normalmente unissexuais. O termo não deve ser aplicado para designar estróbilos estaminados ou masculinos das coníferas.

Cerne - Parte interna do lenho da árvore envolvida pelo alburno, constituída de elementos celulares já sem atividade vegetativa, geralmente caracterizada por coloração mais escura.

Calcário Dolomítico - Adubo cálcico que tem a propriedade de reduzir a acidez do solo.

Cálice - Conjunto de sépalas de uma flor.

Ciliar - matas em volta de rios e lagos.

Clorofila – Pigmento verde das plantas que tem participação fundamental no processo de fotossíntese.

Colmo – Caule de nós bem definidos e entrenós maciços (ex.: cana de açúcar) ou ocos (ex.: bambus); caule típico das gramíneas.

Composto Orgânico - Adubo cuja composição se baseia em material orgânico decomposto.

Ciclo da decomposição - Tudo o que morre constitui a dieta de um grupo de organismos denominados decompositores, como os fungos e bactérias. Ao se alimentar, eles dividem o material morto em pedaços cada vez menores, até que todas as substâncias químicas sejam liberadas no ar, solo e água para aproveitamento posterior.

Ciófitas - Plantas de lugares sombrios.

Cobertura morta - Camada natural de resíduos de plantas espalhados sobre a superfície do solo, protegendo-o da insolação, do impacto das chuvas e, portanto, do perigo de erosão. A cobertura morta, rica em nitrogênio, tem ainda a função de reter a umidade do solo, necessária ao desenvolvimento de lavouras sadias.

Colmos – Caule das plantas gramíneas, entre a raiz e a espiga. Caule pouco consistente e sem nós do junco e da junça. Palha comprida de que se tiraram os grãos para cobrir as habilitações pobres nos campos.

Conífera - Espécie vegetal pertencente ao grupo de árvores e arbustos que produzem cones e são tipicamente perenes, com folhas em forma de agulha. Seu principal representante é o pinheiro.

Coriácea - Tipo de folha que possui textura semelhante a couro e se quebra facilmente.

Corola - Conjunto de pétalas de uma flor.

Clorofila - pigmento existente nos vegetais, de estrutura química semelhante à hemoglobina do sangue dos mamíferos, solúvel em solventes orgânicos. Capta a energia solar para realização da fotossíntese.

Compostagem.
(1) Reaproveitamento da fração orgânica do lixo transformando-o em adubo orgânico.
(2) Técnica que consiste em deixar fermentar uma mistura de restos orgânicos vegetais e animais, a fim de se obter um produto homogêneo (o composto) de estrututra grumosa, muito rica em humos e microorganismos, que é incorporada ao solo a fim de melhorar a estrutura deste, as suas características e a riqueza em elementos fertilizantes.
(3) Método de tratamento dos resíduos sólidos (lixo), pela fermentação da matéria orgânica contida nos mesmos, conseguindo-se a sua estabilização, sob a forma de um adubo denominado “composto”. Na compostagem normalmente sobram cerca de 50% de resíduos, os quais devem ser adequadamente dispostos.
(4) Trata-se da produção de adubo orgânico, esta técnica compreende a elaboração de uma mistura de restos de seres vivos capaz de maximizar a fertilidade do solo.

Composto orgânico - É um produto homogêneo obtido através de processo biológico pelo qual a matéria orgânica existente nos resíduos é convertida em outra, mais estável, pela ação principalmente de microorganismos já presentes no próprio resíduo ou adicionado por meios de inoculantes.

Conservação do solo – conjunto de métodos de manejo do solo que, em função de sua capacidade de uso, estabelece a utilização adequado do solo, a recuperação de suas áreas degradadas e mesmo a sua preservação.

Correção do solo – Conjunto de medidas, especialmente as técnicas agrícolas, que contribuem para sanear o solo e melhorar suas características, elevando assim a produtividade.

Corretivo de acidez ou alcalinidade - (1) Produto que promova a modificação da acidez ou alcalinidade do solo, sem trazer nenhuma característica prejudicial (Decreto 86.955/82).

