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Posts para categoria ‘Reino Vegetal’

Cogumelos

Agaricus_subrufescens

Sem folha, flor, raiz verdadeira e pigmento verde (clorofila), o cogumelo é um fungo que se alimenta de material orgânico em decomposição. Das 200 mil espécies diferentes de fungos conhecidas, 70 mil já foram catalogadas, 2 mil são comestíveis, mas apenas 50 são cultivadas regularmente para serem consumidas desidratadas, in natura, em chás ou cozidas. Para muitos botânicos, a origem dos cogumelos é atribuída às algas. O cogumelo é um alimento precioso, com qualidades dietéticas: rico em proteínas, fibras minerais e vitaminas. Tem um crescimento rápido e ocupa pouco espaço.

A importância dos cogumelos no mundo, é muito maior do que parece à primeira vista. Os cogumelos concorrem com as bactérias para decompor as matérias orgânicas em produtos cada vez mais simples, que se transformam quase todos, em água, gás carbônico, hidrogênio, amônia, etc. O cogumelo é formado por uma cobertura sobre um talo mais ou menos espesso, como um guarda-chuva aberto, constituído de uma massa compacta de pequenos filamentos como fios de algodão. Suas raízes são delicados fiozinhos espalhados no solo. O cogumelo é uma estrutura portadora e distribuidora de esporos que em geral são levados pelo vento.

A quantidade de esporos produzida por um único cogumelo é enorme, são cerca de meio milhão por minuto, durante três a quatro dias. Estando em meio adequado, solo, composto orgânico, madeira apodrecida ou outro meio nutritivo os esporos soltam filamentos que tomam conta de tudo quanto é espaço aproveitável. Uma adega ou celeiro antigo constituem excelentes câmaras de cultivo para cogumelos. Os substratos para os compostos podem ser: hastes de arroz, bagaço de cana, trigo ou centeio, capim gordura, capim barba de bode e outros tipos de forrageiras consistentes, todos secos.

Existem numerosas espécies que são patogênicas para o homem, animais e principalmente para outras plantas que têm nos cogumelos seus maiores inimigos. Para quem não conhece os cogumelos, a distinção entre um cogumelo comestível de um outro é muito difícil, pois dentro de um mesmo gênero de cogumelos pode haver alguns extremamente tóxicos aos seres humanos.

Algumas dicas para reconhecer os comestíveis e os venenosos:
Cogumelos comestíveis
Nascem isoladamente, Crescem nos lugares secos e arejados, São geralmente brancos ou parda-centos, Têm carne compacta e quebradiça. Não mudam de cor quando cortados e expostos ao ar.

Cogumelos venenosos
Crescem em cachos ou grupos. Crescem nos bosques em lugares sombrios e úmidos, quase sempre apresentam cores vivas. A carne em geral é mole e aguacenta Os sintomas de intoxicação às vezes surgem somente algum tempo após a ingestão dos cogumelos, dependendo também da quantidade ingerida. Passadas algumas horas, há a sensação de peso no estômago.

Deve-se provocar o vômito. Se o mal-estar surgir depois de 10 a 12 horas, pode apresentar sufocação, dores no peito e problemas cardíacos. A toxicidade dos cogumelos depende também da região em que ele cresce, da espécie, da sensibilização do indivíduo e da eliminação de algumas toxinas com a água em que é cozido. Os princípios tóxicos dos cogumelos são os alcalóides, peptídeos e substâncias resinosas. Em todas as circunstâncias de dúvidas de intoxicação por cogumelos é importante consultar um médico.

Para o homem e os animais, os cogumelos provocam numerosas doenças conhecidas em geral pelo nome de micoses: dermatomicoses, sporotricoses, as pergiloses, etc. São numerosos os cogumelos que atacam os vegetais, por isso a importância em estudá-los, para que possam ser combatidas as doenças que assolam as inúmeras espécies como as solanáceas, especialmente a batata inglesa, prejudicando também enorme-mente as culturas de videiras, ameixeiras, figueiras e outros vegetais. Existem cogumelos que não são comestíveis, razão pela qual não se deve comer cogumelos desconhecidos encontrados na natureza.

lago

Asarina scandens

As Flores geralmente são bonitas, coloridas e perfumadas. Nas matas, nos jardins, nas ruas e nas casas, contribuem para deixar o ambiente mais bonito e alegre. Flores como as do capim, do milho, do arroz, entre outras, não têm atrativos, como perfume e coloração vistosa. Mas, bonitas ou não, as flores têm a função de permitir a reprodução sexuada das plantas em que elas ocorrem.

A flor é o sistema reprodutor de uma planta (gimnospermas e angiospermas). É nela que ocorre a fecundação, ou seja, a união de uma célula sexual masculina com uma feminina. Depois da fecundação, nas angiospermas, formam-se frutos e sementes. A semente contém o embrião, que dará origem a uma nova planta, da mesma espécie daquela da qual se originou.

Cálice – O cálice é formado por um conjunto de folhas modificadas, as sépalas, quase sempre verdes. Em algumas flores, como o cravo, as sépalas são unidas, formando uma peça única. Em outras, como a rosa, elas são separadas.

Corola – A corola é a parte geralmente mais bonita e colorida da flor. Constitui-se de folhas modificadas chamadas pétalas. Como as sépalas, também as pétalas podem ser unidas (campânula) ou separadas (cravo e rosa).
O conjunto formado pelo cálice e pela corola é chamado perianto. Ele envolve e protege os órgãos reprodutores da flor, o androceu e o gineceu.
- Androceu – O androceu é o órgão masculino da flor. Compõe-se de uma ou várias pecinhas alongadas, os estames. Cada estame é formado de antera, filete e conectivo.
- Antera - Região dilatada que se situa na ponta do estame; é aí que se formam os grãos de pólen; o pólen é o pozinho amarelo que você pode ver facilmente no miolo das flores e é uma estrutura reprodutora masculina.
- Filete - Haste que sustenta a antera.
Conectivo - Região onde se ligam o filete e a antera.
Gineceu – O gineceu é o órgão feminino da flor. Constitui-se de um ou mais carpelos. Os carpelos são folhas modificadas e possuem estigma, estilete e ovário.
Estigma - Parte achatada do carpelo, situada na sua extremidade superior; possui um líquido pegajoso que contribui para a fixação do grão de pólen.
Estilete - Tubo estreito que liga o estigma ao ovário.
Ovário - Parte dilatada do carpelo, geralmente oval, onde se formam os óvulos.

