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Posts para categoria ‘Pragas e Doenças’

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Ter um jardim bem cuidado, cheio de flores e plantas bonitas, requer atenção. Afinal, ele pode ser atacado por pragas que se alimentam de vegetais e encontram uma bela fonte de comida nos canteiros domésticos.

E, por mais que os cuidados com as plantas sejam os melhores possíveis, sempre há o risco de que elas contraiam fungos e outras pragas. Algumas delas são difíceis de serem eliminadas e é preciso um controle rigoroso para elas abandonem a sua plantação. Existem uma infinidade de pragas e fungos que atacam as hortas e até mesmos diversas flores do seu jardim, impedindo que as suas folhas se desenvolvam e que a estrutura cresça de forma vistosa

Para resistir ao ataque de pulgões, cochonilhas, lagartas, formigas e outras pragas e doenças, as plantas precisam estar saudáveis, com a imunidade em alta.

O clima quente faz com que os insetos se desenvolvam e se reproduzam mais rapidamente. O calor também deixa as plantas vulneráveis e, por isso, elas precisam ser observadas com maior atenção.

Vamos então ver conhecer algumas maneiras de eliminar essas pragas de uma maneira natural, sem agredir o ar com fertilizantes químicos.

Extrato de fumo com pimenta contra lagartas
As lagartas são a fase jovem da borboleta. Todas são muito vorazes e algumas tem o hábito noturno.
* Pulverize com extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas. Outro cuidado é o esmagamento dos ovos nas folhas ou a catação manual das lagartas., com cuidado de usar luvas grossas para evitar queimaduras.

Numa garrafa de 1 litro, misture 50 g de fumo de rolo picado e pimenta malagueta. Complete com água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize.

Controle de lesmas
Caracterizam-se pelo corpo mole e segmentado. Quando se deslocam, deixam para trás um rastro de substância viscosa e brilhante.
* Distribua à noite, ao redor das plantas e canteiros, uma faixa de uns 15 cm de largura de pó de cal virgem ou de cinzas de madeira. Use também iscas de pão embebido em leite ou cerveja e coloque-as no pé da planta que precisa de proteção. As lesmas virão até as iscas, simplificando a catação manual.

Extrato de fumo no controle dos pulgões
Insetos que sugam seiva das plantas. Existem de diversas cores. A maioria é desprovida de asas e vive em colônias.
* Pulverize com extrato de fumo.
O extrato de fumo deve ser preparado se seguinte forma: Coloque um pouco do fumo de rolo picado  em uma tigela e cubra com álcool (líquido ou gel) Quando o fumo tiver absorvido todo o álcool, coloque novamente um pouco de álcool diluído em água. Deixe por 48 horas em local fresco.
Torça o preparado em um pano ralo e guarde-o em uma garrafa em local escuro.
Pulverize este extrato sobre toda a folha para espantar pulgões. Se desejar também combater cochonilhas, na hora de usar, misture cerca de um copo desse líquido com 100 g de sabão neutro derretido em água quente. Acrescente mais 10 litros de água, coe e pulverize.

Preparo da Calda Bordalesa
Para prevenir suas plantas contra o ataque de fungos e ácaros, prepare em casa a calda bordalesa.
* Ingredientes:
200 g de sulfato de cobre;
200 g de cal virgem;
20 litros de água;
Saco de pano ou “perfex”.

Preparo:
- Coloque numa vasilha 18 litros de água;
- Faça uma espécie de sachê com o perfez ou saco de pano, e preencha-o com 200 g de sulfato de cobre;
- Mergulhe parcialmente o sachê na água por 3 ou 4 horas, ou até que o sulfato de cobre se dissolva por completo;
- Numa outra vasilha, dissolva 200 g de cal em 2 litro de água. Despeje a mistura na solução de sulfato de cobre e mexa bem;
- Finalmente, antes de aplicar a calda bordalesa, é bom fazer um teste de acidez, mergulhando no preparo uma lâmina de ferro.
Se o preparado estiver muito ácido, o que pode prejudicar as plantas, a lâmina de ferro escurecerá. Neste caso acrescente um pouco mais de leite de cal à calda e repita o teste. Faça isso quantas vezes forem necessárias, até a lâmina não escurecer mais.

Extrato de fumo contra Brocas
São larvas que se alojam nas raízes de plantas formando galerias nos tecidos dos troncos.
* Aplique injeções de extrato de fumo dentro dos orifícios  das galerias feitas pelas brocas nos troncos e galhos. Logo em seguida, tampe a entrada com cera derretida.
O extrato de fumo deve ser preparado se seguinte forma: Coloque um pouco do fumo de rolo picado  em uma tigela e cubra com álcool (líquido ou gel) Quando o fumo tiver absorvido todo o álcool, coloque novamente um pouco de álcool diluído em água. Deixe por 48 horas em local fresco.
Torça o preparado em um pano ralo e guarde-o em uma garrafa em local escuro. Pulverize este extrato sobre toda a folha para espantar pulgões. Se desejar também combater cochonilhas, na hora de usar, misture cerca de um copo desse líquido com 100 g de sabão neutro derretido em água quente. Acrescente mais 10 litros de água, coe e pulverize.

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Sabão e fumo contra cochonilhas
São insetos sugadores com ou sem carapaça, que retiram os açúcares da  seiva. Vivem em colônias e não tem asas.
* Pulverize com sabão e fumo ou regue sob pressão. Em casos de ataques muito fortes, utilize a calda de sabão e fumo acrescida de óleo mineral. Se forem poucas as plantas atacadas, lave as partes afetadas com bucha, água e sabão ou detergente.
A calda de sabão pode ser preparada da seguinte forma:
Dilua 50 g de sabão neutro raspado em 5 litros de água quente. Esfrie, coe e pulverize.

Calda de Agave contra formigas
Para o combate contra formigas podemos utilizar folhas de  Agave.
* Pegue três folhas de agave (Agave americana L. e Agave atrovirens), macere e misture com água. Depois é só localizar a entrada do formigueiro e despejar o preparado. Ele reduz o desenvolvimento das formigas dentro do próprio formigueiro.

Cal virgem contra Ácaros
Os ácaros são organismos minúsculos que lembram pequenas aranhas.
* Polvilhe as plantas atacadas com cal virgem ou limpe esguichando jatos finos de água.

Tomateiro contra Pulgões
As folhas e o caule do tomateiro (Lycopersicum esculentum) têm ação inseticida contra diversos insetos, inclusive pulgões.
* Há duas formas de preparo: ferva as folhas e caules em água e deixe esfriar ou coloque as folhas de molho em água fria por 24 horas. Qualquer uma das misturas deve ser pulverizada sobre as plantas.

Tomilho contra lagartas, percevejos e pulgas
Plantado junto ao repolho, o tomilho (Thymus vulgaris) repele a lagarta das folhas. Também tem ação contra percevejos e pulgas.
*Para afugentar percevejos e pulgas, moa as folhas secas e polvilhe-as sobre as plantas e o solo.

Pimenta repelente de pulgão e cochonilha
Os frutos da pimenta (Capsicum annuum) são repelentes de pulgões, cochonilhas e insetos em geral.
* Coloque a pimenta em uma vasilha e soque-a até triturar bem. Cubra com água e deixe descansar de um dia para o outro. No dia seguinte, mexa bem e coe em um pano ralo ou coador para não entupir o pulverizador.

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Tagetes ou cravo-de-defunto contra nematoide e broca do tomate
O cravo-de-defunto (Tagetes patula) quando plantado em hortas, jardins ou pomares, repele insetos e mantém o solo livre de nematóides. Plante tagetes junto aos tomateiros para evitar a broca do tomate. Quando usada como cama para cães, ela afugenta pulgas.
* Para repelir insetos, macere folhas e flores e coloque-as em álcool diluído em água por 12 horas. Para 200 g da planta macerada, utilize 1 litro de álcool. Neste caso, dilua o extrato em 15 litros de água e pulverize sobre as plantas atacadas.