Corretivo de salinidade - (1) Produto que promova a diminuição de sais solúveis no solo (Decreto 86.995/82).

Criptófitos - Categoria de plantas cujas gemas ficam protegidas sob o solo ou água.

Curso de água efluente - Rio alimentado por águas subterrâneas.

Curso de água intermitente - Curso de água cujo escoamento é uma resposta direta e imediata à precipitação ou ao abastecimento por uma fonte intermitente.

Déficit de umidade do solo – Quantidade de água, expressa em altura, necessária para levar o teor de umidade de um solo até sua capacidade de campo.

Dendrologia - Identificação e classificação sistemática das árvores.

Dendríticos - O que tem ramificações semelhantes às de uma árvore.

DDT – iniciais do nome químico “dicloro-difenil-tricloroetano”, inseticida orgânico de síntese, empregado em forma de pó, em fervura ou em aerossol, contra insetos. O DDT se bioacumula na cadeia alimentar, sendo considerado uma substância potencialmente cancerígena.

Decídua – Caduca, que cai.

Deiscente – Fruto que se abre e libera suas sementes ainda na planta.

Dióica - Planta cujas flores são unissexuais, quer dizer, os fatores masculinos e femininos estão contidos em plantas separadas.

Decompositores - organismos que transformam a matéria orgânica morta em matéria inorgânica simples, passível de ser reutilizada pelo mundo vivo. Compreendem a maioria dos fungos e das bactérias. O mesmo que saprófitas.

Drenagem.
(1) Coleta do excesso de água do solo e sua condução para rios ou lagoas, através de canais fechados ou abertos.
(2) Remoção da água superficial ou subterrânea de um área determinada, por bombeamento ou gravidade.

banconolago

estaquia

A estaquia é um dos métodos de propagação das plantas mais utilizado, já que muitas espécies podem se multiplicar desta forma. Este artigo pode servir como complemento se você deseja multiplicar mudas de espécies que já possui.

Muitas plantas dependem da estaquia para multiplicação uma vez que este método acaba por ser mais econômico, mas também por que ele elimina a dependência das sementes das plantas, que em algumas espécies, são raramente produzidas.

Para fazer estaquia em casa, você vai precisar de alguns materiais, simples materiais de jardinagem que geralmente já temos em casa. Se não for o caso, eles também não costumam ser caros e te ajudam a realizar qual for o método de estaquia.

Materiais para fazer estaquia
Alguns dos materiais necessários para começar a fazer estaquia são dos mais comuns, que se não temos para jardinagem podem até ser encontrados na cozinha. Tesouras, facas e outras ferramentas de cortes.

Alguns outros, não totalmente necessários, podem aumentar a sua chance de sucesso na estaquia, estes, podem ser encontrados em lojas de jardim ou relacionados.

A seguir segue uma lista dos materiais para se fazer estaquia:

tesoura de corte


* Ferramentas de corte
:
Os instrumentos que usaremos para cortar vão depender do tipo do caule da planta, já que ramos semi-lenhosos ou lenhosos possuem caules mais resistentes. Apesar de poder usar facas, o recomendado é uma tesoura bem afiada, o ideal seria uma tesoura de poda.

O instrumento deve ser afiado e esterilizado, afiado para não destruir as fibras dos caules e esterilizado para evitar doenças.

substrato


* Substratos
:
Os substratos ideais variam de acordo com a espécie, mas também existem aqueles “genéricos”, que trazem diversos benefícios para diversas espécies. Por exemplo, algumas epífitas precisam de fibra de coco.

Procure estudar qual o melhor substrato para ser utilizado para aquela espécie, uma vez que a utilização do substrato correto influencia, e muito, positivamente na eficácia da estaquia.

estaquias
* Recipientes e outros itens
:
Por momento, você precisará de um recipiente provisório para que a planta comece a se desenvolver antes que você a mude para o vaso definitivo. Para o recipiente inicial, procure reciclar potes plásticos como os de margarina ou requeijão, cortar garrafas pet ou caixas de leite.

