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Posts para categoria ‘Pragas e Doenças’

roseira

As roseiras são flores lindas para decorar um jardim, mas por vezes são atacadas por pragas e doenças que convém resolver rapidamente. Para as roseiras manterem sempre um aspeto magnífico, é necessário que sejam cuidadosamente tratadas. Conheça quais são os problemas mais comuns que afetam as roseiras e como resolvê-los.

Das pragas e doenças principais que podem afetar as roseiras, destacam-se os seguintes:
A Mancha Negra
Nas roseiras, a Mancha Negra começa a manifestar-se quando as franjas das folhas menores adquirem uma coloração preta e acastanhada que vai levar à sua queda. Os seus sintomas principais revelam-se na parte inferior das plantas e, com o passar do tempo, acabam por se espalhar pelo corpo todo. Este fungo é muito comum nas épocas de clima quente e úmido e, como tal, é necessário prevenir-se de uma forma a tempo e conveniente.
Como tratar a Mancha Negra
Se o seu jardim estiver afetado, é necessário livrar-se de todas as folhas que já possam estar contaminadas, para que estas não contagiem as restantes. Posteriormente, deve utilizar um spray de óleo de sódio e pulverizar as roseiras com o intuito de protegê-las e salvaguardar de outros eventuais ataques.

O Oídio
O Oídio apresenta manchas de filamentos brancos de fungos e esporos que deformam as folhas das plantas, os novos brotos e os respectivos caules. Trata-se de um fungo muito peculiar que se fortalece com o ar úmido mas, ao contrário de outros fungos ou doenças que afetam as rosas, este precisa de folhagem seca para se estabelecer e atacar.
Como tratar o Oídio
Para se livrar do Oídio e cuidar corretamente da saúde das suas plantas, deve regá-las com regularidade. Contudo, tenha em atenção que a rega deve ser efetuada de cima para baixo, preferencialmente na parte da manhã, de modo a retirar todos os esporos fúngicos e a reduzir ao máximo a possível infecção. Para os casos mais graves, é necessário aplicar um fungicida próprio sobre as plantas afetadas, como o triforine ou benomyl. Estes produtos podem ser adquiridos numa casa de jardins especializada e são fáceis de utilizar.

A ferrugem
A ferrugem é um dos problemas principais que afeta a saúde e o bem-estar de uma roseira. Ela começa a ser notada quando as folhas ganham pequenas manchas amarelas nas laterais e na sua superfície. Em casos mais avançados de ferrugem, as folhas amarelas não conseguem recuperar a sua pigmentação inicial e acabam por cair. Tenha em atenção que os dias quentes, as noites frias e a umidade incentivam o aparecimento desta doença fúngica que se propaga pelos esporos.
Como tratar a ferrugem
Quando as folhas com ferrugem caem no chão, elas devem ser imediatamente recolhidas, caso contrário a grama do jardim pode ficar queimada e a terra de cultivo pode perder os seus nutrientes principais. Para que isso não aconteça, faça uma manutenção regular do seu jardim e retire todas as folhas que apresentem qualquer sinal de ferrugem. Durante a estação de crescimento, deve aplicar um spray de enxofre, um fungicida ou um pesticida orgânico para que a planta possa crescer de uma forma saudável e consistente, sem qualquer vestígio de ferrugem.

Os afídeos
Os afídeos são pequenos agrupamentos de insetos de cor verde, vermelha, rosa ou preta que se encontram na superfície e nas laterais das novas folhas e brotos de uma planta. Existem cerca de 250 espécies distintas e a sua forma de atuação passa por absorver a seiva das plantas, servindo como vetor de transmissão do vírus.
Como tratar os afídeos
Os afídeos são uma das pragas que mais preocupam os agricultores e silvicultores, uma vez que afetam diretamente o rendimento das plantas, retirando-lhes a sua seiva. A saúde dos caules, folhas, flores, frutos e das raízes fica seriamente comprometida e daí podem resultar inúmeros prejuízos. Para infestações mais pesadas, é necessário aplicar um jato forte de água ou pulverizar a planta com água e sabão, com o intuito de desalojar a respectiva praga.

