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Posts para categoria ‘Fertilização’

carvão

O elemento natural é essencial para manter a planta viva e saudável mesmo com o excesso de rega.

Um dos problemas mais comuns ao cuidar de plantas é a quantidade de água que você coloca no vaso. Por isso, matar as plantas ‘afogadas’ pelo excesso de líquido é praticamente normal no dia a dia de algumas pessoas. Porém, uma forma de evitar que isso aconteça é colocando carvão nos vasos de planta.

Sem um sistema de drenagem, a água vai acumular no fundo do vaso e tornar as raízes suscetíveis a fungos e bactérias, que fazem com que ela apodreça e morra. E é claro que o formato do vaso também influencia: alguns contém furos na parte de baixo para que a água saia, outros não.

Assim como para o seu terrário, é interessante criar uma camada de drenagem se o seu vaso não possui esse sistema próprio. E isso é feito com o carvão. Ao contrário da terra, que absorve e mantém a água no lugar, essa camada extra faz com que a água continue caindo livremente, deixando-a distante das raízes e da própria terra.

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O carvão vegetal é um elemento altamente poroso e que absorve muita água. Não só isso, mas o ele também é utilizado com frequência em aquários, como um filtro, e também para tratar vítimas de envenenamento, pela sua capacidade de aglutinar toxinas e prevenir o estômago de absorvê-las.

Quando colocado no fundo de um vaso de plantas, o carvão vai agir como essa camada de segurança, que vai absorver a água jogada no vaso durante a rega e evitar que ela fique acumulada no fundo, empapando as raízes.

Além disso, o elemento serve para evitar odores ruins, remover impurezas do solo e espantar insetos. Ou seja, é perfeito para ajudar você a ter plantinhas saudáveis e que duram muito tempo em casa.

gaivotas

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Outono, época de folhas caídas no chão. Esta abundância que se desprende das árvores nesta época do ano, são como presentes dado pela natureza para nós.

Um presente precioso, pois além de podermos transformá-lo em algo especial e útil para melhorar o solo da nossa horta, podemos aprender muito com a simples observação do processo natural de seu surgimento até seu cair.

Se você já esteve em uma mata preservada, você certamente percebeu a leveza da terra sob seus pés. Provavelmente reparou como o solo é escuro. Se você pegou um pouco deste solo em suas mãos, certamente viu quão suave, de odor agradável e cheio de vida este solo é.

Isto tudo é, em grande parte, por conta das folhas que aí um dia caíram, criando um revestimento que ajuda a reter a umidade no solo e, lentamente, se decompõem e alimentam, de forma direta e indireta, toda a vida que ali está.

O composto de folhas
Feito somente de folhas, este composto, ao contrário do processo de compostagem tradicional (que gera calor e depende, em sua maioria, de bactérias esfomeadas para transformar o material orgânico em matéria orgânica), é feito com predominância de fungos que, literalmente, se deliciam com as folhas servidas a eles, gerando menos calor, sendo considerado um processo “a frio”.

Enquanto a compostagem tradicional leva, em média, 3 meses para atingir a maturidade, o composto de folhas pode demorar até 3 anos.

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Composto de folhas em processo de colonização, por fungos da serrapilheira.

Benefícios do composto de folhas
Este tipo de composto fornece poucos nutrientes as plantas, diferenciando-se assim, mais uma vez dos compostos tradicionais. Por sua vez, ele melhora a estrutura do solo, por isso ele é considerado um condicionador de solo.

Dentro os benefícios que ele pode trazer para seu solo, podemos citar:
* Melhora a estrutura do solo: ajuda a suavizar solos pesados, como os argilosos;

* Retenção de água: ele é capaz de absorver até 50 vezes o seu peso em água. Ao misturá-la ao solo, melhoramos a retenção da água, tornando-a facilmente disponível para nossas plantas;

* Melhora a vida do solo: pois estimula a atividade biológica no solo, criando um ambiente microbiano que ajuda a prevenir pragas e doenças.

Como fazer
Se deixarmos as folhas sobre o solo, depois de caídas, ou amontoá-las em um canto, elas irão, sozinhas, se transformar em composto de folhas, assim como ocorre nas matas e florestas.

Porém este processo pode demorar muitos anos. Quanto mais celulose uma folha tiver, maior será o seu tempo de compostagem.