A flor que possui apenas o androceu é uma flor masculina. A flor feminina tem apenas o gineceu. Se os dois órgãos reprodutores estiverem presentes na flor, ela é hermafrodita.

Como as flores se prendem no caule?
As flores estão presas no caule ou nos ramos por uma haste denominada pedúnculo, que se dilata na parte superior formando o receptáculo floral. No receptáculo prendem-se todos os verticilos florais.

As vezes, as flores estão sozinhas no caule. São flores solitárias, como as do mamão, da laranja, a violeta, a rosa, o cravo, etc.

Outras vezes, várias flores estão presas no mesmo lugar do caule. Neste caso, elas formam uma inflorescência. As inflorescências são diferentes umas das outras.

Fecundação na flor
As angiospermas produzem gametas: os gametas masculinos são chamados núcleos espermáticos; os gametas femininos são as oosferas.
As células reprodutoras masculinas e femininas encontram-se, respectivamente, no tubo polínico e no óvulo.

A fusão dessas células sexuais é chamada fecundação. Para que a fecundação ocorra, é necessário que haja um transporte dos grãos de pólen para o estigma, podendo isso acontecer numa mesma flor (hermafrodita) ou de uma flor masculina para uma flor feminina.

O transporte dos grãos de pólen até o estigma é chamado polinização. Esse transporte é realizado por vários agentes polinizadores, tais como o vento, a água, o homem, pássaros, insetos, morcegos, etc.
As flores polinizadas por animais, como as flores da laranjeira e da margarida, costumam ser dotadas de vários atrativos: possuem pétalas vistosas, produzem perfume e um líquido açucarado chamado néctar. Já as flores polinizadas pelo vento, como as flores do milho ou do trigo, não possuem esses atrativos.

O mecanismo da fecundação
Quando uma abelha pousa em uma flor em busca de néctar, muitos grãos de pólen colam-se em seu corpo. Ao pousar em outra flor, o inseto leva os grãos de pólen, que caem sobre o estigma dessa flor e ficam colados nele.

Depois de atingir o estigma transportado por uma abelha, por exemplo, o grão de pólen sofre modificações. Emite um tubo, chamado tubo polínico, que penetra no estilete e atinge o ovário. O núcleo reprodutivo ou gerador divide-se em dois, dando origem a gametas masculinos. Um dos gametas masculinos vai unir-se à oosfera do óvulo. Dessa união origina-se o zigoto que, juntamente com as outras partes do óvulo, se desenvolve formando a semente.

Depois da fecundação, a flor murcha. Então as sépalas, as pétalas, os estames e o estilete caem. O ovário desenvolve-se formando o fruto, dentro do qual ficam as sementes (óvulos desenvolvidos depois da fecundação).

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Caladium

A folha geralmente tem forma de lâmina e apresenta a cor verde, devido a presença de clorofila.
A folha desempenha basicamente duas funções importantíssimas para a vida das plantas: fotossíntese e transpiração.

Para que seja entendido como a folha realiza essas funções, vamos conhecer os estômatos.
Os estômatos são estruturas existentes na epiderme das folhas, constituídas de duas células especiais, as células-guardas. Entre essas duas células, existe uma abertura que comunica o interior da folha com o ambiente externo. Essa abertura é chamada ostíolo. Através dos ostíolos, as folhas fazem as trocas gasosas entre a planta e o meio externo.

O controle de abertura e fechamento dos ostíolos é feito pelas células-guardas. Quando se enchem de água, elas empurram a parede oposta ao ostíolo para as laterais e abrem o orifício. Quando falta água, elas murcham e fecham o ostíolo.

Fotossíntese
A  fotossíntese é uma das funções mais importantes da folha. É por meio dela que a planta produz o alimento de que necessita para se manter viva. Para a ocorrência da fotossíntese, uma planta necessita de gás carbônico, de água e de energia luminosa. Então, acontecem os seguintes eventos:
- O vegetal absorve o gás carbônico do ar atmosférico através dos estômatos;
- A água, que a raiz retira do solo, é conduzida até às folhas;
- A clorofila, pigmento verde presente nas folhas, absorve a energia da luz solar;
- Com o auxílio dessa energia, o gás carbônico e a água são transformados em glicose e oxigênio;
- A glicose é utilizada como “combustível” pelas células fotossintetizantes ou é “exportada” para as demais partes da planta através da seiva orgânica. O oxigênio é liberado para o meio ambiente, contribuindo para a renovação do ar, e pode também ser utilizado na respiração da própria planta.

Transpiração
Nos dias quentes, principalmente, a maior parte da água absorvida do solo pela planta e que chega até às células da folha se evapora. Então a água, em forma de vapor, é eliminada para a atmosfera. Esse processo denomina-se transpiração e é realizado principalmente pelos estômatos.

O processo de evaporação da água retira calor da folha. A transpiração, então, “refresca” a folha, contribuindo para manter a temperatura em níveis que permitam a atividade de suas células. Se a temperatura de uma folha ficar muito alta, suas células podem morrer e a fotossíntese logicamente cessa.

A saída dos vapores de água, da folha para o meio externo, é “facilitada” quando a umidade relativa do ar é baixa. Por isso, a transpiração é geralmente mais intensa nos dias quentes e com baixa umidade do ar.
Para repor a água evaporada e perdida para o meio ambiente na transpiração, as folhas exercem uma espécie de força de sucção sobre os vasos lenhosos da planta, provocando a subida da seiva bruta.

