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  • Archive for the ‘Hortas e Medicinais’ category

    cerefolio-das-hortas

    Nome Científico: Anthriscus cerefolium
    Nomes Populares: Cerefolho, Cerefólio
    Família: Apiaceae
    Origem: Cáucaso

    O cerefólio-das-hortas é uma planta herbácea, anual e aromática. Originária da região mediterrânea da Europa, sendo conhecido como “folha da alegria”. É usada, principalmente, na culinária, devido ao seu sabor e aroma peculiares, que lembra levemente a mirra. Os romanos a usavam muito e difundiram seu uso na Europa, principalmente na Inglaterra e França.

    Apresenta ramagem muito semelhante à da salsa e do coentro. Seu ciclo é curto, cresce muito rápido, floresce e frutifica. No início as folhas são recurvadas, macias e aromáticas. Com o amadurecimento da planta, as folhas se modificam, tornando-se mais  fibrosas e maiores. As flores são brancas e pequenas e seus frutos são ovóides, com cerca de 1 cm de comprimento.

    O cerefólio-das-hortas é uma erva condimentar indispensável à culinária francesa, da mesma forma que aqui no Brasil utilizamos a salsa. É uma erva excelente para plantar na horta doméstica, onde, além de fornecer um tempero delicioso, ainda é responsável por afugentar lesmas e caracóis.

    A erva ser cultivada sob meia sombra, em local fresco e solo fértil, drenável, rico em matéria orgânica e irrigada regularmente. Sob calor intenso a planta rapidamente torna-se adulta, amadurecendo as folhas e flores, ficando assim imprópria para o consumo, por isso é sempre desejável cultivá-la em canteiros frescos e humosos. O ideal, para que se tenha sempre cerefólio-das-hortas disponíveis, com folhas jovens e frescas é semeá-lo regularmente. As colheitas regulares também ajudam a manter a planta jovem. Multiplica-se facilmente por sementes.

    Dica: Colha o cerefólio-das-hortas, cortando os talos maiores na base; isto favorecerá o aparecimento de novas folhas.

    Cuidado, a seiva da planta pode irritar a pele, principalmente se ocorrer sob o sol. Geralmente ao utilizar cortadores de grama ou roçadeiras, a seiva dos cerefólios pode entrar em contato com a pele provocando as irritações.

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    cebolinha
    Cientificamente chamada de Allium fistulosum, a cebolinha verde é uma planta originária da Ásia que costuma ser muito cultivada no Brasil, devido a sua facilidade de manejo e ao fato de servir como um excelente tempero em vários pratos. Seus “tubinhos verdes” (que são folhas adaptadas de aspecto curioso) podem ser consumidos de diversas formas e ajudam também na saúde das plantas, graças a um efeito repelente que seu cheiro causa a algumas pragas.
    Devido a sua baixa estatura e finas raízes, típicas de plantas herbáceas, não é necessário muito espaço para cultivá-la, podendo ser plantada em pequenos vasos ou em canteiros.

    Como Plantar a Cebolinha
    A propagação destas plantas pode ser feita através da divisão de touceiras ou plantio por semente, no primeiro caso basta separar as diversas plantas que crescem junto em uma área maior, com o tempo a criação ficará mais densa com novos brotos nascendo a partir da rais das plantas originais.
    Para realizar o plantio por sementes, devemos inicialmente preparar o solo de modo a garantir uma dose suficiente de nutrientes, o que pode ser obtido pela mistura com um pouco de adubo orgânico. As covinhas devem ser espaçadas cerca de 10 cm umas das outras de forma que a planta tenha espaço suficiente para suas raízes crescerem.

    Como Cuidar
    O solo deve ser mantido sempre ligeiramente úmido, mas sem nunca encharcá-lo. Por isso evite regar até que o chão comece a criar poças, regando de forma a não deixá-lo que seque é suficiente e não trará problemas como fungos para suas plantas.
    Embora a cebolinha possa se adaptar a diversos climas, é aconselhável protegê-la de extremos como geadas, que prejudicam seu crescimento. Após 4 meses do seu plantio já teremos alguns ramos chegando próximos de 20 cm de comprimento, então já podemos começar a extrai-los para utilizarmos em condimentos, preferivelmente faça isso cortando próximos a base e não arrancando, para evitar remover as raízes, que geralmente vão fazer brotar um novo ramo.

