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Posts para categoria ‘Jardins e Manutenção’

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Se abraçou recentemente um projeto de jardinagem, provavelmente já estudou a localização, assim como a quantidade de luz solar e de sombra que o seu futuro jardim vai receber. Em função de tudo isso, já escolheu as flores, plantas ou legumes que quer ver florescer o mais depressa possível… agora só resta plantar, por isso, arregace as mangas e mãos à terra!

Preparar o solo
Se ainda não preparou o solo para receber as suas plantas, há que o fazer agora! Mande analisar a sua terra ou faça você mesmo com um dos muitos kits que existem para o efeito. Um solo pode ser ácido, alcalino ou neutro e, uma vez descoberto isso, é necessário adquirir um adubo que se adeque a esse tipo de terra.

O solo ideal deve ter uma boa camada de matéria orgânica, ou seja, dever ser rico em húmus (uma substância escura composta por folhas secas, plantas e animais mortos), seguido de terra solta e argilosa, que permite uma boa drenagem e oxigenação.

Se o seu solo for arenoso, terá dificuldade em absorver a água e outras substâncias nutritivas, o que implica que terá de ser enriquecido com húmus ou argila. Se for o seu caso, utilize uma mistura equilibrada de terra preta e adubada com 50% de terra argilosa ou de barro. Se, por outro lado, a sua terra for argilosa, vai ter de lhe acrescentar areia do rio, nunca areia de praia.

De pá na mão
Com recurso a uma pá (grande ou pequena, dependendo do espaço que vai jardinar) ou até com as mãos, comece por revirar o solo (cerca de 20 a 30 cm de profundidade), partindo os bocados de terra existentes e retirando raízes, ramos, folhas ou outros objectos enterrados que não pertencem ao seu novo jardim!

Se vai incluir um composto ou fertilizante, adicione-o ao topo do solo, criando uma camada de 10 a 12 cm que vai espalhar por toda a área a jardinar com a ajuda de um ancinho. Deixe o solo arejar e habituar-se à sua nova mistura antes de plantar.

Plantar, plantar e plantar
Se vai plantar sementes, é importante cavar pequenas fileiras paralelas umas às outras, mas com um espaço mínimo de 90 cm entre cada fileira. Criar o espaço ideal para um crescimento livre e pouco apertado das suas flores é algo que tem de considerar nesta fase.

Quando em dúvida, dê mais espaço, para que uma vez floridas, não vai ter as plantas e flores todas umas em cima das outras.

A vantagem de plantar sementes é que, por norma, as embalagens trazem todas as instruções necessárias: a melhor altura para semear, a que profundidade e com que espaçamento. A maioria exige uma profundidade de cerca de 4 cm.

Colocadas as sementes, há que cobri-las, mas não acame, nem de mais, nem de menos, a terra à sua volta. Certifique-se apenas que esteja firme e não muito apertada. Para assegurar que a semente “pegue”, ou seja, que crie raízes e rebentos, há que manter o solo úmido.

Se optar por plantar estacas, remova o recipiente ou embalagem em que se encontra e plante-as em pequenas covas escavadas na terra. Certifique-se que o pé esteja ao nível ou ligeiramente abaixo do solo que o rodeia e apoie a planta com terra suficiente para que ela se mantenha firmemente de pé. Haverá casos em que terá de remover folhas ou ramos em excesso, não tenha pena de o fazer porque, desse modo, as raízes terão de suportar menos peso e vão “pegar” mais fácil e mais rapidamente.

Cuidados diários
Com as suas sementes e flores confortavelmente plantadas no novo jardim, regue-as ligeiramente e com frequência ao longo das semanas seguintes, uma fase que requer que o solo esteja sempre úmido. Quando as plantas mostrarem sinais de força e as sementes já deram sinais de vida, reduza a frequência da rega, em detrimento da água com profundidade. A próxima preocupação é assegurar que a água, em quantidade, chegue às raízes. As raízes têm de continuar a desenvolverem-se em profundidade, para suportarem a planta que, a partir de agora (e se tudo correr bem!) não vai parar de crescer, o que implica que vai precisar de todo o apoio possível na sua base.

Nos primeiros tempos de vida, vigie a saúde das suas novas plantas e se verificar manchas amarelas nas folhas, pode ter de adicionar um pouco mais de fertilizante ao solo.

