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  • Archive for the ‘Hortas e Medicinais’ category

    arruda

    Nome científico: Ruta graveolen L
    Família: Rutaceae

    Também é denominada como arruda-fedorenta, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, ruta-de-cheiro-forte.

    Subarbusto muito cultivado nos jardins em todo o mundo, devido às suas folhas, fortemente aromáticas. Atinge até um metro de altura, apresentando haste lenhosa, ramificada desde a base. As folhas são alternas, carnudas, glaucas, compostas, de até 15 cm de comprimento. As flores são pequenas e amareladas. O fruto é capsular, de quatro ou cinco lobos, salientes e rugosos, abrindo-se superior e inteiramente em quatro ou cinco valvas.

    Cultivo

    Clima: Se adapta bem a qualquer clima.
    Luminosidade: Sol pleno.
    Solo: Pobre, pedregoso, seco, bem drenado, rico em matéria orgânica. Responde à adubação nitrogenada em cobertura.
    Propagação: Sementes e estaquia de ramos novos.

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    regas_plantas

    As plantas medicinais necessitam de cuidados diários para que estejam sempre frescas e saudáveis e tenham preservadas suas propriedades medicinais.

    Como regar sua horta
    No início do cultivo, quando as sementes ainda não germinaram ou os brotos estão muito miúdos, é preciso regar com mais cuidado para evitar que a força da água revire o solo deixando as sementes desprotegidas.

    O ideal é que as plantas sejam regadas uma vez ao dia: no início da manhã ou no final da tarde. O solo deve estar sempre úmido e não encharcado. Esteja atento, pois o excesso de umidade favorece o aparecimento de fungos e pragas nas plantas.

    Realizando o desbaste
    Quando um grande número de mudas brota, pode ser que elas se amontoem e prejudiquem a passagem de ventilação e iluminação às mudas de menor estatura.

    Por isso é preciso realizar um desbaste que consiste em arrancar as plantas mais fracas, menos desenvolvidas, de maneira a abrir espaço para que todas possam se desenvolver adequadamente.

    Coleta das plantas medicinais
    O melhor horário para colher as ervas medicinais é pela manhã, quando o sol é mais suave e as plantas, frescas.

    Brotos devem ser colhidos antes das floradas. Flores como a camomila devem ser colhidas antes da maturação completa.

    Esteja atento ao ciclo de podas e colheita das plantas que tiver escolhido para compor a sua horta.

    Secagem e armazenamento
    As plantas medicinais podem ser usadas secas como temperos ou na preparação de chás.

    Para secar folhas, flores e caules espalhe-as sobre papel de jornal ou um pano e deixe à sombra até que se tornem quebradiças. Elas devem secar à sombra, já que a luz direta do sol pode alterar as propriedades medicinais das ervas.

    Apenas raízes, cascas e caules podem secar diretamente ao sol. Depois armazene em ambiente arejado e seco.

    Controle natural de pragas
    Seguir corretamente as orientações descritas fará com que as plantas desenvolvam-se saudáveis e vistosas. Plantas bem nutridas e regadas regularmente são mais resistentes a pragas e insetos. Se ainda sim surgirem, saiba como realizar o controle natural de pragas.

    Escolha da plantas medicinais
    Existem muitas espécies de plantas medicinais que podem ser facilmente cultivadas mesmo em espaços reduzidos. Além de saudáveis, as plantas medicinais podem também ser utilizadas na decoração ou ao paisagismo dos ambientes.

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    O brócolis (Brassica oleracea), além de pertencer ao grupo das hortaliças “antivirais”, chamadas assim pela sua alta concentração de ferro e vitaminas, pode ser cultivado em vasos como uma planta ornamental.
    Aprenda como cultivar esta hortaliça para consumo familiar ou como planta decorativa.

    Você vai precisar de:
    Turfa
    Terra preta
    Terriço
    Vaso com prato
    Vaso com prato
    Sementes de brócolis (Brassica oleracea)
    Adubo orgânico

    Passos:
    1 – Prepare o substrato misturando quatro partes de turfa com duas partes iguais de terra preta e terriço.
    2 – Encha o vaso com o substrato, depois de confirmar se a base do vaso conta com furos para permitir a drenagem.
    3 – Semeie duas a três sementes de brócolis no centro do vaso a uma profundidade três vezes maior do que o seu tamanho.
    4 – Regue moderadamente, umedecendo o substrato sem deixar encharcar.
    5 – Você pode colocar o vaso em qualquer lugar que receba pelo menos algumas horas de sol por dia. O brócolis se adapta a todos os climas.
    6 – Mantenha o prato do vaso com água para a planta absorver por meio das raízes a água de que precisar para se desenvolver. Troque a água todos os dias para combater a dengue.
    7 – Evite molhar as folhas para evitar fungos, como os oídios, que prejudicam muito o desenvolvimento do brócolis.
    8 – Na primavera, acrescente adubo orgânico para melhorar a qualidade do substrato.
    9 – Colha as inflorescências (cabeças comestíveis) quando tiverem uma coloração verde-acinzentada ou azul-esverdeada e os botões ainda estiverem fechados.
    10 – O melhor momento para colher são as horas menos quentes do dia, assim você evitará que a planta se desidrate.

    Importante:
    Se você quiser conservar por mais tempo o brócolis colhido mergulhe-o em água com gelo e depois mantenha-o a 0º C.

