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  • Archive for the ‘Pragas e Doenças’ category

    Podridão negra

    Podridão Negra Bacteriana – causada por um ou mais espécies de bactérias do gênero Erwinia. Não é muito freqüente no Brasil. É extremamente letal, causando surgimento de manchas negras, com aspecto aquoso e cheiro repulsivo. É de desenvolvimento rápido, tomando conta da planta em poucas semanas, levando-a à morte. Muitas vezes provoca um colapso da estrutura das folhas, ficando totalmente amolecidas e murchas.

    Podridão Negra – causado por dois tipos de fungos que vivem no solo (Pythium ultimun e Phytophtora cactorum), é a doença fúngica mais conhecida no Brasil. Caracteriza-se por manchas escuras, geralmente nos rizomas e pseudobulbos, de consistência mole, e que crescem até provocar a morte da planta.

    Muitas vezes inicia o ataque pela junção das folhas com pseudobulbos, derrubando a folha ainda verde. Nos coletivos, é a principal causa de morte, chegando a liquidar todas as plantas do vaso em poucos dias. Embora o controle seja difícil na planta já contaminada, pode separá-la das demais, cortar as partes atacadas, polvilhando um anticéptico em pó ou canela em pó. e pulverizando a planta com um fungicida sistêmico a cada 30 dias por 3 meses. Pulverizar também as plantas que estavam próximas da planta atacada.

    A podridão negra é uma doença que no meio orquidófilo tem gerado muita polemica e consequentemente pesquisa para se conseguir a cura.

    Nas pesquisas foi observado que esta doença se manifesta em duas ocasiões: primeiro, quando a umidade do ar está muito elevada e as plantas estão completamente expostas à chuva e em segundo lugar, as plantas são bastante regadas no horário matinal e estão em local não ventilado o que faz com que a umidade se mantenha por muito tempo. Quando isto acontece o calor emitido pelos raios solares aquecem a planta que ao atingir uma temperatura em torno de 28º C propiciam um ambiente ideal para a eclosão de fungos (as estufas são locais ideais para esta condição).

    Para combater
    1º – Mantenha suas plantas arejadas e longe de umidades excessivas.
    2º – Procure sempre regá-las à noite (quando a planta absorve melhor) ou muito cedo da manhã (entre 05 e 07 h do dia).
    3º – Só aplique adubos, hormônios e defensivos agrícolas durante a noite (são melhor aproveitados) e no máximo na proporção indicada pelo fabricante, nunca para mais nem uma gota ou grama. Se possível divida a quantidade pelo período recomendado e aplique diariamente dando no mínimo um intervalo de descanso para nova aplicação do dobro de dias que foi aplicado.
    4º – Se a doença aparecer na folha, corte-a imediatamente junto ao pseudobulbo (utilizando para isto um bisturi novo que pode ser adquirido na farmácia ou uma tesoura de poda devidamente esterilizada em uma solução de 70% de álcool e30% de água) e queime a folha cortada.
    5º – Se a doença aparecer no Pseudobulbo ou rizoma, deixe o coração de lado e proceda a incineração da planta, pois nesta condição não há salvação.
    6º – Acostume-se: a só utilizar para corte material esterilizado, a evitar que a água da rega que derrama da planta de cima caia diretamente na planta que esteja logo abaixo, a manter as plantas em local arejado ou de temperatura amena.

    Recomendações: Use Pó de canela, Cicatrene etc. apenas para evitar a entrada de novos fungos ou bactérias nos locais de corte, pois os mesmos são apenas agentes preventivos e cicatrizantes, não servindo como remédio para cura de nenhuma doença.

    chuvas

    PULGÃO-PRETO-DO-COQUEIRO
    Nome Popular:
    Pulgão-preto-do-coqueiro.
    Nome Cientifico: Cerataphis lataniae Boisduval.

    Características: Esse pulgão tem o formato circular, mede cerca de 2 mm de diâmetro, tem a coloração quase preta e locomoção lenta, podendo ser de forma alada ou sem asas. Os maiores danos do pulgão são decorrentes do ataque à inflorescência em formação, retardando seu desabrochamento. Esse tipo de ataque estimula a exploração das flores por pequenos curculionídeos e microlepidópteros. Em coqueiro-anão o ataque desse pulgão manifesta-se com mais severidade do que nas demais variedades.

    Como combater: Corte 20 cm de fumo e deixe de molho durante 1 dia em 1/2 litro de água. Para aplicar sobre as plantas, utilize 3 a 5 colheres de sopa desse preparado diluído em 1 litro de água. Sendo a nicotina volátil, não se recomenda o uso desta solução após 8 horas do preparo.

    LAGARTA-DAS-FOLHAS
    Nome Popular:
    Lagarta-das-folhas.
    Nome Cientifico: Spodoptera eridania.

    Característica: Cabeça castanho-avermelhado, corpo com listras longitudinais marrom-escuras e claras, recoberto por fina pilosidade, podendo atingir de 6,0cm a 8,0cm de comprimento.

    As lagartas vivem em grupo na copa do coqueiro, dentro de um ninho (saco) construído pela união de vários folíolos, onde permanecem abrigadas durante o dia. As lagartas são facilmente detectadas pelo desfolhamento da planta, presença de ninhos e de excrementos no chão.

    Como combater: Pulverize com extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas. Outro cuidado é o esmagamento dos ovos nas folhas ou a catação manual das lagartas. Com cuidado de usar luvas grossas para evitar queimaduras. Numa garrafa de 1 litro, misture 50 g de fumo de rolo picado e pimenta malagueta. Complete com água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize.

    FORMIGA CORTADEIRA
    Nome Popular:
    Formiga cortadeira.
    Nome Cientifico: Acromyrmes spp.

