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Posts para categoria ‘Flores e Folhagens’

erva-tostão

A chamada Erva-tostão (Boerhavia hirsuta), da família das Nyctaginaceae é uma planta rasteira nativa do Brasil, aprecia muito o sol e se alastra com rapidez.
Sua folhagem é densa, formada por pequeninas folhas em forma de gota e de cor verde-clara, e caule macio e marrom.
Gosta de solo úmido e rico em matéria orgânica, mas muito cuidado para não encharcá-la.
Aprecia o clima tropical.

Se ingerida o gosto é amargo. A medicina popular indica a infusão de seu caule e sua raiz nos problemas hepáticos (colagoga) e digestivos, como diurética, anticéptica das vias urinárias, febrífuga, antiinflamatória e anti-albuminúrica.

Também pode ser chamada de batata-de-porco, beldroega-grande, bredo-de-porco, celidônia, solidônia, tangará, tangaracá.

florzia

Pentas Graffiti

Nome científico: Pentas lanceolata
Variedade: Graffiti Violet
Altura: 30 a 40 cm

A Pentas lanceolata também é conhecida como estrela-do-Egito, pelo simples motivo de que suas flores parecem uma estrela de 5 pontas (daí o nome pentas) e sua origem da região leste da África, onde fica o Egito. Originalmente eram plantas com mais de 1 metro de altura, mas hoje em dia existem variedades como a Graffiti que possui plantas anãs!

A Pentas Graffiti é uma inovação nesse tipo de planta, e foi criada pela compania alemã Benary, mas das líderes do mercado de sementes. Naturalmente compacta e bem ramificada, a planta rapidamente fica bem cheia, e os galhos quase não podem ser vistos. Dificilmente você encontrará uma planta melhor que a pentas para dar cor a um local quente e seco!

As flores violetas aparecem em cachos acima da folhagem, evitando que fiquem escondidas, e são conhecidas como um dos melhores atrativos para borboletas e beija-flores! Não é necessário ter o trabalho de retirar as flores velhas, pois essas naturalmente secam e ficam escondidas pelas novas, que surgem constantemente!

Por serem tão compactas, são ideais para vasos, onde atingem aproximadamente 30 cm de altura e ficam cobertas de flores. Podem ser usadas tanto na sombra como no sol, porém na sombra irão crescer um pouco mais altas. São uma ótima alternativa para os gerânios para lugares muito quentes, pois de longe o efeito é o mesmo.

Lembrando novamente que são plantas tolerantes ao calor e perenes, portanto se adaptam ao Brasil todo!

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Clivia_orange
Clívia:
Com flores alaranjadas, extremamente ornamentais, atinge de 30 a 40 cm. Pode ser cultivada em vasos ou em canteiros com solo permeável, mantido úmido à meia-sombra.

agapanto

Agapanto: Com flores brancas ou azuis, a espécie floresce na primavera. Pode ser cultivada a pleno sol ou meia-sombra, em terra rica em matéria orgânica. Seu tamanho médio varia entre 30 a 60 cm de altura e a rega deve ser periódica. “O correto é colocarmos a mão na terra e sentirmos se está seca ou ainda úmida”,

alamanda

Alamanda: É encontrada em duas cores, rosa e amarela, que possui um florescimento mais intenso e folhagem abundante. A espécie é um arbusto que chega a atingir cerca de 2 metros de altura. Floresce principalmente na primavera e começo do verão e pede rega diária. “Ela é totalmente do sol. Tem uma variedade que é trepadeira, muito utilizada em muro que tem jardineira no topo”

azaléias

Azaléia: Essa espécie termina de florescer na primavera e gosta de ficar no sol (na sombra ela perde folhas). A variedade que mais floresce é a rosa, mas também há uma branca, menos farta, e uma alaranjada, mais difícil de ser encontrada. A planta é um arbusto, que pode crescer bastante, embora lentamente, chegando a atingir 4 metros de altura. Pode ser regada diariamente

