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Posts para categoria ‘Gramados e Forrações’

AJUGA

A ajuga é uma planta herbácea, estolonífera e reptante, muito utilizada como forração e conhecida popularmente como ajugaíba, búgula, erva-de-são-léo, erva-de-são-lourenço, erva-férrea, jujuba e língua-de-boi. Pertence à família Lamiaceae e tem sua origem na Ásia e Europa, entretanto é cultivada no mundo inteiro.

Suas folhas são ovaladas, basais, pubescentes, com margens dentadas, ou levemente lobadas e nervuras bem marcadas.

A folhagem é o grande atrativo desta planta, sua textura é média e as cores são muito variadas, de acordo com a cultivare. As cultivares mais comuns são: “Purpurea” (folhas bronzeadas a violáceas), “Multicolor” (com pintas coloridas) e “Variegata” (de cor verde escura, com margens de cor creme ou branca).

Característica das flores da Ajuga
As flores têm valor ornamental secundário, são de coloração azul-claras agrupadas, tipo espiga, existe também nas cores brancas, róseas e avermelhadas e despontam na primavera.

Atraem borboletas e abelhas. As flores da ajuga, apesar de terem importância ornamental secundária, podem ser muito decorativas na primavera. Geralmente azuis ou violáceas, elas surgem em inflorescências do tipo espiga e são muito atrativas para borboletas, abelhas e mamangavas. Ocorrem ainda variedades com flores róseas, avermelhadas e brancas. Produz pequenas sementes marrons no verão.

A ajuga é uma forração muito rústica e bonita, ideal para as áreas sombreadas e semi sombreadas, onde geralmente o gramado e as flores não se adaptam. Ela gosta de locais frescos, ventilados e pode ser plantada em vasos e jardineiras. Sua textura e cor, aliadas as suas necessidades, a tornam uma ótima planta para jardins de pedra também, valorizando o paisagismo.

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Característica das folhas da Ajuga
Com nervuras bem definidas, lustrosas, de 5 a 10 cm de comprimento,  formam rosetas próximas ao solo ou no caule. A espécie básica tem folhagem verde-escura, mas foram desenvolvidas plantas por cruzamentos, com folhas púrpuras, cor de bronze e mescladas, creme, cor-de-rosa, amarelo, etc.

Cultivo da Ajuga
Deve ser cultivada sob meia-sombra ou sombra, em qualquer tipo de solo, mesmo os de baixa fertilidade, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o frio subtropical.

Não tolera o calor excessivo ou pisoteio. Sob sol pleno, fica com as folhas pequenas e muitas vezes queimadas, mas floresce com mais abundância. Pode se tornar invasiva em algumas situações. O ideal é que seja plantada em canteiros com delimitadores subterrâneos.

Sua multiplicação é feita por sementes, estacas e mais facilmente por divisão das mudinhas que se formam nos estolões, entorno da planta mãe.

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Saiba Mais
Suas cores desenvolvem-se melhor se seu cultivo for feito em locais com sol pela manhã, recebendo a sombra de outras plantas quando este for mais intenso. A propagação da ajuga é muito simples, por estaquia de ramos ou separação de touceiras, feitas principalmente na primavera e outono.

Modo de preparo das mudas da Ajuga
As mudas podem ser feitas em sacos com terra preparada de composto orgânico e areia e deve ser mantido úmido, coberto por saco plástico até notar o surgimento de novas folhas. Levar então para canteiro.

Na hora de transportar a muda da ajuga para o canteiro, é de suma importância que se tenha muito cuidado ao manuseá-la, pois trata-se de uma planta muito sensível e  caso seja pega de qualquer forma, pode quebrar, danificando assim o seu crescimento. O cuidado deve ser tão minucioso para não depredar a muda, pois há casos de morte da muda na hora da transferência.

É exigente em fertilidade e umidade.
Preparar o canteiro destorroando, adicionando adubo animal de curral bem curtido, composto orgânico e areia, caso o solo seja demasiado argiloso.

Nivelar e plantar as mudas com espaçamento de 15 a 30 cm, intercalando as fileiras de modo a cobrir bem a área. Regar a seguir com cuidado, dando leves tapinhas na terra, para nivelá-la e firmá-la, mas com muita cautela, evitando quebrar as raízes e galhos.

