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  • Archive for the ‘Hortas e Medicinais’ category

    rooibos

    Rooibos é um arbusto membro da família de plantas dos legumes.  A planta é usada para fazer uma infusão (chá).

    A infusão de rooibos é chamada chá de rooibos, chá de arbusto (esp. no sul da África), chá de arbusto vermelho (esp. no Reino Unido), chá vermelho da África do Sul (esp. nos EUA) ou chá vermelho. O produto tem sido popular no sul da África por muitas gerações e está sendo consumido agora em muitos países. Algumas vezes é escrito rooibosch de acordo com a etimologia da língua holandesa, mas “roy-boss” mantêm-se como a pronúncia moderna mais comum.

    Produção
    O rooibos é cultivado apenas numa pequena área no Cedarberg da província do  Cabo Ocidental  na  África do Sul .  Geralmente as folhas são oxidadas em processo referido frequentemente, embora de maneira incorreta, como fermentação, por semelhança com a terminologia da produção de vinho.

    Esse processo gera a distintiva coloração vermelho-marrom do rooibos e amplifica o sabor. O rooibos “verde” não oxidado também é produzido, mas, como é processo mais complicado (similar ao método de obtenção do chá verde), faz com que esse produto seja mais caro que o rooibos tradicional.

    Utilização
    Na África do Sul é mais comum beber-se o chá de rooibos com leite e açúcar, mas em outros lugares a bebida é geralmente degustada sem esses complementos. O sabor do chá de rooibos é com frequência descrito como doce (sem adição de açúcar) e com indícios de amêndoas no palato.

    O rooibos pode ser preparado da mesma forma que o chá preto, que é o método mais comum. Diferentemente do chá preto, entretanto, o chá de rooibos não se torna amargo quando deixado em infusão por longo tempo; às vezes esse chá é deixado em infusão por vários dias. O chá de rooibos possui coloração marrom-avermelhada, daí o epíteto ocasional de “chá vermelho”.

    Vários cafés na África do Sul passaram a vender red expresso  (expresso vermelho) , que é o rooibos concentrado servido e apresentado no estilo do espresso comum (que normalmente é à base de café). Isso deu origem a variações de café baseadas em rooibos tais como os leites vermelhos e os cappuccinos vermelhos. O chá gelado feito de rooibos também foi recentemente introduzido na África do Sul e na Austrália como o “Red Tea, Rooibos & Guarana” da Lipton.

    Benefícios nutricionais para a saúde
    O rooibos tem-se tornado popular nos países do hemisfério ocidental particularmente entre os consumidores preocupados com a saúde, devido ao alto nível de antioxidantes como aspalatina e notofagina, e também pela baixa concentração de cafeína e seus níveis baixos de tanino, comparados com aqueles do chá preto tostado ou do chá verde.

    O rooibos é considerado como coadjuvante em casos de tensão nervosa, alergias e problemas digestivos. Os usos medicinais tradicionais do rooibos na África do Sul incluem-no como remédio para cólicas infantis, alergias e problemas dermatológicos e de asma. O rooibos “verde” tem maior valência como antioxidante do que o rooibos tostado (oxidado).

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    pimentata-do-reino

    Originária dos trópicos asiáticos, a pimenta-do-reino (Piper nigrum) é cultivada há séculos.
    Aprenda como é fácil ter a sua própria rainha mundial das especiarias enfeitando e protegendo a sua casa – a pimenta é conhecida por espantar mau-olhado.

    Materiais necessários
    Vaso fundo
    Terra preta
    Argila
    Areia de rio
    Muda ou estaca de pimenta-do reino

    Passos
    1 –  Prepare uma mistura de duas partes de terra preta, uma parte argila e outra de areia de rio para melhorar a drenagem.

    2 – Encha o vaso com o substrato obtido, que deve ter um pH levemente ácido e ser rico em nutrientes.

    3 – Plante a muda ou estaca de pimenta no centro do vaso e coloque um tutor para orientar o crescimento.

    4 – Coloque o vaso em um lugar de meia sombra. A exposição direta aos raios solares prejudica a planta.

    5 – Regue moderadamente mantendo o solo bem úmido, mas evite encharcar para não favorecer a proliferação de fungos e bactérias.

    6 – Durante os primeiros quatro anos faça podas para conduzir o crescimento da planta e estimular a geração dos frutos.

    7 – À medida que as espigas foram amadurecendo, colha-as cuidadosamente sem quebrar os ramos ou os estolões.

    - A cor da pimenta-do-reino (preta, vermelha, verde ou branca) depende do grau de amadurecimento da espiga no momento da colheita e do processamento aplicado.

