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  • Archive for the ‘Pragas e Doenças’ category

    Ansellia-Africana

    A melhor maneira de preservar a saúde das plantas é proporcionar-lhes boas condições de desenvolvimento, pois os problemas, na sua maioria, têm origem em cuidados inadequados. Assim, se lhes parece que uma planta não está bem, verifique as suas necessidades culturais no Índice deste site para se certificar de que não está a negligenciar, involuntariamente, algumas das suas exigências. Há, no entanto, que distinguir entre doenças e pragas. Grande parte das doenças resulta de um cultivo deficiente, e as suas causas mais comuns são factores como um ar excessivamente seco ou húmido, a falta de arejamento entre as plantas demasiado próximas e excesso de água. De uma maneira geral, é fácil tratar esses problemas uma vez detectados. É, porém, mais difícil proteger as plantas de interior da enorme variedade de pragas susceptíveis de as atacarem.

    A primeira medida a tomar na luta contra as pragas consiste em isolar as plantas recém-adquiridas num quarto por duas ou três semanas, durante as quais podem ser tratadas com um insecticida para todos os fins. Se o espaço disponível não permitir o isolamento, as novas plantas devem ser pelo menos cuidadosamente examinadas, não apenas para detectar os pequenos insectos, mas também as lesmas e os caracóis, que, desenvolvendo-se, as podem destruir totalmente. Quanto às plantas que já possui, é conveniente observá-las regularmente para verificar se existem sinais de praga.

    Limpeza – É indispensável manter as folhas livres de pó e de resíduos de poluição, pois, além de se melhorar a aparência da folhagem, impede-se também a obstrução dos poros através dos quais as plantas respiram. A frequência com que uma planta necessita de ser limpa varia, obviamente, com a sua localização. Numa zona industrial, as folhas depressa ficam sujas, gordurosas e descoloridas, a menos que sejam bem lavadas cada uma ou duas semanas. Em algumas zonas rurais ou do litoral, podem decorrer meses até que apareça pó. Por outro lado, certos tipos de pragas causadas por organismos vivos são mais susceptíveis de ocorrer no campo do que na cidade.

    A maioria das plantas de pequenas dimensões pode beneficiar de uma leve pulverização com água. Para evitar molhar os móveis, faça-o no exterior, mas, se não for possível, utilize  a banheira ou lavatório. A pulverização deve ser ligeira e com água à temperatura ambiente. Por vezes, a maneira mais fácil de limpar a folhagem de uma planta pequena é mergulhá-la na água. Se lhe parecer aconselhável, utilize água em que dissolveu um pouco de sabão e passe as folhas por água limpa. Evite usar detergente. Quando se tratar de plantas de folhas muito grandes ou que pelas suas dimensões se tornem difíceis de transportar, lave cada folha separadamente com uma esponja ou pano macio.

    Ao lavar as folhas, segure-as por baixo com uma das mãos e com a outra passe a esponja ou o pano levemente pela sua superfície. A página inferior não requer geralmente tantos cuidados como a superior, pelo que pode limpá-la mais ligeiramente. Depois de lavar uma planta, não deixe água nas folhas, nos gomos dos ramos ou nas bainhas das folhas, pois essa umidade residual pode queimá-las ou causar-lhe podridões. Há quem pense que limpar as folhas com leite, cerveja ou óleo vegetal fará melhorar a sua aparência. Não é, no entanto, aconselhável usar esses produtos, que podem ser mais prejudiciais que benéficos. O mesmo se pode afirmar em relação aos produtos comerciais que dão brilho às folhas, quer sejam aplicados com um pano, quer por aerosol. Efetivamente, estes produtos conferem à planta um brilho pouco natural, e alguns deles descoram mesmo a folhagem, especialmente se aplicados a baixas temperaturas. Se usa algum destes produtos, faça-o com pouca frequência, e nunca corra o risco de obstruir os estomas aplicando o produto na página inferior das folhas.

    Sempre que examinar e limpar as plantas, procure no vaso e na mistura quaisquer indícios de problemas. Por exemplo, se à superfície da mistura se desenvolveu uma crosta branca, pode ser sinal de que a planta tem sido excessivamente regada ou adubada. Os depósitos brancos no exterior dos vasos de barro são um sinal provável do mesmo tipo de problema. A existência de limos ou de uma vegetação diminuta à superfície da mistura pode indicar excesso de água ou drenagem deficiente.