A quantidade varia de acordo com quantas mudas de estaquia você pretende ter. Se o recipiente não for muito grande, procure colocar uma muda em cada.

Além dos substratos, se for às compras numa loja de jardinaria, aproveite e compre também etiquetas, hormônio enraizador (em pó, de preferência) e um fungicida.

Assim que você possuir os materiais, o próximo passo é determinar qual tipo de estaquia.

estaca lenhosa

Estacas lenhosas
É o método geralmente usado para árvores, que possuem ramos firmes, mas também se enquadra na esfera dos arbustos e roseiras. Os ramos devem estar saudáveis, firmes e sem flores, uma vez que a flor necessita de uma boa demanda de energia e nutrientes, pode acabar por arruinar a estaquia.

O ramo deve ter de 15 a 25 cm. Para as plantas que perdem as folhas no inverno, decíduas, as estacas devem ser feitas quando as plantas estiverem sem folhas, de preferência.

As estacas podem ser plantadas diretamente no local definitivo, mas quando plantada um recipiente provisório e pequeno costuma brotar com mais facilidade. Geralmente em torno de uma semana, variando alguns dias de acordo com a espécie.

estaca semilenhosaa

Estacas semi-lenhosas
Este método de estaquia é muito utilizado em plantas arbustivas e em plantas ornamentais. Estas plantas formam estacas mais tenras no topo e firmes na base. Este método é semelhante ao anteriormente citado, escolha ramos saudáveis, sem flores ou folhas e estes devem ter de 10 a 15 cm.

A base da estaca deve ser um pouco lenhosa para que você possa retirar uma lasca antes de plantar no local previamente adubado com hormônio enraizador. Deixe a sua estaca recém-plantada num local protegido.

estaca de raíz

Estacas de raiz
Algumas plantas se desenvolvem melhor na estaca de raiz, pois possuem muitas substâncias e nutrientes nesta própria parte da planta como é o caso das rosas-do-deserto.

Comece por desenterrar a planta com cuidado, deixando suas raízes à mostra. Você deve cortar tiras com 5 mm de diâmetro, no mínimo, e com comprimento de 10 cm.

Após isso, deixe as estacas no substrato e cubra-as com a areia, uma parte da raiz deve ficar enterrada no substrato, a outra, que ficou acima do substrato, deve ser enterrada com 3mm de areia.

Todas as plantas se reproduzem por estaquia?
Não são todas as plantas que podem ser reproduzidas através da estaquia, desta forma, também é utilizado um outro método, a alporquia. A alporquia, porém, é um método mais complexo e que exige um pouco mais de conhecimento sobre as plantas.

Cada espécie tem a sua forma mais adequada de multiplicação, algumas espécies, desta forma, acabam tornando a estaquia inviável. Mas sempre existem métodos de reprodução, nem que seja o natural.

Qual a vantagem de se fazer estaquia?
Dentre as vantagens de se fazer estaquia já citamos o fato de ser o modo de reprodução mais econômico e fácil de se fazer, além do que a nova estaca não demora muito para brotar e se afirmar.

Se você possui um jardim e apenas quis reproduzir algumas de suas espécies, outra vantagem será insignificante.

Mas para alguns produtores ou cultivadores que utilizam determinadas plantas o fato desta reprodução manter as mesmas características da planta que a originou conta muito. Principalmente para aqueles que utilizam espécies híbridas.

mata mexendo

alaporquia

A alporquia é um método de propagação em que se faz o enraizamento de um ramo ainda ligado à planta matriz (parte aérea), que só é destacado da mesma após o enraizamento.

O método consiste em selecionar um ramo da planta, de preferência com um ano de idade e diâmetro médio. Nesse ramo, escolhe-se a região sem brotação e faz-se um anelamento, de aproximadamente dois centímetros, retirando toda a casca  e expondo o lenho.