Os ácaros
Os ácaros são insetos praticamente invisíveis que se situam nas extremidades das plantas e, na maioria das vezes, a sua presença só é notada pela existência de teias muito delicadas. À semelhança dos afídeos, eles absorvem a seiva das plantas e ao fazê-lo as folhas adquirem uma tonalidade amarelada.
Como tratar dos ácaros
Os ácaros representam uma grande ameaça para a saúde humana, uma vez que são os principais responsáveis por quadros de alergia respiratória como a rinite alérgica e a asma. Para que isto não se suceda, é fundamental pulverizar as folhas das plantas com água logo no início da manhã. Para as grandes infestações de ácaros, é necessário pulverizar as plantas com um inseticida de água e sabão ou óleo de verão.

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gerânios

Broca do gerânio (Cacyreus marshalli)
É uma praga originária do sudeste de África e que se acredita ter entrado na Europa na forma jovem, escondida no interior de gerânios advindos da África. Essa praga se alimenta exclusivamente de plantas pertencentes à família de Geraniaceae, afetando todas as variedades cultivadas do Geranium, sendo especialmente prejudicial para as variedades “grandiflora” e “capitatum”.

Essa praga é um lepidóptero pertencente à família Lycaenidae. O adulto é uma mariposa de vôo diurno, com asas de coloração marrom e parte superior branca nas bordas. Seus ovos são brancos, circulares e aplainados, depositados normalmente nas sépalas e nas brácteas do gerânio.  As lagartas apresentam quatro estágios larvais, apresentando no primeiro estágio, coloração branca com tonalidade esverdeada e três franjas rosadas e possuindo pêlos de cor branca ao longo de todo o corpo à exceção da zona ventral. À medida que vão mudando de fase, a cor da lagarta vai passando a ser mais esverdeada e suas franjas rosadas vão se tornando mais aparentes. Suas crisálidas também são peludas e de coloração verde, se tornando marrom de 1 a 2 dias antes da eclosão do adulto.

Se o ovo for depositado na bráctea do gerânio, a lagarta se introduz imediatamente dentro do casulo da flor, alimentar-se de seus vasos e tecidos. Se o ovo for depositado em uma folha, a lagarta inicia uma galeria abaixo da epiderme, alimentando-se no parênquima foliar.

O gerânio assim que floresce apresenta folhas e brotos mortos  devido à ausência da seiva. A duração média do ciclo completo dessa praga é de 62 dias a temperatura de 20ºC e de 33 dias a temperatura de 30ºC.

O controle dessa praga é dificultado pela ausência de inimigos naturais fora do Sudeste da África, o que acaba por favorecer sua rápida disseminação quando em condições favoráveis de temperatura. Desse modo, uma das melhores maneiras de controle dessa praga seria o uso de material vegetal com procedência.

Ácaro vermelho (Tetranychus urticae)
Alimentam-se da seiva que extraem das folhas mediante seu aparato bucal chupador. O principal sintoma da presença dessa praga é o aparecimento de pequenos pontos marrons amarelados. Posteriormente as folhas se encarquilham, secam e finalmente caem. Se o ataque for muito forte, a planta inteira amarela e logo acaba morrendo.

Como controle, recomenda-se efetuar os tratamentos durante o inverno, já que a praga nesse período permanece inativa, além disso pode-se usar controle químico com acaricida.

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Gerânios (Pelargonium_X_hortorum.jpg)

Mancha Foliar do Gerânio (Alternaria alternata)
Esta doença aparece mais freqüentemente em condições estressantes para  a planta. Os sintomas se manifestam por pequenos pontos aquosos nas folhas mais velhas. Quando os pontos amadurecerem, seus centros parecem afundados, da cor marrom e com 2-3 mm de diâmetro podendo apresentar também halos amarelos difusos. Posteriormente os pontos aparecem no feixe das folhas.

Como controle deve-se retirar e eliminar as folhas infectadas para se reduzir o inóculo, além de se evitar o stress provocado por grandes flutuações de temperatura e também evitar períodos prolongados da umidade nas folhas. O controle químico se mostra também muito eficiente quando realizado no início da doença.

Ferrugem (Puccinia pelargonii-zonalis)
Trata-se de uma doença específica do gerânio, que ataca sobre tudo o Pelargonium zonale. Os sintomas começam com manchas brancas ou amareladas na face superior da folha. Com o tempo essas manchas evoluem para pústulas cloróticas nas folhas. A identificação e o combate neste estágio são importantes para o sucesso e para evitar que a doença se espalhe.

De 10 a 14 dias após a infecção, estas pústulas se tornam de coloração marrom em forma circular abaixo das folhas. Estas manchas circulares contêm os esporos altamente contagiosos que se espalham pelo toque, pela água ou pelo ar. As folhas muito infectadas se tornam totalmente cloróticas, chegando a cair, fazendo com que a planta não possa ser comercializada.

