Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Posts para categoria ‘Pragas e Doenças’

Entre as pragas que atacam as plantas uma se destaca, isto é, é mais “feroz”, é a mosca-branca, que apesar do nome, na idade adulta tem a coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. A medida delas fica entre 1 e 2 mm e o macho é menor do que a fêmea. s asas ficam um pouco separadas permanecendo com os lados paralelos quando elas estão de repouso e ainda é possível ver o abdômen.

Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

O tempo que uma praga como essa vive depende da temperatura que ela está exposta e o tipo de alimentação. E o seu estágio de crescimento para do ovo a adulto sob temperatura que deve ficar em torno dos 32 graus e leva entre 18 e 19 dias.

O ovo da mosca-branca também é de cor amarela e o seu formato lembra muito aquele de uma pera, a medida fica entre 0,2 e 0,3 mm. As fêmeas colocam os seus ovos na parte de dentro das folhas de forma irregular. E essa fase dura entre 6 a 15 dias, o que faz variar o tempo é a temperatura em que ela está.

Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas. Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas, Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.

Bemisia tabaci

Bemisia argentifolii

Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim como os pulgões, a mosca-branca também secreta uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro). A mosca branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brócolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

Controle químico para eliminar a mosca-branca
Esse é chamado o controle mais generalizado, mas alertam os especialistas, muitas vezes é feito de forma irracional. Veja qual a maneira de usar o controle químico de forma eficiente e segura!

Inseticidas
- Procure o inseticida apropriado para controlar a mosca-branca.
- Use somente a dosagem que é recomenda nas instruções do rótulo.
- Outra opção é usar também óleos desde que a dosagem fique entre 0,5% e 0,8% ou detergentes e sabões neutros com dosagem de 0,5%. Ambos servem principalmente para diminuir a oviposição da mosca-branca. Porque as ninfas não conseguem se alimentar onde tem óleo e acabam morrendo desidratadas.
- Os produtos devem ser aplicados em rotação temporal ou espacial.
- Quando e usa a rotação você consegue fazer com que o efeito do seu inseticida dure por mais tempo.
- Nunca aumente a dose do produto por sua conta e nem é recomendado usar um único produto. Com um tempo, a praga se torna resistente a ele.
- Mistura inseticidas não garante maior eficiência. Eles devem ser mudados, mas de forma rotativa.

Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Há, ainda, espécies de parasitóides dos gêneros Encarsia, Erectomecerus e Amitus. Realizando prevenção e/ou controle químico racional,  podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

O importante é que todo o controle, seja ele cultural, cultivo resistente, uso de inseticida, deve ser atento para não favorecer os inimigos.

janela e castelo

Masdevallia Kimballiana

Mancha-aquosa ou mancha-marrom
Caracteristicas: Bactéria encontrada geralmente nas Phalaenopsis (atacando toda a planta) e nas Catléias (somente em folhas velhas). A disseminação é feita por insetos, água de irrigação ou de chuva.
Sintomas: Formação de lesões esbranquiçadas e úmidas que tornam-se escuras.
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem bactericidas disponíveis em lojas agrícolas.

Podridão-mole
Características: Ocorre em plantas com folhas não-eretas (como as das Vandas, Phalaenópsis,Vanilas, Arachinis, Paphopediluns, Phalus e Dendróbios) que propiciam o acúmulo de água. Dissemina-se por insetos, água de irrigação ou chuva
Sintomas: Odor fétido e lesões nas folhas e pseudobulbos (lembra uma banana madura)
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem bactericidas disponíveis em lojas agrícolas.

Podridão-negra
Características:
É causada por um funco branco altamente agressivo, que surge em períodos de muita umidade e penetra pela raiz ou pelo colo da planta. Disseminada pela água de irrigação ou da chuva, por substratos e vasos contaminados.
Sintomas: A planta fica tombada e com manchas negras, que progridem da raiz para as folhas. Com a evolução da doenças, os órgãos atacados apodrecem. Em casos extremos, pode ocorrer a morte da planta.
Como combater: Use fungicidas sistêmicos, comercializados em lojas agrícolas e específicos para essa doença.

Antracnose
Características: É um fungo encontrado com frequência em climas tropicais e subtropicais. Seu desenvolvimento é favorecido por umidade elevada e temperaturas entre 10ºC e 20ºC.
Sintomas: Descoloração da folha e lesões com centro marrom.
Como combater: Borrifar fungicida à base de sulfato de cobre nas partes afetas da planta. Esse produto é vendido em gardens centers, supermercados e orquidários profissionais.

Ferrugem
Características: O ataque desse fungo é propiciado por alta umidade e temperaturas amenas. São disseminadas pelo vento e por respingos de água.
Sintomas: Ocorrem apenas nas folhas, quase que exclusivamente na face inferior onde, inicialmente, surgem pequenas lesões amarelo-laranja ou marrom-avermelhada, que podem enegrecer.
Como combater: Borrifar fungicida à base de sulfato de cobre nas partes afetadas da planta. Esse produto é vendido em gardens centers, supermercados e orquidários profissionais (envelopinhos iguais aos de sementes de salsinha, erva doce, etc.)

Manchas foliares
Características: Além de diminuir o desenvolvimento, as manchas deixam a planta feia e diminuem a qualidade para a comercialização.
Sintomas: Manchas castanho-escuras circulares ou ovaladas nas folhas, com bordas bem definidas e centro pardo-claro.
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem fungicidas específicos para essa doença disponíveis em lojas agrícolas.

Mofo cinzento
Características: É favorecido por condições de alta umidade, baixa ventilação e temperaturas amenas (16ºC a 18ºC). Disseminado pelo vento, ataca pétalas, sépalas e labelo das flores, principalmente as mais velhas.
Sintomas: Pequenas manchas circulares nas flores. Com a evolução da doença, surge também uma massa cinza parecida com pó. Flores severamente atacadas murcham e caem.
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem fungicidas especificos para essa doença disponíveis em lojas agrícolas.