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Brinco-de-princesa: Encontrado nas cores rosa, roxo e branco (a mais rara), floresce na primavera/verão, gosta de local sombreado solo sempre úmido, podendo ser regado diariamente. Cada galho atinge cerca de 45 cm de comprimento e precisa de poda para florescer novamente no ano seguinte

gardenia

Gardênia: O arbusto pode atingir de 1,5 a 2 m de altura, com folhas brilhantes, verdes-escuras, com flores brancas muito perfumadas. São formadas na primavera e verão e cultivadas a pleno sol. A rega deve ser periódica

hortensia1

Hortênsia: O arbusto pode atingir 2,5 m de altura, com flores nas cores branca, rósea ou azul. É cultivada em vasos ou maciços a pleno sol, em terra fértil, permeável e úmida, florescendo na primavera e verão. “Terra úmida não significa necessariamente rega diária. Ela pode levar alguns dias para secar em função do tempo. O correto é verificarmos se o canteiro ou vaso está úmido, e aí sim colocarmos mais água ou não. O excesso pode causar apodrecimento das raízes”

ixora

Ixora: A espécie gosta de muito sol, e não floresce se ficar na sombra. Tem altura e folhas em tamanhos variados, podendo ser compacta, com cerca de 30 cm, e atingir até 1,5m. Com flores em cores quentes, pode ser regada cerca de 3 vezes por semana. “É uma planta bem rústica, que gosta tanto do clima frio, como da mudança brusca de temperatura. O calor ativa o florescimento dela, que ocorre principalmente entre a primavera e o verão”

lagrima de cristo

Lágrima de Cristo: Trepadeira de crescimento lento, extremamente ornamental, possui flores vermelhas envolvidas por um cálice branco. Floresce na primavera e verão, devendo ser cultivada a pleno sol e em solo fértil, com regas periódicas

lantana

Lantana: Arbusto que pode atingir 2 m de altura, floresce quase o ano todo e é muito visitado por borboletas. Possui flores pequenas, amarelas, brancas, alaranjadas e róseas. Sua rega deve ser periódica e seu cultivo a pleno sol

Magnolia

Magnólia: Árvore que pode alcançar 25 m de altura com copa de até 12 m de diâmetro. Da primavera ao verão, cobre-se de grandes flores brancas, muito perfumadas e é indicada para locais com bastante espaço

primavera

Primavera: Como o próprio nome diz, esta espécie floresce nesta estação. A planta precisa de bastante sol direto para florescer sempre. Em locais sombreados, a folhagem cresce e fica vistosa, mas com poucas flores, que são encontradas em vários tons de rosa, do mais claro ao mais forte. Também tem variedades entre o vermelho e alaranjado. Pode ser usada em vaso ou terra, onde tende a virar árvore. Suas raízes são agressivas e se espalham por até 50 m em busca de água. Não é indicada para ter próxima à área de piscina, pois pode destruir o concreto. Em vaso, precisa ser sempre podada, para adiar o crescimento das raízes, que irão de desenvolver e necessitar de mais espaço. Necessita de rega constante

heliconiapapagaio

Tocha dourada: Também conhecida como helicônia-papagaio, floresce tanto na primavera como no outono, com flores que vão do amarelo ao laranja. Gosta de sol, umidade e regiões litorâneas. Pode atingir 1 m de altura e precisa de rega constant.

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Hibisco-crespo

Nome Científico: Hibiscus Schizopetalus
Nome Popular: Hibisco-crespo, mimo-crespo
Família: Malvaceae
Origem: África
Ciclo de Vida: Perene

Arbusto de porte grande (entre 3 e 4 metros) com galhos longos e pendentes. As flores do Hibisco-Crespo são um espetáculo à parte. Delicadas, as pétalas são crespas e recurvadas e se apresentam sempre de cabeça para baixo, sustentadas por um longo pedúnculo.

Em jardins vemos esta planta freqüentemente isolada, mas pode ser utilizada em grupos. Deve ser cultivado sempre a pleno sol em solo fértil, regada periodicamente. É usual a utilização de tutores ou cercas para dar a planta um aspecto mais comportado. As podas deixam a planta com um aspecto mais compacto e renovam a folhagem.

Não tolera frio rigoroso ou geadas. Multiplica-se por estacas.

