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  • Archive for the ‘Hortas e Medicinais’ category

    erva carpinteiro
    Também chamada mil-em-rama, mil-folhas, mil-folhada, erva–dos-cortadores, erva-dos-golpes, erva-dos-militares ou erva-dos–soldados, a erva-carpinteiro ou erva-dos-carpinteiros, que na França é conhecida também sob o nome de pestana-de-vênus, é uma planta composta, silvestre, muito comum ao longo dos caminhos. Suas flores brancas ou rosadas são dispostas em corimbos, em forma tubular no centro e como linguetas em redor dos capítulos. As folhas, como o nome indica, são profusamente divididas, o que dá a ilusão de serem múltiplas. As diversas partes da planta, flores e raízes exalam um odor alcanforado muito aromático, com sabor amargo e adstringente. Ê um bom tônico, excitante e diurético. A infusão preparada com 25 a 30 g da planta, por litro de água, é empregada nos casos de regras difíceis e na debilidade geral. É recomendada igualmente contra as doenças dos nervos.

    O cultivo da erva-carpinteiro
    As sementes da erva-carpinteiro crescem facilmente e prosperam na maioria dos solos pobres, com exceção do solo encharcado. O excesso de estrume, fertilizantes ou sombra pode fazer com que as hastes da planta se desenvolvam fracas. Deve ser cultivada em sol pleno, onde ela melhor se desenvolve, solo ligeiramente ácido, embora algumas espécies prefiram um pH de solo mais alto.

    A planta floresce todo o Verão e Outono. Para garantir a continuação das flores é necessário remover as flores semimortas. A erva-carpinteiro é capaz de atrair muitas espécies de borboletas ao jardim, juntamente com algumas espécies de joaninhas. A erva-carpinteira se descartada em uma pilha de compostagem acelera a decomposição. Quando ela é cultivada, ajuda as plantas em volta a ficarem mais resistentes à doenças e pragas.

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    Melissa

    Nome científico: Melissa officinalis L.
    Nome comum: melissa; erva-cidreira verdadeira, cidrilha e melitéia.

    Planta perene, pertencente a família das Labiadas. Nativa em Portugal e na Ilha da Madeira, sendo também encontrada em áreas submontanhosas do sul e centro da Europa, na região do Mar Mediterrâneo, na Ásia e norte da África, na Espanha e na Itália. É típica de climas temperados, mas quentes.

    Os caules, ramificados a partir da base, formam touceiras. As folhas são de um verde intenso na parte superior e verde-claro na parte inferior. As flores, quando surgem, são brancas ou amareladas, podendo se tornar rosadas com o passar do tempo. Toda a planta emana um odor semelhante ao do limão, que se torna mais intenso depois que a planta seca. Sempre se acreditou nos poderes calmantes da melissa. Acredita-se que a melissa apresenta inúmeras propriedades medicinais: é usada para diminuir gases e cólicas, estimula a transpiração, é calmante, sedativa, digestiva, age contra a insônia, enxaqueca, tensão nervosa, ansiedade e ajuda nos casos de traumatismo emocional.
    Suas folhas medem de 5 a 8 cm de comprimento, são pecioladas, opostas, ovais, com nervuras bem salientes, coloração verde-escura na face superior e verde-clara na inferior.

    Floração: ocorre entre a primavera e o verão.

    A melissa não deve ser confundida com o capim chamado erva-cidreira ou capim -limão ou ainda capim-cidreira. Também não deve ser confundida com a chamada melissa-bastarda, planta muito semelhante à melissa. Sua finalidade é para uso aromático e medicinal.

    Partes da planta utilizadas
    Uso medicinal: sumidades floridas e as folhas. As propriedades medicinais se devem ao óleo essencial e outras substâncias.

    Cultivo
    Clima:
    deve ter seu plantio renovado a cada quatro anos em climas com temperaturas médias de 20 0C. Necessita de luz plena ou sombreamento parcial. É sensível a geadas.

    Plantio: por sementes, divisão das touceiras e por estaquia. A propagação por sementes pode ser feita em sementeiras para obtenção de mudas ou no local definitivo da cultura. As sementes devem ser plantadas bem próximas à superfície do solo. As mudas devem ser transplantadas quando atingirem a altura de 10 cm.

    Espaçamento: entre fileiras, utiliza-se geralmente espaço mínimo de 50 a 60 cm; e entre uma planta e outra na mesma linha, distância mínima de 40 cm.

    Solo: a melissa se desenvolve melhor em solos férteis, ricos em matéria orgânica, com boa umidade e profundos.

