Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Archive for the ‘Jardins e Manutenção’ category

    Fazer carinho em suas plantas, é conhecer a sua terra
    Poucas plantas podem passar-se de terra, exceto nos Trópicos. Trata-se então de um elemento fundamental que se deve bem conhecer.

    Uma terra tem numerosas características. Para o jardineiro, o mais importante é conhecer a sua textura e sua acidez. Numa terra ligeira e ácida, será necessário proceder de uma outra maneira que em terra pesada e alcalina. Três componentes regem a textura de uma terra, a argila, os limos e a areia.

    argila

    A argila, pesada, mas generosa
    A argila torna a terra maleável, adesiva. As terras argilosas são às vezes chamadas “barro” ou “terra de olaria”. Reclamamos porque no inverno a argila é parecida com almácega e no verão, tende-se e fica dura. Trata-se, no entanto, de um tipo de solo muito produtivo, mas que é necessário descompactar. Nunca se deve acrescentar de areia ou de cascalho uma terra muito argilosa, sob pena de transformá-la em betão. O uso de turfa é possível ser mais, mas difícil na prática, porque se mistura mal com uma terra adesiva. É melhor alimentar a terra argilosa com matéria orgânica, como estrume decomposto, a enterrar. Um trabalho um pouco penoso no início, mas que lhe garantirá um jardim luxuriante. Os buxos e numerosos arbustos de grande desenvolvimento apreciam este tipo de terra.

    areia

    A areia tem pelo contrário uma textura muito lassa. É impossível formar um monte quando se pressiona na mão. No verão, a terra arenosa tem tendência a formar uma poeira. No inverno, nunca cria poças, mesmo após uma forte chuva. Ao contrário da argila, a areia é pobre, porque os elementos nutritivos são provocados pelas chuvas, que lavam facilmente a terra. As terras arenosas são frequentemente ácidas, o que portanto, agrada às plantas de terra de urze: rododendros, azáleas, etc. Deverá em contrapartida trazer regularmente alimentos para alimentar as plantas, sob a forma de adubos, composto, de estrume, etc. Não é preciso colocar grande quantidade (em grandes regas) dado que tudo vai ser levado em profundidade no solo, fora do alcance das plantas cultivadas

    limo

    O limo, bem equilibrado
    Os limos são intermediários entre as argilas e a areia, uma terra limosa não é nem demasiada porosa, nem demasiada adesiva. Se dispuser de tal terra, poderá cultivar numerosas plantas, sem ter que alterar a textura do solo. Este tipo de solo não é, contudo muito frequente, exceto perto dos cursos de água, em fundo de vale, em certas regiões do litoral, etc.

    Na maior parte dos casos, a terra de jardim comportará estes três elementos (areia, limo, argila) em quantidades variáveis. É manipulando a terra, olhando como a água comporta-se, etc. que poderá determinar de que categoria o seu solo aproxima-se. Poderá então encarar “os corretivos” a trazer para melhorá-la, ou seja, os elementos que vão lhe permitir alterar a sua estrutura,  são as emendas.

    68-11

    jardim

    A umidade e o tempo fresco nos dias de Inverno, não o incentiva a ir até ao jardim. Para as plantas é uma excelente época. As temperaturas baixas não danificarão as plantas que, nesta época do ano, estão em repouso.

    É nessa época que deveremos arrancar tudo o que não interessa  no jardim, tal como as dálias e outras plantas de origem tropical. Praticamente em todas as regiões, a folhagem pode ficar gelada, mas as raízes ainda estão intactas, adormecidas.
    Se o solo do seu jardim é muito argiloso, não deixe muita terra à volta das raízes, e não se esqueça de anotar as cores das dálias ou de, por exemplo, atar um pedaço de tecido que lhe recorde a sua cor.

    O passo seguinte será colocá-las numa arrecadação fresca para lhes assegurar uma passagem perfeita pelo Inverno.

    Também pode  proteger as plantas mais frágeis que ficaram na terra, começando pelas palmeiras e as cordilíneas, que aparecem cada vez mais nos nossos jardins.