    As doenças resultam da invasão das células das plantas por organismos microscópicos, como fungos e bactérias. Além de dispensar às plantas os cuidados apropriados, a melhor maneira de prevenir qualquer infecção é evitar que a água permaneça sobre as folhas e separar convenientemente as plantas uma das outras. As doenças são contagiosas. Arranque as folhas e as flores mortas ou que lhe pareçam doentes logo que as detecte. Uma vez que o tecido danificado é susceptível de infectar e contagiar, esteja com atenção a esses tecidos. Se começar a decompor-se, corte-o com uma lâmina bem limpa, deixe secar a “ferida” e pulverize-a com fungicida. Para evitar o alastramento da infecção, utilize produtos químicos e antibióticos. Use mistura de envasar estéril para minimizar o risco de doença das raízes.

    Podridão do pé
    Esta doença, também conhecida por pé negro, é provocada por um fungo. Os caules das plantas atacadas tornam-se negros e a base apodrece.
    Prevenção e tratamento –  A podridão do pé deve-se frequentemente a excesso de água ou ao uso de uma mistura de envasar ou para enraizamento que retém demasiadamente a água. Utilize vasos porosos e uma mistura a que se adicionou um pouco de areia. Se num vaso só uma das estacas está infectada, deite-a fora e regue a mistura com uma solução de quintozeno. As zonas afetadas não recuperarão, mas poderá usar as partes saudáveis para novas estacas. Para reduzir o risco de infecção da podridão do pé, introduza as extremidades cortadas num fungicida.
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    mofo cinzento01

    Nomes comuns da doença: mofo-cinzento

    Agente causal: Botrytis cinerea

    Sintomatologia: Causa prejuízos sérios, sobretudo nas hastes e pétalas florais, decorrentes de minúsculas pintas negras que evoluem para manchas circulares castanhas a negras, recobertas por massas pulverulentas de coloração cinza (esporos do fungo). Em algumas espécies a região de colonização dos tecidos vegetais pelo fungo poderá resultar na formação de “ilhas verdes” (pigmentação), como por exemplo, em pétalas de Phalaenopsis.

    Práticas de manejo: O controle preventivo é obtido pela manutenção de ventilação satisfatória no orquidário. Evitar efeito abrasivo de ventos fortes. Emprego de irrigação direcionada ao sistema radicular. Remoção e queima de hastes e flores doentes ou em senescência. Pulverização com fungicida tiofanato metilico ou clorotalonil.

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    mosca branca

    Nome Popular: Mosca-branca
    Nome Científico: Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii
    Partes Afetadas: Toda a planta, principalmente folhas e botões.
    Sintomas: Folhas enrugadas com coloração amareladas, amadurecimento irregular de frutos, presença de fumagina. Redução de floração.

    A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns.

    A mosca-branca é muito pequena, medindo de 1 a 2 milímetros e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto.
    Quando jovens, são pequenos pontos brancos grudados na parte de baixo da folha. Adultas, como o próprio nome diz, viram pequenas moscas brancas.

    Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

    Aparecem primeiro na parte inferior das folhas e depois se espalham Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, depositam toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais que permitem o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

    Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

    O controle de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas, principalmente em culturas como soja e feijão. Em áreas menores como de hortaliças e ornamentais sugere-se o controle preventivo. A aquisição de mudas sadias, erradicação rápida de plantas doentes e restos culturais são ações que evitam a infestação por mosca branca. Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

    Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Realizando prevenção e/ou controle químico racional,  podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

    Solução caseira: cultivo de plantas repelentes no jardim.

    Soluções químicas: produtos com os princípios lambda cyalothrin, D.D.V.P., malathion ou delthametrina.

    Soluções naturais: Beauveria bassiana (Bovenat PM), Metarhrizium anisopliae (Metanat PM), óleo de neem (Natuneem) ou Bio Soup.

    Plantas repelentes
    Plante algumas destas espécies nos cantos do jardim: hortelã, urtiga, gerânio ou cravo-de-defunto.

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    Rhynchophorus ferrugineus

    O Rhynchophorus ferrugineus é um coleóptero da família dos curculionídeos, originário das zonas tropicais, da Ásia e Oceania. A sua expansão iniciou-se no Médio Oriente entre as décadas de 80 e 90.
    Os hospedeiros principais são a Palmeira-das-Canárias, a Palmeira-tamareira e a Palmeira-de-leque.
    Os sintomas advêm da atividade alimentar das larvas no interior das palmeiras e quando detectados numa fase avançada a planta não tem capacidade de recuperar.

    Os sintomas podem ser:
    - Folhas desprendidas da coroa;
    - Orifício e galerias na base das folhas com larvas ou casulos;
    - Coroa desguarnecida no topo devido ao amarelecimento e seca das folhas centrais;
    - Folíolos de folhas novas seccionados em ângulo ou com pontas truncadas a direito;
    - Amálgama de fibras cortadas e úmidas com cheiro fétido.