Como controle pode ser feito com o uso de fungicidas específico para a ferrugem. Produtos a base de Mancozeb, Triodimetol, Azoxystrobin, Kresoxim-Methil, Myclobutanil e Propicanazole são usados na produção comercial com acompanhamento técnico de um agrônomo responsável. Além disso, as plantas já infectadas devem ser descartadas e a entrada de novas plantas deve ser inspecionada para se evitar a entrada novamente desse patógeno na área de produção do gerânio.

Botrytis (Botrytis cinerea)
Os sintomas são manchas mais ou menos localizadas com frutificação típicas do fungo. Dissemina-se rapidamente em condições de elevada umidade, especialmente sobre as flores.

O controle químico pode ser realizado com produtos a base de Iprodione, Diclofluanida, Vinclozalina, entre outros. As folhas devem ser conservadas secas para reduzir o potencial de germinação dos uredosporos.

Pythium (Pythium sp.)
Provoca podridões dos caules e raízes apresentando como resultado amarelecimento, raquitismo e o murchamento das partes aéreas da planta. Como controle preventivo, deve-se tratar as plantas com produtos químicos específicos para controle do Pythium. Inspeções ocasionais das raízes das plantas podem facilitar na detecção desse patógeno.

Verticillium (Verticillium albo-atrum)
Os sintomas se semelhantes à  manifestação de stress hídrico: raquitismo, murchamento das folhas, folhas cloróticas. Os sintomas começam geralmente nas folhas inferiores na planta e avançam para as folhas da parte de cima do gerânio. Uma característica desta doença é que os sintomas podem ser desenvolvidos em apenas um lado da planta.

Como controle devem-se destruir as plantas que apresentarem os sintomas da doença.

Crestamento Bacteriano (Xanthomonas campestris pv. pelargonii)
Os sintomas começam com manchas oleosas e quando a temperatura e a umidade são favoráveis para essa bactéria, ocorre a destruição de toda a planta. São comuns também o surgimento de folhas com necrose iniciada na margem, amarelecimento e retorcimento total das folhas que depois secam, mas não caem.

Como controle, devem-se  eliminar as plantas infectadas e hospedeiras da bactéria da área de cultivo do gerânio.

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Ansellia-Africana

A melhor maneira de preservar a saúde das plantas é proporcionar-lhes boas condições de desenvolvimento, pois os problemas, na sua maioria, têm origem em cuidados inadequados. Assim, se lhes parece que uma planta não está bem, verifique as suas necessidades culturais no Índice deste site para se certificar de que não está a negligenciar, involuntariamente, algumas das suas exigências. Há, no entanto, que distinguir entre doenças e pragas. Grande parte das doenças resulta de um cultivo deficiente, e as suas causas mais comuns são factores como um ar excessivamente seco ou húmido, a falta de arejamento entre as plantas demasiado próximas e excesso de água. De uma maneira geral, é fácil tratar esses problemas uma vez detectados. É, porém, mais difícil proteger as plantas de interior da enorme variedade de pragas susceptíveis de as atacarem.

A primeira medida a tomar na luta contra as pragas consiste em isolar as plantas recém-adquiridas num quarto por duas ou três semanas, durante as quais podem ser tratadas com um insecticida para todos os fins. Se o espaço disponível não permitir o isolamento, as novas plantas devem ser pelo menos cuidadosamente examinadas, não apenas para detectar os pequenos insectos, mas também as lesmas e os caracóis, que, desenvolvendo-se, as podem destruir totalmente. Quanto às plantas que já possui, é conveniente observá-las regularmente para verificar se existem sinais de praga.

Limpeza – É indispensável manter as folhas livres de pó e de resíduos de poluição, pois, além de se melhorar a aparência da folhagem, impede-se também a obstrução dos poros através dos quais as plantas respiram. A frequência com que uma planta necessita de ser limpa varia, obviamente, com a sua localização. Numa zona industrial, as folhas depressa ficam sujas, gordurosas e descoloridas, a menos que sejam bem lavadas cada uma ou duas semanas. Em algumas zonas rurais ou do litoral, podem decorrer meses até que apareça pó. Por outro lado, certos tipos de pragas causadas por organismos vivos são mais susceptíveis de ocorrer no campo do que na cidade.