Mostarda contra cochonilha
As sementes da Mostarda (Sinapis alba) combatem a cochonilha.
* Moer as sementes misturando 100 g do pó em 1 litro de água. Coe e pulverize.

Pimentas contra pragas em geral
Os frutos da pimenta (Capsicum annuum) são repelentes de pulgões, cochonilhas e insetos em geral.
* Coloque a pimenta numa vasilha e soque-a até triturar bem. Cubra com água e deixe descansar de um dia para o outro. No dia seguinte, mexa bem e coe em um pano ralo ou coador para não entupir o pulverizador.

Mandioca contra Nematóide
A mandioca (Nabuhit utilissima) pode ser usada no combate a nematóides.
* Lave a mandioca crua e sem casca e reaproveite a água, regando com ela plantas de solo.

Manjericão contra moscas, mosquitos e besouro-da-batata
O manjericão (Oncimum basilicum) é um bom repelente de moscas e mosquitos se plantado perto da casa e é ótimo contra o besouro-da-batata.
* Para combater pulgões e outros insetos, deixe as folhas em água fria por 24 horas, em seguida, coe e pulverize a solução.

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Girassol contra insetos
O Girassol (Helianthus anuus) é um excelente repelente de insetos através de suas folhas e flores.
* Coloque flores ou folhas em água e deixe ferder por 1 minuto. Coe, deixe esfriar e pulverize sobre as plantas atacadas.

Hortelã contra ratos, formigas e insetos
A planta hortelã (Menta piperita) se plantada nas bordaduras dos canteiros, repele ratos, formigas além de insetos.
* Ferva água junto com a erva, deixe esfriar e pulverize sobre as plantas. O chá de hortelã é muito útil para as plantas em geral, protegendo-as e desinfetando-as.

Fruta-do-conde ou pinha contra broca, cochonilha e pulgões
A fruta-do-conde ou pinha (Annona squamatosa) tem ação contra brocas, cochonilhas e pulgões através de suas sementes e raízes.
* Triture as sementes ou raízes e espalhe sobre os locais infestados.

Cebola controla insetos
A cebola (Allium cepa) controla lagartas em beterrabas, broca e ferrugens em plantas, também combate pulgões:
* Corte a cebola em fatias ou bata no liquidificador com água. Adicione meio litro de água. Borrife a mistura sobre as plantas 2 vezes ao dia num intervalo de 5 dias. Plante cebola perto da planta lantana ou cambará para repelir brocas.

Cinamomo contra gafanhotos e pulgões
As folhas do Cinamomo (Melia azedarach) são inseticidas contra gafanhotos e seus frutos combatem pulgões.
* Deixe as folhas de molho em água fervente por cerca de 10 minutos e, em seguida, pulverize.
No caso de utilização dos frutos, corte-os e deixe de molho em uma solução com 50% de água e 50% de álcool durante 24 horas. Coe e pulverize em seguida.

Babosa como cicatrizantes de cortes
A babosa (Aloes spp) poderoso cicatrizante de cortes e feridas dos troncos das árvores.
*  Passe a polpa diretamente nos cortes para evitar o ataque de fungos e outras doenças.

Receita para o controle do Tatuzinho  em hortaliças
O tatuzinho é uma praga que ataca as hortaliças e se alimenta de raízes, porém esta não se caracteriza por trazer grandes prejuízos no cultivo de hortaliças.
Seu controle pode ser efetuado através de iscas conforme o protocolo abaixo.
* 1 kg de farelo de trigo + 50 ml de melaço + 10 g de defensivo do grupo dos Carbonatos (menos agressivo)Mistura-se os produtos com água necessária para formar uma massa (tipo bolo) Pegar a isca, colocar ao redor da planta. A noite Os tatuzinhos se alimentarão da isca, procedendo seu controle.
Outros insetos como: grilos, paquinhas e lagarta rosca também são controlados com a mistura.

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Controle do Mofo-branco ou Oídio da Roseira
Uma das doenças mais importantes da roseira é o Oídio. Esta doença ataca principalmente folhas, ramos novos e botões florais. Seu controle se dá através de podas da parte doente, recolhendo-se as folhas doentes e queimando-as. Cobre-se as partes podadas com pasta fúngica.

Outra forma de controle é o uso de sulfato de cobre + enxofre, conforme veremos abaixo.
* Para cada  litro de água, misturar 3 g de sulfato de cobre + 3 grama de enxofre.
Colocar os produtos em pequenas quantidades de água para a diluição. Depois juntar com o restante da água passando por  uma peneira para reter os resíduos sólidos dos produtos misturados para evitar o entupimento dos bicos na hora da pulverização. Mistura-se bem e faz-se a aplicação por cima e por baixo das folhas. Repete-se o mesmo procedimento a cada 15 a 20 dias.
Deve-se aplicar preventivamente mesmo sem o ataque da doença. Este produto serve para o controle da pinta preta da roseira também.
Lembrando-se que o preparo e aplicação do produto deve ser efetuado com EPI (equipamento de proteção individual)

Pasta para pincelamento do tronco em citros:
Enxofre Ventilado…………………………………..1kgCal Hidratada…………………………………………2kg
Sal de cozinha……………………………………….0,5kg
Inseticida fosforado, em 1/4 da dosagem recomendada para cochonilhas
Água…………………………………………………15 litros.
* Indicado para o pincelamento de troncos e base  dos ramos principais, na prevenção de brocas e cochonilhas em citros.

Como eliminar a parasita Fio-de-ovos (Cuscuta polimorfa)
O Fio-de-ovos é um parasita muito difícil de extirpar, pois é um vegetal sem folhas, sem clorofila e sem raízes. É constituído apenas dos fios amarelos dos quais saem pequenas estruturas que penetram na planta hospedeira para retirar a seiva. Esse parasita, um problema grave nos EUA, chegou ao Brasil com sementes de alfafa. O parasita tem predileção por algumas plantas, por exemplo, costuma proliferar na Coroa-de-cristo, parasitando ainda Hibiscos e Resedá. O combate deve ser feito, sempre que possível, extirpando-se a planta parasitada junto com o parasita, substituindo-a por uma muda que deve ser acompanhada, catando-se manualmente a Cuscuta assim que aparecer, para que não prolifere. Sendo possível, pode-se retirar o parasita da planta, mas é trabalhoso e serviço a longo prazo, para evitar a reinfestação.

Repelente contra Pernilongos, Borrachudos e Mosquito da Dengue
1/2 litro de álcool;
1 pacote de cravo da Índia (10 gr);
1 vidro de óleo de neném (100ml)
* Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde;
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoa, camomila, erva-doce, Aloe vera).
Passe só uma gota no braço e nas pernas e o mosquito foge do cômodo. O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação. A comunidade toda tem de usar, como num mutirão.

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Íris germanica
As pragas e doenças são causadores de muitos prejuízos em plantas ornamentais. Esses problemas fitossanitários podem ter origens diversas:
* Devido ao grande número de plantas de uma mesma espécie cultivada (monocultura);
* Adaptação do agente causador à planta hospedeira;
* Grande número de plantas exóticas que “importam” esses agentes.

Esses problemas podem ser resolvidos em casa, utilizando técnicas e cuidados simples.

Seguem algumas dicas de como proceder com alguns probleminhas que temos com nossas plantas, espero que seja útil.

1. Sintomas: Folhagem murcha, terra seca.
Causa: Falta de água
Tratamento sugerido: Retire a planta do sol, vaporize a folhagem; depois de uma hora mergulhe a planta numa bacia molhando o substrato por imersão. Leve o bonsai para um local sombreado por alguns dias.