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    tomilho
    Nome Científico:
    Thymus vulgaris L.
    Origem: Europa

    O tomilho é uma planta típica da vegetação mediterrânea, com ramagem ramificada, retorcida e recoberta por folhas miúdas, lineares a ovaladas e opostas.

    Seu porte é baixo, de cerca de 15 a 30 cm de altura com praticamente o dobro de largura, formando um montinho arredondado e bastante compacto. No verão surgem numerosas flores arroxeadas e pequenas, muito atrativas para as abelhas.

    Planta que requer pouco cuidado e prefere terrenos secos, o excesso de água pode queimar as folhas de baixo causando a morte da planta. O melhor período para plantação é na Primavera. A planta gosta de sol e resiste muito bem a tempo seco. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo bem drenável, neutro, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. Não é tolerante a encharcamentos, mas sobrevive bem por curtos períodos de estiagem. Aprecia o clima subtropical.

    Esta plantinha de sabor picante e único é indispensável na horta doméstica, podendo ser plantada em vasos e jardineiras, muito embora prefira ser plantada diretamente nos canteiros. Suas folhas pequenas podem ser utilizadas frescas ou desidratadas no tempero de carnes em geral, sopas, pizzas e molhos a base de tomate ou queijo.
    Sua folhagem de textura delicada e floração abundante, a torna interessante no jardim, onde pode ser aproveitada como bordadura em caminhos ou em densos maciços.

    cerquinha

    Poejo

    1 – Um mesmo nome popular pode se referir a várias plantas diferentes.

    2 – Uma mesma espécie (planta) pode ter vários nomes populares ou científicos.

    3 – Para um mesmo mal ou doença existem várias plantas indicadas.

    4 – As plantas e ervas medicinais, mesmo sendo medicamentos naturais, podem intoxicar, cegar, provocar coma e até matar!

    5 – Todas as plantas têm mais de um princípio ativo. Algum dos princípios ativos pode ser contra indicado para o usuário.

    6 – As informações deste site têm apenas os fins educacional, de pesquisa e de informação. Elas não devem ser usadas para diagnosticar, tratar, curar, mitigar ou prevenir qualquer doença muito menos substituir cuidados médicos adequados.

    7 – Consulte sempre um especialista!

    8 – Tome cuidado especial ao manusear ervas e as mantenha longe das crianças.

    folha

    poejo

    Nome Científico: Mentha pulegium L.
    Origem: Mediterrâneo
    Família: Lamiaceae

    O Poejo é uma das espécies mais conhecidas do gênero Mentha. Esta planta aromática, de crescimento espontâneo, é conhecida há séculos em todo o Mediterrâneo e Ásia ocidental pelas suas propriedades relaxantes e digestivas, quando tomada em infusão.

    Planta vivaz, perene, de 30 a 50 cm de altura. Folhas verde vivo, pequeninas e de cheiro parecido com hortelã pimenta, caules frouxos, rastejantes, lançando raízes nos pontos em que entram em contato com o solo. Altura máxima de 15 cm. Floração em forma de espiga arroxeada, branca ou lilás. Pede clima ameno, com muita claridade, mas sem incidência direta de sol, solo leve e rico em matéria orgânica, úmido. Se aclimata também em locais não muito úmidos, ficando bem mais rastejante.

    Seu plantio é feito por meio da divisão de touceira e sementes. Suas folhas miúdas e delicadas possuem um sabor semelhante à hortelã. É uma planta de clima tropical.

    Na hora de plantar, na horta retire a planta de dentro do vaso, faça uma cova maior que a terra do vaso, coloque a planta, tape bem a raíz. Não aperte a terra deixe-a bem fofinha para maior desenvolvimento da raíz. Após o plantio molhe muito bem sua erva para ela não sentir.

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    horta orgânica

    As hortas orgânicas não usam pesticidas nem agrotóxicos. Ter a sua própria horta traz muitos benefícios, porque você consome frutas, verduras e legumes mais frescos, tem em casa tudo do que precisa e não ingere componentes tóxicos.