A maioria das plantas de pequenas dimensões pode beneficiar de uma leve pulverização com água. Para evitar molhar os móveis, faça-o no exterior, mas, se não for possível, utilize  a banheira ou lavatório. A pulverização deve ser ligeira e com água à temperatura ambiente. Por vezes, a maneira mais fácil de limpar a folhagem de uma planta pequena é mergulhá-la na água. Se lhe parecer aconselhável, utilize água em que dissolveu um pouco de sabão e passe as folhas por água limpa. Evite usar detergente. Quando se tratar de plantas de folhas muito grandes ou que pelas suas dimensões se tornem difíceis de transportar, lave cada folha separadamente com uma esponja ou pano macio.

Ao lavar as folhas, segure-as por baixo com uma das mãos e com a outra passe a esponja ou o pano levemente pela sua superfície. A página inferior não requer geralmente tantos cuidados como a superior, pelo que pode limpá-la mais ligeiramente. Depois de lavar uma planta, não deixe água nas folhas, nos gomos dos ramos ou nas bainhas das folhas, pois essa umidade residual pode queimá-las ou causar-lhe podridões. Há quem pense que limpar as folhas com leite, cerveja ou óleo vegetal fará melhorar a sua aparência. Não é, no entanto, aconselhável usar esses produtos, que podem ser mais prejudiciais que benéficos. O mesmo se pode afirmar em relação aos produtos comerciais que dão brilho às folhas, quer sejam aplicados com um pano, quer por aerosol. Efetivamente, estes produtos conferem à planta um brilho pouco natural, e alguns deles descoram mesmo a folhagem, especialmente se aplicados a baixas temperaturas. Se usa algum destes produtos, faça-o com pouca frequência, e nunca corra o risco de obstruir os estomas aplicando o produto na página inferior das folhas.

Sempre que examinar e limpar as plantas, procure no vaso e na mistura quaisquer indícios de problemas. Por exemplo, se à superfície da mistura se desenvolveu uma crosta branca, pode ser sinal de que a planta tem sido excessivamente regada ou adubada. Os depósitos brancos no exterior dos vasos de barro são um sinal provável do mesmo tipo de problema. A existência de limos ou de uma vegetação diminuta à superfície da mistura pode indicar excesso de água ou drenagem deficiente.

As doenças resultam da invasão das células das plantas por organismos microscópicos, como fungos e bactérias. Além de dispensar às plantas os cuidados apropriados, a melhor maneira de prevenir qualquer infecção é evitar que a água permaneça sobre as folhas e separar convenientemente as plantas uma das outras. As doenças são contagiosas. Arranque as folhas e as flores mortas ou que lhe pareçam doentes logo que as detecte. Uma vez que o tecido danificado é susceptível de infectar e contagiar, esteja com atenção a esses tecidos. Se começar a decompor-se, corte-o com uma lâmina bem limpa, deixe secar a “ferida” e pulverize-a com fungicida. Para evitar o alastramento da infecção, utilize produtos químicos e antibióticos. Use mistura de envasar estéril para minimizar o risco de doença das raízes.

Podridão do pé
Esta doença, também conhecida por pé negro, é provocada por um fungo. Os caules das plantas atacadas tornam-se negros e a base apodrece.
Prevenção e tratamento –  A podridão do pé deve-se frequentemente a excesso de água ou ao uso de uma mistura de envasar ou para enraizamento que retém demasiadamente a água. Utilize vasos porosos e uma mistura a que se adicionou um pouco de areia. Se num vaso só uma das estacas está infectada, deite-a fora e regue a mistura com uma solução de quintozeno. As zonas afetadas não recuperarão, mas poderá usar as partes saudáveis para novas estacas. Para reduzir o risco de infecção da podridão do pé, introduza as extremidades cortadas num fungicida.
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Nomes comuns da doença: mofo-cinzento

Agente causal: Botrytis cinerea

Sintomatologia: Causa prejuízos sérios, sobretudo nas hastes e pétalas florais, decorrentes de minúsculas pintas negras que evoluem para manchas circulares castanhas a negras, recobertas por massas pulverulentas de coloração cinza (esporos do fungo). Em algumas espécies a região de colonização dos tecidos vegetais pelo fungo poderá resultar na formação de “ilhas verdes” (pigmentação), como por exemplo, em pétalas de Phalaenopsis.

Práticas de manejo: O controle preventivo é obtido pela manutenção de ventilação satisfatória no orquidário. Evitar efeito abrasivo de ventos fortes. Emprego de irrigação direcionada ao sistema radicular. Remoção e queima de hastes e flores doentes ou em senescência. Pulverização com fungicida tiofanato metilico ou clorotalonil.

