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Posts para categoria ‘Jardins e Manutenção’

flores em jardim

As opções para fertilizar a terra são variadas, de restos de alimentos submetidos a um processo de compostagem a minerais concentrados. O importante é saber como, quanto e quando usar.

Manter um jardim em casa é uma atividade prazerosa, mas que pode se tornar frustrante se alguns cuidados não forem tomados, ainda mais quando o assunto é adubação. Por isso reunimos dicas de quatro especialistas sobre compostagem, fertilizantes e cuidados para fazer suas plantas crescerem fortes e saudáveis e ficarem bonitas o ano todo.

Veja abaixo:
- A compostagem é um método já conhecido e fácil de fazer em casa com a transformação de restos de alimentos em adubo natural. Cascas de frutas, legumes e verduras, coadores de café, saquinhos de chá, casca de batata, são exemplos de alimentos que podem ser utilizados para sua produção. Esses adubos naturais são excelentes repositores de nutrientes e sais mineiras para as plantas, vasos e jardins.

- Se usar fertilizantes foliares, aqueles diluídos em água e borrifados nas folhas, nunca os aplique em plantas que recebem sol diretamente; deixe para aplicar o produto no fim da tarde (a partir das 16h) ou passe o vaso para um local sombreado por dois a três dias. Assim, os sais serão absorvidos pelas folhas junto com a água, caso contrário, o sol evapora e a água concentra os sais nas folhas, provocando queimaduras, desidratação, ou manchas nas folhas;

- Dê preferência sempre a fertilizantes orgânicos, tais como: pó de serra, lodo de cervejaria, terra infusória, aparas de grama, carvão, biofortificação e dejetos de cavalos já curtidos (para não haver queima do colo da planta em decorrência de sua fermentação);

- Se você nunca usou fertilizantes minerais concentrados (NPK), dê preferência àqueles com baixa solubilidade em água, tais como: Fosfato Natural de Araxá, Torta de Mamona, Hiperfosfato de Gafsa (fonte de fósforo e micronutrientes) e o Sulfato de Potássio.

Caso ocorra uma superdosagem, os danos causados por esses produtos são menores, visto que sua solubilidade é menor e a liberação dos sais é mais lenta. Lembrando que o nitrogênio (N) é importante para o crescimento das folhas, o fósforo (P) para o enraizamento e o potássio (K) para o florescimento/frutificação;

- Excrementos de pássaros e cascas de maçãs são bons para plantas que não querem florescer. Para isso, coloque vários pedaços ao redor da terra e cubra o vaso com plástico durante quatro semanas;

- Adube com fertilizantes minerais quando as plantas já estão estabelecidas. Antes disso é mais recomendado usar esterco de gado ou de galinha, ou ainda húmus de minhoca;

- Utilize terra vegetal (rica em material orgânico) misturada com a terra do jardim quando iniciar o plantio, e adube com 20 a 30 cm de profundidade;

- Adube mensalmente, mas evite as temperaturas mais frias, como o período de maio a julho, especialmente pouco antes e depois da floração. Se a planta é adubada nesse período, pode perder os botões florais. Uma vez que tenham aparecido os frutos, o processo pode recomeçar.

Dicas rápidas e curiosas
Na hora de plantar, misture terra vegetal com a do jardim e adube com 20 a 30 cm de profundidade.

- Folhas de chá que ficam no fundo da chaleira podem ser borrifadas em plantas de vaso, fornecendo doses de oligoelementos (microminerais);

- Pregos, parafusos e outros artefatos ferrosos, quando colocados na terra, liberam óxido de ferro, que é de grande utilidade para as plantas;

- Casca de ovo é ótimo para orquídeas. Basta colocá-las em uma garrafa, acrescentar água e regar a planta com a mistura;

- Água de aquário ou de jarras que contiveram flores e cinzas de lareiras são ricas em potássio e fósforo;

- Tabaco é um dos melhores adubos para roseiras. Deixe na água por oito dias, coe e regue a planta;

- Farinha de osso é bom para plantas em época da floração;

- Pequenas quantidades de vinho favorecem o crescimento das plantas.