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    Incorporar plantas medicinais à decoração de seu jardim, quintal ou em pequenos vasos dentro da sua casa permite aliar a beleza do verde a uma vida mais saudável. Veja como é fácil cultivar as plantas medicinais até mesmo em espaços menores e comece hoje mesmo sua hortinha em casa.

    O local adequado para cultivar plantas medicinais
    Para quem pretende cultivar as plantas dentro de casa o melhor é escolher dentre os cômodos, aqueles nos quais a incidência de sol pela manhã seja abundante. Seja na área de serviço ou no parapeito de uma janela, as plantas se desenvolverão melhor se receberem luz na medida certa e estiverem protegidas do vento excessivo que poderia queimar-lhe as folhas.

    Solo e adubação
    O solo deve ser drenado, ou seja, precisa de bom escoamento da água para que as espécies cresçam saudáveis. Para prover os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas, faça um preparado misturando em partes iguais terra peneirada, areia peneirada e composto orgânico (pode ser húmus de minhoca, esterco de curral ou de aves, porém, o esterco de aves precisa estar bem curtido).

    A adubação equilibrada é essencial para a saúde das plantas, portanto, reforce a cada seis meses acrescentando mais composto orgânico aos canteiros.

    Plante em canteiros ou vasos
    Se há espaço para criar um canteiro, siga as recomendações:

    - Um canteiro com 1 m2 de área é suficiente para plantar sua horta;

    - Os canteiros precisam ter no mínimo, 20 cm de profundidade;

    - Para começar o horto medicinal limpe bem a área retirando pedras, troncos, ervas daninhas e desfaça torrões de terra.

    - Jogue a mistura de terra, areia e composto orgânico sobre o canteiro e revire um pouco.

    - Abra sulcos rasos na terra (com um ou dois centímetros de profundidade) deixando um espaçamento de cinco a dez centímetros entre as linhas de plantio para permitir a circulação de ar e incidência solar.

    - Jogue as sementes e cubra-as com um pouco de terra.

    Para plantar em vasos ou em sementeiras:
    Forre o fundo do vaso com uma camada de cascalho grosso. Esse passo não é necessário para as sementeiras que já permitem um escoamento eficiente da água.

    1 – Depois, coloque nos vasos a mistura descrita acima (partes iguais de terra, areia e composto orgânico nos vasos);
    2 – Tome cuidado para não compactar demasiadamente a mistura para que a água das regas possa escoar com facilidade;
    3 – Jogue algumas sementes sobre a terra;
    4 – Se preferir, acrescente um pouco do cascalho grosso sobre o vaso para evitar sujeira na hora das regas.

    Cuidados diários com as plantas medicinais
    Depois de semeadas, as plantas precisarão de cuidados diários para que se desenvolvam adequadamente e fiquem vistosas no paisagismo.

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    Um jardim aromático é o orgulho de qualquer jardineiro que, para além de desfrutar de uma horta verde e vibrante, beneficia ainda dos seus poderes olfactivos e de sabores frescos, a utilizar na cozinha… directamente da terra. Existem dezenas de ervas aromáticas que podem ser cultivadas, algumas mais tradicionais do que outras – estas são das mais populares.

    Cebolinho (Allium schoenoprasum)

    Cebolinho (Allium schoenoprasum)

    Perfil: uma planta bolbosa cujas folhas verdes e flores azuladas esféricas têm um sabor picante a alho-porro e são ricas em vitaminas A e C. Delicioso em saladas e temperos, sabe bem ter o cebolinho à mão de semear e de colher.

    Cultivo e cuidados: semeada ou envasada, o cultivo do cebolinho requer um solo rico em nutrientes e com elevada exposição solar. Na Primavera limpam-se as folhas em preparação para a nova rebentação e no Verão os cuidados prendem-se com uma rega adequada. No Outono, esta planta pode ser retirada da terra, envasada e colocada numa janela, para continuar a desenvolver, mesmo no Inverno. A colheita deve ser moderada, uma vez que a sua folhagem é frágil e enfraquece facilmente.

    Coentro (Coriandrum sativum)

    Coentros (Coriandrum sativum)

    Perfil: apresentando-se em forma de arbusto com folhas recortadas e flores brancas delicadas, os coentros caracterizam-se pelas suas sementes picantes, recheadas de óleos essenciais e ácidos orgânicos. No entanto, também a sua folhagem verde é amplamente utilizada na cozinha.

    Cultivo e cuidados: semeados preferencialmente em Abril, os coentros requerem uma terra solta e permeável, num local protegido mas solarengo. Durante a fase de crescimento pedem água abundante e a sacha periódica do solo. Depois de florescer em Junho, as sementes necessitam de um período de maturação que se prolonga até ao Outono – nessa altura, colhem-se os coentros antes de espigarem, caso contrário, todas as suas folhas caem.

    Erva-cidreira (Melissa officinalis)

    Erva-cidreira (Melissa officinalis)

    Perfil: no Inverno a erva-cidreira revela-se como um arbusto amplo com folhas esverdeadas e emana um delicioso aroma a limão; no Verão ostenta pequenas flores brancas. Contém fibras com elevado valor nutricional, os óleos essenciais citrolenal e citral, mas também taninos, saponinas e timol, cujas propriedades são anti-sépticas. A erva-cidreira é mais saborosa quando colhida fresca e é amplamente usada em chã, refrescos e sobremesas.