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mosca branca

Nome Popular: Mosca-branca
Nome Científico: Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii
Partes Afetadas: Toda a planta, principalmente folhas e botões.
Sintomas: Folhas enrugadas com coloração amareladas, amadurecimento irregular de frutos, presença de fumagina. Redução de floração.

A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns.

A mosca-branca é muito pequena, medindo de 1 a 2 milímetros e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto.
Quando jovens, são pequenos pontos brancos grudados na parte de baixo da folha. Adultas, como o próprio nome diz, viram pequenas moscas brancas.

Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

Aparecem primeiro na parte inferior das folhas e depois se espalham Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, depositam toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais que permitem o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

O controle de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas, principalmente em culturas como soja e feijão. Em áreas menores como de hortaliças e ornamentais sugere-se o controle preventivo. A aquisição de mudas sadias, erradicação rápida de plantas doentes e restos culturais são ações que evitam a infestação por mosca branca. Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Realizando prevenção e/ou controle químico racional,  podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

Solução caseira: cultivo de plantas repelentes no jardim.

Soluções químicas: produtos com os princípios lambda cyalothrin, D.D.V.P., malathion ou delthametrina.

Soluções naturais: Beauveria bassiana (Bovenat PM), Metarhrizium anisopliae (Metanat PM), óleo de neem (Natuneem) ou Bio Soup.

Plantas repelentes
Plante algumas destas espécies nos cantos do jardim: hortelã, urtiga, gerânio ou cravo-de-defunto.

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Rhynchophorus ferrugineus

O Rhynchophorus ferrugineus é um coleóptero da família dos curculionídeos, originário das zonas tropicais, da Ásia e Oceania. A sua expansão iniciou-se no Médio Oriente entre as décadas de 80 e 90.
Os hospedeiros principais são a Palmeira-das-Canárias, a Palmeira-tamareira e a Palmeira-de-leque.
Os sintomas advêm da atividade alimentar das larvas no interior das palmeiras e quando detectados numa fase avançada a planta não tem capacidade de recuperar.

Os sintomas podem ser:
- Folhas desprendidas da coroa;
- Orifício e galerias na base das folhas com larvas ou casulos;
- Coroa desguarnecida no topo devido ao amarelecimento e seca das folhas centrais;
- Folíolos de folhas novas seccionados em ângulo ou com pontas truncadas a direito;
- Amálgama de fibras cortadas e úmidas com cheiro fétido.

A luta contra a disseminação desta praga é particularmente difícil em virtude do inseto desenvolver-se no interior da planta o que lhe confere proteção contra a ação dos inseticidas.

A estratégia de luta passa fundamentalmente por:
- Detectar as palmeiras infestadas;
- Destruir cautelosamente as mesmas, incinerando-as;
- Realizar tratamentos nas palmeiras vizinhas sem sintomas;
- Capturar os insetos adultos com armadilhas.

Os tratamentos fitossanitários só devem ser feitos por pessoas ou entidades devidamente credenciadas para o efeito. As podas devem restringir-se apenas ao material seco, de modo a não atrair o inseto.

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podridão mole

Nomes comuns da doença: Podridão-mole
Agente causal: Pectobacterium carotovora

A doença
É a principal doença bacteriana das orquídeas. Essa bactéria produz enzimas pectinolíticas, que degradam pectatos de cálcio da lamela média junto à parede celular, sob umidade elevada, sendo frequentes em Phalaenopsis, Cattleya e Laelia

Sintomas
As lesões ocorrem inicialmente nas folhas, sob a forma de anasarca (encharcamento dos tecidos), e ao atingirem o pseudocaule causam a morte da planta.

Práticas de manejo
Emprego de irrigação que evite acúmulo de água, especialmente em Phalaenopsis, cujas folhas formam ângulo de inserção com o caule próximo a 900.
Evitar ferimentos durante tratos culturais. maior espaçamento possível entre planta.
Efetuar adubação equilibrada e rica em cálcio.
Remoção e queima de folhas infectadas.
Isolamento e terapia de plantas doentes com pulverizações à base de cobre.

farol

Podridão negra

Podridão Negra Bacteriana – causada por um ou mais espécies de bactérias do gênero Erwinia. Não é muito freqüente no Brasil. É extremamente letal, causando surgimento de manchas negras, com aspecto aquoso e cheiro repulsivo. É de desenvolvimento rápido, tomando conta da planta em poucas semanas, levando-a à morte. Muitas vezes provoca um colapso da estrutura das folhas, ficando totalmente amolecidas e murchas.