Dentro do possível, mantenha a terra do seu jardim limpa e livre de ervas daninhas. Esteja sempre atento aos predadores – desde insetos, lagartas e roedores – que podem prejudicar o seu espaço verde num abrir e fechar de olhos. Se tiver de recorrer a um pesticida, opte sempre pelas soluções menos tóxicas e siga as suas instruções à risca.

Por fim, não se esqueça de desfrutar do jardim que criou e que está ajudando crescer… não o veja como uma tarefa tediosa, mas antes um hobby divertido e relaxante. Entregue-se ao prazer da jardinagem!

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Azaleas

A beleza de sua casa passa necessariamente por ter um belo jardim, o que requer cuidados especiais no inverno. Assim como muitas pessoas ficam com a pele ressecada durante o clima frio, as plantas também sofrem com a baixa umidade e o ar seco, característicos do período. Para preservar a vegetação e a beleza do jardim durante os próximos meses é preciso estar atento e bem informado sobre o controle da irrigação das folhas e da terra.
•  Poda confere força e beleza às plantas
•  Escolha a planta certa para os ambientes fechados
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•  Saiba escolher cores e flores para o jardim

Embora o inverno no Brasil não seja tão rigoroso como em outros países, o cuidado com as plantas não pode ser desprezado.

A dica é borrifar as folhas com água com maior freqüência para hidratá-las, evitando que elas sequem mais rápido. No inverno tem mais poluição porque chove menos. Quando você borrifa, além de limpar, você permite que a planta respire melhor.

Porém, não se deve confundir a rega das folhas com a irrigação da terra. Ao mesmo tempo que tem de borrifar mais no inverno porque o clima é mais seco, também deve-se diminuir a quantidade de água na irrigação, porque a evaporação é menor nessa estação. O excesso de água pode causar proliferação de fungos nas folhas e o apodrecimento das raízes.

Transplante e poda – O clima frio é a época ideal para podar algumas plantas como preparativo para a primavera. Junho, julho e agosto são os melhores meses para podar roseiras para darem mais flor na primavera. O período de baixa temperatura também é indicado para fazer transplante de plantas como trepadeiras, já que elas entram em dormência (param de se desenvolver).

Quanto às adubações, são recomendadas apenas para as plantas que se desenvolvem e florescem no inverno. Árvores, arbustos e cercas-vivas podem ser podados nesta época, desde que não estejam florindo.

Roseiras – Em julho e agosto, as roseiras devem ser podadas e adubadas com adubo orgânico. É a chamada poda anual das roseiras. A sabedoria popular afirma que o período mais propício para a poda é a lua minguante, quando o fluxo de energia da planta se volta para as raízes (na dúvida, não custa tentar…). Em regiões mais frias, é recomendável aguardar a passagem das geadas sendo, portanto, o final do inverno o período mais indicado. Já nas regiões mais quentes, onde as geadas são quase raras, a poda pode ser feita no mês de julho. De qualquer forma, é importante saber que as podas são muito importantes para as roseiras, para incentivar o surgimento de novos brotos e aumentar a floração. E atenção: o corte deve ser feito em diagonal, sempre 1 cm acima da gema mais próxima.

E ainda falando sobre as roseiras, por ocasião da poda recomenda-se uma adubação, aplicando a seguinte mistura:
20 litros de esterco curtido ou composto orgânico
200g de farinha de osso
100g de torta de mamona
Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpore-a ao solo.

Gramados – Muita gente fica preocupada com o gramado durante o inverno e, às vezes, exagera nos cuidados. Nos meses frios, a grama merece realmente alguns cuidados: limpeza, aeração e cobertura, mas sem dramas!

Limpeza - Deve começar com a retirada das ervas daninhas, de preferência manualmente para que sejam extirpadas as raízes. Depois disso, a grama pode ser aparada.

Aeração - Após o corte, é recomendável recolher o excesso de aparas, pois durante o inverno é preciso garantir a aeração do gramado. Retire os restos do corte com um ancinho ou uma vassoura de arame – a tarefa vai melhorar a aeração e a luminosidade e, ainda, diminuir a temperatura e umidade junto à grama, fatores que facilitam o surgimento de doenças. Outra medida que contribui para aumentar a circulação de ar entre as raízes da grama é fazer perfurações finas e profundas no solo, manualmente, usando uma ferramenta apropriada. É preciso, entretanto, tomar cuidado para não perfurar e danificar demais as folhas.