    Cultivo e cuidados: o seu cultivo pode ser feito por divisão, necessitando principalmente de um local com muito sol e terra solta. No final do Inverno, a planta requer uma poda quase integral para que possa desenvolver uma nova folhagem.

    Funcho (Foeniculum vulgare)

    Funcho  (Foeniculum vulgare)

    Perfil: caracterizado por hastes finas e altas que podem atingir um metro de altura, o funcho revela ainda, sempre no final do Verão, pequenas flores amarelas. As hastes, sementes e flores contêm óleos essenciais bastante condimentados, sendo utilizados em temperos e conservas diversas. A sua semente é ainda ingrediente habitual em pastelaria e, curiosamente, em chás digestivos.

    Cultivo e cuidados: quando comparado com outras ervas aromáticas, o funcho apresenta um processo de desenvolvimento bem mais longo e que ascende aos dois anos – no primeiro forma pequenos arbustos que, no ano seguinte, dão lugar às hastes, às flores e respectivas sementes. O funcho deve ser semeado ao ar livre a partir de Abril, num local com solo solto e muito solarengo.

    Hortelã-pimenta (Mentha piperita)

    Hortelã-pimenta (Mentha piperita)

    Perfil: caracterizada como uma planta perene resistente, bonita e muito aromática, a verdade é que existem várias espécies de hortelã-pimenta que emanam agradáveis aromas a manjericão, chocolate e limão, só para dar alguns exemplos. As suas folhas brilhantes e de um verde intenso, contêm óleos essenciais com propriedades terapêuticas, especialmente indicadas para o tratamento de perturbações digestivas, inflamações, espasmos e dores gerais. Na cozinha, é um ingrediente privilegiado em sopas, molhos, sobremesas e várias bebidas, incluindo o chá.

    Cultivo e cuidados: a hortelã-pimenta pode ser plantada com ramificações das suas próprias raízes e o seu crescimento veloz requer um canteiro delimitado ou então um vaso. Pouco tolerante em relação ao Inverno, está no seu auge nos meses mais quentes do ano.

    Manjericão (Ocimum basilicum)

    Manjericão (Ocimum basilicum)

    Perfil: perfumado, saboroso e florido, o manjericão é uma excelente adição a qualquer jardim aromático. Assumindo o formato de um pequeno arbusto, as suas muitas ramificações são cobertas por folhas verdes brilhantes e rijas. Quanto mais jovens forem os rebentos, mais condimentadas são as suas folhas – recheadas de óleos essenciais como o estragol, cânfora e linalol, contém ainda ácidos orgânicos e generosas doses de vitaminas C e A. Utilizado para temperar muitos pratos culinários (a típica salada de tomate com queijo mozarela é um bom exemplo), não deve ser, porém, consumido em excesso devido ao seu alto teor de estragol.

    Cultivo e cuidados: plantado com recurso a sementes, o manjericão exige muito sol, terra nutrida e permeável, de preferência longe dos caracóis e protegida contra a geada, nomeadamente a primaveril. A colheita deve ser sempre feita a partir da zona superior da planta, um gesto que favorece a sua produção. Deve ser replantada de 4 em 4 anos.

    Oregão (Origanum vulgare)

    Orégão  (Origanum vulgare)

    Perfil: apresentando-se sobre a forma de arbusto com muitas ramificações, a sua diversidade em termos de espécies resulta numa enorme variedade de plantas que incluem folhas verdes ou douradas, assim como flores brancas e lilases que, arrebentando em Julho, duram até aos meses outonais. A combinação dos óleos essenciais timol e cravacrol e o teor de vitamina C resultam num sabor delicioso que, em forma de flor fresca ou seca, é um dos ingredientes principais nos pratos italianos.

    Cultivo e cuidados: o cultivo do orégão pode ser realizado através de sementes ou divisão, desde que feito num solo solto, protegido e ensolarado. Para garantir o seu florescimento, a poda deve ser feita na Primavera, prolongando-se o seu cultivo até ao Inverno, desde que protegido da geada.

    Pimenta malagueta (Capsicum frutescens)

    Pimenta malagueta (Capsicum frutescens)

    Perfil: ao contrário do pimento tradicional, a pimenta malagueta quando floresce mantém-se na terra durante vários anos, formando, inclusive, pequenos arbustos. Os seus frutos apresentam-se de vários tamanhos e formatos, sempre vermelhos ou amarelos. Extremamente picante, as suas doses devem ser bem medidas antes de aplicadas em receitas culinárias.

    Cultivo e cuidados: as sementes podem ser adquiridas ou então obtidas através de uma vagem madura da planta, que se dá igualmente bem tanto num pedaço de solo como num vaso. No Verão requer um local ao ar livre mas protegido (uma espécie de estufa) e no Inverno deve ser levada para dentro de casa – suporta muito bem o calor e os ambientes interiores, mantendo-se verde e produtiva durante todo o ano.

    Salsa (Petroselinum sativum)

    Salsa  (Petroselinum sativum)

    Perfil: reproduzindo-se em formato de arbusto, o cultivo da salsa é, tal como o funcho, uma produção bienal que no primeiro ano origina folha e no segundo, uma flor amarela. Independentemente de a folhagem ser lisa ou frisada, o sabor ligeiramente picante da salsa é idêntico em ambas as variedades. Contendo sais minerais, vitaminas C e A, a salsa é amplamente utilizada na cozinha mediterrânica, mas não deve ser consumida em excesso devido ao seu alto teor de óleo essencial de apiol.

