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  • Archive for the ‘Orquídeas e Bromélias’ category

    Brassavola perrini 2
    A Brassavola é um gênero com cerca de 63 espécies existentes, com flores que variam entre branco, creme e o esverdeado. De fácil cultivo, quando o trato corresponder às suas necessidades. Alguns estudiosos consideram a Brassavola perrinii como sinônimo de Brassavola tuberculata, embora sejam bem próximas e suas flores sejam idênticas, do ponto de vista botânico, elas são diferentes.
    Brassavola tuberculata parece ser mais tolerante à luminosidade intensa, ela pode vegetar nas rochas, recebendo diretamente os raios solares. Ela lança em geral, 2 flores por haste, já a Brassavola perrinii vegeta próxima ao mar mas bastante protegida pelas copas das árvores, e lança em geral 3 flores ou mais, por haste.

    Mais um detalhe que diferencia uma da outra: não plante a Brassavola perrinii dentro de um vaso utilizando o pó de xaxim ou fibra de coco, se tiver um vaso de xaxim velho que não o utilize mais, ou se tiver em estoque fixe-a na lateral do vaso, ou em cascas de peroba com esfagno terá um melhor resultado.

    Assim como a C. walkeriana e C. nobilior, a B. perrinii não tolera que as raízes fiquem encharcadas.

    Outro detalhe: as brassavolas não possuem reserva de água para o período de inverno, necessitam de local com considerável umidade do ar. Seu habitat são as matas ciliares a meia altura entre 2 e 4 metros”.

    Em resumo, a Brassavola precisa ser bastante regada no período de crescimento e uma moderada rega durante o inverno. Prefere substratos secos, como tronco de árvores do tipo cambará, ipê, sabiá, peroba ou mesmo em samambaiaçu. Floresce na Primavera, nos meses de setembro e outubro.

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    fungos em folha de orquídea

    A única forma de evitar a disseminação de vírus nas orquídeas, é adotar procedimentos para:
    1) Identificar plantas doentes;
    2) Evitar introduzir plantas doentes no orquidário;
    3) Eliminar plantas infectadas;
    4) Prevenir novas contaminações.

    De forma prática, seguem algumas “regras básicas”:
    1 – Não adquirir plantas “de risco” (coleções antigas, orquidários comerciais sem normas rígidas de controle etc.)

    2 – Aceitar presentes de “cortes especiais” com reservas. Manter tais plantas isoladas por 1 ano, ou até que tenha feito teste em laboratório.

    3 – Eliminar prontamente quaisquer plantas comprovadamente doentes com vírus;

    4 – Isolar plantas suspeitas

    5 – Desinfetar bancadas, removendo detritos (raízes mortas etc.), antes de renovar com plantas novas;

    6 – Não reutilizar cacos ou vasos (vasos podem ser reutilizados, se mergulhados numa solução de cloro a 20% por 2 horas, depois secas ao sol)

    7 – Manter limpo o local de plantio, não misturando xaxim velho com novo etc.;

    8 – Não replantar grande número de plantas num só dia, principalmente se forem plantas adultas e antigas;

    9 – Controlar pragas

    10 – Manter distância entre os vasos (1/2 diâmetro do vaso);

    11 – Embalar adequadamente plantas de exposição, para minimizar atrito e feridas;

    12 – Não manusear em demasia as plantas. Cuidado ao retirar partes secas ou mortas, para não ferir as plantas;

    13 – Não pendurar plantas umas sobre as outras;

    14 – Não reutilizar água ou solução de fertilizante;

    15 – Esterilizar ferramentas adequadamente;

    16 – Não fumar no orquidário.

    17 – Nunca andar pelo orquidário, com canivete na mão, cortando flores e folhas, tirando mudas, etc., utilizando a mesma ferramenta.

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    Oncidium crispum
    A popularidade é tanta que algumas espécies são apelidadas, carinhosamente de pingo de ouro e orelha de burro. Conheça as principais características dos Oncidiuns, seus híbridos e as espécies mais cultivadas na Guatemala.

    A palavra Oncidium vem do grego onkos = tumor, em razão da calosidade que aparece no labelo de suas flores. Esse gênero foi nomeado pelo botânico sueco Olor Swartz, no ano de 1800.
    A planta é encontrada da Flórida à Argentina e floresce normalmente entre os meses de maio e agosto. No Brasil uma nova espécie do gênero é encontrada a cada dia. Na época de inflorescência, fica mais difícil ainda classificá-la, já que apresenta diferentes formas e cores.

    Características
    Alguns Oncidiuns são desprovidos de pseudobulbos e possuem forma de leques, como o pusillum. Outros em folhas em forma de terete (redondas e compridas), como no caso do cebolleta e jonesianum. As terrestres mais conhecidas são o montanum e o hydrophyllum. Temos ainda as espécies rupestres, como o warmingii, mas a grande maioria são mesmo os epífitas.
    Os oncidiuns são plantas tão comuns e populares que as pessoas costumam lhe dar apelidos, já que a nomenclatura correta, dada por cultivadores e orquidólogos que estudam a gênero, nem sempre é fácil de guardar na memória. Quem nunca ouviu falar em “pingo de ouro”? Pois é, a planta também é conhecida no mundo orquidófilo por Oncidium flexuosum. Outro exemplo é o Oncidium phymatochilum, que é mais conhecida como “orelha de burro”, entre outras centenas de nomes que as pessoas dão quando não sabem a classificação exata da planta.
    O problema é que, nos últimos tempos, os orquidólogos e taxonomistas estão trocando todos os nomes dos gêneros. Dessa forma, deixamos de ter apenas os Oncidiuns e devemos nos acostumar com os nomes como Tolumnia, Cyrtochilum, Psymorchis, Caucaeca, Lophiaris e outros palavrões que veremos por aí de agora em diante.

