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Posts para categoria ‘Reino Vegetal’

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As plantas podem ser divididas nos seguintes grupos, do ponto de vista paisagístico/ornamental. São eles::

Árvore – Constitui toda espécie vegetal lenhosa de tamanho adulto, com altura superior a 4-5 metros. Geralmente não possuem bifurcações que se iniciem na base do caule.
Principais funções:
- Proteger contra ventos fortes
- Proteger contra ruídos
- Dar privacidade a determinado local
- Fornecer sombra
- Contribuir para aspectos estéticos da paisagem.
As árvores podem ser divididas em pequeno, médio e grande porte.

Palmeiras
Constitui espécie cujo tronco é um estipe (único ou múltiplo), encimado por um capitel de folhas.

Arbustos
É toda espécie vegetal lenhosa ramificada desde a base, com altura média de até 4 m de altura. Quanto à luminosidade, existem arbustos de pleno sol, meia-sombra e sombra.

Trepadeira
É toda espécie vegetal de caule semilenhoso ou mesmo herbáceo que necessita de um suporte para se desenvolver. Como seu crescimento pode ser conduzido, as trepadeiras geralmente são utilizadas na formação de cercas-vivas, separação de ambientes, revestimento de muros ou paredes, formação de pérgolas, arcos e treliças.

Elas podem ser:
- Volúveis: quando se enrolam em aspiral no suporte, não possuindo outro tipo de fixação; portanto, não conseguem subir em paredes ou muros por si só, necessitando de suportes adequados;
- Sarmentosas: Quando possuem órgãos de fixação, como gavinha, espinhos curvos, raízes adventícias, etc. Conseguem subir em quase todo tipo de suporte.
- Cipós: Não possuem qualquer tipo de órgão de fixação e nem são volúveis. Possuem caules rígidos, que conseguem subir vários metros sem apoio, até que se vergam pelo próprio peso sobre algum suporte.
- Escandentes: São plantas mais arbustivas que em locais abertos, formam arbustos. Quando plantadas junto a um suporte, seus ramos apóiam se nesse e atingem vários metros de altura.

Forrações
São espécies vegetais utilizadas para promover a cobertura do solo.
As forrações são também plantas herbáceas, usadas para revestir o solo, com a diferença de que não suportam o pisoteio, como os gramados.

Gramados
Os gramados, em particular, representam quase sempre de 60 a 80% da área ajardinada. As espécies de grama, em geral, necessitam de sol pleno ou meia-luz para se desenvolverem bem.

Floríferas
São espécies vegetais cuja característica dominante é a emissão de flores vistosas, colorindo o ambiente criado pela vegetação básica. Podem ser anuais, bianuais ou, em alguns casos, perenes.

Folhagens
São espécies herbáceas, às vezes subarbustivas ou mesmo arbustivas, formando conjuntos específicos em jardins. A característica dominante nesse caso são as folhas, com seus formatos, cores e texturas.

Plantas entouceirantes
São espécies que, por causa do seu crescimento vigoroso, formam touceiras que poderão, posteriormente, em uma fase de propagação, ser divididas e formar novas touceiras.

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Polinização

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Polinização é a transferência do pólen da antera para o estigma da flor das Angiospermas para o rudimento seminal também chamado óvulo das Gimnospermas.

Tipos de polinização
Polinização pelo vento
Realiza-se pela ação do vento e ocorre em cerca de 1/10 das Angiospermas e Gimnospermas. As plantas anemófilas produzem grande quantidade de pólen, como no milho, que chega a produzir aproximadamente 50 milhões de grãos de pólen (única planta). Grande parte desse pólen se perde. Geralmente, os grãos de pólen são pequenos e lisos.

O vento é capaz de levar o pólen a grande distância. Cita-se o caso de na Itália de uma tamareira feminina ter sido polinizada com o pólen proveniente da planta masculina situada a 75 km de distância.

Em regiões onde predominem plantas anemófilas, como Gramíneas, Pinus, Araucaria e outras, a porcentagem de pólen na atmosfera eleva-se de tal maneira que chega a produzir a chamada “chuva de enxofre”. Certos tipos de grãos de pólen causam alergias.