    Cultivo e cuidados: a sua produção é facilmente conseguida através de semente ou divisão, num terreno solto e solarengo; e subsiste tanto no Verão como no Inverno (desde que resguardada do frio ou então envasada e levada para os peitoris interiores das janelas). Quanto mais intenso for o cultivo, mais fresca se mantém a planta. Uma vez florescida, dá-se a maturação das sementes e, no final, a morte da planta – por este motivo, deve-se alterar constantemente o local de cultivo da salsa.

    Tomilho (Thymus espécies)

    Tomilho (Thymus espécies)

    Perfil: crescendo para formar pequenos e resistentes arbustos, existem diversas variedades do tomilho que cresce abundantemente, mesmo nos espaços mais reduzidos. Com um sabor e aroma irresistível – graças aos óleos essenciais de timol e carvacrol – é ingrediente estrela na culinária mediterrânica.

    Cultivo e cuidados: plantado com recurso a sementes ou simplesmente envasado, o tomilho é um amante do calor e cresce ostensivamente. Florescendo a partir de Maio, altura em que apresenta pequenas flores azuis, pode ser aproveitado logo nesta fase, uma vez que é quando apresenta o melhor paladar. Subsiste também nos meses mais frios do ano desde que coberto com uma protecção ventilada.

    casinha de passarinho

    ervas

    Você cultiva uma graciosa horta de temperos num dos canteiros do jardim ou mesmo improvisa uma, numa coleção de vasos em sua cozinha. As ervas crescem e atingem o estado, adulto. E chega então o momento de colher os temperos plantados.

    Aqui você tem duas opções: pode colher as folhas e usá-las frescas na hora de preparar a refeição; ou secá-las e conservá-las em recipientes fechados, para uma eventual utilização como tempero das comidas.

    Se decidir que é mais conveniente guardá-las seca, a primeira coisa a fazer é apanhar as folhas novas. O processo de secagem das ervas só é adequado às espécies de folhas grandes como, por exemplo; a sálvia, o manjericão ou o alecrim.

    Escolha as folhinhas mais tenras, mas que estejam completamente formadas. É nesse estágio que elas contêm a quantidade máxima dos óleos essenciais que fornecem o aroma característico de cada espécie. Pode-se colhe-las com as mãos, mas a maneira correta de proceder é cortar os caules com uma tesoura ou qualquer outro objeto cortante, contanto que bem afiados. Ao destacar os caules, deixe sempre um conjunto de folhas na base de cada caule que vai continuar plantado.

    Assim, a planta continua crescendo e se desenvolvendo, podendo servir para outras colheitas. Lave as folhas com cuidado, sem separá-

    Quando as folhas murcharem e encolherem, enfie cada maço num saco de papel suficientemente grande para conter as ervas sem tocá-las. Isso evita que o papel absorva os óleos. Pendure os sacos para secar, por dez a quinze dias. Ao notar que as folhas encresparam, amasse os lados dos sacos para separar os talos das folhas.

    Separe e jogue fora os pedacinhos de caule. Espalhe então as folhas picadas em uma forma para bolos e leve ao forno a uma temperatura baixa; seque-as até que fiquem quebradiças. Esfarele os pedaços ainda mais e armazene-os em vidros que se fechem hermeticamente (especiais para conservas) ou recipientes de meta

    margarida-vermelha

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    Quer tenha um extenso jardim ou um pequeno terraço com alguns vasos, guarde sempre algum tempo e espaço para dedicar ao cultivo de ervas aromáticas – bonitas, saudáveis, frescas, aromáticas e comestíveis… tudo à mão de semear e saborear.

    A localização no jardim
    Regra geral, as ervas aromáticos necessitam de um solo solto e poroso, ou seja, prosperam mais em terra seca e aberta do que em terra pesada e úmida. Para assegurar estas condições de crescimento, escolha uma zona do jardim que receba muito sol e, se for necessário potenciar as características do solo, basta juntar-lhe areia para tornar a terra mais solta. Os canteiros reservados a um jardim aromático podem ser circulares, quadrados, em caracol ou espiral, com ou sem intersecções. Se preferir uma estrutura mais organizada, pode dividir o jardim aromático com pedras/tijolos (a vantagem destas é que acumulam o calor do sol, potenciando o desenvolvimento das ervas) ou estacas, mas também pode fazer uma plantação livre e completamente natural. Por fim, quanto mais perto de casa ou da porta da cozinha melhor – para aproveitar todos os ingredientes frescos que tem à disposição.

    Vasos e Floreiras
    A facilidade com que crescem a maioria das ervas aromáticas permite que estas possam ser igualmente plantadas em vasos e floreiras que descansam no peitoril da janela da cozinha ou penduradas numa varanda. O fato de não necessitarem de muito espaço para florescerem significa que mesmo num pequeno apartamento é perfeitamente plausível desfrutar de um jardim aromático. Se possível, opte por vasos em terracota, no entanto, as floreiras ou vasos em plástico são igualmente adequados. Certifique-se que o tamanho dos vasos é apropriado ao tipo e quantidade de erva aromática a semear e junte sempre à terra normal, areia ou argila em partes iguais, para torná-la mais solta e permeável. Coloque os seus vasos no local mais ensolarado da varanda, terraço ou janela e observe o seu crescimento rápido e bonito.