    Substratos
    O cultivo pode ser feito de diversas maneiras, mas, em geral os Oncidiuns gostam de ter raízes livres. Isso pode ser observado em plantas cultivadas em casca de peroba (Aspidosperma polyneuron), cascas de madeiras nobres (Ipê, Angico, Peroba, Aroeira, etc.), normalmente achados em campos de pastagem, jogados em qualquer canto, os palitos de coxim e as espécies vivas como a Dracema (Dracena marginata) e coqueiros vivos, desenvolvendo-se de uma forma surpreendentemente melhor do que as encontradas em vasos com xaxim ou coco, que encobrem as raízes.
    Algumas espécie preferem areia lavada ou mesmo pedra e pedriscos, como a terrestre Oncidium montanum e o Oncidium equitante, que se adapta melhor com um punhado de pedras dentro de seus vasos. Se optar por utilizar vasos, terá que ter mais atenção com as plantas, pois elas podem sofrer com ataques de fungos, principalmente nas folhas e nos bulbos, apresentando manchas escuras e furos. Fazer uma boa drenagem com pedra brita, ou outro similar, também é aconselhável, além de verificar a regularidade da rega.
    Quanto a esse fator. Vale ressaltar que dependerá da localização do orquidário. Se o local for muito úmido, não há necessidade de tantas regas, mais se for muito seco, recomenda-se regar as plantas com mais freqüência.

    Adubação
    Na cidade mineira de Uberaba, Minas Gerais, os cultivadores desenvolveram uma fórmula de adubação que consideram muito eficiente. Utilizam-se mais adubos foliares de forma homeopáticas, ou seja, dilui-se uma quantidade pequena em muitos litros de água (aproximadamente uma colher de chá para 10 litros). Assim é possível regar as plantas apenas uma vez por semana e observar uma melhora significativa no crescimento delas, como um maior desenvolvimento dos bulbos, mais floração e menos ataques de doenças. O único problema é que os Oncidiuns precisam ser adubados toda semana, e, para quem tem muitas plantas, administrar o tempo pode ser uma tarefa difícil.
    Nos últimos tempos, o mercado está sendo abastecido com adubos de excelente qualidade, portanto, é possível encontrar produtos que atendam as necessidades das plantas. Geralmente os mais requisitados são os de manutenção, como o Peter’s, facilmente encontrado em muitas floriculturas e orquidários. Existem produtos interessantes, como a mistura de peixe com melado de cana, que é muito utilizado pelos orquidófilos, por trazer excelentes resultados.

    Rega
    A rega, para os Oncidiuns, deve ser feita de acordo com o substrato e o clima de sua região. Primeiramente, recomenda observar a planta, ou seja, caso o substrato esteja seco, indica falta de água, ocasionando desidratação das plantas. As orquídeas encontradas em vasos devem ser regadas com menos freqüência, de acordo com a necessidade. Talvez o mais indicado seja regá-las de duas a três vezes por semana. Já as plantas que estão em palitos e placas de xaxim pedem regas ao menos três vezes por semana; e as que estão em casca de madeiras variadas ou em plantas vivas devem receber água todos os dias, pois secam quase que instantaneamente.

    Sol
    Os Oncidiuns são plantas que, normalmente, não gostam de sol forte, mas sempre há uma exceção. As espécies, em geral, devem ficar em locais mais sombreados do orquidário. Recomenda-se um sombrite 70% ou até mesmo 80%, lembrando que o material não bloqueia tanto. Como diz a numeração, então é possível utilizá-lo sem preocupação.
    As plantas, podem ficar em um ambiente mais úmido, basta regar o chão e as paredes, caso existam, uma ou duas vezes por dia. A dica serve apenas para aumentar a umidade do orquidário, pois os Oncidiuns vêm de lugares úmidos como brejos, beira de lagos e rios, com exceção das espécies rupestres e terrestres, que gostam de sol e devem ficar expostos ao calor. As plantas não acostumadas ao sol direto requerem maior cuidado, pois precisam ser expostas aos poucos, de preferência pela manhã, aumentando gradativamente.

    Atenção
    Evite jogar água nos pseudobulbos e nas folhas, pois os Oncidiuns, em sua grande maioria possuem folhas finas. Dependendo da época do ano, as plantas podem sofrer com o acúmulo de água e apresentar manchas e furos nas folhas.

    Híbridos
    Os Oncidiuns híbridos são muito procurados pelos orquidófilos pela beleza ornamental, pois as plantas utilizadas nos cruzamentos são as mais bonitas e extravagantes. Os híbridos são requisitados, também, por causa da durabilidade de suas flores, já que algumas espécies mantém a floração por mais de dois meses, uma raridade entre orquídeas.
    As plantas híbridas são escritas primeiramente com o nome do gênero. Logo após, usa-se um X para determinar o cruzamento, seguido do nome da espécie. Veja o exemplo:
    Oncidium x aloha – Oncidium x kaiulani – Oncidium x twinkle charm – Oncidium x wine red – Oncidium x java – Oncidium goldiana x sphacelatum.
    Para se obter a planta desejada, são necessários inúmeros cruzamentos. O cruzamento da planta Oncidium x aloha “iwanaga” foi iniciado no começo do século passado, ou seja, há 100 anos. Pode-se levar, portanto, um período de três a quatro anos para produzir um híbrido valorizado pelo comercio de orquídeas. Este é, também, o tempo que a planta leva para florir.

