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Posts para categoria ‘Flores e Folhagens’

Russelia equisetiformis

A flor-de-coral é uma planta de textura herbácea de origem mexicana que desponta inflorescências da primavera ao outono. Também conhecida como russélia, é uma planta pendente e muito florífera.

Seus ramos são filiformes, ramificados, arqueados e longos, com cerca de 1 m de comprimento, e apresentam florescimento muito ornamental.

As flores têm forma tubular e podem ser vermelhas, amarelas ou brancas. Os frutos, de tipo cápsula, não são relevantes em termos decorativos.

O seu aspecto pouco denso torna-a apropriada para jardins informais, vasos, floreiras e cestas suspensas. A russélia atrai beija-flores e borboletas e destaca-se em grupos.

Esta planta prefere um clima quente e ameno, mas tolera o frio, o vento e a salinidade (para cidades à beira-mar). Vamos saber agora como como plantar a flor-de-coral.

flor-de-coral

Cultivo
A flor-de-coral é uma planta bastante ramificada e deve ser plantada em solo areno-argiloso. Recomenda-se que se aproveitem elevações naturais para destacar os seus ramos pendentes. A russélia pode tornar-se uma planta invasiva, sendo essa a única desvantagem desta espécie.

Cuidados
A nível de rega, pode apenas molhar a superfície do solo quando estiver seco. Tenha cuidado para não encharcar. Mantenha a planta em locais com muito sol ou meia-sombra. A flor-de-coral multiplica-se através de sementes e divisão das touceiras enraizadas.

Plantio
Para que floresça com abundância, tome alguns cuidados na hora do plantio. A flor-de-coral precisa de sol e irrigação regular. O solo deve ser adubado com potássio e fósforo.

Procure um solo que contenha areia e argila, mas que seja úmido (e não encharcado). Para melhores resultados, na hora do plantio misture na terra (à volta do caule, nunca junto ao caule) 5 colheres de sopa (por metro quadrado) de NPK 04-14-08. De quatro em quatro meses aplique uma nova colher. Se o solo for adubado, a sua russélia florescerá muito mais.

russelia amarela

Mudas e podas
Pode conseguir boas mudas se dividir as touceiras da planta por estaquia e sementes. Como qualquer planta, o truque para boas mudas é a altura em que são tiradas. A época certa para tirar mudas da flor-de-coral são as estações de primavera e verão.

Para obter um bom resultado com a multiplicação e ver a russélia carregada de flores o tempo todo, é recomendado que se pode a planta no final do inverno.

Russelia-equisetiformis-1

Paisagismo
Por ser de fácil plantio, ter boa conservação, ser perene e por oferecer um lindíssimo visual, a flor-de-coral é muito usada por paisagistas como planta ornamental, compondo alguns tipos de decoração.

Uma das vantagens de cultivar russélia é que, aparentemente, ela não atrai fungos e pragas, parecendo até imune. Se for plantada em duas ou mais cores, o efeito que esta planta provoca é ainda mais bonito.

chuva no mar

Lamprantus

O primeiro cuidado a ter, é comprar plantas com pequenas folhas a despontar em vez dos vasos carregados de flores que murcharão no curto prazo e deixarão de ter o que mostravam na loja: verá que se cuidar bem da sua nova aquisição, ela lhe fará companhia por muito mais tempo.

Não é tão imediatamente compensador mas no médio prazo sentimos estas plantas que se formam a partir dos nossos cuidados como nossas filhas, muito mais do que como “bibelots” caros e mal agradecidos.

Se seguiu esta orientação e comprou uma plantinha sã (espreite por baixo das folhas e junto ao caule e escrutine bichinhos ou poeiras suspeitas), a primeira coisa a fazer é estudar o meio onde vem plantada, que pode ser tudo menos o meio adequado ao seu desenvolvimento. Acreditem, há pessoas capazes de tudo para vender.

Assim sendo, aprenderá a reconhecer que cada planta tem necessidades específicas que começam pelo solo de onde retiram o alimento quotidiano. Em geral um bom conselho é ter um vaso com a mesma altura da planta, embora algumas plantas gostem de ter as raízes apertadas e em pouco espaço.