    Característica: As formigas cortadeiras quenquéns e saúvas, cultivam o seu próprio alimento, os fungos, e causam danos às plantas. As saúvas cortam quase todos os tipos de material vegetal fresco, incluindo flores, frutos, folhas e caules. Consideradas os maiores herbívoros, pode induzir a mortalidade de árvores inteiras através do corte de um percentual elevado de suas folhas, além de influenciar a regeneração de muitas espécies de plantas através do corte de flores e da predação e dispersão de sementes.

    Como combater: Pique uma xícara (chávena) de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos!)
    Acrescente 2 litros de água.
    Deixe de molho na água por 2 ou 3 dias ou ferva por 15 minutos.
    Acrescente sabão em pó ou lascas de sabão, misture e filtre.
    Durante a estação seca, aplique uma vez por semana. Durante a estação das chuvas, aplique três vezes por semana.

    ÁCARO DA FERRUGEM
    Nome Popular:
    Ácaro da ferrugem.
    Nome Cientifico: Plyllocoptruta oleivora.

    Característica: O ácaro da ferrugem tem coloração amarelada em formato de vírgula, sendo uma praga quase invisível a olho nu, porque mede 0,16mm de comprimento. Essa praga, considerada primária, danifica ramos, folhas e frutos. Seus danos a princípio são desapercebidos, mas ao decorrer do tempo, acabam resultando em sérios prejuízos à produção.Quando for encontrado 30% dos frutos com 5 ou mais ácaros por centímetro quadrado, ou quando 10% dos frutos estiverem com 20 ou mais ácaros, sugere-se pulverizar.

    Como combater
    2 litros de água
    1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido)
    8 litros de óleo mineral

    Modo de fazer
    Pique o sabão (se for em pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50g pasta em água morna e dilua tudo em 3 litros de água.

    TRAÇA DAS FLORES DE COQUEIRO
    Nome Popular:
    Traça das flores do coqueiro.
    Nome Científico: Ephestia cautella.
    Multiplicação: por ovos.

    Característica: têm coloração acinzentada,medindo cerca de 15 a 20 mm de envergadura. As asas anteriores apresentam duas manchas amareladas. Ataca frutas maduras de nogueiras, cocos, amêndoas de babaçu e outras palmáceas, farinha de soja e vagens de amendoim. É conhecida como traça-do-cacau, em virtude de atacar severamente as amêndoas do cacau.

    Como combater
    100g de fumo em corda, 1 litro de álcool e 100g de sabão.
    misture 100g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100g de sabão e deixe curtir por 2 dias.

    Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.

    MOSCA-DA-FRUTA
    Nome Popular:
    Mosca da fruta
    Nome Científico: Anastrepha spp.
    Multiplicação: por ovos

    Característica: mosca que mede cerca de 6,5 mm de comprimento, apresentando coloração amarela. As moscas-das-frutas produzem danos de grande proporção às culturas de mamão, citros, maçã, maracujá, nectarina, nêspera, pêra, acerola e ameixa. Os frutos atacados pelas moscas apresentam sintomas bem característicos: em volta do local onde foi feita a postura aparece um halo com aproximadamente 2 cm de diâmetro e coloração escura. Quando as larvas nascem, este halo vai ficando com cor acastanhada devido ao apodrecimento da casca. É exatamente aí, sobre esses tecidos destruídos, que se desenvolvem certos fungos.

    Como combater
    1 kg de sabão picado + 3 litros de querosene + 3 litros de água. Preparo: derreta o sabão picado numa panela com água. Quando estiver completamente derretido, desligue o fogo e acrescente o querosene mexendo bem a mistura.

    Aplicação: em seguida, para a sua utilização, dissolva 1 litro dessa emulsão em 15 litros de água, repetindo a aplicação com intervalos de 7 dias. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

    LESMA
    Nome Popular:
    Lesma
    Nome Científico: Vaginulus sp.
    Multiplicação: por ovos

    Característica
    É um molusco de corpo achatado,úmido e de coloração parda
    No cultivo de diversas espécies de flores, as lesmas se alimentam das flores e folhas e em hortaliças, atacam as partes mais tenras, flores, folhas e raízes, o que prejudica sua aparência e partes da planta a serem consumidas. Isso inviabiliza as plantas comercialmente, causando grandes prejuízos aos produtores.

    Como combater
    Tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratados pelo sal.

    BROCA-DO-OLHO-DO-COQUEIRO
    Nome Popular:
    broca do olho do coqueiro.
    Nome Científico: Rhynchophorus palmarum.
    Multiplicação: por ovos.

    Característica: besouro preto de 45 a 60 mm de comprimento.
    O coqueiro e outras palmeiras como o dendê, durante o corte da folha e da colheita, liberam cheiro característico que atrai o besouro.No coqueiro doente as folhas murcham e amarelecem, os folíolos secam. Com o avanço da doença, as folhas mais velhas ficam penduradas e presas. As folhas mais novas permanecem eretas formando um tufo. As plantas mortas ficam totalmente desfolhadas e pode ocorrer queda dos frutos.

    Como combater
    Com o uso de uma armadilha confeccionada com um balde de plástico com tampa reta ou levemente côncava e capacidade para 50 e até 100 litros. Na tampa do balde devem ser abertos 3 ou 4 furos de aproximadamente 6 cm de diâmetro equidistantes entre si. Em cada furo coloca-se um funil: a extremidade mais aberta é presa nas bordas do furo. No interior do balde devem ser colocados 30 a 40 toletes de cana-de-açúcar amassados, visando maior rapidez no processo de fermentação da cana.
    De 15 em 15 dias os toletes de cana devem ser trocados.Os insetos coletados devem ser retirados do balde e mortos manualmente.

    BICHO FURÃO
    Nome Popular:
    bicho furão
    Nome Científico: Ecdytolopha aurantiana
    Multiplicação: por ovos

    Característica: mariposa,com uma coloração marrom-escura.
    Embora tenha preferência por frutos maduros, atacam também frutos verdes. O ataque provoca a perda total do fruto, que cai e apodrece. Ataca mais intensamente entre os meses de novembro e março.

