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Posts para categoria ‘Flores e Folhagens’

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O danúbio-azul é uma planta pertencente à família Asteraceae e tem sua origem nos Estados Unidos, América do Norte. É uma planta que produz lindas flores e prefere o clima temperado para seu desenvolvimento, especialmente para o período de floração, que ocorre entre a primavera e o verão. Porém, nos lugares que apresentam um inverno não muito rigoroso, pode apresentar lindas flores durante todos os meses do ano.

Suas flores são formadas com pétalas que representam franjas e muito parecidas àquelas da centáurea. As mesmas podem ter diversas colorações, como brancas, azuis, róseas, roxas e ainda amarelas, conforme o modo de cultivo. As hastes das flores podem quebrar ou simplesmente pender depois de chuvas muito fortes.

A beleza e delicadeza do danúbio-azul pode ser um diferencial aplicado em qualquer tipo de jardim, sendo especialmente recomendado para aqueles que seguem a linha mais campestre.

Apesar de ser tão bonita e chamativa é uma planta de fácil cultivo, exigindo muito pouca manutenção e ainda pode ser plantada em jardineiras e vasos, enfeitando as sacadas e janelas, deixando tudo mais alegre e bonito. Além disso, o danúbio-azul ainda pode ser utilizado como flor de corte, tendo uma duração bastante acentuada em buquês e arranjos florais.

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Como cultivar
Seu cultivo deve ser feito sempre sob o sol pleno, num solo que seja bastante fértil, com excelente drenagem, acidez acentuada e bem enriquecida com muita matéria orgânica, além de ser regada com certa regularidade.

É uma planta que gosta de bastante sol, porém, por ter alta durabilidade ainda é capaz de suportar o tempo de meia sombra, diminuindo também sua quantidade de flor. Ela ainda prefere o solo mais umedecido, entretanto resiste muito bem a períodos curtos de estiagem. Assim como muitas outras espécies é bem resistente às temperaturas mais baixas.

Para conseguir uma maior estimulação de futuras deve-se fazer a remoção das flores já velhas. Lembrando que a multiplicação do danúbio-azul deve ser efetuada mediante a divisão das touceiras já com raízes.

A propagação também pode ser efetuada através de sementes, porém é necessária a quebra de dormência com a temperatura de 4ºC durante ao menos seis semanas. E mesmo depois disso é preciso se esperar por diversas semanas para que aconteça a germinação.

Essa planta possui características especiais que a tornam ainda muito mais bonita e cativante, especialmente em razão de sua forma de pequenas rosetas, bem fofas, possuindo folhas basais em tonalidade verde-escuro, estreitas, lanceoladas, e também pecioladas.

Durante a época do verão aparecem alguns ramos bem eretos, que possuem as folhas em tamanho menor. Já em regiões que possuem o clima temperado, sua floração acontece, como já dissemos, entre a primavera e verão.

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O danúbio-azul no jardim
Em qualquer jardim, o danúbio-azul pode ser uma delicada e bonita bordadura, da mesma forma que pode criar conjuntos ou maciços em composição com outros tipos de plantas. Pode ser muito usado em jardins na frente de residências, por chamar bastante a atenção e atrair os olhares admirados dos transeuntes.

Assim como várias outras plantas e flores conhecidas, ela possui alguns encantos próprios, curiosidades que até mesmo quem cultiva pode não saber ao certo se é verdade ou não.

Curiosidades do danúbio-azul
As sementes originárias do danúbio-azul possuem aproximadamente 40% de óleo em sua composição. Do líquido é extraído um potente ácido chamado de vernólico que pode ser usado na fabricação de diversos componentes importantes, como adesivos, vernizes e plásticos.

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Recapitulando os pontos importantes do cultivo
* A planta gosta de sol forte para se desenvolver;
* Prefere um solo com alto teor de fertilidade e acidez;
* Não gosta de solo muito encharcado e o mesmo precisar estar repleto de matéria orgânica;
* Apesar de preferir ficar sob o sol bem forte, o danúbio-azul resiste muito bem à meia sombra, mas que fique claro, nessas condições ela apresentará uma quantidade bem menor de flor, ao contrário do que ocorreria na outra condição;
* Mesmo gostando de uma rega regular, caso passe por períodos de estiagem curtos, sobrevive muito bem;
* Pode não parecer, mas a planta possui grande resistência durante as temperaturas mais baixas;
* Sempre que quiser obter uma floração mais abundante e viva é preciso tirar fora as flores já velhas fora, e, desta forma conseguir promover a estimulação de uma nova florada;
* A forma mais adequada de se fazer o plantio correto dessa espécie de planta é através da divisão das touceiras já com raiz formada, já que o plantio através de sementes é mais trabalhoso e bastante demorado, exigindo a quebra da dormência através de temperaturas baixas, aproximadamente 4ºC durante mais ou menos seis semanas. E o pior é que mesmo passando por todo o procedimento, ainda será preciso esperar por mais algumas semana para saber se, de fato, a semente irá germinar.

O danúbio-azul é planta bastante adaptada ao clima do Brasil, por isso pode ser cultivada em qualquer região, desde que tomados os devidos cuidados com a mesma.

Lembre-se que essa planta é uma excelente variação para se presentear, já que é bastante resistente quando colocada em buquês, aproveite a dica e dê um presente diferente, fuja um pouco das convencionais rosas.

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Gênero botânico endêmico da Ásia, muitas vezes cultivada como uma planta da casa. Também é conhecida como Paixão-roxa devido suas folhas aveludadas e roxas. É uma planta pertencente à família Asteraceae.

É uma planta que conquistou muitos admiradores por sua beleza bem ornamental, composta por uma folhagem exuberante e muitas flores amarelas.

É uma bela espécie de delicadas folhas que vão do verde ao roxo, com aspecto aveludado ganharam o mundo, sendo muito cultivada em grandes varandas e ambientes interiores de boa iluminação.

São ainda elípticas a ovaladas, por vezes lobadas, brilhantes, com margens denteadas, suculentas e acuminadas. O veludo-roxo floresce geralmente após o primeiro ano de seu plantio, geralmente no verão, onde suas inflorescências do tipo capítulo surgem, pequenas, de cor amarelo ouro e malcheirosas.

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Após a floração surgem os frutos, que são do tipo aquênio, com pelos brancos, à semelhança do dente-de-leão (Taraxacum officinale).

A bela planta se deixada crescer livremente, acaba por perder seu principal atrativo ornamental, ou seja, seu brilho arroxeado nas folhas, sendo necessário a poda regular para que permaneça com o porte controlado e viçoso. Para obter um efeito mais cheio e imponente mais rápido pode-se plantar de três a cinco mudas juntas no mesmo vaso.

