Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Archive for the ‘Jardins e Manutenção’ category

    jardim

    A escolha das espécies pode ser feita utilizando diferentes critérios, sendo os mais comuns:
    . a cor
    . o tipo de solo
    . a época do ano
    . interação com as outras espécies

    Cor
    A cor num jardim reveste-se da maior importância. As pessoas estão habituadas ao cinzento das cidades e quando contemplam ou desfrutam um jardim querem ver cor. As cores transmitem sensações.

    A utilização da cor no jardim tem de ser tratada para que as cores estejam perfeitamente definidas e não completamente confusas. Apenas a título de exemplo, quem é que não gosta de contemplar um prado florido em que a maioria das espécies confere apenas um tom (amarelo, azul ou vermelho); pois bem num jardim é igual, devemos ter espécies de diferentes cores mas a sua floração deverá ocorrer em períodos diferentes, para que o jardim tenha cor o ano inteiro. Todavia há quem goste de misturar tudo e observar o efeito.

    Tipo de solo
    Todas as plantas têm características que as definem; a sua adaptabilidade ao tipo de solo é muito importante. A planta para se desenvolver necessita de encontrar boas condições de textura, pH e umidade. Na escolha das espécies devemos ter em atenção diversos aspectos, o ideal é escolhermos plantas que se adaptem ao tipo de solo que possuímos e às condições que pretendemos que venham a existir. O solo pode ser totalmente alterado, todavia as intervenções implicam um custo elevado que por vezes inviabilizam a sua realização. Jogando com as espécies podemos reduzir essas intervenções.

    Textura
    . Solo arenoso – Fraca capacidade de retenção da água.
    . Solo argiloso – Boa capacidade de retenção de água.
    . Solo humífero – Elevada capacidade de retenção de água.

    O ideal é termos um solo com alguma quantidade de argila, areia e com matéria orgânica(Solo equilibrado).

    pH
    O pH influencia as disponibilidades de nutrientes, o desenvolvimento das plantas e dos microorganismos. As terras e substratos utilizados nos jardins apresentam-se, em geral, ligeiramente ácidos; a maior parte das espécies vegetais utilizadas nos jardins beneficia também de solos ácidos, no entanto existem exceções. Deve-se juntar plantas que tenham necessidades semelhantes. Os processos para aumentar ou baixar o pH do solo são caros.

    Época do ano
    Hoje em dia é possível plantar durante todo o ano qualquer tipo de planta envasada. É de referir que as plantas de raiz nuas (sem recurso a vaso) têm um custo mais baixo, mas isto inviabiliza que possam ser plantadas durante todo o ano. Para estas plantas a melhor época serão os meses de Outubro a Janeiro, dependendo do local. Em locais muito frios, devido ao risco do congelamento esse período avança um pouco, normalmente fins de Janeiro até Março, o mais tardar.

    Em termos de tradição normalmente as flores são plantadas durante a Primavera e árvores e arbustos são plantados no Inverno, no seu período de dormência.

    Desde alguns anos para cá que se consegue, recorrendo às chamadas plantas da época, que os jardins estejam sempre com flores. As plantas da época são produzidas normalmente em estufas e só entram no circuito comercial quando estão em flor. O período de floração é relativamente curto, o que implica que de três em três meses seja necessária a sua substituição. É um negócio que tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos.

    Dentro destas plantas existem imensas variedades e pode-se optar por um sem número de cores.

    Interação com outras espécies
    A interação entre espécies ocorre e é desejável que assim aconteça, mas alguns fatores são importantes para que esta interação não se torne insustentável.

    Tamanho
    O tamanho das plantas que planeamos utilizar na concepção do jardim, também é muito importante. Num ambiente em que toda a vegetação é do tipo arbustivo ou sub-arbustivo não faz grande sentido a colocação de grandes árvores que vão crescer criando uma espécie de muralha e criando situações de stress pela competição pela luz às espécies já existentes.

    Nas cidades, em geral, e nos jardins residenciais em particular, a colocação de árvores ou plantas de grande porte implica um conhecimento rigoroso das suas características, sob pena de mais tarde terem de ser realizadas operações de poda e controle do porte, com os consequentes riscos de enfraquecimento e eventual morte da planta.

    beijaflor9

    jardim

    Antes de você colocar uma planta em seu jardim veja os cuidados que você deve ter.

    Verifique o crescimento: averiguar a altura máxima que a muda irá atingir; o tamanho da planta deve estar em concordância com o espaço disponível.

    Verifique o habitat: se a planta for nativa de manguezal, vai ser aclimatá-la em regiões de montanhas, por exemplo; obviamente também roseiras, tuias e ciprestes não irão ter um desenvolvimento primoroso no litoral, já que necessitam um inverno de tempo marcadamente frio.