    Preparo e adubação do solo: o preparo consiste em aração e gradagem. Quanto a adubação química e calagem, a recomendação é feita tendo-se por base o resultado de análise do solo. Como fonte de matéria orgânica pode-se adicionar ao solo, esterco curtido na proporção de 20 a 30 toneladas por hectare.

    Tratos culturais: realizar o controle das plantas daninhas; irrigar e drenar o solo sempre que necessário.

    Multiplica-se por meio de sementes, divisão de touceiras ou por estaquia. A divisão de touceiras deve ser feita de preferência na primavera e, no momento do plantio, as partes retiradas da planta-mãe devem ser enterradas com cerca de 5 cm de profundidade. Na divisão de cada planta, deve-se dividir também o rizoma. Em geral, a planta necessita de muita luz solar, mas deve-se evitar o excesso de calor.

    A melissa pode se desenvolver também em locais parcialmente sombreados, protegidos contra geadas e frio excessivo. Para ter sucesso no cultivo, recomenda-se usar solos ricos em matéria orgânica, com boa umidade, porém drenados e sem encharcamentos. A adubação, com fertilizantes como esterco curtido ou composto orgânico, deve ser repetida a cada ano.

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    hortelã

    A hortelã, ou Mentha spicata, é uma das espécies de plantas mais famosas do gênero Mentha no Brasil, isso graças ao fato que esta planta combina uma enorme facilidade de cultivo com grande utilidade para o ser humano.

    Utiliza-se da hortelã para a produção de chás com propriedades medicinais, que além de ajudarem no tratamento de doenças intestinais e respiratórias, possuem um excelente sabor refrescante, o que é um grande benefício quando é necessário fazer com que crianças tomem a bebida.

    Além das suas utilidades na elaboração de diversos chás e aromas benéficos à saúde, a hortelã pode ser utilizado na culinária, servindo de tempero para carnes e sopas, principalmente em pratos de origem árabe, como o quibe cru.

    Onde e Como Plantar
    Esta é uma planta muito resistente à variação térmica e que necessita de pouco espaço para ser cultivada, dois fatores que facilitam muito a escolha de um local para plantá-la. Normalmente utiliza-se pequenas jardineiras ou cantos livres do jardim debaixo da sombra de outras árvores para o cultivo da hortelã.

    Quanto ao solo, devemos enriquecê-lo de nitrogênio para que esta herbácea cresça mais rapidamente, o que pode ser feito através da adição periódica de adubo orgânico ao solo.

    Como Cuidar
    Não é necessário muito trabalho para cultivar hortelã, apenas evite deixar o solo se ressecar, uma vez que esta planta não sobrevive à estiagem, e mantenha as moitas sempre limpas, removendo folhas mortas ou outras sujeiras que podem abafar a hortelã e favorecer o aparecimento de doenças. Para utilizar a planta, basta colher as folhas que estiverem “maduras”, isso é, grandes e verdes.

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    endro

    Endro – ((Anethum graveolens)
    O endro é uma erva anual com folhas finas e delicadas, semelhantes às da erva doce. As folhinhas frescas são ótimas para condimentar queijos, ricota e carnes grelhadas, enquanto as sementes são mais usadas para carnes e legumes cozidos, principalmente repolho, beterraba e couve-flor. Gosta de muito sol, mas precisa ficar protegido do vento. Seu cultivo é fácil, a partir de sementes, que devem ser plantadas a 0,5 cm de profundidade. Quando as mudinhas atingirem uns 5 cm, arranque as que estão muito próximas, deixando pelo menos 20 cm de espaço entre cada uma. As plantinhas removidas podem ser plantadas em outro vaso.

    hortelã

    Hortelã – (Mentha Spicata)
    Você pode escolher entre várias espécies de hortelã, mas as mais comuns são a Mentha crispa, com folhas verdes escuras e crespas, num tom de verde mais claro e com folhas lisas. Todas são viçosas e perfumadas e usadas para temperar quibes, saladas, carnes de peixe e carneiro, aromatizar sucos e sobremesas, como sorvetes, pudins e gelatinas. Crescem bem em ambientes ensolarados, mas toleram bem um leve sombreado. No início da primavera, renove a terra dos vasos e aproveite para desfazer o emaranhado das raízes e podá-las, se for necessário. Esta época é boa também para se fazer novas mudas, através de estacas de galhos.

    louro

    Louro – (Laurus nobilis)
    Usado para condimentar peixes, cozidos e carnes assadas, o popular louro é a folha de uma árvore bonita, e resistente. Mesmo assim, você pode ter uma simpática mudinha perfumando sua cozinha. E só plantar uma estaca de galho ou conseguir uma mudinha de uns 30 ou 40 cm de altura, que pode ser plantada em um vaso de 20 ou 30 cm de diâmetro. Depois, anualmente, renove o solo do vaso e aproveite para verificar se as raízes ainda não estão muito apertadas. Se o vaso estiver pequeno, você pode mudar para outro recipiente maior, ou então, podar um pouco as raízes, limitando assim o crescimento da planta. Use sempre solo rico em matéria orgânica e deixe o vaso em ambiente bem iluminado, que receba sol direto.