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    Alecrim

    alecrim

    Nomes Populares: Alecrim, rosmarino, erva da recordação.
    Nome Científico: Rosmarinus Officinalis / família Labiadas

    Origem Sua origem remonta às praias do Mediterrâneo (o nome rosmarinus vem do latino que significa “o orvalho que vem do mar”, devido ao cheiro das flores vegetando à beira mar). . Carlos Magno obrigava os camponeses a cultivá-lo. Foi companheiro dos portugueses nas Entradas e Bandeiras. Antigamente queimava-se caules de alecrim para purificar o ar do quarto de doentes em hospitais.

    Características e Cultivo: Arbusto rústico e persistente, atinge até 1,5 m de altura, com folhas resinosas, coriáceas, lineares e verde-escuras. O caule, quadrado, torna-se lenhoso à partir do segundo ano. Locais ensolarados, companheira da sálvia, brócoli e couve, atrai abelhas e repele moscas da cenoura. Solo drenado e permeável, vai bem mesmo nos pedregosos. Flores agrupadas em inflorescências nas extremidades dos caules, de cor azul violáceo ou rosa. Floresce na Primavera e no Outono.

    O alecrim é indicado para dores reumáticas, ciáticas, lumbagos, contusões entorses e distensões. Se for utilizado como infusão, serve para lavar as feridas e as chagas da pele. Internamente é utilizado tomando 3 ou 4 quatro chávenas por dia antes das refeições. Serve de tânico e aperitivo, é estimulante e anti-espasmódico.

    É um arbusto muito exigente em termos de luz suportando bem altas temperaturas sendo os 15ºC e os 35ºC a temperatura ideal para este se desenvolver.

    O solo tende a ser pouco exigente mas convém remexer o solo periodicamente para manter a planta em condições de cultivo ótimas e evitar o aparecimento de mais ervas. Se for cultivada em vaso, solte periodicamente um pouco o substrato superficial.

    Orientações para plantação
    - Cultivar no vaso original.

    - Indicado para cultivo em vaso ou jardineira com uma largura mínima de 10 cm, comprimento 10 cm e altura 10 cm.

    - Não é susceptível de se desidratar, deve estar num estado de umidade constante, sobretudo nas épocas mais quentes.

    - A Rega frequente, mas em pequenas quantidades.

    - Se for cultivado em vaso ou jardineira é necessário observá-lo mais frequentemente, dado que se desidrata com mais frequência, sobretudo no Verão.

    No momento da colheita da planta, pode-se optar pela flor para infusões ou então colher os caules e as folhas.

    Os ramos podem ser cortados em qualquer altura se se tencionar utilizá-los frescos (na cozinha para guisados, para aromatizar).

    Devem-se cortar os ramos quando a planta estiver prestes a florescer. Deixam-se a folhas e flores a secar à sombra e guardam-se em recipientes herméticos, em ambiente seco e escuro.

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    aneto

    Nomes Populares: Aneto, endro ,dill – a erva calmante, funcho bastardo, anega.

    A origem do nome Dill provém de antiga palavra nórdica que significa “dormir”; vem do mediterrâneo e sul da Rússia, África e Ásia. Egípcios descreveram como calmante, na Idade Média era preferido na proteção contra a bruxaria; conhecida na Nova Inglaterra como meeting seeds, semente das assembléias, pois durante os longos sermões as mães davam às crianças. Na Grécia faziam coroas para os heróis. Nos tempos bíblicos era usada no pagamento de taxas com o hortelã e o cominho. No séc XIII serviam após comidas pesadas para assentar.

    Partes usadas: Folhas e flores.

    Características e Cultivo: Planta anual e rústica, com 20 a 60 cm de altura. Folha aromática, plumosa, com segmentos filiformes e azul esverdeados. O caule é oco, estriado, ramificado e azul-esverdeado. As flores são muito pequenas, fortemente aromáticas e amarelas, dispostas em umbelas, desabrochando em meados do verão.

    Clima temperado até 600 metros de altitude. Deve ser protegida dos ventos, mas deve ser plantada em local arejado e ensolarado.

    Solo bem drenado, argilo-arenosos, levemente ácidos; pulgões costumam atacar; companheiro do repolho e alface, mas não aceita cenouras por perto;espaçamento de 15 a 40 cm entre plantas e 30 a 90 cm entre fileiras.

    Semeadura vai de agosto a novembro.
    Folhas estão boas para corte de 4 a 6 semanas após a semeadura, com as plantas entre 20 e 30 cm de altura. As flores para se obter as sementes devem ser colhidas quando os frutos se apresentarem castanhos. Não deve ser plantado perto do funcho, pois se hibridam com facilidade.