    A luta contra a disseminação desta praga é particularmente difícil em virtude do inseto desenvolver-se no interior da planta o que lhe confere proteção contra a ação dos inseticidas.

    A estratégia de luta passa fundamentalmente por:
    - Detectar as palmeiras infestadas;
    - Destruir cautelosamente as mesmas, incinerando-as;
    - Realizar tratamentos nas palmeiras vizinhas sem sintomas;
    - Capturar os insetos adultos com armadilhas.

    Os tratamentos fitossanitários só devem ser feitos por pessoas ou entidades devidamente credenciadas para o efeito. As podas devem restringir-se apenas ao material seco, de modo a não atrair o inseto.

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    podridão mole

    Nomes comuns da doença: Podridão-mole
    Agente causal: Pectobacterium carotovora

    A doença
    É a principal doença bacteriana das orquídeas. Essa bactéria produz enzimas pectinolíticas, que degradam pectatos de cálcio da lamela média junto à parede celular, sob umidade elevada, sendo frequentes em Phalaenopsis, Cattleya e Laelia

    Sintomas
    As lesões ocorrem inicialmente nas folhas, sob a forma de anasarca (encharcamento dos tecidos), e ao atingirem o pseudocaule causam a morte da planta.

    Práticas de manejo
    Emprego de irrigação que evite acúmulo de água, especialmente em Phalaenopsis, cujas folhas formam ângulo de inserção com o caule próximo a 900.
    Evitar ferimentos durante tratos culturais. maior espaçamento possível entre planta.
    Efetuar adubação equilibrada e rica em cálcio.
    Remoção e queima de folhas infectadas.
    Isolamento e terapia de plantas doentes com pulverizações à base de cobre.

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    Podridão negra

    Podridão Negra Bacteriana – causada por um ou mais espécies de bactérias do gênero Erwinia. Não é muito freqüente no Brasil. É extremamente letal, causando surgimento de manchas negras, com aspecto aquoso e cheiro repulsivo. É de desenvolvimento rápido, tomando conta da planta em poucas semanas, levando-a à morte. Muitas vezes provoca um colapso da estrutura das folhas, ficando totalmente amolecidas e murchas.

    Podridão Negra – causado por dois tipos de fungos que vivem no solo (Pythium ultimun e Phytophtora cactorum), é a doença fúngica mais conhecida no Brasil. Caracteriza-se por manchas escuras, geralmente nos rizomas e pseudobulbos, de consistência mole, e que crescem até provocar a morte da planta.

    Muitas vezes inicia o ataque pela junção das folhas com pseudobulbos, derrubando a folha ainda verde. Nos coletivos, é a principal causa de morte, chegando a liquidar todas as plantas do vaso em poucos dias. Embora o controle seja difícil na planta já contaminada, pode separá-la das demais, cortar as partes atacadas, polvilhando um anticéptico em pó ou canela em pó. e pulverizando a planta com um fungicida sistêmico a cada 30 dias por 3 meses. Pulverizar também as plantas que estavam próximas da planta atacada.

    A podridão negra é uma doença que no meio orquidófilo tem gerado muita polemica e consequentemente pesquisa para se conseguir a cura.

    Nas pesquisas foi observado que esta doença se manifesta em duas ocasiões: primeiro, quando a umidade do ar está muito elevada e as plantas estão completamente expostas à chuva e em segundo lugar, as plantas são bastante regadas no horário matinal e estão em local não ventilado o que faz com que a umidade se mantenha por muito tempo. Quando isto acontece o calor emitido pelos raios solares aquecem a planta que ao atingir uma temperatura em torno de 28º C propiciam um ambiente ideal para a eclosão de fungos (as estufas são locais ideais para esta condição).

    Para combater
    1º – Mantenha suas plantas arejadas e longe de umidades excessivas.
    2º – Procure sempre regá-las à noite (quando a planta absorve melhor) ou muito cedo da manhã (entre 05 e 07 h do dia).
    3º – Só aplique adubos, hormônios e defensivos agrícolas durante a noite (são melhor aproveitados) e no máximo na proporção indicada pelo fabricante, nunca para mais nem uma gota ou grama. Se possível divida a quantidade pelo período recomendado e aplique diariamente dando no mínimo um intervalo de descanso para nova aplicação do dobro de dias que foi aplicado.
    4º – Se a doença aparecer na folha, corte-a imediatamente junto ao pseudobulbo (utilizando para isto um bisturi novo que pode ser adquirido na farmácia ou uma tesoura de poda devidamente esterilizada em uma solução de 70% de álcool e30% de água) e queime a folha cortada.
    5º – Se a doença aparecer no Pseudobulbo ou rizoma, deixe o coração de lado e proceda a incineração da planta, pois nesta condição não há salvação.
    6º – Acostume-se: a só utilizar para corte material esterilizado, a evitar que a água da rega que derrama da planta de cima caia diretamente na planta que esteja logo abaixo, a manter as plantas em local arejado ou de temperatura amena.