    Variar para saborear
    Na hora de plantar um jardim aromático, importa escolher ervas que aprecie particularmente e que habitualmente utiliza na cozinha. Quanto mais espaço de jardim tiver, mais espécies pode plantar; no entanto, se vai optar por um “jardim envasado”, a variedade pode mesmo assim ser muita: 6 vasos permitem 6 tipos de ervas aromáticas distintas, por exemplo. Existem ainda várias espécies que, quando plantadas em conjunto, florescem lindamente, por isso, veja que tipo de misturas pode fazer para duplicar o jardim aromático, tornando-o, em simultâneo, visualmente atrativo.

    Semear e cuidar
    Seja em jardim ou vaso, não há nada mais simples do que semear ervas aromáticas: basta espalhar as sementes no solo arenoso e verificar, poucas semanas depois, o florescimento das plantas. Se pegarem à primeira – que é, por norma, o caso – as colheitas sucedem-se e terá sempre um jardim aromático em flor, com ervas frescas prontas a ser utilizadas. Como em tudo na jardinagem, existem algumas espécies que requerem cuidados específicos ou que se cultivam melhor quando plantadas em conjunto com outras ervas, por isso, informe-se quando for comprar. Casos especiais à parte, depois da sua plantação, um jardim aromático necessita apenas de ser regado periodicamente, especialmente quando o tempo se apresentar mais quente e seco. Para assegurar um jardim aromático que floresce todo o ano, saiba que existem muitas ervas que suportam os meses de Inverno, enquanto outras necessitam apenas de serem envasadas e colocadas no interior ou em janelas ensolaradas para continuarem a dar os seus frutos, mesmo nas alturas mais frias do ano.

    Colher
    A maioria das ervas aromáticas ostenta o seu melhor sabor antes de florescerem, por isso, esteja atento – uma vez em flor, as folhagens mais antigas comecem a desvanecer e as novas surgem menores e azedas. Quanto mais as utilizar e colher, maior é o incentivo para o jardim aromático continuar a crescer e a desenvolver. Se alguma planta florescer rapidamente, pode cortar cerca de um terço da mesma para voltar a estimular a produção, fazendo questão de recorrer às folhas mais vezes. São os óleos presentes nas ervas os principais responsáveis pelo aroma e sabor deste tipo de planta; e a concentração desses óleos é mais elevada de manhã, por isso, é esta a melhor altura do dia para colhê-las. Com recurso a uma faca, tesoura ou mesmo com as mãos, colha os seus frutos aromáticos a meio da manhã – depois de o orvalho secar nas folhas e antes de ficarem murchas devido ao sol – e lave-os gentilmente em água fria antes de utilizar.

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    Aqui estão relacionados algumas plantas medicinais, seus nomes científicos , suas propriedades terapêuticas e o correto modo de uso.