    Manjericão2

    Manjericão – (Ocimum basilicum)
    Há várias espécies, com folhas mais largas ou delicadas, todas da família dos Ocimum. O manjericão é conhecido também como alfavaca e basílico, e suas folhinhas são usadas em peixes, carnes e molhos. Pode atingir de 40 a 60 cm. de altura, por isso deve ser plantado em um vasinho de uns 20 cm de diâmetro. Necessita de bastante sol e, se começar a crescer muito, você deve podar alguns ramos para ativar novas brotações e obter uma plantinha mais cheia. Faça novas mudas por estacas de galhos, mas se preferir sementeiras, aproveite as resultantes da floração, que ocorre na primavera e no verão.

    orégano
    Orégano – (Arigamum virens)
    Conhecido também como orégão, é uma erva originária do Mediterrâneo, muito usada em peixes, carnes, saladas, molhos e suco de tomate. Gosta de ambientes ensolarados e solo leve e arenoso, com boa drenagem. As folhas e pontas de galhos podem ser cortadas para serem usadas fresquinhas, e logo vão surgir novos brotos, que vão deixar a plantinha ainda mais densa e decorativa. Não se esqueça de renovar o solo do vaso anualmente, com uma mistura nova e nutritiva.

    salsa

    Salsa – (Petroselinum sativum)
    Originária da Europa, a salsa ou salsinha é uma plantinha simpática, com folhas bipartidas ou crespas, mas sempre muito aromática. É bastante popular no Brasil e entra na composição de inúmeras receitas salgadas, como carnes, sopas, bolos e saladas. Seu cultivo é muito simples: basta semear num pequeno vaso e deixar junto a uma janela iluminada. Em pouco tempo, você terá uma linda plantinha e ramos fresquinhos para dar um sabor todo especial às suas receitas.

    sálvia

    Salvia – (Salvia officinalis)
    Em vasos, a sálvia chega a atingir 30 ou 40 cm de altura, sempre bonita com suas folhas alongadas e meio cinzas. É usado para temperar peixes, carnes, queijo fundido e em cozidos, substituindo o louro. Exige muito sol e pode ser multiplicada facilmente através de estacas de galhos.

    tomilho

    Tomilho – (Thymus vulgaris)
    Conhecido também como timo, pode ser salpicado em qualquer prato à base de peixe, esfregado em carnes, antes de levá-las ao forno, e misturado em queijos e requeijões. Atinge de 10 a 30 cm de altura, e tem os ramos aveludados, que normalmente só começam a ser colhidos depois que a planta atinge dois anos. Para crescer bem, necessita de bastante sol e de um solo leve e arenoso.

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    horta

    As plantas precisam de luz para fazer a fotossíntese, sobreviver, e crescer. Por isso, é essencial reservarmos um local bem iluminado para as nossas plantas. De preferência, deixe a sua horta em um local com sol direto em pelo menos parte do dia. Em apartamentos, as sacadas e a área de serviço costumam ser bons locais.

    Devo usar um vaso de jardineira, redondo, quadrado?
    Escolha o que melhor se adequar ao seu local, não há regras. Mas temos algumas recomendações básicas:
    - Os vasos devem possuir drenos (furos embaixo) para o excesso de água escorrer.
    - Vasos mais baixos secam mais rapidamente. Prefira vasos de 10 ou mais centímetros de altura.

    Para hortas em vasos, geralmente as ervas aromáticas, bem como as medicinais, são as melhores opções, pois precisamos de pequenas quantidades por vez e geralmente produzem constantemente.

    Algumas sugestões: Cebolinha, salsinha, manjericão, manjerona, hortelã, erva-doce, erva-cidreira etc.

    É mais fácil plantarmos através de mudas prontas ou estacas de ramos do que por sementes. Portanto, prefira as plantas que se encontram disponíveis na sua região. Muitas ervas podem ser reproduzidas por pequenos ramos, que podem ser retirados dos maços que compramos em supermercados, ou dos jardins das vizinhanças. Exemplos disso são a hortelã, o manjericão e a cebolinha.