Seu cultivo fica mais ornamental quando esta em vasos suspensos ou pendentes, mas também pode-se oferecer ao veludo-roxo, treliças delicadas, para que o seu caule volúvel suba.

No jardim, seu uso deve evidenciar sua bela cor e textura, criando contrastes interessantes, ou simplesmente somando com outras espécies também pilosas ou arroxeadas.

Deve ser cultivada sob meia sombra, em solo fértil, levemente ácido, enriquecido com matéria orgânica e irrigado frequentemente. Resguarde a planta do sol forte do meio dia. Se as folhas se tornarem mais verdes do que lilases, procure colocar a planta em local mais iluminado.

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Ao irrigar, evite molhar as folhas, o que pode provocar pontos marrons. Reduza as regas no inverno para evitar apodrecimento do sistema radicular. Efetue o beliscamento nas mudas novas e nas plantas em desenvolvimento, para estimular um crescimento mais denso e atraente.

Se não gostar das flores, ou do seu aroma, remova os botões por beliscamento também. Esse procedimento também ajuda a retardar o envelhecimento da planta.

Após a floração a planta tende a decair, por este motivo, aproveite as podas para propagar a planta e assim ter sempre novas mudas para reposição das plantas velhas.

Sua multiplicação é feita por estaquia de ramos e ponteiros.

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roseiras

As rosas são pertencentes à família Rosaceae e os verdadeiros conhecedores são estudiosos profundos desta espécie botânica considerada por muitos como a rainha das flores.

Tratarei aqui apenas os aspectos principais da cultura de uma roseira, independentemente da espécie, do tipo, se é antiga ou moderna, brava, arbustiva, trepadeira, de canteiro, híbrida ou de caules eretos.

Conheceremos os principais traços que nos permitirão cultivar uma roseira, sem maiores preocupações. Para essa finalidade, basta conhecer algumas práticas essenciais.

Mas se se pretender mais do que ter uma roseira, por puro gosto e prazer, então será necessário estudar cada espécie, pois na realidade cada planta tem exigências próprias. Existe aliás, muita informação tanto on line como publicada em livros sobre esta matéria.

Origem
Do cruzamento das chamadas rosas antigas européias com rosas provenientes da China no século XVIII, resultaram muitas das espécies que hoje existem na floricultura moderna. No mercado encontram-se para venda plantas com ou sem torrão junto das raízes.

No primeiro caso basta abrir um buraco no local definitivo onde se pretende colocar a roseira, regar primeiro para que as raízes encontrem umidade durante os primeiros dias da plantação, colocar o torrão ao centro alinhando a superfície para que o torrão fique todo enterrado e tapar com solo de preferência já preparado para jardim.

No caso de não existir torrão junto à raíz, a roseira chama-se de raíz nua e requer um pouco mais de atenção, porque corre o risco de secar senão for devidamente tratada. Neste caso, convém colocar a raíz dentro de um balde com água 2 horas antes de ser plantada, preparar o buraco colocando turfa e terra de jardim no fundo, segurando o caule, e puxando um pouco para cima antes de encher o buraco com mais terra que deve ser calcada com cuidado para que não fiquem bolhas de ar. Rega-se abundantemente.

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Cultivo
Se o plantio for feito com mudas “envasadas” (normalmente vendidas em sacos plásticos), não há restrição para o plantio: pode ser feito em qualquer época do ano, mas os especialistas recomendam evitar os meses mais quentes, sempre que possível. Já para o plantio com mudas chamadas de “raiz nua”, o período mais indicado vai da segunda metade do outono à primeira metade da primavera.

Depois de plantada, é provável que a planta esteja um ano sem florir. A planta não necessita de adubo nesta fase, apenas quando começarem a surgir os primeiros rebentos verdes avermelhados com novas folhinhas, ou seja, quando as raízes se fortalecerem e começarem a desenvolver.

Se, porém, der flor no mesmo ano, aí sim convém providenciar algum fertilizante orgânico, que deve ser colocado em volta do caule principal, sem tocar no mesmo.

Como as roseiras precisam em geral de pouca umidade nas raízes, basta regar quando estiver muito calor e sempre junto ao solo – nunca nas folhas e flores – de preferência de manhã ou à tarde.

Água a mais e umidade nas folhas pode contribuir para o surgimento de pragas e doenças, por isso evite deixar uma planta na sombra e com água ao fim do dia, pois é um convite para a proliferação de doenças.

Caso utilize adubo químico, certifique-se que o solo foi previamente regado e proceda ainda a uma rega após a fertilização, evitando queimaduras devido a eventuais excessos do produto junto ao caule e também para que os nutrientes atuem mais depressa. A partir do verão – de dezembro à final de marco – não se aplica qualquer adubo.

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Luz
As roseiras são grandes amantes de sol e calor, embora devam ser protegidas do calor em excesso que pode queimar as folhas e mesmo as flores, sobretudo se estas estiverem molhadas durante as regas.

Umidade
Como já foi citado, em geral as roseiras não apreciam umidade a mais, indo buscar a água de que necessitam através das raízes de profundidade e não à superfície.

Apenas as roseiras recém-plantadas pedem um cuidado especial nos primeiros tempos, enquanto se desenvolvem, podendo ser regadas nessa época com mais frequência. Ao longo do ano eliminam-se as ervas daninha que se vão encostando ao caule principal.

Pode-se fazê-lo com uma pequena enxada, tendo o cuidado de não ferir o caule. Cava-se ligeiramente de tempos a tempos para arejar a camada superior do solo. Se começarem a nascerem rebentos laterais junto ao caule principal, retiram-se o mais abaixo do solo possível, pois são “ladrões” que roubarão à planta o vigor essencial.

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Resistência
Dependendo das espécies, as roseiras não precisam de grandes cuidados, exceto aqueles já referidos quanto ao sol e à umidade nas folhas. Por vezes são susceptíveis aos ácaros e a cochonilhas, podendo tentar-se inicialmente afastá-los com uma mangueirada forte numa manhã de sol e se não resultar, trata-se com produtos adequados para esse fim à venda nos centros de jardinagem.

Vale ressaltar que estas pragas e doenças só surgem se a planta não tiver os cuidados essenciais de tratamento, ou seja, se não tiver solo adequado, rega em quantidade certa, adubagem na época própria e sol na medida exata.

As pragas e doenças resultam sempre de desequilíbrios na envolvente da planta, pelo que se possível deve evitar-se chegar ao ponto de ter que aplicar químicos, tratando a planta de forma adequada ao longo de todo o ano.