Cobertura – Em algumas regiões onde o inverno não é muito rigoroso, costuma-se dispensar a cobertura do gramado. Entretanto a prática não é indicada apenas como proteção contra o frio e geadas. A cobertura com terra vegetal incorpora ao solo alguns nutrientes e também ajuda a nivelar o gramado, cobrindo eventuais buracos. Não é preciso adicionar adubo a terra – nesta época a grama está em estado de repouso e a adubação não será bem aproveitada. Também não é preciso “soterrar” a grama: uma camada de no máximo 3 cm de altura é suficiente para cumprir a função. Também hoje já existem substratos apropriados para fazer a cobertura.

Caso o gramado apresente falhas, aproveite para corrigi-las antes da cobertura, completando as áreas com pedaços de placas de grama da mesma espécie. Após a cobertura, regue o gramado para ajudar a incorporar a terra.

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Jardinagem

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Ter um jardim com plantas, arbustos e árvores tropicais e exóticas está completamente out. O que está in é apostar numa jardinagem com espécies locais, apropriadas ao solo e ao clima onde serão plantados.

A duas cores – Em relação às flores, este ano o destaque vai para floreiras com espécies de duas cores, nomeadamente o branco em conjunto com outro tom como o amarelo, o azul ou o vermelho.

Em vaso –
Cultivar flores, plantas, fruta e legumes em vasos e/ou floreiras continua a ser uma forte tendência, incentivando mesmo quem vive em espaços pequenos ou apartamentos que ter um jardim bem sucedido é possível.

Água em moderação – Poupar água é já uma preocupação ambiental à escala global e nos nossos jardins não deve ser diferente. Regar de manhã ou à noite para o solo reter mais água e aproveitar a água da chuva são apenas duas maneiras de poupar água na jardinagem.

Pedras perdidas. As pedras e rochas – principalmente as de grandes dimensões – utilizadas para decorar os jardins deixam de ser moda e são substituídas por flora viva, em particular arbustos e árvores.

Orgânico sempre. Cultivar flores comestíveis, ervas aromáticas, fruta e legumes para consumo próprio são algo que qualquer jardineiro anseia e a verdade é que, mesmo com o cultivo em vasos, é possível ter produtos orgânicos frescos à porta de casa, nem que seja num apartamento.

Apostar na qualidade. Apostar na qualidade nomeadamente em termos da aquisição de ferramentas e equipamentos de jardinagem diversos. Deixar de comprar muito e de fraca qualidade – para durar apenas uma estação – é agora substituído pela mentalidade de investimento a longo prazo, ou seja, comprar utensílios melhores – mesmo que sejam mais caros – mas com a garantia de que vão durar muitos e longos anos.

Jardim personalizado. Todos sabem que um belo jardim, seja ele qual for, dá trabalho… mas também tem de dar prazer. Para além de encher o jardim de flores e fragrâncias que realmente aprecia, a tendência é para a criação de um espaço zen, um verdadeiro refúgio que pode ser desfrutado em pleno – adicione algumas cadeiras, poufs, chaise longues, uma mesa de apoio e iluminação adequada para que não falte nada no seu jardim privado.

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Vocês sabem que o uso dos xaxins foi proibido já tem algum tempo. Em função disso desenvolveu-se um sistema em que a fibra do coco misturada à seiva da seringueira, forma um material que se converte em vasos, placas, mantas, painéis, e muita coisa mais. Com esse material é possível construir um jardim vertical a baixo custo, que atua como uma proteína, facilitando o crescimento e enraizamento das plantas. É durável, permeável, um fungicida natural e que vai manter suas plantas saudáveis.

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Observem nas fotos como os painéis com vasos foram montados uns sobre os outros.

Como fazer?
1 – Impermeabilize muito bem a parede que irá revestir. Existem produtos apropriados para isso;
2 – Escolha, o tamanho de sua parede, a forma de aplicação, se painéis ou placas com vaso;
3 – Fixe as placas na parede usando parafusos;
4 – Se desejar, instale mangueiras de irrigação. Se a parede for alta, isso facilitará a sua vida. Nesse caso consulte um especialista;
5 -  Coloque terra, adubo e plante suas plantas preferidas da forma tradicinal.

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O bom é que a água que escoa desde lá de cima, cairá sobre o vaso embaixo e assim até o chão. Se a sua parede é externa não há nenhum problema. Se for numa varanda, acople canaletas reservatórias na base da sua parede para controlar o excesso de água das regas.

As plantas mais indicadas para criar volume e dar vista a um jardim vertical, são os aspargos e as ripsalis, que quase nem precisam de terra. Tem também as samabaias.