Polinização pelos insetos ou polinização entomófila
Faz-se com o concurso dos insetos e ocorre na maioria das Angiospermas. Os insetos são atraídos pelos nectários que produzem o néctar, pelos aromas os mais diversos, pela coloração viva das flores. Durante a visita as flores, os insetos ao roçarem involuntariamente os estames, se cobrem de pólen e buscando outras flores, tocam o estigma, deixando aí o pólen. Os grãos de pólen entomófilos são grandes, providos de asperezas e poucos abundantes quando comparados aos pólen anemófilos. A estrutura floral de algumas plantas parece ter sido desenhada para o melhor aproveitamento da visita dos insetos.

Dentre os insetos polinizadores, destaca-se pela sua frequência, a abelha, que poliniza especialmente as plantas frutíferas, como a laranjeira, o melão, abacateiro e outras plantas de valor econômico, como a (Medicago sativa) alfafa, cafeeiro, (Crotalaria sp.) crotalária, e orquídeas. Para as abelhas, os nectários têm cor da luz ultravioleta, que atrai especialmente. Por outro lado, as moscas, as mariposas e outros insetos visitam assiduamente as flores de (Glycine hispida) soja, e da sempre viva. Conhecida é a polinização dos figos por vespinhas do gênero Blastophaga, que se desenvolve no interior da inflorescência do tipo sícono.

Polinização pelos pássaros
Os pássaros concorrem para a polinização de muitas plantas, como no caso da (Strelitzia regiae) bananeira-da-rainha polinizada pela ave Nectarinea alfra, do digital (Sanchezia nobilis), pela ave nectarífaga Arachnethera longirostris. Nas regiões tropicais, o beija-flor ou colibri é um dos mais conhecidos agentes polinizadores.

Polinização pelos caracóis
Menos frequente é a polinização pelos caracóis, caso que se verifica na planta Aspidistra lurida e na Calda palustris.

Polinização pelos morcegos
A polinização por morcegos ou quirópteros ocorre em plantas situadas em regiões intertropicais, como em algumas espécies de Bombacáceas, Bignoniáceas, cujas flores, isoladas, grandes e resistentes, se abrem ao anoitecer, emitem comumente um aroma de frutos em fermentação e produzem grandes quantidades de néctar e pólen, de que se nutrem os morcegos.

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grãos de pólen

Antera - porção terminal do estame das flores. São sacos revestidos internamente por tecido esporagênico, onde são produzidos os grãos de pólen.
Estames – órgão masculino das plantas que produzem flores.
Estigma – área receptiva do pistilo das flores, onde o grão de pólen inicia a germinação do tubo polínico.
Tubo polínico – crescimento celular do grão de pólen em direção ao óvulo, que possibilita a fecundação nas plantas espermatófitas..

Nas plantas com flor, as anteras abrem quando estão maduras e libertam os grãos de pólen que têm que atingir o estigma de uma planta da mesma espécie, para que a reprodução possa ocorrer. Os grãos de pólen podem cair diretamente no estigma da mesma flor ou serem levados pelos insetos ou pelo vento e atingirem o estigma de outras flores da mesma espécie, que se encontram por vezes a grandes distâncias. O transporte dos grãos de pólen da antera até ao estigma designa-se por polinização.

As flores polinizadas pelos insetos têm características que os atraem, tais como pétalas com cores vivas, o perfume e o néctar, do qual os insetos se alimentam. O pólen produzido pelas flores é geralmente pegajoso para se agarrar facilmente aos animais.

As flores polinizadas pelo vento são, em geral, pequenas, com aspecto de penugem, sem cores vivas e sem cheiro. Existem ainda outros agentes de polinização, embora menos frequentes que o vento e os insetos, que são as aves e também a água, para as plantas aquáticas. Após a polinização pode ocorrer a fecundação e formar-se a semente e o fruto.

Formação da semente e do fruto. Após a polinização, os grãos de pólen ficam retidos sobre o estigma, que possui um líquido viscoso e doce. Cada grão de pólen vai desenvolver um tubo – tubo polínico – que desce ao longo do estilete até chegar ao ovário e penetra no óvulo.

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Denomina-se inflorescência os diversos modos de agrupamento das flores sobre os ramos. Entretanto, há plantas que apresentam uma flor em cada ramo ou eixo, separadas de outras por folhas normais, como na violeteira, craveiro, papoula, tulipa, etc.. Esta disposição recebeu o nome de inflorescência isolada ou solitária, em oposição as primeiras que foram denominadas inflorescência agregadas ou grupadas.