As folhas respiram?
A respiração celular é um fenômeno que permite extrair a energia contida em substâncias orgânicas diversas, como a glicose. Na respiração aeróbica, a “queima” da glicose ocorre com a participação do gás oxigênio retirado do ambiente. No final do processo formam-se gás carbônico e água; a energia extraída é utilizada para o desempenho das diversas atividades das células.

As plantas são seres aeróbicos. Assim, todas as células vivas de uma planta respiram, utilizando gás oxigênio. Logo, as células vivas de uma folha respiram, como respiram também as células vivas da raiz, do caule, etc.

Acontece que, para as células respirarem, a planta precisa absorver oxigênio do ambiente, ao mesmo tempo que elimina gás carbônico. Essas trocas gasosas entre a planta e o meio ambiente é que ocorrem principalmente nas folhas, através dos estômatos. Mas uma raiz, por exemplo, também realiza essas trocas gasosas necessárias para a respiração. É por isso que um solo fértil precisa conter, entre outras coisas, uma quantidade razoável de ar atmosférico.

Sudação: a eliminação de água em gotas
A sudação ou gutação é a eliminação de água em forma de gotículas. Essas gotículas de água, que também contêm alguns sais minerais dissolvidos, saem por aberturas especiais que se encontram principalmente nos bordos e nas pontas das folhas.

A sudação ocorre quando o solo está bem suprido de água. Ao contrário da transpiração, é mais intensa à noite, com grande umidade do ar. Através da sudação, uma planta elimina o excesso de água  e de sais minerais absorvidos do solo. Esse fenômeno representa mais uma função que se pode atribuir às folhas de uma planta.

Partes da folha
A
folha é composta de três partes principais: limbo, pecíolo e bainha.
1) Limbo – O limbo é a região mais larga da folha. Nele encontram-se os estômatos e as nervuras, que contêm pequenos vasos por onde correm a seiva bruta e a seiva elaborada.
2) Pecíolo – É a haste que sustenta a folha prendendo-a ao caule.
3) Bainha – Dilatação do pecíolo, a bainha serve para prender a folha ao caule.

Classificação das folhas
Uma folha que tenha todas as partes (limbo, pecíolo e bainha) é uma folha completa. Mas nem todas as folhas são assim. Repare as folhas do fumo e as do milho.

Folha séssil e folha invaginante
Na folha do fumo faltam o pecíolo e a bainha. O limbo prende-se diretamente no caule. Ela é uma folha séssil.
Na folha do milho falta o pecíolo. A bainha é bem desenvolvida e fica em volta do caule. Neste caso, a folha é invaginante.

Folha reticulinérvea e paralelinérvea
Nas folhas de dicotiledôneas em geral (feijão, laranjeira, etc.), as nervuras se ramificam no limbo, formando uma rede delas; a folha é, então, chamada de reticulinérvea. Já nas monocotiledôneas (milho, arroz, etc.) é comum as nervuras do limbo se apresentarem paralelas umas às outras; neste caso, a folha é chamada de paralelinérvea.

Modificações da folha
Algumas plantas apresentam folhas modificadas, isto é, adaptadas para desempenhar funções específicas.
Brácteas - São folhas geralmente coloridas e grandes que protegem as flores. A planta denominada três-marias apresenta brácteas que protegem suas pequenas flores. No anúncio e no copo-de-leite existe uma grande bráctea envolvendo o conjunto de flores miúdas.
Gavinhas
-
São folhas modificadas formando espirais que auxiliam a planta a se prender a um suporte. As gavinhas do chuchu e do maracujazeiro são folhas modificadas.
Espinhos foliares
-
Neste caso, toda a folha ou uma parte dela se transforma em espinhos. Nos cactos, os espinhos são folhas modificadas.

Folhas comestíveis
Muitas folhas são usadas em nossa alimentação diária. Durante as suas refeições, você deve comer alface, couve, acelga, espinafre ou agrião, por exemplo. Outras folhas, como as da erva-cidreira, do mate, da camomila, do capim-santo e da hortelã, são utilizadas para preparar chás. Para isso, elas podem ser cultivadas em casa ou encontradas embaladas em saquinhos e em caixinhas nos supermercados. Podem ser cozidas inteiras ou trituradas.

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baculo

A esta classe pertencem os fetos e avencas, que apresentam uma mistura característica de aspectos de plantas vasculares primitivas e mais evoluídas.

Os fetos são plantas vasculares (com vasos condutores de água e açúcares), as primeiras a apresentar verdadeiras folhas, o que os torna muito melhor adaptados à vida em meio terrestre que as plantas anteriormente referidas.

Por este motivo, apesar de preferirem ambientes úmidos e sombrios, para os quais estão particularmente bem adaptados, conseguem sobreviver em zonas áridas. No entanto, nessas condições apenas se reproduzem sexuadamente na época das chuvas.

Os  fetos e as avencas apresentam um caule – rizoma, que produz novas folhas todos os anos.

As folhas, ou frondes, são equipadas com uma vasta rede vascular e representam a parte mais notável do esporófito.

A fronde é geralmente composta, ou seja, dividida em folíolos, presas a uma extensão do pecíolo.

A sua elevada razão área/volume permite-lhes captar luz muito eficientemente em zonas sombrias, que são geralmente o seu habitat.

As folhas jovens são enroladas devido ao crescimento maior da página inferior da folha. Este tipo de desenvolvimento das folhas protege o delicado meristema apical e impede a perda excessiva de água por evaporação.

Como se reproduzem os fetos?
Além da reprodução assexuada através do rizoma, os fetos reproduzem-se sexuadamente.
A reprodução sexuada inicia-se com a formação dos esporângios. Estes se localizam na página inferior das frondes, em agrupamentos designados soros.

Os esporângios apresentam um aspecto de caixa achatada com uma zona listrada, parecendo uma lagarta ou uma pequena caixa. Esse aspecto peculiar resulta  de uma fila de células com parede celular muito espessada apenas em três lados – anel mecânico.