    Montar a sua mini-horta em vasos é fácil, basta seguir as etapas a seguir:
    - Coloque um material de drenagem no vaso, podendo ele ser argila expandida, pedra britada, ou mesmo pedaços pequenos de telhas. Cubra totalmente os drenos do fundo do vaso, para evitar que eles entupam

    - Adicione o substrato deixando a altura da muda (no caso do plantio de mudas), ou complete o vaso (no caso de estacas ou sementes). O substrato pode ser composto de terra com húmus ou mesmo de terra vegetal pura (comprada em lojas).

    - Muitas ervas podem ser reproduzidas através dos ramos que compramos nos supermercados e feiras, como a cebolinha, a hortelã, o manjericão etc.

    Plantio
    Mudas:
    Mudas ensacadas podem ser encontradas em viveiros de mudas ou mesmo em supermercados, e são muito mais práticas para utilizarmos. Acomode a muda e complete o vaso com a terra, mantendo-a no mesmo nível da terra do saquinho.
    No caso das cebolinhas, podemos cortar os bulbos e plantarmos como mudas. Separe os bulbos de 3 em 3 e enterre a sua base.

    Plante talos: Muitas das ervas aromáticas ou medicinais podem ser reproduzidas plantando-se um pequeno talo da planta. Fazemos isso cortando um ramo de aproximadamente 10 cm, removendo a ponta (para estimular o crescimento lateral), e também removendo as folhas da base. Enterre os primeiros 4 cm.
    Pode ser usado para: Hortelã, orégano, manjericão, manjerona, erva-cidreira (verdadeira), capuchinha, babosa etc.

    Sementes: Semeie algumas sementes em pequenos sulcos cavados com o dedo. Siga a profundidade indicada na embalagem da semente, mas desconsidere o espaçamento, quando o plantio é feito em vasos. Quando as plantas alcançarem de 5 a 10 cm, arranque o excesso, mantendo somente as mudas mais vigorosas. Esse é um processo chamado desbaste.

    Algumas comumente reproduzidas por sementes: Alface, salsinha, camomila, erva-doce, agrião etc.
    Após o plantio, regue bem os vasos, e mantenha-os em um local bem iluminado. Na primeira semana, evite mantê-los sob o sol direto por muito tempo.

    Um local bem iluminado é essencial. Não deixe a sua horta em locais escuros. O ideal é que a horta receba pelo menos um pouco de sol direto, mantendo-a bem próxima de janelas. Em apartamentos, geralmente a sacada ou a área de serviço são os melhores locais.

    Regue todo dia, ou uma vez a cada dois dias, dependendo do ambiente. Mantenha o solo levemente úmido, mas não mantenha encharcado por longos períodos. Lembre-se que quanto maior o vaso, mais lentamente ele secará.

    Se desejar, adube o vaso com pequenas quantidades de húmus, adubos minerais (NPK), ou adubos líquidos. Evite exageros de adubos, já que o exagero pode levar à “queima” da planta, o que pode matá-la.

    Replante de vez em quando
    As pequenas plantas não duram pra sempre, uma hora começarão a exibir um mau aspecto. Quando isso ocorrer, você deverá replantar as mudas, utilizando o do plantio, devendo-se trocar a terra do vaso.
    Se folhas doentes aparecerem, remova as mesmas imediatamente, para que a doença não se espalhe. Se insetos atacarem, remova-os manualmente ou lave-os sob água corrente.

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    Normas gerais para a colheita
    Não se deve colher plantas medicinais enquanto estiverem molhadas de chuva ou orvalho, pois o excesso de umidade retarda a secagem e favorece a decomposição das substâncias ativas, inutilizando a planta.

    Na colheita de folhas, flores e ramos deve-se usar tesouras ou facas bem afiadas, para que o corte seja preciso e a plana não fique machucada.

    Para a colheita de raízes, rizomas e bulbos devem-se usar enxadas, enxadões ou pás.

    Para a colheita de cascas usa-se um facão ou, quando possível, a própria mão, sempre nas horas mais secas do dia.

    A colheita de frutos, vagens e sementes deve ser feita com uma tesoura ou faca afiada, ou mesmo com a mão.

    Para o transporte das ervas colhidas usam-se, de preferência, balaios e caixas bem arejados. Sacos plásticos não são recomendáveis, pois impedem a ventilação, favorecendo o aparecimento de fungos e a conseqüente inutilizarão das plantas.

    Ao serem colhidas, as plantas não devem ser dispostas em muitas camadas, para que não estraguem.

    Se o sol surgir de forma intensa durante a colheita, devem-se proteger imediatamente as plantas já colhidas, para que não se percam as substâncias mais voláteis.

    Evitar a mistura de ervas durante a colheita e antes da secagem, para que mantenham puras as suas características sutis.

    Deve-se fazer uma seleção básica durante a própria colheita, sempre que possível. Evitar, por exemplo, plantas doentes, com manchas, terra, poeira ou gases expelidos por veículos.