Murcha ou podridão de raiz e pseudobulbo
Características: Moléstia vascular que infecta as plantas pelas raízes ou por ferimentos nos rizomas, produzidos durante o processo de propagação.
Sintomas: Coloração escura dos rizomas e círculos roxo-escuros no interior dos rizomas. A planta pode sofrer redução continua no desenvolvimento ou até morrer em cerca de 30 dias.
Como combater: Remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Depois aplique fungicidas específicos para essa doença vendidos em lojas agrícolas.

Percevejo das orquídeas
Características: Insetos que medem cerca de 5 mm de comprimento, têm cor alaranjada e assas anteriores azuis-escuras, com bordas externas alaranjadas.
Sintomas: Faz furos que podem deformar as plantas e gerar manchas esbranquiçadas. Costuma atacar catléias, laélias e encíclias.
Como combater: Pulverize a planta com inseticidas que tenha como principio ativo fosforados e clorofosforados, como o SBP.

pal1

cochonilha

As cochonilhas são insetos que se parecem com algodão com bocas sugadoras. Elas sugam os fluidos de folhas e caules, roubando nutrientes essenciais das plantas.

Parentes próximos das cigarras e dos pulgões, as cochonilhas apresentam formas muito variadas, o que dificulta a sua identificação. A coloração pode ser branca, marrom, avermelhada, verde ou enegrecida. Algumas espécies possuem corpo mole e se depositam sobre as plantas como se fosse algodão, enquanto outras têm uma carapaça dura. Sempre em conjunto, os insetos normalmente se instalam nas axilas das folhas (ponto onde a folha encontra o caule), sob as folhas, nos ramos e troncos das árvores e até mesmo em frutos e raízes.

Elas se alimentam de todas as partes da planta, mas especialmente sobre as partes novas da planta em crescimento. As folhas murcham e ficam amareladas e, em espécies produtoras, as frutas podem cair prematuramente.

Primeiro surgem pequenas bolinhas brancas que se mantêm praticamente estáticas nos caules mais próximos às folhas. Depois, as folhas começam a apresentar manchas e murchar. Logo em seguida, a planta perde vigor a ponto de, em casos extremos, morrer.

Esse é caminho resumido de um típico ataque de cochonilhas, uma das pragas mais prejudiciais às plantas ornamentais. Embora minúsculos, medindo não mais do que 35 mm, esses insetos sugadores de seiva podem fazer grandes estragos nas plantas.

A proteção do jardim contra esses intrusos começa na manutenção das plantas em condições saudáveis. O ataque dessa e de outras pragas sempre ocorre em plantas submetidas a condições ambientais e/ou nutricionais impróprias. Entre os fatores que propiciam esses ataques, ela destaca a existência de solo ou substrato inadequados, quantidade insuficiente de luz, falta de água, déficit de nutrientes ou adubação em excesso. Outro fator favorável às cochonilhas é a eliminação dos predadores naturais, como percevejos, joaninhas, moscas e alguns fungos.

Em teoria, todas as espécies vegetais utilizadas na ornamentação de jardins e de interiores, quando submetidas a condições inadequadas de cultivo, estão vulneráveis ao ataque de cochonilhas. No caso das plantas suculentas, algumas espécies são mais suscetíveis, como nas Echeverias (rosas-de-pedra). Outras plantas comumente atacadas por esses insetos são a hortência chinesa, a camélia, as laranjeiras e os limoeiros.

Como intervir?
Livrar o jardim das cochonilhas não é tarefa difícil. De acordo com a intensidade e as condições do ataque, o controle pode ser feito com a poda e a destruição das áreas mais comprometidas. A limpeza das partes mais infestadas com esponja ou escova secas, ou a remoção dos insetos com cotonete embebido em vinagre ou álcool etílico, também são medidas que surtem efeito.

Para os casos em que é necessária uma intervenção mais dura, uma solução é pulverizar a planta atacada com emulsões de sabão de coco ou detergente neutro e, em seguida, pulverizar óleo mineral emulsionável. O óleo mata os animais por asfixia ao formar uma película sobre eles que impede a respiração. Para maior proteção das plantas, é importante que a pulverização seja feita sempre no final da tarde quando há menor incidência de sol.

A batalha contra as cochonilhas pode ser vencida, ainda, com a aplicação de inseticidas de baixa toxicidade próprios para uso em plantas ornamentais. Outra estratégia de combate válida é a pulverização de extratos vegetais naturais, como a calda de fumo e a calda de santa-maria (ver receitas abaixo).

Receitas caseiras contra cochonilhas
Calda de fumo
Ingredientes:
100 gramas de fumo de corda;
1/2 litro de álcool;
1/2 litros de água;
100 gramas de sabão em pedra neutro.

Preparo:
Misture 100 gramas do fumo cortado em pedacinhos em 1/2 litro de álcool. Acrescente 1/2 litro de água e deixe a mistura curtir por aproximadamente 15 dias. Após este período, corte o sabão em pedaços pequenos e dissolva-o em 10 litros de água. Misture o sabão à calda de fumo curtida. Em áreas com ataques muito intensos, pulverize a mistura diretamente sobre as plantas. Caso a infestação ainda seja pequena, dilua o preparo em até 20 litros de água limpa antes da pulverização. As aplicações devem ser feitas em períodos de sol ameno. Uma dose  tende a resolver o problema, caso os bichinhos não desapareçam, porém,  vale borrifar as plantas atacadas uma vez por semana, até que a infestação acabe.