    Verifique a florada: é bastante freqüente as pessoas adquirirem as mudas em um espaço curto de tempo, muitas vezes as árvores e os arbustos são encomendados em um mesmo dia, e a escolha é feita em cima daquelas que estão em flor; utilizando esse método, infelizmente, o jardim só estará florido todos os anos, durante esse periodo, ficando um tanto sem graça nos outros meses.

    Verifique o perfume: da mesma forma um jardim pode ser rico em aromas de janeiro a dezembro. A acácia mimosa no inverno, a gardênia na primavera, o jasmim do imperador no verão e o jasmim-laranja no outono.

    Verifique a luz: assim como existem as heliófitas (pleno sol) outras precisam de locais sombreados; a primavera por exemplo, só floresce em locais ensolarados, as marantas, no entanto, preferem a meia sombra.

    Verifique o solo: outro aspecto importante é o pH do solo, enquanto strelitzias, juniperus e piracantas aceitam terras calcárias; as camélias, azaléias e avencas tem notável preferência pelas terras ácidas; a textura do solo também incide no bem estar delas: bananeiras e helicônias se dão bem em terras barrentas com muita matéria orgânica, já as palmeiras, as videiras e as brómelias de restinga, preferem consistência arenosa com pouca matéria orgânica.

    Verifique as raízes: estas podem ser rasas, médias ou profundas, tome cuidado com a primeira, muitas vezes tão robustas que ocasionam prejuízos nos encanamentos subterrâneos e alicerces próximos; os flamboians e ficus benjamina são casos típicos; as profundas, geralmente pivotantes, nunca devem ser utilizadas em jardins em cima de lajes, entre elas estão primaveras e as tecomárias.

    Verifique a folhagem: algumas plantas perdem suas folhas no período mais frio do ano, são as decíduas, estas embora com coloridos bonito no outono, devem ser plantadas longe de piscinas; tem também árvores, arbustos e herbáceas com folhas avermelhadas, cinzentas ou matizadas com cremes e amarelos, nunca abuse misturando excessivamente esses tons, seu jardim pode ficar “carregado”.

    Verifique a forma: os vegetais se diferenciam também pelo formato, é importante saber combinar as diferentes formas utilizando copas colunares, piramidais, cônicas e arredondadas, assim criar renques onde as massas sejam harmônicas.

    Verifique a toxidade: algumas plantas ornamentais possuem princípios ativos altamente venenosos: crótons, daturas e espirradeiras, nunca devem ser plantadas em espaços públicos, creches ou escolas, já que tanto as flores como as folhas, se ingeridas, podem causar intoxicações sérias, especialmente em crianças de pouco peso.

    flor07

    Coronilla valentina subsp glauca
    Atualmente com cidades que a cada dia estão mais poluídas e abarrotadas de vidro, aço e concreto, um pouco de cor, alegria e perfume ajudaria muito para se levar uma vida menos estressante. Talvez seja o motivo do sucesso de jardins floridos e coloridos.

    A utilização de flores na jardinagem é algo que ocorre desde o surgimento da mesma, mas é preciso verificar se as condições de solo, luminosidade, umidade, temperatura e outros fatores, são favoráveis ao cultivo das flores que você pretende manter em seu jardim.

    Além disso, algumas flores só florescem em determinadas épocas ou estações do ano. Por isso antes de criar o seu jardim, obtenha mais algumas informações sobre as flores que você pretende cultivar.

    A maior parte dos jardins apresenta, além de flores, árvores de médio e pequeno porte. Mas as flores são quem mais se destacam devido a suas cores e perfume.

    Dentre as flores mais comuns em jardins temos: Hortênsias, Rosas, Cravos, Lírios, Gérberas, Boca-de-Leão, Sempre-Vivas, Amor-Perfeito, Narcisos, Margaridas, Girassóis, Azaleias, Tulipas, Bromélias.

    Como já foi dito, algumas flores podem vir a florescer em determinadas estações do ano. Vamos agora apresentar algumas e suas respectivas estações:

    - Flores que florescem o ano todo: amor-perfeito japonês, Boca-de-Leão, celestina, cosmos, cravínia, flor-de-mel, laços-espanhóis, lobélia, mosquitinho, perpétua, saudades e sempre-vivas.

    - Verão: as flores mais indicadas são as rosas, a flor-de-lis, a gérbera, o Amarílis, as bromélias, o bico-de-papagaio e outras menos conhecidas.

    - Outono: você também pode plantar gérberas; assim como a Hortência, a flor-de-maio, a azaleia, o rabo-de-gato e a margaridinha.

    - Inverno: você pode escolher o lupino, o lírio-da-paz, orquídeas, a flor-de-sino, as begônias, a prímula, e a azulzinha.