    O melhor material para este efeito está por cima da grama: são as folhas mortas. Colocadas em camadas espessas junto do pé, fornecem uma proteção contra o frio muito eficiente (quando está muito, muito frio, impedem o solo de gelar). Na Primavera, vão-se decompor e servem de adubo. É um material muito útil: seria quase criminoso queimá-lo ou mesmo levá-lo para a lixeira.

    As folhas mortas são também de grande utilidade se forem espalhadas entre os pés das vivazes, pois vão tapar o solo e evitam a instalação das ervas daninhas durante o Inverno. Vão enriquecer o composto e transformam as terras pesadas em terras mais leves, desde que sejam colocados alguns centímetros de terra por cima.

    Por fim, ao apanhar as folhas mortas também vai aquecer. Depois de acabar esta tarefa, vai conseguir ficar um pouco mais tempo no jardim e vai poder começar a podar as roseiras ou continuar as plantações em curso.

    borboletas009

    zínias

    Ferramentas necessárias
    Na construção do jardim são necessários alguns acessórios, ferramentas, alguns do quais podem ser improvisados.
    Indispensável: uma pá, uma enxada para jardim, uma colher de jardineiro, dois regadores (pequeno ralo fino, grande ralo grosso) uma tesoura para cercas vivas, um canivete, pulverizador, uma mangueira.

    Preparando o Solo
    O solo do jardim pode ser melhorado por você. Em terrenos muito duros ou compactos serão melhorados pela adição de um pouco de areia ou de cinza de madeira.
    Nos terrenos arenosos (beira-mar) será necessário juntar um pouco de terra argilosa (barro).
    Quanto a fertilidade será dada pelos adubos, que podem ser adicionados em maior ou menor quantidade.

    Plantando
    Preparado o solo convenientemente, tem o lugar o plantio.
    Comece de preferência pelas plantas arbóreas e arbustivas, terminando pelas herbáceas e pelo gramado, o que deve ser feito em último lugar, a fim de se evitar pisoteio.
    Para fazer o gramado é preciso que a terra esteja suficientemente adubada, de preferência com adubo animal bem curtido.

    A razão dessa sequência está no fato de, para as plantas de porte maior serem necessárias covas maiores, que ao serem feitas poderiam prejudicas as plantas herbáceas e o gramado.
    Além disso, para o perfeito palntio das árvores e arbustos, quanto mais livre estiver a área mais perfeito será o trabalho. Vale lembrar que após o plantio de arbustos, devem ser protegidos pour uma estca a fim de não penderem ou mesmo caírem.

    A piquetagem (*) prévia do terreno, mancando-se os lugares das plantas, é de gtande utilidade.

    Após o plantio, mesmo que o solo esteja úmido, é preciso molhar as plantas novamente para que as raízes fixem-se melhor à terra.

    Manutenção do Jardim
    Na conservação do jardim diversas são as operações necessárias ao bom aspecto do conjunto.

    As regas  devem ser abundantes e feitas de preferência à tarde. Feitas por meio de regadores, maiores ou menores, ou por meio de mangueiras, empregando-se água fresca e limpa, são a vida do jardim.

    Fazer capinas  para limpeza dos canteiros, extirpando as ervas daninhas que sempre aparecem, são operações que não exigem explicações.

    Podar os gramados, roseiras, arbustos e árvores ornamentais são outras operações que não devem ser descuidadas.

    Colocar estacas para manter o porte elegante das plantas, mesmo das herbáceas, a colocação de estacas é de toda conveniência, podem ser por meio de estacas de bambu ou de outro qualquer material. Convém, entretanto, acentuar que as estacas devem ser dissimuladas, de modo que as plantas apresentem a aparência mais natural possível.

    Outro cuidado que se deve ter na conservação do jardim é o da supressão das folhas velhas, necessário ao bom aspecto do pequeno jardim.