Calda de Santa Maria
Ingredientes:
200 gramas de erva–de–santa–maria (Dysphania ambrosioides);
1 litro de água fria;

Preparo:
Amoleça 200 g de erva de Santa Maria em 1 litro de água fria durante 6 horas. Aperte bem as folhas para extrair o suco. Dilua o extrato obtido em 5 litros de água limpa. Pulverize o preparado sobre as partes atacadas uma vez por semana, sempre sob sol ameno, até que a praga seja eliminada.

file

Rhynchostylis gigantea
As pragas e doenças são organismos que estão no ambiente para tentar sua própria sobrevivência, cada um do seu jeito e na natureza esses indivíduos estão sempre presente, entretanto na natureza existe o equilíbrio natural das coisas que mantém as pragas controladas pelos seus predadores e suas doenças, assim como também para os microrganismos que causam as doenças.

Pragas e doenças são a mesma coisa porque em ambos os casos são causado por organismos e a única coisa que muda em geral é que o que consideramos pragas, são os que os insetos causam nas plantas, que é uma lesão que após o sumiço da praga ela estaciona e fica apenas restrita ao local onde o inseto atacou, já as doenças que são causadas pelos microrganismos digamos que é um processo continuo em que as lesões não são uma causa isolada como com um inseto e sim elas evoluem e podem infestar a planta de forma sistêmica dependendo da doença, sempre de forma continua.

Na natureza como esses organismos estão sempre em equilíbrio com seus inimigos e o ambiente ainda ajuda, não existe epidemias, existe sim a convivência que é estabelecida graças ao equilíbrio da natureza que é perfeita.

Agora no cultivo a história muda completamente. Em geral o ambiente pode estar desfavorável pro bom desenvolvimento da planta, ou ter muitas plantas de um único grupo ou espécie de forma bem adensada, as práticas que usamos podem desfavorecer o aparecimento dos inimigos naturais e assim o perfeito equilíbrio da natureza já não existe mais e assim começamos a ter problemas de pragas e doenças, algumas vezes de forma catastrófica.

O fato é que orquídeas certamente não se encontram entre as plantas mais preferidas pelos insetos. Mesmo assim, um ou outro sempre pode aparecer alguns, sempre é bom saber quais e como combatê-los, então vamos lá:

Larva-mineira
Sintoma
– labirinto de galerias cavadas no interior das folhas.
Combate
– pulverizações com inseticida à base de fumo (ver receita adiante).

Baratas, Gafanhotos e Lagartas
Sintoma

– também roem as pontas das raízes e de brotos novos.
Combate
– pulverizações com inseticidas de uso doméstico (SBP).

Baratinha-vermelha
Sintoma
– picam as folhas, principalmente das Cattleyas e dos Epidendros, dando origem a áreas esbranquiçadas que desfiguram a planta. De nome cientifico Tenthecoris bicolor, quando pequenas, as baratinhas-vermelhas, lembram formigas, que se aninham na base ou no dorso das folhas. Quando adultas são alaranjadas, com asas de cor metálica. Vivem em ligeiros bandos e fogem rápido ao menor movimento.
Combate

– pulverizações com inseticidas de uso domestico (SBP)

Vespinha ou Eurytoma
Sintomas

– inchaço extraordinário da base dos novos brotos, que serão roídos internamente pelas larvas da vespinha. Atacam sobretudo Cattleyas e Laelias.
Combate
– o melhor é cortar e queimar os brotos infestados.

Lesmas, Tatuzinhos e Caramujos
Sintomas

– pontas das raízes e dos brotos novos roídos.
Combate
– prepare algumas iscas para eles e faça, em seguida, a eliminação manual. Como isca, use folhas de alface, chuchu ou fatias de mandioca com o centro escavado (em baixo das quais eles gostam de esconder-se), ou então mata-lesmas, facilmente encontrado no mercado. Se puder desenvasar, podem ser eliminados por catação manual, não esquecendo os ovos, caso existam. Ovos de lesmas são esferas transparentes que chegam a atingir 3 mm de diâmetro.

Se o desenvasamento for difícil, um outro meio é imergir o vaso, por cerca de duas horas, num recipiente com água suficiente para atingir a borda do vaso. Como os bichos terão que subir para respirar, poderão facilmente ser eliminados.

Atenção para não encostar o fundo do vaso no fundo do recipiente, pois, muitas vezes, assim como o furo do vaso é caminho de entrada, é também o caminho de saída dos bichos. Como podem ainda existir ovos, é preciso repetir o processo algumas vezes a cada semana.

Como prevenção, os furos dos vasos de barro ou plástico, devem ser tampados com tela mosquiteiro, antes do envasamento (veja dicas sobre os vasos).

Ainda temos outras armadilhas, como: um saco de estopa embebido com cerveja ou fazer uma barreira com graxa nos pés das bancadas.

Nematóides - Causam estragos que, a curto ou longo prazo, levam a planta à morte.

A reação contra os nematóides varia de planta para planta. Ela pode até não morrer, se as condições lhe forem favoráveis, mas ficara raquítica e não dará flores.

Segundo os especialistas, existem cerca de 5000 espécies de Nematóides parasitos de plantas. O mais comum em orquídeas tem aspecto de lombriga, cor branca e tamanho da ordem de décimos de mm e, quando colocados sobre uma lamina de um microscópio de baixo aumento com uma gota d ́água, serpenteiam, como minhocas. Outros têm anéis e se movem se esticando e se encolhendo, como lagartas. Eles atacam qualquer parte da planta, mas em geral, iniciam seu ataque pelas raízes que começam a apodrecer.

Se as condições forem favoráveis para os Nematóides (muita umidade), todas as raízes irão apodrecer em curto espaço de tempo. Do contrario, têm a capacidade de entrar em dormência por meses ou até anos.