Para dar uma forcinha a natureza e acelerar um pouco este processo, nós iremos dispor da seguinte técnica:
* Usar um inoculante de fungos: a serrapilheira. A serrapilheira é o material que fica depositado no piso das matas e florestas preservadas, composto de montes de folhas, galhos, frutos, etc… em estado de decomposição variado;

* Triturar as folhas recolhidas no nosso jardim e a serrapilheira, separadamente, com a ajuda de um triturador, ou de um cortador de gramas, ou ainda de um facão bem afiado.

Em saco plástico:
a) Coloque uma camada de folhas trituradas, de aproximadamente 15 cm, dentro de um saco plástico, que não seja biodegradável;
b) Cobrir com uma camada fina de serrapilheira triturada;
c) Compactar de leve e umedecer com água sem cloro;
d) Repetir os passos “a” e “b”, até 3/4 do volume do saco, terminando com uma camada de serrapilheira;
e) Fechar e amarrar bem a boca do saco;
f) Faça vários furos na lateral do saco, com um objeto pontiagudo, da espessura de um lápis, ou menor, para que entre um pouco de ar;
g) Manter o saco a sombra.

Em composteira:
a) Repetir os passos “a” e “b” do item 3.1 acima, até encher a composteira;
b) Cobrir a composteira com uma lona, para diminuir a evaporação;

Uma vez por mês, checar a umidade das folhas no saco e na composteira. Se necessário umedecer novamente. No caso do saco: Virá-lo de cabeça para baixo e mantê-lo a sombra. Na composteira: revirar as folhas.

Com o uso desta técnica, podemos diminuir o tempo de decomposição das folhas para, no mínimo, 4 meses, chegando até 8 meses a 1 ano, dependendo das condições de umidade das folhas e das condições climáticas.

Você saberá que o processo terminou quando a pilha estiver com cheiro de terra de mata após a chuva, um material escuro (quase preto) que lembra o solo de matas e florestas.

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Como usar
* Incorporar de 5 a 10 litros/mt2 ao solo, antes de plantar. Desta forma, altera a densidade do solo, podendo deixá-lo até 20% menos denso que um solo sem o composto de folhas, tornando-o um ambiente perfeito para o crescimento de raízes;

* Em coroamento de plantas perenes e anuais, ajuda a manter a umidade durante o verão;

* Como cobertura de solo, espalhar uma camada de 5 a 8 cm de altura, evita a flutuação extrema de temperatura do solo e mantém a superfície do solo solta, facilitando a entrada de água e retendo umidade no solo, diminuindo a evaporação;
- Devido a capacidade de retenção de água, em quase 50%, é muito útil no cultivo de hortaliças, podendo reter água por até 2 semanas, o que é ótimo para os períodos mais quentes.

* Excelente ingrediente para compor o substrato para cultivo, pois sua característica são muito semelhante à turfa, podendo ser usada no seu lugar em substratos: Misturar meio-a-meio composto de folhas e húmus de minhoca, para compro um substrato rico em nutrientes para produção de mudas. Ou combinar iguais partes de composto de folhas e perlita

Dicas
* Não adicionar folhas “cruas”, sem compostar, direto em seus canteiros. Por serem pobres em nitrogênio, elas roubarão este elemento do solo;

* Alguns autores sugerem acrescentar alguma fonte de nitrogênio a pilha de folhas, para acelerar o processo. Mas, ao fazer isso, estamos alterando o método de decomposição para “compostagem” bacteriana e o produto final terá características e benefícios diferentes do composto de folhas;

* O teor de celulose (lignina) das folhas pode afetar o tempo de decomposição. Quanto mais celulose as folhas tiverem, mais tempo para a decomposição;

Cuidado: a capacidade de retenção de água pode ser problema em sementeiras, principalmente nos períodos chuvoso, pois podem promover o apodrecimento das sementes no solo.

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fertilização

Quando nos propomos a cultivar plantas, devemos tomar alguns cuidados com o manuseio, o cultivo, a manutenção e a fertilização.

Algumas plantas são muito sensíveis e precisamos prestar muito atenção ao ambiente onde a colocamos, se elas se adaptaram, se estão amareladas ou secas, se o local tem a quantidade de luz adequada, se o vaso que a abriga está no tamanho ideal.