    - Primavera: a estação das flores é a época ideal para plantar a gérbera, a violeta, o narciso, a petúnia, as bromélias também podem ser escolhidas, os lírios, o lisianthus, a Boca-de-Leão e o crisântemo.

    Algumas flores necessitam de cuidados especiais e tem algumas características peculiares, abaixo temos algumas flores e dados sobre elas, como lugar de origem, cuidados especiais e algumas curiosidades.

    - Girassol: Os girassóis são plantas procedentes da América Central e América do Norte e agricultada pelos povoados indígenas para seus sustentos. A planta, que foi domesticada cerca de 1000 a.C, precisa de muita luminosidade.

    - Lírio: originário da Europa, Ásia e América do Norte. Compreende cerca 80 espécies e numerosos híbridos. É uma das cinco flores mais comercializadas no mundo, ocupando o 5º lugar. Tem preferência por solos muito úmidos, com bastante água, e preferem climas de baixas temperaturas. Possuem muita sensibilidade a solos ressecados e sem água, e não podem ficar sem água.

    - Rosa: é uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a Antiguidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos há 5000 anos. Existem muitos significados associados a suas cores. Ela pode ser cultivada em diferentes condições de solo e clima.

    - Azaleia: é um tipo de flor que tem grande preferência por baixas temperaturas, mas frequentemente precisam ser regadas e expostas ao sol. Podem ser cultivadas tanto em jardins, quanto em vasos.

    - Hortênsia: suas cores são decididas de acordo com alcalinidade ou acidez do solo, podendo ser azuis ou rosas. Em alguns lugares é utilizada como cerca viva. Solo rico, regas frequentes e exposição ao sol são algumas necessidades desta flor. Devem ser podadas uma vez por ano e ter seu crescimento dirigido. Baixas temperaturas e clima ameno são garantias de bom cultivo desta planta. É o símbolo da cidade de gramado. Devido o clima ameno e a altitude, a hortênsia está muito disseminada em Campos do Jordão.

    - Bromélia: é quase exclusivamente originária das Américas, principalmente das florestas tropicais, com apenas um gênero originário da costa da África Ocidental, no Golfo da Guiné. São aproximadamente 1.400 espécies em 57 gêneros. Essa planta não aprecia o calor e o sol diretamente nela, mesmo sendo uma flor tropical. O solo para seu cultivo deve contém o máximo de fibras possível. Não precisam ser regadas frequentemente e toleram o inverno.

    Para as demais flores, devemos manter o mesmo padrão de cuidados de acordo com a necessidade da espécie. Observe se a planta em questão necessita de poda frequente, a quantidade de luminosidade necessária, umidade, temperatura, clima, altitude e outras características para o seu cultivo. Seguindo as necessidades de cada flor você irá cultivar um belo jardim.

    7678

    vaso

    Você quer iniciar um jardim, ou apenas um canteiro de flores, quem sabe alguns vasos para enfeitar sua casa.
    Qualquer que seja sua intenção, seu projeto começa com a preparação da terra para o plantio.
    Este é o passo inicial que vai refletir em todo resultado de seu trabalho.
    Então, vamos a algumas dicas simples que farão com que suas plantas lhe agradeçam com um sorriso de beleza!

    A mistura básica indicada para o plantio de plantas ornamentais é:
    1 parte de terra comum – aquela que você consegue quando cava o chão;
    1 parte de terra vegetal ou terra preta – rica em matéria orgânica, vendida em sacos;
    1 parte de areia – aquela usada em construção.

    Algumas plantas exigem diferentes composições de substrato. As mais comuns são:
    Argiloso
    2 partes de terra comum, 2 partes de terra vegetal e 1 parte de areia.
    Areno-argiloso
    1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal, 1 de composto orgânico e 1 de areia.
    Arenoso
    1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal e 2 partes de areia.

    Rico em matéria orgânica
    1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal, 2 partes de composto orgânico húmus.
    Ao escolher a planta, procure informações sobre o tipo de substrato mais adequado para ela.

    Dicas para os vasos
    Lembre-se de que as plantas demoram mais para se adaptar a vasos do que a canteiros.

    Os cuidados básicos são: Regas – Adubação e Substrato.

    Na montagem de seu vaso, não se esqueça do sistema de drenagem no fundo. Você pode usar argila expandida, cacos de telha, britas ou até pedaços de isopor.
    É bom cobrir com uma manta para filtrar a água das regas e depois coloque o substrato.

    O tipo de material escolhido para o vaso vai ter influência na questão da rega – a cerâmica, por exemplo, vai exigir regas mais constantes ou então que seja feita a impermeabilização do vaso.

