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  • Archive for the ‘Orquídeas e Bromélias’ category

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    As raízes das orquídeas são bem estranhas e às vezes podem perturbar um amante de plantas.
    Com umas formas que mais fazem lembrar umas pernas de aranha e de uma cor esverdeada quando geralmente as raízes das plantas são brancas (sem cor), e com a mania de saírem dos vasos.

    Não podemos esquecer que as orquídeas são na grande maioria epífitas, vivem nas árvores. É portanto, natural que as raízes saem dos vasos, para realizarem a sua função principal. Servem de depósitos de nutrientes e água e ajudam as plantas a reterem e acumularem de material nutritivo que se deposita em suas bases.
    Em alguns casos são também órgãos clorofilados capazes de realizarem fotossíntese durante os períodos em que as plantas perdem as folhas. Variam em espessura, de muito finas a extremamente grossas. A estrutura das raízes diferencia-se muito entre as orquídeas, conforme a maneira e local onde crescem.

    É até muito bom sinal quando vemos a nossa orquídea desenvolver raízes fora dos vasos, indica que se encontra de boa saúde.

    As espécies epífitas geralmente apresentam robustas raízes, cilíndricas enquanto aéreas, as quais assumem formato achatado após aderirem ao substrato. Em regra são recobertas por espessa superfície esponjosa e porosa denominada velame, tecido altamente especializado na absorção de água ou umidade do ar.

    As espécies terrestres normalmente encontram-se espessadas em pequenas ou grandes estruturas parecidas com tubérculos de esféricos a longamente cilíndricos que servem de reserva de nutrientes e água e substituem os pseudobulbos presentes nas espécies epífitas. Ocasionalmente estes tubérculos separam-se da planta principal originando novas plantas.

    A durabilidade das raízes varia em função dos fatores ambientais e geralmente é inferior à duração dos caules. Novas raízes costumam brotar durante ou no final do período de crescimento vegetativo da planta

    Apesar de geralmente não ser a fonte principal de nutrientes das orquídeas, estas geralmente valem-se da associação com um fungo chamado Micorriza que se aloja nas células exteriores do velame de suas raízes e excreta diversos nutrientes então diretamente absorvidos por suas raízes.

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    rodiguisia lanceolata
    Origem:
    América do Sul
    Características: Planta que gosta de suas raízes aéreas, cultivo relativamente fácil, evitando o frio, pois é uma planta nativa do Norte, chega a ter até 3 hastes florais em único bulbo.
    Clima: Subtropical – Com um mês no mínimo e no máximo oito em que a média térmica é inferior a 20°C.
    Habitat: É uma planta epífita, vive sobre árvores, se cultivam muito bem em vasos.
    Luminosidade: 50% sombreamento
    Planta/Tamanho: até 20 cm.
    Flor/Tamanho: até 2 cm.
    Floração: Indeterminado
    Cor: Vermelho
    Haste Floral: Cacho, Multifloral
    Perfume: Não
    Duração da floração: Até 20 dias.
    Substrato: Fibra de coco, Sphagnum, Substrato Misto (Fibra de coco, pínus e carvão)
    Umidade/Regas: Relativa – Plantas com necessidades de maior umidade ambiente e substrato levemente úmido.
    Cultivo: Pouca experiência
    Podem ser cultivadas em vasos de barro, Caixatas de madeira, Cascas de peroba ou placa de madeira, Pote de plástico.

    O gênero Rodriguezia compreende cerca de 40 espécies distribuídas por toda a América tropical. Caracteriza-se por pseudobulbos uni ou bifoliados. A inflorescência sai da axila das folhas brácteas idênticas àquelas do ápice do pseudobulbo, formando uma bainha em “V” na sua base. Todas as espécies são epífitas vegetando em árvores de galhos finos ou cipós nas florestas úmidas e ambientes sombreados, do nível do mar até 1.500 m de altitude.