2. Sintomas: Folhagem que murcha seguidamente e terra que seca muito rápido ou escorre pelas bordas (água não penetra no solo).
• Causa: Excesso de raízes
• Tratamento sugerido: Troque a terra imediatamente. Pode as raízes e use um vaso um pouco maior se necessário. Vaporize a folhagem.

3. Sintomas: Folhas murchas e terra úmida
• Causa: Raízes apodrecidas
• Tratamento sugerido: Retire a planta do vaso, limpe as raízes com jato de água ou mergulhe repetidas vezes numa bacia d’água; corte as raízes apodrecidas. Reenvase em composto com muita areia.

4. Sintomas: Galho que muda subitamente de cor
• Causa: Vírus
• Tratamento sugerido: Corte as áreas afetadas, esterilize as ferramentas usadas de modo a não contaminar outras plantas.

5. Sintomas: Folhas e veios amarelados
• Causa: Deficiência mineral
• Tratamento sugerido: Aplique um fertilizante mineral que inclua ferro, manganês, zinco e magnésio

6. Sintomas: Topo do bonsai está com folhas queimadas e secas
• Causa: Sol muito forte
• Tratamento sugerido: Retire a planta do sol, levando-a para um local mais sombreado; vaporize a folhagem.

7. Sintomas: Galhos baixos do bonsai estão secando, não desenvolvem folhas novas.
• Causa: Falta de sol (luminosidade) nos galhos inferiores
• Tratamento sugerido: Pode o topo do bonsai eliminando o excesso de folhas, gire o vaso de vez em quando, faça uma leve fertilização, mantenha o topo com pouca folhagem.

8. Sintomas: Coníferas com verde pálido, pouca brotação anual.
• Causa: Ácaros ou cochonilhas
• Tratamento sugerido: Aplique um inseticida mineral ou orgânico, pode os galhos com excesso de folhagem, coloque em local ensolarado.

9. Sintomas: Furo no tronco do bonsai
• Causa: Brocas
• Tratamento sugerido: Injete algum inseticida nos furos com uma seringa.

10. Sintomas: Tronco úmido, escuro e com limo.
• Causa: Excesso de água
• Tratamento sugerido: Lave com escova de dentes toda a região do tronco afetada, molhe somente a terra nas próximas vezes.

11. Sintomas: Limo em madeira morta
• Causa: Umidade
• Tratamento sugerido: Limpe com escova de dentes e aplique calda sulfocáustica com pincel pequeno.

12. Sintomas: Limo no vaso
• Causa: Algas
• Tratamento sugerido: Limpe o vaso com escovinha. Use uma solução de água sanitária (Tipo clorox) diluída; depois de seco o vaso, passe uma leve camada de óleo mineral.

13. Sintomas: Crosta branca no vaso e até na terra
• Causa: Depósito de sais minerais; pode ser duas as causas: água com excesso de cloro ou uso de adubo mineral com muita frequência.
• Tratamento sugerido: Limpe a crosta do vaso com escovinha, água e detergente; molhe a planta mergulhando-a numa bacia com água que cubra toda a terra do vaso por aproximadamente 1/2 hora.

14. Sintomas: Pó branco em folhas
• Causa: Míldio
• Tratamento sugerido: Tratar com fungicida (Tipo calda bordalesa) molhe somente a terra evitando molhar a folhagem; retire as folhas atacadas.

15. Sintomas: Folhas com pó cor de ferrugem
• Causa: Fungos
• Tratamento sugerido: Tratar com fungicida ( Tipo calda bordalesa ), molhe somente a terra evitando molhar a folhagem; retire as folhas atacadas.

16. Sintomas: Folhas novas muito maiores que as demais
• Causa: Excesso de nitrogênio
• Tratamento sugerido: Molhe bem o bonsai para remover o excesso de fertilizante, leve a planta para local ensolarado, remova as folhas indesejadas.

17. Sintomas: Folhas caem subitamente
• Causa: Choque de calor
• Tratamento sugerido: Leve a planta para local sombreado, vaporize a folhagem remanescente e molhe bem a terra.

18. Sintomas: Pouca brotação nova e pequena para o normal
• Causa: Excesso de raízes
• Tratamento sugerido: Reenvase a planta, podando as raízes, use um bom composto.

19. Sintomas: Mesmo sintoma apresentado no item anterior, mas a planta não apresenta excesso de raízes.
• Causa: Falta de Nitrogênio
• Tratamento sugerido: Fertilize levemente e mais seguido.

20. Sintomas: Escamas brancas nas folhas novas e brotos.
• Causa: Mosca branca
• Tratamento sugerido: Vaporize inseticida mineral ou orgânico.

21. Sintomas: Folhagem de crescimento alongado; folhas muito espaçadas, verde pálido.
• Causa: Luz insuficiente
• Tratamento sugerido: Mova a planta para local ensolarado aos poucos, podando o crescimento muito alongado.

22. Sintomas: Coníferas azuis que passam para verde
• Causa: Carência de magnésio
• Tratamento sugerido: Use adubo mineral completo. A cor azul se intensifica com o sol, verifique se a planta está em local adequado.

23. Sintomas: Árvore que não floresce
• Causa: Poda em época errada
• Tratamento sugerido: Se a planta já alcançou a idade de florescer a poda deve ser feita na Primavera somente depois de as flores murcharem e caírem. A poda anual muito profunda remove os botões florais; adube plantas que florescem com fosfato ( Farinha de osso ou adubo mineral no Outono).

24. Sintomas: Formigas andando por galhos e tronco
• Causa: Pulgões e cochonilhas
• Tratamento sugerido: Use inseticida orgânico ou mineral vaporizando a folhagem.

25. Sintomas: Novos brotos das folhagens não abrem
• Causa: Deficiência de fósforo
• Tratamento sugerido: Fertilize com farinha de osso ou adubo mineral tipo 4-10-8 ou similar

26. Sintomas: Flores que não abrem
• Causa: Deficiência de potássio
• Tratamento sugerido: Fertilize como no caso anterior.

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Bemisia tabaci
A mosca-branca (Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii), também conhecida por Piolho-das-plantas, Piolhos-farinhentos, é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns.

Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas. Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.

As moscas-brancas adultas parecem pequenas mariposas com asas brancas de cera. O estágio de ninfa se assemelha a pequenas escamas esbranquiçadas. Elas danificam as plantas sugando os sumos e secretando um resíduo pegajoso em que cresce mofo.

É um inseto é muito pequeno, medindo de 1 a 2 mm e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

O estágio de escamas é difícil de eliminar, mas os adultos são mais facilmente controláveis.

Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim como os pulgões, a mosca-branca também secreta uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

As partes afetadas são os botões, brotos, folhas, enfim, toda a planta e os sintomas da presença dessa praga são as folhas enrugadas com coloração amareladas, amadurecimento irregular de frutos, presença de fumagina e redução de floração.

Armadilhas podem impedir os adultos de colocarem ovos, e sprays caseiros podem ser usados ​​para controlar a mosca-branca em estufas e em vasos de plantas dentro de casa.

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Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro). A mosca-branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brócolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

O controle de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas. Em áreas menores sugere-se o controle preventivo. Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Para plantas ornamentais fora de casa, os sprays caseiros proporcionam um melhor controle, pois as mudanças climáticas podem estragar as armadilhas.

Materiais que a serem utilizados
*
Álcool;
* Borrifador;
* Sabão de glicerina;
* Alho.

Inseticida para plantas de interior
* Primeiramente, remova as moscas brancas adultas com um aspirador pequeno de mão ou com um comum. Vasos de plantas menores podem ser colocados sob o chuveiro para remover insetos adultos. Certifique-se de cobrir a terra do vaso para que não saia do vaso.