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    Para orquídeas monopodiais, um vaso comum de plástico é o suficiente por anos.
    Seu crescimento não “caminha” como nas simpodiais. Para estas o vaso melhor é o que tem a boca mais larga.

    Colocando-se a planta bem na borda com o ponto de crescimento virado para o meio poderá usar por longo tempo o mesmo vaso.

    Mas contas ofertas de recipientes do mercado, como escolher?
    - Os antigos vasos de cerâmica queimada usados para orquídeas ainda continuam sendo manufaturados e oferecidos e podem ser usados. São mais pesados e ajudam a reter mais a água de chuvas ou regas, nem sempre interessante em climas úmidos, por favorecer desenvolvimento de fungos.

    Vasos plásticos tem longa duração, são leves e baratos.

    Opções como garrafas PET cortadas, penduradas com arames ou fios de nylon de pesca, podem ser boas opções.

    As orquídeas também aderem a placas de coco, madeira, troncos, telhas, etc., aumentando as possibilidades e a criatividade do cultivador.

    Ramos grossos apanhados no chão pelas trilhas no meio do mato, para quem dispuser deste tipo de local, são dádivas da natureza. Forma ecológica e sem custo e a planta irá se desenvolver muito bem a um tipo de apoio a que está acostumado por centenas de anos.

    Substrato de cultivo para suas orquídeas
    O substrato natural é uma mistura de folhas decompostas e matéria orgânica. Poderemos usar isto? Dificilmente conseguiremos reproduzir.
    Mas temos algumas boas opções que têm dado certo, usando criatividade com coisas que estão ao nosso alcance.

    Característica de um bom substrato:
    O substrato ideal para as orquídeas devem ter boa densidade, pode ser em pedaços para propiciar boa aeração e ótima drenagem.

    Não tem necessidade de realizar trocas nutricionais com a planta, portanto poderá ser oriundo de materiais descartados pela indústria. A indústria madeireira e moveleira descarta madeira que poderia ser reciclada e aproveitada.

    Pedaços de madeira ou cascas de árvores tem lignina, tanino e outros compostos que podem ser tóxicos para o cultivo de plantas, principalmente orquídeas.

    É preciso colocar em água, trocando muitas vezes, por vários dias para lavar estes componentes. São materiais naturais e com o tempo irão se decompor por ação dos microorganismos do solo, virando composto orgânico. A utilização de argila expandida também tem sido feita com sucesso.

    Para quem não conhece, são pequenas bolotas de argila cozida, muito usada para preenchimento de vasos para esconder a terra. Podem ser quebradas para melhor preenchimento do recipiente. Guardam alguma umidade e são ótimas para locais onde há problemas de baixa umidade do ar, como no centro do país. O uso de pedaços de coco reciclado tem ganho o mercado pela sua leveza e facilidade de encontrar.

    Oriunda da indústria do coco seu descarte era até bem pouco tempo um problema ecológico.

    É poroso e leve, mas armazena boa quantidade de água, nem sempre desejável. E é necessário deixar de molho em água, trocando todos os dias para diminuir a quantidade de compostos tóxicos, como taninos e outros elementos.

    A vermiculita é um mineral micáceo vendido na forma expandida, não é solúvel em água, é leve e resistente a mofos, mas muito dispendiosa.

    É muito usada em mistura com pó de coco, com ótimos resultados. O substrato mais fino em textura não é bom para as raízes das orquídeas, por sufocá-las, melhor usar materiais mais grosseiros de tamanho maior.

    Para locais onde a indústria tem materiais descartáveis, como sisal, piaçava, tijolos quebrados, o uso deles pode ser barato e ajudaria também o meio ambiente, diminuindo os lixões urbanos.

    Quando adquirimos aparelhos eletro-eletrônicos as embalagens de isopor acabam indo para o lixo. Se cortarmos este isopor em pedaços pequenos poderemos preencher fundos de vasos grandes para outras plantas mas também para o cultivo de orquídeas.

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    Simpodiais – São plantas que apresentam crescimento limitado, ou seja, após o término do crescimento de um caule ou pseudobulbo, o novo broto desenvolve-se formando o rizoma e um novo pseudobuldo, num crescimento contínuo.

    Bainha – Membrana paleácea que protege a parte externa e inferior dos pseudobulbos. Ela tem a função de preservar as gemas e as partes novas das plantas contra os raios solares mais fortes e insetos daninhos que podem atacar os pseudobulbos tenros. Muitas vezes reveste o rizoma e os caules novos, secam mais tarde e se desfazem totalmente. Depois de formado o pseudobulbo e aconselhável rasgar a bainha até o ápice. Normalmente as bainhas, por seus formatos diferenciados, determinam a classificação de plantas de diferente gêneros.

    Cápsulas ou frutos e sementes – Todas as orquídeas produzem frutos capsulares. Apenas a Vanilla aromática(baunilha de nossos doces), tem frutos longos e carnosos. As plantas do gênero Vanilla são as únicas que tem semente crustáceas e não são providas de asas ou membranas para srem carregadas pelo vento. A maioria das plantas o ovário se apresentam uniloculados, com placenta destacadas de maneira a se tocarem no centro do fruto. Esses frutos, depois de maduros, fendem-se em três aberturas, permanecendo ligadas na base. Por essas fendas escapam as sementes, nos dias mais secos, arrastadas pelo vento. De acordo com os cálculos de Beccari, uma semente média pesa aproximadamente cinco miligramas, sendo necessárias cerca de duzentas mil sementes para se conseguir uma grama. Genericamente, cada cápsula de semente de orquídea tem entre 300 a 500 mil sementes. Quando visitar um habitat de orquídeas em flor, polinize bastante flores, colaborando com a propagação da espécie.