    (*) Piquetagem é a operação que materializa no terreno o posicionamento de uma determinada linha, em função dos pontos que a definem.

    flor100

    flores em jardim

    As opções para fertilizar a terra são variadas, de restos de alimentos submetidos a um processo de compostagem a minerais concentrados. O importante é saber como, quanto e quando usar.

    Manter um jardim em casa é uma atividade prazerosa, mas que pode se tornar frustrante se alguns cuidados não forem tomados, ainda mais quando o assunto é adubação. Por isso reunimos dicas de quatro especialistas sobre compostagem, fertilizantes e cuidados para fazer suas plantas crescerem fortes e saudáveis e ficarem bonitas o ano todo.

    Veja abaixo:
    - A compostagem é um método já conhecido e fácil de fazer em casa com a transformação de restos de alimentos em adubo natural. Cascas de frutas, legumes e verduras, coadores de café, saquinhos de chá, casca de batata, são exemplos de alimentos que podem ser utilizados para sua produção. Esses adubos naturais são excelentes repositores de nutrientes e sais mineiras para as plantas, vasos e jardins.

    - Se usar fertilizantes foliares, aqueles diluídos em água e borrifados nas folhas, nunca os aplique em plantas que recebem sol diretamente; deixe para aplicar o produto no fim da tarde (a partir das 16h) ou passe o vaso para um local sombreado por dois a três dias. Assim, os sais serão absorvidos pelas folhas junto com a água, caso contrário, o sol evapora e a água concentra os sais nas folhas, provocando queimaduras, desidratação, ou manchas nas folhas;

    - Dê preferência sempre a fertilizantes orgânicos, tais como: pó de serra, lodo de cervejaria, terra infusória, aparas de grama, carvão, biofortificação e dejetos de cavalos já curtidos (para não haver queima do colo da planta em decorrência de sua fermentação);

    - Se você nunca usou fertilizantes minerais concentrados (NPK), dê preferência àqueles com baixa solubilidade em água, tais como: Fosfato Natural de Araxá, Torta de Mamona, Hiperfosfato de Gafsa (fonte de fósforo e micronutrientes) e o Sulfato de Potássio.

    Caso ocorra uma superdosagem, os danos causados por esses produtos são menores, visto que sua solubilidade é menor e a liberação dos sais é mais lenta. Lembrando que o nitrogênio (N) é importante para o crescimento das folhas, o fósforo (P) para o enraizamento e o potássio (K) para o florescimento/frutificação;

    - Excrementos de pássaros e cascas de maçãs são bons para plantas que não querem florescer. Para isso, coloque vários pedaços ao redor da terra e cubra o vaso com plástico durante quatro semanas;

    - Adube com fertilizantes minerais quando as plantas já estão estabelecidas. Antes disso é mais recomendado usar esterco de gado ou de galinha, ou ainda húmus de minhoca;

    - Utilize terra vegetal (rica em material orgânico) misturada com a terra do jardim quando iniciar o plantio, e adube com 20 a 30 cm de profundidade;

    - Adube mensalmente, mas evite as temperaturas mais frias, como o período de maio a julho, especialmente pouco antes e depois da floração. Se a planta é adubada nesse período, pode perder os botões florais. Uma vez que tenham aparecido os frutos, o processo pode recomeçar.

    Dicas rápidas e curiosas
    Na hora de plantar, misture terra vegetal com a do jardim e adube com 20 a 30 cm de profundidade.

    - Folhas de chá que ficam no fundo da chaleira podem ser borrifadas em plantas de vaso, fornecendo doses de oligoelementos (microminerais);

    - Pregos, parafusos e outros artefatos ferrosos, quando colocados na terra, liberam óxido de ferro, que é de grande utilidade para as plantas;

    - Casca de ovo é ótimo para orquídeas. Basta colocá-las em uma garrafa, acrescentar água e regar a planta com a mistura;

    - Água de aquário ou de jarras que contiveram flores e cinzas de lareiras são ricas em potássio e fósforo;