    Como dicas de cultivo geral das espécies, adaptam-se bem em árvores com galhos finos como laranjeiras e pés de goiaba (aplicável também para a orquídea Ionopsis utricularioides).
    No cultivo doméstico, sugere-se telado de sombreamento 70%, regas abundantes durante períodos secos, plantando-as preferencialmente em galhos de cafeeiro ou placas de madeira cortadas mais estreitas dispostas em vasos de garrafa pet, sabugos de milho ou mesmo em caixetas de madeira, guarnecidas com pedaços de coco seco desalinizado. A espécie Rodriguezia lanceolata Ruiz e & Pavón é encontrada no Panamá, Venezuela e Bolívia, alcançando o Brasil e Guianas.

    Existe controvérsia entre estudiosos botânicos sobre sua similaridade com a Rodriguezia secunda, onde seriam sinônimas ou espécies diferentes. Pseudobulbos ovóides comprimidos, apresentam profusão de raízes finas e compridas, com uma folha flexível medindo de 10 a 25 cm , estreita e lanceolada. Inflorescência brotando com um ou mais cachos para cada pseudobulbo com brácteas idênticas a folha principal, arqueados variando de 10 a 30 cm de comprimento e bonitas flores sequenciadas com média de 2,5cm de diâmetro, da cor rosa ao vermelho , mais carregado para o vermelho, base do labelo com pequena mácula branca e/ou amarelada. Conforme o ângulo de observação suas flores parecem translúcidas, brilhantes. Sua floração pode ocorrer em diferentes épocas e mais de uma vez ao ano – acentuando-se na primavera; diminuir as regas nesse período. Observados esses princípios básicos; propiciando boa ventilação e luminosidade indireta à planta, é considerada de fácil cultivo.

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    Tillandsia chapauensis

    Nome Científico: Chapauensis Tillandsia.
    Nome Popular: Tillandsia Chapauensis
    Família: Bromeliaceae
    Subfamília: Tillandsioideae
    Origem: Brasil
    Ciclo de Vida: Perene

    A Tillandsia Chapauensis é uma planta graciosa, macia, e cresce com o tamanho de uma bola de basquete. É um exemplar raro. Ela tem semelhanças com a Tillandsia Gardneri. Aprecia condições mais frias e circulação de ar. Ela é uma espécie de termômetro que acusa quando recebe ar e água suficiente. Após a nebulização, ela terá um tom púrpura na borda de suas folhas que é muito bonito. Depois de algum tempo ela acusará que está seca necessitando de água, pois suas bordas se tornarão brancas.

    É sem dúvida uma planta espetacular que merece um local de destaque em cada coleção.
    Formação – Com o passar do tempo, elas forma uma touceira, grande e atrativa. São normalmente cultivadas penduradas de cabeça para baixo ou horizontalmente.

    Cultivo – Abrigá-las do sol direto, especialmente durante as horas quentes. Conservá-las em um local com bastante luminosidade. Podem viver em uma ampla faixa de temperatura variável entre 10º a 35º C.
    As regas devem ser feitas com água de chuva ou desmineralizada, em forma de névoa ou brumas com auxílio de um aspessor. É benéfico alimentá-las com adubo de orquídeas hidrossolúvel diluído na água na proporção de ¼ da dosagem recomenda pelo fabricante.

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    Renanthera SP

    Nome científico: Renanthera SP
    Nome Popular: Renanthera
    Família: Orchidaceae
    Divisão:
    Angiospermae
    Origem:
    Oriente, Ásia
    Ciclo de Vida: Perene

    A Renanthera é um gênero botânico pertencente à família das Orchidaceas. Possui grande porte, monopodial de excelente desenvolvimento, é uma planta terrestre e ocasionalmente epífita. Varia em dois a quatro metros de altura e possui longas raízes adventícias, que servem para apoiar-se nas árvores.

    Suas espécies são distribuídas desde a China, Índia, Nova Guiné, e até no Brasil. As espécies desse gênero produzem uma ramificada inflorescência contendo numerosas flores de seis a oito centímetros,  variando de cor entre o amarelo, o laranja ao vermelho. Trata-se de uma belíssima planta, pois suas flores são abundantes, resistindo mesmo ao sol, estas flores podem durar até sessenta dias.