Propagação
A roseira é uma daquelas plantas que beneficia grandemente se for podada todos os anos. Quando? A primeira poda deve ser feita cerca de um ano após o plantio e repetida todos os anos, entre os meses de julho e agosto. Para isso existe um sinal inequívoco: quando os botões começam a brotar na parte inferior da planta, está na época de podar.

A poda faz-se de fora para dentro, retirando todos os caules secos e mortos no ponto mais perto do solo possível, ou se forem laterais, quando partem do caule principal.

Comece pelos caules exteriores, procure localizar o primeiro nódulo entumescido do caule contando do chão, corte em oblíquo um centímetro acima de modo a que a parte mais baixa fique para o lado de fora da planta permitindo que a água que cair nesse corte escorra para o chão, eliminando a acumulação de umidade que pode dar lugar a doenças.

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Nesse mesmo caule corte todos os ramos laterais finos e secos. Corte também os ramos que estejam crescendo para o lado de dentro da roseira, pois formarão um emaranhado desajeitado e contra produtivo, não permitindo o arejamento interior necessário.

Repita este procedimento em cada um dos caules que a planta tenha, ficando no final com um “esqueleto” curto e baixo, embora com troncos verdes e tenros, dos quais brotarão em breve novos rebentos, naquilo que constitui um despertar induzido pela poda realizada.

Com o tempo e experiência aprenderá a realizar melhor a poda, que aliás difere de planta para planta, mas que é indispensável para obter uma planta equilibrada, sem hastes longas e desagradáveis, providenciando ainda uma melhor e mais abundante floração. Os rebentos devem crescer para fora, portanto elimine tudo o que seja crescimento para dentro da planta ou cruzamentos de ramos interiores.

Utilizações
Existem roseiras trepadeiras, ótimas para dar sombra em pátios, junto a uma parede, muro ou varandas; roseiras isoladas em canteiro ou vaso, com grandes flores, perfumadas ou não; rosinhas pequenas, bravas e híbridas.

A escolha do tipo depende do local onde se pretende ter a roseira, se existe luz suficiente, calor e sol, e por essa razão convirá estudar as opções de plantas existentes no mercado antes de se decidir por uma das espécies disponíveis.

Na verdade, algumas espécies são mais resistentes do que outras e consequentemente mantê-las saudáveis dará menos trabalho. Leia a embalagem, verifique se a origem é confiável e certifique-se de que o produto que adquire corresponde ao que pretende para o local pretendido.

Características
As roseiras beneficiam da eliminação dos botões secos depois da floração, pois este procedimento evita a formação de novas sementes e estimula a produção de mais flores durante a mesma estação, como se o “instinto” de procriação de sementes da planta a levasse a produzir mais flores e por via delas, mais sementes.

Apenas nas roseiras de grandes frutos se evita retirar os botões secos, porque crescendo, eles são tão vistosos que se deixam na roseira por uma questão estética ou se retiram apenas para completar buquês destinados a flores de corte.

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O ciclame é gênero botânico pertencente à família Primulaceae. E sua origem é das Ilhas Gregas e a região do Mediterrâneo.

No Brasil o nome da planta varia entre cíclame-da-pérsia, cíclame-de-alepo ou ciclâmen.

A planta é pequena, não ultrapassa 20 cm de altura, e costuma ser cultivada em vasos de interiores. A planta é de clima ameno, de meia sombra, mas precisa de sol direto durante quatro horas por dia. Desse modo, o ideal é colocá-la próxima à janela, mas protegida do vento. Recomenda-se regar duas vezes por semana.

É uma planta perene, mas tem sido cultivada como anual. Assim, muitas pessoas, quando a veem murchar, acreditam que ela está morta, mas seu bulbo irá florir dentro de um ano novamente, se hidratado como indicado.

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Características do Ciclame
O gênero é constituído por 15 variedades de plantas perenes, de folha caduca, provenientes de um tubérculo parecido com um bulbo. Possuem belas folhas de tom verde escuro em forma de coração, com traços finos de fios verde claro ou prateados.

As flores, parecidas com uma borboleta pousada de asas juntas, podem ser simples ou duplas e sobressaem acima da folhagem em tons que vão do branco, ao vermelho, lilás, rosa, salmão ou que podem possuir mais do que uma cor. As flores nascem no inverno, em hastes, em tons de rosa, exalando um perfume leve.

Cultivo
Muitas pessoas pensam que é muito difícil cultivar ciclames, mas quando se compreende o seu ciclo de desenvolvimento esse processo é simples.

Se seguir estas regras verá como se torna fácil desfrutar desta bela planta durante anos a fio.
* Pode dar flor todo o ano, mas o ideal é conseguir que as plantas fiquem “dormentes” durante os meses de verão para que deem flores no inverno e na primavera seguintes.

* Gosta de ambientes frescos, idealmente de temperaturas que vão dos 15 aos 18ºC durante o dia e dos 12 aos 15ºC durante a noite, sobretudo se estiver dentro de casa, mas tolera climas onde a temperatura do ar pode chegar aos 5ºC ou mesmo menos.

* Enquanto tiver flores a planta deve ser colocada num local luminoso embora com luz indireta.

* Necessita de regas regulares, mas não em demasia enquanto estiver crescendo ativamente e florescendo. Coloque o vaso num prato cheio de pedriscos úmidos para proporcionar à planta a umidade extra de que necessita. Durante o período de floração, mantenha o solo sempre úmido, não permitindo nunca que seque.

* Quando regar utilize sempre água tépida e nunca regue em excesso, permitindo apenas que os pedriscos fiquem úmidos e que a água evapore lentamente.

* Remova sempre as flores secas ou murchas, desde o ponto de origem da flor e durante todo o período da floração.

* À medida que as flores desaparecem, corte as pontas à planta e fertilize com frequência de preferência com uma solução líquida, até que surjam folhas novas e flores.

* Quando as folhas começarem a secar pare de fertilizar e reduza a quantidade de água gradualmente, permitindo que o tubérculo permaneça não ativo durante algum tempo para poder descansar e reforçar-se – atenção, este aspecto é importante.

* Quando o solo estiver completamente seco e todas as folhas tiverem desaparecido, coloque o vaso num local fresco e protegido do sol, durante 6 a 12 semanas pelo menos.

* Retire o tubérculo do vaso e replante substituindo com terra nova, deixando o tubérculo semi enterrado em 1/3 ou mesmo pela metade.

* Quando deste tubérculo começarem a surgir novas folhas, recomece a rega e fertilize mensalmente até que as flores apareçam na forma de botão. A partir daqui recomeça-se o ciclo anual de desenvolvimento do ciclame.