    Como combater
    100 ml de solução sulfocálcica (lojas de produtos agropecuários)
    10 litros de água.
    Misture bem e pulverize as plantas atacadas uma vez a cada 15 dias. Em época de chuvas, deve-se aplicar uma vez por semana. Pode ser armazenada por 6 a 12 meses fora do contato com ar e a luz.

    Aplicação:
    Deve-se utilizar o Equipamento de Proteção Individual. Após a aplicação, tanto o Equipamento de Proteção como o de pulverização devem ser lavados com uma solução de 10% de vinagre ou limão para cada litro de água.

    BICHO-DA-MAÇÃ
    Nome Popular:
    bicho da maçã.
    Nome Científico: Cydia pomonella.
    Multiplicação: Por ovos.

    Característica: Com coloração acinzentada e uma mancha circular escura rodeada de escamas avermelhadas.
    Ataca principalmente a maçã e a pêra.Os frutos atacados apodrecem e caem precocemente.Fica camuflada no interior da copa, em locais mais escuros das árvores, entrando em atividade quando a temperatura se eleva acima de 10 a 15,5ºC.São depositados na face superior das folhas ou sobre os frutos,um ovo por folha ou fruto.

    Como combater
    Colocar 100 g de fumo de corda cortado em pedacinhos em 1 litro de álcool mantendo abrigado da luz por alguns dias.

    Filtrar espremendo em pano e guardar o extrato em garrafa escura.
    Para melhor conservação é recomendado acrescentar 4 gramas de fenol por litro de extrato.

    Aplicação
    Para pulverizar nas plantas, na hora de usar, misturar 200 ml do extrato com 200 g de sabão e dez litros de água. O sabão quanto mais forte (alcalino) melhor, o qual deverá ser cortado em pequenos pedaços e dissolvido em água quente antes de adicionar a mistura.
    É tóxico para o ser humano e pode afetar os inimigos naturais. O seu preparo e aplicação requerem cuidados. A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias após a aplicação do fumo.

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    camelia

    Bonitas e frágeis, as Camélias são o alvo preferido de fungos, bactérias e até vírus, mas seria possível mantê-las saudáveis?

    O gênero Camellia compreende aproximadamente 200 espécies, sendo uma das mais conhecidas é a Camélia japonica. Esta planta pode ser muito sujeita a certos tipos de doenças. Mas só quando não recebe os cuidados adequados.
    Dos cuidados, o mais decisivo, sem sombra de dúvida, é a acidez do solo, que costuma ser neutralizada pela água clorada usada nas regas. Portanto, uma vez por ano, seria conveniente incorporar ao solo, em volta da planta, cerca de 150 gr de sulfato de ferro ou sulfato de alumínio. E adicionalmente, sempre que possível, usar água amanhecida. Ou seja, deixar a vasilha descansar por uma noite, antes de regar.

    Segue abaixo uma relação das doenças mais frequentes das Camélias e como livrá-las deste incômodo:

    Mofo-cinzento – o principal sintoma desta doença é a queda prematura das flores, sem falar que os botões ficam deformados e não conseguem desabrochar.
    Antes da flor cair, aparecem manchas acinzentadas escuras nas pétalas. No caule desenvolve-se um bolor esbranquiçado e salpicado de pequenas pintas negras. Como na maioria das doenças causadas por fungos, o mais adequado seria pulverizar toda a planta com fungicidas. No caso, a base de benomyl.

    Virose – quando começam a surgir manchas e anéis amarelados nas folhas e flores da Camélia, é sinal de que ela está com algum tipo de virose. De qualquer forma, apesar do aspecto de apodrecimento que ela apresenta, não é muito difícil tratá-la. Basta eliminar as partes afetadas. Aliás, esta providência evita o contágio das outras plantas, já que os insetos como a cochonilha e o pulgão são eficientes transportadores destas adversidades.

    Bacteriose – esta doença não chega a afetar as flores. Porém, as folhas são muito prejudicadas com manchas negras e arredondadas, que se transformam em podridão e caem em seguida. O tratamento mais adequado para esse tipo de moléstia, seria a eliminação das folhas infectadas, com a posterior pulverização de defensivos a base de cobre.

    Antracnose – começa a se manifestar na Primavera com o surgimento de pontos negros nas folhas, que acabam por virar úlceras, E, portanto, é imprescindível que as camélias sejam tratadas logo que os primeiros sintomas aparecem. Assim, seria conveniente pulverizar toda a planta com fungicidas a base de benomyl ou mancozeb, que devem ser aplicados a cada 2 ou 3 dias.

    Cancro dos ramos – as plantas mais velhas são as mais propícias a adquirir esta doença. Na casca dos ramos começam a aparecer áreas vermelho-escuras que incham. Logo em seguida, o galho se rompe expondo o tecido necrosado. E não é raro as folhas e galhos jovens começarem a amarelar e a secar.

    Se a infecção já estiver muito avançada, toda a Camélia pode vir a morrer. Por isso, é indispensável efetuar o tratamento logo no princípio. O melhor seria pulverizar fungicida a base de cobre, com as áreas mais afetadas pela doença já retiradas da planta. A propósito, essas partes eliminadas devem ser queimadas, para que novos contágios sejam evitados.

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    As plantas de jardim interno, por estarem confinadas em ambiente restrito e quase isoladas do exterior, requerem uma severa vigilância para debelar no início qualquer ataque de pragas ou doenças, as quais, proliferando rapidamente, em âmbito limitado, podem causar estragos desastrosos em curto espaço de tempo.