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Uso no paisagismo
No que diz respeito ao paisagismo, a planta é muito usada para bordaduras de canteiros. Também fica muito interessante como manchas sobre gramados, formando desenhos com outras plantas de mesmo porte ou maiores, como a Pilea (Pilea macrophylla) e a trapoeiraba (Tradescantia pallida).

Tende a ser invasiva, o que pode ser contornado colocando-se separador de grama entre ela e o gramado.

Em vasos também pode ser utilizada para cobrir o solo, mantendo melhor a umidade além de dar acabamento, para vasos em substituição à cascas de pinus e pedriscos.

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Pertence a família Asparagaceae, são pequenos arbustos. As flores tem tamanho muito pequeno, são actinomórficas e unissexuais. O fruto dessa família é uma baga globosa.

Adaptam-se muito bem ao clima: oceânico, temperado, mediterrâneo, tropical, continental e subtropical. São originárias principalmente da China e Vietnã, porém essas plantas podem ser encontradas na Ásia em geral.

Atingem uma altura, em média, entre: 1 e 3 m e a luminosidade ideal é a meia sombra e sol pleno.

A liríope é uma planta popularmente utilizada como um substituto da grama pelo aspecto similar que tem a ela e por servir como um bom forro do solo. A folhagem é formada por tufos de folhas verdes e escuras, estreitas, brilhantes e arqueadas.

Ao fim do verão e outono, as inflorescências nascem no tipo espiga, com pequenas flores de cor lilás  ou brancas. Os frutos que se formam apos as inflorescências são do tipo baga, escuros, com uma única semente em cada baga e sobrevivem ao longo do inverno. Existe também uma variedade mais clara da planta.

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Onde se desenvolvem melhor?
Em especial a forma variegada dessa espécie, é ideal para ser cultivada como forração de jardins. Pode ser utilizada, também, como borda. Mas, para tal será necessária uma forte estratégia de contenção do  caminho a fim de que se mantenha apenas na área desejada, pois a tendência para se espalhar é muito fácil.

Desenvolve se muito bem em áreas semi-sombreadas, como, por exemplo, sob a copa das árvores, onde a grama não cresce tanto. Por ter os rizomas fortes e ser de fechamento denso é uma ótima opção para controlar a erosão em encostas íngremes.

Não é indicada para áreas de circulação de pessoas, ou seja, a planta morre se for muito pisada. Ainda com relação às encostas íngremes e às áreas que são propensas a erosão do solo, a fama dessa planta para a restauração da terra é justificada. As justificativas são em parte devido as características rústicas e de poucas exigências nos cuidados após o plantio da liríope.

Solo perfeito
O solo ideal para o cultivo da liríope é um solo fértil, drenável, de preferência, enriquecido com matéria orgânica e, também, de irrigação regular. Depois de bem desenvolvida, essa planta é capaz de tolerar alguns períodos de estiagem.

Mesmo tendo origem climática temperada, essa planta tolera o calor e a umidade dos trópicos. A folhagem da liríope pode ficar amarronzada, ou seja, queimada devido a geadas e dias de muito frio.

Quando isso acontecer, as partes machucadas da planta podem ser podadas, pois irão estimular a renovação da liríope estação seguinte. A estação ideal para formação de mudas é o inverno ou o clima seco, pois nessas temperaturas a planta encontra se em dormência. Ela nasce facilmente através das sementes e pelas touceiras, desde que cada parte possua uma estrutura completa inclusive rizomas.

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Dica importante
Uma liríope bem desenvolvida mede cerca de doze centímetros de diâmetro. Para evitar que a planta cresça uma por cima da outra, o espaçamento indicado entre as plantas dessa espécie de pelo menos 30 cm entre cada uma.

Podem parecer muito separadas de inicio, mas em seguida, com um bom cuidado, as plantas logo preenchem o vazio existente entre elas.

A raiz da liríope é como uma bola, então quando for fazer o plantio cave um buraco um pouco fundo, de modo que a coroa da planta permaneça perto da superfície do solo.

Cubra a raiz com cerca de um centímetro de terra. As mudas devem ser plantadas cuidadosamente e regadas de modo a água atinja até seis polegadas abaixo do solo.

Regas
Essa espécie exige uma quantidade moderada de água. Isso significa que nos primeiros dias de plantio deve se manter o solo úmido, assim um bom e seguro desenvolvimento dessa planta está garantido.