    Como em toda natureza, até mesmo em nossas vidas, o importante é o equilíbrio – Não afogue sua planta com excesso de água – pode causar sua morte.
    Uma boa dica é usar casca de pinus sobre a terra para manter a umidade.

    A adubação deve ser feita na primavera, quando as plantas acordam do sono do inverno.
    Sobre a adubação é importante lembrar que: O excesso de adubo pode matar a planta! Portanto, antes menos que mais.

    A escolha do substrato
    É um grande erro usar apenas a terra vegetal como substrato. É preciso que seja feita a mistura adequada para que haja aeração, caso contrário ele pode endurecer muito e sufocar a planta.

    Ainda uma dica: Escolha a sua planta de acordo com o lugar onde vão ficar os vasos – sombra ou sol, luz plena ou meia luz. Existem plantas ornamentais para cada tipo de ambiente.
    Vamos lá, coloque flores em sua casa – Você vai sentir a diferença em sua vida.

    barrinha de tulipas (Small)

    SUN0922 Dutch
    Plantas e Luz
    *
    O local ideal para plantas dentro de casa é em uma distância menor que dois metros da fonte de luz. Mas atenção. Se a planta estiver perto da janela, nada de fechar a cortina.
    * Cuidado também com o ar condicionado. As plantas não devem ficar muito próximas a ele pois o efeito do vento pode ressecar e até queimar as folhas.

    Plantas e Apartamentos
    *
    O mais importante que se deve observar ao cultivar uma planta em apartamento é o ato de regar. Você tem que pensar que a planta depende apenas de você para se desenvolver.
    * A pessoa encarregada de cuidar da planta dentro de um apartamento não deve regá-la demais nem de menos. Ao contrário do que muita gente pensa, a planta murcha não é apenas o resultado de falta de água, mas também de excesso. Lembre-se que dentro do apartamento, sem sol, a terra demora mais tempo para secar.
    * A planta que fica dentro do apartamento precisa de muito cuidado pois tem um ar mais restrito e não tem sol.
    Espécies recomendadas: Dracena arbórea, Pleomele e Palmeira Ráfis

    Plantas e piscina
    * Plantas e piscina são uma combinação maravilhosa quando o ambiente é bem planejado.
    * Muitos fatores devem ser levados em conta na hora de escolher a espécie. Não use plantas que derrubem muitas folhas, como o bambuzinho, e também plantas com folhas miúdas. Além da sujeira, corre-se o risco de entupir o filtro da piscina.
    * As plantas ideais para este local são aquelas de folhas grandes e que caem em pouca quantidade
    * Na hora de escolher uma planta, leve em conta o ambiente tropical e de lazer que uma piscina proporciona.
    * Evite também plantar grama muito próxima à borda da piscina. Você verá que, ao aparar a grama, a sujeira na piscina será muito grande. Nestes locais, opte por canteiros com folhagens.
    Espécies recomendadas: Palmeiras, Helicônia, Ravenala e Ave do Paraíso.

    Plantas e o clima da Região do Centro Oeste
    * Nosso clima é muito quente, tem um inverno muito seco e uma estação de chuvas muito forte. As plantas daqui devem agüentar todas estas características, principalmente a baixa umidade do ar. * Uma planta que não suporta estas características, por exemplo, é a hortênsia. Ela pode até florescer, mas nunca vai ficar tão bonita como nas regiões de clima frio.
    * Nossa região precisa de uma planta mais adaptada para nossas características.
    Espécies recomendadas: Palmeira, Agave, alguns tipos de Jasmim grama esmeralda ou batatais (gramão), Bromélia, Pândano (que dá um bom efeito visual).

    Plantas e locais pequenos
    *
    Em locais pequenos o ideal é ter poucas plantas mas de valor expressivo, que tenham importância para o espaço.
    * Deve-se evitar plantas estilo “touceira” ou misturar vários tipos de folhagem.
    * Quando a área é pequena, se houverem muitas plantas, é provável que elas acabem competindo entre si. Nesse caso uma delas pode tornar-se predominante ou ainda pode ser que todas acabem morrendo, pois todas terão que dividir os nutrientes entre si.
    * Em um jardim pequeno, o ideal é que pelo menos uma das plantas se destaque das outras, respeitando o dimensionamento da própria natureza. Para isso deve-se colocar também plantas de tamanho médio e pequeno.
    Espécie recomendada: Palmeira Fênix, como planta de destaque.