Faça uma solução de álcool isopropílico 70% para usar como spray. Misture duas xícaras de álcool em 250 ml de água. Não use mais álcool, pois pode queimar plantas com folhas peludas ou suculentas;

* Teste a solução sobre uma porção de cada planta, pois algumas são sensíveis ao álcool. Encha um borrifador e aplique a solução em todas as partes não sensíveis. Aplique nas hastes e em baixo das folhas;

* Use uma solução de sabão para plantas sensíveis. Rale 16 colheres de sopa de sabão de glicerina e misture em seis litros de água até que dissolver completamente. Para testar a sensibilidade, passe a solução na parte inferior de uma folha;

* Aplique a solução de sabão em todas as partes das plantas não sensíveis e deixe secar de um dia para o outro. Lave as plantas no dia seguinte com água corrente, ou leve os vasos grandes para fora e use a mangueira com um jato fraco.

Inseticida para plantas de exterior
* Amasse dentes de alho suficientes para encher uma xícara. Adicione quatro colheres de chá de óleo mineral, misture bem e deixe de molho por um dia;

* Adicione quatro xícaras de água e uma colher de sopa de sabão inseticida. Misture muito bem e deixe descansar por duas horas, coando a solução em seguida;

* Use uma colher de sopa de solução para cada duas xícaras de água no pulverizador. Molhe todas as partes das plantas, incluindo a parte de baixo das folhas. Não utilize um pulverizador que foi utilizado com herbicidas ou outros inseticidas.

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Elimine as pragas nos hibiscos para que as plantas voltem a florescer

Identificar pragas em hibiscos é a primeira etapa em direção à eliminação delas. Uma vez que você sabe o que os insetos são e como se livrar deles, suas flores terão novamente a oportunidade de prosperar.

Esses insetos normalmente causam mais problemas com o passar do tempo se não forem eliminados rapidamente, já que muitas pestes de hibisco danificam as folhas e flores, além de espalharem bactérias e doenças pela a planta.

Pulgão
Talvez o tipo mais comum de inseto em hibiscos seja o pulgão; estes são pequenos insetos pretos, verdes ou brancos que invadem o broto e a flor da planta. Eles podem ser vistos no topo dos caules, próximos ou nas flores.

Eles deixam uma substância grudenta chama de “melada” nas folhas e se reproduzem com uma frequência alarmante, portanto quando a praga é vista pela primeira vez, os hibiscos devem ser tratados o mais rápido possível.

Os predadores naturais incluem crisopas e joaninhas, mas eles não livram suas flores completamente desses pequenos predadores; você pode ter que usar uma substância química sistêmica contendo imidacloprida.

Formigas
Além de gostar do néctar das flores do hibisco, as formigas adoram a melada doce criada pelos pulgões e outros insetos sugadores de seiva. Elas carregam pragas e seus ovos nas folhas do hibisco, cultivando e protegendo-os de outros insetos.

Talvez a melhor maneira de se livrar das formigas é primeiro eliminar os insetos que elas estão cultivando; isso pode levar semanas de observação cuidadosa e uso de substâncias químicas, mas controlará mais do que um problema de pestes.

Outra maneira de se livrar das formigas é usando uma isca que será carregada para o ninho, pois isso eliminará a rainha e sua colônia.

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Mosquitos dos fungos
Se cultiva hibiscos dentro de casa, pode ser comum ver pragas voadoras, como moscas dos fungos. Esses insetos se parecem e voam como pequenos mosquitos; a larva desse mosquito se alimenta de fungos, que é comum em plantas em vasos, e então continuam a se alimentar das raízes das plantas. Os mosquitos danificam o sistema da raiz e também espalham os fungos, que são perigosos para os hibiscos. Para se livrar dos mosquitos de fungos, trate as larvas e os adultos; você pode precisar de dois inseticidas separados para isso.

Moscas da costa
Diferentemente dos mosquitos de fungos, as moscas da costa não danificam as plantas de hibiscos, mas são um incômodo, pois esses insetos voadores se parecem e voam como pequenas moscas caseiras.

Eles se alimentam de algas, que crescem comumente em cima do solo de plantas em vasos. Para se livrar das moscas da costa, trate-as com um inseticida para mosquitos dos fungos adultos e remova crescimentos de algas óbivos do solo de sua planta de hibisco.

Tripes
Os brotos saudáveis de hibiscos não perdem a cor e caem da planta, mas se eles estiverem sofrendo do mal tratamento de tripes, as flores morrerão antes de florescer. O tripe é uma praga pequena que vive e coloca ovos em muitos tipos de flores diferentes, incluindo hibiscos. Eles se parecem com uma pequena linha preta e são difíceis de serem vistos.

A melhor maneira de determinar se seu hibisco possui tripes é removendo uma flor aberta do caule e balançando-a, de ponta cabeça, sobre um pedaço de papel branco; os insetos são fáceis de serem vistos contra o papel. Para extinguir a infestação, remova todos os brotos mortos e fechados.

Os tripes amadurecem no solo embaixo das plantas que infestam, então jogue todos os botões e resíduos de flores. Alguns inseticidas sistêmicos podem ser usados se você alternar tipos, pois os tripes rapidamente desenvolvem uma resistência a matadores químicos. Para uma maneira mais natural de removê-los, use um produto contendo óleo de Nim.

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As pragas causam muitos estragos em plantações e favorecem doenças de origem fúngicas nas plantas, que podem ser prejudiciais ao seu desenvolvimento. Elas costumam atacar nos períodos de primavera, quando as atividades de fertilidade das plantas estão mais ativas e com maior desempenho.

Em desequilíbrio ecológico os problemas se tornam ainda maior que podem envolver ainda outros desequilíbrios que também são importantes, como temperatura, água e luminosidade.

Há diferentes espécies de pulgões que atacam regiões diferentes das plantas, sendo raízes ou folhas. Quando o solo está empobrecido de matéria orgânico e nutriente, ou excesso dessas coisas que tornam os ataques mais comuns. Isso acontece porque muda os teores de açucares das plantas através das próprias bioquímicas, o que é extremamente atraente aos fitoparasitas.

O pulgão pode ser encontrado em diversos gêneros e espécies e se identifica pelo pequeno tamanho e por ser encontrado em plantas com características de parasitismo bem relevantes. Eles se alimentam basicamente da seiva desses vegetais através dos vasos condutores de xilema e floema. São causadores de grandes prejuízos para produtores agrícolas e muito danosos às plantas, pois podem transmitir diversas doenças que são passadas de plantas para plantas além de favorecerem o crescimento de fundos.

O pulgão chega a medir no máximo cinco mm de comprimento, é uma das pragas mais perigosas para os vegetais devido ao tamanho do seu estrago. Quando a sua infestação não é controlada, pode acabar com uma plantação inteira.

Estes animais apresentam aparelho bucal sugador está no grupo dos sugadores de seivas, liberando uma secreção açucarada que alimenta fungos escuros. Esses fungos cobrem as lâminas foliares impedindo a fotossíntese da planta e consequentemente seu desenvolvimento. Esse líquido também atrai outros insetos e deixa a planta mais suscetível a danos causados por bactérias e fungos.

Como esses insetos podem atingir desde plantas silvestres até as cultivadas artificialmente, existem mais de mil tipos deles, sendo de cores variadas como marrons, pretos, brancos, verdes, cinzas e amarelos e vivem em colônia.

Pulgoes
Eles preferem as folhas e folíolos mais novos. Suas fêmeas se reproduzem por partenogênese (sem fecundação) geralmente nos meses mais quentes do ano  enquanto que no outono já ocorre o acasalamento entre machos e fêmeas. Esses insetos são sociais, porém a maior convivência é entre fêmeas. Os sinais podem ser observados através de manchas pelas folhas, ou pelo atrofiamento da planta fitoparasitada.

Como se livrar desse inseto indesejável
Como podem ser carregados através do vento para bem longe, os pulgões podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios acontecem na primavera, início do outono e verão.