    - Tabaco é um dos melhores adubos para roseiras. Deixe na água por oito dias, coe e regue a planta;

    - Farinha de osso é bom para plantas em época da floração;

    - Pequenas quantidades de vinho favorecem o crescimento das plantas.

    borbo

    jardim_vertical

    Plantas são sempre bem-vindas aos projetos de decoração. Conferem tranqüilidade e frescor, além de emprestar aos ambientes internos ou externos a beleza das cores e dos formatos de suas folhas e flores. Engana-se quem pensa que as plantas ficam restritas aos tradicionais vasos e jardins horizontais. A moda agora é o jardim vertical, que além de roporcionar oxigênio mais puro, também auxiliam na refrigeração do ambiente.

    O precursor desta moda é o botânico francês Patrick Blanc, especialista em plantas da floresta subtropical, inventor da técnica do jardim vertical que hoje está espalhada no mundo todo.

    O francês criou esse tipo de jardim após observar os vegetais que vivem em penhascos, entradas de cavernas e rochas. Patrick entendeu que a terra funciona como uma base para as plantas, mas do que elas necessitam mesmo é água, luz e nutrientes. Baseado nessa constatação, o botânico criou uma estrutura que é instalada nas paredes e funciona como uma base, na qual as plantas são fixadas. Blanc conta com uma lista de trabalhos, verticais em prédios e casas mundo afora, como Paris, Milão, Frankfurt e Bancoc.

    No Brasil, a moda também pegou. Residências e estabelecimentos lançam mão do conceito para dar um toque natural aos mais variados espaços. Na Casa Cor Goiás 2010 a técnica do jardim vertical foi explorada em vários ambientes como o Boulevard, a Cozinha, a Garagem, o Boulevard Casa Cor e no próprio Jardim Vertical, ambiente que leva o nome da técnica e traz uma nova alternativa de aplicação de plantas em paredes criada pelos próprios autores do espaço.

    Local
    Os jardins verticais são uma boa alternativa para pequenos ambientes, como apartamentos e estabelecimentos comerciais, que não comportam espaço para o cultivo de plantas no chão. Profissionais afirmam que o verde cai bem em qualquer ambiente, mas é necessário que as plantas escolhidas sejam adequadas ao ritmo de vida do morador, porque pedem cuidados de manutenção, como irrigação e adubação. Caso seja possível, o morador deve priorizar a iluminação natural, seja direta ou indireta, condição importante para que as plantas vivam e se desenvolvam. Portanto, os jardins verticais são excelentes alternativas em varandas, jardins de inverno, paredes próximas a grandes janelas, muros externos e fachadas.

    Como montar
    A proposta do botânico Blanc é composta por uma moldura de metal, PVC para dar rigidez à estrutura e uma camada de feltro, onde as raízes crescem. No entanto, com a difusão da técnica por todo o mundo, existem hpje diversas alternativas que permitem o uso de jardins verticais nos mais variados espaços. Algumas empresas, inclusive, já vendem o kit com o quadro e a planta, bastando afixá-lo na parede, o que é interessante para quem não conta com o auxílio de um profissional. Os jardins podem ser regados manualmente, mas há opções com sistema de irrigação automático que deve ser fixado em locais cujo chão possa molhar. Sendo assim, o morador deve evitar a utilização de jardins verticais em ambientes com carpete e tapetes.

    Plantas
    Local escolhido, agora é a vez de optar pelas plantas. Samambaias, orquídeas, suculentas. As opções são inúmeras, mas o morador deve optar por plantas que sobrevivam nas condições que o ambiente oferece. Algumas precisam de luz do sol direta, enquanto outras preferem a sombra. Também existem plantas que resistem à iluminação artificial e se desenvolvem muito bem. Há espécies que vivem melhor em locais frios, assim como outras que se adaptam apenas a altas temperaturas.