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Luz
O ciclame gosta de luz indireta, de sombra ou de sol parcial. Resulta bem quando colocado à sombra sob arbustos e à volta de árvores com copa frondosa.

Umidade
O ciclame necessita de uma atmosfera fresca e úmida para se desenvolver de forma saudável, mas é essencial que o solo drene bem e que seja organicamente rico. Se a terra em que está plantado for muito pesada e pouco porosa, acrescente areia ou gravilha fina e junte material orgânico (folhas em decomposição) para ajudar a torná-lo mais adequado. Nos canteiros, junte uma misture de pedrisco ao solo para permitir o escoamento mais eficiente das águas de rega.

Resistência
Quando adquirir um ciclame verifique se existem junto ao solo botões de flores, sinal de que a planta está em pleno processo de desenvolvimento. Os ciclames adquiridos em viveiros e nas floristas são da família Cyclamen persicum, uma das espécies mais resistentes e produz flores brancas, cor de rosa ou vermelhas. O Cyclamen hederifolium é outra das espécies resistentes de que no inverno e primavera produz flores brancas ou cor de rosa com um centro escuro.

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Propagação
O ciclame propaga-se por sementes a partir do fim do Verão, num meio úmido e muito orgânico, contendo folhas em decomposição, areia e húmus misturados. Um viveiro protegido ou um tabuleiro próprio para propagar permitirá obter melhores resultados. Como as sementes não germinam todas ao mesmo tempo, torna-se necessário repicá-las e replantá-las logo que as plantinhas tenham a estrutura suficientemente forte para poderem ser pegadas com os dedos com cuidado e mudadas de lugar.

As plantas obtidas por meio de semente florescem no prazo de 15 meses (ou seja, mais de um ano depois, não desanime, entretanto…) e devem manter-se num local fresco e com luz filtrada. Por volta do 14º mês, ou seja, um mês antes da floração, transplante para um vaso que coloca num local um pouco mais quente para ajudar o processo de floração.

Aplicações
Adaptam-se muito bem em canteiros, beirando caminhos ou ainda em vasos dentro de casa. Apesar de ser vendida principalmente como planta de interior, o ciclame de florista pode também ser plantado no exterior onde chega a dar flor todo o ano, desde que a temperatura não desça abaixo dos -6ºC.

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Bailarina ( Globba Winitii)

Planta pertencente à família Zinziberaceae e originária da Tailândia. É também conhecida como Globa roxa.

A Bailarina é uma planta herbácea, possui folhagem decorativa e pode chegar a atingir até 1,20 m de altura. Os rizomas dessa planta lhe permitem a formação de maciços que tem folhas verdes com um longo pecíolo e que alternam na haste.

As flores da Bailarina são bem pequenas e amarelas, protegidas por brácteas coloridas (rosa ou púrpura) estão sempre reunidas numa inflorescência grande e pêndula. O efeito decorativo dessa planta é o um dos pontos que mais atraem os cultivadores. O florescimento da planta acontece no meio do verão e pode ser cultivada com sucesso em regiões que tenham um clima ameno ou quente.

Cultivo
Para que a planta cresça saudável é importante ser cultivada num local protegido do sol durante o período da tarde. Pode ser cultivada em vasos ou canteiros com sucesso. O substrato deve ser rico em nutrientes, humoso e solto. As mudas da Bailarina costuma ser vendidas em vasos de cultivo.

O clima que prefere é o tropical, subtropical, equatorial ou oceânico. A luminosidade que prefere é a de luz difusa ou então a meia sombra, o seu ciclo de vida é perene.

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Como plantar a Bailarina
Para quem pretende cultivar a bailarina em canteiros deve atentar para fazer um buraco que seja maior do que o torrão da muda.

Num balde faça a mistura do húmus de minhoca e do composto orgânico em partes iguais. Depois disso adicione a farinha de ossos (mais ou menos 100 gramas) para cada muda.

Misture tudo bem e coloque na parte mais funda do buraco, lembre-se de passar também nas laterais. O passo seguinte é fazer a acomodação da muda no buraco, preencha com o que sobrou da mistura. Regue bem para garantir que a planta cresça saudável. Uma dica é não enterrar muito o rizoma, pois ele tem um desenvolvimento melhor numa profundidade menor.

Essa planta gosta de um solo umedecido então durante os períodos de verão e de seca é importante regar com mais frequência. Quem mora em regiões mais frias como o Sul e o Sudeste do Brasil deve cultivar a bailarina em vasos para que possa proteger a planta durante o inverno.

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Plantio em vaso
Quem preferir cultivá-la em vasos deve escolher um recipiente que seja grande e cuja boca seja larga, pois os rizomas precisam de espaço para se desenvolver melhor.

Comece preparando a parede do vaso usando tinta asfáltica, aquela que é utilizada para impermeabilizar o concreto. Como quando se utiliza o pincel com essa tinta o mesmo acaba sendo perdido recomendamos que você prepare mais de um vaso de uma vez. Assim o descarte do pincel terá valido a pena.

Para ter um bom resultado passe duas demãos e espere que seque por pelo menos uns 10 dias. Esse período é suficiente para evitar que os solventes do produto interfiram no substrato da sua muda.

Como essa planta precisa de um solo úmido é importantes fazer a proteção do furo de drenagem do vaso. Para isso você pode usar cascalho, brita ou mesmo um pedaço de manta acrílica.

A manta geotêxtil também pode ser utilizada como proteção. Em cima coloque um pouco de areia úmida para garantir que a drenagem das águas da chuva ou das regas seja feita.

Também será necessário colocar uma parte da mistura que indicamos para o canteiro, acima. Depois disso você deverá acomodar o torrão, preencha o espaço com mais substrato.

A dica é apertar de leve ao redor da muda para que ela fique fixa. Não se deve enterrar demais, pois quando se coloca o torrão o novo substrato deve ficar com a mesma altura da terra.

Logo após o plantio você deverá regar a sua muda. Nos dias quentes e secos é importante manter as regas frequentes.

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Adubação
A adubação bailarina deve ser feita com uma mistura de composto orgânico com adubo granulado NPK (a formulação deve ser de 10-10-10). A quantidade ideal é cerca de 100 gramas para cada muda ou então 300 g/m2 incorporando ao substrato usado para o cultivo.

A dica para os vasos é usar uma colher de sopa que já vem junto com o adubo. Coloque uma medida dessa colher e misture ao substrato do vaso.

Se a touceira formada não permitir o manuseio do substrato a dica é dissolver a medida num litro de água. Aplique em torno da muda, mas tenha cuidado para que não umedeça os talos e nem as folhas.