    Nome Popular Nome Científico Ptopriedades Terapêuticas Modo de Uso
    Alecrim Rosmarinus officinalis Emenagogo, age contra afecções hepáticas e biliares, gota, reumatismo e afecções bucais. Não deve ser ingerida em excesso. Infusão das folhas e ungüento (dores reumáticas)
    Alfavaca Ocimum gratissimum Carminativas, diuréticas e sudoríferas. Infusão de folhas.
    Alfazema Lavandula officinalis Tônica, calmante, digestiva, antiespasmódica. Tissanas e folhas.
    Alho Allium sativum Contra verminose, cólera, escorbuto, anti-virótica e redutor de colesterol. Infusão de bulbos.
    Anis Pimpinella anisum Digestiva, carminativo, diuré-tica e galactagogo. Decocção de se-mentes.
    Arnica Arnica montana Antiinflamatória, tônica das circulação e nervos. Uso externo: Contusões e hemato-mas. Uso interno: Sob orientação médica. Tinturas de folhas.
    Arruda Ruta graveolens Emenagogo, alivia dores intestinais e reumáticas, abor-tiva, é antiinflamatória para os olhos (uso externo), vaso constritor e venenosa. Não usá-la internamente, só externamente. Infusão de folhas e compressas (in-flamação ocular)
    Assa-peixe Vernonia polyanthes Expectorante e hemostático Infusão de folhas
    Barbatimão Stryphnodendron barbadetiman Adstringente, antihemorrági-co, hipoglicemiante e tônico Infusão de cascas e ungüento
    Bardana Articum lappa Diurética, depurativa, antidia-bética, diaforética, emoliente, antiinflamatória e analgésica. Infusão de raízes.
    Boldo Vernonia condensata Desintoxicante do fígado, diurético, antidiarréico e estimulante do apetite Infusão de folhas e maceração (abrir o apetite).
    Camomila Matricaria chamomilla Sedativa; digestiva; antiinfla-matória; antialérgica; analgé-sica e contra cólicas estoma-cais, intestinais e menstruais. Infusão de flores.
    Canela-  da-china Cinnamomu cassia Digestiva, sudorífera e diafo-rética Decocção
    Capim -limão Cymbopogon citratus Digestiva, calmante, febrífu-go, contra dores musculares e diaforético Infusão de folhas e rizomas.
    Cebola Allium cepa Vermífuga, diurética, expecto-rante, digestiva, redutora de colesterol e anti-séptica. Infusão de bulbos.
    Cebolinha Allium fistulosum Vermífuga, diurética, expecto-rante, digestiva, redutora de colesterol e anti-séptica. Infusão de bulbos.
    Celidônia Chelidonium majus Causticar calos e verrugas, ação sedativa local (externa) e contra problemas hepáticos (planta tóxica que apenas deve ser ingerida sob orientação médica) Cataplasma de fo-lhas
    Centela Asiática Centella asiatica Somente para uso externo: Contra celulite. Cataplasma e un-güento de folhas.
    Cinerária Senecio cineraria Descongestionante e antiinfla-matório ocular. Compresssas de folhas e flores.
    Coentro Coriandrum sativum Digestivo. Tóxico em grande quantidade. Infusão de folhas e decocção de se-mentes.
    Cominho Cuminum cyminum Carminativo e digestivo. Decocção de se-mentes.
    Dedaleira Digitalis purpurea Tratamento de doenças cardía-cas. Presente em remé-dios alopáticos
    Embaúba Cecropia glaziovix Contra bronquite, tosse, hipo-tensor e diurético. Infusão de folhas e raízes.
    Estévia Stevia rebaudiana Diurético, antidiabético e auxilia no tratamento contra o obessidade (substitui o açúcar de cana) Infusão de folhas
    Erva-cidreira Melissa officinalis Digestiva, calmante relaxante. Infusão e tinturas de folhas e flores.
    Eucalipto Eucalyptus globulus Anti-séptico, sudorífero, ex-pectorante, febrífugo e desin-fetante (óleo essencial). Infusão e xarope de folhas
    Fortuna Bryophyllum calycimum Emoliente, contra úlceras e gastrites, cicatrizante e anti-inflamatório local. Infusão, sucos (úl-ceras e gastrites), cataplasma de fo-lhas.
    Gengibre Zingiber officinale Anti-séptico, estimulante do estômago. Infusão de rizo-mas.
    Guaçatonga Casearia sylvestris Cicatrizante, anti-séptica, con- tra aftas, sapinhos, herpes, úlceras, feridas, eczemas e picadas de insetos. Infusão, cataplas-mas e tinturas de folhas.
    Guaco Mikania glomerata Expectorante, antiasmático, febrífugo, sudorífero. Infusão e xarope de folhas.
    Guaraná Paullinia cupana Estimulante físico e psíquico, diurético e contra enxaqueca. Tintura, xarope de sementes.
    Guiné Petiveria alliacea Antiinflamtória, analgésica e bactericida. Altamente tóxica. Infusão de folhas e raízes.
    Jaborandi Pilocarpus microphyllus Tônico capilar. Infusão e tintura de folhas.
    Jurubeba Solanum paniculatum Frutos: contra problemas do fígado, estômago e baço; folhas: cicatrizante; raízes: tônico do sistema digestivo e contra anemia. Maceração de folhas, frutos e raízes.
    Losna Aretemisia absinthum Digestiva, digestiva e vermí-fuga. Em altas doses é tóxica. Maceração de folhas.
    Louro Laurus nobilis Emenagogo, digestivo e anti-flatulento. Infusão de folhas.
    Malva Malva silvestris Diurética, emoliente e expec-torante. Infusão de folhas e flores.
    Manjericão Ocimum basilicum Tônico e antisséptico. Infusão de folhas.
    Manjerona Origanum majorona Digestivo, estimula o apetite e anti-séptico. Infusão de folhas.
    Mil-folhas Achillea millefolium Cicatrizante de feridas na pele, contra úlceras, varizes, hemorróidas e cólicas mens-truais. Infusão de folhas e flores.
    Noz-moscada Myristica fragans Digestiva, contra anemia e diarréia crônica. Em grandes quantidades é narcótica. Decocção de sementes.
    Orégano Origanum vulgare Emolientes e digestivo. Cataplasma de folhas.
    Pata-de-vaca Bauhinia forficata Hipoglicemiante, diurética e antidiarréica. Infusão de folhas.
    Pfaffia Pfaffia iresinoides Tônico geral, estimula o apetite e reduz os tremores nas pessoas idosas. Infusão do pó das raízes.
    Salsa Apium petroselinum Diurética e rica em vitaminas A, B e C. Infusão e suco de folhas.
    Sálvia Salvia officinalis Estimulante da digestão, adstringente e tônica. Infusão de folhas.
    Tomilho Thymus vulgaris Anti-séptico e digestivo. Infusão de folhas.
    Zedoária Curcuma zedoaria Regulador das funções digestivas, hepáticas e renal, atua no colesterol. Maceração e infusão de rizomas.

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    justícia pectoralis (Small)
    Chambá  (Justicia pectoralis) é o nome popular da planta Melhoral e Anador. É uma planta herbácea de até 60 cm de altura que produz flores brancas ou róseas. Suas folhas e caules contêm cumarina, um anticoagulante, e DMT, um alucinógeno. É largamente utilizada como planta medicinal na América do Sul e também é usado em rapés sagrados (feitos com as sementes de duas espécies de Virola, ambas nativas da Amazônia) por ter aroma semelhante ao de baunilha.