    Propriedades medicinais: Usado em dietas sem sal pois é rico em sais minerais; combate flatulências, aumenta leite das mães, é um sonífero natural. aplicado em compressas alivia inflamações oculares.

    Fervido em azeite e colocado sobre furúnculos quente, alivia a dor amadurecendo-os. Bom para a digestão e para o fígado. Combate cólicas intestinais.
    * Infuso - 2 gs de sementes em 100 ml de água por 10 minutos. Tomar 3 vezes ao dia depois das refeições.

    * Macerado - 4 gs em 100 ml de vinho branco por 5 dias. Filtrar e tomar como infuso. Para cólicas de nenês – chá com 2 colher de chá de sementes em infusão de 200 ml de água por 15 minutos. Adoce com mel.

    Como propriedade cosmética ela é usada para clarear a pele, endurecer as unhas e perfumar o hálito.

    Uso caseiro: Fazer com a flor saquinhos para gavetas (espanta traças), almofadas e poutporris. O infuso das flores esfregado no couro cabeludo livra-o de parasitas; alguns veterinários também utilizam para destruir piolhos e outros parasitas. Moscas e mosquitos também não gostam do seu cheiro, poutpourris com lavanda afastam os insetos.

    Uso culinário: sopas, peixes, conservas, legumes, tortas de maçã, pastéis e frangos, manteiga, saladas de batata, queijo-creme, ovos, salmão, carne grelhada, maionese, legumes suaves, molhos para peixes, picles, bolos e pães(sementes); usar as flores para pôr em conservas de pepino e couve flor. Molho de iogurte para temperar salada de pepino fica excelente com aneto.

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    capuchinhas
    Se você não dispõe de espaço para ter sua pequena horta, que tal cultivá-la em sua varanda ou mesmo na sua área de serviço ou no seu jardim? Melhor ainda se for em vasos, pois estarão literalmente ao alcance das mãos, a qualquer momento. Para isso, basta que você reserve um local que receba, pelo menos, uma boa dose de luz solar todos os dias. O solo pode ser o mesmo para todas as espécies sendo formado por partes iguais de terra comum de jardim e areia, acrescidas de uma a duas colheres de húmus de minhoca uma vez por mês. Regue apenas uma vez por dia e, de preferência, à tarde. Nunca quando o sol estiver forte.

    Veja agora alguns temperos, que não podem faltar em casa.

    Orégano
    O Orégano gosta de luminosidade e é perene (seca no inverno e rebrota no verão).

    Capuchinha
    Pode ser plantada em lugar que receba bastante sol.

    Hortelã
    Gosta de luminosidade e é perene (seca no inverno e rebrota no verão).

    Sálvia
    Gosta de luminosidade, é perene (seca no inverno e rebrota no verão). Deve ser replantada após três ou quatro anos. Uma particularidade dessa planta quanto ao cultivo é que ela prefere solos mais pobres em matéria orgânica. Por isso, utilize apenas o húmus de minhoca a cada 90 dias e tome muito cuidado com as regas. A sálvia detesta encharcamento.

    Salsa
    A Salsa é bianual (tem ciclo de vida de duas estações) e gosta de luminosidade. No jardim, pode ser plantada próxima a roseiras para acentuar o aroma das rosas.

    Manjerona
    A Manjerona gosta de luminosidade e é perene

    Cebolinha
    Pode ser plantada o ano todo. A cebolinha gosta de muita luminosidade e é perene (seca no inverno e rebrota no verão). Hortaliça de folhas fistulosas que em geral se planta por divisão de touceira, mas que também se planta de sementes ou bulbo.

    Manjericão
    O Manjericão é anual (dura apenas uma estação) e gosta de luminosidade, no entanto tome cuidado com o excesso de sol que pode queimar as folhas.

    Alecrim
    O Alecrim gosta de muita luminosidade e é perene (seca no inverno e rebrota no verão).

    Tomilho: O Tomilho gosta de luminosidade e é perene (seca no inverno e rebrota no verão).

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    ervas culinárias

    Temperos, perfumes, chás revigorantes e remédios calmantes são algumas das maneiras de empregar as ervas de cultivo doméstico – plantas em geral mais utilizadas pelos sabores, aromas ou propriedades medicinais.

    Se suas plantas estiverem dispostas de modo que você possa sentar-se perto delas, vai desfrutá-las com um prazer para todos os sentidos.

    O tamanho do jardim não é muito importante para o cultivo das ervas. Mas é grande o prazer de usar aquelas que foram cultivadas por você mesmo, em sua própria casa, com apenas algumas espécies reunidas numa bacia, jardineira, no peitoril da janela ou plantadas entre os canteiros de flores de seu jardim.

    Cultivando Ervas em Recipientes
    A maioria das ervas pode ser cultivada em recipientes menores. Se o que estiver usando for um vaso, ele deve ter de um terço a metade da altura da planta.