    Recomendações: Use Pó de canela, Cicatrene etc. apenas para evitar a entrada de novos fungos ou bactérias nos locais de corte, pois os mesmos são apenas agentes preventivos e cicatrizantes, não servindo como remédio para cura de nenhuma doença.

    chuvas

    PULGÃO-PRETO-DO-COQUEIRO
    Nome Popular:
    Pulgão-preto-do-coqueiro.
    Nome Cientifico: Cerataphis lataniae Boisduval.

    Características: Esse pulgão tem o formato circular, mede cerca de 2 mm de diâmetro, tem a coloração quase preta e locomoção lenta, podendo ser de forma alada ou sem asas. Os maiores danos do pulgão são decorrentes do ataque à inflorescência em formação, retardando seu desabrochamento. Esse tipo de ataque estimula a exploração das flores por pequenos curculionídeos e microlepidópteros. Em coqueiro-anão o ataque desse pulgão manifesta-se com mais severidade do que nas demais variedades.

    Como combater: Corte 20 cm de fumo e deixe de molho durante 1 dia em 1/2 litro de água. Para aplicar sobre as plantas, utilize 3 a 5 colheres de sopa desse preparado diluído em 1 litro de água. Sendo a nicotina volátil, não se recomenda o uso desta solução após 8 horas do preparo.

    LAGARTA-DAS-FOLHAS
    Nome Popular:
    Lagarta-das-folhas.
    Nome Cientifico: Spodoptera eridania.

    Característica: Cabeça castanho-avermelhado, corpo com listras longitudinais marrom-escuras e claras, recoberto por fina pilosidade, podendo atingir de 6,0cm a 8,0cm de comprimento.

    As lagartas vivem em grupo na copa do coqueiro, dentro de um ninho (saco) construído pela união de vários folíolos, onde permanecem abrigadas durante o dia. As lagartas são facilmente detectadas pelo desfolhamento da planta, presença de ninhos e de excrementos no chão.

    Como combater: Pulverize com extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas. Outro cuidado é o esmagamento dos ovos nas folhas ou a catação manual das lagartas. Com cuidado de usar luvas grossas para evitar queimaduras. Numa garrafa de 1 litro, misture 50 g de fumo de rolo picado e pimenta malagueta. Complete com água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize.

    FORMIGA CORTADEIRA
    Nome Popular:
    Formiga cortadeira.
    Nome Cientifico: Acromyrmes spp.

    Característica: As formigas cortadeiras quenquéns e saúvas, cultivam o seu próprio alimento, os fungos, e causam danos às plantas. As saúvas cortam quase todos os tipos de material vegetal fresco, incluindo flores, frutos, folhas e caules. Consideradas os maiores herbívoros, pode induzir a mortalidade de árvores inteiras através do corte de um percentual elevado de suas folhas, além de influenciar a regeneração de muitas espécies de plantas através do corte de flores e da predação e dispersão de sementes.

    Como combater: Pique uma xícara (chávena) de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos!)
    Acrescente 2 litros de água.
    Deixe de molho na água por 2 ou 3 dias ou ferva por 15 minutos.
    Acrescente sabão em pó ou lascas de sabão, misture e filtre.
    Durante a estação seca, aplique uma vez por semana. Durante a estação das chuvas, aplique três vezes por semana.

    ÁCARO DA FERRUGEM
    Nome Popular:
    Ácaro da ferrugem.
    Nome Cientifico: Plyllocoptruta oleivora.

    Característica: O ácaro da ferrugem tem coloração amarelada em formato de vírgula, sendo uma praga quase invisível a olho nu, porque mede 0,16mm de comprimento. Essa praga, considerada primária, danifica ramos, folhas e frutos. Seus danos a princípio são desapercebidos, mas ao decorrer do tempo, acabam resultando em sérios prejuízos à produção.Quando for encontrado 30% dos frutos com 5 ou mais ácaros por centímetro quadrado, ou quando 10% dos frutos estiverem com 20 ou mais ácaros, sugere-se pulverizar.

    Como combater
    2 litros de água
    1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido)
    8 litros de óleo mineral

    Modo de fazer
    Pique o sabão (se for em pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50g pasta em água morna e dilua tudo em 3 litros de água.