    flor34

    Cattleya_Labiata
    Cattleya labiata é uma espécie que, ao final do verão e princípio do outono, enfeita nossos orquidários com as suas flores. Além das belas flores, somos premiados com seu magnífico perfume que é exalado principalmente na parte da manhã e ele é tão característico que podemos chamar de “perfume das Cattleyas” pois esta é uma característica transmitida aos híbridos produzidos com sua participação.  Espécie considerada ‘Rainha do Nordeste Brasileiro’, pela floração abundante, de grande duração, de perfume inconfundível, pela grande utilização nas hibridações que se seguiram à sua descoberta, foi classificada e descrita po John Lindley em 1821, mas já era cultivada (em estufas, claro) na Inglaterra desde 1818 por um tal William Cattley, a quem se deve o nome deste gênero de orquídeas, homenagem prestada por Lindley, por havê-la feito florir naquele país pela primeira vez.  Ela  é considerada o tipo nomenclatural do gênero Cattleya e daí sua magnífica importância.

    Trata-se de planta epífita ou por vezes rupícula, que vegeta sobre árvoresou sobre rochas e em paredões nas serras, em locais nos quais a umidade provem, de um mais intenso regime de chuvas (brejos) e da neblina que se forma, noturna e matinal, locais quase sempre protegidos do sol intenso.  Na natureza, vegeta a uma altitude entre 500 e 1000 metros. É, sem dúvida alguma, a mais bela e uma das mais apreciadas orquídeas brasileiras, por ser cultivada fácil e soberbamente, de norte a sul do País. Nenhuma outra Cattleya o faz em tal plenitude!

    Planta vigorosa, extremamente resistente, como boa nordestina que é, com pseudobulbos de 15 a 20 centímetros de altura, comprimidos e sulcados, apresentando uma única folha oblongo-elíptica, raramente duas. Inflorescências compostas de 3 a 5 flores, sempre muito bem dispostas e que  surgem de uma espata dupla de mesmo tamanho, uma das características que propiciam sua identificação, o que não ocorre com sua prima, a warnerii, que apresenta espatas simples e somente por vezes duplas mas de tamanhos desiguais, a interior menor que a exterior.
    Flor com 18/20 até 25 centímetros de diâmetro, um tamanho  excepcional, pétalas e sépalas  de colorido típico lilás, em diversas tonalidades. As sépalas são lanceoladas, a maior parte das vezes planas e as pétalas mais largas, ovóides e graciosamente onduladas.

    Época de Floração -Em geral, no Norte e Nordeste brasileiro: Dezembro/Janeiro à Março e no Sudeste e Sul em Fevereiro/Março, mas as fortes variações climáticas recem ocorridas, tornam essas previsões pouco precisas.

    É uma planta de facílima cultura e, por isso, muito recomendada para orquidófilos principiantes.

    painel-florzinhas11

    formiga

    Qualquer um de nós que possua plantas de jardim teme a invasão destas insaciáveis inimigas – as formigas cortadeiras! Ver nossas plantas de jardim destruídas numa só noite é um pesadelo.

    As espécies mais comuns são as saúvas (Atta spp) e as quenquéns (Acromyrmex spp) – consideradas as principais pragas agrícolas no Brasil.

    No entanto, não podemos nos esquecer de que elas têm um papel na manutenção e equilíbrio do ecossistema. Parece incrível, não é? Mas, como tudo na natureza, elas são importantes e têm sua razão de existir:

    - Movimentam o solo, fazendo sua aeração da mesma forma que as minhocas.

    - Promovem a decomposição de substâncias orgânicas, contribuindo para a recilcagem de nutrientes do solo.

    - Algumas espécies são úteis na jardinagem e agricultura, ajudando no controle de pragas, destruindo insetos nocivos às plantas e até mesmo outras espécies de formigas.

    Muitas vezes, é mais indicado garantir o equilíbrio entre as populações de espécies diversas que simplesmente destruir indiscriminadamente os formigueiros. Se existem duas espécies como as saúva e quenquéns, a destruição da saúva que tem seus ninhos mais visíveis, fará com que a outra espécie prolifere indiscriminadamente, causando um mal ainda maior.