    Evitar colheitas na proximidade de áreas onde se usam defensivos agrícolas (herbicidas, fungicidas, inseticidas, etc.).

    Evitar lavar as plantas após a colheita, à exceção de raízes e rizomas, pois isso pode danificá-las.

    Evitar o armazenamento e o transporte das ervas colhidas junto de produtos químicos que as possam contaminar.

    Armazenar as plantas ao abrigo da luz direta, umidade e poeira, enquanto se aguarda a secagem.

    Época da colheita
    A época exata da colheita de uma planta medicinal depende diretamente dos seus ritmos vitais. Isso varia de acordo não só com a espécie, mas também com a parte da planta que se quer usar.

    Como normas gerais valem as seguintes indicações:
    Raízes, tubérculos, bulbos e rizomas
    Colhem-se no fim do ciclo da planta, quando suas partes aéreas (folhas, flores e sementes) começam a secar e antes que brotem novamente.

    Hastes, caules e ramos
    Colhem-se quando estão bem desenvolvidos, antes da formação dos botões florais, pois estes consomem parte de seus princípios ativos.

    Flores
    Colhem-se um pouco antes do seu pleno desenvolvimento, antes que comecem a definhar e produzir sementes.

    Inflorescências
    Colhem-se no início do desabrochar das flores e antes que se abram totalmente.

    Cascas
    Colhem-se da planta adulta, após seu período de floração e frutificação, quando ela entra em repouso.

    Frutos carnosos
    Colhem-se pouco antes de sua maturação completa.

    Sementes
    Colhem-se quando estão bem maduras, ao começarem a secar.

    Ervas inteiras
    Colhem-se quando já se iniciou a formação e a abertura dos botões florais, porém antes que as flores se abram totalmente.

    Hora da Colheita
    A hora em que se faz a colheita de uma planta medicinal acentua ou restringe a sua ação terapêutica.

    Geralmente o melhor período para se efetuar a colheita é pela manhã, após a evaporação total do orvalho da noite.

    Nos dias ensolarados e quentes deve-se colher no final da tarde, principalmente as plantas aromáticas, pois o excesso de calor favorece a perda de seus princípios aromáticos, facilmente voláteis.

    Nos dias nublados, porém bem secos, pode-se realizar a colheita a qualquer hora do dia, após a evaporação do orvalho.

    Algumas ervas devem ser colhidas em noites de lua, pois a energia refletida em sua luz pode acentuar certos aspectos da atuação da planta e encobrir outros.

    Natureza

    Divididos entre folhas, frutos, raízes e tubérculos existem centenas de espécies de hortaliças, porém sua grande maioria não completam seu ciclo natural. Geralmente estas hortaliças são colhidas antes mesmo da sua floração, bem ao contrário das frutas que primeiro florescem para depois frutificar.

    O que a grande maioria das pessoas não sabem é que às vezes está comendo a própria inflorescência de determinadas plantas, e também desconhecem que, se não fossem colhidas tão cedo, uma grande parceria de verduras dariam belas flores.

    Cucurbita

    Curcubita
    Esta trepadeira rústica apresenta dois grupos distintos de flores que só se abrem pela manhã. As masculinas que geralmente são em maior número, são portadoras de pólen, já as femininas com o ovário saliente, insinuam os frutos que irão nascer: abóboras.

    Arachis hypogaea

    Arachis hypogaea
    Possui um longo período de florescimento, que começa de quatro a seis semanas após seu plantio, porém, a duração de cada flor é muito curta. O botão geralmente se abre pela manhã e murcha a tarde, mesmo em tão pouco tempo é impossível de não admirar sua beleza. Seu fruto é muito apreciado por uma grande maioria. O amendoim.

    Coriandrum sativum

    Coriandrum sativum
    Muito usado na culinária baiana, a inflorescência se assemelha a um gracioso “guarda chuva”. Mas o que conta mesmo são as folhas, que dão um sabor todo especial aos pratos que utilizam peixes. É o coentro.

    Brassiva sativum

    Brassiva sativum
    O nome em português vêm do italiano “broco”, quer dizer broto. Uma alusão à parte mais apreciada da planta, seus botões florais. Excelente, aliás, quando preparados com espaguete, alho e óleo. É o brócolis.

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    jardim orgânico

    A chave para jardinagem é a flexibilidade. É preciso contar sempre com os desmandos da meteorologia, que podem levar a que um ano seja mais chuvoso e o outro quase completamente seco.

    Boas plantas, um bom solo e boas intenções são o mais importante. Nutrir as plantas em harmonia com a natureza é satisfatório e seguro – apenas precisa de alguma paciência, diligência e humor. Os seguintes dez conselhos são dirigidos a jardins orgânicos, mas podem ser aplicados a qualquer tipo de jardinagem.