Podridão Negra – causado por dois tipos de fungos que vivem no solo (Pythium ultimun e Phytophtora cactorum), é a doença fúngica mais conhecida no Brasil. Caracteriza-se por manchas escuras, geralmente nos rizomas e pseudobulbos, de consistência mole, e que crescem até provocar a morte da planta.

Muitas vezes inicia o ataque pela junção das folhas com pseudobulbos, derrubando a folha ainda verde. Nos coletivos, é a principal causa de morte, chegando a liquidar todas as plantas do vaso em poucos dias. Embora o controle seja difícil na planta já contaminada, pode separá-la das demais, cortar as partes atacadas, polvilhando um anticéptico em pó ou canela em pó. e pulverizando a planta com um fungicida sistêmico a cada 30 dias por 3 meses. Pulverizar também as plantas que estavam próximas da planta atacada.

A podridão negra é uma doença que no meio orquidófilo tem gerado muita polemica e consequentemente pesquisa para se conseguir a cura.

Nas pesquisas foi observado que esta doença se manifesta em duas ocasiões: primeiro, quando a umidade do ar está muito elevada e as plantas estão completamente expostas à chuva e em segundo lugar, as plantas são bastante regadas no horário matinal e estão em local não ventilado o que faz com que a umidade se mantenha por muito tempo. Quando isto acontece o calor emitido pelos raios solares aquecem a planta que ao atingir uma temperatura em torno de 28º C propiciam um ambiente ideal para a eclosão de fungos (as estufas são locais ideais para esta condição).

Para combater
1º – Mantenha suas plantas arejadas e longe de umidades excessivas.
2º – Procure sempre regá-las à noite (quando a planta absorve melhor) ou muito cedo da manhã (entre 05 e 07 h do dia).
3º – Só aplique adubos, hormônios e defensivos agrícolas durante a noite (são melhor aproveitados) e no máximo na proporção indicada pelo fabricante, nunca para mais nem uma gota ou grama. Se possível divida a quantidade pelo período recomendado e aplique diariamente dando no mínimo um intervalo de descanso para nova aplicação do dobro de dias que foi aplicado.
4º – Se a doença aparecer na folha, corte-a imediatamente junto ao pseudobulbo (utilizando para isto um bisturi novo que pode ser adquirido na farmácia ou uma tesoura de poda devidamente esterilizada em uma solução de 70% de álcool e30% de água) e queime a folha cortada.
5º – Se a doença aparecer no Pseudobulbo ou rizoma, deixe o coração de lado e proceda a incineração da planta, pois nesta condição não há salvação.
6º – Acostume-se: a só utilizar para corte material esterilizado, a evitar que a água da rega que derrama da planta de cima caia diretamente na planta que esteja logo abaixo, a manter as plantas em local arejado ou de temperatura amena.

Recomendações: Use Pó de canela, Cicatrene etc. apenas para evitar a entrada de novos fungos ou bactérias nos locais de corte, pois os mesmos são apenas agentes preventivos e cicatrizantes, não servindo como remédio para cura de nenhuma doença.

chuvas

PULGÃO-PRETO-DO-COQUEIRO
Nome Popular:
Pulgão-preto-do-coqueiro.
Nome Cientifico: Cerataphis lataniae Boisduval.

Características: Esse pulgão tem o formato circular, mede cerca de 2 mm de diâmetro, tem a coloração quase preta e locomoção lenta, podendo ser de forma alada ou sem asas. Os maiores danos do pulgão são decorrentes do ataque à inflorescência em formação, retardando seu desabrochamento. Esse tipo de ataque estimula a exploração das flores por pequenos curculionídeos e microlepidópteros. Em coqueiro-anão o ataque desse pulgão manifesta-se com mais severidade do que nas demais variedades.

Como combater: Corte 20 cm de fumo e deixe de molho durante 1 dia em 1/2 litro de água. Para aplicar sobre as plantas, utilize 3 a 5 colheres de sopa desse preparado diluído em 1 litro de água. Sendo a nicotina volátil, não se recomenda o uso desta solução após 8 horas do preparo.

LAGARTA-DAS-FOLHAS
Nome Popular:
Lagarta-das-folhas.
Nome Cientifico: Spodoptera eridania.