Essas células apresentam-se cheias de água mas quando o esporângio amadurece, a evaporação dessa água aproxima as paredes das células, devido à retração dos seus citoplasmas. Este fato provoca a ruptura do esporângio em linhas de fratura, ficando os esporos na zona superior em forma de taça. No entanto, esta posição forçada em que as células se encontram não pode ser  mantida muito tempo, havendo um brusco libertar de tensão, que provoca o regresso das paredes celulares à sua posição inicial e catapulta os esporos maduros.

Os esporos, tal como nos musgos, são todos iguais, logo considera-se que existe isosporia.

Após a sua libertação e transporte pelo vento, se as condições forem favoráveis, a germinação dos esporos origina um gametófito monóico, o protalo, em forma de coração, fotossintético e com numerosos rizóides na sua superfície ventral.

Os gametângios, semelhantes em estrutura aos produzidos pelos musgos, vão formar-se, também, na superfície ventral  do protalo, os anterídeos entre os rizóides e os arquegônios junto ao entalhe anterior do “coração”.

No interior dos anterídeos vão formar-se os anterozóides flagelados e no interior dos arquegônios, na zona dilatada basal, uma única oosfera  grande e imóvel.

A fecundação é dependente da água pois os anterozóides são flagelados, nadando até à oosfera.
Tal como foi referido para os musgos, gametas morfologicamente diferentes e em que a oosfera se encontra encerrada no gametângio feminino representam uma situação de anisogamia.

Após a fecundação o esporófito jovem é alimentado pelo protalo fotossintético, mas rapidamente se torna independente, originando um novo feto.

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Divisão Briófitas

De uma maneira bem simples, podemos dizer que as briófitas e as pteridófitas são vegetais que não dão flores.

As briófitas
São plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem em lugares úmidos e sombrios.

Uma das características mais marcantes das briófitas é a ausência de vasos para a condução de nutrientes. Estes são transportados de célula a célula por todo o vegetal. É por isso que não existem briófitas muito grandes. O transporte de água de célula a célula é muito lento e as células mais distantes morreriam desidratadas.

Os musgos e as hepáticas são os principais representantes das briófitas. O conjunto de musgos forma uma espécie de “tapete” esverdeado, observado comumente nos solos, muros e barrancos úmidos. Podem formar uma ampla cobertura sobre o solo, protegendo-o contra a erosão.

As briófitas não tem raízes. Fixam-se ao solo por meio de filamentos chamados rizóides, que absorvem a água e os sais minerais de que o vegetal necessita. Também não possuem verdadeiro caule. Tem uma haste denominada caulóide que não apresenta vasos para a condução da seiva. Suas “folhas” denominam-se filóides e são apenas partes achatadas do caulóide.

Reprodução
A reprodução das briófitas apresenta duas fases: uma assexuada e outra sexuada.Os musgos verdes que podemos ver num muro úmido são plantas sexuadas que representam a fase chamada de gametófito, isto é, fase produtora de gametas.

O gametófito masculino produz gametas móveis, com flagelos, chamados de anterozóides. Já o feminino produz gametas imóveis, chamados de oosferas. Levados pelas gotas de chuva, os anterozóides alcançam a planta feminina e nadam em direção à oosfera. Da união de um anterozóide com uma oosfera, surge o zigoto, que, sobre a planta feminina cresce e forma um embrião, que se desenvolve originando a fase assexuada chamada de esporófito, isto é, fase produtora de esporos.

O esporófito possui uma haste e uma cápsula, no interior da qual formam-se os esporos. Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. Cada esporo, então, pode formar uma espécie de “broto” chamado de protonema. Cada protonema, por sua vez, desenvolve-se e origina um novo musgo verde (gametófito).

A relação das briófitas com a água
As briófitas enfrentam os mesmos problemas de sobrevivência que as plantas vasculares no ambiente terrestre. A água é essencial para o metabolismo, mas é um suprimento limitado errático no ambiente acima do solo. Briófitas e plantas vasculares exemplificam dois padrões alternativos de adaptação a essas condições. As briófitas têm de utilizar a água onde e quando ela está disponível acima do solo, enquanto as plantas vasculares possuem raízes e um sistema de condução eficiente.

Muitas briófitas estão confinadas a ambientes úmidos, mas algumas são capazes de tolerar a deficiência hídrica e outras são extremamente tolerantes à dessecação e altamente adaptadas a uma existência poiquilo-hídrica, ocorrendo, desse modo, em ambientes hídricos, mésicos e xéricos.

As briófitas são bastante diversificadas em suas adaptações para a absorção e condução de água. Nas espécies ditas endo-hídricas, a água é absorvida do substrato e conduzida internamente até os filídios ou outra superfície evaporante, através de um sistema condutor, o qual é bem mais simples que o xilema das plantas vasculares. Ocorrem, em geral, em substratos úmidos, permeáveis e estão bem representadas na base de troncos de árvores, em brejos e em solos bem drenados. Nas briófitas ecto-hídricas, a água é facilmente absorvida (e perdida) e conduzida sobre a sua superfície, sendo o movimento desta muito mais difuso. Ocorrem principalmente em substratos impermeáveis e com pouca disponibilidade de água, tais como troncos de árvores, rochas e em solos pedregosos e compactados. São capazes de armazenar grandes quantidades de água após a chuva ou orvalho. Existem muitas briófitas que combinam mecanismos de condução endo e ecto-hídricos, sendo chamadas, então, de “mixo-hídricas”.
A condução de água nas briófitas, assim, pode se processar pelos seguintes mecanismos:
a – através de células condutoras especializadas, os hidróides, os quais são desprovidos de protoplasto vivo na maturidade mas não apresentam paredes celulares lignificadas; existem, também, células condutoras de fotossintatos, os leptóides, que mantêm vivo o seu protoplasto na maturidade.
b – através de espaços intercelulares;
c – de célula a célula, através das paredes celulares;
d – por espaços capilares externos;
e – através de células parenquimáticas condutoras;
f – através de células hialinas especializadas, providas de poros.