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Esta planta é anual, e pertence à família dos ranúnculos (Ranunculae). Suas flores têm cores variadas, passando do branco ao rosa, azul ao violeta, mas podem ter dois tons em uma mesma flor, como rosa e branca ou branca e azul, por exemplo. As folhas são bem finas e espalhadas, dando a impressão de formar uma espécie de nuvem arredondada, nuvem da qual parecem surgir as flores.

As folhas, falando de uma forma simples, lembram as da erva-doce, e as flores, depois de colhidas duram muitos dias, e mesmo depois de secas demoram a perder o colorido. Ao toque as pétalas das flores lembram papel de seda, mesmo quando frescas.

Cabelo de Vênus é uma planta nativa do sul da Europa, sendo muito conhecida no sul da Espanha, mas também pode ser encontrada raramente no norte da Europa, norte da África e sudoeste da Ásia. Pode ser encontrada em terrenos baldios e nos campos, devido a sua rusticidade e a facilidade de auto-semear-se.

As flores são hermafroditas e polinizadas por abelhas. Dá-se bem em quase qualquer tipo de solo – apesar de preferirem solos arenosos -, desde que bem drenados, mas necessitam de umidade constante e sol direto para um bom desenvolvimento. A rega deve ser constante, mas nunca até encharcar. A planta resiste bem a altas temperaturas, mas não suporta geadas, precisando de proteção no inverno.

Chegam a atingir 60 cm de altura e 20 cm de circunferência. Devido ao formato da planta são excelentes para canteiros e forração, mas podem dar um belo vaso, desde que tenha espaço para crescer. Pode inibir o crescimento de outras plantas que estejam próximas, sendo necessário um certo distanciamento das demais plantas para não perturbar o desenvolvimento das outras, já que ela não tem qualquer problema para desenvolver-se.

fruto e sementes de nigella-damascenaFruto seco com as sementes.

Assim que as flores morrem, começam a se formar os frutos, grandes e ovalados, com separações em gomos verticais. Eles são quase que totalmente ocos, mantendo a mesma forma e proporção até secarem completamente. Quando secos começam a abrir-se vagarosamente, deixando à mostra as sementes. Para que as sementes não se espalhem para lugares indesejados, estas cápsulas que as contém devem ser colhidas e as sementes retiradas para uma futura semeadura no local desejado.

As sementes são de um bom tamanho, negras, e podem ser usadas como condimento, lembrando o sabor da noz moscada. Lendo por aí, estas mesmas sementes poderiam ter uso medicinal como expectorante. O óleo essencial extraído das sementes é usado na perfumaria e na fabricação de cosméticos como batons.

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Hortensia (Medium)

As hortênsias são originárias da Ásia, mais especificamente China e Japão, razão pela qual também é conhecida como Rosa-do-Japão. Foi domesticada pelo homem há muito tempo, mas só espalhou-se por todo o planeta como planta ornamental em meados do século XIX. Existem mais de 600 cultivares diferentes.

É um arbusto de ciclo de vida perene que pode chegar a 1,5 m de altura. As folhas deste arbusto são grandes, ovaladas, de cor verde-clara, duras e com bordas dentadas. No Outono as folhas caem.

A floração ocorre na Primavera e Verão. As inflorescências agrupam-se formando buquês bem arredondados, contendo grande número de flores que podem ter uma coloração que varia entre violeta, azul, lilás, rosa, vermelho e branco. As inflorescências da Hortênsia têm diferentes terminações, com bordas arredondadas, estreladas, recortadas ou triangulares. A hortênsia se dá muito bem em climas mais amenos gostando do frio e florindo mais. Esta é mais uma planta cujas flores não são o que parece. Aquela espécie de “bolinha” que há no centro é que é a flor. As falsas pétalas coloridas na verdade são folhas modificadas. Por esta razão, conforme o buquê começa a formar-se as flores ainda são verdes, amadurecendo lentamente até adquirir a cor final.

A hortênsia tem diversas utilizações na composição de um jardim. Pode ser plantada tanto em vasos como diretamente no solo, isolada ou em grupos – é comum ver o uso de hortênsias em grupos numerosos -, formando uma cerca – viva. Fica bem em bordaduras e maciços. Também podem ser cultivadas como planta de interior desde que haja uma boa ventilação e não faça calor excessivo no local onde ficará.