    Uma mistura adequada para colocar plantas em vaso é constituída de partes iguais de terra vegetal esterilizada e areia grossa. Se possível, acrescente um pouco de estrume bem curtido.

    Atrás de uma vidraça ensolarada, a maioria das ervas cresce no verão quase tão bem dentro de casa quanto do lado de fora.

    As condições ideais são: temperatura do ar de 10°C a 25°C, luz solar durante no mínimo cinco horas diárias e umidade de aproximadamente 50%. Um pouco de exposição ao ar fresco, sem vento, também é ótimo para as plantas.

    Uma janela voltada para o norte é o ideal, mas as que dão para o leste ou oeste devem fornecer luz solar adequada.
    Se as folhas ficarem pálidas, murchas e fracas, significa que não estão recebendo luz suficiente.

    Para contrabalançar a secura do aquecimento no inverno, ponha os vasos sobre seixos, dispostos numa bandeja de metal ou plástico cheia de água junto ao fundo dos vasos; ou então borrife as plantas pelo menos uma ou duas vezes por dia.

    Verifique se há pragas; as plantas dentro de casa são mais suscetíveis.
    Se encontrar alguma, lave as plantas com delicadeza: as menores de cabeça pra baixo, na pia da cozinha, e as maiores no chuveiro.
    Você também pode lavá-las ou pulverizá-las com uma mistura de água e detergente (use uma colher de chá para cada xícara de água), enxagüando em seguida.

    Outra pulverização eficaz é uma mistura de oito a dez dentes de alho cortados em lascas finas com uma colher de chá de pimenta seca, deixada numa infusão em duas xícaras de água fervente.
    Coe a solução com um pano e misture a ela duas colheres de sopa de detergente líquido.
    Aplique durante alguns dias até a praga desaparecer.

    Cuidados Básicos
    A principal necessidade da maioria das ervas é o sol, uma exposição direta, diária, de no mínimo cinco horas. Sem isso, elas crescem fracas e com pouco sabor.
    Se não puder oferecer-lhes a quantidade suficiente de luz solar, talvez seja melhor cultivar algumas ervas que toleram bem a sombra parcial, como a hortelã-pimenta, a erva-cidreira, a borragem e a salsa.

    A maioria das ervas também precisa de um solo bem drenado. Plante-as em terrenos inclinados ou posicione os canteiros em um plano mais alto, cercando-os com tijolos, pedras ou blocos de concreto. Tais canteiros conservam o jardim de ervas mais limpo e fácil de cuidar.

    Para preparar o solo, cave bem fundo, no mínimo 30 cm.
    Se o solo for duro, ou tiver grande porcentagem de argila, coloque também várias pás de material orgânico, como adubo, húmus de folhas ou estrume curtido, além de um pouco de areia grossa para melhorar a drenagem.
    As ervas em geral preferem um solo neutro ou levemente alcalino.
    Depois de preparar o solo com esses materiais, verifique com um kit de teste, disponível em centros ou lojas de jardinagem, o equilíbrio ácido e alcalino. Se a acidez for superior a 7,5 na escala pH, aplique uma leve camada de cal.

    Estocando Plantas para o Jardim de Ervas
    A forma mais econômica de cultivar ervas é a partir de sementes, mas isso exige grande paciência e, em geral, produz mais mudas que se precisa.
    Ervas de crescimento lento, como orégano, tomilho, salsa, hortelã e cebolinho podem ser plantadas dentro de casa, num período de um mês e meio a dois, antes de serem colocadas do lado de fora, ou, nas regiões frias, antes da última geada.
    Outras espécies não devem ser cultivadas em interiores além do tempo de aproximadamente um mês.

    Prepare as bandejas de sementes ou vasos com terra tratada, esterilizada e já misturadas com perlita.
    Plante as sementes, cubra-as com plástico e ponha-as num lugar aquecido com luz fraca. Devem ser conservadas úmidas até germinar.
    Se a terra secar, pulverize-a com um regador, ou coloque o recipiente em água morna até que a parte de cima apresente gotas de condensação.
    Assim que os brotos aparecerem, remova o plástico e ponha as mudas num local claro, mas não sob sol. Só as exponha a pleno sol quando brotarem as primeiras folhas verdadeiras, isto é, o segundo par.
    Certifique-se de que haja boa ventilação no local escolhido, para evitar que apodreçam devido ao excesso de umidade.