    - Monte a sua horta orgânica em uma área sem muito movimento. Se você tiver animais, coloque uma cerca de bambu, madeira ou outro material para que eles não entrem.
    Escolha um lugar que receba muito sol. Se você mora em uma região seca, é preciso ter uma fonte de água próxima;

    - Limpe a área que será plantada.
    Você precisa tirar as ervas, o capim, as plantas velhas e as pedras. Aproveite esses resíduos naturais para produzir seu próprio adubo natural (terriço);

    - Are a terra quando tiver limpado o terreno. Use enxada ou arado para remover bem. A terra deve estar úmida para ser arada;

    - Coloque adubo natural na terra para que ela seja mais fértil e as frutas, as verduras e os legumes cresçam facilmente.
    Use adubo orgânico como terriço, esterco ou outro recomendado por um especialista.
    Espalhe uma camada de 4 cm de adubo e misture bem com a terra da superfíci;

    - Para plantar, faça um desenho da sua horta. Informe-se sobre como cresce cada fruta, cada verdura e cada legume que você vai plantar, como eles devem ser agrupados e qual é a distância necessária entre eles para um bom crescimento.
    Faça sulcos a cada 30 cm, que atravessem a horta inteira. Isso organizará suas frutas e verduras e permitirá que você se desloque sem problemas pela plantação.
    Coloque tijolos, pedras ou madeiras dentro desses sulcos para poder andar sem pisar nas plantas;

    - Siga as instruções das embalagens das sementes. Informe-se sobre o crescimento.
    Agrupe-as de acordo com as informações que você obteve ou as indicações de um especialista;
    - Proteja a sua horta contra pragas e insetos.
    Remova as ervas-daninhas que cresceram entre as plantas, porque elas absorvem a água de que a sua horta precisa para crescer.

    Se o seu terreno é muito argiloso, acrescente areia junto com o adubo, para ele ficar mais permeável à água. A irrigação é fundamental para um bom crescimento. O sistema por gotejamento é o ideal.

    Você pode colocar palha nos sulcos para evitar o crescimento de ervas-daninhas. Os tempos de crescimento de cada verdura, cada fruta e cada legume são diferentes, assim como as estações do ano em que cada um deve ser plantado. Informe-se bem a respeito.

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    Pimenta Dedo-de-Moça

    A pimenta é uma planta que não apresenta grandes dificuldades em seu plantio, pode ser cultivada até mesmo em vasos pequenos e simples, para consumo próprio ou até mesmo como ornamento em terraços de apartamentos e residências. O ideal é destinar uma área livre com um raio aproximado de 30 à 40 cm para cada planta seja, um local simples, vaso, canteiro, e etc.
    Não existe problema algum em utilizar proporções menores, caso não seja possível algo dentro das características mencionadas anteriormente.
    A única diferença será com relação ao desenvolvimento da pimenteira, pois uma área próxima à indicada gera um grande fator de benefício para seu crescimento.

    As pimenteiras apreciam climas quentes, tornando o Brasil como mais uma localidade de grande sucesso para seu cultivo no mundo.
    Em regiões que apresentam probabilidade de geadas ou quedas bruscas de temperatura, é necessário planejar seu plantio para evitar que fiquem muito tempo expostas a temperaturas muito baixas.
    Elas necessitam em média de 40 à 90 dias para amadurecerem e durante todo esse período é aconselhável protegê-las para evitar que sofram algum dano.

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    pimenteiras

    As pimenteiras são plantas que apresentam facilidade para seu cultivo, pois não requerem cuidados excessivos e são realmente atraentes pela apresentação de seus frutos, bem como seu sabor. Mas às vezes algumas pragas ou doenças podem surgir, causando aborrecimento e mesmo dando um certo trabalho para o cuidado com a planta, sendo uma delas é a Antracnose.

    Dicas de como combatê-la:
    A Antracnose é uma doença causada por fungos que podem atingir as plantas da pimenta em qualquer estágio de seu desenvolvimento. Seu aparecimento é favorecido pelo aumento da umidade relativa do ar, principalmente em períodos de chuva ou mesmo pela utilização de irrigação por aspersão (borrifar ou respingar).

    As áreas da planta atingidas por essa doença apresentam marcas circulares com núcleo escuro ou alaranjado. A doença é altamente destrutiva e propaga-se com grande velocidade devido a facilidade de transmissão de seus esporos através da água. Ela pode surgir tanto devido à sementes infectadas, de procedência duvidosa, bem como de restos de cultivo anteriores. Uma epidemia pode arrasar até 100% da produção se não for detectada a tempo.