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ciclantus

Origem: Peru, Colômbia e Venezuela
Clima: Tropical e equatorial.

Espécie apropriada para jardins à meia sombra.
Pode ter folhas inteiras ou recortadas e deve ser cultivada em solo fértil.

O Ciclantus é originário da América do Sul. Também conhecido como Mapuá. Também é conhecido como planta-papel. Suas folhas enormes (de 1 a 1,80 m de altura) e curvadas são perfeitas para formar corredores verdes.

Pode ser usado em vasos ou canteiro, sempre a meia-sombra, em terra rica úmida, já que é nativo da região amazônica.

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violetas

As flores são mimosas e coloridas, decoram interiores e ambientes externos, mas devem ser poupadas de excesso de água e luminosidade direta para um bom desenvolvimento

Pequenas, delicadas e de muitas cores. Assim são as violetas, planta cuja beleza tem muitos admiradores. Cercada por folhas verdes cobertas por penugens, que dão a sensação de veludo, as flores são miúdas, abundantes e não apresentam cheiro. Entre os tons mais encontrados estão cor-de-rosa, branco, azul, mesclado e o próprio violeta.

Em parapeitos de janelas, varandas, dentro de casas, escritórios ou outros ambientes, elas são bem-vistas para decoração em qualquer lugar. Praticamente unânime entre os que apreciam flores, no varejo têm boas vendas. As violetas plantadas em vasos são a opção certa para quem vê na floricultura uma atividade comercial a empreender.

Muito popular como ornamento, as violetas são fáceis de cultivar e não ocupam muito espaço. Alcançam tamanho de 15 a 20 centímetros e, com raízes curtas, apresentam bom desenvolvimento em pequenos vasos. Os de plástico são bastante comuns, porém, os modelos de barro são os mais indicados pela capacidade de absorção de umidade. Irrigações em excesso podem levar as raízes ao apodrecimento. A luminosidade é necessária para o seu crescimento, desde que, no entanto, a planta não fique exposta ao sol diretamente. Um outro cuidado que se deve ter é quanto ao ataque de pragas e à ocorrência de doenças.

Apesar do mesmo nome, as violetas cultivadas por aqui não têm parentesco com as originárias do continente europeu, que fazem parte da família das violaceas. Denominada violeta-africana (Saintpaulia ionantha Wendl.), com cerca de 300 tipos cultivados das mais de 2 mil espécies existentes, além de muitas delas em pesquisa, elas pertencem à família Gesneriaceae.

Descoberta no fim do século XIX em montanhas do leste da África, a violeta-africana tem centenas de exemplares no território nacional, sendo a maior parte oriunda do Japão e dos Estados Unidos. Perene, a espécie possui uma haste central e de crescimento vertical, da qual saem as flores ligeiramente projetadas para cima.

Solo: rico em nutrientes minerais
Clima: entre 16ºC e 28ºC
Área mínima: vasos de 12 cm de altura
Produção: o ano todo
Custo: R$ 0,65 para a formação de cada muda

Início – violetas são fáceis de comprar, pois há muitos exemplares em diferentes pontos de venda. Porém, com o uso de técnicas de hibridização, viveiristas possuem, em geral, ampla variedade de oferta. Contudo, sempre é bom ter referências dos produtores para garantir a qualidade das flores.

Propagação - para reproduzir as violetas, o método mais prático é por meio do enraizamento das folhas, a partir de 5 cm de comprimento. Retire as folhas da segunda ou terceira carreira, contando de fora para dentro. Corte o pecíolo – o pequeno cabo na base da folha -, deixando-o com 1 cm, pois, quanto mais longo ficar, mais tempo demorará a formação da muda. Em um substrato preparado com casca de arroz queimada e vermiculita de textura grossa, encontrada em lojas de produtos agropecuários, fixe as folhas separadas, de forma que elas recebam boa luminosidade. A temperatura recomendada do local de reprodução é de 21ºC.