Na medida que crescem, dão vista e fecham os espaços entre os vasos. Mas você pode colocar as flores que desejar, como orquídeas, por exemplo, intercalando com os aspargos. Consulte sempre seu jardineiro sobre a melhor forma de adubar as suas plantas e preste atenção na quantidade de luz que sua parede recebe. Isso é muito importante.

Tenha em sua mente que as plantas e flores levarão algum tempo para chegarem ao resultado pretendido, mas o esforço e a paciência valerão à pena.

Gente, agora é com vocês. Se alguém aí já fez um jardim vertical com outra solução, escreva contando, porque a Silvia gostaria de conhecer outras opções. E eu também.

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Em épocas de crise é imperativo adotar uma série de soluções que permitam manter o jardim impecável a troco de poucos gastos.
O jardim pode consumir bastante água se não for bem planeado.
Existem, no entanto, muitas soluções que evitam gastos desnecessários. E não estamos a falar de retirar o relvado…

1. Opte por espécies rústicas
Madressilva, urze ou adelfa são apenas três espécies de plantas que têm em comum apenas necessitarem de pouca água. Não se trata de plantar apenas autóctones mas também pensar em espécies resistentes, que se enquadrem na paisagem circundante.

2. Use água apenas nas plantas
Quando se trata de regar maciços, sebes ou jardineiras, a solução mais aconselhável são os tubos gota à gota. No entanto, este sistema obriga a regar também o terreno que não se encontra plantado porque os furos podem estar situados a 30-40 cm. Para poupar, retire os tubos que não se encontram perto das plantas.

3. Reduza o número de vasos
Para controlar melhor o gasto de água no jardim, uma boa solução é não utilizar demasiados vasos de terracota. A água é absorvida pelas paredes, o que exige mais regas que em algumas ocasiões terão de ser diárias. Sempre que possível, plante no terreno.

4. Não use mangueiras muito compridas
As paredes das mangueiras contam com uma propriedade chamada aderência, que obstrui a passagem da água. Quanto maior o percurso da água na mangueira menor o caudal. Utilize mangueiras curtas, mais fáceis de controlar.

5. Plante espécies de sombra
Um dos segredos para poupar água no jardim é manter com boa sombra que se consegue plantando árvores de sombra e deixá-las crescer em altura. A seus pés, reina a frescura e a água é menos necessária. Do mesmo modo, as plantações de flores e de arbustos devem ser bastante densas, sombreando o solo e conferindo umidade relativa do ar.

6. Regue durante a noite
Se pretende regar o relvado, deve colocar em marcha os aspersores 30 minutos durante o dia ou 15 à noite. O consumo de água das plantas mede-se por evaporação e transpiração e este parâmetro dispara com o calor do dia, que é quando a água evapora. De qualquer modo, inclusive nesta época do ano, é preferível regar à noite.

7. Opte por trabalhar à mão
Sempre que for possível, faça todos os trabalhos de criatividade ou de manutenção do jardim à mão. Desta forma, não desperdiça recursos naturais preciosos e a sua saúde também agradece.

8. Recorra a lâmpadas de baixo consumo
Não há desculpas para não instalar lâmpadas de baixo consumo e escassa temperatura no jardim. No mercado, pode encontrar focos de luz branca com estas características e recentemente surgiu a técnica de led, que consome menos. E a fatura da eletricidade agradece.

9. Use baterias que carregam ao sol
No mercado existem kits de carga de baterias por meio de energia solar. O investimento é mínimo se comparado com a enorme poupança em energia elétrica. Se por acaso todas as suas máquinas são elétricas e a bateria, consegue assim uma espetacular auto suficiência energética.

10. Prefira cabos compridos e grossos
Os cabos elétricos compridos e grossos gastam menos e não se registram percas. Quando planear o jardim, opte por tensão baixa, no máximo 24 volts. Ao transportar a eletricidade por grandes distâncias, com baixa tensão, a queda de voltagem poderia ser enorme e não permitir o funcionamento dos aparelhos. Para minimizar este problema, utilize cabos grossos e monofásicos, bem isolados.

11. Instale sistemas de iluminação de presença fotossensível
Utilize um sistema de iluminação de presença fotossensível para que as lâmpadas deixem de funcionar sempre que o dia nasce. Qualquer jardim deve contar com iluminação de segurança que permaneça ligada toda a noite para poderem detectar a presença de estranhos em caso de necessidade.