Depois de crescidas, quando as plantas estiverem já adaptadas ao solo seco, a quantidade de água destinada a Liríope pode ser reduzida sem problemas.

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Como evitar as pragas e outras plantas indesejadas ao redor da liríope
Outra questão sobre a Liríope para que ela tenha um crescimento saudável é fazer uma camada de pedaços de palha e ou de cascas de árvore. Isso irá ajudar a evitar o crescimento e a proliferação de ervas daninha, reduzindo, também, a evaporação da umidade do solo. Essa atitude conservará muito bem a Liríope recém-plantada. A antracnose é uma doença comum nesse tipo de planta.

Para minimizar os possíveis riscos dessa doença fúngica, o corte ou a poda da liríope a 3 cm de altura, nos períodos de dormência da planta costumam resolver o problema.

Cuidado para não danificar a coroa da planta. O transplante é outra medida a ser tomada para um bom desenvolvimento da liríope. Essa medida pode ser feita após cerca de três ou quatro anos de plantação, a fim de evitar o crescimento demasiado das aglomerações.

Quando for fazer o transplante, separe os aglomerados em mudas individuais e deixe guardados em água até o momento de irem para a terra.

Caso o solo seja fértil anteriormente ao plantio, a etapa da fertilização não precisa ser feita. Se o solo for pobre em minerais, uma pulverização pequena é indicada para que o solo receba bem a liríope.

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Também conhecido popularmente como Barba-de-bode, o Capim-chorão é uma planta que faz parte da família da Poaceae, que se caracteriza por possuir uma grande importância econômica para os seres humanos, pois nessa família de espécies vegetais estão incluídas as gramíneas (gramas para forragem), os grãos (principal alimento cultivado no mundo) e o bambu (que é bastante utilizado na área da construção em todo continente asiático).

O Capim-chorão é uma planta nativa do continente africano, mais precisamente da África do Sul.

Trata-se de uma espécie vegetal do tipo gramínea, que também são conhecidas por gramas ou capins. As gramíneas se destacam por serem espécies angiospérmicas (plantas que possuem flores) e possuírem uma grande variedade de espécies – são cerca de 10.000, que estão divididas em 650 diferentes gêneros.

O Capim-chorão é uma planta que apresenta um ciclo de vida perene, isto é, possuem um ciclo de vida considerado longo – mais de dois anos de duração.

Também se caracteriza por ser uma planta rústica, isto é, são plantas que conseguem se desenvolver e crescer sem maiores cuidados por parte das pessoas que a cultivam.

É uma planta de pequeno porte, chegando a apresentar uma altura média de 40 cm a 60 cm.

O Capim-chorão é uma espécie vegetal rizomatosa, isto é, possuem rizomas que são caules subterrâneos que possuem a capacidade de armazenar nutrientes. As plantas rizomatosas quando crescem formam touceiras que devem ser separadas de forma periódica, para a limpeza da planta para a produção de novas mudas para a propagação da espécie.

Suas folhas se caracterizam por serem longas, lineares, apresentarem curvas e serem muito finas. Elas possuem cerca de 50 cm de comprimento e 4 cm de  largura, concedendo a touceira um aspecto muito denso, como uma espécie de cabeleira verde. A folhagem é bastante decorativa.

As inflorescências geralmente surgem no período do verão e do outono, ficando acima da folhagem. Elas são eretas, e apresentam flores muito pequenas e claras, que não possuem nenhuma importância ornamental. A floração do Capim-chorão normalmente acontece no verão.

Eragrostis-curvula

Cultivo
O Capim Chorão é uma espécie vegetal típica para ser cultivada em regiões de clima tropical, no entanto, ela se adapta bem para ser cultivada em regiões que possuem climas: Subtropical, Oceânico, Mediterrâneo e Equatorial.

É uma planta que gosta do calor, por isso deve ser cultivada a sol pleno, contudo ela também se adapta ao cultivo a meia sombra.

A espécie vegetal não apresenta grandes exigências quanto ao solo (pode ser cultivada em solos pobre ou ricos, alcalinos, secos ou úmidos), contudo, ele é um vegetal que prefere o solo que seja fértil, arenoso e com boa capacidade de drenagem. Quando cultivada em um solo com essas características se desenvolve de uma forma plena.