Enfim, temos que cuidar para que tenhamos uma planta bonita e harmoniosa, pois é o sonho de todos nós que cultivamos plantas, que elas fiquem bonitas e as saudáveis tanto fora, quanto dentro de casa.

A planta, por ser um ser vivo, também precisa do alimento adequado. E para elas, o alimento ideal é o fertilizante, que é um composto de nutrientes e de vários tipos, pois algumas plantas adaptam a um tipo e outras, a outros tipos de fertilizante.

fertilizante

É muito comum as plantas ficarem com deficiência de nutrição e estes são alguns dos sintomas causados quando as plantas estão desnutridas:
*O crescimento se torna lento;

* Espécies floríferas apresentam floração pobre ou ausente, com colorido apagado e sem vida;

* A planta fica com os caules e as hastes fracas e debilitadas;

* A folhagem apresenta-se pequena, com folhas miúdas, sem brilho ou amareladas.

* As folhas inferiores caem com facilidade e a planta fica menos resistente ao ataque de pragas ou doenças.

A adubação, ou fertilização, precisa de uma dose certa, pois o excesso também acarreta vários prejuízos para as plantas, tais como:

* Surgimento de manchas amarronzadas nas folhas, parecendo queima;

* Folhas com as bordas murchas ou enroladas;

* Má formação das folhas;

* Distúrbios no desenvolvimento: a planta pode ficar mais ativa no inverno e crescer menos na primavera e verão, por exemplo;

* Surgem massas ou crostas brancas na superfície da terra ou dos vasos, principalmente nos de barro ou cerâmica;

* Em casos mais graves, a planta pode secar temporariamente e até morrer.

Os nutrientes de que as plantas necessitam são o Nitrogênio (N), o Potássio (K) e o Fósforo (P). O Nitrogênio age na parte verde favorecendo a brotação, o Fósforo estimula e favorece a floração e a fertilização e por fim o Potássio, que está envolvido com todos os processos, como a fotossíntese, por exemplo.

O Potássio também favorece a planta de maneira global, protegendo raízes, caules e ramos. Existem outros nutrientes que também são de fundamental importância na fertilização, entretanto a sua quantidade é bem menor, como cálcio, magnésio, enxofre, cobre, ferro, manganês, zinco, boro e molibdênio.

E qual adubo usar? Bom, existem vários tipos de adubos para os diversos tipos de plantas. Veja alguns:

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* Orgânico
Compreende ativos de origem vegetal ou animal e, assim, não polui o meio ambiente. Seus teores nutricionais são relativamente baixos, a absorção pelo jardim é lenta e é preciso usá-lo em quantidades maiores.

Exemplos: materiais decompostos ou compostagem (processo que transforma restos vegetais em adubos), húmus de minhoca, torta de mamona, torta de algodão, estercos curtidos (suíno, bovino, caprino), farinha de ossos, de carne ou de peixe, lodo de esgoto, borra de café e cinza de madeira.

A torta de mamona é a mais usada, pois apresenta os três macronutrientes primários (NPK).

Terra vegetal – formado por terra e restos de plantas (resíduos vegetais), livres de pedras e outros destroços.

adubo quimico

* Químico
Sintetiza os elementos essenciais (NPK) e, em alguns casos, outros menos importantes. É mais concentrado e exige dosagem baixa. O percentual de cada mineral é indicado em números, como 4-14-8 (4% de nitrogênio, 14% de fósforo e 8% de potássio) ou 15-8-8 (idem, na mesma sequência).

Mais fósforo indica que o produto deve ser usado para curar deficiências de floração e frutificação. Se a necessidade for atuar no verde, a fórmula ideal é a segunda, mais nitrogênio. O potássio traz benefícios gerais e vem em quantidades equilibradas.

Se a planta estiver bem, use uma fórmula balanceada, como 10-10-10. Se bem orientado, o uso doméstico pode ser uma boa alternativa. Vale a recomendação para tomar cuidado com crianças e animais.

A crítica é quanto aos estragos ambientais: o processo industrial pode causar danos à natureza e o uso errado na agricultura contamina rios e lençol freático.

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Quando adubar?
A frequência varia de acordo com a espécie cultivada, mas, de uma maneira geral, recomenda-se adubar a cada 30 dias. Importante: durante o crescimento, há mais carência de água e adubo.