12. Prefira sensores detectores de movimento
Por que iluminar todo o jardim de uma vez se apenas vai estar em determinada zona? Com um sensor de movimento consegue poupar bastante eletricidade porque a luz apenas se acende à medida que vaio passando nas diferentes zonas do jardim.

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Árvores para sombra
As árvores que fornecem sombra precisam ser cuidadosamente colocadas ou rapidamente ficarão amontoadas. Verifique sempre  a largura final e plante-as de modo que quando atingirem a maturidade se toquem apenas de leve. Procure plantar árvores para sombra a cerca de 6 metros da casa ao sudoeste ou oeste. Elas têm o efeito de um ar-condicionado conveniente, reduzindo a temperatura dentro de casa em até 10ºC. A sombra de árvores  tem a vantagem de bloquear o excesso de sol no verão. No entanto, quando suas folhas caem permitem a entrada de luz no inverno. Coloque-as nos cantos da casa em vez de diretamente na frente das janelas. Isso assegura que não bloquearão sua visão e por emoldurarem a casa, ficarão mais atraentes.

Ao plantar árvores que fornecem sombra, lembre-se de deixar algum espaço para a luz do sol entrar no seu jardim, especialmente se você tiver ou pretender ter uma piscina ou um jardim com flores, água ou hortaliças. Você pode plantá-las ao norte ou nordeste desses pontos para que peguem o mínimo de sombreamento.

Árvores que florescem
Essas são geralmente menores do que as árvores para sombra e provavelmente não vão invadir o jardim. São ótimas plantas esculturais quando plantadas sozinhas e essa é geralmente sua melhor utilidade em terrenos pequenos. Em áreas grandes, você pode tentar fazer um plantio maciço ou repeti-las para definir uma linha reta ou curva. Muitas árvores que florescem são interessantes em todas as estações, dando flores na primavera, folhagem verde ou cor de bronze no verão, folhas coloridas no outono e frutinhas esplendorosas ou caules com cascas atraentes no inverno.

Arbustos
Arbustos são bem fáceis de incorporar no paisagismo desde que se leve em conta sua altura e largura final. Não preencha um espaço de plantio com arbustos que dêem um efeito imediato. Embora pareça bonito no momento e talvez por um ano ou dois, não vai demorar muito para que a área fique terrivelmente abarrotada. Ao invés disso, coloque os arbustos de modo que criem o melhor efeito quando estiverem maduros. Preencha as lacunas com lascas vegetais ou plantas temporárias (anuais, perenes, bulbos e outras semelhantes). Quando são usados como cercas-vivas, os arbustos podem ser plantados bem mais perto do que seriam normalmente.

Os arbustos podem ser plantados individualmente, como plantas esculturais ou como decorações, geralmente para formar um fundo para outras plantas do jardim. Embora uma decoração de arbustos possa ser composta de plantas mistas, você terá melhores resultados agrupando várias de um determinado tipo ou repetindo um arbusto em particular em várias partes ao invés de usar uma dúzia de tipos diferentes. Plantios maciços do mesmo arbusto são também atraentes.

Trepadeira
As trepadeiras são ideais para paisagismo porque sua altura e largura são limitadas pelas estruturas sobre as quais elas crescem. A menos que as trepadeiras “escapem”, agarrando-se em árvores próximas ou outras estruturas, elas permanecem dentro dos limites. Seja cuidadoso ao plantar certas trepadeiras, como a hera inglesa. Se a argamassa for fraca a trepadeira poderá danificar a estrutura da casa. Raspe a argamassa com uma chave: se ela resistir, não há risco de ser danificada. Apenas por precaução pense em conduzir as trepadeiras sobre treliças colocadas a 30 cm de distância da casa.

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Os jardins sombreados geralmente requerem um pouco de esforço para se estabelecerem, mas somente um mínimo para serem mantidos. Por exemplo, com a luz do sol sendo tão disputada, a maioria das ervas daninhas não tem a menor chance: plantas e forrações estabelecidas na sombra tomam o que resta de luz, deixando nada para os possíveis competidores.

Na verdade, o maior esforço de limpeza das plantas geralmente consiste simplesmente em remover as incontáveis mudas de árvores que de algum modo sempre parecem conseguir transpor a cobertura de plantas.

Folhas caídas geralmente integram-se perfeitamente em um jardim sombreado: deixe-as onde caíram e elas serão uma cobertura natural que regenera e enriquece o solo, ao mesmo tempo ajudando a suprimir as ervas daninhas.