    Geralmente os maiores problemas relacionam-se à infestação por fungos, propiciada pela umidade atmosférica elevada. Os fungos, quando não eliminados em tempo hábil, enfraquecem as plantas e, exaurindo-lhes as defesas, facilitam a instalação de outras doenças que podem ser fatais. Cumpre, portanto ao primeiro sinal de fungo, proceder-se à pulverização de fungicida eficiente, repetindo-se a dose até que seja sanado definitivamente o problema.

    Pragas como as cochonilhas, pulgões ou lagartas também devem ser combatidas e eliminadas com presteza; utilizando-se para isso desde a catação manual até, em caso extremo, o emprego de inseticidas adequados a cada caso. Entretanto, o uso de tais produtos apresenta alto risco de intoxicação das pessoas, perdurando esses riscos mesmo decorridos alguns dias de sua aplicação. Fica pois o alerta: o ser humano pode ser o alvo mais direto desses produtos agrotóxicos que eliminando ou não os insetos e pragas, chegam a levar o homem à morte por choque anafilático.

    Existem métodos atóxicos para o homem e animais domésticos, sendo preferível a sua utilização quando se deseja eliminar pragas e doenças, apesar dos efeitos mais lentos.
    Quando as condições oferecidas às plantas de um jardim interno forem adequadas e bem próximas das ideais, dificilmente ocorrerão o ataque de pragas e doenças ou a infestação por fungos.

    A seguir, adicionando informações sobre os jardins internos, organizamos uma tabela que determina a seleção relativa das espécies de plantas adequadas e suas exigências em índices de luminosidade. Seu uso facilita ao paisagista agir com maiores possibilidades de acerto no planejamento do projeto, resultando em perfeito desenvolvimento e êxito na obra concluída.

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno – pleno sol

    Nome popular Nome científico
    Acalifa Acalypha spp
    Agapanto Agapanthus orientalis
    Agave Agave spp.
    Bananeira de jardim Musa zebrina
    Bananeira do mato Heliconia spp
    Calanchoe Kalanchoe spp
    Camarão Pachystachys lútea
    Capim dos pampas Cortadeira selloana
    Coleo Coleus spp
    Cróton Codiaeum vagiegatum
    Dracena Dracaena spp
    Exória Ixora coccínea
    Filodendro Philodendron spp
    Fórmio Phormium spp
    Onze horas Lampranths spp.

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno – meia sombra

    Nome popular Nome científico
    Afalandra Aphelandra squarrosa
    Amor perfeito Viola tricolor
    Antúrio Anthurium andreanum
    Azálea Rhododendron simsii
    Begônia Begônia spp.
    Brinco de princesa Fuchsia spp.
    Clívia Clívia miniata
    Columéia Columnea spp
    Comigo ninguém pode Dieffenbachia spp
    Cróton Codiaeum variegatum
    Dinheiro em penca Muehlenbeckia complexa
    Dracena Dracaena spp
    Ixora coccínea Exória
    Filodendro Philodendron spp
    Flor de cera Hoya carnosa
    Fórmio Phormium tenax spp
    Impatiens Impatiens spp
    Jibóia Scindapsus aureus
    Miosote Myosotis sylvatica
    Moréia Morea spp
    Peperômia Peperômia spp
    Petúnia Petúnia hybrida
    Prímula Prímula spp
    Ráfia Rhapis excelsa
    Samambaia Nephrolepis spp
    Violeta Viota odorata
    Violeta africana Saintpaulia ionantha

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno – sombra

    Nome popular Nome científico
    Aglaonema Aglaonema spp
    Avenca Adiantum spp
    Brinco de princesa Fuschia spp
    Bromélia Aechmae spp
    Chamadorea Chamaedorea elegans
    Comigo ninguém pode Dieffenbachia spp
    Dracena Dracaena spp
    Fitônia Fittonia spp
    Filodendro Philodendron spp
    Grama preta Ophiogon japonicus
    Maranta Calathea spp
    Peperômia Peperômia spp
    Peléia Pilea spp
    Prímula Prímula spp
    Sheflera Sheflera arborícola
    Singonio Syngonium spp

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno – obscuridade

    Nome popular Nome científico
    Avenca Adiantum spp
    Grama preta Ophiogon japonicus
    Maranta Calathea spp
    Rafiodofora Raphidophora decursiva
    Singonio Singonium spp
    Tradescância Tradescantia spp

    ferrugem

    Nome Popular: Ferrugem, ferrugem-da-folha, ferrugem-do-colmo, ferrugem-amarela, ferrugem branca, ferrugem asiática, ferrugem polisora
    Nome Científico: Hemileia vastatrix, Puccinia horiana, Phakopsora pachyrhizi, Physopella zea, Puccinia coronata, Puccinia cymbopogonis, Puccinia graminis, Puccinia melanocephala, Puccinea polysora,Puccinia recondita, Puccinia sorghi, Sphenospora kevorkianii, Tranzschelia discolor, Uredo behnickiana
    Classe: Urediniomycetes
    Filo: Basidiomycota
    Reino: Fungi
    Partes Afetadas: Folhas, caules, flores e colmos.
    Sintomas: Lesões de coloração amarela a vermelha e em alguns casos branca, de formato arredondado a oblongo. Presença de esporos pulverulentos semelhantes à ferrugem.

    Muitas espécies de plantas são atacadas pela doença mais conhecida como ferrugem, mas embora o nome seja o mesmo, muitas vezes o agente causador da ferrugem não é o mesmo em se tratando de plantas distintas. Por exemplo, a ferrugem branca do crisântemo é causada pelo fungo Puccinia horiana e a ferrugem das orquídeas pelo Sphenospora kevorkianii.

    Entre as grandes culturas alimentícias destaca-se a ferrugem-do-colmo do trigo, causada por Puccinia graminis, e a ferrugem asiática da soja, causada por Phakopsora pachyrhizi, entretanto existem outras espécies de fungos que causam ferrugens em café, roseira, milho, capim-limão, pessegueiro, goiabeira, macieira e jabuticabeira, entre tantos outros. As ferrugens são assim denominadas devido à lesão com massa de esporos pulverulenta de coloração amarela a avermelhada.