    Flor – Desde os tempos do paraíso terrestre o homem vive no meio de flores. A maioria delas constituem-se em indecifrável mistério no que se refere às formas, coloridos e perfumes tudo isso não foi feito por acaso, não é um simples divertimento da natureza, um simples prezar para os olhos humanos, mas sim para atrair seus agentes fecundadores.

    Monopodiais – São plantas com crescimento ilimitado, ou seja, com crescimento contínuo. Suas folhas são lineares, rígidas e carnosas, muitas vezes sulcadas ou semi-cilíndricas e dispostas simetricamente no caule da planta. Devemos nos precaver no inverno, para evitar o acúmulo de água nas “axilas” das folhas, pois com a queda da temperatura, podemos perder muitas delas.

    Folhas – As folhas das orquídeas apresentam grande variedade. Existem folhas laminadas de consistência coreácea (ligeiramente a consistência de couro) que armazenam água. Outros de folhas finas ( como a Miltônias e alguns Oncidiuns), bastante sensíveis. Outras folhas ainda são caducas e caem quando o pseudobulbo completa seu ciclo vegetativo (Catasetum, Dendrobium do grupo nobile). A folha é uma defesa da planta contra o excesso de transpiração, evitando perda de água e proporcionando maior resistência à seca. Pelo colorido das folhas podemos saber se as plantas estão recebendo luminosidade adequada. Quando amarelas ou amareladas, estão sendo cultivadas com muita luz. Se estiverem de cor verde escuro falta luminosidade para a planta. As folhas devem ser mantidas bem limpas para poderem respirar através dos estômatos que se alojam no seu verso. Cuidado para não expor as plantas em pleno sol, pois a queimadura das folhas produz zonas necrosadas irreversíveis, que servem como uma porta aberta para pragas e doenças. janel40

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    O que você faria se estivesse passeando tranquilamente por uma área de vegetação nativa e deparasse com um tronco de árvore caído no chão, lotado de orquídeas? A tentação de pegar uma muda seria bem grande não?
    Você em um gesto de carinho recolheria aquela planta infeliz que se desprendeu de seu habitat pela própria ação da natureza e a leva para casa, para protegê-la e fornecer a ela tudo que não poderia ser encontrado naquele local: adubo, iluminação correta e um bom substrato além, é claro, de muito amor e dedicação.
    Mas fique sabendo que isso não está correto e a planta logo lhe mostrará sinais disso, ou definhando até a morte, ou ficando paralisada por muitos anos até começar a se adaptar ao novo micro clima onde foi inserida.

    As plantas nativas têm todo um esquema de sobrevivência que envolve fatores chamados de abióticos (clima, solo, luz, etc.) e bióticos (relações ecológicas tais como parasitismo, predação e competição). Esses fatores mantêm o habitat da orquídea de forma equilibrada para que ela possa viver em harmonia em seu ambiente natural, tendo como exemplo o controle de seus parasitas naturais sendo feito pelos predadores que também habitam o local.

    Já na nova “morada” a orquídea nativa tem que se adaptar a utilização de adubos químicos, a uma nova modalidade de plantio que coloca suas raízes sob o substrato e não sobre como ela estava acostumada, entre outras coisas. Só com esses dois exemplos já se pode ter a idéia do tamanho da mudança a que a planta tem que se submeter ao ser retirada do seu habitat. Fora o fato de que ao se quebrar aquela cadeia de fatores (abióticos e bióticos), você certamente levará para casa além da planta, seus parasitas, deixando para trás os seus predadores naturais. Trocando em miúdos, você estará levando problema para seu orquidário!

    O correto no caso de se encontrar uma orquídea nativa é deixar que a natureza continue seu curso, sem interferir nisto. Mesmo que você sinta “pena” ou até mesmo aquela cobiça pela tão almejada planta, não se deixe levar.
    As plantas produzidas em laboratórios e vendidas em orquidários e até mesmo supermercados do país inteiro, por um preço bem acessível, são mais resistentes às pragas e na grande maioria das vezes possuem a forma da flor e aspecto vegetativo bem mais bonitos e harmoniosos do que uma planta nativa.

    Se mesmo com todos esses argumentos você ainda não se convenceu de que não é uma boa opção coletar uma planta nativa para acrescentá-la a sua coleção, passemos para a parte jurídica.
    De acordo com o artigo 49 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998), a pena para quem destruir,  danificar,  lesar ou maltratar,  por qualquer modo ou meio,  plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia, é de detenção,  de três meses a um ano,  ou multa,  ou ambas as penas cumulativamente.  Já para quem destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas (Art. 50) a pena é de detenção de três meses a um ano e multa.

    Portanto, ao entrar em um local onde existam orquídeas nativas, divirta-se apenas tirando fotos e aproveitando o canto dos pássaros. Fazer mais do que isso é interferir no equilíbrio do meio ambiente. Pensem bem nisso.