    Por serem terrestres, podem ser cultivadas em vasos ou diretamente no solo utilizando-se tutores de fibra de coco. São ávidas por adubo. Assim o substrato ideal deverá ser leve e poroso e conter uma mistura de partes iguais de terra vegetal e húmus de minhoca ou esterco de gado ou cavalo peneirado.

    Quando cultivada em vasos este deve ser renovado a cada três meses, retirando-se a camada superior antiga e repondo-se uma nova, quando se utilizar o adubo químico líquido, dilua um mililitro (é igual a um centímetro cúbico) em um litro d’água. Uma seringa de injeção é um medidor prático. Quando for sólido, mas solúvel em água, dilua uma colher de chá em um litro de água numa freqüência de uma vez por semana.

    Essas soluções podem atuar como adubo foliar, mas nunca aplique durante o dia, pois os estômatos (minúsculas válvulas) estão fechados. Faça-o de manhã, antes do sol nascer, ou no fim da tarde, molhando os dois lados das folhas (o número de estômatos é maior na parte de baixo das folhas).

    Concentração de adubo menor do que a indicada acima ou pelo fabricante nunca é prejudicial. Se diluir o adubo citado acima (um mililitro ou um grama) em vinte litros de água e com ela borrifar diariamente as plantas, pode-se obter excelentes resultados. Corresponde a um tratamento homeopático. Dosagem maior que as indicadas funcionam como veneno e pode até matar as plantas. Se o adubo for sólido, insolúvel na água, deve ser pulverizado diretamente no vaso, numa média de uma a duas colheres de chá , dependendo do tamanho do vaso, uma vez por mês. Cuidado para não jogar diretamente sobre as raízes expostas.

    Esta a espécie gosta de elevado índice de luminosidade podendo ficar exposta ao sol. As regas deverão se dar em dias alternados, tendo-se o cuidado de não encharcar.

    Por se tratar de uma trepadeira de grande porte que varia entre dois a quatro metros de altura, podem perfeitamente formar cercas verdes no jardim apoiando-se em treliças de bambu ou dormentes antigos, formando assim divisórias nos jardins, piscinas, também podem ser utilizadas em pérgulas, muros e cultivadas em estufas.

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    Dendrobium_nobile

    A maioria das orquídeas vive grudada em troncos de árvores, mas não é parasita, pois ela vegeta sobre árvores, usando-as somente como suporte. Elas fixam suas raízes completamente expostas, recebendo total e ampla oxigenação, obtendo alimentos para sua nutrição através do ar, da chuva e de elementos orgânicos.

    Árvores indicadas – Limoeiro; suína; abacateiro; flamboian
    Parte da árvore – Galhos verticais; galhos horizontais; forquilhas
    Orquídeas indicadas – Oncidium; dendrobiun; laelias; catleyas; miltonia e gomesa
    Material necessário – Fitilho; barbante; meia de seda; fio de nylon; ráfia; casca de coco desfibrado ou esfagno.
    Árvores não indicadas – Cedro de casca rugosa; jacarandá mimoso; eucalipto; goiabeira; pau-ferro; pinheiro e outras árvores que soltam a casca

    Dicas importantes
    Escolher árvores que: perdem folhas no inverno; tenham bastante folhagem no verão; tenham galhos que recebem sol pela manhã; e com troncos com casca rugosa, que não soltem as cascas.

    Não se esqueça – para plantar na árvore, deve-se acomodar a planta no tronco ou galhos da árvore, juntando um pouco de xaxim desfibrado por baixo da muda. O rizoma deve ficar bem junto ao tronco, os novos pseudobulbos devem ficar voltados para cima. Passar um barbante entre um pseudobulbo e outro, amarrando a planta na árvore de maneira firme, mas sem apertar demais. O broto deve ficar livre.
    O fio usado deve ser retirado depois que as plantas estiverem bem enraizadas.

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    Catleia
    A família Orchidaceae é uma das maiores entre as plantas floríferas, e assim representa o grupo mais evoluído na ordem Liliiflorae.