    Os esporos são estruturas de dispersão dos fungos, semelhantes às sementes das plantas. Seu tamanho é diminuto e cada lesão pode conter milhões de esporos sendo que, para haver nova infecção, basta que um único esporo germine em condições ideais de temperatura e umidade. No entanto a viabilidade germinativa dos esporos é restrita e nem todos os produzidos acabam por gerar novas infecções. O principal mecanismo de dispersão dos esporos é o vento, que pode carregá-los por milhares de quilômetros. As ferrugens geralmente se beneficiam de climas amenos, com temperaturas moderadas e alta precipitação. Observa-se maiores incidências em anos chuvosos e propensos a formação de orvalho sobre as folhas. Estes fatores se relacionam com a necessidade de haver molhamento das folhas para que o esporo germine. Por isso, irrigação mal manejada pode favorecer aparecimento de ferrugem, o ideal é irrigar o solo ou substrato e evitar molhar em demasia as folhas, principalmente se há histórico da doença no local.

    Os danos causados às plantas são irreparáveis partindo do ponto de que os tecidos vegetais afetados não têm capacidade regenerativa. Em ornamentais o ideal é destruir as plantas atacadas para evitar que outras plantas sejam afetadas. Em grandes culturas, o uso de fungicidas pode minimizar o impacto negativo sobre a produção que é o objetivo dos cultivos. Infelizmente, não existem produtos fungicidas curativos, apenas preventivos, por isso as doenças são um sério problema.Existe uma receita de fungicida caseiro fácil de preparar e muito utilizada na agricultura, trata-se da Calda Bordalesa.

    Consiste na mistura de sulfato de cobre, cal hidratada ou cal virgem e água. Esta calda tem eficácia comprovada sobre muitas espécies de fungos e bactérias em muitas plantas, sejam ornamentais, frutíferas, produtoras de grãos ou hortaliças. As aplicações devem ser feitas preventivamente, como a Calda Bordalesa age por contato, após alguns dias ou após uma chuva de média intensidade, deve ser feita nova aplicação. Não aplicar diretamente sobre todas as plantas, deve-se testar em poucas folhas e averiguar se não há toxidez, pode diluir ou concentrar a calda caso necessário. Vale ressaltar que a sanidade das plantas deve sempre ser averiguada no momento da compra, muitas doenças são transmitidas via substrato contaminado ou plantas doentes. Portanto, muito cuidado na hora de comprar, certamente este é o melhor método de prevenção não só da ferrugem, mas de outras doenças.

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    Phyllocnistis_unipunctella_2

    Nome Popular: Lagarta-minadora, minadora, minador, larva-minadora
    Ordem: Lepidoptera
    Nas plantas ataca as brotações, tecidos tenros e folhas verdes causando enfraquecimento, formação de galerias em folhas e brotações novas.

    A lagarta-minadora é um tipo muito peculiar de inseto, pelo menos em se tratando de sua forma de atacar as plantas. É chamada de minadora porque em sua fase larval se desenvolve-se sob a primeira camada de tecido foliar, formando galerias por onde passa. Os gêneros mais comuns infestando as plantas são Phyllocnistis e Liriomyza. Essa praga ataca brotações e folhas de diversas plantas como: tomateiro, citros diversos, couve e muitas espécies de plantas ornamentais.

    adulto da larva minadora
    O inseto adulto é bem conhecido, trata-se de uma pequena mariposa de no máximo 1 cm de comprimento que coloca os ovos sobre as folhas das plantas e, quando esses eclodem, a lagarta penetra e alimenta-se de tecido vegetal. Esse ciclo leva de 8 a 20 dias para completar-se, fazendo com que a infestação cresça rapidamente.
    Além do dano causado por si, a minadora ainda facilita a entrada de microorganismos que causam doenças nas plantas como fungos e bactérias. Ocorre durante o ano todo, principalmente no período mais seco, quase desaparecendo em períodos chuvosos. A irrigação derruba os ovos e as larvas que não penetraram nas folhas ou ramos, o que pode diminuir a incidência da praga. Em condições naturais, a praga é controlada por parasitóides dos gêneros Diglyphus, Chrysocharis e Halticoptera e por predadores de pupas como as formigas.

    O controle químico é o mais usado, porém, tem efeito satisfatório apenas nos adultos ou em larvas recém eclodidas, nas lagartas que estão minando, o tecido vegetal acaba por proteger a minadora. Arrancar folhas com a praga e destruí-las também é importante para controlar a população.

    c224

    Para situações de emergência, saiba quais as principais doenças que podem afetar as plantas do seu jardim e a melhor forma de as curar.

    Infiltram-se no seu jardim sob os mais variados disfarces, confundindo muitas vezes o próprio jardineiro que nem sempre consegue distinguir os sintomas das principais doenças que afetam as plantas: as bactérias, os fungos e os vírus. Este trio ataca plantas com e sem flores, mas diferem num aspecto – um fungo sobrevive perfeitamente no solo, enquanto uma bactéria ou vírus necessita de uma planta hospedeira para subsistir.

    As causas
    - Fungos

    Estima-se que 70% das principais doenças das plantas são causadas por fungos – organismos minúsculos (apenas visíveis debaixo de um microscópio!) que produzem enormes quantidades de esporos (células que se separam e se dividem, sem fecundação, para formarem novas células), que são rapidamente propagados graças ao vento, à água, aos insectos ou aos animais. Existem mais de 10 mil tipos de fungos que, se não conseguem penetrar a cutícula e a epiderme (as barreiras mais fortes de uma planta), atacam as zonas mais sensíveis – os rebentos ou as áreas já danificadas por insectos. Uma planta infectada pode libertar até 100 milhões de esporos, uma quantidade difícil de combater, na medida em que rapidamente degrade as células das plantas, produzindo, em simultâneo, toxinas que interferem no funcionamento pleno do seu organismo. Os fungos são ainda difíceis de eliminar porque podem manter-se dormentes no solo, em restos de plantas que se encontram em decomposição ou numa planta saudável, à espera das condições climatéricas perfeitas para voltarem a contaminar.