O mais indicado é que a adubação seja feita 2 vezes ao ano, as melhores épocas são depois da floração no outono ou então antes dela, a primavera é o momento ideal. É necessário que você coloque os nutrientes no solo umedecido. Regue bem depois disso para que os nutrientes penetrem no solo usado para o cultivo.

Propagação
A bailarina é uma planta ornamental e depois do cultivo da primeira você certamente vai querer fazer mudas dela. Para não prejudicar a planta a dica é aguardar que a touceira esteja cheia.

Retire então as mudas, sempre cuidando para não prejudicar o visual da planta. Junto com as folhas você deve levar um pedaço do rizoma. A propagação através de mudas pode ser feita no período logo após o inverno, pois a planta já terá começado o seu crescimento, porém, ainda não terá florido.

Plante as mudas em recipientes ou então em canteiros usando um substrato semelhante a aquele indicado para o cultivo.

Uso no paisagismo
Em geral a bailarina não é uma planta muito comum de ser vista nos jardins, mas que pode ser muito bem aproveitada em projetos de paisagismo. Com ela é possível formar lindas touceiras além de poder ser cultivada em canteiros extensos ou mesmo em vasos para decoração.

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A Camellia japonica é um arbusto perene com maravilhosas flores em tons de vermelho, rosa ou branco e levemente perfumadas. A japoneira é a mais popular dessa espécie e há muitas outras variedades.

São pertencentes à família Theaceae e sua origem é da Ásia – China, Coréia do Norte, Coréia do Sul e Japão.

Esta é uma ótima planta para as áreas do jardim que não recebem sol pleno ou em vasos para o pátio ou varanda. Com essa planta, você pode ter um jardim colorido durante todo o ano com muito pouca manutenção. Elas crescem bem em áreas
* Muda da planta Camellia japonica;
* Vaso com furos de drenagem;
* Terra adubada;
* Composto orgânico.

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Instruções de plantio
* Escolha um vaso grande com mais largura do que profundidade. A camélia tem um enraizamento superficial, mas precisará de largura para se espalhar.

* Misture terra adubada suficiente com um saco de composto orgânico para preencher todo o vaso até 2,5 cm do topo. Essa planta cresce melhor em solos ácidos e este composto irá ajustar o pH do solo para o crescimento ideal.

* Cave um pequeno buraco no centro, 5 cm mais largo que o torrão da planta e com a mesma profundidade.

* Retire cuidadosamente a planta do recipiente original e espalhe as raízes um pouco se estiverem enroladas. Coloque a planta no buraco e preencha o outro lado do torrão com terra.
Regue para assentar o solo ao redor das raízes e continue preenchendo para que o torrão fique completamente coberto e a terra esteja distribuída uniformemente.

* Regue bem para ajudar a estabelecer o crescimento da raiz e para manter o solo úmido por duas semanas. Em seguida, reduza a quantidade e molhe quando a parte superior do solo estiver seca.
Não deixe que a planta fique completamente seca no calor do verão ou durante os ventos secos, pois as raízes morrerão.

* Coloque um fertilizante com uma liberação lenta para camélias no início da primavera ou no meio do verão. Se não conseguir encontrar fertilizantes de camélia, use um que tenha um ácido elevado.

Siga as instruções do fabricante sobre a quantidade a usar por altura do arbusto.

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A planta-batom pertence à família Gesneriaceae e é nativa de Java, uma região de florestas tropicais.

Principais características da planta
Espécie herbácea de folhagem perene e formato da folhagem, num todo, pendente. Costuma ser cultivada em vasos ou jardineiras postas em locais altos.

Os rizomas possuem boa capacidade de otimização das funcionalidades do substrato, desenvolvendo densos caules com muitas ramificações.

As folhas são de estética simples, dispostas em pares opostos nas hastes, são ovais,  e de textura serosa.

As flores dessa espécie são vistosas, de coloração vermelha, com cálice tubular de cor variando de tom esverdeado ao avermelhado, com corola na cor vermelha de formato tubular, com as pétalas espaçadas e de pontas arredondadas.

Formadas nas pontas das hastes, as flores da planta-batom florescem, normalmente, quando a primavera está terminando e, a floração perdura até o final do verão.

A planta-batom pode ser cultivada em todo o Brasil, porém nas regiões de invernos mais rigorosos, recomenda se que a espécie seja cultivada sob alguma proteção durante outono até a chegada da primavera.

A espécie tem como uma das características mais evidentes a grande ramificação das hastes, as quais chegam à mais de um metro de comprimento. Por essa última razão, é comum e de boa aceitação da planta que ela seja cultivada em vasos suspensos, assim você permite que essas hastes cresçam livremente.

Fato que destaca os muitos ramos pendentes e, também, facilita o acesso de beija-flores às flores da planta, pássaro conhecido pela preferência dessa espécie.

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Propagação da planta-batom
As mudas dessa espécie podem ser feita através do corte de touceiras ou, também, por estaquia de hastes. Após o período da floração ou já no início da primavera há a possibilidade de remoção de uma haste, atente para remover aquela que esteja menos à mostra, assim você não prejudica a estética da planta.

Depois de escolhida a haste, remova as folhas da base e enterre a haste em um vaso com areia umedecida ou com perlita ou com uma mistura de casca de arroz carbonizada com composto orgânico.

Coloque o vaso com a haste recém removida em local protegido  das intemperies do tempo e, cuidando sempre, para que a umidade do vaso seja mantida. Quando a haste começar a se desenvolver no vaso, significa que a haste enraizou, ou seja, você possui uma nova muda da espécie.

Tendo se certificado do enraizamento da planta, transplante-a com calma para um outro vaso com terra de boa qualidade. Lembre se de regar o vaso quando o ar estiver com pouca umidade.

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Melhor modo de cultivo da espécie
A planta-batom desenvolve se bem sob meia-sombra, em local de solo com bom dreno e enriquecido com matéria orgânica.

A rega da planta deve ser feita apenas quando a superfície do substrato estiver com baixa umidade ou, caso você more em uma região muito quente, ao menos a cada dois ou três dias, melhor dizendo, sempre que o ar ficar com pouca umidade, fique mais atento com a rega da planta.

Uma dica importante é notar se as folhas da planta-batom se desprendem com facilidade quando as tocamos, isso é um sinal de que o vaso está úmido em excesso. Outra característica notável dessa planta é que ela gosta de se manter em um local e lá ficar, em outras palavras, escolha um local e deixe a lá se desenvolvendo vistosamente.

Dicas sobre a adubação da planta-batom
Somente adube a planta-batom quando o exemplar que possuir estiver bem desenvolvido e acostumado com o local em que estiver. Preferencialmente, faça a adubação da planta com adubo orgânico.