    Para locais pequenos sem sol: Lírio da Paz e Ráfis
    Para locais pequenos com sol: Lírio Amarelo, Moréia e Pseudo Íris

    Plantas e erros
    * Um dos principais erros que as pessoas cometem em relação às plantas, é achar que todas as espécies podem se desenvolver em suas casas. Você deve se informar sobre as características da planta, qual o clima, espaço e cuidados adequados para ela.
    * Ao plantar uma muda em casa, informe-se sobre o tamanho que ela poderá ficar. Ao contrário, você poderá ter muros quebrados e calçadas arrancadas.
    * Cuidado com as plantas que você ganha de presente. Elas podem acabar “entulhando” o seu jardim e descaracterizando o espaço.
    * Nunca plante espécies de características diferentes lado a lado. Um cactus, por exemplo, necessita de rega a cada 30 dias e não pode ser plantado ao lado de uma bananeira que precisa de água todos os dias.

    Plantas fashion
    *
    Assim como na moda, as plantas também têm espécies que estão em alta e até mesmo aquelas que foram moda voltaram a ser usadas depois de muito tempo.
    * Estão em alta o Pândano, a Cica Revoluta, a Orquídea bambu e até mesmo a Espada de São Jorge, comum nos quintais das casas de nossas avós, e que hoje é “febre” em São Paulo

    Plantas alto padrão
    *
    Entre as espécies existem também aquelas que são as de “alto padrão” que além de muito bonitas, são extremamente caras. São elas: Dracena arbórea, Pleomele, que é volumosa e tem muita presença e a sensível Palmeira Camedora, que não suporta o sol.

    Plantas e a terra
    *
    A primeira coisa a se observar ao levar uma planta para casa, é a qualidade da terra. Ela deve ser de boa qualidade ou então adubada com esterco ou fertilizante.
    •*Existe ainda a terra preparada (substrato) que já vem com todos os nutrientes que a planta necessita.
    Muita atenção com a terra, de nada adianta comprar uma bela planta se não proporcionarmos condições para o seu desenvolvimento. E grande parte do sucesso deste desenvolvimento está relacionada com a terra.

    Instruções para plantio
    As instruções a seguir referem-se ao plantio diretamente no solo. Para vasos ou jardineiras, proceda de forma semelhante.
    * Selecione um local de acordo com as exigências da planta escolhida (luminosidade, drenagem, etc.).
    * Abra uma cova com as dimensões 60 cm x 60 cm x 60 cm, separando a porção de solo superior, que é mais fértil que a do fundo.

    Adicione a esta parte os seguintes adubos:
    - 100 gr de NPK 10-10-10
    - 100 a 150 gr de superfostato simples, ou 400 gr de farinha de osso
    - 100 a 150 gr de calcáreo dolomítico
    - 5 a 10 litros de esterco ou composto orgânico
    Misture bem, e leve ao fundo da cova. Coloque a muda, sem enterrar o “colo”. Complete com a terra que estava no fundo.
    Escolha dias chuvosos ou nublados para o plantio.
    Algumas espécies de plantas são sensíveis à radiação solar excessiva, e precisam de sombra em sua fase juvenil. Se for o caso, plante-as à meia-sombra ou utilize coberturas de tela sombreadora.

    janela

    beiflo

    Como estamos com um inverno atípico, com temperaturas elevadas, devemos adiantar os cuidados das plantas para a Primavera, a estação das flores.
    As plantas saem do estado de dormência que se encontram no inverno, e desabrocham em toda a sua beleza. Para evitar problemas neste processo fora de estação devemos acelerar os cuidados em um mês.

    Algumas dicas
    - Elimine as eventuais flores murchas, folhas e galhos secos. Isto dará mais força e beleza às flores que virão.
    - Estação ideal para a semeadura de plantas anuais, como a margarida, onze-horas, crisântemo, papoula, calêndula, girassol. As anuais são as flores com visual mais intenso, porém, como o próprio nome diz, seu ciclo é anual. Precisam ser semeadas anualmente.
    - Refaça seus vasos: Retire as plantas com o torrão e reserve. Pode as raízes em excesso (como quem apara as pontas dos cabelos), e refaça o substrato com uma mistura em três partes iguais de areia, terra e composto orgânico (pode ser húmus de minhoca, esterco de boi, galinha, cavalo ou coelho bem curtido). Recoloque a planta no vaso (se ela tiver crescido muito, troque por um vaso maior) na nova mistura de terra e molhe bem.
    - Semeie ou plante algumas palmeiras, como a Areca, Palmeira-bambu e a Chamaedora (palmeira-leque).
    -Esta é a estação ideal para o plantio de árvores ornamentais:
    Faça uma cova de 60X60X60 de profundidade e adicione 30 litros de esterco curtido e 1 kg de farinha de osso misturado à terra. Regue em abundância depois do plantio.

    221l

    jardim-inverno

    No Brasil, quando falamos em inverno a imagem que criamos é muito mais agradável do que uma paisagem coberta de neve, árvores com galhos secos e desfolhados e claro, ausência completa de flores. Tomando os devidos cuidados, as plantas dos jardins e dos vasos podem resistir bem aos efeitos do frio, chegando bonitas e sadias na primavera. Além disso, muitas espécies enfeitam e colorem nosso inverno, pois florescem nesta época.