    Na família Orchidaceae 90% das plantas são hermafroditas, ou seja, uma mesma flor apresenta coluna reprodutiva formada pela fusão dos órgãos sexuais masculinos e femininos.

    Dentro da família Orchidaceae, encontramos o gênero Cattleya, onde estão catalogadas quase 70 espécies, sendo que, mais ou menos 25 delas, são nativas do Brasil. Dentro deste gênero podemos encontrar espécies com características morfológicas bastante distintas, seja no aspecto vegetativo, ou mesmo em suas florações.

    Para entendermos melhor este estudo, iniciaremos separando as plantas do gênero Cattleya em dois grupos, de acordo com a quantidade e formação das folhas:

    · Unifoliadas: apresentam apenas uma única folha no ápice de cada pseudobulbo, excepcionalmente, podem apresentar duas folhas. Um exemplo é a Cattleya lueddemanniana.

    · Bifoliadas: apresentam duas folhas no ápice de cada pseudobulbo, excepcionalmente podem apresentar uma ou três folhas. Um exemplo é a Cattleya amethystoglossa.

    Nesta matéria, adotaremos como exemplo as plantas do gênero Cattleya, pertencentes ao grupo das unifoliadas, e que para uma maior compreensão, dividimos em três partes: partes vegetativas, peças florais e órgãos sexuais.

    As Cattleyas do grupo das unifoliadas possuem aspecto vegetativo bem semelhante, e é de suma importância o estudo e conhecimento do aspecto vegetativo, ou seja, das partes da planta, por isso, abaixo veremos algumas das mais importantes partes vegetativas deste grupo de plantas:

    Rizoma: caule rastejante e de crescimento horizontal, de onde emergem os novos pseudobulbos e brotam as raízes.

    Gema: broto que, inicialmente em dormência, tem forma de olho, está situado na extremidade do rizoma e, oportunamente virará um novo pseudobulbo.

    Pseudobulbos: caule aéreo, preenchido por parênquima aqüífero, que por sua vez tem a função de armazenar água e atuar na síntese de carboidratos. Atua também no transporte de água e nutrientes entre raízes e folhas, assim como suporte para as mesmas.

    Folhas: são órgãos especializados na captação de luz e nas trocas gasosas com a atmosfera, sendo peça fundamental para a fotossíntese, respiração e absorção de nutrientes.

    Bainha: atua na formação e proteção dos novos pseudobulbos, até que os mesmo estejam totalmente maduros. Após este tempo de maturação do pseudobulbo, as bainhas secam, e vão aos poucos, em uma fase mais avançada de deteriorização, se soltando.

    Internó: divisão dos gomos dos pseudobulbos, sempre bem demarcados pelo encontro da formação de duas bainhas.

    Raiz: serve como meio de fixação no substrato ou qualquer outro tipo de superfície, porém sua principal função e a absorção de água e nutrientes.

    Flores com tamanha beleza, riqueza de formas e coloridos inigualáveis, as orquídeas são formadas por várias peças, que somadas harmonicamente, produzem toda essa beleza que tanto nos fascina. Abaixo, as principais peças florais e suas principais funções na estruturação da flor:

    Espata: bráctea que tem a função de proteger os botões florais em formação e que no seu interior as envolve total ou parcialmente, até que a mesma esteja em condições de ser rompida.

    Haste: guia de sustentação das inflorescências.

    Pedúnculo: parte da haste que sustenta uma única flor ou fruto.

    Inflorescência: modo do desenvolvimento e arranjo das flores em uma mesma haste floral.

    Pétalas: estruturas membranáceas, amplas, coloridas e que possuem função de atrair insetos polinizadores.

    Labelo: pétala dorsal que, por uma torção de 180º no botão floral, acaba posicionando na posição ventral, embora não ocorra em algumas plantas. Importante na polinização natural das flores, justamente por ter, em sua maioria, forma e colorido bem diferentes das outras peças florais. Neste grupo de plantas, o labelo é dividido em três lóbulos, dois laterais, que recobrem a coluna e formam o tubo, e o lóbulo medial ou frontal, parte conhecida apenas como labelo.