    TRAÇA DAS FLORES DE COQUEIRO
    Nome Popular:
    Traça das flores do coqueiro.
    Nome Científico: Ephestia cautella.
    Multiplicação: por ovos.

    Característica: têm coloração acinzentada,medindo cerca de 15 a 20 mm de envergadura. As asas anteriores apresentam duas manchas amareladas. Ataca frutas maduras de nogueiras, cocos, amêndoas de babaçu e outras palmáceas, farinha de soja e vagens de amendoim. É conhecida como traça-do-cacau, em virtude de atacar severamente as amêndoas do cacau.

    Como combater
    100g de fumo em corda, 1 litro de álcool e 100g de sabão.
    misture 100g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100g de sabão e deixe curtir por 2 dias.

    Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.

    MOSCA-DA-FRUTA
    Nome Popular:
    Mosca da fruta
    Nome Científico: Anastrepha spp.
    Multiplicação: por ovos

    Característica: mosca que mede cerca de 6,5 mm de comprimento, apresentando coloração amarela. As moscas-das-frutas produzem danos de grande proporção às culturas de mamão, citros, maçã, maracujá, nectarina, nêspera, pêra, acerola e ameixa. Os frutos atacados pelas moscas apresentam sintomas bem característicos: em volta do local onde foi feita a postura aparece um halo com aproximadamente 2 cm de diâmetro e coloração escura. Quando as larvas nascem, este halo vai ficando com cor acastanhada devido ao apodrecimento da casca. É exatamente aí, sobre esses tecidos destruídos, que se desenvolvem certos fungos.

    Como combater
    1 kg de sabão picado + 3 litros de querosene + 3 litros de água. Preparo: derreta o sabão picado numa panela com água. Quando estiver completamente derretido, desligue o fogo e acrescente o querosene mexendo bem a mistura.

    Aplicação: em seguida, para a sua utilização, dissolva 1 litro dessa emulsão em 15 litros de água, repetindo a aplicação com intervalos de 7 dias. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

    LESMA
    Nome Popular:
    Lesma
    Nome Científico: Vaginulus sp.
    Multiplicação: por ovos

    Característica
    É um molusco de corpo achatado,úmido e de coloração parda
    No cultivo de diversas espécies de flores, as lesmas se alimentam das flores e folhas e em hortaliças, atacam as partes mais tenras, flores, folhas e raízes, o que prejudica sua aparência e partes da planta a serem consumidas. Isso inviabiliza as plantas comercialmente, causando grandes prejuízos aos produtores.

    Como combater
    Tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratados pelo sal.

    BROCA-DO-OLHO-DO-COQUEIRO
    Nome Popular:
    broca do olho do coqueiro.
    Nome Científico: Rhynchophorus palmarum.
    Multiplicação: por ovos.

    Característica: besouro preto de 45 a 60 mm de comprimento.
    O coqueiro e outras palmeiras como o dendê, durante o corte da folha e da colheita, liberam cheiro característico que atrai o besouro.No coqueiro doente as folhas murcham e amarelecem, os folíolos secam. Com o avanço da doença, as folhas mais velhas ficam penduradas e presas. As folhas mais novas permanecem eretas formando um tufo. As plantas mortas ficam totalmente desfolhadas e pode ocorrer queda dos frutos.

    Como combater
    Com o uso de uma armadilha confeccionada com um balde de plástico com tampa reta ou levemente côncava e capacidade para 50 e até 100 litros. Na tampa do balde devem ser abertos 3 ou 4 furos de aproximadamente 6 cm de diâmetro equidistantes entre si. Em cada furo coloca-se um funil: a extremidade mais aberta é presa nas bordas do furo. No interior do balde devem ser colocados 30 a 40 toletes de cana-de-açúcar amassados, visando maior rapidez no processo de fermentação da cana.
    De 15 em 15 dias os toletes de cana devem ser trocados.Os insetos coletados devem ser retirados do balde e mortos manualmente.

    BICHO FURÃO
    Nome Popular:
    bicho furão
    Nome Científico: Ecdytolopha aurantiana
    Multiplicação: por ovos

    Característica: mariposa,com uma coloração marrom-escura.
    Embora tenha preferência por frutos maduros, atacam também frutos verdes. O ataque provoca a perda total do fruto, que cai e apodrece. Ataca mais intensamente entre os meses de novembro e março.

    Como combater
    100 ml de solução sulfocálcica (lojas de produtos agropecuários)
    10 litros de água.
    Misture bem e pulverize as plantas atacadas uma vez a cada 15 dias. Em época de chuvas, deve-se aplicar uma vez por semana. Pode ser armazenada por 6 a 12 meses fora do contato com ar e a luz.