Existem algumas espécies que podem parasitar até plantas tóxicas, o que não influencia na maneira de eliminação desse pequeno inseto, coisa que é muito fácil de fazer.

Uma primeira dica é de que não se devem usar inseticidas desses comprados em mercados para insetos domésticos. Esses inseticidas não são completamente eficazes e ainda matam os predadores naturais do pulgão.

Pesquisadores em horticultura e biólogos afirmam que a presença de joaninhas e outros insetos minimizam de forma mais eficaz o aparecimento de pulgões. Através de controle biológico também a praga pode ser controlada.

O controle biológico implica na utilização de um organismo para eliminar o outro. Nesse caso existe uma pequena vespinha que põe ovos dentro do corpo desses pulgões que se alimentam desse inseto como hospedeiro. Porém o controle biológico deve ser feito apenas através de especialistas que entendem do assunto, afinal de contas introduzir organismos em ecossistemas diferentes pode ser mais complicado do que parece.

Embora essa alternativa de incluir organismos predadores da espécie praga pareça ser a melhor idéia e opção para resolver o problema, esse tipo de atividade deve ser avaliado e estudado muito bem, a migração de espécies invasoras (como são chamadas) pode trazer mais problema ainda para o ambiente local ou invés de resolver o problema.

Porém ainda mais fácil mesmo seria a aplicação de inseticidas que sejam mais fracos, e próprios para serem usados em plantas ornamentais. Você pode optar ainda por receitas naturais, ou caseiras que apresentam os mesmos resultados.

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Uma forma de combate bastante eficiente para combater o pulgão de forma caseira é a calda de fumo, ele é excelente na eliminação de pulgões assim como também elimina as cochonilhas, vaquinhas, ácaros e lagartas.

Receita de caldo de fumo
Essa fórmula é mais usada para áreas pequenas de controle de pulgões.
Ingredientes
* 100 ml de álcool hidratado;
* 1 litro de água fervente;
* 250 g de fumo de corda.

Como preparar?
Em primeiro lugar deve-se picar o fumo em pedaços pequenos, coloque-os em uma vasilha, acrescente água previamente quente e deixe tampado para que a mistura descanse umas 24 hora.
Feito isso, agite tudo de uma só vez para misturar, filtre o líquido, aqui pode-se utilizar um pano fino e ir espremendo para retirar todo o líquido do fumo. Acrescente o álcool, que vai servir para conservar a solução. O caldo deve ser guardado em um frasco escuro.

Na hora da aplicação, o ideal é diluir 100 ml do caldo em 1 litro de água. Acrescente ainda 10 gotas de detergente (isso faz com que a tensão superficial da água seja quebrada). Pulverize a planta e repita sempre que for necessário.

Receita de suco de alho
Junte dois dentes de alho pra uma quantidade de 1 litro de água, pulverize as plantas pelo menos uma vez na semana com o suco.

Receita de calda de sabão
Ingredientes
* 1 litro de água;
* Uma colher (sopa) de sabão em barra ralado.

Como preparar
Ferva a água e derreta o sabão completamente. Dissolva essa mistura com mais 4 litros de água e aplique com um pulverizador nas plantas uma vez durante a semana.

O mais indicado para acabar com este tipo de praga são os inseticidas sistêmicos, mas é importante lembrar que qualquer inseticida para ser usado em relação à agricultura, deve-se levar em consideração diversos requisitos como periculosidade, contato com animais e crianças, se esse solo tem contato com reservatórios de água. Nesse caso deve-se procurar a orientação de um especialista no assunto, ele saberá informar qual inseticida é mais apropriado para determinado tipo de espécie.

Importante
As soluções para eliminar os pulgões ou outras pragas devem ser pulverizadas Para tratar os pulgões, deve ser pela manhã.

Não aplique o produto no calor da tarde. O calor do sol é intensificado pelo sabão e óleo no pesticida e pode queimar as folhas das plantas. Outras opções para o controle de pulgões incluem a pulverização com um fluxo constante de água ou permitir que insetos predadores, como joaninhas e crisopídeos, os cace. Plante ervas com flores em seu jardim, como endro e borragem, para atrair esses insetos.

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A cochonilha é uma das pragas mais prejudiciais às plantas ornamentais. Primeiro surgem pequenas bolinhas brancas que se mantêm praticamente estáticas nos caules mais próximos às folhas. Depois, as folhas começam a apresentar manchas e murchar. Logo em seguida, a planta perde vigor a ponto de, em casos extremos, morrer.

Esse é um roteiro resumido de um típico ataque de cochonilhas, uma das pragas mais prejudiciais às plantas ornamentais.
Embora minúsculos, medindo não mais do que 35 mm, esses insetos sugadores de seiva podem fazer grandes estragos, não apenas pelos nutrientes que rouba, mas também por secretar uma espécie de cera que facilita o ataque de fungos, diminui a capacidade fotossintética da planta e, de quebra, atrai formigas doceiras.

Parentes próximos das cigarras e dos pulgões, as cochonilhas apresentam formas muito variadas, o que dificulta a sua identificação. A coloração pode ser branca, marrom, avermelhada, verde ou enegrecida. Algumas espécies possuem corpo mole e se depositam sobre as plantas como se fosse algodão, enquanto outras têm uma carapaça dura. Sempre em conjunto, os insetos normalmente se instalam nas axilas das folhas (ponto onde a folha encontra o caule), sob as folhas, nos ramos e troncos das árvores e até mesmo em frutos e raízes.

A proteção do jardim contra esses intrusos começa na manutenção das plantas em condições saudáveis. O ataque dessa e de outras pragas sempre ocorre em plantas submetidas a condições ambientais e/ou nutricionais impróprias. Entre os fatores que propiciam esses ataques, ela destaca a existência de solo ou substrato inadequados, quantidade insuficiente de luz, falta de água, déficit de nutrientes ou adubação em excesso. Outro fator favorável às cochonilhas é a eliminação dos predadores naturais, como percevejos, joaninhas, moscas e alguns fungos.

Em teoria, todas as espécies vegetais utilizadas na ornamentação de jardins e de interiores, quando submetidas a condições inadequadas de cultivo, estão vulneráveis ao ataque de cochonilhas. No caso das suculentas, algumas espécies são mais suscetíveis, como nas Echeverias (Rosa-de-pedra). Outras plantas comumente atacadas por esses insetos são a Hortência chinesa, a camélia, as laranjeiras e os limoeiros.

Como intervir?
A boa notícia é que livrar o jardim das cochonilhas não é tarefa difícil. De acordo com a intensidade e as condições do ataque, o controle pode ser feito com a poda e a destruição das áreas mais comprometidas. A limpeza das partes mais infestadas com esponja ou escova secas, ou a remoção dos insetos com cotonete embebido em vinagre ou álcool etílico, também são medidas que surtem efeito.

Para os casos em que é necessária uma intervenção mais dura, uma solução é pulverizar a planta atacada com emulsões de sabão de coco ou detergente neutro e, em seguida, pulverizar óleo mineral emulsionável. O óleo mata os animais por asfixia ao formar uma película sobre eles que impede a respiração. Para maior proteção das plantas, é importante que a pulverização seja feita sempre no final da tarde quando há menor incidência de sol.

A batalha contra as cochonilhas pode ser vencida, ainda, com a aplicação de inseticidas de baixa toxicidade próprios para uso em plantas ornamentais. Outra estratégia de combate válida é a pulverização de extratos vegetais naturais, como a calda de fumo e a calda de Santa-maria (ver receitas abaixo).

Receitas caseiras contra cochonilhas
Calda de fumo
Ingredientes:
100 gramas de fumo de corda;
1/2 litro de álcool;
1/2 litros de água;
100 gramas de sabão em pedra neutro.