    Caso seja detectado a presença desses fungos em uma de suas plantas, é aconselhável destruí-la por completo para evitar a propagação. Não se deve utilizar restos de outros cultivos como parte de composto para preparação do solo para uma nova plantação. O controle das ervas daninhas também é muito importante, pois elas geralmente são hospedeiras desses fungos. Outra dica interessante é evitar a irrigação por aspersão, ou seja, deve-se focar o despejo da água sobre o solo em torno da planta, nunca em seu caule, folhas e frutos. O excesso de nitrogênio na adubagem também favorece o aparecimento desses fungos.

    Em boa parte dos casos, utilizam-se fungicidas para o tratamento da doença. Mas isso não evita a possibilidade de uma epidemia. Por esse motivo o tratamento preventivo é de enorme valia para garantir a saúde de suas plantas.

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    Em interiores, as ervas necessitam de leve movimentação de ar. Você pode obtê-la deixando uma fresta da janela aberta durante duas horas por dia. Contudo, convém ter cuidado, pois, combinada com uma porta aberta, a fresta da janela forma uma corrente de ar, que resseca os brotinhos da planta e impede o seu posterior desenvolvimento.

    Multiplicação
    Geralmente as ervas multiplicam-se por meio de sementes ou, então, por estaquia de galhos. A vantagem das estacas é que elas podem ser plantadas em recipientes mais rasos, pois desenvolvem suas raízes mais perto da superfície.

    Seja qual for o método de multiplicação empregado, nunca encha inteiramente o vaso com o substrato (partes iguais de terra, areia e composto orgânico): deixe 2 cm de borda para facilitar as regas. E nunca se esqueça de revestir o fundo do vaso com pedrinhas para facilitar a drenagem.

    Recipiente
    As qualidades exigidas de um bom recipiente para o cultivo são: resistência ao ressecamento e umidade e aspecto decorativo. Os vasos comuns de barro geralmente são satisfatórios; mas nada impede que você mande fazer vasos com outros materiais.

    Se você for aproveitar um vaso velho, não deixe de lavá-lo muito bem. Vasos novos de materiais porosos, como os de barro, precisam ficar de molho a fim de absorverem umidade; caso contrário, poderão assimilar toda a água do substrato. Se você, mesmo dispondo de pouco espaço, quiser plantar várias espécies de ervas num único recipiente grande, lembre-se de que ele precisa de buracos de drenagem correspondentes ao seu tamanho.

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    vinca

    Presente em bordaduras, maciços em praças e canteiros e jardineiras, a vinca (Catharanthus roseus) é um arbusto semi-herbáceo vindo da ilha de Madagascar, na África. É uma planta eminentemente tropical mas que tolera climas subtropicais e amenos, desde que a temperatura não desça abaixo de 5º Celsius e que o clima não seja quente e úmido.

    Os paisagistas urbanos gostam da vinca por ser volumosa e ter floradas praticamente o ano todo. Versátil, adapta-se à jardineiras bem cuidadas, trilhas e espaços verdes em prédios e chácaras. Suas flores são pequenas e tem diâmetro máximo de 5 cm. Com cinco pétalas e halo (o pequeno círculo colorido no centro da flor) com tons diversos, as flores da vinca são um pequeno delírio colorido, graças às tonalidades róseas, brancas, vermelhas, roxas e alaranjadas.

    O solo onde a vinca ficará precisa ter matéria orgânica em abundância e ser bem drenado, arenoso até, porque o excesso de água é prejudicial à vinca. As regas, portanto, devem ser leves, apenas para umedecer o solo. O ambiente precisa estar a pleno sol; a reprodução e propagação é feita principalmente por sementes.

    A vinca pode atingir até 50 cm de altura por ser muito ramificada;  em suas hastes pendem folhas verde-brilhante em forma de elipse e com nervuras muito aparentes, auxiliando na composição ornamental do arbusto.

    Os alcalóides (substâncias produzidas especialmente por plantas com diversos usos fármacos e terapêuticos) que a vinca produz, a vincristina e a vimblastina, são amplamente estudados pela comunidade científica por conta de sua eficácia no combate terapêutico de diversas doenças, como o câncer (os dois alcalóides são usados em quimioterapias), diabetes e malária. O processo de extração destas substâncias é muito caro pois para isolar uma grama de vimblastina são necessários 500 kg de folhas de vinca, por isso muitos especialistas debruçam-se em seus microscópios para tentar otimizar sua produção.

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