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jardim_vertical

Plantas são sempre bem-vindas aos projetos de decoração. Conferem tranqüilidade e frescor, além de emprestar aos ambientes internos ou externos a beleza das cores e dos formatos de suas folhas e flores. Engana-se quem pensa que as plantas ficam restritas aos tradicionais vasos e jardins horizontais. A moda agora é o jardim vertical, que além de roporcionar oxigênio mais puro, também auxiliam na refrigeração do ambiente.

O precursor desta moda é o botânico francês Patrick Blanc, especialista em plantas da floresta subtropical, inventor da técnica do jardim vertical que hoje está espalhada no mundo todo.

O francês criou esse tipo de jardim após observar os vegetais que vivem em penhascos, entradas de cavernas e rochas. Patrick entendeu que a terra funciona como uma base para as plantas, mas do que elas necessitam mesmo é água, luz e nutrientes. Baseado nessa constatação, o botânico criou uma estrutura que é instalada nas paredes e funciona como uma base, na qual as plantas são fixadas. Blanc conta com uma lista de trabalhos, verticais em prédios e casas mundo afora, como Paris, Milão, Frankfurt e Bancoc.

No Brasil, a moda também pegou. Residências e estabelecimentos lançam mão do conceito para dar um toque natural aos mais variados espaços. Na Casa Cor Goiás 2010 a técnica do jardim vertical foi explorada em vários ambientes como o Boulevard, a Cozinha, a Garagem, o Boulevard Casa Cor e no próprio Jardim Vertical, ambiente que leva o nome da técnica e traz uma nova alternativa de aplicação de plantas em paredes criada pelos próprios autores do espaço.

Local
Os jardins verticais são uma boa alternativa para pequenos ambientes, como apartamentos e estabelecimentos comerciais, que não comportam espaço para o cultivo de plantas no chão. Profissionais afirmam que o verde cai bem em qualquer ambiente, mas é necessário que as plantas escolhidas sejam adequadas ao ritmo de vida do morador, porque pedem cuidados de manutenção, como irrigação e adubação. Caso seja possível, o morador deve priorizar a iluminação natural, seja direta ou indireta, condição importante para que as plantas vivam e se desenvolvam. Portanto, os jardins verticais são excelentes alternativas em varandas, jardins de inverno, paredes próximas a grandes janelas, muros externos e fachadas.

Como montar
A proposta do botânico Blanc é composta por uma moldura de metal, PVC para dar rigidez à estrutura e uma camada de feltro, onde as raízes crescem. No entanto, com a difusão da técnica por todo o mundo, existem hpje diversas alternativas que permitem o uso de jardins verticais nos mais variados espaços. Algumas empresas, inclusive, já vendem o kit com o quadro e a planta, bastando afixá-lo na parede, o que é interessante para quem não conta com o auxílio de um profissional. Os jardins podem ser regados manualmente, mas há opções com sistema de irrigação automático que deve ser fixado em locais cujo chão possa molhar. Sendo assim, o morador deve evitar a utilização de jardins verticais em ambientes com carpete e tapetes.

Plantas
Local escolhido, agora é a vez de optar pelas plantas. Samambaias, orquídeas, suculentas. As opções são inúmeras, mas o morador deve optar por plantas que sobrevivam nas condições que o ambiente oferece. Algumas precisam de luz do sol direta, enquanto outras preferem a sombra. Também existem plantas que resistem à iluminação artificial e se desenvolvem muito bem. Há espécies que vivem melhor em locais frios, assim como outras que se adaptam apenas a altas temperaturas.

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Cattleya_Labiata
Cattleya labiata é uma espécie que, ao final do verão e princípio do outono, enfeita nossos orquidários com as suas flores. Além das belas flores, somos premiados com seu magnífico perfume que é exalado principalmente na parte da manhã e ele é tão característico que podemos chamar de “perfume das Cattleyas” pois esta é uma característica transmitida aos híbridos produzidos com sua participação.  Espécie considerada ‘Rainha do Nordeste Brasileiro’, pela floração abundante, de grande duração, de perfume inconfundível, pela grande utilização nas hibridações que se seguiram à sua descoberta, foi classificada e descrita po John Lindley em 1821, mas já era cultivada (em estufas, claro) na Inglaterra desde 1818 por um tal William Cattley, a quem se deve o nome deste gênero de orquídeas, homenagem prestada por Lindley, por havê-la feito florir naquele país pela primeira vez.  Ela  é considerada o tipo nomenclatural do gênero Cattleya e daí sua magnífica importância.