    O Chambá é uma planta trepadeira ou rasteira com ramos finos que enraizam facilmente nos nós. Folhas opostas e lanceoladas com pecíolos um pouco ondulados. Flores em panículas e tubulares com 2 lábios pubescentes de cor branca, lilás ou rosa por vezes pontilhada de roxo escuro. Sementes são achatadas e aveludadas e se formam em cápsulas. A variedade stenophylla foi originalmente usado pelos povos indígenas da Colômbia e bacia do Amazonas. Várias tribos indígenas adicionavam o pó das folhas secas ao pó das sementes da Virola thetodora produzindo assim um rapé alucinógeno.

    A planta contem betaína, cumarina e unbclliferone, além de DMT, um composto alucinógeno da família das triptaminas. Ramos do Melhoral são vendidos em feiras. As pessoas utilizam-se como sedativo e chá expectorante. No Panamá toma-se o chá para aliviar asias e dores nas pernas.

    Em Porto Rico se produz um xarope expectorante famoso produzido a partir do Melhoral. Em Guadalupe e Martinica um extrato é utilizado como digestivo e misturado com óleo vegetal é um remédio para o pulmão. As folhas são utilizadas como curativo sobre feridas. Em Trinidad, o xarope à base de Melhoral é usado para tosse, bronquite, gripe, febre e náuseas.

    De fácil propagação, cresce em clima tropical e subtropical, locais onde pode tornar-se espontanea. As folhas ficam amareladas quando é cultivado em pleno sol e tornar-se verde escuro quando na sombra. Não sobrevive a geada

    florzinha

    ervas
    Temperos, chás revigorantes e remédios calmantes são algumas das maneiras de empregar as ervas de cultivo doméstico – plantas em geral mais utilizadas pelos sabores, aromas ou propriedades medicinais.
    O tamanho do jardim não é muito importante para o cultivo das ervas. Mas o prazer enorme, você usar aquelas que foram cultivadas por você mesmo, em sua própria casa, com apenas algumas espécies reunidas numa  jardineira, no peitoril da janela ou plantadas entre os canteiros entre as flores do seu jardim.

    Cultivando ervas em recipientes – A maioria das ervas pode ser cultivada em recipientes menores. Se o que  você estiver usando for um vaso, ele deve ter de um terço a metade da altura da planta.
    Ervas altas, como a alfazema entre outras, necessitam de podas regulares.
    Uma mistura adequada para colocar plantas em vaso é constituída de partes iguais de terra vegetal esterilizada e areia grossa. Se possível, acrescente um pouco de estrume bem curtido.
    Atrás de uma vidraça ensolarada, a maioria das ervas cresce no verão quase tão bem dentro de casa quanto do lado de fora.
    As condições ideais são: temperatura do ar de 10°C a 25°C, luz solar durante no mínimo cinco horas diárias e umidade de aproximadamente 50%. Um pouco de exposição ao ar fresco, sem vento, também é ótimo para as plantas.
    Se as folhas ficarem pálidas, murchas e fracas, significa que não estão recebendo luz suficiente.
    Para contrabalançar a secura do aquecimento no inverno, ponha os vasos sobre seixos, dispostos numa bandeja de metal ou plástico cheia de água junto ao fundo dos vasos, ou então borrife as plantas pelo menos uma ou duas vezes por dia.
    O ideal é regá-las com água morna durante o inverno.
    Verifique, de vez em quando, se há pragas; as plantas dentro de casa são mais suscetíveis.
    Se encontrar alguma, lave as plantas com delicadeza: as menores de cabeça pra baixo, na pia da cozinha, e as maiores no chuveiro.
    Você também pode lavá-las ou pulverizá-las com uma mistura de água e detergente (use uma colher de chá para cada xícara de água), enxaguando em seguida.
    Outra pulverização eficaz é uma mistura de oito a dez dentes de alho cortados em lascas finas com uma colher de chá de pimenta seca, deixada numa infusão em duas xícaras de água fervente. Coe a solução com um pano e misture a ela duas colheres de sopa de detergente líquido e aplique durante alguns dias até que a praga desapareça.

    Cuidados básicos – A principal necessidade da maioria das ervas é o sol, uma exposição direta, diária, de no mínimo cinco horas. Sem isso, elas crescem fracas e com pouco sabor.
    Se não puder oferecer-lhes a quantidade suficiente de luz solar, talvez seja melhor cultivar algumas ervas que toleram bem a sombra parcial, como a hortelã-pimenta, a erva-cidreira, a borragem e a salsa.
    A maioria das ervas também precisa de um solo bem drenado. Plante-as em terrenos inclinados ou posicione os canteiros em um plano mais alto, cercando-os com tijolos, pedras ou blocos de concreto. Tais canteiros conservam o jardim de ervas mais limpo e fácil de cuidar.
    Para preparar o solo, cave bem fundo, no mínimo 30 cm.
    Se o solo for duro, ou tiver grande porcentagem de argila, coloque também várias pás de material orgânico, como adubo, húmus de folhas ou estrume curtido, além de um pouco de areia grossa para melhorar a drenagem.
    As ervas em geral preferem um solo neutro ou levemente alcalino.
    Depois de preparar o solo com esses materiais, verifique com um kit de teste, disponível em centros ou lojas de jardinagem, o equilíbrio ácido e alcalino. Se a acidez for superior a 7,5 na escala pH, aplique uma leve camada de cal.