    As plantas de interior devem ter suas regas reduzidas. Nesta época do ano, com a redução do calor, diminui também a necessidade de água nas plantas. Todo o excesso de umidade acaba sendo convertido em problemas: apodrecimento das raízes, proliferação de fungos e insetos sugadores, etc.

    Quanto às adubações, são recomendadas apenas para as plantas que se desenvolvem e florescem no inverno. Árvores, arbustos e cercas-vivas podem ser podados nesta época, desde que não estejam florindo. O período também é bom para fazer o transplante de trepadeiras, arbustos e árvores que estiverem em seu período de dormência.

    Em julho e agosto, as roseiras devem ser podadas e adubadas com adubo orgânico. É a chamada poda anual das roseiras. A sabedoria popular afirma que o período mais propício para a poda é a Lua Minguante, quando o fluxo de energia da planta se volta para as raízes (na dúvida, não custa tentar). Em regiões mais frias, é recomendável aguardar a passagem das geadas sendo, portanto, o final do inverno o período mais indicado. Já nas regiões mais quentes, onde as geadas são quase raras, a poda pode ser feita no mês de julho.

    Gramados
    Muita gente fica preocupada com o gramado durante o inverno e, às vezes, exagera nos cuidados. Nos meses frios, a grama merece realmente alguns cuidados: limpeza, aeração e cobertura, mas sem dramas!
    1 – Limpeza: Deve começar com a retirada das ervas daninhas, de preferência manualmente para que sejam extirpadas as raízes. Depois disso, a grama pode ser aparada.

    2 – Aeração: Após o corte, é recomendável recolher o excesso de aparas, pois durante o inverno é preciso garantir a aeração do gramado. Retire os restos do corte com um ancinho ou uma vassoura de arame – a tarefa vai melhorar a aeração e a luminosidade e, ainda, diminuir a temperatura e umidade junto à grama, fatores que facilitam o surgimento de doenças. Outra medida que contribui para aumentar a circulação de ar entre as raízes da grama é fazer perfurações finas e profundas no solo, manualmente, usando uma ferramenta apropriada. É preciso, entretanto, tomar cuidado para não perfurar e danificar demais as folhas.

    3 – Cobertura: Em algumas regiões onde o inverno não é muito rigoroso, costuma-se dispensar a cobertura do gramado. Entretanto a prática não é indicada apenas como proteção contra o frio e geadas. A cobertura com terra vegetal incorpora ao solo alguns nutrientes e também ajuda a nivelar o gramado, cobrindo eventuais buracos. Não é preciso adicionar adubo à terra – nesta época a grama está em estado de repouso e a adubação não será bem aproveitada. Também não é preciso “soterrar” a grama: uma camada de no máximo 3 cm de altura é suficiente para cumprir a função. Caso o gramado apresente falhas, aproveite para corrigi-las antes da cobertura, completando as áreas com pedaços de placas de grama da mesma espécie. Após a cobertura, regue o gramado para ajudar a incorporar a terra.

    Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é difícil obter um efeito florido no jardim, mesmo nos meses de inverno. O cultivo de floríferas garante o colorido e a vida nos jardins e canteiros, alegrando os dias frios. Os jardins localizados principalmente nas regiões mais ao sul do Brasil, onde o clima é mais ameno, podem ser enriquecidos com a introdução de plantas herbáceas floríferas de ciclos curtos ou anuais, especialmente no inverno.

    Para que isso ocorra com êxito, precisamos nos preparar desde os meses de abril e maio, pois, entre a sementeira e o início da floração é necessário um mínimo de 60 dias. É bem possível ter uma exuberante floração em pleno inverno, mesmo em locais muito frios e sujeitos a geadas.

    A floração de várias espécies ocorre sem interrupção durante meses, já outras são consideradas perenes como as iresines, a onze-horas e o gerânio, que podem durar até dez anos num jardim. O cultivo das anuais pode parecer primeiramente complicado, mas qualquer um que aprecie a jardinagem pode fazê-lo sempre tomando os cuidados básicos da semeadura que pode ser feita num canteiro, caixote ou estufim, abrigados com mistura de terra vegetal de boa drenagem e rega cuidadosa.

    Não é aconselhável colocar muito adubo químico nas sementeiras. Após a germinação e enraizamento, as pequenas mudinhas devem ser repicadas, ou seja, separadas e plantadas em local definitivo.

    flores-em-série4

    rosas
    Mais difícil que conseguir um belo jardim, é mantê-lo. Por esse motivo, devemos planejar bem qual é o nível de manutenção que desejamos para o nosso jardim.