A realização da irrigação deve ser feita de forma regular, até que a planta se estabeleça de maneira plena e perfeita. Após o estabelecimento pleno da planta, o Capim-chorão se torna tolerante à seca, e também ao frio.

Outra característica do cultivo desse gramímea é que mesmo após sofrer queimadas, roçadas ou pasteios, a planta consegue renascer e rebrotar de uma forma bastante positiva.

Contudo, em áreas que possuam pouca manutenção, o cultivo pode ser perigoso, pois como ela tende a secar nos momentos em que o fornecimento de água for diminuído ou restrito pela própria ação do clima (escassez de chuvas), e isso aumenta o risco de acontecer incêndios, sendo uma ameaça a outras espécies vegetais e aos próprios animais.

Devido possuir uma grande rusticidade (exigência de baixa manutenção por parte de quem cultiva) e grande beleza, o Capim-chorão é uma ótima opção para as pessoas que desejam realizar a formação de bordaduras, grupos irregulares ou maciços na sua área de cultivo.

O Capim-chorão é uma excelente possibilidade para quem deseja uma planta que se preste como forração, pois possui uma grande capacidade e condição para efetuar o controle da erosão do solo. Por isso ela é indicada para ser cultivada em grandes áreas que não estão sendo cultivadas por alguma outra cultura, pois assim o solo será preservado dos efeitos da erosão.

O Capim-chorão pode ser cultivado como pastagem, pois apresenta boa palatabilidade para os animais, mesmo quando as suas folhas já estão em um nível grande de maturação. O Capim Chorão também pode ser utilizado como feno.

Curvula

A multiplicação ou propagação do Capim-chorão
A espécie vegetal pode se reproduzir de 2 formas: por dispersão das sementes e por divisão das touceiras.

A multiplicação por dispersão das sementes pode ser considerado como principal meio de propagação das espécies vegetais. Nesse método, as sementes que são produzidas e geradas pelas flores do Capim-chorão são espalhadas em locais com condições apropriadas para o cultivo e assim gerarem uma nova planta.

No caso da propagação por sementes, normalmente elas são espalhadas pelo próprio vento, o que facilita bastante a propagação dessa espécie. Devido a essa facilidade de propagação e o fato do Capim-chorão ser uma planta rústica, em muitos locais ela acaba sendo considerada uma planta invasiva (são plantas que crescem de forma rápida, sem necessidade de cultivo, e acabam invadindo áreas que não estavam destinadas a elas.

Contudo com o desenvolvimento da tecnologia, inclusive na área da reprodução das plantas, já existem espécies que são estéreis quando cultivadas, que apresentam uma baixa capacidade invasiva e se propagam apenas de forma vegetativa.

A multiplicação por divisão de touceiras consiste na divisão ou fragmentação das touceiras que surgem em um individuo vegetal, com o intuito de obter outras plantas com as mesmas características.

Na divisão das touceiras, são criadas mudas de Capim-chorão que serão plantadas em outro local, para que assim sejam geradas novas espécies vegetais da planta.

Dia-de-Chuva

Festuca-glauca-2

A festuca-azul, uma planta da família das Peaceae categorizada como uma planta de forração Tem sua origem nos continentes asiático e europeu, sendo incidente em toda a região de ambos.  Com essa variação de ambientes onde é cultivada a festuca-azul também acabou recebendo outros nomes populares como somente festuca ou grama-azul. Esse segundo nome é devido o formato e a cor da planta.

Quando são corretamente cultivadas, essa planta pode chegar até 20 cm de altura, o que podemos perceber que não se trata de uma planta grande, muito parecida mesmo com uma grama, sendo diferenciada pelas devido a sua textura não tão delicada.

Essa espécie apresenta um ciclo de vida perene, o que significa que ela vai levar um tempo maior para concluir todo o seu ciclo de floração, podendo chegar a durar 2 anos  e com isso, você terá folhas aparecendo durante o ano inteiro.

A festuca azul é uma planta herbácea entouceirada. A família das Peaceae engloba todas as gramas e bambus que conhecemos então, você vai encontrar muita semelhança entre essa espécie e as outras mais populares. A folhagem dessa espécie é muito decorativa, principalmente quando ela se apresenta na variação azul.