Um cilindro central bem desenvolvido é característico das briófitas endo-hídricas, especialmente as de maior dimensão. A condução capilar externa é especialmente importante em muitas espécies ecto-hídricas. Entretanto, tais caminhos respondem apenas por uma parte do movimento da água em cada caso. No córtex do caulídio, na lâmina do filídio e nas formas talosas (hepáticas e antóceros), muita água deve movimentar-se ao longo das paredes celulares ou de célula a célula.

Os sistemas de condução capilar são diversos e complexos, incluindo os espaços entre filídios, entre filídios e caulídio e em meio aos rizóides e tomentos, bem como entre as papilas que cobrem a superfície das células. Poucas são as briófitas que apresentam sistemas capilares internos formados por células especializadas, podendo-se destacar, nesse aspecto, as famílias Sphagnaceae, Leucobryaceae e Calymperaceae. Em tais briófitas existem células hialinas sem conteúdo protoplasmático vivo, providas de poros, denominadas de leucocistos, que atuam eficazmente na condução célula a célula. O sistema capilar interno também está representado pelo transporte via parede celular e deve ocorrer, principalmente, entre as briófitas endo-hídricas.

Xaxim ou Samambaia-açu  CyatheaDivisão Peridófitas

As pteridófitas
Na evolução das plantas, as pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos para conduzir nutrientes. Assim, possuem raiz, caule e folha verdadeiros. Seu caule é geralmente subterrâneo e é denominado rizoma. A samambaia e a avenca são exemplos desse grupo de vegetais.
A maioria das pteridófitas é terrestre e habita, de preferência, lugares úmidos e sombrios. A samambaia e a avenca podem viver sobre outras plantas, mas sem prejudicá-las. O dendezeiro é uma das hospedeiras preferidas dessas pteridófitas.

Reprodução
As pteridófitas, como as briófitas, se reproduzem por meio de um ciclo que apresenta uma fase assexuada e outra sexuada.
Uma samambaia-de-metro, por exemplo, que é comum em residências, é uma planta assexuada produtora de esporos. Por isso, ela representa a fase chamada de esporófito.

Em certas épocas, na superfície inferior das folhas da samambaia, formam-se pontos escuros chamados de soros, onde se produzem os esporos.

Quando os esporos amadurecem, os soros abrem-se, deixando-os cair no solo úmido; cada esporo, então, pode germinar e originar um prótalo, uma plantinha bem pequena em forma de coração. O prótalo é uma planta sexuada, produtora de gametas; por isso, ele representa a fase chamada de gametófito.

No prótalo, formam-se os anterozóides e as oosferas. O anterozóides, deslocando-se em água, nada em direção à oosfera, fecundando-a. Surge, então, o zigoto, que se desenvolve, transformando-se em uma nova samambaia. Quando adulta, esta planta forma soros, iniciando novo ciclo de reprodução.

Este processo de reprodução em um ciclo com uma fase assexuada e outra sexuada denomina-se alternância de gerações.

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Reino Plantae

Adiantum capillus veneris2

As plantas são seres pluricelulares e eucariontes. Nesses aspectos elas são semelhantes aos animais e a muitos tipos de fungos; entretanto, têm uma característica que as distingue desses seres – são autotróficas. Como já vimos, seres autotróficos são aqueles que produzem o próprio alimento pelo processo da fotossíntese.

Utilizando a luz, ou seja, a energia luminosa, as plantas produzem a glicose, matéria orgânica formada a partir da água e do gás carbônico que obtêm do alimento, e liberam o gás oxigênio.

As plantas, juntamente com outros seres fotossintetizantes, são produtoras de matéria orgânica que nutre a maioria dos seres vivos da Terra, atuando na base das cadeias alimentares. Ao fornecer o gás oxigênio ao ambiente, as plantas também contribuem para a manutenção da vida dos seres que, assim como elas próprias, utilizam esse gás na respiração. As plantas conquistaram quase todos os ambientes da superfície da Terra.

Segundo a hipótese mais aceita, elas evoluíram a partir de ancestrais protistas. Provavelmente, esses ancestrais seriam tipos de algas pertencentes ao grupo dos protistas que se desenvolveram na água. Foram observadas semelhanças entre alguns tipos de clorofila que existem tanto nas algas verdes como nas plantas.

A partir dessas e de outras semelhanças, supõe-se que as algas verdes aquáticas são ancestrais diretas das plantas.

Há cerca de 500 milhões de anos, as plantas iniciaram a ocupação do ambiente terrestre. Este ambiente oferece às plantas vantagens como: maior facilidade na captação da luz, já que ela não chega às grandes profundidades da água, e facilidade da troca de gases, devido à maior concentração de gás carbônico e gás oxigênio na atmosfera. Esses fatores são importantes no processo da respiração e da fotossíntese.

Mas e quanto a presença da água, tão necessária à vida?
Ao compararmos o ambiente terrestre com o ambiente aquático, verificamos que no terrestre a quantidade de água sob a forma líquida é bem menor e também que a maior parte dela está acumulada no interior do solo.

Como, então, as plantas sobrevivem no ambiente terrestre? Isso é possível porque elas apresentam adaptações que lhes possibilitam desenvolver no ambiente terrestre e ocupá-lo eficientemente. As plantas adaptadas ao ambiente terrestre apresentam, por exemplo, estruturas que permitem a absorção de água presente no solo e outras estruturas que impedem a perda excessiva se água. Veremos mais adiante como isso ocorre.

Devemos lembrar que alguns grupos de plantas continuaram sobrevivendo em ambiente aquático.

Classificação das plantas
As plantas cobrem boa parte dos ambientes terrestres do planeta. Vistas em conjunto, como nesta foto, parecem todas iguais. Mas na realidade existem vários tipos de planta e elas ocupam os mais diversos ambientes.