E o substrato deve em geral ter três componentes: terra normal para plantas, algum meio arenoso ou semelhante que permita drenar bem e alguma matéria orgânica para enriquecer o conjunto. Verifique qual a composição na etiqueta da embalagem.

Kalanchoe

Esta é uma regra perfeitamente válida: terra normal, areia e matéria orgânica. Mas atenção, cada caso é um caso e por exemplo os cactos necessitam de uma mistura com pouca matéria orgânica e mais areia que impede o solo de ficar excessivamente úmido e assim apodrecer as raízes e um frangipani tropical exigirá muito um solo constantemente fertilizado e muita, muita água e principalmente sol.

O sol é o segundo elemento fundamental depois de termos cuidado do tipo de solo. A luz natural é o instrumento que permite ou não o desenvolvimento adequado da nova plantinha, ou seja, terá que determinar qual das suas janelas está virada a norte e aí muito poucas plantas resistirão, sobretudo durante o inverno;  e também qual a que está mais exposta ao sol porque nela certamente só consegue fazer vingar cactos e pouco mais.

petúnia

Coloque-as num local arejado, sem correntes de ar e que seja luminoso. Mais luz que sol, é o segredo. Com luz a mais ficam muito verdes, com luz a menos ficam um pouco mais pálidas.

Depois do solo e do sol o mais importante é o alimento. Como regra, fertilize com moderação, todos os quinze dias, por exemplo, exceto no inverno quando não fertiliza nada ou fertiliza uma vez por mês no máximo.  Com o tempo vai habituar-se a olhar para as suas plantas e a reconhecer quando é que estão precisadas da sua atenção.

Mas que tipo de fertilizante usar? Em geral encontra-se tudo bem explicado nas embalagens, mas pode ficar com esta ideia geral: todos os fertilizantes têm no mínimo três componentes.

Um é o Azoto que alimenta as partes verdes; o Fósforo que alimenta as raízes e finalmente o Potássio que permite ter mais flores e frutos. Simples, não é? Bom, está simplificado. É claro que a maior parte dos produtos que encontramos à venda tem tudo isto e muito mais, mas isto é o fundamental para se saber nesta fase.

Finalmente, mas não menos importante: as Regas. Que fazer quando a planta murcha? Regar muito, pouco ou nada? Primeira coisa a fazer: nunca regar por forma a que água saia pela base do vaso e fique no prato por mais de três quartos de hora. Como em tudo há exceções, mas em termos gerais, mais vale água a menos do que água a mais.

crisântemo

A planta precisa de água quando a superfície do solo está seca. Se a terra está a despegar-se dos lados do vaso, a planta deve estar sequiosa. Nunca, mas nunca a deixe chegar a esse ponto. As plantas não merecem tanto desleixo e para além disso, mais vale deitar o seu dinheiro directamente no caixote do lixo que o resultado é o mesmo.

Tenha um pouco de atenção de quando em quando, se possível à mesma hora do mesmo dia da semana. Domingo de manhã é uma boa altura, mas se tiver mais tempo à noite também está bem.

De princípio regue só um pouquinho, aprenderá com o tempo  a avaliar qual a quantidade adequada, sobretudo se ao tocar com o dedo no solo verificar que este não está completamente seco desde que o regou na última semana.

Nunca misture plantas compradas num viveiro que não seja da sua extrema confiança, com outras que tenha já em casa e que estejam de boa saúde. Coloque as recém- chegadas num local à parte durante uns dias, para evitar eventuais contágios.

flores

planta-aranha

A origem da planta-aranha, também conhecida como planta das fitas, é o Japão, sendo nativa da ilha de Honshu, onde surge em florestas e encostas pouco úmidas. Pertence à família Cyperaceae.

As espécies ornamentais entretanto desenvolvidas – ou cultivares – foram selecionadas por jardineiros japoneses e encontram-se em muitos jardins do mundo inteiro e naturalmente.

Esta planta perene possui folhas compridas, espalmadas e finas, semelhantes a ervas alongadas e tem listas amarelas a todo o comprimento. Cresce a partir de um centro muito denso em forma de repuxo e pode ocupar 25 a 51 cm de largura, ramificando-se lentamente através de rizomas subterrâneos.