Preparo:
Misture 100 gramas do fumo cortado em pedacinhos em 1/2 litro de álcool. Acrescente 1/2 litro de água e deixe a mistura curtir por aproximadamente 15 dias. Após este período, corte o sabão em pedaços pequenos e dissolva-o em 10 litros de água. Misture o sabão à calda de fumo curtida. Em áreas com ataques muito intensos, pulverize a mistura diretamente sobre as plantas. Caso a infestação ainda seja pequena, dilua o preparo em até 20 litros de água limpa antes da pulverização. As aplicações devem ser feitas em períodos de sol ameno. Uma dose  tende a resolver o problema, caso os bichinhos não desapareçam, porém,  vale borrifar as plantas atacadas uma vez por semana, até que a infestação acabe.

Calda de Santa Maria
Ingredientes:
200 gramas de Erva-de-santa-maria (Dysphania ambrosioides);
1 litro de água fria;

Preparo:
Amoleça 200 g de erva de Santa Maria em 1 litro de água fria durante 6 horas. Aperte bem as folhas para extrair o suco. Dilua o extrato obtido em 5 litros de água limpa. Pulverize o preparado sobre as partes atacadas uma vez por semana, sempre sob sol ameno, até que a praga seja eliminada.

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Entre as pragas que atacam as plantas uma se destaca, isto é, é mais “feroz”, é a mosca-branca, que apesar do nome, na idade adulta tem a coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. A medida delas fica entre 1 e 2 mm e o macho é menor do que a fêmea. s asas ficam um pouco separadas permanecendo com os lados paralelos quando elas estão de repouso e ainda é possível ver o abdômen.

Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

O tempo que uma praga como essa vive depende da temperatura que ela está exposta e o tipo de alimentação. E o seu estágio de crescimento para do ovo a adulto sob temperatura que deve ficar em torno dos 32 graus e leva entre 18 e 19 dias.

O ovo da mosca-branca também é de cor amarela e o seu formato lembra muito aquele de uma pera, a medida fica entre 0,2 e 0,3 mm. As fêmeas colocam os seus ovos na parte de dentro das folhas de forma irregular. E essa fase dura entre 6 a 15 dias, o que faz variar o tempo é a temperatura em que ela está.

Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas. Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas, Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.

Bemisia tabaci

Bemisia argentifolii

Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim como os pulgões, a mosca-branca também secreta uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro). A mosca branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brócolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

Controle químico para eliminar a mosca-branca
Esse é chamado o controle mais generalizado, mas alertam os especialistas, muitas vezes é feito de forma irracional. Veja qual a maneira de usar o controle químico de forma eficiente e segura!

Inseticidas
- Procure o inseticida apropriado para controlar a mosca-branca.
- Use somente a dosagem que é recomenda nas instruções do rótulo.
- Outra opção é usar também óleos desde que a dosagem fique entre 0,5% e 0,8% ou detergentes e sabões neutros com dosagem de 0,5%. Ambos servem principalmente para diminuir a oviposição da mosca-branca. Porque as ninfas não conseguem se alimentar onde tem óleo e acabam morrendo desidratadas.
- Os produtos devem ser aplicados em rotação temporal ou espacial.
- Quando e usa a rotação você consegue fazer com que o efeito do seu inseticida dure por mais tempo.
- Nunca aumente a dose do produto por sua conta e nem é recomendado usar um único produto. Com um tempo, a praga se torna resistente a ele.
- Mistura inseticidas não garante maior eficiência. Eles devem ser mudados, mas de forma rotativa.

Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Há, ainda, espécies de parasitóides dos gêneros Encarsia, Erectomecerus e Amitus. Realizando prevenção e/ou controle químico racional,  podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

O importante é que todo o controle, seja ele cultural, cultivo resistente, uso de inseticida, deve ser atento para não favorecer os inimigos.

janela e castelo

Masdevallia Kimballiana

Mancha-aquosa ou mancha-marrom
Caracteristicas: Bactéria encontrada geralmente nas Phalaenopsis (atacando toda a planta) e nas Catléias (somente em folhas velhas). A disseminação é feita por insetos, água de irrigação ou de chuva.
Sintomas: Formação de lesões esbranquiçadas e úmidas que tornam-se escuras.
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem bactericidas disponíveis em lojas agrícolas.

Podridão-mole
Características: Ocorre em plantas com folhas não-eretas (como as das Vandas, Phalaenópsis,Vanilas, Arachinis, Paphopediluns, Phalus e Dendróbios) que propiciam o acúmulo de água. Dissemina-se por insetos, água de irrigação ou chuva
Sintomas: Odor fétido e lesões nas folhas e pseudobulbos (lembra uma banana madura)
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem bactericidas disponíveis em lojas agrícolas.

Podridão-negra
Características:
É causada por um funco branco altamente agressivo, que surge em períodos de muita umidade e penetra pela raiz ou pelo colo da planta. Disseminada pela água de irrigação ou da chuva, por substratos e vasos contaminados.
Sintomas: A planta fica tombada e com manchas negras, que progridem da raiz para as folhas. Com a evolução da doenças, os órgãos atacados apodrecem. Em casos extremos, pode ocorrer a morte da planta.
Como combater: Use fungicidas sistêmicos, comercializados em lojas agrícolas e específicos para essa doença.

Antracnose
Características: É um fungo encontrado com frequência em climas tropicais e subtropicais. Seu desenvolvimento é favorecido por umidade elevada e temperaturas entre 10ºC e 20ºC.
Sintomas: Descoloração da folha e lesões com centro marrom.
Como combater: Borrifar fungicida à base de sulfato de cobre nas partes afetas da planta. Esse produto é vendido em gardens centers, supermercados e orquidários profissionais.

Ferrugem
Características: O ataque desse fungo é propiciado por alta umidade e temperaturas amenas. São disseminadas pelo vento e por respingos de água.
Sintomas: Ocorrem apenas nas folhas, quase que exclusivamente na face inferior onde, inicialmente, surgem pequenas lesões amarelo-laranja ou marrom-avermelhada, que podem enegrecer.
Como combater: Borrifar fungicida à base de sulfato de cobre nas partes afetadas da planta. Esse produto é vendido em gardens centers, supermercados e orquidários profissionais (envelopinhos iguais aos de sementes de salsinha, erva doce, etc.)

Manchas foliares
Características: Além de diminuir o desenvolvimento, as manchas deixam a planta feia e diminuem a qualidade para a comercialização.
Sintomas: Manchas castanho-escuras circulares ou ovaladas nas folhas, com bordas bem definidas e centro pardo-claro.
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem fungicidas específicos para essa doença disponíveis em lojas agrícolas.

Mofo cinzento
Características: É favorecido por condições de alta umidade, baixa ventilação e temperaturas amenas (16ºC a 18ºC). Disseminado pelo vento, ataca pétalas, sépalas e labelo das flores, principalmente as mais velhas.
Sintomas: Pequenas manchas circulares nas flores. Com a evolução da doença, surge também uma massa cinza parecida com pó. Flores severamente atacadas murcham e caem.
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem fungicidas especificos para essa doença disponíveis em lojas agrícolas.

Murcha ou podridão de raiz e pseudobulbo
Características: Moléstia vascular que infecta as plantas pelas raízes ou por ferimentos nos rizomas, produzidos durante o processo de propagação.
Sintomas: Coloração escura dos rizomas e círculos roxo-escuros no interior dos rizomas. A planta pode sofrer redução continua no desenvolvimento ou até morrer em cerca de 30 dias.
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Depois aplique fungicidas específicos para essa doença vendidos em lojas agrícolas.

Percevejo das orquídeas
Características: Insetos que medem cerca de 5 mm de comprimento, têm cor alaranjada e assas anteriores azuis-escuras, com bordas externas alaranjadas.
Sintomas: Faz furos que podem deformar as plantas e gerar manchas esbranquiçadas. Costuma atacar catléias, laélias e encíclias.
Como combater: Pulverize a planta com inseticidas que tenha como principio ativo fosforados e clorofosforados, como o SBP.