Trata-se de planta epífita ou por vezes rupícula, que vegeta sobre árvoresou sobre rochas e em paredões nas serras, em locais nos quais a umidade provem, de um mais intenso regime de chuvas (brejos) e da neblina que se forma, noturna e matinal, locais quase sempre protegidos do sol intenso.  Na natureza, vegeta a uma altitude entre 500 e 1000 metros. É, sem dúvida alguma, a mais bela e uma das mais apreciadas orquídeas brasileiras, por ser cultivada fácil e soberbamente, de norte a sul do País. Nenhuma outra Cattleya o faz em tal plenitude!

Planta vigorosa, extremamente resistente, como boa nordestina que é, com pseudobulbos de 15 a 20 centímetros de altura, comprimidos e sulcados, apresentando uma única folha oblongo-elíptica, raramente duas. Inflorescências compostas de 3 a 5 flores, sempre muito bem dispostas e que  surgem de uma espata dupla de mesmo tamanho, uma das características que propiciam sua identificação, o que não ocorre com sua prima, a warnerii, que apresenta espatas simples e somente por vezes duplas mas de tamanhos desiguais, a interior menor que a exterior.
Flor com 18/20 até 25 centímetros de diâmetro, um tamanho  excepcional, pétalas e sépalas  de colorido típico lilás, em diversas tonalidades. As sépalas são lanceoladas, a maior parte das vezes planas e as pétalas mais largas, ovóides e graciosamente onduladas.

Época de Floração -Em geral, no Norte e Nordeste brasileiro: Dezembro/Janeiro à Março e no Sudeste e Sul em Fevereiro/Março, mas as fortes variações climáticas recem ocorridas, tornam essas previsões pouco precisas.

É uma planta de facílima cultura e, por isso, muito recomendada para orquidófilos principiantes.

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formiga

Qualquer um de nós que possua plantas de jardim teme a invasão destas insaciáveis inimigas – as formigas cortadeiras! Ver nossas plantas de jardim destruídas numa só noite é um pesadelo.

As espécies mais comuns são as saúvas (Atta spp) e as quenquéns (Acromyrmex spp) – consideradas as principais pragas agrícolas no Brasil.

No entanto, não podemos nos esquecer de que elas têm um papel na manutenção e equilíbrio do ecossistema. Parece incrível, não é? Mas, como tudo na natureza, elas são importantes e têm sua razão de existir:

- Movimentam o solo, fazendo sua aeração da mesma forma que as minhocas.

- Promovem a decomposição de substâncias orgânicas, contribuindo para a recilcagem de nutrientes do solo.

- Algumas espécies são úteis na jardinagem e agricultura, ajudando no controle de pragas, destruindo insetos nocivos às plantas e até mesmo outras espécies de formigas.

Muitas vezes, é mais indicado garantir o equilíbrio entre as populações de espécies diversas que simplesmente destruir indiscriminadamente os formigueiros. Se existem duas espécies como as saúva e quenquéns, a destruição da saúva que tem seus ninhos mais visíveis, fará com que a outra espécie prolifere indiscriminadamente, causando um mal ainda maior.

Algumas receitas de uso doméstico podem resolver o problema em pequenos espaços, sem agredir o meio ambiente.

1 – Uso de cal – Para as saúvas, por exemplo, a cal pode ser injetada nos olheiros, o mais fundo possível, usando uma bomba manual e depois injetando água. A aplicação deve ser repetida por mais duas vezes, com intervalo de uma semana.

A cal também deve ser usada em forma de pasta nos troncos das árvores para evitar o ataque das cortadeiras.

2 – Uso de graxa ou vaselina – Para árvores e arbustos, usar uma tira de borracha, untada com graxa ou vaselina, amarrada ao tronco.

Para troncos menores, pode-se usa um copo de plástico invertido em torno do tronco também recoberto com graxa na parte interna. Isto impedirá o acesso das formigas até as folhas.

3 – Existem plantas que repelem insetos e formigas:
Menta ou hortelã
Lavanda (Lavandula augustifolia)
Cravo da índia (Syzygium aromaticum)
Manjerona (Origanum vulgare)
Absinto (Artemisia absinthium e A. vulgaris)
Alho(Allium sativum)

4 – Água e detergente – Faça uma solução de água quente e algumas gotas de detergente e despeje no olheiro. Cuidado com as folhas das plantas.