Esta podridão é distinguível da podridão negra (causada pelo fungo Pythium), porque o ataque do Nematóide pára quando atinge o cerne duro enquanto o Pythium avança pelo rizoma até o pseudobulbo em questão de dias. Mais ainda, o broto ou pseudobulbo atacado por Nematóide fica mole e aquoso, enquanto que o atacado pelo fungo Pythium não perde a consistência.

Se você notar mancha negra ou marrom, começando em geral pelo rizoma ou pseudobulbo, é podridão negra. Corte imediatamente a parte afetada e tente salvar o resto (coloque um cicatrizante e defensivo).

Um Nematóide fêmea, parasito de plantas, tem uma postura de cerca de 1000 ovos, de modo que a proliferação é intensa. É importante não esquecer jamais de desinfetar o instrumento cortante. O meio mais prático é flambar com uma chama que pode ser até de um isqueiro.

Se uma raiz tiver uma parte escura e outra branca, os Nematóides podem estar ativados neste ponto de transição.

Causas do aparecimento de pragas e doenças em orquidários
1 – Algumas se transmitem por contágio, que pode ocorrer quando se introduz uma planta contaminada na coleção, ou por meio de instrumentos, como tesouras e canivetes (por isso, desinfete-os bem após usá-los em cada planta).

2 – A não observância de fatores como luminosidade, umidade, temperatura e ventilação também podeprovocar a infestação em seu orquidário.

3 – O excesso de umidade propicia a ocorrência de lesmas e caramujos. Proteja a planta envolvendo sua base com um chumaço de algodão. Mas se esta já estiver contaminada, destrua-os com iscas especiais à venda no comércio.

4 – As cochonilhas e os pulgões aparecem geralmente em função da desidratação das plantas. As cochonilhas são muito resistentes à ação dos inseticidas comuns porque,uma vez fixadas à planta, se revestem com uma carapaça cerosa. Uma forma de combate-las é a limpeza cuidadosa com uma escova de dentes macia embebida em caldo de fumo-de-rolo. Os pulgões estragam os botões, as folhas e os brotos bem novos.

5- Outras pragas que atacam as folhas são os tripes (insetinhos de 0,5 mm com quatro asas), que surgem quando o ar é quente e seco; a aranha vermelha (de 0,5 mm), e a larva mineira (besouro de 2 mm de comprimento), que perfura verdadeiros túneis nas folhas de orquídeas.

6 – A vespa dos brotos é uma espécie de larva que se instala no interior dos brotos, deformando-os. Neste caso , corte o broto e destrua a larva.

7 – Há três tipos de doenças causadas por vírus, que atingem a planta internamente:
a) a bexiga que forma máculas em baixo-relevo no interior das folhas, sem alterar-lhes a cor;
b) estrias, manchas ou máculas irregulares nas lores, que enfraquecem a planta até matá-la;
c) máculas amarelas irregulares ou manchas pretas com áreas amarelas ao redor, provocadas por um vírus conhecido como “mosaico”. Essas doenças se transmitem por contagio. Em qualquer dos casos, corte a parte atingida.

8 – As doenças causadas por bactérias ou fungos manifestam-se quando há excesso de sombreamento. Algumas fazem surgir manchas, tipo queimadura, nas folhas; outras, como a podridão negra, destroem bulbos inteiros tornando-os moles e cheios de líquido pútrido; a podridão parda ataca os rizomas e a base dos bulbos, destruindo a planta gradativamente. O melhor remédio para isso é o corte das partes afetadas.

9 – Se a sua planta apresenta pontinhos brancos imóveis como se fossem “casquinhas”, está definhando e você não sabe explicar o motivo, comece a desconfiar: ela pode ter sido atacada por cochonilhas. “São insetos que sugam continuamente a seiva da planta”. Dependendo da variedade pode atacar brotos, pseudobulbos e folhas. Pertencem à ordem de insetos denominada Homóptera e são “parentes” das cigarrinhas e pulgões.

Observe também se há presença de formigas na planta. Como as cochonilhas se alimentam da seiva, as formigas procuram a secreção açucarada eliminada. “Parte dessa solução açucarada cai sobre as folhas e um fungo negro, conhecido como fumagina, cresce sobre ela e reduz a área de fotossíntese da planta”. A formação deste “pó” preto é mais um indício de que há o ataque de insetos sugadores. Em troca da substancia açucarada, as formigas protegem as cochonilhas, por isso causam um dano indireto. É preciso eliminar as cochonilhas para acabar com o problema e não adianta exterminar só as formigas. As cochonilhas causam clorose e podem transmitir doenças às orquídeas.

10 – A Hemileia causa grandes estragos nas folhas das Oncidiuns, Moltpmoas e outras orquídeas. Produz manchas oleosas e amareladas, cobertas na página inferior por um verdadeiro feltro amarelo, lembrando a “Ferrugem” de outras plantas e composta pelos concidióforos do fungo responsável. Combate: pulverizações com solbar a 5% ou lisofórmio a 1% ou outro produto que sirva à finalidade. Aparece mais freqüentemente nas plantas expostas diretamente aos raios de sol.

Todas as plantas doentes devem ser afastadas das sãs e tratadas de acordo com as regras.

orquidea

Bemisia_argentifolii

A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas.

São insetos muito pequenos, medindo de 1 a 2 mm,de coloração branca, é não é difícil notar a sua presença: ao esbarrar numa planta infestada por moscas-brancas, ocorre uma pequena revoada de minúsculos insetos brancos. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

Os danos causados por este inseto são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas. Como os pulgões, a mosca-branca também secreta uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

A mosca branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brócolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

É difícil eliminá-las; por isso, muitas vezes, é preciso aplicar insetidas específicos. Quando o ataque é pequeno, o uso de plantas repelentes, tais como: Tagetes ou Cravo-de-defunto (Tagetes sp.), Hortelã (Mentha sp.), Calêndula (Calendula officinalis), Arruda (Ruta graveolens), costuma dar bons resultados.

Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Dicas de como combater a Mosca branca
Primeiro, é necessário entender que as moscas não vão desaparecer de um dia para o outro, seja qual for a técnica aplicada para combatê-las. Portanto, a principal dica é empregar métodos preventivos periodicamente em consequência do número excedente destes insetos que vivem e atuam em comunidade.

Então acompanhe agora uma dica eficaz para garantir a eliminação de moscas brancas de sua propriedade sem grandes esforços ou gastos financeiros.

Materiais
Alguns pedaços de pano ou roupas velhas;
1 frasco de vinagre.

Como Fazer
Coloque os pedaços de pano (secos) em uma bacia e despeje vinagre sobre eles. É importante que os tecidos sejam umedecidos totalmente com a substância. Em seguida, pendure os panos próximo das áreas onde as moscas brancas costumam se alojar. Troque-os semanalmente;
Plantas repelentes. Adquira espécies de plantas que inibem a aproximação dos insetos e veja-se livre das moscas brancas, entre elas o Cravo-de-defunto (tagete), a arruda ou um pé de hortelã.

Cercas elétricas. A solução mais ampla de todas no combate das moscas brancas é a instalação de cercas elétricas no entorno da área de plantio em formato de estufa, já que os insetos podem vir de todas as direções. Este método só é recomendado para agricultores de espécies isoladas de plantas, flores e verduras, pois sua aplicação demanda suporte profissional especializado neste tipo de serviço.

Com estas dicas é plenamente possível acabar com as moscas brancas e prevenir-se contra as ações e ataques nocivos ao plantio e a saúde do ser humano. Experimente uma delas e comprove os resultados.

riacho

Ixoras

Por mais que os cuidados com as plantas sejam os melhores possíveis, sempre há o risco de que elas contraiam fungos e outras pragas. Algumas delas são difíceis de serem eliminadas e é preciso um controle rigoroso para elas abandonem a sua plantação. Existem uma infinidade de pragas e fungos que atacam as hortas e até mesmos diversas flores do seu jardim, impedindo que as suas folhas se desenvolvam e que a estrutura cresça de forma vistosa

Para resistir ao ataque de pulgões, cochonilhas, lagartas, formigas e outras pragas e doenças, as plantas precisam estar saudáveis, com a imunidade em alta.

O clima quente faz com que os insetos se desenvolvam e se reproduzam mais rapidamente. O calor também deixa as plantas vulneráveis e, por isso, elas precisam ser observadas com maior atenção.

Mantemos um contato muito próximo com as espécies de casa, portanto, é melhor evitar tratá-las com produtos nocivos à saúde. Ao tocar as folhas e cheirar as flores, corremos o risco de absorver resíduos de inseticidas pesados. Para as plantas, também há prejuízos, além de desequilibrar o ecossistema, as substâncias químicas favorecem o aparecimento de novas pragas e doenças.

cochonilha
Cochonilha
São insetos minúsculos, geralmente marrons ou amarelos, que se alojam principalmente na parte inferior das folhas e nas fendas. Além de sugar a seiva da planta, as cochonilhas liberam uma substância pegajosa que facilita o ataque de fungos, em especial, o fungo fuliginoso. Dá para perceber sua presença quando as folhas apresentam uma crosta com consistência de cera, as samambaias ficam secas e as de outras plantas cheias de pontos brancos como se estivessem sendo atacadas por fungos, mas, na realidade, estão sendo atacadas por um inseto chamado “cochonilhas farinhentas”. Algumas cochonilhas apresentam uma espécie de carapaça dura, que impede a ação de inseticidas em spray.

mosca.branca

Mosca branca
São insetos pequenos e, como diz o nome, de coloração branca. Não é difícil a notar a sua presença – ao esbarrar numa planta infestada por moscas brancas, dá para ver uma pequena revoada de minúsculos insetos brancos. Costumam localizar-se na parte inferior das folhas, onde liberam um líquido pegajoso que deixa a folhagem viscosa e favorece o ataque de fungos. Alimentam-se da seiva da planta. As larvas deste inseto, praticamente imperceptíveis, também alojam-se na parte inferior das folhas e, em pouco tempo, causam grande infestação, por exemplo, o vírus do enrolamento foliar, as folhas ficam todas enroladas.

percevejo

Percevejo
São mais conhecidos como “marias-fedidas”, pois exalam um odor desagradável quando se sentem ameaçados. Seu ataque costuma provocar a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando novas brotações.São os agentes causais de diversas pragas em plantas, por exemplo, esse inseto murcha os pés das plantas, principalmente dos Coqueiros.

pulgão

Pulgão
Podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Alojam-se nas folhas mais tenras, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as folhas amareladas e enrugadas. Em grande quantidade podem debilitar demais a planta e até transmitir doenças perigosas. Os pulgões costumam atacar, principalmente, as plantas de hastes e folhas macias. Podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios são a primavera, o verão e o início do outono. Precisam ser controlados logo que notados, pois multiplicam-se com rapidez.

trips

Trips
São pequenos insetos pretos que atacam as plantas e flores e que podem ficar desfiguradas. Voam ou saltam pelas folhas, deixando um rastro branco ou prateado, alimentam-se de esporos de fungos ou pólen, causando, por exemplo, necrose da haste e nas flores do crisântemo e outras plantas.