Folhas largas poderiam retardar o crescimento e devem ser quebradas em pequenos pedaços (passe por cima delas um cortador de grama ou alugue um lascador) antes de esparramá-las entre as plantas do jardim sombreado.

Jardins sombreados com intensa competição de raízes precisarão de uma ajuda especial.

Regue-os regularmente durante os períodos de seca. Lembre-se, você está irrigando por dois: as árvores que causam a sombra e as plantas que crescem embaixo dos galhos das árvores. Se você deixar a natureza tomar seu curso, as plantas do andar de baixo, que têm raiz rasa, serão as primeiras a morrer durante uma seca.

Você tem agora as ferramentas para projetar o jardim que quiser. Lembre-se, com um pouco de planejamento se vai realmente longe.

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Mais do que um cartão de visitas, os jardins são responsáveis por dar mais vida às residências. Eles fazem parte da história da humanidade. Suas origens estão ligadas à agricultura e domesticação das primeiras plantas, que aconteceu na pré-história.

Os jardins são responsáveis por dar mais vida às residências. Eles fazem parte da história da humanidade.

Suas origens estão ligadas à agricultura e domesticação das primeiras plantas, que aconteceu na pré-história. Desde então ocorrem transformações que podem ser caracterizadas pelos estilos de cada época e cultura.

Principais estilos de jardins:

- Oriental ou Japonês: Este tipo de jardim é facilmente reconhecido. Suas características são a presença de pedras e água, que podem ser através de lagos, riachos ou cascatas. As plantas são combinadas com pedras e rochas de várias cores, principalmente às claras, criando um ambiente calmo e prazeroso de ser observado. O Jardim oriental ou japonês pode acolher lírios-da-paz, bromélia-nidulária, bromélia-neoregélia, papiro e palmeiras de pequeno porte.

- Francês: É um tipo de jardim clássico e formal. As principais características são as linhas geométricas e a simetria do traçado, que podem abrigar círculos, quadrados, retângulos e tantas outras formas geométricas. Nele a vegetação é podada, com limite de jardim grandioso e um gramado. A poda das plantas representa o mesmo que topiaria.

- Rural: Geralmente, adaptado ao ambiente rural ou de fazendas ou sítios. A pavimentação é bem natural, com seixos, cascalhos ou brita. Os vasos muitas vezes são adaptados de antigas peças utilitárias, tais como cestas, carrinhos de mão laqueados em branco, etc. rodas de carroças antigas são utilizadas, como peças de adorno. As cercas são de madeira. Muitas vezes estas peças rústicas são combinadas com plantas de delicada textura e cor, a fim de se somarem num efeito de um romantismo despojado.

- Contemporâneo: O principal deste tipo de jardim é ficar em harmonia com as linhas da residência. Nestes jardins os elementos de decoração muitas vezes possuem linhas retas e simples e quase sempre dão vez ao “prazer de viver”. Geralmente as pavimentações são lisas, bem confeccionadas, de materiais caros e nobres, e a mobília adaptada ao modernismos de vida requerido dela. Os vasos podem ser quase esculturas ou jardineiras construídas para este fim.

- Formal: O estilo formal é facilmente reconhecível, pois tem um equilíbrio rígido e formal, um desenho geométrico, e usa bastante a topiaria como elemento decorativo de suas sebes e cercas vivas. A decoração é clássica e inspirada na Renascença Italiana. O jardim delineia um ambiente quase teatral e dramático, como esculturas clássicas. Os recipientes de plantas são vasos de cerâmica trabalhada e bem acabada, muitas vezes em feitio de urnas ou ânforas.

- Colonial: O estilo colonial pode se confundir com o rural, de vez que muitos de seus elementos decorativos provêm de antigas fazendas, do tempo colonial. Mas caracteriza-se principalmente, por incorporar materiais coloniais, assim como fontes e lagos.

- Mediterrâneo: Este é um jardim praieiro. As plantas utilizadas gostam de pouca rega, solo pobre e muita luz. Plantas tais como alecrim, o limoeiro, a videira e a nêspera, fazem parte desta ambientação. Elementos marinhos como conchas moídas para o pisoteio, ou acabamento de canteiros, também, compõem este estilo. Cerâmicas vitrificadas ou não, fazem a pavimentação. Pequenas fontes e pequenos pátios, também.

- Tropical: Toda a exuberância da flora das regiões tropicais está presente neste estilo, que utiliza predominantemente espécies nativas e traduz-se num jardim de desenho.