5 – Sementes de gergelim colocadas ao redor do olheiro. As formigas vão carregá-las e serão oferecidas como alimento aos fungos que morrerão. Com o tempo haverá uma redução da população do formigueiro. Pode-se plantas também o gergelim (Sesamum indicum) próximo aos formigueiros.

6 – Outras boas idéias caseiras:
- Cinza e água despejada nos olheiros;
- Borra de café sobre a terra.

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jardim

Você quer iniciar um jardim, ou apenas um canteiro de flores, quem sabe alguns vasos para enfeitar sua casa. Qualquer que seja sua intenção, seu projeto começa com a preparação da terra para o plantio.

Este é o passo inicial que vai refletir em todo resultado de seu trabalho. Então, vamos a algumas dicas simples que farão com que suas plantas lhe agradeçam com um sorriso de beleza!

A mistura básica indicada para o plantio de plantas ornamentais é:
1 parte de terra comum – aquela que você consegue quando cava o chão;
1 parte de terra vegetal ou terra preta – rica em matéria orgânica, vendida em sacos;
1 parte de areia – aquela usada em construção.

Algumas plantas exigem diferentes composições de substrato. As mais comuns são:
Argiloso
2 partes de terra comum, 2 partes de terra vegetal e 1 parte de areia.

Areno-argiloso
1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal, 1 de composto orgânico e 1 de areia.

Arenoso
1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal e 2 partes de areia.

Rico em matéria orgânica
1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal, 2 partes de composto orgânico húmus.
Ao escolher a planta, procure informações sobre o tipo de substrato mais adequado para ela.

Dicas para os vasos
Lembre-se de que as plantas demoram mais para se adaptar a vasos do que a canteiros.

Os cuidados básicos são: Regas – Adubação e Substrato.

Na montagem de seu vaso, não se esqueça do sistema de drenagem no fundo. Você pode usar uma argila expandida, cacos de telha, britas ou até pedaços de isopor.

É bom cobrir com uma tela para filtrar a água das regas e depois coloque o substrato.

O tipo de material escolhido para o vaso vai ter influência na questão da rega – a cerâmica, por exemplo, vai exigir regas mais constantes ou então que seja feita a impermeabilização do vaso.

Como em toda natureza, até mesmo em nossas vidas, o importante é o equilíbrio – Não afogue sua planta com excesso de água – pode causar sua morte!

Uma boa dica é usar casca de pinus sobre a terra para manter a umidade.

A adubação deve ser feita na primavera, quando as plantas acordam do sono do inverno.

Sobre a adubação é importante lembrar que: O excesso de adubo pode matar a planta! Portanto, antes menos que mais.

A escolha do substrato
É um grande erro usar apenas a terra vegetal como substrato. É preciso que seja feita a mistura adequada para que a haja aeração, caso contrário ele pode endurecer muito e sufocar a planta.

Ainda uma dica: Escolha a sua planta de acordo com o lugar onde vão ficar os vasos – sombra ou sol, luz plena ou meia luz. Existem plantas ornamentais para cada tipo de ambiente.

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planta vivaz

Plantas vivazes sozinhas, por mais tempo que durem e de fácil manutenção que sejam, podem tornar o jardim “monótono”.

No entanto, um jardim sem vivazes, chegará também ao ponto de estar “despido”. O ideal será, então, conjugar plantas vivazes com as anuais, para, assim, tirar o maior proveito de cada uma das suas características em qualquer estação do ano.

Para começar, tome atenção ao ciclo de vida de cada uma delas, escolhendo anuais que dão flores em estações diferentes. Tenha em conta também que, muitas das vivazes se “revestem” no Outono, tomando cores vivas e brilhantes.