    Antes que as mudas se tornem finas e compridas, é preciso fortalecê-las, aclimatá-las gradualmente à exposição ao ar livre. Isso deve ser feito quando a temperatura estiver suficientemente amena para plantá-las no jardim.
    Você pode pôr as mudas do lado de fora num lugar abrigado ou debaixo de uma tela, protegendo-as do sol quente ou das noites frias, ou do lado de fora durante o dia e dentro de casa à noite.
    As mudas devem ser transplantadas para o jardim em dias frescos ou nublados.

    Salsa, aneto, camomila e anis não são transplantados com facilidade.
    Se você os semeou dentro de casa, ponha-os em pequenos recipientes de onde possam ser transplantados sem ferir as raízes; ou então ponha as sementes na terra, no lugar em que quer que cresçam, depois de passado todo o perigo do inverno.

    Prepare uma sementeira para ser posta do lado de fora com terra fina e enriquecida com adubo. Espalhe as sementes com parcimônia em fileiras. Cubra-as de terra fina com cerca de duas vezes o diâmetro das sementes.
    Conserve-as úmidas até germinarem e ficarem firmes. Desbaste as mudas quando tiverem mais ou menos 3 cm de altura.

    Manutenção de um Jardim de Ervas
    As ervas demandam menos cuidados, mas você deve transplantá-las e remover do jardim os espécimes doentes e as ervas daninhas. Num jardim pequeno, é possível controlar de maneira eficaz as ervas daninhas, revolvendo de vez em quando a terra em volta das plantas. Num jardim maior, a cobertura com palha é a opção mais prática.

    Ao redor de plantas que preferem solo rico, úmido (por exemplo, manjericão, aneto, cerefólio, cebolinho, hortelã e segurelha), use uma camada fina de cobertura orgânica leve, como folhas mortas, mofo de folha, aparas de madeira, lascas de casca de pinheiro ou adubo. Cascalho pequeno é melhor para as ervas que requerem um solo mais seco e menos rico (alfazema, alecrim e tomilho, por exemplo).

    A não ser que o clima seja muito seco, regue apenas as ervas que gostam de umidade, como o hortelã, o manjericão, o cebolinho e qualquer outra plantada em pequenos recipientes.

    Muitas ervas de uso culinário perdem o auge do sabor logo após a floração, e as anuais começam a fenecer nessa fase. Fique atento para colher botões em florescimento e hastes das ervas comestíveis antes de as sementes se desenvolverem.

    Embora a maioria das ervas seja razoavelmente resistente às pragas, algumas são sensíveis a fungos, ferrugem ou ácaros, e outras “adoradas” por lagartas. Você pode aproveitar as qualidades repelentes naturais de certas ervas para produzir seu próprio borrifador não-venenoso e usá-lo nas plantas contaminadas.

    Colha algumas folhas de ervas que parecem nunca ser atingidas por pragas – por exemplo hortelã-verde ou arruda. Depois, despeje água fervente sobre as folhas (três partes de água para uma de ervas) e deixe em infusão durante 15 minutos.
    Quando esfriar, coe a mistura em pano fino e pulverize as plantas contaminadas. Repita o processo uma vez por semana e depois da chuva, usando a cada vez uma nova fervura da mistura.

    Alecrim e cidrão são ervas perenes mas que toleram apenas leves geadas. Se o inverno na sua região é muito frio, você terá de pôr as plantas em lugares cobertos durante esse período.
    Talvez seja melhor deixá-las no vaso, em vez de replantá-las a cada estação.

    Para preparar outras ervas perenes para um inverno mais frio, cubra-as bem com uma camada grossa de folhas, palha ou gravetos. Não remova a cobertura até passar tudo perigo de geada.

    Na primavera, dê uma olhada embaixo da cobertura. Se achar que as novas plantas estão ficando amareladas, descubra-as nos dias ensolarados e cubra-as nas noites mais frias.
    As ervas de folhas prateadas, em particular, tendem a apodrecer quando as condições atmosféricas desfavoráveis, combinadas com a cobertura, retêm excesso de umidade em volta delas. Isso pode ocorrer mesmo em regiões de inverno ameno, onde o orvalho forte da noite ou a chuva causam umidade freqüente.

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    Tanacetum vulgare

    A Tanacetum vulgare também é conhecida pelos nomes de cantiga-de-mulata, tanaceto, atanásia, erva-de-São-Marcos, entre outros. É  uma erva medicinal encontrada na Europa, América do Norte e América do Sul em abundância.

    Cultivo
    Clima:
    Clima temperado. É sensível a seca.
    Luminosidade: Sol pleno.
    Solo: Arenoso, mas bem drenado.
    Propagação: Sementes e divisão de raízes.

    Composição:
    A cantiga de mulata é uma planta medicinal herbácea perene muito robusta. Possui um talo ereto cerca de 1 m . As folhas são apinhadas com inúmeros folíolos profundamente dentados, com uma cor verde escuro e de aroma forte. As flores são pequenas de cor amarelo dourado agrupadas em capítulos formando um corimbo denso e aplanado. O verão é a altura ideal para florescerem.