Transplante - são realizados dois transplantes na produção de violetas. Entre oito e 12 semanas, as mudas estão prontas para o primeiro deles. De três a quatro brotos mais desenvolvidos são colocados em copos de plástico de 6 cm de diâmetro por 6 cm de altura ou em bandejas coletivas com substrato leve, de boa drenagem e rico em matéria orgânica. Terra ou areia deve fazer parte da mistura. Aplique pequena concentração de fertilizantes químicos. Após dois ou três meses, a planta já conta com folhas maiores e com o início dos botões florais, fase que indica estar pronta para o transplante definitivo em local rico em nutrientes minerais.

Vasos – em geral, as violetas são plantadas em vasos de plástico ou de barro de 12 cm de altura. Os vasos de barro apresentam melhor absorção da umidade. No entanto, os modelos de plástico são mais procurados por ser mais leves e limpos, mesmo precisando de mais cuidados para impedir que haja encharcamento. Cerca de 10 a 12 semanas após o plantio em vasos, as violetas estão prontas para a comercialização.

Ambiente – o ciclo do cultivo de violetas deve ser realizado em ambiente fechado. Disponibilize uma estrutura como uma estufa. Coloque os vasos de violeta em bancadas de telhas de amianto, ripa de madeira ou grade de ferro, com 80 a 90 cm de altura do solo. Temperaturas noturnas elevadas e diurnas mais baixas são adequadas para o desenvolvimento das violetas, desde que não ultrapasse o limite de 14ºC e 28ºC, respectivamente. Evite a incidência do sol diretamente nas plantas com o uso de telas de sombreamento.

Irrigação - não pode ser excessiva para evitar que as raízes sejam atacadas por fungos e apodreçam. Na produção de mudas e no primeiro transplante, a recomendação é irrigação manual por aspersão. Nos vasos, evite molhar as folhas e as flores. Prefira fazer regas nas horas mais frescas do dia.

Cuidados – as violetas são suscetíveis a pragas e doenças. Ácaros podem ser combatidos com acaricidas à base de dicofol, clorobenzilato ou propargite; tripes, cochonilhas e pulgões, controlados com inseticidas sistêmicos. A principal causa das enfermidades é a incidência de fungos que surgem quando há muita umidade. Faça pasteurização preventiva do substrato antes do plantio das mudas.

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Coléus

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O coléus tornou-se uma planta tão conhecida como espécie de jardins em canteiros e bordaduras, que passou a ser menos cultivada em vasos, onde forma sempre um belíssimo arranjo colorido.

Originário de regiões tropicais da África e da Ásia – seu  nome deriva do latim, que significa testículos – o gênero compreende espécies e híbridos, cuja folhagem diferencia-se por pequenas mudanças no formato das folhas e pela grande variedade de coloridos combinados, que podem ser verde-claro, bronze, púrpura, vermelho-arroxeado, carmesim, verde-escuro e diversas tonalidades de amarelo e laranja. O formato das folhas sempre lembra um coração; são mais ou menos largas conforme as espécies, mas nunca deixando de apresentar os bordos recortados, às vezes ondulados.
Algumas dessas espécies são utilizadas em aplicações medicinais e em farmácias tradicionais de alguns países.

Primavera e verão
No jardim, você não encontrará dificuldade para conseguir os padrões variegados dos coléus. Dentro de casa, porém, será preciso um local bem claro. Tome cuidado com o sol muito forte no verão, pois as folhas podem queimar-se. Protegidas contra os raios solares diretos, suportarão temperaturas elevadas.

O exemplar ficará mais atraente se adquirir um formato encorpado. A fim de que esse objetivo seja atingido, elimine os ponteiros dos caules assim que eles apresentarem um crescimento estiolado ou errante. Faça o mesmo com as hastes florais, que só gastam a energia da planta, impedindo-a de formar novas e belas folhas.

Durante todo o verão o coléus necessita de muito adubo e água. Elabore uma tabela de cuidados e siga-a à risca, anotando as seguintes atividades: regas regulares, a intervalos curtos; adubação quinzenal com fertilizante liquido, assim que a planta se adaptar bem ao vaso.