    Algumas receitas de uso doméstico podem resolver o problema em pequenos espaços, sem agredir o meio ambiente.

    1 – Uso de cal – Para as saúvas, por exemplo, a cal pode ser injetada nos olheiros, o mais fundo possível, usando uma bomba manual e depois injetando água. A aplicação deve ser repetida por mais duas vezes, com intervalo de uma semana.

    A cal também deve ser usada em forma de pasta nos troncos das árvores para evitar o ataque das cortadeiras.

    2 – Uso de graxa ou vaselina – Para árvores e arbustos, usar uma tira de borracha, untada com graxa ou vaselina, amarrada ao tronco.

    Para troncos menores, pode-se usa um copo de plástico invertido em torno do tronco também recoberto com graxa na parte interna. Isto impedirá o acesso das formigas até as folhas.

    3 – Existem plantas que repelem insetos e formigas:
    Menta ou hortelã
    Lavanda (Lavandula augustifolia)
    Cravo da índia (Syzygium aromaticum)
    Manjerona (Origanum vulgare)
    Absinto (Artemisia absinthium e A. vulgaris)
    Alho(Allium sativum)

    4 – Água e detergente – Faça uma solução de água quente e algumas gotas de detergente e despeje no olheiro. Cuidado com as folhas das plantas.

    5 – Sementes de gergelim colocadas ao redor do olheiro. As formigas vão carregá-las e serão oferecidas como alimento aos fungos que morrerão. Com o tempo haverá uma redução da população do formigueiro. Pode-se plantas também o gergelim (Sesamum indicum) próximo aos formigueiros.

    6 – Outras boas idéias caseiras:
    - Cinza e água despejada nos olheiros;
    - Borra de café sobre a terra.

    formigas

    jardim

    Você quer iniciar um jardim, ou apenas um canteiro de flores, quem sabe alguns vasos para enfeitar sua casa. Qualquer que seja sua intenção, seu projeto começa com a preparação da terra para o plantio.

    Este é o passo inicial que vai refletir em todo resultado de seu trabalho. Então, vamos a algumas dicas simples que farão com que suas plantas lhe agradeçam com um sorriso de beleza!

    A mistura básica indicada para o plantio de plantas ornamentais é:
    1 parte de terra comum – aquela que você consegue quando cava o chão;
    1 parte de terra vegetal ou terra preta – rica em matéria orgânica, vendida em sacos;
    1 parte de areia – aquela usada em construção.

    Algumas plantas exigem diferentes composições de substrato. As mais comuns são:
    Argiloso
    2 partes de terra comum, 2 partes de terra vegetal e 1 parte de areia.

    Areno-argiloso
    1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal, 1 de composto orgânico e 1 de areia.

    Arenoso
    1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal e 2 partes de areia.

    Rico em matéria orgânica
    1 parte de terra comum, 1 de terra vegetal, 2 partes de composto orgânico húmus.
    Ao escolher a planta, procure informações sobre o tipo de substrato mais adequado para ela.

    Dicas para os vasos
    Lembre-se de que as plantas demoram mais para se adaptar a vasos do que a canteiros.

    Os cuidados básicos são: Regas – Adubação e Substrato.

    Na montagem de seu vaso, não se esqueça do sistema de drenagem no fundo. Você pode usar uma argila expandida, cacos de telha, britas ou até pedaços de isopor.

    É bom cobrir com uma tela para filtrar a água das regas e depois coloque o substrato.

    O tipo de material escolhido para o vaso vai ter influência na questão da rega – a cerâmica, por exemplo, vai exigir regas mais constantes ou então que seja feita a impermeabilização do vaso.

    Como em toda natureza, até mesmo em nossas vidas, o importante é o equilíbrio – Não afogue sua planta com excesso de água – pode causar sua morte!

    Uma boa dica é usar casca de pinus sobre a terra para manter a umidade.

    A adubação deve ser feita na primavera, quando as plantas acordam do sono do inverno.