A inflorescência solitária, como a grupada, pode ser terminal quando se desenvolve na extremidade do eixo principal e axilar se tiver origem na axila de uma folha ou ramo.

Nas inflorescências agregadas ou agrupadas encontramos um eixo principal- pedúnculo comum denominado raquis; desta partem os pedúnculos secundários ou pedicelo terminados por uma flor (inflorescência simples) ou então, os pedicelos se ramificam, recebendo os nomes de secundários, terciários, etc., de acordo com a sua situação em relação ao pedúnculo comum (inflorescências compostas). Freqüentemente, as inflorescências possuem na base da raquis, uma folha de forma particular, geralmente reduzida ou simplificada, que recebeu o nome genérico da bráctea. Esta quando comum a inflorescência, denomina-se bráctea mãe da inflorescência. Cada flor por sua vez, apresenta na base de seu pedicelo uma bráctea menor.

A nomenclatura empregada para designar os sistemas fundamentais de inflorescência é a mesma adotada para os diferentes sistemas de ramificações.

As inflorescências agrupadas, como a ramificação lateral dos caules, dividem-se em:
Monopódicas, Indefinidas ou Racimosas.
Simpódicas, Definidas ou Cimeiras.

Inflorescências monopódicas
O comprimento relativo do eixo principal ou raquis e de suas divisões, bem como a natureza sexual das flores agrupadas, permitem distinguir os tipos de inflorescências monopódicas seguintes:

Cacho ou rácimo: É uma inflorescência cujos eixos secundários, mais ou menos iguais em comprimento, nascem ao longo da raquis. Se os pedicelos com suas flores terminais se inserem imediatamente no pedúnculo comum ou raquis, temos o cacho simples.
Ex.: Lírio branco, goivo (Cheiranthus cheiri), groselheira (Ribes rubrum) e cana fístula. No cacho composto, também chamado panícula, como na videira, cinamono (Melia azedarach), os pedicelos se ramificam, produzindo eixos terciários, levando por sua vez uma flor apical.

Corimbo: É uma inflorescência bem próxima do cacho, no qual os pedicelos inferiores, muito mais longos que os superiores, atingem, aproximadamente, a mesma altura, de maneira a formar uma espécie de guarda-sol, de raios desiguais.
Ex.: Flor-de-noiva (Spiraea chamaedrifolia), cerejeira (Prunus cerasus), unha-de-vaca (Bauhinia forficata).

Espiga: Este tipo de inflorescência se caracteriza por apresentar os pedicelos curtos ou mesmo nulos, de sorte que as flores são geralmente sésseis. Neste caso temos a espiga simples, representada pela inflorescência feminina do milho. A espiga composta se compõe de pequenas espigas chamadas espículas ou espiguetas, sésseis, ou curtas pedunculadas.
Ex. trigo (Toiticum sativum).

Amento ou amentilho: É uma variação da espiga, de eixo carnoso, articulado em sua base, composto de flores unissexuais e apétalas, separadas por brácteas mais ou menos iguais entre si. A particularidade desta inflorescência é a sua queda integral depois da floração ou frutificação, se as flores são masculinas ou femininas. Exs. Cupuliferas com amentos masculinos; Salicaceas, Platanaceas, com masculinos e femininos.

Espádice: Compõe-se esta inflorescência de flores unissexuais, dispostas ao longo de um eixo carnoso, sendo que as flores colocadas na região superior geralmente são masculinas, enquanto que as da partes basal são femininas. Envolvendo o conjunto encontramos uma grande bráctea, freqüentemente colorida, denominada espata.
Ex.: Tinhorão, cala ou copo-de-leite, inhame-gigante. O espádice ramificado das palmeiras, recebeu a denominação de regime. Ex.

Umbela: Caracteriza-se por ter os eixos secundários, longos, aproximadamente do mesmo comprimento, partindo todos da parte superior do eixo principal a semelhança dos raios de um guarda-sol, atingindo as flores a mesma superfície. É a umbela simples, encontrada na salsaparrilha (Smilax salsaparrilha), oficial-da-sala (Asclepias curaçavica), gerânio (Geranium sp.), etc. Em geral cada pedicelo traz na base uma bráctea, cuja reunião forma uma espécie de coroa denominada invólucro. Na umbela composta, verificamos em lugar dos pedúnculos secundários floridos, uma umbela simples, ou em outras palavras uma umbela de umbélulas trazendo cada uma, além do invólucro principal, um invólucro particular denominado involucelo. Encontra-se este tipo de inflorescência em quase todos os representantes da família Umbelífera, como a cenoura, salsa, etc.