Você já sabe que para classificar, ou seja, organizar diversos objetos ou seres em diferentes grupos, é preciso determinar os critérios através dos quais identificaremos as semelhanças e as diferenças entre eles.

Vamos ver agora como as plantas podem ser classificadas.
O reino das plantas é constituído de organismos pluricelulares, eucariontes, autótrofos fotossintetizantes.
É necessário definir outros critérios que possibilitem a classificação das plantas para organizá-las em grupos menos abrangentes que o reino.

Em geral, os cientistas consideram como critérios importantes:
- a característica da planta ser vascular ou avascular, isto é, a presença ou não de vasos condutores de água e sais minerais (seiva bruta) e matéria orgânica (a seiva elaborada);
- ter ou não estruturas reprodutoras (semente, fruto e flor) ou ausência delas.

Os nomes dos grupos de plantas
- Criptógama:
palavra composta por cripto, que significa escondido, e gama, cujo significado está relacionado a gameta (estrutura reprodutiva). Esta palavra significa, portanto, “planta que tem estrutura reprodutiva escondida”. Ou seja, sem semente.
- Fanerógama: palavra composta por fanero, que significa visível, e por gama, relativo a gameta. Esta palavra significa, portanto, “planta que tem a estrutura reprodutiva visível”. São plantas que possuem semente.
- Gimnosperma:
palavra composta por gimmno, que significa descoberta, e sperma, semente. Esta palavra significa, portanto, “planta com semente a descoberto” ou “semente nua”.
- Angiosperma: palavra composta por angion, que significa vaso (que neste caso é o fruto) e sperma, semente. A palavra significa, “planta com semente guardada no interior do fruto”.

natureza

Planta-mosaico

Variáveis em forma, tamanho, espessura ou disposição, as folhas classificam-se em vários grupos e espécies, e são para as plantas o mesmo que os pulmões e os órgãos da circulação e alimentação para os animais. Expansão laminar do caule das pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, a folha funciona sobretudo como laboratório vegetal, para captar a energia solar e transformar em substâncias orgânicas a água e os sais minerais absorvidos do solo, e o gás carbônico retirado do ar, e assim realizar a fotossíntese. Pelas folhas também se processa a evaporação da água restante. As briófitas e as algas, em que não existem vasos e a seiva circula diretamente de célula em célula, não têm folhas, mas órgãos análogos, os filóides.

A grande variedade de características das folhas se deve ao longo processo de adaptação das plantas ao ambiente, difícil de reconstituir na história de cada espécie mas óbvio em algumas. Nas cactáceas, por exemplo, as folhas se reduziram a espinhos que afugentam dos caules, espessos e cheios de água, os animais sedentos; e em outros vegetais, as folhas transformadas em brácteas de cores vivas têm a função de atrair insetos polinizadores.

Funções da Folha – Respiração, Transpiração e Fotossíntese
As folhas tem três funções principais: respiração, transpiração e fotossíntese.

Respiração: a respiração ocorre em todas as células vivas da planta. Pela respiração, as plantas absorvem o oxigênio do ar e eliminam o gás carbônico. A passagem desses gases é feita através dos ostíolos dos etômatos, que, em geral, se encontram na epiderme inferior da folha. A respiração ocorre tanto durante o dia quanto a noite. Pelo processo de respiração as plantas, quebram a molécula de açúcar, produzindo energia para sua sobrevivência. A molécula de açúcar reage, com o oxigênio, transformando-se em gás carbônico, água e energia.

Transpiração: a transpiração é o processo de eliminação de vapor de água, realizando também através dos estômatos. A transpiração produz uma espécie de sucção ao longo de toda a planta conforme sai água pelas folhas, entra água pelas raízes.

A fotossíntese é o processo pelo qual a planta sintetiza compostos orgânicos a partir da presença de luz, água  e gás carbônico. Ela é fundamental para a manutenção de todas as formas de vida no planeta, pois todas precisam desta energia para sobreviver. Os organismos clorofilados (plantas,algas e certas bactérias) captam a energia solar e a utilizam para a produção de elementos essenciais, portanto o sol é a fonte primária de energia. Os animais não fazem fotossíntese, mas obtém energia se alimentando de organismos produtores (fotossintetizantes) ou de consumidores primários.

Clorofila
A clorofila é a substância a que os vegetais devem sua cor verde e que é um dos principais pigmentos captadores da luz é a clorofila. Além dela, existem outros importantes compostos fotossintéticos como as ficobilinas, de cor azul ou avermelhada, ou os carotenóides, amarelados e responsáveis pelas cores purpúreas, vermelhas ou alaranjadas de muitas algas.

A molécula da clorofila apresenta grande complexidade estrutural e compõe-se de diversos elementos como carbono, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio, mais um átomo de magnésio. Este último se encontra unido a quatro átomos de nitrogênio, que constituem uma série de anéis ou estruturas químicas fechadas, os núcleos pirrólicos. Existe ainda uma longa cadeia chamada fitol, que se forma como uma comprida cauda e é integrada, quase totalmente, por átomos de carbono e de hidrogênio.

Diferenciam-se vários tipos de clorofila, cada uma das quais se encontra preferencialmente num determinado organismo vegetal. Assim, as plantas superiores dispõem de clorofilas A e B, enquanto as algas vermelhas têm clorofila D e as bactérias fotossintéticas possuem uma molécula mais simples, a bacterioclorofila.

A clorofila tem a propriedade de absorver energia luminosa e emitir um elétron de sua molécula, o qual é transferido para outros compostos e transportado para utilização na fase escura.

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floresta africana

Doze principais floras cobrem a superfície do planeta: a flora ártica, flora mediterrânea e californiana, flora do Cabo e do Chile, flora da Austrália, Madagáscar e outras ilhas oceânicas, flora do Himalaia, flora dos Andes tropicais, sino-japonesa, deserto do Saara e Alpes europeus, florestas setentrionais, florestas tropicais.