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    PRIMAVERA

    Nas regiões em que as estações do ano se revelam mais definidas, as plantas parecem sentir a chegada da primavera muito antes de as pessoas se darem conta. Ao surgirem as primeiras floradas de exemplares de jardim ou de vasos externos, as orquídeas também parecem saber que aumentou o tempo de luz solar, e começam a brotar. É esse o momento de modificar os cuidados que até então eram dispensados aos vasos.
    O aparecimento de brotações de folhas novas ou flores constitui o primeiro sinal que as plantas enviam para que você volte a lhes dedicar atenção e cuidados especiais, de maneira a auxiliar o desenvolvimento das plantas.
    - Regas
    À medida que os exemplares desenvolvem um novo crescimento, suas necessidades de água aumentam. Assim que os dias vão se tornando mais longos e a temperatura aumenta, todos os vegetais iniciam uma atividade muito maior na transformação de seus nutrientes e começam a perder mais água pelas folhas. Por isso, nessa época exigem regas freqüentes. No entanto, você deve ter cuidado para não encharcar seus exemplares. Forneça-lhe, gradativamente, maior quantidade de água.
    - Adubação
    A nova fase de crescimento dos exemplares torna necessária uma quantidade mais elevada de nutrientes para um desenvolvimento saudável.
    Inicie a adubação no começo da primavera. Mas atenção, comece com uma dosagem bem baixa. Quando utilizar um fertilizante líquido, por exemplo, não forneça a dosagem máxima indicada, nas primeiras semanas. Prepare uma solução bem diluída, com a metade ou até um terço da dose recomendada.
    Nunca adube a planta quando o composto estiver seco, pois a absorção será mínima.
    Depois das trocas de composto, também não fertilize, uma vez que durante três a seis meses o substrato novo terá todos os nutrientes de que o exemplar precisa.
    - Replantio
    Em locais onde, em setembro, não há mais perigo de geada, esse é o momento para reenvasar as plantas. Antes de setembro, com frio, as plantas que ainda estiverem em condições de relativa dormência, depois de seu descanso anual de inverno, não devem ser replantadas até que tenham começado um crescimento ativo. Caso contrario, o choque do reenvasamento precoce é capaz até de matá-la.
    A melhor época para reenvasar as plantas são os meses de primavera.

    VERÃO
    .É no verão que as plantas estão mais ativas. De modo geral, também é a época em que os exemplares, no auge do vigor, se revelam em sua melhor aparência. No entanto, é justamente nesse período que as plantas costumam exigir atenção redobrada.
    - Regas
    A quantidade de água requerida pelas espécies pode variar muito, de acordo com o tempo, o que constitui um fator às vezes surpreendente. Durante os períodos prolongados de calor e sol, um exemplar, às vezes, necessita de regas diárias. Mas, em épocas mais frescas e chuvosas, o mesmo exemplar exige menos água, ocasião em que você deve molhá-lo apenas uma ou duas vezes por semana. Por isso torna-se muito importante que sejam observadas as condições climáticas quando das regas, uma vez que as plantas podem sofrer demais com o excesso de água, mais comumente provocado no verão do que no inverno.
    Um dos pontos fundamentais é providenciar para que os exemplares recém-plantados sejam molhados com cuidado nas primeiras semanas.
    - Adubação
    A maioria das espécies de cultivo requer mais nutrientes nos meses de verão. Grande parte delas deveria receber um fertilizante a cada semana ou quinzena, de acordo com sua velocidade de crescimento. Utilize um adubo líquido apropriado e siga as instruções do fabricante. Evite adubar com mais freqüência ou aumentar a concentração recomendada só pelo fato de a planta apresentar-se tão bem que você gostaria de estimulá-la. O excesso de fertilizante pode ocasionar danos severos nos sistema radicular, o que, por sua vez, causa até a morte do exemplar. Lembre-se de que sempre é preciso molhar o substrato (solo) antes de adicionar o fertilizante.
    Nunca adube as mudas recém plantadas até uns três meses ou mais, após a operação, fique atento no enraizamento, pois o composto novo já contém nutrientes necessários. Quando iniciar a fertilização, dê apenas doses diluídas. Se você plantar no final do verão, talvez nem seja necessário adubar.
    - Reenvasamento
    A melhor época para reenvasar as plantas são os meses de primavera. Mas, se isso não é feito nessa época, e um exemplar está exigindo um vaso maior, mude-o no início do verão.
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    As Cyrtopodiums estão entre as orquídeas predominantemente brasileiras que florescem no terceiro trimestre do ano. De fato, quase todas as espécies desse gênero, quase que exclusivamente brasileiro, florescem nesta época.
    Entre as espécies mais robustas e ornamentais, temos Cyrtopodium saintlegerianum, que, com suas grandes flores amarelas e marrons, colore os cerrados da região central do Brasil, que, nesta época, apresentam as árvores sem folhas. Esta espécie é uma das poucas epífitas no gênero.

    Ocorrência e hábito vegetativo
    Centro-oeste brasileiro, como epífita, sobre palmeiras, às vezes no tronco, outras vezes na bainha das palmas.
    Produz grandes bulbos, de mais de 60 cm, recobertos por bainhas firmemente aderidas, com 6 e, por vezes, mais folhas.

    Cultivo
    O Cyrtopodium saintlegerianum deve ser cultivado buscando-se reproduzir, no mais possível, as condições predominantes no cerrado brasileiro, de onde ele é originário: vasos de pouca profundidade (ou fundo de drenagem ocupando 2/3 do vaso), com substrato bastante poroso e não compactado.

    Luz
    Pode ser cultivada em pleno sol, havendo boa ventilação e circulação de ar. Temperatura mais adequada Dias quentes, acima de 30 º no verão e abaixo de 20 º no período seco de inverno, com boa queda de temperatura à noite.