    1 – Que tipo de solo é o seu?
    Testar o seu solo permite-lhe descobrir algumas coisas importantes. O solo é ácido, alcalino ou neutro? Algumas plantas preferem mais uns que os outros, mas a maioria dá-se bem num solo equilibrado com todos estes elementos. É importante saber o que possui de forma a que as suas plantas cresçam da melhor forma possível.

    2 – Não trate o solo como uma coisa sem importância.
    Mesmo os melhores solos levaram anos até ficarem da forma ideal. O que é um bom solo? São os que estão cheios de matéria orgânica como compostos, que podem ser facilmente revirados com uma forquilha, e que nutrem as plantas que ali quiser colocar.

    3 – Experimente.
    O divertimento da jardinagem é descobrir o tipo de plantas que prefere. Às vezes, uma variedade das que gosta é perfeita para o tipo de solo que dispõe. Mas não vai saber isso até que a planta cresça. Não tenha medo de falhar. Quando se tem de lidar com a Mãe Natureza, os planos podem ser facilmente alterados.

    4 – Mantenha um “kit” de primeiros socorros para o seu jardim.
    Este kit deve incluir algum arame, estacas, material para atar, sabão para plantas e fertilizante orgânico, para lhes dar um pequeno mimo extra. É também uma boa idéia antecipar possíveis pestes. Se está querendo explorar uma nova área, para onde se mudou, procure saber junto dos vizinhos que tipo de problemas eles enfrentam e esteja preparada com os repelentes que podem ajudar rapidamente as suas plantas.

    5 – Não introduza plantas doentes no seu pequeno paraíso. As plantas saudáveis têm o seu próprio sistema imunitário e podem repelir pestes.

    6 – Mantenha um bloco de apontamentos acerca das espécies que plantou.
    Além disso, coloque também o local onde as plantou. Assim vai saber sempre o que tem e o que pode esperar do seu jardim, ao mesmo tempo em que terá a certeza de que certas espécies podem, ou não, dar-se com o seu solo.

    7 – Conheça as suas plantas intimamente.
    Este é um dos grandes benefícios da jardinagem. Distraia-se a observar o seu crescimento, a olhar com atenção para as folhas à procura de possíveis problemas. Afinal é para distracção que serve cuidar de um jardim, para além do efeito belo que este possa ter.

    8 – Pratique a juntar espécies.
    Algumas plantas dão-se melhor quando são plantadas perto de outras. Algumas ervas, por exemplo, beneficiam certas plantas e vegetais, melhorando mesmo o seu sabor. Algumas flores mantêm os insetos afastados, outras atraem pássaros, borboletas e insectos benéficos que vão ajudar o jardim a livrar-se das pestes.

    9 – Mantenha a rotatividade.
    Num jardim orgânico, a rotação das plantas é essencial. A rotação num jardim de vegetais é também essencial porque alguns vegetais retiram ao solo todos os seus nutrientes, e outros colocam nutrientes nos solos. É este equilíbrio que deve alcançar. Algumas pestes montam “casa” junto das suas plantas favoritas. Mudando-as de sítio, afasta-as desses problemas.

    10 – Desfrute o seu jardim.
    Mantenha-o no tamanho certo para que o possa tratar sem stress. Não existe nada mais recompensador do que observar o crescimento das plantas. E isto se aplica a qualquer idade. As visitas diárias ao seu jardim vão dar-lhe uma sensação especial de paz.

    praia

    temperos

    Temperos, chás revigorantes e remédios calmantes são algumas das maneiras de empregar as ervas de cultivo doméstico – plantas em geral mais utilizadas pelos sabores, aromas ou propriedades medicinais.

    Se suas plantas estiverem dispostas de modo que você possa sentar-se perto delas, vai desfrutá-las com um prazer para todos os sentidos.

    O tamanho do jardim não é muito importante para o cultivo das ervas. Mas é grande o prazer de usar aquelas que foram cultivadas por você mesmo, em sua própria casa, com apenas algumas espécies reunidas numa bacia, jardineira, no peitoril da janela ou plantadas entre os canteiros de flores de seu jardim.

    Cultivar Ervas em Recipientes
    A maioria das ervas pode ser cultivada em recipientes menores. Se o que estiver usando for um vaso, ele deve ter de um terço a metade da altura da planta.

    Uma mistura adequada para colocar plantas em vaso é constituída de partes iguais de terra vegetal esterilizada e areia grossa. Se possível acrescente um pouco de estrume bem curtido.

    Atrás de uma vidraça ensolarada, a maioria das ervas cresce no verão quase tão bem dentro de casa quanto do lado de fora.