    Aplicação:
    Deve-se utilizar o Equipamento de Proteção Individual. Após a aplicação, tanto o Equipamento de Proteção como o de pulverização devem ser lavados com uma solução de 10% de vinagre ou limão para cada litro de água.

    BICHO-DA-MAÇÃ
    Nome Popular:
    bicho da maçã.
    Nome Científico: Cydia pomonella.
    Multiplicação: Por ovos.

    Característica: Com coloração acinzentada e uma mancha circular escura rodeada de escamas avermelhadas.
    Ataca principalmente a maçã e a pêra.Os frutos atacados apodrecem e caem precocemente.Fica camuflada no interior da copa, em locais mais escuros das árvores, entrando em atividade quando a temperatura se eleva acima de 10 a 15,5ºC.São depositados na face superior das folhas ou sobre os frutos,um ovo por folha ou fruto.

    Como combater
    Colocar 100 g de fumo de corda cortado em pedacinhos em 1 litro de álcool mantendo abrigado da luz por alguns dias.

    Filtrar espremendo em pano e guardar o extrato em garrafa escura.
    Para melhor conservação é recomendado acrescentar 4 gramas de fenol por litro de extrato.

    Aplicação
    Para pulverizar nas plantas, na hora de usar, misturar 200 ml do extrato com 200 g de sabão e dez litros de água. O sabão quanto mais forte (alcalino) melhor, o qual deverá ser cortado em pequenos pedaços e dissolvido em água quente antes de adicionar a mistura.
    É tóxico para o ser humano e pode afetar os inimigos naturais. O seu preparo e aplicação requerem cuidados. A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias após a aplicação do fumo.

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    camelia

    Bonitas e frágeis, as Camélias são o alvo preferido de fungos, bactérias e até vírus, mas seria possível mantê-las saudáveis?

    O gênero Camellia compreende aproximadamente 200 espécies, sendo uma das mais conhecidas é a Camélia japonica. Esta planta pode ser muito sujeita a certos tipos de doenças. Mas só quando não recebe os cuidados adequados.
    Dos cuidados, o mais decisivo, sem sombra de dúvida, é a acidez do solo, que costuma ser neutralizada pela água clorada usada nas regas. Portanto, uma vez por ano, seria conveniente incorporar ao solo, em volta da planta, cerca de 150 gr de sulfato de ferro ou sulfato de alumínio. E adicionalmente, sempre que possível, usar água amanhecida. Ou seja, deixar a vasilha descansar por uma noite, antes de regar.

    Segue abaixo uma relação das doenças mais frequentes das Camélias e como livrá-las deste incômodo:

    Mofo-cinzento – o principal sintoma desta doença é a queda prematura das flores, sem falar que os botões ficam deformados e não conseguem desabrochar.
    Antes da flor cair, aparecem manchas acinzentadas escuras nas pétalas. No caule desenvolve-se um bolor esbranquiçado e salpicado de pequenas pintas negras. Como na maioria das doenças causadas por fungos, o mais adequado seria pulverizar toda a planta com fungicidas. No caso, a base de benomyl.

    Virose – quando começam a surgir manchas e anéis amarelados nas folhas e flores da Camélia, é sinal de que ela está com algum tipo de virose. De qualquer forma, apesar do aspecto de apodrecimento que ela apresenta, não é muito difícil tratá-la. Basta eliminar as partes afetadas. Aliás, esta providência evita o contágio das outras plantas, já que os insetos como a cochonilha e o pulgão são eficientes transportadores destas adversidades.

    Bacteriose – esta doença não chega a afetar as flores. Porém, as folhas são muito prejudicadas com manchas negras e arredondadas, que se transformam em podridão e caem em seguida. O tratamento mais adequado para esse tipo de moléstia, seria a eliminação das folhas infectadas, com a posterior pulverização de defensivos a base de cobre.

    Antracnose – começa a se manifestar na Primavera com o surgimento de pontos negros nas folhas, que acabam por virar úlceras, E, portanto, é imprescindível que as camélias sejam tratadas logo que os primeiros sintomas aparecem. Assim, seria conveniente pulverizar toda a planta com fungicidas a base de benomyl ou mancozeb, que devem ser aplicados a cada 2 ou 3 dias.

    Cancro dos ramos – as plantas mais velhas são as mais propícias a adquirir esta doença. Na casca dos ramos começam a aparecer áreas vermelho-escuras que incham. Logo em seguida, o galho se rompe expondo o tecido necrosado. E não é raro as folhas e galhos jovens começarem a amarelar e a secar.