Mantenha o exemplar em atmosfera úmida e arejada. Pulverize água em volta do coléus para criar uma umidade extra, todos os dias. Essa pulverização deve ser feita muito cedo para que as gotículas de água em cima das folhas não funcionem como uma lente, queimando a superfície, se o sol estiver muito forte. As pequenas marcas de queimadura comprometerão o aspecto da planta. Se isso acontecer, não aproveite os ramos danificados para mudas, porque é possível que originem novas plantas mais fracas.

Outono e inverno
No final do verão provavelmente seu exemplar estará estiolado, sem uma porção das folhas mais inferiores, perto da base, com aparência um pouco doentia. Se você tiver coléus no jardim, opte por deixá-los passar o inverno lá, para não enfeiar o canteiro arrancando-os.
Se gear, cubra-o com folhas de jornal, à noite. Os exemplares de vaso ficam feios depois de um certo tempo e podem se transformar em fornecedores de mudas. Mantenha o vaso apenas úmido, a 13° C. Providencie para que as plantas recebam bastante luz e evite as correntezas frias. Não adube nem pulverize água até a primavera. No começo dessa estação o coléus começa a rebrotar em torno da base e nos ramos inferiores. Apare os ramos e conseguirá uma planta densamente folhada.

Cuidados na Compra

Selecione uma planta pequena, de bom formato, que apresente um colorido bem vivo e desenhos marcantes. Evite os exemplares estiolados.

Propagação

Em julho ou agosto você poderá semear certas espécies. Coloque as sementes a 2 mm de profundidade, na mistura de terra acrescida de um pouco de areia. Deixe o composto sempre umedecido e a uma temperatura por volta dos 21°C. Para manter a umidade e o calor relativamente estáveis, cubra o conjunto com um plástico transparente e mantenha-o num peitoril ensolarado, até que as sementes germinem e possam ser transplantadas para vasos individuais.

Para mudas de estacas, corte ramos com folhas novas de 10 cm, de outubro a março. Mergulhe a extremidade cortada em hormônio enraizador e plante as mudas em mistura mais arenosa, para drenar melhor. Umedeça o composto e mantenha o conjunto a 21°C. Certifique-se de que o ar ao redor das mudas está amido e o ambiente arejado. Quando enraizarem, transplante-as para vasos.

Problemas e soluções
* Folhas murchas, amareladas ou queda da folhagem indicam falta de umidade no ar, de regas ou ambas. Molhe o coléus e pulverize água a seu redor, com bastante regularidade no tempo mais quente. No outono e no inverno, deixe o solo úmido.

* O excesso de água pode causar a podridão de um caule, o que fica evidenciado por um anel escuro e enrugado logo acima do solo. Deixe o composto secar por alguns dias, voltando a regar bem menos do que antes.

* Folhagem pequena e crescimento vagaroso significam falta de nutrientes ou de luz. Adube a planta a cada quinze dias e coloque o vaso em local mais ensolarado.
A falta de luminosidade também pode causar a perda dos padrões coloridos na folhagem. Em lugar mais claro, a planta readquirirá toda a sua exuberância de cores.

* Geadas ou temperaturas muito baixas transformam o coléus em um amontoado irreconhecível. Apare os ramos afetados e desloque o vaso para um ambiente com, no mínimo, 13°C de temperatura.

* Pulgões e cochonilhas devem ser combativos com mistura de água e álcool. A planta também pode ser afetada por mosca branca e caracóis.

Espécies

Coleus-blumei

Coleus blumei constitui o principal pai da maioria dos híbridos que existem. Trata-se de uma planta compacta, com cerca de 90 cm de altura, quando adulta.
Coleus blumei, originária de Java, produz folhas verde-claras e padronagem púrpura-avermelhada ou bronze, tendo as margens bem recortadas e onduladas. Forma uma pequena planta herbácea de 60 a 90 cm de altura. Quando várias mudas são plantadas em canteiros originam um tapete de folhas macias. Essa espécie tornou-se o pai da maioria dos híbridos.