Plantas Vivazes
Dentro das vivazes, ficam sugestões como o Loureiro-do-Japão (Aucuba japonica) de grandes folhas brilhantes, flores sem grande interesse ornamental, mas que tem por vezes, uma bagas vermelhas muito decorativas. A Berberis darwinii de folha pequena, que faz lembrar o azevinho e se enche de pequenas flores amarelo-dourado durante a Primavera. As Bergenia (híbridos) que têm grandes folhas redondas, por vezes por vezes tingidas de vermelho ou púrpura, e que raramente ultrapassam os 60cm de altura, o que faz delas uma escolha ideal para cobrir os pés de arbustos maiores, tendo ainda flores brancas, vermelhas ou cor-de-rosa durante a Primavera. A Elaegnus pungens “maculata” que tem folhas salpicadas de dourado no centro e é muito vistosa durante o Inverno. (pode no entanto atingir os 2,4m), a Mahonia charity que tem cachos perfumados de flores amarelas durante todo o Inverno ou o Viburnum tinus, muito denso, com folhas de vários tons de verde e que o presenteia com flores desde meados do Outono até à Primavera.

Plantas Anuais
Quanto às anuais, pode escolher também entre uma infinidade de variedades, mas ficam aqui algumas sugestões, como o amor-perfeito, a boca-de-leão, as lobélias, as begônias, as verbenas, as sardinheiras…etc. Muito importante ao misturar anuais com vivazes é planear antecipadamente a localização de cada uma delas, optar por tons únicos ou múltiplos, ter em atenção os cuidados de rega que cada variedade necessita e verificar se há possíveis conflitos de interesses entre elas. Nunca junte uma planta que prefere a terra mais seca com outra que só se delicia com umidade constante!

Em caso de dúvida, para espaços menores, opte por uma menor variedade de cores e dê largas à imaginação para colorir espaços grandes.

Se tiver uma grande mistura de variedades, examine o seu jardim a cada dois dias, retire imediatamente caules ou folhas que pareçam estar doentes ou afetados de alguma praga, para evitar que estas se propaguem. Muito importante também, é retirar as folhas e flores murchas, pois dificultam a passagem do ar, facilitando assim o aparecimento de doenças. Não descuide a rega e se necessário, pulverizes as espécies mais frágeis para limpá-las e refrescar.

Obs.:
Se dentro das Vivazes optar por coníferas anãs, saiba que ao fim de 15 anos os seus tamanhos e formas, terão variado muito. Antes de fazer a escolha, peça ajuda a um profissional, se necessário para manter as suas composições harmoniosas ao longo do tempo.

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jardim

A escolha das espécies pode ser feita utilizando diferentes critérios, sendo os mais comuns:
. a cor
. o tipo de solo
. a época do ano
. interação com as outras espécies

Cor
A cor num jardim reveste-se da maior importância. As pessoas estão habituadas ao cinzento das cidades e quando contemplam ou desfrutam um jardim querem ver cor. As cores transmitem sensações.

A utilização da cor no jardim tem de ser tratada para que as cores estejam perfeitamente definidas e não completamente confusas. Apenas a título de exemplo, quem é que não gosta de contemplar um prado florido em que a maioria das espécies confere apenas um tom (amarelo, azul ou vermelho); pois bem num jardim é igual, devemos ter espécies de diferentes cores mas a sua floração deverá ocorrer em períodos diferentes, para que o jardim tenha cor o ano inteiro. Todavia há quem goste de misturar tudo e observar o efeito.

Tipo de solo
Todas as plantas têm características que as definem; a sua adaptabilidade ao tipo de solo é muito importante. A planta para se desenvolver necessita de encontrar boas condições de textura, pH e umidade. Na escolha das espécies devemos ter em atenção diversos aspectos, o ideal é escolhermos plantas que se adaptem ao tipo de solo que possuímos e às condições que pretendemos que venham a existir. O solo pode ser totalmente alterado, todavia as intervenções implicam um custo elevado que por vezes inviabilizam a sua realização. Jogando com as espécies podemos reduzir essas intervenções.

Textura
. Solo arenoso – Fraca capacidade de retenção da água.
. Solo argiloso – Boa capacidade de retenção de água.
. Solo humífero – Elevada capacidade de retenção de água.

O ideal é termos um solo com alguma quantidade de argila, areia e com matéria orgânica(Solo equilibrado).

pH
O pH influencia as disponibilidades de nutrientes, o desenvolvimento das plantas e dos microorganismos. As terras e substratos utilizados nos jardins apresentam-se, em geral, ligeiramente ácidos; a maior parte das espécies vegetais utilizadas nos jardins beneficia também de solos ácidos, no entanto existem exceções. Deve-se juntar plantas que tenham necessidades semelhantes. Os processos para aumentar ou baixar o pH do solo são caros.