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cochonilha

As cochonilhas são insetos que se parecem com algodão com bocas sugadoras. Elas sugam os fluidos de folhas e caules, roubando nutrientes essenciais das plantas.

Parentes próximos das cigarras e dos pulgões, as cochonilhas apresentam formas muito variadas, o que dificulta a sua identificação. A coloração pode ser branca, marrom, avermelhada, verde ou enegrecida. Algumas espécies possuem corpo mole e se depositam sobre as plantas como se fosse algodão, enquanto outras têm uma carapaça dura. Sempre em conjunto, os insetos normalmente se instalam nas axilas das folhas (ponto onde a folha encontra o caule), sob as folhas, nos ramos e troncos das árvores e até mesmo em frutos e raízes.

Elas se alimentam de todas as partes da planta, mas especialmente sobre as partes novas da planta em crescimento. As folhas murcham e ficam amareladas e, em espécies produtoras, as frutas podem cair prematuramente.

Primeiro surgem pequenas bolinhas brancas que se mantêm praticamente estáticas nos caules mais próximos às folhas. Depois, as folhas começam a apresentar manchas e murchar. Logo em seguida, a planta perde vigor a ponto de, em casos extremos, morrer.

Esse é caminho resumido de um típico ataque de cochonilhas, uma das pragas mais prejudiciais às plantas ornamentais. Embora minúsculos, medindo não mais do que 35 mm, esses insetos sugadores de seiva podem fazer grandes estragos nas plantas.

A proteção do jardim contra esses intrusos começa na manutenção das plantas em condições saudáveis. O ataque dessa e de outras pragas sempre ocorre em plantas submetidas a condições ambientais e/ou nutricionais impróprias. Entre os fatores que propiciam esses ataques, ela destaca a existência de solo ou substrato inadequados, quantidade insuficiente de luz, falta de água, déficit de nutrientes ou adubação em excesso. Outro fator favorável às cochonilhas é a eliminação dos predadores naturais, como percevejos, joaninhas, moscas e alguns fungos.

Em teoria, todas as espécies vegetais utilizadas na ornamentação de jardins e de interiores, quando submetidas a condições inadequadas de cultivo, estão vulneráveis ao ataque de cochonilhas. No caso das plantas suculentas, algumas espécies são mais suscetíveis, como nas Echeverias (rosas-de-pedra). Outras plantas comumente atacadas por esses insetos são a hortência chinesa, a camélia, as laranjeiras e os limoeiros.

Como intervir?
Livrar o jardim das cochonilhas não é tarefa difícil. De acordo com a intensidade e as condições do ataque, o controle pode ser feito com a poda e a destruição das áreas mais comprometidas. A limpeza das partes mais infestadas com esponja ou escova secas, ou a remoção dos insetos com cotonete embebido em vinagre ou álcool etílico, também são medidas que surtem efeito.

Para os casos em que é necessária uma intervenção mais dura, uma solução é pulverizar a planta atacada com emulsões de sabão de coco ou detergente neutro e, em seguida, pulverizar óleo mineral emulsionável. O óleo mata os animais por asfixia ao formar uma película sobre eles que impede a respiração. Para maior proteção das plantas, é importante que a pulverização seja feita sempre no final da tarde quando há menor incidência de sol.

A batalha contra as cochonilhas pode ser vencida, ainda, com a aplicação de inseticidas de baixa toxicidade próprios para uso em plantas ornamentais. Outra estratégia de combate válida é a pulverização de extratos vegetais naturais, como a calda de fumo e a calda de santa-maria (ver receitas abaixo).

Receitas caseiras contra cochonilhas
Calda de fumo
Ingredientes:
100 gramas de fumo de corda;
1/2 litro de álcool;
1/2 litros de água;
100 gramas de sabão em pedra neutro.

Preparo:
Misture 100 gramas do fumo cortado em pedacinhos em 1/2 litro de álcool. Acrescente 1/2 litro de água e deixe a mistura curtir por aproximadamente 15 dias. Após este período, corte o sabão em pedaços pequenos e dissolva-o em 10 litros de água. Misture o sabão à calda de fumo curtida. Em áreas com ataques muito intensos, pulverize a mistura diretamente sobre as plantas. Caso a infestação ainda seja pequena, dilua o preparo em até 20 litros de água limpa antes da pulverização. As aplicações devem ser feitas em períodos de sol ameno. Uma dose  tende a resolver o problema, caso os bichinhos não desapareçam, porém,  vale borrifar as plantas atacadas uma vez por semana, até que a infestação acabe.

Calda de Santa Maria
Ingredientes:
200 gramas de erva–de–santa–maria (Dysphania ambrosioides);
1 litro de água fria;

Preparo:
Amoleça 200 g de erva de Santa Maria em 1 litro de água fria durante 6 horas. Aperte bem as folhas para extrair o suco. Dilua o extrato obtido em 5 litros de água limpa. Pulverize o preparado sobre as partes atacadas uma vez por semana, sempre sob sol ameno, até que a praga seja eliminada.

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Rhynchostylis gigantea
As pragas e doenças são organismos que estão no ambiente para tentar sua própria sobrevivência, cada um do seu jeito e na natureza esses indivíduos estão sempre presente, entretanto na natureza existe o equilíbrio natural das coisas que mantém as pragas controladas pelos seus predadores e suas doenças, assim como também para os microrganismos que causam as doenças.

Pragas e doenças são a mesma coisa porque em ambos os casos são causado por organismos e a única coisa que muda em geral é que o que consideramos pragas, são os que os insetos causam nas plantas, que é uma lesão que após o sumiço da praga ela estaciona e fica apenas restrita ao local onde o inseto atacou, já as doenças que são causadas pelos microrganismos digamos que é um processo continuo em que as lesões não são uma causa isolada como com um inseto e sim elas evoluem e podem infestar a planta de forma sistêmica dependendo da doença, sempre de forma continua.

Na natureza como esses organismos estão sempre em equilíbrio com seus inimigos e o ambiente ainda ajuda, não existe epidemias, existe sim a convivência que é estabelecida graças ao equilíbrio da natureza que é perfeita.

Agora no cultivo a história muda completamente. Em geral o ambiente pode estar desfavorável pro bom desenvolvimento da planta, ou ter muitas plantas de um único grupo ou espécie de forma bem adensada, as práticas que usamos podem desfavorecer o aparecimento dos inimigos naturais e assim o perfeito equilíbrio da natureza já não existe mais e assim começamos a ter problemas de pragas e doenças, algumas vezes de forma catastrófica.

O fato é que orquídeas certamente não se encontram entre as plantas mais preferidas pelos insetos. Mesmo assim, um ou outro sempre pode aparecer alguns, sempre é bom saber quais e como combatê-los, então vamos lá:

Larva-mineira
Sintoma
– labirinto de galerias cavadas no interior das folhas.
Combate
– pulverizações com inseticida à base de fumo (ver receita adiante).

Baratas, Gafanhotos e Lagartas
Sintoma

– também roem as pontas das raízes e de brotos novos.
Combate
– pulverizações com inseticidas de uso doméstico (SBP).

Baratinha-vermelha
Sintoma
– picam as folhas, principalmente das Cattleyas e dos Epidendros, dando origem a áreas esbranquiçadas que desfiguram a planta. De nome cientifico Tenthecoris bicolor, quando pequenas, as baratinhas-vermelhas, lembram formigas, que se aninham na base ou no dorso das folhas. Quando adultas são alaranjadas, com asas de cor metálica. Vivem em ligeiros bandos e fogem rápido ao menor movimento.
Combate

– pulverizações com inseticidas de uso domestico (SBP)

Vespinha ou Eurytoma
Sintomas

– inchaço extraordinário da base dos novos brotos, que serão roídos internamente pelas larvas da vespinha. Atacam sobretudo Cattleyas e Laelias.
Combate
– o melhor é cortar e queimar os brotos infestados.