    - Vírus
    Ainda mais pequenos do que as bactérias, os vírus apenas conseguem reproduzir-se a partir das células da própria planta. Infiltram-se nas plantas a partir das folhas ou do pé, normalmente por zonas já feridas por insectos, mas precisam de um meio de transporte, que pode ser um insecto, o pólen ou algumas sementes infectadas. Uma vez infiltrado, o(s) vírus, sendo que as plantas podem ser atacadas por mais do que um vírus em simultâneo, movimenta-se através dos vasos vasculares, provocando doenças que contaminam o organismo da planta.

    - Bactérias
    As doenças provocadas em plantas por bactérias são as menos frequentes, por uma simples razão – para crescerem e se multiplicarem as bactérias necessitam de água e de calor. Assim sendo, estão mais dependentes de climas quentes e húmidos para contaminarem as plantas. Transportadas pela água, insectos ou animais, as bactérias infiltram-se através de uma flor ou um corte numa folha ou no pé, podendo causar desde danos puramente superficiais, à murchidão ou mesmo a sua morte.

    - Deficiências Nutritivas
    Por vezes, a doença de uma planta não se deve às bactérias, aos fungos e aos vírus, mas sim a uma alimentação pobre. Se apresentar folhas pálidas ou vasos vasculares amarelados, pode ser um sinal que está a sofrer de deficiências nutritivas. Neste caso, o remédio chama-se “um bom fertilizante”, adequado à planta em questão.

    Os sintomas
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    Uma planta doente apresenta várias alterações ao nível do seu metabolismo, da cor, dos diferentes órgãos e anatomia, para além de poder passar a produzir substâncias anormais.

    - Alguns sinais de alerta são: míldio (um pó branco); bolores cinzentos ou pretos; bolhas cor de ferrugem; uma massa ou crescimento pretos; pintas pretas; leveduras e o aparecimento de cogumelos, entre outros.

    As curas
    Com as plantas a requererem “atenção médica”, é claro que o instinto diz-lhe para ir a correr buscar o seu fiel amigo o “pesticida”. No entanto, e porque se trata de um produto com químicos extremamente potentes, que infelizmente ao fazer bem a uma coisa estão a poluir o ambiente, o melhor é estudar todas as outras opções possíveis. Aqui vai uma ajuda:
    - Existem “sintomas” que, parecendo muito graves e estranhas, podem ser puramente passageiros, desaparecendo dentro de poucos dias ou quando o tempo melhorar. Esteja atento!

    - Por vezes, basta remover as flores, os rebentos, as folhas e/ou os pés infectados para eliminar o problema. Não aproveite esses restos para compostagem, desfaça-se deles imediatamente!

    - Em último recurso, recorra ao pesticida adequado, optando por uma solução pouco tóxica. Siga as instruções à risca e lembre-se que não vai resolver a situação ao borrifar o conteúdo de um recipiente inteiro sobre uma pobre doente planta – pode sim, acabar por intensificar o seu problema com a morte da planta, de plantas vizinhas e até do solo!

    - A prevenção é fundamental para um jardim que respira saúde. Quer saber o que fazer? Comece com um solo saudável, isto porque terra com saúde produz plantas com saúde e plantas saudáveis conseguem resistir mais facilmente às doenças. Um solo de qualidade deve ser limoso e enriquecido com fertilizante e técnicas de compostagem.

    - Mantenha o seu jardim livre de ervas daninhas e de detritos de plantas, que são elementos propícios para o desenvolvimento de todo o tipo de doenças.

    - As doenças são muitas vezes transmitidas de planta em planta devido aos utensílios de jardim mal lavados. Assegure que todas as suas ferramentas estejam devidamente desinfectadas (especialmente quando utilizadas para cortar ou eliminar folhas e outras partes doentes), bastando para isso uma mistura de água e lixívia.

    - Durante o processo de rega, tenha cuidado para não salpicar a folhagem das plantas. Ao respingar do solo para as folhas, está a colocá-las em risco de contrair uma doença. Se possível, deve regar de manhã cedo, assim as plantas têm tempo de secar antes do pico do sol que poderá queimar gravemente plantas muito molhadas. Por outro lado, quanto mais tempo as folhas estiverem molhadas, mais probabilidades têm de ser atacadas por bactérias, fungos e vírus.

    - É igualmente importante permitir uma boa circulação de ar entre todas as plantas. Para além de secarem mais rapidamente, as brisas podem facilmente levar as doenças para longe antes de estas terem tempo de se “agarrarem” a uma planta.

    - Se verificar que, ano após ano, os mesmos sintomas e doenças continuam a devastar o seu jardim, seria melhor começar a pensar em introduzir novas variedades de plantas e flores.

    - Quando comprar novas plantas, inspeccione-as muito bem antes de as levar para casa ou opte pelas variedades que se auto-proclamam e que são, de facto, plantas resistentes às doenças.

    - Por último, quando em dúvida consulte um especialista ou adquira um guia sobre as diferentes doenças bacterianas, virais e fungais, bem como os seus respectivos tratamentos, para o auxiliar em situações menos saudáveis.

    - No fundo, mais vale prevenir do que remediar… para um jardim resplandecente.

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    Tripes

    tripes

    Os tripes são insetos diminutos e apresentam coloração variável, sendo mais claros na fase jovens e mais escuro quando adultos. O formato da cabeça é quadrangular e os adultos apresentam dois pares de asas estreitas e com franjas, o que facilita a identificação desses insetos. Possuem aparelho bucal do tipo raspador.