- Formal: Herança do jardim italiano e francês, este estilo é mais organizado, comportado e apresenta maior equilíbrio.

- Selvagem: Desarrumado propositalmente, este tipo, influência dos jardins ingleses, privilegia a natureza e a descontração, formando grandes moitas salpicadas de flores.

- Rochoso: Específico de climas quentes e agrestes, este jardim usa e abusa das múltiplas composições de pedras.

- Ecológico: Bastante atual, este tipo segue uma tendência que surgiu na Alemanha. É um jardim que busca a interação da planta ao mundo do homem.

- Árabe: Voltado para dentro, este jardim apresenta fontes e grandes pátios internos. Este tipo de jardim também é muito encontrado na Espanha, que sofreu grande influência árabe.

- Clean: Visualmente mais limpo, o estilo utiliza poucas espécies, mas de boa qualidade. Acompanha a tendência atual de construções com linhas retas.

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A primeira coisa a fazer com a chegada do Outono, é recuperar os jardins do calor que eles sofreram no verão.

Esta é a época ideal para realizar uma limpeza geral e adubação das plantas. O ideal é começar retirando as ervas daninhas e os insetos que possam ter invadido vasos e jardins, além de folhas e galhos secos que podem ser retirados com uma poda de limpeza.

A época também é boa para se fazer uma escarificação do solo dos canteiros, aumentando a oxigenação das raízes. Para fazer isso, evite pás ou enxadas e prefira um escarificador que danifica menos as plantas.

Quando for realizar a poda, faça apenas para limpeza, extraindo folhas amareladas e galhos ressecados. Evite as plantas com floração prevista para o Inverno ou para o início da Primavera. Isso pode prejudicar o nascimento das flores. Prefira sempre tesouras de ponta fina para cercas vivas e arbustos e outras mais adequadas para plantas de haste lenhosa.

Para a adubação da terra, prepare o solo revolvendo a superfície da terra e dê sempre preferência a adubos orgânicos como o húmus de minhoca, a torta de mamona e a farinha de osso.

Por fim, é importante lembrar que a quantidade de água das regas deve ser diminuída durante o outono, já que, com o fim do calor do verão, a evaporação é menor. Neste período, entretanto, as chuvas diminuam e o solo fica mais ressecado, sendo ideal incorporar ao solo os chamados elementos hidrorretentores, que absorvem e mantém a humidade da terra.

As plantas no inverno
Nos países mais frios, o inverno se caracteriza por árvores secas e desfolhadas e plantas quase sem flores, mas aqui no Brasil a situação é bem diferente. Aqui o frio não é suficiente para danificar as plantas e elas podem chegar belas e saudáveis à primavera se tomarmos alguns cuidados. Além disso, algumas florescem especificamente durante o inverno, ficando mais bonitas e coloridas durante a estação.

As plantas da estação, que costumam florir nesta época, não precisam ser podadas. As outras porém, especialmente as roseiras, podem e devem ser podadas durante o inverno. Nas regiões mais frias, sujeitas a geadas, é recomendável aguardar pelo final do inverno. Já nas áreas mais quentes, é melhor realizar as podas em julho. A poda é importantíssima para a floração das roseiras.

Para as plantas da estação, que se desenvolvem mais no inverno, é recomendada uma adubação, que deve ser feita, preferencialmente, com materiais orgânicos. No caso das roseiras o mais eficaz é uma mistura de 200g de farinha de osso com 20 litros de esterco curtido ou composto orgânico e 100g de torta de mamona. O período é ideal também para realizar transplantes em trepadeiras, árvores e arbustos em período de dormência.

A quantidade de água nas regas deve ser ainda mais reduzida durante o inverno. Nessa época, o excesso de umidade pode trazer problemas como o aparecimento de fungos e o apodrecimento das raízes.

Os gramados também merecem atenção especial durante a estação mais fria do ano. Além de uma boa limpeza, a grama deve ser aparada e coberta com terra vegetal para que as folhas fiquem mais protegidas. Também recomenda-se fazer a aeração do solo para aumentar a circulação de ar entre as raízes. A melhor maneira é através de perfurações finas e profundas no solo.

A estação das flores
Mesmo com cuidados especiais, os jardins podem ficar prejudicados pelos dias frios e secos do inverno. Ao final da estação, o que resta, na maioria das vezes são plantas fracas, jardins sem vida e quilos de folhas secas. É aí que entra a primavera trazendo consigo as chuvas, as flores e os dias mais bonitos do ano. Com certeza vale a pena preparar os jardins para receber a estação das flores.