Uma dica é utilizar adubo bovino, o qual é rico em fósforo e ajuda numa melhor e mais rápida floração. Porém, seja qual for o adubo escolhido, coloque pequenas quantidades na terra do vaso, conforme a quantidade e frequência indicadas na embalagem do produto.

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Utilização da planta como elemento decorativo de espaços externos e internos:
Pela descrição da espécie logo se nota o potencial ornamental da planta. Mesmo quando não está no período de floração, essa espécie agrega beleza ao ambiente em que está pela grande ramificação das hastes que crescem a partir da touceira.

A planta-batom pode decorar ambientes internos, desde que esses possuam boa luminosidade indireta e natural. Para aqueles os quais gostam das flores vermelhas que marcam a espécie, porém não possuem um local interno ideal, a dica é cultivar a planta em um ambiente externo até o início de sua floração.

Contudo, vale lembrar que mudanças bruscas afetam o bom desenvolvimento da planta. Para que a espécie não sinta tanto a mudança de ambiente, traga a para o ambiente interno, deixe a por uma semana e leve a novamente para o ambiente externo, a fim de recuperar a planta.

Ambientes com decoração rústica ou moderna combinam com a planta-batom. Obviamente os ambientes rústicos são mais fáceis de receberem plantas como elemento decorativo.

Para garantir que os ambientes mais modernos combinem com uma planta, coloque a em um vaso com estilo mais moderno, num cachepot metálico ou de vidro por exemplo. Outra dica é combinar as cores. Se a decoração da sua casa for de cores claras ou neutras, as flores vermelhas da planta-batom serão um charme à parte.

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Luminosidade ideal para a espécie
Essa é uma planta a qual está acostumada à luz forte, porém sempre indireta. Indica-se pendurar o vaso próximo de uma janela para estimular o crescimento de plantas, caso você a cultive em ambiente interno ou externo e pouco iluminado.

Os extremos da luminosidade não agradam essa espécie. Ou seja, o excesso de sol ou a falta dele são duas condições as quais prejudicam o acontecimento da fase de floração da espécie.

Solo ideal para a planta-batom
A planta-batom prefere um solo leve e gaseificado, para os casos de cultivo em ambiente interno. Uma dica que agrada a planta é fazer uma mistura de um pouco de violeta africana com bastante perlita e acrescentar no solo. Lembrando se sempre de que o solo deve estar bem drenado.

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pacová
Espécie endêmica do Brasil e muito comum na Mata-atlântica, o Philodendron martianum é conhecido popularmente como pacová ou babosa-de-árvore. O pacová ocorre tanto em floresta densa quanto na vegetação de restinga, geralmente sob a copa de grandes árvores ou em formações rochosas protegidas pela floresta.

Caracteriza-se por ser uma planta epífita que pode ser cultivada em vasos e dentro de ambientes interiores, o que ajuda na ornamentação e decoração dos ambientes. É uma planta que pertence a família botânica Araceae.

Família botânica Araceae
Esta família botânica apresenta 104 gêneros distribuídos em aproximadamente 3.500 diferentes espécies vegetais, entre elas a pacová. A grande parte destas espécies estão distribuídas nas regiões tropicais da América e da Ásia.

As plantas que compõem esta família se destacam pela beleza de suas folhas, o que torna a maioria de suas espécies ornamentais, apesar de que, existem várias espécies que são cultivadas com fins alimentícias.

Uma das espécies que pertencem a esta família é a planta conhecida por costela-de-adão.

Características da pacová
A pacová é uma espécie vegetal herbácea, angiospérmica e ascendente, que possui um caule curto em forma de haste ereta. Este caule sustenta uma folhagem de porte pequeno, se tornando uma planta ótima para cultivo em vasos (devido ao seu porte pequeno) para explorar sua grande beleza na ornamentação dos ambientes interiores.

A Pacova é uma planta epífita, isto é, uma espécie vegetal que nasce e vive sobre outras espécies vegetais para obter melhores condições: de água, de luminosidade e de nutrientes para obter o desenvolvimento.

Como acontece com outras espécies da família Araceae (Como o Anthurium andraeanum), a inflorescência é de importância secundária para o paisagismo, sendo a vistosidade de suas folhas o aspecto mais observados por criadores, botânicos, paisagistas e jardineiros.

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De caule curto, as folhas surgem a partir de pseudo-bulbos, sua porção superior é brilhante, dando a essa planta características ideais para sua utilização em quadros vivos, em jardins com pouca incidência solar, ou na decoração de interiores. A conformação dos pseudo-bulbos em forma de roseta é outro aspecto que favorece a opção dessa planta para interiores.

A espécie possui uma altura média de 1 m, e o ciclo de vida é perene, isto é, se a planta for cultivada dentro das condições adequadas ela consegue viver um período maior que 2 anos, que no reino vegetal é considerado um período longo.

As folhas dessa espécie vegetal são grande e de formato oval. Elas surgem a partir de pseudos-bulbos e possuem coloração verde escura, se destacando por serem brilhantes e muito bonitas. As folhas costumam se projetar desde a base (bulbo) até a copa da planta.

As flores da pacová são pequenas e possuem uma forma curiosa e que não é muito conhecida das pessoas, e devido a isso não se destacam para serem usadas na ornamentação e decoração dos ambientes. Por isso o uso ornamental da planta, costuma explorar as folhas e a capacidade de dar vida e um toque de cor (verde é claro) ao ambiente onde a pacová é cultivada. A floração da Pacova acontece normalmente no período da primavera e do verão.

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O cultivo da pacová
A espécie vegetal é típica de clima tropical e que aprecia ser cultivada ou nascer embaixo da sombra que é gerada por outras plantas. A pacová é uma espécie vegetal que pode ser encontrada em regiões de clima subtropical.

Pelo fato de ser epífita, a pacová é uma planta que não apresenta nenhuma resistência para ser cultivada ao sol pleno, pois logo terá as suas folhas sendo queimadas (surgem manchas de cor castanho escura nas folhas), se tornando apta para o cultivo em ambientes interiores.

No entanto, apesar de não poder ser cultivada sob o sol pleno, a Pacova precisa viver em um ambiente que seja quente (tenha calor) e umidade, condições climáticas próprias do clima tropical que é apreciado por essa espécie vegetal.

A pacová não pode ser cultivada em locais fechados que apresentam um ar condicionado muito forte e completamente sem iluminação, pois como todas as plantas precisam de luz, a planta precisa estar sendo cultivada em um ambiente que receba iluminação parcial durante algum tempo do dia.