    São vários os cuidados de manutenção, dos quais os dois principais são as regas e podas, já que são os cuidados mais freqüentes.

    Aqui seguem os principais cuidados que você deve ter com o seu jardim:

    Regas
    as regas devem ser freqüentes em seu jardim, devendo-se respeitar a quantidade de água necessária para cada planta. Para que você não tenha que ficar regando de planta a planta, recomendamos que escolha plantas com necessidades de água semelhantes, podendo-se regar sempre todas ao mesmo tempo, o que facilita muito o processo. Por exemplo, seria uma mistura muito ruim um cacto com um bambu, um deles tende a sofrer com excesso ou falta de água.

    Podas
    as podas variam de acordo com a planta. Se você não tiver alguém que esteja podando constantemente, como ocorre na maioria dos casos, evite o plantio de plantas de crescimento muito rápido, exigindo muita manutenção com podas. Por exemplo, caso não queira ter muito trabalho para manter o jardim, evite o plantio de pingo d’ouros.”.

    Controle de ervas daninhas
    Queira ou não, plantas indesejáveis crescerão espontaneamente no seu jardim, roubando os nutrientes e tampando a luz solar das suas plantas, além de tornar o seu jardim um verdadeiro matagal quando não controladas.
    Não há meio melhor de matarmos as plantas daninhas, arrancar manualmente ainda é a melhor opção para jardins. Nem pense em jogar herbicidas, ou outros produtos, já que não devem ser aplicados próximos a residências.
    Um cuidado que devemos tomar é evitar ao máximo que as plantas produzam sementes, arranque ou corte as mesmas antes que isso ocorra. Muitas plantas daninhas se reproduzem se forem picadas e deixadas no solo, seque bem as plantas antes de devolve-las na terra. Procure arrancar as plantas, e não corta-las com um enxadão.
    Procure regar o jardim logo após arrancar as plantas daninhas.

    Insetos e pragas
    Calma, se você observar bem o seu jardim, é comum existirem muitos insetos nele. Mas a presença de insetos não significa que eles devam ser mortos, a maioria deles são até mesmo benéficos às plantas.

    A presença de grande variedade de espécies de insetos é indício de que seu jardim está muito bem equilibrado. A infestação de poucas espécies de insetos pode significar um desequilíbrio do ambiente. A ocorrência de insetos que estão prejudicando suas plantas (pragas), indica um desequilíbrio do jardim.
    Os insetos devem ser controlados apenas quando estão prejudicando a planta, ou quando representam risco às pessoas ou animais (como aranhas e escorpiões).
    Quanto mais fortes e saudáveis estão as plantas, menos suscetíveis a pragas e doenças elas estão. Sendo assim, adube corretamente, regue corretamente, e mantenha a planta no local mais adequado.

    Cada espécie é mais suscetível a ataques de insetos que outras.
    Caso a planta continue sendo atacada mesmo com os melhores cuidados, comece a pensar em substituí-la por outra espécie. Caso queira mesmo assim manter aquela planta, deixe um pouco de fumo de molho em água por algumas horas, coe a solução e aplique sobre as plantas infestadas com um borrifador ou pulverizador, isso costuma ser eficiente nos casos de pulgões.
    Descarte a hipótese do uso de inseticidas, pois seu uso próximo a residências é altamente desaconselhável, podendo causar sérios danos ao seu jardim, à sua família e aos seus animais.

    Doenças
    Caso ocorram doenças nas suas plantas, verifique se a planta está sendo cuidada da melhor forma para seu bom desenvolvimento. A maioria das doenças de plantas é causada por fungos, que são favorecidos por altas umidades e calor. Por esse motivo, evite regas excessivas ou falta de sol nesses casos.
    Descarte a hipótese do uso de fungicidas, ou qualquer outra arma química, já que não são recomendáveis para uso próximo a residências.
    Caso as doenças persistam, há fortes indícios de que a planta não é capaz de se adaptar ao seu jardim, isso pode ocorrer por diversos motivos. Por isso, pense seriamente em substituir a espécie por alguma outra que se adapte melhor ao local.

    BarraVerdeComUrso

    jardim
    1- Pesquize quais são as espécies nativas de sua região e dê prioridade para cultivá-las no lugar de espécies exóticas.

    2 – Desenhe a planta de seu jardim em escala e divida a área com base nos microclimas presentes – sombrementos, locais com mais sol e mais luz, etc.

    3 – De acordo com essa divisão estabeleça diferentes hidrozonas : áreas dentro do projeto que agrupam várias espécies com necessidades de água parecidas. Quando agrupadas, essas plantas não desperdiçam no volume usado.