    Sépalas: peças externas do botão floral, normalmente menores e mais consistentes que as pétalas, possuem função de proteger o botão floral. São divididas em sépala dorsal ou superior, situada no meio das duas pétalas e sépalas laterais ou inferiores, situadas abaixo das duas pétalas.

    As orquídeas são vegetais altamente evoluídos, principalmente em se tratando do aparelho sexual.

    Estame: órgão sexual masculino.

    Clinândrio: prolongamento da coluna na sua parte masculina, bem na parte frontal desta, cuja função é fixar a capa da antera ao ápice da coluna. Algumas vezes sua morfologia permite distinguir espécies.

    Antera: parte do estame em forma de saco, onde se desenvolvem as políneas.

    Polínea: massa cerosa, constituída por grãos de pólen e uma substância viscosa e transparente. Esta substância viscosa faz com que as políneas saiam grudadas nos insetos polinizadores, ocasionando algumas vezes a polinização natural.

    Pistilo: órgão sexual feminino, formado pelo ovário, estilete e estigma.

    Ovário: parte dilatada do pedúnculo onde se formam os óvulos.

    Estigma: abertura na parte superior do pistilo, recoberta de substância pegajosa e transparente, e que atua na fixação das políneas.

    Coluna: órgão da flor, formado pelo pistilo e estame reunidos.

    Fruto: cápsula formada após a polinização de uma flor, onde as sementes ficarão protegidas até sua maturação.

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    O Brasil é considerado o paraíso das orquidáceas: mais de 26 mil tipos já foram catalogadas em território nacional. A grande produção dessa flor fez com que o preço dela diminuísse. Hoje é possível comprar uma muda até por 10 reais.

    A “flor eterna”, como é chamada por causa de sua longevidade (há registro de orquídeas que viveram mais de 200 anos), caiu nas graças de mais de 20 mil brasileiros, segundo associações de orquidófilos.

    Os cuidados na compra dessas belas flores devem ser importantes. Seguem abaixo os 5 critérios que devem ser considerados no momento da compra:
    1º passo – Beleza
    Identifique as formas e cores que mais o(a) atraem. Tons e perfumes fortes são mais comuns as orquídeas híbridas. Há desde as pequenas ou micros, com flores de 5 mm, até as grandes com mais de 20 cm;

    2º passo – Hábitat
    Investigue o ambiente natural da planta que você elegeu. Algumas se adaptam bem a apartamentos, com luz indireta, como a espécie Phalaenopsis. Outras pedem muita luz, como as Catleyas;

    3º passo – Regas
    As orquídeas gostam de regas moderadas, de uma a três vezes por semana, de acordo com o clima e com a espécie. Fora de seu hábitat, precisam de adubos periódicos, que podem ser químicos ou orgânicos;

    4º Passo – Meio de cultivo
    Há casca de pinus, fibra de casca de coco, carvão vegetal e até um musgo especial, o sphagno. Cada espécie de orquídea costuma se adaptar a mais de um meio de cultivo. E cada um deles tem uma rega diferente. Importante: o xaxim está proibido pelo Ibama.

    5º passo – preço
    Varia muito. O preço tem a ver com a dificuldade de cultivo, raridade e beleza. Muidas populares podem custar R$ 7,00. Flores raras chegam a R$ 50.000,00.

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    Heterotaxis crassifolia

    A Heterotaxis crassifolia é uma espécie de orquídea (Orquidaceae) que, no hemisfério sul, produz pequenas flores amarelas entre os meses de setembro e janeiro. É planta de porte médio (para uma orquídea) com brilhantes folhas verde escuras que formam vegetação muito vistosa mas acaba por decepcionar devido às suas pequenas flores quase imperceptíveis em curtas inflorescências que mal despontam das axilas das bainhas foliares, e que se auto-polinizam com extrema facilidade.

    Originalmente descrita por Lindley sobre espécime coletado na Jamaica, em 1826, com o nome de Heterotaxis crassifolia, em 1854 foi transferida por Reichenbach para o gênero Maxillaria, recebendo então o nome Maxillaria crassifolia, pelo qual ainda é amplamente conhecida dos colecionadores de orquídeas.