As folhas da são estreitas (0,6 cm) e podem atingir 25 a 38 cm de comprimento, curvando-se elegantemente desde o meio para os lados, formando um pitoresco ninho.

Esta espécie tem as folhas raiadas de amarelo no centro com uma margem verde escura, lançando flores na primavera, a partir do extremo de um caule amarelo fino ou haste, que se bifurca em vários outros caules triangulares, onde nascem folhas e flores brancas muito decorativas dispostas em jarra.

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Cultivo
A planta-aranha gosta de um local com meio sol ou sombra leve, o que permite que os seus tons de verde e amarelo contrastem melhor. Em climas quentes podem crescer mais altas e delgadas do que o habitual.

Dão-se melhor em solos úmidos desde que com boa drenagem, de forma a não permitir a acumulação de água e o apodrecimento das raízes.

Em locais muito quentes a planta “queima-se” nas pontas das folhas com facilidade. Sua propagação é feita a partir dos rizomas da base, separando-se em várias mudas no fim do inverno ou princípio da primavera, distanciando-as no terreno umas das outras, pois em breve ocuparão três vezes mais espaço do que o inicial.

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É aconselhável espaçá-las umas das outras uns 40 a 50 cm. Os rizomas (raízes com aspecto de cabelos finos e delicados) têm no meio uma espécie de bolha comprida e transparente, que faz parte do sistema de propagação.

Podem também ser multiplicadas a partir de novos tufos de folhas que se criam no fim de cada haste, tendo o cuidado de deixar um pouco das raízes juntamente com a nova planta e de regá-la cuidadosamente nos primeiros tempos para se agarrarem melhor ao solo.

Aliás, quando não se cortam estas hastes e se deixam as plantinhas da ponta tocar o solo, estas podem enraizar facilmente no local onde se encontram o que é aconselhável um constante acompanhamento deste processo, pois obrigarão ao jardineiro que não pretende ter estas plantas por todo o jardim, a eliminar de vem em alguns destes filhotes da planta primitiva.

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Utilização|
O aspecto elegante desta planta, que se desenvolve rapidamente para os lados em forma de chuveiro, torna-a muito adaptada a sebes baixas ou em bordas de canteiros informais, junto a gramados, por exemplo.

Também se podem utilizar no meio de sebes verdes com outras plantas altas por detrás, para contraste de cor pela variedade das folhas verdes e amarelas. Num canteiro onde não se queira plantar flores, mas se pretenda ter o solo limpo e ocupado, pode ser usada como cobertura de solo.

Pode também ser pendurada num recipiente, com a folhagem dourada a cair para todos os lados, onde ocupará rapidamente o espaço à sua volta causando um efeito muito interessante.

Estas plantas quando cuidadas devidamente, garantem um aspecto sempre novo ao seu jardim. Porém, se deixadas crescer sem manutenção adequada, tanto em vasos como no solo, facilmente terão um aspecto descuidado e pouco atrativo.

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A Papoula-do-ópio é uma planta anual, pertencente à família Papaveraceaer, que atinge 90 cm a 1,2 m de altura, com folhas verde azuladas, pontiagudas e extremamente recortadas, que chegam a atingir 15 cm de comprimento.

O caule, quando cortado, emite uma substância leitosa da qual se extrai o ópio. De início as folhas emergem do solo quase em forma de alface, com folhas baixas que envolvem o núcleo inicial como uma roseta, após o que, já na primavera, surge um caule ereto que se enche de folhas e termina num botão que se vai desenvolvendo lentamente em direção ao céu, até abrir numa flor magnífica que chega a atingir os 10 cm de diâmetro.

As cores podem ser vermelha, branca, rosa, lilás e malva, tendo em geral pétalas dobradas. As flores duram pouco tempo, mas quando caem as pétalas, as cápsulas revelam-se grandes e verdes, continuando a desenvolver sementes, à medida que a planta vai secando.

Por esta razão e embora visualmente nesta fase a planta não seja muito atrativa, se se quiser guardar as sementes, não se deve arrancar do solo enquanto a cápsula não tiver maturado, o que se vê pela cor castanha e, sobretudo pelo barulho quase de chocalho que faz quando é abanada.