Dosagem e forma de aplicação devem seguir as indicações do fabricante que constam na embalagem. A terra deve ser imediatamente irrigada após a adubação.

As folhas que caem devolvem ao solo vários nutrientes. Se possível, não as remova do vaso, floreira ou jardim.

Quando não adubar?
* Antes de 30 dias após a última adubação, o excesso de nutrientes pode matar a planta;

* Se houver raízes danificadas ou podres, pois pode piorar o quadro. Nesses casos, o melhor é só irrigar e esperar a recuperação;

* Durante a floração, quando a planta para de crescer;

* No inverno, época em que as plantas entram em dormência ou descanso, e por isso perdem as folhas;

* Logo após transplantar ou cortar raízes, fase de regeneração do crescimento. O correto é só adubar após quatro semanas.

 minhoca

Dicas importantes:
A minhoca é benéfica para a planta. Sua presença indica que o solo está adequado para elas, com matéria orgânica e umidade suficiente, e, portanto para o desenvolvimento do jardim.

Além da aplicação das fertilizantes anorgânicos (NPK) é necessário proporcionar às plantas a reposição de adubos orgânicos, tais como farinha de ossos, estrume animal, torta de mamona etc.

O estrume animal só deverá ser utilizado bem curtido para não prejudicar as mudas. Já a farinha de ossos e torta de mamona são usadas de acordo com a prescrição da embalagem.

Regar frequentemente. Na primavera e no verão, deve-se fazê-lo todos os dias e no outono e inverno, a cada 2 dias. Regar de forma abundante, de preferência de manhã cedo ou no final da tarde.

Adubar mensalmente, só diminuindo a frequência quando for o inverno, não adubando no mês de julho. Use adubos 10:10:10  para manutenções e dê farinha de osso  para as plantas que estiverem na época de floração.

passarinhos

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Você sabia que usar adubos naturais é a melhor alternativa para deixar as plantas do jardim mais bonitas e saudáveis? Além de não prejudicarem a saúde das pessoas que têm contato com a área verde da casa, eles garantem resultados rápidos, enriquecendo o solo e os vegetais com todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento e a beleza das flores.

Existem diversos adubos caseiros que são bem fáceis de fazer, veja as dicas a seguir:
Adubos caseiros orgânicos
Os adubos orgânicos podem ser adquiridos em lojas de jardinagem ou podem ser feitos em casa, por meio do reaproveitamento de materiais que seriam descartados, como cascas de ovos e de frutas. Para confeccioná-los é simples: basta ter em mãos alguns produtos.

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Cascas de bananas
Para a maioria das pessoas, a casca da banana não tem serventia. Por isso, ela acaba sendo jogada fora logo após o consumo da fruta. O que pouca gente sabe é que essa casca pode ser utilizada para enriquecer o solo, deixando a vegetação mais saudável e bonita, já que é rica em elementos como o fósforo e o potássio. Para isso, basta cortar algumas cascas em cubinhos e colocá-las junto às plantas.

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Cascas de vegetais
As cascas de alguns vegetais como abóbora, cenoura, batata e chuchu, também podem ser usadas como adubo, pois são ricas em vitaminas. Para ajudar no crescimento saudável das plantas, basta cortar esse material em cubos e misturá-lo à terra do canteiro ou do vaso ou mesmo adicioná-lo ao xaxim.

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Casca de ovo
Alguns alimentos que provavelmente iriam para o lixo podem ser reutilizados como adubos caseiros. Exemplo disso é a casca de ovo, que é um excelente adubo natural que traz grandes benefícios às plantas. A casca de ovo é rica em cálcio e potássio, ajudando no desenvolvimento das plantas. Para fazer, lave e triture as cascas de ovo com a ajuda de um pilão. Após formar um espécie de “farofa”, aplique na terra em volta da planta.

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Borras de café
Ricas em azoto, fósforo e potássio, as borras de café são excelentes adubos naturais. Você pode colocá-las na compostagem ou dilui-las em água. O ideal é não colocar a borra diretamente na terra.

Frequência de Adubação
Folhagens devem ser adubadas a cada três ou quatro meses. Já os exemplares que dão flores exigem processos de adubagem a cada dois ou três meses.

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