    Indicações Terapêuticas
    É usada principalmente contra parasitas, e também para hemorróidas, pois é tóxica a vermes intestinais.

    A infusão das suas flores é usada como um antihelmintico recomendado contra a àscaris e os oxiuros.

    Na sua aplicação externa, o seu azeite é usado para combater o reumatismo.

    Outras propriedades
    Perturbações gástricas, lavar feridas, asma, tosse, bronquite, histeria, problemas nos rins, afecções nervosas, problemas  menstruais, flatulência, gota, e epilepsia.

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    hortelã
    Ao iniciar o cultivo de ervas medicinais, você deve atentar para as necessidades dessas plantas e providenciar um local adequado para elas. Para plantá-las em canteiros é preciso avaliar as qualidades do solo e a luminosidade do local. Em interiores, você precisa se preocupar também com o tipo de recipientes.

    Solo: De modo geral, as ervas apreciam solos fofos e bem drenados. Os de consistência sílico-argilosa são ideais para os canteiros, mas convém que você acrescente um pouco de farinha de ossos, a fim de torná-los mais férteis. Se você for plantar em vasos, Use a mistura clássica com partes iguais de terra, areia e composto orgânico. Para garantir boa drenagem, coloque uma camada de pedrinhas no fundo do vaso.

    Regas: O excesso de água é um dos principais inimigos das ervas medicinais. Por isso, as regas precisam ser feitas com cuidado. Aplique-as com o auxílio de um regador de crivo fino e nunca use mangueira. Quando for regar plantas de vaso, molhe até a água começar a sair pelo buraco de drenagem. Se o vaso estiver em interiores, disponha um recipiente para captar o excesso de água e retire-a quando parar de pingar. Você também pode regar os vasos deixando-os sobre uma vasilha rasa com água (prato ou bandeja). Aos poucos, a água do recipiente vai se infiltrando pelo buraco de drenagem, e cerca de uma hora depois o vaso já estará úmido. Você pode perceber isso pela coloração da terra na superfície: ela se torna mais escura quando úmida.

    Luminosidade: A maior parte das ervas precisa receber mais de cinco horas de sol direto por dia. Mas algumas, como a hortelã e a erva-cidreira, crescerão bem num local sem luz direta, desde que bem iluminado. Uma janela ensolarada, em geral, é suficiente para cultivá-las. Caso a luminosidade proporcionada pela janela seja pouca, procure completá-la com a utilização de luz artificial. Para isso, basta providenciar uma lâmpada focal (spot). Para locais pouco iluminados naturalmente, o uso de lâmpadas fluorescentes especiais para o cultivo de plantas pode ser a solução. é necessário, no entanto, que você acople a um refletor as lâmpadas que serão utilizadas, a fim de que a luz não se disperse. Se deixadas a uma distância de 30 a 40 cm dessas lâmpadas, as ervas precisarão de 14 a 16 horas de luz e de 8 a 10 horas de escuridão para se desenvolverem bem. Com um pouquinho de prática, você descobrirá quando suas plantas precisarão de mais ou de menos luz.

    Temperatura e umidade do ar: As ervas crescerão satisfatoriamente numa atmosfera interna semelhante é ideal para os seres humanos: nem muito seca, nem muito úmida. A umidade relativa do ar deve ser mantida entre 30 e 50%. Se ela for inferior, coloque uma bandeja com uma camada de pedrinhas sob o vaso, e encha de água. A evaporação dessa água dará à planta a umidade de que ela necessita. As temperaturas noturnas baixas não são propícias às ervas. Mas isso não chega a ser problema no Brasil, com exceção da região sul, onde ocasionalmente ocorrem geadas.

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    Camomila

    Nomes Populares: camomila, maçanilha, camomila-vulgar, camomila-romana, entre outros.
    Origem: Originária da Europa, chegou ao Brasil pela mão dos imigrantes há mais de um século..

    Planta herbácea perene de altura em torno de 0,50 m, com folhas recortadas na cor verde-clara, e as flores em pequenos capítulos brancos, solitárias em longo pedúnculo floral. Os frutos que se seguem são pequenos aquênios. Floresce mais nas estações quentes do ano. Pode ser cultivada em todo o país.

    Cultivo caseiro da camomila
    Em cultivo caseiro, coloca-se as sementes em caixotes com terra peneirada com areia, na proporção de 1:1, umedecendo com jato de água fino.
    Colocar a semente com espaçamento de 3 cm e peneirar terra seca por cima.
    Colocar um plástico por cima do caixote para manter a umidade.