    Estocando plantas para o jardim de ervas – A forma mais econômica de cultivar ervas é a partir de sementes, mas isso exige grande paciência e, em geral, produz mais mudas que se precisa.
    Ervas de crescimento lento, como orégano, tomilho, salsa, hortelã e cebolinho podem ser plantadas dentro de casa, num período de um mês e meio a dois, antes de serem colocadas do lado de fora, ou, nas regiões frias, antes da última geada.
    Outras espécies não devem ser cultivadas em interiores além do tempo de aproximadamente um mês.
    Prepare as bandejas de sementes ou vasos com terra tratada, esterilizada e já misturadas com perlita. Plante as sementes, cubra-as com plástico e ponha-as num lugar aquecido com luz fraca. Devem ser conservadas úmidas até germinar.
    Se a terra secar, pulverize-a com um regador, ou coloque o recipiente em água morna até que a parte de cima apresente gotas de condensação.
    Assim que os brotos aparecerem, remova o plástico e ponha as mudas num local claro, mas não sob sol. Só as exponha a pleno sol quando brotarem as primeiras folhas verdadeiras, isto é, o segundo par. Certifique-se de que haja boa ventilação no local escolhido, para evitar que apodreçam devido ao excesso de umidade.

    Antes que as mudas se tornem finas e compridas, é preciso fortalecê-las, aclimatá-las gradualmente à exposição ao ar livre. Isso deve ser feito quando a temperatura estiver suficientemente amena para plantá-las no jardim.
    Você pode pôr as mudas do lado de fora num lugar abrigado ou debaixo de uma tela, protegendo-as do sol quente ou das noites frias, ou do lado de fora durante o dia e dentro de casa à noite.
    As mudas devem ser transplantadas para o jardim em dias frescos ou nublados.
    Salsa, aneto, camomila e anis não são transplantados com facilidade.
    Se você os semeou dentro de casa, ponha-os em pequenos recipientes de onde possam ser transplantados sem ferir as raízes; ou então ponha as sementes na terra, no lugar em que quer que cresçam, depois de passado todo o perigo do inverno.
    Prepare uma sementeira para ser posta do lado de fora com terra fina e enriquecida com adubo. Espalhe as sementes com parcimônia em fileiras. Cubra-as de terra fina com cerca de duas vezes o diâmetro das sementes.
    Conserve-as úmidas até germinarem e ficarem firmes. Desbaste as mudas quando tiverem mais ou menos 3 cm de altura.

    Manutenção de um jardim de ervas – As ervas demandam menos cuidados, mas você deve transplantá-las e remover do jardim os espécimes doentes e as ervas daninhas. Num jardim pequeno, é possível controlar de maneira eficaz as ervas daninhas, revolvendo de vez em quando a terra em volta das plantas. Num jardim maior, a cobertura com palha é a opção mais prática.
    Ao redor de plantas que preferem solo rico, úmido (por exemplo, manjericão, aneto, cerefólio, cebolinho, hortelã e segurelha), use uma camada fina de cobertura orgânica leve, como folhas mortas, mofo de folha, aparas de madeira, lascas de casca de pinheiro ou adubo. Cascalho pequeno é melhor para as ervas que requerem um solo mais seco e menos rico (alfazema, alecrim e tomilho, por exemplo).

    A não ser que o clima seja muito seco, regue apenas as ervas que gostam de umidade, como o hortelã, o manjericão, o cebolinho e qualquer outra plantada em pequenos recipientes.
    Muitas ervas de uso culinário perdem o auge do sabor logo após a floração, e as anuais começam a fenecer nessa fase. Fique atento para colher botões em florescimento e hastes das ervas comestíveis antes de as sementes se desenvolverem.
    Embora a maioria das ervas seja razoavelmente resistente às pragas, algumas são sensíveis a fungos, ferrugem ou ácaros, e outras “adoradas” por lagartas. Você pode aproveitar as qualidades repelentes naturais de certas ervas para produzir seu próprio borrifador não-venenoso e usá-lo nas plantas contaminadas.
    Colha algumas folhas de ervas que parecem nunca ser atingidas por pragas – por exemplo hortelã-verde ou arruda. Depois, despeje água fervente sobre as folhas (três partes de água para uma de ervas) e deixe em infusão durante 15 minutos.
    Quando esfriar, coe a mistura em pano fino e pulverize as plantas contaminadas. Repita o processo uma vez por semana e depois da chuva, usando a cada vez uma nova fervura da mistura.

    Loureiro, alecrim e cidrão são ervas perenes mas que toleram apenas leves geadas. Se o inverno na sua região é muito frio, você terá de pôr as plantas em lugares cobertos durante esse período.
    Talvez seja melhor deixá-las no vaso, em vez de replantá-las a cada estação.
    Para preparar outras ervas perenes para um inverno mais frio, cubra-as bem com uma camada grossa de folhas, palha ou gravetos. Não remova a cobertura até passar tudo perigo de geada.
    Na primavera, dê uma olhada embaixo da cobertura. Se achar que as novas plantas estão ficando amareladas, descubra-as nos dias ensolarados e cubra-as nas noites mais frias.
    As ervas de folhas prateadas, em particular, tendem a apodrecer quando as condições atmosféricas desfavoráveis, combinadas com a cobertura, retêm excesso de umidade em volta delas. Isso pode ocorrer mesmo em regiões de inverno ameno, onde o orvalho forte da noite ou a chuva causam umidade freqüente.

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