    Ter uma horta não é privilégio apenas de quem mora em casas com grandes terrenos. É completamente possível cultivar condimentos e ervas em apartamentos ou em espaços pequenos, desde que o local seja bem iluminado, apresente boas condições de irrigação e tenha solo de boa qualidade.

    Algumas espécies se adaptam melhor em canteiro, são elas: alecrim, manjericão, estragão, camomila, capuchinha, cebolinha, erva cidreira, hortelã, orégano, pimenta-dedo-de-moça, salsinha e sálvia.

    Você vai precisar de um vaso grande ou uma jardineira (pode ser de plástico ou de barro), terra, húmus de minhoca, mudas de ervas de boa procedência.

    Fique atento a algumas dicas de cuidados:
    - As ervas precisam de luz solar, pelo menos algumas horas por dia. Sem isso, é praticamente impossível cultivá-las;
    - Mantenha regas regulares, mas nunca encharque a terra.;
    - Retire folhas velhas, amareladas e secas e verifique periodicamente se não há ataques de pragas. Nesses casos, evite produtos químicos e use apenas inseticidas naturais (calda de fumo, calda de sabão, etc.), pois as ervas serão utilizadas como tempero e no preparo de chás;
    - Adube a cada 3 meses, com húmus de minhoca e torta de mamona;
    - Na hora de escolher as ervas, procure selecioná-las segundo as exigências de luminosidade. Lembre-se que elas estarão no mesmo vaso.

    Saiba mais sobre algumas espécies e como cultivá-las
    Alecrim
    O alecrim (Rosmarinus officinalis) é uma planta semi-arbustiva, delicada e que ainda deixa o ambiente com um perfume muito especial. Na cozinha, é usado para temperar carnes em geral, legumes e até dar um sabor diferente a omeletes. Cresce bem em ambientes muito ensolarados. Por isso, você pode plantar sua mudinha em vasinhos com 20 cm de diâmetro, usando terra comum de jardim. Para obter novas mudas, é só lascar um galho e plantar em solo úmido.

    Cebolinha verde
    A cebolinha (Allium schoenoprasum) é uma planta bulbosa do mesmo gênero do alho e da cebola. Suas folhas formam um tubinho oco e têm um aroma suave de cebola, bastante apreciado em inúmeras receitas. Pode ser semeada em pequenos vasos de barro, mas se você quiser ter esse tempero mais rapidamente, uma solução prática é aproveitar as mudinhas que são vendidas na feira. Para isso, quando comprar cebolinha, corte as folhas para uso e plante os toquinhos, com um pouco da raiz. Em pouco tempo, as mudas vão soltar brotos vigorosos e perfumados. Ao plantar, não esqueça que a cebolinha gosta de solo fértil, rico em matéria orgânica.

    Coentro
    Conhecido também como salsa chinesa, o coentro (Coriandrum sativum) tem as folhas parecidas com as da salsa, mas seu sabor é bem diferente, mais próximo ao do limão. Suas folhas são usadas em inúmeros pratos à base de peixe, as sementes em conservas e o coentro em pó para aromatizar massa de pães e carnes assadas. Pode ser cultivado facilmente a partir de sementes, em vasos com solo rico em matéria orgânica, sempre em locais com bastante sol.

    Hortelã
    Você pode escolher entre várias espécies de hortelã, mas as mais comuns são a Mentha crispa, com folhas verdes escuras e crespas, e a Mentha Spicata, num tom de verde mais claro e com folhas lisas. Todas são viçosas e perfumadas e usadas para temperar quibes, saladas, carnes de peixe e carneiro, aromatizar sucos e sobremesas, como sorvetes, pudins e gelatinas. Crescem bem em ambientes ensolarados, mas toleram bem um leve sombreado. No início da primavera, renove a terra dos vasos e aproveite para desfazer o emaranhado das raízes e podá-las, se for necessário.

    Manjericão
    Há várias espécies, com folhas mais largas ou delicadas, todas da família dos Ocimum. O manjericão é conhecido também como alfavaca e basílico, e suas folhas são usadas em peixes, carnes e molhos. Pode atingir de 40 a 60 cm de altura, por isso deve ser plantado em um vaso de uns 20 cm de diâmetro. Necessita de bastante sol e, se começar a crescer muito, você deve podar alguns ramos para ativar novas brotações e obter uma planta mais cheia.