As flores desenvolvem-se no fim do verão, princípio do outono e são formadas por espigas muito finas com cerca de 10 cm de comprimento com pequenas flores tubulares de cor azul, violeta ou rosa.
Remover as flores constitui uma boa iniciativa para incentivar a formação de folhas mais viçosas. Uma vez que se trata de um exemplar de fácil cultivo, você poderá renovar o estoque anualmente.

Coleus_Carefree

A variedade Carefree cresce até uns 30 cm de altura, apresentando folhas com centro vermelho-escuro, rosa-amarronzado e amarelo-esverdeado, e bordos decorados e verdes.

coleus rainbow
Rainbow, arco-íris, tem esse nome sugestivo por sua grande gama de cores, como a versão de folhas carmesins, com nervuras vermelho-escuras e bordos quase pretos. A Sabre, com suas folhas lanceoladas, forma um arbusto de 30 cm, bem compacto, com padronagem vermelha, verde e amarela.

Coleus frederici
Coleus frederici
, de Angola, possui folhas verde-escuras, nervuras salientes e bordos recortados. Apresenta belas flores azuladas, na ponta de ramos curtos.

Coleus verschaffeltii

C. verschaffeltii, de Java, revela um dos coloridos mais vivos. Produz folhas grandes e carmesins, com cerca de 10 a 15 cm de comprimento. Sua superfície assume coloração púrpura no centro e os bordos são verde-escuros; o verso tinge-se de púrpura-avermelhado.

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Algumas lições de vida mui importante podem ser aprendidas, pela simples observação do bambu. Por exemplo, ele fortalece primeiro suas raízes antes de se projetar para fora da terra. Só depois de bem consolidado no subsolo, começa seu desabrochar pleno, tornando-se uma planta vistosa e alta, mas com hastes fininhas. Nas tempestades, enquanto as árvores de troco grosso se desgastam e quebram durante a luta contra a natureza, o bambu faz uso de sua incrível flexibilidade, envergando sobre os ventos e chuvas, para se levantar majestoso, quando o tempo abre.
Essa pequena biografia explica porque ele se tornou a árvore símbolo de algumas das principais escolas do Oriente, como o Zen, o Tão, o Reiki e muitas outras, além de estar associado à felicidade, sorte, retidão e equilíbrio  entre força e flexibilidade.

Quem pratica a jardinagem como um meio de se conectar com a perfeição da natureza e incorporar suas características na vida, não pode deixar de ter o bambu em seu jardim.

Como se trata de uma família botânica bastante extensa, é possível encontrar espécies  adequadas aos mais diversos tipos de arranjos de espaço ou estilo que se possa imaginar.

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Anatomia do Bambu
O cultivo de bambu não tem muitos segredos, mas exige que se conheça o básico de sua estrutura para entender melhor o seu comportamento e não perder nenhum lance no seu desenvolvimento.

Folhas – As folhas de bambu na verdade são lâminas de caulinares que crescem em galhos e se diferenciam das folhas caulinares dos colmos, “tomando a forma e a função fotossintética de uma folha”. São resistentes e longevas.

Colmo - É a parte que se identifica com o “caule” do bambu, formado por fibras de lignina e silício com nós e entrenós bem visíveis. Normalmente são ocos e possuem características diferenciadas de diâmetro, altura, cor e textura para cada espécie. Concentra quantidades variáveis de amido.

Flores – A floração do bambu ainda não foi totalmente compreendida pelos botânicos, nem pelos produtores. Sabe-se que ela ocorre a intervalos muito longos, que vão de 10 a 100 anos. Na maioria das vezes, após a floração, os bambus secam, não conseguindo mais produzir novos brotos. Muitos lavradores orientais aceitam isso como mau presságio, mas é apenas o ciclo de floração que é longo.

Solo - O bambu se adapta bem em quase todos os tipos de solo e climas, só não tolera a terra com excesso de umidade. Ele se dá melhor em solos levemente ácidos e argilosos, com 5.5 a 6.5 de pH. Gosta mais dos locais planos ou com inclinação bem leve, arejados, férteis, com terra fofa, boa drenagem e boa quantidade de matéria orgânica.