ácaro-vermelho

Ácaro
O tipo de ácaro mais comum é conhecido como ácaro-vermelho (veja foto), tem a aparência de uma aranha de cor avermelhada. Ataca flores, folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem. O ataque de ácaros diminui o ritmo de crescimento, favorece a má formação de brotos e, em caso de grande infestação, pode matar a planta. Ambientes quentes e secos favorecem o desenvolvimento dessa praga. Apesar de quase “invisíveis” a olho nú, sua presença é denunciada pelo aparecimento de uma teia fina.

lagarta
Lagartas
Costumam atacar mais as plantas de jardim mas, em alguns casos, também podem danificar as plantas de interior. Fáceis de serem reconhecidas, as lagartas costumam enrolar-se nas folhas jovens e literalmente comem brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de “teia” para proteger-se. Todas as plantas que apresentam folhas macias estão sujeitas ao seu ataque. As chamadas “taturanas” são lagartas com pêlos e algumas espécies podem queimar a pele de quem as toca. Precisamos lembrar que sem as lagartas, não teríamos as borboletas. Ao eliminá-las completamente, estamos nos privando da beleza e da graça desses belos seres alados.

janel14

CORTADEIRA

Diferentes espécies de formigas estão presentes na natureza, mas algumas delas podem prejudicar o cultivo de plantas. Estes insetos são ameaçadores principalmente quando se trata de agricultura.

As formigas cortadeiras (conhecidas como saúvas) são as que mais causam estragos. Elas cortam as folhas para levá-las ao formigueiro, onde servem de nutrição para os fungos, os verdadeiros alimentos das formigas. Quando não há o controle, esses insetos chegam a destruir empreendimentos florestais inteiros e inviabilizam a produção.
Dicas para eliminá-las: Um bom método natural para espantar as formigas e espalhar sementes de gergelim em torno dos canteiros. Além disso, o gergelim colocado sobre o formigueiro, intoxica o tal fungo e ajuda a eliminar o “ninho” das formigas. Em ataques maciços, recomenda-se o uso de iscas formicidas, à venda em casas especializadas em produtos para jardinagem. As formigas carregam a isca fatal para o formigueiro.

Quando a expansão de uma colônia de formigas é considerada incontrolável, o responsável pela cultura deve procurar um especialista para lidar com o problema. O método mais eficaz para eliminar as formigas cortadeiras é através de produtos químicos.

Todo cuidado é pouco para que o veneno não prejudique as plantas, que por sua vez já estão sofrendo com os taques das formigas.

Quando a área é pequena e os ataques estão no início, existe a possibilidade de eliminar as formigas das plantas sem o uso de produtos químicos. Antes de colocar em prática uma técnica caseira para exterminar as colônias, é necessário encontrar o formigueiro. Para fazer isso, basta seguir o caminho das formigas que estão atacando as plantas.

Confira as principais soluções caseiras para combater as formigas:

• Coloque talco de bebê ao redor das plantas. Este produto vai manter as formigas bem longe.

• Coloque farinha de milho ao redor das plantas. As formigas vão comer o alimento e depois morrer, já que não são capazes de digeri-lo.

• Prepare uma solução de água com vinagre. Em seguida coloque em um borrifador e aplique nas plantas.

• Uma solução que pode ser interessante para o jardim residencial é o cultivo de plantas que repelem insetos, como manjericão, orégano, salsinha e estragão.

• Em um recipiente, misture 10 g de sabão de coco em pó, 5 cm de fumo de corda picado e 1 litro de água. Deixe o conteúdo repousar por um dia e, em seguida, coe. A solução deverá ser pulverizada nas plantas para afastar as formigas definitivamente. A mesma receita caseira também é eficaz no combate de pulgões e lagartas.

• As formigas devoradoras de plantas podem ser combatidas com a mistura de pó de café, sal, talco ou casca de pepino.

• Outra saída natural contra as formigas é borrifar uma mistura de água com cravo-da-índia no jardim. Os insetos odeiam o cheiro deste tempero.

• Prepare uma mistura de borra de café com água. Regue as plantas uma vez por semana usando a solução.

Mais uma opção é misturar partes iguais de água e vinagre (de qualquer tipo) e colocá-las em uma garrafa com esborrifador. Aplique esta mistura nos vasos e nas plantas para manter as formigas bem longe delas.

lago100

cochonilha_algodao_

Primeiro surgem pequenas bolinhas brancas que se mantêm praticamente estáticas nos caules mais próximos às folhas. Depois, as folhas começam a apresentar manchas e murchar. Logo em seguida, a planta perde vigor a ponto de, em casos extremos, morrer. Esse é um roteiro resumido de um típico ataque de cochonilhas, muito conhecida como pragas das plantas ornamentais.

A cochonilha é uma das pragas mais prejudiciais às plantas ornamentais. Embora minúsculos, medindo não mais do que 35 mm, esses insetos sugadores de seiva podem fazer grandes estragos, não apenas pelos nutrientes que rouba, mas também por secretar uma espécie de cera que facilita o ataque de fungos, diminui a capacidade fotossintética da planta e, de quebra, atrai formigas doceiras.

Folha amarelando e com “casquinhas” grudadas é quase sinal certo de ataque de cochonilhas. A presença de formiga louca por substância adocicada pode ser resultado da presença destes sugadores e a formação de um “pozinho escuro”, denominado fumagina, também é indicação de ataque dos sugadores.

A planta está definhando e não há sinal de doenças ou pragas. Apenas algumas casquinhas aderidas e há muito tempo imóveis, tentando disfarçar sua presença. Estes seres vivos menos suspeitos é que, na verdade, são os responsáveis pelo problema da planta.

Controlar o seu ataque significa salvar as plantas vitimadas.
A proteção do jardim contra esses intrusos começa na manutenção das plantas em condições saudáveis. O ataque dessa e de outras pragas sempre ocorre em plantas submetidas a condições ambientais e/ou nutricionais impróprias. Entre os fatores que propiciam esses ataques, é a existência de solo ou substrato inadequados, quantidade insuficiente de luz, falta de água, déficit de nutrientes ou adubação em excesso. Outro fator favorável às cochonilhas é a eliminação dos predadores naturais, como percevejos, joaninhas, moscas e alguns fungos.