Depois disso, deve-se cobrir o local exposto com substrato umedecido (fibra de coco ou esfagno) e envolvê-lo com plástico transparente (para facilitar a visualização das raízes), cuja finalidade é evitar a perda de água, amarrando bem as extremidades com um barbante, ficando com o aspecto de um “bombom embrulhado”.

Recomenda-se que a alporquia seja feita de preferência na época em que as plantas estejam em plena atividade vegetativa (primavera), após a colheita dos frutos, com o alporque mantido sempre úmido. A separação do ramo que sofreu alporquia da planta matriz depende da espécie e da época do ano em que foi feito o alporque.

Após a separação, o ramo enraizado deve ser plantado em condicionador de solo com nutrientes e mantido à meia sombra até a estabilização das raízes e a brotação da parte aérea. Quando isso ocorrer, as mudas estarão prontas para serem plantadas no campo.

lporquia1

A alporquia é utilizada na propagação de muitas espécies frutíferas e floríferas, por exemplo, lichia, jabuticaba, hibiscos híbridos e trepadeira-jade.

A alporquia perde para a sua “técnica concorrente” de estaquia em questões de popularidade, pelo fato que esta exige muito mais conhecimento técnico.

Porém, a alporquia se destaca no tempo. Sendo uma das técnicas mais antigas de reprodução de plantas conhecida pelo homem, havendo indícios de que os chineses, há 4 mil anos atrás, realizavam alporquias com sucesso.

Por não ser um método agressivo como a estaquia, é muito eficaz em plantas que têm dificuldade em enraizar pelo método de estaquia. A alporquia é um método muito semelhante à mergulhia, mas nesta os ramos não precisam ser vergados até o solo, e sim, levando um pouco do solo até o ramo.

Neste artigo vamos aprender como fazer alporquia, método que consiste no enraizamento de um ramo que ainda está na planta.

Em primeiro lugar nós devemos escolher um ramo de uma planta adulta, um ramo que tenha de 2 a 3 cm de diâmetro, a não ser em plantas que naturalmente não cresçam muito.

Neste ramo deve ser feito um “anelamento”, retirando a casca até que seja possível ver o caule interno da planta. Este corte deve ser feito com uma lâmina afiada, como um estilete, faca ou canivete. O anel deve ter uma largura que pode variar de 3 a 5 cm, de acordo com o tamanho da planta.

Esta parte anelada deve ser coberta para que as raízes comecem a se desenvolver. O material deve ser úmido e conter um substrato, que pode misturar esterco com esfagno e serragem, para ajudar a manter a umidade, mas também pode ser utilizado um hormônio em pó para o desenvolvimento das raízes – se a planta for frutífera ou de tempero, prefira não usar esses materiais.

lporqui 3

Este material deve ser prendido com um plástico, pano ou esponja (como na foto, é a opção ideal pois a esponja permite o arejamento, evitando que o substrato apodreça ou acumule fungos). A raiz pode surgir, na alporquia, depois de algum tempo em que o substrato foi amarrado.

Assim que o enraizamento começa a parecer razoável, a base deve ser cortada pouco a pouco. Se você utilizar um plástico para prender os substratos fica mais fácil de ver. Pouco a pouco, conforme a muda for cortada, em alguns dias é possível retirar todo o ramo, obtendo uma nova muda, já com raízes.

Devemos passar a muda para um novo substrato, assim que ela tiver sido retirada. Este deve ser o seu local definitivo uma vez que a muda ainda se encontra num estágio frágil.

Independente do gosto da sua planta, a muda deve ser mantida num local em que esteja protegida dos raios solares mais fortes e quentes do dia. A meia sombra é o estado ideal para esta muda ainda jovem.

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Após a alporquia a planta pode ser regada constantemente, de forma a que a terra fique úmida mas sem encharcamentos.

A alporquia é considerada como um método mais complexo do que a estaquia, por exigir mais conhecimento técnico.

Também não é muito utilizado no meio comercial, já que costuma levar mais tempo para ser realizado e apresenta mais custos, ainda sim, é muito utilizada para plantas frutíferas.

flores