    Orégano
    Conhecido também como orégão, o Origanum virens é uma erva originária do Mediterrâneo, muito usada em peixes, carnes, saladas, molhos e suco de tomate. Gosta de ambientes ensolarados e solo leve e arenoso, com boa drenagem. As folhas e pontas de galhos podem ser cortadas para serem usadas fresquinhas, e logo vão surgir novos brotos, que vão deixar a plantinha ainda mais densa e decorativa. Não se esqueça de renovar o solo do vaso anualmente, com uma mistura nova e nutritiva.

    Salsa
    Originária da Europa, a salsa ou salsinha (Petroselinum sativum) é uma plantinha simpática, com folhas bipartidas ou crespas, mas sempre muito aromática. É bastante popular no Brasil e entra na composição de inúmeras receitas salgadas, como carnes, sopas, bolos e saladas. Seu cultivo é muito simples: basta semear num pequeno vaso e deixar junto a uma janela iluminada. Em pouco tempo, você terá uma linda plantinha e ramos fresquinhos para dar um sabor todo especial às suas receitas.

    Salvia
    Em vasos, a sálvia (Salvia officinalis) chega a atingir 30 ou 40 cm de altura, sempre bonita com suas folhas alongadas e meio cinzas. É usado para temperar peixes, carnes, queijo fundido e em cozidos, substituindo o louro. Exige muito sol e pode ser multiplicada facilmente através de estacas de galhos.

    Tomilho
    Conhecido também como timo (Thymus vulgaris), pode ser salpicado em qualquer prato à base de peixe, esfregado em carnes, antes de levá-las ao forno, e misturado em queijos e requeijões. Atinge de 10 a 30 cm de altura, e tem os ramos aveludados, que normalmente só começam a ser colhidos depois que a planta atinge dois anos. Para crescer bem, necessita de bastante sol e de um solo leve e arenoso.

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    rooibos

    Rooibos é um arbusto membro da família de plantas dos legumes.  A planta é usada para fazer uma infusão (chá).

    A infusão de rooibos é chamada chá de rooibos, chá de arbusto (esp. no sul da África), chá de arbusto vermelho (esp. no Reino Unido), chá vermelho da África do Sul (esp. nos EUA) ou chá vermelho. O produto tem sido popular no sul da África por muitas gerações e está sendo consumido agora em muitos países. Algumas vezes é escrito rooibosch de acordo com a etimologia da língua holandesa, mas “roy-boss” mantêm-se como a pronúncia moderna mais comum.

    Produção
    O rooibos é cultivado apenas numa pequena área no Cedarberg da província do  Cabo Ocidental  na  África do Sul .  Geralmente as folhas são oxidadas em processo referido frequentemente, embora de maneira incorreta, como fermentação, por semelhança com a terminologia da produção de vinho.

    Esse processo gera a distintiva coloração vermelho-marrom do rooibos e amplifica o sabor. O rooibos “verde” não oxidado também é produzido, mas, como é processo mais complicado (similar ao método de obtenção do chá verde), faz com que esse produto seja mais caro que o rooibos tradicional.

    Utilização
    Na África do Sul é mais comum beber-se o chá de rooibos com leite e açúcar, mas em outros lugares a bebida é geralmente degustada sem esses complementos. O sabor do chá de rooibos é com frequência descrito como doce (sem adição de açúcar) e com indícios de amêndoas no palato.

    O rooibos pode ser preparado da mesma forma que o chá preto, que é o método mais comum. Diferentemente do chá preto, entretanto, o chá de rooibos não se torna amargo quando deixado em infusão por longo tempo; às vezes esse chá é deixado em infusão por vários dias. O chá de rooibos possui coloração marrom-avermelhada, daí o epíteto ocasional de “chá vermelho”.

    Vários cafés na África do Sul passaram a vender red expresso  (expresso vermelho) , que é o rooibos concentrado servido e apresentado no estilo do espresso comum (que normalmente é à base de café). Isso deu origem a variações de café baseadas em rooibos tais como os leites vermelhos e os cappuccinos vermelhos. O chá gelado feito de rooibos também foi recentemente introduzido na África do Sul e na Austrália como o “Red Tea, Rooibos & Guarana” da Lipton.

    Benefícios nutricionais para a saúde
    O rooibos tem-se tornado popular nos países do hemisfério ocidental particularmente entre os consumidores preocupados com a saúde, devido ao alto nível de antioxidantes como aspalatina e notofagina, e também pela baixa concentração de cafeína e seus níveis baixos de tanino, comparados com aqueles do chá preto tostado ou do chá verde.

    O rooibos é considerado como coadjuvante em casos de tensão nervosa, alergias e problemas digestivos. Os usos medicinais tradicionais do rooibos na África do Sul incluem-no como remédio para cólicas infantis, alergias e problemas dermatológicos e de asma. O rooibos “verde” tem maior valência como antioxidante do que o rooibos tostado (oxidado).

    moranguinho