    Após a emergência retirar o plástico mas manter a umidade, até que a planta tenha 10 cm de altura, quando poderá ser transplantada para vasos ou canteiro.

    Preparar a cova de plantio, colocando cerca de 1 kg de composto completo feito de adubo animal de curral e folhas e vegetais picados decompostos.
    Acomodar a muda e fechar com mais composto. Regar. Nos dias posteriores regar todos os dias em que não chover, por pelo menos uma semana, depois espaçar.

    O local de cultivo deverá ter sol pelo menos umas 4 horas, para que a planta floresça.

    Cultivo em vaso
    Se cultivar em vaso, escolher um de tamanho médio, com uns 30 cm de altura, pode ser plástico ou de cerâmica.
    Colocar no fundo cacos de vasos ou cascalho e um pouco de areia úmida para garantir a drenagem.
    Colocar o composto usado também para o canteiro, acomodar a muda e completar.
    Regar. Assim acomoda a terra em torno do torrão e permite que as raízes entrem em contato com os nutrientes ali presentes.
    Nos primeiros dias após o plantio deixar à sombra para que a planta comece a se desenvolver, depois leve para local ensolarado.

    Quando houver a emissão de flores faça a colheita, deixando sobre papel para secar à sombra e depois estoque em vidros bem tapados e escuros.
    Somente as flores são usadas para chás, produzindo uma bebida deliciosa, refrescante e calmante para os nervos e excelente para a digestão.

    Produção comercial da Camomila

    Os solos adequados para a cultura são os argilo-arenosos, com boa fertilidade e drenagem.

    Para produzir em escala comercial, é conveniente semear em bandejas de alvéolos grandes, com o mesmo tipo de substrato descrito acima ou usando substrato inerte de casca de arroz carbonizada, mistura de areia e terra mineral comum.
    Colocar uma a duas sementes por alvéolo, umedecer o substrato e cobrir com plástico, mantendo úmido até a emergência.

    Quando notar as plantinhas, retire o plástico mas mantenha em cultivo protegido por plástico.
    Transplante para sacos quando tiver 10 cm de altura ou leve para o canteiro já pronto. Entre semeadura e transplante decorre cerca de 40 dias.

    Após a colheita a planta renovará a emissão de flores, podendo produzir por 2 anos ou mais, sendo conveniente a adubação de cobertura após cada colheita, com adubação animal de curral bem curtida misturado ao composto orgânico.

    Pode também ser semeada a lanço em canteiros preparados.
    A área deverá ser trabalhada, destorroada e nivelada, incorporando ao solo adubo animal de curral já decomposto, cerca de 3 a 5 kg/m².

    Para cultivos orgânicos é assim, do contrário poderá ainda haver a incorporação de adubo granulado NPK formulação 10-10-10 ou 20-10-10, cerca de 300 g/m².
    Isto deve ser feito pelo menos 1 semana antes do plantio.
    Caso seu plantio envolva grande área recomendamos a prévia análise de solos para corrigir acidez e falta de nutrientes.
    A cultura necessita de nitrogênio e fósforo, principalmente.

    Para semear, utilizar o espaçamento de 0,20 cm entre plantas e 0,60 cm entre linhas, para facilitar os tratos culturais de capina de inços e a colheita.
    Esta é feita cortando-se rente aos capítulos, permitindo nova emissão de flores.
    A melhor hora para colher é depois que o sereno tiver secado, para evitar que o material desenvolva fungos.

    O tratamento pós-colheita é feito colocando-se os capítulos sobre jornal à sombra para completa secagem do material.
    Depois estocar em caixas de papelão para embalar depois em sacos.

    A camomila poderá ser produzida para venda dos capítulos para varejo.
    Adquirir sacos plásticos bem transparentes, pesando o material para a unformidade do produto.

    Para quem vender no atacado os produtos são em geral comercializados em 250 ou 500 gr, mas poderá também ser feito em sacos pequenos de 150 gr.
    A etiqueta de seu produto é também o atestado de qualidade de sua produção e gera inúmeros clientes à procura de sua marca registrada.

    jardineira

    ora-pro-nóbis
    Usada como cerca viva, ornamentação e alimento, a hortaliça se desenvolve em vários tipos de solo e é pouco explorada comercialmente

    Onde se planta, nasce. Quando cresce, serve de proteção e alimento. Repleta de flores, ainda deixa o ambiente mais bonito. Por meio da hortaliça ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), a natureza oferece múltiplos benefícios ao ser humano, o que seria motivo suficiente para a escolha de seu nome popular. Mas, conta-se que assim foi batizada pelo costume de ser colhida no quintal de uma igreja, para ser preparada para o almoço, quando o padre iniciava a reza final da missa da manhã.