Rizomas - A formação rizomática pode ser paquimorfa, que tem origem tropical e lembra uma espécie de bulbo, formando touceiras densas, ou lepmorfa, de origem temperada, cuja forma alongada e fina lembra uma vara subterrânea do próprio bambu. Eles são alastrantes.

Conheça algums espécies encontradas no Brasil

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Bambuza vulgaris “vittata”
Esta espécie também é conhecida como bambu-amarelo, bambu-imperial e bambu-brasileiro, mesmos tendo a sua origem verdadeira na China e sudeste asiático. Seu colmo de coloração amarelo rajado de verde tem alto valor ornamental. É uma espécie entouceirante não invasiva de grande porte (pode chegar aos 30 metros). Gosta de exposição solar plena e dos climas tropical e subtropical.

2

Guadua angustifolia
Bambu nativo da América, especialmente de países como Equador, Colômbia e Venezuela. É muito resistente e rústico. O traço marcante fica por conta dos nós brancos bem mais chamativos do que o encontrado nas outras espécies. É muito utilizado economicamente para a construção, pois possui um dos melhores colmos lenhosos. Atinge cerca de 25 metros e gosta de sol pleno, com baixa tolerância ao frio extremo. Forma touceiras não alastrantes.

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Dendrocalamus giganteus
Também conhecido pelo nome de bambu-gigante, pode atingir 36 metros de altura, e seus colmos são bastante grossos, chegando a até 30 cm de diâmetro. Crescem em moitas e de forma bem acelerada (cerca de 94 cm por dia). O ciclo de florescimento é a cada 30 anos. Prefere climas tropicais, mas é bem resistente às mais variáveis situações. Utilizado na constução civil e no artesanato além de seus brotos serem comestíveis.

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Phyllostachys nigra
Originário da Ásia, o bambu negro se destaca como uma das espécies mais ornamentais no grupo dos bambus. Quando jovem, os colmos são verdinhos e brilhantes, mas vão adquirindo uma coloração escura com a maturidade. Quando adulta, além de estar com as varas totalmente pretas, pode atingir até 7,5 metros de altura. Seus colmos são fininhos, cerca de 2 a 4 cm de diâmetro. As folhas são verdes na página de cima e levemente acinzentadas abaixo. Gosta de sol pleno e solos profundos e é sensível a ventos frios e excesso de calcário na terra. Exige cuidados para não se alastrar.

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Phyllostachys nigra ‘Boryana’
A variante da Phyllostachys nigra tem colmo verde salpicado de manchas marrons e é muito rústica e resistente. A folhagem é densa e vistosa. Os efeitos pintalgados do colmo ficam ainda mais bonitos quando exposto ao sol pleno, assemelhando-se à pele de leopardos e onças.

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Bambusa mulfiflex
É uma das espécies mais populares de bambu, bem tolerante ao frio. Gosta de solos ricos e forma touceiras de fácil controle. Tem porte médio de cerca de 3,5 metros, colmos delicados e folhagem densa. Muito usado tanto no paisagismo quanto no artesanato.

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Bambusa vulgaris
Como o primeiro nome revela, é o tipo mais comum de bambu. Atinge até 15 metros de altura, e seus colmos de cor verde bem intensa e marcado tem cerca de 10 cm de diâmetro. Apesar de ser muito adaptado e presente em todo territóroi brasileiro, é originário da China. Gosta do clima tropical.

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Buddha’s belly bamboo
Nome comercial para designar espécies de bambu de aparência muito exótica, com entrenós inchados nos seus colmos curtos, e coloração verde e brilhante. Podem ser manuseados como bonsais ou atingir muitos metros de altura, sendo resistentes a secas e ao frio, embora não suportem geadas. As duas variedades mais comuns com essa característica de alargamento dos entrenós, são a Bambusa vulgaris “Wamin” e a Bambusa ventricosa, que em alguns estudos e compêndios aparece como Bambu tuldoides “Ventricosa”.

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Pleioblastus variegatus
Espécie arbustiva de porte pequeno. Atinge média de 14 cm de altura e tem folhas verdes variegatas de branco. Outras nomenclaturas possíveis de encontrar são Pleioblastus fortunei “variegata” e Arundinaria variegata.

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