Em teoria, todas as espécies vegetais utilizadas na ornamentação de jardins e de interiores, quando submetidas a condições inadequadas de cultivo, estão vulneráveis ao ataque de cochonilhas. No caso das suculentas, algumas espécies são mais suscetíveis, como nas Echeverias (rosas-de-pedra. Outras plantas comumente atacadas por esses insetos são a Hortência chinesa, a Camélia, as Laranjeiras e os Limoeiros.

Como intervir?
Livrar o jardim das cochonilhas não é tarefa difícil. De acordo com a intensidade e as condições do ataque, o controle pode ser feito com a poda e a destruição das áreas mais comprometidas. A limpeza das partes mais infestadas com esponja ou escova secas, ou a remoção dos insetos com cotonete embebido em vinagre ou álcool etílico, também são medidas que surtem efeito.

Para os casos em que é necessária uma intervenção mais dura, uma solução é pulverizar a planta atacada com emulsões de sabão de coco ou detergente neutro e, em seguida, pulverizar óleo mineral emulsionável. O óleo mata os animais por asfixia ao formar uma película sobre eles que impede a respiração. Para maior proteção das plantas, é importante que a pulverização seja feita sempre no final da tarde quando há menor incidência de sol.

A batalha contra as cochonilhas pode ser vencida, ainda, com os inimigos naturais como as joaninhas que são predadoras de cochonilhas e de outros, como os pulgões. Elas deveriam ser consideradas como “animais sagrados” nas plantações.

Outra estratégia de combate válida é a pulverização de extratos vegetais naturais, como a calda de fumo e a calda de santa-maria (ver receitas abaixo).

Receitas caseiras contra cochonilhas
Calda de fumo
Ingredientes:
100 gramas de fumo de corda;
1/2 litro de álcool;
1/2 litros de água;
100 gramas de sabão em pedra neutro.

Preparo:
Misture 100 gramas do fumo cortado em pedacinhos em 1/2 litro de álcool. Acrescente 1/2 litro de água e deixe a mistura curtir por aproximadamente 15 dias. Após este período, corte o sabão em pedaços pequenos e dissolva-o em 10 litros de água. Misture o sabão à calda de fumo curtida. Em áreas com ataques muito intensos, pulverize a mistura diretamente sobre as plantas. Caso a infestação ainda seja pequena, dilua o preparo em até 20 litros de água limpa antes da pulverização. As aplicações devem ser feitas em períodos de sol ameno. Uma dose  tende a resolver o problema, caso os bichinhos não desapareçam, porém,  vale borrifar as plantas atacadas uma vez por semana, até que a infestação acabe.

Calda de Santa Maria
Ingredientes:
200 gramas de erva–de–santa–maria (Dysphania ambrosioides);
1 litro de água fria;

Preparo:
Amoleça 200 g de erva de Santa Maria em 1 litro de água fria durante 6 horas. Aperte bem as folhas para extrair o suco. Dilua o extrato obtido em 5 litros de água limpa. Pulverize o preparado sobre as partes atacadas uma vez por semana, sempre sob sol ameno, até que a praga seja eliminada.

jjo5f9

Beallara

Fungos – Existem diversos gêneros, sendo o mais frequente o Gloesporium.
As doenças de fungos apresentam certas características comuns. Inicialmente, forma-se manchas circulares compostas por vários anéis avermelhados. A seguir, aparecem manchas acastanhadas com pequenos corpúsculos pretos contendo esporos de disseminação.
Combate:
Com um bom fungicida e, nos casos mais graves, com fungicida sistêmico.

Hemileia – Ferrugem
Causa grandes estragos nas folhas dos Oncidiuns e das Miltônias. Produz manchas oleosas e amareladas cobertas por um verdadeiro feltro amarelo, lembrando a ferrugem.
Combate: Aplicar um bom fungicida ou calda bordaleza.

Podridão Negra
Ataca principalmente plantas dos gêneros Cattleya, Laelia e seus híbridos. Aparece no inverno e em épocas úmidas.
Seu ataque começa pelo rizoma, passando depois para os pseudobulbos e folhas com incrível rapidez. Transforma essas partes da planta numa massa pardacenta e de odor desagradável.
Combate: Isolar a planta totalmente. Pulverizar o local onde se encontrava a planta e todo o recinto. Cortar com uma tesoura flambada a parte atacada. Queimar a parte atacada, bem como todo o substrato e o vaso onde estava a planta. Parar totalmente as regas. Fazer a imersão da planta numa solução de hipoclorito de cálcio e um fungicida sistêmico por uma hora. Pendurar a planta num varal, à sombra, para que seque totalmente. Observe se o mal foi totalmente debelado.

Podemos usar também, sobre a planta já limpa, uma camada de canela em pó. Repetindo a dose sobre a planta e substrato alguns dias após o seu replante.

Dica: Para combater Pulgões e Cochonilhas, pode-se também usar spray doméstico, tipo mata mosca, baratas, etc, feito à base de água e não querosene. Uma outro boa opção é de usar o óleo da semente de Nim que atua como inseticida e fungicida.

rosas1

.

planta atacada por pulgões

Não é de se estranhar que as plantas ornamentais sejam sensíveis. Isso reside no fato de, na maioria dos casos, se tratarem de plantas oriundas de regiões com climas completamente diferentes; além do mais, são obrigadas a viver em espaços adequados e confortáveis para os seres humanos e não para elas. Para além, disso o espaço para as suas raízes é bastante limitado.