Flora basicamente é o conjunto de plantas de todos os tipos que integram a vegetação de determinada região do planeta. Condições do solo e clima são os principais determinantes da diversidade das floras, vez que cada espécie vegetal, embora capaz de tolerar variações do ambiente, só chega ao pleno desenvolvimento quando a combinação de diversos fatores ambientais – dos quais o mais decisivo é o regime das águas – atinge um nível ótimo.

- Flora Ártica: O pequeno porte das plantas é a principal característica da flora ártica, que se encontra nas regiões próximas aos pólos. Como as espécies que a formam são também encontradas em montanhas mais ao sul, a flora ártica não é muito bem caracterizada. Existem nessas regiões aproximadamente 800 espécies de vegetais superiores. Plantas inferiores, em especial musgos e liquens, constituem a massa da vegetação. Nas áreas em que a temperatura é mais baixa, acham-se apenas os musgos e liquens, que dão ao solo coloração escura ou amarelada.

- Flora Mediterrânea e Californiana: O inverno ameno, as suaves chuvas limitadas ao mês de fevereiro e o clima marinho tornam semelhantes as floras do litoral do Mediterrâneo e do norte da Califórnia. Na primeira são comuns as oliveiras, romãzeiras, figueiras, laranjeiras, alfarrobeiras, sobreiros (angiospermas) e tanto pinheiros como ciprestes (gimnospermas); na segunda, além de angiospermas semelhantes, destaca-se a gigantesca gimnosperma que é a sequóia. Na primavera, despontam Narcisos, Tulipas e Jacintos. Em ambas são comuns as Urzes arborescentes.

- Flora do Cabo e do Chile: Na costa do Chile e na região norte do cabo da Boa Esperança, a flora assemelha-se à que cobre a região mediterrânea e californiana, principalmente pela presença de Urzes. Ao norte e a leste do Cabo, numa série de transições, a flora passa à dos campos setentrionais africanos e à floresta tropical.

- Flora da Austrália, Madagascar e Outras Ilhas Oceânicas: O grande número de espécies próprias é a principal característica da flora da Austrália, Madagascar e outras ilhas oceânicas. Em Madagascar destaca-se a Árvore do viajante, que acumula água na bainha de folhas enormes, e vários gêneros de Palmeiras. A Austrália tem clima tropical ao norte, quase mediterrâneo ao sul e, na região central, um deserto comparável ao Saara. Apesar disso, existe concordância entre as coberturas vegetais das diversas regiões, com número considerável de espécies e grande variedade do gênero Eucalyptus, Casuarinas e Araucárias.

- Flora do Himalaia e dos Andes tropicais: Na vertente sul do Himalaia, Pteridófitas arborescentes, Bananeiras e altas Palmeiras marcam a paisagem até os dois mil metros de altitude. Lauráceas e Magnoliáceas são encontradas até os 3.700 m e, a partir dessa altitude, a cobertura vegetal passa a ser constituída por uma floresta temperada que, aos 4.900 m, dá lugar a uma vegetação análoga à dos Alpes. Nos Andes tropicais, a vegetação da base é semelhante à do Himalaia. Acima da região das Pteridófitas e Palmeiras vem a floresta tropical, com Carvalhos e Quinas. Dos 2.700 m aos 3.300 m as compostas marcam uma região subalpina de monções. Mais ao alto, a flora lembra a alpina, com Gramíneas em profusão.

- Flora Sino-Japonesa: Embora nos dois países as chuvas sejam regulares e o inverno mais rigoroso, a China e o Japão têm floras que se assemelham, em alguns aspectos, às da Califórnia e do Mediterrâneo. Em grande parte é constituída, porém, de vegetais lenhosos, o que a aproxima das floras tropicais.

- Flora do Saara: Em pleno trópico, a extremamente árida região desértica do Saara se caracteriza pela ausência absoluta de chuvas. A planta característica da região é a Tamareira, que cresce nos oásis. São raras as plantas inferiores e as Gramíneas, embora escassas, são muito resistentes e podem passar ao estado de vida latente.

- Flora dos Alpes Europeus: A exemplo do que ocorre nos Andes e no Himalaia, a cobertura vegetal dos Alpes é organizada em andares. Na base, estão as árvores de folhas caducas. O segundo andar, o subalpino, é coberto por bosques de Pinheiros. A flora mais típica da região é a do andar alpino, com o Pinheiro-negro (Pinus pumilio) e flores como o Jasmim alpino, a Violeta e a Anêmona-dos-alpes.

- Florestas Setentrionais: Características das zonas temperadas, as florestas setentrionais encontram-se logo abaixo da região ártica. Em grande parte substituídas por culturas implantadas pelo homem, nelas estão presentes, sobretudo gimnospermas como o Bálsamo-do-canadá, na América, e muitas espécies de Pinheiros. Entre as angiospermas, há Salgueiros, Bétulas e Choupos, na América, e Carvalhos, Faias, Freixos, Castanheiros, Tílias e Olmos, na Europa e na Ásia. Os campos são em geral constituídos por Gramíneas e Ciperáceas.

- Florestas Tropicais: As florestas tropicais cobrem as regiões que se estendem do Equador ao sul do Brasil, na América; do Saara até 20° de latitude sul, na África, e da área das monções até os limites da flora sino-japonesa, na Ásia e na Oceania. Os Castanheiros-do-pará, Seringueiras, Lianas, Orquidáceas e Bromélias são apenas algumas das espécies características dessas florestas em terras americanas. Nas florestas tropicais da África, as Lianas são menos numerosas e a vegetação apresenta Baobás, Figueiras e numerosas espécies do gênero Acácia.

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cardo-marianoTubérculos: Cardo-Mariano

O caule é um dos dois principais eixos estruturais de uma planta vascular e são classificados em caules aéreos (que por suas vez são divididos em rastejantes, trepadores e eretos, que por sua vez são subdivididos em tronco, haste, estipe e e como), caules subterrâneos (rizomas, tubérculos e bulbos) e caules aquáticos, além de outras adaptações como gavinhas, espinhos e cladódios. A planta é acaule quando o caule é tão contraído que as folhas parecem sair diretamente da raiz, como na Tanchagem. Falsos caules são chamados de cauloma (formado pelas bainhas das folhas), e pseudobulbo (dilatação da base das folhas das orquídeas, ricas em água).