    Se a infecção já estiver muito avançada, toda a Camélia pode vir a morrer. Por isso, é indispensável efetuar o tratamento logo no princípio. O melhor seria pulverizar fungicida a base de cobre, com as áreas mais afetadas pela doença já retiradas da planta. A propósito, essas partes eliminadas devem ser queimadas, para que novos contágios sejam evitados.

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    As plantas de jardim interno, por estarem confinadas em ambiente restrito e quase isoladas do exterior, requerem uma severa vigilância para debelar no início qualquer ataque de pragas ou doenças, as quais, proliferando rapidamente, em âmbito limitado, podem causar estragos desastrosos em curto espaço de tempo.

    Geralmente os maiores problemas relacionam-se à infestação por fungos, propiciada pela umidade atmosférica elevada. Os fungos, quando não eliminados em tempo hábil, enfraquecem as plantas e, exaurindo-lhes as defesas, facilitam a instalação de outras doenças que podem ser fatais. Cumpre, portanto ao primeiro sinal de fungo, proceder-se à pulverização de fungicida eficiente, repetindo-se a dose até que seja sanado definitivamente o problema.

    Pragas como as cochonilhas, pulgões ou lagartas também devem ser combatidas e eliminadas com presteza; utilizando-se para isso desde a catação manual até, em caso extremo, o emprego de inseticidas adequados a cada caso. Entretanto, o uso de tais produtos apresenta alto risco de intoxicação das pessoas, perdurando esses riscos mesmo decorridos alguns dias de sua aplicação. Fica pois o alerta: o ser humano pode ser o alvo mais direto desses produtos agrotóxicos que eliminando ou não os insetos e pragas, chegam a levar o homem à morte por choque anafilático.

    Existem métodos atóxicos para o homem e animais domésticos, sendo preferível a sua utilização quando se deseja eliminar pragas e doenças, apesar dos efeitos mais lentos.
    Quando as condições oferecidas às plantas de um jardim interno forem adequadas e bem próximas das ideais, dificilmente ocorrerão o ataque de pragas e doenças ou a infestação por fungos.

    A seguir, adicionando informações sobre os jardins internos, organizamos uma tabela que determina a seleção relativa das espécies de plantas adequadas e suas exigências em índices de luminosidade. Seu uso facilita ao paisagista agir com maiores possibilidades de acerto no planejamento do projeto, resultando em perfeito desenvolvimento e êxito na obra concluída.

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno – pleno sol

    Nome popular Nome científico
    Acalifa Acalypha spp
    Agapanto Agapanthus orientalis
    Agave Agave spp.
    Bananeira de jardim Musa zebrina
    Bananeira do mato Heliconia spp
    Calanchoe Kalanchoe spp
    Camarão Pachystachys lútea
    Capim dos pampas Cortadeira selloana
    Coleo Coleus spp
    Cróton Codiaeum vagiegatum
    Dracena Dracaena spp
    Exória Ixora coccínea
    Filodendro Philodendron spp
    Fórmio Phormium spp
    Onze horas Lampranths spp.

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno – meia sombra

    Nome popular Nome científico
    Afalandra Aphelandra squarrosa
    Amor perfeito Viola tricolor
    Antúrio Anthurium andreanum
    Azálea Rhododendron simsii
    Begônia Begônia spp.
    Brinco de princesa Fuchsia spp.
    Clívia Clívia miniata
    Columéia Columnea spp
    Comigo ninguém pode Dieffenbachia spp
    Cróton Codiaeum variegatum
    Dinheiro em penca Muehlenbeckia complexa
    Dracena Dracaena spp
    Ixora coccínea Exória
    Filodendro Philodendron spp
    Flor de cera Hoya carnosa
    Fórmio Phormium tenax spp
    Impatiens Impatiens spp
    Jibóia Scindapsus aureus
    Miosote Myosotis sylvatica
    Moréia Morea spp
    Peperômia Peperômia spp
    Petúnia Petúnia hybrida
    Prímula Prímula spp
    Ráfia Rhapis excelsa
    Samambaia Nephrolepis spp
    Violeta Viota odorata
    Violeta africana Saintpaulia ionantha

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno – sombra

    Nome popular Nome científico
    Aglaonema Aglaonema spp
    Avenca Adiantum spp
    Brinco de princesa Fuschia spp
    Bromélia Aechmae spp
    Chamadorea Chamaedorea elegans
    Comigo ninguém pode Dieffenbachia spp
    Dracena Dracaena spp
    Fitônia Fittonia spp
    Filodendro Philodendron spp
    Grama preta Ophiogon japonicus
    Maranta Calathea spp
    Peperômia Peperômia spp
    Peléia Pilea spp
    Prímula Prímula spp
    Sheflera Sheflera arborícola
    Singonio Syngonium spp