Caso não se corte a cápsula e se guarde no local para ser semeada na época seguinte, ela abrir-se-á espalhando as sementes em volta, que nascerão arbitrariamente na primavera seguinte no sítio onde tiverem caído.

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Origem:
Por serem úteis na produção de fármacos, hoje em dia estas papoulas são cultivadas em praticamente todo o mundo, embora sejam originárias do sudeste da Europa e da Ásia ocidental. Delas se retiram substâncias que servem para produzir analgésicos, tais como a codeína e a morfina e ainda outros narcóticos ilegais.

Porém podem ser cultivadas apenas pela beleza das suas flores, que tornam a papoula-do-ópio popular em muitos jardins em todo o mundo, sendo uma planta ornamental fácil de cultivar e bastante vistosa.

Cultura
Há mais de 6.000 anos que a papoula-do-ópio é cultivada para fins terapêuticos e medicinais, crescendo rapidamente e em qualquer lado, desde que o solo seja moderadamente poroso.

papoula

Deve ser cultivada em pleno sol embora nas regiões mais quentes beneficie de alguma sombra durante a tarde. Necessita de ser regada regularmente enquanto cresce.

Resistência: Dá-se bem nas regiões quentes, podendo porém, vingar se sujeita na fase inicial da semente a um abaixamento da temperatura ambiente ou a geada. Quando começa a ter uma altura razoável deve ser apoiada num tutor, pois tende a vergar e a cair para o lado.

Quando se pretende ter mais do que uma florada na mesma planta, basta cortar as cápsulas das flores fanadas e deixar que surjam novos botões, em geral nas “axilas” de folhas mais baixas.

Cortar com cuidado as flores velhas porque por vezes já se notam novas flores a nascer no mesmo caule que podem vir a ser prejudicadas pelo corte da flor antiga se não se tiver cuidado.

Com este método, que inviabiliza naturalmente o aproveitamento das cápsulas para reprodução futura, convém reservar dois ou três pés para amadurecimento das cápsulas grandes, a fim de manter uma sementeira anual, pois as flores de segunda geração provenientes da mesma planta, dão em geral cápsulas menores e portanto, plantas de menor porte e inferior qualidade.

Sua propagação pode ser feitas facilmente pelas sementes que se espalham no terreno no final do inverno ou início da primavera. Como já dito, podem também deixar-se na planta para que caiam e voltem a brotar espontaneamente na estação seguinte.

papaver

Contudo, neste último método, provavelmente será necessário retirar e deitar fora alguns pés que nasçam mais juntos e que por essa razão e porque a planta não gosta de ser mexida mesmo quando ainda é muito jovem, não permitirão que as plantas se desenvolvam de modo airoso e saudável.

Em geral, é mais fácil deixar as sementes cair na terra e depois retirar os pés que nasçam muito juntos, mas pode também retirar-se as cápsulas maduras com as sementes dentro antes delas se abrirem, deixando que amadureçam suficientemente para que tenham boa qualidade, e na altura certa semear em linha, distanciadas umas das outras, no local onde se pretende que as plantas se desenvolvam normalmente.

Mais uma vez atenção porque a papoula não suporta bem ser mudada de local, em virtude do sistema de raízes ser demasiado frágil e as muitas das vezes, quando sujeita a esse “trauma” acaba por não vingar.

Se tiver mesmo de transplantar alguns pés, faça-o com o maior cuidado levando a maior parte da terra junto com as raízes e regue regularmente enquanto a planta estiver a adaptar-se ao novo lugar.

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Aplicações:
As papoulas tornam um canteiro extremamente alegre e agradável de ver, especialmente se estiverem em contraste com outras plantas de folhagem verde escura. Também pode-se cortar as flores para pôr em jarras, mas para isso convém cortar um pé com o botão quando este apenas começa a abrir, deixá-lo de cabeça para baixo num local escuro e fresco durante 24 horas e só depois pôr na água e trazer para a luz.

Existe mais de 70 espécies de papoulas, a maior parte originária das regiões de clima temperado na Ásia e na Europa.

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