Caules Aéreos
São os mais comuns e desenvolvem-se no ar livre. Podem ser eretos, rastejantes ou trepadores.
- Caules rastejantes ou estolhos: desenvolvem espalhando-se pelo solo, onde fixam por meio de raízes adventícias, como é o caso da melancia;

- Caules trepadores: se desenvolvem subindo num suporte qualquer. Alguns se prende, no suporte por meio de elementos de fixação, que podem ser raízes grampiformes, como na hera, ou gavinhas, como no maracujá e no chuchu. Outros caules se enroscam no suporte sem o auxílio de estruturas de fixação;

- Caules Eretos: São aqueles que crescem perpendicularmente ao solo. Os caules eretos dividem-se em quatro tipos: tronco, haste estipe e colmo.
1 – Tronco: caule cilíndrico e ramificado, característico das árvores grandes, encontra-se em muitas dicotiledôneas; no tronco, os nós e entrenós não são muito visíveis.
2 – Haste: caule mole, geralmente verde e ramificado, a haste é própria de ervas, como a couve.
3 – Estipe: tem a forma cilíndrica e não possui ramos; as folhas saem do topo do caule; é característico da palmeira e aparece em outras monocotiledôneas como o buriti
4 – Colmo: semelhante ao estipe, mas apresenta nós e entrenós bem evidentes; os entrenós podem ser ocos (bambu) ou cheios (cana-de-açúcar)

Caules Subterrâneos
Como resultado de um processo de especialização, partes do sistema aéreo podem encurtar-se ou desenvolver-se horizontalmente sob a superfície do solo, dando origem aos bulbos (como na cebola), tubérculos (batata) e rizomas (gengibre), que são caules subterrâneos ricos em reservas alimentares, bem como agentes da reprodução vegetativa.

Desenvolvem-se sobre o solo. Podem ser de três tipos: rizomas, tubérculos e bulbos.
- Rizomas: são caules que crescem sob a superfície da terra, emitindo ramos ou folhas aéreos. A bananeira, por exemplo, apresenta rizoma; o que vemos fora da terra não é um caule verdadeiro, mas apenas folhas. Outros exemplos: gengibre e samambaia;

- Tubérculos: caule muito conhecido, graças a seu amplo uso como alimento. São formados pelas plantas de rizomas que, em geral, são muito grossos e especializados em acumular material nutritivo. A batata-inglesa, ou batatinha é um exemplo desse tipo de caule;

- Bulbos: são órgãos formados por caule e folhas modificadas. O caule ou é redondo ou pode apresentar a forma de uma placa. Da parte inferior dessa placa saem raízes; da parte superior saem várias folhas, em geral, com acúmulo de reservas. Essas folhas se dispõem de forma a proteger a gema central, localizada no caule. Portanto, uma parte das folhas que envolvem o bulbo também é subterrânea. Algumas plantas dotadas de bulbos, como o Alho e a Cebola, são usados na alimentação.

Caules Aquáticos
Desenvolvem-se dentro da água. Como exemplo temos a elódeia e a Vitória-Régia.

Adaptações dos Caules
Há também outros tipos de adaptação dos caules que tornam possível um melhor desenvolvimento das plantas no meio em que vivem. Entre outras podemos citar:
- Gavinhas: são prolongamentos enrolados do caule, resultantes de ramos modificados e que fixam o vegetal em suportes inicialmente retilínea, a gavinha enrola-se logo que encontra um suporte. Por possuir a forma de mola, a gavinha não se parte com facilidade;

- Espinhos: são órgãos pontiagudos, presos a tecidos mais internos do caule. Servem de proteção a planta. O caule da Laranjeira, por exemplo, apresenta esse tipo de adaptação. Os espinhos também podem ser folhas modificadas;

- Cladódios: são caules que se parecem com folhas, geralmente achatados e verdes. Alguns cladódios como a Figueira-da- Índia e outros cactos armazenam água, são suculentos, e suas folhas estão transformadas em espinhos.

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A fotossíntese é um importante processo pelo qual o vegetal produz o alimento de que necessita, com o suporte da luz solar, gás carbônico e água. A água e os sais minerais absorvidos pelas raízes sobem pelos vasos lenhosos delas e do caule e chegam às folhas. Nas folhas, existe a clorofila, que absorve energia luminosa do sol. Ao mesmo tempo, por meios dos estômatos, o vegetal absorve gás carbônico do ar.

As folhas acabam por sofrer complexas reações químicas por meio destas produzem açucares e outras substâncias que lhes servem de alimento, para isso elas utilizam a energia solar, o gás carbônico do ar e o hidrogênio contido na água retirada do solo. É nesse trabalho que a seiva bruta se transforma em seiva elaborada. A seiva bruta contém águas e sais minerais. A elas são acrescentados os produtos da fotossíntese: a glicose e o oxigênio. Assim, a seiva elaborada desce pelos vasos liberianos, sendo distribuída para todas as partes da planta.

O açúcar produzido na fotossíntese pode ter caminhos diferentes. Uma parte, pode ser levada pelos vasos liberianos para as outras partes da plantas, principalmente as não clorofiladas, que não são capazes de produzir seu alimento. Uma segunda parte pode ser utilizada pela própria célula que a produziu, para obter energia durante o processo de respiração. Finalmente, uma terceira parte pode ser armazenada na forma de amido.

Durante a fotossíntese, a planta produz moléculas de oxigênio a partir das moléculas de água que ela retira do solo. Esse oxigênio, liberado para a atmosfera, é utilizado pelos seres vivos no processo de respiração. A fotossíntese só pode ser realizada na presença de luz, inclusive com a presença de luz artificial.

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