Lesmas, Tatuzinhos e Caramujos
Sintomas

– pontas das raízes e dos brotos novos roídos.
Combate
– prepare algumas iscas para eles e faça, em seguida, a eliminação manual. Como isca, use folhas de alface, chuchu ou fatias de mandioca com o centro escavado (em baixo das quais eles gostam de esconder-se), ou então mata-lesmas, facilmente encontrado no mercado. Se puder desenvasar, podem ser eliminados por catação manual, não esquecendo os ovos, caso existam. Ovos de lesmas são esferas transparentes que chegam a atingir 3 mm de diâmetro.

Se o desenvasamento for difícil, um outro meio é imergir o vaso, por cerca de duas horas, num recipiente com água suficiente para atingir a borda do vaso. Como os bichos terão que subir para respirar, poderão facilmente ser eliminados.

Atenção para não encostar o fundo do vaso no fundo do recipiente, pois, muitas vezes, assim como o furo do vaso é caminho de entrada, é também o caminho de saída dos bichos. Como podem ainda existir ovos, é preciso repetir o processo algumas vezes a cada semana.

Como prevenção, os furos dos vasos de barro ou plástico, devem ser tampados com tela mosquiteiro, antes do envasamento (veja dicas sobre os vasos).

Ainda temos outras armadilhas, como: um saco de estopa embebido com cerveja ou fazer uma barreira com graxa nos pés das bancadas.

Nematóides - Causam estragos que, a curto ou longo prazo, levam a planta à morte.

A reação contra os nematóides varia de planta para planta. Ela pode até não morrer, se as condições lhe forem favoráveis, mas ficara raquítica e não dará flores.

Segundo os especialistas, existem cerca de 5000 espécies de Nematóides parasitos de plantas. O mais comum em orquídeas tem aspecto de lombriga, cor branca e tamanho da ordem de décimos de mm e, quando colocados sobre uma lamina de um microscópio de baixo aumento com uma gota d ́água, serpenteiam, como minhocas. Outros têm anéis e se movem se esticando e se encolhendo, como lagartas. Eles atacam qualquer parte da planta, mas em geral, iniciam seu ataque pelas raízes que começam a apodrecer.

Se as condições forem favoráveis para os Nematóides (muita umidade), todas as raízes irão apodrecer em curto espaço de tempo. Do contrario, têm a capacidade de entrar em dormência por meses ou até anos.

Esta podridão é distinguível da podridão negra (causada pelo fungo Pythium), porque o ataque do Nematóide pára quando atinge o cerne duro enquanto o Pythium avança pelo rizoma até o pseudobulbo em questão de dias. Mais ainda, o broto ou pseudobulbo atacado por Nematóide fica mole e aquoso, enquanto que o atacado pelo fungo Pythium não perde a consistência.

Se você notar mancha negra ou marrom, começando em geral pelo rizoma ou pseudobulbo, é podridão negra. Corte imediatamente a parte afetada e tente salvar o resto (coloque um cicatrizante e defensivo).

Um Nematóide fêmea, parasito de plantas, tem uma postura de cerca de 1000 ovos, de modo que a proliferação é intensa. É importante não esquecer jamais de desinfetar o instrumento cortante. O meio mais prático é flambar com uma chama que pode ser até de um isqueiro.

Se uma raiz tiver uma parte escura e outra branca, os Nematóides podem estar ativados neste ponto de transição.

Causas do aparecimento de pragas e doenças em orquidários
1 – Algumas se transmitem por contágio, que pode ocorrer quando se introduz uma planta contaminada na coleção, ou por meio de instrumentos, como tesouras e canivetes (por isso, desinfete-os bem após usá-los em cada planta).

2 – A não observância de fatores como luminosidade, umidade, temperatura e ventilação também podeprovocar a infestação em seu orquidário.

3 – O excesso de umidade propicia a ocorrência de lesmas e caramujos. Proteja a planta envolvendo sua base com um chumaço de algodão. Mas se esta já estiver contaminada, destrua-os com iscas especiais à venda no comércio.

4 – As cochonilhas e os pulgões aparecem geralmente em função da desidratação das plantas. As cochonilhas são muito resistentes à ação dos inseticidas comuns porque,uma vez fixadas à planta, se revestem com uma carapaça cerosa. Uma forma de combate-las é a limpeza cuidadosa com uma escova de dentes macia embebida em caldo de fumo-de-rolo. Os pulgões estragam os botões, as folhas e os brotos bem novos.

5- Outras pragas que atacam as folhas são os tripes (insetinhos de 0,5 mm com quatro asas), que surgem quando o ar é quente e seco; a aranha vermelha (de 0,5 mm), e a larva mineira (besouro de 2 mm de comprimento), que perfura verdadeiros túneis nas folhas de orquídeas.

6 – A vespa dos brotos é uma espécie de larva que se instala no interior dos brotos, deformando-os. Neste caso , corte o broto e destrua a larva.

7 – Há três tipos de doenças causadas por vírus, que atingem a planta internamente:
a) a bexiga que forma máculas em baixo-relevo no interior das folhas, sem alterar-lhes a cor;
b) estrias, manchas ou máculas irregulares nas lores, que enfraquecem a planta até matá-la;
c) máculas amarelas irregulares ou manchas pretas com áreas amarelas ao redor, provocadas por um vírus conhecido como “mosaico”. Essas doenças se transmitem por contagio. Em qualquer dos casos, corte a parte atingida.

8 – As doenças causadas por bactérias ou fungos manifestam-se quando há excesso de sombreamento. Algumas fazem surgir manchas, tipo queimadura, nas folhas; outras, como a podridão negra, destroem bulbos inteiros tornando-os moles e cheios de líquido pútrido; a podridão parda ataca os rizomas e a base dos bulbos, destruindo a planta gradativamente. O melhor remédio para isso é o corte das partes afetadas.

9 – Se a sua planta apresenta pontinhos brancos imóveis como se fossem “casquinhas”, está definhando e você não sabe explicar o motivo, comece a desconfiar: ela pode ter sido atacada por cochonilhas. “São insetos que sugam continuamente a seiva da planta”. Dependendo da variedade pode atacar brotos, pseudobulbos e folhas. Pertencem à ordem de insetos denominada Homóptera e são “parentes” das cigarrinhas e pulgões.

Observe também se há presença de formigas na planta. Como as cochonilhas se alimentam da seiva, as formigas procuram a secreção açucarada eliminada. “Parte dessa solução açucarada cai sobre as folhas e um fungo negro, conhecido como fumagina, cresce sobre ela e reduz a área de fotossíntese da planta”. A formação deste “pó” preto é mais um indício de que há o ataque de insetos sugadores. Em troca da substancia açucarada, as formigas protegem as cochonilhas, por isso causam um dano indireto. É preciso eliminar as cochonilhas para acabar com o problema e não adianta exterminar só as formigas. As cochonilhas causam clorose e podem transmitir doenças às orquídeas.

10 – A Hemileia causa grandes estragos nas folhas das Oncidiuns, Moltpmoas e outras orquídeas. Produz manchas oleosas e amareladas, cobertas na página inferior por um verdadeiro feltro amarelo, lembrando a “Ferrugem” de outras plantas e composta pelos concidióforos do fungo responsável. Combate: pulverizações com solbar a 5% ou lisofórmio a 1% ou outro produto que sirva à finalidade. Aparece mais freqüentemente nas plantas expostas diretamente aos raios de sol.

Todas as plantas doentes devem ser afastadas das sãs e tratadas de acordo com as regras.

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