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    Catlleya walkeriana tipo “Dayane Wenzel ” X “Suspiro”

    Iniciando no cultivo das orquídeas, devemos dar preferência para os gêneros e espécies, assim como os híbridos, de cultivo mais fácil e rústico.

    Algumas espécies pertencentes ao gênero Cattleya são as mais indicadas para iniciantes, justamente pela rusticidade do seu cultivo e poderia citar algumas como a Cattleya labiata, Cattleya trianae, Cattleya walkeriana e Cattleya warnerii.

    Em geral, os híbridos são plantas bem resistentes, principalmente os elaborados com a participação de plantas dos gêneros Cattleya e Laelia. Eles chamam atenção não só de orquidófilos iniciantes, mas são muito cultivados mesmo entre os orquidófilos mais experientes, não só pela rusticidade do cultivo, mas também por suas florações com as mais variadas cores, formas, fragrâncias e tamanhos.

    Os híbridos do gênero Phalaenopsis também são altamente indicados para iniciantes e principalmente para decoração de ambientes. São plantas que não necessitam de tanta luminosidade para florescerem e com isso acabam se adaptando com grande facilidade aos ambientes internos e que recebam menor quantidade de  luminosidade, mesmo que indireta. Os híbridos desse gênero podem permanecer floridos por mais de sessenta dias e geralmente florescem duas vezes por ano.

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    Brassavola fragrans

    Das orquídeas que estão entre as que os especialistas consideram ideais para criadores iniciantes, as do gênero Brassavola têm destaque pelo seu manejo de baixa ou média complexidade e pela extrema beleza de suas delicadas e aprazíveis inflorescências. Endêmica das Américas tropicais, as orquídeas Brassavola (as principais espécies brasileiras são B. perrinii ou tuberculata, B. flagerallis e B. martiana) têm esse nome dado em homenagem ao médico italiano Antonio Musa Brassavola, que realizou a primeira traqueostomia (cirurgia em que um orifício é feito na traqueia para, basicamente, facilitar a respiração de pacientes) bem sucedida no século XVI.

    A orquídea Brassavola pode ser epífita ou rupestre – desenvolve-se tanto nos caules das árvores tropicais quanto em rochas – e tem compleição tropical. Floresce no Verão, embora algumas espécies produzam flores também sob baixas temperaturas. Grosso modo, a variação climática ideal para as Brassavolas é de máxima de 33º C, com umidade relativa do ar alta, e mínima de 10º C. Suporta por pouco tempo temperaturas menores que a mínima indicada, mas pouco tempo mesmo.

    A orquídea Brassavola nasce de um caule aéreo, chamado pseudobulbo, e se propaga de forma entouceirada. As folhas lanceoladas e finas servem de base para a haste onde se desenvolvem a inflorescência. Cada haste comporta uma única flor. Esta flor possui cinco pétalas estreitas, bem finas, também lanceoladas como as folhas, formando uma estrela gráfica, cujos tons podem variar do branco-creme ao verde. O labelo destaca-se proeminente na base, com seu tom creme com eventuais manchas esverdeadas ou amareladas. O perfume é peculiar e muito agradável, sentido principalmente no período noturno.

    O substrato onde a orquídea Brassavola será plantada precisa ter drenagem eficiente, pois, como é de praxe entre as orquídeas, ela necessita de regas frequentes mas não tolera encharcamentos (lembre-se: as raízes e bulbos podem morrer por apodrecimento). Pode-se usar fibras parecidas com o xaxim ou cascas de madeira, colocados em vasos ou cachepots de fácil drenagem. A iluminação deve ser mais intensa do que o habitual suportado por outras espécies de orquídeas, em ambientes com umidade relativa do ar alta (nunca plante nenhuma orquídea em lugares com ar condicionado). A orquídea Brassavola é naturalmente resistente à pragas se bem cuidada. A troca de vasos e substratos deverá ser feita de acordo com o vigor de crescimento da flor. A adubação de reforço deve ser feita de forma suave, geralmente diluída na água das regas, preferencialmente na época da floração.

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