Festuca Glauca

A forma das folhas dessa espécie é bem linear, arqueadas e longas, podendo chegar até 20 cm de comprimento, o que vai ser levado muito em consideração quando falarmos da altura da planta. Como foi citado mais acima, a coloração dessas folhas é azul um pouco acinzentadas, mas dependendo da fase em que você vai encontrar a festuca-azul elas ainda se apresentarão na cor verde.

As inflorescências sempre aparecem no verão e são produzidas com a forma espigada e apresentando flores bem pequenas, mesmo porque a planta em si não tem um tamanho muito grande. Não existe nenhum valor ornamental adotado a essas flores, sendo elas apenas parte do ciclo de vida da planta, mas nada eficientes para a espécie.

Essa planta pode ser encontrada na natureza, em diversas variações. Essas variações diferem-se quanto ao porte, a tonalidade das folhas e a densidade das touceiras.

Algumas surgiram naturalmente e outras foram desenvolvidas com a hibridação de espécies da mesma família. A maioria das plantas produzidas foram “feitas” na Alemanha e por isso a maioria dos nomes está nesse idioma, tais como: ‘Auslese’, ‘Azurit’, ‘Blaufink’, ‘Blaufuchs’, ‘Blauglut’, ‘Blauspatz’, ‘Boulder Blue’, ‘Caesia’, ‘Daeumling’, ‘Elijah Blue’, ‘Euchre’, ‘Golden Toupee’, ‘Harz’, ‘Meerblau’, ‘Seeigel’, ‘Silberreiher’ e ‘Uchte’.

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Na decoração de ambientes
Quando se fala em decoração, logo pensamos em plantas diferentes e que chamem a atenção. Esse “chamar a atenção” requer principalmente o uso de espécies delicadas, sem a necessidade de um tamanho exorbitante, mas que faça uma diferença muito grande no paisagismo que será montado em determinado local. Por esse motivo, a festuca-azul é tão solicita.

Por ter uma textura de folhas mais finas, o que deixa a planta com certa elegância e também devido a sua coloração azulada o que é bem diferenciada em plantas que são cultivadas fora de ambientes mais frios, a festuca-azul é hoje a planta mais utilizada em projetos paisagísticos da Europa. Quando utilizadas é feito forrações e também para a formação de maciços e bordaduras.

Observadas de longe, tem-se a impressão que os jardins foram invadidos por pompons gigantes, o que dá um visual muito bonito. Pode-se também fazer um contraste eficiente utilizando peças como o piso do ambiente ou outras variações de festuca ou até mesmo espécies de plantas diferentes, contanto que tenham um certo alinhamento quanto ao tamanho para que você não desfavoreça essa espécie.

A planta pode ser plantada isoladamente ou em grupos dispersos em jardins do tipo de pedra e/ou áridos. Elas também podem ser plantadas em regiões de litoral, pois toleram a salinidade natural do solo presente nessas regiões.

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Cultivo da festuca-azul
Alguns detalhes são extremamente importantes quando se fala em cultivar uma planta. O clima é um desses detalhes, pois cada espécie precisa de uma temperatura ideal para se desenvolver bem e no caso da festuca-azul, os melhores climas são o Continental, Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Semi-árido, Subtropical, Temperado e Tropical, que são climas típicos das regiões de origem da planta.

A planta pode ser cultivada sob o sol pleno ou então sob a meia sombra. O solo deve estar devidamente fertilizado e enriquecido com matéria orgânica. Ele também deve ter uma boa capacidade de drenagem porque a festuca-azul não tolera ambientes onde o solo se mantenha muito encharcado e isso vai matar a sua planta.

Evite deixar a planta em locais onde exista uma grande circulação de pessoas ou animais porque a festuca-azul não tolera pisoteio.  Evite também deixá-la em climas muito quente e caso venha cultivá-la em regiões litorâneas, deixe-a sempre sob a sombra e em ambiente muito fresco para evitar o ressecamento das folhas assim como a perda da sua coloração.

Apesar de delicada quanto ao pisoteio, a festuca-azul é bem resistente a períodos de estiagem, desde que estes não sejam muito longos e que seja mantido uma rega periódica para a planta.

Com o tempo de cultivo, ela vai envelhecendo e morrendo naturalmente, no centro da touceira. Quando isso acontecer, já pode fazer a divisão das touceiras e replantar a festuca-azul que ela germinará perfeitamente.

A multiplicação dessa espécie é feita por sementes e também por divisão das touceiras no inverno.

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