Característica: Cabeça castanho-avermelhado, corpo com listras longitudinais marrom-escuras e claras, recoberto por fina pilosidade, podendo atingir de 6,0cm a 8,0cm de comprimento.

As lagartas vivem em grupo na copa do coqueiro, dentro de um ninho (saco) construído pela união de vários folíolos, onde permanecem abrigadas durante o dia. As lagartas são facilmente detectadas pelo desfolhamento da planta, presença de ninhos e de excrementos no chão.

Como combater: Pulverize com extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas. Outro cuidado é o esmagamento dos ovos nas folhas ou a catação manual das lagartas. Com cuidado de usar luvas grossas para evitar queimaduras. Numa garrafa de 1 litro, misture 50 g de fumo de rolo picado e pimenta malagueta. Complete com água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize.

FORMIGA CORTADEIRA
Nome Popular:
Formiga cortadeira.
Nome Cientifico: Acromyrmes spp.

Característica: As formigas cortadeiras quenquéns e saúvas, cultivam o seu próprio alimento, os fungos, e causam danos às plantas. As saúvas cortam quase todos os tipos de material vegetal fresco, incluindo flores, frutos, folhas e caules. Consideradas os maiores herbívoros, pode induzir a mortalidade de árvores inteiras através do corte de um percentual elevado de suas folhas, além de influenciar a regeneração de muitas espécies de plantas através do corte de flores e da predação e dispersão de sementes.

Como combater: Pique uma xícara (chávena) de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos!)
Acrescente 2 litros de água.
Deixe de molho na água por 2 ou 3 dias ou ferva por 15 minutos.
Acrescente sabão em pó ou lascas de sabão, misture e filtre.
Durante a estação seca, aplique uma vez por semana. Durante a estação das chuvas, aplique três vezes por semana.

ÁCARO DA FERRUGEM
Nome Popular:
Ácaro da ferrugem.
Nome Cientifico: Plyllocoptruta oleivora.

Característica: O ácaro da ferrugem tem coloração amarelada em formato de vírgula, sendo uma praga quase invisível a olho nu, porque mede 0,16mm de comprimento. Essa praga, considerada primária, danifica ramos, folhas e frutos. Seus danos a princípio são desapercebidos, mas ao decorrer do tempo, acabam resultando em sérios prejuízos à produção.Quando for encontrado 30% dos frutos com 5 ou mais ácaros por centímetro quadrado, ou quando 10% dos frutos estiverem com 20 ou mais ácaros, sugere-se pulverizar.

Como combater
2 litros de água
1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido)
8 litros de óleo mineral

Modo de fazer
Pique o sabão (se for em pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50g pasta em água morna e dilua tudo em 3 litros de água.

TRAÇA DAS FLORES DE COQUEIRO
Nome Popular:
Traça das flores do coqueiro.
Nome Científico: Ephestia cautella.
Multiplicação: por ovos.

Característica: têm coloração acinzentada,medindo cerca de 15 a 20 mm de envergadura. As asas anteriores apresentam duas manchas amareladas. Ataca frutas maduras de nogueiras, cocos, amêndoas de babaçu e outras palmáceas, farinha de soja e vagens de amendoim. É conhecida como traça-do-cacau, em virtude de atacar severamente as amêndoas do cacau.

Como combater
100g de fumo em corda, 1 litro de álcool e 100g de sabão.
misture 100g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100g de sabão e deixe curtir por 2 dias.

Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.

MOSCA-DA-FRUTA
Nome Popular:
Mosca da fruta
Nome Científico: Anastrepha spp.
Multiplicação: por ovos

Característica: mosca que mede cerca de 6,5 mm de comprimento, apresentando coloração amarela. As moscas-das-frutas produzem danos de grande proporção às culturas de mamão, citros, maçã, maracujá, nectarina, nêspera, pêra, acerola e ameixa. Os frutos atacados pelas moscas apresentam sintomas bem característicos: em volta do local onde foi feita a postura aparece um halo com aproximadamente 2 cm de diâmetro e coloração escura. Quando as larvas nascem, este halo vai ficando com cor acastanhada devido ao apodrecimento da casca. É exatamente aí, sobre esses tecidos destruídos, que se desenvolvem certos fungos.

Como combater
1 kg de sabão picado + 3 litros de querosene + 3 litros de água. Preparo: derreta o sabão picado numa panela com água. Quando estiver completamente derretido, desligue o fogo e acrescente o querosene mexendo bem a mistura.