Época do ano
Hoje em dia é possível plantar durante todo o ano qualquer tipo de planta envasada. É de referir que as plantas de raiz nuas (sem recurso a vaso) têm um custo mais baixo, mas isto inviabiliza que possam ser plantadas durante todo o ano. Para estas plantas a melhor época serão os meses de Outubro a Janeiro, dependendo do local. Em locais muito frios, devido ao risco do congelamento esse período avança um pouco, normalmente fins de Janeiro até Março, o mais tardar.

Em termos de tradição normalmente as flores são plantadas durante a Primavera e árvores e arbustos são plantados no Inverno, no seu período de dormência.

Desde alguns anos para cá que se consegue, recorrendo às chamadas plantas da época, que os jardins estejam sempre com flores. As plantas da época são produzidas normalmente em estufas e só entram no circuito comercial quando estão em flor. O período de floração é relativamente curto, o que implica que de três em três meses seja necessária a sua substituição. É um negócio que tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos.

Dentro destas plantas existem imensas variedades e pode-se optar por um sem número de cores.

Interação com outras espécies
A interação entre espécies ocorre e é desejável que assim aconteça, mas alguns fatores são importantes para que esta interação não se torne insustentável.

Tamanho
O tamanho das plantas que planeamos utilizar na concepção do jardim, também é muito importante. Num ambiente em que toda a vegetação é do tipo arbustivo ou sub-arbustivo não faz grande sentido a colocação de grandes árvores que vão crescer criando uma espécie de muralha e criando situações de stress pela competição pela luz às espécies já existentes.

Nas cidades, em geral, e nos jardins residenciais em particular, a colocação de árvores ou plantas de grande porte implica um conhecimento rigoroso das suas características, sob pena de mais tarde terem de ser realizadas operações de poda e controle do porte, com os consequentes riscos de enfraquecimento e eventual morte da planta.

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jardim

Antes de você colocar uma planta em seu jardim veja os cuidados que você deve ter.

Verifique o crescimento: averiguar a altura máxima que a muda irá atingir; o tamanho da planta deve estar em concordância com o espaço disponível.

Verifique o habitat: se a planta for nativa de manguezal, vai ser aclimatá-la em regiões de montanhas, por exemplo; obviamente também roseiras, tuias e ciprestes não irão ter um desenvolvimento primoroso no litoral, já que necessitam um inverno de tempo marcadamente frio.

Verifique a florada: é bastante freqüente as pessoas adquirirem as mudas em um espaço curto de tempo, muitas vezes as árvores e os arbustos são encomendados em um mesmo dia, e a escolha é feita em cima daquelas que estão em flor; utilizando esse método, infelizmente, o jardim só estará florido todos os anos, durante esse periodo, ficando um tanto sem graça nos outros meses.

Verifique o perfume: da mesma forma um jardim pode ser rico em aromas de janeiro a dezembro. A acácia mimosa no inverno, a gardênia na primavera, o jasmim do imperador no verão e o jasmim-laranja no outono.

Verifique a luz: assim como existem as heliófitas (pleno sol) outras precisam de locais sombreados; a primavera por exemplo, só floresce em locais ensolarados, as marantas, no entanto, preferem a meia sombra.

Verifique o solo: outro aspecto importante é o pH do solo, enquanto strelitzias, juniperus e piracantas aceitam terras calcárias; as camélias, azaléias e avencas tem notável preferência pelas terras ácidas; a textura do solo também incide no bem estar delas: bananeiras e helicônias se dão bem em terras barrentas com muita matéria orgânica, já as palmeiras, as videiras e as brómelias de restinga, preferem consistência arenosa com pouca matéria orgânica.

Verifique as raízes: estas podem ser rasas, médias ou profundas, tome cuidado com a primeira, muitas vezes tão robustas que ocasionam prejuízos nos encanamentos subterrâneos e alicerces próximos; os flamboians e ficus benjamina são casos típicos; as profundas, geralmente pivotantes, nunca devem ser utilizadas em jardins em cima de lajes, entre elas estão primaveras e as tecomárias.