    Sobre a adubação é importante lembrar que: O excesso de adubo pode matar a planta! Portanto, antes menos que mais.

    A escolha do substrato
    É um grande erro usar apenas a terra vegetal como substrato. É preciso que seja feita a mistura adequada para que a haja aeração, caso contrário ele pode endurecer muito e sufocar a planta.

    Ainda uma dica: Escolha a sua planta de acordo com o lugar onde vão ficar os vasos – sombra ou sol, luz plena ou meia luz. Existem plantas ornamentais para cada tipo de ambiente.

    3827

    planta vivaz

    Plantas vivazes sozinhas, por mais tempo que durem e de fácil manutenção que sejam, podem tornar o jardim “monótono”.

    No entanto, um jardim sem vivazes, chegará também ao ponto de estar “despido”. O ideal será, então, conjugar plantas vivazes com as anuais, para, assim, tirar o maior proveito de cada uma das suas características em qualquer estação do ano.

    Para começar, tome atenção ao ciclo de vida de cada uma delas, escolhendo anuais que dão flores em estações diferentes. Tenha em conta também que, muitas das vivazes se “revestem” no Outono, tomando cores vivas e brilhantes.

    Plantas Vivazes
    Dentro das vivazes, ficam sugestões como o Loureiro-do-Japão (Aucuba japonica) de grandes folhas brilhantes, flores sem grande interesse ornamental, mas que tem por vezes, uma bagas vermelhas muito decorativas. A Berberis darwinii de folha pequena, que faz lembrar o azevinho e se enche de pequenas flores amarelo-dourado durante a Primavera. As Bergenia (híbridos) que têm grandes folhas redondas, por vezes por vezes tingidas de vermelho ou púrpura, e que raramente ultrapassam os 60cm de altura, o que faz delas uma escolha ideal para cobrir os pés de arbustos maiores, tendo ainda flores brancas, vermelhas ou cor-de-rosa durante a Primavera. A Elaegnus pungens “maculata” que tem folhas salpicadas de dourado no centro e é muito vistosa durante o Inverno. (pode no entanto atingir os 2,4m), a Mahonia charity que tem cachos perfumados de flores amarelas durante todo o Inverno ou o Viburnum tinus, muito denso, com folhas de vários tons de verde e que o presenteia com flores desde meados do Outono até à Primavera.

    Plantas Anuais
    Quanto às anuais, pode escolher também entre uma infinidade de variedades, mas ficam aqui algumas sugestões, como o amor-perfeito, a boca-de-leão, as lobélias, as begônias, as verbenas, as sardinheiras…etc. Muito importante ao misturar anuais com vivazes é planear antecipadamente a localização de cada uma delas, optar por tons únicos ou múltiplos, ter em atenção os cuidados de rega que cada variedade necessita e verificar se há possíveis conflitos de interesses entre elas. Nunca junte uma planta que prefere a terra mais seca com outra que só se delicia com umidade constante!

    Em caso de dúvida, para espaços menores, opte por uma menor variedade de cores e dê largas à imaginação para colorir espaços grandes.

    Se tiver uma grande mistura de variedades, examine o seu jardim a cada dois dias, retire imediatamente caules ou folhas que pareçam estar doentes ou afetados de alguma praga, para evitar que estas se propaguem. Muito importante também, é retirar as folhas e flores murchas, pois dificultam a passagem do ar, facilitando assim o aparecimento de doenças. Não descuide a rega e se necessário, pulverizes as espécies mais frágeis para limpá-las e refrescar.

    Obs.:
    Se dentro das Vivazes optar por coníferas anãs, saiba que ao fim de 15 anos os seus tamanhos e formas, terão variado muito. Antes de fazer a escolha, peça ajuda a um profissional, se necessário para manter as suas composições harmoniosas ao longo do tempo.

    33041qarmymnxlc

    jardim

    A escolha das espécies pode ser feita utilizando diferentes critérios, sendo os mais comuns:
    . a cor
    . o tipo de solo
    . a época do ano
    . interação com as outras espécies

    Cor
    A cor num jardim reveste-se da maior importância. As pessoas estão habituadas ao cinzento das cidades e quando contemplam ou desfrutam um jardim querem ver cor. As cores transmitem sensações.