Apesar de gerações de cultivadores se terem esforçado no sentido desacostumar as plantas da  sua sensibilidade de adaptação e da sua predisposição para doenças, elas permanecem seres sensíveis que, devido ao desleixo, aos cuidados errados, a influências ambientais prejudiciais reagem frequentemente de forma sensível, acabando por definhar, adoecer e, por fim, morrer.

A maioria dos problemas das plantas ornamentais está relacionada com locais ou tratamento errados. De fato, os vegetais saudáveis e resistentes raramente ficam doentes; as pacientes são quase sempre plantas ornamentais fracas ou já doentes no momento da aquisição.

As doenças e as pragas das plantas ornamentais refletem, portanto, reações a condições adversas, como:
- um local errado com luz excessiva ou escassa para a planta;

- temperaturas demasiado elevadas ou demasiado baixas;

- rega demasiado escassa ou demasiado frequente, eventualmente com água demasiado fria;

- falta de umidade do ar para vegetais especiais, principalmente no inverno, em divisões com aquecimento central;

- correntes de ar ou pouco ar fresco;

- um substrato errado ou inacessível;

- mudança de vaso descuidada;

- redução da temperatura de forma descuidada no período de repouso.

Antes de recorrer aos produtos químicos para combater fungos ou insetos nocivos, devem tentar-se todas as outras possibilidades: mudar as plantas de local e colocá-las numa área com luminosidade e temperatura mais adequadas, alterar os hábitos de rega, mudar eventualmente o substrato, combater as pragas de forma mecânica; em alguns casos, também se colocam em questão métodos biológicos para as plantas ornamentais.

Quando nem o combate mecânico nem os métodos alternativos ajudam (produtos caseiros comprovados de toda a espécie e novas receitas postas à prova), tenta-se os produtos químicos. Em determinadas situações, nem mesmo ao jardineiro de plantas de interior consciente do ambiente resta outra opção; mas quando se lida com pesticidas, deve-se fazê-lo na varanda, no jardim ou pelo menos com uma janela aberta. Mas mesmo quando os preparados químicos resultam por momentos, há que ter consciência de que apenas se combateram as consequências. Portanto, o melhor é remediar as causas da doença ou do aparecimento dos danos.

As bactérias só conseguem entrar nas plantas através de feridas ou aberturas naturais e, tal como os vírus, também os insetos (especialmente os pulgões) ou o próprio jardineiro de plantas de interior podem ser os portadores. Um ataque é favorecido pela elevada umidade do ar e pelo calor. Os sintomas são, entre outros, vegetações cancerosas nas raízes ou nos troncos, emurchecimento e apodrecimento do caule, manchas pegajosas, no caso das violetas. As doenças bacterianas não se devem combater nem remediar com produtos de proteção de plantas. Devido ao perigo de contágio, os exemplares atacados devem ser imediatamente isolados e jogados no lixo.

Os vírus também são causadas por pequenos micróbios microscópicos, eles penetram nas plantas através de feridas, tal como as bactérias, são transportados para as plantas ornamentais.

Os vegetais atacados apresentam folhas com pontuações amareladas e acabam por murchar. Os rebentos podem adquirir uma coloração avermelhada, sendo que o porte definhado aponta também para uma infecção por vírus. As viroses das plantas também não se conseguem curar, os vegetais atacados devem ir para o lixo.

Ao contrário dos vírus e das bactérias, os fungos que vivem como parasitas também podem atacar as plantas sem haver necessariamente um portador.  O clima quente e úmido é propício ao desenvolvimento do fungo, com algumas exceções; as plantas ornamentais correm perigo quando estão muito juntas umas das outras e quando há uma má circulação de ar.

O crescimento fraco e a nutrição em excesso (principalmente uma nutrição rica em azoto) também favorecem o ataque de fungos. Eles podem atacar todas as partes das plantas: existem doenças nas raízes, apodrecimento do caule, doença das folhas e doenças linfáticas,  bem como lesões no tronco e nos ramos. Todas estas doenças requerem um combate especial. Quando é fortemente atacada, a planta deve ser destruída, mas quando o ataque ainda está no início, é possível retirar as partes doentes da planta e tratar as restantes partes de forma preventiva. Em todo o caso, a planta deve ser isolada.

Doenças mais frequentes:
- Oídio – o oídio reconhece-se pela camada branca localizada na página superior das folhas, entre outros locais, nos botões, rebentos e, eventualmente nas flores.

- Míldio – típico do ataque de míldio é o bolor branco acinzentado nas folhas e manchas castanhas nas páginas inferiores das folhas.

- Ferrugem parasitária – reconhece-se pelas pústulas amarelas ou cor-de-ferrugem, ocasionalmente alaranjadas, pelo armazenamento de esporos no verão nas páginas inferiores das folhas.Quando aumenta, as folhas atrofiam, murcham e a planta morre aos poucos.

- Bolor cinzento – este fungo prejudicial frequentemente ataca também plantas em vasos. O aspecto danificado exterior traduz-se num bolor castanho-acinzentado e espesso, sendo que posteriormente aparecem manchas molhadas e apodrecidas nas folhas.

Uma pergunta que todos que cultivam plantas ornamentais frequentemente se faz a si próprio é, como as pragas aparecem do dia para a noite nas plantasse elas são tão bem cuidadas?

Mesmo o apreciador de plantas mais  experiente, que trabalha com mistura desinfetada e utensílios meticulosamente limpos, é por vezes surpreendido com aparições atacantes de bandos inteiros de pulgões, cochonilhas-verdes e cochonilhas-algodão ou aranhiços vermelhos, perguntando-se de onde vêm tão repentinos tormentos.

As pragas podem, de fato, vir do ar, tal como as bactérias, os vírus e os esporos de fungos; e, em determinadas circunstâncias, os nemátodos dos vasos são trazidos com a mistura, pois os seus ovos resistem normalmente às temperaturas elevadas, ou seja, à desinfecção.

janela-chuva