    Umidade e rega
    Está adaptada às condições do cerrado, com um longo período seco que antecede a época de floração. A rega é a normal, com duas ou três por semana, sal entre julho e setembro quando deve ser reduzida para uma vez por semana.

    Fertilização e tratos culturais
    Fertilizantes com NPK igual, com adições periódicas de cálcio e magnésio. Aceita bem a combinação de torta de mamona, farinha de ostra e cinza de madeira.

    Flor e floração
    Inflorescência apical, mais vezes com hastes secundárias. Produz centenas de flores quando bem florido, com um belo espetáculo visual.

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    As orquídeas epífitas são, por sua natureza, tão pouco exigentes que sobrevivem com o mínimo de elementos nutritivos que o seu ‘habitat” aéreo lhe oferece, entretanto, abundantemente sob a forma de minúsculas partículas de poeiras e detritos vegetais oriundos dos raminhos e folhas em vias de decomposição, bem como de inúmeros microseres mortos e dejeções das aves que pousam entre as touceiras das orquídeas.

    Se é verdade que nas árvores do seu habitat, as orquídeas se acham expostas a todas as intempéries, não é menos verdade que se encontram bem protegidas contra os raios
    escaldantes do sol do meio-dia, pelos ininterruptos movimentos das folhagens da árvore que lhe serve apenas como suporte (hospedeira).
    Os sulcos profundos que percorrem a casca rugosa em todas as direções oferecem às raízes, a necessária sombra e frescor. As águas da chuva, descendo ao longo das hastes e troncos, desprendem e arrastam minúsculas frações de casca de árvore, poeiras, excrementos de aves, insetos mortos, folhagem secas, que se alojam nas rugas e fendas da casca, onde se constituirão em uma verdadeira fonte de material orgânico, os quais irão liberar os nutrientes e compostos orgânicos durante a fase final de sua decomposição, através das chuvas e do orvalho noturno. Este material orgânico é renovado continuamente e que sempre estará a disposição das plantas quando estes estiverem solubilizados.

    Nas matas, períodos de neblinas densas envolvem a planta toda num véu refrescante, cuja umidade se infiltra entre os pequenos ramos de musgos, líquens e himenofiláceas que formam um tapete refrescante ao redor do pé da orquídea, onde se condensam e se transformam num reservatório de água, de onde a planta a retira em caso de necessidade. Porém, as neblinas passam tão depressa como vêm, ficando desta maneira afastado o perigo que a planta sofra de umidade excessiva. Além da abundância de luz, há a abundância de ar, porém, os ramos e as folhagens das árvores protegem as orquídeas contra as grandes ventanias e correntes frias de ar, que são por elas desviadas ou enfraquecidas.

    Entre os pseudobulbos, depositam-se poeiras de origem bem diversa, tais como folhas secas, galhos mortos, excrementos de aves que visitam as touceiras das orquídeas , bem como os cadáveres de inúmeros micro e macroseres, cujo conjunto constitui numa inesgotável fonte de material orgânico, que se renova sem a mínima interrupção. Assim, explica-se como as orquídeas, no seu habitat natural, prosperam admiravelmente. Porém, quando cultivamos essas maravilhosas plantas longe de seu habitat natural (onde a mãe natureza lhe fornece a proteção e a sua alimentação de modo equilibrado e balanceado), procuramos imitar ao máximo o ambiente em que vivem, bem como, adotar uma adubação química/orgânica que reflita ao máximo o sistema de nutrição que ocorre na natureza e assim cresçam vigorosas e saudáveis.

    Habitat das Orquídeas
    Para se falar sobre a adubação de orquídeas, deve-se compreender o ambiente em que elas vivem, pois, através da observação do seu habitat (quando possível) é que são adotados os seus tratos culturais, tais como: as regas (freqüência e quantidade), a escolha do substrato, o local ideal para cultivá-la, a luminosidade mais adequada, a umidade atmosférica mais adequada, a correta adubação através de adubos químicos (pó granulado ou líquido) e orgânicos em termos de dosagem (quantidade) e freqüência (intervalo em que se deve fornecer os nutrientes. As orquídeas são as que possuem como habitat as árvores e como tais são chamadas de epífitas (orquídeas, bromélias, cactos tropicais), um termo designado a todas as plantas que se desenvolvem nos troncos das árvores, em busca do sol para realizar a fotossíntese e sintetizar o seu próprio alimento. Por serem auto-suficientes quanto à síntese do alimento, elas não podem ser chamadas de plantas parasitas (definição para seres vivos que utilizam um hospedeiro de onde retiram o alimento que ele sintetiza). As orquídeas epífitas atuais, para sobreviverem nas árvores, onde há escassez de água e nutrientes (ambiente equivalente a um deserto) desenvolveram mecanismos físicos e fisiológicos para se adaptarem a essas condições adversas ao longo do processo evolutivo de milhões de anos. A falta de água por períodos longos, selecionou plantas com a capacidade de absorver água em grande quantidade e em pouco tempo.

    Por que tem que adubar as Orquídeas?
    As orquídeas, quando cultivadas em ambiente artificial, mais cedo ou mais tarde precisarão receber todos os nutrientes essenciais através de uma adubação balanceada e em doses homeopáticas. No cultivo artificial, quando se usa um substrato que possua todos os nutrientes (ex.: fibra de xaxim) a adubação se fará necessariamente no segundo ano de cultivo, devido ao esgotamento dos nutrientes presentes no substrato (causados pela absorção e lixiviação). Porém, quando o substrato utilizado for de baixa ou de nenhuma fertilidade, a adubação será necessária desde o início do plantio, quando esta estiver enraizada, pois a única fonte externa de nutrientes será dada através da adubação artificial (quando cresce no seu habitat natural, a própria natureza fornece a alimentação necessária para o desenvolvimento da planta). Uma vez diluído o adubo químico(pó/líq.) ou o adubo orgânico (em forma de calda) na água, poderá ser utilizado tanto para regar os vasos, como utilizar nas pulverizações das orquídeas.