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno – obscuridade

    Nome popular Nome científico
    Avenca Adiantum spp
    Grama preta Ophiogon japonicus
    Maranta Calathea spp
    Rafiodofora Raphidophora decursiva
    Singonio Singonium spp
    Tradescância Tradescantia spp

    ferrugem

    Nome Popular: Ferrugem, ferrugem-da-folha, ferrugem-do-colmo, ferrugem-amarela, ferrugem branca, ferrugem asiática, ferrugem polisora
    Nome Científico: Hemileia vastatrix, Puccinia horiana, Phakopsora pachyrhizi, Physopella zea, Puccinia coronata, Puccinia cymbopogonis, Puccinia graminis, Puccinia melanocephala, Puccinea polysora,Puccinia recondita, Puccinia sorghi, Sphenospora kevorkianii, Tranzschelia discolor, Uredo behnickiana
    Classe: Urediniomycetes
    Filo: Basidiomycota
    Reino: Fungi
    Partes Afetadas: Folhas, caules, flores e colmos.
    Sintomas: Lesões de coloração amarela a vermelha e em alguns casos branca, de formato arredondado a oblongo. Presença de esporos pulverulentos semelhantes à ferrugem.

    Muitas espécies de plantas são atacadas pela doença mais conhecida como ferrugem, mas embora o nome seja o mesmo, muitas vezes o agente causador da ferrugem não é o mesmo em se tratando de plantas distintas. Por exemplo, a ferrugem branca do crisântemo é causada pelo fungo Puccinia horiana e a ferrugem das orquídeas pelo Sphenospora kevorkianii.

    Entre as grandes culturas alimentícias destaca-se a ferrugem-do-colmo do trigo, causada por Puccinia graminis, e a ferrugem asiática da soja, causada por Phakopsora pachyrhizi, entretanto existem outras espécies de fungos que causam ferrugens em café, roseira, milho, capim-limão, pessegueiro, goiabeira, macieira e jabuticabeira, entre tantos outros. As ferrugens são assim denominadas devido à lesão com massa de esporos pulverulenta de coloração amarela a avermelhada.

    Os esporos são estruturas de dispersão dos fungos, semelhantes às sementes das plantas. Seu tamanho é diminuto e cada lesão pode conter milhões de esporos sendo que, para haver nova infecção, basta que um único esporo germine em condições ideais de temperatura e umidade. No entanto a viabilidade germinativa dos esporos é restrita e nem todos os produzidos acabam por gerar novas infecções. O principal mecanismo de dispersão dos esporos é o vento, que pode carregá-los por milhares de quilômetros. As ferrugens geralmente se beneficiam de climas amenos, com temperaturas moderadas e alta precipitação. Observa-se maiores incidências em anos chuvosos e propensos a formação de orvalho sobre as folhas. Estes fatores se relacionam com a necessidade de haver molhamento das folhas para que o esporo germine. Por isso, irrigação mal manejada pode favorecer aparecimento de ferrugem, o ideal é irrigar o solo ou substrato e evitar molhar em demasia as folhas, principalmente se há histórico da doença no local.

    Os danos causados às plantas são irreparáveis partindo do ponto de que os tecidos vegetais afetados não têm capacidade regenerativa. Em ornamentais o ideal é destruir as plantas atacadas para evitar que outras plantas sejam afetadas. Em grandes culturas, o uso de fungicidas pode minimizar o impacto negativo sobre a produção que é o objetivo dos cultivos. Infelizmente, não existem produtos fungicidas curativos, apenas preventivos, por isso as doenças são um sério problema.Existe uma receita de fungicida caseiro fácil de preparar e muito utilizada na agricultura, trata-se da Calda Bordalesa.

    Consiste na mistura de sulfato de cobre, cal hidratada ou cal virgem e água. Esta calda tem eficácia comprovada sobre muitas espécies de fungos e bactérias em muitas plantas, sejam ornamentais, frutíferas, produtoras de grãos ou hortaliças. As aplicações devem ser feitas preventivamente, como a Calda Bordalesa age por contato, após alguns dias ou após uma chuva de média intensidade, deve ser feita nova aplicação. Não aplicar diretamente sobre todas as plantas, deve-se testar em poucas folhas e averiguar se não há toxidez, pode diluir ou concentrar a calda caso necessário. Vale ressaltar que a sanidade das plantas deve sempre ser averiguada no momento da compra, muitas doenças são transmitidas via substrato contaminado ou plantas doentes. Portanto, muito cuidado na hora de comprar, certamente este é o melhor método de prevenção não só da ferrugem, mas de outras doenças.

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