Capítulo: Nesta inflorescência, o eixo principal apresenta-se na parte superior, achatado ou ligeiramente abaulado, formando um receptáculo comum sobre a qual se fixam as flores, bem numerosas, geralmente sésseis, muito unidas entre si. De regra, as flores se distribuem em duas categorias da acordo com o sexo e a posição ocupada. As centrais, geralmente hermafroditas, de corola tubulosa, denomina-se flósculos; as periféricas, unissexuais femininas, com corola lingulada, constituem os semiflósculos. Protegendo o conjunto de flores, encontramos na parte inferior do receptáculo uma reunião de brácteas verdes, que recebeu o nome de periclínio. Como para as umbelas compostas, o capítulo se encontra, quase que inclusivamente na família composta.
Ex.: Margarida (Aster sp.), girassol, sempre-viva (Helichrysum bracteatum).

Sícono: Pode ser considerada como uma variação do capítulo em que o eixo principal, em vez de formar apenas um receptáculo floral plano ou convexo, produz uma espécie de urna dentro da qual se alojam as flores. Na parte superior desta urna encontra-se um orifício que se destina às trocas gasosas entre os meios, interior e exterior.
Ex.: figo (Ficus carica).

Inflorescência Simpódicas ou Definidas
Receberam o nome coletivo de cimas ou cimeiras (cima linha ondulada) e obedecem a mesma maneira de ramificação dos caules do sistemas simpodial.

Em geral, na base de uma flor suportada por um eixo principal ou raquis, encontramos uma ou varias brácteas, de cujas axilas partem os pedicelos que se comportarão da mesma maneira que o eixo principal. Nestas inflorescências, a flor que primeiro se expande é a do broto terminal da raquis, seguindo-se dos ramos secundários, terciários, etc. A floração ou florescência progride, pois, do centro para a periferia sendo, portanto, a inflorescência centrífuga.

Como na ramificação simpodial dos caules, distinguimos para as cimeiras os tipos seguintes:
Cimeira unípara: na base de uma flor que encima o eixo principal, existe uma bráctea, de cuja axila parte um pedicelo; este por sua vez, também apresentará na bráctea subterminal uma gema que dará, por seu turno, um pedicelo e assim por diante. De acordo com a posição dos pedicelos, em relação ao prolongamento da raquis, temos duas espécies de cimeiras: – helicóide; – escorpióide.

No primeiro caso, os pedicelos se colocam, alternadamente, a direita e a esquerda, em relação ao eixo principal, a semelhança de uma hélice, de onde lhe veio o nome. Ex. palma-de-santa-rita (Gladiolus communis).

No segundo caso, cimeira escorpioide, os pedicelos se orientam todos do mesmo lado do eixo principal, tal como a cauda de um escorpião. Ex. miosótis (Myosotis scorpioides), heliotrópio ou baunilha dos jardins (Heliotropium peruvianum), crista-de-galo (Celosia cristata).

Cimeira bipara: Nesta inflorescência, abaixo da flor apical aparecem duas brácteas opostas, de cujas axilas nasce um eixo, que vai, por seu turno, repetir a mesma disposição; primeiro temos uma flor, logo mais duas, depois quatro, etc.
Ex.: Begonia (Begonia rex) saponaria (Leontice leontopetalum), centáurea (Gentiana centaurium), etc.

Cimeira múltipara: Como o seu próprio nome indica, esta inflorescência se caracteriza pelo desenvolvimento simultâneo de diversos pedicelos provenientes todos de gemas axilares, situadas no mesmo nível. Cada pedicelo poderá, por sua vez, apresentar o mesmo desenvolvimento.
Ex.: Mamoneira (Ricinus comminis), (Ixcora stricta).

Ciátio: inflorescência peculiar do gênero Euphorbia. É uma inflorescência composta: no centro há uma flor feminina nua, rodeada por 4 ou 5 cicínios de flores masculinas, nuas. Este conjunto é envolto por brácteas com glândulas nectaríferas. As brácteas são em geral grandes e lindamente coloridas.
Ex.: Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima), dois-irmãos ou coroa-de-cristo (Euphorbia splendens).

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