    Quando a adubação for através da rega dos vasos, a freqüência entre elas será mensal. No intervalo entre as adubações, será regada com água pura para retirar o excesso de sais que porventura tenha se acumulado. No caso das pulverizações, a freqüência será de uma semana, sendo que no intervalo será feita pulverizações com água pura, para que não haja o acúmulo de sais na parte aérea da planta. Independente do tipo de adubo químico(pó/líquido), devemos escolher aquele que possua todos os elementos químicos essenciais para um desenvolvimento saudável. Uma vez escolhido o adubo químico, a freqüência da adubação e a necessidade das doses homeopáticas, fica uma dúvida:

    Qual é a quantidade ideal para que a concentração dos nutrientes na água seja “homeopática”?
    A quantidade ideal gira em torno de 0,5 a 1,0 grama/litro de água ou de 0,5 a 1,0 ml/litro de água pura. Nessa quantidade, os nutrientes ficam tão diluídos (na ordem de parte por milhão – ppm) na água, que a sua concentração é muito inferior a concentração plasmática das células do tecido das orquidáceas. Nessas condições, possibilita que a planta selecione os nutrientes de que necessita, e evita-se que os sais entrem na planta por osmose, ou seja, de uma concentração elevada de sais na água das regas, a planta absorverá sem controle uma grande quantidade de sais e perderá água em contato com a solução concentrada.

    Os nutrientes que as Orquídeas necessitam
    Nutrição vegetal

    As orquídeas, como seres vivos que são, para se desenvolverem e florescerem
    adequadamente (em cultivo artificial ou no seu habitat) necessitam retirar do meio que as rodeiam as substâncias que são necessárias ao seu metabolismo.
    . A alimentação das orquídeas dá-se por três meios distintos: Pelas raízes, absorvendo todos os elementos químicos (compostos orgânicos resultantes da decomposição da matéria orgânica e dos macro e micronutrientes dissolvidos na água das chuvas, das regas ou do orvalho).
    .  Através dos estôrnatos da superfície das folhas, e em especial da sua face inferior, que absorvem líquidos que podem conter elementos nutritivos.
    .  Por fim, assimilando pelos poros/estômatos de sua superfície o gás carbônico (CO2) presente na atmosfera. A absorção de alimentos pelas raízes só é possível se as plantas possuírem raízes desenvolvidas e saudáveis; por isso a adubação não faz efeito quando são recentemente transplantadas ou mal enraizadas. Podemos afirmar que a fibra de xaxim contém todos os elementos necessários para a perfeita e completa alimentação da planta, pelo menos durante o primeiro ano de plantio. Depois, sente-se um lento esgotamento do substrato em conseqüência principalmente da lavagem de substrato pelas regas excessivas e pelas chuvas prolongadas ou muito fortes.

    Depois, pela decomposição da matéria orgânica do substrato, a perda é substituída, porém, esta substituição tem um limite, e depois de um ano, estando a orquídea já bem enraizada e viçosa, começa a faltar-lhe o alimento. Orquídeas cultivadas em estufas ou em terraços, onde não recebem chuvas, não estão sujeitas a essa perda de nutrientes e por isso demonstram geralmente maior vigor. A partir do segundo ano, depois do transplante, é vantajoso aplicar-lhe adubos químico (fornece os macro e micronutrientes) e orgânico (fornece os compostos orgânicos) para suprir a sua falta. O adubo químico ideal, como foi dito, deve conter todos os elementos químicos balanceados, e deve ser aplicado diluído na água em quantidades homeopáticas, tanto para as regas (a cada 2/4 meses) ou em pulverizações (a cada uma/duas semanas). Quando se faz uma adubação correta, a planta se beneficia, porém, uma excessiva/freqüente adubação torna-se prejudicial. Portanto, a adubação química/orgânica correta é de fundamental importância para que as orquídeas cresçam saudáveis e vigorosas.

    Adubos
    Conceito, descrição e tipos

    Para constituir um adubo/fertilizante, um material qualquer deve conter um ou mais nutrientes de plantas, em forma disponível ou que possa ser por elas absorvidos. Os nutrientes, isto é, os elementos químicos considerados essenciais ao crescimento, desenvolvimento e produção das plantas, até o presente momento são 17:
    macronutrientes: (N), (P), (K), (Ca), (Mg), (S);
    micronutrientes: (B), (CI), (Cu), (Fe), (Mn), (Mo), (Zn), (Na), (Si), (Ni), (Co).