O primeiro passo é providenciar uma limpeza geral removendo as folha secas dos vasos canteiros e jardins. Para isso, utilize uma tesoura pequena e elimine galhos e folhas, inclusive as que estiverem caídas na base das plantas. Com as primeiras chuvas elas tendem a se tornar o ambiente perfeito para a reprodução de fungos.

Durante a primavera devem ser podadas as plantas, como as azaléias, que floresceram durante o inverno para que tenham mais força no ano seguinte. Além de retirar alguns galhos pode-se cortar as pontas de outros para aumentar a próxima floração.

A primavera é uma boa época para trocar de vaso e replantar as plantas que estiverem precisando de mais espaço. Assim, elas ainda terão tempo suficiente para se adaptar ao local até que iniciem o período de repouso.

Além do replantio, a estação é também a melhor para o plantio. Aproveite para semear e montar novos canteiros e jardineiras, principalmente verificando apenas se as espécies escolhidas são adequadas às condições do local.

A época também é boa para adubar a terra e enriquecê-la com nutrientes que trarão, com certeza, folhas e flores mais fortes. O ideal é aplicar o adubo nos dias mais frios ou chuvosos. Se não tiver jeito, regue abundantemente os canteiros e gramados para que os produtos não danifiquem as folhas.

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Ter um jardim em casa além de beleza estética do ambiente proporciona bem estar e alegria a moradores e visitantes. É possível ter um jardim fora de casa, um jardim interno ou mesmo um mini-jardim em um apartamento.

Para não errar e acabar se decepcionando com o resultado ao longo do tempo é bom se organizar na formação de seu jardim e começar escolhendo e planejando a distribuição das melhores plantas e flores para jardim. Existem flores que se adaptam melhor a vasos ou substratos úmidos e não resistem ao ambiente de um jardim aberto. Veja algumas dicas:

Alguns arbustos florescem o ano todo e mantêm a vivacidade do jardim, por exemplo: a azaléia, a lantana, o camarão-amarelo e a alegria-de-jardim. Estas são encontradas em cores variadas.

Outra planta resistente é o impatiens, que sobrevive bem à sombra de outros arbustos e não suporta sol direto principalmente no fim do dia, deve ser regado regularmente.

Se gostar da primavera florida pode optar pelas petúnias, lobélias, amor-perfeito, flor-de-mel, cravinas, begônias e sempre-vivas. Estas costumam durar um pouco mais que outras flores de primavera e podem até serem transportadas para outras mudas.

Gerânios, calêndulas e cravos podem ser plantados ao redor do jardim, são flores pequenas e têm propriedade de prevenir pragas, como pulgões, e espantar insetos. Isso manterá seu jardim mais bonito, sem folhas e flores picadas e murchas.

Se existir um muro ou algum suporte no seu jardim você pode utilizá-lo para as trepadeiras, como: lanterna-japonesa, primavera e brinco-de-princesa. Deve-se observar a poda destas sempre no início do inverno.

Como forração no centro do jardim pode-se plantar flores de jardim, por exemplo: hera, brilhantina e maria-sem-vergonha. E para o restante do jardim complete com flores médias e coloridas, dando o tom e a combinação que desejar, como: Iris, Narciso, Tulipa, Girassol, Rosas, Magnólia, Violeta, Begônia, Crisântemo, Hortência e Margarida.

Mas se morar em um apartamento pode optar por ter flores em uma jardineira ou mesmo jardim interno. Na jardineira dê preferência por plantas que caem como a begônia, o gerânio e a petúnia. Estas plantas aceitam bem a luz solar incidente por mais tempo.

Para um jardim interior é necessário procurar plantas que se adaptem bem ao ambiente fechado e que não precisem de luz e calor direto, apenas de iluminação indireta e rega duas ou três vezes por semana. São algumas delas: calanchoe, dracena, onze-horas, amor-perfeito, antúrio, azaléia, begônia, brinco-de-princesa, violeta, bromélia e orquídea.

Seja qual for seu ambiente disponível, antes de formar o jardim, observe a luz que incide sobre o local, horários de sol, vento, a harmonia das cores com a arquitetura e pintura do local e logicamente elabore um projeto de suas preferências pessoas. O jardim acima de tudo revela o bom gosto dos moradores do local. Aproveite e divirta-se admirando e cuidando das suas flores.

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