    Originária do continente americano, encontram-se variedades nativas dessa hortaliça perene, rústica e resistente à seca da Flórida, nos Estados Unidos, à região sudeste do Brasil. De fácil manejo e adaptação a diferentes climas e tipos de solo, produtiva e nutritiva, a ora-pro-nóbis é uma boa alternativa para produtores iniciantes no cultivo de hortaliças.

    Ela pertence à família das cactáceas. Na idade adulta, sua estrutura em forma de arbusto torna-se uma excelente cerca viva, tanto para ser usada como quebra-vento quanto como barreira contra predadores. A existência de espinhos pontiagudos nos ramos inibe o avanço de invasores.

    Rústica, a espécie pode ser cultivada em diversos tipos de solos

    Perfumadas, pequenas, brancas com miolo alaranjado e ricas em pólen e néctar, as flores brotam na ora-pro-nóbis de janeiro a abril. De junho a julho, ocorre a produção de frutos em bagas amarelas e redondas. A generosa e bela floração é um ornamento ao ambiente, ideal para decoração natural de propriedades rurais, como chácaras, sítios e fazendas. A ora-pro-nóbis também pode ser plantada em quintais e jardins de residências. As folhas são a parte comestível da planta. Secas e moídas, elas são usadas em diferentes receitas, especialmente em sopas, omeletes, tortas e refogados. Muita gente prefere consumir as folhas cruas em saladas, acompanhando o prato principal. Outros as usam como mistura para enriquecer farinha, massas e pães em geral. Galinha caipira com ora-pro-nóbis é prato tradicional da culinária mineira. É servido cotidianamente nas cidades históricas do estado, como Diamantina, Tiradentes, São João Del Rey e Sabará, onde anualmente há um festival da hortaliça.

    In natura ou misturada na ração, animais também aproveitam os benefícios das folhas da ora-pro-nóbis. Elas estão entre as que possuem maior teor de proteína, com algumas variedades chegando a mais de 25% da matéria seca. Na medicina popular, elas são indicadas para aliviar processos inflamatórios e na recuperação da pele em casos de queimadura.

    Solo: qualquer tipo
    Clima: tropical e subtropical
    Área mínima: pode ser plantada em jardins e quintais
    Colheita: a partir de 3 meses após o plantio
    Custo: órgãos de extensão rural do município podem fornecer estacas

    Mãos à Obra
    Início -
    A variedade mais indicada para cultivo com fins comerciais é a que produz flores brancas. Elas podem ser fornecidas por órgãos de extensão rural ou em feiras de produtores.

    Plantio - Sua rusticidade permite que seja cultivada em diversos tipos de solo, inclusive não exige que eles sejam férteis. A ora-pro-nóbis também se desenvolve em ambientes com incidência de sol ou meia–sombra. Inicie o plantio no começo do período das chuvas. A hortaliça é resistente à seca, mas o acesso à água nessa fase do cultivo estimula o crescimento dos ramos.

    Propagação - A ora-pro-nóbis é propagada por meio de estacas. Para conseguir melhor pegamento das mudas, use a região localizada entre as partes mais tenras e as mais lenhosas da haste. Corte cada estaca com 20 cm de comprimento e enterre um terço dele em substrato composto por uma parte de terra de subsolo e outra de esterco curtido. Após o enraizamento, transplante as mudas para o local definitivo.

    Espaçamento – Varia de acordo com a finalidade do cultivo. A ora–pro-nóbis pode ser usada como cerca viva, ornamentação e para consumo das folhas. Se a prioridade for o alimento, pode-se adensar o espaçamento, deixando de 1 a 1,30 m entre fileiras e de 40 a 60 cem entre plantas. Mas as folhas podem ser consumidas em qualquer caso, mesmo se a destinação tiver fins ornamentais ou a construção de cerca viva.

    Cuidados - Embora seja pouco exigente em adubações, mantenha bom nível de matéria orgânica no solo para um pleno desenvolvimento das plantas e boa produção de folhas. Faça manutenção a cada dois meses e execute podas dos ramos a cada 75 a 90 dias na estação chuvosa e a cada 90 a 100 dias na estação seca, quando a planta deve ser irrigada.

    Produção -
    A partir de três meses após o plantio, pode ser iniciada a colheita das folhas da ora-pro–nóbis – após a poda dos galhos. As folhas devem apresentar de 7 a 10 cm de comprimento. Coloque luvas para a hora da coleta, a fim de evitar ferimentos pelos espinhos. Em geral, cada corte rende entre 2.500 e 5.000 kg de folhas por hectare, variação que ocorre de acordo com a condução e a época de desenvolvimento da cultura.

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