Verifique a folhagem: algumas plantas perdem suas folhas no período mais frio do ano, são as decíduas, estas embora com coloridos bonito no outono, devem ser plantadas longe de piscinas; tem também árvores, arbustos e herbáceas com folhas avermelhadas, cinzentas ou matizadas com cremes e amarelos, nunca abuse misturando excessivamente esses tons, seu jardim pode ficar “carregado”.

Verifique a forma: os vegetais se diferenciam também pelo formato, é importante saber combinar as diferentes formas utilizando copas colunares, piramidais, cônicas e arredondadas, assim criar renques onde as massas sejam harmônicas.

Verifique a toxidade: algumas plantas ornamentais possuem princípios ativos altamente venenosos: crótons, daturas e espirradeiras, nunca devem ser plantadas em espaços públicos, creches ou escolas, já que tanto as flores como as folhas, se ingeridas, podem causar intoxicações sérias, especialmente em crianças de pouco peso.

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Coronilla valentina subsp glauca
Atualmente com cidades que a cada dia estão mais poluídas e abarrotadas de vidro, aço e concreto, um pouco de cor, alegria e perfume ajudaria muito para se levar uma vida menos estressante. Talvez seja o motivo do sucesso de jardins floridos e coloridos.

A utilização de flores na jardinagem é algo que ocorre desde o surgimento da mesma, mas é preciso verificar se as condições de solo, luminosidade, umidade, temperatura e outros fatores, são favoráveis ao cultivo das flores que você pretende manter em seu jardim.

Além disso, algumas flores só florescem em determinadas épocas ou estações do ano. Por isso antes de criar o seu jardim, obtenha mais algumas informações sobre as flores que você pretende cultivar.

A maior parte dos jardins apresenta, além de flores, árvores de médio e pequeno porte. Mas as flores são quem mais se destacam devido a suas cores e perfume.

Dentre as flores mais comuns em jardins temos: Hortênsias, Rosas, Cravos, Lírios, Gérberas, Boca-de-Leão, Sempre-Vivas, Amor-Perfeito, Narcisos, Margaridas, Girassóis, Azaleias, Tulipas, Bromélias.

Como já foi dito, algumas flores podem vir a florescer em determinadas estações do ano. Vamos agora apresentar algumas e suas respectivas estações:

- Flores que florescem o ano todo: amor-perfeito japonês, Boca-de-Leão, celestina, cosmos, cravínia, flor-de-mel, laços-espanhóis, lobélia, mosquitinho, perpétua, saudades e sempre-vivas.

- Verão: as flores mais indicadas são as rosas, a flor-de-lis, a gérbera, o Amarílis, as bromélias, o bico-de-papagaio e outras menos conhecidas.

- Outono: você também pode plantar gérberas; assim como a Hortência, a flor-de-maio, a azaleia, o rabo-de-gato e a margaridinha.

- Inverno: você pode escolher o lupino, o lírio-da-paz, orquídeas, a flor-de-sino, as begônias, a prímula, e a azulzinha.

- Primavera: a estação das flores é a época ideal para plantar a gérbera, a violeta, o narciso, a petúnia, as bromélias também podem ser escolhidas, os lírios, o lisianthus, a Boca-de-Leão e o crisântemo.

Algumas flores necessitam de cuidados especiais e tem algumas características peculiares, abaixo temos algumas flores e dados sobre elas, como lugar de origem, cuidados especiais e algumas curiosidades.

- Girassol: Os girassóis são plantas procedentes da América Central e América do Norte e agricultada pelos povoados indígenas para seus sustentos. A planta, que foi domesticada cerca de 1000 a.C, precisa de muita luminosidade.

- Lírio: originário da Europa, Ásia e América do Norte. Compreende cerca 80 espécies e numerosos híbridos. É uma das cinco flores mais comercializadas no mundo, ocupando o 5º lugar. Tem preferência por solos muito úmidos, com bastante água, e preferem climas de baixas temperaturas. Possuem muita sensibilidade a solos ressecados e sem água, e não podem ficar sem água.

- Rosa: é uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a Antiguidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos há 5000 anos. Existem muitos significados associados a suas cores. Ela pode ser cultivada em diferentes condições de solo e clima.