Aplicação: em seguida, para a sua utilização, dissolva 1 litro dessa emulsão em 15 litros de água, repetindo a aplicação com intervalos de 7 dias. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

LESMA
Nome Popular:
Lesma
Nome Científico: Vaginulus sp.
Multiplicação: por ovos

Característica
É um molusco de corpo achatado,úmido e de coloração parda
No cultivo de diversas espécies de flores, as lesmas se alimentam das flores e folhas e em hortaliças, atacam as partes mais tenras, flores, folhas e raízes, o que prejudica sua aparência e partes da planta a serem consumidas. Isso inviabiliza as plantas comercialmente, causando grandes prejuízos aos produtores.

Como combater
Tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratados pelo sal.

BROCA-DO-OLHO-DO-COQUEIRO
Nome Popular:
broca do olho do coqueiro.
Nome Científico: Rhynchophorus palmarum.
Multiplicação: por ovos.

Característica: besouro preto de 45 a 60 mm de comprimento.
O coqueiro e outras palmeiras como o dendê, durante o corte da folha e da colheita, liberam cheiro característico que atrai o besouro.No coqueiro doente as folhas murcham e amarelecem, os folíolos secam. Com o avanço da doença, as folhas mais velhas ficam penduradas e presas. As folhas mais novas permanecem eretas formando um tufo. As plantas mortas ficam totalmente desfolhadas e pode ocorrer queda dos frutos.

Como combater
Com o uso de uma armadilha confeccionada com um balde de plástico com tampa reta ou levemente côncava e capacidade para 50 e até 100 litros. Na tampa do balde devem ser abertos 3 ou 4 furos de aproximadamente 6 cm de diâmetro equidistantes entre si. Em cada furo coloca-se um funil: a extremidade mais aberta é presa nas bordas do furo. No interior do balde devem ser colocados 30 a 40 toletes de cana-de-açúcar amassados, visando maior rapidez no processo de fermentação da cana.
De 15 em 15 dias os toletes de cana devem ser trocados.Os insetos coletados devem ser retirados do balde e mortos manualmente.

BICHO FURÃO
Nome Popular:
bicho furão
Nome Científico: Ecdytolopha aurantiana
Multiplicação: por ovos

Característica: mariposa,com uma coloração marrom-escura.
Embora tenha preferência por frutos maduros, atacam também frutos verdes. O ataque provoca a perda total do fruto, que cai e apodrece. Ataca mais intensamente entre os meses de novembro e março.

Como combater
100 ml de solução sulfocálcica (lojas de produtos agropecuários)
10 litros de água.
Misture bem e pulverize as plantas atacadas uma vez a cada 15 dias. Em época de chuvas, deve-se aplicar uma vez por semana. Pode ser armazenada por 6 a 12 meses fora do contato com ar e a luz.

Aplicação:
Deve-se utilizar o Equipamento de Proteção Individual. Após a aplicação, tanto o Equipamento de Proteção como o de pulverização devem ser lavados com uma solução de 10% de vinagre ou limão para cada litro de água.

BICHO-DA-MAÇÃ
Nome Popular:
bicho da maçã.
Nome Científico: Cydia pomonella.
Multiplicação: Por ovos.

Característica: Com coloração acinzentada e uma mancha circular escura rodeada de escamas avermelhadas.
Ataca principalmente a maçã e a pêra.Os frutos atacados apodrecem e caem precocemente.Fica camuflada no interior da copa, em locais mais escuros das árvores, entrando em atividade quando a temperatura se eleva acima de 10 a 15,5ºC.São depositados na face superior das folhas ou sobre os frutos,um ovo por folha ou fruto.

Como combater
Colocar 100 g de fumo de corda cortado em pedacinhos em 1 litro de álcool mantendo abrigado da luz por alguns dias.

Filtrar espremendo em pano e guardar o extrato em garrafa escura.
Para melhor conservação é recomendado acrescentar 4 gramas de fenol por litro de extrato.

Aplicação
Para pulverizar nas plantas, na hora de usar, misturar 200 ml do extrato com 200 g de sabão e dez litros de água. O sabão quanto mais forte (alcalino) melhor, o qual deverá ser cortado em pequenos pedaços e dissolvido em água quente antes de adicionar a mistura.
É tóxico para o ser humano e pode afetar os inimigos naturais. O seu preparo e aplicação requerem cuidados. A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias após a aplicação do fumo.

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