    Nos adubos comerciais, todos os nutrientes, com exceção do P e K, vêm expressos em % na sua forma elementar. A concentração do fósforo vem na forma de pentóxido de fósforo (P2O5%) e o K na forma de óxido de potássio (K2O%).
    Os adubos químicos encontrados no mercado possuem inúmeras formulações (ex: 30-10-10, 7-9-5, 10-5-5 etc.) e são vendidos na forma sólida (pó para diluir na água e granulado) ou na forma líquida (para ser diluída em água pura).
    Na maioria dos casos, os adubos possuem os macronutrientes e eventualmente alguns micronutrientes (nem todos). Quando se fizer uma adubação, o certo é escolher aquele que possui todos os elementos químicos (macro e micro) e que seja de fácil manuseio (facilidade de medir quantidades com precisão).
    Quanto à facilidade de se medir o adubo, o melhor é o líquido, a ser diluído na água pura para ser pulverizado nas orquídeas ou regado no substrato (mede-se através de conta-gotas – l5-l6 gotas correspondem a 1 ml de adubo líquido). Quando o adubo for sólido, há um inconveniente tanto para o pó quanto para o granulado. No primeiro caso, é necessário usar uma balança de precisão para medir gramas e no segundo caso (granulado), o adubo, quando colocado no substrato, prejudica-o, criando zonas de alta concentração de sais nas proximidades dos grânulos.
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    Epidendrum-latilabre

    Plantas de porte médio ou grande, de flores avantajadas ou bonitos conjuntos de coloridos, vários são as preferidas dos aficionados, principalmente nos gêneros mais conhecidos, como Cattleya, Laelia, Miltonia, Oncidium, Vanda, Phalaenopsis, Dendrobium, Cymbidium, entre outros. Entretanto, na orquidofilia existem exemplares diferentes, que fogem dos padrões clássicos e se destacam, enriquecendo e diversificando as coleções – algumas já saturadas dos padrões e dos mais diversos híbridos. E para citar grupos realmente diferentes, as Miniorquídeas, Micro e Botânicas são ótimas representantes. Mas como distingui-las? Na verdade, há uma interligação muito grande entre elas. Visando principalmente a apresentação em exposições, apenas foi criado um conceito para diversificar indivíduos diferentes, dando condições de concorrência entre si. Dessa forma, atenua-se o peso das “grandes preferidas” e proporciona-se satisfação àqueles que lhes dão abrigo.

    Miniorquídeas
    São plantas menores, mas de flores grandes em relação a seu porte. Os exemplos típicos são as Hadrolaelias, entre as quais destacamos a Laelia pumila e a Laelia spectabilis. Essas duas Laelia têm grande capacidade de transmitir a característica do pequeno porte para os descendentes, conservando ou aumentando o tamanho das flores. Outro caso são as Sophronitis, que embora mais conhecidas na categoria Micro, são usadas para redução do tamanho, principalmente com Laelia e Cattleya. Mesmo as Sophronitis tendo o labelo das flores reduzido – o maior destaque são as pétalas, transmitirem coloridos fortes e acentuados. Muitas Potinaras (híbrido de Cattleya, Laelia, Brassavola e Sophronitis) e outros exemplares pequenos são resultado de várias hibridações, quase sempre intergenéricos, procurando resultados compensadores nos tamanhos (planta reduzida e flor grande), nos mais diversos coloridos e na forma (harmonia entre os segmentos florais na relação entre labelo, pétalas e sépalas). Outra grande vantagem das Miniorquídeas, e também das micro, é a redução de espaço necessário para cultivá-las, especialmente quando as coleções são acomodadas em apartamentos. Essa é a categoria de tamanho intermédio.

    Microoquídeas
    As características básicas são o tamanho sempre pequeno da planta e da flor, embora essa última possa aparecer em conjuntos. Aqui o campo é vastíssimo e atinge a maioria dos gêneros. Bifrenaria, Epidendrum, Encyclia, Oncidium, Laelia e outros semelhantes, têm seus “anões”, mas os Pleurothallis, Stelis, Masdevallia, entre outros, são os campeões da miniaturização, pois além de Micro, apresentam as Micro-micro, que podem caber em um dedal.
    A conhecida Encyclia bracteata fica sumida entre as gigantescas Encyclia longifolia e Encyclia megalantha. A Bifrenaria wendlandiana mal poderá ser vista quando em confronto com a Bifrenaria tyrianthina. Os Oncidium harrizonianum e edwallii hians ficam minúsculos quando próximos a um Oncidium crispum ou mesmo um Oncidium barbatum. Isso sem falar das muitas outras pequenas plantas desse gênero afortunados e de aspecto envolvente. As Maxillaria, como muitas espécies de tamanho grande, também apresentam miniaturas e quase sempre com efeitos bonitos, pelo conjunto das pequenas flores. Os Pleurothallis, entretanto, apresentam uma variação impressionante no tamanho de suas espécies e conjunto de flores, que se apresentam das mais diversas formas, podendo ser únicas, praticamente sem pecíolo (haste), em cachos, com hastes menores que as folhas, com hastes sobre as folhas, hastes altas.
    Só o grupo do Pleurothallis grobyi – espécies parecidas, mas diferentes – é de encher os olhos dos apreciadores de pequenas belezas. O gênero Masdevallia, com flores em pétalas e sépalas concrescentes (unidas) por haste e únicas, é um dos mais desejados entre as Micros.

    Botânicas
    Por não se enquadrarem corretamente entre as categorias clássicas, Mini ou Micro, grande parte das espécies ou exemplares de orquídeas são consideradas simplesmente Botânicas. Essa nomenclatura apenas reforça o que realmente são. Porém, como citar uma planta grande com flores pequenas? Ou uma planta grande com flores médias ou pequenas, isoladas em cachos ou em hastes? Como não se pode criar uma categoria para cada espécies, as “sacrificadas” estão unidas em uma só. Um Epidendrum vesicatum (de crescimento invertido), de aspecto ornamental e flores pequenas, só não seria Botânica se fosse criada para ele uma categoria de “plantas curiosas”.

    butterfly13