    Alguns tripes alimentam-se somente de outros insetos e ácaros, entretanto, a maioria é fitófaga, isto é, alimenta-se de plantas. Os tripes são encontrados dentro de folhas enroladas ou na superfície inferior das destas.

    São pragas importantes de diversas culturas e quando presentes em grandes populações causam danos consideráveis às plantas. Plantas atacadas pelos tripes ficam com coloração prateada, as folhas ficam retorcidas e caem prematuramente. Além do dano direto que provocam pela alimentação os tripes também podem transmitir vírus para as plantas, o que causa, muitas vezes, sua morte.

    Os tripes adultos possuem poucos milímetros de diâmetro e asas estreitas com longas franjas em suas margens. A coloração é normalmente amarelada ou preta brilhante. As ninfas, fase jovem dos tripes assemelham-se muito aos adultos com o corpo bastante alongado, porém não apresentam asas. Quando perturbadas, muitas espécies de tripes podem curvar a ponta de seu abdome para cima.

    O ciclo de vida dos tripes inclui o ovo, dois estágios de ninfa que se alimentam, um estágio de pré-pupa e pupa que não se alimentam e o adulto. Os ovos são muito grandes em relação ao tamanho da fêmea e são depositados dentro do tecido da planta.

    Controle cultural
    A remoção de botões florais e frutos, desde que não sejam prejudiciais à cultura, auxiliam no controle dos tripes, além da queimada ou enterramento de plantas remanescentes de culturas anteriores, além da limpeza das áreas em torno para minimizar plantas hospedeiras dos tripes.

    Controle biológico
    Ácaros predadores e nematóides. Fungos entomopatogênicos também têm demonstrado eficiência no controle dos tripes.

    Controle químico
    Solução de óleo mineral com sabão. Alguns agrotóxicos são utilizados para o controle dos tripes, no entanto, deve-se atentar para populações resistentes da praga.

    cerquinha

    viruplanta

    Doenças vegetais são causadas, em grande parte, por vírus. Estes possuem apenas um tipo de ácido nucléico e proteína, replicam-se somente a partir do seu material genético, e a maioria tem forma cilíndrica. São conhecidos pelo menos 1000 tipos de doenças virais em plantas, provocadas por aproximadamente 400 tipos desses organismos, que podem levá-las a morte.

    Os vírus são partículas infecciosas microscópicas constituídas por ácido nucléico (DNA ou RNA) envolvido por uma capa de proteínas. Não são considerados verdadeiros seres vivos, pois não têm metabolismo independente e só conseguem reproduzir-se no interior de uma célula viva onde utilizam os seus organitos e materiais para formar novas partículas. Deste modo, os vírus de plantas perturbam o funcionamento normal das células provocando doenças. Os vírus não se movem por si só, necessitam de vetores (insetos, por exemplo) que os transportam para o interior das plantas onde por vezes se movem por intermédio dos vasos vasculares provocando sintomas distribuídos por toda a planta. Um vírus pode infectar uma ou várias espécies de plantas e uma espécie de plantas é normalmente atacada por muitos tipos de vírus diferentes. Uma planta pode mesmo estar contaminada por vários vírus diferentes ao mesmo tempo.

    Geralmente, o contágio se dá de uma planta para outra, por enxertos (vírus da tristeza, sacarose, exocorte e xiloporose do citrus), disseminação de pólen e sementes, ou mesmo por meio de vetores. Os exemplos mais comuns são os pulgões e afídeos, capazes de hospedar vírus diferentes, geralmente liberados através da saliva.

    Para prevenir ou curá-las, é preciso conhecer quais as causas e os efeitos do mal que as acometem e assim aplicar tratamento correto.

    Essa é a missão da Fitopatologia, ciência que estuda as doenças dos vegetais e divide as moléstias em dois grupos principais: as abióticas e as bióticas. No primeiro caso, as patologias são causadas por condições ambientais adversas como falta ou excesso de água, luminosidade deficiente ou exagerada e adubação incorreta. Geralmente resultam da ausência de conhecimento de quem cultiva a planta.

    No grupo das bióticas, estão os agentes patogênicos como fungos, bactérias e vírus. Quando atacadas por eles, as plantas precisam de ajuda especializada, pois para cada tipo há um tratamento adequado. Dentre estes, os vírus são os inimigos que mais as afetam. Pouco comentado no meio popular, porém não menos nocivo, eles são os inimigos que ninguém vê, pois são observáveis apenas no microscópio eletrônico. Eles afetam o cultivo das plantas ornamentais, como a contaminação da doença chamada “canela preta”.

    O Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV) reconhece 82 gêneros, que contam com cerca de 1.130 espécies. Dentre estes, muitos afetam a fertilidade das plantas, além de causarem outros danos.

    Como é transmitido
    Por não terem mecanismos ativos de penetração, os vírus são transmitidos por contato, que pode ser através de ferimentos causados por instrumentos de poda ou por vetores como insetos, ácaros, nematóides e fungos.

    Os insetos representados pelos afídeos, besouros, cigarrinhas, mosca-branca e tripes, são os mais perigosos devido ao elevado numero de fitovìrus que possuem e por incluir pragas nas plantações e jardins. Há ainda casos de propagação através de sementes e pólen, plantas parasitas (como o cipó chumbo) ou contato entre folhas ou raízes de uma planta doente para outra.

    Os Sintomas
    Apesar de invisíveis a olho nu, os fitovírus causam sintomas bastante perceptíveis nas herbáceas. Nas folhas é possível ver deformações como manchas, clareamento de nervuras e mosaico, e nas flores ocorre quebra de coloração. Há casos de redução de crescimento, necrose de caule e haste floral, evoluindo para a morte, principalmente em infecções mistas (por mais de uma espécie de vírus). Pode ocorrer de o vírus ficar restrito à folha onde penetrou e, se ela cair, o foco de contágio será eliminado. No entanto, é mais frequente ele se alastrar por toda a planta e demonstrar os sintomas. Convém assinalar situações em que a infecção fica latente.