O solo ideal para o cultivo do pacová é o fértil, e para que o solo permaneça nessa condição é importante que ele sofra processos de adubação com a aplicação de fertilizante orgânico, pois assim o solo permanece apto a fornecer os nutrientes que a planta necessita para se desenvolver bonita e vigorosa. Outra característica do solo é que o mesmo apresente boa capacidade de drenagem, isto é, capacidade de absorver bem a água sem ficar encharcado.

A rega deve ser realizada em uma frequência de 2 a 3 vezes a cada semana ou sempre que o substrato estiver secando ou se encontrar seco, pois é uma espécie vegetal que aprecia o solo úmido, no entanto é necessário cuidado para não encharcar o substrato, pois essa situação pode causar o apodrecimento e sufocamento das raízes, que pode levar a planta à morte.

Seu cultivo pode ser em uma espécie de vaso fabricada com fibra de coco, que são apropriadas para o cultivo de plantas epífitas. Podem ser utilizadas jardineiras para o cultivo, ou mesmo, realizar o cultivo direto no solo, de forma que sejam criados um conjunto de pacovás, sendo cultivadas sob meia sombra, com solo rico em nutrientes e material orgânico e ficando ligeiramente úmido e tenham uma boa capacidade de drenagem. Ressaltando que a planta não tolera as baixas temperaturas e nem o frio extremo, como no caso das geadas.

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Multiplicação
A pacová é uma espécie vegetal que tradicionalmente se propaga de 2 maneiras: por dispersão das sementes e por estacas.

A multiplicação por dispersão de sementes é mais comum na maioria das espécies vegetais, onde as sementes geradas pelas flores são espalhadas em locais apropriados para o cultivo e com condições adequadas para que as sementes consigam germinar, se desenvolver e gerar uma nova planta. É importante que o substrato seja leve e poroso (exemplo: terra misturada com casca de arroz carbonizada) e as sementes sejam regadas com certa frequência.

Na multiplicação por estacas, consiste em se separar uma folha com parte da raiz, para que possa ser colocada em um novo local de cultivo. É importante que esse novo local tenha as condições de nutrientes, luminosidade e rega, para que a estaca consiga se desenvolver e gerar uma nova pacová.

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A impatiens é uma planta bastante conhecida e que produz flores lindas, coloridas e bem alegres. Ela é comumente encontrada no hemisfério Norte e nos trópicos. Além de receber o nome de impatiens, são também conhecidas por outros nomes, dentre eles estão beijinhos, alegria-da-casa, maria-sem-vergonha, não-me-toques, dentre outros. especialmente no Brasil.

As variações
Há diversas variedades dessas flores encontradas, como a impatiens Duplas e a Nova Guiné. Uma das coisas mais legais de se cultivar essa planta é que se pode encontrá-la em diversas cores como azul, roxo, rosa, vermelho e branco.

Seu tamanho pode variar entre o mínimo de 6 cm até a 2 m de altura, se mostrando uma grande alegria para os olhos. É melhor que as mesmas sejam plantadas em locais com bastante sombra, nas quais a iluminação seja parcial ou filtrada. Em razão disso, o cuidado com as Impatiens não precisa ser feito através de um jardineiro profissional.

A mais conhecida delas é a Impatiens walleriana, que é conhecida como a alegria-da-casa, uma planta bonita, porém, bastante frágil.

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Impatiens walleriana
Essa espécie floresce quase em todas as épocas do ano se estiver sob as condições propícias, porém, fica muito mais bonita durante a primavera, ganhando as mais variadas colorações. Possui diversas cores matizadas e cores sólidas.

Quase sempre suas flores apresentam grande simplicidade, porém, nos últimos tempos tem apresentado nas floriculturas, plantas com flores dobradas, bastante diferentes e bonitas, se assemelhando a rosas em miniaturas.

Ocorre que as plantas que apresentam flores dobradas possuem maior nível de sensibilidade e, em decorrência do peso das flores, os galhos tendem a cair.

A alegria-da-casa não precisa de um tratamento exagerado, entretanto, o lugar onde elas são colocadas deve ser escolhido a dedo, pois esse será o fator fundamental que garantirá sua beleza e sobrevivência, já que escolhido o lugar, elas não podem ser removidas, talvez por isso recebam também o nome de não-me-toques.

Multiplicação
A reprodução dessas flores pode acontecer através de estaca e também por sementes, em qualquer época do ano, porém, durante a primavera, as chances de pegar são muito maiores.

Quando escolhido o plantio por sementes, as mesmas veem dentro de uma cápsula verde que, assim que estão aptas, solta as sementes diretamente na terra.

A reprodução da planta através das sementes é bastante simples, porém, a com a estaca tem maiores chances de sucesso, deste que ela esteja completamente saudável.

O correto é que, quando as folhas se soltarem do tronco, a mesma deve passar pela secagem, para depois ser plantada ou ainda a estaca seja posta num recipiente água para produzir sua raiz.

Caso a estaca seja colocada em água é importante que a água seja o suficiente para molhar o pé da mesma e que o líquido seja trocado de três em três dias, tomando cuidado para não afogar a planta.

Caso ela seja colocada diretamente sobre a terra, opte por um terreno leve, e, de preferência disponha o vaso próximo a uma janela da casa, no lado sul, regando-a todos os dias, mas sem deixar que a água se acumule nos pratos. Você observará que a muda pegou de verdade quando surgirem no tronco, novas folhas, sendo que esse processo não demora um tempo tão extenso.

Se você escolher uma estaca repleta de flores, é preciso que todas elas sejam removidas antes do plantio, da mesma forma deve-se fazer com os botões para que não retirem a força da planta, já que o objetivo da estaca é formar raízes e não dar flores. A planta Alegria da casa prefere as altas temperaturas, desde acompanhadas de um pouco de umidade, por isso gosta de mais água durante o verão, sem acúmulo no pratinho.

Além disso, a planta prefere o ambiente luminoso, porém, sem que o sol bata diretamente sobre ela, a não ser que sejam poucas horas e somente pela manhã, quando o sol apresenta menor intensidade. Ela também não tolera ambientes com ventos constantes, nem locais onde haja passagem, já que não gosta de ser tocada e prefere vasos de barro, é ainda não gosta de terra barrenta.

Se ela for colocada ao ar livre, ponha próxima a uma árvore que possa lhe proporcionar uma sombra adequada em tempos de sol constante, mas caso não consiga, ponha a mesma próxima a um muro. Em casa, o melhor lugar para colocá-la é próximo à janela da cozinha.

Quando essa planta é deixada livre para crescer acaba ganhando uma forma um tanto arredondada e bastante harmoniosa, entretanto, com o passar do tempo pode vir a crescer em demasia, ficando mais aberta, com os troncos livres, o que pode ser resolvido a partir de uma pequena poda. A Alegria da casa tem possui um ar feminino, delicado e frágil, porém, tem duas variedades bem mais resistentes.