    4 – Disponha as plantas dentro dessas hidrozonas de acordo com o microclima mais adequado. Por exemplo: nas áreas sombreadas e/ou mais altas, disponha as espécies que requerem menos água, respeitando, obviamente, as necessidades de iluminação básicas.

    5 – A densidade de plantio influi diretamente na quantidade, mas ela só é eficiente se você agrupar apenas espécies com necessidades hídricas parecidas, fazendo uma irrigação isolada e específica naquele nicho. Do contrário, o adensamento não será econômico.

    6 – Selecione emissores de irrigação, adequados para cada hidrozona.

    7 – Nos locais de passagem, churrasqueiras, bancos, quiosques, caminhos e bordaduras, substitua o gramado por pedras, argila expandida e outras forrações, como cascas de árvores. Nas áreas mais próximas aos nichos de plantas, prefira as cascas de árvores e a cobertura natural de folhas secas (mulch) à grama. E nas áreas onde utilizar a grama, comprometa-se a mantê-la impecavelmente aparada e bem cuidada, para evitar a evaporação excessiva.

    8 – Irrigue as plantas obedecendo às suas necessidades segundo as estações.

    9 – Prefira aguá-las as primeiras horas da manhã. Nesse período, o solo ainda não está quente e os ventos são mais fracos, o que diminui a evaporção.

    bonequinha 5

    jardim
    A beleza de um jardim florido o ano todo. Embora as temperaturas durante o inverno brasileiro não sejam tão amenas, podas, regas e controle de pragas no período do frio são determinantes para a saúde e o vigor da planta nas estações seguintes

    Nas estações que antecedem o inverno, o metabolismo das plantas é mais acelerado, sendo a época fria um período para as plantas “recobrarem as forças” para depois brotarem, florescerem e frutificarem. No frio, no entanto, apesar do repouso vegetativo, a perda de seiva é intensa, o que exige cuidados para que a planta resista a pragas, doenças em geral e a maior umidade de algumas regiões, em virtude das chuvas.

    A estação é ideal para podas que permitam maior aeração e entrada de luz entre os galhos das árvores e roseirais. Galhos secos ou mal formados também podem ser retirados na limpeza, sem prejuízo à espécie. Para a execução do trabalho, uma tesoura apropriada de poda, bem afiada para não mascar os galhos e prejudicar a planta, é indispensável. Segundo o gerente de marketing da Bellota, Giulliano Chinchio, a empresa conta com mais de 20 modelos diferentes de tesouras para poda e colheita, refiáveis, com dispositivo de segurança para o corte preciso, que evita o cansaço dos punhos e algumas com proteção anti-ferrugem e antimicrobiana, para evitar a contaminação cruzada, no caso de existência de pragas nas plantas”.

    Outro cuidado, se refere à parte que fica exposta após a poda. Os cortes dos galhos devem ser feitos na diagonal para evitar a umidade em excesso. As plantas ficam mais susceptíveis ao contato com bactérias e fungos nesse período, principalmente se a umidade do ar for alta. Por isso, recomenda-se que os galhos sejam protegidos por algum tipo de selante, comercializado em lojas especializadas.

    Quanto às regas o melhor é fazê-las na parte da manhã, até às 11h. Isso porque a rega, se feita à tarde, pode fazer com que a planta retenha muita água, favorecendo o apodrecimento das raízes ou, dependendo do frio, de seu congelamento. O sol alto, contrariamente, poderá queimar folhas e flores, o que irá requerer nova poda de limpeza. Segundo o especialista, invernos úmidos propiciam o aparecimento de fungos, bactérias e ácaros, o que pode ser combatido com inseticidas orgânicos. Por outro lado, para manter a umidade no caso de invernos secos, pode-se forrar a base da planta com cascas de árvore. A melhor maneira de medir a umidade do solo é sujar as mãos. Coloque os dedos na terra e sinta se o solo está úmido. Com a diminuição do tempo de sol diariamente, a necessidade de água nas regas diminui.

    Dentre as espécies mais adaptáveis ao inverno, que renderão flores ainda no clima frio estão o Amor-perfeito, a Amarílis, a Begônia, a Orquídea, a Azaléia, a Petúnia e a Caliandra. Nesses casos, como a planta está em atividade, a poda não é recomendada. Bulbos, se plantados no inverno, florescerão na primavera, com vitalidade. Caso a intenção seja a de recolher as sementes das flores já florescidas, espere as flores murcharem para obtê-las.

    O uso de fertilizantes orgânicos após a poda pode e deve ser continuado. E no caso de haver um aumento de caracóis e lesmas andando pelo jardim, uma dica é embeber pedaços de panos com cerveja e espalhá-los pelo jardim, para, o outro dia, descartá-los juntamente com os moluscos que se prenderam a eles.

    bebedouros de pássaros