- Azaleia: é um tipo de flor que tem grande preferência por baixas temperaturas, mas frequentemente precisam ser regadas e expostas ao sol. Podem ser cultivadas tanto em jardins, quanto em vasos.

- Hortênsia: suas cores são decididas de acordo com alcalinidade ou acidez do solo, podendo ser azuis ou rosas. Em alguns lugares é utilizada como cerca viva. Solo rico, regas frequentes e exposição ao sol são algumas necessidades desta flor. Devem ser podadas uma vez por ano e ter seu crescimento dirigido. Baixas temperaturas e clima ameno são garantias de bom cultivo desta planta. É o símbolo da cidade de gramado. Devido o clima ameno e a altitude, a hortênsia está muito disseminada em Campos do Jordão.

- Bromélia: é quase exclusivamente originária das Américas, principalmente das florestas tropicais, com apenas um gênero originário da costa da África Ocidental, no Golfo da Guiné. São aproximadamente 1.400 espécies em 57 gêneros. Essa planta não aprecia o calor e o sol diretamente nela, mesmo sendo uma flor tropical. O solo para seu cultivo deve contém o máximo de fibras possível. Não precisam ser regadas frequentemente e toleram o inverno.

Para as demais flores, devemos manter o mesmo padrão de cuidados de acordo com a necessidade da espécie. Observe se a planta em questão necessita de poda frequente, a quantidade de luminosidade necessária, umidade, temperatura, clima, altitude e outras características para o seu cultivo. Seguindo as necessidades de cada flor você irá cultivar um belo jardim.

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vaso

Você quer iniciar um jardim, ou apenas um canteiro de flores, quem sabe alguns vasos para enfeitar sua casa.
Qualquer que seja sua intenção, seu projeto começa com a preparação da terra para o plantio.
Este é o passo inicial que vai refletir em todo resultado de seu trabalho.
Então, vamos a algumas dicas simples que farão com que suas plantas lhe agradeçam com um sorriso de beleza!

A mistura básica indicada para o plantio de plantas ornamentais é:
1 parte de terra comum – aquela que você consegue quando cava o chão;
1 parte de terra vegetal ou terra preta – rica em matéria orgânica, vendida em sacos;
1 parte de areia – aquela usada em construção.

Algumas plantas exigem diferentes composições de substrato. As mais comuns são:
Argiloso
2 partes de terra comum, 2 partes de terra vegetal e 1 parte de areia.
Areno-argiloso
1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal, 1 de composto orgânico e 1 de areia.
Arenoso
1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal e 2 partes de areia.

Rico em matéria orgânica
1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal, 2 partes de composto orgânico húmus.
Ao escolher a planta, procure informações sobre o tipo de substrato mais adequado para ela.

Dicas para os vasos
Lembre-se de que as plantas demoram mais para se adaptar a vasos do que a canteiros.

Os cuidados básicos são: Regas – Adubação e Substrato.

Na montagem de seu vaso, não se esqueça do sistema de drenagem no fundo. Você pode usar argila expandida, cacos de telha, britas ou até pedaços de isopor.
É bom cobrir com uma manta para filtrar a água das regas e depois coloque o substrato.

O tipo de material escolhido para o vaso vai ter influência na questão da rega – a cerâmica, por exemplo, vai exigir regas mais constantes ou então que seja feita a impermeabilização do vaso.

Como em toda natureza, até mesmo em nossas vidas, o importante é o equilíbrio – Não afogue sua planta com excesso de água – pode causar sua morte.
Uma boa dica é usar casca de pinus sobre a terra para manter a umidade.

A adubação deve ser feita na primavera, quando as plantas acordam do sono do inverno.
Sobre a adubação é importante lembrar que: O excesso de adubo pode matar a planta! Portanto, antes menos que mais.

A escolha do substrato
É um grande erro usar apenas a terra vegetal como substrato. É preciso que seja feita a mistura adequada para que haja aeração, caso contrário ele pode endurecer muito e sufocar a planta.

Ainda uma dica: Escolha a sua planta de acordo com o lugar onde vão ficar os vasos – sombra ou sol, luz plena ou meia luz. Existem plantas ornamentais para cada tipo de ambiente.
Vamos lá, coloque flores em sua casa – Você vai sentir a diferença em sua vida.

barrinha de tulipas (Small)