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Impatiens balsamina
Essa variedade de planta, ainda que pertença à mesma família da anterior, não necessita de tantos mimos, sendo conhecida também como Beijo de Frade e Bicos de Papagaio. Possui as folhas bem mais duras, com coloração verde, pontiagudas e serradas  e os troncos são bem mais fortes, seu crescimento é para cima e, às vezes abre em leque.

As flores também apresentam um tamanho maior, um pouco diferente e com porte mais robusto, podendo até ser dobradas com certa facilidade. Ao contrário da Alegria da Casa, esta consegue passar melhor sem muita água, e também a maior exposição ao sol, porém, sem exagero.

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Impatiens nova-guiné
Essa variedade não tem tanta altura como a anterior, porém apresenta uma grande resistência. As folhas também apresentam formato semelhante, são bicudas e quase sempre serradas, entretanto mais duras que a variedade Impatiens walleriana e também são coloridas, até mesmo o tronco.
Suas flores são parecidas as da Impatiens walleriana, porém maiores e seu crescimento também é bastante parecido, entretanto, através da rigidez de suas folhas perde a aparência delicada que faz parte da alegria da casa.

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Trata-se de uma planta que pertence à família Piperaceae. A origem da espécie é a Índia e se caracteriza pelas suas folhas que tem um tom verde que se mistura com um tom de vermelho. É também conhecida como peperomia variegada.

Um dos principais usos da peperomia-tricolor é como planta ornamental, pode ser cultivada em canteiros ou em vasos como uma planta pendente ou ereta. Uma planta que é bem comum de ser encontrada em formações florestais brasileiras principalmente na Mata Atlântica.

Nesse habitat a planta se encontra como pequenos arbustos ou árvores. Geralmente essa planta apresenta algum tipo de alteração, mas ainda assim é bem fácil de reconhecer. Podemos observar essa planta devido a presença de flores grandes e que tem uma base assimétrica.

Quando inserida nesse ecossistema a peperomia-tricolor é um dos principais elementos entre as epífitas. Uma planta que é quase sempre carnosa, bastante bonita e com uma presença marcante.

A peperomia-tricolor é um tipo de planta herbácea perene que chega a ter 0,30 metros, conta com folhas opostas que são carnosas e rígidas. Essas folhas são inseridas no caule da planta que é suculento. Uma das características mais marcantes das folhas dessas plantas é que elas são manchadas de forma irregular.

A combinação de cores pode ser feita de um tom creme e verde claro azulado, já as margens tem um tom de vermelho assim como os pecíolos e ramos. Quando essa planta chega ao momento da floração essa se dá em forma de espiga. As flores são bem pequeninas e esbranquiçadas, um tipo de planta que não tem muita expressão.

Em geral o florescimento da planta se dá durante o verão, a Peperomia tricolor é perfeita para cultivar nos locais com um clima mais quente. Trata-se de uma planta que não tolera geadas.

Peperomia_magnoliifolia


Como cultivar
Para que o cultivo da Peperomia tricolor seja bem sucedido é importante que ela se desenvolva a meia sombra. O ideal é que a planta receba cerca de 4 horas de sol por dia para que se desenvolva mais forte. Ajude o crescimento da planta enriquecendo o solo com matéria orgânica.

Em relação a irrigação é indicado que o solo da Peperomia tricolor seja mantido úmido. Para evitar encharcar as raízes confira sempre se o substrato está umedecido, se estiver não precisa regar, se estiver completamente seco vale a pena colocar mais água. Outro ponto importante é ajudar a planta com adubação.

Coloque um pouco de adubo de gado ou mesmo adubo de aves, deve estar bem curtido. Acrescente ainda composto orgânico e areia, no caso de o adubo estar muito compactado. Em seguida plante as mudas mantendo uma distância de mais ou menos uns 15 cm entre elas.

Obtenha um resultado melhor cultivando em linhas desencontradas, faça extensos maciços em torno das árvores.

Cuidado com a floração
Por mais curioso que pareça nem sempre o objetivo do jardineiro é que a sua planta floresça. Isso se dá porque quando a planta emite um pendão floral estaciona no crescimento e assim para o surgimento de folhas do tamanho convencional. Pode ser que a planta passe a ter folhas pequenas para acompanhar o tamanho das flores.

No caso de você estar cultivando a Peperomia tricolor pela sua folhagem quando perceber que o pendão floral começou a ser emitido retire-o usando um podão, é importante que o mesmo esteja bem limpo.

Propagação da peperomia
Dentre os métodos possíveis para fazer a propagação dessa planta estão o de estaquia de ramo. Para isso comece cortando 10 cm de ponteiros de plantas que estejam escondidas ou mesmo que sejam do meio do canteiro ou maciço. Vale lembrar que no caso dessa planta as folhas também têm a capacidade de criar raízes.

O cultivo da peperomia-tricolor pode ser feito num primeiro momento em potes, caixotes que tenham areia, casca de arroz carbonizada, vermiculita e perlita. O substrato deverá ser mantido sempre úmido, fique de olho para ver se o enraizamento da planta já começou.

Depois que a planta criar raízes chegará o momento de fazer o seu transplante para os sacos ou então para um vaso. A planta deverá crescer até chegar a mais ou menos uns 15 cm. Nesse ponto ela estará pronta para ser comercializada.

peperomia variegada

Uso no paisagismo
Como já foi destacado a peperomia-tricolor é bastante utilizada para fins paisagísticos. Em geral esse uso pode ser feito sob a forma de bordaduras de canteiros de plantas que tenham um tom de verde mais escuro bem como também com plantas que tenham floração sazonal como jasmim-do-cabo ou azaleias. Quando as flores surgirem o colorido será intenso e maravilhoso.

Fique atento, pois o crescimento da jasmim-do-cabo acontece de forma bem irregular. Sendo assim você deverá utilizá-la dessa forma se desejar cobrir a borda dos tijolos ou que as plantas cresçam além do canteiro. Nos casos das bordas gramadas sem proteção de separador de grama é necessário ter uma atenção especial para as possíveis manchas que poderão surgir no solo que ficar desprotegido em que a planta cresce.

Jardins de Feng shui
A peperomia-tricolor é uma planta bastante utilizada em jardins de Feng shui principalmente com o objetivo de ajudar a tornar mais suaves as linhas que são muito rígidas como nos canteiros de borda de alvenaria de linhas retas ou então no setor da fama em que o seu tom vermelho das bordas se encaixa nos ensinamentos da filosofia milenar.

espalhando folhas