    Conhecer para combater
    A identificação correta dos vírus possibilita as informações necessárias para implantar medidas de controle mais adequadas. Porém somente um especialista pode realizar um diagnóstico, que envolve testes de transmissão, sorológicos e moleculares, além da visualização das partículas virais por meio de microscópio eletrônico de transmissão. Com a evolução das pesquisas, alguns laboratórios introduziram genes de resistência a vírus em várias espécies de plantas, por meio de métodos como os cruzamentos genéticos ou a introdução de genes virais que transferem resistência a algumas espécies de fitovírus. São as chamadas plantas transgênicas ou “plantas geneticamente modificadas”.

    Cuidados simples para prevenir
    Não há um produto que elimine totalmente o vírus das plantas sem prejudicá-las, por isso a prevenção é o melhor remédio. Tome cuidados simples:
    1º – Desinfete os instrumentos de poda antes do uso, como pás e tesouras;
    2º – Lave os vasos com detergente e/ou água sanitária antes da reutilização;
    3º – Observe se há presença de pragas e elimine-as.

    Além disso, pesquisas realizadas com a aplicação de extratos foliares de maravilha (Mirabilis jalapa) ou primavera (Bougainvillea spectabilis) mostram bons resultados na prevenção. As folhas lavadas dessas espécies devem ser trituradas com água, em liquidificador. O extrato após filtração é aplicado nas plantas por meio de um pulverizador manual. Não podemos nos esquecer de que quanto mais saudável for a planta, mais resistente ela é a infecção viral, portanto deve-se realizar adubação adequada.

    Podem ser usadas também soluções mais simples como calda de fumo, sabão em pó ou óleo mineral. Nesse caso o uso de inseticida é imprescindível. Plantas doentes devem ser descartadas, para não contaminar as outras presentes em casa.

    Caso ocorra infecção em espécies de médio porte, apare para reduzir a fonte de inóculo e infestação. É necessário embrulhar o material e descartá-lo, pois, se permanecer junto ao solo, será fonte de novas infestações.

    Não há virucida, ou seja, uma substância que elimine totalmente o vírus das plantas sem prejudicá-las, diferentemente do que ocorre com fungos (fungicidas) e bactérias (bactericidas).

    Nesse aspecto, os vírus de plantas são semelhantes aos que infetam os humanos. Ex: uma pessoa com gripe toma medicamentos para melhorar os sintomas e aumentar a resistência, o próprio organismo combaterá o vírus por meio de seu sistema imunológico.

    No caso das plantas não acontece isso, então a prevenção é o melhor remédio.

    Veja algumas famílias de vírus que ocorrem em plantas ornamentais no Brasil:
    * Cucumovirus (CMV) – Ataca Lisianto, Lírio, Peperômia, Sálvia, Orquídeas, Rosa e Girassol;
    * Bunyaviridae – Ataca Margarida-branca, Crisântemo, Dália, Comigo-ninguém-pode, Amarílis, Gérbera e Gloxínia;
    * Rhabdoviriadae - Ataca Antúrio, Margarida, Dama-da-noite, Dracena-vermelha, Hera e Orquídeas;
    * Tobamovirus - Ataca Comigo-ninguém-pode e Orquídeas.

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    roseira-botao-rosa

    As rosas não costumam ser atacadas por antracnose, cancro e ferrugem aqui no Brasil, ao contrário do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos. Mas, por outro lado, estão sujeitas ao ataque de inúmeros fungos e bactérias que, em pouco tempo, podem acabar com toda a sua linda roseira.

    Uma das bactérias que atacam frequentemente as roseiras tem um nome complicado: pseudomonas.

    No começo, essa bactéria costuma se instalar em qualquer “ferimento” da roseira, que servirá como ponto de entrada para que ela se instale definitivamente. O grande inconveniente dessa doença, é que, na maioria das vezes, ela só é percebida quase dois anos depois, quando a planta começa a definhar.

    A essa altura, muitas vezes não há outro remédio senão queimar a roseira, antes que a doença se alastre por todas as plantas.

    Além dessa bactéria, as roseiras podem também ser atacadas por fungos.

    Destes, os principais são: o botrítis, o oídio, o míldio e a pinta preta.

    O botrítis aparece nas flores, principalmente nas épocas chuvosas. Quando ele ataca, as pétalas mais sensíveis “melam” e a flor apodrece lentamente. O oídio – ou mofo branco – ataca as folhas novas e os brotos e botões das roseiras. Ao contrário do brotrítis, ele costuma aparecer na época mais seca do ano. Um sintoma de que a planta está atacada é o início do apodrecimento dos brotos, antes mesmo de abrirem. Esse fungo deve ser combatido com a aplicação de enxofre solúvel. Siga as instruções do fabricante e aplique o produto de preferência em dias não muito quentes.

    Mas o maior inimigo da roseira é o míldio, também chamado de mofo cinzento. Esse fungo provoca o aparecimento de manchas marrons na face das folhas, que acabam ficando deformadas e caem. Além das folhas, o míldio pode atacar também o caule das roseiras, principalmente das mais novas.
    O combate deve ser feito com produtos à base de zinco (Maneb, Dithane 45) ou cobre (Cupravit). Faça pulverizações semanais.

    A pinta preta costuma aparecer durante o Inverno. Ela se manifesta pelo aparecimento de manchas pretas e redondas nas folhas da roseira. As consequências são quase sempre imediatas: todas as folhas caem.

    A forma mais eficaz de combate à pinta preta é a aplicação de produtos à base de zinco ou cobre, como os recomendados para combater o míldio.

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