    A utilização da cor no jardim tem de ser tratada para que as cores estejam perfeitamente definidas e não completamente confusas. Apenas a título de exemplo, quem é que não gosta de contemplar um prado florido em que a maioria das espécies confere apenas um tom (amarelo, azul ou vermelho); pois bem num jardim é igual, devemos ter espécies de diferentes cores mas a sua floração deverá ocorrer em períodos diferentes, para que o jardim tenha cor o ano inteiro. Todavia há quem goste de misturar tudo e observar o efeito.

    Tipo de solo
    Todas as plantas têm características que as definem; a sua adaptabilidade ao tipo de solo é muito importante. A planta para se desenvolver necessita de encontrar boas condições de textura, pH e umidade. Na escolha das espécies devemos ter em atenção diversos aspectos, o ideal é escolhermos plantas que se adaptem ao tipo de solo que possuímos e às condições que pretendemos que venham a existir. O solo pode ser totalmente alterado, todavia as intervenções implicam um custo elevado que por vezes inviabilizam a sua realização. Jogando com as espécies podemos reduzir essas intervenções.

    Textura
    . Solo arenoso – Fraca capacidade de retenção da água.
    . Solo argiloso – Boa capacidade de retenção de água.
    . Solo humífero – Elevada capacidade de retenção de água.

    O ideal é termos um solo com alguma quantidade de argila, areia e com matéria orgânica(Solo equilibrado).

    pH
    O pH influencia as disponibilidades de nutrientes, o desenvolvimento das plantas e dos microorganismos. As terras e substratos utilizados nos jardins apresentam-se, em geral, ligeiramente ácidos; a maior parte das espécies vegetais utilizadas nos jardins beneficia também de solos ácidos, no entanto existem exceções. Deve-se juntar plantas que tenham necessidades semelhantes. Os processos para aumentar ou baixar o pH do solo são caros.

    Época do ano
    Hoje em dia é possível plantar durante todo o ano qualquer tipo de planta envasada. É de referir que as plantas de raiz nuas (sem recurso a vaso) têm um custo mais baixo, mas isto inviabiliza que possam ser plantadas durante todo o ano. Para estas plantas a melhor época serão os meses de Outubro a Janeiro, dependendo do local. Em locais muito frios, devido ao risco do congelamento esse período avança um pouco, normalmente fins de Janeiro até Março, o mais tardar.

    Em termos de tradição normalmente as flores são plantadas durante a Primavera e árvores e arbustos são plantados no Inverno, no seu período de dormência.

    Desde alguns anos para cá que se consegue, recorrendo às chamadas plantas da época, que os jardins estejam sempre com flores. As plantas da época são produzidas normalmente em estufas e só entram no circuito comercial quando estão em flor. O período de floração é relativamente curto, o que implica que de três em três meses seja necessária a sua substituição. É um negócio que tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos.

    Dentro destas plantas existem imensas variedades e pode-se optar por um sem número de cores.

    Interação com outras espécies
    A interação entre espécies ocorre e é desejável que assim aconteça, mas alguns fatores são importantes para que esta interação não se torne insustentável.

    Tamanho
    O tamanho das plantas que planeamos utilizar na concepção do jardim, também é muito importante. Num ambiente em que toda a vegetação é do tipo arbustivo ou sub-arbustivo não faz grande sentido a colocação de grandes árvores que vão crescer criando uma espécie de muralha e criando situações de stress pela competição pela luz às espécies já existentes.

    Nas cidades, em geral, e nos jardins residenciais em particular, a colocação de árvores ou plantas de grande porte implica um conhecimento rigoroso das suas características, sob pena de mais tarde terem de ser realizadas operações de poda e controle do porte, com os consequentes riscos de enfraquecimento e eventual morte da planta.

    beijaflor9